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SC Espinho: Tigres em busca do regresso

Cabeçalho Futebol NacionalFundado em 1914, o Sporting de Espinho é um dos maiores clubes do distrito de Aveiro, e tal como muitos dos históricos do nosso futebol, está neste momento a mostrar-se em palcos de menor dimensão, tendo em conta os pergaminhos que detém. Neste momento, encontra-se a disputar o Campeonato de Portugal, terceiro escalão do futebol português, mas nem sempre foi assim.

Começando a disputar as primeiras competições da Associação de Futebol do Porto, foi posteriormente um dos co-fundadores da Associação de Futebol de Aveiro, em 1924. Logo na época de 1924/25, atingiu as meias-finais do Campeonato de Portugal, competição que naquele tempo atribuía o título de campeão nacional de Portugal. Mais tarde iniciaram-se as ligas, e foi em 1973/74 que o clube dos Tigres alcançou pela primeira vez a promoção ao primordial escalão do futebol português, que acabou por disputar por 11 ocasiões tendo alcançado como melhor classificação um sexto lugar, em 1987/88.

Além do futebol, o clube é, como é sabido, bastante eclético e um dos grandes do nosso país ao nível do Voleibol, tendo sido campeão nacional por 18 vezes nesta modalidade.

Um dos grandes clubes do Voleibol nacional Fonte: Hugo Monteiro/SC Espinho
Um dos grandes clubes do Voleibol nacional
Fonte: Hugo Monteiro/SC Espinho

Conhecido pela mística própria, o clube projeta o “espírito bairrista”, onde os habitantes da cidade e do conselho se sentem representadas pelo clube. Mesmo nos dias de hoje, disputando o terceiro escalão do futebol português, o clube consegue ter uma média de assistências no seu estádio bastante acima da média para o seu patamar, e até por vezes superior a vários clubes de primeira liga.

O clube encontra-se num crescimento paulatino, almejando retornar aos patamares onde habitou no passado. Neste momento, a esperança de voltar ao futebol profissional é real, com o clube a encontrar-se na primeira posição da série B do Campeonato de Portugal, a par do Cinfães. Já foi também aprovada a construção de um estádio municipal que albergará os jogos do clube e que substituirá o já degradado Comendador Manuel de Oliveira Violas.

Boa presença de adeptos no estádio do Sporting de Espinho Fonte: terranova.pt
Boa presença de adeptos no estádio do Sporting de Espinho
Fonte: terranova.pt

Orientada por Rui Quinta, antigo treinador adjunto de Vítor Pereira no Futebol Clube do Porto, a equipa leva neste momento nove vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, e conta como figura de proa com o avançado Bruno Morais, jogador que foi campeão europeu no Porto de José Mourinho.

Não têm vida fácil as equipas do terceiro escalão na ingreme escalada até à segunda liga, tendo que disputar no final da fase regular um playoff com as melhores equipas das restantes séries, de onde sairão apenas 4 promovidos. No entanto, a confiança reina em Espinho, e sopram ventos de esperança, de que os Tigres voltem a mostrar a sua raça no futebol profissional.

Foto de Capa: oderbie.com

10 WWE Superstars que marcaram a minha geração

Cabeçalho modalidadesA WWE teve um papel emblemático na minha infância. Um vício que perdurou ao longo do tempo. Atualmente com 22 anos, continuo a acompanhar a realidade do wrestling profissional por um interesse muito suportado pela nostalgia de outros tempos em que acompanhar a WWE não era apenas um passatempo. Para muitos “miúdos” dos anos 90, como eu, ver WWE era quase a imposição de um estatuto no “recreio”.

Inúmeros foram os intervalos de aulas que passámos a partilhar uns com os outros as peripécias semanais que os wrestlers nos proporcionavam, muitos de nós deslumbrados pela ingenuidade de que o conteúdo da WWE não era combinado ou planeado.O wrestling era “falso”, mas a paixão não. Por vezes às escondidas dos pais, devido à violência e conteúdo explícito dos programas, ficávamos colados à televisão na expectativa de ver os nossos wrestlers favoritos, os heróis da nossa geração, que nos entusiasmavam com as suas habilidades no ringue e as suas rivalidades intensas.

Apresento os 10 principais wrestlers, que entre muitos outros, marcaram a minha geração.

CD Tondela: A ascensão para a tranquilidade

Cabeçalho Futebol NacionalO percurso do Tondela nos últimos anos, no futebol português, tem sido verdadeiramente fascinante. Ainda há pouco tempo a equipa beirã lutava na 2.ª Divisão B do futebol português, anos volvidos, está a disputar lugares a meio da tabela da Primeira Liga. Mas vamos por partes.

