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Chipre 0-1 Portugal (Sub-21): Um registo imaculado que pedia mais golos

A CRÓNICA: A SOLIDEZ DEFENSIVA “BRANQUEIA” A INEFICÁCIA OFENSIVA?

As seleções de Sub-21 de Chipre e Portugal entraram em campo com a particularidade de terem as melhores defesas entre as 53 equipas da fase de qualificação para o Euro 2023, mas a equipa das Quinas tratou de reclamar o protagonismo merecido na solidez defensiva e acabou por vencer em Larnaca por uma bola a zero.

A primeira verdadeira ocasião de perigo até foi criada pela seleção da casa, num remate de Karamanolis travado por Celton Biai, mas o golo acabaria por aparecer na baliza contrária. A fechar o primeiro um quarto de hora, André Almeida descobriu Gonçalo Ramos mais à esquerda e o avançado não hesitou em rematar e abrir o ativo.

O golo trouxe mais confiança ao conjunto português e sucederam-se várias investidas em poucos minutos, com as tentativas de Fábio Silva, Vitinha, Gonçalo Ramos e Fábio Vieira a testarem as luvas de Stefanos Kittos. Para tanta oportunidade, pedia-se mais eficácia para a equipa das Quinas.

Num início de segundo tempo com “bola cá, bola lá”, Katsantonis e Nikolaou chegaram a assustar Celton Biai e, do outro lado, Fábio Silva respondeu com três remates a criar muito perigo. Tudo isto nos primeiros dez minutos…

Gradualmente, Portugal passou a ter mais critério na posse de bola e foi controlando ligeiramente melhor o encontro frente ao Chipre. Porém, se é um facto que os vice-campeões europeus não possibilitaram mais ocasiões ao adversário a partir dos 55 minutos, também é verdade que não voltou a criar mais lances de perigo até final, valendo o golo solitário de Gonçalo Ramos.

A seleção portuguesa segue na liderança do grupo D com 12 pontos em 12 possíveis e sem qualquer golo sofrido, enquanto que o Chipre permanece na terceira posição, com sete pontos.

A FIGURA


VitinhaExibição fantástica do médio do FC Porto! Toques de génio, desmarcações sublimes, arrancadas fulgurantes e boa condução de bola perante o sentido posicional dos colegas tornaram-se os fatores que abrilhantaram a partida do português. É certo que só por uma vez tentou o remate à baliza contrária, mas ofereceu muita qualidade ao jogo da seleção portuguesa.

 

O FORA DE JOGO


Giannis Gerolemou – Um dos jovens mais talentosos da seleção do Chipre, mas com uma exibição que não fez jus à sua qualidade dentro de canto. O médio de 21 anos atuou na frente de ataque e ficou privado da sua capacidade técnica habitual, tendo apenas feito um remate à baliza contrária. Não foi de estranhar a substituição na reta inicial da segunda parte…

 

ANÁLISE TÁTICA – CHIPRE

Giannis Okkas mexeu (e muito!) no XI inicial por comparação ao que tinha alinhado no triunfo por 6-0 diante do Liechtenstein, tendo efetuado sete alterações. Apenas Thomas Nikolau e Kontantinos Sergiou (os dois laterais) e Giannis Gerolemou e Andreas Katsantonis (os dois homens mais adiantados) se mantiveram na equipa titular de um jogo para o outro.

Alinhada num criterioso 5-3-2, a formação do Chipre entrou bem, mas foi perdendo a coesão defensiva com os sucessivos erros na construção e permitiu o avolumar do número de oportunidades criadas junto da sua baliza. Nem mesmo as triangulações criadas no corredor direito revelavam ser capazes de levar a bola até ao último terço do terreno.

O tempo de intervalo propiciou algumas correções no Chipre e até se pode dizer que apareceu em boa altura para Giannis Okkas, que pôde redefinir a ligação entre setores para chegar com mais perigo à baliza de Celton Biai. Foi um bom início de segundo tempo, é certo, mas pouco mais do que isso em termos de criação de oportunidades…

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanos Kittos (6)

Thomas Nikolaou (6)

Andreas Karamanolis (6)

Nikolas Panaglotou (5)

Christos Shelis (5)

Konstantinos Sergiou (5)

Ioannis Kosti (6)

Michalis Ioannou (5)

Kontantinos Ilia (4)

Giannis Gerolemou (4)

Andreas Katsantonis (5)

SUBS UTILIZADOS

Charalampos Charalampous (6)

Andreas Chrysostomou (5)

Iasonas Pikis (5)

Danil Paroutis (5)

Alexandros Michael (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Face à ausência de Rui Jorge (infetado com Covid-19), Romeu Almeida orientou a equipa das Quinas a partir do banco e apresentou apenas uma alteração no XI inicial em relação ao triunfo na Islândia, com o estreante Gonçalo Inácio a render Tiago Djaló no eixo da defesa.

