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Nuno Dias: um dos melhores treinadores do mundo

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Nuno Dias é um dos treinadores mais titulados de sempre do futsal português, estando ao serviço do Sporting Clube de Portugal desde a temporada 2012/2013. O treinador leonino foi considerado, recentemente, o terceiro melhor treinador do mundo distinguido pelos Umbro Futsal Awards 2018.

A história de Nuno Dias ao leme do clube de Alvalade tem sido de vitórias e de títulos. O treinador leonino iniciou a sua carreira enquanto técnico no Instituto D. João V, tendo passado como adjunto pelo CSKA de Moscovo. Enquanto jogador, Nuno Dias representou o Instituto D. João V e o Sporting Pombal.

O Sporting viria a recrutar Nuno Dias, no inicio da época 12/13 e desde então somou cinco campeonatos, quatro Supertaças, quatro Taças de Portugal e duas Taças da Liga. Sob a liderança de Nuno Dias, o Sporting sagrou-se ainda duas vezes vice-campeão europeu de futsal. Esta temporada, o Sporting já venceu a Supertaça e a Taça de Portugal – a segunda consecutiva. No total, o treinador leonino já orientou o Sporting em 319 jogos, somando 217 vitórias, 25 empates e 23 derrotas.

Nuno Dias e a sua equipa técnica lideraram o Sporting à conquista de 15 títulos
Fonte: Sporting CP

No entanto, o Sporting tem pela frente dois objetivos inéditos, a conquista da UEFA Futsal Champions League e o Tetracampeonato. Na UEFA Futsal Champions League ditou o sorteio que os leões irão defrontar o Inter Movistar no jogo da meia-final. Assim, seja possível Nuno Dias e os seus atletas conquistarem o tão desejado título europeu.

Na Liga Sport Zone, os leões estão prestes a terminar a fase regular faltando duas jornadas frente ao Viseu 2001 e ao Rio Ave. Desta forma, o Sporting irá lutar pelo “tetra”, que seria inédito para a história do futsal português.

Assim, possa Nuno Dias dar continuidade a esta história de vitórias e de títulos. Que seja possível, em conjunto com os jogadores e toda a sua equipa técnica, transformar esta temporada num sonho, conquistando o “tetra” e a UEFA Futsal Champions League.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Fonte: Sporting CP

Liverpool FC 2-0 FC Porto: Um sonho impossível

O FC Porto chegava a Anfield com o objetivo de obter um resultado que lhe conferisse a possibilidade de decidir a eliminatória no estádio do Dragão na próxima semana e vingar a pesada derrota por 5-0 da temporada passada. Em jogo estavam, também, muitos e muitos milhões.

No que diz respeito ao alinhamento inicial de cada equipa importa destacar o trio ofensivo da equipa inglesa composto por Salah, Firmino e Mané e a ausência de Robertson (lateral esquerdo titular) em detrimento de Milner.

No que concerne às opções de Sérgio Conceição é relevante destacar a titularidade de Maxi, a recuperação de Alex Telles, a utilização de Óliver no lugar de Herrera e, a já recorrente, ausência de Brahimi do onze inicial. Um onze que permitia alternar o 4x4x2, com Marega a juntar-se a Soares no eixo do ataque, e o 4x3x3 através da colocação de Otávio no corredor central e o desvio de Marega para o corredor direito.

A verdade é que acabou por ser um 5x4x1 a defender, com Maxi a colar-se aos centrais, Corona a assumir a lateral direita e Marega no lado esquerdo à frente de Alex Telles, e um 4x2x3x1 a atacar com Otávio nas costas de Soares.

No que ao jogo diz respeito, o Liverpool FC demonstrou ser superior e confirmou o favoritismo mas fica a ideia de que foi por pouco que o FC Porto não levou a água ao seu moinho. Um pouco mais de discernimento e o FC Porto podia ter tirado partido de uma das várias aproximações à baliza que teve e marcado um golo que lhe permitisse sonhar.

Os adeptos do FC Porto voltaram apoiar incessantemente a equipa
Fonte: FC Porto

Os comandados de Sérgio Conceição até entraram bem no jogo e colocaram em sentido o Liverpool FC com uma oportunidade clara logo a abrir. No entanto, na primeira vez que os ingleses chegaram ao último terço marcaram por intermédio de Keita (a bola ressaltou em Óliver e traiu Casillas). Cinco minutos volvidos e os fantasmas da temporada passada pairavam sobre Anfield. Depois disso, e até ao segundo golo, marcado por Firmino aos 25 minutos, o jogo teve sentido único.

