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A comunicação na valorização da figura do treinador

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Algo inerente ao ser humano é recolher uma primeira impressão ao conhecer uma pessoa. No mundo de futebol, muitas vezes, essas primeiras impressões são dadas não por conhecermos pessoalmente a pessoa que está no campo a dar indicações aos jogadores, mas sim, pelo que os media mostram sobre a pessoa. Mas será isso tão importante assim?

Sim, claro que sim. A figura do treinador ganha um cariz quase mitológico a partir de Mourinho. Foi este que criou o culto ao treinador, através dos “mind-games”, através da elevada importância que atribui à vertente estratégica do jogo, à verdade que o treinador podia controlar. É a partir daí que surge o treinador como figura de culto: umas vezes diabolizado, outras vezes sacralizado. A ideia é a de que o treinador é o responsável máximo pelos resultados da equipa, nada mais errado. Perdoem-me pelo cliché mas serão sempre os jogadores os principais intervenientes, não descurando a importância que os treinadores têm no jogo.

A verdade é que depois de Mourinho foram muitos os técnicos que lhe seguiram as pisadas, que tentaram entrar nos “mind-games” através da comunicação social, que seguiram as estratégias menos ortodoxas. Nada disso se alterou até aos dias de hoje. Pelo contrário, a figura do treinador enquanto personagem mediática tem ganho ainda maior relevância nos últimos tempos, muito por culpa do crescimento significativo das redes sociais e dos consumidores das mesmas.

As tiradas de Carvalhal continuam a fazer furor em terras de sua majestade. O técnico tem encantado tudo e todos na sua passagem pelo Swansea
Fonte: Swansea AFC

Com as redes sociais, todos os comportamentos menos comuns dos técnicos tendem a “viralizar” de forma rápida, acabando por contribuir para a formação de uma imagem positiva ou negativa por parte dos adeptos. Dois exemplos rápidos são os casos de Paulo Fonseca e de Carlos Carvalhal. Paulo Fonseca disse, nesta temporada, aquando da fase de grupos da Champions League, que, se o Shakthar conseguisse passar para a fase seguinte, iria-se vestir de Zorro.

Dito e feito. E a verdade é que depois disso os adeptos da equipa ucraniana aproveitaram a situação para se mascararem, tal como o seu ídolo tinha feito.  Mais recente ainda foi o caso de Carlos Carvalhal, atual treinador do Swansea. O português continua a encantar por terras de sua majestade. Desde as metáforas curiosas, passando pelas citações de Quinito, até às queijadas de nata que ofereceu à imprensa inglesa, o técnico tem feito furor em Inglaterra e é um autêntico fenómeno de popularidade.

Ora, e indo ao que interessa, o que está à vista de todos é que a comunicação é cada vez mais fundamental na figura do treinador e que o próprio treinador já percebeu isto.  A comunicação é uma das armas que os técnicos devem utilizar a seu favor e nem todos têm de ser Paulos Fonsecas, Carvalhais, Mourinhos, Klopps, entre outros. Vejamos o caso de Luís Castro, por exemplo. Um técnico que, não sendo sensacionalista nem viral, comunica como ninguém no futebol português, primando pelo respeito, pelo fairplay e cingindo-se ao fundamental, ao jogo.

Devem os treinadores continuar a usar a imprensa e as próprias redes sociais a seu favor, para a criação da personagem mediática. E esta personagem mediática, ou este uso da imprensa e da comunicação social, não deverão ser entendidos de forma pejorativa. É a evolução da comunicação que chega também ao futebol.

Foto de Capa: Shakthar FC

Birmingham 2018: Os Mundiais de Pista Coberta são já esta semana!

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E estão aí! Realiza-se de quinta-feira a domingo a maior competição global de pista coberta e, mais uma vez, o Reino Unido tem a honra de receber um grande evento de atletismo, depois dos Mundiais ao livre de Londres em Agosto passado. 15 anos depois dos Mundiais de 2003 (que coroaram, entre outros, Justin Gatlin, Haile Gebreselassie, Maria Mutola ou Carolina Klüft), a competição está de volta a Birmingham.

