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WWE Backlash: O resultado que ninguém queria

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Cabeçalho modalidades

Shinsuke Nakamura vs. Dolph Ziggler

No seu combate de estreia na WWE, Shinsuke Nakamura derrotou Dolph Ziggler Fonte: WWE
No seu combate de estreia na WWE, Shinsuke Nakamura derrotou Dolph Ziggler
Fonte: WWE

Que grande combate para iniciar o Backlash. Uma das atrações do evento, com a estreia de Shinsuke Nakamura em ringue. O combate teve momentos de grande intensidade, mas também golpes baixos por parte de Ziggler.

Como esperado, as atrações estavam em torno de Nakamura, que entregou uma boa exibição, juntamente com Ziggler, que não desiludiu e teve uma das melhores prestações em meses. Excelente combate de abertura, com a vitória para Shinsuke Nakamura. Bem-vindo ao Smackdown Live!

Sporting CP 4-1 GD Chaves: Leões terminam época a sorrir

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sporting cp cabeçalho 2

No seu último jogo na Liga 2016/2017, o Sporting CP recebia o Desportivo de Chaves no Estádio de Alvalade. Vindo de duas derrotas consecutivas (frente ao Belenenses e ao Feirense), o clube de Alvalade queria terminar o campeonato com uma vitória, de modo a dar uma alegria aos seus adeptos. Do outro lado, o treinador do Chaves, Ricardo Soares, desejava pôr fim à sequência de seis jogos seguidos sem ganhar para a Liga, para poder finalizar a sua aventura ao comando dos Flavienses de forma positiva.

Relativamente aos onzes iniciais, Jorge Jesus mudou vários jogadores em relação ao jogo frente ao Feirense e deu a titularidade a Beto, Esgaio, João Palhinha e Matheus Pereira. Quanto à equipa visitante, Ricardo Soares apenas trocou João Patrão e Rafa pelos indisponíveis Pedro Tiba e Renan Bressan, que haviam jogado na jornada anterior.

O jogo começou a um belo ritmo, com o Sporting desde logo a querer assumir o controlo. E logo aos 2′ podia ter-se adiantado na partida, por intermédio de Bas Dost, mas o guardião adversário estava atento. O Chaves conseguiu responder depois aos 7′, mas Rafa chegou atrasado ao cruzamento de Fábio Martins. Aos 10′, o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor do Sporting, após falta de Carlos Ponck sobre Matheus Pereira na grande área da equipa transmontana. E quem aproveitou a oportunidade foi o suspeito do costume: Bas Dost bateu Ricardo e fez o seu 32.º golo no campeonato. O golo veio recompensar a boa entrada leonina no jogo.

Pouco tempo depois, aos 14’, o Sporting ampliou a sua vantagem outra vez por Dost: o avançado holandês respondeu bem ao pontapé de canto, marcado por Matheus Pereira. Só deu Sporting nos primeiros 20 minutos, sendo que o Chaves não tinha ainda feito um remate enquadrado com a baliza de Beto. Aos 28’, o Chaves fez o seu primeiro remate no jogo; contudo, quem marcaria (de novo) seria o Sporting: aos 30’, Matheus Pereira fez o 3-0 e praticamente sentenciou as dúvidas quanto ao vencedor do jogo. Com uma desvantagem de três golos, o Chaves tentava esboçar uma reação, mas os comandados de Jorge Jesus não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Até ao fim da primeira parte não houve mais oportunidades de golo, e o árbitro apitou para o intervalo, com o Sporting confortavelmente na frente do marcador.

