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Sporting defronta Famalicão, rumo ao Jamor

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Esta quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe o Famalicão, no Estádio José Alvalade, em jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Leões e famalicenses disputaram na sua história vinte partidas, com dezoito vitórias para o clube de Alvalade e apenas dois empates.

Para esta partida, Jorge Jesus tem praticamente todo o plantel à sua disposição. No entanto, o técnico leonino deverá operar várias alterações ao seu habitual “onze” inicial, tendo em conta o jogo diante dos gregos do Olympiacos a contar para a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Assim, o Sporting deverá alinhar com: Romain Salin, Stefan Ristovski, André Pinto, Tobias Figueiredo, Jonathan Silva, Radosav Petrović, Mattheus Oliveira, Iuri Medeiros e Bruno César, Daniel Podence e Gelson Dala.

O Famalicão chega a Alvalade num bom momento, somando três vitórias consecutivas e ocupando o quinto lugar da Ledman LigaPro. Pelo caminho até esta quarta eliminatória da Taça de Portugal, os famalicenses deixaram pelo caminho o Alta de Lisboa e o SC Coimbrões.
Gelson Dala poderá ter nova oportunidade na equipa principal do Sporting, frente ao Famalicão Fonte: Sporting Clube de Portugal
Gelson Dala poderá ter nova oportunidade na equipa principal do Sporting, frente ao Famalicão
Fonte: Sporting Clube de Portugal
Depois de fazer a “Festa da Taça”, em Oleiros, o objetivo é claro: vencer o Famalicão e continuar a caminhada rumo à final da competição. O Sporting é natural favorito, mas tem de o provar em campo e vencer a equipa da Ledman Liga Pro. Para isso, os leões têm de entrar forte e tentar marcar desde cedo, sendo certo que os famalicenses irão dar a iniciativa de jogo à equipa de Alavalade e explorar apenas o contra-ataque.
A Taça de Portugal é um dos troféus cujo objetivo do Sporting é vencer, para isso tem de deixar pelo caminho o Famalicão. Num jogo em que Jorge Jesus irá dar minutos aos jogadores menos utilizados, há um destaque óbvio para Bryan Ruíz, que foi integrado no plantel principal e já trabalha às ordens do treinador leonino. Nesta competição há ainda espaço para lançar alguns jovens talentos, formados na Academia de Alcochete, que têm brilhado ao serviço da equipa “B”. Na terceira eliminatória da Taça de Portugal, Jorge Jesus estreou o defesa-central Merih Demiral e os avançados Jovane Cabral e Rafael Leão.
Esta é assim, mais uma etapa na caminhada rumo ao Jamor, com um só objetivo: vencer!
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

A Campeã Nacional Absoluta de Ténis – Entrevista a Francisca Jorge

entrevistas bola na rede

Francisca Jorge, tenista natural de Guimarães atualmente a treinar no Centro de Alto Rendimento do Jamor, sagrou-se aos 17 anos de idade campeã nacional absoluta. Poucos dias após essa conquista o Bola na Rede esteve à conversa com a atual número 795 do ranking WTA e pôde constatar que a ambição e a maturidade da jovem atleta poderão leva-la a atingir patamares (ainda) mais elevados na modalidade. 

Bola na Rede (BnR): Francisca Jorge, comecemos pelo feito mais recente e, provavelmente, o mais significativo da tua ainda curta carreira: sagrares-te, recentemente, campeã nacional absoluta. Este era um título que, a priori, sabias que poderia estar ao teu alcance?

Francisca Jorge (FJ): Ganhar o nacional não era algo que eu esperasse alcançar de momento, mas definitivamente era algo que eu ambicionava e desejava, e trabalhava para tal êxito.

BnR: Depois de seres já campeã nacional de sub-18 (por dois anos consecutivos), o que representou para ti o título de campeã nacional absoluta?

FJ: Ser campeã nacional de sub-18, embora o tenha sido por duas vezes, apesar de ser muito gratificante não se compara a ser campeã nacional absoluta. O título de campeã absoluta é muito mais motivador e valorizado.

