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Diogo Dalot e Rafa Soares: Sucessores espreitam oportunidade

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O plantel do FC Porto, por mais qualidade que possa ter com a transição para uma nova época, padece sempre de um “problema” que já tem vários anos de existência: a falta de aposta nas camadas jovens. Houve tempos em que a famosa Academia de Alcochete se destacava em todo o mundo e, mais recentemente, a aposta no Seixal também tem colhido frutos. No entanto, desde a introdução das equipas B na Segunda Liga, é o FC Porto B que mais se tem destacado: alcançou por uma vez a segunda posição, foi uma vez campeão e esta época está bem encaminhado para repetir o feito. Num plantel onde a aposta é maioritariamente a formação do FC Porto estas conquistas recentes provam, afinal, que os dragões estão recheados de jovens de qualidade. Hoje focamo-nos em dois jovens laterais, produtos da formação azul e branca: Rafa Soares e Diogo Dalot.

Diogo Dalot assume-se, atualmente, como a principal coqueluche nos quadros dos dragões. Todas as épocas o nome do jovem defesa é apontado a grandes tubarões europeus e ainda este mês os grandes clubes italianos (Juventus FC e SSC Nápoles) voltaram a manifestar interesse. Apesar da tenra idade, Diogo Dalot mostra uma maturidade acima da média e a equipa B serve atualmente como principal fonte de aprendizagem. Podendo jogar tanto na esquerda como na direita da defesa, Dalot tarda em afirmar-se no plantel principal ainda que tenha integrado o lote de jogadores na apresentação aos adeptos para a nova época. As oportunidades para o jovem defesa são quase inexistentes mas os apoiantes dos dragões anseiam que o nome de Dalot seja cada vez mais recorrente na equipa principal e sabem que é uma questão de tempo até que o jogador se revele e atinja todo o potencial prometido.

Em relação a Rafa Soares a história é diferente. Rafa já não é um jovem promissor de 18 anos como Dalot e, apesar dos seus 22 anos, já devia ter “explodido”. O lateral esquerdo tem sido notícia nos últimos dias já que este se encontra insatisfeito no Fulham FC, clube no qual está atualmente cedido por empréstimo dos dragões. Este é já o terceiro empréstimo na carreira de Rafa, tendo tido passagens também pela A Académica de Coimbra e Rio Ave FC. Rafa Soares, tal como Diogo Dalot, também integrou o grupo de 23 jogadores que se apresentou aos adeptos e muitos acreditaram que, depois de um empréstimo bem-sucedido ao Rio Ave, este seria o ano de afirmação do lateral. Mas tal não aconteceu! Rafa foi mais uma vez emprestado e tem uma vez mais o futuro indefinido.

Rafa está atualmente cedido ao Fulham FC, mas notícias recentes afirmam que o jogador está insatisfeito e que deve sair ainda no mercado de inverno Fonte: Fulham FC
Rafa está atualmente cedido ao Fulham FC, mas notícias recentes afirmam que o jogador está insatisfeito e que deve sair ainda no mercado de inverno
Fonte: Fulham FC

Mas qual o motivo pelo qual o FC Porto não aposta definitivamente nestes dois laterais na equipa principal? Sérgio Conceição tem neste momento dois pilares nas laterais do seu onze: Ricardo Pereira e Alex Telles. Estes jogadores são indubitavelmente as melhores opções em todo o plantel. No entanto, Maxi Pereira e Miguel Layún são também apostas esporádicas do treinador, alinhando aos poucos em poucos jogos. Esta situação faz-me levantar outra questão: será que Diogo Dalot e Rafa Soares não têm capacidade suficiente para assumir o estatuto de laterais suplentes atualmente atribuído a Maxi e Layún? Não seria esta uma forma de aliviar a folha salarial e, ao mesmo tempo, potenciar dois jovens talentos?

