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Português por Argentino

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Chega a esta fase da temporada e que dou por mim a escrever sobre um jogador pelo qual não morro de amores, que pode substituir um outro jogador que odeio, para uma posição na qual o Benfica, por mais estranho que pareça, está deficitário em circunstâncias, mais ou menos, animadoras.

Em nenhum momento da minha vida achei que iria estar a calcular uma “solução” em que para o lugar de Salvio a opção é o Rafa Silva. A primeira pergunta a colocar é: Até que ponto é que as coisas andam mal, visto que o Rafa pode ser a melhor alternativa ao Salvio?

O Salvio, fora o já documentado e sobejamente elogiado, faro de golo, é uma nulidade de jogador. Porque, quando esse tal faro não está calibrado, é fraco que dói. Ora, isto já é mais ou menos do conhecimento público.

Até aqui tudo bem. Onde é que a porco torce o rabo? Quando para o lugar de um Salvio, entregue ao departamento médico, a resposta é Rafa. Pois bem. Rafa Silva, oriundo de Braga a troco dos 15 milhões de euros mais mal gastos da história, tem poucos minutos nas pernas… Em 3 anos.

O extremo argentino pode ser baixa na equipa de Rui Vitória e tem sido uma peça importante Fonte: SL Benfica
O extremo argentino pode ser baixa na equipa de Rui Vitória e tem sido uma peça importante
Fonte: SL Benfica

O futebol português não tem estofo para suportar equipas que gasta 15 milhões num jogador e mal lhe dão uso. Basta lembrar os 25 milhões gastos pelo Porto no Imbula. Logo, a coisa não muda de figurino com Rafa.

Fora a parte que diz respeito ao negócio, Rafa vale tanto como Salvio em termos práticos. A verdade é esta. Se Salvio tem a tal capacidade de marcar, Rafa tem o skill a nível de drible e a rapidez que dão mais profundidade ao jogo encarnado. Aliás, eles trocam. Salvio é fraco em skill, mas “bom” na hora de marcar. Rafa é bom nas fintas, horrível na altura de decidir os lances.

Portanto, na prática, não é uma troca muito benéfica. Diria até que é deixar tudo na mesma. Logo, em resposta à pergunta desta semana, será Rafa uma alternativa a Salvio, digo que não. É tirar cenouras por cenouras. Não acrescenta nada.

Honestamente, para o lugar de extremo-direito, a ideia mais “aceitável” seria encostar Zivkovic a extremo e voltar a apostar em João Carvalho ou se as coisas tiverem mesmo apertadas, em Samaris, para terceiro elemento de meio-campo.

Digo isto para que a equipa continue com um certo equilíbrio, fundamental, nesta altura, para continuar a sonhar com o penta.

Foto de Capa: SL Benfica

CS Marítimo: A queda de um candidato europeu

Cabeçalho Futebol Nacional

Habituado a lutar pelas posições de acesso à Liga Europa, foi com esse objetivo que o Marítimo iniciou esta época. Os bons resultados iniciais e a qualidade de jogo apresentada pela equipa de Daniel Ramos, faziam prever que a equipa madeirense conseguisse, pelo menos, manter-se na luta europeia até ao terminus da temporada. Alguns jogadores, como Bebeto, Gamboa e Rodrigo Pinho, demonstraram desde sedo serem reforços na verdadeira acessão da palavra, tendo um papel importante na manobra da equipa “maritimista”.

O lateral Bebeto revelou-se um dos bons reforços para esta temporada Fonte: Dominiodebola.com
O lateral Bebeto revelou-se um dos bons reforços para esta temporada
Fonte: Dominiodebola.com

No entanto, ao observarmos a tabela classificativa, verificamos que são já 17 os pontos que separam o Marítimo da quarta posição, a ultima que dará acesso às competições europeias. O facto de uma das meias-finais da Taça de Portugal ser disputada por uma equipa de um escalão inferior e outra que, sendo do principal escalão não terminará a época em lugares europeus, faz com que apenas os quatro primeiros classificados da Liga NOS consigam o acesso à Europa.

Analisando a sequência de resultados ao longo da época, existe uma conclusão a que podemos chegar. Existe um Marítimo antes da eliminação da Taça de Portugal aos pés do Cova da Piedade e outro Marítimo após esse episódio. O guião da temporada vinha a ser bastante positivo, mas após essa queda o filme não mais foi o mesmo. A reação no jogo seguinte até foi positiva, conseguindo derrotar em casa a equipa do Sporting de Braga, mas a partir daí e até ao momento, o Marítimo apenas logrou uma vitória, ante o União da Madeira, para a Taça da Liga. Quanto ao campeonato, desde aí somou seis derrotas e dois empates, tendo sido a derrota por três bolas nos Barreiros frente ao Portimonense o resultado mais inesperado.

A eliminação da Taça de Portugal frente ao Cova da Piedade revelou-se momento fulcral na época Fonte: fpf.pt
A eliminação da Taça de Portugal frente ao Cova da Piedade revelou-se momento fulcral na época
Fonte: fpf.pt

Nessa mesma partida, foi possível verificar que o Marítimo continua a ser uma equipa que troca bem a bola, que tenta aproveitar os jogadores fortes tecnicamente que possui, mas, no entanto, não consegue chegar na frente de uma forma mais objetiva que lhe permita criar mais oportunidades de fazer golo e concretizá-las. No lado oposto, o processo de transição defensiva também demonstra graves falhas, que terão que ser corrigidas para que, principalmente nos jogos disputados no “Caldeirão”, o Marítimo possa assumir as rédeas do jogo e travar as transições ofensivas dos seus adversários.

Resta saber se o grupo conseguirá ter a força mental para ultrapassar esta fase e voltar a demonstrar a qualidade que já mostrou nesta mesma temporada. Estando a manutenção praticamente garantida e as hipóteses europeias praticamente afastadas, resta aos “maritimistas” tentarem alcançar a melhor marca de pontos possíveis, e voltarem a valorizar os seus jogadores como tão bem têm conseguido ao longo dos anos.

Foto de capa: ab4.pt

Coral Shoot Out: Michael Georgiou saiu vencedor de uma prova com um formato invulgar

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Cabeçalho modalidadesDisputou-se, esta semana, no Coliseu de Watford (Inglaterra), o Coral Shoot Out, uma prova com um formato muito particular. Composta por jogos de apenas um frame, com a duração máxima de 10 minutos, onde cada jogador tem um limite de tempo para jogar: 15 segundos nos primeiros 5 minutos do frame e 10 segundos na segunda metade do frame.

Esta prova, que passou este ano a ser pontuável para o ranking, exige aos jogadores aptidões muito particulares, que uma prova de outra tipologia não exige.

O facto de existir um limite de tempo para cada tacada, coloca maior pressão nos jogadores e acaba por originar maiores precipitações ao nível da decisão e, consequentemente, um número elevado de bolas falhadas.

Adicionalmente, o facto de cada encontro ser disputado apenas à melhor de um frame faz com que cada erro se pague muito caro. Uma má decisão, por si só, pode custar a eliminação do torneio.

Como seria expectável, o torneio foi rico em surpresas, uma vez que bastava uma vitória num frame para eliminar o adversário.

Isso ficou comprovado pelos resultados ao longo da competição, que chegou aos Quartos-de-Final sem a presença de nenhum jogador do Top-20 do ranking mundial.

Nesta fase, Joe Perry era o jogador teoricamente mais cotado, mas acabou por sair derrotado por Mark Davis.

Martin O’Donnell bateu Akani Songsermsawad, Graeme Dott derrotou Cao Yupeng e Michael Georgiou seguiu em frente depois de deixar para trás Zhang Yong.

Michael Georgiou e Graeme Dott acabaram por ser os finalistas do torneio, depois de baterem, nas Meias-de-Final, Martin O’Donnell e Mark Davis, respetivamente.

Numa final, também ela de curta duração, foi Michael Georgiou quem se superiorizou. O jogador de 30 anos, com dupla nacionalidade (Inglesa e Cipriota), agora no lugar 59 do ranking, venceu o único frame da final, batendo Graeme Dott.

Graeme Dott perdeu duas finais no espaço em sete dias Fonte: Facebook Oficial World Snooker
Graeme Dott perdeu duas finais no espaço em sete dias
Fonte: Facebook Oficial World Snooker

O experiente Graeme Dott, que também a semana passada havia atingido a final do German Masters, onde foi batido por Mark Williams, acaba assim por ser derrotado em duas finais no espaço de uma semana.

A próxima prova World Ranking será o Ladbrokes World Grand Prix, disputada na cidade inglesa de Preston, entre 19 e 25 de Fevereiro.

 

Foto de Capa: Fonte: Facebook Oficial da World Snooker

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Como vai a academia?

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O Sporting partiu para Astana sem o gigante holandês capaz de aquecer qualquer rede de uma baliza. No entanto, na bagagem levou o miúdo Rafael Leão. O jovem avançado português parece ser a única aposta, da cantera, de Jorge pastilhas Jesus para a presente temporada. O guarda redes Luis Maximiano foi outro jovem premiado pelo técnico leonino. Mas, haverão outros jovens com capacidade para integrar este plantel?

Iuri Medeiros rogou a(s) oportunidade(s), Tobias Figueiredo parece estar destinado a vender móveis no IKEA, enquanto Palhinha se vai mantendo, mesmo não jogando com regularidade. Como referenciado anteriormente, Diogo Brás continua a brilhar, sendo o jovem leão uma das maiores promessas do futebol juvenil. Elves Baldé é outro jogador em ascensão. O avançado guineense tem deixado boas indicações por terras de Alcochete. De salientar, também, alguns jogadores da equipa B que têm intercalado com a equipa de juniores e na participação da Youth League. Bruno Paz, jogador polivalente, tem deixado boas referências, tal como, Jovane Cabral e Rafael Barbosa. Se por sua vez, Jovane já foi chamado por Jesus, Rafael Barbosa ainda não mereceu a confiança do técnico, tal como Bruno Paz.

Sporting em Astana à procura de um resultado positivo Fonte: Sporting Clube de Portugal
Sporting em Astana à procura de um resultado positivo
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Neste momento, as atenções estão concentradas em Rafael Leão. Notícias dão conta do interesse de Manchester City, sendo que, na minha opinião, será apenas mera especulação. Não está em conta a qualidade deste jogador, forte fisicamente, instinto matador e sem medo de encarar o adversário. JJ preferiu colocá-lo descaído na linha da frente no último jogo. Direi que foi uma opção inteligente, Rafael tem qualidade e poderá acrescentar novas características ainda não desenvolvidas.

Para o jogo desta quinta-feira frente ao Astana, apostaria no jovem Leão na equipa titular. Com um terreno sintético e uma viagem longa que provocará, certamente, imenso desgaste nos jogadores leoninos, o treinador verde e branco deverá provocar várias alterações, principalmente no sector ofensivo. Não podendo, também, arriscar em demasia, até porque este Astana é uma equipa com alguma experiência nas competições europeias. Desta forma, a aposta BNR para o onze titular seria:

Fonte: Bola Na Rede
Fonte: Bola Na Rede

No Cazaquistão, com temperaturas abaixo de zero e num terreno difícil, é importante não haver lesões e que o resultado seja o mínimo aceitável, porque o campeonato joga-se segunda feira, em Tondela!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

 

 

Sporting CP 33-29 SL Benfica: “Leão” ganha vantagem na corrida pelo título

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Cabeçalho modalidadesDepois de ter ido vencer ao Porto no Dragão Caixa, o Sporting recebeu em casa o Benfica, para cumprir um jogo em atraso. Com a vitória nesta partida os leões podiam isolar-se na frente do campeonato.

Logo no começo da partida, o experiente Carlos Carneiro foi excluído por dois minutos. Os visitantes aproveitaram e o central Pedro Seabra abriu o marcador. Apesar de a equipa da casa ter empatado logo no ataque seguinte, o Benfica marcou mais dois golos, contando com um inspirado Hugo Figueira no início da partida.

A equipa de Carlos Resende parecia confortável na partida e manteve a vantagem no marcador até ao minuto onze, numa altura em que Frankis Carol empatou a partida a cinco. Ambas as equipas têm ideologias de jogo idênticas, baseadas no ataque rápido. Isto permitiu que nos minutos seguintes houvessem vários empates e alternâncias na liderança do marcador. Quase a meio da primeira parte, a equipa de Hugo Canela adiantou-se no jogo (10-9) e fez um parcial de 3-1 que iria ser decisivo, já que o rival da 2ª Circular já não conseguiria alcançar o adversário.

Frankis Carol a “voar” mais alto que as “águias” Fonte: Ricardo Rosado
Frankis Carol a “voar” mais alto que as “águias”
Fonte: Ricardo Rosado

O professor Resende ainda pediu time-out para tentar acalmar o jogo, mas o Sporting contava com um inspirado Aljosa Cudic na baliza e conseguiu ampliar a vantagem até ao intervalo, acabando a primeira parte a ganhar 17-12.

Tal como na primeira parte, Pedro Seabra, que havia aberto o marcador no começo jogo, fê-lo também na segunda parte. Mais uma vez, a principal diferença encontrava-se na baliza. Enquanto o Benfica demonstrava dificuldades enormes no ataque, o Sporting continuava a ser eficaz e a manter a diferença no marcador, chegando a estar a vencer 27-19.

Nos dez minutos finais Hugo Figueira voltou para a baliza e Carlos Resende fez alterações no sistema defensivo e aproximou-se até a uma diferença de apenas três golos (31-28). O Sporting não deixou a vitória fugir e isola-se assim no primeiro lugar. O resultado final foi 33-29.

O que trouxe a 1ª jornada do Girabola?

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Cabeçalho Futebol Internacional

A 40.ª edição do Girabola iniciou-se no passado dia 9 de fevereiro, e com o seu início regressou a festa do futebol um pouco por todo o território angolano. Em seguida, irei falar dos jogos da 1.ª jornada do campeonato de Angola.

O pontapé de saída para edição de 2018 foi dado no Calulo, com o crónico candidato ao título Recreativo do Libolo a receber o 1.º de Maio de Benguela. Num jogo em que os visitados controlaram grande parte do jogo apesar da boa imagem deixada pelos visitantes, a equipa do Libolo conseguiu vencer por duas bolas a zero, graças aos golos de Sidnei e Viet. Uma boa estreia para equipa agora comandada por Kito Ribeiro, que quer voltar a ser campeã.

Os dois primeiros classificados da última época (1.º de Agosto e Petro de Luanda) não jogaram para o campeonato, uma vez que tiveram de disputar as partidas das competições africanas: o D’Agosto bateu o Platinum Stars do Zimbabué por 3-0, ao passo que o Petro goleou por 5-0 o Master Security do Malawi. Com estes bons resultados na primeira mão, ambas as equipas estão em excelentes condições de garantir presença nas eliminatórias seguintes.

O outro candidato, Kabuscorp do Palanca treinado pelo português Sérgio Traguil, foi à casa do Recreativo da Caála e acabou por sair derrotado por 1-0. Num jogo bastante entretido e com oportunidades para ambos os lados, a formação da casa levou a melhor e conquistou os seus três primeiros pontos, com o golo a ser apontado por Careca, no decorrer da 2.ª parte.

Em relação aos restantes jogos, os destaques vão para o Domant FC e Sporting de Cabinda que entraram com o pé direito no regresso à principal divisão do futebol angolano: o clube do Caxito venceu pela margem mínima o Sagrada Esperança, ao passo que os “Leões de Cabinda” bateram em casa a Académica do Lobito por 2-0. O Interclube do português Paulo Torres estreou-se com um empate a um golo frente ao Desportivo da Huíla, resultado esse que também se repetiu no encontro entre o JGM do Huambo e Bravos do Maquis.

Em conclusão, foi um fim-de-semana positivo, em que os adeptos puderam celebrar o início do campeonato angolano. Mesmo faltando dois jogos para a conclusão da ronda inaugural do Girabola, apenas as equipas do Rec. do Libolo, Rec. da Caála, Domant e Sporting de Cabinda foram as que terminaram com motivos para sorrir no final dos seus respetivos encontros, uma vez que venceram e já se encontram no topo da tabela, embora isso seja uma situação muito prematura para ser falada. O certo sim é que o Girabola deste ano será novamente repleto ação e incerteza até ao fim!

 Foto de capa: C.R.D. Libolo

 

Valência CF: Falsa crise de talento coletivo

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Cabeçalho Liga Espanhola

O Valência CF é o atual terceiro classificado da La Liga com mais dois pontos que o Real Madrid. Até ao momento a equipa comandada por Marcelino Toral conta com um registo de treze vitórias, 4 empates e 2 derrotas para o campeonato espanhol. Pode-se afirmar que está a ser um percurso bastante positivo em comparação a épocas anteriores, no entanto a última sequência de seis derrotas consecutivas nas diversas competições fez soar os alarmes no Mestalla.

Vamos a factos: três derrotas para a liga espanhola, duas fora e uma em casa com o sempre fortíssimo Real Madrid. Seguiram-se os embates para a Taça do Rei onde, apesar da derrota, o Valência CF no conjunto das duas mãos conseguiu ultrapassar o Alaves, sendo que nas semi-finais encontrou o poderoso Barcelona, acabando derrotado em ambas as partidas.

Dos seis jogos disputados no último mês, o Valência CF defrontou por duas vezes o Barcelona e uma vez as equipas de Madrid. Um calendário apertado e com equipas do top3 poderia explicar esta série de resultados negativos.
O cansaço acumulado provavelmente teve impacto no rendimento da equipa mas não só, a lesão do português Gonçalo Guedes também acabou por não ajudar. O jovem internacional vinha a fazer excelentes exibições e era cada vez mais importante na manobra ofensiva da equipa.
A verdade é que, apesar das justificações, foram seis derrotas consecutivas e uma delas diante do ultimo classificado, Las Palmas, juntando isso às más exibições nessas partidas será que os adeptos têm realmente razões para ficarem preocupados?

Dani Parejo é o capitão da equipa che Fonte: Valência CF
Dani Parejo é o capitão da equipa che
Fonte: Valência CF

O maestro sem orquestra

Dani Parejo é o capitão e grande responsável por toda a manobra ofensiva da equipa, é por ele que passa o jogo do Valência e poderá estar nele a chave para dar a volta à série de maus resultados. Parejo tem a seu lado, no meio campo, Kondogbia que veio no início da época a título de empréstimo do Inter de Milão.

Kondogbia é responsável pelo equilíbrio defensivo da equipa, o que permite mais liberdade a Parejo para se dedicar à manobra ofensiva, no entanto, olhando para o ultimo jogo onde o Valência CF conseguiu vencer o Levante em casa, notou-se claramente um fosso no meio campo com os médios-ala constantemente colados às linhas e com os avançados a movimentarem-se, na maior parte das vezes, para as faixas, ficando a faltar linhas de passe para combinações pelo interior.

Nota-se não só uma enorme dependência da criatividade do médio espanhol mas também alguma falta de apoio dos seus companheiros, tanto dos avançados como dos próprios médios.

A anulação do jogo do Valência CF tem sido relativamente fácil para os adversários, com uma forte marcação individual ao meio campista a construção de jogo da equipa praticamente desaparece.  Esta situação tem sido constante nas últimas partidas, o que tem valido ao conjunto de Toral os rasgos individuais dos avançados da equipa que com os seus golos têm desviado as atenções desta lacuna, que é cada vez mais evidente.

No último domingo, a equipa mostrou mais uma vez as dificuldades evidenciadas no processo ofensivo, mesmo assim acabou por conseguir uma vitória tirada a ferros. Apesar disso, a equipa pode e deve encarar este regresso aos triunfos como um momento de viragem. Trabalhar mais na construção a meio campo é fundamental quer seja com mais um homem na ajuda direta a Parejo quer seja a incutir os seus avançados a descerem mais para criar linhas interiores. Toral tem muito trabalho pela frente mas está mais que provado que este Valência CF tem talento que sobra para continuar a dar luta ao top3, continuando assim na luta renhida por um lugar na Champions.

A equipa de Gonçalo Guedes e Rúben Vezo entrará em campo já no próximo sábado diante do lanterna vermelha Málaga CF, partida que será jogada no mítico La Rosaleda.

Apesar da classificação, o Valência CF terá pela frente uma partida complicada com a equipa da casa a necessitar desesperadamente de pontos para fugir aos lugares de descida. Mais do que uma vitória, os adeptos exigem uma exibição que finte esta crise e que traga o Valência de volta ao seu nível.

Foto de Capa: Valência CF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Real Madrid CF 3-1 PSG: Remontada abre a porta dos «Quartos»

Cabeçalho Futebol Internacional

No jogo mais esperado dos oitavos de final da Liga dos Campeões, defrontaram-se esta noite o Real Madrid e Paris Saint Germain FC. Tinha tudo para ser um espetáculo de futebol, esta noite, no Santiago Bernabéu, um duelo entre jogadores de classe mundial, autênticos “génios da bola”, eram cerca de mil milhões de euros em campo, a coisa prometia…

Promessa cumprida! Os apaixonados pelo futebol não saíram defraudados com esta prenda no Dia dos Namorados.

O jogo demorou a acelerar – tal só aconteceu quando as equipas se desencaixaram uma da outra – pelo que os primeiros 30 minutos da partida foram relativamente calmos e sem grandes motivos de história, merecendo apenas destaque um remate de Cristiano Ronaldo já dentro da área, que esbarrou com violência na cara do guardião dos parisienses, Alphonse Areola. Na resposta a este lance, e praticamente no primeiro momento de perigo, o PSG chega à vantagem por intermédio de Rabiot, que após um passe magistral de Neymar, inaugurou o marcador. Em desvantagem na eliminatória, o Real Madrid estava obrigado a remediar a situação e “assume por completo as despesas do jogo” no último quarto de hora da primeira parte, e acaba mesmo por colocar alguma justiça no resultado ao empatar a partida através da conversão de uma grande penalidade cometida por Giovani Lo Celso por Ronaldo.

No segundo tempo foi o PSG que começou mais pressionante, sendo, à hora de jogo, clara a ideia de que eram os franceses quem estava mais próximo de desfazer a igualdade fruto das oportunidades de Mbappe e Rabiot. De um momento para o outro, e favorecendo o espetáculo, a tendência inverte-se: é o Real Madrid que começa a tomar conta do jogo, a chegar mais vezes à frente (muito por força da entrada de Bale). O “assalto à liderança” já se adivinhava. A remontada veio a confirmar-se aos 83 minutos, novamente por Cristiano Ronaldo, que, num lance onde é notória a sua experiência e astúcia, consegue cheirar o golo e aproveita devidamente a bola que sobrara do guarda-redes adversário. A equipa de Paris acusou de tal forma o golo que acabou por consentir outro, desta feita por Marcelo através de um excelente remate.

Não seria correto dizer, atendendo às equipas envolvidas, que a eliminatória está resolvida, mas a vida está claramente facilitada para os merengues porque com este resultado obrigará certamente, na segunda mão, a equipa do PSG a sair um pouco da sua zona de conforto, o que abrirá espaços para marcar golos, e com isso carimbar passaporte rumo aos quartos-final da Liga dos Campeões.

FC Porto 0-5 Liverpool FC: Reduzidos a pó

fc porto cabeçalho

A pior goleada sofrida em casa pelo FC Porto nas competições europeias ilustra bem a diferença de orçamentos de que Sérgio Conceição não quis falar na véspera. Uma frente de ataque de altíssimo nível dos reds foi fatal para uns dragões demasiado macios. A eliminatória está decidida e a viagem a Inglaterra não servirá para mais do que prestígio e cumprimento de calendário. Sadio Mané, o melhor em campo, apontou um hattrick.

De todos os cenários possíveis e imaginários, verificou-se aquele que os portistas mais temiam. O FC Porto foi humilhado em casa diante de um Liverpool FC que não foi obrigado a mostrar as suas limitações defensivas, aproveitando antes para percorrer as constantes autoestradas que os azuis e brancos lhes foram abrindo. Quando assim é, basta que três setas como Mané, Salah e Firmino estejam inspirados para que o adversário saia vergado a um resultado historicamente negativo.

Sérgio Conceição optou pela fórmula de Chaves, retirando apenas Corona por troca com Brahimi. E por falar no argelino, que sombra do que se lhe conhece. Mas já lá vamos. O Porto apresentava-se num 4-2-3-1 com Otávio à frente de Herrera e Sérgio Oliveira e nas costas de Soares, com Brahimi e Marega responsáveis pelos desequilíbrios nas alas. A entrada dos dragões não faria prever o desfecho trágico, já que até pertenceu a Otávio a primeira grande oportunidade, aos 10’, quando viu Lovren desviar o que parecia ser um remate vitorioso.

Noite para esquecer dos azuis e brancos Fonte: FC Porto
Noite para esquecer dos azuis e brancos
Fonte: FC Porto

A partir daqui o domínio inglês intensificou-se e, face a tamanha leveza com que os azuis e brancos abordaram os lances, foi sem dificuldade que a magia do tridente da frente dos ingleses fez mossa. Isso e uma boa dose de erros clamorosos, desde logo as inúmeras más reposições de José Sá, que numa delas viu Wijnaldum percorrer largos metros ladeado por seis portistas sem que ninguém lhe fizesse frente, até ao momento em que a bola sobra para Mané rematar, sem muita força, para o primeiro da noite. Estávamos a meio da primeira parte e o objetivo de não sofrer golos perdia força num lance em que o guardião português fica muito mal na fotografia. Daí até ao segundo foram cinco minutos de distância. Desta feita, coube a Salah agradecer a postura estática com que a defesa portista via o carrossel ofensivo inglês girar. Fica, contudo, a ideia de que Marega foi travado em falta no início do lance.

A sorte do jogo poderia dar uma reviravolta se Soares, em cima do intervalo, tivesse dado o melhor seguimento a uma boa abertura de Brahimi (que jogando pela zona central parecia outro), falhando o golo por centímetros.

Para a segunda parte Sérgio Conceição optou por lançar Corona em detrimento de Otávio, fazendo a equipa regressar ao habitual 4-4-2 tornando-a, à partida, mais ofensiva mas, ao mesmo tempo, mais permeável com a saída de uma peça do meio campo, zona na qual o Liverpool FC impôs o ritmo que bem lhe apeteceu e, sem surpresas, continuou o seu festival ofensivo, elevando o score para 0-5. Foi, sem dúvida, uma noite em que tudo correu mal à equipa azul e branca e em que se exigia mais poderio físico para aguentar os duelos com os ingleses. Por aí também se explica e derrota expressiva, sem esquecer a incapacidade de ganhar as segundas bolas perto da área dos reds o que, para uma equipa que usa e abusa da profundidade, não abona a seu favor.

Os emails não revelados: Presidente do Caldas SC escreve a toda a equipa

Cabeçalho Futebol Nacional

Um bem haja rapaziada,

Podem estranhar este email, sobretudo no momento em que ele é escrito, mas achei que era a altura oportuna para o escrever. Vou ser breve, porque sei que vocês não têm muita paciência para ler, e porque devem estar ansiosos por mais um treino, ou quiçá por irem até casa.

Não vale a pena voltar à lenga-lenga do costume, de parabéns, de que ficaram na história do Caldas SC, porque isso já vocês sabem. Assim, escrevo-vos somente para vos tentar transmitir a calma e tranquilidade que julgo que irão necessitar nos tempos que agora se aproximam.

Alguns de vocês sentem este clube, este símbolo, estes adeptos e este estádio como eu. Sei que para vocês o que aconteceu foi uma felicidade pessoal que teve ainda mais intensidade por o terem feito ao serviço deste clube centenário.  E isso deixa-me duplamente feliz. Assim como me deixa triplamente feliz ter à frente deste plantel esse grande treinador e acima de tudo esse grande ser humano que é o José Vala.

José Vala, homem da casa, terá sentido o feito do Caldas SC com um orgulho muito especial Fonte: Futebol Distrital de Leiria
José Vala, homem da casa, terá sentido o feito do Caldas SC com um orgulho muito especial
Fonte: Futebol Distrital de Leiria

Assim, o que vos quero dizer, agora que as camâras da televisão e os microfones das rádios estão, durante ainda mais uns dias, virados para outras realidades, é que o que quer que aconteça será sempre de louvar e que ficará para sempre gravado na minha alma, na alma deste clube e de centenas de pessoas que conseguem entender que um grupo de amadores já foi mais longe do que lhe era pedido, exigido ou até fantasiado.

Vocês são especiais não só pelo feito alcançado, mas acima de tudo pelo valor que cada um tem enquanto pessoa, enquanto colega e amigo. Vocês são especiais enquanto grupo. Esse grupo que pôde mostrar a todo o país que é possível alcançar feitos extraordinários, mesmo quando as probabilidades são bem escassas. Vocês fizeram sonhar as pessoas. Fizeram-nas acreditar que é possível alcançar nas nossas vidas coisas que julgamos serem muito complicadas de atingir.

Claro que como Presidente anseio, sonho e desejo que o nosso clube vá ao Jamor. Claro que nunca na minha vida havia imaginado que isso fosse possível, mas agora que o é, não consigo conter essa imagem. A imagem da bancada pintada de preto e branco.  A D. Amélia, o Sr Joaquim, o Pedro, o Ti Alfredo, todos e toda esta população no Jamor. Que felicidade seria!

No entanto, quero ressalvar-vos o seguinte: o que quer que aconteça será motivo de orgulho para mim, para o vosso treinador e para cada um de vocês. Que cada um que vá lá para dentro nos dois jogos da meia final saia do campo com o sentimento de dever cumprido. Que entenda que mais não era possível. Qualquer que seja o resultado.  Quer o nosso autocarro fique virado para o Jamor ou para a nossa amada terra.

É no Jamor que cada caldense deseja estar presente no próximo dia 27 de Maio Fonte: FPF
É no Jamor que cada caldense deseja estar presente no próximo dia 27 de Maio
Fonte: FPF

Que cada um de vós, nos dias seguintes aos jogos, seja felicitado, caminhe de cabeça erguida pelas ruas da nossa cidade, e sinta orgulho no que fez e que esse orgulho seja manifestado por cada pessoa que irá ao vosso encontro. Quer tenhamos ganho ou perdido.

Como eu sou um bocadinho sentimentalista, gostaria que na 2.ª mão da meia-final cada janela da nossa cidade tivesse um qualquer adereço do nosso clube. Que a cidade estivesse pintada com as cores do nosso maravilhoso clube. Que cada pessoa em sua casa faça do seu lar um pouco do Campo da Mata.

Termino, agradecendo a cada um de vós, e com a certeza que receberão um abraço apertado deste vosso Presidente que estará ao vosso lado, mas sobretudo convosco, de mãos dadas, hoje, para a semana, no jogo da meia-final, nas semanas seguintes, no jogo da 2.ª mão e cada dia que passe enquanto aqui estiver na minha cadeira de sonho.

Obrigado a cada um de vós por me fazerem sonhar.

Um abraço

Jorge Reis

Artigo revisto por: Jorge Neves