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O 11 mais valioso de jogadores que nunca foram internacionais ‘A’

Ora vejamos: o Transfermarkt elaborou um onze com os jogadores mais valiosos da atualidade que ainda não representaram as suas seleções principais.

Eu, mais curiosa do que as senhoras que passam o dia atarefadas a “estender roupa”, nas janelas de Alfama, tive mesmo de ir espreitar e chutar o meu “bitaite”.

Além de afirmar que acredito piamente que todos os atletas mencionados, mais cedo ou mais tarde, terão a sua oportunidade, há algo mais a dizer antes de começarem o interrail que vos vai levar a conhecê-los.

Reflitamos brevemente sobre o aumento do número de pessoas a habitar este planeta, o desenvolvimento da tecnologia e a consequente velocidade louca com que se propaga a informação. “Are we there yet”? Boa!

Sabem o que é o melhor no meio disso tudo? É que a palavra “individualidade” não deixou de existir. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, fomos, somos e seremos sempre únicos.

Assim é na vida, assim é no futebol. Não há jogadores iguais. E não obstante a quantidade enormíssima de jovens que amam o futebol como nós, mas que têm mais jeito com os pés do que eu, há sempre lugar para todos. E todos os caminhos são válidos.

Importa é desfrutar da paisagem e chegar, demore lá o tempo que demorar.

Este Galo é de briga

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Está consumada a dobradinha para o Clube Atlético Mineiro. Uma temporada memorável para o Galo Mineiro, que não teve equiparação até hoje, para os alvinegros de Belo Horizonte. Para chegar à grande final, deixou para trás as equipas de Remo, Baía, Fluminense e Fortaleza. Sempre com vitórias, excetuando o jogo da segunda mão, com o Baía – modelo de dois jogos, que, de resto, a competição leva até ao fim, sem o efeito de os golos fora valerem por dois, em caso de empate.

Na final da competição, o Galo enfrentou o Athletico Paranaense, ex-equipa do técnico português António Oliveira – filho do grande senhor do futebol nacional, Toni – e esmagou o “Furacão” (apelido dos paranaenses) por claros 4-0, deixando a viagem até Curitiba como uma espécie de mera formalidade. Este placard no jogo um da final, para se ter bem a noção da importância, foi inédito na história da Copa do Brasil. Nunca nenhuma equipa tinha alcançado tal proeza.

Apesar de o campeonato ter sido pífio para o “Furacão”(14.º classificado no Brasileirão), o Athletico (do Paraná) logrou vencer a Copa Sul-Americana – equivalente à Liga Europa. Foi a segunda, em quatro anos, o que não confere um triunfo de somenos. Garantiu, com esta vitória, a presença na Libertadores do ano vindouro. Depois do despedimento de Toni Júnior, foi o técnico Alberto Valentim, quem passou a orientar o Clube, que tem como casa o moderno Estádio da Arena da Baixada – um dos anfiteatros presentes no Mundial 2014.

Final é final e não podemos desmerecer o percurso do Athlético Paranaense nesta Copa do Brasil, que se consubstanciou numa semifinal emotiva com o Flamengo: depois de ter empatado a dois golos em Curitiba, o “Furacão” atropelou o congénere Carioca por 0-3, em pleno Maracanã (com público, diga-se, e uma expulsão para os forasteiros). Para trás, havia deixado Avaí, Goianiense e Santos.

Portanto, como se costuma dizer, não há favoritos numa final. Pelo menos era o que se pensava antes do jogo do Mineirão, onde Hulk, Keno e o chileno Eduardo Vargas (bisou) destruíram por completo a esquadra, que veio do sul do país. Hulk vive um dos maiores momentos da carreira. Artilheiro do Brasileirão e junta também o título de melhor marcador na Copa do Brasil. Em estado de graça.

Na segunda mão, o Atlético Mineiro voltou a vencer os paranaenses, agora fora de casa. O placard foi de 1-2, favorável aos alvinegros. Num jogo controlado, onde a equipa da casa viu dois golos serem (bem) anulados. Apesar de tudo, foi uma partida controlada por parte dos visitantes, fruto do conforto, que trazia da primeira contenda. Keno e Hulk, os suspeitos do costume, fizeram os golos da vitória, em duas belas jogadas de futebol. Jaderson reduziu para os visitantes, já perto do fim.

O Galo volta agora a cantar novamente a plenos pulmões. Passados, sensivelmente, 15 dias da grande conquista do Campeonato Brasileiro de Futebol, o Galão junta Campeonato e Taça, numa proeza rara; numa temporada onde faltou, apenas, a conquista da Libertadores da América, sucumbindo nas semifinais. Deste modo, o alvinegro mineiro “mata dois coelhos de uma cajadada só”: sempre acusado de ser um Clube sem bicampeonatos, pode, agora, negar veementemente essa provocação

dos adversários. Se a isto juntarmos a conquista do Campeonato Estadual de Minas Gerais, podemos dizer que o Atlético Mineiro fez o triplete; ou, como gostarão agora de provocar os atleticanos o seu eterno rival (Cruzeiro) – a “Tríplice Coroa”.

Este Galo é mesmo o dono da fazenda. Soltou bem forte o seu cacarejar de macho para avisar todos os adversários de que ele está ali para mandar. E não é muito prudente enfrentar um Galo briguento, forte e vingador.

FC Porto 1-0 Rio Ave FC: Até por feijões já se jogou mais

A CRÓNICA: DUAS EQUIPAS A DEIXAREM O TEMPO PASSAR

Quarta-feira às 21h00. FC Porto já eliminado da Taça da Liga. Rio Ave FC com a maior prioridade sendo a subida à Primeira Liga. Obrigatoriedade de apresentar teste negativo à covid-19 para entrada no estádio. Todos os ingredientes perfeitos para uma noite sem grande emoção no Estádio do Dragão, com “meia dúzia de gatos pingados” nas bancadas.