Maxi Pereira já não é o Maxi de outros tempos! Os anos passam por todos e é unânime para os adeptos portistas que Ricardo Pereira é, atualmente, a melhor opção para a direita da defesa. A juntar a isto é sabido que Maxi aufere um elevado salário anual, o que pesa (e muito) aos cofres dos dragões. Apesar dos bons momentos que Maxi ainda proporcionou aos adeptos portistas, tal como o golo que garantiu o empate na Luz na época passada, começa a chegar a hora de o uruguaio pensar num último grande contrato na sua carreira, possivelmente fora da Europa.

Também Miguel Layún se apresenta, a meu ver, como um jogador excedentário no plantel do FC Porto. O mexicano já não é o mesmo jogador que foi na época de estreia, quando ganhou o prémio de melhor assistente do campeonato. Assim como acontece no caso de Maxi, Layún foi relegado para o banco de suplentes porque existe atualmente, no plantel dos dragões, uma opção melhor: Alex Telles. Layún esteve próximo da saída neste mercado de inverno, mas a sua versatilidade é um trunfo que lhe garante a continuidade naquele que é um plantel curto.

Por tudo isto considero que Diogo Dalot e Rafa Soares estão prontos para herdar os lugares de Layún e Maxi. Chega de desperdiçar talento jovem e português! Os empréstimos, no caso de Rafa, são bons até um certo ponto; a partir de uma certa altura começam a “estragar” o jogador. Dalot e Rafa têm todo o potencial e capacidade para substituir os respetivos colegas de equipa e, gradualmente, irem assumindo um papel de destaque no plantel principal. Fica a ganhar a equipa, os cofres dos dragões e, possivelmente, a Seleção Nacional.

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os emails não revelados: Adeptos exigem explicações a Júlio Mendes

Cabeçalho Futebol Nacional

Caríssimo Presidente, restante direcção, equipa técnica, e todos os que andam para aí a fazer não sabemos bem o quê.

Desde que viemos a este mundo que fazemos parte deste maravilhoso clube. Agradecemos, a quem quer que seja, ter-nos tornado vimaranenses assim que os nossos olhos viram a luz deste nosso mundo. É um orgulho imenso e uma dádiva amar este clube da forma como amamos.

Assim sendo, face a toda a dedicação que temos para o nosso clube, sentimo-nos no direito e sobretudo na obrigação, de vos dizer que o que estão a fazer ao nosso Vitória não é nada. Ou melhor: ser até é. É uma vergonha!

O ano passado até que correu bem. Este ano pensávamos que ia ser dado o passo em frente. Um passo não maior que a perna, mas um caminhar que nos levasse mais perto daquilo que este clube grandioso merece.

Júlio Mendes é desde 2012 o Presidente do Vitória SC Fonte: gmrtv
Júlio Mendes é desde 2012 o Presidente do Vitória SC
Fonte: Vitória SC

Foi-nos dito por Suas Exas. que a nossa direcção investiu 13 milhões na compra de várias mais-valias para o nosso clube. E que só não se gastaram mais cinco milhões porque não se conseguiu contratar o Whethon ao FC Paços de Ferreira. Uma pergunta imediata nos surge: ainda iam investir mais no ataque? Cinco milhões? A sério? Para mais um atacante? Será que não entenderam desde o início da época a miséria que é esta defesa? Mesmo depois da saída do Josué continuaram a achar que tínhamos uma defesa digna de salvaguardar o nosso Castelo? Era este o plantel que tinha como objectivo o 4º lugar na classificação? Ou vocês não percebem nada de Futebol ou andam a brincar com cada um de nós!

Se calhar estamos a ser duros demais, e simplesmente temos tido azar. Será? Ora vejamos:

  •  Um defesa direito que é o quinto ou sexto da hierarquia do FC Porto e que é o titular do nosso clube? Ainda por cima que defende extremamente mal?
  • Um defesa central que mal era titular num clube que desceu de divisão? É este o substituto do Josué? Um rapaz que apresenta muito pouca qualidade no posicionamento e na marcação?
  • Dois “rapazolas” que são bons moços, mas que têm ainda de comer muito sal para poder ser merecedores da titularidade deste colosso?
  • Um médio que não é mais que o oitavo ou nono médio do Porto? Um jogador que não é carne nem é peixe? Que parece constantemente perdido e que é franzino demais para o que exigem dele em campo.

