Depois da vitória frente ao Chipre, desta vez Portugal defrontou o Kosovo, uma equipa que, em princípio, não causaria problemas, mas à qual não podia ser dada muito espaço.
A entrada da Seleção das Quinas no jogo não foi a melhor. Nos primeiros minutos os empates sucederam-se e Portugal não conseguiu assumir o jogo como pretendia. O jogo não se encontrava fácil e, aos nove minutos, o Kosovo vencia 6-3, obrigando Paulo Pereira a pedir o primeiro time-out do jogo. Depois da paragem de jogo, Gilberto Duarte, Rui Silva e Sérgio Barros assumiram a reviravolta e, alguns minutos depois, a Seleção Nacional já vencia 7-6. Portugal conseguiu anular os pontos fortes da equipa do Kosovo e impedir que a equipa chegasse à nossa baliza com facilidade. O jogo dos comandados por Paulo Pereira melhorou e ao intervalo o resultado era 17-11.
A equipa portuguesa tem de estar mais unida do que nunca para ultrapassar a Polónia Fonte: Andebol Portugal
A entrada na segunda parte foi ainda melhor do que o final da primeira e Portugal fez um parcial de 5-0, passando a vencer por 11 golos. Como seria de esperar, assumimos o controlo do jogo e gerimos o resultado. Seria importante fazer melhor do que a Polónia, ou seja, vencer por mais de 11 golos. E assim foi. Portugal acabou por vencer o Kosovo por 36-22. Com este final da partida, há dois resultados frente à Polónia que permitem que Portugal alcance o play-off de acesso ao mundial de 2019: o empate ou a vitória. A verdade é que a Polónia é uma grande figura do Andebol Europeu, mas encontra-se em processo de renovação, portanto esta é a oportunidade para Portugal superar esta seleção. De realçar que, caso Portugal chegue ao play-off, poderá encontrar equipas muito fortes, inclusive algumas que se encontram a disputar o Europeu.
Foram dois Sportings – o de Portugal e o da Covilhã – que se encontraram hoje, 13 de janeiro de 2018, no Estádio Aurélio Pereira, para um encontro alusivo à 20ª jornada da segunda Liga Portuguesa. As duas equipas partiram para este jogo em posições próximas na tabela classificativa: os forasteiros ocupavam, antes do jogo, a décima posição, com 27 pontos, e o Sporting Clube de Portugal B ocupava o décimo segundo posto, com 25 pontos.
A equipa do Sporting B entrou nesta partida mais esclarecida, com mais posse de bola e procurando o golo. Os lances ofensivos da equipa foram uma constante durante toda a partida, explorando os flancos, quer o esquerdo quer o direito.
A equipa de Luís Martins atacou num sistema clássico de 4x4x2, com Bruno Paz a funcionar como médio mais defensivo e Wallyson, na posição 8, a funcionar como médio box-to-box, envolvendo-se na manobra ofensiva da equipa e descendo várias vezes no terreno para “ligar” a engrenagem ofensiva do Sporting B.
Foi, de facto, pelo pé de Wallyson que o Sporting B mais atacou: das três grandes oportunidades de golo dos lisboetas na primeira parte, Wallyson destacou-se em duas delas com remates fortíssimos e com faro de golo. Um desses remates, ao minuto 17, culminou mesmo no poste direito da baliza defendida pelo guardião serrano Igor Rodrigues.
O Covilhã viu o Sporting B jogar durante toda a partida. Sempre de bloco muito baixo e compacto, de linhas muito juntas, os serranos iam aproveitando as falhas da equipa do Sporting B para ameaçar a baliza de Vladimir Stojkovic. Foi assim que, ao minuto 26 da primeira parte, ameaçou com grande perigo a baliza dos leões de Portugal com um cabeceamento ao lado de Reinildo, após um bom cruzamento na esquerda do ataque do Covilhã por parte de Paulo Henrique.
