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Eintracht Frankfurt: A história mais bonita do futebol europeu

Outrora uma força do futebol alemão, este clube de Frankfurt tem uma história que, até há bem pouco tempo, carecia de novos capítulo positivos. Mas os últimos anos do Eintracht Frankfurt tiveram de tudo: glória, tragédia, saúde, doença, golos marcados e sofridos nos últimos minutos, e tanto mais. As “águias” germânicas têm vivido, longe dos holofotes do Futebol mundial, um verdadeiro conto de fadas.

É o último dia de jogo da época 2015/2016 da Bundesliga. Papy Djilobodji acaba de marcar aos 88 minutos para dar a vitória ao Werder Bremen e garantir assim a manutenção do seu clube, às custas do Eintracht Frankfurt. Assim, a equipa que contava nessa altura com Haris Seferovic (agora no SL Benfica) e Luc Castaignos (ex-Sporting CP) vê-se obrigada a disputar o temido play-off de despromoção, contra o 1. FC Nurnberg.

Não é tudo: poucos dias antes da primeira mão do play-off, Marco Russ foi acusado de doping após um teste de rotina. O nível alto da hormona HCG encontrado no sangue do capitão do Eintracht Frankfurt despoletou a atenção das autoridades. Após não se encontrarem provas de doping na casa de Marco Russ, sugeriu-se a possibilidade de estes níveis se deverem ao desenvolvimento de um tumor. Horas depois, confirmou-se o pior: Marco, aos 30 anos, sofria de cancro testicular.

Isto não o impediu de liderar a equipa na noite a seguir ao diagnóstico. Jogava-se em Frankfurt a primeira mão do play-off, e Marco Russ foi ovacionado pelos mais de 50 mil adeptos presentes. Uma história bonita que não teria continuação nos 90 minutos que se seguiram. Neles, Marco marcou um autogolo e levou um cartão amarelo que o impedia de jogar a segunda mão. Naquele que poderia muito bem ser o seu último jogo como profissional, Marco deixara a equipa numa situação muito complicada.

Felizmente, o defesa-central voltaria a vestir a braçadeira de capitão. Quando voltou, em março de 2017, encontrou uma equipa muito diferente daquela que deixara. Ainda na Bundesliga, após bater o Nurnberg por um agregado de 2-1 no play-off, a equipa de Niko Kovac estava agora na luta pelos lugares europeus, que teria alcançado, se tivesse um terrível fim de época, com apenas uma vitória nos últimos dez jogos da temporada. Contou ainda com a chegada à final da Taça Alemã, a DFB Pokal, onde caiu perante o Borussia Dortmund.

Marco Russo é apelidado “o Sobrevivente”. Já tem lugar garantido nos anais do clube alemão.                    Fonte: Eintracht Frankfurt

Em 2017/2018, o Eintracht Frankfurt confirmou o seu regresso ao panorama do futebol europeu. Inspirados por Sebastian Haller e Kevin-Prince Boateng, conquistaram o oitavo lugar e, ainda melhor, a DFB Pokal. Uma vitória inesperada sobre o FC Bayern München na final (3-1) deu o troféu e um lugar na Liga Europa aos homens de Niko Kovac. O mesmo Niko Kovac iria abandonar o comando técnico do clube para rumar… ao Bayern. O homem que recuperara a glória do clube partia, e surgiam pontos de interrogação quanto a esta época.

Para esses pontos de interrogação surgiram quatro respostas. O novo treinador, Adi Hutter, e Ante Rebic, Luka Jovic (emprestado pelo SL Benfica) e Sebastian Haller na frente de ataque. Juntos, estes três já marcaram 36 golos pelo Eintracht Frankfurt, em 2018/2019.  O resto dos jogadores no plantel têm um total de… sete golos. São o grupo atacante mais eficaz da Bundesliga esta época, e os adeptos do Frankfurt podem agradecer-lhes por alguns dos feitos dos últimos meses, como a chegada aos oitavos de final da Liga Europa, após eliminar o Shaktar Donetsk. Uma boa campanha europeia seria querida especialmente para os adeptos mais veteranos, que se lembram de ver o seu clube alcançar (e a perder) duas finais da Taça dos Campeões Europeus (agora Liga dos Campeões), em 1959 e 1960.