Com apenas 17 anos de idade, Francisca Jorge sagrou-se campeã nacional absoluta de ténis  Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
Com apenas 17 anos de idade, Francisca Jorge sagrou-se campeã nacional absoluta de ténis
Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

BnR: Com 17 anos de idade tens ainda pela frente mais um ano de escalão júnior. Daqui em diante, a aposta passará pelo circuito profissional ou por sedimentares a tua posição no ranking internacional júnior?

FJ: Este ano vou apostar mais nos seniores e tentar subir mais no ranking WTA, mas farei um ou outro torneio júnior (campeonato individual e de equipas, se for convocada).

BnR: No final de 2016 afirmaste que o teu principal objetivo para este ano (2017) seria ter ranking WTA. Agora que já o alcançaste, qual é o principal objetivo para 2018?

FJ: O principal objetivo é tentar jogar o qualifying de um torneio do Grand Slam, talvez o US Open visto ser o último, mas sem qualquer expetativa.

BnR: És uma tenista com duas particularidades: tens na terra batida a tua superfície de eleição e tens conseguido bons resultados na variante de pares. Para o(s) próximo(s) ano(s), é seguro afirmar que manterás a aposta em torneios em terra batida e na variante de pares?

FJ: Eu penso que não é bem assim que se vai preparar a época, mas claramente vou jogar pares nos torneios em que estiver inscrita e nunca esquecerei os torneios em pisos rápidos e relva.

Uma despedida ‘caseira’ para Victor An?

Cabeçalho modalidadesNas Olímpiadas de Turim 2006, o jovem Ahn Yun-soo assumiu-se como um dos grandes nomes da patinagem de velocidade e deu três medalhas de ouro à Coreia do Sul. Doze anos depois, o russo Victor An pretende acabar uma carreira recheada de sucessos com uma medalha olímpica em PyeongChang. Acontece que Ahn Yun-soo e Victor An são a mesma pessoa.

Muito precoce, Ahn Yun-soo esteve presente nas Olímpiadas de Salt Lake ainda em idade de júnior e apurou-se mesmo para a final dos 1000 metros, mas ficou fora das medalhas quando provocou uma queda na última curva que permitiu a Steve Bradbury obter uma surpreendente vitória e retirou o ouro a Apolo Ohno, patinador americano que se começava a afirmar.

Entretanto, assumiu-se definitivamente no mundo da patinagem de velocidade de pista curta e conquistou Campeonatos do Mundo e Taças do Mundo no caminho para Turim 2006. Foi aí, o pico da rivalidade com Apolo Ohno, que o sul-coreano levaria a melhor saindo de Itália com o ouro nos 1000m, 1500m e 5000m estafetas, perdendo apenas nos 500m.

Só que a carreira do Ahn deu uma volta completa nos Mundiais desse mesmo ano em que, mesmo vencendo o título geral, teve um desentendimento com a Federação coreana que teria conspirado para que fosse o seu compatriota Lee Ho-Suk, segundo classificado, a ter ganho a prova. A partir daí, Ahn voltaria a ganhar o Mundial em 2007, estabelecendo um record de cinco vitórias consecutivas, mas uma lesão afastá-lo-ia de forma prolongada da competição e a relação com a Federação teria um romper definitivo quando este foi deixado de fora da seleção para as Olímpiadas de 2010 em Vancouver.

Ahn com as suas novas cores nacionais Fonte: International Skating Union
Ahn com as suas novas cores nacionais
Fonte: International Skating Union

Enquanto Apolo Ohno se tornava o primeiro patinador de velocidade em Pista Curta a atingir as oito medalhas em Jogos Olímpicos, Ahn via-se forçado a arranjar uma solução para os seus problemas com a Federação do seu país e a maneira de o fazer foi através da naturalização, tornando-se um cidadão russo e passando a competir por este país.

