Início Site Página 11521

A cruzada de Frank Lampard

Foi um dos jogadores mais geniais da sua geração. Londrino de nascença, nasceu para o futebol nas camadas jovens do West Ham, clube do qual o seu pai é uma lenda, por ter envergado 551 vezes a camisola dos Hammers. Em 2001 foi contratado pelo Chelsea, onde se tornou provavelmente a maior figura da história do clube de Stamford Bridge.

Foram 648 jogos, 211 golos marcados, que o tornam o melhor marcador da história dos Blues, e muitos troféus, dos quais se destacam três vitórias na Premier League, uma Liga dos Campeões e uma Liga Europa. Box to box de vocação, Lampard fazia com mestria qualquer posição no meio campo e tinha faro de golo. É o único médio na história da Premier League a ter marcado mais de 150 golos (177 no total), ocupando a quarta posição no ranking geral. Líder nato e capitão sem braçadeira, era ele uma das forças do grande Chelsea que trouxe a glória de volta a Stamford Bridge, cinco décadas depois.

Fruto da sua inteligência e capacidade de liderança, foi sem surpresa que vimos Frank Lampard a assumir a liderança técnica de uma equipa. No último Verão, Lampard rumou a East Midlands para assumir o comando do Derby County do Championship, com o objectivo de tornar possível o regresso dos Rams à Premier League. E foi uma grande época a do Derby. Na Taça da Liga inglesa, eliminou o Manchester United em pleno Old Trafford, para depois cair aos pés do Chelsea em Stamford Bridge. Na luta para o regresso à Premier League, o Derby foi à final do play-off, onde perdeu o tal jogo dos milhões para o Aston Villa. Em suma, foi positiva a época de estreia de Lampard no banco de suplentes.

Devido ao seu bom trabalho e à crescente contestação a Maurizio Sarri, cresciam os rumores de uma suposta contratação de Lampard para manager do seu Chelsea. Entretanto, Sarri saiu para a Juventus, e semanas depois foi confirmada a contratação de Lampard para o comando técnico dos Blues.

Apesar de ser treinador, Lampard treina (e joga) com os seus jogadores
Fonte: Chelsea FC

É certo que o antigo box to box inglês teve um início de carreira promissor e regressa a uma casa que foi sua durante mais de uma década, mas será este o passo certo para a sua carreira? Apesar da sua inteligência e capacidade de liderança, a pressão e exigência da Premier League são enormes, já para não mencionar a obrigação de vencer, inerente ao cargo que ocupa.

E para além de todas as dificuldades associadas à sua tarefa, acresce o facto de o Chelsea estar impedido de contratar. Com Pulisic e Kovacic anteriormente adquiridos, Lampard terá de se fazer à vida com o que resta, sabendo que será impossivel substituir Eden Hazard, ex estrela da equipa e um dos jogadores mais talentosos da actualidade, que partiu para Madrid. Sem outros jogadores de classe extra, o que será capaz de fazer Lampard com o Chelsea? E se os resultados não forem imediatos, terá Abramovich paciência para com o seu treinador?

Os próximos meses trarão as respostas, no entanto aconteça o que acontecer, Lampard será uma lenda eterna em Stamford Bridge.

Foto de Capa: Chelsea FC

O que se pode esperar de Jhonder Cádiz?

0

Uma das aquisições já anunciadas pelo Sport Lisboa e Benfica para a nova temporada foi a do venezuelano Jhonder Cádiz. O avançado, que teve passagens por União da Madeira, CD Nacional, Moreirense FC e que representou o Vitória FC na última temporada, custou três milhões de euros aos cofres dos encarnados.

Claramente, esta contratação não é consensual por parte dos adeptos. Jhonder Cádiz não é o ponta-de-lança que os adeptos desejariam ver de águia ao peito. No entanto, existem vários factores que fazem com que esta contratação mereça o benefício da dúvida da minha parte.

Primeiro que tudo, quando a imprensa o começou a associar ao Benfica, o treinador Bruno Lage elogiou o avançado venezuelano, referindo-o como um jogador muito forte a atacar a profundidade e muito intenso a defender, características importantes no seu modelo de jogo.

Segundo, o Vitória FC teve o terceiro ataque menos concretizador do último campeonato, com apenas 28 golos marcados. Cádiz marcou nove, 32% dos golos marcados pela equipa sadina na Liga. Fora dos quatro primeiros classificados, apenas Tomané no Tondela teve um maior impacto na sua equipa em termos de golos marcados.

Cádiz foi o melhor marcador do Vitória FC na época passada
Fonte: Vitória FC

Terceiro, da mesma forma que Nicolas Castillo e Facundo Ferreyra na época passada eram vistos como grandes reforços no papel e fracassaram de águia ao peito, o contrário também pode acontecer. Cádiz ainda tem que crescer muito se quiser afirmar-se no Benfica, mas tem características que encaixam no modelo de jogo de Bruno Lage e isso pode ajudá-lo a evoluir.

