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CD Santa Clara 1-0 Vitória SC: Os Bravos Voltaram

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A CRÓNICA: OS TRÊS PONTOS MAIS DESEJADOS

As portas do Estádio de S. Miguel abriram, num final de tarde, duma sexta feira friorenta, para a 15ª. Jornada da Primeira Liga.

Será um duelo intenso uma vez que o CD Santa Clara ocupa o 16º. Classificado da tabela classificativa, e necessita dos 3 pontos para poder respirar um pouco fora da zona de perigo. Já o Vitória FC ocupa o 7º. Lugar e procura manter e distanciar-se dos seus adversários.

Soava o apito inicial e a partida começava com um Santa Clara a tentar marcar posição por aproveitar qualquer falha para chegar à baliza de Bruno Varela, no entanto, este estaria atento e conseguiria manter-se seguro. Mas o Vitória não se deixaria ficar por aí e acabava por tentar responder a esse atrevimento por pressionar e tentar chegar à baliza dos açorianos.

Aos 8 minutos, após um canto batido por Rafael Ramos, o Santa Clara voltaria a atacar, com João Afonso a cabecear para as redes do vitória.

Uma oportunidade clara de golo viria aos 19 minutos, através dum bonito passe de Lincoln para Cryzan, este tenta rematar mas a bola acaba por passar por cima da baliza, e fica no ar a vontade de marcar.

Metade da primeira parte já havia passado e o ritmo acalmava. Por um lado,  os Bravos Açorianos marcavam posição no jogo, ao induzir o Vitória ao erro e, por sua vez, a conseguir chegar com maior facilidade à baliza do Vitória e, mantendo maior posse de bola.

Seria Lincoln, através duma bonita abordagem, faz um passe certeiro para Rui Costa que inaugura o marcador  fazendo-se, assim, justiça entre a exibição e o resultado. Ainda antes do cair do pano, Cryzan cabeceia mas a redondinha acaba por sair ao lado.

Energias recarregadas e a segunda parte começava. O Vitória permanecia um pouco apático e sem grande energia. Já o Santa Clara mantinha alguma da energia apesar de uma postura algo faltosa e com algumas falhas na definição.

Num clima de calmaria, a partida acabava por se centrar a meio campo com a equipa da casa a atentar manter o resultado e a procurar alguma oportunidade para alterar o marcador. Como forma de segurar o resultado, os vermelhos e brancos acabariam por tentar manter a posse de bola.

Ainda aconteceram alguns momentos de tensão mas a equipa estava segura e manteve as emoções no sítio e conseguiram, de forma exemplar, conquistar os três pontos, saltando, assim, para 11º. lugar da tabela.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Lincoln – O brasileiro foi um autêntico quebra cabeças para a defensiva vimaranense. Assumiu a batuta do jogo ofensivo encarnado e fartou-se de pincelar qualidade e classe no terreno. Foi dos seus pés que saíram as melhores oportunidades dos açorianos.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF

Handel – O jovem vitoriano passou ao lado da partida, acumulou maus passes e más decisões. Um jogo a esquecer.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O CD Santa Clara alinhou-se com o esquema tático 4-3-3. Tiago Sousa, técnico interino dos encarnados, manteve o já habitual 4-3-3 do Santa Clara embora com ligeiras mudanças.

Marco Pereira foi o guardião das redes encarnadas que, à sua frente, contou com quatro homens. Rafa Ramos como lateral direito, João Afonso e Mikel a fazer dupla na defesa e Paulo Henrique a substituir o castigado Mansur. Morita atuou como elemento mais recuado no centro, peça importante na construção de jogo, junto com Lincoln.

Anderson Carvalho atuou com maior liberdade no terreno, sendo fundamental, principalmente, nas zonas mais recuadas. Na frente, Cryzan jogou mais solto pelas alas, Jean Patric foi o homem responsável pela aceleração da equipa e Rui Costa foi o homem mais avançado da equipa.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (5)

Rafael Ramos (4)

Mikel Villanueva (3)

João Afonso (3)

Paulo Henrique (3)

Lincoln (Sagna 88’) (6)

Anderson Carvalho (3)

Hide Morita (4)

Rui Costa (Bouldini 71’) (4)

Cryzan (Ricardinho 70’) (4)

Jean Patric (Boateng 76’) (4)

 

SUBS UTILIZADOS

Ricardinho (Cryzan 70’) (3)

Bouldini (Rui Costa 71’) (3)

Boateng (Jean Patric 76’) (-)

Néné (Lincoln 89’) (-)

Pierre Sagna ( Rafa Ramos 89’) (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITORIA SC

 

A equipa do Vitória alinhou-se com o esquema tático 4-3-3- Pepa manteve-se fiel ao seu esquema tático predilecto: 4-3-3. Bruno Varela, guardião vimaranense, foi secundado por uma linha defensiva composta por quatro homens.

