É, efetivamente, cruel falar de momentos positivos da época 2018/19 após uma final de Taça de Portugal tão difícil de digerir. Não só pela Taça, como também por tudo o que circundou esta época em específico: a derrota em Braga, a contar para a Taça da Liga, a “entrega” do 37º campeonato aos maiores rivais e a “certeza” de que os pénaltis são um pesadelo para este FC Porto. É cruel, inquestionavelmente. Contudo, apesar de uma época negativa (bem negativa, aliás), haverá sempre alguns pontos positivos que saltarão à vista de quem abrir o livro da época 2018/19.
Vitórias precisam-se
As últimas semanas têm sido complicadas para João Sousa. Depois da derrota pesada do torneio de Genebra (João Sousa foi derrotado Alberto Ramos por 2-0: 0-6/ 3-6), o jogador natural de Guimarães voltou a ficar aquém do esperado em Roland Garros.
João Sousa defrontou o espanhol Pablo Carreno Busta na primeira ronda do segundo Grand Slam da época. A partida não começou da melhor forma para o tenista português, uma vez que sofreu um break point logo no seu segundo jogo de serviço. A partir daqui, o tenista espanhol controlou a partida e confirmou a vitória no primeiro set com novo break point.
No segundo set, o cenário para o jogador luso de 30 anos piorou. Depois de perdido a primeira partida por 6-3, João Sousa tentou contrariar o jogo do seu adversário, no entanto acabou mesmo por sofrer nova derrota no set. Desta vez por 6-1.


Fonte: ATP World Tour
A um set de vencer o encontro, Carreno Busta não abrandou e voltou a criar grandes dificuldades ao vimarenense, que conduziram o espanhol à vitória na partida.
Carreno Busta avança agora para a segunda ronda de Roland Garros. Já João Sousa confirmou o seu mau momento em terra batida. Nos últimos dez encontros, o tenista português apenas venceu três.
Foto de Capa: ATP World Tour
Super Liga Turca: Uma época de emoções e um Galatasaray bicampeão
Numa temporada em que o futebol turco atravessou uma enorme crise financeira, com a totalidade dos clubes do primeiro escalão com grandes dívidas e até mesmo dificuldade em pagar os salários, a Super Liga conseguiu manter o seu nível e imprevisibilidade quanto ao seu desfecho.
Desde cedo, o campeonato turco mostrou-nos que a principal surpresa seria o Fenerbahçe e logo pela negativa. Considerado um dos grandes da Turquia, os canários amarelos, ao fim de 20 jornadas tinham somado apenas cinco vitórias e faziam até então umas das piores campanhas da sua história. Em igual período, o Basaksehir seguia líder isolado com quatro pontos de vantagem sobre o Galatasaray, procurando mais uma vez intrometer-se na luta pelo título.
Quando se pensava que o cenário não podia piorar para o Fenerbahçe, à entrada da reta final do campeonato, já arredado dos lugares europeus, os então comandados de Ersun Yanal, que havia rendido Philip Cocu, entraram na luta pela manutenção. O Fenerbahçe que atravessava um péssimo momento de forma, precisava de inverter a situação para não cair à segunda liga, naquele que seria o maior escândalo do futebol turco nos últimos anos.
No outro extremo da tabela, na luta pelo título, o Besiktas com alguns desaires ficou fora da luta pelo título e começava a consolidar o terceiro posto. Já o Basksehir, que chegou a liderar com sete pontos de vantagem sobre o Galatasaray, esperançava os seus adeptos na conquista do primeiro campeonato da sua história.


À semelhança da época passada, o Başakşehir vacilou no momento crucial e em quatro jornadas deixou escapar o campeonato. Na sua pior série da temporada, a queda começou na 28ª jornada com a derrota no reduto do Besiktas, à qual se seguiram dois empates e uma derrota, que a três jornadas do fim, valeram uma igualdade pontual na frente do campeonato.
A luta pelo título estava ao rubro e para apimentar esta decisão, a penúltima jornada proporcionou-nos uma verdadeira final: na tarde de 19 de maio, no Türk Telekom Arena, o Galatasaray recebeu o Basaksehir. O triunfo de qualquer equipa significava a conquista do título e em caso de empate eram os forasteiros que seguiam em vantagem para a última jornada.
