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Os 5 melhores jogadores benfiquistas na seleção portuguesa

O passado é passado, mas, se existe, é para ser lembrado. Sobretudo quando temos tantas boas memórias guardadas no baú. As velhas glórias da seleção portuguesa são inúmeras, sendo que muitas delas traziam a águia do Sport Lisboa e Benfica marcada no coração.

Estes são apenas cinco, mas os cinco dos melhores jogadores benfiquistas que deixaram a sua marca na seleção portuguesa.

Sporting CP 5-5 SL Benfica (3-2 a.p): O dérbi do ano acaba com vitória leonina

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Três anos depois, os eternos rivais de Lisboa voltavam-se a encontrar numa final de Taça de Portugal. O saldo era muito positivo para os “leões” que tinham ganho aos “encarnados” por três vezes as três finais já disputadas entre ambos.

O Pavilhão Multiusos de Gondomar recebeu assim o terceiro dérbi da temporada e a quarta final na história da Taça entre SL Benfica e Sporting CP. As “águias” queriam ganhar a oitava Taça de Portugal e os “verdes e brancos” tentavam igualar o rival com o sétimo troféu.

Início de jogo com o SL Benfica muito mais dominador e ia começando a criar oportunidades de perigo junto da baliza de Guitta. Entrava muito melhor no jogo a equipa encarnada do que a equipa leonina.

Ao minuto dois, Rafael Henmi faz um grande remate de bico, como mandam as regras, mas Guitta estava muito atento a fazer defesa e a não permitir que o nipónico conseguisse o golo. Poucos segundos depois, o guarda-redes brasileiro do Sporting CP não conseguiu que a bola não entrasse na sua baliza. Tolrà aproveitou um erro defensivo de Pedro Cary e rematou mais em jeito de que em força, mas suficiente para marcar o primeiro da tarde para o SL Benfica e da partida. Estava assim feito o um zero na Final.

Depois do golo benfiquista, o jogo tornou-se muito mais calmo e mais agressivo – com muitas faltas para ambos os lados e os ânimos começavam a aquecer no dérbi. Começou-se também a jogar longe das duas balizas e mais a meio do campo.

Robinho, ao minuto nove, com uma verdadeira bomba à baliza de Guitta fez um grande golo. O guarda-redes verde e branco não teve qualquer hipótese para defender o remate do atleta russo do SL Benfica que fazia assim o segundo da tarde para os “encarnados”. Sozinho no meio do campo só teve olhos para a baliza e decidiu bem.

O Sporting CP continuava muito desconcentrado na partida e nada saia bem à equipa leonina tanto a nível defensivo como ofensivo. Os primeiros dez minutos do jogo não correram nada à equipa de Nuno Dias e não parecia o Sporting CP que estamos habituados. Mas, a reação não tardava a ser dada.

Ao minuto 11, um erro defensivo dos “encarnados” deixa o pivô sportinguista Dieguinho sozinho com apenas Roncaglio pela frente. O brasileiro não teve grande dificuldade e marcou o primeiro dos “leões”. Estava batido o guarda-redes das “águias” e o marcador mostrava 1-2 a favor do SL Benfica.

Ao minuto 15, novamente André Coelho com um primeiro remate forte onde Guitta defende, mas deixa a bola solta. O ala Fernandinho estava preparado para só ter de encostar para dentro da baliza e fazer assim o terceiro do SL Benfica. Estava 1-3 e voltava a vantagem de dois golos para os “encarnados”.

A faltar um minuto e meio para o final, surge o segundo golo do Sporting CP. Cardinal a fazer um golo quase impossível visto que estava numa situação onde já estava quase sem ângulo. O pivô português conseguiu enfiar a bola no único sítio onde era possível entrar na baliza. Reduzia novamente os “leões” para apenas um golo e o marcador mostrava 2-3 a favor do SL Benfica.

A faltar segundos para o final da primeira parte, duas oportunidades para os verdes e brancos. Um primeiro remate de Léo onde Roncaglio defende e, de seguida, Pany Varela acerta com estrondo a bola no poste, mas nenhuma entrou. As duas formações recolheram para o intervalo com vantagem para os “encarnados”.

O dérbi lisboeta em Gondomar foi até ao último lance e as duas formações deram um grande espetáculo em campo
Fonte: SL Benfica

A segunda parte começou com emoção e com um Sporting CP com vontade de querer empatar o jogo. Ao minuto 3, num grande contra-ataque surge um remate de bico de Dieguinho para uma grande defesa com o pé de Roncaglio para canto. Na sequência, Deo bateu o canto que bateu em Cavinato e o desvio acabou por ir para dentro da baliza encarnada. Com ou sem intenção conseguiu introduzir a bola na baliza e estava tudo empatado a três.

Merlim, ao minuto cinco, à segunda conseguiu mesmo marcar. Depois de uma reposição rápida de João Matos, aparece o italiano que com um primeiro remate que bate nos dois postes e à segunda faz o golo. Estava feito o 4-3 para o Sporting CP, que estava na frente do jogo pela primeira vez.

Ao minuto 11, Roncaglio tem uma falha horrível a meio campo e depois se não fosse Rafael Henmi a fazer de guarda-redes improvisado tinha sido novo golo. O nipónico mantinha assim o clube na luta pela final. E no minuto seguinte, o guarda-redes brasileiro do SL Benfica fez um grande golo numa situação de cinco para quatro. Após o remate de Roncaglio, a bola acabou por ser desviada e acabou por trair Guitta. Estava imposta nova igualdade no encontro.

A faltar 50 segundos para o final do jogo, Fits envia a bola à barra e teve perto de marcar o quinto golo na partida para os encarnados, mas a barra negou o golo. Com esta falha manteve-se tudo na mesma e tudo adiado para prolongamento.

No prolongamento manteve-se o equilíbrio entre as duas equipas e o empate ainda se desfez por uma vez, mas voltou novamente. Aos quatro minutos da primeira parte do prolongamento, um erro defensivo de Deo, nada habitual no jogador, perdeu a bola na sua área e depois Fernandinho não vacilou e marcou com uma bomba mesmo à frente de Guitta.

