Quando olhamos para os golos do FC Porto esta época rapidamente nos lembramos dos dois principais “culpados”: Aboubakar e Marega. O camarônes e o maliano, juntos, esta época, já levam mais de 35 na Primeira Liga, o que representa metade dos golos marcados no campeonato pelos azuis e brancos.
Os dois avançados que na época passada estiveram emprestados tornaram-se peças fundamentais no esquema de Sérgio Conceição esta temporada, merecendo até agora destaque e interesse por parte dos maiores tubarões europeus pela excelente época que têm vindo a realizar.
Para além dos dois avançados de origem africana, o FC Porto conta ainda com Soares, que aproveitou a ausência de Aboubakar para mostrar que também ele luta por um lugar no onze inicial, e que, até se lesionar, mostrava confiança e eficácia nos jogos disputados de dragão ao peito. Após o conflito em Braga, frente ao Sporting CP, para a Taça da Liga, Tiquinho pareceu decidido a não deixar fugir a luta por um lugar no onze e no plantel que podia ter sido posto em causa durante o mercado de inverno.
Tiquinho Soares renasceu na segunda metade da temporada Fonte: FC Porto
Para além das três principais figuras do ataque portista, os azuis e brancos contam ainda com Gonçalo Paciência e o reforço de inverno, Waris. O jovem português, que regressou do Vitória FC após uma boa primeira parte da época, não tem conseguido impor-se totalmente na equipa. Contudo, tem vindo a somar minutos e Sérgio Conceição já demonstrou confiança no jogador que mereceu o aval positivo do treinador para uma nova proposta de renovação tendo em vista a próxima época e que pode, à semelhança do que aconteceu com André Silva, tornar o jogador peça fundamental da equipa em 2018/19.
Gonçalo Paciência tem, por enquanto, tido uma passagem discreta pelo FC Porto Fonte: FC Porto
O mais recente reforço, o ganês Waris, não tem tido muitas oportunidades para se mostrar ao “universo” portista, merecendo quase sempre a confiança do treinador apenas nos últimos minutos dos jogos que até agora disputou pelos azuis e brancos.
Numa fase de grandes decisões, com dois “clássicos” próximos e que podem decidir o futuro no campeonato e na Taça de Portugal, Sérgio Conceição vai certamente procurar aproveitar as qualidades e caraterísticas dos avançados à sua disposição, uma vez que apenas três dias distanciam o “clássico” na Luz da receção ao Sporting CP para a Taça de Portugal. Com tantas opções em aberto só existe uma certeza: Aboubakar e Marega são claramente os favoritos para continuar a merecer a confiança do treinador na frente do ataque portista.
Na terceira e última jornada da fase de grupos, Portugal precisava de ganhar para tentar não ficar em último lugar, mas voltou a perder, desta feita, contra a seleção da Itália por 6-4.
Portugal começou bem, ao contrário dos dois primeiros jogos, e abriu o marcador à passagem dos onze minutos por intermédio de Luís Melo. No entanto, ainda antes da pausa, Giulio Cocco, a maior estrela dos transalpinos e futuro reforço do Porto, fez o 1-1. Resultado que durou até à saída para os balneários.
A segunda parte foi bem mais animada. Novamente pelo stick Luís Melo, Portugal colocou-se a vencer por 2-1. Contudo, a Itália, equipa com vários jogadores a jogar nas principais equipas do seu país, respondeu de forma formidável e apenas num minuto virou o marcador, com golos de Francesco Compagno e Alberto Grecco. Porém, a seleção portuguesa não se deixou ficar e no minuto seguinte, Gonçalo Nunes fez o 3-3. Pouco depois, o conjunto orientado por Luís Sénica teve uma grande oportunidade para voltar a estar na frente, em virtude da 10ª falta italiana, mas Vieirinha não conseguiu bater Mattia Verona, que havia entrado para defender o livre-direto.
Mais golos só na parte final do jogo. Com três minutos para se disputar, Nicholas Barbieri passou a Itália, por mais uma vez, para a frente do resultado. Volvidos sessenta segundos, Giulio Cocco, na conversão de um livre-direto resultante de um cartão azul visto por Gonçalo Pinto, colega de equipa no Amatori Lodi, aumentou a vantagem transalpina para 5-3. À entrada para o último minuto do encontro, Portugal cometeu a sua 10.ª falta e Giulio Cocco, um especialista neste tipo de lances, não desperdiçou e selou a vitória da squadra azzurra. Ainda antes do fim, Vieirinha redimiu-se e fixou o resultado final em 6-4.
