Em maio de 2016, poucos diriam que a Seleção das Quinas estaria, em junho de 2018, a embarcar para a Rússia na condição de Campeã da Europa. Mas já tudo foi dito e escrito sobre aquele mágico capítulo da história do futebol nacional. Chega, então, a altura de começar a escrever um novo.
Resta saber o que os rapazes de Fernando Santos nos irão dar: uma nova epopeia ou um horror?
Homero Calderón Gazui cruzou, literalmente, um oceano para realizar o seu sonho de ser jogador de futebol. Nascido na Venezuela e com 24 anos, Homero já passou pelo futebol venezuelano, cipriota e português. Falámos de futebol e revimos a carreira de um dos talentos sul-americanos que o nosso futebol possui.
Bola na Rede [BNR:] Estreou-se no Atlético Venezuela e rapidamente deu o salto para a Europa. Porque é que rumou ao futebol do Chipre?
Homero Calderón [HC]: Foi uma oportunidade. Eu joguei na Venezuela com (Héctor) “el Turbo” González e ele jogou muitos anos no Chipre. Aquele que era o seu representante lá era também o presidente do clube que me comprou (Doxa Katokopias). Durante uma conversa entre ambos González disse que havia um jogador venezuelano com 20 anos que era um bom jogador. Ele viu os vídeos e contratou-me. Eu fui com quatro ou cinco outros companheiros.
BNR: E como é o futebol lá?
HC: Ofutebol lá é muito bom. Não se compara ao futebol português ou espanhol, mas é Europa. Há um bom nível, equipas como o APOEL, Omonia ou Apollon, que são equipas que jogam na Champions ou na Liga Europa, equipas competitivas que investem dinheiro suficiente em jogadores. Foi uma experiência muito boa.
BNR: Terminada a sua aventura no Chipre, voltou à Venezuela e chegou a trabalhar com Rafael Dudamel no Deportivo Lara. Depois do segundo lugar que ele conseguiu no Mundial sub-20, como avalia o trabalho que ele fez no futebol venezuelano?
HC: Nos primeiros seis meses eu estive com o Rafael (Dudamel). De lá, ele foi para a seleção sub-20 e depois foi para a seleção A. Eu acho que o Rafael é um treinador muito comprometido com os jovens, dando-lhes muitas oportunidades, e isso tem sido demonstrado nas equipas onde ele já trabalhou. Ele esteve no Deportivo Lara dois ou três anos, salvo erro, onde sempre trabalhou com um grupo de jogadores muito jovens que jogavam pouco nos outros clubes. Recuperava-os e conseguia tirar deles todo o seu potencial. Foi desta forma que ele se tornou no que hoje é. Como treinador ele é excelente, faz o jogador trabalhar até ao limite, traz o melhor do jogador para o campo, e acho que o segredo dele é saber como ganhar o grupo.
BNR: Atualmente Dudamel é seleccionador nacional. Como vê o futuro da seleção venezuelana?
HC: Ele conhece muitos jovens, uns jogam na Venezuela e outros no exterior, porque ou passaram pelas equipas menores nacionais com ele ou ele já trabalhou com eles nos clubes. Acho que é uma vantagem importante para a equipa conseguir enfrentar as próximas eliminatórias. É difícil, claro, porque vai competir contra equipas como Brasil, Argentina, Equador, Chile, mas ele já tem pelo menos três pontos ganhos. Ele conhece muito bem esta jovem geração de futebolistas.
BNR: Imagino que sonha jogar na seleção nacional, certo?
HC: Sim, sim, claro. É aquilo com que todo o jogador sonha: representar a equipa do seu país. Sempre com essa ilusão.
Fonte: Arquivo pessoal de Homero Calderón
BNR: Depois foi contratado pelo Vizela FC, que jogava na Segunda Liga, e nessa temporada a equipa desce. Com que pretensões chegou ao Merelinense FC?
HC: Embora tivesse um contrato de dois anos, rescindi o contrato e fui para Bragança. Em Bragança tive alguns problemas pessoais, não me adaptei à cidade e vim aqui para o Merelinense. O Merelinense é um clube pequeno, mas com muitas aspirações. Eles queriam apostar na subida de divisão e foi por isso que vim para cá. Infelizmente não atingimos a subida, mas tínhamos uma equipa muito boa e lutámos até ao fim.
BNR: Conhece bem o Vizela. Jogou lá e nesta temporada competiu na sua Liga. Parece-lhe o Vizela favorito para ganhar o Campeonato de Portugal?
HC: O Vizela montou uma equipa ideal para lutar por este campeonato. Tem bons jogadores, fisicamente fortes e rápidos, que neste campeonato são muito necessários. Este ano joguei contra o Vizela e sei que é um grande candidato, mas agora são dois jogos, a série deles é contra o Vilafranquense, que é um rival forte. E em dois jogos muitas coisas podem acontecer.