Porém, dois minutos da segunda parte do prolongamento, na primeira jogada com Merlim a guarda-redes avançado o Sporting CP consegue mesmo empatar por felicidade. Rafael Henmi quando tentava tirar a bola para fora da sua área acabou por introduziu a bola na própria baliza. O jogo terminou empatado e como não se decidiu em jogo corrido, teve que se resolver tudo por desempate de grandes penalidades.

Nos penaltis, no lado do SL Benfica, Fernandinho e Tolrà marcaram, mas Robinho falhou o terceiro penalti encarnado. No lado do Sporting CP, os três marcadores (Cardinal, Dieguinho e Merlim) marcaram todos e deram a vitória aos “leões” na final da Taça de Portugal.

O SL Benfica continua assim sem vencer o Sporting CP numa final da Taça de Portugal – é a quarta derrota no jogo decisivo – e também continua sem vencer o eterno rival após decisão por grandes penalidades.

Os “leões” vencem assim a segunda Taça de Portugal consecutiva e igualam tanto os “encarnados” em número total de taças (sete) e também o recorde que pertencia à Fundação Jorge Antunes.

CINCOS INICIAIS:

Sporting CP: Guitta (GR), Pedro Cary, Erick, Pany Varela e Dieguinho

SL Benfica: Roncaglio (GR), Tolrà, Rafael Henmi, Robinho e Fits

 

Real SC 0-0 CO Montijo: É só isto que um candidato à subida consegue dar?

O Real SC escorregou na recepção ao Olímpico do Montijo e continua a luta pelos lugares de playoff com o segundo empate consecutivo.

Com três alterações em cada equipa em relação à última jornada, António Pereira lançou Lucas Rex, Abou Touré e Rodrigo Moitas no lugar de Roberto Cunha, David Dinamite e Rui Batalha. Já David Martins jogou com Mosquera, Isaac Boakye e Rúben Ribeiro de início em detrimento de Mpasi, Marcelo Castro e Hélio Roque.

Nos primeiros dez minutos o Real SC mostrou superioridade sobre o Montijo, mantendo a equipa da Margem Sul no seu meio-campo, mas os comandados de Toni Pereira sentiram dificuldades para encontrar o caminho para a baliza defendida por Diogo Arreigota, não surpreendendo que o primeiro remate surgisse apenas aos 12 minutos, quando uma bola longa encontrou Marcos Barbeiro na esquerda do ataque realista, mas o remate cruzado do extremo foi à malha lateral.

Respondeu o Montijo, num livre frontal, mas Pedro Batista atirou à figura de Filipe Mendes.

Após estas oportunidades, o jogo ficou dividido e mal jogado, com dificuldades de parte a parte em manter a posse de bola, muitas faltas cometidas e vários passes longos disparatados.

O perigo só voltou a rondar as balizas aos 22 minutos, quando Filipe Andrade entrou na área, cruzou para a esquerda onde apareceu Hugo Machado, mas  o cruzamento do médio do Real SC para o segundo poste saiu muito alto. Seguiu-se Abou Touré a disparar uma bola perdida no centro da área do Olímpico Montijo, mas o tiro saiu muito por cima.

O Real SC começava a justificar o porquê de ser o terceiro classificado da Série D do Campeonato de Portugal, caindo em cima da equipa do Montijo, que mostrou sempre dificuldades em sair para o ataque, muito devido aos constantes passes longo sem destino aparente.

Porém, os locais nunca conseguiram fazer valer a superioridade ofensiva e poucas vezes rematou com perigo à baliza de Arreigota, não surpreendendo o nulo que se registou ao intervalo.

Houve alguma tensão entre os jogadores no final do encontro
Fonte: Real SC

A segunda parte do encontro trouxe duas equipas bastante moles, com várias faltas a meio-campo e zero perigo a rondar as áreas durante praticamente metade do segundo tempo.

Aos 58 minutos, certamente insatisfeito com a performance da sua equipa, António Pereira lançou Dida e Alex Sousa para os lugares de Abou Touré e Gustavo Cazonatti. Pouco depois foi David Martins a mexer no onze do Olímpico, com Targino a dar o lugar a José Lúcio. Mas as alterações pouco mexeram numa segunda parte sem chama de ambas as partes, com a única oportunidade de real perigo a surgir num cabeceamento de Ibraim Cassamá após um canto, mas a bola saiu muito desviada da baliza do Olímpico do Montijo.

Aproveitando a pouca força ofensiva do Real SC, os montijenses estiveram perto de inaugurar o marcador aos 70 minutos, com Isaac a rematar para um bloqueio da defesa e, na recarga, Beto visou a baliza, mas a bola foi prensada e chegou fácil ao guarda-redes.

O Real SC tentou acordar e passou a chegar com perigo à área do Olímpico, mas com sérias dificuldades em rematar à baliza. Filipe Andrade contou com uma oportunidade soberana para quebrar o nulo, mas o avançado, à entrada da pequena área, atirou torto.

Perante a maior força ofensiva do Real SC, o Olímpico do Montijo tentou fechar o caminho para a baliza de Diogo Arreigota, deixando a iniciativa de jogo para os homens de Massamá mas impedindo os locais de rematar com perigo à baliza. Tentou Hugo Machado num livre frontal, mas o remate forte do médio saiu ao lado da baliza do Montijo, sendo uma das poucas oportunidades de perigo sério do Real.

Após uns longos sete minutos de compensação, onde os comandados de António Pereira continuaram sem conseguir visar a baliza do Montijo, o nulo ficou confirmado, com Filipe Andrade a tentar tirar satisfações a alguns jogadores adversários após o apito final, numa altura de alguma tensão no relvado. Com este empate, o Real SC mantém-se fora dos lugares de play-off, enquanto o Olímpico do Montijo, apesar dos cinco jogos sem vencer, consegue um ponto importante numa deslocação difícil.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Real Sport Clube: F. Mendes, P. Silva, S. Silva, L. Rex, R. Moitas, I. Cassamá, G. Cazonatti (Alex Sousa, 58’), H. Machado, A. Touré (Dida, 58’), M. Barbeiro (R. Batalha, 72’), F. Andrade

Clube Olímpico Montijo: D. Arreigota, A. Gomes, D. Branco, B. Ferreira, P. Batista, M. Pires, B. Mosquera, R. Ribeiro, T. Targino (J. Lúcio, 62’), I. Boakye (J. Gomes, 79’), Beto (Cami, 90’+1)

Muita emoção… e tudo na mesma

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Após mais uma jornada disputada, FC Porto e SL Benfica carimbaram as vitórias nos respetivos encontros e mantêm a luta pelo título na mesma, quando faltam sete jornadas para o fecho da Primeira Liga.

