O Mundial é uma competição sempre pródiga em surpresas. No último, em 2014, a Costa Rica foi a grande surpresa da competição, com elementos como Keylor Navas, Bryan Ruiz, Celso Borges a destacarem-se e a causarem sensação. Este top que aqui apresentamos, e que não tem uma ordem específica, faz uma previsão daqueles que podem ser os jogadores (mais desconhecidos do grande público) que podem vir a causar sensação no próximo Mundial.
O Dicionário de Fernando Santos: Bernardo Silva


Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.
Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.
Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a “equipa das quinas”.
Bernardo Silva: Talento.
A palavra parece tão evidente e autoexplicativa que quase podia carecer de justificações. Bernardo Silva está, no que toca à qualidade com a bola, na elite do futebol mundial.
Pela qualidade que apresenta, torna-se desnecessário argumentar a presença de Bernardo no lote dos convocados: um jogador desta qualidade tem sempre espaço no elenco.
Assim, Bernardo Silva está dispensado da análise tática, da avaliação dos contextos ou das ideologias do selecionador. Independentemente da estratégia do selecionador, o craque do Manchester City é um dos indiscutíveis da seleção.
Apesar disto, o percurso, até agora, não tem sido fácil. Com problemas de lesões pelo meio (falhou, inclusivamente, o Euro 2016 por questões físicas) e algumas dificuldades de adaptação ao modelo de jogo português, Bernardo tardou em mostrar a sua qualidade ao serviço do conjunto luso.
Recentemente, contudo, o craque tem subido o nível ao serviço de Portugal e, no derradeiro jogo do apuramento, contra a Suíça, demonstrou finalmente toda a sua qualidade de quinas ao peito.
Na Rússia, Bernardo Silva quererá afastar de vez a ideia de que é um jogador exclusivamente de clubes e provar que é o número 2 da seleção. A magia está lá: é só abrir o livro.
Foto de Capa: FPF
Obrigado, Iván!
“Marcano é um dos melhores profissionais que já tive.” A frase é da autoria de Sérgio Conceição, mas nenhum portista a rejeitaria, certamente. De facto, a forma como o central espanhol soube debelar a terrível época 15/16 ao ponto de se tornar capitão na que agora findou, diz bem do caráter e da capacidade de Marcano. Um verdadeiro exemplo.
Chega em 2014 pela mão de Lopetegui e, não sendo um primor, acaba por cumprir em campo. Não teve a estreia desejada, com um auto golo diante do Sporting CP, na Taça, mas daí em diante, à semelhança de Indi e Maicon, foi sendo regular, sem deslumbrar.
A temporada seguinte, de martírio para toda a nação portista, acabou por ter em Marcano o reflexo perfeito do desastre. A final da Taça de Portugal, com o SC Braga, mostrou um central inseguro, errático, displicente e com grande parte da responsabilidade pela perda do troféu.


Fonte: FC Porto
Pois bem, muda aos dois, acaba aos quatro. O par de temporadas que se seguiram mostraram um central absolutamente desconhecido até então. Concentração máxima, simplicidade de processos, tremenda eficácia na abordagem dos lances e, até, apetência especial para fazer balançar as redes adversárias. Mérito para Nuno Espírito Santo, mas sobretudo para o atual treinador que, à imagem do que fez com a maioria dos jogadores, retirou de Marcano o expoente máximo das suas capacidades. Os números atestam que esta foi, sem dúvida, a melhor época da sua carreira: 45 jogos, sete golos e uma braçadeira que encaixou que nem uma luva no braço esquerdo. Marcano personificou em cada jogo os valores que todo e qualquer adepto gosta de ver na sua equipa.
É, pois, da mais elementar justiça que o central espanhol termine o seu ciclo de dragão ao peito com o título que tanto ansiava. A saída em grande que um grande central há muito merecia.
Um abraço, Iván!
Foto de Capa: FC Porto
artigo revisto por: Ana Ferreira
Quem vai ser o melhor marcador do Mundial?


Certamente haverá surpresas, mas, nesta fase, os maiores candidatos são nomes inevitáveis: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Neymar Jr, Thomas Muller ou Antoine Griezmann. Cinco nomes fulcrais de cinco seleções candidatas.
Mas, claro, não temos que olhar apenas para o nome do jogador ou da seleção, temos também que analisar o contexto que vão encontrar. Assim, olhando para o grau de dificuldade dos grupos, podemos juntar ao lote de candidatos mais alguns nomes.