A jogar em 4-4-2 losango, Fábio Vieira apareceu como o elemento do setor intermédio mais próximo da frente de ataque, mas as unidades mais esclarecidas na globalidade do encontro foram Vitinha e André Almeida, com muita segurança ao primeiro toque e a conduzir lances pelo corredor central, soltando a bola no momento certo.

O controlo da partida na segunda parte não foi o mesmo da primeira, principalmente face a alguns erros cometidos na construção. Os primeiros minutos foram marcados por dificuldades para travar as investidas adversárias, algo que foi prontamente corrigido com as indicações para dentro de campo e respetivas mexidas na equipa. Não permitiu mais chances, mas também não as criou, ficando-se a lamentar a ineficácia do primeiro tempo frente ao Chipre.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Celton Biai (6)

Nuno Tavares (6)

Gonçalo Inácio (6)

Eduardo Quaresma (7)

João Mário (7)

Vitinha (9)

Tiago Dantas (6)

André Almeida (7)

Fábio Vieira (7)

Fábio Silva (7)

Gonçalo Ramos (8)

SUBS UTILIZADOS

Chiquinho (6)

Paulo Bernardo (5)

Afonso Sousa (5)

Tomás Händel (-)

Henrique Araújo (-)

Bruno Tabata: Para quando a sua “explosão”?

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Bruno Tabata: O que falta para a explosão?

A posição de extremo interior do desenho tático de Ruben Amorim é uma das que tem mais jogadores para a ocuparem. Pedro Gonçalves e Pablo Sarabia têm sido senhores do lugar, enquanto que Tiago Tomás, Nuno Santos e Jovane Cabral vão sendo utilizados como suplentes. Surge, então, depois de um período de lesão, Bruno Tabata para a competição. O internacional sub-23 pela seleção brasileira passou um tempo parado no mês de outubro, e está agora integrado nos trabalhos do Sporting CP.

A maldição do número 7 (e de lesões)

Bruno Tabata foi contratado ao Portimonense SC no final do mercado de verão de 2020. Escolheu o número 7, o célebre assombrado desde a saída de Luís Figo, com a premissa de que iria quebrar a maldição. Porém, a verdade é que, apesar de já ter demonstrado ser um jogador dotado de qualidade, ainda não se afirmou ao serviço do Sporting CP.

Isto deve-se muito à quantidade de lesões que o têm castigado desde que chegou a solo lisboeta. Desde setembro do ano passado, entre problemas musculares, no joelho e a infeção por COVID-19, o atleta falhou já bastantes partidas, muitas delas importantes, tanto na fase final do último campeonato, como no início da presente temporada.

Qualidade para agarrar a titularidade

Tabata é um jogador que, se se encontrar bem fisicamente, pode ameaçar a titularidade no seio leonino. É o atleta do grupo que mais se assemelha a Sarabia, sendo dotado tecnicamente ao nível do passe, remate e drible, e revelando uma veia criativa que faz falta a qualquer equipa.

Na pré-temporada, Ruben Amorim testou-o a médio centro. Apesar de achar que esteve bastante bem a fazer dupla com um jogador mais fixo, penso que é numa das posições da frente que poderá fazer mais diferença. Não só pela qualidade que existe para a posição 8, com Matheus Nunes e Daniel Bragança a superiorizarem-se, mas também pela quase certa saída de Sarabia no final da época. Tabata pode bem passar a ser o elemento mais agitador da frente de ataque, quando o internacional espanhol já não fizer parte dos quadros leoninos.

Mas então, para quando a “explosão”?

Ora, nenhum jogador consegue ter sucesso se estiver sempre a interromper o seu ritmo competitivo por causa de uma lesão. Tabata terá de passar por um período longo sem paragens, de modo a estar integrado a 100% na equipa, somando minutos e pontos na consideração do treinador. Nota-se que Amorim aprecia as qualidades do brasileiro, mas a regularidade terá de perdurar, e não quebrar como tem sido hábito.

Não há jogador que controle as lesões que tem no corpo. Por mais que a equipa médica faça um excelente trabalho, há fatores que fogem à sua capacidade e responsabilidade. É esperar que a forma física de Bruno Tabata melhore, para que ele possa demonstrar toda a sua qualidade em Alvalade e nos estádios adversários.

Bruno Tabata
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Acredito muito no jogador, e acho que se nota que aprecio as suas valências. Creio que pode ainda ter um papel preponderante no 3-4-3 de Ruben Amorim, e consequentemente afastar os infortúnios de que tem sido vítima.

 

 

 

 

 

 

 

 

As contas dos dragões para a passagem aos 1/8 da Liga dos Campeões | FC Porto

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O sorteio desta edição da Liga dos Campeões ditou que, o famoso “grupo da morte”, tivesse equipas como o Liverpool FC, Atlético Madrid, AC Milan e FC Porto, com as contas dos dragões agora em causa.

Para além do histórico europeu destas equipas, ao analisarmos o valor financeiro do plantel destes clubes – Liverpool FC (866 milhões de euros), Atlético Madrid (745 milhões de euros) e AC Milan (476 milhões de euros) – para os adeptos mais céticos, a passagem dos dragões aos 1/8 de final, neste grupo, era praticamente impossível.

De recordar que o FC Porto tem um valor de plantel de 265 milhões de euros.

Porto contas dos dragões
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mas, como todo sabemos, o valor de um plantel é exíguo quando comparado há pluralidade de fatores que influenciam um determinado jogo. De uma forma simples, o futebol vai muito para além disso.

O FC Porto, tal como as restantes equipas do seu grupo, é um histórico desta competição europeia. O clube, a estrutura, e nomeadamente a equipa, sabe o que é jogar esta competição: já são vinte e cinco participações em trinta edições (neste formato) da Liga dos Campeões.

Panorama atual do grupo, e contas dos dragões

Por isso, como já é habitual, os azuis e brancos continuam “vivos” nesta Liga dos Campeões. Na primeira volta, conseguiram um empate (1-1) em casa do Atlético de Madrid, um terreno complicado, e uma vitória (1-0) frente o AC Milan, no Estádio do Dragão.

Claro, deixo para último a derrota por 5-1 sofrida, em casa, frente ao Liverpool FC, onde os dragões não foram aqueles dragões a que estamos habituados.

Com uma possível vitória frente ao AC Milan na 4.ª jornada do grupo, o FC Porto ficava algo confortável na classificação, no entanto, desperdiçou uma grande oportunidade de ficar a três pontos do Atlético Madrid (que perdeu em casa do Liverpool FC (2-0)), o adversário que luta pelo segundo lugar do grupo com os dragões. O empate a uma bola, num jogo em que os dragões foram superiores, acabou por não espelhar aquilo que se passou nos 90 minutos.

O próximo jogo, em Anfield Road, frente a um Liverpool FC já classificado para os 1/8 de final, pode dar uma maior margem de manobra em termos de vitória a favor dos azuis e brancos, todavia é um terreno complicadíssimo, já para não falar do adversário.

Com uma possível vitória do Atlético Madrid frente ao AC Milan (que só soma derrotas até ao momento), tudo culmina para uma possível decisão no Dragão, entre FC Porto e Atlético de Madrid.

Porto contas dos dragões
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Caso haja uma vitória dos azuis e brancos e uma derrota dos colchoneros, as contas dos dragões ficam facilitadas, com FC Porto está automaticamente na fase seguinte.

No entanto, se esta combinação não se suceder, no Estádio do Dragão será decidido o 2.º lugar do grupo B, ou seja, o clube que, juntamente com o Liverpool FC, irá jogar os oitavos de final da Liga dos Campeões.

Dia 7 de dezembro, possivelmente, teremos um jogo histórico, à medida de um grande clube europeu, como é o caso do FC Porto.

República da Irlanda 0-0 Portugal: Procura-se golo

A CRÓNICA: CASA IRLANDESA, REGRAS IRLANDESAS

Na estrada para o Catar, a seleção portuguesa viajou até Dublin para defrontar a República da Irlanda – a primeira das duas finais.

As oportunidades eram escassas e as fragilidades viam-se a milhas numa partida difícil e competitiva. Aliás, a física e agressiva República da Irlanda crescia a cada segundo e obrigou Portugal a jogar pelas suas regras. Contrariar a onda não foi fácil e a bússola lusitana mais parecia avariada. Careceu de brilho, criatividade e soluções para gerar oportunidades e (claro) golos.

Finalmente, o perigo português acabaria por surgir, mas a bola recusou-se a entrar por uma questão de milímetros. Onde estava o golo? Onde estava Portugal? Em Dublin, mas subjugado ao estilo de jogo irlandês. E a situação só viria a piorar mais com a expulsão de Pepe, após uma falta totalmente desnecessária. Horrível para Portugal, não só deixa a equipa reduzida a 10, como também fica de fora para a partida decisiva com a Sérvia.

Ainda assistimos a uma oportunidade de Cristiano Ronaldo, mas o resultado já estava traçado: 0-0. Honestamente, tendo em conta a performance portuguesa, a vitória não era justa. Saímos de Dublin com um tímido empate e contam-se os minutos para a grande final contra a Sérvia: a derradeira batalha.

 

A FIGURA

Chiedozie Ogbene (República da Irlanda) – O mais influente da equipa irlandesa. A partir, sobretudo, da faixa lateral direita, preconizou um jogo muito positivo na criação de oportunidades com os seus dribles, passes-chave e cruzamentos. Com todo o mérito, Chiedozie Ogbene é o nome apontado para “figura de jogo”.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Fernando Santos (Portugal) – Desculpem-me, mas este jogo é mais uma prova evidente do fracasso tático de Fernando Santos. Depois de uma primeira parte medíocre e longe do desejado, nada foi alterado. O relógio não parou e a caravela portuguesa “afundou-se”, à espera de um milagre caído do céu. E a culpa é de quem? Do homem do leme. Qualidade e talento não é coisa que falta ao plantel lusitano. Agora, um melhor trabalho tático. Isso falta.

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA DA IRLANDA

Na penúltima jornada da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022, a República da Irlanda recebeu o hóspede Portugal num 3-4-3, no papel. Porque, na realidade organizou-se defensivamente num 5-3-2 que, com bola, se transformava num 3-5-2 com Callum Robinson e Chiedozie Ogbene na frente de ataque.

A estratégia de jogo irlandesa não foi nenhuma surpresa: um jogo altamente físico e agressivo preparados para disputar e ganhar a segunda bola, algo muito bem conseguido. Além disso, apresentaram, em bloco baixo, uma muralha defensiva impecável que conseguiu anular o poderio português, em várias ocasiões. Contudo, a transição defensiva e a saída de bola irlandesa é outra história, no qual sofreram algumas dificuldades.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gavin Bazunu (8)

John Egan (7)

Shane Duffy (7)

Séamus Coleman (6)

Enda Stevens (6)

Josh Cullen (6)

Jeff Hendrick (6)

Matt Doherty (7)

Jamie McGrath (6)

Callum Robinson (7)

Chiedozie Ogbene (8)

SUBS UTILIZADOS

Adam Idah (6)

James McClean (6)

Conor Hourihane (6)

Will Keane (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Embora o sistema tático não tenha sido uma surpresa (4-3-3), o onze inicial contou com inúmeras alterações: Diogo Dalot, Danilo Pereira (a central), Nélson Semedo, Matheus Nunes e Gonçalo Guedes. Tudo isto com a sua explicação óbvia, claro.

Foi uma partida muito difícil para os homens de Fernando Santos contrariar o jogo físico e aguerrido da Irlanda. Na frente de ataque, verificou-se, em diversos momentos, dinâmicas de rotação entre Cristiano Ronaldo, André Silva e Gonçalo Guedes. A pressão alta à saída de bola irlandesa foi também uma aposta, tal como a manutenção do esférico que circulava, sobretudo, entre corredores laterais. No final, ainda exploraram o acesso à área por via de cruzamento, mas nada foi o suficiente para colocar a bola no fundo das redes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (7)

Diogo Dalot (7)

Danilo Pereira (6)

Pepe (5)

Nélson Semedo (6)

Bruno Fernandes (7)

Matheus Nunes (6)

João Palhinha (7)

Cristiano Ronaldo (7)

André Silva (6)

Gonçalo Guedes (6)

SUBS UTILIZADOS

João Moutinho (7)

Rafael Leão (6)

Renato Sanches (6)

João Félix (6)

José Fonte (6)

Campeonato do Mundo a cada dois anos: fantasia ou realidade?

O futebol nunca foi de grandes consensos. E não falo das discussões sobre que clube merece ser campeão, quem é o melhor jogador do mundo ou se o árbitro prejudicou, ou não, a equipa. Também fazem parte, mas há divisões bem mais profundas.

Diria que há duas certezas no futebol. A de que este é o desporto do povo – que por muito que tenha o seu dispute nos grandes estádios, não vive sem as ruas e sem os adeptos – e de que, atualmente, o dinheiro é, e será, indispensável ao futebol profissional. É um contrassenso, mas é assim mesmo. Há muito que esta modalidade vive neste equilíbrio delicado entre o seu lado romântico e a sua face mais obscura.

A polémica sobre o Campeonato do Mundo de dois em dois anos é só a mais recente alínea numa discussão muito mais profunda, que parece desaguar num ponto assente: o futebol que hoje conhecemos vai mudar, não se sabe é como.

 

Calendário, novas oportunidades e tradicionalismos

Na base desta nova discussão há algo com que todos parecem concordar: o calendário atual não é bom. Atletas, treinadores e clubes criticam a sua saturação, os adeptos não gostam de tantas interrupções para jogos das seleções e os dirigentes temem que o desporto se torne menos apelativo e gere menos receitas.

