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Olheiro BnR (Mundial Sub20) – André Ribeiro

olheiro bnr André Ribeiro, que se encontra, neste momento, a representar a nossa seleção Sub-20 no Mundial da Coreia, é um jogador pouco conhecido para os mais distraídos do fenómeno futebolístico mas é um dos grandes talentos da sua geração. Algum desconhecimento sobre o grande talento de André Ribeiro não deixa de ser normal, visto que atua na Suíça, nomeadamente no FC Zurich, desde tenra idade.

É um avançado rápido, bom tecnicamente, com excelente capacidade de finalização. Pode atuar sobre qualquer das alas (rende mais partindo da esquerda), mas pode também jogar como principal referência do ataque. Esta versatilidade permite-lhe encaixar bem em vários sistemas táticos.

Fonte: Facebook oficial de André Ribeiro
Fonte: Facebook Oficial de André Ribeiro

André Ribeiro conta já com 20 internacionalizações (Sub-18, Sub-19, Sub-20) e 1053 minutos de utilização pelas nossas seleções, onde apontou quatro golos. No Mundial que está a decorrer na Coreia foi utilizado em ambas as partidas da nossa seleção. O seu talento não tem passado despercebido aos clubes portugueses, e em fim de contrato com os Suíços do FC Zurich não me admiraria que o seu futuro passasse por Portugal.

No Mundial, tem sido um dos jogadores portugueses em maior destaque. Grande disponibilidade física, grande atitude, sempre à procura dos desequilíbrios e dos mais rematadores. Espero que André Ribeiro possa na próxima época mostrar todo o seu potencial na Primeira Liga Portuguesa!

Foto de Capa: Facebook Oficial de André Ribeiro

O Voleibol voltou

sporting cp cabeçalho 1O Voleibol está de regresso ao Sporting Clube de Portugal! Uma excelente notícia, sem qualquer dúvida, mas que não me deixa de levantar algumas preocupações, talvez até infundadas.

A primeira e principal é a forma como chegamos ao Voleibol. Já num outro artigo para o Bola na Rede (que pode ler aqui) tinha escrito que não concordo nada com entradas diretas nas divisões de topo. A sede pelo sucesso faz parte, é óbvio, mas esta sede pelo sucesso imediato não se alia muito ao que é o Desporto. Para se ser bom é preciso trabalhar para alcançar os melhores. É verdade que não infringimos nenhuma regra nem compramos nenhum clube, entramos apenas por um erro da própria federação. Sou totalmente a favor do começo pelo fundo e que se cresça. Nem digo começar com a formação e crescer até aos seniores, digo começar na divisão mais baixa e subir até à principal.

Por falar nisto, espero que a direção do Sporting explique aos seus sócios porque acabou com a equipa de Basquetebol feminino o ano passado com a desculpa de que queriam ter primeiro a formação e só depois arrancar com as equipas seniores mas menos de um ano depois já se pode criar uma modalidade sem pensar em mais nada. Ficava bem à direção, em especial Bruno de Carvalho, que foi o responsável pelo fim da equipa feminina e foi ao mesmo tempo o principal impulsionador da equipa de Voleibol, segundo revelou Vicente Moura. Acredito que existam motivos válidos para cada um dos casos, gostava era de os conhecer.

Mas vamos agora ao que interessa, a equipa e os jogadores. Miguel Maia vai ser o homem forte do Voleibol no Sporting. Um nome que já se falava há alguns anos como possibilidade e que se confirmou este ano. Miguel Maia, que podem conhecer mais aqui, é provavelmente o melhor jogador português de sempre, jogou no Sporting Clube de Portugal entre 1991 e 1994 e jogou no Sporting de Espinho durante muito tempo, incluindo a temporada que acabou agora. Indo, aos 46 anos, fazer pelo menos mais uma temporada como jogador pelo seu clube, como nunca escondeu.

Existem vários nomes possíveis para ser o treinador leonino, incluindo o próprio Miguel Maia. Sinceramente espero que não aconteça isto. Os nomes apontados, além de Miguel Maia são: Hugo Silva, Alexandre Afonso e António Rodrigues. Eu ia para o nome do meio, por ser o que conheço melhor, mas no entanto assumo que não sou o melhor conhecedor do mundo do Voleibol e como tal esta poderia não ser a melhor opção. Hugo Silva, que é o atual selecionador, parece ser o nome mais forte.