Há uns tempos atrás, a imprensa avançou que este poderia ser emprestado ao Belenenses SAD. A meu ver, dentro dos clubes da Primeira Liga, é dos melhores clubes onde poderia rodar. Porque, trabalhando com um treinador como Jorge Silas, um eventual empréstimo seria um “tira-teimas” para o jogador, onde se tirariam as conclusões para perceber se Cádiz só serve para andar no carrossel dos empréstimos, ou se serve para algo mais.

O presidente do Benfica Luís Filipe Vieira deixou claro na última Assembleia Geral que havia uma estratégia por detrás desta contratação. Resta aguardar para ver o que o jogador poderá fazer.

Foto de Capa: SL Benfica

As esperanças Tricoloriis

Neste verão, houve nova edição do campeonato europeu de sub21, desta vez vencido pela seleção espanhola, sucedendo o até então campeão, Alemanha. Apesar da conquista da seleção de Espanha merecer grande parte do destaque, houve outra seleção que chamou a atenção. Falamos na seleção da Roménia, que provou ter uma geração de muita qualidade e talento pronto a começar a “rebentar” nos campeonatos europeus e nas competições internacionais.

A seleção de esperanças romena, orientada por Mirel Radoi (ex médio, mais de 60 vezes internacional), deixou um rasto de perfume neste campeonato da Europa que não engana os mais atentos. Recheada de internacionais “A” pela Roménia e a jogar em 4x2x3x1, Radoi tinha um onze inicial tipo, que não derivava muito.

Na baliza, há um supertalento. Andrei Radu, de apenas 22 anos, é uma das estrelas da seleção. Titular na Serie A italiana, ao serviço do Genoa CFC, Radu tem contrato com o FC Inter de Milão e espreita uma oportunidade na seleção principal. Ágil, rápido, fortíssimo entre e fora dos postes, o guardião tem tudo para ser o dono da baliza romena nos próximos anos.

A Roménia somou 7 pontos na fase de grupos e perdeu 4-2 nas meias finais com a Alemanha
Fonte: Federação Romena

Na defesa, a qualidade também abunda. O quarteto, da direita para esquerda da defesa, era montado por Manea, já internacional A pela Roménia, tal como Nedelcearu, Pascanu, jogador do Leicester FC, e Florin Stefan, lateral com faro pelo golo. Os quatros elementos têm sido apontados a transferências na nova temporada, com destaque para Nedelcearu, que parece ser dos quatro o que pode chegar ao nível mais elevado.

No meio campo, começa a magia tricolorii. Tudor Baluta e Cicaldau faziam a dupla, ambos internacionais A pela Roménia. Com Baluta encarregue das funções mais defensivas e Cicaldau, um autêntico motor e playmaker da equipa, o meio campo romeno enchia as medidas dos espetadores. Baluta já pertence ao Brighton & Hove Albion, clube que milita a Premier League, enquanto Cicaldau não deve durar muito mais tempo na Liga Romena. Mais adiantado, joga Ianis Hagi. Com nome de craque (filho de Gheorghe Hagi), o médio destaca-se por ser um verdadeiro 10, na medida que é um exímio executante de último passe, mas com um plus, tendo em conta que junta um faro para o golo notável (fez 14 golos na última temporada). Depois de uma experiência falhada na AC Fiorentina, o internacional A Romeno, deverá voltar a transferir-se para uma liga superior à do seu país.

A Roménia não vai a Mundiais desde `98
Fonte: Federação Romena

No ataque, também existe muita qualidade. Pela direita, joga Dennis Man. O extremo de 20 anos, também já internacional A, foi uma das figuras de proa do vice-campeão FC Steaua Bucareste. Extremo rápido, forte no 1×1 e com muito golo, também espreita uma transferência na nova época. Pela esquerda, há Andrei Ivan, que faz estragos pelo SK Rapid Wien e também já conta com 7 jogos pelos “A” da Roménia. Um extremo diferente de Man, mais físico e mais de combinações/jogo apoiado, com menos faro para marcar a diferença através de golos (em termos de potencial, Man é muito superior a Ivan). Por fim, falta apenas falar no goleador da equipa: George Puscas. Também com apelido de craque, o tanque que atua no US Palermo, na Serie B italiana, já tem 4 golos em apenas 8 jogos pela seleção principal romena. Formado pelo FC Inter de Milão, Puscas faz lembrar Immobile quando ainda estava a aparecer e, se fizer as escolhas certas e continuar este caminho, poderá chegar a um nível muito elevado. Poderoso, que sabe jogar apoiado, mas também é explosivo a atacar o espaço.

Estes onze são exemplos da fornada que vem aí do futebol romeno. Nos últimos anos, a Roménia teve participações discretas nos Europeus de 2008 e 2016, nunca passando a fase de grupos. Para se apurar para o Euro 2020, os romenos têm de rivalizar com Espanha, Suécia e Noruega. Vamos ver do que serão capazes estes rapazes nos próximos anos e se conseguem pôr o seu país no próximo Euro e de volta aos Mundiais.