Numa partida muito bem disputada, o Basaksehir chegou ao intervalo em vantagem, com um golo do bósnio Riad Bajic, aos 17 minutos, mas após consentir o golo, o Galatasaray melhorou a sua qualidade de jogo e entrou bastante forte no segundo tempo com argelino Feghouli num remate acrobático a restabelecer a igualdade logo aos 47 minutos. O Basaksehir consentiu o golo e a resistência terminou aos 64 minutos por intermédio de Onyekuru, num lance em que a intervenção do VAR deixou bastantes dúvidas.


Fonte: Super Liga
Entretanto, o outro grande em evidência, mas pela negativa, conseguiu cumprir o estranho objetivo da manutenção. Foi somente nas últimas jornadas, que o Fenerbahçe alcançou a sua melhor fase ao somar quatro triunfos consecutivos, o que valeu ainda o nono lugar.
O Fenerbahçe salvou-se da humilhação e o Galatasaray conquistou o 22º título da sua história e o segundo consecutivo com Fatih Terim ao leme. Por outro lado, ainda não foi desta que o Basaksehir de Arda Turan, Robinho, Adebayor, Demba Ba e Márcio Mossoró vai festejar o tão desejado título, demonstrando que apesar de ter liderado o campeonato durante grande parte da temporada é ainda inexperiente e persiste em tremer na hora da verdade.
O futebol turco vai agora para o defeso e promete mais emoção na próxima época.
Foto de Capa: Galatasaray Spor Kulübü
Aston Villa FC 2-1 Derby County FC: Alerta Premier League. Os villains estão de volta
Os mais de 85.000 adeptos presentes no Wembley Stadium viram o Aston Villa FC assegurar esta tarde o regresso à Premier League, após derrotar o Derby County FC. A vitória tangencial dos villains por 2-1 foi obtida com um golo em cada parte, sendo um resultado justo pela superioridade que os homens de Dean Smith mostraram ao longo de todo o jogo.
A primeira parte foi parca em oportunidades, com o Aston Villa a conseguir mais posse de bola, mas o que se passou nos primeiros 45 minutos foi o que se pode considerar a marca registada do futebol inglês: futebol direto e muito físico, muito disputado mas com poucos resultados práticos.
Os villains apresentaram um futebol mais consistente, com Grealish a funcionar como um verdadeiro “10”, pautando o jogo e fazendo a bola chegar redonda aos homens da frente, aparecendo bem entre linhas sempre que possível, para desbloquear a organização defensiva do Derby County.
Antes do golo do Aston Villa, apenas duas oportunidades dignas de registo, uma para cada lado. Aos 33’, Tammy Abraham rematou em arco e ficou a centímetros do golo, e na resposta, Mount disparou de meia distância para uma defesa atenta de Jed Steer.
Quando já se pensava que o empate seria o resultado ao intervalo, El-Ghazi apareceu bem à entrada da pequena área e cabeceou certeiro, após cruzamento de El Mohamady. Os villains inauguraram o marcador a um minuto do intervalo, num golo que acabou por trazer alguma justiça ao jogo devido ao maior ascendente dos homens de Dean Smith.


Fonte: SkyBet Championship
A segunda parte teve um início muito quezilento, com os jogadores a entrarem em várias picardias e a obrigar Paul Tierney a atuar diversas vezes no capítulo disciplinar. Talvez por isso, o futebol praticado nos primeiros minutos foi pouco atrativo para os mais de 85.000 adeptos presentes em Wembley, onde se incluía um adepto muito especial, o Príncipe William.
O Aston Villa foi procurando o golo da tranquilidade, que acabou por chegar quase à hora de jogo. Num lance muito confuso dentro da pequena área do Derby County, McGinn conseguiu desviar a bola para o fundo das redes, com Roos a ficar muito mal na fotografia. O golo fez disparar a euforia do lado dos adeptos dos villains, que contrastava com o desânimo dos apoiantes do Derby County, que viam o sonho da Premier League esfumar-se aos poucos.


