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Gonçalo Inácio, o futuro da Seleção!

O defesa-central leonino, campeão nacional, Gonçalo Inácio é um dos habituais titulares no onze de Ruben Amorim. O jovem fez a sua estreia pela seleção sub-21, no último jogo diante o Chipre, que Portugal venceu por 1-0. No entanto, Inácio foi chamado por Fernando Santos para a anterior paragem de seleções, não tendo sido utilizado.

Inácio é um dos jogadores formados no Sporting Clube de Portugal, que foi aposta de Ruben Amorim. O número 25 dos leões tem um contrato válido até 2025, com uma cláusula de rescisão de 45 M€ e o valor de mercado fixado nos 9 M€.

Gonçalo Inácio após dez temporadas ao serviço do Sporting Clube de Portugal, já soma 38 jogos, quatro golos e quatro assistências, ajudando a equipa a conquistar o campeonato nacional, a Taça da Liga e a Supertaça.

As mais-valias de Gonçalo Inácio

Gonçalo Inácio destaca-se por ser um defesa-central com uma enorme qualidade de passe, sendo, por isso, fundamental na primeira fase de construção. Como é canhoto, tem alinhado como central pela direita no esquema de 3-4-3 de Rúben Amorim, podendo, então, estar em qualquer uma das posições. O número 25 dos leões tem bom sentido de posicionamento e é forte nos duelos aéreos e no um contra um defensivo.

O jovem leão foi internacional entre os escalões sub-17 e sub-21, sendo que esta chamada por Rui Jorge peca por tardia. Recorde-se que, Rui Jorge, deixou de fora o defesa-central campeão nacional, na última fase final do Euro sub-21.

No entanto, o talento e o rendimento desportivo de Gonçalo Inácio já justificava uma presença assidua nos escolhidos de Fernando Santos.

O Sporting tem, em Gonçalo Inácio, um jogador de enorme talento e potencial e que tem pela frente, uma enorme margem de progressão para poder evoluir e vir a ser um grande defesa-central do futebol português. Inácio pode e deve fazer parte das convocatórias do selecionador nacional para a Seleção “A”.

Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gonçalo Inácio com apenas 20 anos, já conquistou um campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça, que possa continuar a evoluir, jogo a jogo, com Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória dos títulos.

 

Até quando aguentará o Sporting sem os golos do Paulinho?

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Eu ia começar este texto a perguntar se uma equipa poderia ambicionar ganhar títulos sem um ponta de lança, mas depois lembrei-me do Barcelona e decidi mudar a questão. Mas aquele Barcelona (e mesmo a seleção espanhola) eram uma excepção, até pelo seu modelo de jogo.

Mas não estamos aqui para falar de outros clubes. Queremos analisar só e apenas o nosso clube. E analisando o Sporting apenas na primeira liga de futebol, começa a preocupar-me a falta de eficácia da linha ofensiva tendo como expoente máximo Paulinho.

Em todos os textos que escrevi sobre o tema tenho apoiado a teoria (que se verifica na prática) de que o nosso avançado trabalha muito para a equipa apesar da falta de golos, mas começa a cansar ouvir a frase “lance perigoso para o Sporting, Paulinho vai marcar… ao lado / defesa…”. Parece preocupante, principalmente quando temos o ataque menos concretizador dos pretendentes ao título – 17 golos, enquanto os outros dois já acertaram no lado certo das redes por 27 e 28 vezes.

Sporting Paulinho
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No que toca a marcadores de golos, o clube que nos acompanha no topo da tabela tem Luiz Diaz com 9, enquanto o nosso melhor artilheiro continua a ser Pedro Gonçalves com 4 apesar de ter estado sem poder jogar em quatro das onze jornadas já disputadas. Depois de Pote aparecem, com 2 cada, Pedro Porro, Gonçalo Inácio, Nuno Santos, Palhinha e Coates, todos da linha defensiva (Nuno Santos tem jogado muitas vezes na lateral defensiva), o que reflete o facto de a maioria dos nossos golos serem marcados através de lances de bola parada.

Um Sporting a vencer pela margem mínima. Até quando?

Tudo isto juntando o facto de que muitos dos jogos são ganhos pela margem mínima, sendo alguns resolvidos apenas nos minutos finais, deixa a sensação que mais cedo ou mais tarde este “coração” que a equipa vem mostrando pode deixar de chegar, fazendo com que possamos perder pontos em campos que não seria suposto. Porque todos sabemos que muitos dos jogos terão que ser resolvidos nas poucas oportunidades que iremos ter, pelo facto de jogarmos em campos pequenos contra adversários que se fecham muito lá atrás.