Apesar de um menor sucesso nos quatro anos subsequentes, Anh chegou a Sochi 2014 com vontade de provar a sua qualidade e não fez por menos, obtendo três medalhas de ouro e uma de bronze e igualando Ohno em número de medalhas conquistadas, mas com mais ouros. Fecharia ainda época com chave de ouro ao regressar às vitórias na Geral do Campeonato do Mundo.

A partir daí, tem tido prestações mais discretas, mas vai as próximos Jogos com vontade de impressionar. Para já, os resultados das suas participações em Taças do Mundo esta época não deixam antever que possa estar na luta pelas medalhas, mas sabemos que muitas vezes os grandes campeões se superam nestas ocasiões e Ahn já demonstrou que é capaz de o fazer.

Ainda assim, o maior ponto de interesse na participação de Ahn é que este se vai poder despedir das grandes competições em ‘casa’, já que as Olimpíadas se disputam em PeyongChang, na Coreia do Sul. Apesar da mudança de nacionalidade, Ahn continua muito ligado à Coreia, onde é uma personalidade muito acarinhada e até participou recentemente num reality show no seu país natal. Além do mais, os resultados desastrosos da Coreia em Sochi ajudaram a que a opinião pública ficasse ao lado de Ahn e se voltasse contra a Federação e a forma como esta gerida e o atleta tem sido bem recebido quando compete na Coreia. Para Ahn esta pode ser a despedida quase perfeita, só manchada por não a fazer pelas cores do seu país, porque os bastidores tiveram prioridade sobre a sua qualidade como atleta. E, ainda que Victor Anh já tenha dito que percebe se for assobiado, o público deverá mesmo ajudar a tornar o momento especial, seja qual for o resultado no gelo.

Foto de Capa: Comité Olímpico Internacional

E se o pódio tivesse quatro lugares?

Cabeçalho Futebol NacionalÉ natural a existência de “grandes” nos campeonatos nacionais de Futebol. Ainda que, por vezes, de uma forma não tão acentuada, (quase) todas as ligas têm um leque de clubes que ganham mais do que os outros, geralmente, tendo também mais adeptos e um orçamento superior.

Em Portugal, a diferença dos “três grandes” para as restantes equipas da Primeira Liga é por demais evidente a todos os níveis. Com orçamentos incomparavelmente maiores, adeptos espalhados por todo o país e uma diferença avassaladora no número de conquistas alcançadas, Porto, Sporting e Benfica carregam este rótulo.

Ainda que este fosso entre os maiores clubes nacionais e os restantes seja evidente, a discussão em torno de quem merece ser reconhecido como a quarta potência do futebol português surge, invariavelmente, entre os adeptos.

Em Guimarães há uma Super Taça. Em Braga uma Taça intertoto (além de taças de Portugal para ambos) Fontes:  http://maisguimaraes.pt e http://museuvirtualdofutebol.blogspot.pt
Em Guimarães há uma Supertaça. Em Braga uma Taça intertoto (além de Taças de Portugal para ambos)
Fontes: Maisguimaraes.pt e Museuvirtualdofutebol.blogspot.pt

A resposta mais comum, e mais forte, à luz dos resultados desportivos, é o SC Braga. Desde que António Salvador assumiu a presidência do clube, em 2003, os minhotos terminaram o campeonato no quarto lugar por oito vezes, somadas ao terceiro lugar alcançado em 2011/2012 e o inédito segundo lugar de 2009/2010. Objetivamente, a equipa, agora orientada por Abel, terminou nos primeiro quatro lugares da liga dez vezes, falhando o objetivo em apenas quatro ocasiões.

Os bons desempenhos nas competições europeias são outro bom argumento: com participações na Champions e, sobretudo, bons desempenhos na Liga Europa, com a final de Dublin à cabeça, o sucesso desportivo do SC Braga não tem igual nos restantes clubes “extra-grandes”.