Fonte: Aston Villa FC
Com 2-0 a favor dos villains e meia hora ainda para jogar, o Derby County subiu as linhas e encostou o Villa à sua área, procurando desesperadamente um golo que relançasse a partida. Após vários avisos, o recém entrado Marriott reduziu para 2-1 numa jogada de insistência do ataque do Derby County.
O golo de Marriott aos 82’ deu ânimo à sua equipa e, até ao fim do jogo, os comandados de Frank Lampard tentaram por todas as maneiras o empate, mas o Aston Villa conseguiu trancar os caminhos da sua baliza e festejar a tão aguardada promoção à Premier League.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Aston Villa FC: Steer, El Mohamady, Tyrone Mings (Hause, 85’), Taylor, Tuanzebe, McGinn, El-Ghazi, Adomah (Andre Green, 72’), Grealish, Hourihane e Tammy Abraham.
Derby County FC: Kelle Roos, Ashley Cole, Bogle, Tomori, Keogh, Huddlestone (Jack Marriott, 62’), Johnson, Mount, Lawrence (Josefzoon, 73’), Harry Wilson e Bennett (Waghorn, 68’).
AEW Double or Nothing: Cody e Jericho vencem, Jon Moxley estreia-se
Este evento será recordado para sempre. Não só por ter sido o primeiro da história da All Elite Wrestling, mas porque foi uma noite fantástica de pro-wrestling.
Teve vários combates incríveis, estreias inesperadas, e a confirmação de que a AEW ainda tem muito para oferecer aos fãs e ao mundo do wrestling.
Este foi o AEW Double or Nothing.
Nota do evento: 8/10
Conseguirá Kawhi travar o domínio dos Warriors?
Neste momento, já se sabem as equipas que se vão encontrar nas finais da NBA de 2019. Vou fazer uma pequena análise das suas caminhadas pelas respetivas conferências.
Os warriors começaram por defrontar os LA Clippers que, surpreendentemente, foi a equipa que, a meu ver, deu mais luta e se revelou o desafio mais difícil. Os Clippers foram mesmo a única equipa que venceu no Oracle Arena, e por 2 vezes. Só faltou mesmo ganhar alguns jogos em casa. Nesta série, destaco o esforço da equipa de Los Angeles, e elogio a capacidade que Lou Williams, Montrezl Harrel e Gallinari demonstraram na quadra, mas o talento individual da equipa de Oakland foi superior. Kevin Durant fez, em média, 35 pontos; 5,3 ressaltos e 5,3 assistências. Curry fez, em média, 25 pontos; 6,6 ressaltos e 5,1 assistências. Quando apenas 2 jogadores numa equipa fazem, em média, 60 pontos, 12 ressaltos e 10 assistências, torna-se uma tarefa muito difícil de derrotar. A série ficou 4-2.
Na segunda ronda dos playoffs, revimos as finais de conferência do ano passado, ou seja, os Rockets tentaram, novamente, derrotar os Warriors mas não conseguiram. Nesta série vi James Harden a esforçar-se e a fazer grandes jogos mas o seu elenco de apoio não foi suficientemente bom para o ajudar a derrotar a equipa dos Warriors. A série acabou 4-2.


Fonte: NBA
Na final de conferência, a série que, supostamente, seria a mais difícil e mais equilibrada, foi me possível assistir a 4 jogos em que Damian Lillard e CJ McCollum não foram, nem de perto nem de longe, suficientemente “matadores” para, pelo menos voltar a Oakland, em momentos decisivos nenhum deles se chegou à frente para liderar a equipa. No primeiro jogo não há nada a dizer, a equipa dos Warriors foi, simplesmente, melhor e mais consistente. No entanto, no segundo jogo assisti a uma equipa de Portland em vantagem por 15 pontos que se deixou adormecer no terceiro quarto, e contra os campeões isso acabou por sair caro. No terceiro jogo foi mais do mesmo, em vantagem por 13 pontos, deixaram-se adormecer e somaram apenas 13 pontos no terceiro quarto. No último jogo, foi um excelente jogo, um excelente esforço por parte da equipa de Portland, mas que não foi suficiente para vencer os Campeões. A série ficou 4-0.
Na Conferência Este, os Raptors defrontaram os Magic numa série em que eu previ uma vitória por 4-0, mas que acabou por ficar 4-1 devido a um primeiro deslize da equipa de Toronto.