Jogo Limpo: Análise à 18ª jornada da Primeira Liga

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Cabeçalho Futebol Nacional

Jornada marcada por um número reduzido de casos de arbitragem, talvez também um pouco influenciado por o Estoril-Porto não te sido realizado, mas será talvez das analises mais pequenas que já fiz. Não é muito normal, principalmente nos jogos dos “grandes”, haver tão poucos casos. Acho que tirando uma exceção ou outra, os árbitros estão de parabéns, dando destaque principalmente o jogo Chaves-Guimarães que se revelou um jogo mais difícil de arbitrar do que seria de esperar e onde o VAR ajudou e muito o árbitro da partida. Nota máxima para a colaboração entre o arbitro e o VAR neste jogo, uma vez que deveria ser sempre assim, porque o VAR está lá para ser mais uma ferramenta de apoio ao arbitro e não uma dor de cabeça.

Abram alas ao “Avioncito”

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Fredy Montero está de regresso ao Sporting Clube de Portugal. O avançado colombiano, que saiu em janeiro de 2016 para os chineses do Tianjin Teda e depois seguiu para os Vancouver Whitecaps, da MLS, assinou contrato e vai voltar a vestir de leão ao peito.

A sua saída há dois anos gerou alguma insatisfação entre os adeptos, por duas razões principais: em primeiro lugar, porque Montero marcou 37 golos nas duas épocas e meia que passou em Portugal e era um homem de confiança, que também tinha a vertente de ser um bom suplente, que mexia com os jogos; em segundo lugar, porque o seu substituto na altura, Hernán Barcos, foi um fiasco. O Sporting não foi campeão em 2015/16 e, além dos motivos extra futebol e do falhanço de Bryan Ruiz, a saída de Montero é um dos motivos que continua a ser apontado pelos sportinguistas como tendo contribuído para esse fracasso.

Após sair do Sporting, Fredy Montero marcou nove golos em 29 golos no Tianjin Teda e apontou mais quinze golos em 39 jogos na MLS, pelos Vancouver Whitecaps. Ou seja, Montero continua com registos, de certa forma, interessantes. É um jogador com uma técnica apuradíssima, que se sabe movimentar muito bem no último terço do terreno e tem uma particularidade que considero fulcral num avançado: tem uma excelente capacidade de finalização. Montero é um jogador que, normalmente, não precisa de muitas oportunidades para faturar. Costuma entrar muito bem nos jogos quando vem do banco, como se viu na altura em que era suplente de Slimani ou Teófilo Gutiérrez.

Um jogador especial, com uma camisola mágica, a marcar um golo para a história. Fonte: Sporting CP
Um jogador especial, com uma camisola mágica, a marcar um golo para a história
Fonte: Sporting CP

Fredy Montero tem também uma boa meia distância, como se viu em alguns golos especiais que apontou em Alvalade, nomeadamente frente a Fiorentina ou Vitória de Setúbal. Parece-me ser uma excelente opção para atuar atrás de Bas Dost, relembrando algumas duplas célebres que Jorge Jesus já comandou, como Slimani/Teo Gutiérrez, Saviola/Cardozo ou Lima/Rodrigo. Uma dupla composta por Montero e Bas Dost, principalmente nos jogos em casa, poderá ser letal em muitas partidas. Assim como Montero poderá dar muito jeito a entrar nas segundas partes em jogos onde Jesus prefira colocar Podence ou Rúben Ribeiro atrás do poderoso holandês.

Na altura em que saiu, Montero deixou muitas saudades em Alvalade, como ficou provado num texto que escrevi na altura (http://www.bolanarede.pt/nacional/sporting/carta-aberta-a-fredy-montero/#.Wl6Z8DdUkl0). Fredy Montero ficou sempre com as portas abertas para um regresso a Alvalade e este deu-se agora. O colombiano pode vir buscar o título que lhe fugiu em 2015/16

O último golo de Montero no hat-trick que apontou ao Arouca, no seu primeiro jogo oficial com a camisola do Sporting Clube de Portugal

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Rúben Ribeiro, o novo 7

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O Sporting Clube de Portugal, neste mercado de Inverno, tem procurado fortalecer o plantel e dar mais soluções ao seu treinador Jorge Jesus. Proveniente do Fluminense chegou a título definitivo o médio brasileiro Wendel. O croata Josip Mišić é o novo número 27 dos leões, joga a médio e alinhava no HNK Rijeka. Mais recentemente aterrou em Lisboa o colombiano de boa memória para os sportinguistas, Fredy Montero, que poderá vir a ser reforço também. Rúben Ribeiro, que jogava no Rio Ave, foi o único reforço que estava no futebol português e já se estreou com a camisola 7.