Os eleitos de Fernando Santos para as Confederações

Cabeçalho Seleção Nacional

Já são conhecidos os eleitos de Fernando Santos para disputar a Taça das Confederações, na Rússia, que vai ser também palco do próximo Mundial. Os principais nomes em destaque foram os de Renato Sanches, pela não convocatória, Éder, por igual motivo, e também Anthony Lopes, o suposto suplente de Rui Patrício que acabou por pedir dispensa da seleção. Mas ainda há mais para falar. Já lá vamos.

Onde tudo começa, na baliza, Rui Patrício terá lugar cativo no onze. Apesar de não ter feito uma temporada excecional, o guardião leonino continua a ser um dos melhores do Mundo na sua posição. Dúvidas ficam nos suplentes de Rui Patrício. Beto e José Sá foram os eleitos para completar este lote. Curiosamente, dois suplentes, homens que pouco jogaram nesta temporada. Fazia mais sentido premiar outros guarda-redes. Já que Bruno Varela vai para os sub-21, faria sentido convocar Ricardo, homem que fez uma brilhante temporada no Chaves, Moreira, ou até mesmo Cláudio Ramos, do Tondela, homens que somaram mais minutos que os dois suplentes de Sporting e Porto.

Fonte: Getty Images
Fonte: Getty Images

Na defesa, há pouco a apontar. Portugal, que há uns anos tinha fracas opções para as laterais, agora tem-nas em abundância. Deixar Ricardo Pereira e Cancelo, principalmente, de fora custa mas as alternativas são melhores. Nélson Semedo e Cédric deverão entrar numa agradável disputa pelo lugar de lateral direito. No centro, Pepe e José Fonte deverão jogar juntos, com Bruno Alves e Neto a ficarem relegados para o banco. Na esquerda, Guerreiro deverá continuar a assegurar o lugar. Eliseu será o seu suplente, homem que dá totais garantias. Fábio Coentrão, há uns anos dono e senhor da posição, também podia estar na calha, não fosse a sua fraca condição física.

No meio-campo, a principal “surpresa” foi a não inclusão de Renato Sanches. A verdade é que a não convocatória do jovem faz algum sentido. Renato Sanches será mais útil no Europeu de sub-21, onde Portugal tem legítimas aspirações de vencer, do que na Taça das Confederações, não desprestigiando a competição. A verdade é que para o lugar de Renato veio Pizzi. O português foi provavelmente o melhor jogador do campeonato e já merecia a convocatória.

O meio-campo da seleção deverá assim ser composto por William, que deve ganhar a corrida a Danilo, na posição mais recuada do meio-campo, e Moutinho, que deverá acompanhar William na posição do miolo do meio-campo –  o médio português foi um dos esteios do Mónaco nesta temporada e deverá ganhar o lugar a Adrien e a André Gomes, patinho feio dos adeptos em Barcelona, e também a Pizzi, homem ainda sem grande cotação nesta seleção pelos poucos jogos.

Como espremer o sumo dos Canarinhos?

Cabeçalho Futebol Nacional

Tendo terminado o campeonato no último fim-de-semana irei falar aqui sobre aquela que na minha opinião foi a equipa mais bipolar desta Liga NOS. Falo do GD Estoril-Praia, clube cujo décimo lugar verificado na classificação final não espelha as aflições que o clube Canarinho teve no decorrer da sua caminhada.

Detido pelo fundo de investimento Traffic Sports, o GD Estoril-Praia regressou à primeira divisão após se ter sagrado campeão da Segunda Liga. Ora, desde então, o clube Canarinho sempre tem realizado épocas tranquilas, com o fantasma da despromoção longe das terras da Amoreira.

A equipa canarinha demorou a encontrar-se neste campeonato Fonte: GD Estoril Praia
A equipa canarinha demorou a encontrar-se neste campeonato
Fonte: GD Estoril Praia

Ora, depois do oitavo lugar obtido na época passada, o clube da Linha preparou a nova época com alguns reforços “sonantes” como o guarda-redes Moreira, que regressou à Primeira Liga após quatro anos no estrangeiro – um no SC Olhanense -, e o ponta-de-lança Kléber, que regressou à Amoreira após um ano no futebol chinês, juntando-se assim a jogadores como Diogo Amado e Mattheus Oliveira.

No entanto, o início de época dos Canarinhos não foi muito bem conseguido e a derrota em Setúbal por 2-0 na 13.ª jornada ditou a saída de Fabiano Soares do comando técnico da equipa. E se a saída do técnico brasileiro já era surpreendente, tendo em conta os seus anos de casa, mais surpreendente foi a escolha do seu sucessor.

