O SL Benfica recebeu o BK Opava em jogo a contar para a sexta jornada do grupo C da FIBA Europe Cup, mas, na verdade, em pouco contava a nível de resultados. As águias entraram na quadra já com o apuramento para a próxima fase garantido, enquanto os checos apenas “cumpririam calendário”.
Foi demonstrada alguma apatia, no início do encontro, por parte dos encarnados, mas nada que espantasse dado o objetivo já cumprido. Com isto, os checos é que aproveitavam e saíam por cima. A defensiva e ofensiva algo letárgica dos comandados de Norberto Alves marcaram os primeiros dez minutos da partida, pois ajudaram a equipa visitante na construção de resultado, a par da alta eficácia nos lançamentos. Lia-se um 13-23 a favor do BK Opava.
O acumular de faltas muito cedo no segundo quarto condicionou bastante o jogo dos checos, mas foi Norberto Alves a mudar o rumo do jogo. Uma mudança imposta pelo técnico aquando dos momentos defensivas, fez com que o SL Benfica fosse mais aguerrido e se soltasse mais a nível ofensivo. Com os últimos segundos a passarem num verdadeiro para e arranca, James Farr bem tentou fechar o segundo quarto com um triplo para confirmar a séria aproximação benfiquista ao resultado, mas os checos é que podiam festejar a vitória ao intervalo, por 35-38.
O coletivo benfiquista conseguiu mesmo dar a volta. Com a percentagem de eficácia a aumentar e a formação checa a “desaparecer” um pouco do encontro, o SL Benfica foi-se superiorizando. O basquetebol espetáculo apareceu nos últimos três segundos do final do terceiro período, com um lançamento de três pontos por parte de Miroslav Kvapil e um lançamento “na passada” por parte de Diogo Gameiro. Pela primeira vez no encontro, o SL Benfica sai de um quarto a vencer e por 64-57.
O último quarto ficou marcado pela pressão bastante alta da equipa visitante com defesa a campo inteiro, permitindo mesmo a concretização de pontos por parte dos checos. No último lance do encontro, os doze segundos destinados ao ataque do BK Opava resultaram num lançamento de três pontos falhado por parte de Radovan Kouril e o SL Benfica acabou mesmo por vencer a formação checa por 86-84.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Aaron Broussard – Foi o elemento mais destacado pelo que jogou e pelo que fez jogar. Aaron Broussard foi “artilheiro” e “goleiro” nos momentos em que os encarnados mais precisaram dele, demonstrando uma enorme capacidade ofensiva e defensiva.
Nota mais também para João “Betinho” Gomes e para Radovan Kouril, que, de longe, se sobressaiu na equipa do BK Opava.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Início de jogo do SL Benfica – O primeiro período realizado pelo SL Benfica marcou muito daquilo que foi o desenvolvimento do encontro. A total apatia quer a nível defensivo quer ofensivo dificultou por completo a vida das águias.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Norberto Alves montou uma equipa com os elementos mais fortes à sua disposição, face a algumas baixas. Com um ataque bastante organizado, com muita rotação de bola entre jogadores, e uma defesa individual bastante cerrada, foi desta forma que o SL Benfica tentou alcançar a vitória.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
José Barbosa (6)
Aaron Broussard (9)
Travis Munnings (8)
James Farr (7)
Arnette Hallman (7)
SUBS UTILIZADOS
Makram Ben Rohmdhane (6)
João “Betinho” Gomes (8)
Diogo Gameiro (7)
Khaliq Spicer (7)
ANÁLISE TÁTICA – BK OPAVA
Petr Czudek montou uma defesa à zona alternada com individual bastante marcada e aguerrida. A nível ofensivo, os ataques rápidos com o objetivo de descoordenar a defensiva benfiquista foram os escolhidos pelos checos.
O SL Benfica foi à Suécia bater o BK Häcken por 2-1, vingando a derrota em casa há uma semana e somando o primeiro triunfo da sua história numa fase de grupos da Liga dos Campeões Feminina. Desta forma, as águias passam a somar quatro pontos, tal como as suecas e o FC Bayern Munchen (receberia mais tarde o Olympique Lyonnais). Parece que é mesmo a quatro (pontos) que se joga à sueca…
Mas como foi o jogo? Segue um resumo alargado, que para sintético bastou o relvado. Apesar do frio tipicamente nórdico, o jogo começou com o calor tipicamente português da técnica apurada e da bola no pé. No pé de Kika Nazareth, então, a bola escalda – mas nunca queima. E foi precisamente dos pés da aniversariante que surgiu o primeiro lance de perigo do encontro. A jovem portuguesa rematou de fora da área, mas Falk correspondeu da melhor forma, cedendo canto.