Israel foi pela primeira vez palco para o início de uma grande volta, neste caso o Giro d’Itália. Apesar da instabilidade vivida no Médio Oriente a prova realizou-se sem grandes problemas e o muito público que se viu nas 3 etapas em Israel mostrou que a aposta da organização em trazer a caravana do Giro para Israel foi arriscada mas uma boa aposta.
Nestas 3 etapas percorridas em Israel, 2 eram destinadas aos sprinters e uma delas, a primeira etapa, foi um contra-relógio individual e que serviria para definir quem seria o primeiro líder da prova.
E o primeiro líder seria nada mais nada menos que Tom Dumoulin, vencedor do ano passado e que começava da melhor maneira a defesa da camisola rosa.
Só que nas duas etapas seguintes ambas ganhas por Elia Viviani ao sprint foi Rohan Dennis da BMC Racing Team a assumir a liderança da prova e a levar a camisola rosa até Itália.
Viviani em destaque com duas vitórias em território israelita Fonte: Giro d’Italia
Já em solo italiano dois nomes destacaram-se nestas primeiras duas semanas do Giro, dois ciclistas que lideram a classificação nas suas especialidades e ambos contam nesta altura com 3 vitórias cada um, são eles o sprinter Elia Viviani da Quick Step – Floors, e Simon Yates líder da equipa da Michleton-Scott e que lidera quer na classificação da montanha quer na classificação geral.
Foi sem grande surpresa que Elia Viviani dominou nas chegadas ao sprint, muito por força da concorrência não ser a melhor e também muito por “culpa” do perfil deste Giro não ser propício a que os sprinters o acabem. Se não vejamos, das seis etapas que faltam, apenas duas serão disputadas ao sprint, e uma delas até pode não ser finalizada em pelotão compacto. O italiano apostou bem em vir à prova transalpina, e à jogar em casa pode levar pelo menos mais uma etapa para a sua equipa.
Falando na Quick Step, o elenco da equipa belga não é propriamente forte, o seu melhor classificado é o alemão Maximilian Schachmann que ocupa a 27ª posição e mostra que a aposta nesta prova é mais direcionada para o seu sprinter, líder da classificação por pontos.
Se dissessem no início do Giro que Simon Yates iria estar na disputa do mesmo, muitos talvez dissessem que no máximo o britânico poderia entrar na luta pelo pódio mas depois das exibições que o homem da Michleton-Scott nos proporcionou não ficam dúvidas de que se não quebrar nesta terceira semana o britânico será o maior favorito à vitória.
Na retina ficam desde logo as suas exibições na primeira semana com a primeira grande etapa de montanha, a subida ao Vulcão Etna, em que oferece a vitória ao seu companheiro Esteban Chavez que havia atacado antes, sendo aqui também que sobe à liderança da prova.
Aproveitando também as fragilidades apresentadas na primeira semana pelos grandes adversários, Chris Froome e Tom Dumoulin, Yates ia sendo a sensação da prova pela facilidade que fazia as subidas mais duras e também pelos seus ataques que deixavam os seus adversários sem resposta, focando-se no objetivo de ir para o contra-relógio com o maior tempo possível dos seus mais fortes adversários.
E a etapa onde Yates pode ter dado um passo para esse objectivo foi precisamente esta última etapa. Numa etapa espetacular, a melhor até agora, na chegada a Sappada depois de Dumoulin tentar antecipar-se aos ataques dos rivais impondo um ritmo forte, foi na ante-penúltima subida que as coisas realmente começaram a aquecer quando Froome ficou para trás, Yates percebeu que tinha uma grande oportunidade para se livrar já de um candidato que na véspera tinha demonstrado que estava na luta com uma grande vitória no Zoncolan, e desferiu um primeiro ataque que levou consigo Dumoulin mas o verdadeiro ataque, o momento que fez realmente a diferença foi a 17kms do fim onde disfere o ataque final, um ataque à campeão e que lhe concede uma vitória que o pode levar ao Olimpo.
Terminada a época em quase todos os campeonatos dos países europeus, chegou a hora de dar o merecido destaque aos principais protagonistas da Europa do futebol. Na liga espanhola, há um clube que salta logo à vista: não se trata do Barcelona; o momento é, para surpresa de muitos, dos homens do Levante, que bateram a formação de Ernesto Valverde no passado domingo, dia 13 de maio. Mas já la vamos.
O Levante Unión Deportiva, oriundo da cidade de Valência, terminou a Liga Adelante 2016/2017 no primeiro lugar da tabela. Após a descida ao segundo escalão do futebol espanhol na época transata, os granotas, pelas mãos do técnico Juan Muñiz, conseguiram recompor-se e formar um elenco bastante interessante e competitivo.
Com nomes como o médio José Campaña (ex-FC Porto) e o avançado Roger Martí, a equipa valenciana somou 25 vitórias, nove empates e oito derrotas, números que permitiram o regresso à La Liga. Dos 57 golos marcados, 22 tiveram o selo de Roger.
