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Será desta que Portugal volta a vencer fora de portas?

Neste sábado, por volta das 19h00, tem início 53.º Campeonato da Europa de Hóquei em Patins que, pela primeira vez, se vai realizar na Corunha, Espanha, no Palacio de los Deportes de Riazor.

Naquele que será o europeu mais concorrido de sempre, tendo em conta que vai ser disputado por onze seleções, Portugal entra como campeão em título. Algo que já não acontecia deste o ano de 2000. Quando a seleção nacional chegou a Wimmis, Suíça, enquanto tetracampeã da europa. Para além disso, os comandados de Luís Sénica vão procurar alcançar algo que Portugal já não consegue deste 1994, conquistar o campeonato da europa por duas vezes consecutivas.

Para esta edição do campeonato da europa, Luís Sénica fez algumas alterações em relação ao Euro 2016 e o Mundial de 2017. Pedro Henriques, (SL Benfica) que faz a sua estreia em europeus, após já ter estado presente nos campeonatos do mundo de 2013, 2015 e 2017, fará dupla com Ângelo Girão (Sporting CP). Na defesa ocorre a estreia de Daniel Oliveira, irmão de Caio e mais conhecido por “Poka” no mundo do hóquei em patins, em “competições oficiais”, pois já participou em Torneios de Montreux, depois de uma excelente época ao serviço da AD Valongo. Na dianteira, Vítor Hugo, jogador que fez uma grande temporada ao serviço do Sporting tendo sido o melhor marcador da equipa no campeonato com vinte e nove golos, faz o seu regresso à seleção após vários anos de ausência. A estes jogadores juntam-se os já “habituais” Diogo Rafael (SL Benfica), Hélder Nunes (FC Porto), Henrique Magalhães (Sporting CP), Rafa (FC Porto), João Rodrigues (SL Benfica) e Gonçalo Alves (FC Porto). De fora, em relação ás competições mais recentes, ficaram os experientes Nelson Flipe, Reinaldo Ventura e Ricardo Barreiros. 

Qualidade é algo que não falta na seleção portuguesa. No entanto, para além de Portugal já não vencer fora há muitos anos, o saldo de conquistas em Espanha também não é o melhor. Nos oito europeus realizados em terras de nuestros hermanos, a seleção nacional saiu vitoriosa em apenas dois e já nos longínquos anos de 1967 e 1987. A jogar em casa, por norma, o conjunto espanhol não falha e para além destas duas vitórias da equipa lusitana, somente a Itália conseguiu o feito de vencer em Espanha. Isto, no ano de 2013, no campeonato da europa disputado em Alcobendas e que deu início a uma fase de menor fulgor da La Roja.

João Rodrigues, capitão da seleção nacional, vai tentar ajudar Portugal a alcançar algo que já não consegue desde o ano de 1994, sagrar-se bicampeão europeu
Fonte: Europeu de Hóquei em Patins 2016

O modelo competitivo do campeonato da europa mantêm-se igual ao de 2016, ou seja, fase de grupos e eliminatórias. Contudo, como este europeu é o mais concorrido da história, contado com um total de onze países, a fase de grupos será um pouco mais longa do que o habitual, pois, um dos grupos é composto por cinco seleções e outro por seis. Portugal ficou inserido no grupo B, que é constituído por cinco seleções, em conjunto com a Andorra, que regressa após ter participado pela última fez num europeu em 2006, Suíça, Áustria e França. No grupo A, que será composto por seis seleções, constam a Espanha, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, que regressa depois de vinte e um anos de ausência, Itália e Holanda, mais uma das seleções retornadas, que já não disputava um europeu desde 2008. 

No que diz respeito aos favoritos, Espanha e Portugal, atuais campeões mundiais e europeus, respetivamente, partem à frente. Logo a seguir, num patamar abaixo, surge a Itália, campeã europeia em 2014 e vice campeã em 2016, e não muito longe, talvez, a França. Mesmo tendo em conta decisões governamentais, que fizeram com que o hóquei em patins deixasse de ter o estatuto de modalidade de alta competição. Algo que reduziu os apoios monetários e, por consequência, faça com que os gauleses apenas se apresentem com oito jogadores neste europeu. De resto, será sempre bom ver em que ponto está o desenvolvimento da modalidade em países como a Alemanha e a Inglaterra, assim como, o que vão fazer as retornadas Andorra, Bélgica e Holanda. 