Contudo, e porque não só de resultados se faz o desporto, há outras equipas que merecem destaque. O rival do Minho, o Vitória SC, destaca-se por outra particularidade que distingue os clubes grandes: os adeptos. Contrariamente ao paradigma nacional, a esmagadora maioria dos habitantes da cidade de Guimarães apoia incondicionalmente o Vitória, sem preferência por nenhum dos “grandes”. Esta postura dos seus adeptos, uma das imagens de marca do clube, contribui para uma identidade verdadeiramente digna de um grande.

Portugal 1–1 Estados Unidos da América: venceu a solidariedade!

Cabeçalho Seleção NacionalO segundo jogo de preparação para o Mundial de 2018 na Rússia jogou-se em Leiria, um local, assim como Viseu, que foi bastante fustigado pelos incêndios, e que por isso, levou a que Portugal realizasse lá também um jogo amigável, cuja receita reverteria para as vítimas desses mesmos incêndios. Jogo, portanto, solidário entre a seleção campeã europeia, apurada para o Campeonato do Mundo, e a seleção americana, que, surpreendentemente, não conseguiu apurar-se para a maior competição de seleções do Mundo.

A seleção das quinas apresentou mais uma vez muitas surpresas no onze, entre as quais a estreia de Ricardo Ferreira no eixo defensivo, conseguindo o jogador do SC Braga assim a sua primeira internacionalização.

Ouvidos os hinos, a bola começou a rolar no Magalhães Pessoa.

Os EUA mostraram mais vontade nos primeiros momentos da partida, ao aproveitar alguns erros da defesa portuguesa para rematar à baliza de Beto, ainda que sem perigo.

Ainda antes dos dez minutos, nota para a saída forçada de Pepe. O capitão da seleção lesionou-se, dando lugar a Luís Neto em campo.

Era agora Portugal a tomar a iniciativa do jogo, principalmente através de Gelson Martins e Bruma, Bruma que teve uma grande oportunidade para fazer golo dentro da área, mas que rematou torto, em rosca, novamente para os colegas.

Minutos depois, os americanos voltaram a criar perigo, por intermédio de Adams, e, logo após esse lance, chegaram ao primeiro golo da partida. Lance bem desenhado pelos jogadores dos EUA, que culminou com um bom trabalho individual de McKennie. Dentro da área, o avançado não perdoou e só teve escolher o lado para bater o guardião luso.

O golo sofrido não abalou Portugal, que continuou a sua procura do golo, até que ao minuto 31 conseguiu encontrá-lo, através de Antunes. O lateral, após um passe longo para a esquerda do campo, cruzou de primeira e, com a ajuda de um erro enorme de Horvath, que deixou a bola escapar-se por entre as suas pernas, reestabeleceu a igualdade de marcador. Muito mal o guarda-redes americano neste lance, que momentos após o golo, iria errar novamente, ao quase oferecer um golo a Danilo, passando-lhe a bola em zona proibida.

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Mas o encontro chegou com o empate no marcador ao intervalo, resultado que se ajustava àquilo que tinha sido a primeira metade do jogo, com a intensidade própria de um jogo particular, com menos oportunidades claras de golo, com mais erros, e com um equilíbrio de certa forma também próprio destes jogos que “não contam para nada”, para alguns…

As equipas voltaram para a segunda parte com alterações, uma delas foi a troca de guarda-redes na equipa americana, devido ou não ao “frango” de Horvath no golo de Antunes, e outra foi a entrada de Gonçalo Paciência na equipa das quinas, naquela que foi mais uma estreia na seleção nacional A.

A segunda parte iniciou-se com os EUA por cima da seleção portuguesa. Os americanos estiveram muito perto de marcar golo, mas Beto impediu-o com uma grande defesa. As ameaças americanas não ficaram por aqui, uma vez que pouco depois enviaram uma bola à trave da baliza de Portugal, colocando em sentido a defesa lusa.

Até ao final do encontro, nota para algumas oportunidades de golo, tendo sido a mais perigosa uma bola enviada à trave por Gonçalo Paciência. Mas os EUA também criaram perigo, embora Beto, mais uma vez tenha resolvido o assunto num lance em que desarmou um opositor com os pés, quando este estava isoladíssimo em frente à baliza! Antunes também esteve perto de marcar de longa distância, mas Hamid, o guarda-redes americano na segunda parte defendeu o remate a dois tempos.