Foto de Capa: Federação Romena

 

O trajeto dos dragões em 2019/2020 está traçado

0

Decorreu na passada sexta-feira, 6 de julho, no Palácio da Bolsa no Porto, o sorteio do calendário da Primeira Liga para a edição 2019/2020. O evento, intitulado de “Kick-Off”, foi tal como o nome indicia, o pontapé de saída na preparação do campeonato que se aproxima. Para além de serem definidas as datas para os jogos da Primeira Liga, também os clubes da Segunda Liga e os participantes da segunda fase da Taça da Liga conheceram o seu percurso.

Em agosto, o FC Porto tem viagem marcada para Barcelos logo na primeira jornada, encontrando-se com o recém-chegado à Primeira Liga, Gil Vicente FC. Nos últimos sete jogos entre gilistas e dragões, o FC Porto levou sempre a melhor, sendo que no ano civil de 2012, em dois jogos com o Gil Vicente FC, os azuis e brancos apenas conseguiram um ponto.  O primeiro jogo no Estádio do Dragão a contar para o campeonato português será frente ao Vitória FC. As odds estarão do lado da equipa da casa, uma vez que em 164 jogos contra os sadinos, o FC Porto soma 112 vitórias.

A terceira jornada terá um maior destaque, pois contará com o primeiro clássico da temporada – SL Benfica vs. FC Porto. Ainda no mês de agosto a turma de Sérgio Conceição deslocar-se-á ao Estádio da Luz para o “duelo de titãs” da Primeira Liga. Numa altura em que ainda há espaço para algumas experiências nos onzes iniciais, este jogo será um bom teste para ambos os treinadores perceberem o que deve e o que não deve ser feito no resto da temporada.

Fonte: FC Porto

Já em setembro, é a vez do Vitória SC rumar a casa do FC Porto. Na temporada 2018/2019 os vimaranenses chocaram os adeptos portistas ao conseguirem a reviravolta no marcador depois de estarem a perder por 2-0. Isto diz muito da equipa agora comandada por Ivo Vieira, uma das revelações da edição passada da Primeira Liga, ao serviço do Moreirense FC.

A quinta jornada tem como destino Portimão e todos sabem do perigo que esta equipa pode causar ao FC Porto. António Folha enfrenta o clube que outrora já serviu, com um Portimonense SC renovado pelos ares brasileiros que chegaram neste verão. Na jornada seguinte, o FC Porto recebe o grande representante dos Açores, CD Santa Clara. Depois de conseguirem assegurar a manutenção em 2018/2019, tendo conquistado o décimo lugar, a equipa açoriana procura estabilizar-se na Primeira Liga e fazer um campeonato tranquilo. No entanto, esta equipa tem qualidade suficiente para poder surpreender os dragões.

O sétimo jogo da equipa da cidade Invicta na Primeira Liga será uma deslocação ao Estádio dos Arcos, em Vila do Conde. O Rio Ave FC já é um dos moradores habituais no top dez da Primeira Liga e agora com Carlos Carvalhal tem ainda mais potencial para lutar pelos lugares que dão acesso às competições europeias.

Em outubro o FC Porto jogará apenas duas vezes, uma deles em casa frente ao recém-promovido FC Famalicão que está a reforçar-se para fazer um bom percurso nesta temporada e outro jogo frente à única equipa da Madeira, CS Marítimo, uma deslocação que é sempre traiçoeira para o FC Porto.

Em novembro o calendário também será pouco preenchido no que toca à Primeira Liga. Os dragões recebem o CD Aves, uma equipa que cada vez mais se estabiliza no principal escalão do futebol português e na jornada seguinte acontecerá o dérbi portuense – Boavista FC vs. FC Porto. O Estádio do Bessa é uma casa complicada para os dragões, prova disso foi o jogo da época transata em que Hernâni fez o golo da vitória ao cair do pano.

Em dezembro o Estádio do Dragão contará com duas partidas, uma delas frente ao FC Paços de Ferreira, atual campeão da Segunda Liga Portuguesa. Segue-se uma jornada difícil frente ao Os Belenenses SAD, pois a turma de Silas já provou que pode causar dano aos três grandes. Acaba o mês com a receção do CD Tondela no Estádio do Dragão.
O FC Porto já se encontra em preparação para a nova época
Fonte: FC Porto
O mês de janeiro começa com um clássico frente ao Sporting CP no Estádio de Alvalade. O FC Porto já não perde em Alvalade a contar para a Primeira Liga desde 2016, mas também não venceu esses jogos.

Na jornada seguinte, mais uma deslocação fora, desta vez a Moreira de Cónegos para defrontar uma equipa que também joga de verde e branco. A equipa revelação da edição passada da Primeira Liga vai enfrentar o FC Porto já sem Ivo Vieira e Chiquinho, um dos destaques da equipa. O último jogo da primeira volta do campeonato é também frente a uma equipa do Minho, o SC Braga. Os guerreiros do Minho vão invadir o Estádio do Dragão, num jogo muito prometedor face às dificuldades que o SC Braga habitualmente causa.

Na segunda volta a ordem “casa” e “fora” inverte-se e o destaque vai para o facto do FC Porto receber o Sporting CP e o SL Benfica em casa numa fase que pode ser decisiva paras contas finais do campeonato.