Na segunda ronda, os Raptors enfrentaram uma equipa de Philadelphia com um excelente 5 inicial composto por Embiid, Tobias Harris, Jimmy Butler, JJ Redick e Ben Simmons. No entanto, nem um destes jogadores foi suficiente para ganhar à equipa de Kawhi Leonard que nesta série, fez, em média, 40 pontos por jogo. Os 76ers não foram equipa suficiente, para derrotar a equipa de Toronto. E foi isso que lhes faltou, porque talento eles tinham, tinham talento suficiente para ganhar a série, mas não foram equipa suficiente. A série acabou em 4-3.
Por fim, depois dos Bucks terem ganho 2 jogos seguidos em casa, com Giannis Antetokounmpo a destacar-se, deixaram escapar 4 jogos seguidos para a equipa de Toronto. E o mérito tem de der dado a quem merece, e o mérito vai quase todo para Kawhi Leonard que comandou a equipa a 4 vitórias seguidas. Kawhi está a ser a figura dos playoffs, levou a equipa de Toronto às primeiras finais da NBA da sua história. Kawhi Leonard tem média de 31 pontos com 51% de Lançamentos de Campo, 8,8 ressaltos e 1,6 roubos de bola por jogo.
Foto de Capa: NBA
Um ataque demolidor: Bernardo, Bruno, Rafa, Félix e Ronaldo
A receita para ganhar a Liga das Nações? Fácil! Joguem sem medo e com o quinteto ofensivo composto por Bernardo, Bruno Fernandes, Rafa, João Félix e Cristiano Ronaldo. Dúvidas? Vamos por partes.
Com o fim da nossa Primeira Liga, as atenções dos amantes do desporto rei viram-se agora para as nossas selecções. Com o Campeonato do Mundo de Sub-20 a decorrer e a poucos dias da Liga das Nações, digamos que ainda dá para ir tendo o gostinho da redondinha a correr pelos televisores dos que, como eu, adoram este desporto.
Somos mais de 10 milhões de treinadores de bancada e como tal cada um tem as suas escolhas. Também eu me incluo neste lote. Não que pretenda ocupar o lugar do mister Fernando Santos, até porque esse me parece assegurado por ele até ao dia em que achar por bem sair do comando da selecção das quinas. Fernando Santos teve o mérito de nos ‘oferecer’ algo que ninguém havia feito antes, e portanto o crédito nos bastidores do futebol português, acredito eu, é imenso.
No entanto as suas escolhas e a forma de Portugal jogar são, claro, alvo de discussão e também de crítica. E a verdade é que, apesar de sermos Campeões Europeus, encontro um mal nesta selecção que já vem de longe, e que me parece justificar, muitas vezes, o fraco pecúlio do nosso ataque. E esse mal chama-se dependência da nossa dupla atacante.
A nossa selecção viveu dos golos de Ronaldo e de Nani (até há bem pouco tempo), e, posteriormente, de Ronaldo e André Silva. Vejamos:
- Quem marcou os nove golos no Europeu do nosso contentamento? Ronaldo marcou três, Nani outros três, Renato Sanches, Quaresma e Éder um.
- E no apuramento para o Mundial 2018? Dos 32 (!) golos, Ronaldo marcou 15, André Silva nove, João Cancelo e William dois, Bernardo, Nélson Oliveira, Bruno Alves e João Moutinho um. Ou seja: a dupla Ronaldo/André Silva marcou 75% dos nossos golos. Isto não é dependência?
- Já no último Mundial fizemos seis golos: quatro de Ronaldo, um de Quaresma e um de Pepe.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Tudo isto para voltar ao início do texto. Assim queira Fernando Santos ‘arriscar’ um pouco mais e poderá contar no seu ataque com um quinteto que garantiu, esta época, mais de 100 golos. Repito: 100 golos! Não encontro sequer, assim ao primeiro pensamento, outra selecção no mundo onde haja este pecúlio. Parece-me que a dependência de golos nos dois homens da frente estará mais que ultrapassada se, sem medo, jogarmos com este ataque demolidor.
