Uma posição não muito prestigiada e, de certa forma, restrita a uma parte da população mundial, a lateral esquerda exige que jogadores apresentem habilidades, técnicas e modelo de jogo utilizando, preferencialmente, o pé dominante esquerdo. Football Manager 2022
Isto também evidencia que apenas 10% da população mundial, consideradas canhotas, terão maior facilidade para desempenhar a função de lateral esquerdo no futebol.
O menor número de concorrentes, dificulta a descoberta daqueles jogadores que realmente fazem a diferença pelo lado esquerdo. No entanto, quando esses jogadores surgem, fazem total diferença no plantel de uma equipa vencedora.
O Bola na Rede destaca, para os jogadores de Football Manager 2022, os cinco principais nomes da lateral esquerda no jogo, evidenciando as principais capacidades, versatilidades e pontuações no jogo.
14/11/21 marca a data da despedida de Valentino Rossi do desporto ao qual se dedicou a vida inteira. Numa primeira leitura, parece uma data como outra qualquer, mas, se fizermos as contas bem feitas, o resultado da soma é 46. Isso mesmo, o número que Il Dottore utilizou durante toda a carreira na MotoGP.
No Circuito Ricardo Tormo, em Valência, a festa fez-se em tons de amarelo. O piloto não venceu a prova, longe disso, mas o público celebrou a carreira do melhor de sempre na modalidade. Até à última volta do Grande Prémio, acredito que alguns fãs ainda acreditassem que era possível um volte face na decisão, obrigando-o a ficar mais um ano.
O adeus de uma lenda, obrigado, Valentino!
Contudo, depois de alguma emoção, era hora de encostar a fiel companheira. Na entrada das boxes, não existiam equipas nem rivalidades, porque o legado de Valentino é muito superior a qualquer luta supérflua.
No total, contam-se nove campeonatos – sete na MotoGP, um na categoria 125cc e outro nos 250cc. O italiano foi um dos impulsionadores da competição, que agora é uma das mais vistas no mundo.
Em 25 anos na categoria rainha, contam-se 432 largadas, nas quais se contabilizam 115 vitórias – e muitos sinos tocados na cidade Natal, Tavullia. Vestiu as cores da Honda, Yamaha e Ducati, mas, as bancadas cheias imortalizam o amarelo, a cor que invadia o logótipo e a frente das diferentes motos.
Um quarto de século e muitas vitórias depois, ficam as memórias de muitos momentos épicos, que vão perdurar de geração em geração. Mesmo com o último título a datar de 2009, mais de uma década depois, ainda se vislumbravam crianças, que nunca viram Valentino a vencer, no colo dos pais a gritar pelo astro italiano.
Even some of the world’s biggest superstars were inspired by @ValeYellow46! 🤩
Valentino Rossi é sinónimo de entretenimento, classe e inspiração. O espírito com que levava a competição, de uma forma leve e divertida, inspirou milhões de pessoas em todo o mundo. A forma como ultrapassou barreiras apenas demonstra que o italiano era muito mais que um motociclista, era e vai continuar a ser uma superestrela.
Não é preciso ser um ator de Hollywood ou um cantor de sucesso para garantir esse estatuto. Por vezes, os desportistas parecem figuras, aos olhos de muitos, impossíveis de idolatrar devido à carreira fugaz. No entanto, com uma moto e a personalidade distinta, Vale conquistou uma legião eterna.
A #ValenciaGP we will remember for a long long time! 🙌
Mesmo na adversidade, com pernas partidas e momentos menos felizes da carreira, o sorriso e a boa disposição iluminavam o paddock. Contudo, são as manobras no limite e a forma como se foi habituando às mudanças do desporto que marcam a estadia longa ao mais alto nível.
Com pilotos cada vez mais agressivos, o italiano soube manter a postura, mas conseguia, mesmo assim, continuar a surpreender.
O legado de uma pessoa mede-se por muitos fatores. No caso de Rossi, se perguntarem a alguém que não acompanhe MotoGP, muito provavelmente já ouviu falar ou conhece pelo impacto que teve fora dos circuitos. De agora em diante, é a hora dos sucessores, inspirados pelo italiano, continuarem a espalhar o que o mestre ensinou.