A questão de falta de golos do Paulinho fica mais exposta quando percebemos que ele é o jogador que mais remates tem na primeira liga – 27 (o melhor marcador da liga rematou 24 vezes), e o Sporting é apenas a quarta equipa com mais remates – 157, contra os 192 do FC Porto, 175 do SL Benfica e 160 do Vizela. Estes dados mostram que não é pela equipa não criar ocasiões, mas por mera falta de eficácia. Mostram ainda o peso que tem Paulinho na percentagem de finalização dos lances de ataque criados pela equipa. Logo, se ele não concretiza, a equipa sofre.

O que nos deixa mais descansados é o facto da nossa equipa ser de longe a mais eficaz no momento defensivo, uma vez que sofremos apenas quatro golos em onze jornadas já disputadas, o que nos deixa com a sensação de que se não conseguirmos marcar pelo menos haverá pouca probabilidade de sofrermos. É essencialmente por isso que continuamos a ser uma das equipas invictas na europa.

Coates Adán
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas até quando teremos que estar a viver da competência dos nossos defesas, tanto no sector defensivo como ofensivo? Não podemos estar “defensivodependentes” se queremos ambicionar por algo mais. E com isto não significa que sejamos uma equipa defensiva, que não somos.

Não quero, de forma nenhuma, com este texto, culpar o Paulinho de eventuais deslizes que possam surgir – e já surgiram. Serve antes para alertar que, tendo um ponta de lança, ou um avançado centro com melhor aproveitamento das oportunidades estaríamos sempre mais perto de ganhar os jogos, e permitiria resolver muitos jogos mais cedo dando à equipa a oportunidade de dosear o seu esforço mais cedo. E este aspecto, num plantel curto como o nosso, no final pode fazer a diferença.

Para já, e enquanto Paulinho não encontra os golos, que nos valham São Pote, São Coates, todos os santos e santas… assim como a competência da equipa no momento defensivo (e aí também entra Paulinho). Porque o sucesso deste grupo tem sido o facto de terem sido e continuarem a ser uma verdadeira EQUIPA.

 

 

Em plano de ausências, foram as «segundas linhas» a festejar | Esqui Alpino

O “circo branco”, Taça do Mundo de Esqui Alpino, cumpriu, neste fim de semana, a segunda etapa de 37 que farão parte do calendário de competições para a temporada 2021/22.

O palco para este evento de Slalom Gigante paralelo individual, a ser disputado por ambos os géneros em dias consecutivos, foi a estância de Lech/Zuers, na zona da alta Áustria. Aliás, destaque-se que a mesma, juntamente com as estâncias de St. Anton, St. Christoph e Stuben, formam o sétimo maior domínio esquiável do mundo, totalizando 302 quilómetros de pistas.

Antes de passarmos à ação dentro da pista, referir que esta seria a única competição de Esqui Alpino no formato a constar no rol de eventos da presente temporada, bem como é merecedora de realce a atitude do antigo Downhiller helvético, Urs Lehmann, aos dias de hoje Presidente da Federação Suíça de Esqui Alpino, que dias antes havia proferido declarações bastante duras para com a Federação Internacional. Tudo porque o mesmo não só confessou discordar do formato dos eventos paralelos, como exprimiu o seu desagrado pelo facto de a mítica vertente de combinado alpino, que esteve nas origens da competição ao mais alto nível, ter desaparecido de cena.

Resultado? Os principais atletas do país dos relógios não se apresentaram na estância austríaca, aproveitando para treinar tendo em vista o início das disciplinas de velocidade. Deste modo, e ainda que com imensas polémicas à mistura, lá principiavam os eventos no traçado austríaco.

Argentina x Brasil: Superclássico Sul-Americano com decisões para um lado

Qualificação para o Mundial 2022, Jornada 14: terça feira, 23h30, 16 de novembro 2021

ANTEVISÃO: A INVENCIBILIDADE CONTRA A QUALIFICAÇÃO

Depois do escândalo que foi o jogo entre Argentina e Brasil no Maracanã, onde o jogo foi interrompido precocemente devido às falhas de controlo de viagem de alguns jogadores argentinos, vamos poder ver de novo estas duas grandes seleções a defrontarem-se.