Duvido infelizmente, que o mister Fernando confie o nosso ataque a estes jogadores em simultâneo. Mas estou esperançado que pelo menos quatro deles joguem de início. E se assim for, se o mister achar demasiado ofensivo, ou que deixamos a defesa desguarnecida, então pode quiçá colocar Pizzi no lugar do Rafa ou do João Félix que, no final das contas, a quantidade exorbitante de golos do quinteto não mudará assim tanto.
Que a bola volte a rolar e que alguns dos médios mais concretizadores do futebol europeu possam demonstrar que a dupla de ataque tem agora mais três goleadores natos.
Foto de Capa: Seleções de Portugal
Avec Monsieur Mathieu, os Leões são mais fortes
O central Jérémy Mathieu chegou a Alvalade, no verão de 2017, proveniente do colosso espanhol FC Barcelona e rapidamente se tornou indispensável na defesa leonina, como era de esperar para um jogador com o currículo do francês. Apesar de ter chegado ao clube como jogador livre, depois de ter rescindido com os espanhóis, a classe do francês é cara, e o Sporting CP desembolsou, até ao momento, três milhões de euros para o jogador e dois milhões de euros para a empresa que o representa.
Em duas temporadas de leão ao peito, Monsieur Mathieu realizou mais de oitenta jogos e marcou seis golos. Apesar dos trinta e cinco anos e das lesões que o obrigaram a ficar de fora dos relvados, o ex-internacional francês é dos jogadores mais preponderantes na equipa leonina.
Quando se aproximava o fim do contrato que o ligava ao Sporting CP, muito se especulou sobre a continuidade ou não do francês em Alvalade devido ao elevado salário, à idade e às lesões. Com muitos clubes interessados no central, a Direção do Sporting decidiu, e bem a meu ver, prolongar o vínculo com o jogador antes mesmo da temporada terminar. Segundo consta, o jogador aceitou reduzir o seu vencimento para continuar a espalhar classe em Portugal.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Arriscaria mesmo dizer que foi o melhor central que vi de leão ao peito, e aqui não estou só a avaliar a qualidade a defender, nem a qualidade a iniciar a transição para o ataque, nem a qualidade na execução de bolas paradas, onde já vimos que é exímio. Avalio sobretudo a sua entrega em cada momento do jogo.
No último jogo da temporada, na final da Taça de Portugal, foi unânime que o melhor jogador em campo foi Mathieu. Com trinta e cinco anos anulou Marega, um dos avançados mais possantes do campeonato. Esteve seguro e concentrado em todos os momentos do jogo que atribuiu a décima sétima Taça de Portugal aos leões. No final do jogo, e tendo em conta os acontecimentos no final da temporada anterior que culminou com a derrota na final da Taça de Portugal, o homem que renovou recentemente não conseguiu conter a emoção. A notícia da renovação deste enorme jogador foi para mim um alívio e uma alegria imensa.
Força Sporting Clube de Portugal.
Foto de Capa: Sporting CP
Escalada europeia: os adversários nas fases de acesso à Liga dos Campeões
Terminada a época desportiva 2018/2019, é altura de debruçar o olhar sobre o futuro, mais concretamente sobre a época 2019/2020, que começará cedo para o FC Porto.
A segunda posição assegurada no campeonato garante ao FC Porto um lugar na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Devido ao coeficiente da UEFA, os azuis e brancos figuram-se como um dos cabeças de série nesta fase da competição, que se jogará entre 6/7 de agosto (mediante o sorteio) e o dia 13 do mesmo mês.
Nesta fase da competição, o FC Porto terá como possíveis adversários o Olympiakos, da Grécia, no caso de esta passar a segunda pré-eliminatória, onde é uma das equipas favoritas, treinada por Pedro Martins e que conta com José Sá na baliza, recentemente contratado ao FC Porto; o Club Brugge, da Bélgica, que os dragões defrontaram na fase de grupos da “Champions” em 2016/2017 e a que os homens da Invicta venceram nas duas partidas disputadas; o PSV Eindhoven, da Holanda, que se encontra na mesma posição que o Olympiakos para este efeito, e que deixou o campeonato fugir para o sensacional Ajax, tendo estado na “pole position” para vencer a “Eredivisie” até à penúltima jornada, onde perdeu no terreno do AZ Alkmaar; e o Krasnodar, terceiro classificado da liga russa, atrás de Zenit e Lokomotiv de Moscovo, equipa que o FC Porto defrontou e venceu este ano por duas vezes na Liga dos Campeões.


