Quase 100 golos pelos encarnados. Uns de magia, outros de encostar apenas, mas, sobretudo, muitos que valeram vitórias.
Chegado após ser dispensado pelo Valência, vinha com o nome, mas com pouca competitividade. Poucos seriam aqueles que sabiam da importância que viria a ter no Benfica. Nem mesmo o speaker do estádio da Luz adivinhava dizer tantas vezes o nome dele. É também conhecido por Pistolas, Jonas Pistolas. Desde avançado, a extremo improvisado, a médio ofensivo ou a falso 9 – aquele que joga atrás do ponta de lança – é capaz de ser um pouco de tudo. Com um pé direito capaz de fazer o impensável, é um jogador que qualquer equipa do campeonato português gostaria de ter. Contudo, se mais ninguém que não o Benfica o pode ter, também o Benfica tem de começar a preparar o futuro sem ele.
A idade pesa e a forma física, consequentemente, também vai sofrer uma quebra natural. Ninguém é eterno e Jonas também não o é, com muita pena dos adeptos do Benfica, e também de quem aprecia a qualidade do jogador. Torna-se importante então perceber a diversidade de jogadores existentes no plantel encarnado, as características que o compõem e se há capacidade para manter o tipo de jogo até agora trabalhado por Rui Vitória. De momento, não existe ninguém capaz de desempenhar o papel de Jonas, a não ser o próprio.
Jonas é, neste momento, um jogador insubstituível no onze do Benfica Fonte: SL Benfica
O mexicano Jiménez é também um jogador móvel, mas apenas na frente de ataque. Não tem a capacidade, ou a característica, de Jonas de vir atrás buscar jogo – o brasileiro por vezes pisa zonas mais recuadas no terreno como se de um médio se tratasse. Jiménez é um avançado que espera essencialmente que a bola chegue à sua zona de conforto, seja de forma direta, com diagonais de rutura ou transições rápidas. Um pouco à semelhança de Seferovic, razão pela qual raramente jogarem juntos. Possivelmente, a solução passará por voltar ao sistema habitual de jogo em 44-2, com um dos avançados a jogar mais recuado.
Por entre as muitas discussões que têm assolado o tempo de antena futebolístico no nosso país, havendo sempre foco, obviamente, nas questões relacionadas com a arbitragem, houve uma que pode ter passado mais despercebida aos leitores e adeptos portugueses: a discussão entre Catio Baldé e José Fouto por causa de dividendos da transferência de Ruben Semedo para o Villarreal. Aproveitando o tema, Catio Baldé revelou que o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, “retirou” comissões na transferência de Bruma.
Por entre tantas questões e discussões, há que clarificar e tentar fazer uma análise sobre o papel destes agentes desportivos no Futebol português. Afinal, têm ou não uma ação benéfica para o nosso Futebol? Contribuem de alguma maneira ou apenas se usam do nosso Futebol para tirar lucro? É tendo por base algumas destas questões que vou tentar fazer uma introspeção dos agentes desportivos no Futebol nacional.
Os agentes desportivos foram uma “consequência” dos próprios tempos que o Futebol viveu – apareceram no Futebol em Inglaterra, com o crescimento das competições europeias e da necessidade das diferentes equipas estabelecerem contactos para transferências. Os primeiros agentes desportivos eram ingleses e viram no Futebol uma nova maneira de negócio, uma nova maneira de fazer lucro. Mas foi com a introdução da Lei Bosman, em 1995, que os agentes desportivos tiveram, definitivamente, a sua explosão no Futebol, fazendo hoje em dia parte desta indústria que é o Futebol. Com os agentes vieram os direitos de imagem dos jogadores, contratos de patrocínio individual, etc…
Qual terá sido, então, o impacto da entrada desta nova classe no Futebol português? Eu diria que não foi um impacto imediato, mas hoje podemos verificar que os agentes desportivos a curto prazo melhoraram o Futebol português; já a longo prazo, pioraram-no. Confuso? Eu esclareço.
