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Carta aberta a Danilo

Danilo,

Há uns meses escrevi sobre ti. Num balanço do ano 2017 eu, e toda a secção do FC Porto aqui do “Bola na Rede”, achamos que eras o merecedor do título “Dragão do Ano”. Lembro-me de na altura ter dito que, no nosso meio-campo, eras intocável. Pouco tempo depois vimos-te lesionado e soubemos que teríamos de ter outra solução, que o nosso insubstituível ia ter de ser rendido. E hoje, depois de te vermos voltar aos relvados na segunda-feira, temos más notícias outra vez.

Sofremos a segunda derrota no campeonato, fomos afastados da liderança pela primeira vez esta época, mas não baixamos os braços. Não só não baixamos os braços como continuamos a acreditar e tentamos olhar para o que de positivo se podia tirar desse jogo. E sabes o que tiramos de positivo? Tu! O teu regresso. No meio de tudo o que correu mal, foi bom ter-te de volta ao relvado e contávamos que pudesses ajudar nas seis finais que faltam e que são agora mais importantes do que nunca. Mas não, não é desta que isso vai acontecer.

Ou melhor, não vai acontecer contigo em campo. Porque fora das quatro linhas, estejas onde estiveres, sei que vais estar com o plantel, que vais lutar com eles pelo objectivo que é de todos nós. E sabes, é bom vermos que há união na equipa, percebermos que mais do que companheiros, vocês fazem amigos aí. Quando a notícia rebentou, vimos logo as mensagens de apoio que já estavas a receber dos teus colegas e nada nos pode encher mais de orgulho.

Depois do regresso aos relvados em Belém, Danilo volta a lesionar-se com gravidade
Fonte: FC Porto

Nunca é fácil ultrapassar uma lesão, muito menos quando estavas a acabar de sair de outra, mas se há alguém que confio que pode regressar mais forte, esse alguém és tu. Sei bem que este ano, neste em particular, não é fácil. Vais falhar um compromisso importante da nossa seleção, o Mundial da Rússia, o regresso depois da enorme conquista que tiveram e na qual também estiveste presente. E pode parecer cliché, mas acredito mesmo que vais voltar mais forte, acredito na tua capacidade de superação e acredito que tens muitas alegrias para nos dar.

Se existe destino, ele não está definitivamente a ser simpático contigo. Seja o destino ou outra coisa qualquer. Mas tu tens o espírito de dragão, a garra que tanto ambicionámos que os nossos jogadores tivessem… Tu és FC Porto! E nós estamos contigo. Estamos hoje como sempre estivemos e como sempre vamos estar. E sabemos que tu também vais estar connosco e com os teus colegas. Sei que todos vão dar em campo o máximo que podem, por eles, pela equipa e pelos adeptos mas também, e em especial, por ti. E em Maio, agora mais do que nunca, contamos contigo!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Liverpool FC 3-0 Manchester City FC: “Reds” mostraram quem manda em Anfield

A equipa dos Reds recebeu e venceu os Citizens de Pep Guardiola numa das partidas mais aguardadas dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.  A partida começou com maior domínio do Manchester City face a um Liverpool que ia esperando o momento certo para tomar as rédeas do jogo. Os pupilos de Klopp iam deixando o City jogar, explorando os contra-ataques e contando, nesse capítulo, com a velocidade de Sadio Mané do lado esquerdo e de Mohamed Salah do lado direito do ataque.

Ao minuto 12 surge o primeiro golo do encontro: triangulação entre Salah e Firmino, que culmina no golo do egípcio, que estava muito perto da baliza de Ederson e em posição frontal em relação à mesma. Este nada podia fazer. A equipa de Guardiola continuava, após o golo adversário, com o seu futebol de posse tão característico e respondeu, logo ao minuto 14, com um remate ao lado da baliza do alemão Karius. Ao minuto 21, Anfield Road aqueceu completamente devido a uma verdadeira “bomba” de Alex Oxlade-Chamberlaine “do meio da rua”, como se costuma dizer. Remate colocado e forte do médio do Liverpool, que deixou o guardião do City pregado à relva.