Rúben Ribeiro é um médio de trinta anos, já com muitos anos de Liga NOS, tendo feito a sua formação entre o Boavista e o Leixões. Estreou-se no futebol sénior, com a camisola do clube de Matosinhos, onde permaneceu por cinco temporadas. Seguiram-se depois Penafiel, Beira-Mar, Paços de Ferreira, Boavista e Gil Vicente.

Depois de uma época com a camisola dos axadrezados, onde realizou dezoito partidas, chegou a Vila do Conde para representar o Rio Ave, pela mão de Luís Castro na temporada passada. Em Vila do Conde foi onde o médio português esteve em maior evidência, sendo uma peça preponderante para Miguel Cardoso esta temporada. Em uma época e meia, Rúben Ribeiro vestiu a camisola do Rio Ave por 59 ocasiões e marcou cinco golos.

Ruben Ribeiro chegou, treinou e foi logo titular, com uma assistência para golo Fonte: Sporting Clube de Portugal
Ruben Ribeiro chegou, treinou e foi logo titular, com uma assistência para golo
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Este temporada, o Rio Ave tem apresentado bom futebol, querendo ter a bola, jogar em posse e com essa matriz de jogo, da qual o seu treinador não abdica, tem sido das melhores equipas da Liga NOS. Rúben Ribeiro, a par de Francisco Geraldes, vinham a ser os grandes destaques dos vilacondenses, com a sua qualidade individual e as exibições que rubricou, rumou a Alvalade para vestir a camisola número 7.

O reforço leonino estreou-se no passado domingo, com a listada verde e branca, sendo um dos titulares de Jorge Jesus. Perante a família sportinguista, com uma assistência acima dos quarenta mil espectadores, demonstrou mais uma vez a sua qualidade, fazendo uma assistência para Bas Dost. Um médio que joga nas costas do ponta-de-lança, com boa visão de jogo, com muito boa qualidade de passe com ambos os pés e forte no um contra um, eis o reforço leonino.

Rúben Ribeiro herdou a “amaldiçoada” camsiola 7, da qual não tem medo. Desejando as maiores felicidades ao médio português em Alvalade, espero que possa ser campeão nacional com a camisola do Sporting, como foram Ricardo Sá Pinto e Marius Niculae.

Foto de Capa: A Tasca do Cherba

Ronaldinho: Sorrir porque aconteceu?

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Cabeçalho Futebol Internacional

Sabem aquele clichê do “não chores porque acabou, sorri porque aconteceu”? Não faz sentido nenhum. A menos que sejamos masoquistas, não faz sentido sorrir quando se rompe uma ligação cujo fim era tão difícil de aceitar que preferimos não ponderar, mesmo tendo a noção, recalcada, da sua inevitabilidade.

As coisas podiam não estar bem. A ligação podia estar a ficar cada vez mais fraca e o fim podia estar a aproximar-se diante dos nossos olhos. Mas fingimo-nos cegos e recusamos aceitar a fatalidade do destino, que nos diz que tudo tem um fim.

A carreira de Ronaldinho não foi excepção. Cada um dos milhões de adeptos de futebol que se deslumbraram com aquilo que ele fazia à bola estará, hoje, triste por saber que o génio voltou para lâmpada de onde apareceu e não, as compilações dos melhores momentos não chegam para consolar a dor de nunca mais ver Ronaldinho em direto ou ao vivo, mesmo que isto fosse algo mais ou menos previsível.