APÓS A FINAL DA COPA AMÉRICA, OS BRASILEIROS VÃO QUERER VINGAR A DERROTA, MAS O ARGENTINOS PRECISAM DE UMA VITÓRIA. COM O MUNDIAL À VISTA, QUEM VAI VENCER? APOSTA JÁ EM BWIN!

A “canarinha” está já apurada para o Mundial 2022, sendo que todos os jogos agora serão para cumprir calendário. A “albiceleste”, por sua vez, ainda necessita de assegurar o seu lugar e para tal necessita de vencer este jogo e esperar que duas destas seleções, o Chile, o Uruguai ou a Colômbia, percam os seus jogos.

Apesar da qualificação já garantida, o Brasil não vai entregar a vitória, pois a rivalidade entre estes dois países é gigante e nos jogos há sempre mais do que o objetivo principal.

Messi irá a jogo, afirmou Scaloni, estando assim recuperado da lesão e sendo um grande trunfo desta Argentina. Por outro lado, Neymar é baixa de última hora tendo acusado dores no adutor da coxa esquerda e falha assim o jogo que.

Espera-se um jogo bastante disputado e cheio de qualidade, com um Brasil a lutar para manter a sua invencibilidade na Qualificação, e uma Argentina a tentar assegurar o mais rapidamente possível o seu lugar no Mundial do Qatar.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Brasil parte para o jogo já apurado para o Mundial;
  2. A Argentina necessita de vencer e esperar que os restantes resultados do grupo sejam favoráveis para a qualificação;
  3. O Brasil ainda não perdeu nesta Qualificação, tendo apenas empatado um jogo;
  4. A Argentina também continua invicta, mas já empatou por quatro vezes;
  5. O Brasil já leva 27 golos marcados na Qualificação;
  6. A Argentina marcou 20 golos;
  7. O Brasil apenas sofreu quatro golos durante a Qualificação;
  8. É a oitava vez que as duas equipas se defrontam na qualificação para o Mundial;
  9. A Argentina apenas venceu dois destes jogos, enquanto o Brasil venceu quatro;
  10. Em 107 jogos entre as duas equipas, a Argentina leva 39 vitórias contra as 43 do Brasil.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Lionel Messi (Argentina) – Pouco há mais a dizer sobre o astro argentino. Recuperou de lesão e Scaloni confirmou-o na equipa inicial, algo que acrescenta qualidade a uma Seleção já recheada dela. Messi é capaz de virar um jogo sozinho e a qualificação para o Mundial muito pode depender dele.

 

Lucas Paquetá (Brasil) – O médio brasileiro tem vindo a encantar nos últimos jogos pelo Olympique Lyonnais e pela Seleção. O meio campo tem ficado sempre ao seu encargo e tem surpreendido apenas aqueles que desconheciam o seu talento. É de esperar que muito do jogo da “canarinha” passe pelos seus pés.

 

XI´S PROVÁVEIS

Argentina: E. Martínez, Molina, Romero, Otamendi, Acuña, Paredes, De Paul, Lo Celso, Messi, Di María, L. Martinez.

Treinador: Lionel Scaloni:

“Esta equipa do Brasil é a mais vertical dos últimos tempos. Tentaremos minimizar as coisas boas que eles têm. Queremos controlar o jogo”.

 

Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Militão, Alex Sandro, Fabinho, Fred, Paquetá, Raphinha, Gabriel Jesus, Vinícius Jr.

Treinador: Tite:

“O clássico tem essa componente, sim. Não sei se é o maior deles, mas tem todos os componentes técnicos, mentais, emocionais, históricos. Acredito que os jogos contra a Colômbia e a Argentina têm sido os mais difíceis”.

Super Clássico das Américas.

PREVISÃO DE RESULTADO: ARGENTINA 1-0 BRASIL

O regresso de Haris Seferovic | SL Benfica

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O regresso de Haris Seferovic promete agitar o ataque encarnado

Praticamente terminada a pausa para seleções, o futebol de clubes está de volta já este fim de semana e, no caso do futebol português, regressará com a disputa dos 16 avos-de-final da Taça de Portugal. regresso de Haris

O SL Benfica defrontará o FC Paços de Ferreira, no Estádio da Luz, pelas 20:45h e constará na lista de convocados um nome que não surge noutro lugar senão na ficha clínica há bastante tempo. regresso de Haris

Dois meses depois de ter estado afastado por uma lesão muscular que o impediu de alinhar pela equipa principal dos encarnados por um total de 16 jogos, Haris Seferovic está finalmente apto para voltar aos relvados e ser mais uma opção para Jorge Jesus.