O FC Porto foi o primeiro a entrar em campo, na Pedreira, onde se cumpriram 90 minutos de nervosismo. Apesar das duas falhas que resultaram em dois golos bracarenses, o FC Porto regressou à Invicta com os três pontos e com a liderança provisória.

No último jogo do dia, o Benfica recebeu o Tondela, que havia ganho na Luz na última época, e venceu, num jogo em que valeu Seferovic, que havia saído do banco, aos 84 minutos, para desfazer o nulo no marcador.

A luta mantém-se, assim, acesa pelo título, com as duas equipas a somarem 66 pontos mas com vantagem das águias no topo da classificação, devido ao confronto direto entre as duas equipas.

Para jogar faltam sete jogos, sete finais, que determinarão o campeão nacional da época 2018/2019.

Seferovic resolveu já perto do fim e devolveu o primeiro lugar ao SL Benfica
Fonte: SL Benfica

O FC Porto enfrenta, na próxima jornada, o Boavista, naquele que é o dérbi da Invicta e um jogo tradicionalmente duro, físico e exigente para os azuis e brancos.

Segue-se uma deslocação a Portimão, para defrontar o Portimonense, que já roubou pontos a Sporting e Benfica no Algarve. Santa Clara no Dragão após vários anos, uma deslocação tradicionalmente difícil a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, a receção ao CD Aves, uma ida à Choupana para defrontar o Nacional e, por fim, o clássico com o Sporting no Dragão para fechar o campeonato.

Este será o caminho dos azuis e brancos que os adeptos portistas esperam ver rematado com ouro sobre azul e a taça de Bicampeão Nacional.

Já o SL Benfica desloca-se à Feira, na próxima semana, para defrontar o lanterna vermelha Feirense, que se encontra na busca desesperada por pontos e já marcou ao FC Porto e Sporting em sua casa.

Seguem-se uma receção ao Setúbal e outra ao Marítimo, que antecedem o desafio, à partida, mais difícil para as águias : a deslocação a Braga. Com o SC Braga sem poder vacilar para não ver o terceiro lugar fugir para o Sporting CP, adivinha-se um embate exigente para os encarnados, à semelhança do que foi a vitória do FC Porto no mesmo terreno nesta jornada.

Uma receção ao Portimonense, uma deslocação que nos últimos anos se tem confirmado de elevada dificuldade a Vila do Conde, para defrontar o Rio Ave e o fecho do campeonato em casa, diante do Santa Clara.

A depender só de si, o Benfica está proibido de falhar, a menos que o FC Porto também perca pontos, se quer voltar a conquistar o Campeonato Nacional.

Adivinham-se sete jornadas de grandes emoções, com as duas equipas a defrontarem formações que precisam de pontuar para se manter na primeira divisão, com jogos em terrenos que já se revelaram prejudiciais no passado e com tudo para se decidir até Maio, onde só um, FC Porto ou SL Benfica, fará a festa mais desejada pelos adeptos de ambos os clubes.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Estoril-Praia SAD 1-3 SL Benfica B: Pragmatismo determinante dita resultado

A manhã começou interessante no António Coimbra Da Mota. Estoril SAD e SL Benfica B defrontaram-se em jogo a contar para a 27.ª jornada da Segunda Liga e a partida desde logo prometeu muita emoção.

O Benfica, inclusive, conseguiu desde logo adiantar-se no marcador aos cinco minutos de jogo. O capitão da equipa encarnada, Kalaica, marcou depois da assistência do seu colega – Frimpong.

As primeiras investidas até tinham sido da equipa da casa, mas a verdade é que foi a equipa do Seixal a chegar ao tento. Mesmo estando a perder, o Estoril continuou mais atrevido e a tentar sempre contrariar a desvantagem. Yan e Sandro Lima muito interventivos no ataque, mas também muito perdulários na hora de decisão. E, no fundo, isso pagou-se caro ao longo de todo o primeiro tempo.

O jogo estava interessante, dinâmico e sempre com ascendente da equipa estorilista. Mas a verdade é que quem não marca sofre golos e foi mesmo isso que aconteceu: numa jogada rápida, as “águias” dilataram a vantagem por intermédio de Willock depois de um cruzamento pela direita.

O resultado de 2-0 aos 23 minutos ficou completamente marcado pelo pragmatismo do Benfica que tinha, até àquela altura, dois ataques e… dois golos.

Mesmo depois de estar a perder por dois golos, o Estoril continuou a pressionar e a tentar concretizar de maneira mais eficaz as jogadas que até estavam a conseguir criar. Yan, depois de um rassalto, remata colocadíssimo, mas vê a sua investida ir por água abaixo depois de uma grande defesa de Zlobin.

O resultado começava a ser irrisório para aquilo que estava a ser o jogo. O Estoril esteve por cima e não merecia estar a perder. Muito menos por dois golos. A situação já era ingrata para a equipa de Bruno Baltazar, mas o cenário conseguiu ficar ainda mais crítico. Aos 27 minutos, através de uma assistência de Frimpong, Kalaica marca o terceiro do Benfica.

Depois do terceiro golo, a equipa do Estoril SAD foi um pouco abaixo e o ritmo da partida baixou consideravelmente. Ainda assim, o resultado que se afigurava na altura em que os jogadores regressavam ao balneário não era, de todo, o espelho daquilo que aconteceu dentro das quatro linhas durante toda a primeira parte.

A segunda parte teve igualmente um início bastante dinâmico, com oportunidades para ambos os emblemas. Mas, a certa altura, o jogo ficou muito partido e isso só dificultou ainda mais as coisas para a equipa do Estoril que precisava de ir à procura do golo desde cedo.