O sonho europeu é difícil, mas não impossível de alcançar
Fonte: Eintracht Frankfurt

Muito há que analisar relativamente a este ressurgimento do Eintracht Frankfurt. A nível tático, o sistema de três centrais utilizado por Adi Hutter, com um futebol direto e entusiasmante, é uma das grandes razões para o sucesso atual. Mas talvez este sucesso se deva a uma questão menos tangível. É que Eintracht traduz-se para português como “harmonia”. E se há coisa que não faltou ao Frankfurt nos últimos anos foi harmonia. Adeptos e jogadores tiveram-na, ao aguentarem mais de duas décadas sem troféus, a sobreviverem nos escalões inferiores. Tiveram-na ao ver o seu clube a encarar a despromoção e o seu capitão numa luta contra o cancro. E têm-na agora, quando se parecem estar a assentar como uma nova força do futebol germânico.

O início do artigo não está inteiramente correto: o Frankfurt não tem vivido propriamente um conto de fadas, porque nem sempre esta história foi bela, ou poética. Não sabemos como é que os próximos anos serão, ou se a equipa vai acabar a época nos lugares europeus, ou se é sequer capaz de eliminar o FC Internazionale Milano nos oitavos de final da Liga Europa.

Mas há algo que nunca falha às “águias”, tanto às que entram em campo, como às que veem na bancada: Eintracht.

 

Foto de capa: Bola na Rede

Tática kamikaze: O caso «Rúben Lima»

No final do CD Feirense – Moreirense FC, para a 23.ª jornada da Primeira liga, Ivo Vieira revelou ter “indicações da administração” para não utilizar Rúben Lima, um dos laterais-esquerdos mais regulares do campeonato. Apesar do técnico não revelar os motivos do afastamento do lateral português, tudo indica que esteja relacionado com divergências na renovação de contrato do jogador, numa atitude por parte dos cónegos que não é virgem esta temporada e que me deixa a questionar porque os clubes colocam um suposto encaixe financeiro, que pode nem acontecer, à frente dos resultados desportivos imediatos.

Vamos ver: os clubes adquirem os jogadores e, por norma – pelo menos entre clubes mais modestos – oferecem contratos relativamente curtos (à volta duas temporadas) às novas aquisições, salvaguardam-se financeiramente no caso do jogador sair um flop. Porém, não poucas vezes os emblemas entram num oxímoro quando decidem hipotecar o sucesso desportivo no curto-prazo à espera de conseguir alguma receita com um atleta que, de princípio, não contou com o apoio do clube para um projeto a longo-prazo, pelo menos sendo isso que nos indica um contrato de apenas duas temporadas.

Admito que posso estar a ser injusto neste julgamento da atitude da administração do Moreirense, mas outros exemplos houve onde o mesmo castigo foi aplicado e as consequências desportivas foram bem maiores que qualquer possível ganho financeiro.

Um caso que pode ter largas consequências esta temporada vem de Santa Maria da Feira, com Flávio Ramos, central brasileiro e um dos pilares da defesa fogaceira em 2017/18, a ficar fora da convocatória durante meio-ano devido ao arrastar do processo de renovação e a deixar vulnerável todo o sector defensivo do Feirense, um calcanhar de Aquiles constante ao longo da temporada e que explica a péssima prestação dos fogaceiros na Liga NOS.

Flávio Ramos foi afastado do CD Feirense até renovar contrato no final de janeiro
Fonte: CD Feirense

Até se poderia concordar com castigos deste género com jogadores que estejam a forçar a saída, mas jogadores que não querem renovar? Como se fosse alguma obrigação do atleta ter de estar ao serviço de um clube por mais tempo que a duração do primeiro contrato assinado. Já pensaram no que seria do FC Porto esta temporada se tivesse encostado Brahimi e Herrera por não renovarem os seus vínculos? Ou aquilo que os Dragões teriam perdido se não usufruíssem das qualidades de Marcano na época passada? Ou o que seria do “renascimento” de Samaris no Benfica se tivesse sido posto de lado?