E a primeira metade apresentou aos 4433 adeptos nas bancadas exatamente aquilo que se esperava. As duas equipas a jogarem a um ritmo muito baixo, poucas oportunidades. Resumindo: um jogo a feijões.

Sérgio Oliveira teve perto de marcar num remate de longe, Corona devia ter aberto o marcador por duas vezes depois de bons passes de Fábio Vieira (o único mais interessado na partida), e pouco mais aconteceu.

Numa segunda parte que seguiu na mesma toada, e que mais serviu para dar estreias – para além de Cláudio Ramos, João Marcelo e Zé Pedro de início, entraram ainda Bernardo Folha, Gonçalo Borges e João Mendes – a partida só teve alguma emoção à passagem do minuto 82.

Uma confusão na defesa portista deixou o ataque vilacondense com um dois para um, que rapidamente que se tornou numa situação de 1v1 entre Zé Manuel e Cláudio Ramos. O guarda-redes estreante, que ainda não tinha praticamente tocado na bola, faz a defesa da noite (é certo que não foram assim tantas) para negar o golo dos visitantes.

E no contra-ataque consequente, os azuis e brancos saem de forma rápida, e com recurso a um ressalto já dentro da pequena área, Pepê, lançado do banco na segunda metade, inaugura o marcador de cabeça.

E ficou-se por aí num jogo que, nada mais nada menos, serviu apenas para cumprir calendário. Sem emoção, quase sem adeptos, e com um único golo solitário.

A FIGURA

FC Porto Rio Ave FC Fábio Vieira
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Fábio Vieira – o jovem médio português parecia o único realmente interessado na partida e fez verdadeiramente um jogo imaculado. Poderia ter facilmente acabado os 90′ com três assistências, não fossem falhas perante o guarda-redes de Corona e Toni Martínez. Fábio continua a mostrar que não há ninguém no plantel do FC Porto que defina tão bem quanto ele o último passe. Para além do jogo com bola, fez um jogo altamente interessante também do ponto de vista defensivo.

O FORA DE JOGO

FC Porto Rio Ave FC Corona
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jesús Corona – está irreconhecível. É uma pena enorme ver a evolução do nível do mexicano no dragão. Outrora o melhor jogador em Portugal, agora parece não estar minimamente interessado em jogar futebol ao mais alto patamar. Falhou golos em dois lances, incluíndo uma perdida de baliza aberta num ressalto.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Pela segunda partida consecutiva, a equipa de Sérgio Conceição, hoje liderada por Vítor Bruno no banco de suplentes, apresentou-se em 4-3-3. Toni Martínez na frente, Francisco Conceição e Corona de cada lado, com Fábio Vieira e Sérgio Oliveira os interiores. Bruno Costa era o médio mais recuado.

Era precisamente pelo médio português que regressou ao FC Porto esta temporada que a equipa começava a construir, com os dois outros médios mais posicionados entrelinhas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos (5)

Nanu (5)

João Marcelo (5)

Zé Pedro (5)

Manafá (5)

Bruno Costa (6)

Sérgio Oliveira (6)

Fábio Vieira (7)

Corona (4)

Francisco Conceição (5)

Toni Martínez (5)

SUBS UTILIZADOS

Danny Loader (5)

Pepê (6)

Gonçalo Borges (6)

Bernardo Folha (-)

João Mendes (-)

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Já o Rio Ave FC de Luís Freire chegou ao Estádio do Dragão com a sua estrutura de sempre – 3-4-3. Mas as peças usadas pelo jovem treinador português poderiam também ser as de um 4-4-2 ou 4-2-3-1. Isto porque são apenas usados dois centrais, com o terceiro a ser Sávio, um lateral-esquerdo de origem, e Fábio Ronaldo a fazer o flanco esquerdo todo.

Do outro lado, o lateral-direito avança para fazer de ala-direito. Os dois médios fazem a ligação do setor defensivo aos três da frente, com Pedro Mendes centrado, Ukra e Zé Manuel como os extremos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Vieira (5)

Alhassane Sylla (4)

Ângelo Meneses (5)

Renato Pantalon (5)

Sávio Alves (5)

Fábio Ronaldo (5)

João Graça (5)

Rúben Gonçalves (5)

Ukra (4)

Zé Manuel (4)

Pedro Mendes (4)

SUBS UTILIZADOS

Vítor Gomes (5)

Joca (4)

Costinha (5)

André Pereira (-)

Nuno Namora (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Nenhum elemento da equipa técnica do FC Porto compareceu à conferência de imprensa

Rio Ave FC

BnR: De acordo com as diferenças óbvias entre as equipas, era uma das coisas boas que podia levar daqui a manutenção dos seus princípios, a tentar sair a jogar como fez durante períodos de tempo, e também da importância dos jogadores jovens que hoje alinharam num palco como este?

Luís Freire: Foram vários jogadores que jogaram pela primeira vez no Dragão, e fico muito feliz como treinador que os vejo todos os dias a vê-los neste palco. Agradado pela oportunidade deles, e pela exibição. Esta Taça da Liga era muito difícil para nós, mas ganhamos ao Varzim, fizemos um bom jogo frente ao Santa Clara, mas estamos satisfeitos.

