O mercado de transferências de inverno aproxima-se e, por consequência, as equipas procuram as melhores opções para melhorar os seus plantéis. O Sport Lisboa e Benfica não é exceção à regra e já há nomes em cima da mesa.
Yony González tem sido apontado como reforço encarnado já no próximo mês de janeiro e chegará para colmatar algumas lacunas que, também elas, são ainda meramente hipóteses. Confuso? Eu explico.
O SL Benfica tem, no seu plantel, várias soluções para as extremidades do seu jogo ofensivo. Cervi, Caio Lucas, Jota, Gedson, Rafa Silva, Pizzi, Chiquinho e Zivkovic são os extremos que podem ser usados por Bruno Lage para montar a formação encarnada.
Ora, se não faltam jogadores para esta posição no plantel do glorioso, então qual a razão de contratar mais um? Bem, Zivkovic está na porta de saída do clube, uma vez que não regista nenhum minuto ao serviço das águias na presente temporada. Caio Lucas também tem um pé fora da Luz e Rafa Silva enfrenta uma lesão que o afastará dos relvados por muito tempo.
Assim, torna-se necessário contratar mais uma opção válida para as laterais ofensivas dos encarnados. A solução, ao que parece, passa por Yony González, extremo de 25 anos que atua, atualmente, no Fluminense FC da Serie A brasileira.
Yony González não acertou renovação com o Fluminense FC e será um jogador livre Fonte: Fluminense FC
Speedy González, como é apelidado, é um extremo colombiano que já está referenciado pelos olheiros do Benfica há algum tempo. Dono de um drible veloz, são as suas rápidas mudanças de direção e de desequilíbrio que o diferenciam. O colombiano aparece facilmente em zonas de finalização e tem faro de golo.
Ao serviço do Fluminense, Yony tem-se vindo a destacar, embora a sua equipa esteja a ter uma má temporada. O extremo marcou por sete ocasiões no Campeonato Carioca, por uma vez na Copa do Brasil, por três na Copa Sudamericana e por cinco no Brasileirão. Em 58 jogos já marcou por 16 vezes.
Mas nem só de estatísticas se faz este jogador. A sua polivalência é outro dos seus pontos fortes, uma vez que pode atuar tanto na extrema direita, extrema esquerda, e até no meio.
Ainda que não haja qualquer transferência oficial, o Fluminense já confirmou que o Sport Lisboa e Benfica está em negociações com o jogador. Como Yony González está em final de contrato com o Fluminense (termina o vínculo a 31 de dezembro de 2019), e, sem que o clube carioca tenha convencido o jogador a renovar contrato, o clube não tem uma palavra a dizer neste negócio.
Em cima da mesa estão, além de um prémio de assinatura que rondará os dois milhões de euros, um salário de cerca de 700 mil euros anuais por um contrato de longa duração.
Ainda que não chegue aos encarnados para se tornar titular absoluto, pelo menos no imediato, o colombiano de 25 anos torna-se noutra solução para Bruno Lage.
Yony seria, assim, um jogador a sair do banco e capaz de utilizar as suas capacidades para resolver jogos. O negócio deverá ser oficializado brevemente, no entanto as entradas e/ou saídas no plantel encarnado não deverão ficar por aqui.
Depois das entradas com o pé direito na primeira jornada do Mundial, Brasil e Portugal marcaram encontro para o segundo jogo do Grupo D num grande jogo em perspetiva. Talvez, possamos dizer que este foi, definitivamente, uma final antecipada por toda a importância que as duas seleções têm no panorama da modalidade.
COMEÇAR LOGO… A PERDER E RESPOSTA AINDA MELHOR!
Mal começou o jogo e os avisos brasileiros passaram rapidamente a um golo. De um canto marcado por Datinha apareceu Mauricinho, que fez o primeiro golo da partida. Era o 1-0 a favor do Brasil e não podia ter começado pior o jogo para a equipa portuguesa, que iniciou quase o jogo a perder contra o Brasil. Uma entrada muito má por parte da seleção das quinas e a canarinha tinha entrado a todo o gás.
Portugal pouco a pouco ia reagindo e, a 4.48 de terminar o 1.º período, foi Von a criar muito perigo na baliza do Brasil. Um pontapé de bicicleta que embateu com estrondo na barra da baliza defendida de Mao, que, certamente, teve calafrios, pois estaria completamente batido e haveria golo português.
Mas exatamente um minuto depois houve mesmo golo luso. Primeiro, houve falta de Datinha por mão na bola e foi Jordan Santos, o melhor do mundo, que ficou de marcar o livre e não vacilou. Um grande remate por parte do número cinco português que empatou tudo de novo, mas agora a um golo. A seleção das quinas demorou a estabilizar o seu jogo,
Se começou mal o período, Portugal não se pode queixar de como terminou. A faltar 6 segundos para terminar o 1.º período, houve o segundo golo da seleção portuguesa e a primeira reviravolta no marcador. O início da jogada é meio golo com Léo Martins a fazer uma simulação que tirou completamente o jogador brasileiro da jogada e depois cruzou a bola para o meio onde apareceu Rui Coimbra para encostar. Era o 1-2 a favor de Portugal para terminar bem o período.