Um igual foi o resultado final, num jogo onde o mais importante era a preparação para o Mundial 2018 e a angariação de fundos para as vítimas dos incêndios dos últimos meses. Portugal mostrou bons sinais, assim como os EUA, mas fomos nós, os portugueses, as estar por cima na maior parte do encontro. O resultado podia ter sido favorável aos comandados de Fernando Santos, mas os americanos foram um bom adversário e conseguiram na grande parte das vezes parar as iniciativas atacantes lusas e bloquear o acesso à sua baliza. Termina assim o ano de 2017 para a nossa seleção. Venha agora 2018, e com vitórias e novas conquistas!

Vai haver gasolina?

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fc porto cabeçalhoChegamos a novembro, e se em agosto dissessem que iríamos ter derrotado o campeão francês num jogo fora, vencer o vice-campeão alemão em casa e estar em 1° no campeonato nacional não iria acreditar. Mas aqui estamos, 31 pontos somados em 33 possíveis, 11 jogos, 10 vitórias, 1 empate, 0 derrotas, 30 golos marcados, 4 golos sofridos, números expressivos e impressionantes para um Porto que era considerado por muitos o elo mais fraco da corrida ao título. Liderança consolidada com quatro pontos de diferença em relação ao segundo lugar, e cinco pontos de diferença face ao terceiro classificado.

O FC Porto encontra-se nos 16 avos de final da taça de Portugal, onde defronta o Portimonense SC em casa, logo pode-se assumir um favoritismo para a passagem à próxima fase da competição. Ainda em competições internas o Porto concedeu um empate frente ao Leixões SC no estádio do Dragão, um nulo foi o resultado de um jogo que deixou muito a desejar, no entanto o acesso à final-four ainda é possível, e o Porto irá ter no próximo dia 29 um jogo frente ao Paços que ira ditar se as aspirações portistas face à taça da liga podem continuar vivas ou não.

Na Champions League o acesso para a fase seguinte pode ser carimbado já na próxima jornada, mas para isso o Porto terá que bater os inesperados lideres do grupo, o Besiktas JK, na sua fortaleza turca e o AS Mónaco terá que somar a primeira vitória nesta edição 2017/2018 da Champions League e bater o RB Leipzig. Após um breve apanhado do estado atual da equipa, acho que não nos podemos queixar, as exibições são com qualidade, os jogadores são intensos e todos dão o seu melhor. Mas não creio que estejamos 100% bem, acredito que existem muitos problemas escondidos no plantel que mais tarde ou mais cedo vão-se evidenciar.

Desde o início da época que achei estranhas as nossas opções para ponta de lança, habituado a jogadores com Jackson Martinez e Falcao a brilhar na frente de ataque, agora deparava-me com um ex-vitória de Guimarães e um jogador que até então não tinha dado provas concretas em Portugal de que era um bom ponta de lança.

Além da qualidade técnica não estar no seu melhor em relação a algumas épocas atrás, a própria profundidade da posição também começou muito fraca, a ausência de contratações para o sector e o empréstimo de Rui Pedro para o Boavista fez com que de repente o porto ficasse só com 3 pontas de lança, e quando o sistema de jogo utilizado é um 4-4-2 fazer uma época só com 3 pontas de lança é praticamente impossível. No entanto o trabalho árduo cobriu a falta de técnica e o Porto encontrou em Marega e Aboubakar a dupla letal para chefiar a frente de ataque, mas nem tudo é um mar de rosas, e no ultimo jogo do Porto a contar para a Liga dos Campeões vimos o Marega a contrair uma lesão muscular, e a equipa a ter que alterar toda a sua orgânica pois não tinha mais nenhum ponta de lança no banco (devido a lesão de Francisco Soares), sentiu-se claramente que o Porto não esteve confortável quarta feira, notava-se no posicionamento de todos os jogadores mas principalmente de Aboubakar que aquela situação nunca tinha sido contemplada e que a equipa apresentava serias dificuldades.