Esta edição do campeonato da europa de hóquei em patins fica, ainda, marcada pelo lançamento da nova CERS Rink Hockey TV, onde vão ser transmitidos todos os jogos do europeu. Canal que, segundo uma press release divulgada pela World Skate Europe, tornar-se-á, a breve prazo, o coração da produção televisa de hóquei em patins na europa. Transmitido, para além dos mais variados europeus de seleções, jogos das competições europeias e outros acontecimentos relevantes. 

O Europeu começa este sábado, mas Portugal apenas se estreia amanhã. Os jogos da seleção nacional, em virtude das transmissões televisivas na RTP1, serão sempre ás 21h00, sendo o calendário da fase de grupos o seguinte:

  • Domingo: Portugal vs Andorra
  • Segunda-feira: Portugal vs Suíça
  • Terça-feira: Folga
  • Quarta-feira: Portugal vs Áustria
  • Quinta-feira: Portugal vs França

Foto de Capa: Europeu de Hóquei em Patins 2016

Bélgica 2-0 Inglaterra: Diabos Vermelhos garantem melhor lugar de sempre num Mundial

Bélgica e Inglaterra defrontavam-se em São Petersburgo para o embate do 3.º e 4.º lugar. Com ambos os lados sem qualquer hipótese de conquistar o tão ambicionado troféu, restava apenas lutar para garantir um posto no pódio. As duas seleções reeditavam o duelo da fase de grupos, em que na altura os belgas foram mais fortes e venceram pela margem mínima.

Face aos encontros das meias-finais, os dois selecionadores fizeram algumas mudanças nos onzes: Roberto Martínez alterou duas peças na equipa titular em relação ao jogo com a França, colocando Meunier e Tielemans nos lugares de Dembélé e Fellaini. Já Gareth Southgate promoveu cinco alterações no onze inglês, com destaque para as saídas de Delle Alli e Jesse Lingard.

A Bélgica entrou a todo o gás e chegou cedo à vantagem: ao minuto 4, Lukaku combinou bem com Chadli, que cruzou de primeira para Meunier que, antecipando-se a Danny Rose, fez o 1-0. A Inglaterra ia agora ser obrigada a ter de correr atrás da igualdade, perante uma Bélgica que com um futebol prático e rápido como habituou o público durante toda a prova poderia aproveitar alguns espaços vazios na defesa contrária para ampliar a sua vantagem.

Os ingleses demonstravam alguma dificuldade em construir lances de perigo devido à boa organização defensiva belga, e só tiveram a primeira ocasião de perigo ao minuto 23: num excelente passe do meio-campo de Eric Dier, Sterling serviu Kane, que frente à baliza rematou desviado da baliza de Courtois. Roberto Martínez foi obrigado a mexer ainda na primeira parte: Chadli saiu com dores musculares, e entrou Thomas Vermaelen para o seu lugar.

Sem mais lances de perigo para os dois guarda-redes, o jogo chegou ao intervalo com a vantagem mínima para os belgas, que se assentava bem face ao que se tinha verificado na primeira parte.

Legenda: Thomas Meunier adiantou cedo a Bélgica no marcador
Fonte: FIFA

Gareth Southgate fez duas alterações no reatamento do encontro: Lingard e Rashford entraram para os lugares de Danny Rose e Sterling respetivamente, com o objetivo de trazer algo de novo ao ataque inglês. As substituições pareceram ter o efeito desejado, uma vez que a Inglaterra entrou bem no segundo tempo, e a prova disso foi a oportunidade ao minuto 54: Lingard rematou forte, com Harry Kane a não conseguir desviar a bola por pouco.

A Bélgica ia apostando nas transições rápidas para criar situações de perigo, e essa aposta foi reforçada com a entrada de Mertens, por troca com Lukaku. Os ingleses estiveram perto do empate ao minuto 69, através de Dier que, após combinar bem com Rashford, picou a bola por cima de Courtois, contudo Alderweireld impediu o golo em cima da linha de golo.