Seja na F1, futebol ou até ténis, melhor, qualquer desportista da nova geração está, quase de certeza, inspirado em Rossi. Por isso, mesmo que a moto com o gigante autocolante 46 esteja fora dos circuitos, vamos continuar a ver um pouco de Rossi em cada um deles. Grazie, Vale!
Ainda que cheguem ao confronto com embalos diferentes, ambos os conjuntos vão pisar o relvado da Luz com legítimas aspirações na Taça de Portugal e com a mesma convicção de que podem seguir para os oitavos (ainda que nunca os pacenses tenham vencido os benfiquistas para a Taça de Portugal). Cheira
Após terem eliminado CD Trofense (1-2 após prolongamento) e GD Águias do Moradal (0-3) respetivamente, Águias e Castores vão agora ter um encontro escaldante na noite de sexta-feira, naquela que é uma antevisão da última jornada do campeonato (dessa feita, o jogo será na Capital do Móvel).
Com ambições semelhantes, mas favoritismos distintos, quem está mais perto de vencer? Será a garra da águia ou o dente do castor o mais afiado? Vejamos o que nos dizem os dados históricos e estatísticos.
10 DADOS RÁPIDOS
O SL Benfica venceu os últimos sete confrontos diretos.
O FC Paços de Ferreira não triunfa sobre os encarnados há 12 jogos (última vitória foi na Capital do Móvel, por 1-0, a 26 de janeiro de 2015 – golo de grande penalidade de Sérgio Oliveira aos 90 minutos).
Nos últimos 35 embates entre benfiquistas e pacenses, registaram-se apenas duas vitórias auriverdes e foram ambas na Mata Real.
No historial, encontramos 52 jogos entre SL Benfica e FC Paços de Ferreira e apenas quatro triunfos dos Castores – sempre por resultados diferentes: 3-2, 2-1, 3-1 e 1-0.
O FC Paços de Ferreira só por uma vez venceu no reduto das águias: foi a 18 de março de 2001, para a 25ª jornada da Primeira Liga, e o resultado registado foi um 2-3.
O SL Benfica só não marcou golos em três dos 52 encontros com o FC Paços de Ferreira (dois nulos e uma derrota por 1-0).
Nos últimos dez embates com as águias, os castores só apontaram dois tentos (em dois jogos distintos).
Na última vez em que SL Benfica e FC Paços de Ferreira se encontraram para a Taça de Portugal, a partida foi a contar para as meias-finais e foi também no Estádio da Luz, tendo terminado empatado (1-1). No entanto, os encarnados haviam vencido 2-0 na Mata Real na primeira mão e avançaram para a final. Ainda assim, foi a única vez que os pacenses não perderam com os encarnados para a prova-rainha.
Curiosidade: neste jogo (2013), nenhum português jogou pelo SL Benfica (onze titular mais suplentes utilizados). Cheira
A única vez que se encontraram nos 16-avos de final da Taça de Portugal, o SL Benfica foi a Paços de Ferreira triunfar por 5-1, em janeiro de 1983 (foi o primeiro confronto direto para a prova-rainha entre os dois conjuntos).
10. Nos cinco confrontos diretos para a Taça de Portugal entre encarnados e auriverdes, houve golos de ambas as partes em quatro (1-5, 1-4 e 4-1 para as águias e um empate a um golo). Cheira
JOGADORES A TER EM CONTA
Everton continua à procura do seu espaço na Luz Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Everton (SL Benfica)– O mau momento de Everton levou Tite a não chamá-lo aos trabalhos da seleção brasileira. É negativo, claro, mas pode trazer algo de positivo. “Cebolinha” ficou assim à disposição de Jorge Jesus e, muito provavelmente, será titular neste encontro. Cheira
Desta forma, Everton terá a oportunidade de dar continuidade à sua melhor exibição da época, conseguida ante o SC Braga. Não sabemos se estará ao mesmo nível, mas com toda a certeza a análise ao adversário por parte da equipa técnica dos auriverdes passará muito pela questão “como travar Everton?”.