Deixar propositadamente de fora Rúben Lima pode vir a ter consequências na excelente temporada protagonizada pelo Moreirense e não se pode deixar de questionar se valerá de alguma coisa prescindir de um jogador importante por hipotéticos ganhos financeiros. Ignorar o ganho desportivo pelo ganho financeiro pode custar muito caro no futuro.

 

Foto de Capa: Moreirense FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

O flop Viviano e a fraca equipa dos Leões

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O Sporting apresenta – já o disse aqui neste espaço – uma equipa fraca comparada com os seus rivais diretos e candidatos ao título, FC Porto e SL Benfica. Não adianta esconder ou fingir que a coisa não existe. Assumamos sem mais reservas: temos um plantel pobre e, para agravar a situação, as soluções existentes no banco não permitem vislumbrar alternativas capazes de corresponder aos índices competitivos que se exige a um clube da dimensão do Sporting. Ponto final.

Mas este problema da falta de qualidade da equipa começou bem cedo e bem lá atrás. Bem lá atrás pois foi logo na baliza que os leões começaram a “meter água”, com a contratação do gordinho Viviano, que parece ter vindo para o Sporting apenas para fazer disparates e brincar nos treinos. Bem cedo pois foi logo no primeiro jogo da temporada, em Moreira de Cónegos, que o italiano se lesionou e, desde aí, nunca mais atuou pelo emblema leonino.

Há males que até vêm por bem, e foi então que entrou o francês Salin para o lugar deixado em aberto na baliza e, recordo-me, fez uma excelente exibição, garantindo três pontos num reduto de elevada dificuldade. Depois do francês veio o brasileiro Renan Ribeiro, atual senhor da baliza, que apresenta boa agilidade, atenção e segurança. É justo dizer que, depois da saída de Viviano, o Sporting tem dois bons guarda-redes no seu plantel.

Os sportinguistas não esquecem o que “Super Renan” fez na final da Taça da Liga
Fonte: Sporting CP

Mas o “caso Viviano” analisado a esta distância poderia perfeitamente passar ao lado não fosse ele um mau agoiro daquilo que tem sido esta época para o clube de Alvalade. Fazendo um paralelismo entre o flop Viviano e o desempenho da restante equipa, muito pouco se poderia esperar dos outros leões. A diferença é que um já foi embora e os outros ainda continuam por cá a praticar um futebol próximo da miséria e a deixar-nos a lutar por um mísero terceiro lugar. Daí que o flop Viviano foi um verdadeiro mau presságio para o pobre desempenho da equipa leonina esta temporada.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

A MLS 2019 já arrancou

É certo que o Futebol não é o forte nos Estados Unidos da América. Aliás, pelo contrário o desporto-rei não é o “soccer”, como eles lá chamam, mas sim o Futebol Americano. No entanto, os EUA têm tentado melhorar a questão do Futebol no país para tornar este desporto mais atrativo, com a vinda de craques e lendas que fizeram carreira na Europa, ou até na América do Sul. E cada vez mais vemos a Major League Soccer, a principal competição futebolística do país, ser disputada por jogadores que fizeram história no Futebol. Temos o exemplo de Andrea Pirlo, David Villa, Steven Gerrard, Frank Lampard, Didier Drogba, David Beckham e, mais recentemente, Wayne Rooney, Zlatan Ibrahimovic, Pity Martinez e até o português Nani. Estes são apenas alguns nomes entre tantos outros que já jogaram ou ainda jogam na MLS e no país das oportunidades. Relembrar que a MLS também é disputada no Canadá, isto porque, neste momento, três das equipas que disputam o campeonato são de cidades canadianas (Toronto, Montreal e Vancouver).

A temporada passada já terminou e na semana passada começou uma nova época na MLS. Posto isto, hoje fazemos uma breve análise da nova temporada da Major League Soccer que promete bom futebol desde o início até ao fim.