Estoril-Praia SAD e SL Benfica B defrontaram-se esta manhã em jogo a contar para a 27ª jornada da Segunda Liga
Fonte: Bola na Rede

O jogo do lado das bancadas ficou também marcado por parte dos adeptos da equipa da linha. Vários foram os protestos por parte dos mesmos para a equipa de arbitragem, mas também a Bruno Baltazar e toda a sua equipa que, muitas das vezes, jogou muito mais com o coração do que com a cabeça, o que se tornou decisivo no desfecho do jogo.

Já não havia muito a fazer e desde cedo que a partida já estava sentenciada. Foi uma manhã algo desinspirada na frente de ataque para os jogadores do Estoril e, por sua vez, de muita eficiência por parte dos jogadores do Benfica B. O jogo já estava praticamente “morto”, mas ainda houve tempo para o Estoril marcar o golo de honra por intermédio de Yan.

O golo de nada serviu e a vitória pertenceu mesmo aos encarnados que arrecadaram assim os três pontos no António Coimbra da Mota.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Estoril-Praia SAD: Thierry, Cícero (Subst. Koneh, 68’), Filipe, Chaby (Subst. Dadashov, 29’), J. Góis, João Pedro, Miguel Rosa, Gorré (Subst. Belima, 62’), Sandro Lima, R. Furlan, Yan.

SL Benfica B: Zlobin, Willock (Subst. Zé Gomes, 71’), Bernardo (Subst. D. Tavares, 77’), F. Luís, Frimpong, Benny, Kalaica, N. Santos, Alex Pinto, P. Álvaro, Pedro H. (Subst. Saponjic, 82’)

 

Leeds United: da glória passada à esperança futura

Um perpétuo candidato ao título na Liga Inglesa torna-se num crónico frequentador dos escalões inferiores. É uma história conhecida, que podia ter muitos protagonistas. Mas hoje a atenção vai para o clube que quer adicionar um terceiro ato a esta lenga-lenga: a redenção.

Elland Road, a casa do Leeds United, tem uma vida interessante, foi construído em 1897 e começou por dar lugar ao Leeds City. Este clube viria a tornar-se no Leeds United, em 1919. Já assistiu a meias finais da Liga dos Campeões e jogos de coroação do campeão inglês, mas também já viu partidas da League One (terceira divisão inglesa) a serem disputadas no seu relvado. Desde 2004 que os adeptos do Leeds não veem um a sua equipa num jogo da Premier League. Isto porque, nos últimos 15 anos, os peacocks estiveram sempre no Championship (a segunda divisão inglesa), à exceção dos três anos (2007-2010) em que se encontraram no terceiro escalão.

Elland Road é mais velho que o próprio clube que alberga.
Fonte:Leeds United Football Club (LUFC)

Os nossos leitores mais jovens dificilmente se recordarão do Leeds de 2000, que impunha respeito e medo a qualquer equipa na Europa. Menos ainda serão os que se lembram da última conquista doméstica do emblema do Norte de Inglaterra. Corria o ano de 1992, e a equipa treinada por Howard Wilkinson conquistava aquele que seria o último campeonato Inglês antes de a competição ser renomeada Premier League. Gary Speed, Lee Chapman e um jovem Eric Cantona trouxeram a Elland Road o título de campeão. Uma equipa jovem, entusiasmante e ofensiva. Uma personificação dos valores do futebol inglês.

Em 2000/2001, conhecemos outro Leeds, igualmente fascinante. Rio Ferdinand, Harry Kewell, Robbie Keane, e muitos outros nomes que vieram a ter grande projeção no futebol europeu estavam aqui a dar os primeiros passos das suas carreiras. E esses passos levaram-nos muito, muito perto de conquistar Liga dos Campeões. Deixando para trás clubes como o AC Milan e o FC Barcelona, o Leeds acabou por cair na semi-final do lendário troféu contra o Valencia FC. Mas já enchera o olho de muitos adeptos neutros, que se apaixonaram pela história destes underdogs.

Harry Kewell marcou 45 golos em 181 jogos pelo Leeds United
Fonte: Premier League

Ato II: Vivemos o sonho”

Mas é aqui que a história tem um capítulo mais triste. Três anos depois desta campanha europeia, estavam os portugueses a preparar-se para o Euro 2004. Aliás, a Seleção das Quinas até viria a eliminar o antigo jogador do Leeds, Rio Ferdinand (agora no Manchester United). Mas para os lados de Elland Road estava-se a preparar a primeira de muitas épocas no Championship. Em cerca de 1000 dias, os lilly whites passaram de semifinalistas da Liga dos Campeões a despromovidos. O que se passou? Fraca gestão, pura e simplesmente.

Aquando da eliminação na Champions, a BBC Sport escrevia, no dia 5 de maio de 2001, “Sorte do Leeds acaba em Valência”. Em retrospetiva, este título ganha contornos premonitórios. Isto porque, daqui para a frente, o caminho do Leeds United adquiriu uma rota gradualmente descendente. O seu sucesso no início do século devia-se, em grande parte, à contração de empréstimos que permitiu a chegada de grandes estrelas a Elland Road. Mas os juros tornaram-se insuportáveis: a equipa viu-se obrigada a vender os seus melhores jogadores, o clube ficou à venda e passou de mão em mão, com indivíduos sem cara nem nome a tomarem conta do Leeds, outrora tão grande nas Terras de Sua Majestade e no Velho Continente.

Banidos para as profundezas do futebol inglês, a frase que melhor caracteriza o estado em que o Leeds se encontrava é a que o antigo presidente do Leeds, Peter Ridsdale, disse: “We lived the dream” (“Vivemos o sonho”). Os adeptos não tinham mais nada a que se agarrar que não a nostalgia da glória passada. As terças feira de Champions eram substituídas pelas jornadas a meio da semana do Championship. O futebol outrora ofensivo e vibrante era agora cinzento, descaracterizado. Até a memória do sucesso passado era ao mesmo tempo uma lembrança do que eventualmente causara a queda do clube. O Leeds bateu no fundo em 2007, com a descida à terceira divisão, de onde não sairia até 2010.