SL Benfica 3-0 SC Covilhã: De Lisboa a Leiria são três saltinhos serranos

A CRÓNICA: RAFA E DARWIN DEITARAM ABAIXO AS CERRADAS LINHAS DOS SERRANOS

O Queijo da Serra também tem buracos. Aproveitou tais buracos o SL Benfica para se colocar na final-four da Taça da Liga 21/22, deixando os serranos e Vitória SC fora da competição. As águias aguardam agora o desenrolar da partida no Estádio do Bessa, entre Boavista FC e SC Braga – um destes conjuntos será o adversário dos encarnados.

O SL Benfica precisava de marcar três golos e, como tal, a única oportunidade (dupla) dos primeiros 20 minutos pertenceu ao… SC Covilhã. Aos 19´, um remate forte do capitão Gilberto, às portas da área benfiquista, obrigou Helton a ceder canto.

Do canto a nova oportunidade de golo foram dois toques: bola batida para a zona da pequena área e cabeceamento de Jô. Valeu aos encarnados a trave da baliza estar aos regulamentares 244 cm de distância da relva.

Felizmente para os primodivisionários, as que vão à trave não contam. Contam, sim, as que entram e aos 28 minutos entrou a primeira. Livre descaído para a esquerda. Apelativo para um bom batedor. Todavia, com Grimaldo de fora, escasseavam os bons batedores no onze das águias. “Olha, vai jogada estudada”, pensou João de Deus. E pensou bem.

A bola foi tocada para Pizzi que tocou para Gonçalo Ramos. O formando do Benfica Campus só teve que tocar para o lado para servir o parceiro de ataque, Haris Seferovic, deixando desde logo o guardião serrano fora do enquadramento. Desta vez, o suíço marcou. Quem não marcou foi Ramos, cara a cara com Léo. O brasileiro saiu bem da baliza e fez uma grande mancha.

Uma grande mancha… mas não tão grande como a de Tembeng. O médio do SC Covilhã viu o amarelo aos 19 minutos e tomou-lhe o gosto. Terá pensado: “se gostei do amarelo, do vermelho ainda devo gostar mais”. Aos 39´, numa dividida com Everton, acabou por pisar o brasileiro e Gustavo Correia deu-lhe o cartão encarnado a provar.

A águia baixou sobre a Serra e aproximou-se em voo rasante da baliza covilhanense. Não obstante, até intervalo nada digno de registo surgiu e foi com um 1-0 no marcador que as equipas recolheram aos balneários.

O carro encarnado (esta noite, longe de ser um Ferrari) veio dos balneários com uma nova caixa de velocidades (Rafa), um novo carburador (Paulo Bernardo) e um novo motor (Darwin), mas precisou de 23 minutos para ir dos zero aos cem. Todavia, foi graças a Rafa e Darwin que alcançou velocidade cruzeiro.

Aos 67´, o português conquistou uma grande penalidade em duelo com Gilberto – com algum infortúnio para o capitão covilhanense, que parece ter escorregado – e o uruguaio converteu-a. Ora bem, em velocidade cruzeiro é sempre mais fácil. Cinco minutos volvidos e vantagem ampliada – alcançava o SL Benfica os três golos de que necessitava.

Desta feita, a dupla em destaque não destaque não foi a de Darwin e Rafa, mas a de Darwin e Léo. “Eu vim de longe, de muito longe”, cantava a bola chutada por Darwin a caminho da baliza serrana.

O guardião forasteiro fez questão de a receber não de braços abertos, mas de pernas abertas. O esférico atravessou o Túnel da Serra da Estrela e do outro lado encontrou as redes.

O SL Benfica “puxou” de um balde com água morna e deixou o jogo em banho-maria até final – o resultado servia-lhe. O 3-0 não mais saiu dos placares do Estádio da Luz e o SL Benfica garantiu que terá uma visita de estudo a Leiria em janeiro.

 

A FIGURA

Serranos SL Benfica SC Covilhã
Darwin foi fulcral para bater os serranos
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Darwin Núñez – É uma distinção entregue um pouco por exclusão de partes. Nos entrefolhos de um jogo de sentido único, o avançado uruguaio acabou por entrar para ser o “melhorzinho”. Fez dois golos e ajudou Rafa a agitar o jogo. Não fez muito mais, é certo, mas ninguém fez. Darwin acaba por dar seguimento aos três golos alcançados em Vila Nova de Famalicão (com mais brilhantismo) e soma cinco em duas partidas.

 

O FORA DE JOGO

Serranos SL Benfica
Tembeng foi expulso e facilitou a tarefa aos encarnados
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Tembeng – O SC Covilhã foi a Lisboa cumprir calendário, mas o médio camaronês de 30 anos não cumpriu sequer o horário de trabalho. Foi convidado a sair aos 39 minutos, com um vermelho direto e um amarelo sob o seu nome. Obrigou os colegas a um esforço extra por força da sua curta e infantil exibição e deixou a sua equipa, a seis minutos do intervalo, com uma serra para escalar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A turma benfiquista apresentou-se para este jogo num 3-5-2/5-3-2. No ataque posicional dos encarnados, percebia-se que Meïté era o elemento de meio-campo que desempenhava funções mais defensivas (até sair ao intervalo), resguardando as costas de Taarabt e Pizzi.

Desta forma, o médio marroquino e o médio português podiam movimentar-se em terrenos mais avançados e entre as linhas defensiva e média dos serranos, possibilitando que ambos dessem asas à criatividade e colocassem em prática (sobretudo Pizzi) a boa capacidade de decisão no último terço que possuem.

Com as entradas de Paulo Bernardo e Rafa ao intervalo – para os lugares de Meïté e Pizzi -, o SL Benfica conseguiu sufocar ainda mais o adversário, tendo mais qualidade com bola pelos pés de Paulo Bernardo e tendo mais um jogador de vocação iminentemente ofensiva (Rafa) no auxílio a Ramos e Darwin.