O Atlanta United venceu a MLS Cup na temporada passada, quatro anos após a sua fundação.
Fonte: Atlanta United

O Atlanta United FC, do estado da Geórgia, é a segunda equipa mais nova a disputar a maior competição dos Estados Unidos da América. Em 2014, o clube fundou-se, mas só em 2017 é que o Atlanta United entrou na MLS. E para surpresa de muitos, no segundo ano na Major League Soccer, o clube venceu a competição ao bater na MLS Cup, a final, os Portland Timbers por 2-0. O local do grande jogo para a equipa de Tata Martino foi em Atlanta, no Mercedes Benz Arena, a casa dos atuais campeões. Depois de terem conquistado pela primeira vez a competição, o clube agora orientado pelo holandês Frank De Boer definiu como objetivo principal para esta temporada voltar a erguer o troféu. E por isso, o Atlanta United é, para além do clube mais temido, aquele que todos os concorrentes querem deitar abaixo e eliminar dos play-offs. Com uma equipa bastante equilibrada, com destaque para o guarda-redes Brad Guzan e para o avançado Josef Martínez, este ano pode voltar a ser um ano de sucesso para os lados da cidade de Atlanta.

Premier League: O mais previsível ou algo inédito?

Estamos ainda no início do mês de março, mas restam “apenas” nove jornadas para disputar na Premier League! O campeão em título, Manchester City FC, e o “very first contender”, Liverpool FC, discutem de forma exclusiva essa conquista.

Separados por apenas um ponto, e estando Tottenham Hotspur FC e Manchester United (quem diria), a dez e 13 pontos, respetivamente, do primeiro posto, tudo leva a crer que será uma luta entre cityzens e reds.

O City começou da melhor forma o ataque às competições inglesas: venceu a Supertaça diante do Chelsea FC (2-0) e iniciou a corrida à Liga ao deslocar-se ao Emirates e vencer pelo mesmo resultado. Voltou ao Ethiad, aplicou meia dúzia ao Huddersfield Town FC, até ser travado pelo Wolves (1-1), uma alcateia bem conhecida pelos Portugueses. Dupla vitória, até entrar no inferno de Anfield, tendo conseguido sair vivo, já que os pontos em disputa acabaram repartidos.

Os campeões entraram numa nova onda vitoriosa (sete jogos), em que se destacam resultados como o 3-1 ao United (ainda de Mourinho), 2-1 num terreno difícil (Watford FC) e uns claros 6-1 a um Southampton FC ainda perdido.

Sofre da vingança do Chelsea (2-0) e volta à sonda vitoriosa, com um triunfo sobre o Everton FC (3-1). Não se livrou de fechar o ano com duas derrotas consecutivas: 2-3 frente ao Crystal Palace FC e 2-1 diante do Leicester City FC. Dado o histórico impressionante de vitórias posto em evidência na temporada transata, resultados que não valessem três pontos faziam Guardiola descer à Terra. Sobressaía a ausência de De Bruyne, jogador chave no equilíbrio da equipa em campo, algo importante na colheita consistente dos três pontos.

Foi durante esse período atípico por parte dos azuis de Manchester que o “gegenpressing” de Klopp prevalecia: o Liverpool, a par do Tottenham, sempre acompanhou a caminhada desenfreada do City até então.

Mohammed Salah, o melhor marcador da Liga, e fiel ao sonho dos adeptos reds
Fonte: Premier League

Com um início muito prometedor, que correspondia claramente às expetativas dos adeptos, Mo Salah e companhia viram Coutinho, um dos mais influentes do elenco, sair para o Barça. Iniciaram a liga com uns claros 4-0 ao West Ham United FC, em casa, e foi uma dúzia de vitórias acumuladas, até esbarrarem, em sua casa, frente ao Chelsea (1-2). Jogo referente à Taça da Liga!

Para a Liga, um duplo empate obtido em Stamford Bridge e em Anfield, diante do fantástico Manchester City (após um desaire em Itália), não permitia amealhar todos os pontos em disputa, mas a partilha de pontos com rivais diretos era também ela positiva.

Após empatar no Emirates (1-1), foram nove jogos em que colheu três pontos em cada um, destacando-se um 5-1 ao Arsenal FC e um 3-1 ao United, ainda de Mourinho.