Na minha opinião o problema que existe na frente de ataque do Porto é preocupante, e se em novembro o Porto se apresenta como o melhor ataque da liga, muito facilmente em março já foi ultrapassado. Apesar das restrições financeiras devido ao fair-play financeiro da UEFA é incontestável dizer que Sérgio Conceição tem metade de culpa nesta crise de soluções ofensivas, pois o 1M€ que foi gasto na compra de Vaná (quando já existiam 4 guarda redes nos quadros do clube) poderia facilmente ter sido gasto na compra de um ponta de lança que traria mais soluções ao ataque e mais profundidade no banco, provavelmente a vitória na passada quarta-feira poderia ter sido bem mais calma do que aquilo que foi.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

O segundo problema é o caso Casillas, por muito que goste e respeite o José Sá, acho inconcebível conceder-lhe a titularidade quando o plantel possui um jogador da qualidade e experiência do espanhol. O guardião espanhol em 10 jogos sofreu 6 golos (0,60 golos sofridos por jogo) enquanto que o português sofreu 4 golos em 7 jogos (0,57 golos sofridos por jogo), embora se sinta um melhoramento no rendimento de José Sá sente-se claramente a falta da segurança inerente à titularidade de Casillas.

De resto o plantel é todo ele com poucas soluções de segunda linha nas diferentes posições. Existe qualidade, existe trabalho, existe afinco, e na minha curta experiência de adepto de futebol, aprendi que mais do que trabalho e confiança a pedra pilar para a obtenção de um campeonato nacional é principalmente a profundidade, espero que esteja enganado, e que em fevereiro continuemos na mesma posição que estamos agora em Novembro e que em Maio os aliados voltem a encher-se com uma mancha azul e branca para celebrar o tão pretendido titulo, na vitória ou na derrota, seguimos juntos.

 

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

GD Estoril-Praia… e agora?

Cabeçalho Futebol NacionalLonge, bem longe, dos tempos de Marco Silva, dos tempos em que ia à Europa e dos tempos em que tinha jogadores como Jefferson, Licá, Evandro ou Sebá, a equipa do GD Estoril-Praia encontra-se num péssimo momento de forma.

(Doze jogos oficiais, dez derrotas, duas vitórias, vinte e seis golos sofridos, oito golos marcados, duas eliminações – Taça de Portugal e Taça da Liga -, último lugar da tabela e um treinador despedido.)

Um ponto de situação completamente dececionante. Atualmente sem treinador (após o despedimento de Pedro Emanuel), a equipa da linha procura um novo rumo para esta época, sabendo que está já eliminada de duas competições nacionais e que se encontra no último lugar da tabela classificativa em igualdade pontual com a equipa do Moreirense FC.

É então importante percebermos o porquê do mau momento da equipa do Estoril. Analisemos, assim, o plantel dos azuis e amarelos. Como é de conhecimento geral, e muito devido à parceria com a Traffic, o número de jogadores brasileiros do plantel estorilista é bastante elevado (treze…sim, treze!). Neste caso, tal como é normal do jogador brasileiro, o nível tático deixa muito a desejar e é exatamente aí que quero tocar. No meu ponto de vista, a equipa do Estoril Praia deixa muito a desejar no que diz respeito à tática do jogo e a tudo o que ela diz respeito. Aplica, de facto, um jogo pobre, fraco e muito pouco elaborado. Um tipo de jogo muito previsível e fácil de combater.

Associado a este fraco jogo tático, encontramos ainda níveis baixíssimos de entrega e de dedicação ao jogo. Provavelmente por causa dos péssimos resultados, a equipa do Estoril-Praia demonstra pouca vontade em “jogar à bola” e em praticar bom futebol. Acima de tudo, não se vê raça no tipo de jogo praticado pelos jogadores da equipa cascalense.