O que poderemos esperar destes Mundiais de Pista Coberta, num ano em que não existem grandes eventos globais ao ar livre? Muita emoção, muitos nomes de peso e, certamente, algumas das habituais surpresas Indoor. Num ano que tem sido marcado por uma série de resultados excepcionais em Pista Coberta, especialmente na velocidade e em algumas disciplinas de saltos, existe no ar alguma expectativa em relação à queda de determinados recordes dos campeonatos e mesmo mundiais.

Portimonense SC 1-5 FC Porto: Quem pára este Dragão?

Num estádio recentemente preparado com a inclusão de uma nova bancada, jogou-se o terceiro encontro entre algarvios e nortenhos na presente temporada. O FC Porto vinha de uma recente vantagem de 5 pontos em relação aos adversários directos, nomeadamente, Benfica e Sporting. O Portimonense atravessara uma fase estabilizadora a nível de tabela classificativa e em território caseiro, à terceira como se costuma dizer, é de vez.

O FC Porto com uma deslocação bastante difícil naquela que é a luta pelo título de campeão nacional, e os algarvios a precisarem de pontuar para aumentar a estabilidade no campeonato português.

O encontro a iniciar-se com uma entrada forte pelos Dragões, com muita posse de bola, jogo simples, objectivo e directo. Ambiente fantástico no Portimão Estádio, a contar com uma excelente casa e grande apoio por parte da equipa Portista. O golo era esperado e Marega aos 10 minutos de jogo a inaugurar o marcador, apesar de grande contestação por alegado fora-de-jogo de Soares, caso que poderia ter sido digno de verificação por parte do vídeo-árbitro.

Decorria o minuto 16’ quando ocorreram desacatos dentro da claque portista, com agressões entre adeptos, algo que não dignifica o espectáculo, e Otávio aproveitava uma desatenção da defesa do Portimonense para ampliar a vantagem para 2-0.

Um Portimonense que teimou em impor o seu jogo. O Porto entrou forte, dominou e não descansou enquanto não marcou e tranquilizou.  Com linhas azuis altas, os da casa não conseguiram impedir a vantagem portista que se constatava no minuto 30.

À boca do intervalo, e quando o Porto dominava mas não pressionava, Marega encostava para o 3-0. Um Portimonense impotente e sem ideias, completamente a deixar jogar o Porto, culpa também dos Dragões que desde inicio impuseram o seu elevado ritmo de jogo.
Ao intervalo constava um 3-0 a favor do FC Porto, que era inteiramente justo.

Marega foi sempre o alvo a abater pelos algarvios Fonte: Sul Informação

A segunda parte foi mais de gestão por parte do Porto, com Nakajima e Fabrício a serem os mais inconformados. Contudo, ao minuto 60’ Soares cabeceou para o 4-0 com contornos de goleada. Sérgio Conceição antes da partida tinha afirmado que a deslocação a Portimão era de nível elevado de dificuldade, mas a verdade é que foi mais fácil a prática do que a teoria.

Perto do minuto 67’ e o Porto ampliava para 5-0, desta feita através de Brahimi, ainda que a bola tenha batido no poste.  O passeio do Porto por terras algarvias contava já com uma mão cheia de golos, e prometia não ficar por aqui. Um resultado desnivelado que demonstra a supremacia dos dragões.

O jogo caminhava para o fim, o Porto baixava a intensidade e geria a seu belo prazer, contra um Portimonense que já só queria que o jogo terminasse. Ainda assim, houve tempo para a equipa da casa brindar os seus adeptos com um golo através de Lucas Possignolo à passagem do minuto 91.

O FC Porto goleou e convenceu, jogou como um verdadeiro campeão e mantém a vantagem de 5 pontos para os adversários directos. Os Algarvios nunca conseguiram impor o seu jogo, a bola teve íman azul e branco e o mote para o título está bem lançado.

Estiveram presentes no Portimão Estádio 5,517 espectadores.

Arsenal FC 0-3 Manchester City FC: A primeira de Pep

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O Estádio de Wembley foi uma vez mais o palco da final da EFL Cup, em terras de sua majestade. Esta edição colocou frente a frente, Arsenal FC e Manchester City naquela que foi uma final de “grandes”. Os Gunners procuravam conquistar pela terceira vez este troféu, enquanto que os Citizens se tornavam o maior detentor do troféu, juntamente com o Manchester United, ambos com cinco taças vencidas, se vencesse os rivais.