O Tondela sobe à Primeira Liga corria o ano de 2015, pela mão de Quim Machado depois de três temporadas consecutivas na Segunda Liga. A partir daqui já se vê que o percurso do clube tem sido ascensional, pautando-se pelo equílibrio e pela coesão de um projeto verdadeiramente apaixonante no futebol português. Mais apaixonante ainda é falar das duas últimas temporadas da turma beirã. A equipa de Viseu conseguiu, por duas vezes, um feito inacreditável. Se há dois anos, com Petit, poucos pensavam ser possível a manutenção, na temporada anterior ainda menos, só mesmo os ferverosos adeptos tondelenses. A verdade é que a equipa de Tondela tem-se mantido, ainda que com dificuldades, na Primeira Liga.

Depois do apaixonante percurso da temporada passada da equipa auriverde já com Pepa ao comando houve uma renovação da confiança da direção do clube no antigo jogador do Benfica. Afinal Pepa havia conseguido um feito extraordinário- o da manutenção- mas mais que isto tinha conseguido colocar o Tondela a praticar um futebol mais atrativo, mesmo com individualidades de menor dimensão em relação a outros clubes da Primeira Liga.

Ainda que seja relativamente cedo para podermos tirar conclusões definitivas, podemos tirar algumas ilações olhando apenas para estatísticas. O ano passado por esta altura a turma tondelense, na altura já orientada por Pepa, somava 10 pontos com apenas 13 golos marcados e 33 sofridos, ocupando assim o último lugar da tabela classificativa. Um ano depois, e na mesma altura do campeonato, o Tondela tem 22 pontos com 23 golos marcados e 28 sofridos, ocupando um 10º lugar seguro. Se quisermos olhar apenas a números, podemos concluir que este Tondela é uma equipa que marca muitos mais golos e que por isso mesmo tem conseguido somar mais pontos. Mas a análise focada apenas nos números torna-se redutora. Há que olhar para a equipa do Tondela num todo. A verdade é que desde que Pepa assumiu o comando dos auriverdes tem-se notado muitas diferenças. O Tondela tem sabido aproveitar melhor os espaços concedidos pelos adversários e ainda que não seja uma equipa que jogue, de forma declarada, em posse de bola, é uma equipa que consegue manter a bola e que consegue ligar muitas vezes o seu jogo, mérito de Pepa.

O CD Tondela procura a sua manutenção para permanecer no escalão principal Fonte: CD Tondela
O CD Tondela procura a sua manutenção para permanecer no escalão principal
Fonte: CD Tondela

Mais, este Tondela tem conseguido, já com outra experiência, ser uma equipa muito mais cínica. É comum ver o Tondela a dar pouco espaço, em bloco médio-alto, aproveitando depois os jogadores rápidos que possui na frente de ataque. Murilo, que tem sido um dos destaques da boa época do Tondela, Tomané, um jogador que tem renascido agora com Pepa, Miguel Cardoso e o próprio Pedro Nuno, já no meio campo, têm sido os jogadores em destaque no processo ofensivo do Tondela. Defensivamente, os números mostram também uma equipa mais consolidada. Neste aspeto a entrada no onze do experiente Ricardo Costa com uma maior adaptação do central Yordan Osorio, juntamente com a entrada do lateral Joãozinho, têm sido as razões para o menor número de golos sofridos, sem esquecer também a fenomenal época, mais uma, de Cláudio Ramos. No meio campo, Hélder Tavares e o médio Bruno Monteiro, ambos muitas vezes esquecidos mas muito eficazes, têm sido fundamentais para uma maior segurança na zona à frente da Defesa.

Apesar do plantel da equipa tondelense oferecer garantias para um campeonato mais tranquilo do que os dos anos anteriores, será necessário a entrada de um ou dois jogadores para o ataque e para o meio-campo, de modo a que Pepa possa gerir melhor a sua equipa ao longo do campeonato. O que é certo é que este Tondela está mais próximo do objetivo da manutenção. Será também provável que este Tondela não tenha de esperar até aos últimos minutos do campeonato para saber se poderá permanecer no principal escalão do futebol português ou não. Resta saber qual será o próximo passo do clube do interior nas próximas temporadas.

Foto de Capa: Bola na Rede

Wolverhampton FC: Os lobos também encantam

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Cabeçalho Liga Inglesa

“Esta é a melhor equipa que eu vi no Championship em dois anos e meio”, tal frase foi proferida por Carlos Carvalhal, há um cerca de um mês, quando antevia um Sheffield Wednesday x Wolverhampton para o escalão secundário do futebol inglês.