Alejandro Edo, guarda-redes de 16 anos, foi o mais jovem atleta a participar nesta edição da Taça Latina Fonte: Roller Hockey Photos
Apesar da notória melhoria em pista, visto que, Portugal esteve sempre na posse das rédeas do jogo, tendo chegado mesmo a dominar durante a segunda metade, a Itália, seleção composta por jogadores mais experientes, alguns deles já com experiência de europeus e mundiais, fez uso das suas raízes e levou a melhor. Frios e matreiros, os jovens comandados por Massimo Mariotti foram eficazes, ao terem conseguido aproveitar grande parte dos poucos contra-ataques de que dispuseram para decidir o desfecho do encontro.
No outro jogo da noite, a França voltou a surpreender e venceu a toda poderosa Espanha por 4-3. Numa partida onde os irmãos Benedetto, mais uma vez, estiveram em evidência. Carlo fez as redes balançar em três ocasiões e Roberto em uma. Todavia, em virtude da diferença entre golos marcados e sofridos (Espanha +8; Itália +1; França -1), a Espanha acabou por conquistar a sua 12ª Taça Latina. A primeira desde 2012, colocando um ponto final no bicampeonato alcançado por Portugal entre os anos de 2014 e 2016.
Para a história fica a pior participação de Portugal na prova, pois, nunca nas vinte e oito ou vinte e sete edições anteriores, porque em 2001 a Alemanha participou no lugar da Espanha, a seleção portuguesa havia ficado no último lugar.
Será este desempenho o resultado de uma convocatória mais jovem, onde são poucos os jogadores a jogar nas principais equipas do intitulado “melhor campeonato do mundo”, que teve pela frente seleções com jovens jogadores já com uma vasta rodagem ou será um sinal de que algo necessita de mudar em Portugal? Teremos de esperar para ver.
Equipas
Portugal: 10-Alejandro Edo (GR), 3-Gonçalo Nunes, 4-Vieirinha, 6-Carlos Loureiro e 7-Alvarinho (CAP.)
Jogaram ainda: 5-Gonçalo Pinto, 8-Pedro Batista e 9-Luís Melo
Este torneio de Miami, o segundo de 2018 na série Masters 1000, na incursão já habitual nesta fase da época de piso rápido na América do Norte e discutido sobre o piso rápido do Crandon Park Tennis Center, em Key Biscane, numa edição que fica marcada como a última edição discutida neste local.
Foi um torneio repleto de surpresas e de alegrias para o ténis nacional, mostrando um incremento gradual de forma do tenista português João Sousa, que chegou onde nenhum lusitano tinha chegado em torneios desta categoria em piso rápido, ou seja, aos oitavos-de-final (já tivemos representação em outros Masters 1000 inclusivamente nos quartos-de-final, mas sempre em terra batida, através de Frederico Gil em Monte Carlo e o já citado João Sousa em Madrid).
Bateu jogadores como David Goffin (apesar de estar completamente fora de forma, é um jogador do top 10 e não retira brilhantismo à vitória do João) Ryan Harrison ou Jared Donaldson, antes de tombar perante uma autêntica parede chamada Hyeon Chung, um jogador de apenas 21 anos mas em grande forma neste início de ano.
João Sousa confirmou o bom momento de forma ao atingir os oitavos-de-final em Miami Fonte: ATP
Quanto às fases mais adiantadas do torneio, que não contou com as principais figuras dos últimos anos, nomeadamente Roger Federer (eliminado na segunda ronda pelo jovem australiano Thanasi Kokkinakis), Novak Djokovic (afastado pelo peculiar e carismático jogador francês Benoit Paire), Rafael Nadal (lesionado) ou Andy Murray (lesionado), entre outros, mas que no entanto acabou por não ter representantes muito chocantes nesta final.
De um lado, o alemão Alexander Zverev, de apenas 20 anos, mas já entre a elite mundial, com já alguns troféus em torneios importantes no seu palmarés, e do outro o homem da casa e que tem no serviço e direita as suas grandes armas (John Isner), que já tinha três finais deste tipo mas ainda não tinha qualquer título da categoria 1000 até aos dias de hoje.
Na grande final, o mais experiente dos dois jogadores levou a melhor, ao cabo de três sets muito duros e equilibrados, onde o norte-americano de 32 anos levou a melhor com os parciais de 6-7(4) 6-4 6-4. Apesar de perder o tie-break do set inaugural, o jogador da casa não baixou os braços e conseguiu quebrar o serviço do seu adversário em alturas cruciais (sempre no nono jogo do segundo e terceiro sets) e manteve, como seria de esperar, o seu saque para se estrear a vencer masters 1000,garantindo o seu regresso ao top 10 mundial onde já tinha estado anteriormente, igualando assim o seu melhor lugar de sempre com o nono posto no ranking ATP.
