Na época de 1989-1990 nasceu a Taça da Liga Profissional, uma taça criada pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), à qual foi denominada de Taça Manuel Castelbranco. 5 anos depois, esta competição passou a ser organizada por uma instituição autónoma com o nome de Taça da Liga. No ano de 2008, após a extinção dessa mesma, a competição extingue-se e regressa na época de 2009-2010 a cabo da FPB, com o nome Taça Hugo dos Santos, nome dado como homenagem a um antigo presidente federativo.
Este ano não foi diferente. A competição, que junta os 4 primeiros classificados do campeonato, vai na sua oitava edição e ocorre no Pavilhão Municipal de Sines, onde participaram o SL Benfica, o UD Oliveirense, o FC Porto e o Vitória de Guimarães.
O primeiro jogo deu-se às 15h do dia 10 de fevereiro e confrontava a equipa benfiquista com a equipa vimaranense. Após 3 períodos de completo domínio do Benfica, que conseguiram manter uma diferença de dois dígitos, o Vitória de Guimarães conseguiu reduzir a vantagem e inclusive ficar à frente do marcador. Seguiu-se, a partir desse momento, 6 minutos de um jogo frenético, com várias trocas no resultado, até que, por fim, o Guimarães cedeu e deu a hipótese às águias de vencerem o jogo e garantirem o primeiro lugar para a final.
O jogo frente ao Oliveirense não correu como o esperado Fonte: FC Porto
Nesse mesmo dia, jogou-se o FC Porto e o UD Oliveirense, que se defrontaram pela terceira vez nesta época. O resultado não causou surpresas e o UD Oliveirense vence, mais uma vez, o clube portista com um resultado de 84-79 em fase complementar, num jogo em que se destacou James Ellisor, responsável por marcar 26 pontos durante a partida.
A final realizou-se no dia seguinte, entre o SL Benfica e o UD Oliveirense. Quando se esperava um jogo de altíssima intensidade, o SL Benfica rompeu com todas as possibilidades de uma aproximação de resultado por parte da equipa de Oliveira de Azeméis e partiu para uma vitória larga e tranquila. O placar apontou 99-85 no final dos 40 minutos e, pela 6ª vez, o Benfica levou a Taça Hugo dos Santos para o museu Cosme Damião.
Fazer um top de possíveis ou prováveis vencedores da Liga dos Campeões é sempre um trabalho difícil… ainda por cima um Top 10!
Sabendo que algumas destas equipas elencadas serão necessariamente já eliminadas nos oitavo-de-final que se iniciam esta semana, eis uma possível escala de concorrentes a erguer o troféu, dia 26 de maio, no Estádio Olímpico de Kiev
Em fim-de-semana de Carnaval, o Sporting recebeu e venceu o Feirense por 2-0. Depois de duas derrotas consecutivas (Estoril e Porto, ambas fora) e pressionado pela vitórias dos seus adversários diretos na luta pelo título, os “Leões” desejavam regressar aos resultados positivos perante os seus adeptos e irem mais motivados para o embate da Liga Europa – dia 15 de fevereiro (quinta-feira), frente ao Astana, no Cazaquistão. No lado visitante, os “Fogaceiros” queriam voltar a pontuar para o campeonato para fugir aos lugares delicados da tabela classificativa, após dois desaires frente ao Paços de Ferreira e Desportivo de Chaves, embora cientes de que a sua tarefa não seria nada fácil.
Quanto aos onzes iniciais, Jorge Jesus, face aos castigos disciplinares, foi obrigado a fazer duas alterações na equipa que jogou frente ao FC Porto para a Taça de Portugal: entrou Bruno César para o lugar de Fábio Coentrão e também na ala esquerda Bryan Ruiz rendeu Acuña. Espaço também para a entrada no onze de Fredy Montero e o para o regresso de William Carvalho, depois de lesão. Já Nuno Manta Santos optou por manter praticamente a mesma equipa que foi batida em casa pelo Desp. Chaves, na ronda anterior, fazendo entrar apenas Babanco por Hugo Seco e Luís Machado por Karamanos no onze titular.
O início da partida foi “de leão”: em praticamente dez minutos – os iniciais –, foram cinco (!) os remates defendidos pelo guarda-redes Caio Seco. Um autêntico vendaval atacante que começou com um remate de Doumbia aos cinco minutos; continuou com uma defesa fantástica de Caio a livre-direto de Mathieu e à sua recarga, de Bruno César; e acabou com falhanço do repetente Doumbia – que já tinha fintado o guardião – e mais uma grande defesa a remate fantástico de Bryan Ruiz, em colher.
Os adeptos leoninos gostavam do que viam, mas suspiravam com tantas oportunidades falhadas. Porém, ainda mais suspiraram quando, no minuto vinte, o vídeo-árbitro (VAR) anulou golo a Doumbia, que pensava ter-se já redimido das primeiras ocasiões falhadas. Apesar de parecer que houve falta de Bruno Fernandes, ficam as dúvidas sobre se a mesma foi feita na jogada que originou o golo. Pecou-se, sim, pelo tempo que o árbitro demorou a decidir com o jogo a ficar parado cerca de três minutos.
O certo é que não faltava emoção. Jogo interessantíssimo, com oportunidades de parte a parte e incerteza nas decisões. Aos trinta minutos nova ocasião para o Sporting, com Fredy Montero a cabecear para mais uma enorme defesa de Caio, sensacional até então. Quem não se deixou ficar de imediato foi Rui Patrício: que defesa monstruosa, a melhor do jogo, a cabeceamento de João Silva, de cima para baixo, na melhor ocasião de golo do Feirense. Pelo meio houve ainda tempo para mais polémica, mas os pedidos de penálti da família leonina não surtiram efeito, com Luís Ferreira a não assinalar o castigo máximo, mesmo com a consulta do VAR.
Mas a avalanche atacante do “leão” continuava e só um jogador fogaceiro a conseguia conter: Caio Secco. Que exibição tremenda do guarda-redes do Feirense! Nos últimos dez minutos da primeira parte foram mais duas defesas incríveis, a remates de Mathieu e Bruno Fernandes que tinham selo de golo. E quando não era o guarda-redes, eram os jogadores do Sporting que não tinham a pontaria afinada, casos de – mais uma vez – Seydou Doumbia e William Carvalho, com o primeiro a chegar tarde a um cruzamento e o segundo a cabecear por cima aos 41 minutos.
E uma primeira parte de loucos como esta só podia acabar com mais emoção – sim, outra vez! Primeiro houve mais uma longa interrupção por possibilidade de grande penalidade, mas o remate de Montero foi cortado pela cabeça de Flávio Ramos – que depois demorou a ser assistido – e depois foram Bryan Ruiz e Luís Machado, com espaço e de cabeça, a desperdiçarem para cada uma das suas equipas. Agora sim, há espaço para respirar fundo, intervalo. Primeira parte de loucos, com os artistas a brilharem, com especial foco para a grande exibição dos guarda-redes – principalmente de Caio Secco – e para o desperdício da equipa leonina.
Fonte: Bola na Rede
Para a segunda parte, o técnico leonino decidiu não fazer qualquer substituição, uma vez que a sua equipa até tinha mostrado uma boa atitude na busca do golo durante os primeiros 45 minutos, apesar do marcador não ter sofrido qualquer alteração. A toada nos primeiros instantes manteve-se: Sporting a carregar para chegar à vantagem e o Feirense a fazer de tudo para continuar em situação de empate. Ao minuto 52, Caio Secco voltou a fazer uma excelente defesa a cabeceamento de Doumbia. Num livre ensaiado, Bruno César, ao minuto 60, rematou à baliza do Feirense, embora não tenha causado grandes dificuldades ao guardião visitante.
Vendo que a frente de ataque composta por Montero e Doumbia não ia conseguindo incomodar Caio Secco, Jorge Jesus mandou entrar o jovem Rafael Leão, que assim fazia a sua estreia na Primeira Liga, para o lugar de Bryan Ruiz. A equipa da casa voltou a ter mais um golo anulado aos 69 minutos, desta vez por fora de jogo de Gelson Martins. O Feirense teve uma bela oportunidade ao minuto 72, por intermédio de Edson Farias, que obrigou Rui Patrício a ter de se esticar para evitar o golo visitante. Lumor também fez a estreia pelo Sporting, ao render Bruno César, naquela que foi a segunda substituição do lado leonino. Perante tanta insistência, o Sporting acabou por ser recompensado: na sequência de um canto e após alguma confusão na área do Feirense, William Carvalho cabeceou para fazer o primeiro golo do encontro, que fazia sossegar os adeptos sportinguistas.
Para voltar a equilibrar a equipa a nível do meio-campo, Battaglia foi lançado para o lugar de Doumbia, que no jogo de hoje desperdiçou inúmeras oportunidades para fazer o gosto ao pé. Nuno Manta Santos esgotou as suas substituições e colocou em campo José Valência e Karamanos, com o objetivo de ainda conseguir o golo do empate. João Silva teve uma boa ocasião a três minutos do fim para marcar, mas o seu remate saiu bastante por cima da baliza de Rui Patrício. Quando o Feirense fazia o forcing final para alcançar o empate, o Sporting acabou com as dúvidas no marcador: perto do minuto 90, Montero fez o 2-0, após um cruzamento rasteiro de Gelson Martins.
O Sporting venceu por duas bolas a zero o Feirense, e voltou assim a colar-se aos seus rivais no topo da classificação. Num triunfo que foi complicado, o “Leão” teve de vestir o “fato-macaco” para conquistar os três pontos, que mantém a equipa de Alvalade na luta pelo título.
Dia chuvoso no Restelo, mas muito feliz para Portugal, depois da conquista do Europeu de Futsal no passado dia. CF “Os Belenenses” e CD Aves disputaram a 22ª jornada da Primeira Liga. Uma partida bastante importante para a equipa da Vila das Aves que procurava sair da zona de despromoção, assim como os azuis e brancos procuravam a primeira vitória com Silas no comando. O Aves venceu categoricamente o Belenenses, numa partida com 7 golos.
Silas decidiu mexer muito no onze inicial, fazendo 7 alterações em relação ao ultimo encontro da Primeira Liga frente ao Vitória de Setúbal. Destacou-se a entrada de André Moreira e Licá, que fizeram a estreia a titulares e a ausência de Maurides na frente de ataque da equipa azul e branca. Do lado visitante apenas se destacou a entrada de Artur Moraes no banco de suplentes, substituindo o veterano Quim.
Quem decidiu ir à bola neste domingo à tarde deliciou-se com uma excelente primeira parte. Um verdadeiro espetáculo no Restelo, recheado de golos: cinco foram os tentos que fizeram levantar os respetivos adeptos dos bancos, ainda que fosse apenas para mexer as pernas que já estavam geladas.
Ainda haviam pessoas a chegar ao estádio e já se ouviam os adeptos avenses a festejar o primeiro golo da partida, que surgiu no minuto inicial, após um cruzamento de Nildo Petrolina concluído por Mama Baldé, jovem que está emprestado pelo Sporting CP B. Ao minuto 13, naquilo que era uma saída normal na primeira fase, André Moreira, o guardião do Belenenses, após um atraso de Nuno Tomás, deixou a bola entrar nas redes da sua baliza para grande desagrado dos adeptos azuis e brancos. À passagem da meia hora, o jogo ficou sentenciado com o terceiro golo do Aves marcado por Elhouni, antigo jogador do GD Chaves.
Apesar do resultado favorável, surgiu uma contrariedade para José Mota que teve de substituir Guedes por Derley, devido a lesão. Derley que viria mais tarde a entrar na história do jogo. Os últimos 10 minutos do primeiro tempo foram emocionantes com 2 golos, um para cada lado. Primeiro, Paulo Machado a concretizar a grande penalidade, conseguida pelo recém-entrado Derley. Tiago Martins teve ainda de recorrer ao VAR, confirmando assim a sua boa decisão. Depois foi a vez da equipa de Silas dar o ar da sua graça e marcar o primeiro golo, com um cabeceamento do defesa central Nuno Tomás.
Esta foi uma primeira parte totalmente dominada pela equipa do Desportivo as Aves, que entrou forte e determinada a levar os três pontos para casa.
Fonte: Bola na Rede
A segunda parte, porém, foi bastante mais fraca e desinspirada que a primeira. A verdade é que, com o resultado em 4-1, bastava apenas à equipa de José Mota controlar o jogo. Contudo o segundo tempo não mostrou essa emoção: o primeiro lance de perigo surgiu ao minuto 62, com uma grande arrancada de Elhouni no lado esquerdo, mas a falhar à boca da baliza.
Depois desta ocasião, com substituições de ambas as partes, teve de se esperar até ao minuto 70, desta vez com a equipa do Belenenses a criar perigo na área do Aves com uma falha inacreditável de Licá, que apenas tinha o guardião adversário à sua frente.
A equipa da casa conseguiu ainda reduzir, já no final da partida, com Maurides a marcar de grande penalidade. Até ao final, a equipa do Restelo foi em busca do terceiro golo, mas num contra-ataque rápido foi a equipa de Vila das Aves que marcou o quinto da partida, por Fariña, e fechou o jogo.
O Aves conseguiu o grande objetivo da partida: conquistar os preciosos três pontos na luta pela manutenção e sair, provisoriamente, da linha de água. De referir que os adeptos visitantes estiveram desde o minuto inicial de pé a apoiar, fervorosamente, a sua equipa.
O FC Porto venceu esta tarde o GD Chaves, por quatro bolas a zero, e voltou a assumir a liderança da liga. Depois da vitória a meio da semana sobre o Sporting CP e já com o jogo da próxima quarta-feira para a Liga dos Campeões na mira, os azuis e brancos foram a Trás-os-Montes conquistar os três pontos, num jogo em que a eficácia foi a chave para o sucesso.
Com o nome inscrito no boletim clínico do FC Porto, Aboubakar era já uma ausência certa dos convocados para esta partida, deixando a Tiquinho Soares a possibilidade de repetir a titularidade que já havia tido no jogo da Taça de Portugal. Ainda assim, Sérgio Conceição fez mais duas mexidas, deixando Ricardo Pereira e Brahimi no banco de suplentes e fazendo entrar para os seus lugares Maxi Pereira e Otávio. Do outro lado, um GD Chaves a atravessar um bom momento, contando apenas uma derrota nos últimos dez jogos, frente ao SL Benfica, e a ocupar o sexto lugar da classificação, ainda com vista para os lugares europeus.
Depois de verem o SL Benfica vencer ontem e ascender, à condição, ao primeiro lugar da tabela, os azuis e brancos foram os primeiros a tentar o golo, com um remate de Herrera de fora da área, logo aos três minutos, que obrigou António Filipe a aplicar-se e a tirar para canto. Aos 12 minutos foi a vez de Soares tentar a sorte, mas Domingos Duarte conseguiu o corte e afastou o perigo. E se não foi à primeira, foi à segunda! À passagem do quarto de hora Tiquinho Soares conseguiu mesmo abrir o marcador, com um remate cruzado após passe de Sérgio Oliveira.
Os flavienses não baixaram os braços perante o desbloquear do marcador e continuaram a pressionar o FC Porto, embora sem conseguirem criar oportunidades de perigo. A primeira chegou aos 23 minutos, por intermédio de Matheus que, depois de um bom trabalho no meio campo dos dragões, rematou para uma grande defesa de José Sá. Sem estar por cima no jogo, a formação azul e branca beneficiou novamente da eficácia de Soares na frente para chegar ao dois a zero. O brasileiro recebeu o passe de Maxi, encheu o pé e não deixou qualquer hipótese a António Filipe. O GD Chaves poderia ter reduzido aos 36 minutos, novamente com um bom trabalho de Matheus que deixou para Davidson rematar, mas Maxi apareceu para o corte.
Soares e Marega marcaram três dos quatro golos do FC Porto na partida Fonte: FC Porto
Num jogo intenso e bem disputado, com a equipa da casa a não facilitar a vida aos azuis e brancos, a segunda parte começou com o FC Porto a gerir o resultado e o esforço dos jogadores. Um golo do GD Chaves poderia ter relançado a partida, mas apareceu Marega para trazer mais tranquilidade ao jogo. O avançado maliano fez o terceiro, aos 57 minutos, num remate que saiu fraco mas que só parou no fundo das redes. E para evitar o quarto, só mesmo os ferros da baliza flaviense! Ainda antes dos 60’ Soares podia ter feito o hat trick, mas o poste esteve no caminho da bola e, cinco minutos depois, foi a vez da barra ser o destino do remate do recém-entrado Warris.
O terceiro golo acabou por colocar uma pedra sobre o jogo, dando mais tranquilidade ao FC Porto para gerir a meia hora final, com o GD Chaves a não chegar com perigo junto da baliza de José Sá. Os dragões ainda conseguiram ampliar a vantagem já em tempo de compensação, com Sérgio Oliveira a selar da melhor forma mais uma grande exibição, com um golo à meia volta após combinação com Herrera, a fechar o resultado em 0-4.
A deslocação a Chaves não se adivinhava fácil mas a eficácia de Soares no primeiro tempo ajudou a tranquilizar a equipa, que saiu para o intervalo a vencer por duas bolas a zero e fez os outros dois golos da partida já no segundo tempo. O FC Porto assegurou assim o regresso à liderança isolada do campeonato, com 55 pontos, mais dois do que o segundo classificado, SL Benfica.
Num encontro a contar para a 24.ª jornada da Segunda Liga, CD Nacional e SC Covilhã defrontavam-se num duelo entre equipas que vinham de séries positivas, embora nenhuma tivesse vencido na ronda pretérita.
O Nacional, que interrompera na jornada anterior um ciclo de oito jogos sem perder entrou com vontade de marcar o ritmo, conseguindo três boas oportunidades nos cinco minutos iniciais.
Já os Leões da Serra, que entraram mais comedidos, reagiram depois do susto, subindo algumas vezes à área nacionalista, pese embora sem grande sucesso na criação de oportunidades de golo.
Depois de uma boa entrada, contudo, os minutos que se seguiram trouxeram um futebol mais amorfo e preso ao meio-campo. Ambas as formações denotavam mais dificuldades em furar as defensivas contrárias e as ocasiões produzidas advinham quase sempre de erros defensivos.
Camacho foi quem inaugurou o marcador na Choupana, assinando uma grande jogada individual Fonte: Bola na Rede
Foi já numa altura em que se adivinhava o nulo para a segunda metade, que João Camacho deu uma ‘sapatada’ no marasmo para o qual caminhava a partida. Mesmo a terminar a primeira parte, o extremo madeirense protagonizou uma excelente jogada individual pela esquerda, deixando para trás dois adversários antes de chutar da entrada da área serrana.
Com o marcador inaugurado, o regresso das cabines trouxe um Sporting da Covilhã a procurar ser mais assertivo e o encontro tornou-se então mais interessante. Nem por isso, contudo, se viram melhores oportunidades para colorir o marcador, e até aos dez minutos finais a toada manteve-se.
Com o Nacional a controlar o jogo e o Sporting da Covilhã em busca de melhor sorte, só ao minuto 88 se efetivou o empate, que surgiu como um balde de água fria para a equipa caseira.
O golo conferiu um sabor de alguma injustiça para o Nacional, sobretudo depois de ter ficado momentaneamente reduzido a dez unidades, pela assistência a Vítor Gonçalves, cuja entrada foi atrasada pelo árbitro, numa das jogadas que antecederam o tento serrano. Até ao final, o Nacional ainda procurou regressar à vantagem, mas o empate imperou pelos cinco minutos adicionais.
Mais um domingo de jogo no estádio de São Miguel. Um domingo chuvoso que prometia trazer animação ao povo açoriano numa disputa de três pontos entre o CD Santa Clara e o FC Porto B, equipas que vinham de vitórias moralizadoras e que procuravam somar nova vitória.
A primeira parte começou com o Santa Clara a assumir o jogo, a jogar com as linhas bem subidas e a causar muitos dificuldades aos pupilos de Folha. O FC Porto B tentava explorar as costas da defensiva açoriana mas a verdade é que nunca o conseguiu fruto de uma pressão muito intensa, por parte da equipa de Carlos Pinto, que asfixiava à nascença qualquer tentativa de jogada da equipa azul e branca. A toada do jogo manteve-se e culminou no primeiro golo da equipa da casa. Jogada coletiva de belo efeito, depois de mais uma boa recuperação de bola em zonas perigosas e João Reis, na área, inaugura o marcador.
Era de esperar que a partir daí surgisse um FC Porto B mais ofensivo, a tentar remeter a equipa da casa mais para trás mas foi precisamente o contrário a acontecer. A pressão do Santa Clara intensificou-se e os jovens azuis e brancos iam sentindo muitas dificuldades para fazer face à dinâmica imposta pelos homens da frente dos açorianos.
Já perto do final da primeira parte, nova recuperação e no coração da área, Rafael Batatinha atira forte para o segundo e último golo da partida.
Fonte: CD Santa Clara
Na segunda parte era de esperar que o Porto viesse com uma atitude renovada e que, sobretudo, criasse mais perigo para as redes de Marco Pereira. O Porto B veio, efetivamente, com outra atitude, ainda assim insuficiente para poder mudar o rumo do jogo. A equipa azul e branca tentava colocar mais ritmo no jogo e tentava chegar ao golo mas a estratégia dos encarnados dos Açores condicionou a ideia de jogo da equipa de Folha. O Santa Clara na segunda parte acabou por baixar as linhas e por oferecer a iniciativa de jogo ao FC Porto B. A equipa de Folha não conseguiu aproveitar a maior percentagem de posse de bola e acabou por não criar nenhuma jogada digna de registo nesta segunda parte. Aliás, foi o Santa Clara a dispor da melhor oportunidade desta segunda parte, quando Pineda arrancou em direção à baliza do jovem guardião Diogo Costa, falhando o golo por pouco.
O resultado não mereceu contestação alguma. O Santa Clara conseguiu bloquear o Ferrari de Folha com uma estratégia consertada, conseguindo vencer os dois primeiros classificados do campeonato de forma consecutiva.
Numa altura em que os benfiquistas apelidam o médio do FC Porto de “Felipe Vale-Tudo” e se critica as atitudes de Fábio Coentrão descrevendo-as como “arruaceiras”, resolvi trazer de volta algumas das pérolas que passaram pelo SL Benfica. E, para que fique já esclarecido, a “dureza” dos jogadores em nada está relacionado com a sua qualidade.
O Sofia Open é um torneio ATP 250 que, não fosse a presença de Stan Wawrinka como primeiro cabeça de série, não teria até significativos motivos de interesse. Porém, para os amantes de ténis portugueses qualquer torneio no qual participe João Sousa é relevante, sobretudo numa fase em que o “Conquistador”, atual número 68 mundial, se encontra em busca da forma que o conduziu, em 2016, ao lugar 28 do ranking ATP.
A verdade é que, mais uma vez, a história não teve um final feliz. Depois de na ronda inaugural João Sousa, sétimo cabeça de série, ter derrotado o wild card Dimitar Kuzmanov (7-6[6] e 6-1), logo nos oitavos de final este viria a ser eliminado pelo seu colega de pares, Maximilian Marterer, por 7-5 e 7-6(6) ao fim de 1h40m de batalha. O esquerdino alemão, número 82 do ranking ATP, criou sempre muitas dificuldades a João Sousa com o seu serviço e, mantendo-se mais consistente ao longo do encontro, acabou por vencer com alguma naturalidade.
Já na variante de pares João Sousa, desta feita lado a lado com o seu “carrasco” Maximilian Marterer, acabaria por sair derrotado nos quartos de final da competição pelos segundos favoritos Nikola Metic e Alexander Peya, por 6-3 e 6-3, em apenas 53 minutos. O vimaranense, mais uma vez, jogou muito abaixo do seu potencial e parece não conseguir sair da espiral recessiva em que se encontra. É evidente a fragilidade psicológica do “Conquistador” neste momento da sua carreira e a esta se associa, claramente, uma falta de solidez de jogo que o distancia das suas grandes conquistas do passado recente.
Mirza Basic surpreendeu tudo e todos e acabaria por sair vencedor do Sofia Open Fonte: Sofia Open
No que ao resto do torneio diz respeito Stan Wawrinka acabaria mesmo por chegar à meia-final do mesmo mas, inesperadamente, viria a cair às mãos do qualifier Mirza Basic, número 129 mundial, por 7-6 e 6-4. Na final, Basic marcaria encontro com Marius Copil, número 93 do mundo e outra grande surpresa neste torneio.
No encontro decisivo foi o qualifier quem levou a melhor. Ao fim de três sets e 2h21m de encontro Basic, aos 26 anos de idade, viria a conquistar pela primeira vez na carreira um torneio ATP. Com esta vitória o tenista bósnio entra, pela primeira vez, no top 100 mundial e tem agora responsabilidades acrescidas para os torneios vindouros.
Redigir um texto no qual se questiona se uma equipa rende mais com ou sem a presença na mesma de um futebolista pelo qual foram pagos 20 milhões de euros é, desde logo, um mau sinal. Porém, a realidade atual do FC Porto é precisamente essa: após um longo período de não utilização, nos últimos dois jogos nos quais Óliver Torres esteve em campo durante um substancial período de tempo o FC Porto não foi além de dois empates (0-0) frente ao Sporting CP e ao Moreirense FC.
Desde lá, o pequeno mago espanhol não mais foi utilizado; resultado: os azuis e brancos cresceram francamente a nível exibicional e os resultados acompanharam esse mesmo crescimento. Este trata-se de um fenómeno estranho e de difícil análise. Por um lado, Óliver é o mais criativo de todos os centrocampistas do FC Porto e essa criatividade tem feito falta, em alguns momentos, para desbloquear organizações defensivas mais “fechadas”; por outro lado, sem Óliver na equipa tem ganho preponderância um super-Sérgio Oliveira que, não sendo tão criativo quanto o espanhol, é igualmente competente na tomada de decisão e traz à equipa um maior equilíbrio pela sua agressividade na transição defensiva.
A questão que se coloca é: como solucionar este dilema? Sérgio Conceição não tem sido muito competente na gestão de Óliver Torres. O espanhol ora faz partes das escolhas para o onze inicial, ora não é utilizado, o que em nada abona a favor da sua motivação. Óliver é um génio, tecnicamente o melhor médio da Liga Portuguesa, mas não consegue impor-se por razões que apenas o treinador poderá (e deverá) explicar. Nos dois últimos jogos, frente a SC Braga e Sporting CP, o FC Porto jogou bem e venceu (sem Óliver), mas estes tratam-se de opositores que não limitam o seu jogo ao momento defensivo. É nesses contextos, nos quais a criatividade escasseia (estando centrada, quase exclusivamente, em Brahimi), que o espanhol pode ser mais importante no jogar dos dragões, ajudando a encontrar espaços onde, aparentemente, estes não existem.
Óliver Torres não tem conseguido cumprir com as expetativas colocadas sobre si Fonte: Facebook de Óliver Torres
No momento em que a âncora defensiva do FC Porto, Danilo, se encontra ausente da equipa são necessárias soluções de equilíbrio para o meio-campo dos azuis e brancos. Nesse contexto, Óliver Torres poderá passar por um novo período de “apagão”. Contudo, este jamais deverá ser esquecido porque: 1) tem talento para dar e vender; e 2) constitui um avultado investimento do clube do qual se espera que, no futuro, venha a haver retorno. Tem a palavra Sérgio Conceição…