A turma sueca não morreu da doença, mas morreu da cura. Na sequência do canto, as encarnadas jogaram tiro ao alvo duas vezes na área do BK Häcken até ao tiro final e certeiro de Cloé Lacasse (ela sim, habituada ao frio nórdico). Ainda três completos minutos não se haviam jogado e as águias já estavam em vantagem no marcador. Não gostaram as suecas.
Não se resignaram. Ao invés, passaram a ter mais bola e à passagem dos 12 minutos criaram o seu primeiro lance periclitante. Kalernäs correspondeu de cabeça a uma bola bombeada para a área encarnada num livre em posição frontal. O poste esquerdo da baliza de Letícia sentiu a movimentação do ar à passagem da bola. Foi sol de pouca dura e, como tal, voltou a resfriar-se o encontro.
Só a um minuto do intervalo surgiu novo lance digno de marcar presença neste rescaldo: cruzamento da direita e cabeceamento de Larsen. Felizmente para as campeãs portuguesas, a bola seguiu quase exatamente o trajeto que havia seguido no lance de Kalernäs. Clima e jogo à mesma temperatura. A ordem para recolher aos balneários foi acatada com toda a urgência e vontade.
⏲️ Häcken e Benfica empatados a 10 minutos do fim…
O reatar da partida trouxe consigo perigo para a baliza alugada às águias. Depois de uma boa jogada pela esquerda – com o contributo da recém-entrada Csiki -, o esférico chegou ao pé direito de Kaneryd, na outra ala, que rematou cruzado para defesa de Letícia. 55 segundos de vida tinha a segunda parte. Perigo cá, perigo lá. Do outro lado do campo, um livre lateral batido por Kika fez a bola alcançar a cabeça de Pauleta.
A capitã forasteira viu o festejo do golo ser-lhe negado por uma boa defesa de Falk. Poucos minutos mais tarde, haveria de ser Lacasse a acrescentar arrepios de susto aos arrepios de frio dos adeptos da casa, novamente de cabeça. Vivia-se na Hisingen Arena um período pingue-pongue, com a bola a estar perto de ambas as balizas.
Gejl, novamente através de um remate cruzado pela direita do ataque sueco, voltou a assustar Letícia. A ausência de golos ia provocando uma transmutação na filosofia encarnada e o SL Benfica ia jogando mais com o relógio, procurando manter a posse. A estratégia, contudo, sofreu um enorme percalço quando Ucheibe tomou a insensata e desnecessária decisão de cortar a bola com o braço direito dentro de área. Mão direita é mesmo penalti…
Rubensson mimetizou o que havia feito no Seixal e colocou a bola nas redes. A grande penalidade bem batida pela “10” sueca restabeleceu a igualdade, aos 74 minutos, e mudou o paradigma estratégico do jogo. Ambas as equipas partiram em busca do 2-1. Larsen, aos 86 minutos, foi a primeira a estar próxima de o fazer, mas Letícia negou-lhe a intenção.
Logo a seguir, foi com um remate em arco que Mijatovic procurou, sem sucesso, o golo da vantagem. O golo haveria de surgir, sim, mas do outro lado. Já em período de descontos, Kika bateu um livre frontal que levou o esférico ao encontro de Catarina Amado e a lateral das águias encostou para o 2-1 final.
A FIGURA
Kika Nazareth esteve em destaque frente ao Häcken Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Kika Nazareth – Não marcou, é certo, mas a jovem que completou neste dia 19 anos foi a autora do remate perigoso que obrigou Falk a ceder o canto que viria a redundar no golo inaugural do encontro e do cruzamento que serviu Catarina Amado para o golo que selou a vitória para as águias. Está, de forma mais ou menos direta, nos dois golos e continua a espalhar qualidade sempre que entra em campo.
Nota também para a exibição de grande qualidade de Cloé Lacasse.
Lotta Ökvist – Não deu à sua equipa o que esta precisava ofensivamente e defensivamente cumpriu os mínimos, à exceção de a um respeito: disciplina. A lateral-esquerda do BK Häcken foi a única amarelada do lado das suecas no primeiro tempo e o seu timoneiro já não a deixou “andar à Lotta” na segunda parte. A entrada positiva de Csiki para o seu lugar deu a perceber de forma ainda mais clara a exibição menos conseguida na primeira parte da ex-Manchester United FC.