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Stephen Eustáquio (FC Paços de Ferreira) – Apesar do bom momento de jogadores como Nuno Santos, Lucas Silva ou João Pedro e da experiência de Luiz Carlos, o médio internacional e titularíssimo pelo Canadá continua a ser o principal esteio e a principal figura dos Castores. Cheira
Sempre muito sóbrio, muito disciplinado taticamente, com bom toque de bola, Stephen Eustáquio vai à Luz procurar ser figura de destaque e fazer Jorge Jesus retratar-se das considerações que teceu sobre o médio pacense na época passada.
“Vai ser um jogo competitivo, difícil. O FC Paços de Ferreira é uma boa equipa, uma equipa bem organizada quando está a defender. É uma equipa que sabe os momentos do jogo e tem alguns jogadores internacionais, como é o caso do Eustáquio”. Cheira
FC Paços de Ferreira: André Ferreira; Jorge Silva, Maracás, Flávio Ramos, Antunes; Stephen Eustáquio, Luiz Carlos, Nuno Santos; Juan Delgado, João Pedro, Lucas Silva.
Treinador: Jorge Simão
“Queremos ter muita bola, mas sabemos que, se calhar, não vai acontecer tanto como gostaríamos. O rigor é a chave do jogo, juntamente com alguma sorte. Não se consegue eliminar o Benfica no seu estádio sem uma parte de sorte”. Cheira
PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 3-2 FC Paços de Ferreira
Uma das equipas mais lendárias da NBA. Os San Antonio Spurs são uma das franquias que mais dominou nos últimos anos, muito graças a um senhor treinador: Gregg Popovich. Os SA Spurs é uma equipa que muitos gostariam de pertencer há uns anos, porém não é esse o caso ultimamente.
As melhores épocas dos SA Spurs aconteceram a partir de 1999, ano em que conquistaram o primeiro campeonato. A partir daí, venceram mais quatro campeonatos – 2003, 2005, 2007 e 2014. Até à época 2019-20, os Spurs eram a equipa da NBA com maior percentagem de jogos vencidos e tiveram 18 épocas consecutivas com pelo menos 50 vitórias na época regular (1999-2000 – 2016-17).
Os jogadores mais importantes da história dos SA Spurs foram David Robinson, Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker. David Robinson foi a primeira escolha do Draft de 1987, venceu dois campeonatos, foi o MVP da época 1995 e foi 10 vezes All-Star.
Tim Duncan venceu cinco campeonatos, três vezes MVP das Finais, duas vezes MVP da época regular e 15 vezes All-Star. Manu Ginobili venceu quatro campeonatos e duas vezes All-Star. Tony Parker venceu quatro campeonatos, seis vezes All-Star e foi o MVP das Finais de 2007.
Tudo isto, com Gregg Popovich no comando, o treinador há mais tempo no ativo no mesmo clube nos Estados Unidos da América.
Nas últimas épocas, os SA Spurs têm sofrido bastante. Depois de 22 épocas consecutivas nos playoffs, já não vão à fase mais adiantada da NBA desde 2018-10. Gregg Popovich e companhia têm apostado em jogadores jovens, uma das especialidades de Pop: apostar em jogadores jovens. Porém, apesar de ser preciso jogadores jovens, os Spurs perderam Kawhi Leonard, um dos melhores jogadores da equipa nos últimos anos, durante a época 2019-20 e dois jogadores na época de transferências na última época.
DeMar DeRozan e Patty Mills foram os dois jogadores que saíram e que desempenhavam papéis importantes na equipa. O primeiro foi para os Chicago Bulls e está a ser uma das peças fundamentais de uma das melhores equipas da NBA. Já o australiano foi para os Brooklyn Nets e está sendo um jogador crucial vindo do banco.
Como esse cara amava fechar jogos aqui em San Antonio, pra fechar sua participação na história da franquia…
Aqui vão os melhores momentos de DeMar DeRozan no clutch time com a camisa dos Spurs. pic.twitter.com/cdMHhlSo43
Neste momento, os SA Spurs estão no 13.º lugar na Conferência Este, com quatro vitórias em 14 jogos e são a terceira equipa com o pior recorde na NBA. Até ao momento está a ser (mais) uma época para esquecer.