Na lateral direita atuou João Ferreira, na esquerda Rafa Soares e no eixo central Mumim fez dupla com André Amaro.

No miolo do terreno, Handel foi o elemento mais recuado, junto com André Almeida, ficando Tiago Silva mais solto no meio.

Na frente, três homens de ataque. Edwards mais vertical e encostado pela ala, Rochinha a explorar posições mais interior e Oscar Estupiñan como a referência ofensiva.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Bruno Varela (2)

João Ferreira (4)

Amaro (3)

Abdul Mumin (3)

Rafa Soares (3)

Tiago Silva (Ricardo Quaresma 46’) (3)

Handel (Nicolas Janvier 60’) (4)

André Almeida (Alfa Semedo 70’) (3)

Marcus Edwards (Rúben Lameiras 70’)(3)

Estupiñan (4)

Rochinha (Bruno Duarte 61’) (4)

 

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Quaresma (Tiago Silva 46’)

Nicolas Janvier (Handel 60’) (3)

Bruno Duarte (Rochinha 61’) (3)

Alfa Semedo (André Almeida 70’) (5)

Rúben Lameiras (Marcus Edwards 70’) (4)

 

BnR na CONFERÊNCIA

 

CD SANTA CLARA

BnR: A exibição de hoje contrastou com a semana atípica que a equipa viveu. O que disse aos seus jogadores para os motivar?

Tiago Sousa: A mensagem interna foi a união. É na adversidade que nos unimos e somos uma familia. Se apontarmos para objetivos diferentes não vamos conseguir chegar ao nosso objetivos. Precisamos de união. Disse para pensarem nos 3 anos e meio que tiveram aqui, acreditarem em tudo o que desenvolveram até agora para poderem dar resposta a uma grande equipa.

 

VITÓRIA SC

BnR: O Vitória SC apresentou-se amorfo no momento da recuperação da posse e na reação ao golo sofrido. O que faltou à sua equipa hoje?

Pepa: Faltou tudo. Hoje desperdiçamos 90 minutos. Não fomos iguais a nós próprios no  nosso processo ofensivo. Costumamos fazer muito ruído, presença na área.

O Santa Clara foi melhor que nós do primeiro ao último minuto. Ganharam todo os duelos individuais. Temos de fazer mais e melhor. Não tivemos com a energia que é costume.

Não podemos estar a desperdiçar 90 minutos, perder 3 pontos. Temos de sair do campo com a sensação que demos tudo.

Sporting CP: Voltar a fazer história perante o “City”

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Sporting CP x Manchester City: Os destinos voltam a cruzar-se

O sorteio dos “oitavos” da Liga dos Campeões ficou marcado, pelo erro nos potes que ditou a repetição do mesmo, com a UEFA a assumir o erro. Depois de um emparelhamento que ditou a Juventus FC como adversário do Sporting CP, no sorteio que se realizou posteriormente, o oponente dos leões irá ser o Manchester City.

O Sporting Clube de Portugal chegou aos “oitavos”, após classificar-se em segundo lugar no grupo C, deixando pelo caminho os turcos do Besiktas e os alemães do Borussia Dortmund. A equipa liderada por Ruben Amorim, somou 9 pontos, com três vitórias, nas seis jornadas da fase de grupos. O grupo C acabou por ter como líder a equipa dos Países Baixos, o Ajax FC.

O adversário dos leões na próxima eliminatória da Liga dos Campeões, foi o primeiro classificado no grupo A, ultrapassando o Paris SG, que foi o segundo classificado e deixando fora da principal prova de clubes europeia, o RB Leipzig e o Club Brugge. Neste grupo A, o City liderado por Guardiola, somou 12 pontos, quatro vitórias e duas derrotas.

O Manchester City é reconhecido como um dos fortes candidatos a vencer a Liga dos Campeões, tendo um plantel de enorme qualidade e um dos melhores treinadores do mundo.