ANÁLISE TÁTICA – BK HACKEN
O conjunto de Robert Vilahamn posicionava-se sem bola num 4-5-1 que, por vezes, virava 4-1-4-1, com Larsen sozinha na frente e incumbida de ser o primeiro elemento de pressão sobre a construção encarnada e com Curmark a ser a média mais central e recuada das aurinegras.
Com bola, as vice-campeãs suecas construíam pelas centrais e dando grande amplitude ao seu jogo pelas laterais. Na frente de ataque, Gejl (pela esquerda) e Kaneryd (pela direita) eram quem mais se aproximava de Larsen, que funcionava como elo central do ataque sueco.
Kalernäs era a figura do meio-campo nórdico que desempenhava as funções mais próximas do que estamos habituados a ver de um médio-ofensivo criativo. Em desvantagem desde cedo, o BK Häcken procurava pressionar a construção das águias na primeira fase, mas sem grande intensidade.
As suecas preferiam, mesmo estando a perder, utilizar um bloco médio e um pouco mais compacto do que subir o bloco e permitir espaço nas suas costas a jogadoras velozes e tecnicamente evoluídas como Cloé ou Kika. Com a entrada de Komers, o conjunto sueco apostou num sistema diferente, com a recém-entrada a juntar-se a Larsen numa dupla de ataque capicua (as números “21” e “12”).
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Falk (7)
Wijk (6)
Gevitz (6)
Kollmats (6)
Ökvist (5)
Karlenäs (6)
Curmark (8)
Rubensson (7)
Kaneryd (8)
Gejl (6)
Larsen (8)
SUBS UTILIZADAS
Anna Csiki (6)
Mijatovic (6)
Zomers (6)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A turma de Filipa Patão/André Vale defendia num 4-3-3 bastante maleável – muito pelo papel fluido e dinâmico que Kika continua a ter nesta equipa -, com Pauleta a ser o elemento mais recuado do meio-campo benfiquista. À sua frente, a espanhola tinha Ucheibe como média-centro-direita e Ana Vitória como média-centro-esquerda. Na frente, Valéria pisava o corredor direito e Lacasse a faixa contrária, ladeando Kika Nazareth.
Todavia, a “18” das águias recuava substancialmente quando as suecas estavam em posse, descendo para o vértice de um losango que se formava no meio-campo encarnado, transformando-se o 4-3-3 teórico num 4-4-2 losango prático. Na construção desde o primeiro terço, o SL Benfica fazia uso dos bons pés da guardiã Lélé para, com esta subida no terreno, construir a três com as duas centrais.
Assim, as laterais abriam, dando largura, e estavam libertas para subir no corredor e dar profundidade. As alas/extremos abriam alas para as laterais, ocupando terrenos interiores. Desta forma, as águias povoavam muito o meio-campo, jogavam em campo todo e criavam superioridade numérica com a subida para construção de Letícia.
Com a entrada de Beatriz Cameirão (saída de Valéria), Cloé passou a jogar mais pela direita, com Ana Vitória a pisar terrenos mais avançados, mas mantendo-se no lado esquerdo que havia adotado como seu desde os primórdios da partida, e com Kika ao meio. Isto num momento inicial, uma vez que, com o decorrer da partida, o novo trio de ataque ia levando a cabo permutas constantes.
LEI DO MERCADO, AS ÚLTIMAS DOS RUMORES E MOVIMENTAÇÕES!
As últimas transferências e rumores de quem entra e de quem sai estão todas num só sítio: na Lei do Mercado.
Todas as semanas, o nosso comentador e especialista em análise do mercado de transferências, Luís Pinto Coelho, deixa-te com os principais rumores e confirmações das movimentações a nível nacional e internacional.
Nova semana de movimentações, rumores e transferências. Nesta semana temos um possível reforço para o SL Benfica, uma pista sobre o futuro de Mbemba e um reforço português para José Mourinho na AS Roma.
No último Domingo, o universo benfiquista ficou abalado com a notícia de que Paulo Bernardo, a pérola do Seixal lançada recentemente na equipa principal, ficou infectado com Covid-19. Sorte e azar
Depois de ter sido lançado em pleno Allianz Arena e de ter rendido João Mário, lesionado, no jogo frente ao Sporting Clube de Braga, estavam reunidas as condições para que o médio de 19 anos pudesse vir a ganhar espaço nas opções de Jorge Jesus.