O FC Porto não conseguia ligar mais do que dois passes seguidos e o Liverpool FC acercava-se perigosamente da baliza portista. A seguir ao segundo golo, dá-se um dos minutos mais decisivos da partida. Minuto 30. Nesse minuto Marega falha duas vezes na cara de Alisson e o árbitro e o VAR fazem vista grossa a um penalti claro após mão de Arnold na área. Assim, chegava o descanso.

Como é seu apanágio, o FC Porto entra bem no segundo tempo. Depois de um susto (golo invalidado a Mané por suposto fora de jogo), os azuis e brancos conseguiram várias aproximações à baliza dos ingleses mas sem nunca encontrarem os caminhos da baliza. Na última meia hora de jogo, os comandados de Jurgen Klopp baixaram a intensidade e o ritmo de jogo sem nunca perder o seu controlo. O FC Porto foi tentando assustar o Liverpool e até criou algumas boas chances mas mostrou sempre que este nível já não é para as equipas portuguesas. O apito final do árbitro chegou com uma ovação merecida dos adeptos portugueses à equipa.

Em suma, o Liverpool FC provou que é mais e melhor equipa do que o FC Porto e mereceu a vitória. Fica, no entanto, a sensação de que faltou apenas “um bocadinho assim” para que o dragões conseguissem o golo que manteria o sonho possível. Resta lutar.

Uma nota também para o trabalho da equipa de arbitragem. Fraco, muito fraquinho o trabalho do quarteto de árbitros espanhóis. Na Europa os grandes portugueses são pequenos e o FC Porto tem claras razões de queixa de Mateo Lahoz.

Onze inicial e substituições:

Liverpool FC – Alisson, Arnold, Lovren, Van Dijk, Milner, Fabinho, Keita, Henderson, Salah, Mané (Origi 73′) e Firmino (Sturridge 82′).

FC Porto – Casillas, Maxi (Fernando Andrade 77′), Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo, Oliver (Bruno Costa 73′), Otávio, Corona, Marega e Soares (Brahimi 62′)

Os 5 melhores jogadores no mundo do CS GO

O mundo do CS GO está constantemente em mudança, a começar pela forma dos jogadores e das suas equipas. De um mês para o outro, os resultados apresentados por uma equipa podem variar entre o muito bom e o péssimo, e a capacidade dos jogadores em mudar isso pode não ser suficiente, por mais qualidade que tenham. Consequentemente, os jogadores são os mais prejudicados com os altos e baixos, por isso é muito complicado um jogador manter, durante um ano, a sua performance individual no topo.

Durante o mês de janeiro, o TOP-20 oficial dos melhores jogadores do mundo, referente ao ano de 2018, foi revelado e, por isso, o TOP-5 que irei apresentar é com base nessa mesma lista. Vamos a isso.

Hamilton vs. Vettel: Quem é o melhor?

Este texto tem o potencial de incendiar a Internet e de ser alvo de ameaças provenientes de quem tem uma opinião contrária. Hoje em dia, não se pode ser fã dos dois pilotos: ou és fã do Vettel e membro ferrenho da Tiffosi, ou és fã do Hamilton, e és #blessed por seguir a equipa penta campeã de Formula 1. Eu não sou nem um, nem outro. Admito que gostava de ver a Ferrari campeã, mas pela simples razão de querer um pouco de variedade de campeões, não por os apoiar mais que a Mercedes.

Eles são os rivais perfeitos, são completamente opostos. Hamilton é um piloto cuja vida pessoal é muito pública. Conhece mil e uma celebridades, está cheio de tatuagens e brincos e colares e coisas caras para mostrar, o seu estilo de condução é mais agressivo e extravagante, e é o atual campeão, título que já venceu por cinco vezes na sua carreira. Vettel é um alemão calmo, que não tem redes sociais, que gosta de viver uma vida familiar sossegada, longe das câmaras, e cujo estilo de condução é mais o de controlar uma corrida a partir da frente, o que lhe trouxe quatro  campeonatos entre 2010 e 2013.

De 2010 a 2013, a Formula 1 pertencia a Vettel
Fonte: Formula 1

Um começou num carro de topo na Mclaren e, não fosse uma dose de inexperiência junto a algum azar, vencia o campeonato no seu primeiro ano como piloto. E não venham com a desculpa de que começou logo num carro bom, porque isso não deixa de fazer com que ele fosse um rookie e tivesse de lutar contra um bi-campeão mundial. O outro sacou uma vitória num Toro Rosso em 2008, e em 2009 já estava na luta pelo título, que acabou por chegar em 2010.