A segunda parte começou sem alterações nos dois lados. O Chaves com vontade de tentar alterar a diferença verificada no marcador, e podia ter reduzido logo no início dos segundos 45 minutos, mas o remate de Fábio Martins passou ao lado. Na resposta, o livre de Jefferson fez a bola ir à barra da baliza de Ricardo. Aos 59’, o Chaves conseguiu reduzir para 3-1, com o golo a ser da autoria de William. Com vista a aproveitar o renascer da esperança em anular a desvantagem, Ricardo Soares fez entrar João Mário para o lugar de Rafa, aos 62’. Ciente de que agora o Chaves se iria expor mais ao ataque, Jesus colocou em campo o jovem Francisco Geraldes no lugar de Daniel Podence. Aos 71’, Gelson quase marcou, após boa combinação com Bas Dost, mas Ricardo fez uma defesa segura. Fábio Martins, aos 74’, numa boa iniciativa individual, esteve perto de marcar, mas Beto opôs-se bem ao remate. Aos 82’, o Chaves podia ter reduzido ainda mais a diferença num livre frontal e, outra vez, Beto fez uma boa defesa. Já perto do final do jogo, Gelson Dala estreou-se na liga portuguesa e surgiu mais um golo do Sporting: Bas Dost, de novo de penálti, fez o 4-1 e completou o seu hat-trick. O jogo terminou com o resultado de 4-1 para o clube de Alvalade, que, após duas derrotas consecutivas, voltou a vencer e termina a época a sorrir.

Não se progride fazendo hoje mais fácil do que se fazia ontem

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Cabeçalho modalidadesO desporto nacional deve muito dos seus avanços a técnicos e atletas estrangeiros. As modalidades solidamente implantadas nos nossos hábitos desportivos ,como é o caso do basquetebol, têm na sua história diversos contributos positivos de técnicos e atletas de várias nacionalidades .

O tema dos jogadores estrangeiros é recorrente no basquetebol e voltou novamente á ordem do dia com as propostas apresentadas pela ANTB á federação da modalidade.

A ANTB faz uma propostas de limitação numero de estrangeiros por equipa e refere no documento que :

– existe uma grande dificuldade de jovens com talento apostarem numa carreira profissional.

-o aumento de competitividade da Liga Masculina se deve ao aumento de mais um jogador estrageiro , o que melhourou a qualidade do jogo

– Aumentar o numero dos estrangeiros pode ser interpretado como um desinvestimento na formação de jogadores jovens portugueses

Sérgio Ramos, presidente da ANTB
Sérgio Ramos, presidente da ANTB

Continuo a pensar que a melhoria dos atletas nacionais não passa pela limitação do número dos jogadores estrangeiros. O basquetebol internacional tem múltiplos exemplos que provam o contrário. Legalmente não me parece que seja possível impedir qualquer jogador /cidadão europeu de participar nas nossas competições (mesmo com os tais acordos de “cavalheiros”).

Limitar a competitividade no acesso ao profissionalismo não é solução e só pode promover a mediocridade e a incompetência . Como escreveu recentemente o comentador Luis Cristovão:

“As melhores equipas exigem melhores jogadores , com melhores jogadores temos melhores espectáculos , logo criamos mais mercado e maior capacidade deste criar retorno que possa ser reinvestido na formação de jogadores”.

Gil Vicente FC 0-2 FC Famalicão: Diogo Cunha desbloqueou jogo equilibrado

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Cabeçalho Futebol NacionalO Futebol Clube Famalicão jogou hoje a última jornada da Ledman Liga Pro, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente. O Famalicão entrou com vontade de marcar e coube a Mendes o primeiro remate do encontro por cima da baliza de Vozinha. O Famalicão estava por cima mas o Gil podia ter marcado num mau alívio do guarda-redes famalicense Gabriel, que rematou. A bola embateu nas costas do avançado “gilista” e por pouco não entrava na baliza. Os comandados de Dito tentaram responder e depois de uma combinação entre Dani e Mércio o médio brasileiro endossa a bola para Chico e o avançado do Famalicão remata muito por cima da baliza do Gil Vicente. Era jogo de parada-resposta e o Gil, através de um remate de Paulinho, melhor marcador dos “Galos” esta época, quase marcava, fazendo passar a bola perto da baliza do guarda-redes canarinho. O Famalicão tentava chegar ao golo e, após cruzamento de Mendes, Feliz cabeceia na grande-área mas para fora. Firmino era o mais inconformado dos gilistas e rematou novamente por cima da baliza do Famalicão.

Na segunda parte, o Famalicão entrou mais afoito, a pressionar mais, com as linhas subidas, e foi de Vítor Lima o primeiro remate para defesa apertada de Vozinha. Pouco depois o mesmo Lima remata para o guarda-redes da equipa da casa desviar para canto. Desse pontapé de canto, a bola sobra para Dani. que remata para nova intervenção em grande estilo de Vozinha. O Gil tentou remar contra a maré e novamente Hugo Firmino a rematar, com a bola a não encontrar o caminho da baliza famalicense.

