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Quesadilha a mais no forno

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E ao terceiro ano Raúl Jiménez não consegue sair do estatuto de suplente. Sim, desta vez não há introdução chiripiti e engraçada. Este é dos temas que me enervam e tiram do sério pela incapacidade existente dos dois lados.

Das duas uma, ou há um complexo entre Jiménez e o Benfica ou o contrário. Nada mais poderá, por esta altura, justificar aquilo que se tem passado com o mexicano. Bem vistas as coisas ele foi das peças mais importantes na conquista dos dois últimos campeonatos.

Por obra e graça do Espírito Santo ele marcou dois golos, em anos diferentes, em jogos contra o Rio-Ave, em Vila do Conde. Esses dois jogos calharam em alturas semelhantes de ambas as épocas e foram os três pontos necessários para o Benfica começar a dar os passos finais rumo ao tri e ao tetra respectivamente.

Até que ponto Raul não é mais jogador que Seferovic ou at+e mesmo Mitroglou? Fonte: Raul Jimenez
Até que ponto Raul não é mais jogador que Seferovic ou até mesmo Mitroglou?
Fonte: SL Benfica

Ponto final. É disto que as pessoas se lembram quando falam do Jiménez e é quando se lembram dele de todo. Mas porquê? Ele é bem mais jogador, combativo, trabalhador, um homem de entrega ao jogo do que o Seferovic por exemplo. Do que o Mitroglou era! A diferença entre o Mitroglou e o Jiménez era o faro para o golo, consequência de um ter mais tempo de jogo do que o outro.

Jiménez custou 22 milhões ao Benfica! Não foram pagos a pronto e na hora, mas é o jogador mais caro do plantel. Como é que uma equipa se dá ao luxo de gastar 22 milhões num ponta-de-lança para apenas usá-lo como suplente ou como titular quando não há mais ninguém ou as coisas estão negras no que diz respeito a lesões? Como?

Frolunda e os outros: os playoffs da Liga dos Campeões de Hóquei no Gelo

Cabeçalho modalidadesJá começaram os playoffs para decidir o vencedor da Liga dos Campeões de Hóquei no Gelo da época 2017-2018. Criada em 2014 pela Federação Internacional de Hóquei no Gelo, a Liga junta os melhores clubes do continente europeu e está dividida numa fase de grupos e numa fase de playoffs a duas mãos, substituindo o Troféu Europeu, que antes se disputava num formato bastante diferente. As três edições já disputadas foram sempre vencidas por equipas suecas, com destaque para o Frolunda HC, finalista vencido em 2014/2015 e vencedor nos dois anos seguintes e, mais uma vez, favorito para o triunfo nesta temporada.

Na primeira fase, oito grupos de quatro equipas permitiram apurar as 16 equipas para os oitavos de final, cuja primeira ronda já está a ser disputada. Mais uma vez, a Suécia mostrou-se bem representada, ao colocar quatro das suas cinco equipas nos oitavos, com a maior surpresa a ser o apuramento em primeiro lugar do seu grupo dos Nottingham Panthers. Os britânicos já haviam vencido a Taça Continental, o troféu europeu de segunda linha, na época passada, tornando-se a primeira equipa do Reino Unido a vencer uma prova europeia, e este ano voltou a fazer história para o Hóquei do seu país.

Analisando, então, o quadro daqui para a frente: as duas equipas finlandesas ainda em prova, JYP e Tappara, lutam para depois defrontar o vencedor da eliminatória entre Kometa Brno e EV Zug. Das quatro, o Tappara, que fez uma fase de grupos de alto nível, é o maior favorito a chegar às semi-finais, mas o JYP leva uma vantagem de dois golos, depois de ter vencido a primeira mão em casa e poderá alcançar a surpresa. Já o Kometa Brno venceu 4-3 em casa para deixar tudo em aberto para a deslocação a Zug.

O quadro dos playoffs Fonte: Champions Hockey League
O quadro dos playoffs
Fonte: Champions Hockey League

Mais abaixo no quadro, o Adler Mannheim e o Brynas IF disputam uma das mais equilibradas eliminatórias, com os suecos a vencerem 2-3 na Alemanha a primeira mão, mas tudo ainda para ser decidido e uma destas duas equipas, candidatas a chegar longe, a ficar desde já pelo caminho. O vencedor defrontará o Malmo Redhawks ou o Ocelari Trinec, com o Malmo a continuar como favorito apesar de ter sido surpreendido por 1-2 em casa pelos checos.