Um mês depois, Carvalhal encontra-se, outra vez, esta quarta-feira, com o ‘Wolves’, mas agora é para a Taça e o treinador português senta-se no banco do primodivisionário Swansea. Como o futebol muda rápido… ou não fosse ele um ecossistema da vida.

Bom, este preâmbulo não serviu para mais nada do que para abrir o tema que nos interessa. Em West Midlands mora o líder do Championship. Com 10 pontos de avanço. O Wolverhampton Wanderers FC.

No verão passado, depois de um 2016/17 que terminou com o 15º lugar e três treinadores a passarem pelo banco, o dono do clube desde 2016, Jeff Shi, da Fosun Group, aconselhado pelo amigo Jorge Mendes, tomou a decisão de contratar Nuno Espírito Santo.

A colaboração/influência com/no clube inglês já havia sido testemunhada na época passada com a chegada de jogadores lusos como Sílvio, Hélder Costa e Ivan Cavaleiro, num plantel que também contava com João Teixeira.

Nuno Espírito Santo tem feito um trabalho pleno de mérito ao serviço dos ‘Wolves’, cuja candidatura a um lugar na ‘Premier’ se robustece a cada jornada Fonte: Wolverhampton FC
Nuno Espírito Santo tem feito um trabalho pleno de mérito ao serviço dos ‘Wolves’, cuja candidatura a um lugar na ‘Premier’ se robustece a cada jornada
Fonte: Wolverhampton FC

Jeff Shi fez questão de esclarecer quando tomou as rédeas do clube que “o dinheiro não seria problema”. Cerca de 20 milhões de euros por Rúben Neves, do FC Porto, 3 por Roderick Miranda, do Rio Ave, 2 por Rafa Mir, do Valencia, cerca de 1 por Barry Douglas, do Konyaspor, sem esquecer as chegadas por empréstimo de Willy Boly, Diogo Jota, Alfred N’Diaye, Rúben Vinagre ou Léo Bonatini são investimentos que comprovam a ambição do clube que quer voltar à Premier League e por lá ficar.

28 de outubro tem a data da última derrota nesta temporada e os 52 pontos do 2º, Derby County, estão ainda lá atrás dos 62 dos ‘Wolves’, os líderes do fascinante Championship. Na Taça da Liga, a equipa foi eliminada nos penáltis em pleno Etihad Stadium, diante o líder destacado da Premier League, Manchester City.

E por falar em Premier League, o investidor chinês e o clube das West Midlands parecem ter encontrado em Nuno Espírito Santo e na sua equipa, com considerável armada portuguesa, a estabilidade necessária para chegar ao topo do futebol inglês. E em ‘good fashion’.

Pois vejamos esta equipa a jogar futebol e como gosta de tratar bem a bola. O primeiro lugar com folga comprova o futebol de qualidade que o Wolverhampton pratica no supersónico e louco Championship de 46 jornadas. Se estes lobos podem meter medo a quem os defronta, também podem bem encantar aos adeptos do puro e belo futebol.

Esta quarta-feira joga-se a terceira eliminatória da FA Cup no País de Gales. O ‘replay match’ entre Swansea e Wolverhampton tem sotaque português bem distintivo. Vejamo-lo. Com paixão pelo jogo nos olhos, mas alma lusitana no coração.

Foto de capa: Wolverhampton FC

Por detrás do Football Manager – Entrevista a Bruno Gens Luís, Chief Scout da Sports Interactive

entrevistas bola na rede

Todos nós que somos amantes do desporto-rei em algum momento da nossa vida passamos os nossos sonhos desportivos para a realidade virtual através do Football Manager, mas poucos terão pensado em todo o processo que está por detrás da deteção do talento e da seleção de atributos dadas aos jogadores neste jogo. O Bola na Rede falou com um dos principais responsáveis por esse processo, Bruno Gens Luís, que se confessa um apaixonado pelo futebol.

Bola na Rede [BNR]: Qual o teu percurso a nível académico?  Já tencionavas trabalhar na área do desporto?

Bruno Gens Luís [BGL]: Sempre foi um sonho meu trabalhar na área do desporto. Quem me conhece sabe perfeitamente que a minha maior paixão é o futebol, mas infelizmente, devido a limitações físicas e consequente recomendação médica, fui-me afastando dele e embarquei noutra área, economia, na qual sou licenciado. Mas um dos meus objectivos futuros é o de fazer uma pós-graduação em gestão desportiva.

BnR: Como é que chegas a Chief Scout de Portugal para o Football Manager?