Dito decidiu arriscar na partida, tirando Fred e Chico para os lugares de Carlão e Diogo Cunha, dando mais poder de fogo ao ataque do Famalicão, colocando dois homens mais atacantes, e baixando Mércio para fazer duplo-pivô defensivo com Vítor Lima, sendo Cunha o médio que mais se aproximava de Carlão. Álvaro Magalhães também não se ficou atrás. Retirou Pedro Marques e colocou Abou Touré.

Massa adepta sempre acreditou na manutenção Fonte: FC Famalicão
Massa adepta sempre acreditou na manutenção
Fonte: FC Famalicão

Dito arriscou e ganhou, Mendes entra na área e é derrubado por Calu. Diogo Cunha chamado a converter faz 1-0 para o Famalicão, lançando a euforia dos quase 2500 adeptos famalicenses que encheram e coloriram o topo da bancada sul, dando um bonito espetáculo durante todo o jogo. O técnico “gilista” respondeu com uma alteração, fazendo entrar Noubissi por troca com Nybal numa tentativa de abrir o ataque e tentar ir em busca do empate, mas o Famalicão é que poderia ter chegado ao 2-0 logo a seguir. Cruzamento de Mendes, puxado ao segundo poste, e Carlão não consegue chegar para a emenda.

Dito tirou Mendes e colocou Kisley enquanto Álvaro tirou Ricardinho e colocou Reko no seu lugar. O Famalicão mais uma vez ameaçou o 2-0 com um cruzamento atrasado de Kisley, que encontra Carlão, com o avançado brasileiro a rematar picado para uma defesa junto à trave de Vozinha. Mas tanta insistência famalicense deu em mais um golo. Canto cobrado por Diogo Cunha e Kisley a cabecear sem hipótese para o guarda-redes. O resultado em 2-0 para os famalicenses garantia a manutenção na Ledman Liga Pro, deixando em êxtase os adeptos que mais uma vez deram mostras de que acompanham a equipa para todo o lado. Abou Touré, que entrou na segunda parte, foi expulso perto do final da partida, por acumulação de amarelos, deixando o Gil Vicente com dez unidades. Apito final, 2-0 para o Famalicão, manutenção garantida na última jornada depois de um campeonato irregular da equipa famalicense.

Fonte da Capa: Bola na Rede

Os dados estão lançados, venha daí Roland Garros!

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Cabeçalho modalidadesO Masters 1000 de Roma já é, tradicionalmente, o torneio das surpresas na preparação para Roland Garros. Este ano não fugiu à regra, e foi o jovem alemão Alexander Zverev, de apenas 19 anos, que bateu toda a concorrência e levantou o troféu no Foro Italico. Nas senhoras, como já era de prever, surpresa foi a palavra de ordem da competição e na grande Final, foi a ucraniana Elina Svitolina quem levou a melhor entre as oponentes, e venceu a prova.

Começando exatamente por elas, e pela metade do quadro da competição, apenas Simona Halep cumpriu com o que era esperado e avançou até às meias-finais tendo tido de sofrer apenas frente à russa 12ª Cabeça-de-série Anastasia Pavlyuchenkova, que obrigou a romena a disputar 3 sets (Halep d. Pavlyuchenkova 6/1; 4/6; 6/0). Depois disso, Halep confirmou o seu bom momento de forma ao alcançar facilmente a Final, batendo Anett Kontaveit – a atleta estonina que eliminou de forma humilhante a número 1 mundial Angelique Kerber pelos expressivos 6/4 e 6/0. Também Maria Sharapova desiludiu e desistiu do seu compromisso frente à veterana Mirjana Lucic-Baroni quando perdia por 2/1 no 3º set.

Halep iria encontrar na Final Elina Svitolina, 8ª Cabeça-de-Séria da prova romana. A ucraniana teve de suar bastante mais ao longo do seu percurso até à derradeira partida, e protagonizou nos oitavos-de-final aquele que eu designaria como jogo mais estranho de toda a época e, por sinal, simbólico daquela que tem sido a época no circuito feminino: ao defrontar uma Mona Barthel que vinha de uma excelente conquista em Praga, a ucraniana cedeu a primeira partida por 6/3 quando, quase de forma inexplicável, a alemã “adormece” permitindo que Svitolina vire a partida a seu favor vencendo os dois sets seguintes por duplo 6/0. Depois dessa proeza a ucraniana foi somando vitórias e ao encontrar Muguruza nas meias-finais, quase não chegou a aquecer devido à desistência da espanhola logo no 5º jogo do primeiro set.

