O Sporting CP apurou-se hoje para a Final Four da Uefa Futsal Cup, depois de derrotar por 3-1 a equipa croata do Nacional Zagreb FC.
Os leões entraram no jogo mandões, não deixando a equipa croata respirar. Os lances de perigo sucederam-se e o primeiro momento quente foi aos oito minutos, quando os árbitros invalidaram um golo a Dieguinho, por terem considerado uma falta anterior sobre Merlin. Pouco depois, foi a vez de Matheus, da equipa croata, causar perigo, enviando uma bola ao ferro.
Depois do lance perigoso do Nacional Zagreb, voltou a só dar Sporting. Diogo foi um verdadeiro quebra cabeças para a defensiva croata, rematando duas bolas aos ferros e criando boas jogadas para os seus colegas. Foi num destes lances que o Sporting acabou por abrir o marcador – Diogo passou da linha de fundo para a entrada da área e Fortino abriu o ativo. Até ao intervalo, voltou a ser só Sporting, mas a primeira parte terminou com vantagem mínima para os leões.
A segunda parte começou como acabou a primeira, com o Sporting por cima a massacrar a equipa croata, mas sem conseguir marcar, apesar de alguns bons lances, destacando-se um remate de Pany Varela, que passou a milímetros da baliza, após um excelente passe de desmarcação de Divanei.
Diogo foi dos mais desequilibradores Fonte: Número F
Na resposta, a equipa de Zagreb deu um ar da sua qualidade, mas Matheus mandou novamente ao ferro, no que poderia ter sido um excelente golo. A 13 minutos do fim, o Sporting fez finalmente o segundo golo através de Pany Varela, golo que mudou tudo, uma vez que a equipa croata passou a jogar com o português André Gomes como guarda redes avançado.
Se ontem elegemos como ‘fora de jogo’ a defesa 5-4 do Sporting, hoje tudo mudou, também pela importância do jogo. O Sporting esteve irrepreensível, obrigando mesmo Robert Grdovic, treinador dos croatas, a trocar de guarda redes avançado, pondo Juan Portas nesta função para os últimos minutos. Apesar da excelente defesa, a equipa croata, a pouco menos de dois minutos do final, fez o 2-1, através do inevitável Matheus. Mas se a tática do guarda redes avançado tem vantagens, também tem desvantagens, como Pedro Cary fez questão de mostrar, ao fazer o 3-1 num remate ainda dentro da sua área para a baliza adversária deserta.
Vitória mais que justa do Sporting, que assim já assegurou a passagem para a Final Four, onde vai tentar finalmente o título europeu, objetivo que há tantos anos persegue.
Quando del Potro derrotou Roger Federer na final do US Open em 2009, quase toda a gente previa uma carreira gloriosa para o Argentino de 20 anos. Ninguém previa que, oito anos depois, esse permaneceria o único título do Grand Slam de del Potro até à data. Rumo ao título em Nova Iorque, del Potro bateu algumas das direitas mais poderosas e icónicas da história da modalidade e mostrou o tipo de compostura e força mental apanágio dos grandes campeões.
Mas em vez de uma história de sucessos, a carreira de del Potro nos últimos oito anos tem sido a história duma batalha constante contra as lesões. Múltiplas operações em ambos os pulsos obrigaram del Potro a perder três temporadas inteiras e a jogar diminuído em vários torneios; em 2015, del Potro não sabia sequer se poderia voltar a jogar. Mas se há algo pelo qual del Potro será recordado, além das suas incríveis direitas, é o seu espírito indomável, a maneira como ultrapassa todos os inúmeros obstáculos que lhe são colocados, muito deles pelo seu próprio corpo. É tanto por isso como pelo seu jogo que, apesar dum palmarés modesto comparado com Federer, Nadal ou Djokovic, del Potro é sempre um fan favorite em qualquer torneio, um jogador amado quase universalmente.
Fonte: ATP
20 títulos (dois deles aqui no Estoril Open) e duas medalhas Olímpicas pode não parecer grande coisa tendo as conta as expectativas criadas em 2009, mas quando se consideram todas as lesões que atormentaram del Potro é uma carreira excepcional. E é uma carreira que ainda está longe de estar acabada; com todos os problemas no seu pulso esquerdo, del Potro encontrou uma forma de reconfigurar completamente a sua pancada de esquerda e mantém-se competitivo, na luta.
A Torre de Tandil pode já não ser capaz de jogar um calendário completo, mas continua capaz de derrotar qualquer jogador num bom dia; não esteve longe de ganhar um segundo título do Grand Slam este ano em Nova Iorque, onde foi o único jogador a derrotar Federer num Grand Slam este ano, e seguramente que continuará à procura da sua oportunidade nos anos que se avizinham. Não será fácil, mas del Potro já demonstrou que nenhum obstáculo o intimida.