Mas, vírus à parte, será que a nova coqueluche dos encarnados terá mesmo capacidade para ser aposta regular na equipa principal a curto prazo? Sorte e azar
João Mário tem sido dono e senhor da posição de número oito na equipa de Jorge Jesus, assumindo-se no imediato como um jogador fundamental na equipa, pela forma domo define e temporiza os ritmos de jogo, tanto com como sem bola, complementando muito bem com Julian Weigl, sendo os dois fundamentais no equilíbrio tático da equipa.
João Mário tem sido o grande impulsionador do bom futebol que o SL Benfica tem praticado Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
No entanto, a sobrecarga de jogos sobre o médio internacional português viria a fazer-se sentir, acabando por sair lesionado no jogo frente ao SC Braga. E a verdade é que, observando aquelas que à partida seriam as suas alternativas, nenhuma delas tem nem de perto nem de longe, as características que João Mário tem.
Adel Taarabt é um jogador que joga sempre em alta rotação. É mais ousado e arriscado do que o médio português nas suas ações, mas, por outro lado, tem muito menos critério na definição dos lances, deixando a equipa muitas vezes exposta em situações de transição defensiva. Sorte e azar
Por outro lado, o jovem Gedson Fernandes é mais um box-to-box que se destaca pela capacidade de transporte de bola, mas que também possui várias lacunas a nível da tomada da decisão e da compreensão do jogo. Na minha opinião, as suas características seriam mais benéficas à equipa saltando a partir do banco de suplentes, do que marcando presença no onze inicial.
Já Paulo Bernardo é dos jogadores melhor referenciados da formação do SL Benfica nos últimos tempos. Sendo sénior de primeiro ano, leva 27 jogos e cinco golos pela equipa B, demonstrando ser um dos jovens de maior potencial na formação secundária dos encarnados. Sorte e azar
O jovem português é um jogador que apresenta uma maturidade táctica e competitiva acima da média para a idade que tem, demonstrando uma grande capacidade de leitura e pensamento do jogo, pensando e executando mais rápido do que os outros. É daqueles jogadores que já sabe o que vai fazer com a bola ainda antes de a receber.
É um médio completo, que demonstra qualidade na construção de jogo e no transporte de bola, que também revela boa capacidade de finalização e que também tem uma excelente capacidade de definir os timings de pressão. Como tal, parece-me que é, de longe, o médio do SL Benfica cujas características mais se assemelham às de João Mário.
Infortunadamente, o facto de ter acabado de ficar infectado com Covid-19 foi um rude golpe para os adeptos do SL Benfica, que desejavam ansiosamente que chegasse uma oportunidade de ouro como esta para que o médio de 19 se pudesse afirmar na equipa principal encarnada. Sorte e azar
Apesar disso, Paulo Bernardo é um jovem jogador com um potencial tremendo, ao qual não falta talento e qualidade para vir a ter mais oportunidades na equipa principal e poder mostrar todo o seu valor. Sorte e azar
A CRÓNICA: NUM SUPERCLÁSSICO ESTRATÉGICO, EMPATE MANTÉM INVENCIBILIDADE DE AMBAS AS SELEÇÕES NAS QUALIFICATÓRIAS
O Superclássico das Américas começou de maneira usual. Um início muito estudado, cauteloso e muito físico, principalmente no setor do meio-campo. Com extrema dificuldade, a seleção brasileira sofreu com diversas faltas dos argentinos, que pressionavam com velocidade a posse da bola.
No entanto, a melhor oportunidade de estrear a bola na rede apareceu dos pés de Vinicius Jr. Após ganhar a disputa no alto, Vinicius jogou para Paquetá, em simultâneo em que dois defensores argentinos bateram um no outro, fazendo com que o avançado brasileiro ficasse livre na entrada da grande área. Aproveitando esta situação, o médio brasileiro jogou novamente para Vini que ficou de frente com o guarda-redes, mas a sua decisão final foi precipitada ao jogar a bola por cima da baliza.
Os níveis de provocação e de disputa no maior clássico entre seleções da América deixou marcas no maxilar do jogador Raphinha, que teve o seu rosto ferido após cotovelada não assinalada pelo árbitro.
A partir deste momento, a Argentina começou a subir o nível de agressividade na parte defensiva, com faltas mais ríspidas que algumas vezes tinham intenção maldosa, de modo a provocar alguma reação negativa dos jogadores brasileiros.
Numa primeira parte onde o futebol foi esquecido e as artes marciais e luta-livre entraram em campo durante o Superclássico, apenas com um remate de longa distância em direção à baliza para cada equipa, o primeiro tempo encerrou-se com um resultado nulo.