Em 2017/2018, o presidente do Levante, Francisco Catalán, considerou que era fundamental atacar bem o mercado, e reforçou o conjunto espanhol com algumas caras importantes: Coke (por empréstimo do Schalke 04), Emmanuel Boateng (ex-Moreirense), Doukouré (ex-Metz), Bardhi (ex-Újpest FC), Ivi (ex-Sevilha Atlético), Olazábal (ex-Granada), Pazzini (por empréstimo do Verona), Lukic (por empréstimo do Torino), Rober (por empréstimo do Deportivo) e Luna (ex-Eibar) foram as principais contratações.
Após um bom começo na liga, com duas vitórias (Villarreal e Real Sociedad em casa) e três empates (Valência e Deportivo em casa, e Real Madrid no Bernabéu), os azulgranas entraram numa fase desastrosa a 25 de setembro, num jogo em que saíram goleados de Sevilha, pelo Bétis, por 4-0. Nos 21 jogos seguintes, o Levante somou apenas uma vitória (frente ao Las Palmas), registando 11 derrotas e nove empates nesse período.
A direção do emblema valenciano, após o empate caseiro com o Espanhol (1-1) a 4 de março, numa altura em que a equipa se encontrava em 17.º lugar no campeonato e na luta pela manutenção, decidiu destituir Juan Muñiz do cargo. O escolhido para ocupar a vaga deixada pelo treinador espanhol foi Paco López, que até ao momento orientava a equipa B.
Paco López foi o principal responsável pelo bom final de época do conjunto valenciano Fonte: Levante UD
E a escolha não podia ter sido melhor. O treinador natural de Valência levou a equipa a uma série impressionante: nos 11 jogos restantes, venceu oito, empatou um e perdeu apenas dois. Mas há um jogo que faz com este feito do Levante não possa passar despercebido: a vitória frente ao Barcelona.
Os catalães foram a Valência já com o título espanhol garantido, mas ainda com um objetivo em mente: a invencibilidade na La Liga, algo inédito. Só que o dia 13 de maio não é de boas recordações para a equipa de Leo Messi. Num cenário completamente imprevisível, o Levante vencia o Barcelona aos 56 minutos de jogo por 5-1 (hat-trick de Boateng e bis de Bardhi).
O conjunto catalão ainda conseguiu reduzir para 5-4, numa boa exibição de Philippe Coutinho, mas não foi o suficiente para evitar a derrota frente à equipa da casa.
Emmanuel Boateng (ex-Moreirense) foi o autor de três dos cinco golos do Levante frente ao Barcelona Fonte: Levante UD
O Levante alcançava assim um triunfo fantástico e inesperado, que punha fim às ambições dos culés de terminarem a liga sem qualquer derrota. Paco López, para além de ter sido o obreiro de um final de época extraordinário, foi ainda capaz de pôr em prática um futebol atrativo, principalmente no momento de transição ofensiva.
Esta é a história do fantástico Levante que travou o sonho do Barcelona, e que, apesar do 15º lugar na La Liga, tem razões para almejar algo mais. A entrada nas competições europeias pode (e deve) ser encarada como objetivo para 2018/2019. Que os Leicesters, Caldas, etc. desta vida nunca deixem de sonhar. O futebol e os adeptos agradecem.
Finda a época, vale a pena olhar para trás para ver como cá chegamos. Cada passo trouxe-nos a este ponto, mas alguns jogos foram mais decisivos do que outros. É desses jogos determinantes para o sucesso desta época que falaremos hoje.
FC Porto 1-3 Besiktas JK
Uma memória dolorosa mas incontornável.
Um jogo que deixou todas as fragilidades do FC Porto expostas para todo o mundo ver.
O que praticamente decidiu o resto da época dos dragões não foi a queda. Não caíram graciosamente, foi doloroso e deixou-nos de mãos na cabeça. Mas a forma como a equipa reagiu a esta queda foi algo incrível de se ver, permitiu uma lição de bola ao AS Mónaco e devolveu a garra e vontade de vencer para o resto da época.
CD Feirense 1-2 FC Porto
Em jornada de dérbi da capital, o FC Porto lutava para consolidar a liderança e dar mais um passo em frente enquanto os rivais empataram.
Golo de Marega invalidado pelo árbitro aos 19′, golo de Aboubakar no minuto seguinte e três minutos depois Luís Rocha cabeceia para o empate. Felipe lá acabou por cabecear para golo e rendeu os três pontos para o FC Porto.
Um jogo marcado pela má prestação da equipa de arbitragem, que acabou por necessitar de escolta policial, e que o Porto venceu pela margem mínima mas agarrou-se à liderança.
FC Porto 3-1 SC Braga
Depois de várias jornadas apagado, o FC Porto entrou em campo com grande intensidade, pressionando sempre alto. Marcou Sérgio Oliveira (aos 13′), Raul (aos 31′), Diego Reyes (aos 38′) e Aboubakar (aos 73′).
Esta vitória colocou o FC Porto de volta ao topo da tabela.