Ao entrarmos no estádio somos relembrados dos caricatos incidentes da receção braguista ao Ludogorets, já que uma parte da bancada está encerrada com uma enorme lona da campanha da UEFA contra o racismo, a #EqualGame, devido ao castigo aplicado aos minhotos por insultos racistas a Lukoki. Não se pode deixar de questionar se será esta uma punição adequada pelos gritos de três ou quatro sujeitos e que não encontrou correspondências nos outro milhares de bracarenses presentes. É que as coisa sérias devem ser tratadas com proporcionalidade, porque quando se recorre ao exagero corre-se o risco de fazer mais mal que bem. E, lá está, custa ver milhares levar com um rótulo tão negativa pelas ações de nem meia dúzia.
Ainda assim, não se pode dizer que tenha feito muita diferença. A perspetiva de ver o Braga carimbar o apuramento para a próxima fase face a uma equipa com um futebol amplamente elogiado e treinado por aquele que é considerado o futuro grande treinador germânico foi suficiente para fazer uma casa razoável, mas com 10054 espetadores não se sentiu a falta do espaço ocupado pela lona. Os visitantes também ajudaram e trouxeram uma boa comitiva.
O jogo propriamente dito começou quase literalmente com os festejos dos da casa, já que Marcelo Goiano apenas precisou de 45 segundos para inaugurar o marcador. Após um cruzamento na esquerda que ninguém conseguiu desviar, o lateral direito rematou em jeito à entrada da área para dar um começo de sonho aos arsenalistas.
O golo madrugador de Goiano marcou o ritmo do jogo Fonte: SC Braga
Com um golo de vantagem logo a abrir, o Braga recuou e deixou os alemães tomarem conta do jogo. O Hoffenheim aproveitou para mostrar toda a sua qualidade nas trocas de bolas ao primeiro toque imprimindo mudanças de ritmo no jogo, mas com a área do Braga sobrepopulada de defesas, não conseguiu criar nenhuma oportunidade de golo flagrante.
Por outro lado, o contra-ataque vermelho também não soube aproveitar as oportunidades. Aos 10 minutos, um erro crasso de Nordveit que cai ao dominar a bola com o peito e permite a Teixeira avançar em direção à baliza, mas rematar fraco e à figura. Cinco minutos volvidos, Vukcevic faz uma excelente recuperação de bola junta da área adversária e entrega a Teixeira que se perde nas tentativas de fintas e acaba por passar a bola a um defesa germânico. Já nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, um jogador do Braga a cair dentro da área do Hoffenheim, mas o árbitro a decidir bem e a mandar continuar.
Este recuo territorial dos da casa serviu também para observar uma escolha tática rara no nosso país, mas comum no futebol alemão, o recurso ao guarda-redes líbero, com Baumann a colocar-se sempre junto do círculo central e sem medo de jogar a bola com os pés.
O Hoffenheim saiu do balneário com mais garra e começou a segunda metade com mais ênfase em colocar a bola junto da baliza do Braga e passou o primeiro quarto de hora instalado no ataque. Realmente, aproximava-se cada vez mais da baliza, mas o recém-entrado Gnabry teve um falhanço clamoroso após recarga e o grande número de jogadores que os arsenalistas tinham dentro da sua própria área serviu para ir conseguindo afastar a bola das redes e manter o empate.
Depois de alguns minutos menos pressionantes dos visitantes, o Estádio Municipal de Braga sofreu um calafrio quando, aos 68 minutos, Matheus defendeu um remate de longa distância, mas largou a bola e só a recuperou em cima da linha de golo. O brasileiro acabou por evitar males maiores, mas chegou para assustar e dar ainda mais nervos a um público apreensivo com a vantagem mínima.
E os minhotos tinham mesmo razões para o nervosismo. À passagem dos 74 minutos da partida, num livre descaído para o lado esquerdo, Demirbay colocou a bola na pequena área e Uth cabeceou para a igualdade.
O treinador bracarense, Abel Ferreira, respondeu com prontidão e trocou Teixeira por Fábio Martins. O Braga ganhou novo ímpeto ofensivo e voltou à velocidade de movimentos que só tinha demonstrado nos primeiros minutos. O Hoffenheim não estava preparado para uma resposta tão acutilante dos da casa e, aos 81 minutos, Ricardo Esgaio, já dentro da área, passou a Fransérgio que picou a bola por cima de Baumann para recolocar a sua equipa em vantagem.
