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Costa Rica Sub20 1-1 Portugal Sub20 : Empate comprometedor obriga ao uso de calculadora

Cabeçalho Seleção Nacional

Depois de uma derrota, não direi surpreendente porque são os campeões de África, com a Zâmbia por 2-1 e onde o desperdício português fez lembrar os velhos tempos das seleções nacionais onde reinava o jogar bem e falhar muito, era necessário vencer a Costa Rica para manter vivas as esperanças na qualificação para a próxima fase da prova a decorrer na Coreia do Sul.

O técnico português tinha alertado que avisou que “a Costa Rica é uma seleção fortíssima, com jogadores da nossa matriz sob o ponto de vista técnico”. O aviso e o repto estavam lançados para um jogo decisivo nas aspirações nacionais.

Com Emílio Peixe a fazer mexidas no XI titular, efetuando quatro alterações com as saídas de Gedson Fernandes, Florentino, André Ribeiro e José Gomes, e as entradas de Pedro Rodrigues, Miguel Luis, Xande Silva e Hélder Ferreira. Era a esta a equipa escalada para um jogo vital nas contas portuguesas.

Com ambas as equipas a querer e a precisarem de vencer, Portugal entrou mais pressionante, a querer mandar no jogo. Porém, o início foi morno e a primeira situação de perigo ocorreu ao minuto 19 com um remate de Xande Silva para uma excelente intervenção do guarda-redes da Costa Rica Pineda.

Portugal pressionava mais, tentava ser mais acutilante e, do outro lado, a Costa Rica estava mais na expectativa, à espera de uma transição rápida, de uma bola nas costas da defesa portuguesa, que jogava com o seu setor recuado mais subido devido ao recuo costa riquenho.

Os comandados de Emílio Peixe usavam e abusavam dos flancos para atacar, sobretudo o flanco esquerdo liderado por Diogo Gonçalves. Porém, este mesmo jogador numa diagonal da esquerda para o corredor central assiste, com um grande passe, Xande Silva ao minuto 27 mas o avançado do Vitória não conseguia transpor o guardião da seleção da Costa Rica.

Ao minuto 32, penalty para Portugal. Diogo Dalot a ir à linha de fundo, cruza e a bola embate no braço do defesa da Costa Rica. Diogo Gonçalves foi chamado a converter, não desperdiçando a ocasião de colocar Portugal na frente do marcador. 1-0 para a seleção nacional, a colocar justiça no marcador.

Momento do golo de Portugal Fonte: FPF
Momento do golo de Portugal
Fonte: FPF

Aos 37 minutos, nova oportunidade para Portugal. De livre direto, Bruno Xadas a fazer a bola passar perto da baliza às ordens de Pineda.

Aos 45+2, Dalot ganha posição e remata forte, de pé esquerdo, para defesa apertada de Pineda. Sinal mais para Portugal a terminar a primeira parte.

Na segunda parte, Portugal a entrar sem qualquer alteração mas com a 2ª parte a começar da pior maneira possível. Penalty para a Costa Rica por falta de Miguel Luís. Marin a concretizar apesar de Diogo Costa ter ficado perto de defender o penalty. Tudo igual logo no início do segundo tempo, obrigando Portugal a ir atrás do resultado.

A seleção reagiu bem, com Helder Ferreira a chegar atrasado a um cruzamento venenoso de Diogo Gonçalves. Helder Ferreira daria, pouco depois, lugar a André Ribeiro para agitar o jogo.

Porém, Portugal começava a perder o ímpeto, com a Costa Rica a conseguir equilibrar o jogo.

Aos 61 minutos, saía Diogo Gonçalves (o melhor até ao momento) para entrar José Gomes, tentando Emílio Peixe dar mais presença no centro do ataque das quinas.

Com o avançar do tempo, Portugal revelava dificuldades em penetrar na área costa riquenha, com Diogo Dalot a ser o único capaz de criar verdadeiro perigo. No entanto, aos 72 minutos, Rúben Dias é expulso o que complica a tarefa portuguesa de ir atrás do segundo golo. O selecionador teve de retirar Pêpê e fazer entrar Ferro para recompor a defesa.

Os últimos 15 minutos foram marcados pelo crescimento costa riquenho, a aproveitar a inferioridade numérica e a colocar mais homens na frente. Dois remates com relativo perigo da seleção da América Central mas sem que Portugal conseguisse fazer o mesmo do outro lado.