Fonte: Elina Svitolina
Fonte: Elina Svitolina

No derradeiro encontro, não houve facilidades para nenhuma das duas jogadoras e foi até a romena Halep que entrou melhor, levando de vencida o primeiro set por 6/4. Aí, Elina Svitolina viu-se obrigada a jogar o seu melhor ténis e, num set com vários pontos espetaculares e de belo efeito, a ucraniana conseguiu fazer o break decisivo no último jogo dessa partida, vencendo-a por 7/5. Na “negra” foi por pouco que Simona Halep escapou ao “pneu”, tendo apenas conquistado o único jogo do set quando perdia já por 5/0, pouco antes de a ucraniana comemorar a excelente semana que fez com o troféu de vencedora nas mãos partindo assim para Paris com a sensação de que pode surpreender em Roland Garros.

Moreirense FC 3 X 1 FC Porto: Venha 2017/18…

fc porto cabeçalho 2Na 34.ª e última jornada da Liga NOS 2016/17 o FC Porto entrou em campo, em Moreira de Cónegos, para defrontar o Moreirense FC. Se para os azuis e brancos este era apenas um jogo “para cumprir calendário”, para a equipa da casa esta era a derradeira oportunidade para garantir a manutenção no principal escalão do futebol português. Assim sendo, se Nuno Espírito Santo apenas promoveu uma alteração na baliza, com a estreia absoluta de José Sá com a camisola do FC Porto na Liga NOS, Petit não poupou qualquer jogador para um jogo no qual a equipa dependia apenas de si para garantir o objetivo da manutenção.

Bancadas bem compostas, sobretudo com adeptos da equipa da casa, e entre os adeptos do FC Porto (hoje menos do que é habitual) podia ler-se uma tarja com a inscrição “A glória dos campeões é feita na última batalha. Por ti, por nós, pelo emblema”. Apito inicial dado por Fábio Veríssimo numa primeira parte pautada por um maior domínio do FC Porto mas por uma atitude sempre lutadora por parte da equipa da casa. Depois de uns primeiros 15 minutos tão sonolentos quanto o interesse demonstrado pelo futebolistas do FC Porto nesta partida, o primeiro lance de perigo acabaria por surgir por intermédio de Brahimi; em resposta a um cruzamento de Otávio a partir da direita o argelino surgiu sozinho ao segundo poste mas o remate saiu ao lado da baliza à guarda de Makaridze.

A partir daí, e mesmo mantendo-se a toada lenta do jogo (muito por culpa da previsibilidade do momento de organização ofensiva do FC Porto), começaram a surgir os golos. Aos 16 minutos Rebocho realizou um excelente cruzamento a partir do corredor esquerdo, Boateng antecipou-se a Marcano e, de cabeça, não deu qualquer hipótese a José Sá. A resposta do FC Porto à desvantagem foi pálida e, cerca de 20 minutos depois, foi a vez de Boateng bater Felipe em velocidade e isolar Frédéric Maciel, que, na cara de José Sá, não teve dificuldades em desviar a bola do guarda-redes português para o fundo das redes. Numa primeira parte dominada ao nível da posse de bola pelo FC Porto mas na qual apenas uma equipa mostrou objetividade na procura do golo, o resultado, apesar de demasiado penalizador, acabou por retratar bem a atitude displicente dos futebolistas da equipa azul e branca face à partida.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ao intervalo Nuno Espírito Santo optou por retirar do jogo Héctor Herrera e Otávio para dar lugar a André Silva e Jesús Corona. O FC Porto passava a dispor-se num 4x4x2, com Brahimi e Corona bem abertos nos corredores laterais. Porém, como sempre por aqui se tem defendido, mais importante do que mudar as peças ou a estrutura tática são as dinâmicas coletivas, e essas, pese embora a mudança de atitude por parte dos futebolistas, mantiveram-se pobres. Apesar de tudo a equipa azul e branca surgiu mais pressionante na segunda parte, com o Moreirense FC a adotar posicionamentos mais conservadores, ainda que sempre mantendo a procura pelo aproveitamento dos momentos de transição ofensiva.

Acabou por ser sem grande surpresa, ainda que sem que tenha feito muito (em qualidade) por isso, que o FC Porto chegou ao golo aos 66 minutos. Jogada de insistência de Tiquinho Soares, que deixou a bola em Corona; este abriu em André André, que cruzou para Maxi Pereira, e o uruguaio, com um golpe de génio bafejado pela fortuna, conseguiu improvisar um remate que sobrevoou Makaridze e apenas terminaria no fundo das redes do Moreirense FC. Novo fôlego para o FC Porto num momento do jogo que poderia ter mudado por completo o rumo dos acontecimentos; porém, os de Moreira de Cónegos nunca esmoreceram e, por outro lado, os azuis e brancos continuaram a praticar um futebol pouco objetivo e sempre demasiado previsível.

Aos 71 minutos de jogo Nildo ameaçou a baliza à guarda de José Sá com um livre direto que o guardião português afastou para canto mas, aos 83 minutos, o golo da vitória acabaria mesmo por surgir. Felipe falhou o corte na abordagem ao lance, Boateng não desistiu, serviu Alex e este não desperdiçou a oportunidade; 3-1 para o Moreirense FC – a manutenção parecia agora garantida!

O FC Porto ainda teria espaço para um suspiro final, aos 86 minutos de jogo, com Brahimi a receber a bola na área, a desviá-la de Makaridze, mas esta acabaria por passar ao lado da baliza defendida pelo guarda-redes geórgio. Ponto final no encontro e grande festa em Moreira de Cónegos. O Moreirense FC, treinado por Petit, acabava de garantir a permanência na Liga NOS; para o FC Porto o jogo foi o espelho daquilo que tem vindo a ser a fase final da época: uma equipa com um modelo de jogo rudimentar e sem ideias na fase de criação (problema agravado pela ausência de Óliver Torres do 11 inicial). Agora só resta refletir sobre aquilo que falhou e, serenamente, preparar a época 2017/18 com esperança num futuro vitorioso.

Sporting CP 37- 28 AHC Potaissa Turda: Supremacia leonina contra os ventos de Leste

sporting cp cabeçalho 1 O jogo entre o Sporting e os romenos do Potaissa Turda só teve um sentido: a baliza da equipa da Europa de Leste, culminando com a vitória da equipa portuguesa por 37-28. Aliás, a equipa leonina entrou no jogo com tal garra que colocou completamente a leste do jogo esta equipa do leste da Europa. O Sporting começou com Matej Asanin na baliza, que esteve até aos 15 minutos da 2ª parte em jogo.

O guardião croata fez uma exibição soberba. Apenas alguns exemplos: logo aos 5 minutos de jogo destaque para uma defesa com o pé esquerdo, numa verdadeira mancha, perante um remate do pivot do Turda; aos 23 minutos de jogo, com uma brilhante defesa com os pés; aos 28 minutos, defesa com as mãos, face a um remate de longa distância de um jogador da equipa romena. Também não ficou atrás a exibição do guardião romeno, com excelentes defesas principalmente na segunda parte do jogo.

O Sporting apresentou, desde muito cedo na partida, momentos ofensivos que mostram a maturidade técnico-tática e coordenação dos seus jogadores. Esta maturidade ofensiva determinou que o marcador tivesse sempre inclinado a favor dos verdes e brancos. Aos 15 minutos da primeira parte, o Sporting destacava-se no marcador com 11 golos marcados contra apenas 5 sofridos.

Destaque, neste plano, para a jogada leonina aos 12 minutos de jogo, uma combinação entre o central Carlos Ruesga, o lateral João Paulo Pinto e o ponta-esquerdo Ivan Nikcevic, terminando com um golo fantástico do jogador sérvio. Na verdade, o ponta-esquerda leonino foi responsável por grande parte dos golos da equipa, com remates certeiros e eficazes.

A segunda partida irá ser jogada dia 27 de maio Fonte: Super Sporting
A segunda partida irá ser jogada dia 27 de maio, na Roménia
Fonte: Super Sporting

O processo ofensivo do Sporting encontrou em Carlos Ruesga o seu maestro indiscutível, pautando as oscilações atacantes da equipa. Na segunda parte, o Professor Hugo Canela trocou o pivot, substituindo Michael Kopko por Igor Zabic.

Destaque ainda para Janko Bozovic que se revelou um rematador de longa distância na equipa do Sporting ao longo do jogo, com remates bastante fortes e certeiros. A equipa do Turda permaneceu sempre com uma defesa de marcação individual, forçando cada elemento da equipa do Sporting a ter necessidade de se libertar dessa marcação e a procurar espaços vazios sem bola.

No ataque, a equipa do Turda foi demasiado lenta, com circulações de bola sem objetivo definido, tornando o seu jogo bastante previsível. A tradicional defesa 6 – 0 do Sporting foi mais do que suficiente para neutralizar qualquer investida da equipa romena.

No plano defensivo, destaque para a muralha construída por dois homens do Sporting na primeira parte: Kopko e Bosovic, impedindo a progressão do pivot da equipa do Turda. Em resumo, a equipa do Sporting acabou por ganhar esta primeira mão da Final da Taça Chalenge com uma vantagem de 9 golos.

Mas será essa vantagem suficiente para o Sporting conquistar o mesmo troféu europeu que conquistou na época 2009/2010? Para isso é preciso que a equipa do Sporting não se ponha a leste, numa segunda mão a disputar no leste da Europa.

Foto de Capa: Fórum SCP

Uma estreia muito antecipada na marca das oportunidades

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Este domingo terá lugar o primeiro evento do Smackdown Live após a Wrestlemania. O Backlash, que regressou no ano passado, está de volta, no que se espera ser uma boa edição.

Com algumas surpresas e intrigas por resolver, analisamos o card do Backlash, e falamos sobre possíveis cenários e vencedores.

Luke Harper vs Erick Rowan

Fonte: WWE
Fonte: WWE

Este domingo, teremos o confronto entre antigos parceiros da Wyatt Family, Luke Harper e Erick Rowan.

A situação em que estão a colocar Harper e Rowan é ingrata para o desenvolvimento da carreira de ambos no Smackdown Live. São atletas com grande potencial, que poderiam estar a ter outro destaque. Ao invés, parece que ficaram retidos no passado, uma vez que a Wyatt Family já terminou há algum tempo e, ainda assim, insistem em retomar esta história.

Apesar da história ser pouco interessante, o que me cativa no combate é a exibição de ambos, que tenho a certeza que vai ser boa.

Para vencer, aposto em Luke Harper por dois motivos: primeiro, para colocar um ponto final da história; segundo, porque tem mais potencial que Rowan e merece ter um destaque maior no plantel do Smackdown.

Académica OAF 2-1 FC Porto B: Encanto na hora da despedida de Costinha

futebol nacional cabeçalho

Coimbra teve encanto na hora da despedida da época… e de Costinha. Académica e FC Porto B protagonizaram um jogo, na sua generalidade, bonito e marcado pela vontade de vencer dos estudantes e pela qualidade técnica dos dragões. No fim, ganhou a Briosa, conforme mereceu, atenuando a mágoa de ainda não estar de regresso ao escalão principal.

Perante um FC Porto B a tentar encontrar-se no meio das mudanças promovidas pelo seu treinador (jogou e venceu, a meio da semana, a final da Premier League Internacional Cup), a Académica começou a partida a ganhar ascendente nos instantes iniciais, por força do espírito empreendedor de Kaka, capaz de encontrar e lançar Marinho e Traquina nos flancos. O problema esteve na fase de decisão, que tornou inconsequentes esses primeiros 15 minutos de domínio.

O esbanjamento dos estudantes foi aproveitado pelo FC Porto B, que começou a ligar setores e a conseguir criar oportunidades de golo, com Graça em destaque neste particular. Primeiro aproveitou uma má reposicao de um pontapé de baliza batido por José Costa para progredir e obrigar o guardião dos estudantes a defesa difícil e, depois, com quatro adversários ao seu redor, foi capaz de descobrir a integração de Verdasca no ataque. Este visou a área, onde apareceu Ruben Macedo a disparar por cima.

Costinha dá instruções aos jogadores da Académica... pela última vez
Costinha dá instruções aos jogadores da Académica… pela última vez

O jogo ganhou equilíbrio e foi sobre esta nota que a Academica chegou ao golo inaugural. Kaka, sobre a meia hora de jogo, aproveitando uma desatenção de Gudiño num lance aparentemente ofensivo, contornou o guarda-redes dos dragões e coloriu o marcador. O FC Porto B não se ficou e, 5 minutos depois, igualou a partida na sequência de uma bola parada exemplarmente batida por Rui Moreira e que teve o condão de acalmar as hostilidades, fazendo com que o intervalo chegasse numa toada mais “calma”…

… Que se arrastou até ao início do segundo tempo. O jogo entrou num estranho marasmo (dada a primeira parte), com o qual só Makonda e Kaka, no primeiro quarto de hora, quiseram romper.
Costinha e Folha tiveram, pois, que mexer. Ki entrou para o lugar de Kaka, nos estudantes, ao passo que Fede Varela e Pereira renderam Tomás Podstawski e Tony Djim do lado do FC Porto B.

Trocas que beneficiaram a Academica. É que, para além de perder fulgor ofensivo, o meio-campo do FC Porto B perdeu a cola que ia impedindo a Briosa de ganhar ascendente, e permitiu o atrevimento dos estudantes – Yuri de cabeça, atirou a trave e Rui Miguel, na pequena área, atirou ao lado.

Folha, descontente, colocou em campo um dos seus trunfos – Galeno. O brasileiro agitou, como costuma e, ao romper pela área academista, quase era feliz. Mas, sozinho, não podia fazer mais que se ficar pelo inconformismo, e este foi só um pormenor no meio de um domínio academista, que voltou a ser manifestado em quatro oportunidades – primeiro Rui Miguel atirou para defesa difícil de Gudiño e Makonda, na recarga, atirou a trave, e depois, o mesmo Rui Miguel atirou por cima, à semelhança do que Ernst (já entrado para o lugar de Marinho) tinha feito uns minutos antes.

Calor não deu tréguas e os jogadores do FC Porto B aproveitaram uma assistência méida para se refrescar
Calor não deu tréguas e os jogadores do FC Porto B aproveitaram uma assistência méida para se refrescar

Adivinhava-se o golo dos estudantes. Só faltava um bocadinho mais de discernimento. Estava no banco. Costinha decidiu tirar Rui Miguel e colocou Diogo Ribeiro. 2 minutos depois, aos 86′, tirava frutos desta troca: o número 66 dos estudantes correspondeu da melhor maneira a um cruzamento de Traquina e devolveu a liderança no marcador à Briosa. Um golo festejado em euforia pelo jogador formado no Esperança de São Martinho e na Academica, que tirou a camisola e foi engolido em abraços pelos seus colegas.

Uma imagem que marca a união que existe num balneário nem sempre recompensado devidamente pelas incidências do jogo e que merecia, pelo seu profissionalismo, muito mais que o 6º lugar em que terminou a época.

Portugal Sub20 1-2 Zâmbia Sub20: Sem pôr a bola na baliza, é impossível

Cabeçalho Seleção Nacional

Emílio Peixe constituiu um primeiro onze formado maioritariamente por jogadores do SL Benfica, com seis atletas dos encarnados. Diogo Costa, jovem de 17 anos do FC Porto, foi o dono da baliza, tendo à sua frente um quarteto defensivo formado por Diogo Dalot Rúben Dias, Jorge Fernandes e Yuri Ribeiro. No meio campo, Florentino Luís foi o médio mais defensivo, com Gedson Fernandes e Bruno Xadas à sua frente, sendo este último, jogador do SC Braga, o elemento com mais responsabilidade de ligação ao ataque. No setor mais ofensivo, Diogo Gonçalves foi o extremo esquerdo, André Ribeiro, jogador do Zurique, sobre o lado direito e o benfiquista José Gomes como ponta de lança.