FC Porto 2-1 Sporting CP
O “Clássico” no Dragão deixou os leões a oito pontos de distância, depois de uma exibição completíssima.
Um jogo que foi importantíssimo para o FC Porto – consolidar uma liderança nunca é demais – e que foi absolutamente decisivo para o Sporting CP.
Marcaram Marcano aos 29′, Rafael Leão aos 45+1′ e Brahimi aos 49′.
A vitória no “Clássico” frente ao Sporting CP foi um passo importante na caminhada pelo título Fonte: FC Porto
SL Benfica 0-1 FC Porto
A vitória na Luz foi um dos jogos da época, resultado esse que deixou os dragões com uma mão no troféu e que “destruiu” os sonhos de um SL Benfica pentacampeão. Num jogo sem intensidade, pouco agressivo que tanto deu SL Benfica como FC Porto, foi o mexicano Herrera a oferecer o título com um golo aos 90′.
A única novidade na equipa do Sporting Clube de Portugal, em relação às duas partidas anteriores, foi a titularidade de Stefan Ristovski no lugar do lesionado Cristiano Piccini. Já na equipa avense, a única alteração em relação à equipa habitualmente utilizada por José Mota nos últimos jogos foi a troca de guarda redes, com Quim a saltar para o onze, relegando Adriano Facchini para o banco de suplentes. Havia expetativa para ver se Jorge Jesus voltava à fórmula com que tinha vencido vários jogos em abril, com Battaglia, Bryan Ruiz e Bruno Fernandes no meio campo, ou se continuava com a aposta no trio William – Battaglia – Bruno Fernandes, que não surtiu efeitos positivos contra Benfica e Marítimo. Jorge Jesus insistiu nesta última combinação.
Os leões entraram melhor, tendo ganho logo dois pontapés de canto no primeiro minuto e meio da partida. O Aves respondeu pouco depois, com um remate de Nildo a testar a atenção de Rui Patrício. Aos dez minutos, Gelson Martins teve a primeira grande oportunidade do encontro, mas Quim fez bem a mancha e evitou que o internacional português do Sporting inaugurasse o marcador, após um passe telecomandado de Marcos Acuña. Aos catorze minutos, Gelson isolou-se novamente, após triangulação com Coates e Bruno Fernandes, mas Quim voltou a negar o golo. De sublinhar a muito boa subida do uruguaio no terreno, permitindo criar desequilíbrio na defesa avense. Nos primeiros quinze minutos, Gelson Martins teve o golo no pé por duas vezes, mas foi algo displicente na finalização e Quim esteve enorme na baliza adversária.
Aos dezasseis minutos, o Desportivo das Aves adiantou-se no marcador. Após um belo ataque rápido, Nildo descobriu Braga, que ganhou espaço no flanco direito e cruzou para Alexandre Guedes finalizar ao segundo poste. O avançado formado nos verde e brancos bateu Rui Patrício e começou a desenhar-se surpresa no Jamor. O Sporting sentiu um pouco o golo sofrido e só voltou a ameaçar a baliza contrária aos 23 minutos, com mais um remate de Gelson Martins, mas muito ao lado.
A equipa nortenha ficou bem resguardada no seu meio campo, criando muitas dificuldades ao ataque organizado do Sporting, assim que a bola passava a linha de meio campo. Os verde e brancos não conseguiam criar um fluxo de jogo suficientemente consistente para conseguir sufocar a equipa do Desportivo, que parecia estar bem confortável, remetida a um jogo defensivo, com um olho bem atento para possíveis contra ataques.
À passagem da meia hora, Acuña e Battaglia tiveram mais duas oportunidades de visar a baliza de Quim. Contudo, Battaglia não acertou bem na bola e o remate de Acuña, no minuto seguinte, foi muito fraco. A resposta do Aves foi imediata, mas Braga rematou muito por cima, após conquistar algum espaço na entrada da grande área leonina.
O golo de Montero não foi suficiente para o Sporting CP Fonte: Sporting CP
No último quarto de hora, o Sporting não conseguiu criar boas chances de golo. Rodrigo, do Aves, e Bruno Fernandes, do Sporting, ainda tiveram bons remates no tempo de compensação, mas não fizeram balançar as redes. Adivinhava-se muito complicada a vida dos leões no segundo tempo.
Para o regresso ao jogo, com uma desvantagem de um golo obtido no primeiro tempo, o timoneiro leonino retira do jogo William Carvalho e coloca o colombiano Fredy Montero para apoiar Bas Dost no ataque à baliza de Avense, recuando Bruno Fernandes no terreno.
Como era expectável, a equipa verde e branca pegou desde logo na bola com o objetivo de “virar” o jogo. Numa segunda parte, com clara supremacia dos leões, foram várias as oportunidades para marcar, tendo sido Montero o primeiro a testar a atenção do “quarentão” Quim.
Antes de Misic entrar para o lugar de Fábio Coentrão, houve ainda tempo para Bas Dost, Mathieu e Bruno Fernandes visarem a baliza do Aves, sem surtir o efeito desejado.