SEGUNDO PERÍODO FULMINANTE DO BRASIL, MAS SEM FUGIR MUITO
Se terminou bem a seleção portuguesa no período anterior, não se pode falar do mesmo quando ao início do segundo… Foi uma entrada que não devia ter acontecido, mas aconteceu. Logo na bola de saída, foi o capitão de equipa brasileira, Bruno Xavier, a encarregar-se de empatar o jogo a dois. A bola ainda bateu num jogador português antes de entrar e enganou Andrade.
Passados poucos segundos, houve a segunda reviravolta na partida, mas desta vez para a canarinha. Num bom contra-ataque da canarinha, houve o último passe de Rodrigo e foi Catarino a marcar o terceiro da partida para os brasileiros. O jogador brasileiro só teve mesmo de encostar para o 3-2. Entrava, novamente, muito mal Portugal neste período e estava a perder.
Mas o empate português surgiu novamente. E não se podia pedir melhor resposta por parte da seleção portuguesa. Léo Martins conseguiu rodar sobre o jogador brasileiro e, quase como se conhecesse bem onde estava a baliza, chutou quase sem olhar e fez o empate a três na partida. Mas em menos de três minutos houve o descambar total de Portugal. O jogo que estava em 3-3 depressa ficou em 7-3 a favor dos atuais Campeões do Mundo.
O quatro golo foi marcado por Bokinha. Um passe português mal feito deu novo contra-ataque brasileiro e a bola chegou ao jogador solto de marcação que só teve de encostar. O segundo golo idêntico na partida. O quinto foi, outra vez, Bokinha. Depois de novo contra-ataque, houve um grande passe do Antônio e no segundo poste estava Bokinha a faturar de cabeça.
O sexto golo foi um auto-golo de Rui Coimbra, que tentou atrasar a bola para Andrade e acabou por introduzir a bola na própria baliza. O último – o sétimo – dos três minutos negros deste 2.º período pertenceu a Rodrigo. Um bom trabalho do jogador brasileiro sobre Belchior e só teve olhos para baliza que com um excelente remate aumentou para 7-3.
Depois houve uma grande recuperação portuguesa, pelo menos no que diz à redução da vantagem brasileira. Léo Martins foi o primeiro a marcar, depois da desatenção portuguesa, num livre frontal e reduziu para 7-4. Depois houve uma falta Antônio sobre Belchior na grande área e foi marcado penalti. O mesmo Belchior ficou encarregada de converter o mesmo e conseguiu marcar o quinto para Portugal (7-5).
DAQUELAS RECUPERAÇÕES À PORTUGAL, MAS INCOMPLETA
Ouve-se sempre que “à terceira é de vez” e foi no terceiro período que Portugal voltou a atinar na partida. A faltar 8.44 para o fim do jogo, foi Rui Coimbra de cabeça que marcou o sexto golo português. Depois de um belo canto batido por Belchior, a cabeçada de Coimbra não deu completamente nenhuma hipótese para o guarda-redes brasileiro, visto que a bola bateu na base do poste e entrou.
Alguns segundos depois, foi novamente Jordan Santos a inscrever o seu nome nos marcadores. Depois de uma bela recuperação de Bê Martins, o melhor do mundo frente a frente com Padilha não vacilou e empatou a partida a sete golos. Finalmente, Portugal voltava a entrar no jogo e estava tudo a sair bem, tal como nós, portugueses, queríamos.
Mas quando estava tudo a correr bem… No melhor pano cai a nódoa, sempre ouvi dizer. Jordan fez penalti e acabou por levar cartão amarelo. Na sequência houve mesmo golo brasileiro. Filipe rematou com muita força, Andrade ainda adivinhou o lado, mas o remate poderoso não deu para travar. Este foi o momento fundamental para o desfecho de toda a partida, pois a partir daqui Portugal pouco ou nada conseguiu criar.
A faltar oito segundos para o fim da partida, veio a machadada final no resultado. Andrade tentou fazer uma jogada rápida para Bê Martins, mas o oito de Portugal não conseguiu segurar bem a bola e apareceu Datinha, que rematou com força para fazer o 9-7 na partida.
Era assim o final de um jogo emocionante, que, tal como já tínhamos dito no início, era mesmo uma final antecipada e onde os erros portugueses sairam muito caros. Portugal continua com os mesmos três pontos que tinha na primeira jornada e vai defrontar agora Omã e o Brasil é líder do grupo com seis pontos e vai defrontar a Nigéria na última jornada.