O jogador suíço terá, na frente de ataque, a concorrência de Darwin Núñez, Roman Yaremchuk e Gonçalo Ramos – Rodrigo Pinho encontra-se a lidar com uma rotura de ligamentos, o que o afastará o restante da temporada -, pelo que a luta por um lugar no onze inicial será bastante acesa. regresso de Haris

O regresso de Haris
Seferovic volta a estar disponível após uma ausência de 16 jogos
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Darwin e Yaremchuk têm sido os habituais titulares da posição. Por sua vez, Gonçalo Ramos tem sido o habitual suplente. Não obstante, Seferovic tem histórico de aparecer quando menos se espera, isto é, a marcar bastantes golos vindo do banco de suplentes, tal como já aconteceu em temporadas passadas. regresso de Haris

O suíço esteve convocado na goleada ao SC Braga, mas acabou por não ser utilizado por Jorge Jesus, que decidiu não lançar o avançado no jogo. Agora, após ter voltado aos golos num particular/treino frente ao Estrela da Amadora e beneficiando das ausências de Rafa Silva e Darwin Núñez, que se encontram lesionados, há uma janela de oportunidade para o suíço.

Também o facto de o internacional ucraniano Yaremchuk e o jovem internacional português Gonçalo Ramos terem estado ausentes para representar as suas seleções podem influenciar as escolhas do técnico do Sport Lisboa e Benfica. regresso de Haris

O ponta-de-lança helvético já provou anteriormente a importância que tem na equipa e não sendo a “estrela da companhia” tem tudo para ser um elemento importante para atacar as diversas competições disputadas pelo SL Benfica. Pode-se considerar Haris Seferovic um verdadeiro suplente de luxo, até porque seria titular indiscutível em praticamente todas as equipas da liga portuguesa.

Na temporada transata o avançado de 29 anos apontou 26 golos e sete assistências em 48 partidas disputadas de águia ao peito. Pois bem, estes são números que fariam a maioria dos adeptos praticamente venerarem os jogadores, mas isto não acontece com Seferovic.

O internacional suíço ficou rotulado como o “patinho feio” desde que chegou e ainda que tenha mostrado mais do que suficiente para merecer a confiança dos adeptos, estes não lha concedem. regresso de Haris

Esta é a sua quinta temporada a envergar o símbolo do Sport Lisboa e Benfica ao peito e apresenta um saldo de 69 golos e 23 assistências num total de 175 jogos. Estes são números de um avançado que merece mais do que aquilo que tem vindo a receber por parte dos adeptos.

Confesso que não sou apreciador do jogo de Seferovic, mas reconheço-lhe toda a importância que este teve nos últimos anos no SL Benfica.

Creio que, como já se tem tornado usual, Haris Seferovic vai conquistar o seu espaço no xadrez de Jorge Jesus e tornar-se-á numa peça fulcral para que o SL Benfica ataque todas as frentes em que se encontra. regresso de Haris

Football Manager 2022 | Os 5 melhores defesas direitos

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Numa equipa competitiva, sem dúvidas, deve haver um guarda-redes seguro, uma defesa sólida, um meio-campo versátil e um ataque decisivo. No entanto, uma das posições mais esquecidas e com pouco prestígio no futebol também desempenha um papel fundamental em qualquer funcionamento tático. A chamada lateral direita.

Pelos lados do campo, um corredor completo de tramas envolventes pode ser criado a partir da persistência, da técnica e do entendimento coletivo dos laterais em campo. Além disso, a função defensiva na hora de resguardar o extremo adversário é algo essencial para o sucesso dentro das quatro linhas.

Sabendo das complexidades e funcionalidades que esta posição pode oferecer, o Bola na Rede preparou uma lista especial dos cinco melhores jogadores nesta posição no Football Manager 2022, para assim montar com maestria o melhor plantel possível no maior simulador de futebol.

Matheus Reis: O patinho feio que tem dado ares de cisne

Matheus Reis dá garantias de futuro?

Desde a saída de Nuno Mendes para o Paris Saint-Germain que o Sporting CP não voltou a ter a estabilidade que tinha no corredor esquerdo.