No lado oposto, a equipa do norte do país num ataque rápido causou perigo na área dos leões, no entanto valeu o corte providencial de Seba Coates.
Despois de uma asneira tremenda do extremo português Gelson Martins, o Aves dilatou a vantagem com Guedes a fazer o bis na partida, batendo o capitão leonino depois de ultrapassar Coates.
Em resposta ao golo, o Sporting teve a melhor ocasião de golo até ao momento, com uma perdida inacreditável do goleador holandês Bas Dost, com a baliza completamente aberta remata com a bola a embater no travessão da baliza de Quim, a não dar a resposta desejada à jogada individual de Bruno Fernandes.
Ao minuto 84, numa jogada meio atabalhoada, a bola sobra para Montero que com um remate à meia volta consegue reduzir a desvantagem. “Avioncito” sabe o que é marcar no Jamor.
Durante a segunda parte, José Mota fez entrar Cláudio Falcão, Baldé e Jorge Felipe para os lugares de Braga, Amilton e Nildo Petrolina respetivamente.
Antes do apito final do árbitro, os leões ainda acreditaram ser possível outro resultado nos noventa minutos. No entanto estava consumada a derrota dos leões, com a equipa de José Mota a fazer história conquistando a sua primeira Taça de Portugal.
Depois de Estoril e Braga, continua o ténis de alto nível em solo nacional, desta feita com o Lisboa Belém Open. À partida para mais uma semana de ténis, as principais figuras eram Taro Daniel, finalista vencido em 2017 e 82.º do ranking ATP, Pedro Sousa, vencedor do Braga Open, o veterano Tommy Robredo e os jovens Felix Auger-Aliassime e Alex de Minaur. De fora, ficava o número dois nacional, Gastão Elias, devido a uma lesão no ombro que já o havia feito desistir no Minho.
O primeiro embate de nível deu-se nos oitavos com Tauro Daniel a ter de passar por Lukas Rosol. Já nos quartos de final, Pedro Sousa derrotou a estrela canadiana em ascensão Auger-Aliassime por 6-3; 6-1, enquanto o chileno Christian Garin conseguiu desafiar o favoritismo de Tauro Daniel em três sets, até de forma surpreendentemente esclarecedora no final após ceder o primeiro (4-6; 6-1; 6-0).
Depois da vitória em Braga, Pedro Sousa caiu nas meias em Belém Fonte: Lisboa Belém Open
No caminho para a final, encontrar-se-iam os dois num dos melhores encontros do torneio. Mais uma vez a três sets (5-7; 7-5; 6-4), Garin voltou a conseguir levar a melhor e tirar a Portugal a esperança de chegar ao título.
Na final, encontraria o espanhol Tommy Robredo. Aos 36 anos, o veterano é 227.º do ranking ATP, bem longe do quinto posto que chegou a ocupar há já mais de dez anos e afastou Sebastian Ofner para marcar presença no encontro decisivo.
Em quase duas horas de jogo, a veterania mostrou a sua importância e deu para Robredo sair com a vitória. O jovem chileno entrou melhor no desafio e tomou a dianteira da partida, vencendo o primeiro set por 6-3. Robredo respondeu da melhor forma e devolveu o segundo set pelo mesmo parcial de 6-3. Com tudo empatado, valeu a experiência do espanhol que teve a cabeça fria necessária para conquistar o título com um 6-2 no terceiro e último set.
Arevalo e Reyes-Varela venceram em pares Fonte: Lisboa Belém Open
Na variante de pares, com final disputado no sábado, Marcelo Arevalo e Miguel Angel Reyes-Varela vingaram a derrota da final de Braga, conquistando o troféu em Lisboa, derrotando na final a dupla surpresa do torneio, Tomasz Bednarek e Hunter Reese, por parciais de 6-3; 3-6; 10-1.
No final do Manchester Great City Games 2018, tivemos a oportunidade de conversar com Allyson Felix, a atleta mais condecorada da história em eventos globais, com 25 medalhas entre Mundiais e Jogos Olímpicos. De seguida, transcrevemos essas palavras exclusivas para os leitores do Bola na Rede e do Planeta do Atletismo.
BnR/PdA: Allyson, qual a tua opinião sobre este tipo de eventos e sobre o de hoje em particular?
AF: Gosto bastante. É uma sensação completamente diferente, mais relaxada, gosto especialmente porque te permite interagir com um público que muito provavelmente não iria a um estádio para ver Atletismo.
A americana a preparar-se para entrar em ação Fonte: Bola na Rede/Planeta do Atletismo
BnR/PdA: Em relação à tua prova, o que achaste da mesma?
AF: Senti que ainda não tenho a velocidade neste momento, e isso é um pouco importante para os 150 metros (risos)…foi decente. A Marie (Ta Lou) parte sempre muito bem e ela está numa grande forma neste momento. É sempre bom ter este tipo de duelos.