CINCOS INICIAIS:
Brasil – Mao (GR), Catarino, Rodrigo, Datinha e Mauricinho
Portugal – Andrade (GR), Bruno Torres, Madjer, Von e Belchior
O SL Benfica disputou nos dias 16 e 23 de novembro o acesso à Fase de Grupos da EHF Cup, a segunda mais importante competição europeia de clubes. Para cumprir o objetivo as “águias” tinham pela frente os croatas RK Nexe.
A primeira mão disputou-se na Croácia. O início no jogo foi equilibrado, mas os encarnados não conseguiram acompanhar o ritmo do jogo, deixando a equipa croata assumir o comando do marcador. Ao intervalo, o RK Nexe vencia 18-12 e o Benfica precisava de recuperar a desvantagem para a missão em Portugal não ser praticamente impossível. As principais melhorias da equipa de Carlos Resende foram na defesa, o que levou a que fosse possível reduzir a desvantagem no marcador para quatro golos, sendo o placar final 30-26. Não sendo um bom resultado, ao menos foi possível reduzir a desvantagem de seis golos do intervalo. Para as “águias” alcançarem a Fase de Grupos seria preciso vencer na Luz por cinco golos ou mais ou por quatro golos caso o RK Nexe marcasse menos de 26 golos.
Deste modo, o jogo da segunda mão era decisivo não só para a eliminatória, mas também para a época do Benfica, já que a equipa tem tido dificuldades em competir com o Sporting CP e o FC Porto a nível interno, tendo já perdido dois jogos com os dois rivais, ambos no Pavilhão da Luz. A tarefa à partida já era difícil e ainda mais ficou com as ausências de Petar Djordjic, melhor marcador da partida da primeira mão, e de Fábio Vidrago.
Sabendo que estava obrigado a vencer por pelo menos quatro golos, a equipa de Carlos Resende assumiu logo a vantagem no marcador no início da partida com uma defesa muito consistente e um ataque bem organizado. Ao intervalo, o resultado era 12-10, o que era insuficiente para atingir os objetivos da equipa. Durante a segunda parte, o Benfica teve, por várias vezes, vantagens de três/quatro golos, mas nunca conseguia adiantar-se no marcador de forma a ter uma vantagem mais segura, quer por falhas técnicas, quer pela boa exibição do guarda-redes da equipa adversária.
Na reta final da partida, o Benfica apenas tinha um golo de vantagem (24-23), adivinhando-se grandes dificuldades para alcançar um resultado que permitisse avançar a eliminatória. Mas nesse momento apareceram as grandes figuras, o capitão Paulo Moreno e o guardião Borko Ristovski, que foram decisivos nos últimos minutos com defesas e golos. Foi, inclusive, o pivot do Benfica que marcou o último golo da partida, mas ao regressar para a defesa cometeu um erro infantil que poderia ter sido fatal: impediu a reposição de bola do RK Nexe, sendo, assim, expulso e a equipa croata teve direito a um livre de sete metros que sendo concretizado teria eliminado o Benfica. Felizmente para o Benfica e para o Andebol Português, Dumencic desperdiçou a oportunidade e os encarnados apuraram-se para a Fase de Grupos da EHF Cup.
O momento chave da eliminatória: a bola à trave no último suspiro da partida Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Estas são boas notícias para o SL Benfica, já que uma boa prestação europeia pode ser a última esperança para uma boa época e para Carlos Resende, que está no último ano de contrato, manter o seu lugar como treinador, já que o Benfica não parece ter as mesmas armas para lutar pelo campeonato com o FC Porto e o Sporting CP em níveis de Liga dos Campeões. Mas estas são também boas notícias para o Andebol Português, já que ao mesmo tempo que o FC Porto e o Sporting CP estão encaminhados para se apurarem para a próxima fase da EHF Champions League, o SL Benfica vai estar na Fase de Grupos da EHF Cup.
Um jogo a contar para a Taça de Portugal, numa tarde chuvosa e de muito vento, neste Outono. A equipa do Rio Ave FC recebia uma equipa sensação desta edição, o FC Alverca, que tinha eliminado o Sporting CP na ronda anterior.
A equipa alverquense jogou sempre ao nível da formação vila-condense, no entanto o golo na primeira parte, acabou por ser suficiente para colocar o Rio Ave na próxima fase.
O jogo começou com um falhanço de Taremi. O iraniano fez um remate frouxo, que acabou ao lado da baliza de João Vitor. Passado pouco tempo, tentou outra vez, com uma cabeçada que errou o alvo. Aos 15 minutos, canto na direita, a bola a passar na grande área por toda a defesa do Alverca e Taremi a rematar para o fundo das redes.