The Chammmmpionnnssss 🎶

O adversário dos Leões nos oitavos-de-final da @ChampionsLeague é o @ManCity! 🦁#UCLdraw #UCL pic.twitter.com/WqaqDHXolf

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) December 13, 2021

O campeão inglês soma neste momento, 18 vitórias, três empates e cinco derrotas, em 26 jogos disputados, sendo o líder da Premier League. Nas outras competições – Taça da Liga e Supertaça – os “citizens” não obtiveram o suceso habitual, sendo derrotados pelo Leicester City, na Community Shield e na Carabao Cup, a serem eliminados pelo West Ham.

Pep Guardiola tem um plantel recheado de craques à sua disposição, avaliado em 1.08 mil M €, entre os quais se destacam. Kevin De Bruyne, Ilkay Gundogan, Riyad Mahrez, ainda os três portugueses – Ruben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva – ainda o reforço para esta temporada, uma das transferências que marcaram o último verão, num negócio a rondar os 117.50 M€, Jack Grealish.

Esta é a segunda vez que o Sporting CP enfrenta o Manchester City nas competições europeias. Na temporada 2011/2012, os leões liderados por Ricardo Sá Pinto, eliminaram o favorito, City nos “oitavos” da Liga Europa. Tendo vencido em Alvalade por 1-0, com o célebre calcanhar de Xandão e perdendo por 2-3 em Manchester, com a agora extinta regra dos golos fora, o Sporting seguiu em frente na prova.

A equipa leonina está a fazer uma boa temporada, contabilizando 20 vitórias, dois empates e três derrotas, em 25 jogos disputados. O Sporting CP encontra-se na liderança do campeonato, está nos “oitavos” da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal, na “final-Four” da Taça da Liga e já conquistou a Supertaça.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por isso, o Sporting CP liderado por Ruben Amorim poderá surpreender na principal prova de clubes da Europa, mas para isso terá de rubricar dus exibições de excelência, com Esforço, Dedicação e Devoção. Mas é possível voltar a fazer história frente ao Manchester City, não há equipas invencíveis e os orçamentos não vencem jogos.

“QUEREMOS QUE O SPORTING CP SEJA UM GRANDE CLUBE, TÃO GRANDE COMO OS MAIORES DA EUROPA” (José Alvalade)

Kane, a retrospetiva de uma carreira lendária | WWE

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Ao longo das diferentes épocas e fases, a WWE testemunhou inúmeras estrelas que capturaram a imaginação dos fãs e alcançaram o auge da modalidade. Mas, independentemente de seu sucesso, apenas alguns permaneceram icónicos na memória dos fãs. Glenn Jacobs, também conhecido como Kane, é uma dessas estrelas da WWE.

Kane lutou no circuito independente antes de chegar à WWE em 1995, onde seria inicialmente conhecido por Isaac Yankem e até mesmo como o falso Diesel, depois de Kevin Nash se ter mudado para a WCW. Infelizmente, estas suas primeiras experiências não tiveram a notoriedade esperada.

Em 1997 acabaria por finalmente encontrar o sucesso, desta feita na rivalidade com Undertaker, na qual desempenhou o papel do irmão do “Deadman”.

O desenvolvimento da personagem veio muito antes de sua estreia, quando o manager de Undertaker, Paul Bearer, traiu-o, começando a sugerir a chegada de Kane à antiga WWF. Por meses, o público foi alimentado com a ideia do meio-irmão de Taker, que procurava vingar-se do “Prince of Darkness” depois de este ter causado o incêndio que vitimou a sua família quando eram crianças.

Uma narrativa que, embora possa parecer algo exagerada para os tempos atuais, serviu na perfeição para deixar os fãs empolgados com a futura aparição desta entidade misteriosa.

Mourinhos vs. Guardiolas T2/EP5: O sorteio da Liga dos Campeões e Liga Europa

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mourinhos vs guardiolas, PODCAST do bola na rede

MOURINHOS VS. GUARDIOLAS, O TEU PODCAST DE ANÁLISE DOS TEMAS MARCANTES DA ATUALIDADE!

No quinto episódio do “Mourinhos vs. Guardiolas” fazemos o rescaldo do polémico sorteio da Liga dos Campeões e, claro, também do sorteio da Liga Europa. Que futuro terão as equipas portuguesas?

Fica com a quinta edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

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Sergio Aguero | 5 grandes momentos de um goleador intemporal

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Sergio Aguero anunciou, em lágrimas, a retirada do futebol, aos 33 anos, devido a problemas cardíacos: “Os médicos disseram-me que o melhor era deixar de jogar e tomei a decisão há dez dias. Fiz tudo o que era possível para ver se havia alguma esperança, mas não havia muita”.