Dejounte Murray está a ter a melhor da carreira, até ao momento, com uma média de 18.9 pontos por jogo, 8.1 ressaltos por jogo e 8.1 assistências por jogo. Keldon Johnson é outro jogador que está a ter mais destaque na nova época. O norte-americano foi um dos jogadores que conquistou os Jogos Olímpicos de Verão. Até ao momento, Johnson está a ter uma média de 15.6 pontos por jogo, 6.4 ressaltos por jogo e 2.1 assistências por jogo. São os dois principais jogadores dos “novos” SA Spurs.
Dejounte Murray acaba de se juntar a:
Tony Parker (camisa aposentada)
Jhonny Moore (camisa aposentada)
Alvin Robertson
Willie Anderson
Como únicos Spurs a chegarem a 2.500 pontos e 1.000 assistências em seus 300 primeiros jogos da carreira. #PorVidapic.twitter.com/SjYIrasghQ
Apesar de uma tremenda revolução na equipa, a reforma do treinador está cada vez mais próxima. Ainda não se sabe quem será o sucessor, mas a treinadora-adjunta, Becky Hammon, é o principal nome de todos referenciados nos últimos anos. Se isso acontecer, será a primeira treinadora principal efetiva na NBA.
Os SA Spurs, possivelmente, não vão voltar a ser o que eram, mas espera-se que sejam uma das equipas a ter em conta daqui a algumas épocas. Com ou sem Pop, os Spurs vão ser uma das equipas mais respeitadas na NBA.
A CRÓNICA: TEREMOS SEMPRE PARIS, MAS HOJE NÃO TIVEMOS FC PORTO
O campeão português foi a casa do campeão francês ser derrotado de forma pesada, numa partida marcada pela primeira parte menos prolífica dos Dragões em muitos, muitos anos. Tudo correu mal, mas ainda assim vai haver segundo encontro. Na próxima semana, o cenário será a Dragão Arena e a história… bom, essa terá que ser necessariamente diferente. Vamos ao que se passou no Stade Pierre de Coubertin.
Os parisienses começaram melhor, desde cedo ditando o ritmo da partida e impondo o seu domínio. O primeiro golo portista surgiu já perto do final do sexto minuto e com os da casa a vencerem por 3-0. A autoria do remate coube à mão direita de Sliskovic. Nos 10 minutos iniciais, a eficácia nos livres de sete metros e a letalidade dos remates de Mikkel Hansen cravaram a diferença entre as equipas, com reflexo no marcador.
Dez minutos e 4-1 no placar. Os guardiões de ambos os conjuntos não estavam mal na partida, mas o resultado pobre e a qualidade de jogo paupérrima justificavam-se mais neste momento pela ineficiência de parte a parte nos respetivos processos ofensivos. Os gauleses foram os primeiros a subir os níveis de qualidade.
A jogar melhor e com um enorme Vincent Gérard na baliza, o Paris Saint-Germain FC começou a cravar um fosso no marcador que não refletia da forma mais verídica o diferencial entre as equipas. Na ofensiva, o dinamarquês Hansen continua de mão quente, sobretudo da marca de sete metros – cara a cara tanto com Mitrevski, como com Frandsen.
Vinte minutos e 11-3 no marcador. O FC Porto continuava a acumular erros e bolas aos postes, enquanto os parisienses continuavam a subir os níveis de acerto defensivo e ofensivo. Gérard continuava a brilhar na baliza e Mikkel Hansen continuava a criar uma bonita história de amor com a marca de sete metros. O PSG continuava a marcar.
E a marcar. E a marcar. Do outro lado… um deserto de golos. Os portistas haviam concretizado o seu terceiro tento aos 13:40 e só viriam a fazer o quarto golo aos… 28:46. Era o 18-4 e este haveria de ser o resultado ao intervalo. No momento de recolher aos balneários, o FC Porto tinha dois nomes apenas inscritos na folha de marcadores: Ivan Sliskovic (um golo) e Daymaro Salina (três).