Os agentes desportivos não tiveram um impacto imediato no Futebol português, pois os dois só tiveram, de facto, uma grande ligação, quando se deu o crescimento de Jorge Mendes, que se tornará um dos mais influentes agentes desportivos do mundo. Sendo Jorge Mendes português, o dirigente desportivo sempre olhou para o agente desportivo português como uma mais-valia, alguém com quem se deveriam privilegiar a ter boas relações, e foi isso que aconteceu, em certa parte. Clubes como o FC Porto e o Benfica privilegiaram de uma boa relação com Jorge Mendes no inicio desta década e Jorge Mendes trouxe consigo os fundos de empresários, tais como a Doyen, que permitiram aos clubes portugueses contratar jogadores que anteriormente não estariam ao seu alcance ou precisariam de um grande esforço financeiro para o conseguir.
Mas nem só nos grandes clubes portugueses se fez sentir a importância da influência de Jorge Mendes, o Rio Ave é um desses melhores exemplos. O clube vila-condense cresceu e, desde que começou a sua estreita ligação com o empresário português, deixou de ser um clube que lutava para não descer para passar a ser um clube que luta pelas taças e pelas competições europeias. Isto tudo graças ao relacionamento com Jorge Mendes, que permitiu que melhores jogadores viessem para o Rio Ave, melhorando também a qualidade do Futebol português. Diego Lopes, Bebe e Felipe Augusto foram alguns dos jogadores que Jorge Mendes acrescentou no plantel do Rio Ave ao comando do treinador também agenciado por si, Nuno Espírito Santo.
Outro exemplo desportivo terá que ser o Sporting de Braga: o clube bracarense melhorou muito o seu poder negocial com as boas relações que mantém com Jorge Mendes. Danilo é um caso flagrante disso, capitão da seleção de sub-20 brasileira e com muitos interessados em si, acaba por chegar ao Sporting de Braga pelas mãos do agente desportivo português.
Jorge Mendes liderou a entrada dos fundos de empresários no Futebol Português Fonte: Gestifute
Os clubes melhoraram significativamente os seus plantéis, muito graças aos bons relacionamentos com agentes desportivos, principalmente com Jorge Mendes. Benfica e Porto tiveram os seus melhores plantéis dos últimos anos e Portugal teve das melhores prestações europeias. Tudo isto coincidiu com a altura em que os fundos de empresários estavam mais presentes do que nunca no Futebol Português. Coincidência? Eu penso que não.
No jogo inaugural da 12.ª jornada, Os Belenenses e CD Chaves defrontaram-se no Estádio do Restelo, após uma interrupção no campeonato. Comparando com as suas últimas partidas, ambas as equipas apresentaram alterações no XI inicial, sendo evidente no clube da casa a ausência de André Sousa enquanto que para os forasteiros, destaca-se a aposta em Matheus Pereira no lugar de Elhouni.
Nota ainda para o minuto de silêncio, cumprido antes do jogo, em homenagem a António Homem de Melo, antigo atleta de Rugby de “Os Belenenses”, assim como a todas as mulheres vítimas de violência.
Num encontro em que a equipa de arbitragem foi divulgada perto do seu início, fruto da ameaça de greve dos árbitros. João Capela assumiu a liderança naquela que foi uma partida tranquila sem grandes polémicas, apesar do presidente da SAD do Belenenses, Rui Pedro Soares ter demonstrado indirectamente algum desagrado com a arbitragem.
Os primeiros minutos de jogo ficaram marcados pelo domínio na posse de bola por parte dos flavienses, tendência essa que se manteve durante toda a primeira parte. Contudo, este controlo por parte dos visitantes não se traduzia em oportunidades de perigo com exceção do minuto 30 onde Matheus como uma jogada individual conduziu um contra-ataque que culminou com um remate de meia-distância. Em resposta a esta jogada, passado o minuto 34, o Belenenses deu sinal de vida com uma jogada de ataque rápido por parte de Diogo Viana. Este foi de resto, o único sinal de perigo junto da baliza de António Filipe.
A acabar o primeiro tempo, surge o merecido golo dos visitantes. Fredy, no seu regresso a Belém, cometeu uma falta à entrada da área que foi convertida de forma exímia pela aposta do treinador Luís Castro, Matheus Pereira.