Porque sabemos que só existiu aquilo que está nesses vídeos e Ronaldinho já não vai trazer o ritmo e a alegria da praia de Ipanema para os relvados mais consagrados do mundo e a bola não vai voltar a gemer de prazer como fazia quando ele lhe tocava.

Foto de capa: FC Barcelona

Fim de linha para os Cavs?

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Cabeçalho modalidades

Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors têm dominado a NBA nos últimos anos, com as finais de há dois anos atrás a tornarem-se numas das mais marcantes do basquetebol mundial. A perder por 3-1 e a apenas um jogo de verem os Warriors repetirem a conquista do anel, LeBron James, Kyrie Irving e companhia completaram uma das maiores reviravoltas da história da NBA, com duas vitórias em Oakland. Porém, Kevin Durant juntou-se aos Warriors nesse verão e o fosso entre as duas equipas acabou por aumentar, talvez irremediavelmente.

A derrota desta segunda-feira, a juntar ao jogo do dia de Natal e às finais do ano passado parecem provar que os Cavaliers estão cada vez mais longe do nível dos Warriors. Depois de três derrotas consecutivas na semana anterior, na qual os Cavs foram trucidados por Wolves e Raptors e desperdiçaram uma vantagem de 22 pontos frente aos Pacers, a equipa de Tyronn Lue tentava regressar às vitórias em casa frente aos Warriors. Mas o que acabou de se retirar do jogo foi a diferença de qualidade entre as duas equipas e uma crise da parte da equipa de Cleveland.

Durant e os Warriors voltaram a dominar em Cleveland Fonte: Golden State Warriors
Durant e os Warriors voltaram a dominar em Cleveland
Fonte: Golden State Warriors

Estes resultados mais recentes não farão soar os alarmes para uma equipa habituada a não sobrevalorizar os resultados da fase regular, mas há vários sinais que apontam para uma queda, mesmo nos playoffs, dos Cavs. Para além da distância para os Warriors parecer estar a aumentar, os Celtics parecem cada vez mais uma ameaça ao reinado de LeBron James no Este, alicerçados em Kyrie Irving, estrela que os Cavs trocaram este verão.

Para os lados de Cleveland, uma troca parece ser a solução ideal, com DeMarcus Cousins, DeAndre Jordan ou Lou Williams como os principais alvos. Mas para conseguir qualquer um deles, os Cavaliers terão de incluir a escolha dos Nets no draft que adquiriram na troca de Kyrie Irving. O problema? LeBron James parece cada vez mais decidido a sair no verão e essa escolha no draft seria necessário para que Cleveland pudesse renovar o seu plantel.

Por isso, o que devem fazer os Cavs? Arriscarem perder uma escolha no draft e LeBron James por um último ataque ao título (sendo que os Warriors de Curry, Thompson, Durant e Green serão sempre favoritos)? Ou esperar que esta equipa dê a volta a esta situação, suportados por LeBron James e aguardando um super Kevin Love, Isaiah Thomas e Wade, acreditando que James volta a mudar de ares no verão? Decisões difíceis em Cleveland, que parecem voltar ao tormento do verão de 2010.

Foto de Capa: NBA

Os 10 protagonistas da Maldição da camisola 7

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O Sporting Clube de Portugal tem-se reforçado neste mês de janeiro e um dos reforços é Rúben Ribeiro. Ora, o nortenho escolheu para a sua camisola um número que tem estado amaldiçoado em Alvalade nas últimas décadas, o número 7.

Rúben Ribeiro tem sido um dos melhores jogadores do campeonato, ao serviço do Rio Ave, e é o reforço mais “imediato” para Jorge Jesus pois joga há muitos anos no campeonato português, ao contrário dos seus agora companheiros Wendel e Josip Misic, que vêm de outros campeonatos. Vamos ver se o português consegue resolver um problema que existe há muitos anos na camisola verde e branca. Pelo menos a primeira aparição, frente ao Desportivo das Aves, deixou as expetativas elevadas.

Desde jogadores de muita qualidade, mas atormentados por lesões, a estrelas com muito pouco brilho que passaram pelo nosso clube, a camisola 7 assombrou a vida a estes atletas e a mente de milhões de sportinguistas nos últimos anos. Ao mesmo tempo que desejamos ver a malapata resolvida com Rúben Ribeiro, olhamos para dez casos de más experiências com o número 7 no Sporting Clube de Portugal.