O jogo só ganhou emoção e velocidade a partir dos 15 minutos da segunda parte. Após um livre de Raphinha, a bola sobrou na entrada da grande área para Fred que dominou no peito e rematou sem deixar a bola cair no chão. Esta mesma bola só parou na bancada onde estavam os adeptos argentinos.
Depois da oportunidade de Fred, os selecionados brasileiros cresceram na partida. A equipa de Tite começou a valorizar a posse da bola, enquanto a Argentina começava a demonstrar sinais de nervosismo perante o desempenho diante dos seus adeptos.
Quando o relógio marcava apenas 15 minutos para o fim, o Brasil começou a abdicar da posse da bola e recuar a sua linha de defesa. No entanto, o posicionamento defensivo brasileiro impediu a Argentina de criar oportunidades de golo.
Desta forma, nula, a alta exigência física tornou o final do jogo com pouca inspiração futebolística e com mais empenho na parte defensiva. O empate a zeros manteve-se até ao apito final.
Com este resultado, a Argentina confirma também presença no Mundial do Qatar, ao passo do que já tinha acontecido com o Brasil.
Fred– O médio central do Manchester United FC começou o ano sob desconfiança por conta dos péssimos desempenhos com a camisa amarelinha. Entretanto, com o aval de Tite, Fred provou ser chave central na campanha invicta do Brasil nessas qualificatórias para o mundial do Qatar.
Na partida, ele foi o nome do meio-campo, controlando as ações de jogo, sempre eficaz na parte defensiva e perspicaz ao achar os melhores espaços num Superclássico extremamente disputado.
O FORA DE JOGO
#SelecciónMayor 🎙️ Lionel Messi: “Llegué con lo justo, más que nada por el ritmo, y este fue un partido de mucha intensidad. Estoy bien, sino no hubiese jugado. Hace mucho que vengo parado y no es fácil jugar con el ritmo que exigía este encuentro”. pic.twitter.com/yOFeZu4cco
Lionel Messi – O maior marcador de sempre da seleção Argentina não teve vida fácil na noite de terça-feira. Sofreu com o posicionamento tático da defensiva adversária, que por vezes impôs uma defesa individual, até mesmo com dois jogadores a cobrirem o craque argentino.
Assim, Lionel Messi pouco fez durante a partida, mesmo invertendo o seu lado de ataque. As suas ações foram amplamente bloqueadas por Fabinho e Fred. A Albiceleste não pôde depender do seu melhor jogador, que ficou “enjaulado” na formação defensiva brasileira.
ANÁLISE TÁTICA – ARGENTINA
O técnico Lionel Scaloni começou com um diferente padrão tático do escolhido para conquistar a 15° Copa América. A formação escolhida foi o 4-3-3, com a trinca de médios centrais fornecendo vigor físico e compactação defensiva, além de fornecer as velocidades pelos lados com Di Maria e Acuña.
Somente na parte ofensiva, Lionel Messi surge como um segundo avançado, pela esquerda, enquanto Lautaro permaneceu como ponta de lança, sempre móvel.
Para o segundo tempo, Scaloni retirou rapidamente dois jogadores e mudou a sua formação para o 3-5-2. Desta forma, Lisandro Martinez transformou o setor defensivo com três defesas, Messi ficou como segundo avançado e Joaquim Correia entrou para ser um ponta de lança móvel.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Martínez (6)
Molina (6)
Otamendi (4)
Romero (5)
Paredes (6)
De Paul (7)
Di María (5)
Acuña (6)
Lo Celso (5)
Messi (4)
Martínez (4)
SUBS UTILIZADOS
Correa (6)
Martinez (5)
Pezzela (5)
Alvarez (5)
Dominguez (5)
ANÁLISE TÁTICA – BRASIL
O Brasil chegou à Argentina com um lugar assegurado no mundial do Qatar. Por conta disso, o técnico Tite promoveu duas mudanças táticas que projetam a futura preparação para o próximo Mundial.
Além disso, as lesões de Casemiro e Neymar forçaram o treinador brasileiro a utilizar Fabinho e Vinicius Junior como reposição. No mais, o Brasil segue com o 4-3-3 que vem a utilizar durante os últimos jogos da grande campanha nas classificatórias para o Mundial. Durante o jogo, as modificações de jogadores apenas permaneceram com a disposição tática inicial.