Fonte: XXX
Fonte: Facebook oficial de Estoril Praia – Futebol SAD

Por fim, e possivelmente o mais importante, um dos fatores também justificativos destes maus resultados consiste no fraco investimento deste verão e, por conseguinte, na falta de qualidade do plantel. Com muito poucos jogadores de créditos formados – dou apenas destaque ao ponta de lança Kléber, que peca muito no ponto de vista disciplinar, e ao veterano guarda redes Moreira -, a equipa do Estoril-Praia apresenta um dos plantéis mais fracos da primeira liga.

Com ainda vinte e duas jornadas pela frente e muita bola para correr, o momento poderia ser bem pior. Contudo, já hipotecados alguns objetivos (ir à Europa ou até mesmo fazer uma “gracinha” na Taça de Portugal, por exemplo), será a equipa do Estoril-Praia capaz de dar um novo rumo ao seu barco e de o levar a bom porto?

Foto de Capa: Fonte: Facebook oficial de Estoril Praia – Futebol SAD

Champion of Champions: Shaun Murphy vence torneio onde esteve presente a elite do Snooker

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Cabeçalho modalidadesO torneio Champion of Champions reuniu, durante esta semana, a elite do Snooker mundial na Ricoh Arena, em Coventry (Inglaterra). Apesar de ser uma prova não pontuável para o ranking, a mesma contou com a participação da nata do Snooker. Do top-10 do ranking mundial, apenas Mark Allen não esteve presente, sendo todos os 16 jogadores presentes membros do top-30 mundial.

Na primeira ronda do torneio, Shaun Murphy, Mark Selby, Ronnie O’Sullivan e John Higgins cumpriram com o esperado, ao vencerem os seus jogos frente a Mark King, Liang Wenbo, Neil Robertson e Antony McGill, respectivamente.

Mais surpreendentes foram as derrotas de Ding Junhui frente a Anthony Hamilton, Barry Hawkins frente a Ryan Day, Marco Fu frente a Michael White e Judd Trump frente a Luca Brecel, belga de 22 anos. O jovem belga voltou a brilhar na segunda ronda, ao eliminar o líder do ranking mundial, Mark Selby, e carimbar o apuramento para as meias-finais. Anthony Hamilton venceu por 6-4 Ryan Day, naquele que era considerado o jogo mais fraco desta fase do torneio.

Ronnie O’Sullivan destruiu John Higgins com uns esmagadores 6-0, enquanto Shaun Murphy cumpriu frente a Michael White, vencendo por 6-4. Nas meias-finais, Ronnie garantiu a sua presença na final sem grandes dificuldades, vencendo Anthony Hamilton por 6-2, enquanto aquele que viria a ser o seu adversário na final, Shaun Murphy, venceu Luca Brecel por 6-4. Uma final com Ronnie O’Sullivan, sétimo do ranking mundial, e Shaun Murphy, quinto do ranking, dois jogadores bastantes experientes nestas andanças, traz sempre muitas expectativas e incertezas sobre o vencedor.

A final do torneio foi disputada entre Shaun Murphy e Ronnie O’Sullivan Fonte: Champion of Champions
A final do torneio foi disputada entre Shaun Murphy e Ronnie O’Sullivan
Fonte: Champion of Champions

Numa final nem sempre bem disputada, com muitos erros de ambas as partes, acabou por ser Shaun Murphy a levar a melhor, vencendo por 10-8.

Ronnie O’Sullivan entrou a todo o gás na partida, colocando-se a vencer por 2-0 sem grandes dificuldades. No entanto, Shaun Murphy demonstrou não estar na Ricoh Arena para ver o Rocket jogar e virou o jogo para um 3-2 a seu favor.

O Rocket voltou a vencer dois frames consecutivos e a recolocar-se em vantagem por 4-3, tendo logo de seguida Shaun Murphy empatado a quatro.

