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A análise e os incentivos

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O incentivo:

Após a chegada de Fábio Coentrão, a comunicação social, nomeadamente os jornais desportivos com quotas pagas pela administração encarnada, invocou sérias críticas à opção tomada pelo defesa em assinar pelo Sporting. Num claro incentivo ao ódio, violência e destabilização pessoal foi proclamado, junto de uma claque não oficial, que deveriam fazer repulsa, raiva e ofensas ao internacional português.

Como o antigo treinador Toni disse, e bem: “O amor à camisola já foi chão que deu uvas”. Totalmente de acordo com esta observação! Quem não se lembra de Carrillo? Na época transacta, o Peruano decidiu não renovar pelo clube de Alvalade para assinar pelo seu maior rival. Estaria André Carrillo insatisfeito? Faltava algo no dia-a- dia de Carrillo que o Sporting não poderia colmatar? Como é lógico, nada faltava a Carrillo, a não ser aquilo que alimenta a maioria dos profissionais do futebol: a cor do dinheiro. E, nessa altura, não foi proclamado em “praça pública” com insinuações directas à claque do Sporting, o incentivo à violência. Tal como essas entidades subordinadas pela administração encarnada o fazem quando alguém, ligado ao Benfica, troca o clube da Luz por Alvalade.

Fábio Coentrão foi muitíssimo criticado pelo lado benfiquista da comunicação social Fonte: Facebook de Fábio Coentrão
Fábio Coentrão foi muitíssimo criticado pelo lado benfiquista da comunicação social
Fonte: Facebook de Fábio Coentrão

Não é que Coentrão tenha optado por jogar de verde e branco por uma questão monetária. Mas optou, sim, por trabalhar com aqueles que acreditam no seu valor e apresentaram um projecto sólido que incentivou o craque português a jogar de Leão ao peito. Diga-se, a sua primeira paixão quando pequeno. Conta a história que quando despertou a atenção dos grandes clubes portugueses, Fábio revelou ter grande admiração pelo Sporting. Mas, a proposta apresentada ao Rio Ave foi metade da que o Benfica ofereceu. Desta forma, Coentrão foi desviado para o outro clube da 2ª circular, mas nunca esqueceu o primeiro clube que o fez vibrar enquanto jovem.

Petrovic a lutar por um lugar no “onze” de Jorge Jesus

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O internacional sérvio Petrovic foi um dos titulares do Sporting, no primeiro jogo de preparação diante o Belenenses, tendo saído aos 63 minutos. O médio defensivo leonino esteve a bom nível e é uma das apostas de Jorge Jesus para a temporada 2017/2018.

Na época passada, Petrovic teve algumas dificuldades de adaptação ao futebol português e, na primeira metade da época, foi utilizado apenas por três ocasiões por Jorge Jesus. No mercado de inverno viria a ser emprestado ao Rio Ave e, em Vila do Conde, sob o comando técnico de Luis Castro, realizou treze partidas, tornando-se um habitual titular. Petrovic é um atleta forte fisicamente, sendo competente no um para um defensivamente, tem qualidade de passe e ainda uma boa meia distância. Uma das características em que o médio sérvio se distingue é, ainda, o seu jogo aéreo.

Petrovic aproveitou muito bem os meses em que esteve no Rio Ave Fonte: Sporting Brasil
Petrovic aproveitou muito bem os meses em que esteve no Rio Ave
Fonte: Sporting Brasil
Petrovic iniciou a sua carreira no futebol sérvio, tendo passado pelo Jedinstvo UB, Radnicki Obrenovac e no Paztizan onde permaneceu três temporadas, somando 107 jogos e 20 golos, sendo campeão duas vezes. Seguiu-se uma aventura na Premier League, ao serviço do Blackburn Rovers, numa temporada em que foi utilizado em 24 partidas. Rumou posteriormente à Turquia, para vestir a camisola do Gençlerbirligi e em três temporadas, jogou 84 encontros e marcou 10 golos. Antes de rumar a Alvalade, foi ainda campeão ucraniano, com as cores do Dínamo de Kiev, tendo sido utilizado em 12 jogos, marcando um golo. Na sua carreira, Petrovic já foi internacional “A” em 44 ocasiões e soma dois golos pela sua seleção.
A disputar o lugar no “onze” leonino, com William Carvalho e João Palhinha, o médio sérvio aposta tudo nesta segunda temporada em Alvalade. Veremos o que ditará o mercado, mas dada a evolução de Petrovic, poderá tornar-se uma pedra importante no xadrez de Jorge Jesus, ao longo da temporada 2017/2018.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Vencedores e perdedores do Verão

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Cabeçalho modalidadesJulho significa sol, praia e longas noites de festa. Se fores jogador da NBA, isso ganha um significado ainda maior com o salário chorudo que te preparas para receber na free agency. Quanto às equipas, há quem saiba gastar melhor o dinheiro e há quem pareça ter tirado um curso de gestão numa qualquer valeta com dois ratos, um grilo e três cupões do Pingo Doce atirados pela janela de um carro a servir de caderno de apontamentos. Todos os verões há quem melhore a sua equipa e quem faça o trabalho exatamente oposto. É por isso que, mesmo a três meses do início da competição, já haja vencedores e perdedores.

Os Thunder são, talvez, a equipa que mais ganhou neste verão. Depois da saída de Durant, o prémio de MVP para Russell Westbrook trouxe alguma esperança para uma cidade cinzenta, mas mostrava também a diferença de Russ para todos os seus colegas. E foi então que, do nada, Sam Presti trocou Oladipo e Sabonis pelo descontente Paul George. Os Thunder juntaram ainda Patrick Patterson e fizeram regressar Andre Roberson em excelentes contratos, criando uma equipa interessante para esta temporada e preparando bem o futuro: Westbrook e George serão free agents em 2018 e, se decidirem sair, OKC ficará com montes de dinheiro para reconstruir, graças também à saída de Oladipo e o seu chorudo contrato. Se as duas estrelas ficarem, os Thunder têm dois jogadores explosivos para poderem tentar o assalto ao topo nos próximos anos.

Quem também se movimentou muito bem foram os Timberwolves e os Rockets. A equipa de Minnesota garantiu Butler por muito pouco e adicionou os experientes Jeff Teague, Jamal Crawford e Taj Gibson aos “miúdos” Towns e Wiggins. Os Wolves não serão candidatos no recheado Oeste, pelo menos para já, mas serão muito melhores do que eram na temporada passada. Quanto aos Rockets, se adicionar Chris Paul (mesmo que possa, à partida, não fazer muito sentido havendo Harden) já é bom, manter boa parte dos melhores elementos da equipa e ainda juntar o defensor PJ Tucker e, quem sabe, Carmelo Anthony, faz deste um dos melhores verões em Houston. Os Rockets estão mais fortes do que no ano passado e podem ficar ainda mais fortes, podendo até ameaçar o domínio do Oeste, que tem pertencido aos Warriors e Spurs. Por falar nessas equipas, menção honrosa para elas: os campeões conseguiram dar a Curry o tão merecido contrato e ainda manter os melhores jogadores, adicionando uma data de lançadores; os Spurs mantiveram também o seu conjunto principal e adicionaram Rudy Gay, um excelente marcador de pontos.

Os Cavs não se mexeram este ano e podem ver LeBron bater com a porta novamente em 2018 Fonte: ftw.usatoday.com
Os Cavs não se mexeram este ano e podem ver LeBron bater com a porta novamente em 2018
Fonte: ftw.usatoday.com

Porém, como em tudo, aqui há vencedores e vencidos. E houve quem tenha feito muita asneira neste verão. Uma dessas equipas foi mesmo a melhor do Este, os Cleveland Cavaliers. Ficou à vista de todos a diferença entre Warriors e Cavs. Vai daí, o vice-campeão da NBA, preso por contratos demasiado altos, só conseguiu renovar com Korver, garantir Calderon e agora pensar em Jeff Green, o que na NBA costuma ser o mesmo que desistir. Para além disso, mandaram o GM David Griffin embora, ainda não contrataram ninguém para o seu lugar e terão de viver mais um ano com rumores de uma possível segunda saída de LeBron. O que, tendo em conta o que vai acontecendo em Cleveland, é uma possibilidade cada vez menos remota.