O desconhecido treinador espanhol Pedro Gómez Carmona foi o homem escolhido para levar o GD Estoril-Praia a um bom porto. Passados 13 jogos e apenas duas vitórias, recebeu guia de marcha. Mas o que é que levou o técnico espanhol a fracassar no clube?

Sporting à conquista da Taça Challenge

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Este sábado, o Sporting disputa a segunda mão da final da Taça Challenge, defrontando o AHC Potaissa Turda, na Roménia. Na primeira mão, os leões venceram a partida com o resultado de 37-28, tendo assim uma vantagem de 9 golos.

No sábado, o Sporting pode vencer pela segunda vez este troféu europeu. Em 2010, os leões conquistaram a Taça Challenge derrotando na final a duas mãos, os polacos do MMTS Kwidzy. No atual plantel há quatro atletas que fizeram parte dessa conquista, Bosko Bjelanovic, Pedro Portela, Pedro Solha e João Pinto.

Pelo caminho, o Sporting para chegar a esta segunda final, deixou pelo caminho AC Doukas e JMS Hurry U. Numa época em que os leões ainda estão a lutar pelo título nacional, faltando uma jornada para o fim e encontrando-se na liderança, dependendo apenas de si próprio. Por disputar está ainda a “final-four” da Taça de Portugal, por isso o Sporting pode conquistar os três títulos.

O Sporting está perto de conseguir um feito histórico esta temporada Fonte: Sporting CP
O Sporting está perto de conseguir um feito histórico esta temporada
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Os leões entram assim em campo, na Roménia, tendo uma vantagem confortável. Mas para vencer, o Sporting tem de estar ao seu melhor nível. A equipa liderada por Hugo Canela está a um passo do título, com a qualidade que tem é expectável que vença a Taça Challenge, mas numa final não há favoritos.

Numa modalidade histórica para o Sporting, onde já conquistou dezanove campeonatos, quinze Taças de Portugal e três Supertaças, pode juntar a segunda Taça Challenge a este brilhante palmarés.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Stephan El Shaarawy: o pequeno faraó que tarda em aparecer em definitivo

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Cabeçalho Liga Italiana

Stephan El Shaarawy é um nome bastante conhecido no universo futebolístico mas podia ser mais. O pequeno faraó, como é conhecido, tem tido uma carreira pouco condizente com o potencial que lhe era reconhecido e tarda em explanar todo o futebol que já mostrou ser capaz de apresentar.

Formado no Genoa, o italiano foi emprestado, com 18 anos, ao Padova e não precisou de muito tempo para convencer os responsáveis do A.C. Milan a avançarem para a sua compra. O extremo chegou ao gigante italiano cheio de concorrência, mas foi aproveitando as oportunidades e ganhou o seu espaço no plantel.

Na 2.ª época explodiu definitivamente (46 jogos e 19 golos) e começou a ser apontado como uma das próximas next big things do futebol europeu. Só que Shaarawy não correspondeu. Em 2013/2014 lesionou-se com gravidade e esteve vários meses afastado da competição. A partir daí, o internacional italiano nunca mais foi o mesmo e tem feito uma carreira algo intermitente.

El Shaarawty marcou 4 golos nos últimos 3 jogos Fonte: FB Oficial de El Shaarawy
El Shaarawy ao serviço da seleção italiana
Fonte: FB Oficial de El Shaarawy

No início da época passada, o extremo foi emprestado ao Monaco de Leonardo Jardim mas não se conseguiu impor. Seguiu em janeiro para a Roma, voltando assim à Serie A, e não tardou a fazer-se notar. Oito golos nos primeiros 18 jogos, recuperando alguma da virtuosidade que lhe tinha sido tão reconhecida.

Esta época, quando se esperava que Shaarawy se afirmasse – de vez – como um titular indiscutível da formação romana, o italiano voltou a não corresponder completamente. Apesar de ter somado, até agora, 43 jogos e 12 golos, o extremo foi sempre alternando entre a titularidade e o banco de suplentes, o que não lhe permitiu que atingisse todo o seu potencial.

A qualidade está lá e o jovem italiano já provou, por diversas vezes, que tem muito futebol nos pés. Para já, tarda em demonstrar todo o futebol que lhe foi apontado quando apareceu, com apenas 19 anos, no Milan. Veremos se para a próxima época o pequeno faraó aparece em grande e ajuda a esquecer a ausência do maior símbolo do clube – Francesco Totti.