Arsene Wenger tem sido a cara mediática destas propostas e defende-se das críticas dizendo que a grande maioria das pessoas com quem falou – e garante que falou com muitas – concorda que algo tem de mudar. Toda a polémica é, segundo o francês, uma questão emotiva. Até pode ser, mas já vimos com a questão da Superliga Europeia que as emoções ainda têm algo a dizer.

Mas descabidos. Para além do antes de entrar em condenações absolutas, há que ver que os argumentos da FIFA e de Wenger não são, de todo, lado poético da coisa – aquele nos fala em oportunidades para mais países participar no torneio e na aproximação de mais povos ao desporto rei – há um certo sentido de praticidade nesta questão.

Wenger garante que com este modelo será possível encurtar as rondas de qualificação, fazer uma distinção mais clara entre calendário clubístico e o de Seleções e que o impacto na saúde dos jogadores não seria tão sério como muitos alertam. Se assim for, se houver um plano bem delineado para não aumentar o número de jogos por época, não seria esta uma proposta a considerar? Não estaremos realmente demasiado agarrados à ideia tradicional de ver um Campeonato do Mundo a cada quatro anos?

A verdade é que não há respostas absolutas. Mas analisando a questão da perspetiva estritamente desportiva – a que, quero acreditar, deve prevalecer – não haveria grandes benefícios em disputar o Campeonato do Mundo de dois em dois anos.

 

Uma ideia desportivamente fraca

Desde crianças que aprendemos que o Natal só é bom porque não é Natal todos os dias. Já percebemos também, com a polémica da Superliga Europeia, que os grandes jogos só o são porque não acontecem todas semanas. Pois, também o Campeonato do Mundo guarda muito da sua magia no facto de ser um evento tão raro que, numa sociedade de imediatismo, nos obriga a esperar como se esperava há 30, 40 ou 50 anos.

O aumento do número de equipas, e de oportunidades para os países mais frágeis de aparecer, é bonita no papel, mas desinteressante na prática. Todos gostamos de ver o Panamá ou Trinidad e Tobago a bater-se contra os melhores. Mas imaginemos um Mundial, disputado na China, com um Panamá vs. Trinidad e Tobago a ser transmitido às quatro da manhã para a Europa. De repente a coisa não parece assim tão apelativas, nem sequer para o público local.

Vejamos também a questão do calendário. Não seria mais simples adaptar o atual, sem acrescentar e alargar competições, arrastando a época para o mês de julho todos os anos?

Há, de facto, demasiadas pausas para Seleções, mas não é preciso ir muito longe para as cortar. As competições da UEFA, em sub-17 e sub-19, já têm uma fase preliminar de qualificação, seguida de uma “ronda de elite”. Permite grupos mais pequenos, de quatro equipas, menos jogos e mais competitividade.

Adotando este formato para a qualificação do Campeonato do Mundo, teríamos rondas que podiam ser fechadas em dois ou três meses e muito mais apelativas para o público. É só um exemplo, de algo que já está a ser implementado, e que parece uma opção muito mais simples.

Por fim, mas não menos importante, há uma parte imprescindível que tanto dirigentes, como adeptos, teimam em esquecer: os interesses dos jogadores. Não é coincidência que, mais do que nunca, os jogadores estão se a pronunciar contra a sobrecarga de jogos, que um Campeonato do Mundo bienal viria aumentar. Para além do fator físico, há a parte motivacional.

Didier Deschamps avisou para os riscos de a competição perder muito do seu prestígio, no fundo, de deixar de ser uma oportunidade única na carreira para um jogador ou para toda uma geração e passar a ser mais uma competição entre tantas outras. De dois em dois anos, a época já passou a ser de julho a julho, sem interrupções pelo meio. Desgastante para os jogadores, saturante para os adeptos e um crime contra a qualidade de jogo.

 

Serão estas mudanças inevitáveis?

Mas, afinal de contas, onde é que tudo isto vai dar? Que interesses vão prevalecer?

Atualmente, ninguém no mundo do futebol parece concordar com um Campeonato do Mundo a cada dois anos. Por muito que a FIFA tente transmitir uma versão romântica dessa proposta, é fácil de ver que são muitos mais os contras do que os prós. Os adeptos não querem, os jogadores são contra e há até Federações que ameaçam sair do organismo que rege o futebol mundial.

Daqui a uns anos, a história pode ser outra. Há muito que ideias de “Superligas” e expansões do Campeonato do Mundo ecoam pelos bastidores do futebol. Não estamos a falar de meros caprichos de dirigentes, mas de planos detalhados que mesmo que não prevaleçam em 2021, vão continuar a ser estudados e trabalhados para o futuro.