“El Kun” encerra, assim, uma carreira que começou no Club Atlético Independiente. Passou pelo Club Atlético de Madrid, pelo Manchester City FC e terminou numa curta estadia no FC Barcelona. Ao longo deste percurso, fez 429 golos num total de 788 jogos.

Em jeito de homenagem, vamos olhar para os melhores momentos da carreira de Aguero, recheada de passagens icónicas.

«Um profissional de futebol nunca é livre. Nós somos animais competitivos» – Entrevista BnR com Hélder Guedes

 

Professor Neca entrevista À BnR Queria jogar no Real Madrid CF, mas foi pelo Club Atlético de Madrid que esteve a um passo de assinar. Hélder Guedes acabou por fazer carreira em terras lusitanas e arábicas – e diz-se feliz, ainda que as saudades da competição sejam muitas. Em Portugal foi acarinhado pelos adeptos, que por vezes são mais problema do que solução e alimentam a ideia de que os futebolistas são máquinas. Não são: são pessoas e, no final, “o que interessa é a pessoa”. Ah, e hoje é um dia muito especial para ele…

 «Luís Castro proporcionou-me uma estreia no Dragão frente ao FC Porto, que jamais será esquecida»- Luís Guedes

Bola na Rede: Boa noite, Guedes! 17 de dezembro de 2005. 70 minutos de jogo no Estádio do Dragão. O FC Porto, que ano e meio antes estava a sagrar-se campeão europeu, vence o FC Penafiel por 3-1, em partida da Primeira Liga. Luís Castro, treinador dos durienses, retira de campo Bruno Amaro (autor do golo forasteiro) e lança em campo um jovem de 18 anos formado no clube chamado Hélder Guedes. A minha questão é: o que é que se celebra mais na casa Guedes – o 25 ou o 17 de dezembro?

Hélder Guedes: Boa noite! Efetivamente foi uma data muito forte mesmo, mas não chega para substituir a data do 25 de dezembro. Contudo, o 17 será uma data jamais esquecida!

Bola na Rede: Ainda se lembra da última frase que Luís Castro lhe dirigiu antes desta prenda de natal antecipada que foi estrear-se no futebol sénior e na Primeira Liga?

Hélder Guedes: Recordo-me exatamente como se fosse hoje. Além de vir de um ser humano gigante, como é o mister Luís Castro – é um ser humano incrível -, proporcionou-me uma estreia que jamais será esquecida. Lembro-me que ele na altura convocou-me penso que para dois jogos antes do jogo com o FC Porto em que não me colocou, fiquei sempre no banco. Na semana do jogo do FC Porto, ele veio ter comigo e disse-me que ia estrear-me no Dragão, em princípio, porque estrear-me com 30 mil, 35 mil na bancada terá um sentimento totalmente diferente e, não desprezando os outros clubes, seria sempre uma estreia diferente com o FC Porto do que com outros clubes.

Bola na Rede: Em que momento do seu trajeto de formação percebeu que chegar à equipa principal do FC Penafiel e jogar na Primeira Liga era uma realidade à espera de se concretizar?

Hélder Guedes: Na formação do FC Penafiel – e aqui um bocadinho modéstia à parte -, já me enquadrava no leque dos melhores jogadores de cada ano. Só que uma certa altura, ali pelos 16/17 anos, aparecem indicadores que te dizem que se a evolução continuar estás a um passo de assinar contrato profissional com o clube e começares a integrar-te na equipa principal. E dando aqui um exemplo de um indicador é uma ou duas vezes por semana começares a integrar os treinos da equipa principal ou começares a ir para o estágio com a equipa principal, até que nem jogues ou que nem entres e depois vens jogar à formação (que foi o meu caso). Esta integração era um dos indicadores que estava perto do meu sonho.

Bola na Rede: O primeiro golo no futebol sénior surge a 29 de abril de 2007, estava o Hélder a sensivelmente uma semana de celebrar o 20º aniversário. E a verdade é que o seu golo deu a vitória por 1-0 ao FC Penafiel ante o CD Santa Clara, numa partida a contar para a Segunda Liga. Foi mais impactante esta estreia a marcar, ainda que na Segunda Liga, ou a estreia na Primeira Liga no Estádio do Dragão?

Hélder Guedes: São duas marcas tão fortes na minha carreira que tenho dificuldades em especificar qual seria a que optava, mas, se tivesse que dizer uma, se calhar a primeira porque sem ela seria impossível a segunda marca.