A partir daí, o jogo parecia decidido, mesmo com os seis minutos de compensação dados pelo árbitro, mas Fransérgio não estava satisfeito e bisou mesmo par acabar com qualquer dúvida. O guarda-redes alemão foi à lateral aliviar a bola, mas esta sobrou para o brasileiro que, mesmo a grande distância, encontrou com a bola a baliza deserta.
Os minutos finais ainda deram para alguns mimos, cartões amarelos e uma expulsão por acumulação para Szalai, mas o nada que interferisse com o Braga carimbar o passaporte para a próxima fase da Liga Europa. O Hoffenheim jogou bem e teve muita mais posse de bola, mas não soube contornar a muralha defensiva caseira e poucas oportunidades criou, enquanto o Braga soube acelerar o jogo quando precisou e demonstrou muito mais eficácia para selar um triunfo bem saboroso após a recente eliminação da Taça de Portugal.
Para um clube tão mal gerido, como se tem lido e ouvido, os últimos dias do Sporting têm sido excepcionais.
Temos visto o futsal a ganhar como sempre, o andebol a fazer um excelente campeonato e a ter reconhecimento internacional apesar de falhar o principal objectivo, o Hóquei em patins cem por cento vitorioso, o atletismo a construir planteis para poder ganhar nas várias categorias, o voleibol, recentemente activado, a lutar pelo titulo, e o futebol que, apesar de tanta contestação, continua na luta pelo campeonato e vai para a última jornada europeia com a possibilidade de passar à fase seguinte da Champions League (apesar de não depender apenas de si).
A equipa de futsal do Sporting continua a orgulhar todos os sportinguistas Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal
Apesar de vários oráculos terem vindo a terreiro com premonições da auto-destruição do presidente, e do completo falhanço dos objectivos em ganhar alguma competição, os atletas, técnicos e dirigentes do Sporting continuam a tentar lutar, tentando a todo o custo alterar tão malfadado destino. Muitos adeptos e sócios insistem em acreditar nos arautos da desgraça, mesmo quando se veem tantos indícios de que somos um clube de muitas vitorias e títulos nas mais diversas modalidades e categorias, mas como se costuma dizer: “Pior que um cego, só aquele que não quer ver”.
Um sportinguista, seja a favor ou contra a actual direção, tem pelo menos que conseguir dar méritos a quem os tem, e certamente que não fui eu e muitos dos que poderão ler isto que colocaram o clube a vencer nas mais diversas modalidades. Modalidades essas que começavam a ser usadas como troféu das direções de outros clubes, para se autopromoverem, mas que agora desvalorizam dizendo que estamos a investir astronomicamente em desportos que nada trazem ao clube, e que o fazemos apenas porque não conseguimos ganhar no desporto-rei.
Foi o adeus à Europa para o Benfica, após a derrota desta quarta-feira frente ao CSKA Moscovo, na Rússia. Os encarnados foram à capital Russa tentar manter as esperanças de uma passagem, pelo menos, à Liga Europa, ou ainda uma milagrosa passagem aos oitavos de final da liga milionária, mas para isso necessitavam de vencer o jogo, algo que não aconteceu e prolongou o pesadelo europeu que tem sido o percurso das águias na Liga dos Campeões, esta temporada.
Foi também a quinta derrota consecutiva na prova (sexta a contar com a derrota frente ao Borussia Dortmund nos oitavos da época passada), em cinco jogos esta edição, levando a um total de… até custa dizer: 0 pontos. Nunca um cabeça de série, como o Benfica foi por ter vencido o campeonato na época transata, tinha feito uma exibição tão fraca na prova. São cinco derrotas e são-nas frente a Manchester United, FC Basel e CSKA Moscovo, pondo a gravidade da situação num outro nível. O 0-1 e o 2-0 frente aos ingleses são os únicos que se podem dizer que até são “aceitáveis”, e são também os únicos jogos que se pode dizer que o Benfica jogou.
Se tivermos em conta que a falta de comparência é penalizada com uma derrota por 3-0 à equipa que falta ao jogo, podemos tentar fazer um pequeno balanço positivo para os encarnados. Se frente ao CSKA o jogou ficou aparentemente mais equilibrado (1-2 na Luz e 2-0 na Rússia), contra o Basel, a não comparência na Suíça era uma melhor opção (5-0 frente em Basileia), mas passando à frente.