O clube viria a ameaçar, nos últimos anos, a chegada aos lugares de promoção direta. Mas a um início de época promissor parecia sempre seguir-se um colapso a meio da temporada e o Leeds continuava, assim, naquele equilíbrio perfeito e indesejado de não ser bom o suficiente para a Premier League nem mau o suficiente para a League One. Uma equipa na corda bamba, sem rumo aparente. Os adeptos, esses, continuavam a entoar cânticos alusivos às suas glórias passadas, aparentemente resignados com a situação do seu clube. A apatia instalava-se em Elland Road, depois de década e meia sem ver uma noite  de futebol inglês de topo.

Para a apatia tipicamente britânica, era necessário uma injeção de garra, de força e até de alguma loucura. E nada melhor para isso que os latinos. Assim, foi-se buscar aquela que é, sem dúvida, uma das figuras mais carismáticas do futebol mundial: Marcelo Bielsa.

Ato III: El Loco

As peripécias de Bielsa justificam facilmente a sua alcunha de “El Loco”
Fonte: LUFC

Quem olhar exclusivamente para o historial de Bielsa não ficará particularmente surpreendido: com passagens pelo Olympique Marseille, pela SS Lazio e pelo Athletic Bilbao, entre outros, Bielsa apenas conquistou títulos quando esteve a cargo de equipas argentinas ou da própria seleção albiceleste (onde, com a ajuda de Lionel Messi, ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2004). É difícil, então, perceber o que é que leva um treinador como Pep Guardiola a dizer que este homem é o “melhor do mundo”. E o que é que levou o Newell’s Old Boys, clube onde deu os primeiros passos como técnico, a dar ao seu estádio o nome “Marcelo Bielsa”?

A verdade é que o fascínio por Bielsa tem origem na sua forma de ser, na sua forma de estar no futebol e na vida, que para ele são a mesma coisa. Acredita no valor do trabalho intenso, doloroso e obsessivo. É um homem que quer preparar minuciosamente cada detalhe do jogo, e nunca leva a sua equipa a campo a não ser que tenha a certeza absoluta de que fez tudo da melhor maneira que podia.

É preciso deixar uma coisa clara: Bielsa não é normal. É talvez o mais distante de normal que podemos encontrar. Ficou famoso em Inglaterra na semana em que a sua equipa ia  defrontar o Derby County, em jogo do Championship, e foi encontrado no campo de treinos adversários um espião do Leeds enviado pelo treinador argentino. Na conferência de imprensa a seguir ao escândalo, Bielsa fez uma apresentação em PowerPoint a detalhar o que aprendera acerca do Derby County, através da análise de 51 (!) jogos. O Leeds viria a vencer o Derby em casa por 2-0. Quando dissemos que o trabalho de Bielsa é obsessivo, estávamos mesmo a falar a sério. É um homem que não gosta de deixar nada ao acaso. Segundo relatos do Mirror, instalou uma cama e cozinha no seu escritório, para poder passar mais tempo a trabalhar.

Nova vida

Apesar de toda esta excentricidade (ou talvez por causa dela), o Leeds United que vemos hoje está transfigurado. Exigindo o máximo dos seus jogadores, Bielsa pôs a equipa a jogar com pressão alta, num futebol intenso que muitos achavam ser impraticável ao longo de uma época com mais de 50 jogos. Mas a verdade é que a sua equipa tem aguentado a carga. Com a vitória desta semana sobre o Milwall (3-2) subiu ao segundo lugar da tabela, que dá acesso direto à Premier League. Isto quando faltam sete partidas para o fim da temporada.

O apoio e a crença à volta da equipa está talvez no nível mais alto da última década, e há razões para tal: com 76 pontos e ainda mais 21 para disputar, o Leeds United está bem encaminhado para bater o seu recorde dos últimos 15 anos no Championship (78). Com mais de 10 jogadores das camadas jovens promovidos à equipa sénior, o sangue novo na equipa tem ajudado a manter o nível exibicional alto e a intensidade constante. Depois de anos nas profundezas de um futebol que outrora dominaram, os adeptos do Leeds podem hoje dizer que é uma boa altura para apoiar o seu clube.

Mar de rosas?

Relativamente ao futuro, nada está certo. Ainda não se sabe as consequências que um fracasso nesta demanda pela promoção poderia ter, nem quanto tempo Bielsa está disposto a passar no norte de Inglaterra. O argentino já provou ser um homem volátil, para quem uma promessa não cumprida ou a falta de apoio da direção é mais que motivo para se ir embora. Em Leeds, é valorizado, e a frase “In Bielsa We Trust” (“em Bielsa confiamos”) já se tornou célebre entre os fãs. Sabem que têm em mãos uma pessoa fora do normal, mas também um treinador como nunca antes vimos, para o melhor e para o pior.

A loucura de Bielsa foi o antídoto perfeito para a apatia de que o Leeds sofria. A uma equipa cinzenta e resignada chegou um homem espalhafatoso, agressivo e obcecado. Parece uma daquelas comédias românticas, mas não é: é a história do Leeds United. Talvez como em “P.S: I Love You”, haverá contratempos e separações. Mas esperemos que o fim da história seja um que nos devolva este histórico clube inglês. Os adeptos locais agradecem, e os neutros também.

P.S: In Bielsa We Trust

Foto de capa: Bola na Rede

Artigo revisto em: Jorge Neves

Olheiro BnR – Umaro Embaló

Certamente que já tinha ouvido falar de Umaro Embaló, uma vez que o nome do jovem extremo nascido em Bissau, há 17 anos, tem surgido, de forma recorrente e desde há dois anos, na imprensa desportiva nacional e internacional. Recrutado, decorria o ano de 2015, pelo SL Benfica aos iniciados da AD Oeiras, o jovem Umaro tem-se afirmado, desde então, como uma referência nos diversos escalões de formação das Águias devido à tremenda qualidade do seu pé esquerdo, que tanto lhe confere imprevisibilidade (no um para um) como frieza na hora de finalizar; prova disso são os 49 golos marcados em 71 jogos antes da sua transição para júnior.