A Inglaterra começava a carregar em busca do tento do empate, mas quem teve perto de marcar foi a Bélgica: ao minuto 80, Meunier num belo remate de primeira, obrigou Pickford fazer a uma boa defesa. Não foi aí que surgiu o segundo dos belgas, mas sim dois minutos depois: De Bruyne desmarcou bem Hazard, que frente ao guardião inglês não teve dificuldades em fazer o 2-0 e praticamente sentenciou a partida.

O jogo acabou com o 2-0 no marcador, a favor da Bélgica, que esteve melhor que a Inglaterra em grande parte do encontro. Com este resultado, os “Diabos Vermelhos” conquistam o bronze na Rússia e garantiram o melhor lugar de sempre num Mundial.

Onzes Iniciais:
Bélgica: Thibaut Courtois; Thomas Meunier; Jan Vertonghen; Vincent Kompany; Toby Alderweireld; Axel Witsel; Youri Tielemans (Moussa Dembélé 77’); Nacer Chadli (Thomas Vermaelen 39’); Kevin De Bruyne; Eden Hazard; Romelu Lukaku (Dries Mertens 60’)
Inglaterra: Jordan Pickford; Kieran Trippier; Harry Maguire; John Stones; Phil Jones; Danny Rose (Jesse Lingard 45’); Eric Dier; Fabian Delph; Loftus-Cheek (Dele Alli 84’); Raheem Sterling (Marcus Rashford 45’); Harry Kane

Perdidos no tempo: Ernesto Farías

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fc porto cabeçalho

Ernesto “El Tecla” Farías é com toda a certeza um nome que os adeptos do FC Porto ainda não esqueceram. Pisou terras portuenses pela primeira vez em 2007/2008 para jogar de dragão ao peito numa altura em que a aposta no mercado sul-americano era forte. Prova disso era o principal concorrente de Farías, de seu nome Lisandro López.

Começou a sua carreira futebolística como sénior no Clube Estudiantes de La Plata da Argentina em 1998. Foi lá onde recebeu a alcunha de “El Tecla” porque os colegas de equipa achavam que os seus dentes eram parecidos com teclas de piano. No total fez 96 golos em 205 jogos. Em 2004/2005, depois de brilhar na Argentina, arriscou uma mudança para a Europa e ingressou no US Palermo que competia ainda na Serie A, onde marcou dois golos em 16 jogos. Uma época infeliz para “El Tecla”. Regressou à Argentina, mais precisamente ao Clube Atlético River Plate e regressou também aos golos. Em três épocas fez 42 jogos e marcou 21 golos.

A 24 de julho de 2007 o FC Porto anunciava um acordo para a transferência de Ernesto Farías por quatro milhões de euros. Na primeira e segunda época, esteve tapado pelo seu compatriota Lisandro López que mostrava estar em grande forma. Só conseguiu jogar com regularidade no FC Porto no início do ano de 2008. Ainda assim terminou a primeira época com nove golos em 24 jogos e a segunda época com 15 golos marcados em 32 jogos, jogando quase sempre como suplente utilizado.

Sai Lisandro López e entra mais um sul-americano para o centro do ataque portista. Ernesto Farías não conseguiu agarrar a titularidade nas duas temporadas ao serviço do FC Porto e Radamel Falcão chegou para ser titular. Mais uma vez, Farías fica com lugar cativo no banco de suplentes e faz 10 golos em 27 jogos, um deles contra o FC Paços de Ferreira na Supertaça Cândido de Oliveira e outro frente ao SL Benfica para o campeonato. Apesar de nunca ter conseguido ser um titular indiscutível, mostrou ser um bom suplente para o FC Porto.

No fim da época 2007/2008 sai do FC Porto e transfere-se para o Cruzeiro Esporte Clube do Brasil. Em dois anos realizou 28 jogos e marcou apenas 6 golos.

Em 2011/2012 regressa à Argentina para jogar no Club Atletico Independiente por empréstimo. Jogou lá durante dois anos e marcou 13 golos em 54 jogos. Ainda o mesmo ano viaja para mais um país sul-americano, o Uruguai, para jogar no Danubio FC. Fez balançar as redes adversárias duas vezes em 8 jogos.

Ernesto Farías alinha com 38 anos no Corporación Deportiva América de Cali
Fonte: CD América de Cali

Esteve afastado do futebol e em 2015 regressou para jogar no Corporación Deportiva América de Cali. Em três anos ajudou o clube a subir à Primeira Liga Colombiana e tornou-se um ídolo para os adeptos ao marcar 33 golos em 72 jogos.