Na frente, Gonçalo Ramos e Seferovic eram fiéis a si mesmos – o primeiro mais móvel, o segundo mais fixo. Pelas alas, Everton jogava pela direita e Gil Dias pela esquerda.

Ambos têm feito carreira nos corredores contrários (maioritariamente), sendo os movimentos de fora para dentro característicos de ambos, mas jogando no corredor “do seu pé” os dois futebolistas tinham ordens para contrariar essa tendência e procurar a linha de fundo.

Fazia sentido, uma vez que com três médios em campo as águias conseguiam povoar o meio-campo de forma suficiente e conquistar essa porção de terreno com alguma facilidade, não necessitando de movimentos interiores dos alas. Todavia, Everto e Gil Dias acabaram mesmo por trocar de lado.

Na linha de três, foi Tomás Araújo o central pela direita, Morato o pela esquerda e Ferro foi o elemento do meio. Era notória a teoria traçada por Jorge Jesus/João de Deus para os centrais: saída com bola e procura vertical dos homens da frente. Na prática, nem sempre aconteceu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Everton (5)

Tomás Araújo (5)

Ferro (5)

Morato (4)

Gil Dias (5)

Meïté (3)

Taarabt (5)

Pizzi (6)

Gonçalo Ramos (5)

Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Bernardo (6)

Rafa (7)

Darwin (8)

Yaremchuk (4)

André Almeida (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Leonel Pontes escalou a sua equipa num 4-5-1 muito híbrido. Jô era o primeiro a defender e o mais perigoso a atacar. A linha de cinco no meio-campo desmontava-se com regularidade, uma vez que era comum um dos elementos saltar na pressão sobre os homens da primeira fase de construção do SL Benfica, auxiliando assim o seu avançado.

A expulsão de Tembeng obrigou os serranos a cerrarem ainda mais as suas linhas e baixarem e compactarem o seu bloco. A linha de cinco começou a surgir com mais frequência na defensiva.

Assim, do 4-5-1 inicial o SC Covilhã passou a ver-se mais em 5-3-1, ainda que por vezes, sobretudo quando tentava esticar a equipa na pressão, se dispusesse em campo num 4-4-1.

Num jogo em que os serranos não tiveram muita posse e, por inerência, não usufruíram de ataque posicional, e num jogo em que a turma de Leonel Pontes teve que alterar a sua postura a sensivelmente meio do jogo, a única constante do seu alinhamento tático-estratégico foi o homem da frente, isolado na pressão e nas raríssimas saídas para o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo (4)

Jean Felipe (4)

Héliton (6)

Jaime Simões (4)

David Santos (4)

Gilberto (5)

Sena Yang (4)

Tembeng (2)

Arnold (4)

Devid Silva (5)

Jô (6)

SUBS UTILIZADOS

André Almeida (5)

Felipe Dini (4)

Ryan Teague (4)

Ahmed Isaiah (4)

Tiago Moreira (-)

 

NBA | O melhor 5 da Semana: Uma mescla de juventude e Kevin Durant

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NBA | O melhor 5 da semana, artigo do bola na rede sobre NBA

5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 7 a 14 de dezembro.

Esta seleção será realizada todas as terças-feiras.

Foto de capa: NBA

Um Sporting sem desculpas. Nem com Covid, lesões ou bichos papões

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Um Sporting competente e sem desculpas 

Todos sabemos que o futebol é um meio cheio de grandes egos, que apenas conseguem ver virtudes, e encontram sempre nos outros as desculpas para os próprios insucessos. Não é um defeito apenas do futebol, mas da maioria dos seres humanos, principalmente os que não têm a coragem de reconhecer os seus defeitos e limitações.

Ora, no Sporting a primeira maior virtude foi reconhecer as suas próprias limitações, aceitá-las e fazer delas forças. Porque ao reconhecermos que temos um problema estamos sempre mais perto de o conseguir resolver.

Assim, o sporting, ao reconhecer que tem um plantel mais curto, e com menos valores individuais tornou-se uma melhor equipa, capaz de ombrear e mesmo superar formações de grandes individualidades.

E quando reconhecemos que não poderemos entrar com soberba em jogos contra os ditos mais fracos, esperando que um ou dois dos nossos “craques” resolva através da sua qualidade individual, percebendo que nunca será individualmente que conseguiremos ganhar um jogo colectivo, e conseguindo incutir isso aos nossos jogadores, será mais fácil convencê-los a jogar como equipa.

Todos sabemos, assim como os jogadores, que há uns com mais qualidade que outros, mas ao termos um treinador que faz questão de não elevar nenhum jogador acima de todos os outros, fica claro que teremos um colectivo forte, e que todos se sentirão importantes a determinado momento.

É por isso que vemos tantas vezes Ruben Amorim falar sobre os aspectos que determinado jogador pode melhorar logo após um excelente jogo, e enfatiza todas as virtudes e margem de evolução de um jogador que teve um jogo menos positivo, conseguindo assim manter todos focados, em que ninguém fique nas nuvens achando-se o maior ou fique desmotivado e descredibilizado.

Ter um grupo forte é sempre mais importante que um aglomerado de estrelas. Porque o todo é maior que a soma das partes. E o Sporting vale pelo todo, onde o único culpado pelos desaires é o treinador, e os únicos “culpados” pelas conquistas são os jogadores, a equipa.

Tudo isso gera confiança, dos jogadores no que o treinador lhes pede para fazer, e em si próprios. E quando se confia na própria competência, não há necessidade de culpar acontecimentos externos ao grupo.

O Sporting não se desculpou, na época passada, logo no início, com os casos positivos de COVID, tendo mesmo originado a eliminação, pelo LASK LINZ, das competições europeias. Assumiu apenas um objectivo não cumprido.

Assim como também não se ouvem desculpas por ficar sem o nosso melhor central para jogos tão importantes e difíceis (O Neto quis lembrar os mais desatentos que está lá, e não é só para fazer número. É uma sorte ter um 13 destes no plantel).

E continuamos a não ouvir desculpas depois de mais dois casos positivos. Não ouvimos porque o treinador conta com todos, e prefere valorizar a qualidade de quem vai jogar na posição de quem está impedido de ajudar a equipa.

O Sporting não se desculpa com lesões. Nem mesmo quando esteve várias semanas a jogar sem o nosso melhor marcador, ou mesmo agora que ficou privado do médio defensivo em melhor forma no futebol português (Palhinha não relaxes que o Ugarte está a querer varrer-te do 11).

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting já não tem a desculpa de perder campeonatos baseado na teoria de que não é possível ganhar com uma equipa assente nos valores da academia, porque já o conseguiu, mesmo quando já se colocava em causa a qualidade dos jogadores a formar em Alcochete.

O Sporting já nem precisa de se desculpar com a fatídica época natalícia que ameaçava tornar-se uma tradição.

O Sporting já não sente necessidade de se desculpar ou culpar outros pelos seus insucessos porque está a ser competente dentro de campo, e acredita no que está a construir. E é assim que deve ser. Devemos ter sucesso pelo nosso esforço, pela nossa competência, pela nossa qualidade e nunca apontando o dedo a terceiros como desculpa de um retrocesso no nosso caminho.

Que o caminho continue a ser de sucesso, e que os elementos externos ao Sporting muito frequentes no futebol português que tanto fazem questão de se atravessar no nosso trilho para nos tentar fazer tropeçar sejam sempre menores que a nossa competência em fazer um trabalho de excelência e vitorioso.

E agora, na Champions, qual irá ser a desculpa para o Sporting?

Depois do que ditou o sorteio, temos agora uma boa desculpa para sermos eliminados (Ah, porque é o City do Guardiola), mas acredito que com este treinador e estes jogadores não iremos fugir às nossas responsabilidades e seremos competentes, seja qual for o desfecho.

Tremer, não trememos. Em último caso chamamos o Xandão. Mas desculpas nunca. Essas chutamos de calcanhar para dentro da baliza.

 

FC Porto x Rio Ave FC: Dragões a feijões

Antevisão: FC Porto em poupanças, Rio Ave FC com ténues esperanças

O jogo desta quarta-feira, no Estádio do Dragão, que irá opor o FC Porto ao Rio Ave FC deverá ser um dos jogos com menos interesse desta última jornada da fase de grupos da Taça da Liga.

ARREDADOS DA FINAL-FOUR, OS DRAGÕES RECEBEM UM RIO AVE QUE PRECISA DE VENCER PARA SEGUIR EM FRENTE. CONSEGUIRÁ O FC PORTO VENCER SEM SOFRER GOLOS? APOSTA COM A BWIN!

Isto porque o FC Porto está já arredado da competição e o Rio Ave FC, que milita na segunda divisão do nosso futebol, para aspirar a seguir em frente, está obrigado a marcar pelo menos três golos na casa do atual líder da Primeira Liga.

Posto isto, não é crível que deste jogo advenham as principais surpresas desta última jornada. E assim sendo, deverá mesmo ser o Santa Clara, que bateu o FC Porto por 3-1 nos Açores e empatou a duas bolas com os vilacondenses, a marcar presença na Final Four.

Continua, portanto, a malapata do FC Porto na Taça da Liga. Apesar de uma época bastante positiva, foi mais uma vez esta a primeira competição a vergar os dragões.

Sérgio Conceição deverá fazer alinhar uma equipa totalmente renovada e composta por jogadores menos utilizados. Pode, até, dar-se o caso de jogadores com Danny Loader ou Gonçalo Borges, que alinham na equipa B poderão, terem uma hipótese de jogar.

E pode residir aí, no facto de os adeptos portistas poderem ver e avaliar alguns jogadores que raramente jogam, o principal (quiçá único) motivo de interesse do jogo.

Para o Rio Ave FC, após a descida de divisão na época passada, é uma oportunidade de regressar a um dos maiores palcos portugueses e aproveitar as ausências de peso na equipa adversária para tentar uma exibição e um resultado perfeitos e históricos.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Na 15.ª edição, o FC Porto volta a não ser capaz de vencer a Taça da Liga;
  2. A última vez que o Rio Ave FC bateu o FC Porto foi em Abril de 2004;
  3. Só por duas vezes o FC Porto perdeu com o Rio Ave FC na sua história;
  4. O Rio Ave FC é o atual 4.º classificado da Segunda Liga;
  5. O último jogo entre ambas as equipas, disputado no Estádio do Dragão, resultou numa vitória por 2-0 dos azuis e brancos;
  6. É o 10.º jogo de Sérgio Conceição, enquanto treinador do FC Porto, frente ao Rio Ave FC;
  7. Nos 9 jogos anteriores, o treinador portista venceu 7 e empatou 2;
  8. A única vez que o Rio Ave FC bateu o FC Porto na condição de visitante foi em dezembro de 1981;
  9. Nos jogos disputados entre ambas as equipas, marcaram-se, até ao momento, 189 golos. Os azuis e brancos apontaram 154 contra os 35 dos verdes e brancos;
  10. As equipas já se defrontaram por 3 vezes na Taça da Liga, sempre com vitória portista.