Paralelamente ao percurso de excelência traçado nas camadas jovens dos Encarnados, e não obstante o facto de só ter chegado a Portugal no ano de 2014, Embaló tem, igualmente, vindo a ocupar um papel de relevo nas seleções jovens do nosso país. Assim, após fazer a sua estreia em novembro de 2015 na categoria de sub-16, o avançado nascido na Guiné-Bissau foi progredindo nos vários escalões (neste momento, atua pelos sub-19), levando já 25 golos em 48 partidas (números a ter em conta, ainda para mais tratando-se de um extremo).

2018/2019: Uma época em cheio

Depois de se ter exibido em bom plano na época transata, contribuindo para que a formação do SL Benfica, orientada por João Tralhão, almejasse a conquista do Campeonato Nacional de Juniores A, Umaro (ainda júnior de primeiro ano) passou, à semelhança de outros colegas, a alternar entre a formação de juniores (tendo participado na presente edição da UEFA Youth League, prova na qual efetuou um golo e três assistências em seis encontros), a recém-criada equipa de sub-23 e, também, pela equipa B da formação encarnada.

Embaló conquistou os títulos de campeão nacional nos escalões de iniciados, juvenis e juniores
Fonte: SL Benfica

Por conseguinte, Embaló pode orgulhar-se de se ter estreado enquanto profissional com apenas 17 anos, depois de merecer a confiança de…Bruno Lage à passagem da sétima jornada da Segunda Liga, em outubro do ano passado.

Ainda assim, o promissor extremo tem vindo a atuar, maioritariamente, nos sub-19, formação treinada por Luís Nascimento, onde, sem surpresa, tem dado mostras da sua grande valia. Neste momento, aliás, o extremo que, apesar de ser esquerdino, atua no flanco oposto, totaliza sete jogos (correspondentes a 630 minutos de utilização) e seis golos, dois terços dos quais foram alcançados já no decorrer da fase com vista ao apuramento do campeão da primeira divisão da respetiva categoria.

Espera-se, pois, que Embaló continue a evoluir e que, num futuro próximo, possa vir a dar o próximo passo numa carreira que se augura bastante promissora.

 

Foto de Capa: SL Benfica

UD Oliveirense 6-2 OC Barcelos: Oliveirense vence e convence

Na partida cabeça de cartaz da 22.ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, Oliveirense e Barcelos proporcionaram um bom jogo, mas a União, com outros argumentos e objetivos, foi superior e acabou por vencer o Óquei por 6-2.

O encontro teve um início equilibrado, tendo sido o Barcelos a dispor da primeira grande chance de golo. No entanto, Gonçalo Nunes não conseguiu concretizar. Pouco depois, o jovem emprestado pelo Sporting voltou a tentar a sua sorte, desta feita de meia distância, mas Puigbí, atento, defendeu. Instantes depois, quase com quatro minutos jogados, à terceira sempre foi de vez. Movimentação coletiva do Óquei que libertou Gonçalo Nunes que, com espaço e uma stickada fortíssima, fez o 1-0. 

A vantagem, conseguida muito cedo na partida, confirmou a boa entrada em pista do Barcelos. No entanto, sem puder escorregar a União foi à procura do empate e por pouco que através do stick de Jorge Silva não restabeleceu a igualdade. 

O golo sofrido não fez a abanar a Oliveirense que continuava a carregar em busca do golo, com Torra, Bargalló e Jorge Silva a serem os elementos a conseguirem criar mais lances de perigo. Porém, o Barcelos também não se retraída e com uma bela circulação do esférico mantinha a defesa da casa em sentido. 

Em cima da marca dos dez minutos, na sequência de um passe de Xavi Barroso, Jorge Silva entrou a seu belo prazer na defesa do Óquei e com uma grande stickada restabeleceu a igualdade. Passados alguns segundos Jorge Silva bisou e colocou a União na dianteira.

Bela recuperação da Oliveirense que, após ter sofrido um golo cedo, entrou em modo ataque e num curto espaço de tempo, através de Jorge Silva, o suspeito do costume, virou o marcador.

Apesar da desvantagem, o Barcelos procurou regressar aos níveis de qualidade apresentados nos minutos iniciais e mesmo com interpretes diferentes continuava a criar perigo. Exemplo disso foi uma boa defesa de Puigbí a uma emenda ao segundo poste de João Almeida, atleta ligado à União até 2021 que está emprestado ao Óquei, após um belo passe de Alvarinho. Momentos depois, com Alvarinho a fazer novamente a assistencia, João Guimarães ficou muito perto de restabelecer o empate. 

A cerca de quatro minutos do intervalo, belo lance atrás da baliza do Barcelos protagonizado por Emanuel Garcia que, depois de confundir as marcações do conjunto barcelense, serviu Pedro Moreira que, totalmente à vontade, assinou o 3-1. Instantes depois, Alvarinho viu um cartão azul. Emanuel Garcia foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Ricardo Silva, com um ligeiro toque no stick, disse não às intenções do experiente argentino. 

Em situação de superioridade numérica, a Oliveirense tentou apertar o Barcelos e após algumas tentativas goradas, Pedro Moreira aproveitou uma distração de Zé Pedro e com uma forte stickada aumentou a vantagem da equipa da casa para 4-1. 

Concluída a primeira metade, a Oliveirense vencia o Barcelos por 4-1. O Óquei até entrou melhor, tendo conseguido adiantar-se no marcador, mas a partir só deu, exceto num ou noutro momento, União que com um hóquei dinâmico e sempre jogado a bom ritmo deu a volta ao resultado. Aguentando as investidas dos visitantes, que partiram quase sempre dos sticks dos jovens Gonçalo Nunes e Alvarinho.

Alvarinho foi o jogador do Barcelos que mais procurou o golo, mas nunca conseguiu superar Puigbí
Fonte: FC Porto

A União foi quem entrou melhor na segunda parte, tendo o controlo da posse de bola e ficado perto de aumentar o marcador em algumas ocasiões. Exemplo disso foi um grande passe de Jorge Silva que Pedro Moreira não conseguiu aproveitar. 