Contudo, o seu palmarés resume-se apenas às três temporadas que passou em Portugal. Foi duas vezes campeão português, duas vezes vencedor da Taça de Portugal e conquistou uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Farías estreou-se pela sua seleção em setembro 2005 frente ao Paraguai a contar para a qualificação para o Campeonato do Mundo e esse foi o único jogo que realizou pela “albiceleste”.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Recordar é Viver: Os 7 momentos mais marcantes de finais do Mundial (1990-2018)

Está aí à porta a final do Campeonato do Mundo de futebol 2018, na Rússia, e por isso é tempo de viajar na máquina do tempo, recordando momentos marcantes de cada um dos jogos decisivos, de 1990 para cá.

Trata-se de uma partida especial, o desafio dos desafios do desporto-rei, a consagração máxima, um planeta em suspenso à volta de um tira-teimas apaixonante.

E se me permitem, deixando só uma nota relativamente ao presente, e independentemente de mais ou menos surpresas ao longo da competição e de um ou outro jogo mais monótono, que Mundial este que a Rússia organizou!

De se lhe tirar o chapéu!

Itália’90

Fonte: These Football Times

Insultos de Maradona ecoam pelo Olímpico de Roma – Não terá havido um Mundial tão forte do ponto de vista emocional como o Itália’90. Não pela qualidade futebolística, que deixou muito, mas mesmo muito a desejar, mas porque um dos jogadores se chamava… Diego Armando Maradona, esse astro inacreditável, que na altura alinhava no Nápoles, recém-sagrado campeão transalpino.

E como o futebol é feito destas coisas, a toda a hora, eis que em pleno Estádio San Paolo, numa das meias-finais, se defrontaram Itália e… Argentina, capitaneada por “El Pibe”, e que conseguiu o impensável: colocar milhares de napolitanos a torcer… pela alviceleste, vendo-se por aqui o grau de endeusamento do n.º 10 para os habitantes da cidade do sul de Itália.

Para piorar o cenário… a Argentina qualificou-se mesmo, encontrando na final do Olímpico de Roma uma fortíssima República Federal da Alemanha (RFA), de longe a equipa que melhor se exibiu no torneio.

Num jogo que não ficou, propriamente, na retina, dado o mau espetáculo e péssima arbitragem do mexicano Edgardo Codesal, o momento lendário acabaria por sair dos hinos, com os italianos a não perdoarem a desfaçatez de Maradona e a eliminação da “squadra azzurra” aos pés dos sul-americanos.

Ao hino argentino, os transalpinos responderam com assobios e mais assobios, mistura explosiva que deixou em ponto de ebulição, o que se traduziu nuns celebérrimos palavrões em direto e a cores para todo o mundo.

A RFA venceria por 1-0, mas Maradona, depois de ter conquistado o Mundial de 86 quase sozinho, voltava a provar o porquê do futebol da altura se confundir… com ele mesmo.

WWE Extreme Rules: A noite em que se atinge proporções extremas!

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A décima edição do Extreme Rules oferece um cartaz consistente, com pontos bons e maus, como já é habitual.

Entre os pontos fortes, o regresso da Team Hell No e o facto das (poucas) estipulações anunciadas fazerem sentido na história que se pretende contar. O ponto mais fraco, que já é uma recorrente neste evento, reside na ausência de mais estipulações, que é o lema deste especial da WWE. O que está anunciado faz sentido, mas sinto que há mais combates que também merecem um toque especial e que muito delícia os fãs.

Apesar de não ser um dos maiores eventos do ano, pode-se esperar um especial agradável de assistir, numa altura em que o SummerSlam é o foco principal, pelo que todos os caminhos estão apontados para esse grande momento.

Quem serão os novos Reis da relva?

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O terceiro Grand Slam da temporada, disputado sobre o bonito e icónico All England Club, situado nos arredores de Londres, em Wimbledon, acolhe mais uma vez o tradicional e mítico torneio inglês nos courts relvados deste histórico clube. 