Desde este golo do Liverpool que a formação de Manchester não conseguiu mais controlar o que quer que seja. Era, a partir desse momento, uma equipa desinspirada e desarticulada nos momentos de transição ofensiva e defensiva. Os da casa defendiam muito bem, mostrando um excelente jogo posicional, tendo um meio-campo agressivo, concentrado e dominador. O jogo mudou, portanto, de registo: após o segundo golo dos Reds, foram estes que dominaram, enquanto os pupilos de Guardiola “assistiam” ao desfile. Não foi, por isso, estranho que, perante a supremacia da equipa da casa, esta chegasse ao terceiro tento. Foi ao minuto 31, com um cabeceamento de Sadio Mané aproveitando um cruzamento milimétrico da direita do ataque por parte de Salah. Quem mais poderia ser? Nos bancos, Guardiola não acreditava no que estava a acontecer e Klopp ia festejando efusivamente cada golo da sua equipa.

A segunda parte começou com a equipa forasteira a tentar marcar um golo que poderia vir a ser crucial nas contas finais do apuramento e empurrava o Liverpool para a sua zona defensiva. Na impossibilidade de ir atrás do resultado, que era já muito dilatado a favor dos Reds, a equipa de Guardiola ia atrás do golo. Mas não houve uma oportunidade flagrante, a não ser a vontade de uma equipa que quer alterar o rumo das coisas mas que não sabe como nem quando fazer.

Ao minuto 57, entra Raheem Sterling para o lugar de Gundogan. Guardiola pretendia alguém veloz, capaz de romper com a muralha defensiva impenetrável do Liverpool. Mas não havia forma de o fazer, nem pela esquerda, nem pela direita, nem pelo miolo do terreno. A equipa de Manchester bem pressionava, mas não havia forma de contornar o jogo posicional e defensivo da formação da terra dos Beatles. O Liverpool esteve melhor em toda a partida e disse quem manda afinal em Anfield Road.

 

Foto de capa: UEFA

O que vão trazer os ‘quartos’ da Liga Europa?


Cada vez nos aproximamos mais do derradeiro jogo da segunda maior competição de clubes da UEFA. Mas até lá ainda falta eliminar seis das oito equipas que restam. Sabemos que na próxima sexta feira, dia 13 de abril, quatro delas já estarão fora. Numa das edições mais fortes da história da competição, quais serão, então, as equipas que passarão à meia final da Liga Europa?

Aimar, Bernardo Silva e Béla Guttman foram a um bar e presentearam-nos com 8 momentos que qualquer benfiquista sonha viver

Encontros improváveis são na sua generalidade, os melhores. Quando se juntam a estes três nomes, alguns outros, o resultado é um Benfica de sonho, ou o sonho de qualquer Benfiquista. Não acreditam? Eu mostro-vos. Se no final, alguns destes não vos soar a maravilha, a culpa será sempre do Guttman. Se pelo contrário, vos crescer água na boca, iremos avançar definitivamente com estas propostas e apresentá-las a quem de direito. Cabe-vos a vocês decidir.

8.

Fonte: SL Benfica

Pablo Aimar volta para treinar o Benfica – Calma… Não queiram ver isto como um ataque ao nosso Rui. Por mim poderiam perfeitamente trabalhar em conjunto durante a semana alternando o comando nos jogos. Uma jornada o Rui, outra o Pablito.  Parece-me mau aproveitamento se isto não acontecer. Ele mostrou vontade, aquando da sua despedida, e na volta ainda vinha o Messi acabar a carreira na Luz para ter um última oportunidade de ser treinado pelo seu ídolo. É preciso ver mais à frente.

Os emails não revelados: Presidente do SC Braga escreve a Fernando Santos

 

Meu caro, Fernando.

Apesar de apenas termos falado uma ou outra vez, acredito que não levarás a mal estas linhas, nas quais procuro talvez criar um raciocínio mais ou menos lógico que me faça de alguma forma entender a injustiça que estou a assistir no futebol português.

Não, Fernando. Não te vou encher com temas que já cheiram mal e dos quais te tens mantido, e não podia ser de outra forma, à parte. Antes, procuro uma resposta, uma justificação, ou simplesmente deixar reflectir por entre estas teclas algo que me tem inquietado nos últimos tempos.

Quando vi o Edinho fazer quatro golos na passada sexta-feira, ocorreu-me logo a campanha que eventualmente poderiam passar a fazer, a comunicação social sobretudo, para a chamada dele à selecção. E não me enganei, ao que parece.

Dizem até que telefonaste para o Edinho. Espero sinceramente que não tenhas tido rede, que o telemóvel dele estivesse desligado ou que “o saldo actual não tenha permitido efectuar a chamada”. Ou que seja mais uma das inúmeras notícias especulativas que diariamente percorrem as páginas dos nossos jornais.

António Salvador não entende a não chamada de Paulinho à Selecção Nacional
Fonte: SC Braga

Deixa-me lá ver se percebi. Está tudo doido? O Edinho??? A sério? É por ele começar por Ed? O novo Ed? Depois do Éder agora o Edinho?  Um gajo que não tem feito nadinha durante toda a época, que é quase sempre suplente de uma equipa que tem estado, invariavelmente, com a corda na garganta? Um jogador que foi suplente do Paciência (emprestado pelo Porto) e de outro puto emprestado pelo Porto B. Isto está tudo maluco?

Espero mesmo que sejam notícias falsas para bem do nosso futebol, e da nossa selecção Fernando. Não sejas cego, Fernando! Está na hora de pensares num “inho” para a selecção, mas não é esse do Setúbal. É o PAULINHO!!! Não tens o número dele? Eu dou-to, não tens problemas. Não tens visto com muita atenção as exibições dele? Eu passo-te os vídeos.

Os 5 maiores vencedores do Campeonato do Mundo de Snooker

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Numa altura em que nos encaminhamos a passos largos para a edição de 2018 do Campeonato do Mundo de Snooker, aproveitamos a ocasião para elaborar um Top com os jogadores que mais vezes conseguiram levantar o troféu máximo do Snooker.

A prova deste ano tem início no próximo dia 21 de Abril (antes disso ainda haverão qualificações), existindo vários pretendentes a destronar o actual bi-campeão, Mark Selby. Alguns deles fazem parte deste Top e outros querem aproveitar a edição deste ano para se aproximarem dos nomes que lideram esta lista.

De referir que neste Top apenas foram considerados os troféus conquistados na apelidada “Era Moderna” do Snooker, desde que o Campeonato do Mundo é disputado no Crucible Theatre (1977), motivo pelo qual não constam nesta lista nomes históricos como Joe Davis, que entre 1927 e 1946 venceu 15 Campeonatos do Mundo de forma consecutiva (a competição não foi disputada durante a 2.ª Guerra Mundial).

O convite a Bruno de Carvalho para aderir à “porcalhada”

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Desde o início da actual época que o futebol português mais parece um zoo, tal a variedade de animais que já se fizeram representar. Tivemos periquitos, toupeiras e chegamos agora aos Porcos. Não venho aqui dizer que os animais tenham qualquer culpa pelo estado do futebol português, pelo menos os não racionais. Quero antes referir que esses animais, que tão importantes são na função que ocupam no ciclo da vida, não mereciam tão má representação feita pelo tipo de racionais que se apresentaram nos respectivos papéis.

E quanto a essa representação ficou perfeitamente perfectível quem incorporava o papel de quê, menos neste último que subiu ao palco. O Porco. E passo a explicar a situação que me faz confusão.

Não, não estou a chamá-los porcos. Apenas são quem não consegue mandar na Vara
Fonte: FPF

O porco é um animal que, pela sua natureza e forma de se alimentar, revolta o chão que pisa para retirar o que para si é mau, e pôr a descoberto algo que para si é bom. Ora, a lama, sujeira que isso provoca, não significa algo mau, mas o que resulta de algo que é fundamental para a sua sobrevivência. Se ele gosta de viver nessa sujeira, já não sei, e só o próprio animal o saberá. Sei sim que ele não tem outra alternativa, porque não lhe dão escolha.

Dito isto, quando ouvi um novo intelectual do futebol português fazer uma analogia com porcos, tentando enquadrá-los a uma situação que se passou entre duas personalidades, fiquei confuso sobre quem estaria no papel do referido animal.

Ora, se ele considera e tem a certeza que o porco gosta de viver e brincar na lama, na porcaria (algo que, como disse, apenas o porco poderá aferir) e considerando a sociedade em geral a lama como algo sujo e mau, então não seria quem proferiu a tão eloquente citação o personagem “porco”? Passo a explicar.

Juventus FC 0-3 Real Madrid CF: CR7 matou a “Signora”

Juventus e Real Madrid defrontaram-se esta noite em Turim naquela que foi a primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. O jogo desta noite colocou frente a frente uma equipa que já não perdia desde Outubro do ano transato, a Juventus, e uma equipa que já há algum tempo redefiniu os seus objetivos para esta época, assumindo quase como obrigação a conquista da maior prova europeia de clubes.

Os dados estavam lançados, mas o jogo a que se assistiu foi tudo menos equilibrado.

Ainda não se tinha percebido de forma clara como as equipas estavam em campo, quer a nível tático como anímico, e já o conjunto madrileno se adiantava no marcador, numa jogada em que Isco cruzou rasteiro para o coração da área, onde surgiu o inevitável Cristiano Ronaldo, que, sem qualquer oposição, rematou fora do alcance de Gianluigi Buffon. A Vecchia Signora acusou o golo consentido e sendo sempre dominada nos três setores do terreno nunca conseguiu importunar a estabilidade e a solidez defensiva do Real Madrid, excepção feita apenas àquela que seria a sua única oportunidade do encontro: aos 24 minutos, por intermédio de Higuan, que cabeceou para uma estrondosa defesa de Navas.

A equipa espanhola revelava-se sempre mais próxima do golo e despediu-se do primeiro tempo com uma bomba de Toni Kroos a 30 metros que fez estremecer a barra da Juventus e fez advinhar o que ainda estava para vir.

Na segunda parte, contrariando a expectativa de que a Juventus iria assumir as despesas do jogo, foi o Real Madrid que esteve novamente no controlo da partida. Ronaldo queria mais… Aos 50 minutos ameaçou com um remate junto ao poste e aos 64 concretizou, naquele que terá sido certamente um dos melhores golos da sua carreira: recebeu de Carvajal um excelente cruzamento e, “de bicicleta”, aumentou a vantagem para 2-0, deixando tudo e todos boquiabertos, inclusivamente os adeptos italianos, que o aplaudiram.

A Juventus abanava cada vez mais e contra o Real Madrid não há nada pior que isso. Instaurou-se uma intranquilidade e um desconforto para aqueles que alinhavam de preto e branco e, para piorar a situação, Paulo Dybala, por acumulação de amarelos, acaba expulso, e minutos depois Ronaldo volta a fazer mossa, desta feita assistindo de forma magistral Marcelo, que com uma finalização de classe fez o 3-0, colocando um ponto final não só na partida mas também na eliminatória.

Até ao final do encontro o Real Madrid dispôs de algumas oportunidades para tornar o jogo de hoje em algo de proporções históricas, mas tal não se sucedeu, talvez até por haver facilidades a mais do lado contrário, como ilustra o facto de Ronaldo fazer garantidamente o golo da época, mas falhar o hattrick ao desperdiçar um lance cara a cara com Buffon, já no final do encontro.

Foto de capa:UEFA

Sinal dos tempos

Hoje a “nação portista” acordou moribunda. Não porque uma qualquer competição (das duas que restam disputar) esteja irremediavelmente perdida, mas porque ao cabo de 28 jornadas o FC Porto perdeu uma liderança que não há muito tempo parecia sólida e quase definitiva. E perdeu-a, mais uma vez, para o bicho-papão (há que o dizer) do futebol português, o SL Benfica.

E há que mergulhar nas profundezas do cérebro humano para encontrar as razões para esta hecatombe. O treinador, como demonstrou ao longo da época, é competente. Não deixou de o ser do dia para a noite. Nenhum jogador é, hoje, pior do que há três ou quatro semanas atrás e os dirigentes, que muito tenho criticado neste espaço de opinião, nada fizeram nos últimos tempos para que lhes possam ser assacadas responsabilidades pelo momento periclitante da equipa. Responsabilidades, essas, foram assumidas (e muito bem) por Sérgio Conceição no final do jogo de ontem e fez-se, dessa forma, uma vital proteção de um plantel que, animicamente, deverá ter atingido o ponto mais baixo desde o começo da época. Espera-se que não tenha atingido um ponto sem retorno.

Mas como dizia, a razão para o descalabro exibicional (que nem uma vitória discreta sobre o rival da cidade conseguiu maquilhar) e consequentes repercussões ao nível dos resultados, está intimamente ligada aos desmesurados níveis de ansiedade de uma equipa desabituada de ganhar e que quanto mais perto se vê do seu objetivo final, mais se dispersa a nível emocional. No fundo, o que quero dizer com isto é que a fibra de campeão já não mora para os lados do Dragão e, ao invés, realojou-se pelos lados mais vermelhos da Segunda Circular. Só assim se explica que uma equipa que durante a grande maioria da temporada praticou um futebol não mais do que pobre se encontre, hoje, como porventura o principal candidato a um título nacional que parecia destinado a vestir-se de azul e branco.

A história repete-se. Mais uma vez, no momento das decisões (como tem acontecido várias vezes nos anos mais recentes) a equipa voltou a falhar.

O FC Porto saiu derrotado do Restelo e perdeu a liderança do campeonato
Fonte: FC Porto

Não consigo deixar de olhar para tal situação como um sinal dos tempos. Podemos (os portistas) continuar a viver do passado e pensar que o FC Porto continua a ser o clube hegemónico que outrora demonstrou ser, mas a verdade é que a seca de títulos pesa (e de que maneira) no subconsciente de todos os portistas e, acima de tudo, dos jogadores, e essa ânsia de vencer, nas últimas semanas, tem prejudicado a equipa e o seu rendimento. Também tem sido ela, é certo, a alavancar a equipa para uma campanha que estava a ser brilhante dados todos os constrangimentos que são já sobejamente conhecidos, mas quando se tratava de encetar o ataque final ao tão desejado título a equipa soçobrou. Há que tirar ilações, há que ter a humildade de reconhecer que depois de quatro anos de fracassos os jogadores não souberam gerir as emoções e lidar com a pressão de defender aquele lugar que chegou a ser seu por direito. E voltamos à estaca zero. Resta à equipa “correr atrás do prejuízo”.

Todo este cenário apocalítico pode parecer exagerado. Já sei que um ponto é apenas um ponto e que o FC Porto ainda vai defrontar o SL Benfica mas, para quem já teve cinco pontos à maior, lidar com uma desvantagem pontual representa voltar a ter que escalar uma montanha inteira depois de quase ter tocado o cume. No entanto, esta abrupta queda terá, forçosamente, que ter o condão de tocar no orgulho de cada jogador, treinador ou dirigente. Cada um deve assumir as suas responsabilidades. Nada está perdido.