Saída de Nuno Mendes, chegada de Vinagre

O prodígio formado em Alcochete e agora internacional A pela seleção portuguesa começou a temporada ao serviço do clube de Alvalade. De leão ao peito ainda venceu a Supertaça frente ao SC Braga, tendo jogado os 90 minutos. Depois disso esteve afastado por lesão durante dois jogos. Voltou com o Belenenses SAD e contra o FC Famalicão regressou ao 11 inicial.

O jogo contra os famalicenses foi o seu último. Jogou que terminou empatado a uma bola, com autogolo do próprio Nuno Mendes. Obviamente não teve o melhor jogo de despedida, mas a verdade é que saiu como campeão nacional, como vencedor da Taça da Liga e iniciou a época 21/22 com um troféu (a Supertaça).

Rúben Vinagre chegou a Alvalade ainda com Nuno Mendes no plantel. Tanto um como o outro ainda estavam longe da melhor forma física quando Nuno se lesiona. Surge a primeira oportunidade para o recém-chegado mostrar o seu valor. Deixou boas indicações.

Acontece que, o quadro pintado aos sportinguistas foi que Vinagre faria esquecer o internacional A português. Até ao momento, o jovem português proveniente do Wolverhampton Wanderers FC não foi capaz nem de fazer esquecer Nuno Mendes nem de agarrar o lugar, levando Amorim a procurar soluções em Matheus Reis e em Nuno Santos.

O lateral emprestado pelos Wolves ainda não foi capaz de meter Vinagre nisto, de colocar toda a sua qualidade na função que veio desempenhar ao serviço do clube leonino. Chegar ao nível que o atual defesa do PSG apresentou em Portugal dificilmente chegará, pois foi sem dúvida o melhor lateral-esquerdo que vi jogar no Sporting, mas apresentar um nível que o leve a agarrar o lugar e que leve o clube a exercer a cláusula de compra é o que se espera dele.

Instabilidade à esquerda

No regresso do Sporting à Liga dos Campeões, Vinagre foi o escolhido para a posição de lateral-esquerdo. Foi um jogo para esquecer. Anthony foi um pesadelo para o jovem leão, que certamente não pregou olho nos dias seguintes.

Ghezzal Ruben Vinagre
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

De volta ao campeonato, Amorim mantém a aposta em Vinagre. Dois jogos, duas exibições tremidas. Chega o jogo com o Borussia Dortmund e o treinador dos leões opta por Matheus Reis à esquerda. Contra o Arouca Matheus Reis continua no onze, mas desta vez a central, com Nuno Santos a ser a opção para a lateral.

Na Taça de Portugal frente ao CF “Os Belenenses”, que está no campeonato de Portugal, Amorim dá uma oportunidade a Vinagre. Mas contra o Besiktas Matheus Reis volta a ser o escolhido para a posição de lateral. Rúben Amorim dava a ideia de que Vinagre ainda não estava preparado para jogos do nível da liga milionária.

Contra o Moreirense FC, para o campeonato, o comandante leonino volta a usar o brasileiro a central, com Nuno Santos à esquerda. Chega a estreia na nova edição da Taça da Liga. Encontro frente ao carrasco FC Famalicão. Os de Alvalade ainda não os tinham conseguido vencer desde que subiram à primeira liga. Vinagre entra diretamente para o onze.

Do jogo contra o Famalicão até ao último frente ao FC Paços de Ferreira, série de três jogos, o lateral emprestado pelo Wolves não voltou a ser titular. Matheus Reis fez dois jogos consecutivos a lateral (Vitória SC e Besiktas) e na partida frente ao Paços jogou a central e fez provavelmente o seu melhor jogo desde que chegou ao Sporting.

Matheus Reis a surpreender

Nos últimos quatro jogos que disputou, o defesa brasileiro esteve em destaque, e pela positiva. O jogador que muitos veem como o pior do plantel leonino apresentou-se com tremenda confiança, surpreendendo os sportinguistas.

Na partida diante do Besiktas, Matheus Reis desempenhou o papel de lateral-esquerdo, aquele que mais problemas tem dado a Rúben Amorim. Defensivamente já mostrou ser melhor que qualquer um dos seus oponentes, Rúben Vinagre e Nuno Santos. E por isso mesmo, o treinador optou por ele nos encontros frente ao Dortmund e frente ao Besiktas.