A rainha da relva londrina em 2018 será a lenda-viva no ténis de senhoras, a americana Serena Williams, que dispensa apresentações, de longe a tenista mais titulada na história do circuito WTA e que apenas disputa o seu terceiro torneio após ter sido mãe, algo que ainda torna este caminho até à final mais notável ainda. 

A americana dispensa apresentações, mas nunca é de mais referir tudo o que ela já ganhou, ao todo são 23 grand slams, colocando-a à frente da Alemã Stefi Graff, como maior tenista titulada em torneios desta categoria na Era Open. Apenas a australiana Margaret Court tem mais, se bem que muitos desses títulos oram antes da Era em que o ténis era exclusivamente amador, algo que só mudou em 1968. 

Do outro lado da rede teremos a Alemã Angelique Kerber, grande jogadora que muitas vezes é acusada de ser uma jogadora exclusivamente defensiva, algo que não corresponde à verdade. Nos tempos que correm, saber defender bem é meio caminho andado para se obter bons resultados, e a germânica consegue virar o ponto para o seu lado, fruto da sua grande consistência, e atacar sempre que se sente confortável no ponto. 

O seu palmarés não é obviamente tão extenso como o de Serena, mas Kerber já leva dois troféus do Grand Slam, o Open da Austrália(final ganha perante… Serena Williams) e o US Open, ambos em 2016, além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro nesse mesmo ano, somente perdendo nessa final com Mónica Puig.

Este encontro promete muito. Estas duas jogadoras já se cruzaram oito vezes, tendo Serena ganho seis desses encontro e Kerber apenas dois. O único jogo em Wimbledon foi na final de 2016, onde Serena ganhou pelos parciais de 7-5 6-3. Curiosamente, a única vez que houve terceiro set foi no Open da Austrália de 2016, onde a tenista nascida em Bremen se superiorizou.

O segundo jogo mais longo de ténis da história de Wimbledon terminou com um sentido abraço

Fonte: ATP World Tour

Na vertente masculina, Kevin Anderson já está na final, após bater o americano John Isner num duelo de grandes servidores e com poucas quebras de serviço, como já seria de esperar. Os parciais finais foram 7-6(6) 6-7(5) 6-7(9) 6-4 e 26-24, numa autêntica maratona que durou mais de seis horas e meia(!) e com apenas seis breaks (quatro para Anderson e dois para Isner). 

O outro finalista é decidido na 52ª vez que Rafael Nadal e Novak Djokovic se defrontam – está 26-25 para o jogador sérvio, será que Nadal consegue igualar esta estatística? O encontro será terminado este Sábado, pois em Wimbledon só se joga até às 23 horas. 

Veremos então quem serão os novos Rei e a Rainha da relva londrina, uma vez que os campeões de 2017 já foram afastados, Roger Federer e Garbine Muguruza.

Foto de Capa: Wikipedia/Jonotennis

Os emails não revelados: António Salvador quer mesmo o SC Braga campeão

A todos os guerreiros do SC Braga:

Espero que se encontrem todos bem. Aos que entraram espero que estejam a adaptar-se da melhor forma possível ao nosso clube. Aos que já cá estavam um sentido ‘bem-vindos de volta’.

Desejo que estejam todos com a força e a vontade de aprimorar a arte individual de cada um nas próximas semanas, rumo à criação de um quadro colectivo que que possa ser o mais belo já visto na ‘Pedreira’ e onde cada elemento deste plantel terá, com certeza, um papel essencial.

O ‘meu’ sonho que desejo que seja o vosso para esta época…

03h00 – A adrenalina e a ansiedade, que também presenteiam os Presidentes de instituições desta grandiosidade, não me permitem adormecer. Os pensamentos amontoam-se, sobrepondo-se numa mistura explosiva. O desejo de que as horas corram é igual ao desejo de que logo mais possamos ainda correr um pouco mais.

09h00 – Noite quase na sua totalidade em branco. Um branco que é quebrado pela tonalidade das camisolas presentes nos corpos de quem pelas ruas já enverga a camisola mais bela do mundo. Está quase…

São realmente belas algumas das camisolas do SC Braga
Fonte: SC Braga

15h45m – Completamente a abarrotar. Milhares cá dentro. Um estádio como nunca antes visto. Milhares reunidos pelas nossas ruas. Uma cidade que se tornara no Estádio Municipal de Braga. Tudo conta para que ‘juntos seja mais fácil’. Para que as emoções sejam partilhadas.