 Foto de Capa: Facebook oficial de El Shaarawy

Dirk Kuyt: o ‘hat-trick’ que fala de uma carreira

Cabeçalho Futebol InternacionalO futebol consegue tantas vezes, no seu microcosmos que é da vida humana, ser uma espécie de romance real.

E quem diz o futebol, diz, claro está, um jogo de futebol. Este texto não pretende falar apenas de um jogo, nem apenas de um jogador, nem apenas da sua carreira, mas propõe-se a ser algo intermédio a estes três elementos.

Bom. Vamos lá clarificar este início confuso e ir diretos ao assunto. Feyenoord 3-1 Heracles Almelo. 14 de maio de 2017. Dirk Kuyt. Hat-trick. Feyenoord campeão. 18 anos depois.

O jogo marcou um título há muito desejado, os golos foram marcados todos pelo capitão-símbolo, Dirk Kuyt, que pôs um ponto final na carreira desta forma tão expressiva. Afinal de contas, o jogo número 907 e último do holândes mostrou um Kuyt igual a si mesmo. Foi a sua primeira e única Eredivisie. Parecia que estava a começar!

O jogo não poderia ter começado melhor e assumiu algo como uma carga mística quando o avançado de 36 anos, depois de aplicar um forte remate cruzado com o pé direito, ter visto o esférico entrar na baliza entre os 36 e os 37 segundos de jogo. O segundo golo foi um manual autêntico de como marcar golos de cabeça, ao responder a um cruzamento com cabeceamento em voo ao primeiro poste desviando a bola até ao poste mais distante.

Já o terceiro golo do camisa 7 foi a coroação plena, de penálti, do artilheiro, batendo-o da forma clássica, guarda-redes para um lado e bola para o outro. Dirk Kuyt tirou a camisola, colocou-a na bandeirola de canto e ergueu-a bem alto à medida que a equipa o engolia em felicitações. Naquele momento, para os adeptos e mesmo para a equipa, se lhes perguntassem, nem saberiam dizer se o que pesava mais seria a camisa de Kuyt ou a Eredivisie prestes a erguer.

Agora que já nos detemos acerca do jogo, passemos da metáfora destes três golos para falar deste camaleónico e completíssimo atacante. É daqueles jogadores que nenhum treinador dispensa no 11 inicial. E a sua carreira bem o comprova.

Excetuando o início de tudo, em 1997/98, ao serviço do Quick Boys, um clube modesto da sua região, com um Kuyt, então, com 17 anos. Na época seguinte transferiu-se para o FC Utrecht e, de 1998/99 até esta época o mínimo de jogos que fez numa temporada completa foi 36. É obra!

Sempre enérgico, incorpora logo à primeira vista o protótipo do guerreiro, aquele avançado que é o primeiro a defender. Com 1,84m e 79 Kg, o holândes aliava a sua presença física a uma intensidade de jogo a todo o campo, 90 minutos. Destro, jogava a ponta de lança mas também jogou várias vezes na extrema direita ou, agora em fim de carreira, desceu um pouco até ao meio-campo ofensivo.

A jogar a extremo a sua utilidade era imensa pela intensidade e capacidade pulmonar a defender e a fazer o flanco todo no ir-voltar que se requer a uma posição do corredor. Lembro-me de, inclusivamente, nos tempos do Liverpool, em momentos do jogo, sobretudo em momentos de risco ofensivo, Kuyt descer para a posição de lateral.

No coração da área, no perfil do homem-golo, era letal, pé direito capaz de potentes remates, dentro e fora da área, mas com uma canhota também com potência suficiente para fazer a rede balançar, bem como um jogo de cabeça mortífero, e, sem esquecer, também incluía a cobrança de grandes penalidades no seu cartão de visitas. Quem se lembra de quem cobrou a grande penalidade que eliminou o Chelsea de Mourinho na meia-final da ‘Champions’ de 2006/07?

Os seis anos em Liverpool foram o capítulo mais longo da carreira de Dirk Kuyt Fonte: Daily Mirror
Os seis anos em Liverpool foram o capítulo mais longo da carreira de Dirk Kuyt
Fonte: Daily Mirror

Por último, e sempre fiel aos três elementos que norteiam este nosso artigo, termino por discorrer sobre a carreira de Dirk Kuyt e os seus factos e números.