Trinta minutos e 18-4 no placar. Os Dragões vieram reconfigurados para a segunda parte e fizeram nos primeiros cinco minutos tantos golos quanto os feitos no primeiro tempo. A recuperação, todavia, era lenta e gradual, pois do outro lado os níveis dos dois últimos terços dos primeiros 30 minutos mantinham-se. Ainda assim, a exibição portista neste reatar de partida em nada se assemelhava à da primeira metade. E o resultado assim o refletia.
Quarenta minutos e 23-11 no marcador. Iturriza e Leonel Fernandes eram os esteios da melhoria portista. Do outro lado, o guardião Genty e o lateral Rémili assumiam-se como as figuras de proa dos gauleses na segunda parte. Neste novo paradigma de forças, o Paris Saint-Germain FC continuava a superiorizar-se e voltava a disparar no marcador.
Cinquenta minutos e 28-15 no placar. A réplica portuguesa ia gozando de uma singeleza que não se compadece com o necessário para reabrir o marcador, que parecia selado irrevogavelmente há largos minutos. Os dez minutos finais serviram apenas para adornar o placar e dar início à festa parisiense.
Sessenta minutos e 33-19 no marcador.
A FIGURA
28′: À l’image d’un excellent @Gerard_Vincent les Parisiens sont impressionnants aussi bien défensivement qu’offensivement !
Vincent Gérard – foram vários os jogadores parisienses em destaque, mas o guardião de 34 anos – que até cedeu o lugar a Genty ao intervalo – foi monstruoso na baliza dos franceses e permitiu, com inúmeras defesas, que a turma da casa fosse dilatando o marcador. O FC Porto faz quatro golos no primeiro tempo, mas faz… 21 remates. Houve bolas nos ferros e atiradas ao lado da baliza, é certo, mas houve também um Gérard gigante a proteger as redes do Paris Saint-Germain FC.
Primeira parte do FC Porto – Pior. Primeira parte. De sempre. Haverá poucas dúvidas quanto a este resumo muito resumido – e ao estilo de The Simpsons – dos primeiros 30 minutos dos portistas esta noite em Paris. Na capital francesa, mar de rosas só mesmo as camisolas portistas…
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC
A turma de Raul Gonzalez defendia em 6×0, prestando muita atenção ao pivô portista, empregando uma marcação muito cerrada aos elementos adversários que por essas funções passavam. Apesar de os franceses terem praticado alguns contra-ataques venenosos, estes eram mais de conveniência do que estratégicos.
O Paris SG FC preferia ataques pacientes, com a bola a circular maioritariamente no corredor central e com forte presença e muito trabalho do elemento gaulês que, a cada momento, estivesse em quadra. Com o crescendo de confiança que o decorrer atípico do jogo permitia, os franceses começaram a apostar em ataques menos prolongados.
SETE INICIAL E PONTUAÇÕES
Vincent Gérard (9)
Luc Steins (7)
Ferran Solé (6)
Luka Karabatic (8)
Nédim Rémili (9)
Adama Keita (7)
Nikola Karabatic (8)
SUPS. UTILIZADOS
Yann Genty (8)
Sadou Ntanzi (5)
Dainis Kristopans (6)
Benoit Kounkoud (5)
Henrik Toft Hansen (6)
Mathieu Grébille (5)
Kamil Syprzak (6)
Mikkel Hansen (8)
Elohim Prandi (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Os pupilos de Magnus Andersson defendiam em 6×0, tendo tal como o conjunto francês muita atenção ao trabalho dos pivôs contrários. Na vertente ofensiva, os erros portistas acumulavam-se, não sendo totalmente percetível qual seria a estratégia definida pelo técnico sueco. Ainda assim, os Dragões procuravam circular bola até encontrar uma brecha criada pelo pivô.
Todavia, só por algumas vezes e regra geral por Salina conseguiam os azuis-e-brancos (hoje em tons de rosa) ter remates em zona central e para lá da marca de sete metros. Os erros constantes na troca de bola impediam que esta chegasse aos pontas portistas, que não tiveram um jogo fácil (à semelhança de toda a equipa).
A CRÓNICA: POVEIROS VENDERAM CARA A DERROTA EM CASA DO CAMPEÃO SPORTING
Num encontro em que Rúben Amorim apresentou várias alterações no onze inicial, foi a equipa da casa que entrou melhor e controlou o ritmo da partida durante os minutos iniciais. Com um pendor claramente ofensivo, os “leões” aproximaram-se da baliza poveira em várias ocasiões, grande parte fruto de cruzamentos para a área.