Ambos os técnicos fizeram três alterações nos onzes iniciais, em relação à segunda mão das meias finais da taça da liga. Na equipa londrina, destacou-se a entrada do recém-chegado Aubameyang, que cumpriu o seu terceiro jogo ao serviço do Arsenal. Já na equipa de Manchester, Pep Guardiola retirou o português, Bernardo Silva do onze inicial.

A primeira parte desta final foi algo fraca, com ambas as equipas a praticar um futebol cauteloso e a jogar no encontro do erro adversário. Um primeiro tempo bastante diferente daquilo de que se esperava antes do apito inicial. Mas foi sempre o Manchester City quem mais procurou o golo, embora a primeira grande oportunidade de perigo tivesse sido criada pelo Arsenal, ao minuto sete, com o gabonês Aubameyang a rematar à boca da baliza para uma grande defesa do guardião adversário, Claudio Bravo. A resposta do City foi logo de imediato, no minuto seguinte, com Aguero a fugir bem à marcação, mas a rematar ao lado.

Dez minutos depois, surgiu o golo do Manchester City, marcado por Aguero que, depois de um passe bem longo de Bravo, fez um chapéu exímio a Ospina. Depois do golo os comandados de Pep Guardiola procuraram gerir mais o jogo e ter mais o controlo da bola. Do outro lado, o Arsenal tentou correr atrás do prejuízo, mas sempre sem perigo e foi o atual líder da Premier League que podia ter aumentado a vantagem no final do primeiro tempo com Kevin De Bruyne a atirar às malhas laterais da baliza do Arsenal.

Esta foi uma primeira parte sem grandes oportunidades de real perigo e que se destacou pela mesma estratégia de ambas as formações: a procura do erro adversário e as transições ofensivas.

O Estádio de Wembley recebeu a final da Carabao Cup
Fonte: Manchester City FC

A segunda parte, porém, foi bem diferente da primeira. Contudo, foi o City que controlou sempre o jogo.  E desde o inicio do segundo tempo que os azuis procuraram ampliar a vantagem: a primeira ocasião surgiu ao minuto 47 com Kompany muito perto do golo, rematando já dentro de área. O segundo golo do City acabou mesmo por aparecer dez minutos depois com o mesmo Kompany a rematar à baliza, depois de um canto e a aumentar o marcador. À passagem da meia hora de jogo, os citizens sentenciaram o jogo com o terceiro golo, marcado por David Silva.

A vinte minutos do final da partida o Arsenal tentou chegar ao chamado “golo de honra” e esteve muito perto de o fazer ao minuto 75 com Grant Xhaka a rematar muito forte de fora de área, mas a bola sobrevoou a baliza de Bravo. Até ao final do jogo, bastou ao Manchester City controlar o jogo e assim garantir a sua quinta conquista deste prestigiado troféu.

Uma vitória justa e sem margem para duvidas para o Manchester e para Pep Guardiola que “arrecada” assim mais um troféu na carreira.

Foto de capa: Manchester City FC 

Cápsula Lusitana: O treinador-político que aceitava ser presidente da Federação

Quem é?

Henrique Manuel da Silva Calisto nasceu em Matosinhos no dia 16 de outubro de 1953. Filho de pai pescador, cresceu e passou toda a sua infância no mundo das redes e linhas de pesca. O primeiro contacto de Henrique Calisto com o mundo do desporto deu-se naturalmente com o clube da sua cidade de Matosinhos, o Leixões Sport Clube. Mas enganem-se aqueles que pensam que o primeiro desporto a ser praticado por Henrique Calista foi o futebol. O primeiro desporto federado do treinador português foi o basquetebol.

A experiência de Henrique Calisto no mundo do futebol começa aos seus 15 anos de idade, quando o então jovem Henrique decide ir aos testes de captação da formação do futebol do Leixões SC. Durante este percurso um outro nome consagrado do futebol português acompanhou sempre Henrique Calisto, nada mais nada menos do que do atual treinador do Portimonense, Vítor Oliveira.  Natural também ele de Matosinhos, com apenas um mês de diferença de Henrique Calisto e vizinhos, rapidamente se tornaram bons amigos, amizade essa que se prolongou ao longo dos anos.