BGL: Para ser sincero, foi um processo rápido mas trabalhoso. Comecei como um simples crítico da base de dados, que compilava erros e falhas da base de dados portuguesa no fórum da SI. Devido à minha insistência, fui convidado para integrar a equipa portuguesa, onde assumi a coordenação do antigo CNS. Posteriormente assumi a coordenação da pesquisa dos PALOP e pouco depois fui convidado pelo antigo coordenador, José Chieira, para o substituir na coordenação da pesquisa portuguesa, conjuntamente com o Carlos Bessa. Parece uma subida vertiginosa, mas o meu dia-a-dia era acordar, trabalhar e dormir.

BnR: Consegues explicar, resumidamente, para que as pessoas tenham uma noção de todo este processo, a seleção dos atributos de cada jogador e como conseguem obter um nível de fiabilidade elevado mesmo que sejam de equipas pouco conhecidas? 

BGL: Cada jogador é avaliado em dezenas de atributos, desde mentais a técnicos e físicos, com uma influência distinta para as diferentes posições no terreno. Tentamos fazer uma avaliação valorativa do jogador tendo em consideração o seu comportamento nos diferentes momentos do jogo. É algo complexo mas a fiabilidade consegue-se através da especialização de uma pessoa numa determinada equipa. A quantos mais jogos assiste dessa equipa, mais precisa será a avaliação dos seus jogadores.

BnR: Consideras a base de dados portuguesa uma das melhores do Football Manager? Achas que estamos a trabalhar bem nesse sentido em comparação com outros países? 

BGL: Modéstia à parte, sim, acho que é uma das melhores e mais fiáveis base de dados do Football Manager, mas obviamente erramos e temos falhas como todos; a observação não é uma ciência exacta. Ajuda ter uma grande legião de fãs e a divulgação do jogo em Portugal: devido a isto há mais pessoas a querer colaborar comparativamente com outros países, onde o jogo é pouco conhecido (como por exemplo a Argentina).

BnR: A equipa de observação para o Football Manager é composta por quantas pessoas? São todos voluntários? 

BGL: Todos voluntários, logo há sempre pessoas a entrar e sair. Por norma, a equipa portuguesa é composta por cerca de 50 pessoas, mas ao longo do ano chegam a ser por volta de 80 pessoas.

BmR: Já te aconteceu seres contactado por clubes para aconselhamento na contratação de jogadores? 

BGL: Sim, cada vez mais, especialmente de divisões inferiores, mas já fui contactado por clubes profissionais, incluindo os “grandes”. Chegou a um ponto em que eram tantas equipas/agentes/treinadores/directores que tive de dizer basta. Tempo e conhecimento são dinheiro e o scouting continua a ser desvalorizado por muita gente ligada ao futebol, por isso continuam a aparecer em Portugal aqueles jogadores sem qualidade alguma, colocados pelos agentes, impedindo assim a progressão de jovens talentos de divisões inferiores.

BnR: Ficas “orgulhoso” quando um jogador que foi sinalizado pela equipa de observação do Football Manager singra no futebol real? 

BGL: Obviamente, tal como qualquer observador fica contente quando um jogador recomendado por si singra na sua equipa e proporciona troféus e/ou uma avultada transferência que enche os cofres da sua equipa.

BnR: Consegues dar um exemplo específico de um jogador cujo talento tenha sido detectado primeiramente no Football Manager e mais tarde se tenha tornado num jogador de qualidade consensual?

BGL: Podia dar centenas de exemplos, mas os que mais me marcaram talvez sejam o Saviola, o Iniesta e o Rooney, que com 16 anos (ou menos?) eram craques no jogo. Com certeza que há outros exemplos, como o Kompany ou o Verratti, mas estes marcaram-me porque os contratava sempre para as minhas equipas.

Bruno, como apaixonado de futebol, gosta sempre de marcar presença em qualquer relvado nacional ou internacional Fonte: Facebook Bruno Gens Luís
Bruno, como apaixonado de futebol, gosta sempre de marcar presença em qualquer relvado nacional ou internacional
Fonte: Facebook Bruno Gens Luís

BnR: Como é que reages às críticas muitas vezes feitas pelos fãs do jogo em relação a existir um favorecimento a determinada equipa nos atributos após todo o trabalho feito na construção da base de dados?

BGL: As avaliações são subjectivas; logo, é normal que cada pessoa tenha a sua própria opinião sobre determinado jogador. É possível ver-se bem quem são as pessoas com “clubite aguda” e quem realmente quer ajudar a melhorar a base de dados. Todas as críticas são bem vindas e analisadas por nós.