Foi com cinco derrotas que o Benfica disse adeus às competições europeias Fonte: SL Benfica
Sendo não aceitáveis as restantes derrotas, estas foram também vergonhosas. A goleada sofrida frente aos suiços foi para além de ridícula. Embora acabassem por vencer o United por 1-0 esta jornada, o Basel era aquela equipa obrigatória de vencer ambos os jogos (ou pelo menos empatar fora e vencer em casa). Veremos como correrá a despedida das competições europeias na Luz, frente ao Basel, precisamente.
A fazer par com este, está o CSKA Moscovo, o que até se compreenderia perder na Rússia (como aconteceu), mas nunca a jogar tão mal como se viu. Se não vencer em Moscovo até se aceitava se tivesse havido futebol nos pés encarnados, a derrota inaugural na casa das águias, era a premonição de que um pesadelo se aproximava.
Falta apenas um jogo, na Luz frente ao FC Basel, e já nada importará. Pensar que uma vitória frente aos “colossos” suíços, irá salvar a desastrosa caminhada europeia, é atirar areia para os olhos. A não ser que estejam a pensar levar mais cinco. Aí importará. Mais cinco não!
O Vitória de Guimarães entrava nesta penúltima ronda da fase de grupos da Liga Europa com francas hipóteses de qualificação, depois de uma vitória moralizadora em casa frente a uma equipa mais poderosa, como é o Marselha. Mas os austríacos do Red Bull Salzburg mostraram que não estavam para brincadeiras e que este ia ser um jogo diferente daquele que se viu no estádio D. Afonso Henriques , sendo o jogo na cidade natal do compositor clássico, Mozart, é caso para dizer que o Salzburg tocou outra sinfonia, vencendo confortavelmente a equipa portuguesa, bem diferente do empate a dois que se verificou na primeira volta.
Foi com um estádio “despido” e um ambiente amorfo que se iniciou esta partida muito importante para as contas da qualificação, uma primeira parte condizente com o ambiente que se vivia no estádio, onde ainda assim era a equipa da casa quem mais sobressaia, principalmente pelo pés de Valon Berisha, o médio kosovar aproveitava a dificuldade da equipa vitoriana em acertar as marcações para aparecer muitas vezes sozinho a cruzar, o primeiro golo da noite aparecia assim pela cabeça do jogador israelita Munas Dabbur que correspondia da melhor maneira ao cruzamento de Stefan Lainer, um golo justo tendo em conta a toada que se verificava e que não surpreendeu quem assistia ao jogo.
O Vitória de Guimarães iria despertar um pouco com este golo, começando timidamente a aproximar-se do meio-campo austríaco, o primeiro remate vitoriano surgiria apenas aos 41 minutos e com uma grande oportunidade por parte de Hurtado , bola à trave, excelente oportunidade do Guimarães na primeira vez que conseguiu rematar á baliza, muito perto o empate, mas seria o Salzburg quem ainda marcaria antes do intervalo depois de um remate fora de área por parte do lateral Andreas Ulmer.
Equipa austríaca mostrou-se muito eficaz durante o jogo Fonte: UEFA
Esperava-se que o segundo tempo trouxesse um diferente Vitória de Guimarães, e aquilo que se viu foi um Vitória com mais posse de bola, mas ainda assim muito pouco esclarecedor no último terço do campo, um jogo fraco que só se viria a agravar com o golo que “matava” definitivamente o jogo aos 67 minutos por parte do recém-entrado em jogo, Hee-Chan Hwang.
A partir deste golo o Guimarães foi uma equipa completamente desgastada física e psicologicamente e o Salzburg uma equipa que apenas controlava o resultado tornando o resto do jogo muito pouco interessante para os espectadores.
O resultado final foi um sempre pesado 3-0 , mas um resultado justo tendo em conta as diferenças que se verificaram entre as duas equipas ao longo dos 90 minutos, o Salzburg garantiu a qualificação e o primeiro lugar do grupo, o Vitória de Guimarães não “morreu” ainda, mas complicou a sua qualificação, terá que esperar que o Salzburg ganhe o próximo jogo frente ao Marselha e conquistar a vitória, em Guimarães, frente aos turcos do Konyaspor.
Quem é um dos melhores avançados do futebol português? Quem é o ponta de lança que tem um faro de golo apurado, que é rijo no combate corpo a corpo, que protege a bola como poucos, que roda com enorme facilidade dentro da área e que tem a total noção da baliza, do seu espaço e do posicionamento do guarda-redes adversário? Quem é o jogador com a alma e o espírito vimaranense? Quem tem sangue quente a correr-lhe nas veias e a fervilhar em cada momento que veste a camisola dos Conquistadores?