Disputados trinta e cindo minutos de jogo, Jorge Silva voltou a ser protagonista e com um lance de passe e corte, recebeu de e serviu Torra que, isolado perante Ricardo Silva, não teve dificuldades em fazer o 5-1. Pouco depois, numa situação de contra-ataque, João Guimarães acabou por ser derrubado em falta por Pedro Moreira que viu um cartão azul. No respetivo livre-direto, Rúben Sousa stickou direto, mas não conseguiu reduzir a desvantagem. 

Em situação de superioridade numérica, o Barcelos quase sofreu um golo de Xavi Barroso, mas Ricardo Silva fechou as portas da sua baliza. No seguimento da jogada foi a fez do Barcelos ter ficado perto do golo, pois, servido por Gonçalo Meira, Alvarinho não conseguiu finalizar. O período de porwerplay não foi aproveitado. 

O encontro continuava animado e por volta dos quarenta e um minutos, Puigbí e Ricardo Silva voltaram a brilhar. Primeiro foi o capitão do Barcelos a negar o sexto golo da União a Ricardo Barreiros e no seguimento do jogo, foi o guardião espanhol da União a impedir o golo de Alvarinho. 

Sempre a bom ritmo, Oliveirense e Barcelos criavam oportunidades para fazer mexer o marcador, mas o resultado teimava em não se alterar. Alvarinho era o mais inconformado do Óquei, tendo sido quem mais procurou surpreender Puigbí, que nunca se deixou levar pelos truques do número setenta e quatro dos visitantes.

Após muita insistência e várias tentativas, o Barcelos conseguiu reduzir. Com cerca de sete minutos para se jogar, Alvarinho serviu, ainda de longe, Zé Pedro que ao segundo poste reduziu a diferença para 5-2. Momentos depois, grande penalidade a favor da União devido a uma infração de Zé Pedro. Ricardo Barreiros, especialista neste tipo de situações, foi o escolhido para a marcação do penalti, mas não conseguiu marcar. Pouco depois, Jorge Silva viu um cartão azul devido a ter cometido uma falta dentro da sua área. Puigbí conseguiu defender a stickada de Gonçalo Nunes, mas no seguimento da jogada foi assinalada uma grande penalidade a favor do conjunto barcelense. Gonçalo Nunes voltou a ser o escolhido para a marcação do lance de bola parada e Puigbí, também, voltou a levar a melhor. 

Com menos de cinco minutos para se jogar, o Barcelos cometeu a sua 10.ª falta. Marc Torra assumiu a marcação do livre-direto, mas não conseguiu bater Ricardo Silva.

Já dentro do último minuto, contra-ataque da Oliveirense e depois de duas defesas de Ricardo Silva a tentativas de Torra e Ricardo Barreiros, Jordi Bargalló, com a baliza deserta apontou o 6-2. Na sequência deste lance, Rúben Sousa viu um cartão azul. A segundos do toque da buzina, Torra, totalmente sozinho, ainda teve uma grande chance para fazer o sétimo, mas o guardião do Óquei negou o bis ao espanhol. 

Terminada a partida a Oliveirense venceu o Barcelos por 6-2, tendo feito uma exibição bastante convincente. O Óquei começou melhor, mas o golo de Gonçalo Nunes terá espicaçado a União, que reagir muito bem e assumiu o controlo do jogo, que nunca mais perdeu. A partir daí a equipa da casa foi sempre melhor, com Jorge Silva e Torra a serem os elementos em destaque. Apesar da diferença no marcador, o Barcelos nunca baixou os braços e lutou sempre pelo melhor resultado possível. Contudo, teve pela frente um Puigbí inspirado que, praticamente, fechou a sua baliza a sete chaves para a infelicidade de Alvarinho ou colegas servidos por ele. 

Assim, a Oliveirense cumpre a sua missão e encosta-se a Porto na liderança do campeonato com cinquenta e dois pontos. Ficando a aguardar por domingo, para ver o fazem dragões e leões. 


ONZES INICIAIS:

UD Oliveirense: 88-Xavi Puigbí (GR), 6-Xavi Barroso, 8-Marc Torra, 9-Jordi Bargalló e 15-Jorge Silva; Jogaram ainda: 7-Pedro Moreira, 74-Pablo Cancela, 77-Ricardo Barreiros (CAP.) e 84-Emanuel Garcia

OC Barcelos: 1-Ricardo Silva (GR e CAP.), 9-Hugo Costa, 16-Gonçalo Pereira, 33-Gonçalo Nunes e 66-Rúben Sousa; Jogaram ainda: 4-Zé Pedro, 6-João Almeida, 7-João Guimarães e 74-Alvarinho

GD Chaves 1-3 Sporting CP: A chegada ao pódio já aconteceu

A partida disputada em Chaves entre a equipa da casa e o Sporting CP ditou uma vitória por três bolas a uma do conjunto verde e branco. Num final de tarde onde a equipa leonina não apresentou grandes surpresas no onze, apesar da inclusão de Luiz Phellype face à lesão já conhecida de Bas Dost, foi Bruno Fernandes quem mais uma vez guiou a equipa liderada por Keizer para um novo triunfo para o campeonato.

Na primeira-parte, o Sporting CP foi controlando o jogo, ainda que não de forma impetuosa. Realizando uma circulação com alguma qualidade, foi chegando à área adversária sobretudo pelo corredor esquerdo, onde Borja e Acuña iam chegando à linha de fundo para cruzar, ainda que sem verem os seus cruzamentos serem finalizados.

Ainda que o GD Chaves tenha provocado alguns calafrios, não foram suficientes para assustar Renan e o golo do Sporting CP surgiria aos 24′ numa excelente jogada entre Ristovski e Bruno Fernandes, onde após uma tabela bem-sucedida, o macedónio cruzou para o isolado Luiz Phellype que, sem oposição, apenas teve de encostar para o fundo da baliza. Até ao fim do primeiro tempo, o decorrer dos acontecimentos não foi muito apelativo, ainda que suficiente para manter a vantagem leonina de forma justa.