Para Vettel, usam a desculpa de que tinha o carro dominante, por isso foi fácil, mas apenas concordo com essa afirmação em 2011 e 2013, porque 2010 e 2012 foram dos campeonatos mais renhidos dos últimos anos, onde a grande rivalidade entre Vettel e Alonso foi até à última gota de suor. Mas concordo que em 2011 e 2013 o seu único rival era Mark Webber e o pobre do homem nem perto esteve.

Segundo ano na Formula 1, primeiro campeonato para Hamilton
Fonte: Formula 1

Quanto a Hamilton, dizem que sempre foi favorecido, que também só venceu em carros dominantes, o que é verdade de 2014 a 2017, apesar de ter um rival gigantesco em Nico Rosberg, mas foi 2018 que me fez mudar um pouco essa opinião. Fez-me perguntar “Afinal, quem é que é dominante? A Mercedes, ou Lewis Hamilton?

Os convocados da Liga das Nações e do Mundial Sub-20

As selecções de Portugal irão disputar duas competições praticamente em simultâneo no final da época: a Final Four da Liga das Nações e o Mundial de sub-20. Como tal, escolhas têm de ser feitas e existem jogadores que são elegíveis para ambas as equipas. Certamente, tanto Fernando Santos como Hélio Sousa terão boas dores de cabeça na escolha dos seus jogadores. Por isso, farei aqui um apanhado para lhes dar uma ajudinha.

23.ª Jornada do Girabola’19: Nulo no dérbi mantém distâncias entre os rivais

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Com o seu fim cada vez mais próximo, o Girabola continua emocionante! A 23.ª jornada jogou-se entre os dias 6 e 8 de abril, e teve como “prato principal” o dérbi da capital, que fez parar o país, mas também houve jogo entre dois crónicos candidatos ao título.

Com as bancadas do Estádio 11 de Novembro bem compostas, os dois eternos rivais de Luanda, 1.º de Agosto e Petro de Luanda, jogaram entre si uma cartada decisiva no que diz respeito à questão do título, sendo que não havia margem de erro possível para ambos os conjuntos. As atenções estavam postas no 78.º dérbi realizado entre as duas equipas, contudo, ninguém conseguiu sobressair e o jogo terminou como havia começado (embora não tenham faltado ocasiões para o desfecho ter sido diferente): um nulo no marcador, que mantém o D’Agosto no topo, com uma vantagem de seis pontos (48 contra 42) para o Petro, que tem dois jogos em atraso.

Os eternos rivais de Luanda não foram além de um empate a zero no dérbi
Fonte: 1.º de Agosto

Outro encontro que prendeu a atenção do público angolano foi disputado na província do Kwanza Sul. No Calulo, o Recreativo do Libolo recebia o Kabuscorp do Palanca, e o jogo prometia ser de emoções fortes: contudo, os jogadores dos dois conjuntos não corresponderam às expetativas iniciais e não desfizeram o nulo no marcador, ao longo dos 90 minutos. Assim, os dois habituais candidatos ficam com mais um ponto do que tinham quando iniciaram a jornada (31), embora o Libolo tenha uma partida em atraso.

O Interclube obteve um resultado importante nesta ronda. Na visita ao terreno do Progresso do Sambizanga, os “Polícias” venceram os ”Sambilas” por 1-2: Mano Calesso e Dasfaa marcaram para os visitantes, ao passo que Nandinho fez o tento caseiro. Os três pontos permitem aos comandados do português Bruno Ribeiro aproximarem-se da primeira metade da tabela classificativa.

Nos outros encontros, o Sporting de Cabinda recebeu e venceu por 1-0 o Sagrada Esperança; o Bravos do Maquis bateu fora o Saurimo FC pela margem mínima; a Académica do Lobito ganhou por 2-0 ao Desportivo da Huíla, resultado idêntico verificado a favor do Recreativo da Caála na ida à casa do Cuando Cubango; no encerramento da ronda, o Santa Rita de Cássia e ASA empataram a um golo.

Em jeito de balanço, podemos ver que o D’Agosto saiu do dérbi com a confiança redobrada em relação à conquista do tetracampeonato, embora não possa já ser declarado como vencedor, pois faltam ainda sete jogos, e poderão haver surpresas na reta final do Girabola’19. Veremos o que nos trarão as próximas jornadas!