BnR/PdA: Dentro de dias terás uma prova de 400 metros em Eugene com um grande elenco, que inclui Miller-Uibo, Francis, Naser ou Okolo. Quais são as tuas expectativas para essa prova e para este ano em geral?
AF: Para dizer a verdade, eu acho que não tenho grandes objectivos para este ano. Será mais à base de manter-me saudável e divertir-me a fazer o que gosto. Por agora, é só regressar a casa, treinar um pouco e ver o que é que o meu calendário me reserva.
BnR/PdA: Continuas a ser a recordista mundial júnior dos 200 metros – passados 15 anos -, com tantos nomes grandes a aparecer no desporto como Tamari Davis, Briana Williams e, claro, Sydney McLaughlin, acreditas que esse recorde ainda será teu no final do ano?
AF: (risos) Na verdade, não sei. Não sei mesmo. É algo que por acaso ainda nem tinha pensado…mas sim, toda a gente está a correr muito, muito rápido. Então, quem sabe?
Allyson Felix é uma inspiração para muitos jovens atletas Fonte: Bola na Rede/Planeta do Atletismo
BnR/PdA: Ontem andava pelo Twitter e reparei que retweetaste uma publicação de uma fã tua que estava bastante agradecida pelo teu gesto. O que pensas de ter uma legião de fãs jovens, em que muitos deles ainda nem sequer eram nascidos quando alcançaste a tua primeira medalha olímpica (Atenas 2004)?
AF: Para mim é um autêntico privilégio ter a possibilidade de interagir com eles. Eu sei que comigo, eu tive muitas pessoas que influenciaram a minha vida e as minhas decisões quando eu era jovem, como eles são hoje. Então sim, é muito importante para mim ter a possibilidade de, espero eu, inspirar eles para atingirem grandes feitos no futuro.
BnR/PdA: O teu último Ouro individual em eventos globais foi nos Mundiais de Pequim em 2015. O que pensas fazer de diferente para conseguir o Ouro nesta série de 3 eventos globais que aí vêm nos 3 próximos anos?
AF: Apenas ser inteligente. Agora que estou mais velha, treinar de forma mais inteligente, correr de forma mais inteligente, ser bastante seletiva nas corridas em que participo…O meu grande objectivo será 2020 (os Olímpicos de Tóquio), então é aí que o meu foco está neste momento e todas as minhas acções vão ser direcionadas para isso.
BnR/PdA: Vais ser um pouco como o Roger Federer do Atletismo…
Antes de mais, quero dizer OBRIGADO! Obrigado por todas as defesas espetaculares a que nos habituou desde sempre, obrigado pela excelente capacidade de liderança, obrigado pela longa lealdade demonstrada para com o Juventus durante estes anos todos (17, para ser mais preciso), e, sobretudo, obrigado pelo excelente exemplo para todos os amantes do Futebol.
Confesso que o dia 19 de maio foi um pouco triste para mim, e, certamente, para todos os adeptos do Desporto Rei: frente ao Hellas Verona, disputou o seu último encontro com o símbolo da Vecchia Signora ao peito – após 6112 dias ao serviço da equipa de Turim, decidiu colocar um ponto final nesta longa ligação.
Numa altura em que já não restam quase nenhuns craques do passado a atuar ao mais alto nível (como Ronaldinho, Figo, Henry, Beckham, entre outros), e foram esses os que me fizeram ter gosto em vibrar com este desposto e sonhar em um dia poder também ter a sorte de jogar nos grandes palcos como Mundial e/ou Liga dos Campeões, o senhor Gigi é um dos excelentes atletas que ainda pertence a essa fantástica geração, mas que, infelizmente, ou está a chegar à altura de ter de pendurar as botas, ou já abandonaram os relvados.
Buffon despediu-se da Juventus, com a conquista do heptacampeonato Fonte: Juventus FC
Foram imensos troféus conquistados pela Juventus – 19 no total, a contar já com o título desta época que agora termina (o heptacampeonato). Passou por um dos momentos mais complicados da história desta equipa, com a descida à Serie B, mas mesmo assim não virou as costas ao clube e à cidade, ajudou-o a subir rapidamente à principal divisão do campeonato italiano, e foi justamente recompensado pela massa adepta, através do enorme respeito que passaram a ter por si.
Se for correto falar-se em justiça, creio que não será errado dizer que a vida pregou-lhe duas partidas, aquando das disputas das finais da Liga dos Campeões: tanto em 2003 como em 2017, não foi feliz nos jogos cruciais e acabou por não conseguir erguer a “Orelhuda” – talvez essa seja a sua maior mágoa num belo percurso futebolístico, que foi moldando à medida dos anos.
Sempre demonstrou um enorme gosto pelo que fazia, dentro e fora do retângulo de jogo, e ao saber que, no próximo ano, já não irá estar entre postes e disposto a fazer de tudo para que a Juventus termine uma partida sem qualquer golo sofrido, sou da opinião de que o Futebol fica um mais pobre e perde um pouco da sua magia e beleza.