“Sacha” garante a subida ao quarto posto, mas falha a reentrada no pódio, não conseguindo igualar o seu melhor ranking de sempre, mas ficando a meros 60 pontos do terceiro classificado, o croata Marin Cilic. Apesar de ser o dia das Mentiras, podem acreditar: o americano John Isner estreou-se hoje a ganhar torneios desta categoria, imediatamente abaixo dos Grand Slams.
Já tivemos equipas que foram muito superiores aos adversários. Já tivemos equipas que foram superiores aos adversários. Este ano tínhamos uma equipa que ganhava pela diferença mínima, sem jogar um futebol vistoso, mas estava em todas as frentes. Apesar de não gostar do estilo de jogo, acreditava nela. A sério… acreditava que era possível ganhar e que mais cedo ou mais tarde íamos ter exibições melhores. Depois, bem, depois vocês já sabem!
Vieram os discursos incendiários de Bruno de Carvalho (com os quais concordei e concordo). Era preciso e é preciso pôr o dedo na ferida no que se passa no futebol português. E doa a quem doer, pôr isto a ser transparente e que não deixem dúvidas sobre a justiça no vencedor.
Jorge Jesus, ao seu estilo peculiar de “melhor do mundo” atacou tudo e todos e colocou tudo em causa. Até os adeptos, o único bem intocável e mais valioso do clube, o treinador fez questão de querer “educar” à sua maneira.
Mas além dos factores externos, existe um factor interno que tem de mudar. A mentalidade! A mentalidade tem de mudar… e não é só na equipa principal de futebol. É também nas bases. Quando não se preparam as equipas para ganhar, é impossível isso acontecer. A equipa B é um exemplo perfeito disso e um sintoma desta questão da falta de mentalidade. Uma equipa que tem, por várias vezes, vantagem no marcador (algumas vezes até gorda) e deixa dar a volta, dá sinais de equipa fraca de mentalidade. E quando isso acontece… e ninguém nada faz, é contagiante a todo o clube. Uma equipa que não ganha desde finais de janeiro e que por várias vezes chegou até a ter dois golos de vantagem e perde… é uma equipa doente. E quando não há nenhum “doutor” no Sporting para resolver isto, é uma doença que se espalha e que, mais cedo ou mais tarde, iria contagiar. A equipa principal do Sporting já tinha dado sinais desse contágio e no último jogo contra o Braga, padeceu mesmo da doença.
Rita Fontemanha deu uma lição de mentalidade vencedora. É isto que deve passar cá para fora. Coesão e união ao clube. Aliados às vitórias e ao futebol praticado e demonstrado Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino
Depois vem a mentalidade “agressiva” que só alguns têm! Será que todos em Alvalade querem ganhar? O Presidente anda a querer colocar o clube no topo, mas será que os jogadores e staff querem o mesmo? Os “ataques” que o nosso Presidente faz aos outros clubes, resultam sempre numa garra extra nos nossos adversários para lutar. Contra os nossos, parece que passa tudo ao lado. A excepção? A equipa de Futebol Feminino. Sempre que BdC sofre um “ataque” em que elas possam mostrar estar ao lado dele, lá estão elas a defendê-lo. Num programa desportivo alguns comentadores quiseram tentar colocar a dúvida sobre ordenados em atraso no Futebol Feminino do Sporting. Rita Fontemanha, uma atleta do clube, rapidamente escreveu: “Felizmente, podemos (todas!!) considerar-nos umas privilegiadas pela aposta que o Sporting Cube de Portugal tem feito em nós e na nossa modalidade” e foi mais longe: “Afinal, somos uma referência do nosso desporto em Portugal, com atletas internacionais em todas as camadas e isso, para alguns, talvez não seja de fácil aceitação e reconhecimento”.
Ah, e só para relembrar o futebol feminino do Sporting, em 25 jogos, entre campeonato, taça e supertaça de Portugal, e Liga dos Campeões tem 23 vitórias, um empate e uma derrota. São 114 golos marcados e onze sofridos.
Será que percebem a questão da mentalidade que falo?
O Flamengo vive uma das maiores crises que já teve nesse século. Após o clube passar por anos de reformulação, o torcedor flamenguista esperava ver um Flamengo que fosse, finalmente, capaz de triunfar dentro de campo. Mas não é o que acontece.
Em 2012, o atual presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, venceu a eleição presidencial e tinha como a maior proposta organizar o clube, tanto na infraestrutura quanto na parte financeira. No primeiro triênio do seu mandato o clube foi, realmente, se estabilizando e se estruturando. No futebol, o Flamengo conquistou dois títulos no período, o Campeonato Carioca de 2014 e a Copa do Brasil de 2013.