Quem é o avançado que se fartou de marcar golos no Moreirense, no Vitória FC e se vai fartar de marcar golos em Guimarães? Quem é que vai fazer uma dupla terrível na frente de ataque do Vitória e que ficará conhecida pela RARA?
Tu mesmo, Rafael! Estou mesmo a falar de ti. Mais do que uma esperança, esta é uma certeza que tenho. Marcar, marcar, marcar. Não consigo ver-te a fazer outra coisa que não a facturar. Um, dois, três, dez. Não é fé, Rafael, é realismo!
Rafael Martins, em Portugal, fez furor no Vitória SC e no Moreirense FC Fonte: Facebook Oficial de Rafael Martins
Eu sei, Rafael… sei que o início de época não foi fácil. Sei que já tiveste de ouvir alguns assobios vindos de uma das bancadas mais exigentes do futebol português. Sei que até tiveste algum receio à saída do nosso estádio. Sei o quanto são incomodativas essas “demonstrações de afecto”. Sei o quanto podem ficar a zumbir na nossa mente, mesmo depois do jogo terminado, já em casa, até na hora de tentar adormecer.
Entende esse “burburinho” e até a contestação como algo que te levará a atingir níveis ainda mais elevados. Para além da entrega, dedicação e qualidade, joga com a raiva de quem transformará um Dom Afonso Henriques num épico coliseu onde tu poderás ser o Maximus Gladiador. É isso, e tão somente isso, que espero de ti. É assim que te vejo: um Gladiador atirado às feras, capaz de aniquilar as dificuldades, capaz de passo a passo caminhar para a glória de cada bola que beija as redes adversárias, ultrapassando cada queda no terreno com um sorriso e um cerrar de dentes.
Dia de Ação de Graças. Nenhum jogo da NBA agendado. Seguindo o hábito instalado, é tempo para o primeiro grande balanço da temporada e de perceber os motivos que algumas equipas têm para dar graças neste ou, por outro lado, entrar definitivamente numa dura realidade.
Em primeiro lugar, a conferência Este e claro, os Boston Celtics e a sua bonita história que conduziu a dezasseis vitórias seguidas, terminadas pelos Miami Heat. As expetativas estão claramente a ser superadas, sobretudo depois da grave lesão de Gordon Hayward logo na noite de abertura, mas estes Celtics ainda não são candidatos ao título, não neste momento. A equipa precisa de atingir um certo nível de maturidade e o crescimento dos seus jovens será ponto-chave para o prosseguir desta época bem como os próximos anos. Ainda assim, é tempo de dar graças à troca que trouxe Kyrie Irving para Boston. E os Detroit Pistons? Considerados por muitos como uma equipa destinada à loteria, surgem no segundo lugar da conferência com onze vitórias e seis derrotas, o mesmo recorde dos Toronto Raptors. Para a equipa de Stan Van Gundy, é altura de dar graças à melhoria incrível da linha de lance livre por parte de Andre Drummond.
E o que estão a fazer os New York Knicks? Toda gente os considerava como lixo sendo que, nesta altura, tem dez vitórias e sete derrotas. Do número de vitórias conquistadas, nove aconteceram no Madison Square Garden. É então fácil concluir que a equipa de Jeff Hornacek tem que dar graças por um fantástico fator casa. Em Philadelphia é claro o motivo, ou melhor, os motivos pelos quais quer a organização quer os seus adeptos podem dar graças neste dia. Joel Embiid e Bem Simmons são já neste momento um dos melhores duos da liga. A forma como Markelle Fultz vai conseguir encaixar na dinâmica já instalada será crucial para um sucesso ainda maior. Mas, nem tudo é um mar de rosas. Neste Dia de Ação de Graças, é altura para os Orlando Magic descerem à Terra e as suas seis derrotas consecutivas revelaram as verdadeiras limitações da equipa.
Mesmo sem Chris Paul, os Houston Rockets são líderes no Oeste Fonte: Joe Murphy/Getty Images
Viramos agora atenções para a situação no Oeste. Em Houston, a equipa dá graças porque mostrou que pode ganhar e bem, sem o seu maior reforço da off-season, Chris Paul. Do lado dos atuais campeões, os Golden State Warriors parecem até ao momento manter o foco no que será a conquista de novo campeonato, com as suas principais armas todas em boa forma. Numa situação algo intermédia estão os adeptos dos Minnesota Timberwolves. Os fãs dão graças pelo leque de jogadores que a organização possuí neste momento, mas a consistência da equipa deixa a desejar, sobretudo em jogos com adversários teoricamente mais acessíveis. Em situação semelhante encontram-se os Oklahoma City Thunder. A vitória contra os atuais campeões pode ter afastado algumas dúvidas sobre a forma como esta equipa encaixa, mas os adeptos dos OKC não têm neste momentos grande motivos para dar graças, tendo em conta o recorde negativo de oito vitórias e nove derrotas. Em situação de eventual desespero estão os Los Angeles Clippers e os seus fãs neste dia de Ação de Graças. Nos últimos dez jogos, apenas uma vitória. A equipa volta a sofrer com as lesões ao longo da temporada e nesta altura, rebuilding pode ser a solução.