Mas nesta lista não podiam faltar os Knicks. A equipa de Nova Iorque conseguiu não cometer o erro de trocar Porzingis, mas conseguiu dar dinheiro a mais por Tim Hardaway Jr. O melhor desta história é que Hardaway foi escolhido no draft… pelos Knicks. Depois foi trocado por Jerian Grant, que foi trocado por Derrick Rose, que rescindiu com os Knicks para que estes pudessem ter dinheiro para dar a… Tim Hardaway Jr. Carmelo deve sair, Joakim Noah é uma sombra do que já foi e Porzingis não terá muito mais paciência para os diretores dos Knicks. A este grupo de malta que parece não saber o que anda a fazer, podemos juntar os Orlando Magic. A equipa da Florida continua aparentemente sem rumo, não tendo adicionado ninguém na free agency e com mais um ano “a ver navios” pela frente. E o facto de nem conseguirem ser a pior equipa da NBA, para pelo menos garantirem uma escolha mais alta no draft e poderem construir uma boa equipa para o futuro, diz muito daquilo que é a gestão dos Magic. Convém não esquecer ainda os casos dos Bulls e Hawks, que referimos nas passadas semanas.

Foto de Capa: theringer.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Qual o plantel do FC Porto?

fc porto cabeçalhoA época de 2016/2017 terminou há mais de dois meses, Sérgio Conceição foi apresentado duas semanas depois e no reino do Dragão ainda não se vislumbrou qualquer reforço. As notícias mais relevantes para os aficionados portistas passam pelas vendas das duas principais joias da formação do clube (André Silva e Rúben Neves) e pelos possíveis regressos de alguns dos emprestados.

Em relação às vendas julgo que podem e devem ser colocadas em patamares distintos de entendimento. Se a venda do ponta-de-lança deve ser considerada mais uma extraordinária alineação por parte da SAD, parece evidente que no caso do médio a sua transferência apenas sucede devido ao facto de o Futebol Clube do Porto se encontrar sob a alçada da UEFA no que ao fair-play financeiro diz respeito.

Quanto à falta de reforços considero-a, para já, uma falsa questão. O plantel do FC Porto que terminou a temporada anterior era bastante capaz e importa, nesta altura, perceber quem fica e quais os emprestados que se fixam no plantel para depois se identificarem as carências da equipa. Julgo que, se nada de extraordinário se passar, a contratação de 2/3 jogadores será suficiente para a construção do tal plantel competitivo que o treinador mencionou na sua apresentação.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Assim, parece-me pertinente percorrer o plantel do FC Porto, por setores, procurando um equilíbrio entre qualidade e quantidade e a identificação clara das necessidades mais prementes que existem no seio da equipa.

No que toca à baliza parece claro que está fechada. Mal ou bem (na minha opinião mal) o Porto segurou Iker Casillas e garante, desta forma, qualidade entre os postes ao longo da época (assim que o guarda-redes espanhol repita o rendimento do ano que passou). No banco continuará a constar o nome de José Sá e como terceiro elemento de setor deverá voltar a aparecer João Costa. Fabiano e Gudiño deverão ser para colocar.

Jogadores de Segunda?

Cabeçalho Futebol NacionalAves e Portimonense subiram este ano ao escalão máximo do futebol nacional e na Vila das Aves já começou a revolução no plantel. O ano passado passou-se o mesmo com Chaves e Feirense, no ano anterior com Tondela e União da Madeira e é já um hábito nas equipas que sobem. Mas porquê?

A meu ver existem dois grandes fatores que provocam estas revoluções, o primeiro dos quais o “fator Vítor Oliveira”. Passo a explicar, o experiente treinador português preferiu durante vários anos lutar para ser campeão na segunda do que para não descer na primeira. Ora, certos jogadores parecem pensar da mesma forma e tornam-se verdadeiros especialistas em subidas.

Stéphane Dasse ajudou Vítor Oliveira a subir em Arouca, no União da Madeira e em Chaves, Diogo Cunha subiu Moreirense e Chaves, André Carvalhas foi primeiro com o Moreirense e no ano seguinte marcou o golo da subida do Tondela, mas nem por isso acompanhou a equipa. O próprio Nélson Lenho fazia parte desta lista até há bem pouco tempo.

André Carvalhas festeja o golo que garantiu a subida do CD Tondela Fonte: Página de Facebook CD Tondela Supporters 1933
André Carvalhas festeja o golo que garantiu a subida do CD Tondela
Fonte: Página de Facebook CD Tondela Supporters 1933

A Académica já contratou Nélson Pedroso, Tiago (subiram com o Aves) ou Mike (subiu com o Chaves), jogadores que se enquadram na situação acima descrita e o Académico de Viseu já garantiu Luis Barry (subiu em Chaves, foi dispensado por SMS, e voltou a subir na Vila das Aves). Os exemplos de jogadores que contam já com mais do que uma subida, mas poucas oportunidades tiveram na primeira, são muitos e estes continuam a ser reforços de equipas que almejam a Primeira Liga e sentem que com eles ficam mais próximos desse objetivo.