Matheus Reis Sacko
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Já no encontro contra o Paços de Ferreira, Matheus Reis jogou a defesa-central do lado esquerdo. A meu ver, apesar de ter estado realmente bem diante da campeão turco em título, neste jogo na capital do móvel, o brasileiro foi um dos melhores jogadores em campo. Esteve em todo o lado. Imponente a nível do corte e da antecipação e muito lúcido a sair a jogar. Ele que com bola costuma dar pouca confiança aos adeptos, nesta última partida do campeonato parecia outro jogador completamente diferente.

A dinâmica que ofereceu com Nuno Santos que ocupou a lateral-esquerda foi extremamente interessante e deu muita vida ao corredor esquerdo no processo ofensivo. Não foi a primeira vez que ocuparam estas posições com ambos em campo, mas foi o jogo em que se deram melhor.

Matheus Reis a continuar com esta confiança tanto pode ser útil a central como a lateral, sendo, na minha opinião, mais forte a central. Tem ocupado estes lugares quando há necessidade, mas nunca se afirmou como a solução.

A gestão física de Feddal vai-lhe dando a oportunidade de somar minutos, assim como a dificuldade de Vinagre em se afirmar do lado esquerdo. Matheus Reis é polivalente e a jogar como tem jogado ultimamente merece ter um lugar assegurado no onze, pelo menos por enquanto.

 

 

SLS: Gustavo Ribeiro de volta ao pódio

A CRÓNICA: PROVA CONSISTENTE DE GUSTAVO RIBEIRO VALE MAIS UM PÓDIO

Depois de ter começado o World Tour com uma vitória na etapa de Salt Lake City, Gustavo Ribeiro terminou o ciclo competitivo anual da Street League com um terceiro lugar no Super Crown, o campeonato do mundo.

Não obstante a sua presença no pódio, o skater português não teve um início feliz na prova, na medida em que não conseguiu acertar um crooked nollie flip já na parte final da sua run, o que, por consequência, acabaria por manchar o seu score. Ainda assim, já no best trick, Gustavo Ribeiro conseguiu-se redimir e não precisou do 5,2 que obteve na sua run para a pontuação final.

O atleta Gustavo Ribeiro mostrou um skate muito técnico no gap to hubba, com destaque para manobras como biggerflip frontboard to fakie e tre flip backside crooked grind. No final, ainda tentou um longo crooked nollie flip out no kinked rail, mas a sorte não esteve do seu lado e acabou por cair nas duas ocasiões em que tentou a manobra.

Depois de ter ocupado o lugar mais baixo do pódio no Super Crown de 2019 em São Paulo, o português volta a repetir o resultado, desta feita em Jacksonville, na Flórida.

Apesar da boa prestação de Gustavo Ribeiro, o grande destaque da tarde vai para Jagger Eaton. O skater natural do estado do Arizona ainda não é um SLS Pro, tendo conseguido um wildcard para o Super Crown por meio do terceiro lugar que arrecadou em Tampa.

A verdade é que o norte americano realizou uma prova sublime, o que acabou por lhe valer o título de campeão do mundo. Começou com uma run praticamente perfeita, dando origem a um score de 9,6. Na sequência, Jagger Eaton conseguiu realizar outras três manobras, todas dignas de nota artística. Refiro-me a truques como switch backside nosebluntslide, nollie frontside 180 switch back smith ou nollie frontside 180 switch backside overcrooked grind.

Já o lugar intermédio do pódio foi ocupado por outro rookie, Lucas Rabelo. O brasileiro tem tido uma progressão notória no que toca ao skate competitivo. Soube montar uma estratégia que acabou por se revelar profícua e, por pouco, não conseguiu atingir o primeiro lugar. Gustavo Ribeiro

Na última tentativa, Lucas Rabelo precisava de um 9,4 para ultrapassar Jagger Eaton. Arriscou um fontside 270 ollie switch back lip no corrimão, manobra cujo score atribuído foi um 9,1. Além da manobra já mencionada, realizou um impressionante frontside 270 ollie frontside noseslide no gap to hubba. Gustavo Ribeiro

Para surpresa de muitos, Nyjah Huston, seis vezes campeão do mundo, ficou fora do pódio. Depois de ter conseguido um caballerial back noseblunt e um kickflip backside lipslide, o norte americano tentou um switch heelflip frontside lipslide por duas vezes para chegar ao pódio, mas a sorte não esteve do seu lado e acabou por cair em ambas as ocasiões.