Durante a campanha presidencial em 2015, Bandeira de Mello, que tentava a reeleição, tinha outro discurso. Uma vez que o clube já estava em melhores condições e a casa estava mais arrumada, agora a “bola da vez” seria o futebol. A torcida flamenguista ansiava por isso. Foi paciente quando precisou, mas agora estava focada nas grandes conquistas.
O presidente foi reeleito e como prometido os investimentos no futebol foram mais pesados. O goleiro Diego Alves, zagueiro Réver, o meia Diego e os atacantes Everton Ribeiro e Paolo Guerrero (esse contratado em 2015) são alguns dos grandes nomes que o Flamengo dispõe em seu plantel.
O meia Diego é uma das grandes estrelas do atual elenco do Flamengo. Porém, ainda não conseguiu levar o clube a uma grande conquista Fonte: CR Flamengo
Além das grandes estrelas o plantel flamenguista é vasto em qualidade e praticamente todas as posições estão bem servidas. Então com o clube estruturado e com um plantel qualificado os títulos são certos, correto? Para o Flamengo, ainda, não. O futebol do Flamengo não encaixa. De 2015 até o momento a única conquista do clube carioca foi o campeonato estadual de 2017. Muito pouco para um clube da grandeza do Flamengo. O futebol apresentado pelo time é pobre. Assistir a um jogo do Flamengo hoje é ter certeza de verá um time sem brio.
E não somente na atual temporada. A eliminação na fase de grupos da Copa Libertadores da América e os vice-campeonatos da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana na última temporada demonstraram um time apático em decisões importantes. Jogadores sem brio, sem vontade, sem demonstrarem a qualidade técnica que tanto já usaram em suas carreiras. O Flamengo foi eliminado no Campeonato Carioca essa semana para o Botafogo e tratam isso como algo natural.
Não é natural. Flamengo e Botafogo sempre será um clássico, mas atualmente a diferença de elenco e de poderio financeiro entre os dois clubes é abissal. O Flamengo ainda jogava por um empate para chegar à final. Por sua vez o Botafogo foi sublime e mereceu a classificação, o clube da estrela solitária não tem nada a ver com o que se passa com o rival.
Para piorar a situação, além dos constantes insucessos no futebol, o clube vive uma grande crise em sua administração. Semana passada o diretor executivo Rodrigo Caetano e o treinador Paulo César Carpegiani foram demitidos. O presidente assumiu há algum tempo o futebol do Flamengo e tirou de rota o vice de futebol Ricardo Lomba que perdeu poder de gestão. Essa decisão do presidente flamenguista criou um mal-estar dentro do Flamengo e o grupo político SoFla, que apoia a atual diretoria, mas é ligada ao Ricardo Lomba, ameaçou romper com o presidente caso ele não dê autonomia ao vice de futebol para que o mesmo assuma o futebol no clube.
A crise está instalada e é preocupante. Nesse momento é necessária uma mudança de postura do atual presidente que já demonstrou em outras oportunidades não ter pulso para comandar o barco rubro negro, pelo menos o futebol. O time ainda pode mostrar resultados, pois tem qualidade. Mas é preciso que as arestas sejam aparadas o quanto antes. Caso isso não ocorra a temporada poderá ser só mais uma perdida pelo clube e o torcedor não tolerará isso.
O brasileiro assinou com os dragões em 2011, pela quantia de 13 milhões de euros, proveniente do Santos FC (onde ficou emprestado na primeira metade da época de 2011/12). A lutar pelo lugar que pertencia a Sapunaru, de janeiro a maio de 2012 fez apenas seis jogos, o suficiente não só para ser campeão mas também para lhe ser entregue o lado direito da linha recuada. Em 2015 saiu para o Real Madrid CF por 31,5 milhões de euros, tornando-se no defesa mais caro do Real, à data.
No FC Porto jogava com confiança, cobria muito bem os espaços e não perdia bolas facilmente. Os seus cruzamentos eram maioritariamente eficazes e, de vez em quando, aparecia um golo. De dragão ao peito disputou 140 partidas, fez 12 golos e 14 assistências, e foi por duas vezes campeão.
O Real procurava uma reserva de Carvajal e o brasileiro parecia ser o homem para o trabalho. No entanto, apesar das lesões de Carvajal, Danilo nunca se conseguiu afirmar no Bernabéu e o incrível potencial do jovem nunca mais foi avistado.
Danilo é hoje uma sombra do futebolista que encantou o Dragão Fonte: FC Porto
Em novembro de 2015, com a derrota por 4-0 frente ao FC Barcelona, Danilo ganhou uma nova alcunha entre os adeptos que não estavam felizes e queriam a saida de “Dañino”. O lugar pertencente a Danilo, na ausência de Carvajal, passou a ser ocupado por Nacho e Danilo estava destinado ao aquecimento do banco.