A sua carreira como jogador de futebol foi curta, tendo-se estreado pelos seniores do Leixões em 1971 e deixando o futebol em 1975 para se dedicar mais à politica.

O seu interesse pelo mundo da politica surge quando o seu pai é preso pela PIDE devido à participação numa greve de pescadores. Henrique Calisto filar-se-ia primeiramente no Partido Comunista Português (PCP) e mais tarde em 1985 no Partido Socialista(PS). O “bichinho” da politica cresceu sobretudo quando começou a estudar no Porto, mais tarde, em 1991, quando foi eleito presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, cargo para o qual fora eleito por mais duas vezes, sempre pelo PS.

Henrique Calisto
Fonte: tvviascruzadasbrasilportugal.blogspot.pt

Licenciou-se em educação física tendo tido a sua primeira experiência como professor em 1976, depois do conturbado ano politico de 1975, no liceu de Santo Tirso.

Regressa ao mundo do futebol pelas mãos do ex-jogador do Benfica e FC Porto, António Teixeira, que o convidou para integrar a sua equipa técnica, como adjunto, no Boavista FC em 1980. António Teixeira acabaria por sair do Boavista ainda nessa época 1980/1981 e é então que surge o convite da direção do Boavista para que Henrique Calisto assumisse o comando principal da equipa do Bessa. Convite esse que Henrique Calisto aceitou dando assim inicio a uma marcante carreira de treinador de futebol com apenas 26 anos, certamente um dos mais jovens treinadores de sempre senão o mais jovem.

Destacou-se sobretudo como um dos treinadores mais ativos em Portugal nos anos 80 e 90 com passagens por vários clubes portugueses, notabilizando-se sobretudo pela passagem no Rio Ave e Paços de Ferreira. Foi ainda o primeiro presidente da Associação Nacional Treinadores de Futebol(ANTF). A sua primeira experiência no estrangeiro surge apenas em 2001 quando se muda para o Vietnam, também aliciado pela história politica de esquerda do país, onde permaneceria durante 9 anos.

Luís Filipe Vieira e o seu trabalho árduo

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Depois de uma sucessão de eventos que indiciam alguma maquinação por parte do líder encarnado, já é visível, a todos, que para haver uma investigação com esta cadência e profundidade é porque, naturalmente, algo não foi legal no meio disto tudo.

O Presidente do SL Benfica foi constituído arguido pela Procuradoria-Geral da República no que diz respeito à “Operação Lex” – uma investigação cujo mote é caçar as falcatruas de Rui Rangel, LFV, Fernando Tavares, Fátima Galante e outros 8 arguidos. A juntar a isto ainda está a correr a polémica do favorecimento de interesses de outrem pelas mãos do Presidente do Benfica, que ao fazer uso do seu poder no clube encarnado, estaria apto a usar esse direito para fins que não são uma mais valia para o nosso clube – é essa a polémica.

Para bem do clube da Luz, é necessário o LFV abstrair-se das acusações e não misturar assuntos
Fonte: SL Benfica

Juntam-se a estas situações outras igualmente intrigantes, e o mais interessante é que o futebol vai passando para segundo plano na cabeça de um Presidente que tem todo um mundo para se preocupar. Por muito que se diga que o dirigente do clube da luz é um poço de trabalho e dedicação, das duas uma: ou está a ser alvo de um grave atentado à sua dignidade ou esse poço de trabalho árduo não é mais do que um esforço gradual e anual para meter uns “quantos” milhões ao bolso.

Inocente até provem o contrário! Mas até lá, como adepto, gostava que o meu Presidente tentasse, ao máximo, abstrair-se das acusações, dos bate bocas e das tentativas de intimidação por parte de capangas à porta de recintos desportivos.

Os interesses de uma empresa com a dimensão do Benfica têm de falar mais alto. Um líder de uma organização que não é só uma empresa, é também uma sociedade composta por milhões de adeptos fervorosos espalhados pelo mundo, não pode expor-se desta forma.