Após o regresso dos balneários, assistiu-se a um jogo mais aberto com a equipa do Belenenses a entrar para o jogo com mais “atrevimento” exercendo uma pressão mais alta no terreno sobre a equipa adversária. Invertendo a tendência da primeira parte, foi a equipa de Trás-os-Montes que se remeteu mais à defesa contrariando as ofensivas da equipa de azul e branco, recorrendo a contra-ataques. Teve inclusivamente a primeira oportunidade, mais uma vez pelo jogador emprestado do Sporting CP, Matheus Pereira.
O jovem brasileiro assinou o único golo da noite Fonte: FPF
Daí para frente o Belenenses, atrás do prejuízo, instalou-se no meio campo ofensivo, criando claras oportunidades de golo. Ao minuto 64, o árbitro da partida anulou, bem, o golo à equipa da casa pois este havia sido precedido de uma falta feita pelo centrocampista, Hassan Yebda, que acabaria por ser expulso da partida nos minutos finais.
Com a entrada de Tiago Caeiro e Miguel Rosa a meia hora do fim, Domingos Paciência conseguiu fazer balancear a sua equipa para o ataque, prevalecendo um jogo mais direto tendo como referências ofensivas Caeiro e Maurides. É precisamente por Tiago Caeiro que surge a melhor oportunidade de golo do Belenenses, aos 85 minutos, com um cabeceamento a passar junto ao poste esquerdo da baliza.
Após a expulsão do argelino, até ao apito final a equipa de Chaves retomou o controlo da partida, garantindo assim mais 3 pontos para os transmontanos, reduzindo a distância que tinha para com a equipa de Belém.
O ataque do Nápoles é algo que pensava já não encontrar no futebol de alto nível Um futebol cada mais regido a ideias táticas, que desvirtuam os jogadores, que os prendem a uma estratégia fria e rigorosa A forma como o Nápoles joga a bola é mesmo algo que vem das ruas. É algo que aproxima o futebol de belo, que quando bem jogado se equipara a uma expressão de arte. É algo pelo qual eu comecei a praticar, e depois a ficar-me pela apreciação disso mesmo. Mertens e Insigne destacam-se lá na frente por serem uns diabretes à solta. São uns artistas, embaixadores do movimento artístico “imprevisibilismo”. A arte da imprevisibilidade.
Na Liga Italiana, o bloco defensivo adversário deve ter de desobedecer muitas vezes à ideologia defensiva italiana da marcação cerrada, do encerramento das vias para a sua baliza. Porque contra jogadores destes, é preciso ter muitas pernas e, sobretudo, rins, para conseguirem inverter o seguimento dos seus dribles orientados, ou toques onde reina o subtil e a habilidade no pleno sentido do termo. Jogos contra o Nápoles devem custar o dobro do cansaço para as defesas adversárias…
O Nápoles nunca foi considerado um nome de vulto em terras transalpinas. Nunca ouvi ou li alguém colocá-lo no mesmo patamar de Milan, Inter de milão, Juve, ou mesmo até “Fiorentinas”, “Parmas”, “Lazios”, “Romas”… Mesmo com Maradona, nos tempos mais áureos dos napolitanos, coincidiu com uma forma de jogar que hoje voltamos a testemunhar. Hamsik é eslovaco, nem deve ter aquele febre de criança de ser do Nápoles, mas algo o prendeu por lá. Ainda bem que existem equipas assim, fiéis aos princípios que estabeleceram quando formaram o clube.
Para um apreciador do “Joga bonito”, impossível não sentar e vislumbrar um jogo do Nápoles com estes dois na frente… Fonte: SSC Napoli
Esta época está favorável a chegar ao final do campeonato no primeiro posto. Além de haver boas possibilidades da interrupção do domínio da Juventus, o Nápoles surge como a equipa a ter em conta para a conquista. Inter mais forte, pelo menos do que o passado muito recente nos acostumou, que penso que fará parte do pódio, mas nem consigo imaginá-los a vencer a Serie A. A Roma também apresenta bons inícios de lutar pelo título, mas penso que falta estofo e consistência aos romanos.