 

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

 

 

O legado do professor Abel

Abel Fernando Moreira Ferreira, 40 anos de idade, deixa a cidade dos arcebispos e aterra em Salónica para ajudar o PAOK a defender o título de campeão grego. Para trás ficam duas temporadas como treinador principal do SC Braga, três na equipa “B” dos arsenalistas e uma na do Sporting CP.

Subiu à equipa principal na temporada 2016/17 para terminar a época dos arsenalistas, depois da saída de Jorge Simão, e por lá ficou até à temporada passada. Ao cabo de dois anos, conseguiu um registo de 61 vitórias em 98 jogos disputados, distribuídos pelas várias provas em que o SC Braga se inseriu.

Apesar da percentagem de vitórias ultrapassar os 60%, Abel não conseguiu conduzir os “Gverreiros do Minho” a nenhum troféu. Intrometeu-se na luta pelo título, chegando ao primeiro posto por algumas jornadas, mas não conseguiu ir além do quarto lugar final nas duas temporadas, com 75 e 67 pontos.

Um dos principais pontos negativos do trabalho de Abel em Braga foi o desempenho europeu. O melhor que conseguiu foi chegar aos 16 avos-de-final da Liga Europa, onde caiu perante o Olympique de Marseille (3-1). Nessa edição de 2017/18, os bracarenses ultrapassaram, nas pré-eliminatórias, os suecos do AIK (2-3) e os islandeses do FH Hafnarfjordur (3-5). Já na fase de grupos, ficaram colocados no primeiro posto à frente do PFC Ludogorets Razgrad (Bulgária), Istanbul Basaksehir FK (Turquia) e TSG Hoffenheim (Alemanha). Na época seguinte, caiu logo na 3ª pré-eliminatória frente aos ucranianos do FC Zorya Luhansk.

Abel já veste as cores do novo clube
Fonte: PAOK

Um dos pontos positivos foi a superioridade que manteve em relação aos rivais do Minho. No comparativo do dérbi do Minho, os bracarenses comandados por Abel venceram duas partidas na Pedreira (2-1 e 1-0) e na cidade berço conseguiram uma vitória e um empate (1-1 e 0-5). Foram, em dois anos, três vitórias, um empate, nove golos marcados e apenas dois sofridos.

Por outro lado, a distância para os crónicos grandes do futebol português até foi encurtada, mas nunca ameaçada. O SC Braga terminou sempre atrás de “águias”, “dragões” e “leões” no campeonato. Nestes dois anos, o duelo mais disputado foi contra os verdes e brancos, conseguindo duas vitórias (ambas 1-0), um empate (2-2) e uma derrota (3-0) para o campeonato e uma derrota na Taça da Liga no desempate por grandes penalidades.

Frente às “águias”, o melhor que conseguiu foi um empate a um golo para a Taça da Liga, seguido de quatro derrotas para o campeonato (4-1, 6-2, 1-3 e 3-1). No que às batalhas contra os “dragões” diz respeito, os minhotos só conseguiram evitar a derrota por uma vez, quando empataram na segunda mão da meia-final da Taça de Portugal (1-1). Antes disso haviam perdido 3-0 na primeira mão e para o campeonato somaram mais quatro derrotas (2-3, 1-0, 1-3 e 1-0).

A formação do SC Braga tem tido nos últimos tempos uma relevância e visibilidade que antes não conseguia. Pelas mãos de Abel, ainda que alguns tenham poucos minutos de jogo para a qualidade evidenciada, estrearam-se pela equipa principal Francisco Trincão (8 jogos), Pedro Neto (3 jogos) e Tiago Sá (32 jogos). Chega assim ao fim a passagem de Abel Ferreira em Braga e o sucessor escolhido por António Salvador é Ricardo Sá Pinto.

Foto de Capa: SC Braga

 

Calendário encarnado na Primeira e Segunda Liga 2019/2020: clássico na terceira, derby e duelo de B’s na última

0

O sorteio dos campeonatos profissionais realizado na sexta-feira, no Palácio da Bolsa, no Porto, ditou o início oficial da época 2019/2020. Como tal, foram conhecidos os calendários para a Primeira e Segunda Liga, bem como o emparelhamento da primeira e segunda fase da Taça da Liga. A cerimónia também serviu para atribuir os prémios aos jogadores e treinadores que se destacaram na época transata.

João Félix foi, sem surpresa, distinguido como Jogador Jovem do Ano, Seferovic arrecadou o troféu de melhor marcador, com 23 golos, e Bruno Lage recebeu o prémio de melhor treinador. O agora reforço do Atlético de Madrid e o internacional suíço juntam-se a Grimaldo e Rafa Silva no onze do ano. Quanto ao sorteio da Taça da Liga, o Benfica, na qualidade de campeão nacional, tem passagem direta para a fase de grupos da Taça da Liga, cujo sorteio se irá realizar em agosto.