O técnico José Augusto montou um esquema tático muito defensivo para a sua deslocação a Lisboa. Algo que se revelou extremamente frutífero para os objetivos serranos Fonte: SC Covilhã
A ameaça serrana veio mesmo a concretizar-se em golo ao minuto 46 da primeira parte: a equipa aproveita uma falha de Paulinho no meio-campo e lança um contra-ataque perigoso, isolando Fatai que, fugindo dos defesas leoninos, fuzilou o guardião sérvio Stojkovic. É caso para dizer que Fatai foi “fatal” neste encontro, pois o marcador jamais se alterou a partir do golo serrano.
As duas formações entraram para o segundo tempo sem qualquer tipo de alteração. A segunda parte correu tal qual a primeira: por um lado, os pupilos de Luís Martins continuaram na mesma senda da primeira parte, jogando um futebol sempre muito ofensivo, projetando-se na frente do campo; por outro lado, uma equipa do Sporting Clube da Covilhã que manteve a mesma postura defensiva da primeira parte, com linhas muito baixas e próximas, esperando um erro da equipa da casa para lançar os seus homens mais rápidos.
Em resumo, a supremacia do Sporting Clube de Portugal B em campo não se traduziu no marcador: o SC da Covilhã foi mais matreiro e frio durante os 90 minutos e isso traduziu-se na conquista dos três pontos no Estádio Aurélio Pereira. Esse resultado fez com que a equipa serrana se distanciasse mais da equipa do Sporting B na tabela classificativa.
À entrada para a época 2017/18, muitas dúvidas pairavam no reino do dragão. Com a saída de Nuno Espírito Santo, o FC Porto estava uma vez mais sem treinador, depois de mais uma época sem títulos ganhos em que a maldição parecia inquebrável. O nome que se seguiu para o comando técnico já era uma cara conhecida: Sérgio Conceição. Apesar de o técnico português ter realizado uma campanha excelente ao serviço do FC Nantes, muitos adeptos portistas partilhavam da minha incerteza relativamente à sua escolha. Para a massa adepta ficava a sensação de que para o FC Porto voltar aos tempos de glória teria de se fazer uma mudança radical, pelo que a simples mudança de técnico não deveria ser suficiente. Aos poucos, Sérgio Conceição foi conquistando os adeptos portistas com um estilo de jogo intenso e “à Porto” e, nesta altura, são poucos aqueles que ainda não se renderam ao técnico.
Apesar de o FC Porto ainda não ter ganhado nada esta época, é importante valorizar o excelente trabalho até agora realizado. Sendo assim, numa altura em que estamos praticamente a meio da época desportiva, julgo ser pertinente fazer uma comparação entre a primeira metade desta época face à primeira metade de 2016/17. Em comparação com a época passada, o FC Porto ainda prossegue na Taça da Liga e na Taça de Portugal. Por esta altura, na Liga Portuguesa, os dragões estavam com menos sete pontos e a cinco pontos do SL Benfica. Na Liga dos Campeões, tal como aconteceu esta época, o FC Porto qualificou-se para os oitavos de final e teve pela frente a Juventus FC.
Fonte: Bola na Rede
Assim sendo, o que mudou? A resposta mais acertada terá de ser uma: o treinador. Sérgio Conceição conseguiu pegar num grupo desfeito e dividido em peças e conseguiu construir o puzzle perfeito: uma equipa. A personalidade de Nuno Espírito Santo e a de Sérgio Conceição não podiam ser mais contrastantes. Enquanto Nuno é um treinador mais calmo e racional, Sérgio é mais intempestivo e agressivo. Essa mesma agressividade saudável passa para dentro de campo e os jogadores praticam um estilo de jogo intenso até ao último minuto.
Em relação a Nuno Espírito Santo, só tenho a dizer que o respeito muito. A sua qualidade nunca deverá ser posta em causa e a sua postura também não. Afinal de contas, nunca foi pecado ser-se bem-educado. A sua única época ao serviço dos dragões foi feita de altos e baixos e, apesar de ter sido eliminado das taças internas precocemente, a verdade é que lutou pelo campeonato Português até ao fim. Talvez este não fosse o momento certo para ele ter assumido o comando técnico do FC Porto. Os adeptos sentiam impaciência e urgência em “ir para cima deles” e a postura pacífica de Nuno Espírito Santo não terá agradado à maioria. Ao atual técnico do Wolverhampton Wanderers FC só resta desejar boa sorte naquele que é um desafio aliciante e com boas perspetivas de subida à Premier League.