Mertens está já no início dos 30, mas no Nápoles é que veio a ficar conhecido. Insigne é mais novo, e é daqueles jogadores característicos de uma equipa. Neste caso, do Nápoles. Insigne é o príncipe predileto do sul de Itália. Para obter a coroa, não há necessariamente alguém a ter que morrer, mas para o ser vai ser preciso a Juventus ser abatida. Campeã há seis épocas consecutivas é obra, mas uma Liga que há duas décadas era disputada de forma extrema, hoje tornou-se uma Liga pouco atrativa e até monótona. Pelo que parece, vão surgindo equipas capazes de ir até ao fim.
Insigne é muito talentoso, e é um jogador à Nápoles. Não é Maradona, mas talvez nem o precise de o ser. Neste momento o clube está destacado na liderança do campeonato, nem a meio vamos, mas a equipa está sólida, tem rotinas já muito interiorizadas por entre os jogadores napolitanos, e espero que sejam mais brilhantes exibições a arrecadar os três pontos semanais.
Lorenzo Insigne tem muito que se lhe diga, há anos que ouvimos falar do pequenote napolitano, de apenas 1.63m, que com pernas tão curtas consegue correr mais do que as torres defensivas. Talvez seja dessa forma que o Nápoles se superiorize aos concorrentes, sempre fiel à sua política: armas pequenas, mas atiradores eficazes.
Roger Federer e Rafael Nadal são, sem qualquer dúvida, duas das maiores figuras da história do ténis. O século XXI está recheado de duelos entre ambos, todos eles inesquecíveis para os amantes da modalidade, mas há um encontro que se destaca dos demais. Depois de, em 2007, num encontro igualmente extraordinário, Roger Federer ter derrotado Rafael Nadal, na final de Wimbledon em cinco sets, foi em 2008, no mesmo palco, que a emoção do ténis foi levada a um máximo histórico.
Seis de julho de 2008: Federer dominava Wimbledon, com cinco conquistas consecutivas do torneio nos anos anteriores, e a rivalidade com Nadal era já uma realidade no circuito ATP. O encontro, que deveria iniciar-se às 14h, foi adiado por 35 minutos devido à chuva que se fazia sentir em Londres. Os dois primeiros sets foram dominados por Rafael Nadal, que os venceu por 6-4 e 6-4, parecendo deixar Federer praticamente arredado da possibilidade de conquistar o torneio de Wimbledon pelo sexto ano consecutivo. Porém, uma nova paragem devido à chuva, no terceiro set, mudou o rumo dos acontecimentos.
Depois de 1h20m de interrupção do encontro, Federer regressou revitalizado e venceu os dois sets seguintes por 7-6 e 7-6 (tendo salvo dois championship points no tiebreak do quarto set). Quando ninguém acreditaria que a final “Fedal” de 2007 pudesse ser superada, eis que dois dos maiores predestinados da história do ténis provariam ao mundo, uma vez mais, que, para eles, os limites não são mais do que barreiras a ultrapassar. Eram já 19h53m quando o encontro foi novamente interrompido devido às condições meteorológicas. Depois de 30 minutos no balneário, era tempo de definir quem sairia de Londres com o troféu em mãos.
Nadal não conseguiu disfarçar a sua euforia após a vitória na “maratona” disputada frente a Federer Fonte: Pinterest
O quinto set foi disputado já com a noite a cair sobre a capital inglesa. Federer lutou, lutou muito, e esteve a apenas dois pontos de conquistar o torneio de Wimbledon pelo sexta ano consecutivo. Porém, Nadal trouxe ao de cima “la furia” espanhola e acabou por vencer o último set por 9-7. O encontro terminou às 21h16m e, mais tarde, Federer viria a queixar-se das condições de jogo no último e decisivo set, chegando mesmo a afirmar que não conseguia sequer ver claramente o seu opositor.