O Liverpool encontrava-se então, pela altura do ano novo, com grande vantagem pontual. Contudo, em Inglaterra, os três pontos nunca são, à partida, garantidos, e foi com naturalidade que o City voltou a ligar-se à corrente e a recuperar a liderança. Mantendo-se fiéis ao seu jogo, neste novo ano só perderam por uma ocasião, para a liga, frente ao Newcastle United FC (2-1).

Por sua vez, a turma de Klopp começou o ano com o pé esquerdo: perdeu no Etihad e na receção ao Wolverhampton Wanderers FC. Após essa “semana negra”, seguiram-se oito jornadas em que o Liverpool não conheceu o sabor amargo da derrota, mas viu-se num impasse em metade das mesmas…

Enquanto a forma de resultados do City se encontra no topo, a do Liverpool sofre oscilações. De realçar a pressão que o Liverpool sofre… Ninguém em Inglaterra quer ver o Liverpool erguer o título. Um dos emblemas mais bem sucedidos da História ainda não conquistou nenhuma Liga desde a implantação do novo formato, o que desperta nos adeptos rivais um gozo tremendo… O Futebol também é isto!

Por sua vez, o City continuou o soberbo registo da temporada passada, agora com concorrência mais feroz.

 

Eis o calendário restante dos dois candidatos:

Liverpool FC:

Liverpool x Burnley

Fulham x Liverpool

Liverpool x Tottenham

Southampton x Liverpool

Liverpool x Chelsea

Cardiff x Liverpool

Liverpool x Huddersfield

Newcastle x Liverpool

Liverpool x Wolves

 

Manchester City FC:

Manchester City x Watford

Fulham x Manchester City

Manchester City x Cardiff

Crystal Palace x Manchester City

Manchester City x Tottenham

Manchester United x Manchester City

Burnley x Manchester City

Manchester City x Leicester

Brighton x Manchester City

Sabendo das pretensões dos dois clubes na UEFA Champions League, qual o candidato com mais chances de vencer a prova?

 

Foto de capa: Premier League

Os verdadeiros leões

Numa altura em que a equipa de futebol sénior masculino do Sporting Clube de Portugal não tem provocado os maiores sorrisos aos adeptos leoninos, analisamos as equipas das modalidades do clube, modalidades essas que têm sido preponderantes para o sucesso do clube.

Comecemos por aquela que se destaca no contexto europeu já há alguns anos: a equipa de futsal. A seis partidas do término da fase regular, os homens de Nuno Dias encontram-se apenas a dois pontos do primeiro classificado: o Sport Lisboa e Benfica. Tendo em conta que no confronto direto os dois primeiros estão empatados (recorde-se que o SL Benfica ganhou o jogo da primeira volta e perdeu o da segunda), é o empate frente à equipa da Quinta dos Lombos que faz com que os leões estejam em segundo classificado.

Nota-se que a equipa não começou a época da melhor maneira, muito por causa das inúmeras ‘mexidas’ que houve no plantel, mas a verdade é que os níveis de entrosamento estão já perto da perfeição e o nível de futsal praticado tem sido elevadíssimo. É (quase) certo que a equipa chegará à final do campeonato e que defrontará o SL Benfica. Veremos quem sairá por cima, tendo em conta que o primeiro desta fase terá a vantagem de jogar a ‘negra’ em casa.

Falemos agora da modalidade mais recente do clube de Alvalade: o Voleibol. Os campeões nacionais já fizeram história na Europa este ano e estão em segundo lugar a quatro pontos do Sport Lisboa e Benfica. À semelhança do futsal, espera-se que estas duas equipas se encontrem na final do campeonato. Final essa em tudo semelhante à do futsal: cinco jogos e quem vencer três sagra-se campeão nacional. Agora que os leões já não estão nas competições europeias, é possível que a equipa não acuse tanto a pressão física e pode atacar o primeiro lugar com todas as garras.