No entanto, o grande destaque foi, sem dúvida, a revelação do calendário que acompanhará o Benfica na temporada que agora começa. Eis o calendário completo:

Jornada 1-18 (agosto-janeiro): Paços de Ferreira (Casa-Fora)

Jornada 2-19 (agosto-fevereiro): Belenenses SAD (Fora-Casa)

Jornada 3-20 (agosto-fevereiro): FC Porto (Casa-Fora)

Jornada 4-21 (setembro-fevereiro): SC Braga (Fora-Casa)

Jornada 5-22 (setembro-fevereiro): Gil Vicente (Casa-Fora)

Jornada 6-23 (setembro-março): Moreirense FC (Fora-Casa)

Jornada 7-24 (setembro-março): Vitória FC (Casa-Fora)

Jornada 8-25 (outubro-março): Tondela (Fora-Casa)

Jornada 9-26 (outubro-março): Portimonense (Casa-Fora)

Jornada 10-27 (novembro-abril): Rio Ave (Casa-Fora)

Jornada 11-28 (novembro-abril): Santa Clara (Fora-Casa)

Jornada 12-29 (dezembro-abril): Marítimo (Casa-Fora)

Jornada 13-30 (dezembro-abril): Boavista (Fora-Casa)

Jornada 14-31 (dezembro-abril): Famalicão (Casa-Fora)

Jornada 15-32 (janeiro-maio): Vitória SC (Fora-Casa)

Jornada 16-33 (janeiro-maio): Desportivo das Aves (Casa-Fora)

Jornada 17-34 (janeiro-maio): Sporting CP (Fora-Casa)

O arranque da Primeira Liga está marcado para o fim de semana de 11 de agosto no Estádio da Luz, com o Paços de Ferreira, o campeão da Segunda Liga do ano passado. Por ser um confronto entre campeões, promete ser interessante logo no início. As três jornadas seguintes esperam-se escaldantes, com confrontos nada fáceis: ida ao Jamor, clássico com o Porto na Luz e deslocação à Pedreira para defrontar os arsenalistas. Diria que é a altura do ano mais complicada para os encarnados.

Pelo meio, merece destaque a receção a Moreira de Cónegos, com a equipa revelação da época transata, na 6ª e 23ª jornada; o sempre ambicioso Rio Ave à 10ª e 27ª, respetivamente, e a deslocação a Guimarães nas antepenúltimas jornadas.

O eterno derby com os leões está reservado para a última jornada de ambas as voltas: os encarnados começam por jogar em Alvalade e terminam a época junto dos seus adeptos, na Luz, no que promete ser uma reta final vibrante.

O treino de alta intensidade volta a ser a imagem de marca do Benfica de Bruno Lage. Uma boa preparação é fundamental para um bom campeonato
Fonte: SL Benfica

A emoção está certamente garantida desde o início e não se espera uma época nada fácil. Os confrontos de maior relevo estão marcados para alturas decisivas do calendário e, nos restantes, não se esperam facilidades. A pressão não poderia ser maior, uma vez que o Benfica entra em campo para tentar revalidar o título, com vista ao já tão desejado 38.

Os contratos (e trocas) que abalaram a primeira semana de transferências da NBA

0

Com a primeira semana de Mercado de Transferencias da NBA a chegar ao fim, eis os Contratos e Trocas que abalaram a liga

No passado Domingo dia 30 de Junho, as 23h horas em Portugal continental (18h nos Estados Unidos pelo fuso horarios de Este1), o Mercado de Transferencias estava oficialmente aberto, ou usando a expressão Americana “Free Agency Started”. 

Nos primeiors 15 minutos, as redes sociais e outras plataformas de informação explodiram com notícias sobre onde superestrelas que terminavam contrato iriam continuar as carreiras. 

Jogadores como Kevin Durant (extremo dos Golden State Warriors), Kyrie Irving (base e “cara” dos Boston Celtics), Kawhi Leonard (extremo dos Toronto Raptors), Klay Thompson (Base extremo dos Golden State Warriors), Kemba Walker (Base e “cara” do Charlotte Hornets) e D’Angelo Russel ( Base/ Base Extremo dos Brooklyn Nets) estariam todos em fim de contrato, fazendo deles “agentes livre” e com o poder de tomar qualquer decisão desejado no que toca ao rumo que a sua carreira iria levar.

Ora, um grande fator que iria influenciar a decisão da maior parte das estrelas seria o contracto que conseguiriam,a maior parte procura o contrato maximo que ronda entre os 190 a 230 milhões de dolares a 5 anos, e a melhor situação para ganhar um campeonato. O contrato que um jogador pode assinar depende tambem das metas individuais que este ja atingiu ao longo das epocas anteriores (exemplo: um jogador que tenha sido selecionado para uma All-NBA team e tenha feito parte do All-Star game, estaria apto). 

O que há que ter em conta, é que existem tectos salariais que as equipas precisam de respeitar, ou serão sujeitas ao chamado “Luxury Tax” que implica dispender de mais dinheiro aos donos das equipas (shareholders) traduzindo-se em menos divendos para os mesmos, uma vez que estão a pagar mais que um “Max Contract” e a dispender mais em impostos. No entanto, só será possivel passar do tecto salarial se os jogadores já tiverem feito parte da equipa no ano anterior! Que seria os caso dos Golden State Warriors para poderem assinar Kevin Durant e Klay Thompson, que efetivamente a ofera foi feita! 