A primeira parte foi muito morna, com ambas as equipas na expetativa e raríssimas oportunidades de golo. A seleção lusa preferiu, quase sempre, atacar pelo flanco esquerdo, onde a dupla composta pelas “águias” Yuri Ribeiro e Diogo Gonçalves conseguiu carburar algum jogo ofensivo. Ainda assim, na primeira meia hora, apenas tivemos um remate de Xadas à figura de Mangani Banda e uma outra tentativa de André Ribeiro, bloqueada pelos centrais adversários. No lado contrário, os africanos apenas tiveram uma ocasião de golo, à passagem dos vinte minutos, com um remate de Luchanga para uma defesa bastante vistosa de Diogo Costa.

No último quarto de hora da primeira metade, Portugal subiu um pouco o seu patamar exibicional e aproximou-se mais da área zambiana, com Diogo Gonçalves e André Ribeiro a terem boas hipóteses de alvejar a baliza contrária. A nossa seleção tinha alguns problemas de ligação entre o meio campo e o ataque, com muito poucas jogadas de perigo. A melhor oportunidade de golo surgiu aos 44 minutos, num lance onde Diogo Dalot assistiu Diogo Gonçalves. O benfiquista rematou forte, mas a tentativa foi bloqueada, quase em cima da linha de golo, pelo lateral direito da Zâmbia, Moses Nyondo.

Ainda no primeiro tempo, destaque para a saída de Patson Daka, um dos melhores jogadorez da Zâmbia. O avançado do Red Bull Salzburgo teve de ser substituído depois de ter chocado com Rúben Dias num lance de bola parada. Foi rendido por Emmanuel Banda, jovem jogador que atua em Portugal, no Esmoriz.

Este foi o onze titular escolhido por Emílio Peixe para esta estreia no Mundial Sub20 Fonte: Seleções de Portugal
Este foi o onze titular escolhido por Emílio Peixe para esta estreia no Mundial Sub20
Fonte: Seleções de Portugal

A segunda parte foi totalmente diferente. Os africanos reentraram melhor na partida, com Fashion Sakala em grande destaque. O número 10 zambiano ameaçou aos 50 minutos, com um remate para defesa de Diogo Costa. No minuto seguinte, os zambianos inauguraram o marcador. Sakala teve um bom trabalho no flanco direito, Mwepu fez um primeiro remate para defesa muito apertada do guardião português e, na recarga, Edward Chilufya, empurrou para a baliza aberta. Depois disso, inexplicavelmente, Emílio Peixe colocou Xande Silva em campo mas, inexplicavelmente, retirou José Gomes. Portugal deu então um festival de golos falhados, com Diogo Gonçalves, André Ribeiro e Xande Silva como principais protagonistas. Xadas e Gedson Fernandes também tentaram, mas sem sucesso. Emílio Peixe retirou depois André Ribeiro, que também estava em bom plano, para entrar Hélder Ferreira e apenas arriscou na última alteração, com a entrada de Pepê para a saída do médio defensivo Florentino Luís.

Para piorar as coisas, os africanos ainda chegaram ao segundo golo, por Fashion Sakala. O jogador do Spartak Moscovo aproveitou a passividade dos centrais portugueses, entrou na área e rematou sem hipóteses para Diogo Costa. A seleção lusa tardou em voltar a encontrar-se, com escassa clarividência e poucas ocasiões de golo nos últimos minutos. Contudo, foi já no período de descontos que Portugal reduziu. Mangani Banda ainda fez uma defesa assombrosa a remate de Xande Silva mas, na recarga, Hélder Ferreira conseguiu mesmo faturar, reduzindo a desvantagem nacional.

Depois de uma primeira parte onde respeitou demasiado a seleção contrária, Portugal deu um autêntico festival de falhanços em frente à baliza de Mangani Banda, que apenas teve de fazer duas ou três defesas com algum grau de dificuldade. Acho que Pedro Delgado tem de ser titular na segunda jornada, pois será preciso acrescentar muito mais criatividade ao meio campo. É inexplicável como não foi utilizado hoje.

Na equipa nacional, destaque positivo para as exibições de Diogo Dalot e Yuri Ribeiro quando apoiaram o ataque, e de Xadas e André Ribeiro, que foram os mais ativos na tentativa e alvejar a baliza da Zâmbia. Na próxima quarta feira, Portugal vai defrontar a Costa Rica e termina a fase de grupos no sábado frente ao Irão. Frente aos costarriquenhos, é imperativo conquistar a vitória.