No segundo tempo, a atitude do GD Chaves veio alterada e isso permitiu que fosse avançando no terreno em busca do golo que permitisse recuperar da desvantagem que se verificava no marcador.

Apesar da expulsão de Jefferson ao minuto 51, a verdade é que os flavienses pareciam não estar em inferioridade numérica tal era a forma como chegavam com perigo à baliza de Renan. Uma bola ao poste por intermédio de Campi ao minuto 56 era um forte indício de que o golo estava para surgir, e isso aconteceu passado quatro minutos, com André Luís a finalizar após um excelente passe de Bruno Gallo para as costas da defesa do Sporting CP.

O golo de André Luís ainda deu alguma esperança aos flavienses
Fonte: Liga Portugal

Com o empate, os leões tiveram de apressar-se em garantir a vitória, e nesse intuito foi lançado Jovane Cabral, que entrou bem na partida e realizou dois remates perigosos, um contra António Filipe, outro contra Ricardo, que substituiu o primeiro devido a uma lesão no tornozelo.

Contudo, foi com um tiro certeiro e de grande qualidade que, fora de área, Bruno Fernandes colocou os verde e brancos de novo em vantagem, após um excelente passe de Acuña. Com o golo a acontecer ao minuto 80, o GD Chaves já não conseguiu ter nenhum lance digno de registo que ameaçasse de novo a baliza de Renan.

Mesmo com a expulsão de Ristovski, que fez com que ambas as equipas contassem com dez elementos, foi o Sporting CP quem acabou por marcar de novo, desta vez por intermédio de Luiz Phellype após passe de Jovane Cabral, naquele que foi o último lance dos leões na partida.

Com esta vitória, o Sporting CP ascendeu ao terceiro lugar devido à derrota do SC Braga frente ao FC Porto, encontrando-se neste momento a oito pontos quer de primeiro, quer do segundo classificado. Já o GD Chaves continua em 17º, com 24 pontos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

GD Chaves – António Filipe (GR) (Ricardo, 74’), Paulinho, Maras, Campi, Luís Martins, Rúben Macedo (Luther Singh, 59’), Jefferson, Bruno Gallo, Bressan, André Luís (Niltinho 85’), William

Sporting CP – Renan (GR), Ristovski, Coates, Mathieu, Borja (Jovane Cabral, 73’), Gudelj (Doumbia, 66’), Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha (Bruno Gaspar, 94’), Acuña, Luiz Phellype

Veszprém HC 35–29 Sporting CP: Fim do sonho

Fim do sonho europeu do Sporting CP. Depois de perder na primeira mão por 28-30, os leões não foram capazes de dar a mesma resposta no segundo jogo e abaram eliminados na competição.

A equipa de Alvalade até entrou mais forte novamente, chegando ao 3-1 com bastante rapidez. No entanto, o guarda-redes da equipa húngara, Arpad Sterbik, mostrou que aos 39 anos ainda é dos melhores a nível mundial e com duas defesas consecutivas permitiu ao Veszprém chegar à vantagem pela primeira vez na partida aos nove minutos com o 4-3. O Sporting CP tentava explorar o jogo com o pivot Luis Frade – que tinha um luta extremamente complicada com o bloco central húngaro formado por Blagotinsek (2m02 e 110kg) e Terzic (1m96 e 103kg) – mas ia-se mostrando mais perdulário do que no primeiro jogo e permitia ao Vesprém lançar contra-ataques rápidos que iam fazendo a diferença no marcador. 

Aos vinte minutos de jogo a diferença já se encontrava nos quatro golos e temia-se o pior quando aos 23 minutos o Veszprém fez o 13-8. No entanto, os leões concentraram-se no papel defensivo e paulatinamente foram recuperando da desvantagem, reduzindo novamente para os dois ou três de diferença. No entanto, os magiares não mostravam sinais de abrandar e iam conservando a vantagem, de tal forma que ao intervalo o marcador assinalava um 17-14 favorável à equipa da casa.

No segundo tempo o Sporting voltou a entrar mais forte. Dois livres de sete metros convertidos por Ghionea e um contra-ataque de Frankis Carol permitiram aos leões fazer o empate a dezassete golos. O Vezsprém só marcou o seu primeiro golo na segunda parte aos 37 minutos e desse momento para a frente a equipa húngara não mais saiu do comando do marcador. Aos 40 minutos a vantagem já era de três golos e o Sporting começava a mostrar sinais de algum cansaço físico. Ofensivamente a equipa já não demonstrava a mesma eficácia, o que permitia a Arpad Sterbik, guarda-redes da equipa magiar, lançar contra-ataques venenosos para o inspirado Manuel Strlek que ia assim dilatando a vantagem.

O Veszprém acabou por confirmar o favoritismo ao vencer confortavelmente a 2ª mão
Fonte: FAP

Aos 48 minutos os comandados de Hugo Canela já perdiam por 28-22 e percebia-se que seria necessário um autêntico milagre para conseguir ultrapassar não só a desvantagem deste jogo mas também da primeira mão – o Sporting entrava neste jogo depois de uma derrota por 28-30 na primeira mão.

Nos últimos minutos vimos uma equipa sportinguista a tentar diminuir a desvantagem e lutar até ao último minuto, mas já sem argumentos para lidar com a maior frescura física do Veszprém, de tal forma que o resultado final firmou-se num 35-29

EQUIPAS:

Veszprém HC: Arpad Sterbik, Dejan Manaskov (4), Momir Ilic (1), Blaz Blagotinsek (1), Mirsad Terzic, Laszlo Nagy (1), Dragan Gajic (3), Roland Mikler, Andreas Nilsson (2), Gasper Marguc (5), Manuel Strlek (7), Petar Nenadic (2), Kentin Mahe (3), Lev Szuharev, Borut Mackovsek (3), Mate Lekai (3).

Sporting CP: Aljosa Cudic, Pedro Solha (1), Frankis Carol (6), Carlos Carneiro (4), Cláudio Pedroso, Valentin Ghionea (6), Luis Frade (2), Pedro Valdez (3), Edmilson Araújo, Carlos Ruesga (1), Tiago Rocha (6), Fábio Chiuffa, Manuel Gaspar, Ivan Nikcevic.