Treinadores que mais vezes orientaram o FC Porto: Artur Jorge

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Esta semana, a recente rubrica destinada aos treinadores que mais vezes treinaram o FC Porto incidirá sobre aquele que foi o primeiro português a conduzir uma equipa à vitória na extinta Taça dos Clubes Campeões Europeus, atualmente denominada Liga dos Campeões.

Artur Jorge Braga de Melo Teixeira nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1946 na Clínica da Lapa, no Porto.

Antes de se tornar um prestigiado treinador, Artur Jorge foi um futebolista de eleição. Felino ponta-de-lança com uma carreira repleta de golos. Foi no mais emblemático clube da cidade que o viu nascer, o FC Porto, que Artur deu os primeiros passos nos relvados de futebol, mas foi nas passagens pela Académica de Coimbra (onde foi jogador estudante) e pelo SL Benfica que brilhou ao mais alto nível, tendo mesmo sido o melhor marcador da Liga Portuguesa nas épocas de 1970/71 e 1971/72 ao serviço do clube da Luz. Como jogador representou, ainda, em final de carreira, o Belenenses.

Foi pela mão do eterno José Maria Pedroto que Artur Jorge iniciou a sua carreira como técnico, tendo sido adjunto do mais carismático treinador da história do FC Porto aquando da passagem deste pelo banco do Vitória de Guimarães (1980/81). Pedroto é igualmente responsável pela sua chegada ao FC Porto. Depois de passagens por Belenenses e Portimonense, Artur Jorge assume o cargo de treinador principal do FC Porto depois do Zé do Boné o ter indicado a Pinto da Costa como seu sucessor ideal. O resto é história.

Fonte: Reflexão Portista
Artur Jorge e o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa trouxeram a Taça dos Campeões Europeus para a cidade Invicta em 1987
Fonte:  Blog Reflexão Portista

Montando uma equipa alicerçada nas suas ideias, mas sem nunca abandonar os princípios deixados por Pedroto, conquistou tudo o que havia para conquistar em Portugal e levantou a primeira “orelhuda” do clube, em Maio de 1987, na final de Viena frente ao Bayern de Munique. Na época de 1987/1988 optou por experimentar o campeonato francês (onde voltaria uns anos mais tarde) e, como tal, não fez parte das conquistas internacionais obtidas nessa temporada. Voltou ao FC Porto na época seguinte e permaneceu no clube até 1991.

A sua carreira conta, ainda, entre outras, com passagens por clubes de algum renome como o PSG, Benfica, Tenerife ou CSKA Moscovo, bem como passagens, sem grande sucesso, pelas seleções nacionais de Portugal, Suíça e Camarões.

Embora nunca tenha conseguido voltar a atingir conquistas comparáveis com a vitória de 1987 é dono, ainda assim, de um palmarés invejável: três Ligas Portuguesas, três Supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça de Portugal, uma Liga Francesa, uma Taça de França, uma Supertaça de França, uma Liga Russa, uma Supertaça da Rússia e uma Liga da Arábia Saudita.

Grande símbolo do nosso futebol, tanto como jogador e como treinador, foi, em 1989, galardoado com o título de Grande-Oficial da Ordem de Mérito pela República Portuguesa.

Foto de Capa: Swiss Info

artigo revisto por: Ana Ferreira

O fim da era sombria no Vasco da Gama RJ

Cabeçalho Liga Brasileira

O Vasco da Gama vive um dos momentos mais tristes de sua gloriosa história. Em campo as coisas até que ocorreram muito bem na temporada passada. Após retornar à elite do futebol nacional, o Vasco entrou no Campeonato Brasileiro com a intenção de se manter na primeira divisão. Parecia um objetivo pobre para um clube da grandeza do Vasco da Gama, mas após três rebaixamentos em sete anos o clube precisava ir com calma para tentar voltar aos tempos vitoriosos.