Um resultado que sabe a pouco, e que obriga a seleção a levar a calculador para o jogo final, tendo obrigatoriamente de vencer o Irão para ter possibilidades de apuramento.

CD Tondela: Histórias com final feliz

Cabeçalho Futebol Nacional

Segunda Liga, Freamunde, 93 minutos, milhares na expetativa para que Jorge Sousa apite para o final da partida. Mas… Eis que surge André Carvalhas. O jovem jogador formado pelo Sport Lisboa e Benfica, num momento digno de figurar nos livros de história do futebol nacional, aponta um glorioso golo que coloca o Tondela na Primeira Liga. Começava assim uma aventura sem precedentes na história do futebol português. Uma história com lágrimas, percalços, momentos tristes mas com um final feliz. Aliás, com dois finais felizes. E o Tondela como protagonista maior de um filme que não cairá no esquecimento de ninguém.

O Passado Também Chuta: Aberdeen FC: memórias de um clube esquecido

Cabeçalho Futebol Internacional

Aberdeen é uma bela cidade escocesa com cerca de 200.000 habitantes. Banhada pelo Mar do Norte, também é conhecida como a Cidade de Granito, e pelo seu movimentado porto. Com uma indústria vocacionada para energia, em especial o petróleo e gás natural, foi a partir dos anos 80 que a cidade ganhou outra pujança económica, fruto da ligação às petrolíferas do Mar do Norte.

Para trás, parece ter ficado esquecido no tempo o seu clube mais representativo, o Aberdeen Football Club.

O Aberdeen FC foi fundado em 1899, e desde então joga no mítico Pittodrie, um pequeno e frio estádio (situado a escassos 500 metros do Mar do Norte) com capacidade para cerca de 22.199 espectadores, e que goza da particularidade de ter sido o primeiro estádio em todo mundo a ter todos os lugares das bancadas sentados e cobertos.

O clube conta no seu palmarés com quatro títulos de campeão escocês conquistados nas longínquas temporadas de 1954/1955, 1979/1980, 1983/1984, e 1984/1985), mas o ponto alto da sua história remonta à década de 80, designadamente à época de 1982/1983, quando de forma absolutamente surpreendente conquistou a Taça das Taças, derrotando na final o todo-poderoso Real Madrid por 2-1, após prolongamento.

O frio Pittodrie Stadium veste-se de gala na recepção ao Celtic de Glasgow Fonte: http://www.dailyrecord.co.uk
O frio Pittodrie Stadium veste-se de gala na recepção ao Celtic de Glasgow
Fonte: http://www.dailyrecord.co.uk

Este feito permitiu ao Aberdeen disputar a Supertaça Europeia no ano seguinte. O campeão europeu na altura era o temível Hamburgo, e após o Aberdeen ter sobrevivido na primeira mão com um empate a zero golos na Alemanha, os pupilos de Alex Ferguson aproveitaram o factor casa para conquistar o troféu, averbando uma vitória por 2-0.

Nessa mesma época, a caminhada do Aberdeen na Taça das Taças parecia destinada a nova glória, no entanto a equipa viria a ser eliminada nas meias-finais pelo FC Porto, por 2-0.

A história do Aberdeen teve em Sir Alex Ferguson o seu grande obreiro. A juntar a estas duas surpreendentes conquistas europeias, o clube ganhou ainda mais 4 taças da Escócia, e uma Taça da Liga sob o seu reinado, não esquecendo os 3 títulos de campeão conquistados, tudo num hiato temporal de apenas 7 anos.

Os gloriosos anos 80 parecem perdidos no tempo, e após a Era Ferguson mais nenhum outro treinador logrou obter sucesso. O pior momento da história do clube chegaria mesmo na temporada de 1999/2000 quando terminou o campeonato no último.

No entanto, estava em marcha um plano para alargar o campeonato de 10 para 12 equipas, e realizou-se um playoff que opunha oúltimo classificado da 1ª liga e o 3º classificado do segundo escalão escocês. Por sorte, o adversário era o Falkirk, e como o seu estádio não cumpria os requisitos para receber jogos do primeiro escalão, o jogo não se chegou a realizar, e o Aberdeen continuou entre a elite do futebol escocês.