Depois de atingir a maioridade no clube da sua terra e da sua formação, o Quick Boys, onde marcou 3 golos em 6 jogos na época 1997/98, numa temporada em que foi promovido da equipa ‘B’, o holandês transfere-se para o FC Utrecht, onde passa cinco épocas, de 1998/99 a 2002/03, com predominância e papel determinante na equipa e terminando, na última temporada, por conquistar a Taça da Holanda. Foram 184 jogos e 67 golos.

De seguida, Feyenoord, uma passagem, de 2003/04 a 2005/06. Uma passagem sem títulos coletivos, mas com muitos golos e a promoção a capitão da equipa, conquistando o coração dos adeptos. 122 jogos, 83 golos, sendo o melhor marcador da Eredivisie em 2004/05.

Atenta à carreira do holandês goleador, estava a Europa do futebol, e o Liverpool chegou-se à frente abrindo o capítulo mais longo do livro da carreira de Dirk Kuyt. Foram seis anos. Da época 2006/07 a 2011/12.

No início, na primeira época com a camisola dos ‘reds’, Kuyt assumiu o protagonismo no centro do ataque da equipa. Na temporada seguinte, com a chegada de Fernando Torres, o holandês passou a jogar mais pela direita até que, depois da saída do avançado espanhol em 2010/11, Kuyt voltou para posição de ponta de lança.

O atacante do ‘país das tulipas’, no seu espírito aguerrido, abraçou na plenitude a alma do clube do ‘You’ll Never Walk Alone’. Até 2011/12 e a sua saída para os turcos do Fenerbahçe, foram 285 jogos e 71 golos, com dois títulos coletivos. A supertaça de Inglaterra, em 2006, e a Taça da Liga Inglesa, na última época na cidade do condado de Merseyside, numa final onde o holandês mostrou outra predileção sua: marcar em jogos importantes. Faturou no prolongamento dessa final diante do Cardiff City, numa partida em que a equipa treinada por Kenny Dalglish viria a ganhar nas grandes penalidades.

Flashback Boavista

Cabeçalho Futebol Nacional

Atingido o fim da época é altura de fazer uma reflexão sobre a longa temporada que agora terminou, sob a perspetiva de um boavisteiro.

Ao fim de quase 10 anos de sofrimento, finalmente os adeptos axadrezados puderam ter uma época sossegada sem o coração nas mãos. Parece finalmente alcançada a maturidade futebolística que permite consolidar o clube definitivamente no espaço da primeira liga. Esta é a grande noticia para todos os adeptos boavisteiros.

Fonte: Boavista FC
Fonte: Boavista FC

Comecemos então pelo principio: A época até começou bem com uma vitória convincente por 2-0 no Bessa contra a armada europeia de Arouca. O Boavista acabava de vencer com tremenda facilidade uma equipa que viria a vender cara a derrota ao campeão grego Olympiakos. No entanto, os jogadores comandados por Erwin Sanchez acabaram por demonstrar logo de seguida que não tinham passado de tiros de pólvora seca, tendo registado nos 6 jogos seguintes apenas 5 pontos. Seguiu-se o jogo para a Taça CTT no Bessa contra o Belenenses.

“Este presidente não valoriza (nem nunca valorizou) os sócios” – Entrevista a António Pedro Peixoto (Pli)

entrevistas bola na rede

As eleições do SC Braga estão mesmo à porta. Como não podia deixar de ser, o Bola na Rede foi tentar saber mais informações sobre os projetos dos candidatos à presidência do clube. Fomos conversar com António Pedro Peixoto, mais conhecido por Pli, homem que passou em várias modalidades do clube e que pretende aproximar o SC Braga do título de campeão nacional.

Bola na Rede (BnR): Porque decidiu candidatar-se à presidência do SC Braga?

António Pedro Peixoto (Pli): Como já frisei em algumas entrevistas a outros órgãos de comunicação social, ser presidente do meu clube sempre foi um objetivo de vida. No entanto, não o faria se entendesse que o clube está bem entregue. Se o faço é porque entendo que comigo enquanto presidente o SCB pode dar um salto qualitativo, algo que com o atual presidente já não é possível acontecer.

BnR: O facto de ter sido atleta do clube em duas modalidades confere algum tipo de vantagem, no futuro?