Fonte: The FA
Luís Suaréz e Edinson Cavani compõem uma das duplas mais letais das 32 seleções e, num grupo relativamente acessível, podem cavar uma vantagem para os restantes candidatos. No entanto, o cruzamento com o grupo de Portugal e Espanha pode indica uma eliminação nos oitavos-de-final da prova. Bélgica e Inglaterra encontrar-se-ão na fase de grupos e são amplamente favoritos, sendo que dos seus pontas-de-lança, Romelu Lukaku e Harry Kane, respetivamente, são esperados contributos fortes, atendendo também ao cruzamento com o grupo H (de Polónia, Colômbia, Japão e Senegal) que não conta com nenhum “papão”. Precisamente no grupo H, mais dois nomes se levantam como ‘outsiders’ a receber o prémio de melhor marcador: o colombiano James Rodriguez, que pretende revalidar o prémio conquistado há quatro anos no Brasil e o polaco Robert Lewandwoski, melhor marcador da fase de qualificação europeia.
Lendas do Universo Leonino: Krassimir Balakov
Em 1966 nascia o búlgaro Krassimir Genchev Balakov, um jogador que representou apenas três clubes. Iniciou a sua carreira futebolística em 1982 num clube do seu país, o FC Etar. Em 1990 viajou para Portugal, para assinar pelo clube que mais visibilidade lhe deu, o Sporting CP, tendo estado ao serviço dos leões durante cinco temporadas.
Durante as cinco temporadas que envergou a listada verde e branca, Balakov realizou 138 partidas e fez balançar as redes adversárias por 43 vezes. Não sendo um jogador que ocupasse as posições mais avançadas no terreno, os seus números mostram a sua capacidade para chegar a terrenos mais ofensivos.
O número “10” era e continua a ser um jogador fundamental sobretudo nas manobras ofensivas, uma posição que exige aos seus “ocupantes” um nível técnico e magia que poucos possuem. Normalmente o número “10” na camisola também é uma das principais figuras da equipa, sendo normalmente um jogador que ocupa terrenos mais ofensivos. Agora vamos imaginar estes dois cenários, estes dois sentidos para a questão do número “10”, num jogador só. Pois bem, conseguem imaginar?! A quem não conseguiu ou teve algumas dificuldades, recomendo que (re)vejam vídeos deste búlgaro.
O médio criativo, dotado de um pé esquerdo que ainda hoje deixa saudades no universo leonino, deixa um cardápio de golos para todos os gostos (pé esquerdo, pé direito, cabeça). Mas quero destacar um, um dos melhores da história do Sporting, num jogo contra o Vitória FC, o esquerdino numa jogada individual, parte do meio campo com a bola nos pés e só termina no fundo das redes, tendo sido mesmo o pé não dominante que “empurrou” a bola para as redes da baliza sadina.


Fonte: Sporting Clube de Portugal
Na sua etapa em Portugal teve como colegas de equipa Luís Figo, Paulo Sousa, Jorge Cadete, Iordanov entre muitos outros. Em 1995 fez a sua despedida com a verde e branca antes de rumar ao Estugarda. No último jogo de leão ao peito, acabou por conquistar a sua única competição em Portugal, numa vitória por 2-0 sobre o Marítimo na final da Taça de Portugal.
Ao longo da sua carreira, foi ainda internacional búlgaro em 92 jogos, nos quais faturou por dezasseis vezes. Esteve presente na equipa que fez história no Mundial de 1994 nos Estados Unidos, ao chegar às meias-finais da competição.
Em 2003 “pendurou” as chuteiras e passados três anos iniciou a sua carreira como treinador no Grasshoppers Club da Suíça, passando ainda pelo campeonato croata, búlgaro e alemão.
Um jogador que ficou e para sempre ficará na história dos leões!
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal
Pedro Gonçalves está perto do HCP Grândola


O técnico, que orienta a equipa da linha desde 2015/2016, subiu o clube da terceira para a segunda divisão, tendo realizado campeonatos bastante tranquilos, alcançado um 7.º e um 4.º posto, assim como feito boas prestações na Taça de Portugal. Em destaque estão as campanhas até aos quartos de final em 2015/2016 e 2016/2017, onde acabou por ser eliminado pelo SL Benfica e pela AE Física, respetivamente.
Apesar do forte interesse e da proposta do Grândola, o Bola na Rede também sabe que os responsáveis da equipa do concelho de Cascais querem renovar o contrato com Pedro Gonçalves, peça importantíssima no renascimento do hóquei em patins no clube, e reforçar a aposta na modalidade, com o objetivo de atacar a luta pela subida de divisão. Contudo, segundo as informações recolhidas pelo Bola na Rede, o desfecho mais provável é mesmo a saída do jovem técnico de 26 anos.
Neste momento ainda não são conhecidas muitas movimentações de jogadores na segunda divisão da zona sul, mas o Bola na Rede sabe que o Parede já assegurou uma contratação para a próxima época. Hugo Santos, avançado de trinta anos, representou o Grândola nas últimas duas temporadas e é o primeiro reforço do Parede para a temporada de 2018/2019.