Não sei se irá continuar na próxima época, mas uma coisa é certa: o estatuto de Lenda do mundo do Futebol isso ninguém lhe poderá tirar!
Esta tarde, perante um Dragão-Caixa muito bem composto e perto da lotação máxima, dragões e águias disputavam um encontro muito importante para as contas finais do campeonato nacional de hóquei em patins. Depois de uma primeira parte em que o Porto foi superior, o Benfica realizou uma segunda metade onde foi letal nas transições rápidas e o jogo acabou por terminar com uma igualdade a 7-7.
O Porto não precisou de muito tempo para criar perigo e através de uma iniciativa individual de Gonçalo Alves, o número setenta e sete portista apenas foi travado por Pedro Henriques. Sem forçar muito, disputados cerca de quatro minutos de jogo, Hélder Nunes viu um cartão azul após uma infração sobre Nicolia. Jordi Adroher tentou bater Carles Grau com uma “picadinha”, mas o jovem guardião espanhol manteve o 0-0 no marcador.
Em situação de superioridade numérica, o Benfica ainda dispôs de duas grandes oportunidades para abrir o ativo, mas foram bem mais as dificuldades para retirar o esférico ao conjunto portista que, mesmo com um jogador a menos em pista, conseguiu manter a posse de bola durante grande parte dos dois minutos de “underplay”.
Retomado o cinco para cinco, o Porto começou a aumentar o ritmo em pista e após alguns avisos, Hélder Nunes, bem perto da linha de meio campo e a meias com Adroher, fez primeiro golo da tarde. Logo a seguir, numa situação de dois para dois mal defendida pelo Benfica, Gonçalo Alves recuperou, levou e enrolou o esférico para o fundo da baliza de Pedro Henriques.
A perder por dois golos de diferença e mesmo sem conseguiu responder da melhor maneira, o Benfica chegou ao golo. Num lance parecido com o primeiro golo do Porto, Nicolia stickou perto da linha de meio campo e a meias com um patim de Reinaldo Garcia, bateu Grau. Passado cerca de um minuto, Adroher ficou perto de restabelecer a igualdade e no seguimento do lance, foi Rafa a ficar pertíssimo do terceiro tento azul e branco. Valeram Carles Grau e Pedro Henriques, respetivamente. De seguida, o marcador esteve quase a mexer, mas os guardiões voltaram a levar a melhor.
Com cerca de oito minutos para o intervalo, Miguel Rocha fez um autêntico carrinho sobre Hélder Nunes e, como é óbvio, viu um cartão azul. Foi o próprio Hélder Nunes assumir a responsabilidade, mas Pedro Henriques travou as intenções do capitão portista.
Desta feita, foi o Porto a beneficiar de uma situação de superioridade numérica e de forma assertiva chegou ao 3-1. Gonçalo Alves viu Rafa solto ao segundo poste, tentou colocar-lhe a bola, mas acabou por ser Nicolia a colocar o esférico no interior da baliza encarnada. Logo a seguir, num lance onde foi feliz no ressalto, Diogo Rafael ficou perto de reduzir a diferença, mas Carles Grau impediu o golo das águias.
Finalizada a primeira parte, o Porto vencia o Benfica por 3-1. Resultado justo, pois, apesar do equilíbrio demonstrado nos primeiros instantes da partida, os dragões foram crescendo com o desenrolar dos minutos, demonstrando mais velocidade, querer e atitude, tanto a defender a atacar, o que resultou em três golos, mas poderiam ser mais. É verdade que o Benfica, também, poderia ter marcador por mais uma ou outra vez, mas num jogo que poderia começar a definir o campeão nacional, esperava-se mais dos encarnados.
Hélder Nunes realizou uma boa exibição, tendo apontando três golos, mas acabou por desperdiçar dois livres diretos que poderiam ter originado um resultado diferente Fonte: FC Porto Sports
As duas equipas regressaram dos balneários com vontade de marcar cedo, mas esse desejo esbarrou em Henriques e em Grau que, com mais ou menos dificuldades, foram impedindo novas mexidas no marcador.
Jogados cerca de três minutos e meio do segundo tempo, o Porto usufruiu de uma grande penalidade. Gonçalo Alves foi o escolhido para a conversão do penalti, mas acabou por stickar ao lado. Volvidos dois minutos, numa situação de contra-ataque conduzida por Nicolia, Valter Neves, diante de Grau, fez uma “picadinha” e reduziu o marcador para 3-2. De seguida, numa nova situação de transição rápida conduzida por Nicolia, Adroher, a passe do argentino, restabeleceu a igualdade.
Quando nada o fazia prever, o Benfica, num curto espaço de tempo, marcou dois golos e colocou o marcador em 3-3. O Porto havia recomeçado melhor, mas duas transições mortíferas das águias fizeram estragos e o jogo voltava a estar em aberto.