17h52 m – Acabou! Mantenho a compostura. Os olhos brilham. Evito que a comoção me consuma. História! O coração aos pulos acompanha os mesmos de cada um de vós. Início da noite mais iluminada da história deste clube. A tinta das primeiras de muitas páginas de uma época histórica pode começar a ser absorvida por um papel tão sedento quanto cada um dos nossos guerreiros. O dia chegou! O céu fora alcançado. SC Braga Campeão Nacional!!!

Os jogadores “que ficaram”

Quinze de Maio de 2018 – provavelmente o dia “mais negro” da história do Sporting Clube de Portugal. O plantel profissional masculino de futebol da equipa verde-e-branca vê o seu local de trabalho invadido e alguns jogadores são barbaramente agredidos.

O que se seguiu a este “momentus horribilis” tem várias leituras, várias interpretações e vários intervenientes. Não é disso que queremos e vamos falar. Queremos falar dos que ficaram… dos que acreditam no projeto do Sporting Clube de Portugal, dos que não quiseram virar costas ao clube e aos adeptos, dos que respeitaram minimamente o clube centenário dos leões.

Salin, André Pinto, Stefan Ristovski, Lumor, Piccini, Mathieu, Bruno César, Petrovic, Misic, Wendel, João Palhinha, Fredy Montero, Doumbia, seguiram para estágio na Suiça às ordens de José Peseiro e a estes ainda se faltam juntar os internacionais presentes no Mundial: Bruno Fernandes (que “rescindiu a rescisão”), Coates e Acuña.

Dos que ficaram e saíram na comunicação social os relatos dos próprios na GNR, foram quatro os jogadores agredidos: Acuña, Misic, Montero e Petrovic.

Está tudo OK para a próxima época. O Sporting Clube de Portugal vai estar pronto para lutar pelo título. Mais que nunca, a nossa união é feita de aço
Fonte: Sporting Clube de Portugal

A família sportinguista estava em choque. Isto não podia ter acontecido. Nem num universo paralelo bem negro os jogadores e equipa técnica poderiam ter sido agredidos e ter visto a sua integridade física ser colocada em causa.

A pouco e pouco, e após o pesadelo, começaram os “que ficaram” a mostrar que o clube não era aquilo… primeiro Palhinha, depois Montero (que curiosamente foi um dos agredidos) a não virarem as costas ao clube e a prometerem ainda mais trabalho e motivação para a próxima época. Coates também, apesar de ser mais profissional nas palavras, afirmando que “tinha contrato com o Sporting”. São estes os jogadores que queremos, são estes os jogadores com quem contamos, são estes aqueles que apoiaremos até ao minuto final. São estes que irão dar tudo por nós e que nós iremos dar tudo por eles.

Cada jogador foi livre de escolher o seu futuro e estes que “ficaram” não nos viraram as costas. Nós também não vos viraremos as costas e estaremos lá para vos apoiar em todas as ocasiões!

Que a promessa de Fredy Montero se cumpra: “Uma nova atitude e uma nova mentalidade!”

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

O melhor guarda-redes do mundial é…

A tradição tem dito que o país vencedor do mundial é o que leva a luva de ouro para casa, será que este ano vai ser igual?

Muitos são os guarda-redes que merecem uma menção honrosa neste texto, alguns são aqueles que desapontaram, outros surpreenderam bastante e outros são os verdadeiros concorrentes à vitória. Vamos analisar esses casos.

Surpresas do Mundial

Halldorsson em mais um voo para tentar salvar a Islândia
Fonte: FIFA

Halldorsson: O experiente jogador islandês esteve em grande nível neste mundial. O seu posicionamento e sentido de oportunidade fizeram-no ganhar duelos que ninguém esperaria e foi uma peça chave para a qualificação na fase de grupos da competição.

Olsen: O sueco foi muito importante para a integridade defensiva do seu país e, em conjunto com Granqvistoram, foram cruciais para o apuramento até aos quartos-de-final. Olsen fez um jogo fantástico conta a Inglaterra, mas mesmo assim não foi suficiente para que os Vikings não ficassem de fora da competição.