Voltando ao presente, Sérgio Conceição é, sem dúvida, um treinador “à Porto”, ou seja, só respira e vive para o FC Porto e os adeptos gostam disso. É um treinador genuíno e autêntico a si mesmo, que prefere ser odiado por aquilo que é do que amado por aquilo que não é. Contudo, esta postura irracional pode muitas vezes levar a arrependimentos e pedidos de desculpa mais tarde, algo que já aconteceu.
Em relação ao plantel, mudou pouco mas muito ao mesmo tempo. As mexidas foram quase inexistentes, mas, muitas vezes, os mesmos jogadores com a dose certa de motivação fazem toda diferença. Os regressos de Ricardo Pereira e Aboubakar têm sido essenciais para o atual momento da equipa. Também o centro da defensiva composto por Marcano e Felipe apresenta uma solidez e entrosamento que não se verificava na época passada. O caso mais flagrante de mudança de um jogador em relação à época passada terá de ser o de Yacine Brahimi e, nesta situação, Nuno Espírito Santo terá de ser considerado culpado. Qualquer adepto que acompanhe o desporto-rei sabe que quando Brahimi está em forma é um dos melhores ou até o melhor jogador a jogar em Portugal; no entanto, durante parte da época passada, Nuno Espírito Santo afastou o extremo argelino do onze e não lhe dava a confiança devida. Felizmente, esta época, Sérgio Conceição dá ao jogador a confiança e motivação que Brahimi merece e, como tal, o argelino retribui com os excelentes jogos feitos até ao momento.
Brahimi está mais confiante e motivado do que na época passada Fonte: FC Porto
Podemos assim concluir que, apesar da época desportiva ainda só estar a meio, verificam-se já significativas melhorias em relação à temporada passada. O FC Porto está inserido em mais competições e, logo aí, as possibilidades de vencer os títulos tão ambicionados pelos adeptos aumentam. A juntar a isso, os dragões têm ganhado bastantes jogos e com qualidade, e quando se conseguem aliar estes dois ingredientes a receita sai sempre melhor.
Mais de seis mil espectadores presenciaram um espetáculo entre dois candidatos à subida que dignificou a Segunda Liga. Pela competitividade do Académico de Viseu, capaz de vir a Coimbra bater o pé à Académica, pelo empenho dos estudantes… e pelo grande ambiente no Cidade de Coimbra.
Como tem sido habitual em casa, a Académica começou a mandar no jogo e esteve perto de materializar em golo esta superioridade através de Chiquinho, porém, seria o Académico a adiantar-se no marcador ao minuto 13. Numa bola aparentemente inofensiva, Tiago Duque falhou o alívio e Avto aproveitou para fazer um chapéu a Ricardo Ribeiro.
A Académica tentou reagir, mas esbarrou na forte pressão viseense e na intensidade que os elementos do clube da beira-interior colocavam nos duelos individuais. Uma forma de jogar que deu resultados, já que pertenceu ao Académico as situações mais flagrantes de golo até final da primeira parte. Rui Miguel, numa primeira instância, tentou o chapéu, mas Nélson Pedroso* salvou sobre a linha de golo e, na sequência do canto, Fernando Ferreira de cabeça, atirou ao lado.
A Mancha Negra esteve sempre no apoio à Académica
No segundo tempo, e sem substituições de parte a parte, manteve-se o contexto da primeira, com um Académico bem organizado e a travar a progressão dos homens da casa, a quem ia pertencendo a bola… mas não as oportunidades de golo – N’Sor, isolado, esteve perto de ampliar o resultado.
Ricardo Soares, treinador da Académica, não satisfeito, foi ao banco. Tirou de lá, primeiro, Marinho, e depois Guima e Tozé Marreco. Passou a jogar com três defesas, dois extremos e dois pontas de lança de raíz. Mas as coisas ficaram na mesma. Era preciso um herói. E ele apareceu. O de Coimbra não veste capa nem é robusto. É baixinho, e em vez da capa tem o número 7 nas costas. Mais uma vez, salvou a Académica da aflição que sentia e empatou o jogo sobre o minuto 90, resultado que não se viria a alterar até final.
