Começa hoje à 44ª edição da Volta ao Algarve, prova que já viu consagrar nomes como Alex Zulle, Contador, Porte, Tony Martin entre outros e tal como nas edições anteriores a startlist não desilude, tanto o clima que faz em Portugal como o próprio percurso são motivos mais que suficientes para trazerem as equipas World Tour.
Entre os cabeças de cartaz que teremos em terras algarvias destacam-se, Richie Porte (BMC Racing Team), Geraint Thomas e Kwiatkowski (Team Sky), Bob Jungels (Quick Step -Floors), Daniel Martin (UAE Team Emirates) , Bauke Mollema (Trek-Segafredo), Spilak (Team Katusha-Alpecin), e porque não Rúben Guerreiro (Trek-Segafredo)? O português tem vindo a fazer um excelente inicio de época e a correr em casa numa prova que lhe assenta bem, poderá ser uma agradável surpresa. Também Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) e Vicente Garcia de Mateos (Aviludo-Louletano-ULI) poderão ser os mais competentes nas equipas portuguesas.
Ausências notadas são as de Primoz Roglic (Team LottoNL-Jumbo) que assim não irá defender o título e também Rui Costa (UAE Team Emirates) que estará presente no Tour of Oman como líder da equipa, também Fernando Gaviria (Quick-Step Floors) que esteve a competir na Colômbia não irá à algarvia, são ausências que ainda assim não afastarão os fãs das estradas algarvias.
Imagem que não se irá repetir esta época já que Roglic não participará na Algarvia Fonte: Team Lotto NL Jumbo
Num percurso praticamente idêntico ao da época anterior, a única diferença será o contra-relógio individual, mais longo que o da época passada e mais sinuoso, ou seja, com perfil que beneficia mais os ciclistas com perfil para subidas e ao mesmo tempo que rolem bem, saindo os puros contra-rologistas mais prejudicados.
No geral o percurso é equilibrado e muito bem desenhado, temos etapas para todos os perfis de corredores, sprinters, contra-relogistas, trepadores e combativos.
Na primeira etapa com partida em Lagos e chegada a Albufeira terão a palavra os sprinters, com a tirada à ser feita maioritariamente junto à costa à equipas poderão esperar algum vento mas nada de especial, e os favoritos serão os sprinters das equipas do escalão principal, aqui surgem à cabeça os nomes de Degenkolb (Trek-Segafredo), Demare (FDJ) e Dylan Groenewegen podendo também haver espaço para surpresas.
A 30 de janeiro foi anunciado, pela Toyota Gazoo Racing, o terceiro piloto do carro #8, Fernando Alonso. O duas vezes campeão do mundo de F1 vai disputar todas as provas do mundial de resistência (WEC) que não coincidem com os seus compromissos pela McLaren na Fórmula 1. Assim, Alonso só deverá falhar a prova em Fuji, no Japão… ou talvez não?
Como a Fuji International Speedway é propriedade da Toyota, desde o início do século, seguiu uma proposta para a FIA de uma mudança de calendário para poder “acomodar” Alonso na corrida caseira da marca nipónica. O pedido foi atendido e assim a corrida japonesa foi movida para a semana seguinte, o que garante a presença de Alonso. Apesar de “acomodar” Alonso, para os pilotos que competem em ambos os campeonatos IMSA e WEC, nesse fim-de-semana já havia corrida marcada (Petit Le Mans, em Road Atlanta, na Geórgia), logo não caindo muito bem a mudança de calendário.
Tendo testado o protótipo hibrido da Toyota em Espanha, no circuito de Aragón, Alonso já dava indicações de que iria estar presente, pelo menos, na mítica prova de 24h de Le Mans, em França. Assim, irá substituir Anthony Davidson no Toyota #8, passando este a ser piloto de testes e de reserva para a marca japonesa. Alonso segue assim alguns ex-pilotos de F1 que passaram para esta disciplina do desporto motorizado- Mark Webber, Sebastien Buemi, o próprio Anthony Davidson, entre muitos outros. A sua estreia no WEC está marcada para cinco de maio na Bélgica, no circuito de Spa-Francorchamps.