No nono frame, surgiu um dos momentos chave do encontro. Com a partida empatada a 4, sabendo que este nono frame fechava a primeira sessão da final, Shaun Murphy marcou várias bolas seguidas ficando apenas a faltar-lhe embolsar a bola preta para vencer o frame e ir para o descanso na frente (Ronnie estava a ganhar por 54-50 e depois de marcar a preta, Murphy venceria por 54-57). Para espanto de todos os presentes na Ricoh Arena, Shaun Murphy falhou a bola preta, oferecendo o frame a Ronnie. No entanto, quando tudo apontava para que fosse o Rocket a levar este nono frame, Ronnie também falhou uma bola fácil e acabou por ser Shaun Murphy a vencer.

O Fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Semana quase perfeita, contando-se por vitórias quase todos os encontros disputados, com os resultados negativos a serem de certa forma esperados, falando pelo menos no caso do Basquetebol em Cadeira de Rodas. Destacar, de entre os inúmeros e importantes triunfos, a vitória que permite ao Andebol manter a esperança do apuramento na EHF Velux Champions League!

Futebol feminino | Mais um triunfo categórico, agora no reduto do UR Cadima, por 0-6. Primeiro lugar cimentado, em vésperas da recepção ao GD Estoril Praia.

Futsal feminino | Triunfo das Leoas sobre o UA Povoense por 3-0 no início da segunda volta da Zona Sul. Jéssica Cordeiro, Débora Queiroz e Cristiana Costa foram as autoras dos golos que permitiram à turma orientada por Carlos Reis cimentar o segundo lugar da tabela classificativa. Na próxima jornada, a turma de Alvalade desloca-se ao reduto da AR Venda da Luísa.

As leoas do futsal continuam na perseguição do primeiro lugar Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
As leoas do futsal continuam na perseguição do primeiro lugar
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Futsal masculino | Mais dois triunfos fora de portas que consolidam a liderança incontestável da Liga SportZone: 1-3 frente ao Belenenses e 1-8 perante o Unidos Pinheirense. Sábado, pelas 16h00, os comandados de Nuno Dias recebem o Fabril no Pavilhão João Rocha, jogo que antecede a participação dos bicampeões nacionais na Elite Round da UEFA Futsal Cup.

Goalball | Depois de uma primeira etapa da Super European Goalball League 100% vitoriosa, os Leões iniciaram o Campeonato com triunfos claros. A equipa A venceu o CAC por 10-0 e a equipa B teve duplo confronto (12-2 ao CD Fiães e 10-0 ao CCD).

Ténis de Mesa feminino | Derrota por 2-3 frente ao União Sebastianense. Na próxima jornada, as jovens Leoas defrontam o Ala Nun’Álvares.

Choramos contigo, Buffon

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Cabeçalho Liga Italiana

É muito doloroso ver um pai chorar. Como se não bastasse a sua dor, ainda temos que suportar o nosso desamparo. O desamparo de quem vê desabar uma força protetora e que se julgava imperturbável. Se ele chora, nós choramos. Por instinto. Um instinto que nos diz que se ele está assim, é porque algo verdadeiramente triste aconteceu.

Por esta ordem de ideias, ver Buffon chorar, terá feito chorar, também, a Itália futebolística. Afinal, era ele que o ‘Calcio’ tinha como força protetora nos momentos difíceis.

Porém, o momento em que Buffon chorou foi mais do que difícil. Foi insuportável. Foi o momento que confirmou que o último dos 175 jogos disputados com a camisola da sua pátria ficara marcado por um falhanço histórico. Um falhanço que o mundo do futebol ainda não soube interiorzar e que ainda estranha dizer, ouvir, escrever e ler– a Itália não vai estar num Mundial.

Ver Buffon chorar não terá feito apenas chorar a Itália futebolística, e a tristeza ter-se-à estendido ao mundo do futebol contemporâneo. Afinal, temos Buffon como uma força protetora que nos mostra o lado sensato da paixão pelo nosso desporto, teimando em sorrir quando as coisas não correm bem.

Quando ele se descontrolou, e se inundou de lágrimas, foi porque algo verdadeiramente triste aconteceu. E nós, por instinto, chorámos com ele.

Foto de capa: Spostskeeda