Por último, a luta pela qualificação para a final a quatro esteve muito acesa entre Kelvin Hoefler e Lucas Rabelo, mas este último acabou por levar a melhor e continuar a disputar a final. Já Shane O’Neill, depois de um 9,5 na sua run, parecia ter todas as condições para estar entre os primeiros quatro, mas não conseguiu realizar o bigspin backside tailslide to fakie. Os restantes Alex Midler e Felipe Gustavo não mostraram a consistência habitual e ficaram fora da disputa numa fase ainda muito precoce.

Foto de Capa: SLS

Olheiro BnR | Conor Gallagher, o futuro do Chelsea FC

Os erros também acontecem para aprendermos com eles. Depois de tantos anos a não apostar nos jovens, o Chelsea FC tem, cada vez mais, um plantel constituído por jogadores da formação. Em Cobham, a academia dos Blues, respira-se saúde, mas nem sempre foi assim. Conor Gallagher

O clube londrino sempre teve um sistema peculiar, no que toca à formação. Os empréstimos sucessivos a clubes de menor dimensão são montras para os atletas que começam a chegar ao patamar profissional. É difícil não recordar a forma menos positiva com que lidaram com Kevin De Bruyne e Mohamed Salah. Agora, ambos brilham em clubes rivais.

Com uma vasta rede de clubes satélite, como é o caso do Vitesse, da Liga Neerlandesa, o Chelsea FC continua a usar o mesmo modo de operar. Contudo, os frutos acabam por ser colhidos, ao contrário do que acontecia no início da década passada. Existe um ponto de viragem claro no paradigma dos blues: a proibição de contratar jogadores durante duas janelas de transferências.

Durante o mercado de verão e inverno de 2019/2020, os blues foram “obrigados” a olhar para dentro de portas. Nomes como Mason Mount, Reece James e Trevoh Chalobah, que estavam constantemente em empréstimos, foram, aos poucos, tendo oportunidade. Agora, são peças fundamentais no processo de Thomas Tuchel.

 

SERÁ CONOR GALLAGHER APOSTA NO CHELSEA FC?

Ainda não existe uma resposta a essa questão, mas as exibições de Conor Gallagher estão a encantar todo o mundo. A carreira do inglês tem tido pouca estabilidade, visto que já foi emprestado a quatro emblemas diferentes. Aos 21 anos, já experienciou diversos escalões do futebol inglês e ganhou bagagem profissional.

Na primeira saída do ninho de Cobham, Conor aterrou no Charlton Athletic, que ainda estava na Segunda Liga Inglesa. Em meia época ao serviço do clube, realizou 26 jogos, onde marcou seis golos e deu a marcar em quatro ocasiões. Depois, em janeiro, foi chamado de volta pelo Chelsea FC, que o voltou a emprestar a um clube da divisão inferior, o Swansea City AFC.

 

Pelos “cisnes” do País de Gales, voltou a brilhar. Num contexto diferente, tendo em conta que é um clube com o objetivo de subir, de novo, à Primeira Liga Inglesa, demonstrou mais uma vez o valor que possui. Não marcou qualquer golo, mas juntou às estatísticas mais sete assistências em 21 jogos.

 

Entretanto, percebeu-se que a segunda divisão, por muito que seja competitiva, já não era o patamar ideal para Gallagher. Assim, surgiu a oportunidade de vestir a camisola do West Bromwich Albion e voltou a dar nas vistas. Os dois golos e duas assistências numa formação que acabou por descer podem não encher o olho, mas a preponderância foi além das estatísticas.

32 jogos depois, os baggies desceram de divisão e, mais uma vez, seguia-se novo empréstimo. Na temporada que agora decorre, Conor Gallagher está a ter um início espantoso ao serviço do Crystal Palace. Nos londrinos, já leva 11 partidas nas pernas, com quatro golos e duas assistências no currículo.

É difícil prever o rumo do jogador. Tudo indica que Thomas Tuchel está muito interessado em assistir ao desenvolvimento do atleta e pode ser aposta nos blues. Além disso, Gareth Southgate assumiu que Gallagher está a bater à porta da seleção inglesa. Algo tem de estar a ser feito bem e o futuro espera-se brilhante.

 

COMO JOGA CONOR GALLAGHER?