«Se me chamasse Marrecovic sei bem onde estava», afirmou Tozé Marreco em declarações ao jornal “O Jogo” e é aqui que se centra o outro grande fator: a falta de aposta nos portugueses. É mais fácil, e interessa mais a quem sobe, apostar em jogadores de origem estrangeira para beneficiar um ou outro empresário ou apenas porque acreditam que essa é a solução. Isto faz com que jogadores como Bock, Nelsinho, Pires ou o próprio Tozé Marreco passem para segundo plano e por muito que joguem nunca são aposta, acabando por fazer carreira no escalão secundário.

Eu não acredito em categorizar jogadores por divisões, para mim não há jogadores de primeira e muito menos jogadores de segunda, como comprova o constante aparecimento de jogadores de excelente nível em escalões inferiores (Pedro Tiba, Marco Baixinho, João Afonso, etc.).  Acho também que os dois fatores estão ligados e, apesar de perceber que há uma diferença da qualidade entre as duas divisões principais, não sou, de maneira alguma, defensor de revoluções e muito menos da forma como são tratados alguns jogadores pelos clubes, assim que sobem.

 

P.S. – Ressalvar que o Portimonense é a exceção que confirma a regra. Aqui não há revolução, há sim um projeto que vem de trás e com jogadores com outra capacidade pelo que se deve manter uma base dos anos anteriores.

Foto de Capa: dominiodebola.com

artigo revisto por: Ana Ferreira

Os “fetiches” de Jorge Jesus

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Jorge Fernando Pinheiro de Jesus é um treinador a que todos reconhecem qualidades e defeitos e uma personalidade ímpar. É um líder que ou é “amado” ou é “odiado”. Não há meio termo no sentimento para com Jorge Jesus.

Outra coisa que normalmente o técnico não esconde é que tem “fetiches” com jogadores: para certas posições só tolera jogadores com certas características, o que tem tanto de bom, como de frustrante. Ora vejamos, para o Sporting Clube de Portugal tentou encontrar um jogador que fosse o “Luisão” dos Leões: falhou redondamente com Douglas que nunca se conseguiu afirmar.

Para as alas da defesa queria jogadores altos e raçudos com apostas em Schelotto e Zeegelaar a mostrarem-se também como actos “falhados”. Schelotto mostrou-se um pouco e renovou e a todos estranha esta dispensa agora no início da época.

Para o miolo do terreno, primeiro tentou Petrovic e depois Palhinha como “substitutos” de Sir William Carvalho. Ambos falharam, mas por motivos diferentes. Petrovic parecia ser um mero “tosco” alto e Palhinha talvez tenha sido traído pela sua juventude e inexperiência. E aparentemente pode ter sido um juízo demasiado cedo para ambos os jogadores.

Radosav Petrovic, sérvio que na época passada não convenceu na primeira metade do campeonato em Alvalade e que teve uma passagem discreta no Rio Ave com treze aparições na primeira liga, parecia condenado à dispensa da equipa verde-e-branca. Mas qual fénix, renasceu das cinzas e parece ser o “Matic” que Jesus tanto procurou.

Radosav Petrovic parece ter ganho segunda vida em Alvalade. A solução só passa por ele: treinar como nunca para poder jogar. Fonte: Super Sporting
Radosav Petrovic parece ter ganho segunda vida em Alvalade. A solução só passa por ele: treinar como nunca para poder jogar.
Fonte: Super Sporting

Para trás do ponta de lança, JJ já tentou vários em Alvalade, não tendo nenhum ainda “explodido” verdadeiramente com Téo Gutiérrez a ser o primeiro e Alan Ruiz a seguir as pisadas e ambos, embora com qualidade, a não caírem verdadeiramente no goto dos adeptos. Doumbia será agora o senhor que se segue a tentar ser o “fetiche” de Jesus.

De uma coisa Jorge Jesus não se pode queixar nesta época, tudo o que ele tem pedido ou pretendido para este ano, o Sporting tem tentado dar-lhe (dentro da “realidade” que é esta loucura do mundo do futebol).