Este resultado serve, obviamente, mais o interesse do Académico de Viseu, que, para além de ter conseguido um ponto na casa de um rival na luta pela subida, fica, também, em vantagem no confronto direto com a Académica depois de ter derrotado a Briosa em Viseu. Quem também pode aproveitar isto são as outras 6 (!) equipas que estão dentro da luta pela subida, principalmente o Leixões que se pode juntar ao topo da classificação entre as equipas que podem subir de divisão.
Nota: Fonte da Académica revelou ao Bola na Rede que uma adepta foi atingida por pedras arremessadas por adeptos ligados ao Académico de Viseu. A jovem foi transportada para o hospital mesmo depois de suturada. Este comportamento foi lamentado pela fonte do clube. A direcção do clube viseense viria a reagir, afirmando que “Segundo Dinis Almeida, Chefe da Policia de Segurança Pública do Comando Distrital de Coimbra, foram os adeptos afetos à Associação Académica de Coimbra, que terão inclusive sido identificados no local, que desencadearam desacatos e arremessaram pedras na direção dos autocarros que transportavam os adeptos do Académico de Viseu, e que na verdade vieram a culminar com ferimentos de uma jovem que se encontrava no local e ainda outros eventuais danos em viaturas estacionadas junto do Estádio Cidade de Coimbra”.
Nos anos 80, Laurent Fignon e Bernard Hinault eram os grandes voltistas do ciclismo e a França, como habitual na história da modalidade, a mais forte das nações. O Tour de 1989 marcou o fim de uma era. Quando tudo parecia encaminhado para Fignon chegar à vitória e o próprio já não acreditava que o pudesse perder, deu-se a reviravolta nos Campos Elísios, com o americano Greg LeMond a vencer pela menor margem da história da prova, uns meros oito segundos.
Começou aí um período negro para os gauleses, que foram perdendo o seu estatuto de potência do ciclismo e começaram o novo milénio consignados à categoria de ‘combativos’ e de só marcar as grandes provas pelas suas presenças em fuga. Quando promessas como Coppel ou Sicard não corresponderam às grandes expectativas, o desespero e ânsia por um grande campeão francês adensou-se ainda mais.
Finalmente, os anos mais recentes trouxeram uma onda de jovens talentos franceses que estão a confirmar as suas credenciais, Thibaut Pinot e Romain Bardet nas Grandes Voltas, Julian Alaphilippe nas Clássicas e Arnaud Demare e Nacer Bouhanni nos sprints. Um terceiro nome deveria surgir na lista dos sprinters, o de Bryan Coquard, mas aquele que era considerado o mais promissor dos três está a ter dificuldades em se afirmar definitivamente no panorama internacional, especialmente devido às equipas em que se insere.
Logo a seguir a alcançar a prata na prova de fundo dos Mundiais de Estrada Sub23 de 2012, entrou, ainda muito jovem, na Europcar, uma das melhores equipas francesas com Thomas Voeckler e Pierre Rolland à cabeça e começou logo a vencer a um bom ritmo. Ele que havia também chegado à prata nas Olímpiadas de Londres na pista, na disciplina de Omnium, no seu segundo um ano de profissional já estava a estrear-se no Tour de France e dando boa conta de si, alcançando sete lugares entre os 10 melhores da etapa e acabando em terceiro na luta pela camisola verde. No ano seguinte foi menos regular ao longo dos 21 dias, mas os dois podiums de etapa deixavam adivinhar que estava próxima tão ansiada vitória de etapa.
2016 foi ano da confirmação de todo o potencial do velocista de Saint-Nazaire. Com 13 vitórias ao longo da temporada e sendo claramente o mais forte sprinter do calendário francês, no tour esteve outra vez tão, tão perto. Na verdade foi preciso recorrer ao photofinish para estabelecer que o francês tinha ficado a milímetros de Marcel Kittel. Mesmo tendo ficado aquém da vitória na La Grande Boucle, havia algo que todos se apercebiam: a sua equipa – entretanto renomeada Direct Energie – era demasiado pequena para tão grande talento.