Se alguém andou a usar o emblema que tem ao peito para fazer uso desse mesmo emblema com uma finalidade pessoal, essa pessoa deve e tem de ser punida devidamente.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Manchester United FC 2-1 Chelsea FC: Enquanto houver matemática, há esperança

Naquele que supostamente deveria ser um jogo determinante na luta pelo título, Manchester United e Chelsea defrontaram-se esta tarde em Old Trafford, ocupando a terceira e quinta posição da tabela classificativa, respetivamente, já praticamente sem hipóteses de conquistar a Premier League, tendo por isso este jogo assumindo-se apenas importante para “as contas” do apuramento para as competições europeias. José Mourinho não procedeu a grandes alterações no XI inicial em relação ao jogo da passada Quinta-feira diante o Sevilha, por outro lado Antonio Conte lança Drinkwater para titular apenas pela quarta vez esta temporada, fazendo-o alinhar junto do seu já conhecido companheiro N’Golo Kanté, sendo por isso a única mexida a destacar por parte dos dois treinadores.

O inicio de jogo fazia prometer um grande espetáculo de futebol, os blues entraram a todo o gás e tiveram logo aos 3 minutos duas grandes oportunidades de inaugurar o marcador, primeiramente naquela que foi uma excelente jogada de envolvimento coletivo através de um remate de Morata à barra após um passe magistral do seu compatriota Marcos Alonso. Chegando o cronómetro aos 20 minutos, o ritmo da equipa de Antonio Conte reduz, permitindo assim ao United equilibrar a partida a meio campo, começando a ter mais posse de bola sem nunca conseguir ter grandes oportunidades de golo remetendo esta primeira parte para monotonia como comprovou um bocejo de um adepto especial, Wayne Rooney.

Para combater esta falta de emoção, o jogo precisava de golos e eis que no último quarto de hora da primeira parte eles surgem. É o Chelsea que chega à vantagem, aos 32 minutos, por intermédio de Willian que dentro da área, ao receber um passe de Eden Hazard, atira para o fundo da baliza de De Gea. Quase que em resposta e numa das poucas vezes em que os reds devils conseguem penetrar a área do Chelsea é reposta a igualdade com um golo simples de Lukaku na cara de Courtois num lance em que foi notória a passividade da linha defensiva dos londrinos.

Na segunda parte, os dois conjuntos entraram muito compactos, sólidos defensivamente, o que resultou num “encaixe tático” que não permitiu lances de desequilíbrio em profundidade e velocidade, contudo, era o Manchester United que ao contrário da maioria do primeiro tempo, tinha o controlo do jogo. Ocasiões de golo propriamente ditas só tornaram a surgir quando o relógio marcava os 75 minutos, estava na hora de decidir o jogo e de em certa parte arriscar.  Acabou por ser um recém entrado em campo a desbloquear a igualdade, um verdadeiro suplente de luxo, Jesse Lingard correspondeu ao brilhante trabalho individual de Romelu Lukaku e cabeceou colocado ao ângulo inferior direito, lançando a sua equipa para a vitória.

Até final os red devils conseguiram conter as investidas do Chelsea não deixando sequer a equipa de Londres bombear a bola para a frente, um exímio trabalho defensivo estratégico comandado por Mourinho.

Com este resultado, o Manchester United regressa ao segundo posto ficando à condição a 13 pontos do rival Manchester City, já o Chelsea fica cada vez mais longe do pódio e fica neste momento fora da zona de apuramento para a Liga dos Campeões.

Foto de capa: Premier League

Assalto à recta final

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A 10 jornadas do final do campeonato o FC Porto desloca-se hoje a Portimão para o embate da 24ª ronda da Liga. Com cinco pontos de avanço sobre os adversários directos na luta pelo título conserva a liderança da tabela classificativa, com 61 pontos e segue invicto, registando apenas quatro empates. Pela frente tem um Portimonense SC recém-subido ao principal escalão do futebol nacional, mas que tem feito um percurso regular e se mantém afastado dos lugares de despromoção.