Mesmo tendo um adversário difícil no SC Bern, o Red Bull Munchen continuou a sua boa campanha, venceu fora na primeira volta e começa a afirmar-se como um perigo na competição e, se confirmar a vitória em casa, partirá como favorito para o jogo contra Red Bull Salzburgo ou Vaxjo Lakers, mais um confronto equilibrado que viu os austríacos ganhar em casa 2-1 o primeiro jogo.

Finalmente, os suíços do ZSC Lions estão em pole position para acabar com o sonho dos Nottingham Panthers e defrontar os favoritos do Frolunda nos quartos, depois de vencer 3-1 em casa. Os campeões em título continuam a sua defesa do título de forma impecável e, após não terem sido uma única vez derrotados na fase de grupos, venceram fora o Liberec por 2-3.

Mais uma vez, o Frolunda parte para esta fase final da competição com todo o favoritismo, este ano com os olhos postos em Rasmus Dahlin, um prodígio de apenas 17 anos que é apontado como uma possível primeira escolha do próximo draft da NHL. Entre os adversários, o nível é mais equilibrado. Ainda assim, o Red Bull Munchen tem vindo a afirmar-se e um potencial encontro nas meias-finais seria interessante de acompanhar. Na parte superior do quadro, Malmo Redhawks e Tappara parecem ser as maiores ameaças, mas terão primeiro de ultrapassar a desvantagem em que se ambos se encontram nas suas eliminatórias.

Foto de Capa: Frolunda HC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Vitória FC 0-1 CD Aves: Vitória pobre no Bonfim

Cabeçalho Futebol NacionalA 11ª jornada da primeira liga foi inaugurada no Bonfim, numa noite chuvosa, com o Vitória FC a defrontar o CD Aves.

A primeira parte ficou marcada por um futebol pobre e somente um remate à baliza, por parte de Edinho. De destacar ainda um lance que deixou muitas dúvidas logo aos nove minutos, no qual Gonçalo Paciência cai dentro da área, levando amarelo por simulação. Sem oportunidades ou grande perigo de parte a parte, as equipas recolheram aos balneários com o placar a zeros.

A segunda metade serviu de seguimento à segunda e os número de amarelos (seis, três para cada lado) foi superior ao número de remates à baliza. Costinha criou a melhor oportunidade por parte dos sadinos, mas Quim não facilitou. Num momento de felicidade, o Aves chegou ao golo por parte de Falcão, que, após um canto batido pela direita, cabeceou para o interior da baliza de Trigueira. O Vitória cresceu depois do golo da equipa de Vila das Aves, mas continuou sem conseguir criar oportunidade de golo significativas.

Fonte: Getty Images
Fonte: Getty Images

O esforço de nada valeu aos sadinos que acabaram mesmo por perder frente à equipa de Lito Vidigal que, no fim, ganharam o jogo num lance feliz.

Após o apito final, José Couceiro afirmou ser tempo de refletir e pensar no Vitória, ficando a sensação que está disposto a colocar o seu lugar à disposição.

Plantel do Sporting: De mais equilibrado ao mais “curto”.

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sporting cp cabeçalho 2Muito se tem falado do plantel do Sporting, e principalmente das segundas linhas. A opinião é quase unânime de que o banco do Sporting não está à altura do onze inicial, mas no inicio do campeonato era também unânime que tínhamos o melhor plantel, ou pelo menos o mais equilibrado. Então, o que mudou?

Muitas das opiniões baseavam-se essencialmente pelo número de contratações para cada uma das posições, e principalmente porque nos tentavam “vender” que os adversários mais directos não se haviam reforçado tanto. Ideia essa que sempre refutei, até porque um deles, em número, fez bem mais contratações que nós (já a qualidade é discutível, mas fica para os adeptos deles), e outro viu regressarem jogadores de milhões (alguns proscritos que ficaram apenas porque não podiam contratar novos jogadores), que eram titulares indiscutíveis nos clubes onde jogavam.

Foi este o resultado final com uma equipa do Sporting a meio gás Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal
Foi este o resultado final com uma equipa do Sporting a meio gás
Fonte: Facebook oficial do Sporting Clube de Portugal

A verdade é que temos um bom plantel, e em termos emocionais (minhas emoções) diria que é o melhor, mas em termos práticos será muito difícil afirmá-lo. O que eu sei é que temos um plantel lutador, que deixa tudo em campo mesmo quando os jogos não lhes correm de feição em termos de “nota artística”, e também unido por um objectivo comum apesar de, por vezes, nos quererem vender o contrário.

Depois de dez jornadas cumpridas na primeira liga a dois pontos do primeiro lugar, e quatro na liga dos campeões (um grupo fortíssimo), continuamos com todos os objectivos em aberto nas competições nacionais, e a três pontos da qualificação para a próxima fase da “Champions” (apesar de eu achar mais realista e “lucrativo” em termos desportivos que passemos para a Liga Europa), e tudo isto com um plantel “curto”.

Sporting de gala na “Champions”, antes da receção ao Braga

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Na passada terça-feira, o Sporting Clube de Portugal voltou a fazer mais uma exibição de gala na Liga dos Campeões. No Estádio José Alvalade, os leões empataram a um golo frente ao campeão italiano, a Juventus, em jogo a contar para a quarta jornada da fase de grupos.

Numa grande exibição do Sporting, Jorge Jesus foi forçado a apresentar várias alterações ao “onze”. Ausentes desta partida devido a problemas físicos ficaram os laterais, Cristiano Piccini e Fábio Coentrão, o defesa-central Jérémy Mathieu e o internacional português, William Carvalho. Entraram assim, para o onze titular leonino, Stefan Ristovski, André Pinto, Jonathan Silva e Bruno César.

O Sporting efetuou uma excelente exibição frente à Juventus, em Alvalade Fonte: Sporting Clube de Portugal
O Sporting efetuou uma excelente exibição frente à Juventus, em Alvalade
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Num jogo em que os leões foram extremamente organizados, onde criaram várias oportunidades de golo e conseguiram ter a posse de bola com qualidade, sobretudo na primeira parte, o Sporting foi perfeito em termos da qualidade de jogo que apresentou. Os leões colocaram-se em vantagem à passagem do minuto vinte, pelo brasileiro Bruno César. Na segunda-parte, a “vecchia signora” pressionou o Sporting e procurou chegar à igualdade, tendo conseguido por intermédio de Gonzalo Higuaín, aos 79 minutos.

Na retina ficou uma grande exibição, sendo que o Sporting somou um ponto, estando no terceiro lugar no grupo. Embora seja difícil, os leões podem ainda seguir em frente e atingir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Faltam dois jogos, em casa frente aos gregos do Olympiacos, e em Nou Camp diante do Barcelona. O nível exibicional que a equipa verde e branca apresenta faz com que os sportinguistas acreditem que é possível.

Os 8 jogadores mais perto de chegarem à Primeira Liga

Cabeçalho Futebol NacionalFinalizado que está um quarto desta edição da Segunda Liga, já é possível fazer um balanço dos jogadores que mais perto estão, neste momento, de dar o salto para o patamar superior do nosso futebol e que nunca lá tenham estado, e têm sido alguns, que se têm destacado, mesmo em equipas cuja a posição da tabela classificativa é negativa.

Uma crise que não vai chegar a ser Real

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Cabeçalho Liga Espanhola

Real Madrid tem um estatuto quase inigualável na história do futebol. Considerada a equipa do século, sempre tida em conta como candidata ao que quer que estivesse em disputa, mesmo sem apresentar qualidades para tal. Real Madrid , neste momento, é uma equipa com recursos imensos, e com um plantel em que reúne onze e mais alguns dos melhores praticantes deste desporto. Como sempre foi.

Os seus últimos resultados foram estranhos. Mas antes do resultado teremos de falar de exibições, performances. E antes das últimas, o estado mental dos jogadores, os seus índices motivacionais, o seu empenho e compromisso para com os objetivos delineados pelo clube, que são diretamente proporcionais ao seu investimento constante.

A presente época até correu bem. O Real começou logo na pré-época com confrontos bem quentes, com clubes com as mesmas ambições, colossos, ao fim ao cabo. Um deles foi com o Barcelona, em Miami, em que os blaugrana levaram a melhor. A ter em conta que Cristiano Ronaldo ainda se encontrava a gozar férias. A contar, houve a Supertaça de Espanha. Aí, o Real Madrid deu mostras que realmente era a equipa que demonstrou ser nos últimos dois anos, muito forte, pressionante, dominadora e, acima de tudo, ganhadora. 2-0 no Bernabéu, e 1-3 em Camp Nou valeram-lhe uma vitória expressiva no conjunto das duas mãos, contra um Barcelona ainda em busca do seu melhor nível. Um Real já construído.

Esse Real, que com derrotas contra o Girona e Bétis de Sevilha, empates logo no início do campeonato (Valência e Levante), estes últimos sem Ronaldo, que tinha sido advertido com 5 jogos de suspensão! Esse castigo pode ter comprometido a forma de jogar da equipa, pois tem muito enfoque na busca de CR7 no último terço do terreno, mais propriamente na área. Além disso, Ronaldo é sempre um candidato ao Pichichi, e como os seus objetivos individuais o fazem muito melhor, e consequentemente tornam a equipa mais criadora de oportunidades de golo, mais rematadora, mais goleadora. Esse Ronaldo anda por lá, mas não tão eficaz.

Noto também um meio campo pouco interveniente no jogo. Real nos últimos anos é vista como uma equipa com um contra ataque fulminante, em que se for preciso são logo os três avançados a dar conta do mesmo. Modric, Kroos, principalmente, não têm tido o impato que lhes é característico. No jogo a contar para a Liga dos Campeões, frente ao Tottenham, até penso que o problema não tenha passado por eles. Primeiro, defendo que o Tottenham encontra-se numa fase em que tem de provar o que é. O Real já está farto de provar isso.

Real Madrid marca passo na Champions. A sua sorte é o Dortmund não assustar Fonte: Real Madrid CF
Real Madrid marca passo na Champions. A sua sorte é o Dortmund não assustar
Fonte: Real Madrid CF

O primeiro bicampeão com o novo formato da Champions, campeão espanhol, os seus jogadores predominam no melhor onze do ano para a FIFA, enfim, pouco a provar. Jogam, segundo a minha análise (que vale o que vale), sem o pesado fardo de mostrarem que são capazes de jogar no Real, ou pelo menos, já o mostraram muitas vezes e não é por estarem quatro ou cinco jogos sem se superarem aos oponentes, como é o que é esperado, sejam logo relegados para o banco.

Quanto ao jogo em Wembley frente ao Tottenham, o que tenho a dizer é que foi demérito do Real Madrid, pois a teoria dizia que no máximo dos máximos, o Tottenham venceria por um golo de vantagem. A verdade é que os merengues têm dos melhores plantéis da atualidade, e que são a melhor equipa do mundo em título. E deverão revalidá-lo, se a prática corresponder ao que a teoria faz prever…

“Vinciamo lo scudetto, ok?”

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Cabeçalho Liga Italiana

Recordo-me de, há cinco semanas, ter escrito sobre o arranque de Serie A do Internazionale de Spalletti. Na altura falei mais da organização dentro do terreno da sua equipa. Hoje falo, quase em jeito de comentário, da possibilidade-candidatura dos ‘nerazzurri’ ao ‘scudetto’.

A frase que serve de título a este artigo foi pronunciada por Luciano Spalletti após o Nápoles 0-0 Inter do passado dia 21 de outubro, passando a mensagem de total confiança na sua ‘squadra’.

Se também dias antes escrevi sobre o Nápoles, líder encantador pelo seu estilo, já no caso do Inter, podemos falar de uma equipa com uma organização de jogo que é reflexo da alta inteligência estratégica do seu treinador.

Salvaguardando as devidas distâncias, quer Spalletti quer Maurizio Sarri têm percursos de carreira nalguns aspetos idênticos, desde logo têm a mesma idade (58 anos), e têm ambos percursos ascendentes desde divisões secundárias do futebol transalpino, embora Spalletti já tenha vencido fora de Itália, ao serviço do Zenit de São Petersburgo.