Afinal, o Benfica joga futebol

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sl benfica cabeçalho 2

Sonhei que o Benfica tinha voltado a jogar futebol. Futebol a sério. O Cervi fazia passes magistrais e o Salvio marcava golos; o André Almeida fazia cruzamentos de fazer cair o queixo; o Krovinovic jogava de forma sublime… Resumindo, o Benfica acabava o jogo a ganhar, tendo sido superior durante os 90 minutos.

Mas depois acordei e percebi que não era um sonho. O Benfica voltou mesmo a jogar futebol. Voltou a fazer pressão e assim dá gosto ver. O Benfica foi à Pedreira mostrar que renasceu das cinzas e que não está morto, como pensavam. O Benfica quer ser campeão. O Benfica quer dizer que é ‘penta’, daqui a quatro meses. Depois desta vitória, acredito que as ‘águias’ podem perfeitamente chegar ao título, pois eventualmente os dois grandes rivais vão começar a acusar a pressão.

O Benfica está muito mais forte. Viu-se no dérbi na Luz e viu-se em Braga, num dos jogos mais difíceis do calendário. É bem possível que este tenha sido o jogo do título. Se os ‘encarnados’ chegarem a levantar o ‘caneco’, todos nos lembraremos desta deslocação: o passe do Cervi para o Salvio, que nos fez acreditar; o golo do Jonas, que nos fez marcar posição, porque nos recusamos a arredar pé desta luta; ou o golo do Jiménez, que serviu de redenção depois daquele falhanço num golo que era cantado…

Jonas leva 21 golos apontados na Primeira Liga Portuguesa Fonte: SL Benfica
Jonas leva 21 golos apontados na Primeira Liga Portuguesa
Fonte: SL Benfica

E, por muito que tenham o intuito contrário, as bicadas dos adversários só servem para dar uma motivação extra à equipa de Rui Vitória. Mas a revolta e a falsa isenção de culpas e a falsa modéstia serão ponto assente, quando os comentários venenosos de Bruno de Carvalho, de Jorge Jesus ou de Sérgio Conceição tiverem de ser engolidos… mais tarde.

Enquanto o Benfica continuar a jogar à campeão, estamos vivos e bem de saúde. Esta vitória marca decididamente uma o fim de um ciclo menos bom das ‘águias’ na Primeira Liga. Com a classe de jogadores como Jonas e Raúl, demolidores na hora de decidir, ou ainda de Fejsa e Krovinovic, é, se tudo correr de feição, para o penta!

Foto de capa: SL Benfica

O fim-de-semana verde e branco

sporting cp cabeçalho 2

Mais uma semana, mais um resumo. O destaque maior vai para o Atletismo Campeão Nacional de Estrada, seguindo-se depois modalidades como o Futebol feminino, o Ténis de Mesa ou o Voleibol que prosseguem o trilho das vitórias. Pela negativa surgem o Futsal masculino e o Hóquei em Patins, ambas sofreram a primeira derrota oficial da temporada, com significados diferentes: se para o Futsal a mesma traduziu-se na perda de um troféu, no caso do Hóquei a derrota não comprometeu de forma alguma os objectivos europeus dos Leões que prosseguem em zona de apuramento.

Atletismo | Sporting Clube de Portugal Campeão Nacional de Estrada tanto em masculinos como em femininos. Os Leões contrariaram da melhor forma o favoritismo encarnado, com Rui Pedro Silva, Bruno Albuquerque, Licínio Pimentel e Alberto Paulo a classificarem-se no top6, reconquistando um título que há 28 anos “fugia” ao Clube. Por seu turno as Leoas confirmaram o amplo favoritismo com que partiam para a prova e as classificações individuais de Inês Monteiro, Campeã Nacional, Sara Moreira (segunda), Susana Godinho (quarta) e Solange Jesus (décima terceira) tornaram possível a revalidação do título colectivo. Seguem-se as provas de Corta-Mato, nos primeiros fins-de-semana de Fevereiro.

Equipa Feminina Bicampeã Nacional de Estrada Fonte: Sporting Fans - Modalidades
Equipa Feminina Bicampeã Nacional de Estrada
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Carambola | Os verde e brancos perderam o dérbi ante o SL Benfica por 1,5-2,5, sendo que na próxima jornada recebem o GC Sul “B”.

Futebol masculino | Semana com dupla vitória para os comandados de Jorge Jesus, primeiro frente ao Cova da Piedade por 1-2, selando o apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal, e no Domingo frente ao Desportivo das Aves por 3-0, passando para a liderança à condição, isto porque o FC Porto tem ainda menos um jogo disputado.

Futsal feminino | A turma orientada por Carlos Reis venceu o Golpilheira por 2-1, sendo que na próxima jornada, última desta primeira fase, as Leoas deslocam-se ao reduto do Arneiros, a vinte de Janeiro.