Com Nuno Santos e Gonçalo Esteves em destaque pela largura e verticalidade que ofereciam ao ataque leonino, o Sporting esteve à beira do golo em três ocasiões, todas elas defendidas de forma vistosa pelo guardião do Varzim, que mostrava estar em noite inspirada.
Os visitantes concentravam-se em tarefas mais defensivas, criando perigo em contra-ataque. Foi assim que conseguiram importunar João Virgínia em três ocasiões, que obrigaram o jovem guardião a aplicar-se.
O nulo no marcador manteve-se até ao intervalo e durante o início do segundo tempo, com o golo a tardar em surgir. Isto é, até que Ruben Amorim lançou Pedro Gonçalves em jogo para o lugar do lesionado Jovane Cabral.
O internacional português não demorou a fazer o gosto ao pé e inaugurou o marcador à passagem do 68.º minuto ao aparecer sozinho ao segundo poste. O Varzim respondeu e dez minutos depois chegou ao empate da marca de grande penalidade.
A partida aproximava-se do apito final quando Pote voltou a ser decisivo, desta vez da marca de penalti para castigar falta de João Reis sobre Pedro Porro. O encontro terminou com o 2-1 e o Sporting segue em frente na Taça de Portugal.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Gonçalves: Saiu do banco e voltou a dar uma vitória ao Sporting. Se no primeiro golo teve a “fortuna” de estar no sítio certo à hora certa, no segundo mostrou frieza na marca de grande penalidade numa altura em que o encontro se aproximava dos 90 minutos.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Jovane Cabral – O avançado leonino saiu tocado, mas enquanto esteve em campo pareceu pouco interventivo e ligado ao encontro. Jovane parece precisar de “golos” para recuperar a confiança e colocar em campo o seu melhor futebol.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting apresentou-se com inúmeras alterações, não só devido a lesão, mas também pelos atletas que estiveram ao serviço das suas seleções. Não obstante, a equipa apresentou um grande pendor ofensivo com Nuno Santos e Gonçalo Esteves em evidência nas alas leoninas.
A equipa lisboeta teve nos corredores laterais as suas principais armas, aproximando-se com facilidade do último terço. Contudo, a tomada de decisão nem sempre era a melhor, e a defesa visitante conseguia lidar com as investidas dos “leões”.
Defensivamente, os comandados de Ruben Amorim concederam muito espaço ao Varzim, que aproveitou para causar perigo em transição.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
João Virgínia (7)
Matheus Reis (6)
Zouhair Feddal (6)
Bruno Tabata (7)
Matheus Nunes (7)
Jovane Cabral (6)
Nuno Santos (7)
Paulinho (6)
Ricardo Esgaio (6)
Daniel Bragança (7)
Gonçalo Esteves (7)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Gonçalves (8)
Pablo Sarabia (7)
Pedro Porro (7)
Luís Neto (-)
ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC
Frente a um adversário de um nível competitivo mais elevado, os poveiros conseguiram suportar a pressão inicial da equipa da casa e conseguiram importunar, em mais que uma ocasião, a baliza defendida por João Virgínia.
Tal como o técnico do António Barbosa afirmou no final da partida, um dos fatores decisivos acabou por ser a falta de acerto no momento da finalização. A equipa da Póvoa de Varzim não conseguiu manter a calma nas alturas chave e permitiu a intervenção da defensiva leonina e do seu guarda-redes.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ismael Lekbab (8)
André Micael (6)
Rafael Assis (7)
Nuno Valente (7)
André Leão (7)
Heliardo Silva (6)
Zé Tiago (7)
João Reis (6)
José Ferreira (6)
Cassio Sheid (7)
Octávio Barros (6)
SUBS UTILIZADOS
Luís Pinheiro (6)
Murilo (5)
Lessinho (-)
Agdon (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Varzim
Não foram colocadas questões ao técnico António Barbosa.
Sporting
Não foram colocadas a questões ao técnico Ruben Amorim.