Na final mais longa de singulares em Wimbledon, em termos de tempo jogado, Federer conseguiu um impressionante total de 89 winners e, ainda assim, saiu derrotado. Nadal teve menos erros não forçados (27) e, acima de tudo, uma maior percentagem de break points convertidos (30%). Foi com estes números que o espanhol conseguiu derrubar Federer, numa casa em que este parecia praticamente imbatível e, assim, apimentar ainda mais uma das maiores rivalidades da história do ténis. No encontro que foi, nas palavras de John McEnroe, o melhor ao qual este alguma vez assistiu, as imagens dispensam comentários adicionais.
Os laterais são peças essenciais no esquema tático de Jorge Jesus para esta equipa do Sporting. Esta época, o Sporting acertou finalmente com as escolhas e tem dois ótimos laterais, um promissor e outro razoável à disposição do treinador.
Na minha opinião, Cristiano Piccini e Fábio Coentrão são absolutamente indiscutíveis quando estiverem em condições físicas para jogar. O internacional português é bem conhecido do público e está cada vez mais capacitado a nível físico para mostrar o seu valor. Já disputou os noventa minutos nos últimos dois encontros, frente a Famalicão e Olympiacos, com várias incursões ofensivas. Sempre seguro a nível defensivo, Coentrão é um jogador da máxima confiança do treinador e esse é outro dado a ter em conta.
A alternativa direta ao jogador emprestado pelo Real Madrid é Jonathan Silva. Depois do empréstimo ao Boca Juniors, o argentino voltou ligeiramente melhor do que quando saiu, mas não tem ainda qualidade para ser primeira opção nos leões. Frágil no momento defensivo, ficou marcado já esta época pelos golos sofridos em Atenas e Turim. Como também não é suficientemente bom ofensivamente para “esconder” as debilidades defensivas, Jonathan não caiu no goto dos adeptos. Curiosamente, um dos últimos encontros que disputou, na receção à Juventus, foi uma das suas melhores exibições. Contudo, a lesão contraída frente ao Famalicão obrigou a que Jonathan fosse operado e vá estar de fora, previsivelmente, até fevereiro.
Fábio Coentrão é o melhor lateral esquerdo dos últimos anos do Sporting. Assim a condição física esteja com ele Fonte: Sporting Clube de Portugal
Com a ausência de Jonathan Silva e a iminente fragilidade, que é conhecida, de Fábio Coentrão, coloca-se uma questão: Quem substituirá Coentrão quando este não puder jogar? Na minha ótica, existem duas opções: a adaptação de Bruno César ou de um dos laterais direitos.
A primeira opção, pelo brasileiro, foi bastante utilizada na temporada passada por Jorge Jesus, devido à falta de confiança que tinha nas opções existentes na altura, Jefferson e Marvin Zeegelaar. É um jogador que me parece poder ser opção em jogos contra equipas de qualidade inferior, mas não pode ser utilizado em jogos “mais equilibrados”, devido às duas fragilidades defensivas.
A segunda opção, no meu ponto de vista, é a mais acertada, com a adaptação de um dos laterais direitos, preferencialmente Ristovski, ao flanco canhoto. Bem sei que não é igual para um lateral jogar à direita ou à esquerda, devido à utilização do pé preferencial e ao cálculo dos apoios nos diferentes momentos de jogo. Ainda assim, parece-me que o Sporting não pode desperdiçar a enorme qualidade que tem nos seus dois laterais direitos.
Roger Machado será o novo treinador do Palmeiras em 2018. O anúncio da contratação do treinador não surpreende. Considerado um treinador da nova geração, Roger é visto como um profissional que possui filosofias de jogo modernas. O Palmeiras – como qualquer outro clube brasileiro – não tinha muitas opções livres no mercado. Abel Braga – atualmente no Fluminense – era um nome cotado para assumir a equipe mas as partes envolvidas não concluíram as negociações.
O que assusta na verdade é que o Abel Braga e o Roger Machado são treinadores totalmente diferentes na questão de filosofia de jogo. Isso é algo preocupante pois demonstra que a direção palmeirense não se importa com o estilo de jogo da equipe na próxima temporada e sim a preocupação era apenas encontrar um treinador. Não estou aqui para dizer quem seria o melhor treinador para o clube na próxima temporada. Tanto o “Abelão” quanto o Roger possuem qualidades interessantes.