A CRÓNICA: UMA EXIBIÇÃO SUPERIOR A TODOS OS NÍVEIS
Portugal e Chipre voltaram a encontrar-se, depois da vitória da seleção lusa em terras cipriotas, na fase de qualificação para o Europeu de Sub-21 2023, com os lusos a serem, desta feita, os anfitriões e na esperança de levar este adversário de vencido e conquistar o primeiro posto do grupo D.
A seleção das quinas entrou para este encontro com todo o favoritismo, assumindo-o desde o apito inicial. O domínio imposto na partida desde o primeiro minuto não demorou a materializar-se, com Gonçalo Ramos a abrir o ativo aos seis minutos de jogo. À passagem do minuto 21, Gonçalo Inácio subiu às alturas, após a conversão de um canto, para ampliar a vantagem e fazer o segundo tento de Portugal.
Apenas oito minutos, Fábio Silva teve uma clamorosa chance de marcar, através de uma grande penalidade, mas permitiu a defesa a Kittos. Até ao fim da primeira parte, apesar das oportunidades lusas, o resultado não sofreu mais alterações.
No segundo tempo, Portugal voltou a entrar muito forte, sendo precisos apenas cinco minutos após o recomeço da partida para voltar a faturar, com Fábio Vieira, de livre direto, a fazer o terceiro dos caseiros, numa autêntica obra de arte. Três minutos depois, foi a vez de Gonçalo Ramos, que repetiu a façanha ao minuto 60 e completou o hat-trick no encontro.
A nação valente não baixava o ritmo, mesmo após algumas alterações, e voltou a faturar corria o minuto 71, com o recém-entrado Henrique Araújo a colocar o seu nome na lista de marcadores. Portugal foi continuando a criar e a dispor de várias ocasiões para ampliar a vantagem, mas não as conseguiu concretizar.
Assim, com este triunfo avassalador, Portugal sobe ao primeiro posto da tabela classificativa, com mais um ponto do que a Grécia, mas com dois jogos em atraso, enquanto o Chipre ocupa o terceiro lugar da tabela classificativa.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Gonçalo Ramos – O “pistoleiro” voltou a fazer das suas, com uma grande exibição e um hat-trick para o registo, mostrando mais uma vez ser um autêntico matador na frente de ataque lusa. Destaque também para a noite mágica de Fábio Vieira, que registou um (grande) golo e duas assistências.
Christos Shelis – Apesar de o defesa cipriota não ser o culpado pela derrota da seleção do Chipre, o central fez uma exibição fraca a nível defensivo, tendo mesmo sido substituído.
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Com Romeu Almeida mais uma vez no banco, face à ausência de Rui Jorge, a seleção portuguesa alinhou num sistema tático de 4-3-1-2. Sem surpresas no onze, Portugal entrou na máxima força e assumiu o controlo do jogo desde o apito inicial. A pressão alta foi sempre notória ao longo do jogo, face à qualidade e superioridade dos seus intervenientes, numa partida que foi praticamente de sentido único. Portugal mostrou ser melhor a todos os níveis e conquistou uma vitória que assenta na perfeição.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Celton Biai (7)
João Mário (7)
Eduardo Quaresma (7)
Gonçalo Inácio (8)
Nuno Tavares (7)
Tiago Dantas (7)
Afonso Sousa (7)
Vitinha (7)
Fábio Vieira (8)
Fábio Silva (6)
Gonçalo Ramos (9)
SUBS UTILIZADOS
Tomás Tavares (6)
Tomás Händel (6)
Tiago Araújo (7)
Henrique Araújo (6)
Vítor Oliveira “Vitinha” (7)
ANÁLISE TÁTICA – CHIPRE
Já os comandados de Giannis Okkas alinharam num dispositivo tático base em 5-3-2. Com uma postura claramente defensiva e conservadora face ao poderio da seleção portuguesa, os cipriotas limitaram-se a tentar conter as investidas portuguesas e, a espaços, tentar lançar contra-ataques de maneira a chegar perto da baliza adversária, algo que não conseguiram realizar com frequência.
O desastre com a Sérvia no Estádio da Luz, para além de agitar o seio da seleção, com declarações fortes dos jogadores no final da partida, fez também abanar lenços brancos diretamente das bancadas.
Nunca Fernando Santos foi tão contestado como agora, com uma onda de crescente de pessoas a colocar em causa a continuidade do treinador enquanto selecionador principal.
Muitos são os nomes que têm sido referidos entre redes sociais e programas televisivos. Aqui ficam cinco treinadores que potencialmente poderão vir a estar entre as opções.