A caminhada para o final da temporada ainda é, muito, longa, engane-se quem acha que o 11 já está fechado e que vão jogar “sempre os mesmos”, Sérgio Conceição, que gosta de assumir uma posição forte em relação à rotatividade da equipa que inicia os jogos, será obrigado a fazer descansar os jogadores mais fatigados pelo calendário apertado.
Afinal com a Liga dos Campeões, o Campeonato Português e a Taça de Portugal é obrigatório fazer uma rotação inteligente do plantel.
Esses “reforços”, são a prata da casa e estão já preparados para assumir a responsabilidade de corresponder quando a oportunidade chegar. Qualidade não falta, é de conhecimento geral que a aposta nos jovens que são provenientes da equipa B está no seu auge, talvez pela maneira urgente de como é necessário capitalizar estes jogadores para mais tarde renderem financeiramente.
Assim sendo, quais são os jogadores, originários da equipa B, que podem ainda assumir a titularidade nos dragões?
A Seleção A é o sítio onde todos os jogadores do mundo querem chegar, mas apenas alcançável para os melhores de cada país. Cada convocatória tem de ser justificada pela competência e qualidade mostradas no clube, e também por isso todo e qualquer jogo assume redobrada importância para os profissionais que sabem que podem vir a envergar a camisola da sua nação.
Naturalmente não há espaço para todos, e por isso só os melhores dos melhores podem ser chamados de cada vez, aqueles que estão em melhor forma no momento e que, dependendo dos jogos que cada seleção vai ter, se enquadram melhor naquilo que o selecionador quer da equipa. Também por isso há, em todas as convocatórias, as chamadas “injustiças” que dão muito que falar e que são conversa nos cafés, algo que já tomamos como habitual após cada decisão dos treinadores, sejam eles quais forem.
Desta vez escolhemos a seleção de Portugal, e vamos falar de três jogadores que poderiam ter sido chamados nesta paragem de novembro. Não queremos, no entanto, falar em injustiças porque aqueles que lá estiveram tinham, sem dúvida nenhuma, muita qualidade, mas são jogadores que cuja convocatória não chocava ninguém e seria aceite de muito bom grado.
Taça de Portugal: Sporting CP x Varzim SC – Quinta-feira, 20:15, 18 de novembro de 2021
A CRÓNICA: REGRESSO DAS SELEÇÕES EM BUSCA DA VITÓRIA
E cinco anos se passaram desde a última vez que o Sporting CP recebeu o Varzim SC em Alvalade em jogo a contar para a fase de grupos da Taça da Liga. Na altura, em 2016, foi Gelson Martins o protagonista da noite com o golo isolado que valeu a vitória aos leões.
Os poveiros não são novos nestas andanças. Desceram à Segunda Liga em 2003, campeonato onde ocupam, atualmente, o penúltimo lugar da prova. Foram ao todo 21 presenças no escalão máximo do futebol português, sendo que em 1978/79 conseguiram um histórico quinto lugar.
Mas deixemo-nos de passado. Atualmente estas duas equipas encaram realidades bastante distintas. Taça é Taça e este clichê dito pela maioria que ama o futebol ganha contornos ainda maiores neste tipo de jogos. O registo de “tudo ou nada” e o q.b. de imprevisibilidade do futebol tornam estes jogos ainda mais especiais.
O Varzim não está propriamente confortável na Segunda Liga, mas não é por isso que serão “favas contadas” para os leões mais logo à noite. O Sporting vem de uma curva ascendente a nível exibicional, mas o que é certo é que os poveiros têm aqui uma oportunidade de receber um balão de oxigénio para esta época.