A formação às ordens de Sérgio Conceição ultrapassou durante a semana um teste que se encontrava pendente desde o arranque da segunda volta. Regressou ao António Coimbra da Mota com a missão de recuperar de uma desvantagem de um golo frente ao GD Estoril Praia e acertar as contas da classificação. Com o fecho do mercado entre a primeira e a segunda parte, assim como lesões dos dois lados, as equipas que reiniciaram a partida eram já bastante diferentes. Com uma entrada forte, o FC Porto acabou por simplificar o que poderia ter sido complicado e garantiu mesmo a conquista dos três pontos, tendo apenas um senão a retirar desse confronto: Alex Telles. O defesa esquerdo saiu lesionado e foi aumentar a lista de nomes presentes no boletim clínico azul e branco.

A atravessar um bom momento de forma, afirmando-se como o mestre das assistências no plantel, o brasileiro será o principal ausente desta noite, no Algarve. Até agora, Sérgio Conceição tem conseguido encontrar soluções para as adversidades, mantendo firme a ideia de que tem à disposição um plantel competitivo, com todos os jogadores a serem capazes de oferecer garantias. Ainda assim, não esconde considerar esta uma das deslocações mais difíceis até ao final da época, não se poupando em elogios à formação às ordens de Vítor Oliveira.

Sérgio Conceição espera uma deslocação difícil ao terreno do Portimonense SC
Fonte: FC Porto

A verdade é que até ao cair do pano, em Maio, falta este e mais 10! Desses 10 jogos, dois são os “clássicos”, frente aos adversários directos desta corrida. E é já na próxima jornada que o Dragão volta a receber o Sporting CP, desta vez para as contas do campeonato, e para tentar desempatar o resultado de duelos já realizados entre ambos esta época: até agora, um empate para a Liga, uma vitória para os leões na Taça da Liga e outra para os dragões, na primeira mão da Taça de Portugal.

A vantagem de cinco pontos na frente é claramente um indicador positivo, algo que o FC Porto já não via acontecer há muito e que, quando viu,  não deixou escapar e agarrou o título. No entanto, há que continuar com foco no caminho a percorrer, um percurso que continua esta noite frente ao Portimonense SC.

Foto de Capa: FC Porto

WWE Elimination Chamber: História será feita novamente!

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O caminho para a Wrestlemania atinge novos rumos com a apresentação, por parte do Raw, de um dos eventos mais perigosos da WWE: Elimination Chamber. A estrutura metálica servirá de palco para dois combates históricos por razões distintas.

Pela primeira vez, a Chamber masculina será disputada por sete homens, ao contrário dos habituais seis, e a revolução feminina atingirá um novo patamar com a primeira Chamber feminina de sempre.

De igual modo, merece destaque a assinatura de contrato de Ronda Rousey com a marca vermelha e um forte desafio para Asuka, cuja onda invicta está em perigo para domingo, ao enfrentar Nia Jax.

Avizinha-se um evento interessante, com todas as componentes necessárias para tal. Com a Wrestlemania à porta, o Monday Night Raw pretende começar a esclarecer o destino dos seus lutadores para o maior evento de todos, com a próxima paragem a verificar-se já este domingo.

Karl Anderson e Luke Gallows vs. The Miztourage (Bo Dallas e Curtis Axel) (Combate de Kickoff)

Fonte: WWE

Este combate, que terá lugar no Kickoff, não tem muita história em si, uma vez que Gallows e Anderson se têm concentrado nos Revival nas últimas semanas. Tendo isto em conta, acredito que é apenas uma forma dos quatro lutadores estarem envolvidos no evento, principalmente por estarem associados a dois grandes lutadores, Finn Bálor e The Miz, que estarão envolvidos no Elimination Chamber masculino.

Espero um combate normal de equipas, com todas as características de um combate colocado nesta posição. Aposto na vitória de Gallows e Anderson, para ganharem algum ímpeto para desafiar os campeões de equipas no futuro.

Previsão: Karl Anderson e Luke Gallows

Quão cedo é cedo demais? Eis Felix Auger-Aliassime

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Dando uma espécie de seguimento ao artigo da semana passada, nesta “Edição Olheiro falo sobre um jovem que vai singrar no mundo do ténis. Palavras precipitadas? Ora olhemos o jovem Felix Auger-Aliassime.