Fernando Alonso participou pela primeira vez numa corrida de endurance Fonte: Daytona International Speedway
Qual o grande porquê desta mudança? Para quê ter um calendário extremamente preenchido? Há já algum tempo que é conhecido o desejo de Fernando Alonso conseguir um feito na história do desporto motorizado, a Triple Crown (Tripla Coroa). Foi nos longínquos anos sessenta e setenta que Graham Hill conquistou este feito, sendo o único a fazê-lo até hoje. No tempo em que os bigodes dominavam entre os pilotos, Hill, que passou 17 anos na F1, ganhou dois campeonatos do mundo (o mesmo que Alonso, até ao presente dia), em 1962 e 1968.
Entre estes campeonatos, em 1966 participou pela primeira vez na mítica prova americana Indy 500, no circuito de Indianapolis, no Indiana e venceu-a. Uns anos mais tarde, em 1972, Hill venceria a prova de resistência mais famosa do mundo, as 24h de Le Mans. Agora temos que ter atenção, existem duas variantes da Tripla Coroa. A primeira que diz que esta é composta por três corridas: o grande prémio do Mónaco, as 24h de Le Mans e a Indy 500. Outra que alberga as duas últimas, mas que diz que se deve ganhar o campeonato do mundo de F1. De qualquer uma das maneiras, Graham Hill consegui as duas, e Fernando Alonso está cada vez mais próximo.
Graham Hill em 1969 a correr pela Gold Leaf Team Lotus no GP Alemanha Fonte: Wikipedia
Fernando Alonso tem reunidas quase todas as condições para ser coroado “Rei da Tripla Coroa”. Em termos de F1, Alonso conta com dois campeonatos e duas vitórias no grande prémio do Mónaco. Na prova americana, Alonso participou em 2017, sendo que não a terminou, mas deixou muitos bons indícios de que em 2018 será muito competitivo.
A correr pela Mclaren-Honda-Andretti, o espanhol só a 21 voltas do fim é que viu o seu motor falhar, dando assim por terminada a prova. Na prova de endurance, a Toyota é o único fabricante oficial a correr com um carro LMP1 no WEC (a categoria máxima nas corridas de resistência). Assim, apesar do campeonato de endurance estar garantido, as corridas de endurance são maratonas, e nunca se sabe o que pode acontecer nelas. Mas esperemos que Alonso saia vitorioso em muitas provas do WEC para estar na máxima força em Le Mans, que decorrerá a 17 de junho.
Na perseguição ao primeiro lugar da tabela classificativa, o SL Benfica recebeu e venceu por 3-0 o VC Viana. Apesar da vitória dos encarnados, a mesma não foi suficiente para que a equipa da Luz se aproximasse da liderança, uma vez que, num dos jogos grandes do fim-de-semana, o Sporting CP não tremeu na recepção frente ao Castêlo da Maia e venceu o seu encontro também por 3-0.
Desta forma, tudo igual no topo da classificação, com três pontos a separarem o Benfica do líder Sporting.
Numa perseguição muito acesa ao segundo lugar ocupado pelo Benfica encontra-se o Sporting de Espinho que, fruto de uma dupla vitória nos Açores (3-0 frente ao Clube K e 3-1 frente à Fonte do Bastardo), se encontra com os mesmos pontos que os encarnados, mas com mais um jogo disputado. Esta dupla vitória da equipa de Espinho garante desde já a presença na Final Four deste campeonato, onde será disputado o título de Campeão Nacional.
Na deslocação aos Açores, o Sp. Espinho celebrou o apuramento para a Final Four Fonte: Sporting Clube de Espinho – Voleibol
Apesar desta derrota frente ao Sporting de Espinho, a Fonte do Bastardo recebeu e venceu o outro encontro disputado neste fim-de-semana, também ele frente a uma equipa de Espinho, batendo o AA Espinho por 3-0. Com este resultado, os açorianos distanciam-se do Castêlo da Maia, conseguindo agora uma vantagem de quatro pontos (com um jogo a mais) na luta pelo quarto lugar e correspondente apuramento para o play-off de campeão.
Ainda nos Açores, o Clube K conseguiu mais uma importante vitória na fuga aos lugares que dão acesso ao play-off de despromoção. Com uma vitória por 3-2 frente ao AA Espinho, o Clube K está agora um ponto acima destes lugares, tendo ainda a vantagem de ter jogos em atraso face à concorrência.