Até que chegou o jogo mais importante da época, a final da Champions. Carvajal foi forçado a sair e Danilo lá teve de entrar, acabando por salvar o Real aos 99′.
A segunda época em Espanha em pouco foi diferente da primeira. O seu autogolo frente ao RC Celta Vigo tirou o Real da Copa del Rey e Danilo rapidamente voltou à lista negra dos adeptos. Lá conseguiu melhorar a sua reputação nas últimas semanas em Espanha e foi vendido ao Man. City.
Em Inglaterra tem sido mais feliz do que em Espanha, no entanto, nada que chegue remotamente próximo das expetativas que existiam e da qualidade que encantou os portistas. O seu potencial parece ter-se perdido algures na fronteira entre Portugal e Espanha.
Naquela que foi uma tarde de derby londrino em Stanford Bridge, Chelsea e Tottenham mediram forças nesta partida a contar para a 32ª jornada da Premier League. Ambas equipas viram peças cruciais afastadas do 11 inicial devido a lesão; do lado dos blues, o ausente foi o guardião Thibaut Courtois que foi rendido por Caballero, já o conjunto visitante iniciou o jogo com o seu goleador, Harry Kane, no banco, por ainda não se encontrar na sua plenitude física.
Os primeiros 45 minutos foram excelentes tanto do ponto vista táctico como do futebol em si jogado, visto que assistimos a grandes lances de ataque e a dois belos golos. O Chelsea esteve sempre por cima do jogo mesmo contrastando com a supremacia na posse de bola por parte do adversário e após falhar algumas oportunidades claras de golo, como a de Willian aos 18 minutos e o golo anulado a Marcos Alonso, fazia por merecer o golo. Tento este que acabaria por chegar à meia hora de jogo por intermédio de Álvaro Morata, que correspondeu de forma certeira ao cruzamento de Moses e colocou os blues em vantagem, num lance em que Hugo Lloris não fica isento de culpas. Completamente contra a corrente de jogo e já em período de compensação, Christian Eriksen mostrou o que vale e mais uma vez surpreendeu-nos com um remate potentíssimo de longa distância, conseguindo assim igualar a partida.
Foi uma primeira parte que deixou patente as distintas formas de jogar das duas equipas, por um lado assistimos à equipa do Chelsea com um jogo assumidamente vertical, isto é, sem trocar a bola de forma excessiva e sem demasiado cuidado em ter um ‘futebol bonito’, preferindo sempre um estilo de jogo pragmático e eficaz, o que proporcionou várias oportunidades, justificando assim o facto de ter dominado o primeiro tempo.
No reverso da medalha, o Tottenham, apesar de ser superior na posse de bola, teve sempre demasiada misericórdia na construção ofensiva, revelando dificuldades na altura da decisão, sobretudo nos últimos 30 metros do campo e apenas escapou à derrota ao intervalo, graças a um golo de antologia de autoria de um jogador de classe mundial.
Na segunda parte, assistimos quase àquilo que foi uma antítese da primeira, na medida em que a equipa do Tottenham, mantendo-se fiel aos seus principais princípios, conseguiu criar muito mais perigo, sobretudo através de passes longos nas costas da defensiva da equipa da casa, aproveitando mais as valências dos seus avançados.
Esta grande alteração no estilo de jogo contrastou com um Chelsea muito mais contido em campo, que pareceu consentir o golo de Eriksen no fecho do primeiro tempo e por isso regressou dos balneários pouco confiante. As consequências foram trágicas para os blues, pois sem ter grandes oportunidades de perigo nunca conseguiu colocar em sentido o adversário, ficando por isso cada vez mais vulnerável à possibilidade de sofrer um golo, o que acabaria por acontecer duas vezes num curto espaço de tempo.
Primeiramente com Dele Alli, à passagem da hora de jogo, a surgir sozinho na cara de Caballero, após beneficiar de um passe magistral de Eric Dier e a não perdoar e apenas cinco minutos depois, o inglês bisa na partida num lance em que a defesa do Chelsea revelou uma tremenda falta de atitude. O terceiro golo do Tottenham sentenciou a partida, já que o melhor que o adversário conseguiu foi um remate perigoso por parte de Fàbregas.
Este era um jogo determinante na luta pelos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões na próxima época e com este resultado Chelsea e Tottenham passam a ocupar, respetivamente a 5.ª e 4.ª posição, ficando com uma distância entre si de 8 pontos. Um passo importante para os spurs e um resultado que se pode revelar grave nas contas do atual campeão inglês.