Felicidade para uns, tristeza para outros. O primeiro mês de competição da NBA já passou e algumas certezas já surgem no ar. Veremos até que ponto as indicações deixadas até este feriado tão importante para os norte-americanos se confirmam. Um feliz Dia de Ação de Graças a todos.
A Arena Grêmio encheu esta noite, quando em Porto Alegre o relógio marcava 21 horas e 45 minutos, para receber a primeira mão da final da Copa Libertadores, edição de 2017, entre a equipa da casa, o Grêmio, e o Lanús, emblema argentino.
Frente a frente duas equipas com histórias distintas na competição, isto porque o Grêmio já por duas vezes a conseguiu vencer, em 1983 e 1985, enquanto que o Lanús nunca o fez, o que, naturalmente, fazia do Grêmio, à partida, o favorito para esta final. Para aqui chegar, ambos os emblemas terminaram os respetivos grupos na primeira posição, tendo depois eliminado, quanto aos brasileiros, o Godoy Cruz, o Botafogo e o Barcelona SC, e quanto aos argentinos, o The Strongest, o San Lorenzo e o River Plate.
Mas o que importava agora era o que se passaria em Porto Alegre, na casa do Grêmio, onde assim que a bola começou a rolar no “gramado” a torcida fez-se ouvir ainda com mais força. Iniciava-se a primeira parte da final da maior competição de clubes da América do Sul.
Envolvidas por um ambiente ensurdecedor e claramente favorável à equipa da casa, as duas equipas praticaram um futebol muito aberto no primeiro quarto de hora, embora sem terem criado lances de grande perigo. O Lanús ia-se aproximando mais da área contrária, mostrando que estava ali, no terreno do opositor, para vencer.
Apesar desta ligeira superiorização dos argentinos, foi o Grêmio que, nos minutos seguintes, mostrou mais vontade em chegar ao golo, aproveitando os lances de bola parada para fazer o perigo chegar à área da equipa contrária. Mas o jogo estava ainda muito incerto e, devido a isso, o lance de maior perigo até ao momento pertenceu mesmo ao Lanús, numa altura em que estava mais apagado do jogo, quando Denis Martínez rematou de fora da área e obrigou Marcelo Grohe a uma grande defesa, afastando o perigo, pelo menos nesse lance, já que este remate de Martínez parece ter despertado o Lanús, que, momentos depois, quase chegava mais uma vez ao golo, não fosse uma enorme defesa de Grohe ter desviado o cabeceamento de Braghieri para canto, aliviando a grande parte dos adeptos presentes no estádio, que iam vendo a sua equipa a ser salva pelo seu guardião.
Ainda antes do intervalo, Kannemann viu um cartão amarelo, cartão esse que o afasta da segunda mão da final, uma vez que o defesa estava em risco se suspensão por acumulação de amarelos.
O jogo ganhava agora outra emoção, com as duas equipas a aumentar os seus níveis de agressividade.
Esteban Andrada, guarda redes do Lanús, ainda teve tempo de quase oferecer um golo ao Grêmio, mas Arthur não foi capaz de finalizar, mesmo em muito boa posição para isso, após uma má reposição de Andrada, a segunda no encontro.
A primeira parte chegou ao fim com alguma polémica à mistura. O Grêmio pediu uma grande penalidade sobre Ramiro, pedido a que o árbitro da partida, Julio Bascuñan, não atendeu, motivando alguns protestos por parte da equipa gaúcha e do seu técnico, Renato Portaluppi.
O intervalo chegou sem golos no marcador, mas não faltaram ocasiões para que o placar fosse alterado. No geral, esteve melhor o Lanús, que criou as melhores oportunidades de golo e podia muito bem ter chegado ao descanso em vantagem. O Grêmio começara bem o encontro mais foi-se desconcentrando e permitindo ao adversário colocar em causa o seu favoritismo. Para a segunda parte, Jorge Almirón só precisava de fazer com que a sua equipa mantivesse a postura e a grande capacidade de organização que mostrou na primeira, já Renato Portaluppi tinha que falar à sua equipa e repor nela os índices de concentração e de agressividade para atacar esta final.
Ao intervalo verificava-se o nulo no marcador Fonte: Grêmio FB Porto Alegre
As equipas voltaram ao relvado para a segunda parte, com tudo ainda por decidir. A palestra de intervalo do seu técnico pareceu ter feito bem ao Grêmio, já que nos primeiros minutos do segundo tempo foi a única equipa a atacar em campo e a criar perigo. Aos 55 minutos, Bruno Cortez disparou fortíssimo e fez a bola passar a centímetros da barra da baliza de Esteban Andrada, colocando o guarda-redes argentino em sentido.
O minuto 70 chegou sem que o Lanús tivesse realizado qualquer ataque na segunda parte, prova do domínio do Grêmio que se ia verificando nesse período. Havia domínio, mas não havia golo do Grêmio, e aí o mérito tinha de ser dado aos jogadores da equipa da Argentina, que iam mantendo a sua baliza inviolável.
A equipa de Portaluppi continuava, a 15 minutos do final do jogo, a apostar nos lances de bola parada para chegar ao golo, mas essas tentativas foram sempre inconsequentes.
Inconsequente não foi o ataque do Grêmio, aos 83 minutos, quando Cícero fez o primeiro da partida. Uma bola longa na área do Lanús encontrou o avançado brasileiro em posição favorável para marcar, após toque de cabeça de um colega, e o recém-entrado em jogo não perdoou e colocou a sua equipa em vantagem na final. Fazia-se a festa em Porto Alegre, as bancadas faziam-se ouvir mais e o estádio inteiro fazia-se sentir. Estava finalmente em vantagem a equipa da casa.
Essa vantagem conservou-se até ao final do encontro e assim terminou a primeira mão da final da Copa Libertadores. Resultado justo se olharmos apenas para a segunda parte, onde o Lanús pouco se viu, mas injusto se tivermos em atenção o primeiro tempo, onde os argentinos foram superiores. O resultado favorece a equipa do Brasil, mas em Lanús esta não terá uma tarefa nada fácil, razão pela qual ainda nada está decidido. De realçar que na final da Libertadores não existe a regra do golo fora, o que equilibra ainda mais as contas do título. Na próxima semana, na Argentina, finalmente conheceremos o campeão sul-americano. Para já, é o Grêmio que parte em vantagem para chegar ao “tri”, mas isso pode não significar nada.
A Associação Atlética de Águas Santas e o Sporting Clube de Portugal defrontaram-se esta quarta-feira, dia 22 de novembro, para um encontro alusivo à décima primeira jornada do campeonato nacional de andebol. O Sporting partiu para a partida na quarta posição da tabela classificativa (com menos um jogo do que os rivais diretos), contando com 27 pontos. Já o Águas Santas ocupava o décimo lugar, com dezoito pontos, os mesmos que o Arsenal da Devesa e que a outra formação maiata da prova, o Maia/ISMAI.
Tendo por base os últimos cinco jogos das duas equipas, percebemos que se tratam de equipas do mesmo campeonato mas com objetivos claramente distintos: o Sporting soma cinco vitórias em cinco partidas, enquanto a formação maiata conta com três derrotas e duas vitórias. Das três derrotas, duas delas foram contra a equipa do FC Porto e do ABC de Braga.
Do lado dos Leões, a equipa orientada por Hugo Canela pretendia vingar a derrota do passado sábado contra o Motor Zaporozhye, que valeu o afastamento dos Leões da Liga dos Campeões. Foi, portanto, um Leão que ainda lambia as feridas aquele que se bateu na Maia frente ao Águas Santas. O Sporting iniciou a partida com Cudic na baliza, Carlos Carneiro a central, Frankis Carol Marzo a lateral direito, Edmilson Araújo a lateral esquerdo, Pedro Portela a ponta-direita, Felipe Borges a ponta-esquerda e, finalmente, a posição de pivô ficou preenchida por Tiago Rocha. A equipa maiata contou com António Campos na baliza, Elias António a lateral esquerdo, Pedro Cruz a central, Gonçalo Vieira a lateral direito, André Rei a ponta-direita, Rui Ferreira a ponta-esquerda e, como homem mais ofensivo, Luís Frade ocupou o lugar de pivô.
Facilmente se percebeu que o treinador da formação do Águas Santas, Rolando Freitas, pretendeu “baralhar” a defesa leonina, contando com oscilações posicionais dos seus jogadores nos momentos ofensivos da equipa. O objetivo passou por confundir e baralhar as marcações dos Leões, facilitando as penetrações na grande-área leonina por parte dos jogadores da casa. Mas essa fluidez tática e posicional só foi possível porque a equipa do Águas Santas é um conjunto bastante amadurecido, quer nos processos ofensivos quer defensivos, com bons jogadores que permitem jogadas demonstrativas de um elevado sentido de equipa e de grupo.