Pior sorte nesta luta teve o Esmoriz, que ao ser batido por 1-3 na recepção ao Sporting Clube das Caldas, viu aumentar para seis o número de derrotas consecutivas e consequentemente viu a sua situação pontual agravar-se, estando nos lugares de despromoção, quando tem apenas mais um jogo por disputar (única equipa do campeonato nesta situação).
Em último lugar da tabela classificativa mantêm-se o São Mamede, que já sabe há algum tempo que não tem hipótese de fugir aos lugares de play-off de despromoção. No entanto, a equipa de São Mamede de Infesta, à semelhança do que aconteceu a semana passada, voltou a vencer o encontro disputado (3-2 frente ao Leixões), sendo esta a segunda vitória consecutiva da equipa, que coincide com a entrada do novo treinador Nuno Coelho. Esta melhoria dos resultados da equipa, não tendo impacto na classificação da fase regular, pode ser muito importante na disputa do play-off.
Numa fase de importância máxima de resultados, dado o aproximar do final da fase regular, o próximo fim-de-semana serve de acerto de calendário, existindo um número reduzido de jogos. Destaque para a recepção do Benfica ao São Mamede e a deslocação do Sporting CP ao terreno do Sporting Clube das Caldas. Jogos importantes na luta pela liderança da fase regular.
Na próxima quinta-feira, o Sporting desloca-se ao Cazaquistão para defrontar o FC Astana, em jogo a contar para a primeira-mão dos 16-avos da Liga Europa. Os leões estreiam-se assim na Liga Europa esta temporada, depois de ter realizado oito jogos nas competições europeias, tendo defrontado o Steaua de Bucareste, o Olympiacos e duas das melhores equipas da Europa, o Barcelona e a Juventus.
Para esta partida da Liga Europa, Jorge Jesus tem duas baixas, Jérémy Mathieu e Bas Dost. Assim, o Sporting deverá alinhar com, Rui Patrício na baliza, a defesa composta por Piccini, Coates, André Pinto e Fábio Coentrão. No meio-campo deverá alinhar Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Seydou Doumbia e Bruno Fernandes.
O Sporting irá assim defrontar o campeão cazaque, com uma temperatura a rondar os 15ºC negativos, no relvado sintético da Arena de Astana.
Jeremy Mathieu e Bas Dost são figuras de peso que ficam afastadas deste jogo Fonte: Sporting Clube de Portugal
Na Liga Europa, o Sporting irá defrontar uma equipa do Cazaquistão, o tetracampeão Astana F.C., clube fundado em 2009. Nas competições europeias, o Astana não é um clube com grande tradição. No entanto, esta temporada já realizou 12 partidas, 6 na qualificação para a Liga dos Campeões e 6 na Liga Europa. Na Liga dos Campeões, os cazaques defrontaram o Spartaks da Letónia, os polacos do Legia Varsóvia, sendo depois eliminados pelo Celtic Glasgow. Na fase de grupos da Liga Europa, o sorteio ditou que o Astana viria a disputar o grupo A. Este grupo era composto pelos espanhóis do Villarreal, que venceram o grupo com 11 pontos, mais um do que o Astana, tendo ficado de fora das competições os checos do Slavia de Praga e os israelitas do Maccabi Tel Aviv. Na caminhada do Astana na Liga Europa, os cazaques somaram três vitórias, um empate e duas derrotas frente ao vencedor do grupo, o Villarreal.
O plantel é liderado pelo búlgaro, Stanimir Stoilov, o ex-avançado que passou pelo futebol português entre 1995 e 1997, pelo Campomaiorense. O treinador búlgaro já foi seleccionador do seu país, tendo ainda passado, pelo Botev Plovdiv, Anorthosis, Litex Lovech e o Levski Sofia. O Astana é um plantel sem nomes sonantes, tem no entanto em Patrick Twumasi, Yuri Logvinenko, Dmitri Shomko e Marin Tomasov, as suas melhores unidades.
Nesta eliminatória o Sporting é favorito com naturalidade, mas terá de o provar nos 180 minutos. Com a qualidade das exibições realizadas esta época, pela equipa de Jorge Jesus, o Sporting pode efectivamente chegar longe na Liga Europa, sendo que, o principal o objectivo é ser campeão nacional.
Depois de ter saído lesionado no jogo do último sábado frente ao Portimonense, Jonas fica em dúvida para os restantes encontros, o que significa que o Benfica vai ter de arranjar alternativa para a posição de avançado.