Com Voeckler já a acusar a idade, Rolland a já ter abandonado o projeto e um orçamento cada vez mais reduzido, a Direct Energie perdia espaço e importância, tanto internamente com a AG2R – La Mondiale e a FDJ a assumirem uma qualidade muito superior, como internacionalmente, marcando cada vez menos presença em provas fora de terras gaulesas. Para Coquard havia dois grandes problemas, a falta de gregários de qualidade que lhe dessem o apoio que necessitava e o calendário restrito que o impedia de, como fez Bouhanni, consolar as derrotas do Tour com vitórias no Giro e na Vuelta e mesmo em outras provas mais pequenas do World Tour.
Coquard está habituado a vencer longe dos grandes palcos Fonte: Direct Energie
Assim, a meio de 2017, Coquard confirmou o que todos esperavam e anunciou que não renovaria com a Direct Energie. Se tal era esperado, o líder da equipa não gostou e decidiu, por isso, deixá-lo de fora do Tour e acabar a ligação de anos ao ciclista de forma azeda. O que acabou por surpreender foi a escolha de nova equipa de Coquard que seguiu para uma equipa Pro Continental recém-criada, invés de subir para o escalão World Tour, ingressando na Vital Concept do antigo ciclista Jerôme Pineau.
O resultado mais negativo foi agora conhecido: voltará a falhar o Tour em 2018. A ASO, entidade organizadora da prova, anunciou os Wildcards para as três provas por etapas francesas do World Tour e a Vital Concept apenas recebeu convite para o Critérium du Dauphiné. Ora, este é um grande revés para o ciclista e a equipa que tinham como um grande objetivo ir ao Tour e fazer boa figura. Deste figurino, há duas circunstâncias a merecer um maior escrutínio: a decisão da ASO e o futuro de Coquard.
Quanto ao primeiro ponto, há que dizer que a organização da maior prova do fundo adiantou-se aos acontecimentos e anunciou cedo demais a sua decisão, correndo o risco de o desempenho desportivo das equipas durante a época fazer com que se arrependa e se sujeite a ainda maiores críticas. A verdade é que nenhuma das selecionadas tem argumentos que a tornem insubstituível e, por isso, só com o desenrolar do calendário e o aparecimento de resultados se podia chegar à conclusão sobre quem realmente merecia estar presente no Tour.
Já quanto a Coquard, espero que este percalço acabe por não ser impeditivo de desenvolver todo o seu potencial. Sabe-se que o ciclista foi abaixo emocionalmente com a disputa com o seu antigo patrão e esta situação poderá desmotivá-lo ainda mais e dar lugar a um ciclo negativo, mas Coquard e os seus terão de encarar este momento difícil com a motivação de provar na estrada à ASO que estavam errados em não os levar ao Tour. Para isso, tem de se afirmar finalmente entre os melhores do pelotão internacional e se a qualidade está lá, a partir de agora também passa a ter uma equipa ao seu nível com apoios como Kevin Reza e Jonas Van Genechten e a Vital Concept, apesar de criada do zero, parece ser bem melhor estruturada que a Direct Energie.
Muito se fala que Jorge Jesus está a querer ganhar qualquer jogo, custe o que custar e não se importa de colocar o futebol espectáculo de parte, em prol do pragmatismo e eficácia. Mas será que isso é totalmente verdade?
Esta época o Sporting Clube de Portugal ainda só conta com três derrotas (todas elas na Liga dos Campeões) – duas contra o Barcelona e uma contra a Juventus. Duas delas foram pela margem mínima e somente uma por duas bolas (em Camp Nou). Dos 32 jogos oficiais, três foram derrotas (9,4% dos jogos), oito foram empates (25%), oito foram vitórias por um golo de diferença (25%) e treze partidas foram por duas ou mais bolas de diferença (40,6% dos jogos).
Dessas 32 partidas, somente em cinco delas os leões não marcaram qualquer golo (duas contra o Barcelona, Steaua Bucareste na qualificação para a Liga dos Campeões, Marítimo para a Taça CTT e FC Porto para a Liga NOS).
