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Valencia CF 0-2 FC Barcelona: Mais uma taça a caminho?

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Cabeçalho Liga Espanhola

Naquela que foi uma noite de decisões em Valência, no Estádio Mestalla, a equipa da casa recebeu o Barcelona, na segunda mão da Taça de Espanha, ainda sonhando com a presença na final. Tanto o técnico da casa, Marcelino Toral, como Ernesto Valverde não procederam a muitas alterações nos XI’s iniciais em relação ao encontro da primeira mão, no qual os blaugrana venceram por 1-0.

Ao longo de toda a partida assistimos a um grande poderio na posse de bola por parte do Barcelona, como aliás já é hábito no clube da Catalunha. Contudo, na primeira parte, este controlo de jogo não se traduziu em muitas oportunidades de golo ou numa grande superioridade visto que, no fim de contas, o número de oportunidades foi igual. Uma para cada lado, Messi e Rodrigo aos 9 e 14 minutos, respetivamente. A equipa do Barcelona só conseguiu chegar junto da baliza de Domenech por intermédio de Messi, na cobrança de um livre “que era bem à sua medida”, ao qual o guardião espanhol correspondeu com uma bela defesa. Naquele que foi o último lance de perigo do primeiro tempo e, sem dúvida, o mais perigoso, o Valência esteve perto de empatar a eliminatória através de um magnifico cabeceamento de Rodrigo, que a passe da Gaya, enviou a bola à barra.

Até ao final o jogo esteve bastante dividido com a equipa do Valência a inviabilizar o temível poder ofensivo do adversário e, com isso, chegávamos ao intervalo com tudo em aberto.

A história do segundo tempo é simples de se contar; o Barcelona entra da melhor forma ao chegar ao golo por Coutinho, naquele que foi o primeiro golo do brasileiro com a camisola blaugrana. A partir daí, como seria de expectar, Toral incute a ideia de “colocar a carne toda no assador” ao saber que precisava de 3 golos para seguir em frente na competição, o que despoletou um jogo mais aberto, mais rápido, com alguns momentos de parada e resposta, o que foi perfeito para o Barcelona, que com a equipa fortíssima que tem, assim como individualidades de classe mundial, ficava cada vez mais próximo de matar o jogo, dado o maior atrevimento ofensivo dos ches’s .

Surgiram algumas oportunidades de parte a parte, com destaque para uma extraordinária defesa de Cilessen como resposta a uma grande jogada de envolvimento do Valência, naquele que foi o melhor momento futebolístico do jogo.

A verdade é que elas contam lá dentro e a eficácia hoje reinou. O Barcelona, após largos minutos sem fazer uma jogada de perigo, coloca termo ao jogo aos 82 minutos ao aproveitar um erro individual de Gabriel Paulista que resultou num remate exemplar de Rakitic.

O resultado é justo e não merece contestação, pois o Valência conseguiu disputar o jogo mas nunca esteve perto de sair vencedor da eliminatória ao cometer alguns erros que, contra o Barcelona, revelaram-se fatais. Os comandados de Ernesto Valverde vão defrontar na final a equipa do Sevilha e ambicionam conquistar, pela quarta vez consecutiva, a Taça do Rei.

 Foto de capa: FC Barcelona

Portugal 3-2 Rússia: Oito anos depois, estamos na final outra vez!

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Cabeçalho modalidadesO jogo começou como o anterior, frente ao Azerbaijão, isto é, com a vantagem russa nos primeiros minutos do encontro, com um golo do pivot Éder Lima, que não perdoou um erro da equipa nacional na construção de um ataque. Foi uma rápida jogada de contra-ataque conduzida pelo jogador do SL Benfica, Robinho, que ofereceu o golo a um dos melhores jogadores do mundo.

Obviamente que a reação portuguesa não foi tão produtiva como no jogo anterior, até porque a Rússia tem uma qualidade no seu plantel completamente diferente da equipa que afastámos nos quartos-de-final. Mesmo assim, a nossa primeira parte foi bem conseguida, faltando apenas o tento para premia. Houve várias vezes em que conseguimos furar a defesa russa e aparecermos em zona de finalização, através de Tiago Brito ou Pedro Cary, só que o guardião adversário teve muito mérito na forma como “fechou” a baliza perante as nossas investidas nos minutos finais da primeira metade.

O resultado ao intervalo (1-0) refletia aquilo que foi a superioridade russa durante a maior parte do tempo, com algumas sérias ameaças da equipa portuguesa nos minutos finais. A partir desta altura partimos para os últimos 20 minutos a precisar de realizar uma parte fantástica para anular a desvantagem no marcador e foi precisamente isso que aconteceu, mas já lá iremos. Na segunda parte entrámos com a confiança necessária para inverter o rumo dos acontecimentos, com a confiança plena de que o tão desejado golo do empate ia surgir, mais cedo ou mais tarde.

Demorou um pouco, mas finalmente ao minuto 31 os portugueses presentes na Stozice Arena, em Ljubljana puderam fazer a festa, eles que mais uma vez foram sublimes na forma como catapultaram os nossos jogadores rumo à vitória.

Bruno Coelho marcou o terceiro golo de Portugal, aproveitando a baliza deserta dos russos Fonte: UEFA
Bruno Coelho marcou o terceiro golo de Portugal, aproveitando a baliza deserta dos russos
Fonte: UEFA

O jogador do Benfica não se ficou por aqui, uma vez que ao minuto 36 voltaria a fazer o gosto ao pé, num remate muito forte e colocado, sem qualquer hipótese de defesa. O último minuto foi de loucos, pois Bruno Coelho aproveitou a baliza deserta para atirar a contar e fazer o 3-1, que parecia resolver o jogo a nosso favor.Só que no futsal todos os segundos contam e a cerca de 49 segundos do fim Éder Lima bisou e devolveu a esperança aos russos. Com esta nova vida, a equipa do leste europeu tudo tentou para evitar a derrota, mas o cronómetro chegou ao fim e o resultado não mais se alterou.

Com esta grande vitória, Portugal chega a uma final de um Campeonato Europeu pela segunda vez na sua história, depois da edição de 2010 na Hungria. Aguardamos adversário, uma vez que a Espanha e o Cazaquistão ainda vão jogar a outra meia-final mais logo, a partir das 20 horas portuguesas.

Os 10 melhores sul-americanos que passaram pelo FC Porto

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10.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

 

Derlei – A figura mítica que alinhou nos três grandes portugueses. Esteve no FC Porto duas épocas e meia e apontou 39 golos. Conquistou dois campeonatos, uma taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental.

Reforços de Futuro

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Esta semana venho com uma e uma só intenção: ajudar o Benfica. Sim, numa altura em que o clube não atravessa uma boa fase e as exibições da equipa são inconstantes é meu dever, como benfiquista dedicado, colocar-me ao serviço do clube. Não, não iriei falar da situação legal, mas sim daquilo que me parecem ser os reforços necessários para a próxima temporada.

Tendo em conta a atual política do clube (receber muito, não ter a certeza de quanto é que foi recebido devido aos negócios com agentes e gastar pouco) encontrei umas quantas soluções dentro do nosso mercado que me parecem ser de mais-valia para o Benfica.

Comecemos pela baliza. Charles. Guarda-redes do Marítimo que está a realizar uma excelente época ao serviço dos insulares. É verdade que Bruno Varela está a melhorar e que Svilar é um miúdo com futuro, mas não chega. É preciso alguém que transmita segurança e dê uns ares de Ederson. Charles tem isso. Calma, isto não é nenhuma barbaridade. O brasileiro é provavelmente dos guardiões com mais eficácia esta temporada. A cumprir a terceira temporada no nosso campeonato, Charles tem escola no Cruzeiro e no Vasco antes de chegar à Madeira. Dada a capacidade financeira, existente ou inexistente, do Benfica, acredito que por um bom preço possa ser adquirido.

Para a defesa prevejo que sejam necessários dois reforços, um central e um lateral-esquerdo. Para o lado esquerdo Diego Carlos. Este brasileiro foi para França representar o Nantes depois de uma época de estreia o serviço de Sérgio Conceição onde realizou 42 jogos.

Diego Carlos poderá ser uma boa solução para o lado Fonte: FC Nantes
Diego Carlos poderá ser uma boa solução para o lado esquerdo da defensiva encarnada
Fonte: FC Nantes

Esta temporada com Rainieri no comando técnico soma 22 partidas e 2 golos. É regular, consistente e uma das peças daquela que vai sendo uma das revelações na Ligue 1. Também com formação carioca, Diego Carlos tem como ponto a seu favor o facto de conhecer o nosso campeonato. Dada a profundidade e boa capacidade de recuperação, é bom no capítulo defensivo e ofensivo. Não é Grimaldo, mas pode vir a ser.

Zona central é sinónima de Raúl Silva, central que esta temporada tem estado ao serviço de Abel Ferreira no SC Braga. Antes que o digam, não, não estou a formar uma espécie de linha C da selecção brasileira. A verdade é que Raúl Silva, com 28 anos, é perfeito para um Benfica que procura ter uma dupla ao nível de Luisão e David Luiz. Até ver já conta com 7 golos feitos esta temporada, logo, é o clássico central com veia goleadora. Com o crescimento que Rúben Dias tem tido, uma parceria com este brasileiro seria benéfica para o Benfica. Agora, ao contrário de anteriores negócios com o Braga, este não pode custar 15 milhões e ficar no banco.

Um guia para a trade deadline

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Cabeçalho modalidadesEsta época o prazo para as equipas efetuarem trocas surge mais cedo, procurando afastar este do fim de semana do all-star. Assim, depois das 15 horas correspondentes à costa leste americana de quinta-feira, 8 de fevereiro, as manobras em busca de melhores resultados no presente ou de algo melhor para o futuro encontram o seu fim.

Mas, de forma sincera, o que espera desta data limite este ano? Já fomos abalados com a troca de Blake Griffin para os Detroit Pistons e a prova que a lealdade no desporto não passa de meras palavras. Por outro, o ruído em volta de possíveis trades tem sido particularmente intenso esta temporada. Ainda assim, existem alguns pontos de partida para o que pode acontecer até ao fecho do mercado de basquetebol americano. Em primeiro lugar, os Cleveland Cavaliers. Será que a equipa de LeBron James faz alguma manobra relevante? Até que ponto mantém a pick dos Nets procurando salvaguardar um possível futuro sem James após o verão ou, tentados a obter resultados imediatos usam esta como moeda de troca? E J.R. Smith, Isaiah Thomas e Kevin Love? Até que ponto estão seguros no roster de Cleveland? Os Cavaliers são provavelmente a equipa onde surgem mais dúvidas sobre o que se irá passar até quinta-feira.

E em Los Angeles, o que fazem os Clippers? Já trocaram Blake Griffin, avançam para uma reconstrução total do seu plantel? Se assim for, nomes como DeAndre Jordan e Lou Williams, igualmente como o recém-chegado Avery Braddley são elementos importantes e com bastante mercado. Equipas como os Trail-Blazers, os Wizards e os Bucks já olharam várias vezes quer para Jordan como para Williams, e os próprios Cavs podem avançar para uma blockbuster trade. No caso de Braddley, os Thunder procuram um substituto para o lesionado Andre Robertson, sendo o excelente defensor dos Clippers uma opção bastante viável.

Que caminhos seguem os disfuncionais Cleveland Cavaliers? Fonte: NBA
Que caminhos seguem os disfuncionais Cleveland Cavaliers?
Fonte: NBA

Na divisão do Atlântico, surgem igualmente questões à medida que o prazo para trocas se aproxima do fim. O que vão fazer os Boston Celtics? A equipa lidera a conferência mesmo sem Gordon Hayward, que apenas cumpriu alguns minutos nesta temporada antes da grave lesão. Ainda há poucos dias, aproveitaram o buyout que os Suns acordaram com Greg Monroe e assinaram com o poste por uma temporada. A equipa fica mais forte, ganha capacidade de ressalto e pontos vindos do banco, mas ainda há espaço para por exemplo Tyreke Evans. Muito falhado em possíveis trocas, o elemento dos Memphis Grizzlies seriam uma mais-valia para a equipa de Brad Stevens, fortalecendo ainda mais a segunda unidade e procurando garantir a presença nas finais da NBA.

E os rivais Knicks, o que vão fazer? É cada vez mais uma realidade que a equipa não tem argumentos para chegar aos playoffs portanto, seguir o caminho para se tornar uma equipa vendedora e garantir futuras picks e liberdade salarial seria o caminho correto a seguir. Assim, nomes como Courtney Lee, Kyle O’Quinn, Lance Thomas, Jarrett Jack, Michael Beasley e mesmo o jovem Willy Hernangómez podem ser trocados até quinta-feira. Se a equipa se tornar vendedora, o próprio Kanter pode não estar a salvo. Tudo em Nova Iorque pode ser trocado, tirando os nomes de Frank Ntilikina, Tim Hardaway Jr, e a estrela Kristaps Porzingis. Os Knicks ainda têm o grave problema com Joakim Noah, afastadado da equipa depois de um alegado conflito com Jeff Hornacek e uma vontade clara dos Knicks em trocar o center francês, que tem um elevado salário e ainda alguns anos de contrato. Futuras picks podem ter sacrificadas em busca de uma nova casa para Noah.

Até quinta-feira tudo pode acontecer, até mesmo nada disto se concretizar e a montanha parir um rato. Vamos esperar que não e que a trade deadline seja extasiante.

Foto de Capa: NBA

Os 5 melhores da Primeira Liga: Laterais-Esquerdos

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Cabeçalho Futebol Nacional

Terminada a primeira volta, o campeonato aproxima-se a passos largos da reta final onde todas as equipas vão definir a sua classificação.

Sendo certo que nem todas as equipas da Primeira Liga lutam pelos mesmos objetivos e, sobretudo, dispõem dos mesmos orçamentos, o Bola na Rede vai, ao longo das próximas semanas, elaborar um top 5 para cada posição, procurando destacar as figuras do nosso campeonato.

Para o efeito, foram consideradas as qualidades individuais de todos os jogadores da Primeira Liga, mas também o seu tempo de jogo e, sobretudo, o desempenho até ao momento e a forma como contribuíram para o sucesso das suas equipas.

Depois dos guarda-redes, chegou a vez de vermos qual o top 5 de melhores laterais-esquerdos

Carta Aberta a: Bruno de Carvalho

carta aberta cabPresidente Bruno de Carvalho,

Começamos esta carta com um toque de rock’n roll. Um dia, após um encontro com os Rolling Stones, banda de culto, o conhecido artista português João Pedro Pais comentou, com sentido de humor, com Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, “é curioso como este momento foi tão importante para nós… e eles já se esqueceram!”. Sentimos o mesmo quando, após a apresentação da sua segunda candidatura a Presidente do nosso Sporting Clube de Portugal, no Alvaláxia, lhe desejámos a nossa força porque acreditávamos, e acreditamos, convictamente que poderia ser o Homem certo para este cargo.

E, de facto, após vencer as eleições, revelou ser o homem que o Sporting precisava, após os dois anos de presidência de Godinho Lopes, o desfecho de um período absolutamente negro para o clube.

Não foi, portanto, difícil que todos nós, sportinguistas, víssemos em si a solução para tudo aquilo que estava a acontecer. Um homem determinado, sem medos, com objectivos bem definidos, extremamente apaixonado pelo clube e que tinha uma só prioridade, em torno da qual girariam todas as suas acções: o Sporting Clube de Portugal! E era só isto que precisávamos na altura, alguém que nos devolvesse a esperança, que, apesar de característica de um sportinguista, começava a esmorecer, a confiança, o orgulho, a liderança.

Bruno de Carvalho influencia todos com o seu amor pelo clube Fonte: Facebook de Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho influencia todos com o seu amor pelo clube
Fonte: Bruno de Carvalho

Durante os últimos anos, o Presidente, com o apoio dos sócios, assumiu a responsabilidade e comprometeu-se a devolver-nos o Sporting. E foi isso que fez! Criou a Sporting TV, possibilitou a materialização do sonho do Pavilhão João Rocha, aumentou o número de modalidades de 35 para 55, conquistámos vários títulos que nos enchem de alegria e orgulho no ecletismo do clube, começou uma reestruturação financeira e uma gestão que muito contribuíram para tudo o resto, deixou de permitir que jogadores de qualidade saíssem a preço de saldo, fez renascer a força do leão, o respeito dos adversários por um clube que se voltou a afirmar como candidato ao título, lutou incansavelmente pelo VAR, entre tantas outras coisas.

Sim, Presidente, nenhum sportinguista tem memória curta e todos reconhecem que, se hoje o Sporting está como está, muito a si o devemos! E todos valorizam aquilo que fez pelo clube, trouxe-nos a base para sonharmos alto, à altura do Sporting Clube de Portugal, é um presidente e um líder apaixonado e extremamente presente, o que, a princípio, nos parecia perfeito.

O Sporting voltou a ser um clube respeitado. O Sporting voltou a ser um clube eclético. O Sporting voltou a ser um clube vencedor. O Sporting voltou a ser Sporting, um clube tão grande como os maiores da Europa. Haverá cenário mais animador?

Temos a certeza que já o fez muitas vezes, mas oiça a força dos adeptos a cantar O Mundo Sabe Que no estádio ou no pavilhão. Essa força, alicerçada numa esperança de quebrar a sina de mais de uma década e sermos campeões, há uns anos era menor: aumentou também graças a si, Presidente!

O que não perder nos Jogos Olímpicos 2018

Cabeçalho modalidadesAs Olimpíadas de Inverno 2018 em PyeongChang, na Coreia do Sul, estão aí à porta e há certas provas que não vais querer perder. Estes são os grandes destaques do certame e, de veteranos em busca de redenção a novos talentos que tentam quebrar ciclos de domínio, prometem fazer as delícias dos amantes do desporto.

Após anos conturbados com lesões que a fizeram perder Sochi 2014, a figura maior do ski alpino, Lindsey Vonn, está de volta aos bons resultados. Apesar de o seu grande foco ser bater o recorde mais vitórias em provas da Taça do Mundo, leva 81 e está a apenas 5 do número histórico de Ingemar Stenmark, a americana tem-se mostrado em forma e é uma forte candidata a, oito anos depois, voltar a conquistar o Ouro olímpico.

No hockey no gelo, o grande destaque é a ausência de atletas da NHL, já que os russos poderão competir beneficiando do estatuto especial criado pelo Comité Olímpico Internacional (IOC). Assim, espera-se uma competição bem mais equilibrada e propícia a algumas surpresas, dando às seleções europeias maiores possibilidades de lutar pela vitória.

Já no biatlo, há um claro favorito à partida, Martin Fourcade que tem dominado a modalidade nos últimos sete anos. Anton Shipulin, um dos poucos que lhe vai conseguindo fazer frente, foi um dos russos impedidos de participar e, por isso, fica nos ombros do jovem Johannes Thingnes Bo a responsabilidade de rivalizar com o francês, num duelo que será um prelúdio da luta pelo trono da modalidade para os próximos anos.

Stina Nilsson quer afirmar-se como a grande figura do cross country feminino Fonte: FIS
Stina Nilsson quer afirmar-se como a grande figura do cross country feminino
Fonte: FIS

O ski cross country é outra modalidade afetada pela falta de alguns dos campeões russos, neste caso pela ausência de Evgeny Ustyugov, triplo medalhado olímpico. O jovem prodígio Johannes Hosflot Klebo vai estrear-se nos Olímpicos com o favoritismo de liderar a Taça do Mundo, mas com veteranos como Dario Cologna e Martin Sundby à espreita de uma oportunidade para voltar a alcançar as medalhas. No lado feminino, deverá ser uma luta das esquiadores do norte da Europa, com a norueguesa Heidi Weng, a melhor dos últimos anos, a enfrentar como principal concorrência uma dupla sueca. A veterana Charlotte Kalla, que já conta dois ouros e três pratas em Olímpiadas anteriores e a jovem Stina Nilsson que tem tido uma preparação para os Jogos bastante pragmática e que já lhe rendeu três provas da Taça do Mundo esta época.

Nos saltos de ski masculino tem havido um grande equilíbrio durante a época. Kamil Stoch dominou o Torneio dos 4 Trampolins e chega às Olímpiadas como líder da Taça do Mundo, mas os candidatos às medalhas são mais que muitos e até o veterano e quatro vezes medalhado de ouro Simon Ammann, que está na fase descendente da carreira, voltou recentemente aos podiuns em provas da Taça do Mundo com um terceiro lugar em Tauplitz. No lado feminino, Maren Lundby tem sido dominadora esta temporada, em contraste com Sara Takanashi que ainda não venceu nenhuma prova da Taça do Mundo e tem tido desempenhos mais modestos que o habitual, mas a qualidade da japonesa é inegável, demonstrado pelos inúmeros recordes que detém, e esta quererá vingar o 4.º lugar de Sochi e conquistar a sua medalha olímpica.

Entre os russos que estarão na Coreia do Sul, Evgenia Medvedeva é uma das principais figuras e depois de tomar de assalto a patinagem artística nos últimos dois anos, o título olímpico parecia quase uma mera formalidade. No entanto, muito recentemente, a sua parceira de treino Alina Zagitova está a fazer uma transição perfeita dos júniores para os séniores e pode ser a atleta com mais hipóteses de evitar a expectável coroação de Medvedeva.

Na patinagem de velocidade, Sven Kramer entra, pela terceira vez consecutiva, nos Jogos Olímpicos como a principal figura e tentará, finalmente, chegar ao ouro nos 10.000 metros, que lhe escapou nas duas anteriores apesar de ser há longos anos o maior especialista da distância. Na pista curta, Victor An, o coreano naturalizado russo que dominou em Sochi, não terá oportunidade de concretizar a sua despedida de sonho, já que também não será autorizado a competir pelo IOC.

Finalmente, um olhar para duas curiosidades. O combinado nórdico é uma prova com uma inigualável singularidade e bastante interessante de acompanhar, com a originalidade extra de ser a única sem participação feminina. Um olhar também para a equipa nigeriana de bobsleigh, que tem já causado sensação, algo semelhante ao da equipa jamaicana de há algunas anos. As três atletas que compõe a equipa eram do atletismo, mas mudaram-se para o trenó e garantem, pela primeira vez, representação nigeriana nos Jogos de Inverno.

Foto de Capa: IOC

Mark Williams conquista o 20.º título da carreira no German Masters

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Cabeçalho modalidadesNum torneio que contou com algumas ausências de peso, como foram os casos de John Higgins, Marco Fu ou do astro do snooker, Ronnie O’Sullivan, acabou por ser o galês Mark Williams a superiorizar-se a toda a concorrência, vencendo o 20º título pontuável para ranking da sua carreira. Aos 42 anos, Williams torna-se o quinto jogador mais bem sucedido da era moderna do snooker, no que se refere ao número de títulos conquistados, estando apenas atrás de Stephen Hendry, Ronnie O’Sullivan, Steve Davis e John Higgins.

Na primeira ronda, claro destaque para a eliminação do bi-campeão mundial, Mark Selby, aos pés de Xiao Guodong, agora 29º do ranking, por 5-3. Graeme Dott começou logo nesta ronda a demonstrar que entrava neste torneio para contrariar os favoritismos e bateu Barry Hawkins também por 5-3.

Ainda nesta ronda, vitórias paras os favoritos Mark Williams (5-3 frente a Fergal O’Brien), Judd Trump (5-3 perante Bem Woollaston), Shaun Murphy (derrotou Allan McManus por 5-2), Joe Perry (5-4 frente a Yu DeLu) e Ding Junhui (5-3 frente a Michael Georgiou).

O chinês, que tem atravessado uma época muito complicada em termos de resultados, parece começar a crescer nesta importante fase da época, e venceu também na segunda ronda, desta vez frente a Ricky Walden por 5-2.

Nesta segunda ronda, destaque ainda para as vitórias de Mark Williams (5-2 frente a Matthew Selt), Judd Trump (bateu Joe Perry por 5-3), Shaun Murphy (5-1 contra Mark Joyce) e Graeme Dott (vitória por 5-4 no confronto com Mei Xiwen).

Chegados aos Quartos-de-Final, a dificuldade dos jogos foi aumentando. Mark Williams bateu Jimmy Robertson por 5-3 e Shaun Murphy, num difícil encontro, conseguiu afastar Ryan Day por 5-4. O chinês Ding Junhui, apesar da subida de rendimento, não conseguiu ultrapassar Judd Trump, saindo derrotado por 5-3.

Ainda nesta fase, registou-se aquele que foi talvez o encontro mais entusiasmante do torneio. Defrontavam-se Graeme Dott, actual 25.º do ranking mundial, e Xiao Guodong, 29.º. O chinês parecia ter a vitória quase garantida, quando vencia por 4-0, mas de forma estupenda, Dott conseguiu recuperar, vencendo por 5-4, marcando assim encontro com Shaun Murphy nas Meias-de-Final.

Graeme Dott protagonizou uma recuperação fantástica no encontro dos Quartos-de-Final Fonte: Facebook Oficial World Snooker
Graeme Dott protagonizou uma recuperação fantástica no encontro dos Quartos-de-Final
Fonte: World Snooker

Também nesta fase Graeme Dott brilhou e apurou-se para a final do torneio ao afastar o sexto do ranking mundial, após uma vitória por 6-4.

No outro jogo das Meias-de-Final, Mark Williams foi avassalador e bateu Judd Trump por 6-1.

Apesar da brilhante campanha de Graeme Dott a longo da competição, Mark Williams não abrandou o ritmo com que vinha das Meias-de-Final e entrou na Final a todo o gás. No final da primeira sessão já vencia por 7-1 e acabou mesmo por vencer logo os primeiros dois frames da sessão da noite, vencendo o encontro por 9-1. Um torneio em crescendo por parte de Williams, que foi arrasador nos encontros frente a Trump e Dott, não dando qualquer possibilidade aos seus adversários de discutirem os encontros.

Com esta vitória, Mark Williams subiu ao sétimo lugar do ranking mundial e tornou-se no quinto jogador com mais provas pontuáveis para ranking conquistadas na era moderna do snooker (20).

O calendário World Snooker prossegue já no decorrer desta semana, com a realização da Shoot Out, uma competição que será disputada no Coliseu de Watford (Inglaterra), num registo muito particular: Os encontros disputam-se apenas num único frame (1-0), com a duração máxima de 10 minutos e tempo limite (shot clock) para os jogadores tacarem: 15 segundos nos primeiros cinco minutos do duelo, 10 segundos nos últimos cinco minutos do embate.

Foto de Capa: World Snooker

Nem os deuses ganham ao tempo

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Cabeçalho modalidadesNo fim, Jaromir Jagr estava longe de ser aquele que sempre conhecemos. Olhávamos para ele e víamos a idade a pesar-lhe nas pernas, e todo o esforço que fazia para as arrastar gelo acima e gelo abaixo. De certa maneira, esse esforço ainda era mais denunciante num homem a quem tudo pareceu sempre tão fácil. Começámos então a ver coisas que nunca dantes tínhamos reparado: os olhos cansados, o cabelo grisalho, os pés preguiçosos, os esgares de dor. Então compreendemos: os deuses também envelhecem.

Primeiro Período: O adeus a um dos maiores.

E assim, sem uma despedida à altura da personalidade em questão, Jagr deixou a NHL e regressou à República Checa. Haverá quem veja neste fim uma mancha na carreira de Jagr, uma fraca representação daquilo que é o seu legado. A essas pessoas diria que não percebem o legado de Jagr. Os números, ninguém lhos tira. Terceiro de sempre em golos, segundo em pontos, terceiro em jogos disputados. Muito melhores seriam estes números sem o interregno de três anos na KHL. Quaisquer que sejam os padrões utilizados, Jagr é um dos melhores jogadores da história do hóquei no gelo. Ao mesmo tempo, foi muito mais do que isso. Foi a antítese perfeita de Lemieux. Mario, o imperador, a camisa onde nenhuma nódoa se atrevia a cair. Jaromir, o arlequim, a mullet e as calças de ganga de cintura alta, a mostrar a fivela do cinto. Puro 90’s.

Jaromir Jagr a dar sardinhas a Luc Robitaille Fonte: Sports Illustrated
Jaromir Jagr a dar sardinhas a Luc Robitaille
Fonte: Sports Illustrated

Como qualquer um dos grandes jogadores, Jagr teve muitas facetas durante a sua carreira. O Jagr pós-KHL era outro jogador. Perdido estava o irreverente, o bad boy, a prima donna. Passou a ser um homem dedicado à sua arte e obcecado com o treino. Jagr logo percebeu que o jogo a que voltava era muito diferente daquele que deixara. O tempo dos espíritos livres tinha acabado. O hockey passara a ser um desporto de trabalho. E ele trabalhou como ninguém, com uma lealdade inabalável, quase religiosa, inspirando muitos jovens pelo caminho. Ele sabia que já não tinha a velocidade necessária para acompanhar os mais novos, então adaptou-se. Tornou-se num objeto inamovível, usando o seu peso e volume em sua vantagem. Ninguém lhe conseguia tirar o disco. Foi assim que ainda conseguiu ser líder em pontos em duas equipas diferentes depois dos 40.

Para o fim, começamos finalmente a entendê-lo. A sua dedicação ao jogo vinha do medo de o perder. O principal desejo de Jagr nunca foi ganhar, ou superar a competição, foi sempre jogar pelo prazer de jogar. Jagr só queria jogar porque podia fazê-lo e fê-lo até não poder mais. Queria jogar para sempre, queria vencer o tempo. Não conseguiu, mas caramba se não esteve perto.