Portanto, Sérgio Conceição e a sua equipa técnica têm a fundamental missão de recuperar mentalmente todos os jogadores para as batalhas que se avizinham e blindar o plantel, conferindo-lhe a tranquilidade necessária e construindo uma estrutura mental sólida imune à ansiedade que permita a este conjunto de jogadores, que brilhantemente têm navegado este navio por tão turvas e traiçoeiras águas, levar a embarcação a bom porto.

Em suma, o que se passou ontem foi mais um capítulo (espera-se que o último) de um falhanço coletivo de um clube, de uma cidade, de uma “nação”. Temos agora a palavra todos nós. Dirigentes, treinadores, jogadores e adeptos (uma palavra de apreço para todos os que têm, semana após semana, nas vitórias e nas derrotas, demonstrado um enorme apoio à equipa). Todos serão necessários e fundamentais nas seis batalhas que restam. Unidos, fortes, confiantes e pacientes. No estádio da Luz só um resultado interessa e se cada portista fizer o seu papel, no dia 15 de abril (se não acontecer antes), assumiremos o primeiro posto e não mais o largaremos. Um por todos e todos por um.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Quem serão os 23 eleitos para ir à Rússia?

Depois da última paragem para os encontros internacionais e a pouco mais de um mês do Mundial de 2018, que se vai realizar na Rússia, o selecionador português, Fernando Santos tem de escolher os 23 jogadores que vão representar o nosso país na maior competição de seleções, e nós fazemos uma previsão sobre os possíveis 23 que vão até ao outro lado do mundo com a cruz ao peito. Já tens alguma ideia?

Guarda-Redes

  • Rui Patrício- 30 anos/Sporting CP
  • Anthony Lopes- 27 anos/Olympique Lyonnais
  • Beto- 35 anos/Goztepe SC

O veterano guardião voltou a ser o dono das balizas, desta vez, na Turquia e tem estado muito bem, merecendo uma chamada ao Mundial.

Defesas

          Centrais

  • Pepe- 35 anos/ Besiktas JK
  • José Fonte- 34 anos/ Dalian Yifang FC
  • Bruno Alves- 36 anos/ Rangers FC

É, atualmente, o jogador mais velho a jogar pela seleção, mas conta com uma experiência inigualável.

** Portugal é, no Mundial 2018, a seleção com os defesas centrais mais velhos, sendo sempre este o maior problema na nossa seleção.

Laterais

  • Cédric Soares- 26 anos/ Southampton FC
  • Nélson Semedo- 24 anos/ FC Barcelona
  • Raphael Guerreiro- 24 anos/ Borussia Dortmund
  • Mário Rui- 26 anos/ Napoli SC

Só realizou um jogo pela seleção, mas mostrou indícios de ser um bom jogador para jogar na ala esquerda.

Médios

  • Danilo Pereira- 26 anos/ FC Porto
  • William Carvalho- 25 anos/ Sporting CP
  • João Moutinho- 31 anos/ AS Mónaco
  • Adrien Silva- 29 anos/ Leicester City
  • João Mário- 25 anos/ West Ham FC
  • Bruno Fernandes- 23 anos/ Sporting CP

O médio tem feito uma excelente época e é um dos pilares do clube português.

  • Bernardo Silva- 23 anos/ Manchester City
  • Ricardo Quaresma- 34 anos/ Besiktas JK
  • Gelson Martins- 22 anos/ Sporting CP
A seleção das quinas procura conquistar pela primeira vez um campeonato do mundo, mas terão os 23 eleitos que estar em grande para trazer o caneco para casa
Fonte: FIFA

Avançados

  • André Silva- 22 anos/ AC Milan
  • Cristiano Ronaldo- 33 anos/ Real Madrid FC
  • Gonçalo Guedes- Valência FC

O jovem tem estado em grande forma no clube ché e merece ser chamado ao Mundial;

  • Éder- 30 anos Lokomotiv Moscow FK

O herói do Europeu de 2016 está em primeiro na liga russa e merece mais uma oportunidade na seleção.

Foto de Capa: FPF