A partir do golo, a postura do Rio Ave mudou. A equipa baixou as linhas e assumiu pouco o jogo. A equipa ribatejana procurava o empate, mas sem sucesso. Na primeira parte a equipa não conseguiu criar uma boa ocasião de golo, com o jogo a ir para o intervalo com 1-0.
Na segunda metade, os ribatejanos procuraram o golo, pressionando alto com os seus avançados, na tentativa de jogar no erro do adversário e de conseguir um roubo de bola para o empate. O conjunto de Vasco Matos jogava mais subido no campo, com Apolinário a pegar no jogo na zona mais ofensiva da equipa.
A equipa não contou com o seu jovem capitão Rafa Castanheira e Luan, que foram peças vitais no jogo contra o Sporting, mas trabalhou e equilibrou sempre o jogo, principalmente, em termos de disciplina tática e de coesão defensiva. A aposta nos homens rápidos, da frente de ataque, não se revelou eficiente.
O Rio Ave fazia algumas incursões rápidas pelos seus extremos, com Mané em evidencia, mas na “Hora H” não conseguiam finalizar.
Fonte: Rio Ave FC
Com o jogo quase sempre equilibrado a meio-campo, esperava-se que o Alverca conseguisse surpreender novamente uma equipa da primeira liga. As entradas de Erik Mendes e Luís Pinto eram a réstia final de esperança para alcançar a igualdade. O veterano Luís Pinto, que jogava no Vilafranquense na época passada, ainda desferiu um remate ao lado da baliza, mas sem perigo. Ronaldo teve a hipótese de igualar as contas aos 85 minutos, mas já em desequilíbrio, rematou fraco.
Rio Ave de Carlos Carvalhal segue em frente, com serviços mínimos e sem brilho. A formação de Alverca terá de se contentar com o seu honroso percurso pela Taça e vira-se agora para o campeonato que é o seu principal objetivo.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Rio Ave FC – Paulo Vítor; Diogo Figueiras, Borevkovic, Nélson Monte e Matheus Reis; Filipe Augusto, Tarantini (Subs. Vitó, 43´) T, Gabrielzinho (Subs. Leandro, 56´) e Carlos Mané; Taremi e Bruno Moreira (Subs. Ronan, 86´)
FC Alverca – João Vitor; Jorge Bernardo, Ronaldo, André Dias; João Freitas, Andrezinho, Ibraima e Venaque (Subs. Luís Pinto, 83´); Wilson (Subs. Flávio Castro, 65´), Apolinário e José Semedo (Subs. Erik Mendes, 76´).
FC Porto e Vitória FC encontraram-se no Estádio do Dragão, em jogo a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, Prova Rainha em Portugal. Este é o segundo degrau da escalada de ambas as equipas na Taça, sendo que os dragões venceram o SC Coimbrões por cinco bolas a zero na terceira eliminatória e os sadinos aplicaram o mesmo resultado ao Águias Moradal. No confronto entre estas duas equipas do primeiro escalão do futebol português, o FC Porto levou a melhor e seguiu, assim, para os oitavos-de-final da prova.
O FC Porto entrou melhor na partida, mas o Vitória não se restringiu apenas à sua defesa. Os sadinos tentaram sair rápido, mas a primeira oportunidade de golo foi para os portistas. Corona, isolado após passe de Loum, atirou ao poste direito da baliza de Makaridze.
Aos 31′, Diogo Costa, num pontapé de baliza, lançou a bola diretamente para Corona que, quando ia isolado, foi derrubado por André Sousa, o que valeu o cartão vermelho direto para o defesa sadino. Otávio, na marcação do livre, tocou curto para Alex Telles, o brasileiro rematou com potência, Makaridze não agarrou e Mbemba, no ressalto, de cabeça, fez o primeiro da partida.
Em cima do intervalo, Otávio assistiu Fábio Silva, que, com a baliza escancarada, não falhou, e acrescentou mais um golo pela equipa dos graúdos à sua conta pessoal. Estava feito o segundo da partida e do FC Porto.
Fábio Silva voltou a marcar pela equipa A do FC Porto, depois de ter renovado contrato Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede
Sem mais oportunidades de golo até ao intervalo, as duas equipas recolheram aos balneários com o FC Porto em vantagem por duas bolas a zero e mais um elemento em campo.
O segundo tempo começou com o FC Porto a dilatar a vantagem no marcador. 10′ depois do início da segunda metade, Jubal, após cruzamento de Corona, empurrou a bola para a própria baliza. Tudo parecia já resolvido no que abrangia o resultado final da partida. Nem cinco minutos depois, Marega concluiu para o quarto golo dos dragões e fechou por completo a partida.
Antes do fim do encontro, Nakajima e Loum ainda atiraram ao poste da baliza de Makaridze, mas tudo se manteve na mesma no que ao resultado dizia respeito.