Vamos esperar que estes fetiches sejam suficientes para fazerem Jorge Jesus e os adeptos irem para o Marquês festejar!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Rúben Neves: O Bernardo Silva do Dragão

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A venda de Rúben Neves expressa completamente o foco exclusivo da SAD do FC Porto nos objetivos a curto-prazo: ser campeão esta época e receber dinheiro. Acho que 17 ou 18 milhões serão algo irrisórios no espaço de 1 ou 2 temporadas. O FC Porto cometeu com Rúben Neves o mesmo erro que o SL Benfica cometeu com Bernardo Silva e por via disso é muito provável que dentro de 2 temporadas vejamos Rúben Neves ser vendido por 45 a 50 milhões com facilidade e fiquemos com aquele azedume na boca com que ficaram os benfiquistas neste mercado.

O azedume de ver que não demos o valor devido a uma pérola da formação. Todos nós sabemos que Neves não é Danilo mas também sabemos que, ao contrário de Neves, Danilo Pereira já atingiu o valor de mercado ideal para ser transferido. Aliás, Danilo Pereira está tão bem cotado que nos arriscamos a que algum clube antes do fim de mercado bata a cláusula de rescisão e aí ficamos sem os 2 médios defensivos do plantel.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Na minha opinião, a solução passaria por  vender Danilo Pereira. Com Danilo Pereira tínhamos realizado o máximo de dinheiro possível e tínhamos ficado com uma das maiores promessas na posição para valorizar e desenvolver. Neves é precoce em tudo e acredito que o seu crescimento seria exponencial num curto período de tempo, algo que faria com que não perdêssemos qualidade e apenas tivéssemos que ajustar o nosso modelo às suas características. Além disso, há no dragão inúmeros jogadores que garantiam o encaixe que RN garantiu, sendo Herrera um deles.

O que quero mesmo dizer é que Rúben Neves ser vendido foi um erro grave, que a sua venda reflete algo mais grave que é a irracionalidade da SAD e que dá mais uma machadada no renascer de uma equipa à PORTO e na valorização da formação. A formação e a mística da equipa são o futuro do FC Porto e um campeonato nacional não vale o futuro de um clube.

Foto de Capa: Facebook oficial Rúben Neves

artigo revisto por: Ana Ferreira

Min 109 – 1 ano depois: O pontapé na História

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Batiam as 22h15 do dia 10 de Julho de 2017 em Portugal. A galhofa própria de momentos como a final de um Europeu de Futebol, que envolvem o país, tinha dado lugar ao silêncio nervoso de um povo supersticioso e que deixa de falar para não agoirar. Esse silêncio era apenas interrompido, delicadamente, pelo roer de unhas e o engolir em seco de quem sabe estar no limbo entre a euforia e a frustração.

Um minuto depois, agitam-se (mais) os ânimos. Há um livre perto da grande àrea do adversário. Raphael Guerreiro bate com “selo de golo”… mas vai à trave e a memória colectiva logo cai num pântano de memórias infernais que caracterizam o “quase lá” – o chegar à final e não conseguir, o estar perto da conquista e morrer na praia. O povo bem tentou, mas foi difícil não lembrar 2004. Quase que se cai em depressão. Quase… porque o povo português sabe reerguer-se desses terrenos pantanosos. Quem nos vê assim não tem tempo de dizer “precisas de ajuda?”.

Dois minutos depois do livre de Raphael Guerreiro, Éder comprovou-o. Pegou a bola a meio do meio-campo francês, aguentou a carga de Koscielny e viu-se sozinho entre um emaranhado de camisolas azuis. Estava desapoiado, ninguém subia. Sem stress. Antes que perguntassem se ele precisava de ajuda, antes que alguém lhe estendesse a mão, ele resolveu, por si, o problema. Tentou um remate tirado muito longe da àrea francesa, mas muito perto da alma de 11 milhões de portugueses… e foi feliz! A bola aninhou-se no fundo das redes francesas e na história do país, seguindo o curso do destino traçado por aquele pontapé.

Um pontapé. Bastou um pontapé para despertar a auto-estima há muito induzida em coma pelo  “lá fora é que é bom”, ilustrado no erguer de troféus de mãos que não foram nascidas ou criadas cá no burgo. Bastou um pontapé para que que muitos dos apaixonados da bola, como eu, vivessem o dia mais feliz da sua vida. Bastou um pontapé para que estranhos se abraçassem calorosamente como se fossem familiares há muito desencontrados. Bastou um pontapé para que Portugal deixasse de ser lembrado como eterna promessa e passasse a ser visto como um campeão. O campeão da Europa.