5. A solução “da casa”
Opções não faltam e se os dirigentes da Federação fossem minimamente sérios um destes 4 já estava no comando da seleção pic.twitter.com/qazWICKjFZ
Rui Jorge – Este é certamente um dos nomes mais falados, pela vasta experiência a treinar seleções nacionais de vários escalões, sendo o treinador dos sub-21 portugueses desde 2010.
Acumula alguns bons resultados e surge como uma das opções mais bem cotadas, pelo conhecimento da casa e, certamente, vários dos jogadores que constituem a atual seleção A.
Não é um desejo pessoal meu, enquanto adepto, mas com certeza uma das hipóteses mais prováveis de suceder a Fernando Santos.
4. Contratar na Turquia
Vítor Pereira pode estar de saída do Fenerbahçe
Turcos em negociações com o técnico italiano, Francesco Farioli.
Vítor Pereira – Vítor Pereira é, de forma algo conscientemente irrealista, colocado nesta lista. Entre os treinadores portugueses, é o que mais me fascina pela qualidade e conhecimento do jogo.
Ainda que as opções costumem recair por treinadores fora do ativo e o desafio que enfrenta no Fenerbahçe SK ser recente, estaria fora de equação uma oportunidade como selecionador principal, com toda a visibilidade que pode trazer? Veremos, com os dedos a fazer figas para que possa acontecer.
André Vilas Boas – Um dos nomes mais cotados da lista, pela experiência que acumula, é André Vilas-Boas.
Com uma passagem histórica pelo FC Porto, e anos menos felizes no Chelsea FC, Tottenham Hotspur FC, Zenit FC, Shangai SIPG e Olympique de Marseille, o treinador português encontra-se agora livre no mercado, preenchendo todos os requisitos para uma eventual chegada à seleção.
É novo (tem apenas 44 anos de idade), pode oferecer uma nova identidade à equipa e procura uma nova oportunidade de relançar a sua carreira, que não mais voltou a sentir o sabor da ribalta desde a saída do FC Porto.
2. “Ex-lobo” para vestir a pele de herói nacional
Eu sei que Nuno Espírito Santo não fez um bom trabalho nos Spurs
Porém eu acredito que seja o melhor nome para a seleção de Portugal hoje
Também gostaria de ver o Mourinho no futuro, não agora pois quero ver o restante do trabalho dele na Roma pic.twitter.com/NgfvxvHUmB
Nuno Espírito Santo – As inegáveis ligações com Jorge Mendes podem empurrar Nuno Espírito Santo para o comando da seleção nacional. Não me surpreenderia, ainda que não fosse, de todo, a minha primeira escolha.
Foi recentemente despedido pelo Tottenham, pouco tempo depois de ter assinado contrato, e depois de largos anos a comandar o Wolverhampton Wanderers FC. Esperemos para ver.
Leonardo Jardim – Talvez o Al-Hilal SFC, que até tem uma equipa incrivelmente acima da média na sua realidade, pudesse não achar piada a perder o seu treinador neste momento, mas Leonardo Jardim é sonho antigo de vários portugueses.
Existe alguém que não assinaria por baixo a chegada de Leonardo Jardim à seleção principal? Talvez a Federação Portuguesa de Futebol.
A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE SEM GLÓRIA, SEGUNDA PARTE DEU VITÓRIA
Em jogo a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Liga Europeia de Andebol, o SL Benfica deslocou-se à Finlândia para defrontar os Riihimaki Cocks. Os encarnados venceram os dois jogos disputados nesta fase, enquanto os finlandeses continuam sem conhecer o sabor da vitória.
A entrada para o encontro depois bastante daquilo que se esperava, com duas formações a querer atacar e vencer. No entanto, a equipa do SL Benfica viu-se abatida por uma pressão muito grande exercida pelo Riihimaki Cocks ao longo dos primeiros 30 minutos.
Apesar de uma defesa aguerrida e bastante agressiva por parte da formação finlandesa, os ataques benfiquistas iam aparecendo e alguns com sucesso. Essa mesma agressividade demonstrada pela equipa da casa levou a três avisos de suspensão durante dois minutos e, ainda, dois cartões amarelos parte a parte. No que toca aos processos defensivos da equipa portuguesa, o facilitismo demonstrado no limite da área permitiu uma boa percentagem de assertividade dos finlandeses.
À saída para os balneários, durante o tempo de intervalo, o marcador restava num 18-15 favorável aos Riihimaki Cocks, que, até à entrada na quadra, ocupavam o último lugar na tabela classificativa do grupo B, enquanto as águias se mantinham no segundo lugar. A primeira parte foi o reflexo de “deixar a vista passar” para a formação da Luz, enquanto os finlandeses iam ganhando terreno.