A tarefa não é fácil, mas também não é razão para alarme. E não o é por causa de Zivkovic. Talvez não percebam porque o digo, mas já lá vamos.
O Benfica com Jonas é uma equipa muito móvel na frente. Jonas tanto pode descair para uma das alas, como joga de costas para a baliza – que não é o seu ponto forte – e ainda recua no terreno para dar linhas de passes aos colegas e também transportar a bola. Jonas faz quase o trabalho de dois jogadores, o de avançado e o de segundo avançado. A juntar a estas características há, claro, a veia finalizadora do melhor marcador do campeonato.
Agora sem ele Rui vitória vai ter de alterar a equipa, mas para isso basta que coloque em campo o mexicano Jiménez. E é aqui que entra um sérvio chamado Zivkovic. Uma vez que o mexicano é um avançado que joga muito apenas no último terço do campo é necessário que outro jogador fique encarregue de lhe fazer chegar a bola com critério.
Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Numa primeira fase, e apenas em momento ofensivo, pode ser Rafa a chegar junto de Jiménez, abrindo espaço na ala para que Zivkovic assuma a posição de extremo e jogue na sua posição habitual. Desta feita, seria Rafa o responsável por transportar a bola por zonas centrais.
De outra forma, e também uma hipótese com consistência, é ser o próprio Zivkovic a jogar na aproximação a Jiménez, ficando Pizzi e Fejsa como principais responsáveis pelas coberturas defensivas. Assim Pizzi seria o elo de ligação do meio campo para as zonas de decisão, num papel que o português faz habitualmente, ainda que nos últimos meses com a ajuda de um “Modric” de Vila do Conde.
Naturalmente não se altera um jogador e espera-se que tudo permaneça igual. O facto de Zivkovic ou Rafa chegarem mais perto de Jiménez faz com que ambos os jogadores tenham de estar bem fisicamente para recuperar a nível defensivo, uma vez que André Almeida não pode ficar só na defesa da ala direita e que Pizzi e Fejsa não podem deixar de defender a zona do meio campo para ir ajudar André Almeida.
Não é por isto razão para demasiada preocupação. Pode até ser visto como um primeiro teste ao que será o Benfica depois de Jonas.
Percorremos Portugal de lés-a-lés. Encontrámos neste imenso e apaixonante país à beira-mar plantado quatro realidades distintas e ao mesmo tempo semelhantes.
Após a ida a Penafiel (ver texto aqui), fomos descendo pelo nosso Portugal até ao próximo destino. Uma viagem longa mas que se fez com um sorriso nos lábios e uma incessante busca por esta realidade do Futebol Português que a cada quilómetro nos apaixona mais.
A segunda paragem foi assim na região algarvia. Aqui estamos nós: bem-vindos ao Parchal, localidade do concelho de Lagoa, onde habitam cerca de 4000 pessoas e também a ASSOCIAÇÃO RECREATIVA DESPORTIVA E CULTURAL MENTES DO DESPORTO.
Nascida em 21/12/2015, estando na sua segunda época de futebol sénior, militando na Segunda Divisão da Associação Futebol do Algarve, a ARDC Mentes do Desporto, e mesmo apesar da sua localizada privilegiada, ainda não sabe esta época o que é vislumbrar a luz do sol, e nem mesmo o nascer desse mesmo sol se consegue mirar no horizonte. Talvez porque todos os dias tenham sido dias de Inverno, de um Inverno rigoroso, tal como é o dia de hoje, onde o sol se esconde e o vento nos quebra.
O que há a dizer deste clube que completou há pouco dois anos? Muito mais do que possam pensar. Talvez tanto que não conseguiremos explanar o suficiente por estas palavras.
Não foi fácil chegar à realidade deste clube. Não foi fácil ouvi-lo. E mesmo ouvindo-o, ou ouvindo parte dele, tivemos de o fazer atentamente, tal como quando ouvimos uma criança de dois anos que fala mas que nem sempre se entende à primeira o que quer dizer.
O estádio da ARDC Mentes do Desporto é o menor de todos os problemas do clube Fonte: algarveinformativo.blogspot.pt
As dores do nascimento.
A verdade é que após uma primeira época de futebol sénior – época 2016/2017, em que as coisas até não correram mal para um recém-nascido – Décimo-quarto lugar entre 17 equipas, cinco vitórias e seis empates em 30 jogos, a segunda época tem sido um desastre: 17 jogos, 17 derrotas, 10 golos marcados e 89 sofridos.
Não conseguimos obter respostas de alguém da direcção ou de algum membro do actual do plantel, mas obtivemos o testemunho na primeira pessoa de quem acompanhou o início deste segundo ano do Clube. Luís Ralha é o seu nome.
Luís Ralha foi entre Julho e Novembro de 2017, o Presidente da Direcção da ARDC Mentes do Desporto. Com 48 anos, funcionário público/militar desde 1991, jogou futebol e futsal nas distritais do Algarve, autodenomina-se como “uma pessoa trabalhadora, honesta, humilde e de fácil trato”. Mas, no final de contas, sente-se, de certa forma, enganado e magoado.
Luís Ralha declara que aquando da sua chegada ao clube “a finalidade seria dar a conhecer a ARDC MD, dar-lhe visibilidade, fazendo assim crescer a Associação”. No entanto as dificuldades do Clube foram sentidas logo à nascença. Apesar do apoio da Junta de Freguesia, da União de Freguesias Estômbar/Parchal e também da Câmara Municipal de Lagoa ao facultar o Complexo Desportivo de Estômbar para treinos e o Estádio Municipal da Bela Vista, em Parchal (com instalações fantásticas para um clube da Segunda Divisão Distrital) para treinos e jogos oficiais, a verdade é que não houve grande receptividade da população.
Mas como se explica que um clube de Futebol com instalações desta qualidade ao seu dispor e que cria no imediato uma equipa de futebol sénior, não consiga captar a atenção generalizada da população e até mesmo o seu entusiasmo? A resposta dá-a o Ex-Presidente. “No concelho de Lagoa existem mais de 30 colectividades, sendo algumas delas históricas, mesmo não tendo nas suas actividades o futebol sénior. São colectividades uma delas com 30 anos, outra com mais de dez, e o carinho das pessoas está virados para associações como estas, tornando-se difícil assediar essas pessoas para novas colectividades como a ARDC Mentes do Desporto.” Mas mais que isto. Segundo o Ex-Presidente, também algumas das pessoas que estavam e estão à frente desta “pequena criança” são personalidades que não ajudam a que se crie esse carinho e esse sentimento de unidade. Mas disso falaremos adiante.
Para quem esperava um jogo pacato em Turim (onde dificilmente se veriam golos) rapidamente entendeu que não era isso que iria decorrer. Nos primeiros 10 minutos do encontro a Juventus já ganhava por duas bolas a zero, com golos de Gonzalo Higuaín que bisou, deixando assim o Tottenham apertado logo desde o inicio. O primeiro golo foi fruto de um pormenor de classe ao primeiro toque e o segundo surgiu de um penalti muito bem marcado, deixando assim “La Vecchia Signora” no controlo de resultado. No entanto o Tottenham, que não estava conformado com o resultado, mostrou uma garra impressionante e esteve a primeira parte toda em cima da Juvé. Após vários ataques do Tottenham, todos sem sucesso, eis que aos 35 minutos o suspeito do costume (Harry Kane) acaba mesmo por marcar o golo, num duelo ganho contra Buffon.
Houve ainda tempo para um penalti desperdiçado no último segundo da primeira parte, após uma grande demonstração de velocidade por parte de Douglas Costa, onde o mesmo é travado por Aurier, numa falta completamente evitável. Higuaín não conseguiu repetir o que fez na semana passada frente ao Sassuolo, onde marcou 3 golos num jogo, falhando assim o penalti que deixaria a Juventus num cenário bem mais confortável.
A segunda parte do encontro começa com uma disputa bastante equilibrada do jogo, com um ritmo muito acelerado (deixando a sensação que não se manteria por muito mais tempo assim) e com lances muito bons para ambos os lados. Nestes jogos, com ritmos mais acelerados, tendem a existir mais faltas, e este jogo não foi exceção. Vimos um jogo muito faltoso em Itália e isso trouxe logicamente mudanças no jogo, mudanças essas que acabaram por beneficiar os “spurs” uma vez que, após mais um livre perigoso, Christian Eriksen faz o empate com um remate direto à baliza do experiente Buffon.
Ninguém se queria dar por vencido e o empate parecia não agradar a nenhuma das equipas, num jogo cada vez mais intenso com cada bola a ser disputada até à ultima, no entanto, o resultado final ia mesmo ser o empate a duas bolas. Este empate favorece ligeiramente o Tottenham, que vai ter a segunda mão em sua casa, bastando uma vitória ou um empate por não mais que uma bola para garantir o apuramento para a próxima fase da liga dos campeões.
Neste momento não há favoritos. Temos um Tottenham cheio de garra que acabou em primeiro lugar no grupo de Borussia de Dortmund e Real Madrid, assim como tem ao seu dispor o fator Harry Kane, que tem sido muito produtivo na Champions League. Por outro lado temos a experiente Juventus, que está sempre nas últimas fases desta competição e que não vai dar-se como vencida assim com tanta leviandade. Resta esperar para saber o que nos traz a segunda mão.
Com a saída súbita de krovinovic da equipa por lesão, ficou um lugar em aberto no meio campo do Benfica e parece evidente, pelos últimos jogos, que esse lugar será disputado por dois jogadores: Zivkovic e João Carvalho. Neste duelo, por agora, o sérvio leva uma grande vantagem, mas será suficiente para garantir o lugar? João Carvalho esteve algo nervoso quando assumiu o lugar no jogo com o Belenenses e depois, como sabemos, o mau resultado também não ajudou à notoriedade da sua exibição, mas não deixa de ser verdade que perdeu algumas bolas e não mostrou a confiança necessária que o Benfica precisava e tinha com Krovinovic.
Talvez por isso Rui Vitória tenha dado a titularidade a Zivkovic no jogo com o Rio Ave, sabemos também pela boca do treinador que a aposta era no sentido de explorar o lateral adaptado no onze, o que é certo é que vimos talvez o melhor jogo do sérvio neste campeonato pelo Benfica, não só pelo que conseguiu explorar pelo lado esquerdo com a ajuda de Cervi e muitas vezes Grimaldo, mas pela velocidade que conseguiu impor na equipa do Benfica num jogo que era muito importante.
João Carvalho tem a qualidade de um dez, passe curto na saída com a bola e passe longo nas desmarcações dos avançados Fonte: SL Benfica
Só não digo que tenha sido o melhor jogo do número 17 porque frente ao Portimonense foi avassalador com a sua dinâmica única e marcou um golo, no último minuto do tempo de compensação, que demostra bem a sua qualidade e garra.
Não olho para este tema como havendo uma titularidade definitiva para os jogadores em causa, vejo sim, a necessidade das qualidades de ambos para determinados jogos e penso que Rui Vitória irá oscilar muitas vezes a opção de colocar um ou outro no onze, mediante as dinâmicas e características que quer apresentar no seu jogo.
Como benfiquista o que é importante é que os dois consigam ajudar a equipa naquilo que é o nosso sonho, o Penta.
Sejamos sinceros: há muito tempo que o Sporting Clube de Portugal apresentava défices de qualidade nos seus pilares defensivos, com apostas persistentes em atletas subjetivamente medianos e/ou medíocres que, previsivelmente, resultariam em passagens curtas por Alvalade face à diferença de amplitude entre o desempenho pretendido e o obtido. É obvio que esta situação irá originar numa remodelação constante do plantel ano após ano, um modelo de gestão altamente insustentável para as contas do Clube, mas de alta rentabilidade para os comissionistas empresariais do futebol.
Aliás, é preciso recuar ao verão da longuincua época 2003/2004 orientada pelo treinador Fernando Santos, para recordar a transferência sonante de um defesa internacional brasileiro de 24 anos, jogador que tinha feito parte da comitiva vencedora do Mundial’02 na Coreia/Japão, o Brasil de Ronaldo “o fenómeno”, Roberto Carlos e Ronaldinho. Falo, claro, de Anderson Polga, o primeiro futebolista campeão mundial a atuar nos planos lusitanos. O brasileiro rapidamente assumiu a batuta defensiva do Sporting Clube de Portugal e acabaria por se tornar num dos melhores centrais do sector recuado leonino desde o inicio do melénio, tendo protaginizado notórios 342 jogos de leão ao peito em nove temporadas desportivas.
Face à introdução do artigo, podemos concluir que Anderson Polga foi uma carta fora do baralho da mediocridade, a aquisição do jogador fugiu ao critério das políticas das contratações do Sporting Clube de Portugal e nunca teve um companheiro à sua altura durante os noves anos de verde e branco.
Tal como em 2003, esta época o Sporting Clube de Portugal voltou a fugir da sua política e apostou realmente no que interessa: no verão convenceu o internacional francês de 33 anos, com oito anos de futebol espanhol ao mais alto nível, três dos últimos em Barcelona a lidar diariamente com a irreverencia e drible de Neymar, Messi e Suárez, para se juntar ao plantel leonino a custo zero até 2020. Aliás, a aquisição de Jérémy Mathieu veio, finalmente, revogar a máxima da aposta em defesas centrais pouco promissores, que era seguida religiosamente pelas direções do Sporting Clube de Portugal sempre que o mercado de transferências abria.
Contudo, o que difere dos anos anteriores é que esta época já lá mora Sebastian Coates, titular e patrão indiscutível na defesa, internacional uruguaio de 27 anos e ex-Liverpool que o adquiriu com 20 anos de idade no verão de 2011 ao Nacional de Montevideu por 8 milhões de euros e que na época transata teve muitas dores de cabeça ao compensar as falhas de Ruben Semedo.
O mesmo que foi vendido no verão passado ao Villareal por uns disparatados 14 milhões de euros.
Sebastian Coates bem pode agradecer esta prenda da Administração Leonina até 2020, pois Jérémy Mathieu veio para o Sporting Clube de Portugal acrescentar ainda mais qualidade e firmeza ao sector recuado, elevando o mesmo para o topo do futebol nacional.
Sejamos sinceros: a aquisição do Jérémy Mathieu podia ter sido um tiro no pé. O internacional francês de 1,89 metros assinou pelos leões com 33 anos de idade, com uma utilização decrescente no Barcelona, um historial nada agradável de problemas musculares, principalmente no tendão de Aquiles, e aufere um vencimento anual muito significativo na folha salarial leonina: quatro milhões de euros brutos. Para terem uma ideia das lesões de Jérémy Mathieu, em três anos do Barcelona esteve 313 dias entregue ao departamento clínico catalão, o que lhe custou uns incríveis 46 jogos de fora da convocatória, o que poderia indicar que o francês viria para Lisboa usufruir de um contrato de “pré-reforma”.
Mathieu tem feito uma dupla de aço com Coates Fonte: Sporting Clube de Portugal
O que não podia estar mais errado: Jérémy Mathieu não é desse tipo de jogador e a sua atitude em campo reflete por completo a sua ambição e motivação para continuar a vencer todos os jogos. Jérémy Mathieu, com os seus 34 anos realizados em meados de outubro, continua a impressionar o Treinador, os seus colegas de balneário e os seus adversários com a sua impressionante capacidade física, atributo que já lhe era reconhecido desde que era utilizado a lateral esquerdo no modesto Sochaux, numa altura que ainda militava a League 1.
O francês nascido na cidade de Luxeuil-les-Bains é um verdadeiro exemplo a seguir para os atletas das camadas jovens e para o restante plantel do Sporting Clube de Portugal pela sua mentalidade vencedora e perseverança na soma dos três pontos, carregando consigo um estatuto respeitável e um palmarés com títulos internacionais: uma Champions League, uma supertaça europeia, um Campeonato do Mundo de Clubes, duas ligas espanholas e algumas taças nacionais. É um jogador que possui uma vontade constante de mostrar serviço de leão ao peito, clube que apostou nele numa fase esperada de declínio de rendimento. Mas será esse declínio evidente?
Não. E os adeptos sabem disso.
Jérémy Mathieu tem a capacidade e uma frescura física de um “puto” de 18 anos acabadinho de sair da equipa dos juniores, é muito forte na recuperação posicional e com qualidades defensivas muito acima da média para o nosso campeonato português, executando exibições positivas e com muito critério, com uma leitura muito eficiente das quebras de jogo da equipa e sabe perfeitamente quando tem que ser ele a transportar a bola desenfreadamente pela linha, criando situações de desequilibro. Além disso, é mais uma aquisição de excelência para a conversão das bolas paradas, tendo já feito o gosto ao pé num livre direto frente ao Tondela, não tendo dado hipóteses de defesa ao guarda-redes Cláudio Ramos.
Sejamos sinceros: se o francês continuar com este ritmo até ao final do contrato, arrisca-se a ser considerado um dos melhores centrais que vestiu a camisola verde e branca, apesar de já se encontrar em final de carreira o que, na minha opinião, é algo preocupante: esta possibilidade deverá permitir retirar algumas elações relativamente à política de contratação de defesas centrais do Sporting Clube de Portugal.
Porém, tal como a célebre citação do Sir Winston Churchill, político conservador e primeiro-ministro inglês, O sucesso consiste em ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo” aplica-se perfeitamente ao assunto: os erros acumulados e a aprendizagem deles permitiram chegarmos ao sucesso. E que sucesso.
Foi agitada, rápida e surpreendente a trade deadline da NBA, que ocorreu no passado dia 8 de fevereiro. O fim do “mercado de trocas”, se assim lhe pudermos chamar, da melhor liga de basquetebol do planeta trouxe uns renovados Cavaliers, um regresso especial e vários negócios inesperados, enquanto que alguns dos rumores que circulavam pela liga desde há uns meses acabaram por não se concretizar.
Os Cleveland Cavaliers foram claramente a nota de destaque do último dia de trocas na NBA. Os vice-campeões adquiriram quatro jogadores, deixaram sair seis e estrearam as novas caras com uma vitória convincente em casa dos líderes do Este, os Boston Celtics. Isaiah Thomas, Derrick Rose, Dwyane Wade, Iman Shumpert, Jae Crowder e Channing Frye disseram adeus a Cleveland, permitindo aos Cavs adquirirem os bases George Hill, Jordan Clarkson e Rodney Hood e o extremo-poste Larry Nance Jr. Com estas movimentações, Tyronn Lue ganha não só um rejuvenescimento da equipa (os Cavs eram a equipa mais velha da liga), como ainda um claro melhoramento da sua defesa, o principal problema a resolver. Mais do que isso, os Cavaliers conseguiram melhorar a equipa e manter a pick dos Brooklyn Nets, o que permite ter uma pequena esperança de um futuro risonho caso LeBron James saia no verão.
Em Miami, um regresso muito saudado. Depois de uma saída conturbada no verão de 2016, Dwyane Wade está de regresso aos seus Heat e ainda não parou de sorrir. O mítico número 3 dos Heat, que já foi campeão três vezes pela equipa da Florida, deixou os Cavaliers por quase nada, depois de ter revelado a sua vontade de regressar àquela que considera ser “a sua casa”. Wade “estreou-se” pela turma de Erik Spoelstra no dia seguinte à troca e apesar de ter estado algo recatado ofensivamente, foi importante para garantir a vitória sobre os Milwaukee Bucks.
O pavilhão explodiu aquando da entrada de Wade em campo no seu regresso a Miami Fonte: Miami Heat
No resto da liga, algumas adições interessantes. Os Lakers adquiriram Isaiah Thomas, Channing Frye, que vêm dar algo novo ao ataque da equipa de L.A., para além de uma escolha de primeira ronda no draft. Jae Crowder e Derrick Rose rumaram a Utah (o segundo já foi dispensado e tem sido sondado pelos Minnesota Timberwolves) e Joe Johnson e Iman Shumpert acabaram nos Kings. Emmanuel Mudiay tem direito a um recomeço de carreira nos Knicks, enquanto que os Magic não poderiam deixar de fazer mais um negócio estranho mesmo em cima do tempo. A equipa de Orlando trocaram o seu base, Elfrid Payton (por quem em 2014 tinham dado uma escolha de 1.ª ronda, uma de 2.ª e Dario Saric), por uma simples escolha de segunda ronda, num negócio com os Phoenix Suns. A renovação do plantel dos Magic não irá embora tão cedo.
Resumindo, o dia 8 de fevereiro trouxe uns Cavs rejuvenescidos, tal como ficou demonstrado em Boston, um Wade novamente feliz, uns Lakers a prepararem o verão e mais uma edição de “O que estão os Magic a fazer?”. Por outro lado, jogadores como Lou Williams, DeAndre Jordan, Tyreke Evans, Avery Bradley ou Aaron Gordon acabaram por se manter nas suas equipas, quando todos os rumores apontavam para uma vontade das suas equipas em negociá-los (Lou William até teve direito a renovação de contrato).