Fonte: FC Porto
No caso de o FC Porto seguir em frente, vai para o play-off de acesso à fase de grupos da competição, onde é, novamente, cabeça de série, e onde defrontará um dos vencedores da terceira pré-eliminatória. Esta derradeira fase antes da tão desejada entrada na fase de grupos disputar-se-á entre 20/21 de agosto e 27/28 desse mesmo mês, mediante o sorteio.
Toda esta configuração obrigará o FC Porto a estar com níveis de entrosamento e performance altos logo em agosto, sob pena de ficar de fora da competição que serve de principal abono financeiro para os clubes europeus.
De relembrar que a equipa liderada por Sérgio Conceição, nesta temporada, chegou aos quartos-de-final da competição, tendo arrecadado por volta de 80 milhões de euros.
Foto de Capa: FC Porto
artigo revisto por: Ana Ferreira
O Brasileiro Predestinado da Luz
Romário, Ronaldo, Denilson, Rivaldo, Ronaldinho, Kaká, Robinho, Marcelo, Neymar e tantos, tantos outros. São incontáveis os talentos oriundos do Brasil, talentos puros, predestinados para o jogo da bola no pé. Craques que pouco ou nada necessitavam de treinar. A bola era sempre redonda e os relvados eram sempre o seu parque de diversões. Mal a bola colava já eles sabiam como, e onde, a iam colocar.
No Sport Lisboa e Benfica, pelo menos nas últimas duas décadas, não fomos brindados pelo deleite do predestinado brasileiro. Geovanni, Roger, David Luiz e Léo foram os grandes talentos brasileiros de vermelho e branco nos relvados da Luz no corrente século. Nenhum deles um verdadeiro predestinado.
Isto, claro, até Setembro de 2014. Ou melhor, até dia 05 de Outubro de 2014, dia em que Jonas se estreou de águia ao peito, pisou os relvados da Luz, matou a bola no peito, controlou o esférico com os pés, analisou os detalhes do terreno e ainda balanceou as redes adversárias.
Tem o talento, a visão, o conhecimento e tem a classe. Um avançado goleador que passa boa parte do jogo a construir e a ensinar. E como se não lhe bastasse o talento ainda tem a alma. Jogador de equipa, jogador que sente o clube, jogador que tudo faz para garantir o sucesso do Sport Lisboa e Benfica, seja em esforço a colmatar buracos defensivos ou seja no banco a puxar pelos companheiros e treinador. Numa época em que se viu limitado fisicamente, não podendo dar maior contributo dentro das quatro linhas, Jonas consegue, ainda assim, ser a grande figura deste Sport Lisboa e Benfica. Fez a diferença quando jogou e fez a diferença quando apoiou.


Fonte: Vsports
Jonas é pura inteligência e criatividade. Coloca a bola onde quer e quando quer. Temporiza o jogo como nenhum outro, percebe os movimentos como nenhum outro, finaliza como nenhum outro e antecipa como nenhum outro. Sozinho consegue resolver um jogo, sozinho consegue abrir espaços que mais ninguém vê. Sozinho consegue partir uma defesa cerrada num só passo ou com um só passe.
Jonas é o predestinado que todos temos o prazer de ver brilhar com as nossas cores. É o melhor jogador do século no Sport Lisboa e Benfica e, ainda hoje, é o melhor jogador do plantel.
Pelo seu talento, pelo seu empenho e pelo seu sentimento, não há dores que o devam tirar do plantel encarnado para época 2019-20. Quando puder jogar será o melhor. Quando puder entrar irá fazer a diferença onde nenhum outro viu uma oportunidade. Quando não puder entrar irá ensinar, orientar e inspirar.
São 137 golos. E são, principalmente, milhares de deliciosos momentos de classe no voo da águia.
Juntamente com Samaris, Jonas deverá juntar-se a Jardel e Almeida na honra de envergar a braçadeira.
Ídolo. Predestinado. MVP.
Rei Jonas.
Foto de Capa: SL Benfica