Bola na Rede: O seu primeiro golo no principal escalão do futebol português acaba por acontecer apenas em 2014 (20 de setembro). E aconteceu ao serviço dos penafidelenses. Foi de grande penalidade que fez o 1-0 num jogo que o FC Penafiel viria a vencer por 2-0 (a assistência para o segundo golo foi sua), frente ao Vitória FC. Ou seja, o Guedes estreia-se na Primeira Liga, estreia-se a marcar como sénior e estreia-se a marcar na Primeira Liga pelo FC Penafiel. Posto isto, o nome do FC Penafiel está mais cravado na sua história do que o seu nome está na história do FC Penafiel? Ou acredita que deu tanto ao clube como o clube lhe deu a si?

Hélder Guedes: Acho que as duas estão bem unidas, estão bem interligadas. Obviamente que tenho que agradecer muito ao FC Penafiel, que fez parte do meu crescimento como jogador, como profissional, como ser humano. Zelo muito por isso, foi fundamental no meu trajeto e, mais uma vez, aproveito para deixar aqui um “muito obrigado”, mas o Guedes também sempre trabalhou em prol de ajudar o clube no que foi possível da minha parte. Sempre ajudei de forma muito séria e de forma muito profissional para que o clube atingisse os objetivos que eram propostos.

Bola na Rede: “O meu coração só tem uma cor: azul e branco”, dizia João Pinto. A verdade é que a maioria dos jogadores passa por vários clubes e aprende a chamar “casa” a uma multiplicidade de sítios. O Guedes jogou em cinco clubes portugueses – FC Penafiel, FC Paços de Ferreira, Rio Ave FC, Vitória FC e GD Chaves. O seu coração consegue conter todas estas cores ou só alberga uma equipa?

Hélder Guedes: Acho que o meu coração alberga mais que uma equipa. O FC Penafiel é o pilar, obviamente, mas tenho mais que uma cor. Isto porquê? Eu ligo-me muito às pessoas e as pessoas é que fazem os clubes e é evidente que o FC Penafiel é o meu clube, mas não posso deixar aqui de referenciar o Rio Ave FC. Foi um clube onde eu conheci gente maravilhosa, como conheci também nos outros clubes, mas em Vila do Conde tive um sucesso profissional a nível coletivo e individual que faz com que também leve o Rio Ave FC no meu coração para sempre.

Fonte: Ricardo Peixoto/Liga Portugal

Bola na Rede: Além dos clubes nacionais que representou, teve igualmente uma experiência no estrangeiro – no Al Dhafra S&C Club dos Emirados Árabes Unidos. Acaba, no entanto, por estar poucos meses no clube e fica depois algum tempo sem competir, até regressar a Portugal e à Primeira Liga pela porta do Vitória FC. A que pilares se agarra um futebolista quando decide mudar-se para um país e para uma região cultural, social e até futebolisticamente diferente?

Hélder Guedes: Eu sempre gostei e tinha curiosidade em conhecer a cultura… eu gosto de conhecer novas culturas, novas experiências, e na altura do Rio Ave FC, no final – ali em meados de março/abril – o contrato estava a acabar e começaram a aparecer clubes. Estávamos a fazer uma boa época, individualmente as coisas também me estavam a correr bem, e começaram a aparecer vários clubes de vários países. Achei, por um conjunto de fatores, a do Al Dhafra S&C Club a mais interessante. Até em relação à Arábia e à Turquia… ok, é uma cultura muçulmana, mas ao nível de segurança e qualidade de vida acho superior às restantes. Infelizmente as coisas não me correram bem. No segundo jogo, lesionei-me no joelho e tive mais de oito meses parado, o que não ajudou nada.

Bola na Rede: O que é que faltou para que esta experiência no Médio Oriente tivesse dado resultado?

Hélder Guedes: Vai muito ao encontro do que eu disse anteriormente. Se não me tivesse lesionado, as coisas seriam totalmente diferentes.

Mourinhos vs. Guardiolas T2/EP5: O sorteio da Liga dos Campeões e Liga Europa

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MOURINHOS VS. GUARDIOLAS, O TEU PODCAST DE ANÁLISE DOS TEMAS MARCANTES DA ATUALIDADE!