10 DADOS RÁPIDOS
Sporting e Varzim defrontaram-se por 47 vezes, com clara vantagem dos leões, que somam 31 vitórias, contra cinco triunfos dos poveiros
Na Taça de Portugal, foram quatro os jogos realizados entre as duas equipas, com o Sporting a sair sempre vencedor
O Varzimnunca marcou em Alvalade na Taça de Portugal, em três jogos
A última vez que as duas equipas de defrontaram na Taça de Portugal foi em 2005/06. Na 4.ª eliminatória, os leões venceram em Alvalade por 2-0
O Sporting soma oito vitórias consecutivas
A última derrota do Sporting em casa na Taça de Portugalfoi há praticamente 18 anos: em dezembro de 2003, foi derrotado pelo Vitória FC por 0-1
No tempo regulamentar, o Varzim não ganha há seis jogos
Fora de casa, o Varzim só venceu um dos sete jogos realizados esta época
Nas competições nacionais, o Sporting não perde em casa há 35 jogos
O Varzim só venceu em Alvalade por uma vez: 1-2 em 1987/88
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Sporting CP
Gonçalo Esteves (Sporting CP) – Deu bons indícios no último jogo para a Taça de Portugal frente ao CF Os Belenenses. A Taça serve para jogadores que não têm tantas oportunidades terem minutos e da última vez que Gonçalo Esteves os teve, acabou por dar nas vistas, sobretudo na primeira parte.
Heliardo (Varzim SC) – É um avançado experiente do futebol português que está em Portugal desde 2016/17. Leva sete golos em 14 jogos pelos poveiros e foi até considerado o jogador e avançado do mês de Setembro da Segunda Liga. Nesse mesmo período, apontou dois golos e uma assistência e ajudou o Varzim a conseguir uma vitória e um empate.
XI’S PROVÁVEIS
Sporting CP
Sporting CP – João Virgínia, Feddal, Matheus Reis, Ricardo Esgaio, Gonçalo Esteves, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Jovane, Tabata e Paulinho
Treinador: Rúben Amorim
“O ambiente que se está a viver em Alvalade depende muito dos resultados e da forma como encaramos os jogos. Se fomos jogar com o Varzim e deixarmos correr o jogo, podemos perder, somos eliminados e perdemos esta ligação com os adeptos. Portanto, facilitismo zero. Queremos ganhar, jogar bem e manter esta ligação com os adeptos.”
Varzim SC
Varzim SC – Tiago Pereira, Luís Pinheiro, André Micael, Cassio Scheid, João Reis, Rafael Assis, André Leão, Nuno Valente, Heliardo, George Ofosu, Tavinho
Treinador: António Barbosa
“Temos sido felizes na Taça de Portugal e vamos procurar voltar a sê-lo. Contra o Marítimo, os nossos jogadores transcenderam-se e têm aqui mais uma oportunidade de valorizarem o Varzim e a cidade da Póvoa, honrando esta camisola. Pode ser que este seja um momento de viragem na nossa época.”
Os comandados de Luís Magalhães fecharam com o primeiro lugar o grupo F. Apesar da derrota, no dia de ontem, frente aos gregos do Ionikos, o Sporting CP passa assim à próxima fase da competição depois de uma prestação de grande nível na fase de grupos.
Num grupo composto pelos Antwerp Giants, Belfius Mons e o Ionikos, a tarefa não se avizinhava nada fácil, ou não estivéssemos a falar de duas equipas (Antwerp Giants e Belfius Mons) do top quatro da última edição da Liga Belga, e do oitavo classificado da Liga Grega (Ionikos). Sporting
A primeira jornada fez logo soar o alerta para a competitividade deste grupo, com o Sporting a perder frente ao Antwerp Giants. Sporting
A segunda jornada ficaria marcada como a rampa de lançamento do coletivo leonino, com uma série de quatro vitórias consecutivas, a equipa carimbou assim a passagem à próxima fase da competição.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede Travante tem sido peça chave dos leões
Nos seis jogos da fase de grupos há que destacar as excelentes exibições de jogadores como Joshua Patton e Travante Williams, o primeiro com uma média de 14.7 pontos e 5.5 ressaltos, e o segundo a registar uma média de 14.3 pontos, 4.8 ressaltos e 3.3 assistências, revelaram-se peças fundamentais para Luís Magalhães.
Entretanto, já se conhecem os adversários da próxima fase, com o claro destaque para a presença do rival SL Benfica no grupo, juntamente com o CSM Oradea e o Trefl Sopot. Nesta fase os dois primeiros classificados garantem presença nos quartos-de-final da prova. Sporting
Os campeões nacionais cumprem assim o primeiro passo em busca da glória europeia, ficando também a nota de um importante passo dado para evolução do basquetebol português. Sporting CP