Os leões são os atuais campeões nas quatro modalidades
Fonte: Sporting CP

Do voleibol passamos para os bicampeões: o andebol. Depois de uma vitória frente ao FC Porto, os leões jogam este sábado o jogo em atraso contra o SL Benfica. A um ponto dos portistas, os homens de Hugo Canela têm a oportunidade ideal para passar para a frente da tabela e continuarem na luta pelo tricampeonato. Depois de já terem feito história na Europa ao eliminarem o Dinamo de Bucuresti, os homens do andebol estão a fazer provavelmente a melhor época de sempre do andebol leonino.

Para terminar, a modalidade mais adorada no seio sportinguista: o hóquei em patins. A sete jornadas do fim do campeonato, os leões estão em primeiro e em igualdade pontual com o FC Porto. Na próxima jornada, os orientados por Paulo Freitas jogam no Dragão Caixa e podem isolar-se na frente da classificação.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Trae Young não é Steph Curry

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Foi a comparação imediata aquando da descoberta do jovem Trae Young na Universidade de Oklahoma. O pequeno base estava destinado a ser Stephen Curry porque lança muito – e bem – de longe. Mas a temporada de Young, que até começou discreta, mostra que não é bem assim. O jovem Trae não é Stephen Curry e não há nada de mal com isso.

Trae Young tem a capacidade de acertar lançamentos exteriores que se calhar nem Curry tinha com a sua idade. Mas Curry mudou a NBA, estabeleceu um novo estilo de jogo e abriu portas aos mais pequenos e menos atléticos. Assim, jogadores como Young foram olhados com menos desconfiança na altura de serem escolhidos no draft. Tanto que os Hawks decidiram trocar a sua escolha e abdicar de Luka Doncic, tal era a confiança em Trae.

Mas Young é mais do que um lançador. Aliás, lançador devia ser a segunda caraterística atribuída ao base dos Hawks, logo atrás de playmaker. É aí que Young tem não só sobrevivido, mas surpreendido na sua primeira temporada de NBA. A equipa dos Hawks é fraca, não há como negar. Então, o plano de todas as equipas passa por criar o máximo de dificuldades ao base para que este largue a bola.

Porém, Young já está uns níveis acima daqueles em que devia estar nesse atributo. O mais seguro para um rookie seria soltar logo a bola. Mas Young já tem a experiência adquirida na universidade de que os seus colegas não vão resolver todos os problemas. Então, Young está a aprender e a superar expetativas ao descobrir constantemente a melhor opção quando toda uma defesa se foca em si.

Trae Young com o veterano Vince Carter
Fonte: Atlanta Hawks

É incrível a quantidade de lançamentos completamente isolados que Trae Young consegue criar para os seus colegas, passando as três opções mais óbvias na altura da assistência e descobrindo aquela que mais ninguém no pavilhão viu, mas que faz todos soltarem um “oooohhhh” sempre que acontece. É aqui que Young foge às comparações com Curry e que começa a criar o seu próprio legado na NBA.

Mesmo com um plantel tão fraco, os Hawks de Lloyd Pierce são a equipa mais interessante da liga programada para perder. Young tem muitas arestas por limar. A sua defesa e turnovers estão no topo da lista (só Harden e Westbrook perdem mais a bola). Mas até aí há um ponto a seu favor. Só perde a bola quem a tem, e Young tem-na mais do que quase toda a gente, porque têm confiança nele para isso.

E não há melhor maneira para um rookie crescer. Para além de que estar na mesma lista de Harden e Westbrook na primeira temporada na NBA será sempre um elogio, mesmo que essa lista contabilize perdas de bola. Young joga e faz jogar os Hawks, que devem ser vistos e que este verão acrescentarão mais dois jovens no top 10 do draft.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Atlanta Hawks

Do 8 ao 80!

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Dois jogos e duas exibições completamente diferentes no dragão nas duas últimas partidas. Contra o SL Benfica uma exibição fraca, apática, onde o FC Porto pareceu estar sempre “perdido” dentro do terreno sem a sua verdadeira identidade. Passados quatro dias e a equipa parecia outra, com atitude, agressividade, intensidade. O FC Porto, que tem brilhado sobre o comando de Sérgio Conceição, voltou frente aos italianos da AS Roma e fez uma exibição a roçar a perfeição.