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Boavista FC 5-1 SC Braga: Goleada histórica com ajuda natalícia da defesa bracarense

A CRÓNICA: MÃO CHEIA DE GOLOS NUM BESSA COMO HÁ MUITO NÃO SE VIA

Naquela que tem sido mais uma época de altos e baixos para o Boavista FC, poderia ser precisamente na Taça da Liga que os adeptos teriam uma grande alegria. Na receção ao SC Braga, o empate bastava à equipa agora orientada por Petit para seguir direção à Final Four em Leiria.

E mesmo sem uma casa cheia, nem perto, no Estádio do Bessa Séc. XXI, o ambiente esteve quentinho, também para aquecer a fria noite na Invicta, entre os 2969 espetadores.

E impulsionado pelos seus adeptos, foi mesmo a equipa visitada que abriu o marcador aos 20′. Al Musrati faz um atraso algo deficiente para Raúl Silva, que ao tentar chegar a bola, toca-a para o espaço atacado por Gustavo Sauer.

O extremo controla o esférico, segue em direção à baliza e não vacila no um para um com Tiago Sá. Um toquezinho por cima do guarda-redes, e o 1-0 que dava algum conforto ao Boavista FC.

E se até tinha sido o SC Braga a começar de forma mais positiva, rapidamente as panteras ganharam controlo sobre o jogo e colocaram uma margem muito segura no marcador.

Dois golos de seguida para os axadrezados, com Petar Musa a aproveitar uma saída a meio caminho de Tiago Sá aos 32′ para rematar em direção a uma baliza aberta, e quase de seguida à retoma da partida, novo erro dos minhotos, com André Horta a oferecer a bola a Yusupha Njie ainda no seu meio-campo.

O avançado do Boavista FC recebe ainda a alguma distância da baliza, mas, à falta de melhores opções de passe, decide que ia logo dali, mandando uma autêntica bomba que Tiago Sá voltou a não conseguir defender. Era o 3-0 para as panteras, com os forasteiros a serem forçados a marcar quatro para conseguir seguir em frente.

E se a primeira metade já tinha tido emoção para dar e vender, os primeiros 10 minutos da segunda tiverem tudo isso e um pouco mais ainda.

Carlos Carvalhal efetuou três mudanças ao intervalo para balancear para a frente a sua equipa, mas a verdade é que sentiu primeiro os efeitos negativos do que os positivos.

Isto porque, com menos gente lá a atrás, o Boavista FC aproveitou um contra-ataque rápido aos 50′ para fazer o quarto da partida. Foi Nathan Santos que, pela direita, arranca sem parar, rematando ele próprio já dentro da área para novo golo dos boavisteiros.

Mas logo um par de minutos depois foi a vez do SC Braga fazer estragos. Um primeiro penalti para os visitantes, marcado por Ricardo Horta, que foi defendido por Bracali, mas o português, na procura do ressalto, é derrubado por Jackson Porozo.

Novo pontapé de grande penalidade, desta vez assumido por Iuri Medeiros, e à segunda o SC Braga conseguiu reduzir a vantagem larga do Boavista FC.

Mas o ímpeto bracarense durou apenas 10 minutos, com novo golo para os da casa a surgir aos 63′. Petar Musa ganha o lance a Diogo Leite, ganha em velocidade a toda a defesa minhota, e frente a frente com Tiago Sá toca para o lado onde estava Gustavo Sauer para encostar. Um resultado astronómico no Bessa, muito fruto de graves erros defensivos do SC Braga, com o Boavista FC a chegar ao 5-1.

O SC Braga ainda tentou chegar a um resultado menos arrebatador, mas continuou a ser a equipa da casa mais próxima do golo. Ntep ainda mandou ao poste, com Bracali a brilhar do outro lado do campo.

A FIGURA

Boavista FC SC Braga Makouta
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Makouta – havia muitos jogadores por onde escolher o melhor em campo, com Sauer, Musa e outros a fazerem grandes partidas. Mas o médio congolense encheu absolutamente o campo. Mais solto no duplo-pivô do que com João Pedro Sousa, chegou mais perto da área, fez uma bela assistência para o golo do avançado croata, com boas ações defensivas também. Não deu tanto nas vistas numa análise superficial olhando só aos golos, mas Makouta fez realmente uma grande partida.