A Superliga Europeia foi, para já, rejeitada, mas a UEFA vai introduzir um novo formato para a Liga dos Campões. O Campeonato do Mundo a cada dois anos pode não ser implementado, mas a FIFA ainda tem a proposta do Mundial de Clubes alargado e disputado no verão.

As mudanças estão aí à porta e, de forma mais ou menos subtil, o mundo do futebol vai ter de ser adaptar para rivalizar não só com outros desportos, mas também com fenómenos como o streaming ou as redes sociais. Porque, por muito que nos encante a visão do futebol de rua, há que perceber que o que hoje nos faz confusão, pode vir a ser normal para as próximas gerações. E pode vir a ser algo muito mais estranho do que um Campeonato do Mundo bienal. Campeonato do Mundo

Campeonato do Mundo

Häcken aprender aos poucos… | SL Benfica Feminino

Hacken vs benfica liga dos campeões feminino

Häcken derrotou o SL Benfica por 1-0

O som do apito em sinal de grande penalidade e o posterior baque do poste, atingido pela bola rematada por Elin Rubensson da marca dos 11 metros aos 76 minutos, bola essa que obstinadamente se foi aninhar nas redes à guarda de Letícia após o beijo dado ao ferro direito da baliza, são dois sons que ainda ressoam magoadamente na cabeça dos benfiquistas que assistiram ao SL Benfica 0-1 BK Häcken.

Aliás… dois dos três sons. Momentos antes deste inglório e polémico momento (Ana Seiça parece cortar a bola de forma limpa), “Kika” Nazareth havia atingido o poste da baliza contrária, com a sueca Jennifer Falk batida, ficando a centímetros do golo da vantagem. Quem por ferros não mata, por ferros morre. Não é nem será fácil esquecer estes sons, pese embora a exibição das águias tenha sido pintada em tons de cinzento.

Mas é preciso esquecer este jogo. Ou melhor, é preciso lembrar. Melhor ainda – é preciso aprender. É vital que o SL Benfica não se agarre em demasia ao jogo em si, nem à classificação atual do grupo (quarto lugar, com um ponto e a três do FC Bayern, segundo classificado), e que leve consigo daqui em diante apenas e só os muitos ensinamentos que se podem extrair da partida ante as vice-campeãs suecas.

E é vital que, por mais que se sonhe, se mantenha os pés em terra firme enquanto não houver realisticamente possibilidades de voar. Estar entre as 16 melhores equipas da Europa é, já por si, um feito que deve orgulhar todos quantos lutaram para que tal acontecesse. Tudo o que adviesse de altamente positivo dos jogos inseridos nesta fase de grupos seria sempre – sabíamo-lo a priori – um bónus, um extra. Häcken

Não seria nunca o essencial nesta fase embrionária da construção de um SL Benfica Feminino verdadeiramente europeu. O essencial era e continua a ser permitir que as jogadoras encarnadas aprendam, cresçam e evoluam num contexto muito mais favorável a tal do que aquele que encontram nas provas domésticas – pese embora o crescimento notável dos clubes da Primeira Liga Feminina. Häcken

E a verdade é que, por mais doloroso que seja – e é – ver um encontro equilibrado tender de forma ingrata para o lado contrário da contenda, são também estes momentos que fortalecem individual e coletivamente um grupo que tem tudo para continuar a dar muitas alegrias a quem acompanha o seu percurso, sabe que este grupo vai certamente dar muitas alegrias.  Häcken

Kika Nazareth esteve em destaque frente ao Häcken
Kika Nazareth esteve em destaque frente ao Häcken
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Um percurso que passa este fim-de-semana pela Linha de Cascais, com as águias a visitarem o reduto do GD Estoril Praia e a procurarem dar sequência à sofrida vitória por 2-1 sobre o SCU Torreense. Este encontro encerra a primeira fase do campeonato (Zona Sul), com o SL Benfica já apurada para a próxima fase e com um ponto de vantagem sobre o segundo classificado, o Sporting CP. Häcken

Quanto à Liga dos Campeões Feminina, as águias têm visitas agendadas à Suécia e a Munique, intercaladas pela receção ao O. Lyonnais. Com nove pontos ainda em disputa e com três a separarem as encarnadas do apuramento para os quartos-de-final, o sonho continua vivo. Häcken

Sem esquecer, contudo, que é preciso primeiro aprender a gatinhar para depois andar e, por fim, voar. E acreditem que quando estas jogadoras tiverem todas as condições para o fazerem, vão voar muito, mas muito alto! Häcken

SL Benfica está na Liga dos Campeões de Voleibol!

ÁGUIAS VOAM ALTO E ESTÃO NA LIGA DOS CAMPEÕES!