Este FC Porto não tem sido tão avassalador no Campeonato em comparação com o que fez na época passada, principalmente, nos jogos contra os melhores adversários da nossa liga. Em oito jogos (no Campeonato) contra SL Benfica, SC Braga, Sporting CP, Moreirense FC e Vitoria SC os azuis e brancos obtiveram apenas duas vitórias, três empates e três derrotas. São números que merecem alguma reflexão.

O FC Porto, na época transata, entrou no Campeonato com as expetativas baixas mas a intensidade, agressividade, as dinâmicas que conseguia impor e a variabilidade tática utilizada foram uma surpresa para os adversários e o FC Porto foi um autêntico “rolo compressor”. Nesta época, os principais adversários já perceberam muitas destas dinâmicas e preparam os jogos contra os azuis e brancos de forma diferente.

O FC Porto continua unido na busca dos seus objetivos
Fonte: FC Porto

Perceberam que tinham de baixar mais os blocos defensivos não permitindo que o FC Porto consiga atacar a profundidade de forma tão eficaz como fez na época passada, perceberam que tinham de baixar e quebrar constantemente os ritmos de jogo porque dificilmente conseguiam no plano físico ganhar vantagem a este FC Porto, perceberam que na primeira fase de construção tinham de criar mais linhas de passe porque a pressão exercida pelo FC Porto era fortíssima e levava ao erro facilmente.

Na minha opinião, foram os adversários que melhoraram e não o FC Porto que perdeu qualidade. Porque se formos analisar a prestação dos azuis e brancos na Liga dos Campeões que, em oito jogos conseguiu seis vitórias e já atingiu os quartos-de-final, percebemos que a qualidade no jogo portista continua intacta.

Penso que, em alguns jogos do Campeonato, como foi o caso do passado sábado frente o SL Benfica, a abordagem não foi a mais correta, o empate não era um mau resultado e o jogo podia ter sido controlado de uma outra forma, com mais posse, controlando melhor os ritmos de jogo sem procurar constantemente a profundidade através de Marega. A inclusão de mais um médio podia ter sido uma boa opção. Mas nada disto põe em causa o magnifico trabalho de Sérgio Conceição que, na minha opinião, é um treinador de top mundial.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves 

Strade Bianche: Que comece o World Tour!

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Ao terceiro mês do ano, está finalmente de regresso o World Tour feminino, que volta a arrancar com uma das mais belas provas da época, a Strade Bianche. Serão 136 quilómetros bem duros, com a tradicional chegada a Piazza del Campo.

O percurso é o habitual, o que nos faz apaixonar por esta clássica italiana, com oito setores de sterrato e muito sobe e desce, garantindo uma corrida dura e que certamente chegará à fase final já com o pelotão feito em pedaços.

Para determinar a grande vencedora, o último quilómetro reserva a íngreme subida a Via Santa Caterina, que tanto pode servir como festa de consagração ou como palco para o despique final, caso aí chegue mais de uma atleta no comando.

A grande esperança dos adeptos da casa, a vencedora em 2017, Elisa Longo Borghini, estará ausente por doença, deixando as esperanças italianas a cargo de segundas linhas. Elena Cecchini e Soraya Paladin serão as que têm mais ambições e já mostram em 2019 estar a começar a temporada em boa forma. A jovem Nadia Quagliotto e a veterana Tatiana Guderzo são outros nomes a ter em conta.

Sem Longo Borghini, a maior favorita é a polaca Katarzyna Niewiadoma, segunda classificada nas três últimas edições da prova, que costuma brilhar no início do ano e neste tipo de provas por um dia. O percurso é feito à sua medida e parece só uma questão de tempo até finalmente vencer.

Já a sua maior adversária tudo indica que poderá ser a ex-campeã do Mundo, Chantal Blaak, outra atleta a quem o roteiro assenta bem e que já se mostrou forte com a vitória na Omloop no passado fim-de-semana. Incluída na melhor equipa feminina do mundo, terá entre as colegas a atual campeã mundial e detentora do título da Strade Bianche, Anna van der Breggen. Breggen também é uma forte possibilidade para triunfar e dá à Boels-Dolmans a possibilidade de jogar taticamente.