Analisando de uma maneira geral a contratação do Roger Machado foi acertada. No Grêmio o Roger fez um bom trabalho. Tanto é que o atual técnico gremista, Renato Gaúcho, absorveu muitas coisas do trabalho do seu antecessor e aos poucos foi colocando a sua filosofia. Se aproveitou do trabalho do Roger é porque tinha coisa boa. Nessa temporada o treinador foi para o Galo com grande expectativa de fazer um bom trabalho, mas foi mal e junto com a diretoria alvinegra não soube formar o elenco. Embora tenha conquistado o estadual e ter feito a melhor campanha da fase de grupos da Libertadores.
Roger Machado terá pela frente o desafio de conquistar os títulos que o Palmeiras não conquistou na atual temporada. Fonte: nossopalestra.com.br
Apesar do elenco do Atlético ser recheado de estrelas – assim como é o do Palmeiras – o elenco que o Roger pegará em 2018 é muito mais heterogêneo e bem distribuído nas posições. Além de poder contar com um poderio financeiro que nenhum outro clube brasileiro possui. O lateral esquerdo Diogo Barbosa – que está no Cruzeiro – já está contratado para a próxima temporada e especula-se que o meia Lucas Lima, do Santos, está próximo de acertar com o alviverde.
Roger Machado terá todas as condições de demonstrar o seu trabalho. Conhecimento sobre futebol ele tem. O treinador gosta que sua equipe fique com a bola e que seus jogadores joguem com aproximação, sempre com três jogadores próximos da bola durante a transição ofensiva. Qualidade para fazer isso ele encontrará no elenco. Cabe ver se conseguirá administrar um elenco tão badalado como o do Palmeiras. Conseguir fazer jogadores importantes do elenco – como o Borja, Guerra e Roger Guedes – a voltarem as suas melhores formas técnicas também será um desafio. O Palmeiras apostou certo, agora cabe a direção dar tempo ao treinador e acreditar que a sua aposta dará resultado.
A globalização crescente e inegável faz-se sentir em todos os aspetos do nosso dia a dia e o futebol não é exceção. Os reforços vêm de todo o lado, assim como os treinadores, staff técnico e médico e até alguns adeptos que se conquistam aqui e ali. Portugal e as várias ligas portuguesas acompanham a dita globalização, às vezes em demasia, e o normal é encontrar plantéis recheados de várias nacionalidades.
Desde há muito tempo que o mercado sul-americano rende muitos atletas para o futebol português. Destacam-se os brasileiros, argentinos e colombianos. É esta a zona geográfica preferida dos olheiros das equipas portuguesas nos últimos tempos. Ou melhor, aquela que mais e melhores frutos nos dá. Do lado de lá do Atlântico chegaram aos nossos palcos para disputar o desporto rei, nos últimos tempos, jogadores como Angel Di María, Nicolás Gaitan, Jackson Martínez, David Luiz, Ramires ou James Rodríguez.
Ao serviço do FC Porto, James Rodríguez venceu 3 campeonatos, 3 supertaças, 1 taça e 1 Liga Europa Fonte: Instagram de James Rodríguez
De ânimo leve e tirando conclusões precipitadas, pode atribuir-se este êxodo a uma brilhante rede de scouting dos clubes portugueses e até de um alargado poderio financeiro que garante estes talentos logo no início do seu despontar. Mas tal não corresponde à verdade por várias razões, mas a principal prende-se com o facto das equipas portuguesas acumularem anos de experiência na Liga dos Campeões. Não desvalorizando a rede de olheiros dos nossos clubes nem os seus cofres – que bem sabemos quão despidos e comprometidos estão – mas o que estes talentos sul-americanos procuram é a porta de entrada do Real Madrid CF, FC Barcelona, de um dos de Manchester ou de qualquer outra equipa do top-6 da Liga Inglesa. A dificuldade de garantir estes talentos não é nada elevada uma vez que a atenção dos grandes clubes europeus ainda não foi despertada e, desta forma, os bolsos quase vazios não têm de desembolsar milhões inflacionados.