Foi épico! Foi (quase) histórico! Pela segunda vez na história – e nas últimas três épocas – a equipa de voleibol masculino do Sport Lisboa e Benfica qualificou-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões. na Liga dos Campeões

Esta é a prova maior de clubes homologada pela Confederação Europeia de Voleibol (CEV) e as águias estão agora, três eliminatórias de qualificação (a duas mãos) ultrapassadas, entre as 20 melhores equipas da Europa.

Inseridos no grupo D, os encarnados vão defrontar os alemães do Berlin Recycling (líderes da Liga alemã com sete vitórias em sete jogos), os sérvios do Vojvodina (atuais pentacampeões e clube mais titulado – 18 campeonatos – do respetivo país) e os russos do FK Zenit (vice-campeões da Rússia, atualmente em quarto lugar na sua liga).

As honras de apadrinhamento das águias caberão a estes últimos, que vão receber os campeões portugueses no último dia do mês corrente. na Liga dos Campeões

Rebobinando: para aqui chegarem, as águias bateram os estónios do Bigbank Tartu (3-1 fora e o mesmo resultado em casa), os finlandeses do VaLePa Sastamala (3-0 na Luz e 3-1 no Norte da Europa) e, por fim e de forma absolutamente gloriosa, os checos do Karlovarsko (derrota por 3-2 em Lisboa e triunfo por 3-1 em Karlovy Vary). Mas que motivos há para se falar em triunfo épico? na Liga dos Campeões

Vários. No entanto, um soergue-se por sobre os outros: a galhardia e capacidade demonstradas na cara das adversidades. Nas duas eliminatórias anteriores, nunca a turma de Marcel Matz (técnico brasileiro que tem feito um trabalho de alto louvor nos encarnados) havia estado em desvantagem. Até que chegou ao Pavilhão da Luz um grupo checo decidido a vergar os pupilos de Matz.

Na primeira mão, as águias perderam os dois primeiros sets – e de forma relativamente categórica. O impulso dos adeptos presentes (que se apresentam em maior número e com mais ruído nos jogos de voleibol do que em qualquer outra modalidade) forçou o empate a dois. Os checos haveriam de vencer o quinto set, vencendo a primeira batalha.

Não venceram a guerra. Venceram, no entanto, o set inaugural da segunda mão, alcançando um agregado de 4-2 e colocando-se a um set de distância da fase de grupos da CEV Champions League. na Liga dos Campeões

Mal sabiam os checos que nesta equipa de voleibol do SL Benfica há “Raça, Crer e Ambição” como em nenhuma outra. 25-23 para as águias no segundo set e a águia começava a levantar voo. na Liga dos Campeões

Terceiro set controlado pelos encarnados e o 25-21 final colocava a eliminatória num agregado de 4-4 e as águias a um set de voltar a fazer história. No quarto set (que viria a ser o derradeiro), o Karlovarsko conseguiu uma vantagem de dois pontos que teimava e teimava até ser diluída pelos portugueses na reta final do set.

O 23-23 registado a certa altura adensou o clima no lotado pavilhão checo. Com toda a calma (mesmo colocando em quadra alguns jovens em momentos de tensão), as águias fizeram o 24-23 e fecharam o encontro no primeiro match point que tiveram à disposição. Tenso, suado, épico. na Liga dos Campeões

A festa da comitiva portuguesa foi de arromba, ainda no pavilhão e sentia-se pelo ecrã a irradiação da felicidade que assiste aqueles que fazem história e o percebem no imediato. O vocábulo “melhor” encerra em si algum grau de subjetividade, mas parece-me seguro escrever que, nesta eliminatória, venceu a melhor equipa.

No final, foi uma vitória da determinação, da crença, da união, da qualidade, da vontade. Foi uma vitória de Marcel Matz, da restante equipa técnica, dos jogadores, dos adeptos. Foi uma vitória do voleibol encarnado… e do voleibol português! Agora… é sonhar!

na Liga dos Campeões

Cristiano Ronaldo, o Anti-Herói

Tribuna VIP - Bola na rede

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Quando chegam os jogos da Seleção Nacional, porque temos nós sempre tanta vontade de criticar Cristiano Ronaldo?

Quando joga e marca é porque são “golos de encostar”.

Quando joga e não marca é porque “todos estão a tentar passar-lhe a bola e ele está fora de forma”.

Quando não joga, arranjamos sempre maneira de uma criticazinha barata como “ainda bem que não jogou, assim o nosso futebol é muito melhor”.

Quase como se fosse um anti-herói lusitano.

Devia ser crime dizer que a Seleção Nacional é melhor sem Cristiano Ronaldo. Não o é. Ponto final.