Carlos Xistra apitou para o fim dos 90′ e, na estreia de Júlio Velásquez pelo Vitória FC, o FC Porto repetiu o resultado do campeonato frente aos sadinos, quatro bolas a zero e segue para os oitavos-de-final da competição.
Dragões e águias encontravam-se para o grande jogo da sétima jornada do campeonato nacional. Os encarnados entraram para esta jornada na liderança e queriam dar seguimento à boa época que têm vindo a realizar. Por sua vez, o FC Porto estava obrigado a vencer caso quisesse continuar na luta pela revalidação do seu título. Estavam então reunidos todos os ingredientes necessários para um grande jogo de hóquei em patins.
EFICÁCIA ENCARNADA DITOU LIDERANÇA INICIAL
Os encarnados entraram melhor na partida e nem três minutos estavam decorridos quando Nicolia colocava o SL Benfica na frente do marcador. Nota para o excelente passe de Diogo Rafael. Apesar do golo, o FC Porto ia criando algumas ocasiões de golo, mas esbarrava num enorme Pedro Henriques.
Apesar dessas tais ocasiões, foi o SL Benfica que voltou a marcar do Dragão Caixa. Após perda de bola de Gonçalo Alves, Ordonez foi pela pista fora, tabelou com Nicolia e, na cara de Xavi Malián, não facilitou. Os encarnados conseguiam assim uma importante vantagem de dois golos. Os comandados de Alejandro Dominguez demonstravam uma eficácia tremenda.
Naturalmente, o FC Porto reagiu e, após uma tremenda recuperação de bola de Gonçalo Alves, o próprio conduziu e assinou um golaço. Foi, literalmente, à lei da bomba. Uma obra de arte do internacional português. Até ao intervalo, os dragões ainda desperdiçaram um livre direto. Carlo Di Benedetto parece ainda estar a adaptar-se ao campeonato nacional. O jogo chegou assim ao intervalo com vantagem de 2-1 para o lado do SL Benfica.
FC PORTO PERDULÁRIO CONTRASTOU COM UM ORDONEZ INSPIRADO
Logo no começo da segunda parte, os dragões dispuseram de mais uma situação de powerplay, após lance disparatado de Gonçalo Pinto. Em mais um livre direto, Pedro Henriques voltou a estar em grande plano e impediu Gonçalo Alves de empatar o encontro. Ainda com um homem a menos, Nicolia conquistou a décima falta e colocou Ordonez frente a Xavi Malián. O argentino não tremeu e dilatou a vantagem encarnada.
Em jogo de parada e resposta, o FC Porto não se fez rogado e poucos segundos depois voltou a reduzir a desvantagem por intermédio de Reinaldo Ventura. Assistíamos neste momento a um autêntico espetáculo. Após um começo de loucos, a partida acalmou um pouco e a emoção estava reservada para os minutos finais.
Já dentro dos últimos dez minutos, o SL Benfica dispôs de mais um livre direto. Desta feita, Nicolia não foi capaz de bater Malián. Costuma-se dizer que quem não marca, sofre. E assim foi. Pouco tempo depois, Rafa rodou dentro da área encarnada e disparou para o fundo das redes.
Numa transição ofensiva bastante rápida, Nicolia isolou Edu Lamas, que foi carregado por Reinaldo Garcia. O argentino viu o cartão azul e colocou Nicolia frente a Xavi Malián. Todavia, o guarda redes espanhol voltou a defender e mantinha o FC Porto no encontro. Com um homem a mais, os encarnados não foram capazes de aproveitar essa situação e o jogo entrava para os últimos dois minutos com uma igualdade a três.
Os encarnados haveriam de cometer a décima quinta falta e, desta feita, Gonçalo Alves não perdoou e ditou o resultado final de 4-3. Pelo caminho, Tiago Rodrigues, guarda redes do FC Porto, defendeu mais uma grande penalidade e foi decisivo para a vitória dos dragões.
Este resultado coloca o campeonato português ao rubro. A UD Oliveirense partilha a liderança com o Óquei Clube Barcelos, com 18 pontos. No terceiro e quarto lugar, seguem o SL Benfica e o Sporting CP, com 16 pontos. Um pouco mais longe, está o FC Porto e também o Riba de Ave, com 13 pontos. É, sem dúvida, o melhor campeonato do mundo.
CINCOS INICIAIS
FC Porto- Xavi Malián (GR), Carlo Di Benedetto, Gonçalo Alves, Rafa, Sergi Miras
SL Benfica- Pedro Henriques (GR), Valter Nunes, Diogo Rafael, Carlos Nicolia e Lucas Ordonez
A construção do pavilhão de Gelo em Portugal foi um dos assuntos dos dias recentes, depois do Secretário de Estado do Desporto ter semi-prometido a construção deste para algures nos próximos quatro anos, na zona de Lisboa, o que causou polémica quanto a dois pontos: o financiamento e a localização.