À entrada para a segunda metade, o SL Benfica pareceu querer mudar o rumo do jogo que efetuou ao longo dos primeiros 30 minutos. A eficácia encarnada começou a aumentar, enquanto os Riihimaki Cocks esmoreciam no jogo, a par de uma defesa mais “morna”.
Assim, os comandados de Chema Rodríguez conseguiram mesmo dar a volta ao resultado. Os finlandeses ainda tentavam responder aos ataques sucessivos das águias, mas sem qualquer tipo de sucesso. A equipa da Luz apareceu na quadra com uma faceta totalmente diferente da apresentada na primeira parte e isso valeu a vitória, que de clara foi apenas no resultado. No final, o SL Benfica venceu por 32-37 e acumula mais três pontos na Liga Europeia de andebol.
A FIGURA
Fonte: Bola na Rede
Petar Djordjic (SL Benfica) – A eficácia a 100% do jogador contribuiu, em pleno, para a vitória do SL Benfica. Foi o jogador fundamental para a construção de jogo da equipa da Luz.
Primeira parte do SL Benfica – Podiam mesmo ter sentenciado o encontro depois dos primeiros 30 minutos que estiveram em campo. A passividade e facilitismos demonstrado pelas águias podia ter tido um mau desfecho. Valeu pelo acordar na segunda parte.
ANÁLISE TÁTICA – RIIHIMAKI COCKS
Kaj Kekki apostou num sistema 3×3, com ênfase nos momentos defensivos bastante cerrados homem a homem, impossibilitando um ataque fortuito da equipa do SL Benfica.
FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES
Onur Ersin (5)
Ozgur Sarak (5)
Djordje Djekic (7)
Srdjan Mijatovic (5)
Bojan Zupanjac (5)
Roni Syrjala (5)
Davor Basaric (7)
Vitalii Shitsko (7)
Adrian Tenghea (6)
Joakim Angelovski (5)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Chema Rodríguez apostou num sistema 3×3, mas os erros individuais em momentos de um para um e, também, o nervosismo acusado ditaram muito daquilo que foi o decorrer do jogo.
O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 9 de novembro a 15 de novembro.
Esta seleção será realizada todas as terças-feiras.
O defesa-central leonino, campeão nacional, Gonçalo Inácio é um dos habituais titulares no onze de Ruben Amorim. O jovem fez a sua estreia pela seleção sub-21, no último jogo diante o Chipre, que Portugal venceu por 1-0. No entanto, Inácio foi chamado por Fernando Santos para a anterior paragem de seleções, não tendo sido utilizado.
Inácio é um dos jogadores formados no Sporting Clube de Portugal, que foi aposta de Ruben Amorim. O número 25 dos leões tem um contrato válido até 2025, com uma cláusula de rescisão de 45 M€ e o valor de mercado fixado nos 9 M€.
Gonçalo Inácio após dez temporadas ao serviço do Sporting Clube de Portugal, já soma 38 jogos, quatro golos e quatro assistências, ajudando a equipa a conquistar o campeonato nacional, a Taça da Liga e a Supertaça.
As mais-valias de Gonçalo Inácio
Gonçalo Inácio destaca-se por ser um defesa-central com uma enorme qualidade de passe, sendo, por isso, fundamental na primeira fase de construção. Como é canhoto, tem alinhado como central pela direita no esquema de 3-4-3 de Rúben Amorim, podendo, então, estar em qualquer uma das posições. O número 25 dos leões tem bom sentido de posicionamento e é forte nos duelos aéreos e no um contra um defensivo.
O jovem leão foi internacional entre os escalões sub-17 e sub-21, sendo que esta chamada por Rui Jorge peca por tardia. Recorde-se que, Rui Jorge, deixou de fora o defesa-central campeão nacional, na última fase final do Euro sub-21.
No entanto, o talento e o rendimento desportivo de Gonçalo Inácio já justificava uma presença assidua nos escolhidos de Fernando Santos.
O Sporting tem, em Gonçalo Inácio, um jogador de enorme talento e potencial e que tem pela frente, uma enorme margem de progressão para poder evoluir e vir a ser um grande defesa-central do futebol português. Inácio pode e deve fazer parte das convocatórias do selecionador nacional para a Seleção “A”.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Gonçalo Inácio com apenas 20 anos, já conquistou um campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça, que possa continuar a evoluir, jogo a jogo, com Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória dos títulos.