JOGADORES A TER EM CONTA

Pepe FC Porto Rio Ave FC
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Pepê (FC Porto) – O atacante brasileiro foi a contratação mais cara da época portista. O FC Porto pagou 15M€ ao Grémio de Porto Alegre pelo seu passe ainda antes da época passada terminar. Sem grande utilização até ao momento, Pepê deverá ter, neste jogo, uma boa oportunidade para começar a confirmar os créditos que traz do país do samba.

FC Porto Rio Ave FC Gabrielzinho
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gabrielzinho (Rio Ave FC) – O avançado (também ele brasileiro) é um dos jogadores do plantel vilacondense que transita do ano passado e é, atualmente, o melhor marcador da equipa na Segunda Liga. Rápido e tecnicista, poderá ser a principal dor de cabeça para a defesa portista.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto (4x4x2): Marchesín, Manafá, Fábio Cardoso, Mbemba, Zaidu; Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Corona, Pepê; Toni Martínez e Danny Loader

Treinador: Sérgio Conceição

“É um contexto novo, ou seja, o de termos um jogo para disputar numa competição em que já estamos de fora. Sendo assim, estou muito focado na partida seguinte, com o Vizela. Mas antes vamos entrar em campo para representar o FC Porto num compromisso de caráter oficial, que devemos encarar com responsabilidade e seriedade, fazendo tudo para vencê-lo.”

RAFC (4x3x3): Jonathan; Pedro Amaral, Aderlan Santos, Alhassane, Hugo Gomes; Guga, Vítor Gomes, Joca; Zé Manuel, Gabrielzinho e Aziz.

Treinador: Luís Freire

“Não há que vender ilusões. Vamos ao Dragão disputar o jogo e fazer o melhor. Não há dúvidas de que a nossa prioridade é a subida à Liga 2. A Taça da Liga é para ir até onde formos capazes.”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-1 RIO AVE FC

Manter a veia goleadora | SL Benfica x SC Covilhã

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Taça da Liga: quarta-feira, 19H, 15 de dezembro de 2021

ANTEVISÃO: VEIA GOLEADORA PARA MARCAR TRÊS GOLOS E CHEGAR À FINAL FOUR

Podia-se pensar que a amostra patética dada no Derby Eterno abanaria as fundações competitivas das águias.

ÁGUIAS RECEBEM BEIRÕES À PROCURA DO PASSAPORTE PARA A FINAL-FOUR DE LEIRIA. A ODD PARA A VITÓRIA DO SL BENFICA SEM SOFRER GOLOS ESTÁ BASTANTE BOA! APOSTA COM A BWIN!

Por enquanto nada se notou e talvez tenha até servido como um agitador – ou despertador – emocional para a equipa, que depois da hecatombe em plena Luz conseguiu garantir a chegada aos Oitavos da Liga dos Campeões e uma vitória categórica em Famalicão.

O jogo com o Sporting serrano, esta quarta-feira (19h), surge com um desafio único pelas circunstâncias que o envolvem: em espécie de modo desafio habitual nos videojogos, ao SL Benfica caberá entrar em campo sabendo de antemão que só uma vitória por mais de três golos – fruto do goal average do Vitória SC  – lhe dará o acesso à Final Four da Taça da Liga.

À equipa beirã caberá o papel ingrato de corpo presente e alvo de uma pressão asfixiante desde o primeiro minuto, não existindo reais motivações para sair da Luz com algo positivo além da experiência única de jogar num estádio com tanta história.

veia SL Benfica Darwin Nuñez SL Benfica
Os encarnados terão de manter a veia goleadora para passar à final four
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

O Sporting Clube da Covilhã já não tem hipóteses de se qualificar e presume-se que não será desta que a crise (não se registam triunfos há nove jogos) acaba.

Leonel Pontes foi taxativo na antevisão do encontro, quando falou em “grande oportunidade para jovens jogadores poderem mostrar as suas qualidades, é uma oportunidade para outros, mais maduros, poderem jogar no Estádio da Luz e, portanto, nós estamos entusiasmados com o jogo, sabendo da dificuldade“.

Depois de perder com o Vitória SC na primeira jornada (2-0), a oportunidade bem conquistada pelos serranos (que ultrapassaram duas eliminatórias, frente a Trofense e Mafra) de poder estar na fase final da competição esfumou-se com o empate entre vimaranenses e benfiquistas.

Do lado encarnado, Jorge Jesus é alguém ciente das dificuldades que as circunstâncias matemáticas vão impor à sua equipa. “É um objetivo que não é fácil, mas aceitamos que temos criatividade ofensiva para desbloquear a defensiva do SC Covilhã e irmos à procura de fazer mais do que dois golos (…) Sabemos que não vai ser fácil, porque vamos ter de jogar no limite tático, mas isso está pensado e foi trabalhado…”.

Jesus também deu a sua opinião sobre a principal condicionante técnica na preparação do jogo: o esforço físico a que estão expostos Vertonghen e Otamendi – o argentino foi confirmado pelo técnico como ausente, principalmente depois dos infelizes acontecimentos que afetaram a vida privada do jogador.

Surge então a oportunidade para as segundas linhas do eixo defensivo – Ferro, Morato e Tomás Araújo, referidos pelo técnico como as soluções equacionadas.

O jogo será arbitrado por Gustavo Correia, vinculado à AF Porto e que já esteve presente em três jogos da 1ª Liga em 2021-22.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O SC Covilhã não ganha desde o dia 25 de Setembro (ou seja, há 9 jogos, nos quais se contabilizam cinco derrotas), quando afastou o Idanhense da Taça de Portugal na segunda eliminatória – e o cenário piora em relação à Liga Sabseg, na qual os beirões não conhecem o sabor da vitória desde 15 de Agosto (segunda jornada).
  2. Esta má fase traduz-se na instabilidade a nível técnico – Leonel Pontes é o terceiro treinador da temporada, depois de Wender (13 jogos, com cinco vitórias e quatro empates) e Filipe Rocha “Filó” (4, nenhum triunfo).
  3. Jô Batista é o melhor marcador do conjunto, com 6 golos. Juntamente com Diogo Almeida e André Almeida, é também um dos elementos com mais participações (19 jogos).
  4. Membro consolidado do segundo escalão português – que disputa ininterruptamente desde 2008-09 – regista a última subida à Liga principal na longíqua época de 1986-87. Voltou à origem rapidamente, quando se classificou no último posto da Primeira Divisão 1987-88.
  5. Em jogos contra o SL Benfica, registo nada famoso: em 42 confrontos, o SL Benfica levou a melhor por 30 vezes. A última vitória serrana foi em… 1961-62. O score total de golos é 131-44 a favor dos encarnados (média superior a 3 golos por jogo).
  6. Em visitas à Luz, acentua-se o desnível competitivo: nenhuma vitória do Sporting beirão, 18 triunfos do SL Benfica em 20 jogos.
  7. Jorge Jesus defrontou por três vezes o próximo adversário: empatou a um com o seu Felgueiras em 1996-97, venceu com o seu Estrela na Amadora em 2002-03 e venceu com o SL Benfica por 2-3 no Complexo Desportivo da Covilhã em 2014-15 (hattrick de Jonas).
  8. O último confronto data, porém, de 2019-20, quando o SL Benfica de Bruno Lage foi à Serra comprometer o seu apuramento para a próxima fase da Taça da Liga, não indo além de um empate a uma bola.
  9. Gedson, Pizzi, Taarabt e Alex Grimaldo serão os únicos possíveis repetentes desse encontro. Se compararmos com o confronto de 2014-15, Pizzi figura desta vez junto a André Almeida como únicos sobreviventes.

10. Do lado do Sporting da Covilhã, voltam a encontrar o SL Benfica dois elementos: Jaime Simões e Gilberto Silva. Joel Vital quase chega a fazê-lo, mas o experiente defesa retirou-se dos relvados no início de Dezembro (ainda cumpriu três jogos em 2021-22).

 

JOGADORES A TER EM CONTA

veia SL Benfica Taarabt
Taarabt esteve em bom plano frente ao FC Famalicão
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Adel Taarabt (SL Benfica) – Depois da entrada triunfal em Famalicão, o fantasista marroquino terá jogo à medida das suas capacidades e será essencial na criatividade benfiquista.

Dependente da abordagem adversária, o seu posicionamento no relvado ditará a sorte da equipa de Jesus – como segundo homem do meio ou mais adiantado, Adel será um dos responsáveis pela boa forma encarnada na descoberta de brechas no bloco contrário.

 

Diogo Almeida (SC Covilhã) – Com passagem pelas equipas secundárias do SL Benfica, Diogo assume-se como um dos grandes destaques da equipa de Leonel Pontes, atuando como apoio ao ponta-de-lança Jô Batista.

Terá grande estímulo ao atuar num Estádio da Luz que nunca pisou apesar de pertencer aos quadros do clube – além da visibilidade do jogo, no qual uma boa exibição poderá chamar à atenção de emblemas do principal escalão.

XI´S PROVÁVEIS

SL Benfica: Vlachodimos; Lázaro, Almeida, Ferro, Morato e Gil Dias; Weigl e Taarabt; Pizzi, Everton e Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“Se tivermos de ir para o risco total, vamos, porque os jogadores do Benfica sentem-se bem nessa forma. Estão habituados”.

 

SC Covilhã: Leonardo; Jean Filipe, Tiago Moreira, André Almeida, Jaime Simões e Lucas Barros; Ryan Teague, Gilberto Silva e Jorge Vilela; Diogo Almeida e Jô Batista.

Treinador: Leonel Pontes

“Provavelmente, será evidente que o adversário nos irá empurrar para a nossa área. Temos de defender muito bem, tentar jogar um bocadinho mais subidos no terreno, sem nos metermos dentro da baliza, e tentarmos sair pontualmente em contra-ataque, aproveitar o espaço que o Benfica eventualmente pode dar”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 5-0 SC COVILHÃ

Óscar Góis: «Em Abu Dhabi devia ter sido como em Baku: bandeira vermelha»

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Concluído o último Grande Prémio de Fórmula 1, o Bola na Rede TV foi dedicado à incrível temporada da categoria rainha com a participação de um convidado especial: Óscar Góis, narrador das provas de Fórmula 1 na Eleven Sports.

De regresso a uma casa que bem conhece, Óscar Góis esteve à conversa com o nosso painel e deixou as suas considerações sobre a temporada. Para quem não viu (antes de mais, fez mal, porque deve ter estado atento), aqui fica um pequeno apanhado do que foi discutido (apanhado esse que não vai incluir a luta Lewis Hamilton e Max Verstappen, bem como a opinião sobre como devia ter sido decidido a polémica do acidente de Nicholas Latifi, esse deixamos para ser visto no YouTube do Bola na Rede TV).

Começando por Sergio Pérez. O mexicano, que no ano passado estava na Racing Point, chegou a ter a possibilidade de não ter qualquer lugar na grelha deste ano, devido à chegada de Sebastian Vettel e à manutenção de Lance Stroll na equipa que se passou a chamar Aston Martin. E para Óscar Góis, é claro. A Red Bull chamou Pérez porque queria fazer de Max Verstappen campeão do mundo.