Se no campo ofensivo, no que diz respeito a marcar golos, o registo verde-e-branco é claramente positivo, já no que diz respeito ao defensivo, uma das melhores defesas do Sporting de que me lembro sofre golos em mais de 50% dos jogos. Em 56,25% dos jogos sofreu um ou mais golos (um golo sofrido em treze partidas, mais que um golo em cinco jogos). Em catorze jogos (43,75%) não sofreu qualquer golo. E atenção a um factor importante, dos cinco jogos onde sofremos mais que um golo, destacam-se o Feirense e o ARC Oleiros. Contra o Olympiacos a ganhar por três bolas de diferença sofremos dois golos nos últimos minutos (depois do minuto 89) e depois sofremos dois golos dos “normais” Barcelona e Juventus. O Sporting tem facilitado na defesa em alguns jogos, o que tem levado a ligeiros tremores desnecessários.
Rodrigo Battaglia é o jogador mais utilizado por Jorge Jesus no campeonato com 30 jogos (2055 minutos), mas não é o que conta com mais minutos. Nesse ranking, quer Rui Patrício, quer Coates contam com 2520 minutos em 28 jogos Fonte: Sporting Clube de Portugal
Esta época, Jorge Jesus já utilizou trinta jogadores do seu plantel (incluindo a Equipa B), sendo que apenas catorze jogadores foram utilizados em 50% ou mais dos jogos disputados (dezasseis jogos) e somente treze jogaram mais de mil minutos. O tal “pragmatismo” de que se fala de Jorge Jesus não é assim tão fácil de evidenciar. O treinador leonino quer ganhar todas as competições onde está inserido e para tal não prescinde dos seus melhores jogadores e tem um bom registo ofensivo.
Para o ataque ao título ser eficaz, basta agora com um ligeiro acerto na defesa e a glória começa a estar cada vez mais próxima.
Num grupo onde só a Polónia parece ter qualidade para colocar dificuldades a Portugal, a seleção das Quinas passou o primeiro obstáculo com distinção.
Este foi um jogo com pouca história. A Seleção Nacional assumiu o comando da partida desde o começo. Aos 16 minutos o resultado já era 12-2. Havendo apenas três jogos nesta fase, todos os pormenores são importantes, portanto, era importante que Portugal não abrandasse o ritmo para garantir a maior diferença de golos possível. Ao intervalo, o resultado era 22-7. O resultado demonstrava a diferença de qualidade entre as duas equipas.
Os comandados de Paulo Pereira estão focados num objetivo comum: o Mundial de 2019 Fonte: Andebol Portugal
No segundo tempo, Portugal manteve um ritmo acelerado que resultou num dilatar do resultado, algo que acabou por levar a uma vantagem de 31 golos no final do encontro que pode ser decisiva nas contas finais. Gilberto Duarte marcou sete golos e foi o melhor marcador da partida.
Na outra partida do grupo, a Polónia venceu o Kosovo por 11 golos de vantagem (30-19). O objetivo de Portugal será fazer melhor na partida de amanhã e dar mais um passo em direção ao apuramento.
Dentro de uma semana, mais precisamente no dia 16 de janeiro, a WWE estreará um novo programa denominado de Mixed Match Challenge. A competição, com duração aproximada de 12 semanas, consiste na criação de equipas com lutadores masculinos e femininos do Raw e Smackdown Live, que lutarão entre si por um prémio de 100 mil dólares para doar a uma instituição de caridade selecionada pelos vencedores.
O formato tem a particularidade de ser transmitido única e exclusivamente na plataforma de vídeo do Facebook Watch, com a duração de 20 minutos por episódio. Irá para o ar todas as terças-feiras, no horário habitual do 205 Live, que entrará meia hora mais tarde com a estreia da competição.
É um programa direcionado para os suportes digitais e marca um grande passo na revolução tecnológica que se tem verificado e que, recentemente, atingiu a WWE.
Fonte: WWE
Será apresentado por Renee Young e Byron Saxton, e comentado por Michael Cole, Corey Graves e a antiga lutadora Beth Phoenix.
Permitirá, através de comentários, reações e partilhas, uma vasta interação por parte de fãs, que, através das redes sociais, ajudaram os General Manegers Kurt Angle e Daniel Bryan na escolha das equipas.