Porém, a equipe surpreendeu no Brasileirão ao terminar a competição na sétima colocação. Posição que garantiu o clube na Copa Libertadores da América de 2018. As expectativas da temporada passada foram melhores que o clube previa. O torcedor vascaíno voltou a sorrir e a sua autoestima enchia o seu peito de orgulho. Entretanto, o vascaíno nunca poderá ficar tranquilo e vislumbrar que os momentos de glórias retornem, enquanto o senhor Eurico Miranda estiver no comando do clube.

Eurico Miranda foi presidente do Vasco de 2001 até 2008 e de 2014 até o momento. Nesses dois períodos o dirigente venceu apenas três Campeonatos Cariocas (2003, 2015 e 2016). Antes de ser presidente, Eurico foi diretor de futebol e vice-presidente. O mandatário está há quase 50 anos dentro de São Januário. É muito tempo para alguém ficar em um clube com o único intuito de se promover. Eurico Miranda não gosta do Vasco e muito menos é vascaíno. O presidente sempre se colocou acima de tudo e de todos, incluindo acima do Club de Regatas Vasco da Gama.

Em 2008, o eterno ídolo vascaíno Roberto Dinamite derrotou o Eurico Miranda na eleição presidencial. Porém, para a infelicidade da nação vascaína a sua gestão foi péssima – com seguidos rebaixamentos – e isso fez reerguer a figura de Eurico dentro do clube. Eurico Miranda foi eleito, novamente, presidente do Vasco em 2014 e em novembro de 2017 foi reeleito.

Porém, na última eleição do clube a oposição, liderada pelo candidato à presidência Júlio Brant, questionou a votação em uma das urnas – a famosa urna sete – onde o candidato da situação obteve cerca de 90% dos votos e essa urna acabou por definir a sua vitória. Brant recorreu a justiça para ser eleito o presidente do Vasco. Uma definição deverá ocorrer nessa semana e é bem provável que o Júlio Brant seja empossado como o novo presidente vascaíno. As provas de irregularidades praticadas pela chapa da situação na eleição são evidentes.

 Julio Brant, candidato da oposição, depositando o seu voto na urna no dia da eleição presidencial no Vasco da Gama Fonte: Vasco da Gama RJ

Julio Brant, candidato da oposição, depositando o seu voto na urna no dia da eleição presidencial no Vasco da Gama
Fonte: Vasco da Gama RJ

 

Brant vai assumir um clube a beira do caos. Como sua “última” ação no Vasco, Eurico Miranda está desfazendo de vários jogadores importantes do elenco. Vendendo atletas a preços abaixo do estipulado pelo mercado, o torcedor viu sair do clube o promissor meia Mateus Vital (que foi para o Corinthians por apenas 8 milhões de reais por 50% dos direitos federativos), o bom zagueiro Anderson Martins (de graça para o São Paulo), o lateral Madson (para o Grêmio) e especula-se que a maior promessa da base vascaína – após Philippe Coutinho – o atacante Paulinho esteja também de saída por um valor que não corresponde com o talento do jogador. “Coincidentemente” a maioria dos jogadores que estão de saída de São Januário são clientes do empresário Carlos Leite. Os outros clubes não têm nada a ver com isso e aproveitam dessa “liquidação” que o Eurico Miranda está fazendo com os jogadores do plantel vascaíno.

Essa lamentável situação que se encontra o Vasco da Gama gerou revolta de parte da torcida que realizou essa semana um protesto em frente a sede do clube. A expectativa é que o Eurico Miranda esteja nos seus últimos dias no comando do Vasco. A sua saída do clube – que já era para ter acontecido há anos – é aguardada ansiosamente por todos que gostam de futebol e precisa ser definitiva. Júlio Brant é a esperança. Se dará certo ou não ainda é cedo para dizer. Mas apenas do fato de tirar a figura retrógada do Eurico Miranda do clube já é um avanço. O vascaíno não merece esse senhor fazendo o que quer com o Vasco, como se o clube fosse sua propriedade. O Vasco da Gama é gigante e se for bem administrado pode voltar a alcançar grandes voos.

 Foto de capa: Vasco da Gama RJ