Pli: A vantagem de ter sido atleta é que sei aquilo por que os atletas passam, sei o que sentem e sei o que é necessário para se sentirem valorizados e respeitados, por forma a darem o seu melhor em prol do clube. E, uma vez que estamos a falar de modalidades de pavilhão em que os atletas geralmente não são profissionais a tempo inteiro, ao saber motivar estes mais fácil se torna fazê-lo com os que fazem do desporto a sua profissão, como é o caso dos futebolistas.

Pli é um eterno apaixonado pelo SC Braga. Para além de ter jogado no clube em várias modalidades, é um assíduo adepto que vibra intensamente com o clube do seu coração Fonte: Facebook Oficial António Pedro Peixoto- Pli
Para além de ter jogado no clube em várias modalidades, Pli é um assíduo adepto apaixonado pelo SC Braga
Fonte: Facebook Oficial António Pedro Peixoto- Pli

BnR: Quais são as principais lacunas do clube neste momento?

Pli: O clube em si é o que os seus diretores e o seu presidente querem que ele seja. E este presidente não valoriza (nem nunca valorizou) os sócios, não há transparência nas contas que nos são apresentadas enquanto sócios nas assembleias gerais (ficam muitas situações por explicar, justificadas com a esfera do sigiloso), e não tenta puxar a cidade para si. Não valoriza os sócios pois em 14 anos de presidência António Salvador não quis nunca saber quais as preocupações destes nem como os cativar. Não teve a preocupação de saber as lacunas de comodidade de que o estádio padece, que fizeram com que muitos sócios deixassem de o ser (nos últimos três anos baixámos de 30.000 para 20.000 sócios, e a renumeração não explica tudo) e muitos outros não compareçam assiduamente aos jogos em casa.

Vitória ibérica em Lisboa

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Cabeçalho modalidadesArrancaram ontem os jogos da primeira ronda do Lisboa Challenger, perante um Clube VII relativamente composto a nível de espectadores. Os fãs portugueses da modalidade reuniram-se, ao final de uma tarde quente, em torno do Campo Central para ver jogar os portugueses ainda em prova – Vasco Pascoal e Miguel Oliveira, que actuaram como dupla, e Diogo Rocha.

Havia, entre os adeptos, uma certeza de qualidade dos jogadores nacionais, que poderiam sair vencedores dos seus encontros. Vasco Pascoal e Miguel Oliveira defrontaram o espanhol Christian Fuster e o brasileiro Francisco Gomes, uma dupla que era teoricamente de nível um pouco inferior à portuguesa e que poderia cair nesta ronda.

No entanto, não foi o que aconteceu. A dupla visitante venceu o encontro por 6/4 6/3, eliminando Vasco Pascoal e Miguel Oliveira, que viram, assim, terminada a sua participação no torneio lisboeta. Apesar de terem entrado fortes na partida, com uma estratégia táctica claramente delineada e preparada, não foram capazes de se impor, nem de se colocar no comando da partida. Visivelmente desiludidos pelo fim do sonho de vingar no torneio e por não terem conseguido demonstrar o seu melhor Padel perante amigos, família e fãs – foi assim que terminaram o encontro.

A esperança nas bancadas estava enfraquecida, mas não tinha desaparecido. Diogo Rocha jogou a seguir, já bem ao final da noite, no mesmo campo, e inverteu a tendência de derrotas portuguesas. A jogar ao lado do espanhol António Luque Aragón, Diogo Rocha fez um grande jogo e garantiu a presença nos oitavos de final, em menos de uma hora, após um resultado de 6/3 6/4, perante os argentinos Cristián Gérman Gutiérrez e Aris Patiniotis. A dupla visitante não teve grandes hipóteses de se impor, revelando-se refém do jogo de Diogo Rocha e do seu parceiro, mas nunca desistiu de lutar, tentando adiar o fim do encontro.

Fonte: Diogo Rocha
Diogo Rocha venceu a sua partida e manteve a esperança dos adeptos portugueses
Fonte: Diogo Rocha

Diogo Rocha voltou a mostrar que é um jogador psicologicamente forte e que merece ser seguido com atenção e tido em conta, não só no Padel português, como também no Circuito Mundial. Hoje, joga pelas 21h30 (se não houver atrasos nos horários previstos), contra Rúben Rivera e Gerard Company. Deste lado, esperamos mais um bom jogo e que siga em frente para mais uma ronda do Lisboa Challenger.

Foto de Capa: Lisboa Challenger

Artigo de Francisca Carvalho e Rodrigo Fernandes

Artigo revisto por: Francisca Carvalho