Rui Costa, Bernardo Silva, João Carvalho, João Félix… e agora Tiago Dantas. Considero esta como sendo a linhagem de jogadores formados no Sport Lisboa e Benfica com cérebros nas botas, tal é a classe que tinham ou têm enquanto jogadores do Glorioso. É certo que, entre o primeiro e o segundo nome, existe um espaço temporal algo largo; no entanto, a verdade é que, nestes últimos anos, o Caixa Futebol Campus tem trazido ao de cima aquela que é, quanto a mim, a imagem de marca do “jogador à Benfica”: um jogador altivo, com um orgulho muito seu, com recortes de classe, pinceladas de magia e de cabeça sempre erguida. Em suma, o jogador que nos faz comprar o bilhete para o jogo (desculpa, Pablito…!).
Mas de quem se trata este jovem lisboeta? Para quem não o conhece ainda, Tiago Dantas é um médio-centro de 17 anos cumpridos somente em Dezembro passado. Estando no Benfica desde os seus dez anos, Tiago tem mostrado sempre a sua qualidade e preponderância nos vários escalões por onde passou. A prova dessa preponderância não se resume somente aos números ou títulos conquistados (seis títulos distritais); em cada etapa do seu crescimento, o médio tem sido a escolha para capitão de equipa, o que reflecte desde já a sua inteligência dentro de campo.
O futuro de Tiago Dantas é bastante promissor, tendo tudo para ser dos jogadores mais geniais a sair do viveiro do Seixal Fonte: SL Benfica
Quem olha para Dantas pela primeira vez, não resistirá, certamente, a pensar no quão frágil poderá ser este jogador. Nada mais errado. No alto do seu 1,64m, consegue pôr em sentido toda uma equipa. De batuta na mão, organiza jogo, puxa pelos colegas, pensa, controla, recebe, desmarca, desmarca-se, assiste e faz golo. É mais uma prova de que a altura de um jogador não define em nada a sua capacidade, nem sequer o seu talento. Aqui, bem pelo contrário, por ser um corpo mais pequeno parece que o talento está ainda mais concentrado.
Toda esta influência é fruto de características próprias de um jogador de qualidade. Este médio tem uma capacidade de passe apuradíssima, suportada por uma visão de jogo, tomada de decisão e inteligência bastante acima da média para um jovem da sua idade. Sempre bem orientado e concentrado para receber a bola em condições, é também dono de um primeiro toque e controlo de bola de alto nível.
Tiago Dantas tem ainda um caminho a percorrer, o que é normal para uma jovem promessa. Mas, ao mesmo tempo, possui tudo o que é necessário para estar incluido no lote de jogadores mais geniais a sair do Caixa Futebol Campus. Se o leitor ainda não viu um lance que seja da sua autoria, convido-o a fazê-lo. Se gosta da essência do Futebol, decerto não se irá arrepender. Quanto a nós, Benfiquistas, é desfrutar, pois com a rapidez com que os nossos talentos se vão embora poderemos não ter muitos anos para assistir à sua ascensão. Esperemos que chegue, pelo menos, à equipa principal. É essa a nossa vontade e, quase de certeza, a vontade do Tiago.
Um nome já conhecido dos mais atentos ou o nome sensação de quem apenas prestou atenção à tour americana de março, Borna Coric já anda no circuito há uns bons anos.
Campeão do US Open na categoria Junior aos 16 anos e 10 meses, o croata nascido em 1996 fechou como número um do mundo (após esse título em Flushing Meadows) o seu capítulo de junior – última fase antes da entrada no tão difícil circuito “dos adultos”. Mas Borna Coric não teve rodeios e entrou no circuito ATP como se de a sua casa se tratasse e foi precisamente um ano depois de vencer o grand slam americano que, em 2014, se deu a conhecer aos adeptos de todo o mundo, quando afastou Ernests Gulbis, Andrey Golubev e Rafael Nadal para alcançar as meias-finais do ATP500 de Basileia.
Aos 21 anos, já somou triunfos sobre Nadal, Murray e outros nomes grandes Fonte: BNP Paribas Open
Depois de entrar na principal montra do ténis mundial, chegou a derrotar nomes como Andy Murray e isso gerou, naturalmente, uma grande expetativa em torno de um miúdo de 17/18 anos. E isso, como já falei nas anteriores edições “Olheiro”, é tudo menos recomendável para o desenvolvimento dos jovens atletas.
Recordo-me do hype em torno da vinda de Coric ao Estoril Open em 2015, que levou inclusive a organização a colocar duas figuras gigantes do Croata e do australiano Nick Kyrgios – com quem dividia protagonismo em termos de jovens esperanças – levantando a questão “Qual deles chegará primeiro a número 1 do mundo?”. Pressão a mais, a meu ver.