Foto de Capa: Petro de Luanda

Estofo de campeão

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Antes do embate em Santa Maria da Feria, foram três vitórias em seis jogos – a pior fase do Benfica aos comandos de Bruno Lage. Começou com o desaire na Croácia, por 1-0, seguido de um empate na Luz contra o Belenenses. O regresso às vitórias foi frente ao Dínamo Zagreb, onde foi preciso prolongamento para eliminar os croatas, mas os jogos sôfregos voltaram logo depois da goleada em Moreira de Cónegos. Contra o Tondela, em casa, o Benfica sofreu para vencer, marcando apenas aos 84 minutos, num jogo em que suou para ultrapassar a defesa adversária. Finalmente, o culminar aconteceu em Alvalade, quando o Benfica perdeu por 1-0 contra o Sporting e falhou o objetivo de chegar à final do Jamor.

Nestes jogos em que a vitória não apareceu – ou que custou a aparecer -, o que preocupou mais nem foi o resultado final, mas sim o jogo jogado. Aquilo que o Benfica fez em campo parecia estar enferrujado e começou a preocupar, tendo em conta a importância destes últimos jogos. Chegou-se ao sprint final da temporada, com seis jogos por fazer na Primeira Liga, além das eliminatórias da Liga Europa.

O que é facto é que, se estamos atualmente com a pressão das vitórias para alcançar títulos no final da época, muito devemos àquilo que foi feito quando Bruno Lage assumiu o comando da equipa técnica encarnada. Foi uma cavalgada de bons resultados que nos brindavam com excelentes exibições, algo completamente diferente àquilo a que os adeptos estavam habituados com Rui Vitória. Recuperaram-se sete pontos de atraso (nove, pois o Benfica ficou com dois de avanço para o segundo lugar) e chegou-se aos quartos de final da Liga Europa. Tudo isto tem imenso valor, já que mudou mesmo a visão que o resto do mundo tinha do Benfica. Outrora uma equipa grande a jogar em modo pequeno, recuperou o seu estatuto de praticante de um bom futebol.

O Benfica foi eliminado, pelo Sporting, da Taça de Portugal, apesar da vantagem de 2-1 na primeira mão
Fonte: SL Benfica

Se tudo o que está acima é verdade, também o é que muitos tiveram throwbacks aos jogos com Rui Vitória na partida em Alvalade, vendo as coisas a correr mal não só nessa partida, mas também a ganhar de forma sofrida no embate anterior no próprio reduto.

Porém, a verdade é que apenas um objetivo caiu e a época ainda está viva. O que é necessário é confiar no trabalho que se tem vindo a fazer. É preciso ter estofo de campeão, ser capaz de ultrapassar as adversidades e vencer todos os duelos até ao final da Primeira Liga, para que se possa erguer o troféu. Não queremos “perder o campeonato duas vezes”, como disse o nosso treinador. Queremos tudo o que está ao nosso alcance e isso é a conquista das competições em que estamos inseridos. Se é possível? Claro que é! Mas é preciso estofo de campeão. O que se viu em Santa Maria da Feira foi precisamente isso, por isso ele está lá. É só pegar nele e levá-lo para o relvado até ao último minuto do último jogo!

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

WWE Wrestlemania 35: Becky Lynch vence main-event histórico!

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A Wrestlemania 35 está nos livros e foi uma noite histórica. O primeiro main-event feminino, a coroação de Kofi Kingston e, finalmente, um campeão Universal merecedor de ser assim chamado.

A certa altura, o evento começou a perder gás e pecou pela longa duração que teve. A partir do combate pelo WWE Championship, o público adormeceu e só voltou a apoiar quando chegou a altura do último combate.

Ainda assim, foi uma boa noite de wrestling. Contou com bons combates, mudanças de títulos que a maioria dos fãs desejava que acontecessem, e foi, para mim, a melhor Wrestlemania desde a 28.ª edição.

Deste modo, vejamos em maior pormenor tudo o que aconteceu na Wrestlemania 35.

Nota do evento: 7,5/10

Vai querer cadeira, senhor?

Já não é novidade: a proposta de retirada de cadeiras das bancadas destinadas às claques tem sido motivo de discussão (e de discórdia) um pouco por todo o país. Rivais unidos, sócios divididos, enfim, foram inúmeros os cenários originados por umas meras cadeiras, ou melhor, pela possível ausência destas. Uns a favor, outros contra, facto é que a discussão acaba quase sempre por rondar o duelo beleza x segurança.

De um lado os acérrimos defensores da arquitetura original do estádio, conservadores no que toca à beleza daquele recinto que desejam que permaneça imaculada. Do outro, progressistas que querem melhores condições para aqueles que cantam pela equipa durante os 90 minutos.