Futsal masculino | Os bicampeões nacionais venceram os Unidos Pinheirense por 7-1 e a AD Fundão por 2-1, atingindo a final da Taça da Liga, onde perderam diante do rival SL Benfica por 5-2, num jogo em que a superioridade encarnada foi incontestável. Segue-se uma paragem de cerca de um mês para compromissos das selecções, sendo que a competição de clubes regressa a dezassete de Fevereiro com a disputa da primeira eliminatória da Taça de Portugal onde entram as equipas da Liga SportZone.

Hóquei em Patins | Primeira derrota da temporada. A turma verde e branca sucumbiu perante o Amatori Wasken Lodi na quarta jornada do Grupo D da Liga Europeia, descendo assim ao segundo lugar da tabela classificativa, com sete pontos somados, mais um que os italianos e menos três que o líder HC Liceo. O regresso ao Campeonato Nacional adivinha-se intenso, com a visita ao FC Porto na quarta feira, dezassete de Janeiro, e a recepção à UD Oliveirense no Domingo, 21 de Janeiro, pelas dezoito horas, no Pavilhão João Rocha.

Pólo Aquático | Os Leões perderam no reduto do Naval Povoense por 13-9.

Yohan Blake: O tempo corre em sentido contrário

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Cabeçalho modalidadesQuando a 28 de Agosto de 2011, Yohan Blake (JAM) tornou-se o mais jovem campeão mundial de sempre dos 100 metros (na altura, com 21 anos), muitos pensaram que se poderia iniciar a partir dali uma rivalidade épica na velocidade com o seu companheiro de equipa e estrela maior mundial, Usain Bolt. Bolt estava presente nessa final de Daegu e concentrava todas as atenções do mundo depois das performances e recordes de Pequim e Berlim. No entanto, Usain fez uma falsa partida na final da prova rainha da velocidade e seria desqualificado. Nesses campeonatos, Bolt venceu a final dos 200 metros, mas Blake tinha abdicado dos 200 metros, pelo que o duelo entre os dois não se sucedeu.

A prova, em Daegu, que deu a Blake o único Ouro global individual até ao momento Fonte: Zimbio
A prova, em Daegu, que deu a Blake o único Ouro global individual até ao momento
Fonte: Zimbio

Em 2012, Blake não parou de surpreender o mundo e correu os 200 metros em 19.26s em Bruxelas, o segundo tempo mais rápido de sempre na distância e com uma má partida. Com uma partida normal, estudos indicaram mais tarde que o recorde dos 200 metros teria caído naquela noite. Nos Campeonatos Jamaicanos, que serviram de Trial para os Jogos Olímpicos de Londres, Blake bateu Bolt nas duas distâncias (100 e 200) e deixou um claro aviso ao homem mais rápido do planeta. Em Agosto, nos Jogos Olímpicos de Londres, o mundo parou para ver um duplo duelo entre os dois jamaicanos. Bolt levou a melhor nos 100 e nos 200 metros, mas Blake demonstrou a sua força, arrecadando nas duas provas a medalha de Prata, com tempos muito bons. A rivalidade (amigável) que se tinha começado a construir um ano antes, estava finalmente de pé e Blake não estava pronto para desistir.

Medalhado de Prata em Londres nos 100 e 200 metros, atrás de Usain Bolt Fonte: Dailymail
Medalhado de Prata em Londres nos 100 e 200 metros, atrás de Usain Bolt
Fonte: Dailymail

Tudo começou a mudar em 2013. Mas antes e porque não pretendemos seguir aqui uma linha cronológica contínua, iremos falar de um episódio que marcou a carreira de Blake e que, volta e meia, o assombra, principalmente quando o episódio é abordado por fãs casuais do desporto. O doping. Pouco antes dos Mundiais de Berlim (os Mundiais onde Bolt voou mais do que alguém alguma vez o fez), Blake, junto com mais 4 companheiros, testou positivo para um estimulante de nome dimetilamilamina. Esta substância não era, à data dos eventos, proibida pela WADA, a agência que controla o doping mundialmente. No entanto, continha uma estrutura muito similar a uma substância proibida, tuamine.

Blake não foi suspenso oficialmente por algum organismo internacional, uma vez que a substância só viria a ser proibida mais tarde. No entanto, a agência antidopagem jamaicana achou por bem castigar os atletas em causa por 3 meses, retirando Blake da única prova onde iria participar, aos 19 anos, nos Mundiais (a estafeta 4×100), de forma a afastar eventuais suspeitas. Blake sempre afirmou não ter ingerido a substância propositadamente, não tendo conhecimento da mesma. Independentemente de o ter feito ou não, é particularmente injusto o atleta ser constantemente lembrado de algo que não infringiu qualquer regulamento à altura e que apenas foi sancionado internamente, pela própria comissão jamaicana.

É curioso que se a própria comissão tivesse abafado o caso (e poderia fazê-lo, pois não era ilegal à altura o consumo da substância e poderia ter optado por uma simples advertência “à porta fechada”), hoje existiria muito menos falatório sobre supostos casos de doping jamaicanos. Pior ainda é quando há quem relacione a queda de Blake com o uso ou o não-uso de substâncias dopantes. Como aqui se esclareceu, este caso aconteceu quando Blake tinha 19 anos. Ele atingiu o seu auge anos depois disso e começou a sua queda ainda depois.

Então a que se deveu a queda de Blake? A principal explicação é bem simples e é o principal pesadelo da maioria dos atletas de alta competição: lesões.

O romance entre Hollywood e a UFC

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Cabeçalho modalidadesAntevendo que as hostes da UFC apenas se agitem com o evento de 20 de Janeiro, que terá como cabeças de cartaz os combates de disputa do título que opõem Stipe Miocic a Francis Ngannou e Daniel Cormier a Volkan Oezdemir, e sem esquecer a preponderância do tema Globos de Ouro, tomei a liberdade de escrever sobre a relação entre Hollywood e os octógonos da UFC. Esta relação é real, com lutadores que se tornam atores e atores que se tornam …

Quem não se lembra dos icónicos filmes de Van Damme, Jackie Chan, Steven Seagal, Chuck Norris e até mesmo de Sylvester Stallone? Grande parte destes atores têm um passado ligado às artes marciais que acabaria por ficar eternizado em algumas das mais épicas cenas de luta da história do cinema. No entanto, alguns destes profissionais da sétima arte nunca esqueceram o seu passado, colocando-o ao dispor de atletas da UFC.

O misterioso pontapé de Seagal

Steven Seagal é um mestre de aikido que treinou (pelo menos na sua visão das coisas) dois antigos campeões da UFC, os brasileiros Anderson Silva e Lyoto Machida. O ator congratula-se por ter ensinado a técnica de front kick aos dois antigos campeões da divisão Middleweight. Anderson Silva aplicou esta técnica a Vitor Belfort na edição 126 da UFC, merecendo inclusivamente o galardão de knockout do ano. Já Machida fez sensivelmente o mesmo, quando em 2011 selou a reforma do histórico Randy Couture.

O pontapé de Anderson Silva que lhe valeu a vitória Fonte: Superman Punch
O pontapé de Anderson Silva que lhe valeu a vitória
Fonte: Superman Punch

A comunidade MMA nunca deu muito crédito a Seagal. Em primeiro lugar, porque Machida é cinturão negro de karaté, arte marcial que aprendeu com o seu pai, não sendo por isso expectável que a influência de Seagal tenha sido significativa no arsenal de técnicas do brasileiro. Por outro lado, foi o próprio Anderson Silva que  acabou por desvalorizar os seus treinos com o ator americano, preferindo destacar os seus largos anos de relação com diversas artes marciais.

Inegável é mesmo o facto destes dois lutadores terem recebido lições de Seagal.

Sporting CP 3-0 CD Aves: Mais três golos para a mesa de Dost

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O Sporting CP venceu esta noite o CD Aves por 3-0, na décima oitava jornada da Primeira Liga, mantendo assim a vantagem de três pontos face ao SL Benfica e passando provisoriamente para a liderança do campeonato, enquanto espera pelo jogo desta segunda feira do FC Porto frente ao Estoril-Praia. Como era de esperar, a equipa leonina entrou em campo com muitos regressos face ao último jogo, da Taça de Portugal, contra o Cova da Piedade, com Jorge Jesus a fazer alinhar o seu melhor onze: os regressos de Mathieu, Bruno Fernandes ou William Carvalho foram óbvios, dada a prioridade dada ao campeonato. Porém, a grande novidade foi mesmo a entrada imediata de Rúben Ribeiro no onze inicial, com o criativo português a fazer o lugar que tem sido ocupado habitualmente por Daniel Podence, atrás de Bas Dost. Já Hugo Relvas, adjunto do CD Aves, efetuou cinco alterações face à histórica partida contra o Rio Ave, que carimbou a passagem dos nortenhos para as meias-finais da Taça de Portugal.

O jogo começou e os primeiros trinta minutos da partida foram uma autêntica lição de como não se deve subestimar qualquer equipa, mesmo uma vinda do segundo escalão profissional: o Desportivo das Aves entrou com a lição bem estudada e soube utilizar o ponto fraco dos leões em casa, que costuma demonstrar dificuldades perante equipas mais fechadas. O emblema de Vila das Aves jogou sempre com praticamente toda a equipa atrás da linha da bola, esperando o erro do adversário. Esse foi surgindo e durante os primeiros trinta minutos de jogo as duas equipas repartiam oportunidades, apesar de, claramente, o Sporting ter mais bola e estar por cima na partida. Marcos Acuña e Piccini para o Sporting, e Amilton e Salvador Agra para o Aves, criavam as únicas oportunidades do encontro, com as da equipa forasteira a terem as principais oprotunidades.

Daquilo que se via deste período de jogo, avizinhava-se uma partida complicada para os “leões”, condenada a um golpe individual que abrisse finalmente a “muralha” minhota. E esse golpe chegou mesmo a tempo, aos 32 minutos, e logo pelo novo municiador do ataque leonino: Ruben Ribeiro livra-se da pressão de dois adversários com uma finta de corpo e, arranjando espaço já dentro da área, cruza milimetricamente para a cabeça de Bas Dost, que não falhou. Décimo sétimo golo do holandês em dezoito jogos, média muito positiva para o ponta-de-lança leonino, que abria mais uma vez o marcador.

Respiravam fundo os adeptos leoninos, com o primeiro problema resolvido. Mas o certo é que a tendência se manteve, com o Aves a continuar atrás da linha da bola e a apostar no contra-ataque. E quase que resultava: após remate perigoso de Bruno Fernandes, ao lado da baliza de Quim, seguiu Salvador Agra pelo lado direito e por pouco que Amilton não fez o empate. A bola foi à trave da baliza de Rui Patrício, naquela que foi a melhor oportunidade de golo do jogo.

Sporting e Desportivo das Aves seguiram então para o intervalo com vantagem dos leões, que apesar de justa não tranquilizava os adeptos da casa. O Aves manteve a identidade após o golo, mantendo-se recuado, e a falta de espaço e de velocidade da equipa leonina não deixavam os “leões” tranquilos com o resultado.

Jogo muito disputado na primeira parte, apesar da vantagem leonina Fonte: Bola Na Rede
Jogo muito disputado na primeira parte, apesar da vantagem leonina
Fonte: Bola Na Rede

Para a segunda parte, o Aves, hoje com o treinador Hugo Relvas no comando, apostou na teórica manutenção da estratégia da primeira, colocando de imediato em jogo Arango – que fez um grande jogo para a Taça de Portugal – no lugar de Guedes. Mas a tentativa foi por água abaixo de forma igualmente rápida: aos cinquenta minutos, Gelson leva um encosto de Vítor Gomes na área do Desportivo das Aves e o árbitro João Pinheiro assinala grande penalidade para os leões. A decisão parece correta e correta foi também a abordagem do matador de serviço. Bas Dost correu para mais um golo, o décimo oitavo em dezoito jogos, chegando assim à média de um golo por jogo. Finalmente respirava-se melhor em Alvalade e o Sporting fazia por merecê-lo. 2-0 para a equipa da casa.

A partir daqui, a qualidade de jogo entrou em decadência, sendo os únicos momentos de destaque as substituições efetuadas por ambos os treinadores, com especial enfoque para a ovação da noite, recebida por Ruben Ribeiro aos 65 minutos, quando saiu para dar lugar a Battaglia. Estreia muito positiva do jogador português, que abriu o jogo com uma magnífica assistência para o primeiro golo de Bas Dost. Até ao final da partida houve apenas tempo para mais três momentos: primeiro dois remates falhados dos “leões”, por Bruno Fernandes – muito por cima da baliza –, e por Gelson Martins, aos 83 minutos; e depois, para fechar em beleza, mais um golo do inevitável. Começa a ser já uma formalidade o avançado holandês fazer um hat-trick. Boa desmarcação pela direita de Piccini e o italiano a oferecer mais um golo a Dost, que esperava para encostar, solto na área.

O Sporting CP venceu assim o CD Aves por três bolas a zero, resultado justo para a produção da equipa leonina. A primeira parte foi um desafio complicado para os “leões”, com mérito para o Aves, que veio a Lisboa bem organizado. Após os dois primeiros golos de Dost, o jogo abriu e facilitou para os “leões”, com mais um hat-trick de Bas Dost. O Sporting ocupa agora, provisoriamente, a liderança do campeonato, com mais um ponto do que o FC Porto, que joga segunda feira, e com mais três pontos do que o Benfica.