Coincidência ou não, o croata não correspondeu às expetativas que existiam ao seu redor, de que seria o melhor do circuito dentro de pouco tempo. Isto não quer dizer que o croata tenha estado propriamente mal naqueles que foram os seus primeiros anos enquanto jovem promessa do circuito. Na realidade, em 2016 e 2017, Coric somou três finais em torneios ATP (em Chennai e por duas vezes em Marraquexe, vencendo uma delas) e boas vitórias sobre Kyrgios, Nadal – por 6/1 e 6/3 – ou Murray que o levaram a atingir quartos-de-final em Cincinnati e Madrid. No entanto, a última metade do ano passado não foi famosa para o jovem nascido em Zagreb.
Falta de confiança levou a algumas derrotas surpreendentes (aos olhos de um público que lhe exigia quase a perfeição), a pressão aumentou e piorou a situação ao ponto de Coric ter chegado a andar fora do top 60 e muitos se terem resignado com a situação, colocando diretamente o croata na gaveta dos flops. Enquanto Kyrgios, Zverev, Shapovalov e Chung eram as promessas confirmadas, e a dar cartas no circuito nessa altura do ano. A impressão de que o croata teve um final de época desastroso é, no entanto, exagerada. Recorde-se que terminou o ano em 48º do ranking e foi 4º no ATP NextGen Finals.
Coric tem mostrado a estabilidade que lhe faltou em alguns momentos no passado Fonte: BNP Paribas Open
Mas o momento atual parece ser mesmo o melhor desta – para já curta – carreira de Coric. Dono de um ténis simples, sem muitos floreados, com consistência a ser a sua palavra de ordem, o croata parece ter recuperado a sua melhor forma e já está de novo nas bocas do mundo, particularmente depois daquela meia-final em Indian Wells frente a Roger Federer, em que o próprio suíço veio a admitir que, se houvesse justiça, o jovem de 21 anos seria o merecido vencido.
Depois de um inicio de primavera fabuloso nos EUA, o jovem croata vem agora para a Europa disputar a época de terra batida. Este piso tem tudo para ser amigo de Coric que, como já referi, assenta o seu ténis na linha de fundo e na deslocação do adversário sendo dono de um invejável jogo de pés – rápido e coordenado – que torna a vida de quem está do outro lado da rede muito difícil.
Seja como for que corra, Borna Coric parece ter atingido um equilíbrio emocional que lhe permite jogar o seu melhor ténis com serenidade e uma postura absolutamente irrepreensível dentro do court, e isso só poderá trazer vitórias e bons momentos para o atleta e para aqueles que gostam de o ver jogar.
Numa partida em que Portugal estava obrigado a vencer para ainda poder sonhar com a conquista da Taça Latina, a Espanha apresentou-se muito forte e não deu nenhuma hipótese à seleção portuguesa, tendo vencido por 9-4.
O jogo começou da melhor maneira para a Espanha, pois, através de uma stickada de meia distancia, César Carballeria abriu o ativo, estavam jogados apenas trinta e oito segundos.
A Espanha estava muito forte e disputados cerca de três minutos, após uma situação de pressão alta, beneficiou de uma grande penalidade e César Carballeria aumentou a contagem para 2-0. Pouco depois, num lance de insistência, Portugal beneficiou de um penalti. Gonçalo Nunes, que haveria feito golo na sexta-feira, disparou um míssil que só parou no fundo das redes espanholas. De seguida, a Espanha poderia ter restabelecido a vantagem, mas Pedro Freitas negou o golo a Alabart. Depois, Vieirinha surgiu isolado, mas não conseguiu restabelecer a igualdade.
Após mais uma entrada muito negativa em pista, ao sofrer dois golos quase de seguida, Portugal ia conseguindo responder. No entanto, a Espanha, equipa mais experiente, estava muito confiante, criando vários lances de perigo na frente e pressionava alto, o que dificultava imenso a saída de bola portuguesa.
Jogados oito minutos, a Espanha voltou a dispor de uma nova grande penalidade, mas Pedro Freitas, com as caneleiras, impediu o golo de Roger Acsensi. No seguimento do lance, Sergi Llorca tentou marcar na recarga, mas não teve êxito. Contudo, pouco depois, César Carballeira voltou a fazer o golo ao stick, fazendo um hacttrick e o 3-1 para a sua seleção. Pouco depois, surgiu o quarto. Ignacio Albart foi o homem do golo.
Grande começo da Espanha que ia vencendo, tranquilamente, por 4-1, com o ritmo por si imposto e a pressão alta, resultante de uma excelente condição física, a serem dois dos principais elementos na base da vantagem de três golos.
A faltarem cerca de dez minutos para o intervalo Sergi Llorca viu um cartão azul. Contudo, como o jogo estava parado, algo com o qual Luís Sénica, de forma audível, discordava, não houve direito à marcação do habitual livre-direto.