O primeiro – e mais ideológico – prendeu-se com o facto do Secretário de Estado ter avançado que poderia haver contributo de fundos estatais. No entanto, ficou algo sanado com o esclarecimento da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) de que o atual plano está traçado para o pavilhão ser construído sem recurso a estes. Será um investimento elevado e difícil, mas a FDIP é provavelmente a mais bem gerida Federação Desportiva do nosso país e, por isso, não é impossível que venha mesmo a avançar nesses moldes.
Já a questão da localização, apesar de se colocar também politicamente quanto ao centralismo lisboeta, pode (e deve) ser analisada de uma perspetiva desportiva e, nesse campo, não me parece que a zona da capital seja a mais adequada para esta valência.
Devemos destacar que existem três grandes vantagens para esta localização:
A atual seleção nacional de Hóquei no Gelo, que seria a primordial utilizadora do campo aos dias de hoje, é composta maioritariamente por atletas de Lisboa, que assim teriam o seu trabalho facilitado;
Há uma maior proximidade com os meios de comunicação social e com o poder político, o que permitiria ajudar à divulgação e desenvolvimento dos Desportos de Inverno;
Conhecendo a gestão da FDIP, é fácil pensar que o pavilhão poderá também ser usado para fins comerciais, com alugueres temporais deste que serviriam para cobrir custos de manutenção e até dar lucro à Federação para as suas outras atividades e, nesse campo, não há dúvida que é em Lisboa que há maior procura e maior poder de compra para dar lucro.
O segundo lugar na Development Cup 2018 foi o momento alto da seleção nacional de Hóquei no Gelo Fonte: Portugal Ice Hockey
No entanto, estes não chegam para que se tome a decisão de fazer um investimento de tal ordem. A longo prazo, considero que seria benéfico que estes fossem colocados num local menos centralizado, onde se pudesse criar um cluster de trabalho para os desportos no gelo.
Adicionalmente, ser em Lisboa pode ter o efeito inverso, já que a região está já saturada de espaços, equipas e associações, e a possibilidade de usar o novo pavilhão para realizar eventos internacionais ou receber estágios será mais reduzida dado os mais elevados custos necessários na capital.
Por isso, penso que seria uma melhor escolha fazê-lo noutra zona do país, imitando os casos de sucesso como o Velódromo da Anadia, o Centro de Alto Rendimento de Melgaço ou o trabalho do Hóquei em Campo em Lousada.
24 de agosto de 2014 foi a data em que Vincent Aboubakar assinou pelo FC Porto, com a esperança de ser uma boa sombra para Jackson Martínez.
Até aos dias de hoje, construiu-se uma história de altos e baixos de dragão ao peito, marcando 56 golos em 119 jogos. São números aceitáveis para um ponta de lança que só assumiu a titularidade na época 2015/2016 e 2017/2018. Mas quando se fala em Aboubakar, uma das palavras-chave que definem o camaronês é a irregularidade exibicional, uma vez que este jogador é capaz de levantar o estádio com as suas fintas e golos, ou levar ao desespero do público com uma finta a mais ou uma má execução.
O título deste artigo de opinião mostra-nos como em Vincent Aboubakar a infelicidade pagou-se caro… Mas que infelicidade foi essa?
Temos de recuar para a época transata (2018/2019), em que na fase inicial do campeonato, mais concretamente no jogo frente ao CD Tondela, o avançado camaronês sofreu uma rotura total do ligamento cruzado anterior e ligamento lateral interno do joelho esquerdo. Naturalmente, teve de ser operado e falhou praticamente o resto da época em que completou apenas onze jogos com um total de quatro golos. Era o início de uma grande infelicidade na carreira deste jogador que via este campeonato como a forma de se assumir pela segunda época consecutiva como um titular (quase absoluto) na equipa azul e branca.
O historial de lesões deste jogador também é extenso, mas uma como esta foi fatal nas suas ambições.
Apesar de na época de lesão este ter sido declarado como clinicamente apto pouco tempo antes do final do campeonato, é compreensível não ter sido utilizado por Sérgio Conceição, isto porque a equipa já tinha rotinas e o avançado dos dragões estava claramente com falta de ritmo competitivo. A somar a isto tudo, sofreu outra lesão no mês de maio em que esteve parado nove dias.
Aboubakar foi visitado pelos colegas de equipa no hospital após ter sofrido aquela grave lesão Fonte: Instagram ” Vincent Aboubakar”
Avancemos agora para a análise da época atual e do momento de Aboubakar.