Favoritismo duplo para a Boels-Dolmans com van der Breggen e Blaak
Fonte: Strade Bianche

Depois de uma grave lesão, Annemiek van Vleuten regressou à competição no passado fim de semana e esteve logo entre as melhores, pelo que terá condições para lutar pela vitória. Ainda assim, a Mitchelton-Scott também joga com mais que uma carta e tem em Amanda Spratt uma aposta segura para estar entre as melhores.

Após uma excelente época de Ciclocrosse, Marianne Vos começará aqui a sua época e parte como uma das favoritas, ao lado da colega Ashleigh Moolman. Com caraterísticas bem diferentes, a holandesa e a sul-africana podem fazer um par interessante para colocar a CCC na disputa dos lugares cimeiros.

Entre as restantes equipas há que mencionar também a Team Sunweb e a Trek – Segafredo, conjuntos equilibrados e com alguns nomes interessantes, liderados, respetivamente, por Lucinda Brand e Ellen van Dijk, bem como Cicilie Uttrup Ludwig, que será a chefe de fila da Bigla Pro cycling.

Será certamente mais uma épica batalha pelas estradas da Toscana para decidir a primeira líder do world Tour 2019 e a quinta a conquistar esta que se está muito rapidamente a transformar numa das mais importantes provas do calendário.

Favoritas

*** Chantal Blaak, Katarzyna Niewiadoma

** Amanda Spratt, Lucinda Brand, Marianne Vos

* Ashleigh Moolman, Annemiek van Vleuten, Anna van der Breggen

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Strade Bianche

A raça que alimenta os sonhos!

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Com os holofotes ligados, e a Europa de olho, o FC Porto agigantou-se diante da AS Roma e carimbou, com toda a justiça, a passagem aos quartos de final da Liga dos Campeões. O mesmo é dizer que os portugueses estão entre as oito melhores equipas da Europa. E daqui em diante, sonhar é permitido.

As expectativas para esta partida eram altas, os receios do passado também, mas a raça e a ambição falaram mais alto. O que é certo é que as duas equipas vinham de uma derrota no campeonato e, consequentemente, procuravam uma vitória para afogar as mágoas, mas, e sem tirar mérito aos italianos, o FC Porto foi a única equipa a querer vencer e a justificar o resultado.

Que vitória. Que jogo. Que reviravolta. Se é certo que há partidas que são memoráveis, esta é uma delas. Soares, Marega e Alex Telles, os homens que vestiram a camisola de heróis e consumaram a vitória, num dia em que o estádio esteve em uníssono com os jogadores. É futebol, é a liga milionária, é a paixão a mover multidões e a puxar uma equipa para a frente.

Alex Telles na marcação da grande penalidade que permitiu a passagem do FC Porto aos quartos de final da Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

Agora… vamos a contas. Com esta vitória, o FC Porto alcançou os quartos de final pela oitava vez na história do clube, sexta no atual formato. A última vez que os portistas chegaram a esta fase foi na época de 2014/2015, na altura acabaram eliminados pelo FC Bayern de Munique.

Para já o adversário ainda é uma incógnita, com o sorteio a realizar-se apenas a 15 de março, mas há já possíveis adversários: Manchester United, Ajax, Tottenham. Outros quatro tubarões também podem atravessar-se no caminho dos portugueses, mas ainda têm de jogar.

Dos possíveis adversários conhecidos, talvez a equipa holandesa do Ajax seja a equipa tecnicamente mais acessível, mas há que ter em conta que foram os culpados pela eliminação do tricampeão europeu, o Real Madrid CF. Nesta fase da competição qualquer adversário será uma dor de cabeça, mas se realmente somos do tamanho dos nossos sonhos, esperemos que este FC Porto se agigante novamente.

Para além do fator económico, esta vitória pode ser uma injeção de confiança na equipa de Sérgio Conceição para o campeonato, depois de perder a liderança para o Benfica, em casa. Mas são pelo menos mais dois jogos que a equipa terá pela frente, numa altura em que os jogadores acusam cansaço nem tudo é positivo. Mas de vitória em vitória se faz história… E daqui para a frente, pelo menos na Europa, tudo será uma conquista.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves