Início Site Página 10780

Gonçalo Paciência a caminho da Seleção Nacional?

0

fc porto cabeçalho

Depois de estalar a polémica entre Tiquinho Soares e Sérgio Conceição o FC Porto decidiu proceder ao resgate de Gonçalo Paciência, que se encontrava cedido a título de empréstimo ao Vitória FC. Não é possível ter a certeza dessa relação causa/efeito mas o que é facto é que o timing desta operação em tudo o indica.

Independentemente da razão que levou ao regresso de Gonçalo, importa perceber que benefícios isso poderá trazer ao clube e, principalmente, a um jovem jogador que parecia estar finalmente a afirmar-se na Primeira Liga. Aos 23 anos de idade e após empréstimos fracassados à A Académica de Coimbra, Olympiacos FC e Rio Ave FC, o filho de Domingos, antiga glória do clube, parecia condenado a ficar na sombra do pai e a não confirmar todos os créditos e expetativas criadas depois dos seus desempenhos nos escalões de formação do clube. O próprio André Silva, mais novo que Gonçalo, conseguiu um lugar ao sol primeiro que o segundo rebento do clã Paciência. O que é certo é que pela mão de José Couceiro, Gonçalo estava a realizar uma época de altíssimo nível, com o apogeu a dar-se na Taça da Liga onde quase levava o Vitória FC à vitória final com várias belíssimas exibições.

"Bom filho a casa torna". Gonçalo regressou ao FC Porto após uma bem sucedida passagem pelo Vitória FC Fonte: Facebook do FC Porto
“Bom filho a casa torna”. Gonçalo regressou ao FC Porto após uma bem sucedida passagem pelo Vitória FC
Fonte: Facebook do FC Porto

Chega agora ao FC Porto mais maduro mas com uma tarefa substancialmente mais espinhosa. Aboubakar e Marega estão de pedra e cal, Waris foi contratado, e há ainda Tiquinho, que a julgar pela convocatória para o jogo com o SC Braga é, agora, a última opção.

No que toca às qualidades individuais, Gonçalo parece ter tudo para se vir a afirmar como um ponta de lança de nomeada. Com o espírito de sacrifício e dedicação certos poderá mesmo vir a ser um caso sério no nosso futebol. Em termos de talento individual Gonçalo parece-me, até, bastante superior ao já aqui mencionado André Silva. É muito completo. Forte a jogar de costas para a baliza, é dotado de uma técnica apurada e tem velocidade quanto baste para explorar a profundidade. É móvel mas fisicamente possante e é, igualmente, forte no jogo aéreo. Faltar-lhe-á o faro de golo e instinto matador mas essa não parece ser, de facto, caraterística abundante nos avançados com passaporte português.

No entanto, aos 23 anos é essencial que possa explorar o seu talento com regularidade e que tenha os minutos suficientes para provar o seu valor e a margem de manobra para errar antes de se afirmar. Custa-me a crer que o FC Porto seja, por esta altura, a melhor solução para a carreira do jogador e parece-me que seria benéfico para todas as partes que Gonçalo pudesse terminar a época em Setúbal e fazer a transição para a casa-mãe apenas no final da temporada. Por paradoxal que possa parecer, considero que a incorporação num grande como o FC Porto acaba por diminuir as suas chances de estar presente no Mundial (já não eram muitas, diga-se) já que, em principio, terá um tempo de jogo infinitamente inferior ao que vinha tendo no Sado.

Ainda assim, a esperança de ver Gonçalo Paciência a brilhar vestido de azul e branco é muita e cabe ao jogador conquistar o seu espaço nas opções do treinador e mostrar que é uma alternativa válida aos dois africanos que moram, atualmente, na frente de ataque do FC Porto.

Foto de Capa: Facebook do FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Beleza e eficácia não estão no mesmo dicionário

Cabeçalho Futebol Nacional

A atual história de duas equipas que não se esquecem da beleza do futebol, mas que “deixam de lado” o mais importante, as vitórias, é uma realidade nesta nossa época desportiva. Vitória Futebol Clube e Estoril Praia têm demonstrado, ao longo desta época, um futebol bem atrativo e positivo. Algo bem digno de registo. Contudo, as vitórias são escassas e, por isso mesmo, as duas equipas encontram-se cá para mais baixo na tabela classificativa.

Sob a tutela de José Couceiro e de Ivo Vieira, as duas equipas têm sido sempre fieis a si mesmas, inclusive nos jogos dito grandes (o Vitória, por exemplo, em tempo regulamentar, empatou com o Benfica e com o Sporting na Taça da Liga; por sua vez, o Estoril vendeu cara a sua derrota no Estádio da Luz, venceu o Sporting recentemente e, antes dos incidentes já mais do que debatidos relativos à bancada, vencia o Porto por uma bola a zero no António Coimbra da Mota). Tanto a equipa do Sado como a equipa da linha têm mostrado bons indícios de que são equipas merecedoras dos lugares mais acima na tabela.

A excelente época e as exibições na taça da liga permitiram-lhe o regresso a casa Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência
A excelente época e as exibições na taça da liga permitiram-lhe o regresso a casa
Fonte: Facebook Oficial de Gonçalo Paciência

O Vitória tem, de facto, um bom plantel. Arnold, João Amaral e João Teixeira, comandados por Gonçalo Paciência, que já foi chamado de volta a casa, são alguns exemplos que comprovam o bom nível de jogadores que os sadinos apresentam. Fazem jus à sua qualidade e são protagonistas de jogadas que deliciam qualquer adepto. As investidas ofensivas de Arnold no corredor direito, os belos lances individuais de João Amaral e de João Teixeira ou até mesmo os golos de Paciência representam imagens de marca da equipa sadina e definem-se como momentos belos do nosso futebol.

A sua qualidade é inegável, e ficou patente no último jogo Fonte: instagram de Lucas Evangelista
A sua qualidade é inegável, e ficou patente no último jogo
Fonte: instagram de Lucas Evangelista

Todavia, e embora com condicionantes ligeiramente diferentes, e mais propriamente após a chegada de Ivo Vieira, o Estoril Praia tem também potenciado os seus jogadores. Exemplo máximo disso mesmo é Lucas Evangelista. Seja pela visão de jogo, pela elevada qualidade de passe ou até mesmo devido à forte meia distância que apresenta, o médio brasileiro comando as tropas estorilistas para o bom futebol. Contudo, o ex-Udinese não é o único a demonstrar um futebol acima da média. A capacidade de decisão de Victor Andrade, a frieza do médio cipriota Kyriakou e a finalização do mais do que conhecido Kléber são também fatores que justificam e influenciam o positivo futebol frequente na equipa da linha.

Ambos os treinadores o dizem e com razão: “A jogar assim os resultados acabarão por aparecer”. Tanto José Couceiro como Ivo Vieira só têm de estar satisfeitos com o futebol praticado pelas respetivas equipas. Se os pontos não interessassem, Vitória Futebol Clube e Estoril Praia estariam bem mais para cima no que diz respeito à tabela classificativa. Contudo, e por fim, fica aqui o conselho mais do que óbvio: mais importante do que jogar bonito é pontuar; só assim é que o sonho da manutenção será uma realidade.

Foto de capa: nowgoal.id

Artigo revisto por: Jorge Neves

O fim-de-semana verde e branco

sporting cp cabeçalho 2

Mais uma semana, mais um resumo. Resultados globalmente positivos, com o destaque maior a ir para os dois títulos europeus conquistados pelas equipas de Atletismo! Realçar ainda o trilho do Futebol Feminino na Liga Allianz, assim como a vitória da equipa feminina de Futsal no início da fase de apuramento de campeão. Pela negativa surge o Futebol masculino, numa semana de altos e baixos.

Andebol | Triunfo ante o Boa Hora FC por 32-44. A formação de Alcântara até começou melhor, conseguindo uma vantagem de quatro golos (10-6), contudo os campeões reagiram da melhor forma e  passaram para a frente, chegando ao intervalo a vencer por três tentos à maior (19-22). Na segunda parte, os pupilos de Hugo Canela entratam a todo o gás com sete golos sem resposta (19-29), o que ditou a marcha do marcador daí em diante com os Leões a gerir a vantagem e a turma da casa a procurar reentrar no jogo, mas sem sucesso. Pedro Valdes foi o melhor marcador do encontro, com oito remates certeiros. Seguem-se dois jogos para o Campeonato: o clássico de acerto da jornada vinte ante o FC Porto, agendado para terça feira, seis de Fevereiro, no Dragão Caixa, e a recepção ao ADA Maia/ISMAI no Sábado, dez de fevereiro, pelas quinze horas, no Pavilhão João Rocha.

Andebol em Cadeira de Rodas | A turma verde e branca venceu os desafios do fim-de-semana, diante do IFC Torrense, por 19-4 em ACR6 e 2-0 em ACR4. Os leões mantêm, assim, a invencibilidade em ambas as provas, sendo que os próximos jogos serão ante o IFC Torrense, liderando ambos os campeonatos.

Andebol em Cadeira de Rodas segue na liderança dos Campeonatos ACR6 e ACR4 Fonte: Sporting Fans - Modalidades
Andebol em Cadeira de Rodas segue na liderança dos Campeonatos ACR6 e ACR4
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Atletismo | O destaque do fim-de-semana: dois momentos de Glória Europeia, Leoas e Leões venceram a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato! A equipa masculina conquistou o décimo quinto título europeu, fruto das prestações do queniano Davis Kiplangat, Campeão Europeu individual, de Rui Pedro Silva (sexto classificado), Rui Teixeira (sétimo classificado) e Licínio Pimentel (décimo primeiro classificado); referir ainda a importância dos outros dois elementos da equipa: Bruno Albuquerque e Alberto Paulo, isto porque apesar das suas posições não serem contabilizadas para a classificação colectiva (elaborada com base na classificação dos quatro primeiros elementos de cada equipa), foram determinantes para a concretização da estratégia da equipa! Já no feminino foi a primeira vez que o Sporting Clube de Portugal se sagrou Campeão Europeu da disciplina, e logo de forma retumbante, isto porque as Leoas Jéssica Augusto, Sara Moreira, Inês Monteiro, Svetlana Kudelich (a atleta bielorrussa é especialista nos três mil metros obstáculos), Catarina Ribeiro e Carla Salomé Rocha deram uma prova inequívoca do poderio leonino nas distâncias de fundo ao integrarem o Top 12 da classificação individual! Referir ainda que, com esta conquista da equipa feminina, o Sporting Clube de Portugal é agora o único Clube a deter as quatro competições europeias da Modalidade (Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista Masculino e Feminino e Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato Masculino e Feminino), totalizando dezoito títulos, concentrados essencialmente no Crosse Masculino (quinze), e para além disso o Sporting Clube de Portugal soma assim 27 taças europeias conquistadas em quatro modalidades distintas (Andebol, Atletismo, Futebol e Hóquei em Patins)! Leões e Leoas preparam-se agora para os Campeonatos de Portugal de Pista Coberta (dez e onze de Fevereiro), uma competição de cariz individual que será disputada em Pombal, sendo que a próxima competição colectiva terá lugar no mesmo local, mas a dezassete e dezoito de Fevereiro: o Campeonato Nacional de Clubes de Pista Coberta.

Carambola | O Sporting CP empatou (2-2) diante do CB Amadora, mantendo-se assim no segundo lugar da tabela classificativa. Na próxima jornada defrontam-se as equipas A e B dos Leões.

Futebol feminino | As Leoas deram mais um passo em frente rumo à renovação do título nacional, isto após empatar sem golos na recepção ao SC Braga. Foi um jogo morno, muito disputado taticamente, com bastantes “duelos” no meio-campo. As verde e brancas seguem assim com quarenta pontos somados, mais cinco que a formação minhota. Na próxima jornada, as pupilas de Nuno Cristóvão deslocam-se ao reduto do Quintajense.

Futebol Feminino: Isoladas e invictas Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futebol Feminino
Futebol Feminino: Isoladas e invictas
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Futebol masculino | Montanha-russa no Campeonato Nacional: depois de na quarta Feira vencer o Vitória SC por 1-0 e ascender à liderança à condição (porque o FC Porto tinha, e tem, menos um encontro disputado), no entanto no Domingo a derrota no Estoril (2-0) deixou os Leões em igualdade pontual com o SL Benfica e a dois pontos do FC Porto. Segue-se jogo da Taça, no Dragão, e recepção ao Feirense para o Campeonato.

Vitória FC 3-0 CF Os Belenenses: Finalmente, Vitória

Cabeçalho Futebol Nacional

O Bonfim  recebeu o Belenenses para o fecho da 21ª jornada da Liga Portuguesa. Numa noite fria e ventosa, o Vitória começou a jogar a para o lado do Sado e, como tal, tirou partido das condições climatéricas.

Os sadinos entraram muito bem na partida criando o primeiro ataque do jogo, logo no primeiro minuto, mas após um excelente cruzamento de João Amaral, o camisola 36, Edinho, cabeceou ao lado da baliza. O quase veterano não perdeu o ânimo e minutos depois voltou a criar perigo, mas, ao tentar jogar bonito, acabou por desperdiçar uma grande oportunidade.

A primeira parte resumiu-se a uma palavra: Vitória. Nos 45 minutos inicias, existiu apenas Vitória que jogava defrontava um Belenenses muito faltoso. O problema não estava na construção no jogo, mas sim no último passe a na finalização, algo que se tem revelado o grande problema da equipa de Setúbal ao longo da época. Já perto do intervalo, Edinho voltou a ter tudo nos pés, num lance com muita confsão na área, a bola acabou por se perder e chegar às mãos de Felipe Mendes, que não cedeu.

Aos 45, mesmo antes do apito, o Vitória favoreceu de um livre a meia distância (à vontade a 30 metros da baliza). Mais uma vez, o camisola 36 foi chamado ao dever e, desta vez, não falhou. Estava feito o 1-0 no Bonfim com um livre direto que valeu mais um grande golo para a conta de Edinho.

A segunda metade só diferiu da segunda na capacidade de finalização. O Vitória continuou a ser a melhor equipa em campo e logo aos 50 minutos João Amaral fez o segundo golo, depois de um grande lançamento de linha lateral de Patrick e assistência de Costinha.

O jogo correu sempre no mesmo sentido, numa noite em que o Belenenses parecia desinspirado e com grande dificuldade em construir jogo. Atrevo-me a dizer que parecia uma equipa completamente distinta da que se debateu contra o Benfica, na passada jornada.

O terceiro golo não tardou a aparecer, desta vez por parte de João Teixeira. Após uma perdida de bola infantil por parte de Florent, o médio sadino não perdoou e fez o 3-0.

O jogo acabou mesmo por ficar por aí e, fica, no fim, uma dedicatória a Vasco Fernandes.

Lendas do Atletismo: Gail Devers – A estrela das unhas esquisitas

0

Cabeçalho modalidadesAtravés da rubrica “Lendas do Atletismo” iremos revisitar alguns dos nomes maiores do nosso desporto, dando a conhecer também aos mais novos aqueles atletas que devem ser imortalizados e nunca esquecidos.

Começamos por falar de um nome por demais conhecido das gerações de 80/90: Gail Devers! Confesso que a atleta é uma das primeiras recordações que eu tenho do Track & Field. Ainda em criança, acompanhava pela televisão os grandes eventos e numa dessas ocasiões, sentado ao lado do meu pai, não consegui esconder o espanto (ou até o medo!) por aquela mulher de expressão séria e com umas enormes unhas, compridas até ao ponto de enrolarem. No final, venceu. Eu sabia que ela iria vencer assim que a vi. Se é verdade que as unhas sempre foram uma das imagens de marca de Devers enquanto atleta, esta deve ser recordada sobretudo por ter sido uma das mais extraordinárias atletas da história, tendo enfrentado um percurso que jogou muitos obstáculos contra si.

As unhas eram uma das imagens de marca Fonte: Macrumors
As unhas eram uma das imagens de marca
Fonte: Macrumors

Recuemos então até ao início da carreira da atleta de Seattle. Desde cedo, começou a destacar-se no Atletismo, sendo que a especialidade na escola secundária eram os 800 metros, a meia distância. Quando chegou à universidade, nomeadamente a UCLA, conheceu Bob Kersee, treinador-estrela do desporto norte-americano e do Atletismo em geral e que a incentivou para as distâncias mais curtas. Cedo começou a vencer, também, nas provas mais rápidas de distância curta (nos 60 e nos 100 metros, com e sem barreiras), chegando inclusive a bater o recorde nacional dos 100 metros com barreiras quando ainda era estudante universitária e foi com naturalidade que, aos 21 anos, viu carimbado o seu apuramento para os Jogos Olímpicos de Seul 88 nos 100 metros barreiras. No entanto, ainda antes da competição, a atleta começou a apresentar várias queixas de tonturas, queda de cabelo, perda de visão, perda de peso drástica, perda de memória e extremo cansaço, o que se viria a agravar no decorrer do ano, não tendo Devers passado das meias-finais da competição.

Em 1990, dois anos depois dos sintomas aparecerem em força, a atleta viria finalmente a ser diagnosticada com a chamada “Doença de Graves” – uma doença autoimune que afecta a tiroide. A situação de Devers chegou a ser tão delicada que, devido ao agravamento da doença e à formação de coágulos de grande dimensão, os médicos chegaram a ponderar a amputação de ambos os pés, no decorrer de uma má reacção ao tratamento com radiação. Na verdade, a atleta recorda que em Fevereiro de 1991 foi internada de urgência no hospital para que o seu pé esquerdo fosse amputado. Num emocionante depoimento – que pode ser consultado neste artigo do The Guardian Gail Devers: ‘A girl asked what was wrong with me. She said I looked like a monster’  – a mesma relembra o sofrimento que passou e a sua condição que fazia com que parecesse “um monstro”. Em determinadas alturas, Gail Devers não era sequer capaz de caminhar, tendo que se arrastar para fazer pequenas distâncias, como da cama para a casa de banho. Subitamente e com a ajuda de um diferente tratamento, Devers começou a melhorar significativamente da sua condição e até retomou os treinos pouco mais de um mês depois do sucedido e dois anos e meio depois de ter parado de treinar e competir. Em Agosto do mesmo ano, Devers viria a conquistar a medalha de Prata nos Mundiais de Tóquio, na distância curta com barreiras.

Um ano depois, em 1992, partindo da linha dois, a atleta viria a conquistar a medalha de Ouro nos 100 metros dos Jogos Olímpicos de Barcelona – algo ainda mais surpreendente porque a mesma era vista mais como uma “barreirista” e não era favorita no hectómetro sem barreiras. A chegada à meta dessa final foi do mais emocionante que o nosso desporto alguma vez viu, sendo que a decisão apenas foi tomada após a consulta do photo finish, com 5 atletas separadas por apenas 0.06 segundos! Vejam o video abaixo, que com certeza não darão o tempo por perdido:

[ot-video type=”youtube” url=”https://www.youtube.com/watch?v=3XsPCL2546Q”]

Tudo na mesma no topo da classificação do Campeonato Nacional de Voleibol

0

Cabeçalho modalidadesFoi no fundo da tabela que se registou a única surpresa desta jornada do Campeonato Nacional de Voleibol. O São Mamede venceu em sua casa o Esmoriz por 3-1, somando assim apenas a sua segunda vitória neste campeonato. Este foi o primeiro encontro realizado pela equipa após Nuno Coelho assumir as funções de treinador principal, depois da saída de Rogério de Paula do comando técnico da equipa. Ainda assim, a equipa de São Mamede de Infesta encontra-se no último lugar, apenas com sete pontos conquistados, a 12 do VC Viana, a equipa imediatamente acima.

Também na zona de despromoção, mas com mais esperanças de salvação, encontra-se o Clube K. A equipa promovida este ano à 1ª Divisão conseguiu uma importante vitória no terreno do Sporting Clube das Caldas (1×3), que a deixa apenas a um ponto do Esmoriz e do primeiro lugar que garante a permanência neste campeonato sem que seja necessário recorrer ao play-off. De referir que o Clube K se encontra com menos quatro jogos disputados do que o Esmoriz, o que pode ser determinante nesta luta.

Nos restantes encontros disputados esta jornada, vitórias claras para os actuais quatro primeiros classificados do campeonato. O líder Sporting CP recebeu e bateu por 3×0 o VC Viana, enquanto o Benfica se deslocou a Guimarães, batendo a equipa da casa também por 0x3, mantendo-se a três pontos de distância dos seus eternos rivais.

 A segunda vitória da AA São Mamede neste campeonato foi o destaque desta jornada Fonte: Voleibol – Associação Académica de São Mamede

A segunda vitória da AA São Mamede neste campeonato foi o destaque desta jornada
Fonte: Voleibol – Associação Académica de São Mamede

No derby de Espinho, superiorizou-se o Sporting de Espinho, vencendo também por 0x3 o Académico de Espinho, conseguido manter-se numa posição confortável no terceiro lugar da classificação.

Mais renhida está a disputa pelo quarto posto, último que dá acesso ao play-off de Campeão, tendo o Castêlo da Maia voltado a assumir essa posição após vencer por 3×0 o Leixões e beneficiando da jornada de folga da Fonte do Bastardo, que se encontra agora com um jogo a menos.

Posto isto, com cada vez menos jogos para disputar nesta fase regular, ainda se encontra (quase) tudo por decidir, quando se aproxima uma jornada entusiasmante no próximo fim-de-semana, com destaque para dois jogos escaldantes no topo da classificação: Fonte do Bastardo x Sporting de Espinho e Sporting CP x Castêlo da Maia.

Foto de Capa: SL Benfica

«O grande problema é as pessoas desistirem de sonhos quando veem dificuldades» – Entrevista a Madjer

entrevistas bola na rede

É a prova viva de que a idade é apenas um número. Do alto dos seus 41 anos, João Victor Saraiva – ou Madjer, como é conhecido – olha para as suas quase infinitas conquistas: mais de mil golos pela Seleção Nacional de Futebol de Praia, campeão mundial de seleções e cinco vezes melhor jogador do planeta. Mas não quer parar por aqui: Madjer levanta o véu quanto aos projetos do futuro enquanto olhou também para o passado em mais uma Entrevista BnR.

Bola na Rede [BnR]: A pergunta deve ser constante, mas de João passou a Madjer: como surgiu este nome?

Madjer [M]: O nome Madjer vem de uma história interessante, porque eu sou sportinguista e acabei por adotar uma alcunha de um jogador do Futebol Clube do Porto. E adotei-a numa altura em que o Madjer estava no auge na sua carreira, em 1987, quando marcou o célebre golo de calcanhar. Os meus amigos de infância começaram-me a chamar Madjer e foi assim que começou esta brincadeira.

BnR: E pegando nessa brincadeira de infância: como é que começou esta paixão pelo futebol de praia?

M: Eu costumo dizer que há males que vêm por bem. Eu comecei a minha formação no Estoril-Praia. Entretanto, aos 17 anos, tive um acidente de mota e fiquei dois anos parado. Depois disso, o regresso ao futebol foi bastante complicado. Até que nessa altura tive um convite do Carlos Xavier, que é meu ex-colega de Seleção e meu amigo há muitos anos, para experimentar o futebol de praia. Isto tudo em 1997 e eu confesso que a minha primeira resposta foi “não”, porque não sabia sequer que se jogava futebol na areia fofa. Eu estava habituado a jogar com os meus amigos no outro tipo de areia, na dura, molhada. De facto, não sabia que se jogava naquela areia, muito menos num nível já considerável. Aceitei o convite e participei no meu primeiro torneio em Carcavelos.

BnR: Olhando para esse ano de estreia, 1997, acha que o futebol de praia atual tem grandes diferenças comparando com a modalidade nessa altura?

M: Tem bastantes e a todos os níveis. A primeira delas é uma vitória de todas as pessoas que têm vindo, ao longo deste percurso, a enraizar o futebol de praia como uma modalidade profissional e sem dúvida de que foi a entrada das federações e também da FIFA. Antes eram as entidades privadas que organizavam os campeonatos e sem dúvida de que isso foi já uma grande vitória de todos. Já daí existe uma grande diferença. Depois, a nível de jogo, mais na parte desportiva, houve uma evolução enorme. Nós passámos de um jogo que era basicamente tecnicista para um jogo muito mais físico porque os próprios jogadores preparam-se muito mais fisicamente para as adversidades das outras equipas.

BnR: Sendo que o futebol de praia tem já um estatuto de relevância, acha que está perto de ser, por exemplo, uma modalidade olímpica?

M: Nós já tivemos uma fase experimental nos Jogos Europeus de Verão em Baku [2015]. Portugal conquistou o terceiro lugar e o futebol de praia entrou como modalidade de exibição. As pessoas gostaram e até conseguimos trazer pessoas ao estádio. Foi mais um passo importante e o próximo passo é, sem dúvida, a UEFA abraçar o futebol de praia. Aí sim, teremos uma modalidade olímpica.

BnR: Sente que essa é realmente a medida que falta ou há outras que também poderiam elevar a modalidade?

M: Eu acho que essa é uma das principais medidas, porque a UEFA foi a única que ainda não “puxou” o futebol de praia para os seus quadros. Quando assim é, as coisas ficam mais complicadas. De qualquer das formas, as federações têm vindo a fazer um excelente trabalho, não só a nível das Seleções mas também no que diz respeito aos campeonatos nacionais. Depois, existe também uma lacuna, que é o facto de o futebol de praia feminino ser praticado por poucas mulheres. Aproveito e deixo já aqui o repto e o convite para as mulheres se juntarem ao futebol de praia. Por último, há dificuldades a nível da formação: é muito complicado colocar as crianças na areia fria durante o Inverno.

Zivkovic: A nova bola do Benfica

0

sl benfica cabeçalho 1Quando era novo, com os meus seis anos de idade, fui dar um passeio de carro para a beira-mar com os meus pais e irmão. Levaram-se sandes, água e boa disposição. Já eu, levei a minha bola de futebol favorita. Tinha o símbolo do Benfica, pois claro, e eramos inseparáveis.

Quem vive numa ilha acaba por estar sempre à beira-mar. Decidimos ir ver as ondas, gigantes do mar revolto que os ventos fortes da ligeira tempestade tropical provocavam, um pouco mais perto. É sempre um espetáculo ver a força do mar a bater nas pedras e a cobri-las de espuma.

Chegados ao local, por pouco tempo me via interessado em olhar as ondas que, umas atrás das outras, me pareciam sempre iguais. Não perdi tempo e fui ao porta bagagem do carro buscar a minha ‘amiga’. Com ela nos braços, chamei o meu pai e o meu irmão para fazermos uns passes durante uns momentos. Depois de tanta insistência minha lá aceitaram, para meu deleite.

Após uma sequência de passes entre todos, houve um que foi mal direcionado e a bola foi em direção aos buracos do fundo do muro que dava para o mar. Como se predestinada a passar naquele local estreito onde só tinha espaço para a bola e mais uns míseros milímetros, a minha melhor amiga fugiu pelo buraco e caiu ao mar.
Desci as escadas que davam para a zona de cimento onde as ondas batiam e saltavam e fiquei a olhá-la a ir com a corrente. A bola branca ia progressivamente para mais longe, cada vez mais pequena, e a minha tristeza cada vez era maior. Foi duro vê-la ir embora lentamente, sem nada poder fazer. Relembro isso com incrível pormenor na minha mente. Foi algo que me marcou na infância.

No dia seguinte, os meus pais foram a uma loja e ofereceram-me uma outra bola de futebol. Fiquei muito contente, mas não era a minha bola que se perdeu no mar, a minha melhor amiga. No entanto não foi por isso que, aos poucos, não foi substituindo a outra. Lentamente, fiquei cada vez mais agarrado àquela bola especial. Até ao dia em que se perdeu com um pontapé para demasiado longe ou rompeu num prego do quintal do vizinho.

Ser-se de um clube português é mais ou menos isto. Ficamos sempre próximos daquela equipa que parece que toda a vida foi a nossa, depois saem os jogadores e sentimos uma pequena dor porque a equipa que ficou não é a mesma que nos deixou antes. Contudo, aos poucos e poucos, abraçamo-la da mesma maneira que abraçámos a anterior, à medida que ganhamos a sua confiança.

Zivkovic substituiu João Carvalho no onze titular frente ao Rio Ave  Fonte: SL Benfica
Zivkovic substituiu João Carvalho no onze titular frente ao Rio Ave
Fonte: SL Benfica

Neste momento, quando se ganhava confiança no Benfica no meio de uma tempestade de ondas gigantes, a bola fugiu para o mar ao levar-nos Krovinovic para longe durante o resto da época, aquele que ajudou o Benfica em 4-3-3 a crescer e a ganhar. Sem ele a equipa não parece a mesma. Mas colocar Zivkovic no seu lugar, no jogo frente ao Rio Ave, foi como comprar uma nova bola. Aos poucos crescerá e ganhará a nossa confiança, já começando a mostrar que pode fazer o mesmo propósito da outra.

Zivkovic parecia estar a perceber exatamente o que faltava na equipa, algo que João Carvalho ainda(!) não consegue acrescentar. Foram de bradar aos céus aqueles passes para as costas da defesa, a condizer perfeitamente com a desmarcação do outro colega vestido de vermelho. A dar seguimento a exibições como as da segunda parte, onde tudo e todos se pareciam estar a entender, não haverá razão para tirar Zivkovic do lugar do lesionado Krovinovic.

Não será a mesma coisa (o que não implica que seja pior ou melhor), mas certamente arranjaremos espaço para amar este ou outro novo onze que nos conquiste.

Isto, até ao fim da época, quando alguns dos nossos amigos saírem do clube. Aí, lá estaremos nós tristes, mas prontos para abraçar uma nova bola de futebol. Porque no fundo é só isso que interessa: ver o nosso Benfica a brilhar com a bola nos pés.

Rumo ao Penta, com qualquer bola que seja!

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Tiros nos Pés – História de um fim-de-semana que não devia ter acontecido

0

sporting cp cabeçalho 2

Acabou o fim-de-semana. AINDA BEM!

Nunca o ditado “cada tiro cada melro” fez tanto sentido. A equipa de Atletismo (masculina e feminina) e os adeptos sportinguistas não mereciam um fim-de-semana assim.

A Assembleia Geral foi um tiro no pé. Antes de mais, confesso-me sócio votante no actual presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho. E começo por agradecer todo o trabalho que tem feito na defesa dos interesses do clube verde e branco. Hoje, estamos mais perto da grandeza que o clube merece. Mas ser presidente eleito pela maioria dos sportinguistas não lhe dá um poder absoluto. Pode e deve defender os seus ideais com o respeito que os restantes lhe merecem e que o clube lhe merece. Quando não votam naquilo que pretende, ameaçar que se demite não foi bom para a nação leonina. E essa instabilidade levou os leões a caírem no ridículo perante os adversários e a sedenta comunicação social. Um clube grande tem de saber demonstrar a sua grandeza na democracia.

Os adeptos leoninos que filmaram a AG e colocaram a correr na Comunicação Social foram um tiro no pé. Qual o verdadeiro interesse em espalhar ainda mais instabilidade?

A polémica instalada entre os “Supporting” e o Presidente do Sporting foi um tiro no pé. A retaliação a um comentário não deveria ter tomado as proporções que tomou …

A exibição do Sporting e o resultado na Amoreira foram um tiro no pé. Uma equipa que quer ser campeã nacional não pode jogar tão pouquinho e querer tão pouquinho. O campeonato decide-se nos jogos “pequenos” e esta derrota com o atual décimo sexto classificado e o empate com o atual décimo sétimo classificado são resultados que não se podem repetir.

Corta Mato Sporting
Fonte: Sporting Clube de Portugal
No meio de um fim-de-semana de pesadelo para o clube leonino, quer a equipas de atletismo masculina, quer a feminina deram razão aos adeptos verde-e-brancos para gritarem bem alto: SPORTINGGGGGGGGGGG Fonte: Sporting Clube de Portugal
No meio de um fim-de-semana de pesadelo para o clube leonino, quer a equipas de atletismo masculina quer a feminina deram razão aos adeptos verde e brancos para gritarem bem alto: SPORTINGGGGGGGGGGG!
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Algumas “titularidades” e expetativas foram um tiro no pé. Ter de fora Gelson, Bas Dost e Podence é meio caminho andado para o ataque vacilar tremendamente. Os substitutos ainda não estão à altura. Esperar que Ruben Ribeiro jogue num extremo do terreno é um erro. É um jogador que ainda não está totalmente entrosado com o plantel leonino e que gosta de liberdade e ,por tendência, descai para o centro do terreno… Montero pode vir a ser o parceiro perfeito para “acasalar” com Bas Dost, mas ainda tem um “longo” caminho a percorrer ao nível físico e também de entrosamento com a equipa. Tê-lo em campo (e algumas vezes a titular) foi um tiro no pé.

O desânimo dos adeptos leoninos foi um tiro no pé. Tal como nada estava ganho se ganhássemos o jogo, também a derrota não nos faz perder tudo. Continuamos na luta, com o campeonato ao rubro. Que este desaire sirva de lição e que una a equipa, a estrutura e os adeptos ainda mais. Que a “união que é feita de aço” não se destrua por um fim-de-semana. Afinal, o amor não morre num dia. E este nosso amor é “tão grande (ou maior) quanto os grandes (amores) da Europa”. E o nosso Atletismo engrandeceu esse amor. Obrigado!

Foto de Capa: www.bancada-central.com

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Atlético Clube de Croca: Em busca da 1.ª vitória (Parte 1)

Cabeçalho Futebol Nacional

17 jogos! 17 derrotas! 10 golos marcados! 55 golos sofridos!

O passado que deixou de chutar!

Percorremos Portugal de lés-a-lés. Encontrámos neste imenso e apaixonante país à beira-mar plantado quatro realidades distintas e ao mesmo tempo semelhantes.

A primeira paragem foi feita em Croca onde habita o clube da terra: Atlético Clube de Croca é o seu nome.

Clube do concelho de Penafiel, fundado a 14 de Junho de 1981, militou até 2009 na 2ªdivisão da Associação de Futebol do Porto. Nesse ano, decorria a época 2008/2009, quando aconteceu o impensável: “ O Clube esteve na última jornada a 10 minutos de subir de divisão, e por motivos absolutamente estranhos, associados à arbitragem, empatou o jogo que a dez minutos do fim se encontrava a ganhar por três a zero”, recorda Alfredo Magalhães, actual Presidente do AR Croca. A frustração que a direcção na altura sentiu, levou a mesma a demitir-se, deixando o clube “um pouco à deriva”, estando até 2017 somente entregue às camadas jovens.

2017 – O ano zero!

Alfredo Magalhães, natural e residente de Croca, depois de ter também ele vestido a camisola do clube nas longínquas épocas de 89, 90 e 91, encontrando-se ligado ao clube na formação e a recuperar os jogadores desde 2012, foi “identificando várias lacunas em termos de organização, o que fez com que a própria formação estivesse em risco de desaparecer, facto que se veio a verificar na ápoca 2016/2017, em que praticamente não apareceram jovens para se inscrever” refere o próprio.

Assim, em Agosto de 2017, “abertas eleições para os corpos gerentes do Clube, não aparecendo interessados, eu e mais alguns antigos diretores achámos que o clube não devia fechar portas, porque é importante para a integração dos jovens locais e freguesias limítrofes e formámos direção” concluiu o actual Presidente.

Alfredo Magalhães assumiu a Presidência do AC Croca em Agosto de 2017 Fonte: AC Croca
Alfredo Magalhães assumiu a Presidência do AC Croca em Agosto de 2017
Fonte: AC Croca

Entendendo que a formação esta época não tinha pernas para andar, pois a atual direção só havia tomado posse em Agosto de 2017, e já se tinha apercebido que os jovens tinham ido para outros clubes com melhores condições, foram imediatamente lançadas as bases para repor o futebol sénior. Assim, “foi contratado um treinador habilitado com TPTD – Título Profissional de Treinador de Desporto, publicitámos no facebook e publicámos flyers e e rapidamente tínhamos 40 jovens a treinar para formarmos a equipa” explica o actual líder do clube nortenho.

Num clube pronto a fechar portas, com instalações muito degradadas, e sem dinheiro para inscrever jogadores – custaria 6.000 euros a inscrição dos mesmos, o projecto era simples: “passava apenas por beneficiar instalações, tratar da parte burocrática, e cativar pessoas para ajudar nas tarefas do clube, sendo certo que também conseguimos sensibilizar autarquias locais e empresários para a necessidade dos seus apoios para em conjunto conseguirmos o nosso objectivo social”, declara o actual Presidente.

Homem dos sete ofícios dentro do clube e que não conhece a palavra desistir, Alfredo Magalhães, 58 anos, é igualmente oficial da Polícia Marítima em Caminha, onde exerce o cargo de 2.º Comandante. Tem vários cursos de treinador de desporto, de massagista do CEFAD, alem de ser formador de nadadores salvadores, é especializado em educação física militar, como habilitação académica, tem um curso superior em Engenharia Informática, e neste momento está a concluir o curso de especialista em medicina tradicional chinesa.