Ochoa: O guarda-redes dos mundiais é este senhor. Já no último mundial Ochoa surpreendeu o mundo com defesas fantásticas, sendo ainda um desconhecido. Este ano não era desconhecido, mas continuou ao nível que nos apresentou no último mundial com defesas impressionantes.

Akinfeev: A jogar em casa, não acusou pressão, mas sim motivação. Muito muito importante no sucesso desportivo da Rússia neste mundial, foi fantástico. Deixou muitas vezes os russos a acreditar e a pensar que ainda era possível vencer o torneio.

Kasper Schmeichel: Filho de peixe sabe nadar e, neste caso, consegue voar também. O pequeno fantasma Kasper mostrou mais uma vez que vai um dos melhores guarda-redes do mundo. Precisa de maturidade e experiência porque agilidade e talento tem e mostrou neste mundial. Muito se espera do filho de Peter Schemeichel.

O Passado Também Chuta: A Taça do Mundo

Enquanto oiço sem ver uma televisão enragé a falar das vicissitudes do Sporting adentro-me na história do Campeonato do Mundo. Jules Rimet depois de ser nomeado presidente da FIFA teve a feliz ideia. Corria o ano de 1930 e alguém se lembrou do Uruguai para sede deste primeiro acontecimento. Jules Rimet manteve-se na presidência da FIFA desde 1921 a 1954. O rescaldo da 1.ª Guerra Mundial ainda pairava na mente das pessoas e o desporto ainda tinha uma raiz filosófica fraternal entre as pessoas. Jules Rimet lança a ideia do Campeonato Mundial com essa ambição e desejo: a fraternidade entre os povos.

A 2.ª Guerra Mundial truncou o acontecimento durante os anos de 1944 e 1946. Veio 1950 e voltou o futebol mundial como jogo fraterno entre os povos. Jules Rimet manteve o seu empenho.  Hoje, tudo é espetáculo e tudo é turismo pret-à-porter. Os jogadores eram vistos na rua. Entravam nos bares onde estava o amante do futebol que antes do jogo estragara os sapatos a jogar na rua com uma bola de trapos. Existia amor, desejo, prazer enquanto que vivemos tempos de vontades vorazes e de dedicações obsessivas que afirmam egoísmos que negam a condição de jogo coletivo.

Este acontecimento tal como os Jogos Olímpicos foram uma espécie de embriões da Aldeia Global que vivemos. Golos ou jogadas magistrais correram o mundo e a admiração dos espetadores, para além da sua condição nativa, gravou na sua memória e coração através dos anos. As fintas descomunais de Garrincha no Mundial da Suécia que passavam nos cinemas durantes os intervalos deixavam os olhos esbugalhados a velhos e novos. A jogada diabólica do Maradona contra Inglaterra mostrou como se pode ser único com uma bola no pé esquerdo.

Jules Rimet foi um criador no seu tempo
Fonte: FIFA

A cobertura do Vicente ao Pelé no Mundial de Inglaterra mostrou como se seca um monstro do futebol. A jogada realizada pelo duo Simões-Eusébio no início da 2ª parte do Portugal-Coreia que marcou a recuperação da seleção portuguesa, significam a união de dois génios a lançar-se para uma meta coletiva. Estes símbolos e mitos de alguma forma mantêm a ideia de demonstração fraterna que esteve na origem protagonizada por Jules Rimet.

Jules Rimet foi um criador e no seu tempo foi reconhecido como tal. A Taça do Mundo passou a ter o seu nome em 1946. Mas, não se pode escrever, minimamente, deste mega-acontecimento sem deixar menção de dois mitos que representam o orgasmo durante o jogo: o golo. Fontaine no Mundial da Suécia tornou-se o goleador histórico e de referência ao marcar treze golos enquanto que o génio brasileiro Ronaldo é, no conjunto dos Mundiais em que participou, o máximo goleador com dezasseis golos.

Deixo para o último paragrafo a ingratidão e a injustiça que a FIFA protagonizou em 1970. A Taça Jules Rimet perdeu o seu nome e deixou de ser memória, possivelmente, em vias das técnicas emergentes de marketing. Como sou um apanhado pelas raízes e as emoções que transmitem este campeonato será sempre a Taça Jules Rimet. Apagar o passado pela importância ou valor do negócio significa apagar o presente.

Foto de Capa: FIFA