Apesar de o FC Porto ter adquirido o passe de Zé Luís para a frente de ataque, e ainda ter nas suas fileiras jogadores como Tiquinho Soares e Moussa Marega, é incompreensível a falta de oportunidades para Aboubakar que até agora só somou dois jogos na equipa principal (como suplente utilizado), e um ao serviço dos “bês” portistas. Pergunto-me como isto é possível numa frente de ataque que está sempre em rotatividade e numa equipa que não está no seu melhor momento de forma.
Desta forma, é mais que evidente que Aboubakar pagou muito caro a infelicidade que teve no início da época passada.
A prova de como este jogador está mais que apto para a competição deu-se com a sua presença na recente convocatória dos Camarões, em que foi titular frente à seleção do Ruanda e suplente utilizado com Cabo Verde.
Se me permitem a expressão, desde a longa lesão, a carreira deste jogador tem sido uma autêntica “bola de neve”, ou se preferirmos, um “calvário” …
Em cada jogo, há sempre uma esperança de ver este avançado pelo menos no banco de suplentes ou titular frente a equipas mais modestas como por exemplo o SC Coimbrões, mas não passa de uma esperança, uma vez que qualquer jogador se chega sempre à frente.
Por mais que isto custe aos adeptos do FC Porto e fãs de Aboubakar, se calhar a melhor opção é mesmo um empréstimo do avançado camaronês ou até uma venda. Nos últimos dias até se tem falado de uma possível venda ao Besiktas JK por uma verba a rondar os três milhões de euros.
O próprio jogador falou à comunicação social no final do encontro frente ao Ruanda, admitindo os tempos difíceis que tem passado no FC Porto e o facto de os treinadores, quiçá, terem medo de apostar nele para não se lesionar de novo.
É esta a “bola de neve” em que Aboubakar se encontra, e contra quem luta todos os dias que vai ao Olival.
O FC Porto volta a jogar hoje, a partir das 17h30, frente ao Vitória FC. Será que é desta que Aboubakar se volta a vestir de azul e branco? É esperar para ver.
A Elite Round da UEFA Futsal Champions League foi o fim na participação dos clubes portugueses em prova, SL Benfica e Sporting CP. No Leste (Cazaquistão e Rússia), as formações lusitanas tiveram dificuldades para passar os seus respetivos grupos e acabaram por deixar escapar o bilhete para a Final Four.
A primeira desilusão começou logo com os campeões nacionais, SL Benfica, pois à segunda jornada estava fora da discussão por um lugar. Depois, foi o atual Campeão Europeu, Sporting CP, que só precisava de um empate, mas nem isso conseguiu e não ultrapassou uma barreira russa apoiada por um pavilhão completamente cheio. Mas vamos à análise daquilo que foi os grupos tanto dos portugueses (Grupos B e C) como nos outros dois (Grupos A e D).
UM FRIO SIBERIANO E UM MKF TYUMEN TRAVAM CAMPEÃO EUROPEU
O Sporting CP começou esta Elite Round a encontrar um adversário que já tinha enfrentado na mesma ronda o ano passado, o Novo Vrijeme (Croácia). Foi um jogo tranquilo onde a equipa leonina venceu por 4-0, mas ainda assim partilhavam a liderança partilhada – ainda que com vantagem – com os anfitriões desta fase, o MKF Tyumen (Rússia), que tinham vencido por 3-0 o Ayat (Azerbaijão).
A segunda jornada trouxe boas notícias para os atuais campeões europeus, mas ainda assim não se livraram de suar um bocado para ultrapassar o Ayat. Os cazaques ainda marcaram primeiro, mas depois os verdes e brancos tomaram conta do jogo terminaram com um resultado favorável de 5-2. A segunda boa notícia foi o facto de o MKF Tyumen ter deslisado contra o Novo Vrijeme (3-3) e assim dar a liderança isolada do Grupo B. Contudo, foi uma falsa esperança para a equipa portuguesa.
Depois de duas vitórias consecutivas, o Sporting apenas precisava de apenas empatar, mas não foi conseguido o objetivo… Fonte: Sporting CP
O Sporting entrou em campo a precisar somente de empatar para passar para a próxima fase, mas já se sabe que quando há este pequeno pormenor de um momento para o outro tudo pode mudar. E foi isso que aconteceu aos leões. O MKF Tyumen começou da melhor maneira o jogo e marcou logo aos sete segundos e, a partir daqui, o sonho dos verdes e brancos foi destruído pouco a pouco. O Sporting até teve muito melhor na partida, mas os russos foram mais eficazes junto da baliza de Gonçalo Portugal, que viriam a ganhar por 1-3.
Os leões falham assim a sua quarta Final Four consecutiva e, pior ainda, perdem a possibilidade de revalidar o título da UEFA Futsal Champions League, que tinham vencido o ano passado em Almaty.