Contudo, apesar das investidas do Águas Santas, foi o Sporting que acabou por entrar melhor na partida. Defensivamente optou pelo seu habitual 6×0, oscilando com 5×1, colocando Felipe Borges na cobertura ao jogador maiato com posse de bola nos momentos de organização ofensiva da equipa da casa. De resto, mais uma vez, o brasileiro do Sporting esteve muito bem em vários momentos do jogo. Foi sempre muito agressivo a defender e muito eficaz. O jogo foi propício ao aparecimento das qualidades técnicas dos guarda-redes: Cudic do lado dos Leões e António Campos do lado dos maiatos, conseguiram retirar alguns aplausos das bancadas do Pavilhão do Águas Santas. Ao minuto dezasseis, assistiu-se a uma grande defesa de Cudic e a uma resposta, minutos depois (minuto dezanove), de António Campos face a remate de Carlos Carneiro.
Ao minuto treze do primeiro tempo, entra o espanhol Carlos Ruesga na equipa dos Leões, ocupando a posição de Lateral Esquerdo e, de seguida, ocupando a posição de lateral direito, mantendo-se Carlos Carneiro na posição de central. Corriam já os momentos finais da primeira parte e podia ver-se o espanhol na sua posição “de origem”, isto é, atuando como Central. O Sporting esteve sempre por cima do jogo. O placard ia denunciando isso mesmo: ao minuto quinze da primeira parte, o resultado era de 4 – 8 favorável aos Leões. Ao minuto vinte, era já de 4 – 10, ampliando para o dobro, no espaço de cinco minutos, o resultado a favor do Sporting.
Os leões conseguiram mais uma importante vitória no norte do país Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol
Ao minuto vinte, entrou Mário Oliveira na equipa do Águas Santas, para a posição de Ponta- Esquerda. Foi também no minuto vinte que Cudic voltou a brilhar com uma uma excelente defesa, face a um remate portentoso do angolano Elias António. No minuto 22, entra Michal Kopko rendendo Tiago Rocha. Kopko entrou e amedrontou a defesa maiata, um guerreiro, um autêntico destruidor de muralhas defensivas.
Na segunda parte, os Leões continuam por cima da partida. Entrou para a formação leonina Pedro Valdés, para a posição de Lateral Esquerdo. O cubano foi protagonista de vários remates à baliza do Águas Santas, alguns deles culminando em golos indefensáveis para António Campos. Valdés entrou e deu show de andebol na Maia, afirmando a supremacia dos Leões nesta partida. Os comandados de Hugo Canela exploraram, neste segundo tempo, o contra-ataque, apanhando várias vezes a equipa maiata desconcentrada e em contra-pé. Na verdade, o Águas Santas não mostrou na segunda parte aquilo que foi na primeira: tornou-se uma equipa desconcentrada, desorientada e sem rumo à vista durante toda a segunda parte. E o marcador era como o algodão, não enganava ninguém: ao minuto onze da segunda parte, os leões venciam por 13 – 22 e aos quinze minutos do segundo tempo registava-se já 14 – 25.
Os guarda-redes continuaram a mostrar-se em bom plano nesta segunda parte. No minuto treze, acontece mais um momento de elevado recorte técnico dos guarda-redes da partida – primeiro António Campos, com uma excelente defesa face ao remate do ponta-direita leonino Pedro Portela e, na resposta, uma defesa não menos espetacular de Cudic, após um contra-ataque do Águas Santas. A partida já começava a valer a pena, não fosse pela exibição dos guarda-redes.
Os últimos quinze minutos da partida contaram com a presença de Janko Bozovic a lateral direito. O lado direito dos Leões conheceu também uma nova face nestes momentos finais da partida: entrou para o lugar de Portela, o jovem Franscisco Tavares. Entrou também nos momentos finais o guarda-redes Manuel Gaspar e, do lado do Águas Santas, a baliza era agora ocupada por Pedro Pacheco. Pacheco protagonizou mesmo uma excelente defesa ao minuto 22 após remate de Franscisco Tavares, levando aos aplausos dos adeptos afetos à equipa da casa. Manuel Gaspar ia correspondendo à chamada do outro lado na baliza dos Leões.
Em suma, a partida acabou com o resultado final de 23- 31, a favor dos Leões de Hugo Canela. Resultado justo e merecido para aquilo que ambas as equipas fizeram na partida.