Mesmo tendo acabado em DNF, a corrida de Pérez em Abu Dhabi é provavelmente “a segunda melhor corrida” do piloto, depois de Sakhir em 2020. A defesa de Pérez a Hamilton nas voltas 20 e 21 foi destacada, num ano em que Pérez não foi sempre consistente, mas sempre que precisou de ajudar Verstappen, fê-lo.

A corrida de Yuki Tsunoda (AlphaTauri), bem como o fim de carreira de Kimi Räikkönen (Alfa Romeo), também foram destacados.

Pelo lado negativo de Abu Dhabi, o painel assinalou o facto de Valtteri Bottas não ter conseguido ser útil para a estratégia da Mercedes, tal como Pérez foi para a Red Bull. O outro finlandês da grelha, Kimi Räikkönen, não conseguiu fazer uma última corrida da carreira assinalável, abandonado inclusive. Também Charles Leclerc (Ferrari) e Daniel Ricciardo (McLaren) estiveram abaixo das expetativas, em carros que prometiam prestações superiores.

Falando da época em geral, Óscar Góis destacou Carlos Sainz (Ferrari) como uma das figuras do ano. Sendo a sua primeira época na Ferrari, foi quinto no campeonato, atrás dos pilotos da Red Bull e Mercedes. Um segundo lugar no Mónaco, três terceiros na Hungria, Rússia e Abu Dhabi e ainda sem qualquer abandono, algo que poucos pilotos podem dizer.

Na mesma ordem de ideias, a Ferrari mereceu um destaque positivo pela sua consistência durante a temporada, com um piloto novo e outro ainda jovem. Subiram do sexto para o terceiro lugar no campeonato de construtores e eliminaram as dificuldades que normalmente sentiam na estratégia de corrida. Menções positivas também para a AlphaTauri e para a Williams.

Nas desilusões, Óscar Góis preferiu não incluir nenhum rookie nesta categoria, mas acabou por falar de Lance Stroll. O canadiano, que vai na sua terceira época ao serviço da Aston Martin (mesmo contando com os anos em que a equipa tinha outros nomes), terminou nove pontos atrás de Sebastian Vettel, que se destacou com três top-5, um deles um segundo lugar em Baku (podia ser outro na Hungria, mas o alemão foi desclassificado pela questão do combustível).

Apesar de uma boa corrida no Catar, com um sexto lugar, Stroll não se conseguiu destacar. Nas equipas, a Alfa Romeo terminou no nono lugar do campeonato de construtores, um resultado abaixo das expetativas tendo em conta os motores Ferrari. Kimi e Giovinazzi foram fazendo o que podiam, mas o carro não tinha andamento, levando mesmo a equipa a terminar atrás da Williams, que não pontuou em 2020.

No fundo, foi sensivelmente uma hora e 45 minutos bem passados, a discutir aquela que foi uma grande, grande época de Fórmula 1, cuja competição vai agora de férias e regressa em 2022. No próximo ano haverá novos regulamentos, novos pilotos nas equipas e talvez os mesmos candidatos ao título. Para quem ficou curiosidade, a conversa pode ser vista no YouTube do Bola na Rede.

Nem a pandemia deteve o Imparável Samurai | Saltos de Esqui

Era após a estreia do austríaco Jan Hoerl na galeria de vencedores na Taça do Mundo de Saltos de Esqui, feito esse obtido em Wisla na Polónia, que os destemidos “homens pássaro” voltavam à ação. O local para mais um fim-de-semana de emoções fortes seria a cidade alemã de Klingenthal.

A estrutura que acolheria o certame seria a moderníssima Vogtland Arena, um trampolim que tem a particularidade de ter uma rampa mais curta, o que leva a que o impacto aquando da aterragem seja mais suave, facto pelo qual serve de base de treino para algumas das seleções mais renomadas da modalidade.

O trampolim era ligeiramente maior que o até agora enfrentado pelos atletas na presente edição do campeonato, visto que estávamos em presença de um K140 que via o K-Point estar localizado aos 125 metros, sendo que a melhor marca aqui voada datava de 2011 e era pertença do já retirado Michael Uhrmann da Alemanha que realizara 147.5 metros.

De referir que o “cardápio” a ser servido durante os três dias de competição incluiria: a qualificação para a prova individual de sábado, a respetiva competição e ainda mais uma qualificação realizada domingo, instantes antes de novo apronto individual.

Realce-se ainda dois fatores que poderiam influir com o decorrer do evento e posterior resultado: primeiramente e à semelhança do ocorrido em outros eventos desportivos, devido ao agravamento da situação pandémica no país, as bancadas estariam despidas, algo que também parece vir a ser uma realidade durante o Torneio dos Quatro Trampolins.

Em segundo lugar, as baixas temperaturas sentidas que poderiam dar origem a uma acumulação excessiva de neve nas calhas do magnífico recinto.

De saudar o regresso à atividade do “samurai”, Ryoyu Kubayashi, que cumprira um período de 15 dias de quarentena após contrair infeção de COVID-19 depois de conquistar o triunfo no primeiro dia de ação em solo finlandês.

Tudo arrancaria na sexta-feira, dia em que 62 participantes de 19 nações tentariam carimbar de forma segura e sem sobressaltos a presença na prova  a “doer” do dia seguinte.

Numa ronda que viu os registos serem realizados do portão 15 e em que o vento, ora atribuindo penalizações ora bonificações, nunca foi fator perturbador do normal funcionamento da disputa.