Há uns tempos atrás, falei aqui da situação de muitos jovens talentos do futebol português que emigram precocemente, sendo que vários deles, ainda não estão preparados para darem o salto para um clube de topo.
No entanto, existem muitos jogadores jovens que começam a despertar a cobiça de clubes estrangeiros ainda em adolescentes, durante a sua etapa de formação. E nesta década, têm sido vários os casos de jogadores portugueses que vão para o estrangeiro ainda durante a sua formação. E o que é facto, é que estes jovens jogadores acabaram por atrasar a sua evolução ou até mesmo desaparecer do mapa ao darem este salto. Falarei aqui de alguns exemplos.
Começo por um jogador que se lançado recentemente por Fernando Santos na selecção nacional: Rony Lopes. Formado no Benfica, sagrou-se campeão nacional de juvenis em 2010/2011, numa equipa onde Bernardo Silva (que é um ano mais velho que Rony) pouco jogava. Após essa época, foi para o Manchester City com 16 anos. Ao serviço dos citizens chegaria a realizar alguns jogos pela equipa principal nas taças e seria emprestado ao Lille em 14/15. Em 14/15, foi vendido ao Mónaco, mas seria novamente emprestado ao Lille, afirmando-se apenas nesta época na equipa monegasca ao ocupar a vaga deixada por… Bernardo Silva.
Rony Lopes tem-se afirmado desde que chegou ao Monaco, e está, atualmente, a praticar o melhor futebol da carreira Fonte: Facebook oficial de Rony Lopes
Falando na formação do Sport Lisboa e Benfica, o clube encarnado é possivelmente o grande mais visado neste aspecto, tendo em conta a reputação que o clube ganhou nos últimos anos, tanto a nível da formação, como pela colocação de jogadores em clubes de topo; reputação que atrai alguns jovens jogadores que vêm o Benfica como uma rampa de lançamento para um clube de topo.
E um dos motivos pelos quais venho falar disto é pela cobiça de clubes como o Manchester United no jovem Úmaro Embaló. Este jovem extremo de 16 anos é na minha opinião, a maior pérola do Caixa de Futebol Campus a seguir ao Renato Sanches, é titular da equipa de juniores com idade de juvenil e tem sido apontado pela imprensa como um alvo de clubes como o Manchester United, o Real Madrid e o RB Leipzig. Mas ainda há alguns jogadores com formação no Seixal e com percurso nas selecções jovens que já se aventuram no estrangeiro, como o guarda-redes João Virgínia no Arsenal e o defesa-central Luís Silva no Stoke City.
Depois de ter perdido em casa (27-30) com os finalistas da segunda principal competição europeia, os vice-campeões nacionais dirigiram-se até à capital alemã para enfrentar um desafio complicadíssimo na tentativa de assegurar a passagem para a fase de grupos da EHF Cup.
Steffen Fath, da equipa da casa, abriu o marcador logo no começo da partida. Nos minutos iniciais, a equipa do FC Porto conseguiu equilibrar a partida e o empate prevaleceu até ao momento em que ambas as equipas se encontravam empatadas a 7 golos. Nessa altura, o Fuchse fez um parcial de 2-0, partindo para a frente da partida e nunca mais perdeu o controlo da mesma, colocando em prática toda a experiência e qualidade que está inerente a qualquer equipa que participa na melhor liga de Andebol do Mundo. Ao intervalo o resultado era 17-12.
O Lendário Silvio Heinevetter continua a impressionar nas balizas alemãs Fonte: Fuchse Berlin
No segundo tempo, os alemães estiveram ainda melhor e alargaram a sua vantagem, sem permitir que os azuis e brancos sequer se aproximassem no marcador. A grande qualidade da exibição do Fuchse Berlin impressionou os 6,009 espetadores, que apoiaram a sua equipa do inicio até ao fim, dando uma lição de como é o Andebol no seu estado natural, algo que todos os amantes deste desporto deviam ter a oportunidade de viver. O resultado final foi 33-25.