Em superioridade numérica, Portugal ainda conseguiu criar algumas chances de golo, mas muitas delas acabaram por ser negadas pelos defensores espanhóis, que executavam o corte mais rápido do que os portugueses finalizavam as jogadas.
O tempo de jogo não parecia afetar a Espanha que, desde o inicio, jogava a um ritmo alucinante. Assim, qualquer ataque de “nuestros hermanos” era extremamente perigoso e a quatro minutos do intervalo, essa forma de jogar voltou a dar resultados, com Ferran Font a assistir Sergi Aragonés para o 5-1. Volvidos três minutos, depois de muita insistência, Ignacio Alabart surpreendeu Pedro Freitas e aumentou a diferença para 6-1.
Chegado o intervalo, os jogadores portugueses só podiam respirar de alívio, pois, estavam a ser completamente atropelados pela Espanha. Seleção que estava a impor um ritmo elevadíssimo em pista e mesmo com a rotação de alguns jogadores, a velocidade não se alterava. Para além disto, a pressão alta, tanto na saída de bola de Portugal, como no seu meio rinque, limitava o perigo criado pelo conjunto de Luís Sénica. O marcador indicava 6-1 e o resultado era completamente justo.
Roger Acsensi, jogador do Caldes, foi um dos jogadores em destaque ao apontar três golos Fonte: Roller Hockey Photos
O início da segunda metade voltou a ser positivo para os espanhóis, visto que, logo aos dois minutos, Roger Acsensi arrancou com o esférico perto da linha de meio campo e com uma bela “picadinha” apontou o 7-1. Pouco depois, surgiu a 10ª falta espanhola. Vieirinha foi o selecionado para a conversão do livre-direto, mas acabou por enrolar a bola ao lado. Passado cerca de um minuto, Roger Acsensi recuperou a bola a meio campo e voltou a marcar. Aumentando o score para 8-1.
Portugal continuava sem soluções pata fazer frente ao estilo de jogo espanhol, mas não deitava a toalha ao chão e aos sete minutos do segundo tempo, Vieirinha reduziu o marcador para 8-2. Porém, a Espanha não tirava o pé do acelerador e depois de mais uma perda de bola na saída para o ataque, Roger Acsensi, na recarga, fez o 9-2. Na resposta, Pedro Batista reduziu para 9-3.
Com o passar dos minutos, a Espanha começou a fazer ataques mais longos, esgotando, por vezes, o limite dos quarenta e cinco segundos. Esta ligeira redução do ritmo era boa para a seleção portuguesa que, aos poucos, ia conseguindo recuperar a diferença no marcador. A meio da segunda parte, Pedro Batista, solto no interior da área espanhola, aproveitou uma defesa incompleta de Marti Serra a uma stickada de Gonçalo Pinto para colocar o marcador em 9-4.
O final do jogo estava cada vez mais próximo e apesar da velocidade já não ser a mesma, a Espanha detinha o controlo da partida por completo. Retirando qualquer tipo de esperanças, se é que ainda existiam, a Portugal de diminuir a desvantagem no resultado.
Até ao final da partida, a Espanha circulou o esférico, sem atacar a baliza portuguesa, mas já dentro dos últimos segundos, dispôs de mais uma oportunidade, em virtude da 10ª falta portuguesa. Pol Manrubia, frente a frente com Alejandro Edo, que substituiu Pedro Freitas ao intervalo, não conseguiu bater o filho do mítico Edo Bosh que, com uma enorme defesa, impediu que a Espanha chegasse aos dois dígitos.
Terminada a partida, a Espanha venceu de forma justa por 9-4, num encontro onde não deu qualquer chance a Portugal que, assim, está fora da luta pelo título. Os jogadores comandados por Alejandro Dominguez, desde cedo imprimiram um ritmo altíssimo e uma pressão alta que a seleção portuguesa não conseguiu superar. A diferença aceita-se e só não foi maior devido uma fase final onde os espanhóis reduziram o seu andamento, preferindo circular o esférico e guardar forças para o jogo de domingo.
No outro jogo do dia, a Itália bateu a França por 4-1 e reentrou na luta pela Taça Latina.
O calendário da Taça Latina para domingo é o seguinte:
17h30 –Portugal vs Itália
19h30 – Espanha vs França
Equipas:
Espanha: Blai Roca (GR), Nil Roca, Ignacio Alabart (CAP.), Cesar Carballeira e Ferran Font
Jogaram ainda: Marti Serra (GR), Sergi Llorca, Sergi Aragonés, Roger Acsensi e Pol Manrubia
Portugal: Pedro Freitas (GR), Gonçalo Nunes, Alvarinho (CAP.), Vieirinha e Luís Melo
Jogaram ainda: Alejandro Edo, Gonçalo Meira, Gonçalo Pinto, Carlos Loureiro e Pedro Batista