Foto de Capa: Daily Mail

A luta do futebol brasileiro contra o preconceito

Cabeçalho Liga Brasileira

 

O futebol brasileiro voltou a vivenciar mais um episódio de preconceito contra algum jogador devido a orientação sexual do mesmo. Infelizmente é comum em vários lugares do mundo torcedores agirem com preconceito – e muitas vezes serem extremamente agressivos – com vários atletas. Esses preconceitos acontecem por vários motivos, porém a raça e a orientação sexual são os mais presenciados. Tanto na Espanha quanto na Polônia, por exemplo, já houveram torcedores criminosos que lançaram bananas no campo para um jogador negro. O lateral brasileiro Dani Alves quando ainda atuava no Barcelona foi vítima desse tipo de ação. Em um jogo contra o Villarreal, no El Madrigal, um torcedor atirou em sua direção uma banana. O jogador a pegou do chão e comeu. Foi uma grande resposta ao torcedor que queria menospreza-lo.

Há duas semanas o Guarani – atualmente disputando a Série B – anunciou a contratação do polivalente volante Richarlyson. Porém, antes do anúncio oficial da diretoria Burgrina dois torcedores lançaram bombas em frente ao estádio do clube em forma de protesto contra a contratação do ex-jogador do Atlético Mineiro. O motivo da revolta dos torcedores era devido não aceitarem que um jogador homoafetivo vestisse a camisa do Guarani. Na cabeça desses torcedores não importa a qualidade do profissional que o seu clube estava contratando e sim a sua orientação sexual.

Isso é assustador. O que choca ainda mais é ver que quando o Boa Esporte anunciou a contratação do goleiro Bruno – que estava preso pelo assassinato da mãe de seu filho – muitos torcedores aplaudiram e o trataram como ídolo. Agora quando um jogador como o Richarlyson que tem um currículo incrível – o volante já conquistou o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e o Mundial de Clubes – é anunciado alguns torcedores se enchem de ódio e o agridem. Vale ressaltar que a diretoria do clube e grande parte da torcida Bugrina apoiou a contratação do volante e recriminaram a atitude dos dois torcedores. É necessário que as torcidas de todos os clubes tenham consciência das suas atitudes e utilizem as suas influências para acabar com o preconceito.

Torcida do Paysandu levanta a bandeira LGBT (comunicado no fim do texto) Fonte:  César Magalhães \ esportes.uol.com.br
Torcida do Paysandu levanta a bandeira LGBT (comunicado no fim do texto)
Fonte: César Magalhães \ esporte.uol.com.br

Se me perguntassem se eu contrataria o Richarlyson eu responderia que não. O jogador há muito tempo – desde de quando estava no Galo – não rende nem de perto o que já rendeu no São Paulo. O meia campista deixou o time de Minas Gerais há quatro anos. De lá para cá atuou por alguns clubes, inclusive deixou a carreira de jogador e iniciou sua trajetória no vôlei – porém não por muito tempo – e após essa aventura pelas quadras decidiu retornar aos gramados. O seu último clube foi o Goa da Índia, onde atuou no Campeonato Indiano 2016. No Goa Richarlyson foi treinado por Zico que avaliou como positiva a sua contratação pelo time de Campinas. Não sabemos como será o rendimento do volante no Guarani. Essa contratação é uma incógnita. O que é certo é que aquele jogador rápido, versátil e de boa saída de bola ficou para trás. Mas é claro que torço pelo seu sucesso.

É esse tipo de análise que deve-se fazer sobre um jogador. É isso que a torcida, os dirigentes e a imprensa devem observar. O Brasil é um país preconceituoso e enquanto isso existir deve ser debatido e combatido. Não podemos nos calar mediante a grandes agressões que podem até colocar a vítima em estado depressivo. O futebol é a paixão nacional e os clubes devem levantar a bandeira de fazer o esporte sem preconceitos. A CBF e as Federações de Futebol de cada estado podem começar a realizar campanhas junto com os clubes para que façam um trabalho de conscientização com os torcedores que frequentam os estádios. É necessário que todos adquiram a sabedoria de que ecoar cânticos homofóbicos nas arquibancadas não fará o futebol melhor e muito menos fará a sua equipe sair vitoriosa. Atitudes desse tipo apenas apodrecem mais nossa sociedade e vai muito além das quatro linha de um jogo de futebol.

 Foto de Capa: odia.ig.com.br

Sporting CP e FC Porto. Vamos fazer as pazes?