Cristiano Ronaldo a rematar de pé esquerdo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Concordo que possa existir alguma obsessão de alguns jogadores em procurar Ronaldo mesmo quando não se justifique. E isso tem de ser melhorado. Sobretudo porque CR7 nunca teve uma seleção tão boa a seu lado.

Mas deixemo-nos de tretas. Tudo é mais fácil quando Cristiano é da nossa equipa. E nem sequer é preciso estar aqui a escrever sobre estatísticas e recordes. Estamos sempre mais perto da vitória quando o número 7 está ali. A correr por nós. A dar pesadelos aos outros.

Recordem sempre. Já tivemos grandes, grandíssimos nomes em várias gerações. Eusébio e Figo à cabeça. E o que ganhámos com eles? Pois…

Não desfazendo o talento de todos eles, mas, realmente, não é possível comparar Cristiano Ronaldo a todos os outros.

E, agora, aproximam-se dois jogos importantíssimos para a Seleção. Primeiro fora, com a República da Irlanda. Depois em casa, com a Sérvia. Vitórias esperam-se para carimbarmos o passaporte para o Mundial 2022. E no final de contas, em dois jogos…quantos golos vai marcar Cristiano Ronaldo?

Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo,
jornalista ELEVEN

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Cristiano

Quédate, Luis… só mais uns meses

Luis

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Se há algo que ninguém nega é que o futebol português já não consegue recrutar os melhores talentos sul-americanos. A maior parte já prefere saltar etapas e assinar logo pelos “tubarões” do futebol mundial ou então jogar pelo entretenimento e dinheiro na MLS. Contudo, ainda há exceções… como Luis Díaz.

Hoje é fácil gostar de Luis Díaz. O talento está à vista de todos e devemos aproveitá-lo ao máximo. Mas é interessante olharmos para o percurso deste jovem colombiano, descendente da tribo Wayúu, que aos 18 anos tentou a sua sorte e foi selecionado pelo mítico Valderrama para participar na Copa América indígena. A partir daí a sua vida mudou e, com a ajuda de Carlos Queiroz, James Rodriguez e Falcao, deu nas vistas na seleção colombiana e chegou ao FC Porto.

Luis Diaz a controlar a bola
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Este é o percurso que vai aparecer em qualquer biografia de Luis Díaz. Porém, o “cafetero” é isto e muito mais. Para além de um talento puro, é uma pessoa genuína e um ser sem maldade. Basta recordarmos a forma como reagiu após ter lesionado David Carmo de forma involuntária. Basta vermos como se entrega ao jogo, como festeja todos os golos como se fosse o último, como se diverte dentro de campo.

E cada golo é um regalo. Seja o que marcou ao Manchester City no Etihad ou ao Sporting em Alvalade.

Mas Luís Diaz também é o jovem tímido que, numa entrevista à UEFA, quando lhe perguntaram aquilo de que sentia mais falta desde que chegou a Portugal, respondeu: “a comida da minha mãe”. É o jovem que, depois de marcar em Milão e de ter feito várias entrevistas (que são sempre cansativas), saiu da zona de entrevistas rápidas… a dançar.

Sim, é quase certo que vamos perder Luis Díaz. Mas desfrutemos dele enquanto podemos. Para mim, é um dos jogadores e um dos seres humanos pelo qual vale a pena comprar bilhete para ver futebol em Portugal. Só te peço, Luis: “Quédate unos meses más, por favor. El fútbol portugués te lo agradece”.

Artigo de opinião de Pedro Afonso,
jornalista ELEVEN

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LUIS DÍAZ É UMA DAS PRINCIPAIS ARMAS DA COLÔMBIA NESTE MOMENTO E NESTA SEXTA-FEIRA HÁ JOGO GRANDE COM O BRASIL. SERÁ QUE HAVERÁ SURPRESA? APOSTA JÁ NA BWIN!

Luis 

Lei do Mercado #5: Vlahovic, Renato Sanches e um reforço para Xavi

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Lei do mercado, PODCAST do bola na rede

LEI DO MERCADO, AS ÚLTIMAS DOS RUMORES E MOVIMENTAÇÕES!

As últimas transferências e rumores de quem entra e de quem sai estão todas num só sítio: na Lei do Mercado.

Todas as semanas, o nosso comentador e especialista em análise do mercado de transferências, Luís Pinto Coelho, deixa-te com os principais rumores e confirmações das movimentações a nível nacional e internacional.

Nova semana de movimentações, rumores e transferências. Nesta semana temos Renato Sanches e Vlahovic com mercado em Inglaterra e um médio croata que pode ser um dos primeiros reforços para Xavi no FC Barcelona

Fica com a quinta edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

Para veres todos os podcasts do Bola na Rede, clicar aqui.

5.º PROGRAMA – LEI DO MERCADO