Conor Gallagher não é um facilitador de jogo padrão. Com isto, quero dizer que, além da suprema qualidade de passe e visão de jogo acima da média, sabe bastante mais que isso. As qualidades do jovem inglês podem ser notórias quando tem a bola no pé, mas é o trabalho sem o esférico que surpreende mais, tendo em conta os terrenos que pisa.

No Crystal Palace de Patrick Vieira, que opera maioritariamente em 4-3-3, com ênfase na tentativa de pressionar os adversários logo na primeira fase de construção, Gallagher está como um peixe na água. Joga muitas vezes no lado direito do meio-campo, mas não fica fixo muito tempo, tendo liberdade no sistema tático.

De um modo cru, podemos considerar Conor Gallagher um box to box. Muito calmo na receção da bola, com naturalidade na condução e no passe – conta com mais de 80% de eficiência. Sendo que a maior parte das iniciativas vão na direção das extremidades do terreno, com flechas como Zaha ou Odsonne Edouard, torna a estatística bastante mais interessante.

Contudo, falta referir a característica que mais salta à atenção a quem visualiza uma partida de Gallagher: a garra e capacidade defensiva. Com o jovem inglês, nunca se pode garantir que um lance se encontra perdido. Principalmente, quando perde a bola, é o primeiro a correr para garantir que a posse regressa à sua equipa.

A ética de trabalho no campo impressiona qualquer um. Aos predicados ofensivos que referi anteriormente, é importante referir a qualidade da pressão que coloca nos adversários e a precisão nos duelos individuais. A inteligência sem bola é uma característica que o distingue de muitos médios titulares na Liga Inglesa.

 

Muitas vezes, a forma como se posiciona e corre no terreno recorda alguns jogadores de um passado recente, como Frank Lampard – que já assumiu ser o grande ídolo – e Steven Gerrard. É verdade que Conor ainda tem muito tempo para demonstrar que pode estar entre os grandes nomes da liga, mas está, cada vez mais, a mostrar que tem tudo para o conseguir.

Além de todas as qualidades acima referidas, existem algumas arestas a ser limadas. Apesar de marcar alguns golos, o seu remate ainda possui algumas lacunas, principalmente para quem aparece tantas vezes na cara do guarda-redes. Também é importante referir a forma como se apresenta em alguns duelos, onde ainda faz faltas desnecessárias, por ir com tanta sede ao pote.

Felizmente, parecem características fáceis de incorporar num jogador que se nota que trabalha para estar melhor em cada partida. Com apenas 21 anos, é de fazer corar a alguns veteranos a forma como se entrega a cada jogo como se fosse o último da carreira. Tem tudo para brilhar ao mais alto nível, seja no Chelsea FC ou noutro clube.

 

Neste momento, os blues jogam num sistema de três centrais, com um meio campo formado, maioritariamente por N’Golo Kante e Jorginho. O facto de ambos os jogadores já não estarem no início da carreira e estarem a lidar com algumas lesões pode abrir a porta a Gallagher, mas a inclusão é tudo menos certa, na próxima época.

Até sabermos o futuro do jovem londrino, é importante aproveitar a grande forma em que se encontra. Cada jogo do Crystal Palace FC é uma caixa de surpresas e é, de facto uma equipa que vale a pena seguir. Conor Gallagher, esse, leva selo de craque para todos os jogos.

Papo de Bola #5: Cuca, Abel Ferreira ou Renato Gaúcho?

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Papo de bola no bola rede podcast

HORA DO QUINTO EPISÓDIO DO PODCAST “PAPO DE BOLA” SOBRE
A ATUALIDADE DO FUTEBOL SUL-AMERICANO!

Depois do quinto episódio do podcast “Lei do Mercado” e da estreia do Mourinhos vs. Guardiolas, estreamos o quinto episódio, o teu espaço para ouvires as últimas novidades sobre o futebol sul-americano.

Neste episódio do “Papo de Bola”, o César Mayrinck recebe o comentador do Bola na Rede TV, Kayalu da Silva, e ambos escolhem entre Cuca, Abel Ferreira ou Renato Gaúcho: qual é o melhor treinador hoje no Brasil? Em análise também o River Plate, que está próximo do título Argentino, e a final do campeonato peruano entre Alianza Lima e o Sporting Cristal.

Fica com a quinta edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

5.º PROGRAMA – PAPO DE BOLA