Fonte: Parede FC
A confirmar-se esta mudanças de ares, será interessante saber que capítulos que se seguirão no Grândola e no Parede. A ingressar na equipa do baixo Alentejo, que mudanças e jogadores Pedro Gonçalves poderá trazer a um conjunto que se conhece muito bem e joga em conjunto há vários anos? Por outro lado, a manter-se na região da linha, que condições o Parede poderá oferecer ao seu técnico de forma a lutar pela (sempre concorrida) subida à primeira divisão do hóquei em patins nacional?
Estes serão mais dois elementos importantes numa zona sul da segunda divisão, que se espera concorrida na próxima temporada. O Sport Alenquer e Benfica tem sido o clube que mais se tem movido e, segundo o que tem vindo na impressa, já terá garantido os serviços de Marinho, EX-OC Barcelos, e Tiago Losna, EX-CD Paço de Arcos. Para além disso, clubes como Física, Sintra, Tigres, que confirmou hoje a contração de Xavier Lourenço, vindo dos franceses do Saint Omer, e Candelária ficaram aquém das expetativas e quererão voltar a fazer um campeonato ao seu nível.
Foto de Capa: Bruno Moreira Photography
Os 5 jogadores da equipa B que merecem ser chamados por Rui Vitória


UFC 225: Haverá coração para tanta emoção?
Que difícil que é analisar este cartaz, destacar um combate, um momento ou um must watch. Assim de repente, com um breve olhar para os combates incluídos no cartaz do evento 225 – a realizar-se no dia 9 de Junho em Brasília –, é possível identificar vários combates a não perder. Para facilitar a leitura e compreensão deste artigo, serão apenas analisados três combates.
Yoel Romero vs Robert Wittaker: Quem é o dono da divisão Middleweight?
Este será o principal combate da noite, e não é para menos já que estamos a falar de uma desforra, de uma disputa de título e de um confronto entre o campeão e o campeão interino. Robert Wittaker teve o mérito de ter contrariado o veterano cubano. Yoel é um lutador bastante dificil de contrariar. O cubano tem um boxe bem limado, joelhadas muito poderosas e um wrestling de nível olímpico. No último confronto, Wittaker conseguiu evitar as tentativas de derrube de Yoel, servindo-se de pontapés frontais à zona lombar para evitar aproximações do wrestler. Desta feita, veremos se a estratégia do neo zelandês continua válida, ou se Yoel encontrou uma forma de contrariar a estratégia defensiva do ainda campeão da divisão Middleweight.
Dos Anjos vs Covington:


Fonte: MMA Hits
O campeão interino está aqui!!! O brasileiro Rafael Dos Anjos joga em casa e neste caso a casa estará claramente do seu lado. Isto porque Covington irá competir provavelmente no ambiente mais hostil da sua carreira. O americano teceu comentários insultuosos para com o povo brasileiro, tendo inclusivamente protagonizado uma altercação com o antigo campeão de pesos pesados Fabrício Werdum.
No que ao combate diz respeito, Rafael dos Anjos parte como favorito. Tal não se deverá única e exclusivamente ao já referido fator casa, mas também pelo histórico dos dois atletas. Rafael dos Anjos já foi campeão no UFC, já enfrentou e derrotou algumas das maiores estrelas do mundo das mma como Robbie Lawler, Neil Magny, Nate Diaz ou Donald Cerrone. No entanto, o percurso dos Anjos também está marcado por 9 derrotas. Para Covington é uma excelente oportunidade para se distanciar da imagem de imitação de Conor McGregor. Quem vencer terá pela frente Tyron Woodley ou Darren Till, dependendo da disponibilidade do atual campeão da divisão.
A redenção de CM Punk?