Mais importante dos dados coincidentes entre os dois ‘allenatori’ é o facto de ambos ainda não terem conquistado o título italiano. No caso de Spalletti é o título que lhe falta no país natal, no caso de Sarri, seria o primeiro da carreira.

Contudo, sem querer perder-me neste exercício de coincidências, não esqueçamos Lazio (com um Simone Inzaghi a querer afirmar-se ainda mais como treinador) e Juventus (a não querer ceder na sua hegemonia de hexacampeão) logo no encalço, ambas as formações um ponto atrás do Inter e a três do Nápoles.

Voltando ao Inter, que é o assunto deste artigo…provavelmente é e será a grande oportunidade de Luciano Spalletti arrecadar o ‘scudetto’ depois de tentativas falhadas na Roma.

Não existe camisola para vencer os jogos difíceis e outra para os jogos fáceis”, escreveu Spalletti após a última vitória pela margem mínima (2-1) sobre o Hellas Verona Fonte: FC Internazionale
Não existe camisola para vencer os jogos difíceis e outra para os jogos fáceis”, escreveu Spalletti após a última vitória pela margem mínima (2-1) sobre o Hellas Verona
Fonte: FC Internazionale

Já na sua apresentação em junho, o treinador tinha indicado o 4x2x3x1 como o sistema que privilegiaria enquanto forma mais racional de ocupar o espaço de jogo. É o que tem promovido. Muita organização. Não marca golos como outros candidatos, mas sofre poucos, à boa maneira italiana.

Na 9ª jornada, no jogo já aludido, o Inter mostrou argumentos para fazer frente ao atual líder (e foi em Nápoles) pois a sua consistência defensiva e contra-ataques clínicos podem fazer mossa.

9 vitórias e 2 empates nas 11 rondas do campeonato até agora fazem os adeptos lembrar-se de registos ‘mourinhescos’ e suspirar pelo regresso à glória, a erguer o troféu que parece bem distante desde 2010. A fechar, não esquecer o dado que pode igualmente assumir destacável importância: o Inter, em 2017/18, não disputa as competições europeias.

Que dizer, por fim, sobre a candidatura do Inter a vencer a Serie A?  “Vinciamo lo scudetto, ok?” Palavra de treinador!

 Foto de Capa: FC Internazionale

Tudo tem um fim

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Não é fácil, é o terminar de uma etapa da vida que durou anos e, por vezes, décadas. É perceber que já não se tem as características precisas para fazer algo com a qualidade que se espera. A vida é assim, e o futebol não é exceção. Não é assim, Luisão?

Alguns apreciadores de futebol afirmam que a idade não tem de ser vista como um impedimento no futebol, porque além das limitações físicas que naturalmente acarreta, traz também a experiência que em muito momentos é necessária. Porém, e como na vida, o futebol também evolui e hoje já não é necessário jogar quinze, vinte anos para se ter a experiência de que se fala. O futebol é já quase uma ciência e todos os pequenos detalhes são abordados e vividos desde muito cedo, o que permite aos jogadores serem mais experientes cada vez mais novos.

Por isso, e com todo o respeito por quem o merece, acredito que o capitão benfiquista já não é o jogador indicado para ser titular indiscutível numa equipa que, segundo o presidente, se quer afirmar como uma das grandes da Europa. Nem a experiência de que se podia fazer valer tem sido visível para que o desempenho do jogador tenha sido o esperado. Não perceber isso é não conseguir colocar de lado a admiração que se tem pelo jogador, nem atentar apenas à parte objetiva do jogo.

Luisão é uma lenda viva do SL Benfica Fonte: Instagram Oficial de Luisão
Luisão é uma lenda viva do SL Benfica
Fonte: Instagram Oficial de Luisão

“Ah, mas o futebol não é uma ciência exata”. Correto, não podia concordar mais, mas aquilo em que Luisão pode ser essencial não tem de passar pelo facto de estar dentro de campo. Uma vez no banco e no balneário pode transmitir aos seus colegas toda a sua experiência, e ser uma mais valia ao nível dessa parte subjetiva do futebol. Ser o reflexo das pretensões do clube dentro do plantel, ser o motivador nos momentos menos positivos da equipa ou ser o rosto do equilíbrio nos momentos de maior enfase desportivo é um trabalho que Luisão pode continuar a fazer no backstage.

Entendo que analisar o caso de Luisão por estes parâmetros e não mencionar e enaltecer tudo aquilo que Luisão já fez pelo clube – o golo ao Sporting que foi um passo gigante para a conquista do campeonato ou o golo ao Liverpool já na fase a eliminar da Liga dos Campeões – pareça algo insensível, mas, pelo contrário, é precisamente por ter na memória todos esses momentos que defendo que o tempo de Luisão como titular chegou ao fim. Forçar a sua continuação só vai colocar à vista de todos as fragilidades consequentes da sua idade.

529 jogos, e 45 golos marcados, depois, a equipa necessita de arranjar substituto para aquele que foi, e é, talvez o jogador mais importante do clube desde a mudança do milénio. Contudo, não será fácil nem tão rápido como se quer acreditar,  jogadores como Luisão não aparecem de um dia para o outro. Que tal Rúben Dias?

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Polémica dos “olés” analisada

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O texto desta semana visa um tema que nestes últimos dias tem feito correr muita tinta nos jornais desportivos portugueses: o teor das declarações do treinador do Futsal Azeméis Ricardo Canavarro sobre os “olés” vindos das bancadas do pavilhão da Luz aquando do encontro entre águias e oliveirenses, num encontro que terminou com um parcial de 7-1 favorável aos encarnados. O que no início parecia ser um discurso de defesa aos seus jogadores rapidamente se transformou num monólogo em que o técnico se perdeu em argumentos e procurou disparar em todos os sentidos possíveis e imaginários.

Ora, eu dou-lhe razão na parte em que ele se refere ao comportamento menos correto para com os seus atletas por parte de alguns adeptos, sendo inclusivamente humilhante para com pessoas que conjugam as suas vidas profissionais com a prática desta modalidade, e tal nunca é fácil, pois todos os conjuntos nestas condições merecem e devem ser respeitados pelos emblemas totalmente profissionais e seus associados, nunca se gritando “olé” a cada passe efetuado pelos seus jogadores.

Agora, o timoneiro do Futsal Azeméis também esteve mal ao criticar o comportamento dos jogadores nos jogos perante o Sporting CP, pois eles não mereciam tal crítica por parte de Canavarro.

O treinador do Futsal Azeméis errou ao colocar em causa a atitude profissional dos jogadores do Benfica perante o seu grande rival Fonte: Futsal Clube Azeméis
O treinador do Futsal Azeméis errou ao colocar em causa a atitude profissional dos jogadores do Benfica perante o seu grande rival
Fonte: Futsal Clube Azeméis

Aliás, o SL Benfica tem uma equipa em construção, que ainda não está perfeitamente entrosada e que só com o avançar das semanas vai chegar a um nível mais próximo do que aquilo que os leões valem atualmente, pois já jogam quase de “olhos fechados” e além disso têm um plantéis mais fortes e equilibrados da Europa e porventura do Mundo, só com um pequeno problema: a média de idades no plantel leonino é superior a 31 anos.

Os encarnados também possuem um plantel fortíssimo só que é menos experiente e ainda está em formação, pelo que nos próximos anos poderemos voltar a ter o clube da Luz a dominar o futsal português. Tudo depende do que o conjunto leonino faça para inverter essa tendência, até porque esta aposta na experiência tem a ver com a “obsessão” da direção do clube verde e branco em ser campeão da Europa. Já esteve perto, pois este ano só foi travado na final, mas mal a turma do leão consiga (esperemos que sim, era uma excelente notícia para o futsal português) esse objetivo a preocupação com o futuro e a sustentabilidade voltarão a ser abordados com toda a preocupação e seriedade.

Voltando ao tema principal deste texto, e peço desculpa por ter divagado um pouco, é que o discurso de Ricardo Canavarro é absolutamente certeiro até certo ponto. Deixa de o ser quando o técnico usa um tom jocoso quando se refere aos jogos entre Sporting e Benfica, aí a sua intervenção deixa de ser acertada e até deixou no ar um certo mau perder do treinador português.

Foto de Capa: Futsal Clube Azeméis