Nascido no Canadá, curiosamente partilha o dia de nascimento com o seu ídolo Roger Federer (apesar de ter nascido 19 anos depois do suíço), Felix Auger-Aliassime tem figurado ao longo dos últimos anos, em diversos sites e blogs dedicados ao ténis, e frequentemente as palavras que se seguem são “é o mais novo de sempre a…”. Habitualmente vejo com maus olhos a excitação de muitos meios de comunicação social em torno de jovens de 14, 15, 16 anos um pouco à semelhança da busca incessante pelo “Novo Ronaldo” ou “Novo Nadal” pelos desportos deste mundo.

Creio que, mais do que ser engraçado para os miúdos verem o seu nome coberto de elogios e espalhado pelo mundo, se as pessoas que de mais perto rodeiam as crianças não forem capazes de controlar a euforia e manter os pés no chão, a pressão e expetativas acabam por “matar” o talento. É só olhar para as listas de “Novos Ronaldos” ou “Novos Federer” e ver quantos realmente singraram na sua modalidade.

Felix Auger-Aliassime é uma promessa do Ténis mundial
Fonte: Tennis Canada

No entanto, este miúdo de que hoje falo parece – segundo treinadores próximos do canadiano – “não ter ego” e ser, de facto, um trabalhador incansável. Trabalho esse que levou o jovem de apenas 17 anos a estrear-se na semana passada (em Roterdão) em quadros principais de provas do circuito principal ATP. Para trás, o canadiano (que, apenas por curiosidade, já mede 1,91m) deixa um circuito júnior recheado de triunfos – com 15 anos apenas venceu o prestigiado Eddie Herr International, bem como o Prince George’s County International Championship e o US Open de pares, juntamente com o seu habitual parceiro, compatriota e amigo Denis Shapovalov, com quem chegou também, no ano seguinte à Final de Wimbledon antes de vencer a prova de singulares do US Open, com 16 anos.

Já no ano passado, ano dedicado à participação em mais torneios Challenger e Future do que provas ITF Junior, o jovem canadiano ousou vencer o Challenger de Lyon (que contava com nomes como Horacio Zeballos, Marcel Granollers ou Paul Henri Mathieu) antes de, na semana em que decidiu não defender o título em Flashing Meadows para jogar em Sevilla, vencer também o Challenger espanhol – onde também participaram os portugueses João Domingues, Gonçalo Oliveira e Gastão Elias.

É certo que a sua estreia no circuito profissional ATP não correu da melhor forma – perdeu em 3 sets frente a Filip Krajinovic – um “velho conhecido” do canadiano a quem já venceu múltiplas vezes em anos passados – mas basta ver alguns encontros do canadiano (alguns disponíveis no YouTube) para perceber que há ali “qualquer coisa” especial. Não é um miúdo como tantos outros que troca mais uma bola do que o adversário. Ele bate cada direita ou esquerda com a força e determinação de quem vai para o winner.

Felix Auger-Aliassime e Denis Shapovalov
Fonte: ATP

Ele não se limita a pôr o primeiro serviço em jogo. Ele vai para cada serviço em busca do ás. Um pouco ao estilo Gael Monfils (versão espetacular) o canadiano consegue juntar a potência com o sentido de oportunidade gerando garantidamente entretenimento de qualidade para quem assiste aos seus encontros. Para além da garra revelada por Felix dentro do court, o jovem de 17 anos parece ser muito consciente do que pode vir a ser a vida de tenista e afirma que “tenho boas notas na escola e quero manter esse nível, afinal nunca se sabe o que é que aí vem”.

Com o devido acompanhamento (fulcral para o sucesso destes jovens precoces no futuro) e a atitude certa – dentro e fora do campo de ténis – o canadiano pode oferecer ao seu país uma dupla de sonho nos anos que aí vêm. Afinal se juntarmos Felix Auger-Aliassime e Denis Shapovalov a Vasek Pospisil (contando que o super-veterano Daniel Nestor de 45 anos entretanto se retire) o Canadá pode tornar-se uma potência digna do país que é nesta modalidade. No que toca a Auger-Aliassime, porém, é necessário ter paciência – exigir o mundo a um miúdo desta idade é uma atitude digamos “pouco inteligente” – e apreciar o processo de desenvolvimento de um atleta que, se tivesse de apostar, acabará o ano perto do top-100. Aos 18 anos. Daí para a frente, resta-nos ver o que acontecerá!

Foto de Capa: ATP