O Porto procurava responder aos dois golos sofridos num par de segundos, mas o Benfica, com a situação em que se encontrava no marcador, tentava fechar todos os caminhos até à baliza de Pedro Henriques, mas diante de uma equipa como os dragões isso não é fácil. No entanto, foram mesmo os encarnados a voltar a marcar e a conseguir virar o marcador. Num lance onde Adroher parece falhar a bola, a mesma sobra para Miguel Rocha que não desperdiça a oportunidade de ouro e fez o 4-3.
Pela primeira vez em desvantagem no encontro, os dragões carregaram e numa situação extremamente rara, para não dizer única, no hóquei em patins, Hélder Nunes stickou atrás da baliza de Carles Grau e fez o empate. Um golo de costa à costa! Os jogadores benfiquistas ainda protestaram a legalidade do mesmo, mas através das imagens da transmissão televisiva, a bola não pareceu ter ultrapassado o limite legal. Todavia, a resposta no Benfica não demorou muito e numa situação de contra-ataque de dois para um, Valter Neves, a passe de Nicolia, fez a colher a Grau e voltou a colocar os encarnados na frente. Pouco depois, num lance de contra-ataque do Porto, João Rodrigues cometeu uma falta sobre Rafa no interior da área benfiquista. Gonçalo Alves voltou a ser o escolhido para a conversão da grande penalidade e apesar de Pedro Henriques ainda ter defendido o primeira tentativa, acabou perdeu a noção de onde estava o esférico e Gonçalo Alves, ao vislumbrar esta oportunidade, decidiu executar uma “picadinha” e fez o 5-5.
Foi dos jogadores encarnados a ter estado mais tempo em rinque, tendo sido fundamental em grande parte dos golos benfiquistas Fonte: SL Benfica – Modalidades
O jogo continuava animado e pouco depois do golo do 5-5, surgiu a 10ª falta do Porto. Jordi Adroher, que já havia desperdiçado um livre direto na primeira metade, voltou a ser o eleito para a marcação da bola parada e desta festa marcou e fez o 6-5. Contudo, o empate durou segundos, pois, Hélder Nunes pegou no esférico e só parou quando fez o 6-6.
A faltarem cerca de três minutos para o final, Miguel Rocha cometeu a 10ª falta do Benfica e, pelo meio, Adroher viu um cartão azul por protestos. Hélder Nunes, com uma enorme oportunidade para voltar a colocar o Porto na frente, não conseguiu bater Pedro Henriques que, com uma grande defesa, impediu o sétimo tento dos azuis e brancos.
Em superioridade numérica, por mais uma vez, o Porto aproveitou um erro incrível de Valter Neves e Jorge Silva, com apenas Henriques pela frente, disparou para o fundo das redes encarnadas.
O Benfica foi à procura de voltar a empatar a partida e após uma bola enrolada por Diogo Rafael, João Rodrigues, no interior da área portista, controlou o esférico e com a mão esquerda enviou o mesmo para o fundo da baliza de Carles Grau.
Até ao final, o Porto ainda carregou na tentativa de alcançar o oitavo golo, mas o resultado não mais se alterou e o jogo chegou ao fim com o marcador a indicar um empate a 7-7.
Após uma primeira parte com poucos golos e onde o Porto parecia embalado para mais uma vitória, o Benfica aproveitou uma desconcentração dos azuis e brancos aos seis minutos do segundo tempo e repôs o empate. A partir daqui começou uma fase frénica do jogo, onde foram marcados muitos golos, com o Benfica a ser letal no contra-ataque e o Porto, quase sempre em desvantagem, foi respondendo com golos de todas as formas. Já perto do fim, Valter Neves quase deu de bandeja a vitória aos dragões, mas o Benfica, por intermédio de João Rodrigues, ainda conseguiu fazer o empate e fixar o marcador final num empate a 7-7. Colocando um ponto definitivo numa segunda parte de hino ao hóquei em patins, mas onde, mais uma vez, a equipa de arbitragem ficou à margem dos acontecimentos, ao cometer vários erros para os dois lados.
Terminado o encontro, o Benfica festejou o empate e, de certa forma, compreende-se o porquê de o ter feito. Para além de não ter perdido no Dragão-Caixa, garantiu o fator de vantagem direta contra o Porto e apenas depende de si para ser campeão nacional. Isto, porque na próxima semana recebe o Sporting, que esta tarde recebeu e goleou o Paço de Arcos por 13-2, e em caso de vitória fica numa posição extremamente favorável para recuperar o título perdido na última temporada.
FC Porto
Cinco Inicial: 1-Carles Grau (GR), 9-Rafa Costa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.)
Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 8-Ton Baliu e 15-Jorge Silva
Banco: 10-Nelson Filipe (GR) e 47-Álvarinho
SL Benfica
Cinco Inicial: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 7-Jordi Adroher
Jogaram ainda: 9-João Rodrigues e 44-Miguel Rocha
Banco: 10-Guillem Traball (GR), 3-Hugo Santos e 74-Vieirinha