Angle e Bryan selecionaram seis lutadores masculinos e femininos, e reservaram outros três para os fãs decidirem qual entrará na competição.
Do lado do Raw, a lista conta com as lutadoras Alexa Bliss, Sasha Banks, Alicia Fox, Bayley, Nia Jax e Asuka, e os lutadores Braun Strowman, Finn Bálor, Goldust e The Miz. Enzo Amore foi inicialmente anunciado, mas foi afastado por estar doente e substituído por Apollo Crews. Quanto ao voto dos fãs, poderam escolher entre Jason Jordan, Elias e Samoa Joe.
A marca azul convocou as lutadoras Charlotte Flair, Lana, Becky Lynch, Carmella, Naomi e Natalya, e os lutadores Bobby Roode, Rusev, Jimmy Uso, Sami Zayn e Shinsuke Nakamura. Os New Day, constituídos por Big E, Kofi Kingston e Xavier Woods, estiveram sujeitos ao veredito do WWE Universe.
Chegou o mês de janeiro, altura de renovar os desejos para um novo ano que começa… sempre gelado. Janeiro também é sinónimo de reabertura de mercado, uma oportunidade de reajustar planteis aqui e ali, de recolocar jogadores insatisfeitos e, claro, de deixar fervorosos os adeptos de qualquer clube, que esperam sempre que uma contratação bombástica aqueça o seu Inverno e o do seu clube.
Apresento, agora, uma lista de dez jogadores que, quer por estarem tapados nos seus clubes, por estarem em final de contrato ou por terem possibilidades de dar um salto na carreira, podem vir a proporcionar transferências interessantes neste defeso, tendo em comum o facto de serem nomes bem conhecidos dos adeptos de futebol.
O que esta temporada 2017-18 tem mostrado na equipa do Sporting é que a sua linha defensiva apresenta bastante equilíbrio e solidez durante os jogos. Do lateral direito ao lateral esquerdo, a defesa dos leões tem sido uma verdadeira muralha imperial, que protege o covil do leão com unhas e dentes.
Contudo, era incongruente comigo próprio e com os estimados leitores se não dissesse que essa muralha apresenta algumas frinchas por onde espreitam, por vezes, os adversários. Falo, sobretudo, dos laterais: por muito que se diga, Coentrão, do lado esquerdo, apresenta pouca rapidez no recuo para zonas defensivas. E, do outro lado, Piccini não apresenta o poder de marcação que é exigido a um lateral leonino. Ristovski parece-me ser o homem mais apto para ocupar essa posição.
Piccini, Coates, Mathieu e Fábio Coentrão formam o quarteto mais utilizado por JJ esta época Fonte: Sporting Clube de Portugal
Quando ao eixo defensivo, Sebastian Coates e Jérémy Mathieu, enquanto primeira linha das opções de JJ, dão segurança defensiva ao jogo dos Leões. São centrais altos – o uruguaio tem 1,96 m e o francês tem 1,89 m – que garantem supremacia no jogo aéreo e poderio físico no um para um com os adversários. No banco, o ex-bracarense André Pinto tem garantido o nível e a robustez desta muralha defensiva sempre que é chamado a jogo ou, tal como no jogo frente ao Marítimo e ao Cova da Piedade, à titularidade. O Sporting ocupa o segundo lugar no ranking de clubes da primeira liga com a “Melhor Defesa”, apresentando dez golos sofridos num total de dezassete jogos disputados. O primeiro posto é para o FC Porto com nove golos sofridos para o mesmo total de jogos.
É quase um cliché ou lugar comum dizer que não há melhor ataque sem a melhor defesa. No futebol moderno, onde os processos defensivos e ofensivos das equipas funcionam num todo articulado, interdependente e dinâmico, a melhor defesa costuma traduzir-se em maior liberdade dos homens mais adiantados para as suas tarefas ofensivas. Os Leões devem continuar, por isso, o trabalho realizado na sua muralha defensiva pois só isso “libertará” Gelson, Bruno Fernandes, Acuña e Companhia Lda. para os golos que todos nós desejamos.