SL BENFICA HIPOTECOU ESPERANÇAS DESDE CEDO
A participação do SL Benfica no Cazaquistão ficou marcada pelas duas derrotas nos dois primeiros jogos, algo que acabou com as esperanças da equipa portuguesa seguir em frente na competição.
Já desde a realização do sorteio que se adivinhava uma tarefa hercúlea para os encarnados, inseridos num grupo com os italianos do ASD Pesaro Calcio a 5, os espanhóis do AD El Pozo Murcia e o Kairat AFC, equipa cazaque que foi sorteada para acolher este grupo C da ronda de Elite. No primeiro dia de competição, o Benfica tinha pela frente o Pesaro Calcio a 5, e logo neste jogo as aspirações das águias ficaram comprometidas, com uma derrota por 5-1.
Seguia-se um jogo altamente decisivo, contra a equipa do país vizinho, pois tudo o que não fosse uma vitória encarnada significava o adeus dos benfiquistas às hipóteses de chegar à final four, enquanto que uma vitória do Murcia os deixava a apenas um empate da fase final. Infelizmente, o jogo caiu para os lados dos espanhóis, um triunfo por 4-2, que significava o fim da aventura europeia nesta temporada nesta ronda de Elite.
Doze anos depois, o ElPozo Murcia vai marcar presença numa Final Four Fonte: ElPozo Murcia FS
Mas ainda havia um último jogo para disputar, perante a equipa da casa, para tentar salvar a honra e pelo menos evitar o último lugar, só possível com um triunfo. Foi isso mesmo que sucedeu, uma vitória por 5-3, garantindo o terceiro lugar neste grupo, dominado pelo El Pozo Murcia, que volta a uma fase final do principal troféu europeu de clubes 12 anos depois, com sete pontos em três jogos, fruto de duas vitórias e um empate muito saboroso com o Pesaro, no último jogo, já que era um resultado que garantia a vaga na final a quatro aos murcianos.
Uma das notícias que marcou a última pausa para as datas FIFA foi a saída de César Peixoto do comando técnico da Académica OAF. Com o clube da cidade dos Estudantes a ocupar a 15ª posição da Segunda Liga com apenas nove pontos conquistados, o antigo jogador demitiu-se do cargo de treinador da Académica, naquela que seria apenas a segunda experiência como treinador, depois de ter deixado impressões positivas na época passada ao serviço do Varzim SC.
Desde que desceu de divisão na temporada 2015/2016, a Académica sempre tem sido dada como um crónico candidato à subida para a Primeira Liga, mas a verdade é que o emblema academista tem mostrado que não possui um projecto sólido e sustentável que faça o clube crescer e regressar ao convívio entre os grandes do futebol português.
Esta espiral descendente começou quando a Briosa ficou em último lugar no campeonato de 2015/2016, com a despromoção à Segunda Liga a levar o então presidente José Eduardo Simões a apresentar a demissão, sendo substituído por Paulo Almeida. No entanto, Paulo Almeida não chegaria a durar uma época completa no clube, demitindo-se durante a temporada seguinte, dando o lugar a Pedro Roxo.
João Carlos Pereira, sucessor de César Peixoto no comando técnico dos Capa e Batina, é o oitavo treinador da Académica na presidência do engenheiro de 39 anos. Pedro Roxo foi eleito quando o clube era orientado por Costinha, seguindo-se três treinadores na época seguinte: Ivo Vieira, Ricardo Soares e Quim Machado. Na época passada, a equipa esteve nas mãos de Carlos Pinto e de João Alves.
César Peixoto não conseguiu impor as suas ideias na Briosa Fonte: Académica OAF
O técnico luso-angolano de 54 anos, já tinha passado pela Briosa na temporada 2003/2004, passando também por clubes como o CD Nacional, Moreirense FC, Estoril Praia SAD e o CF “Os Belenenses”. Passou ainda por países como o Chipre e a Suíça, tendo nos últimos anos sido o Coordenador geral da Aspire Academy no Catar. No entanto, até que ponto é que esta espiral de cabeças rolantes que tem circulado no clube poderá prejudicar o seu trabalho?
Nas últimas seis temporadas, a de 2016/2017 foi a única em que a Académica não mudou de treinador a meio da época, sendo o espelho de uma instituição histórica, mas que não demonstra qualquer estabilidade nos dias de hoje. E as muitas alterações feitas no plantel no último defeso também dificultam a implementação de ideias, de maneira que não se espera um percurso fácil de João Carlos Pereira no regresso à cidade dos Estudantes.
A ideia que eu tenho, é que Pedro Roxo é um presidente que tem olho para treinadores, mas que não tem capacidade para criar condições que lhes permitam desenvolver e sustentabilizar o seu trabalho, não conseguindo criar um contexto que favoreça a equipa. Este clima de instabilidade que reina na Briosa já paira há alguns anos e a tendência, é que não recupere tão cedo.