Para perceber a magnitude desta ofera, em 2016 a equipa mais bem paga eram os Cleveland Cavaliers de LeBron James em que, por ano, os salários dos jogadores rondavam os 120 a 130 milhões de dolares US (com um teto salarial de cerca de 100 milhões), que implicava cerca de 40 milhões de dolares em impostos. Sendo assim, os Warriors estariam dispostos a pagar o dobro desta quantia para manter os seus 3 jogadores principais (Curry, Durant e Thompson)! Cerca de 300 milhões de dolares por epoca com um tecto salarial que ronda os 110 milhões.

A segunda é a opurtunidade em termos competitivos. Ora estas duas combinações faz com que a atratividade de umas equipas seja superior a outras, sendo que as equipas com o melhor racio em termos salario/competitividade seriam os New York Knicks (tinham espaço para 2 max contracts), os Brooklyn Nets (com bastante espaço salarial devido a terminação de contratos), Los Angeles Lakers pela mesma razão e Los Angeles Clippers. Destas, apenas os Knicsk e os Lakers falharam os playoffs e apenas os Clippers não tem um All-Star na equipa.

Contudo, chegando a hora de abertura do mercado de transferencias, não deixaram de haver surpresas! A noticia mais abaladora foi a de Kevin Durant, depois de 2 campeonatos ganhos com os Warriors em 3 epocas, decidiu assinar pelos Brooklyn Nets, 4 anos a 164 milhões. Juntando-se assim a Kyrie Irving, que depois de 2 temporadas pouco expressivas com os Boston Celtics assinou 4 anos com os Brooklyn Nets por 141 milhões. Estes, apesar de aptos, não assinaram o contrato máximo para haver espaço salarial para assinar o Poste, All-Star em 2017, DeAndre Jordan, que ficou com 40 milhões a 4 anos também! 

Este seria apenas o inicio das “bombas” de transferências, All-Star’s como Kemba Walker e Jimmy Butler também iriam ter novos destinos. Sendo que Kemba Walker assina por Boston 141 milhões de dolares a 4 anos e Jimmy Butler (via “sign and trade”, uma forma de transferência em que quando o “agente livre” em questão não quer ficar na equipa pela qual atuou na epoca anterior e a equipa de destino não tem teto salarial para o jogador, então a equipa assina o jogador e troca o para a outra equipa por algo em troca, normalmente jogadores e escolhas nos draft’s futuros) foi para os Miami Heat, assinando também a 4 anos 141 milhões. 

Boston, assim, ficou sem um base de calibre All-Star mas assinou outro, no entanto, fica com menos profundidade de equipa, pois o reserva Terry Rozier assinou pelos Charlotte Hornets a 58 milhões por 3 anos. Boston perde também o seu poste 5 vezes All-Star Al Horford, que assinou pelos Philadelphia 76’ers a 4 anos por 109 milhões de dolares, Bostom tomou assim de assinar Enes Kanter por 2 anos a 10 milhões.

Alguns contratos que voaram mais por de baixo radar devido a serem jogadores menos mediaticos foi o de Tobias Harris, extremo que actua pela equipa de Philadelphia, que assinou a 5 anos por 180 milhões. Patrick Bervely, base dos Los Angeles Clippers, que assinou por 3 anos a  40 milhões, e Rodney Hood, o extremo base reserva da equipa de Portland que assinou por 2 anos a 16 milhões. Khris Middleton, All-Star da equipa de Milwaukee do MVP Giannis Antetokuonmpo, concordou em 5 anos a 178 milhões de dolares. 

Transferências menos mediáticas foi tambem a de JJ Redick, que atuou pelos Philadelphia na época anterior, que assinou a 2 anos por 26.5 milhões pelos New Orleans Pelicas, juntando-se a jovem sensação Zion Williamson.O antigo MVP Derrick Rose, que atuava pela jovem equipa de Minnesota, que concordou em 2 anos a 15 milhões pelos Detroit Pistons de Blake Griffin e o europeu Bojan Bogdanovic assinou pelos Utah Jazz a 4 anos por 73 milhões.

Abram alas para o Tour de França

A 106ª edição da Volta à França está a chegar, uma prova que irá decorrer entre 6 a 28 de Julho. Num total de 3460 quilómetros repartidos por 21 etapas. Este ano, o Tour irá começar na Bélgica, em Bruxelas. Vão ser realizadas três etapas em solo belga, sendo que depois, a prova seguirá a sua normalidade, com as restantes etapas a serem corridas em França, com o objetivo final de chegar aos Champs-Élysées (Campos Elísios).

Haverá bastante variedade no que toca aos finais de etapa, havendo sete etapas planas para os sprinters poderem brilhar e sete etapas de alta montanha para os trepadores fazerem a diferença. No entanto, apenas cincos delas terminam em alto. Irá ser realizado um contrarrelógio por equipas no segundo dia na Bélgica e um contrarrelógio individual em Pau. Nas restantes etapas, as consideradas de média montanha, poderemos ver os puncheurs e os sprinters a lutarem entre si, nunca descorando a possibilidade de acabar com uma fuga a vencer.

O vencedor do ano passado, Geraint Thomas, esteve em risco de participar devido à queda sofrida no Tour da Suiça, mas encontra-se na lista de inscritos da Team Ineos e vai tentar revalidar o título na companhia de Bernal. Sim, porque se Thomas não estiver em forma, muito provavelmente a equipa passará a apostar no jovem colombiano.

Do top cinco do ano passado, apenas Thomas e Kruijswijk irão participar nesta edição. Tom Dumoulin depois de fracassar no Giro, não irá correr o Tour. Froome devido a queda no Dauphiné estará de fora e Roglic deverá correr a Vuelta, deixando a responsabilidade de um bom resultado no Tour para Kruijswijk.

Calendário leonino na Primeira Liga 2019/20: reta final escaldante em terreno rival e em dose dupla

0

Está dado oficialmente o pontapé de saída na época 2019/20 e com ele conhecemos o calendário completo da principal prova nacional, a Primeira Liga. Depois de realizado o sorteio – que pouco tem disso mesmo, dadas as inúmeras condicionantes – os clubes e seus adeptos já podem preparar, com a devida antecedência, a época que se avizinha e pela qual todos anseiam.

Relativamente ao calendário do Sporting CP, é inevitável não reparar na reta final do campeonato, que reservou para as últimas três jornadas as visitas ao Dragão e à Luz, intercaladas pela receção ao Vitória FC. No entanto, a verdade é que estes jogos só serão de verdadeira importância, para as contas do clube de Alvalade, se em maio o leão ainda tiver as garras bem afiadas – mas já lá vamos.

Antes de mais, é de realçar algo que se tem tornado uma tendência no calendário futebolístico nacional: a crescente emergência das equipas do Norte na Primeira Liga. No total, dez dos dezoito clubes que compõe o principal escalão estão localizados nessa zona e todos eles se concentram, inclusive, num raio de 25 quilómetros. Desta forma, o Minho soma, pela primeira vez, cinco equipas na Primeira Liga, enquanto que as outras cinco moram no distrito do Porto.

Quanto às restantes oito equipas equipas, a zona da Grande Lisboa continua com os mesmos quatro representantes e assim, Portimonense SC, Santa Clara, Marítimo e CD Tondela são os únicos emblemas que fogem à “ditadura” geográfica imposta pela bipolarização norte-sul de Portugal continental, algo que se revela a vários níveis no nosso território e do qual o futebol é também reflexo. Posto isto e depois do que foi a temporada passada, o Sporting CP de Marcel Keizer terá de melhorar o seu jogo como visitante, sobretudo a sua pronúncia do Norte, pois como é observável, são muitos os pontos que terão de ser resgatados por lá.

É inegável que o campeonato nacional é a prova que faz sonhar todos os adeptos verde e brancos. A expectativa é sempre alta e o almejado título – que foge desde o longínquo ano de 2002 – é o único bálsamo que o universo leonino aceita para compensar a espera interminável. Mas para isso, a turma de Alvalade terá de ser a equipa que não foi no ano passado, isto é, uma equipa regular. Como é sabido, o campeonato é equiparável a uma corrida de fundo, pois é uma prova que recompensa, acima de tudo, a regularidade. No campeonato, todos os jogos valem o mesmo e esses três pontos são o alimento a que o leão terá de aspirar a cada fim de semana, independentemente do adversário.

O sorteio foi realizado no Porto, durante o evento da Liga
Fonte: Liga Portugal

Falando agora do calendário propriamente dito, aquele que todos os adeptos seguirão qual documento sagrado, terá o efetivo pontapé de saída a 10 de agosto e finaliza no dia 18 de maio do próximo ano. Se o final de campeonato, como vimos, será de exigência máxima para os leões, o início também não será presa fácil.

O “carrossel” de Keizer terá de estar bem engrenado e pronto para arrancar, pois os primeiros três pontos serão disputados na sempre difícil deslocação ao caldeirão do Marítimo, uma equipa que por si só já é custosa de ultrapassar, sobretudo no seu reduto, e que agora conta também com a competência e rigor tático do seu novo treinador: Nuno Manta Santos. De seguida, o Sporting CP fará a sua estreia em Alvalade, nada mais e nada menos, frente ao SC Braga. Para lá da complicada tarefa de defrontar os Guerreiros do Minho, que mais uma vez tentarão o assalto ao pódio, Alvalade receberá também o regresso de um dos seus: Ricardo Sá Pinto, o recém anunciado técnico dos bracarenses.

Nos seguintes fins de semana, a fasquia continuará alta e os pupilos de Marcel Keizer terão verdadeiros desafios pela frente, defrontando equipas como o Portimonense (3ªJ – fora), Rio Ave (4ªJ – casa) e Boavista (5ª – fora). Já na sexta jornada, o Sporting irá receber o recém-promovido Famalicão e posteriormente enfrentará o Desportivo das Aves (7ªJ – fora), o Vitória SC de Ivo Vieira (8ªJ – casa) e, nesta primeira volta, jogará fora duas vezes consecutivas, desta feita com o Paços de Ferreira, na nona jornada, e com o CD Tondela, na seguinte.

Para a jornada posterior, está agendado o primeiro dérbi da temporada leonina, no qual o Sporting medirá forças com o Belenenses SAD, em Alvalade. Depois, para terminar o ano de 2019, os leões deslocar-se-ão a Barcelos para enfrentar o agora primodivisionário Gil Vicente (12ªJ) e, de seguida, têm embate marcado com o Moreirense (13ªJ – casa) e com o Santa Clara (14ªJ – fora). Com a entrada em 2020, o habitualmente frio mês de janeiro trará temperaturas especialmente elevadas para os lados de Alvalade: primeiro, o Sporting recebe o FC Porto, depois visita o Vitória FC e fecha a primeira volta com a receção ao SL Benfica, no sempre quente dérbi eterno.

Em Portugal, a segunda volta é um espelho da primeira e por isso a sequência dos jogos volta a repetir-se da mesma forma a partir de fevereiro – algo que já não acontece em Espanha e Inglaterra e que merece ser debatido também em território nacional. Concluindo, o Sporting só encontrará os rivais diretos em 2020, no fim da 1ª volta, em janeiro, e no final do campeonato, em maio. Logo, se a corrida pelo título for até ao fim, o Sporting terá de fazer o sprint final num caminho extremamente íngreme, onde o Dragão e a Luz serão verdadeiras provas de fogo.

Contudo, para que isso seja possível, a turma de Alvalade terá de chegar bem viva a maio e os jogos anteriores não podem ser descurados. Aliás, na 1ª volta os leões recebem em sua casa todos os clubes que normalmente completam os cinco primeiros lugares da classificação: SC Braga, Vitória SC, FC Porto e SL Benfica – situação que se inverte na 2ª volta, claro está.

Por agora, são vários os artistas da bola que atracam no nosso Portugal e outros tantos os que partem. Uns trazem a esperança e a expectativa, os outros deixam um rasto de saudade ou desilusão. A quantidade obscena de milhões de euros continua a bailar frente aos nossos olhos e as várias promessas e projeções, devidamente coloridas, são uma constante na denominada silly season que agora vivemos. Por enquanto, isto é o que nos vai “enganando a fome”, no entanto, todos sabemos que não há nada como ver a redondinha a passear nos nossos relvados.

O calendário está definido, por isso venha de lá o nosso querido futebol e que o único ruído envolvente seja o indescritível grito de golo.

Foto de Capa: Sporting CP

Europeu de Futsal 2022: Portugal como anfitrião?

Estaríamos a pouco menos de um ano para que o Europeu de Futsal voltasse a ser organizado por alguma nação europeia. Mas, a UEFA decidiu trocar-nos as voltas e alterou o panorama normal para a modalidade no que diz respeito, sobretudo, ao intervalo de tempo que é a competição é realizada e ao número de equipas participantes.

O próximo europeu não será em 2020 como se esperava, mas sim em 2022. A razão desta alteração? Muito simples! Em 2020, a FIFA organiza o Mundial de Futsal na Lituânia e a UEFA não pretende que as duas competições coincidam no mesmo ano. Desta forma, promoveu a alteração para que a competição europeia de seleções aconteça no intervalo entre os dois mundiais (Mundial 2020 – Europeu 2022 – Mundial 2024), ou seja, realizar-se-á de quatro em quatro anos.

Contudo, esta não foi a única alteração. O número de equipas que disputam a prova também foi aumentado e passaremos a ter 16 seleções em vez das 12 que participavam. Já se sabe que a UEFA quer que esta modalidade chegue ao máximo número de países e este tipo de alterações é o exemplo da possibilidade de novas seleções, que outrora não passavam a qualificação, possam jogar na fase final.

A Eslovênia organizou o último europeu e conseguiu eliminar a Itália com o golo do capitão Igor Osredkar
Fonte: UEFA

A UEFA não está só a incentivar as nações europeias com o aumento do número de equipas, mas sim com a possibilidade de serem anfitriãs da competição mais importante de seleções na Europa. Portugal, França e Holanda são os finalistas para receberam a fase final do Europeu em 2022 e esta será a minha opinião de quem deve organizá-lo.

Se tivermos em conta a quantidade de organizações de fases finais de competições da UEFA, Portugal está, claramente, em vantagem visto que já organizou quatro eventos desportivos desta modalidade. Gondomar já recebeu dois europeus: o Euro 2007 e o Europeu Feminino em 2019. Já as outras duas organizações foram em Lisboa ambas para a antiga UEFA Futsal Cup (2010 e 2015). Enquanto, França e Holanda nunca organizaram uma fase final. Este será um fator importante na tomada de decisão pois a UEFA terá em conta as excelentes organizações que os portugueses já realizaram.