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Vamos fazer as pazes? Claro que sim. Faz sempre sentido fazer as pazes. Está escrito nos Tratados do Universo, faz parte da moralidade constitucional. Sou um cidadão do Mundo, tal como o é quem está a ler este texto, e nós devemos desejar o bem desse espaço comum, mesmo que pareça romântico.

A começar pelo futebol, que ainda não esteve na origem de nenhum conflito bélico, caso excluamos a agressividade das discussões de café e afins, mas que é um bom tópico para se resolver já, de bandeira branca na mão, abanando-a devagarinho e pedindo tréguas em conjunto. É por isso que valorizo todos os passos que se dão em direcção ao Mundo perfeito. O aperto de mãos entre o Sporting e o Porto pode ser interpretado assim. Um gesto intencional de amenizar a intensidade das disputas dos lances fora do campo.

Não foi uma separação assim tão extensa, mas vale sempre a pena reatar os laços institucionais, porque sem ironia assim é que é bonito. E de repente, qualquer pai ganha de novo a esperança de um dia poder levar o gaiato mais novo ao estádio para ver um jogo grande. Os próprios noticiários destacaram a novidade, equiparando-a a um cessar-fogo ou a uma estratégia geopolítica. Lá constatamos que afinal o cenário estava mesmo complicado quando a estupefacção domina os ânimos no momento em que o Sporting e o Porto fazem as pazes, como se isso fosse uma coisa anormal e estar em conflito fosse, afinal, o estado natural dos clubes e da nação em geral.

Sporting CP e FC Porto reataram as relações institucionais entre si Fonte: FC Porto
Sporting CP e FC Porto reataram as relações institucionais entre si
Fonte: FC Porto

As Ciências Sociais estudam o homem e os seus conflitos. Bem sei que o Futebol devia centrar-se em si mesmo, no remate e na defesa, na falta e no apito, na corrida e no nó- cego e em todos os restantes acasalamentos possíveis, mas isso seria pedir paz demais. O Futebol acompanha os ciclos e gera os seus próprios ciclos, isto é: daqui a vinte anos o esquema das zangas será outro e os comunicados que decretam as pazes feitas também. A paz, essa, será sempre residual e não genérica. E é muito simples explicar o motivo. É que no Futebol, como em tanta coisa nesta vida, só ganha um – o que implica a existência de mais perdedores do que vencedores. Não quero dar lições de lógica. Estamos a falar de paz, e a paz não é uma ciência. Talvez seja este o problema. É que para nos darmos todos bem é preciso estarmos todos satisfeitos. Esta é a regra.

Vale tudo pela paz, assino por baixo. Enquanto Sportinguista, beijo na mão do meu clube por ser pioneiro na actualidade diplomática. Mas se tenho direito ao cepticismo, deixem-me esperar pelo dia, que estará para breve, em que o Sporting será o vencedor e não o vencido. E aí? Quem irá fazer as pazes?

Foto de Capa: Super Sporting

Final(mente)!

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Finalmente acabou a época! Este domingo, em Alvalade, a angústia de falta de títulos gerou insatisfação durante vinte minutos. Foi pouco o tempo de protesto de uma época para esquecer, a todos os níveis, pontos, desejos e sentimentos.

O Sporting terminou o campeonato com uma goleada e bastou Bas Dost marcar para se perceber que as coisas iriam ter um bom término. O holandês foi o melhor marcador e jogador do nosso campeonato, deixando uma marca impressionante na sua época de estreia. Se com estes golos todos não foi suficiente para ajudar o Sporting na conquista do título, só se pode pedir para dobrar a fasquia para que esses não faltem.

Bas Dost, o leão mais letal da época Fonte: Sporting CP
Bas Dost, o leão mais letal da época
Fonte: Sporting CP

Por mais que os títulos sejam indispensáveis, todos os projectos levam o seu tempo a dar frutos. É preciso reconhecer que toda a dedicação e trabalho trazem sempre algo significativo e a estrutura do Sporting não pode exigir títulos para amanhã sem criar uma base contínua com alicerces saudáveis à continuidade dos êxitos. Assim, o Sporting tem criado boas condições em praticamente todos os escalões de futebol.

Ainda bem que foste embora, Tiago

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Cabeçalho Liga Espanhola

Hoje, por causa do vídeo da uma despedida chorada entre vénias, abraços e lágrimas, passaste de um jogador discreto (mas enorme para quem já vê isto há mais tempo) a um nome mediático, e há miúdos que vasculham o teu passado como jogador. Em busca de estatísticas e vídeos que traduzam a tua maneira de jogar e de ser.