Antes de tudo, há que afirmar o seguinte: qualquer um dos lados acaba por ter um argumento muito forte, a meu ver. Contudo, o argumento coletivo acaba por sobrepor-se ao argumento individual, também na minha opinião. Um dos estádios mais bonitos de todo o mundo não deverá abdicar desse mesmo título, mesmo que isso signifique a permanência das “condições desumanas” que as claques enfrentam neste preciso momento.

Os Super Dragões são responsáveis por preencher quase que por completo uma bancada
Fonte: FC Porto

Não querem ver o jogo sentados? Não o façam. E não há problema nenhum nisso. Aliás, mau seria se tivéssemos membros de uma claque que assistissem aos jogos sentados nas suas respetivas cadeiras. Cantem, gritem, vibrem, façam tudo a que uma claque tem direito e dever.

Em última instância, retirem as cadeiras. Dêem mais liberdade, mais espaço, mais “segurança” a todos aqueles que pertencem às claques. Façam-no, porém não deixem à vista de todos os outros utilizadores daquele estádio meros degraus cinzentos ao longo de toda uma bancada. Seria como se eu, enquanto leigo, pegasse na Mona Lisa e decidisse fazer uns rabiscos por cima. É um autêntico tiro no pé.

Não sou contra o apoio e os benefícios dirigidos especialmente para as claques, muito pelo contrário. Contudo, não acho válido retirar grande parte daquilo que é a marca registada do Estádio do Dragão com o objetivo de melhorar as condições para alguns adeptos em particular.

Querem retirar as cadeiras? Então arranjem uma solução à altura do problema que pretendem criar.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Racing, o campeão argentino que quase se extinguiu

O Racing Club de Avellaneda é o novo campeão argentino. A equipa conquistou o título com três jornadas de antecedência, ao empatar com o Tigre (1-1). Esta é a 18ª conquista do Campeonato Argentino pelo clube que tem a quarta maior massa adepta do país, atrás do Boca Juniors, River Plate e Independiente. Em 24 jogos, até ao momento, a equipa tem 17 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas, e possui o melhor ataque e a melhor defesa da competição, com 42 golos marcados e 15 sofridos. Os números não escondem a superioridade do Racing na competição.

Conhecido como “La Academia”, o clube de Avellaneda saltou para a liderança ainda na quarta jornada e não saiu mais da frente. Dono dos adeptos mais fanáticos do país, o El Cilindro recebeu uma boa média de público,o que fez da Superliga um sonho para se viver. Um tempo bem diferente do que o clube viveu há 20 anos. Em 1999, o Racing estava no fundo do poço e o presidente da época, Daniel Lalín, anunciou a extinção da instituição. As dívidas – que somavam a mais de 30 milhões de dólares – fizeram com que o clube entrasse num processo de falência. Isto angustiou todos os adeptos. Um clube de Futebol não é uma empresa, pois envolve a paixão de milhões de pessoas e não é fácil um adepto ouvir que, de um dia para o outro, o clube que ama não existirá mais.

O atacante Lisandro López, ídolo da torcida do Racing, é o melhor marcador da Superliga Argentina com 17 golos
Fonte: Racing

Contudo, o amor da torcida não deixou o Racing sumir. Apenas três dias após o anúncio da falência, o clube teria um jogo pelo Campeonato Argentino. Mas como, teoricamente, a instituição já não existia, esse jogo não se podia realizar. Porém, mais de 30 mil torcedores compareceram no estádio em forma de protesto. Na época, um adepto comentou com um jornal local: “A única coisa que peço é que o Racing continue a existir. Nada mais. É minha vida, a vida da minha filha, a vida da minha senhora, da minha avó. É tudo para mim. E se o Racing não existir mais, para mim vai existir para toda minha vida, porque irei morrer a ser do Racing.”

Após essa grandiosa manifestação dos adeptos, a Câmara de Apelação revogou a determinação que extinguia o Racing. O clube fez um acordo para pagar a sua divida ao longo de um período de 10 anos. Sendo assim, estava salvo. Dois anos após a falência, La Academia sagrava-se campeã argentina.

O grande ídolo do atual elenco é o atacante Lisandro López. López – que já atuou pelo FC Porto – foi revelado pelo próprio Racing e viveu o ápice da sua carreira no Estádio do Dragão. Na Superliga, o experiente atacante de 36 anos é o goleador máximo da competição, com 17 golos.

Com a conquista nacional, o clube assegurou a participação na próxima edição da Taça Libertadores da América e tentará conquistar o continente pela segunda vez na História.

Foto de capa: Racing Club de Avellaneda