Fonte: Bro Bible
Serão poucos, por certo, aqueles que se recordam com saudade do primeiro e único combate de CM Punk no octógono do UFC. Nessa ocasião, Punk foi dominado de forma evidente pela jovem estrela em ascensão Mickey Gall. Gall não perdeu tempo e explorou as previsíveis lacunas no jogo de chão da antiga estrela da WWE. O resultado? Bem, o resultado foi uma derrota por submissão logo no primeiro assalto. Evidentemente que ninguém teria muitas esperanças que CM Punk, então com 37 anos e sem qualquer passado ligado ao mundo das artes marciais, fizesse um brilharete frente a um jovem bastante rodado como Gall. Muitos fãs entenderam a seleção de Punk como uma clara jogada de marketing, numa tentativa de replicar o fenómeno Lesnar. A diferença, neste caso, é que Lesnar tinha um passado legítimo associado aos desportos de combate. A aposta em Punk falhou.
Agora, quase dois anos depois dessa desapontante estreia, a organização de Dana White decidiu colocar novamente Punk no octógono. Será de esperar que, com mais tempo de treino, CM Punk se saia bastante melhor do que no seu combate de estreia. O seu adversário será Mike Jackson que, curiosamente, conta igualmente com um combate no seu percurso no UFC. Nesse combate, Jackson foi derrotado por submissão no decorrer do primeiro assalto e o seu adversário era, nada mais nada menos que …, Mickey Gall. Veremos como se sai a antiga estrela da WWE.
Outros combates a não perder
Alistair Overeem x Curtis Blaydes
Joseph Benavidez x Sergio Pettis
Holly Holm x Megan Anderson
Rashad Evans x Anthony Smith
Foto de Capa: MMA Fighting
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro
Não era segredo
Este é, provavelmente, o texto de opinião mais fácil de escrever. Os Warriors saíram vitoriosos do jogo três. Vencem agora por 3-0 e nunca ninguém recuperou de uma desvantagem tão funda. Eu acho que os Warriors, em princípio, ganham. Não sei, digo eu…
Isto era o que se previa: “Atenção aos Rockets!”, “Olha que os Rockets, este ano, cuidado com eles”, deram luta e perderam. Tal como esta, muitas outras foram as narrativas que tentaram apimentar o desfecho. Entende-se – a NBA vive disso. Não deixa de ser um produto, e compra-se mais facilmente se deixar os fãs na expetativa pela consagração. Mas nunca houve qualquer dúvida de que os Warriors são a melhor equipa. Aliás, em fevereiro, no primeiro texto que escrevi para o Bola na Rede, terminei a minha análise sobre o que seria a época regular após o All-Star Weekend com a seguinte frase: “A NBA é isto, e no final ganham os Warriors.” E eu estou longe de ser um génio, era deveras previsível.
A típica questão do: “Será que isto – o facto de nos últimos quatro anos as finais terem sido sempre Warriors vs Cavaliers – é saudável para a liga?”. A resposta é, obviamente, as outras equipas que mudem. Nada disto é justo e não é suposto ser. É desporto. Há a opção choramingar e a opção tentar derrotar os Warriors. Isto, quando muito, é bom para a liga – tem é de existir a mentalidade de “vamos ser melhores que eles” e não “eles não deviam ser tão bons”.
Posto isto, o que esperar para o próximo ano?
Os Sixers, recentemente mergulhados num escândalo no mínimo caricato, vão dar bastante luta no Este. Os Celtics, se saudáveis, podem, pelo menos, quebrar com a tradição Cavs vs Warriors. LeBron vai dizer adeus a Ohio e embarcar numa viagem para o Oeste – resta saber se vão voltar a queimar as camisolas dele em Cleveland.


Fonte: Cleveland Cavaliers
Não me quero repetir, só que torna-se complicado ver alguma equipa a fazer frente aos Warriors caso mantenham as suas principais peças. Espero muitas surpresas nesta offseason e anseio para que alguém aposte tudo em derrotar os Warriors. A parte divertida da NBA passa muito por aí: as equipas têm sempre um prazo de validade e é preciso ir adquirindo produtos novos, vê-los crescer, vê-los morrer, e repetir, repetir, repetir.
A NBA é isto, e no próximo final espero que não ganhem os Warriors.
Foto de Capa: NBA
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro
O Dicionário de Fernando Santos: João Mário


Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.
Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.
Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.
João Mário: Inteligência.
O futebol não é feito de se’s, mas ficará sempre a dúvida de até onde poderia ter ido Portugal na Taça das Confederações caso João Mário tivesse sido integrado a convocatória.
Talvez por não se destacar tanto nas estatísticas, o médio de 25 anos por vezes é esquecido, mas a verdade é que é um dos imprescindíveis de Fernando Santos.
Titular no lado esquerdo do meio-campo luso, o médio fez todos os jogos do Euro a titular à exceção da partida com a Áustria, onde acabou por entrar no segundo tempo.
As combinações com Raphael Guerreiro, que aproveita os movimentos interiores do médio para subir pelo flanco, dinamizam o ataque português, que beneficia ainda das suas assistências para Ronaldo.
Com muito talento, João Mário destaca-se pela forma como trata a bola e elegância que demonstra em campo. Sempre muito inteligente nas tomadas de decisão, a forma como pensa o jogo acelera o processo ofensivo português, sem que precise de grandes correrias.
Os seus movimentos para dentro permitem a Portugal equilibrar o meio-campo, funcionando João Mário simultaneamente como terceiro médio centro e médio esquerdo.
Uma variedade de utilidades que só um craque com muito entendimento do jogo pode oferecer.
Foto de Capa: FPF