Hoje, esses miúdos encontrarão razão de ser na transparência de um sorriso genuíno e que se arrastava para o campo com a bondade e a disponibilidade que te caracteriza. Hoje, eles saberão que vale a pena a dedicação a uma causa sem com ela colher elogios imediatos. Hoje eles vão perceber que é melhor ser discreto e sair em glória do que ser espalhafatoso e sair pela porta pequena.
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Hoje, o mundo reclama por bons exemplos. Exemplos de pessoas frontais mas não mal educadas, competitivas mas não egoístas e sem medo de se sacrificar por um bem maior. O futebol, pela sua força, proporciona esses  antídotos.
Tu, claramente, és um deles. E não havia melhor altura nem melhor forma de saíres. Deixares o teu Atlético por te achares incapaz de manter o teu nível fantástico (já te chamaram melhor jogador da Liga Espanhola, mesmo com Messi e Ronaldo lá, e digo-te, sem bacoquices, que concordei na altura e ainda acho que estava certo), sob uma tonelada de emoções trazida das bancadas por uma aficion exigente, revela força de caráter e a noção de que um clube não está acima de ninguém.
Tiago foi um dos pilares da formação de Simeone Fonte: Atlético de Madrid
Tiago foi um dos pilares da formação de Simeone
Fonte: Atlético de Madrid
Deixaste uma marca vincada de profissionalismo na história do futebol mundial e serviste, numa altura crucial, de exemplo para jovens (e não tão jovens) futebolistas… e para o mundo. O mundo que precisava, urgentemente, de recordar que há gente assim.
Ainda bem que saíste do Atlético.
Foto de Capa: Atlético de Madrid

Infelizmente nada mudou

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fc porto cabeçalho

Uma época que todos os portistas consideravam vital porque mais um ano sem qualquer título não era plausível para nenhum aficionado. O FC Porto é uma equipa habituada a vencer e este jejum não podia perdurar mais uma época para além que, na Liga, se o Benfica vencesse, seria o seu primeiro tetra e era necessário travar isso.

Com efeito, e após o despedimento de José Peseiro, o clube foi contratar Nuno Espírito Santo, antigo jogador do FC Porto, e que tinha, anteriormente, orientado Rio Ave e Valência. Adepto de um jogo defensivo em que dava, como primazia, o não sofrer golos. Foi uma contratação que, na minha opinião, teve pessoas a aplaudir e outras a torcer o nariz desaprovando o novo treinador. Certo é que chegou ao Reino do Dragão, envolvido na “mística” e de ter sido um “jogador à Porto”.

Fonte: geralforum
Fonte: geralforum

Passando agora à pré-época que, cada vez é mais importante para o sucesso de uma época, a incursão no mercado não foi a mais feliz. Ora vejamos as contratações e respetivos valores:
Alex Telles: 6,5M€
Diogo Jota: Empréstimo
Felipe: 6M€
João Teixeira: 0€
Laurent Depoitre: 6M€
Oliver Torres: Empréstimo + 20M€
Otávio: Regresso de empréstimo
Soares: 3,5M€
Willy Boly: 6,5M€
Zé Manuel: 0€

Os Cavs não entenderam o Space Jam

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Cabeçalho modalidadesDesde que comecei a escrever sobre a NBA no Bola na Rede, tenho uma rotina simples: vou vendo jogos e pesquisando diferentes websites durante a semana para, no início da semana seguinte, escrever o meu artigo. E até hoje essa rotina vinha fazendo sentido. Até os Celtics ganharem um jogo em Cleveland, sem o seu melhor jogador, e me obrigarem (a mim e a umas quantas centenas de redatores por esse mundo fora) a escrever algo totalmente diferente do que tinha preparado. Parece que o meu artigo sobre rolos compressores, Monster Trucks e o LeBron em modo Hulk ficam para a próxima…

Estes playoffs têm sido repletos daquilo que qualquer adepto imparcial não quer: jogos desequilibrados. Até ao passado domingo, Cavs e Warriors contavam por vitórias os jogos realizados e o caminho até às finais parecia nada mais do que uma mera formalidade. O número de horas dormidas por adeptos da NBA atingiu valores recorde em tempos de playoff, com jogos decididos quando ainda havia malta a sentar-se no pavilhão. Tudo parecia programado, catorze equipas gastavam todas as suas energias e esperanças em jogos que muitos apelidavam de “inúteis”, só para terem o prazer de serem esmagados pelos poderosos Cavaliers e Warriors.