O FORA DE JOGO

Boavista FC SC Braga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Defesa do SC Braga – o setor defensivo dos minhotos tem sido já desde a época passada o calcanhar de aquiles do conjunto de Carlos Carvalhal. Reforçou-se esta temporada, mas os erros tanto individuais como coletivos continuam a surgir lance após lance. Paulo Oliveira, Raúl e Diogo Leite todos fizeram erros crassos, mas nestas situações é preciso também olhar para a responsabilidade da equipa técnica. A qualidade individual aumentou, mas na prática os resultados têm sido os mesmos.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Como Petit já nos tinha habituado no Belenenses SAD, e também a estrutura usada pelos últimos treinadores a passarem pelo Bessa, o Boavista FC apresentou-se num 3-4-3. Petar Musa no meio do ataque, Sauer e Njie nas alas, Makouta e Pérez no meio-campo, com Nathan Santos e Filipe Ferreira nas alas à frente dos três centrais – Reggie Cannon pela direita, Porozo centrado e Abascal na esquerda.

Sem bola, as panteras apresentavam-se em bloco médio-alto, sem grande pressão sobre os centrais bracarenses, mas a cair forte sempre que a bola entrava nos médios ou alas.

Com bola, os da casa procuravam sair de forma vertical, ainda que não cedendo demasiado à bola longa. Makouta era o médio que se soltava mais, fletindo muitas vezes para as alas de forma a permitir movimentos interiores dos extremos, que jogavam a grande parte da partida por dentro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bracali (8)

Reggie Cannon (7)

Jackson Porozo (7)

Rodrigo Abascal (6)

Nathan Santos (7)

Seba Pérez (7)

Makouta (9)

Filipe Ferreira (6)

Gustavo Sauer (9)

Petar Musa (8)

Yusupha Njie (7)

SUBS UTILIZADOS

Ntep (6)

Hamache (5)

Vukotic (5)

Illori (5)

Reymão (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga de Carlos Carvalhal apresentou-se também no seu 3-4-3 habitual. Vitinha como avançado centro, Ricardo Horta e Iuri Medeiros como extremos na frente. Al Musrati e André Horta como médios, Yan Couto na direita e Moura na esquerda.

Os minhotos tentavam sempre sair a jogar a partir de trás, com muita circulação entre os centrais à procura de brechas no compacto bloco adversário. Mas as soluções pelo meio estavam bem bloqueadas, e por fora o SC Braga também não estava a conseguir criar situações de superioridade.

Sem bola, com o Boavista FC a saltar a pressão dos visitantes, os arsenalistas não conseguiam recuperar alto a bola, sofrendo depois com as bolas na profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (2)

Paulo Oliveira (3)

Raúl Silva (4)

Diogo Leite (5)

Yan Couto (6)

André Horta (3)

Al Musrati (4)

Francisco Moura (4)

Iuri Medeiros (6)

Ricardo Horta (5)

Vitinha (5)

SUBS UTILIZADOS

Abel Ruiz (5)

Tormena (4)

Lucas Mineiro (5)

Mario González (5)

Chiquinho (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Hoje o Boavista FC esteve muito forte sem bola, não deixando ao SC Braga sair a jogar e conseguindo muitas saídas rápidas. Era neste momento da recuperação alta uma das principais formas que encontrou para ferir o adversário que se sabe que tem problemas defensivos? 

Petit: Nós não pressionamos alto na saída de bola, quando sai com o guarda-redes liga muito bem com o resto da equipa, nós baixamos um bocadinho, deixando jogar os centrais e depois pressionando quando a bola entrava no lateral. Fico feliz quando os jogadores interpretam aquilo que é pedido, e muito feliz pela passagem à Final Four.

SC Braga

BnR: Hoje novamente, como frente ao FC Porto, a sua equipa voltou a não conseguir sair a jogar pelo meio, com o Boavista FC muito compacto, e depois sofreu essencialmente na reação à perda. Foram estes os principais problemas da equipa?

Carlos Carvalhal: Eu percebo, gostaria de lhe dar uma resposta técnica, mas houve tantos problemas hoje que acho que não vale a pena. Falhamos em demasiado aspetos e hoje foi sinceramente muito mau. Não é esta a imagem que conheço do SC Braga, nem comigo cá nem antes de eu chegar.

Todos os Díaz o mesmo! | FC Porto

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À parte de Luis Díaz, há uma clara falta de eficácia neste FC Porto, de maneira crua e muito honesta, passam os anos e vem faltando uma referência atacante que ofereça qualidade com a bola e sem ela. Mas parece que se começa a notar um claro vício nesta equipa – o de deixar o colombiano decidir.

Ele que, neste momento, é tanto uma referência para o FC Porto como para o campeonato português.

Afinal, quem cria tanto e com tanto critério como o Díaz?

Este vicio é, obviamente, bom para o jogador e para o conjunto portista, afinal ter um elemento no onze com esta qualidade nunca é uma pedra no sapato para um treinador ou para uma equipa. Mas quando é que esta dependência se pode tornar um problema para a eficácia conjunta da equipa? Quando uma equipa vive apenas destes rasgos goleadores.

Os elementos do ataque portista vivem na sombra do que Diaz rende em campo, já são 11 golos e duas assistências na Primeira Liga (mais dois nas competições europeias) que renderam muitos pontos ao clube, e que, consequentemente deram a liderança do campeonato aos azuis e brancos.

FC Porto SC Braga Luis Díaz
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Os avançados do FC Porto estão irreconhecíveis, parece haver algo que os vem impedindo de finalizar as jogadas com golos.

Aliás, este problema em termos de finalização foi um dos problemas mais evidentes em jogos europeus. A passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões estaria assegurada caso os avançados, especialmente Taremi que tem estado especialmente desinspirado, tivessem um pouco mais de “sorte” aquando do momento de finalizar.

É necessário um trabalho intenso no momento da finalização, o trabalho com os avançados deve ser intensificado, as aspirações deste FC Porto não podem e não devem estar unicamente dependentes aquilo que o camisola sete faz em campo, é imperativo arranjar soluções para esta crise.

Sérgio Conceição terá que ser criativo e solucionar este bloqueio que os avançados portistas estão a sentir até ao momento.

Na verdade, a equipa não pode ficar dependente do jogador, que certamente será cobiçado pelos tubarões europeus. Terá o FC Porto que tirar proveito da situação e atacar o mercado ou fazer com que a equipa esteja preparada para aumentar a eficácia na finalização.

O melhor de sempre a lançar ao cesto | Stephen Curry

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Caro leitor, se está a ler isto é porque provavelmente já sabe o que aconteceu: Stephen Curry tornou-se o maior pontuador da linha dos três pontos na história da NBA. Curry continua assim o seu trilho para se tornar (aquilo que para mim já é) o melhor base de toda a história.

Apesar disso, este artigo não serve para entrar em polémicas, mas sim, apenas e só, para sublinhar a primazia de Curry onde aqui, não deixa dúvidas e as estatísticas são convidativas – é o melhor de sempre a lançar ao cesto.

Ora, após o registo alcançado no dia 24 janeiro de 2021, ao ter batido o número de triplos de carreira de Reggie Miller (2560), Curry – insaciável e ao nível que sempre nos habituou – continuou na senda de fazer (muitos) triplos e, com naturalidade, quebrou o máximo de triplos da NBA, com 2974 em 789 partidas. Sim, 2-9-7-4 triplos (!), e tudo em apenas 789 jogos…Absolutamente histórico!

[E importa fazer um parêntese antes de continuar, ao passo que este feito histórico de Curry acaba por ter um impacto mais simbólico pelo facto de ter acontecido num dos melhores palcos do mundo – o Madison Square Garden – e onde Curry começou a ser designado de Chef Curry. Relembre aqui o jogo vs Knicks de 2013.]

O trono pertencia a Ray Allen (2973 triplos), mas este cedo se conscientizou que iria ter um sucessor nos próximos anos. Basta relembrar as palavras honrosas de Allen a propósito de quem ele pensaria vir a ser o melhor shooter de sempre:

“Com base no que ele fez, penso que tem de ser – ele está no caminho para ser o melhor de sempre. É sempre discutível, com base em quem está a contar a história. Uma coisa que digo sempre às pessoas é que é difícil comparar gerações. Toda a gente tem algo ou alguém que o faz sentir especial sobre o jogo, ou a forma como viu e apreciou o jogo. Já me sentei e observei muito, e ouvi muita gente a falar. Ele está a criar uma passagem única. Pessoas comparam-no comigo, ao Reggie, mas penso que Steph está na sua própria categoria”. Ray Allen em declarações a Abe Schwadron, editor da SLAM Magazine.

Isto, em 2016, quando Curry já havia dado sinais da sua grandeza, não obstante ainda estivesse longe do recorde de Allen.

Mas bem, antes de continuar, convido o leitor a fazer também uma pequena reflexão ao conteúdo presente no título do artigo – “O melhor de sempre a lançar ao cesto”. Afinal, porquê que Stephen Curry é o melhor de sempre a lançar ao cesto? Acompanhe na próxima página.

Foto de capa: NBA