Fonte: Indianexpress.com

As cinco maiores expetativas para o estágio na Suíça

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A equipa principal do Sporting Clube de Portugal viajou esta segunda feira para a Suíça, onde cumprirá o tradicional estágio de pré-época. Os leões vão permanecer fora de Portugal até 18 de julho e, neste período, vão disputar quatro jogos particulares para aguçar o apetite aos adeptos.

À semelhança da temporada passada, os leões escolheram o território helvético para prepararem a temporada, e com vários jogos a disputar. Espero, contudo, que os resultados não se repitam. É certo que, nos jogos particulares, o resultado não é decisivo. Porém, os resultados do Sporting na pré-temporada passada foram horríveis. Em quatro jogos disputados no estágio, os leões perderam 4-1 com o Mónaco, 4-2 com o Zenit e 5-0 com o PSV Eindhoven, tendo apenas vencido a frágil equipa do Stade Nyonnais por 3-1. Os resultados e as péssimas exibições praticadas acabaram por deixar algum mal-estar entre as hostes leoninas e demonstraram que a época estava a ser mal preparada, com os reforços a chegarem tarde e sem a qualidade necessária.

Na Suíça, o Sporting vai disputar três encontros: no dia 12, defronta o Fenerbahçe, no dia seguinte o Valencia e no dia 15 o adversário será o Basileia. O último encontro será no dia 18, em França, frente ao Marselha. Estes quatro encontros permitirão aferir como está a cara do leão, frente a quatro adversários de renome, com jogadores de qualidade e experiência em competições europeias.

Min 109 – 1 ano depois: Há um ano, Éder chutou dali!

Cabeçalho modalidades

O ciclo de gestação tem no 9 um número ótimo para que nasça algo novo e completamente diferente. 9, o dorsal de um herói. No Jardim de Éder encontramos o nosso paraíso. Nasceu, futebolisticamente falando, um novo país.

Bom, este primeiro parágrafo já me causou calafrios e, antes que caia na tentação da emoção e fazer deste artigo uma epopeia de sentimentos, é melhor colher os factos e contar esta história, já contada, já sabida, já lembrada, mas, quando toca a falar-se dos dias mais felizes das nossas vidas, toda a vez que o contamos, a História faz-se ela própria nova.

Estreou-se pela seleção ‘A’ a 11 de setembro de 2012, diante do Azerbaijão. Daí até hoje, mais 32 jogos e 4 golos. O primeiro aconteceu três anos depois da estreia. 16 de junho de 2015. Golo frente à Itália. Vitória. 1-0. Derrotámos a seleção transalpina quase 40 anos depois. História feita logo num golo inicial, hein?

No caminho para o Europeu, foi utilizado em 5 dos 8 jogos, um deles a titular, caso da derrota com a Albânia que ditou o afastamento do selecionador Paulo Bento. 0 golos para o ponta de lança na fase de qualificação.

Na preparação já mais próxima do europeu, que é como quem diz nas semanas anteriores ao mês imenso, qual rota dos descobrimentos da bola, Éderzito António Macedo Lopes fez o gosto ao pé por duas vezes, um no Dragão, diante da Noruega, e o outro em mais um particular, frente à Estónia, no Estádio da Luz.

O momento do primeiro golo de Éder ao serviço da seleção portuguesa, numa vitória por 1-0 diante a Itália, a 16 de junho de 2015 Fonte: Facebook Seleções de Portugal
O momento do primeiro golo de Éder ao serviço da seleção portuguesa, numa vitória por 1-0 diante a Itália, a 16 de junho de 2015
Fonte: Facebook Seleções de Portugal

Nada quantitativamente impressionante para os adeptos que, em uníssono, formavam sucessivos coros de assobios ao mal-amado e sozinho Éderzito. Sim, com o diminutivo. Como assim é no registo civil.

Diminutivo que recorda um bebé nascido na Guiné-Bissau, que, ainda muito criança veio para Portugal, tão novo que não lhe permite agora vislumbrar qualquer memória digna de tal nome acerca de Bissau Natal. Trouxe a tez escura e a humildade de quem tinha pouco.

Chegou a Lisboa e com os pais sem capacidade financeira para o criar, foi para o Colégio Frei Gil, em Braga, e, pouco depois, para o Lar Girassol, em Coimbra. O Adémia foi o primeiro clube onde jogou, depois dos castigos da escola, dos vidros partidos pela paixão pelo elemento redondo que nos faz sonhar nos palcos grandes. Éderzito um dia seria Éderzão!