Depois de um desses “cabazes”, no jogo 1 das finais da Conferência Este, Isaiah Thomas afirmou que os Celtics não tinham medo dos Cavs, porque estes não eram os Monstars. Para quem não sabe, os Monstars são os monstros do filme Space Jam, de 1996, e que contou com Michael Jordan no papel principal. Porém, na realidade, a equipa de Cleveland fazia lembrar um pouco os Monstars, regressando para o jogo 2 a todo o vapor, batendo os Celtics em Boston por “não sei quantos” milhões de diferença.

O triplo de Bradley que decidiu o jogo 3 em Cleveland Fonte: theundefeated.com
O triplo de Bradley que decidiu o jogo 3 em Cleveland
Fonte: theundefeated.com

E foi então que os Cavaliers cometeram o erro de interpretarem mal o Space Jam (que até vai contar com sequela nos próximos tempos, com LeBron James como estrela). A equipa de Cleveland saltou para o campo ao som da música dos Monstars, prontos a esmagar mais uma vez a Tune Squad de Boston. Foi hilariante, ousado e, perdoem-me a expressão, estúpido. Porque, tal como no filme, os Cavaliers tiveram uma larga vantagem, mais uma vez. E deixaram-se adormecer…

Com o jogo empatado a poucos segundos do fim e numa cena que bem podia ser retirada de um filme, devido ao efeito dramático da coisa, o lançamento de Avery Bradley andou à volta do aro, batendo várias vezes no mesmo, até que o karma decidiu que era altura de cair. Depois da bola entrar, sobrava um mísero décimo de segundo no relógio, o que não só não permitiu qualquer tipo de lançamento, como ainda aumentou a angústia de uma equipa que subestimou o poder do destino.

Posto isto, sou-vos sincero: duvido que os Cavs voltem a perder frente aos Celtics. Também duvidava que perdessem no domingo, mas o jogo de descontração já lá vai e mesmo num jogo em que tudo começou a correr mal de um momento para o outro, a equipa de Cleveland perdeu com um lançamento no fim. Porém, LeBron James, Kyrie Irving, kevin Love e companhia levam deste jogo duas lições muito importantes: 1. nunca subestimar o adversário. 2. estar atento ao filme!

Foto de Capa: Cleveland.com

Futebol feminino a caminho da dobradinha

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Esta época, o futebol feminino regressou ao Sporting Clube de Portugal, 21 anos depois. Numa temporada absolutamente fantástica, a equipa liderada pelo Professor Nuno Cristóvão sagrou-se campeã nacional 2016/2017.

Numa temporada em que se iniciava o ciclo do futebol feminino, as leoas conseguiram um registo absolutamente fantástico. O Sporting conquistou o título com mais três pontos do que as suas rivais do SC Braga, faltando uma jornada para o fim da Liga Allianz. O Sporting Clube de Portugal, nesta Liga Allianz, somou 71 pontos, com 23 vitórias e 2 empates, em 25 partidas. As atletas do Sporting também na diferença de golos atingiram um registo assinalável, com 121 golos marcados e apenas 10 sofridos.

A equipa do Sporting confirmou a conquista do título na visita ao Boavista Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futebol Feminino
A equipa do Sporting confirmou a conquista do título na visita ao Boavista
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Numa equipa com muito talento, com várias internacionais, brilham atletas como Ana Borges, Diana Silva, Fátima Pinto, Tatiana Pinto, entre tantas outras. Com destaque especial, para a melhor marcadora da Liga Allianz, a capitã Solange Carvalhas, que somou 33 golos. Recorde-se que esta foi uma temporada de enormes sucessos no futebol feminino do Sporting, campeãs nacionais em seniores e juniores e, ainda, campeãs distritais em juvenis.

Um caso sério de sucesso, marca do trabalho desenvolvido pela estrutura, pelos técnicos e pelas atletas em todos os escalões. Sendo que o Sporting contribuiu para a história do futebol feminino em Portugal, tendo batido o recorde de assistências com mais de 9 mil espectadores no jogo disputado no Estádio José de Alvalade XXI, diante o SC Braga.

Uma temporada de títulos, de vitórias, no fundo de Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino