O verão – leia-se mercado de transferências – na Premier League foi quente, mas o Chelsea de Antonio Conte tratou logo de esfriar o resto da temporada. Mourinho e Guardiola chegaram a Manchester na época mais quente do ano para orientar United e City respetivamente, e secaram tudo o que estava à volta – apenas durante algum tempo. O reeditar de uma das rivalidades mais intensas dos últimos anos ofuscou a chegada de Conte aos blues, mas o italiano tratou logo de sefazer ouvir.
Depois de uma temporada que tinha ferido, e muito, o conjunto de Londres, Hazard e companhia demoraram algumas semanas a assimilar os processos do seu novo treinador, mas depois assistiu-se a um vendaval que não é comum.
Entre fins de Setembro e Dezembro a equipa somou 13 (!) vitórias consecutivas, e deixou a concorrência para trás. Assente num 1x3x4x3 – em Inglaterra foi uma tática inovadora –, Azpilicueta, Cahill e David Luiz formaram um trio defensivo dos mais fiáveis na Europa. No meio, Kanté e Matic comandaram um meio-campo que teve, a espaços, a magia de Fàbregas e que soube alimentar muito bem Hazard, Diego Costa, Pedrito e também Willian. Marcos Alonso e o renascido Moses davam a profundidade necessária a uma equipa que, a dada altura, pareceu quase imbatível.
É certo que o Chelsea não participou nas competições europeias, o que poderá ter facilitado a gestão que Conte fez dos seus pupilos, mas num ano em que os dois de Manchester tinham todas as atenções, ser campeão com esta limpeza não está ao alcance de muitos.
Abramovich estará, de certeza, satisfeito. Os adeptos, idem. Por cá, todos estarão curiosos para ver o que a máquina de Conte poderá fazer na Liga dos Campeões na próxima época. Certo é, que uma caminhada quase irrepreensível na liga mais competitiva do mundo já ninguém lhe tira.
O futebol brasileiro foi surpreendido essa semana com a proposta que Real Madrid apresentou ao Flamengo para ter o atacante Vinícius Júnior de apenas 16 anos. Os madrilenhos ofereceram 45 milhões de euros – cerca de 155 milhões de reais – para contar com o jovem atacante em seu elenco. O interesse dos gigantes europeus – além do Real Madrid o Barcelona também demonstrou interesse no jogador – pela joia da Gávea faz todo o sentido. Atualmente, não há nenhum jogador de base no futebol brasileiro que se aproxime do talento do Vinícius. O Flamenguista é diferenciado e demostrou isso tanto na base do clube carioca quanto nas seleções de base, onde marcou 17 gols em 19 jogos (jogos disputados com a Seleção Brasileira Sub-17). Inclusive o jogador deve ser convocado para disputar a Copa do Mundo Sub-20. Competição que é jogada por atletas com mais idade do que o Vinícius Júnior possui.
O atacante é muito veloz. Joga pelos dois lados do campo e sabe se movimentar no ataque como poucos na sua idade sabem. Além da boa movimentação, Vinícius é habilidoso e tem “faro” de gol. Entretanto, apesar de toda o destaque e qualidade que o jogador possui, a proposta de 45 milhões de euros feita pelo Real Madrid é surreal.
Se confirmada a transferência do atacante para Madrid essa será a segunda maior verba recebida por um clube brasileiro em uma negociação de um jogador. Isso é um absurdo se considerarmos que o Vinícius Júnior tem apenas 30 minutos de jogo atuando pelo profissional. A sua estreia foi justamente no último domingo no Maracanã contra o Atlético Mineiro, jogo válido pela primeira rodada do Brasileirão. Por mais que o jogador seja brilhante entre os demais da sua idade e possivelmente terá, no mínimo, um bom futuro como jogador é muito arriscado um clube oferecer essa quantia toda por alguém tão novo sem experiência alguma no time profissional.
Vinícius Júnior (16 anos) e Robinho (33). O futuro e o presente da Seleção Brasileira lado a lado Fonte Vinícius Júnior
Se pegarmos outros exemplos de jovens que saíram do futebol brasileiro para grandes clubes europeus, vemos que eles se destacaram em seus clubes formadores antes de se transferirem. Neymar foi campeão da Libertadores pelo Santos e era titular da Seleção Brasileira quando foi para o Barcelona; Gabriel Jesus foi campeão brasileiro pelo Palmeiras e era titular da seleção quando foi para o Manchester City; Oscar era titular absoluto do Inter quando se transferiu para o Chelsea; entre outros tantos jogadores com históricos semelhantes.
Assim como temos os casos que deram certos, também temos vários casos de jovens jogadores que nas categorias de base arrebentavam e não conseguiram vingar no profissional ou pelo menos não da maneira como todos pensavam que iria acontecer. Alguns desses exemplos – que são os famosos flops como dizem em Portugal – são o meia Lulinha (ex-Corinthians); o atacante Keirrison (ex-Coritiba e ex-Benfica) e o atacante Henrique (ex-São Paulo). Todos esses jogadores triunfaram quando jovens nas categorias de base dos seus clube e ascenderam ao profissional com muita expectativa. Passaram pelas seleções de base e também impressionaram. Porém, não estão tendo no profissional o rendimento e a carreira que muitos imaginavam que teriam.
Com um garoto de 16 anos não podemos afirmar que ele será um grande jogador. Exceto em casos de jogadores especiais como Neymar e Gabriel Jesus que desde cedo já estavam desequilibrando no time profissional. O Vinícius Júnior subiu agora para o time profissional do Flamengo a pedido da diretoria. Pode ter sido uma atitude precipitada, pois pode fazer o atleta pular algumas etapas na sua formação. Entretanto, acredito que o Flamengo – e agora o Real Madrid – esteja atento a essa situação.
Para o Real Madrid esses 45 milhões de euros parecem não fazer falta e acredito que chegaram nesse valor pois o Barcelona demonstrou interesse no atleta e como não queriam perdê-lo para o rival – como aconteceu com o Neymar – ofereceram uma proposta irrecusável para o clube e um ótimo contrato para o jogador. Vale ressaltar que o próprio atleta informou que na Europa gostaria de atuar no Real Madrid, ou seja, o Real o escolheu o Vinícius e o Vinícius escolheu o Real.
Devo registrar que sempre é uma pena para os nossos clubes quando jovens valores são vendidos precocemente à Europa. A lamentação maior é pela torcida que verá por pouco tempo o seu novo ídolo. Ainda mais quando esse ídolo é cria do próprio clube. Entretanto, essa negociação é totalmente compreensível, pois para o Flamengo essa proposta recebida é maravilhosa e irrecusável. O time receberá um valor que outros clubes não receberam com jogadores já consagrados. A torcida é para que o Vinícius corresponda todas as expectativas e chegue a ser um grande jogador para a nossa seleção. Em junho de 2018 – quando completará 18 anos – o atacante deverá ingressar ao elenco merengue.
Foi a 15 de maio de 1977, que se escreveu uma das mais importantes páginas da História do futebol madeirense e do CS Marítimo em especial. Nesse dia o clube do Almirante Reis recebia e goleava o SC Olhanense, por 4-0, num apinhado Estádio dos Barreiros. Pela primeira vez uma equipa de fora do espaço continental conseguia ascender ao mais alto patamar do futebol em Portugal.
O jogo era referente à 30.ª e derradeira jornada da II Divisão – Zona Sul. O Marítimo discutia com a CUF – hoje Fabril do Barreiro – o título de campeão e o acesso direto à I Divisão. A expectativa era enorme e ao início da tarde já o ‘Caldeirão’ estava lotado. Mas tão grande era a vontade de assistir ao momento histórico, que se tornaram célebres os relatos de adeptos pendurados em ramos de árvores e postes de iluminação, sentados nos muros e na cobertura da bancada central. Cerca de quinze a vinte mil pessoas assistiram nessa tarde à vitória “maritimista” que dava à região o seu primeiro “primodivisionário”.
“Caldeirão” lotado de adeptos para assistirem a momento histórico Fonte: Facebook de CS Marítimo
Até aos anos 70, os clubes madeirenses e açorianos estavam privados da participação nos campeonatos nacionais, podendo apenas disputar a Taça de Portugal. E mesmo nessa competição as dificuldades eram incomportáveis. Muitas vezes eram os clubes insulares a suportar por inteiro as deslocações dos adversários e equipas de arbitragem às ilhas. Instrumental na conquista do direito à participação nos nacionais, Artur Agostinho, à data delegado da Associação de Futebol da Madeira, foi um dos nomes mais sonantes a dar a sua voz à causa desportiva insular.
Naquela tarde de primavera deu-se o culminar da luta. O Marítimo de Quim, Noémio, Eduardo Luís, Humberto Câmara, Arnaldo Carvalho, Eduardinho, Norberto, entre tantos outros, chegava à elite do futebol português. Por toda a ilha, a festa foi digna do feito, tendo o seu epicentro nas ruas do Funchal. Da parte de vários clubes continentais, antigos e futuros adversários, chegaram mensagens de felicitações, bem como de inúmeros sócios, adeptos e simpatizantes dispersos pelo mundo.
Toda a população da ilha festejou o título da Segunda Divisão e a consequente subida Fonte: Facebook de CS Marítimo
Entretanto, ainda antes da estreia no principal escalão, o Marítimo sagrar-se-ia campeão da II Divisão, batendo os vencedores das zonas centro e norte, Feirense e Riopele, respetivamente. Nos 40 anos seguintes, o emblema verde-rubro consolidaria o seu lugar entre os grandes, obtendo, até à data, 32 participações consecutivas na Primeira Liga e alcançando, desde os anos 90, oito participações europeias.
O plantel do Benfica foi esta segunda-feira recebido pelo Presidente da Câmara, Fernando Medina, nos Paços do Concelho, para uma homenagem aos tetracampeões nacionais. Num autocarro já personalizado ‘à tetra’, a comitiva ‘encarnada’ foi recebida em apoteose por centenas de Benfiquistas, que não pararam de entoar cânticos, enquanto soltavam bandeiras e erguiam cachecóis.
Luisão liderou a fileira e foi o primeiro a sair do autocarro, enquanto segurava o tão proclamado troféu de campeão. Depois da fotografia da praxe na escadaria do edifício, Fernando Medina e Luís Filipe Vieira discursaram no Salão Nobre. O presidente do Benfica não quis deixar passar a oportunidade de enaltecer a grandeza progressiva que o clube vai assumindo a nível nacional e internacional, depois da inédita conquista de quatro campeonatos consecutivos.
Seguiu-se a habitual troca de presentes, e quem mais ficou a ganhar foi Eliseu, que recebeu uma mota em miniatura, alegoria dos seus festejos no sábado, após a conquista do tetra. Por esta altura, a multidão já esperava impaciente pela abertura da porta da varanda. O que os adeptos queriam era ver o capitão, Luisão, erguer novamente ‘o caneco’. Fez-se-lhes a vontade e rapidamente o ambiente culminou num êxtase partilhado por todos os que sentem o Benfica.
O 36 também se comemorou na CML Fonte: SL Benfica
Ora se ia cantando pelo Benfica, ora se puxava por este ou por aquele jogador. O destaque foi para André Carrillo, que, pela primeira vez, é campeão nacional. Mas o momento mais arrepiante estava ainda para chegar. O hino do Sport Lisboa e Benfica, entoado em uníssono pelos Benfiquistas presentes nas imediações da Câmara Municipal deixou a comitiva, que estava na varanda, embasbacada. Enquanto vários jogadores filmavam, Carrillo acompanhava os adeptos e entoava a letra de Ser Benfiquista, e, mais uma vez, distinguia-se entre todos.
Os adeptos já pediam o 37.º título, quando se aproximava o final da festa. E que festa bonita foi! Sob um intenso calor e os fumos vermelhos e alaranjados das tochas utilizadas, o povo Benfiquista festejou muito e festejou bem. Que lindo é vermelho e branco! Que lindo é o Sport Lisboa e Benfica!
Pode parecer estranho escrever um texto destes quando há algumas horas atrás os Washington Wizards viram a sua época terminar devido a uma derrota no jogo 7 em Boston. Mas Washington DC voltou a gostar de basquetebol graças a estes jovens Wizards que ali cresceram e que ali se vão desenvolvendo de modo a, esperam os dirigentes, poderem levar a equipa da capital novamente ao topo da NBA.
A história dos Wizards não é propriamente brilhante. O seu único título data de 1978, um ano antes da última presença da equipa de Washington nas finais da Conferência Este e ainda com o nome de Washington Bullets. Depois do relativo domínio na década de 70, DC viu a sua equipa ser o local de descanso para estrelas longe do seu auge, como Moses Malone ou Michael Jordan e raros jogadores de real qualidade, em equipas, no máximo, sofríveis.
Com a chegada de John Wall em 2010, um base supersónico e com um futuro promissor, os Wizards pareciam ter alguém para o futuro. Porém, as derrotas continuavam a acumular-se numa equipa aparentemente sem rumo, demasiado jovem e que se destacava apenas pelo que fazia fora do campo (isto não é um elogio). Beal chegou dois anos depois para dar mais talento à equipa, que ainda assim necessitava de veteranos. Foi por isso que Nenê, Ariza ou Gortat chegaram a DC e talvez tenha sido aí que os Wizards começaram a crescer, mesmo que o papel dos veteranos nunca tenha sido o mais preponderante dentro da equipa.
Para muitos o melhor backcourt da NBA, Beal e Wall tentam fazer dos Wizards a melhor equipa da liga Fonte: SI
A dupla Wall-Beal começava a dar que falar na NBA e depois de eliminarem os então favoritos Bulls em 2014 e adicionarem Paul Pierce, os Wizards mostraram algum poderio, que só não os levou mais longe em 2015 devido a uma lesão de John Wall. Ainda assim e por muito que o respeito pelos Wizards começasse a crescer na liga, faltava algo. E depois da ausência dos playoffs em 2016, o treinador Randy Wittman foi despedido, com Scott Brooks, treinador que levou os Thunder à sua única final, a ser contratado para o seu lugar.
Após um início de época tremido, os Wizards começaram a ganhar. Dezassete vitórias seguidas em casa levaram os adeptos a acreditar na equipa, com uma subida de 23% no número de adeptos por jogo no Verizon Center. Os jovens começavam a dar cartas, com Wall, Beal, Otto Porter e Kelly Oubre a aparecerem como as figuras principais que a direção dos Wizards tinha previsto quando os escolheram no draft.
Com o quarto melhor recorde caseiro da liga e contando apenas por vitórias os jogos em Washington nos playoffs, o futuro parece promissor para uma equipa que antes do início desta década era o alvo maior de chacota na NBA. Os Wizards terminam mais uma temporada sem regressarem às finais de conferência, mas conseguiram algo talvez tão importante: ter toda uma cidade do seu lado e pronta a empurrá-los para vôos mais altos. Até porque estes rapazes não chegaram agora de outro sítio qualquer. Começaram ali as suas carreiras na NBA e têm a vontade de voltar a fazer de Washington um lugar temível para os adversários.
Sim, é um jogador que, passados todos estes anos de dragão ao peito parece ainda não convencer muitos dos aficionados portistas no que diz respeito às suas exibições.
Porém, neste jogo contra o Paços de Ferreira foi, sem dúvida o melhor em campo neste jogo que pouco contava para o desenrolar da época portista. Um golo que permitiu o empate no marcador e que demonstra onde reside a força deste jogador, um box-to-box por excelência e que tem capacidade de penetração na área, como ficou demonstrado no golo marcado de cabeça, após cruzamento de Corona (um excelente cabeceamento). Também conseguiu uma assistência, de forma acrobática, para golo de Diogo Jota logo no início da segunda parte.
Fonte: FC Porto
A tudo isto, podemos juntar uma percentagem de acerto de passe de 89%, tocou na bola 104 vezes e entrou sete vezes na área adversária, o que demonstra a sua capacidade de médio área-a-área. Ainda ajudou nas tarefas defensivas, somando quatro desarmes, dez recuperações de posse e dez duelos ganhos em 16 disputados. Um jogo a um grande nível nos vários capítulos do jogo.
Infelizmente, na minha opinião, não lhe é dado o crédito devido porque, quando joga, não compromete e é um médio que entende os vários momentos do jogo e que tem a capacidade de entrar na área (algo que, mais uma vez, na minha humilde opinião, falta ao restante meio campo portista).
É uma incógnita a manutenção do jogador no plantel, sendo este um assunto anual quando acaba a época. Mas, convém não esquecer, que é capitão do FC Porto e que sempre deu a cara e deu tudo em campo pela equipa. A aguardar notícias futuras sobre o seu futuro.
No passado fim-de-semana, o Sporting recebeu na Academia de Alcochete, o eterno rival em jogo a contar para a décima primeira jornada da fase de apuramento de campeão, tendo terminado empatado a um golo. Os comandados de Tiago Fernandes fizeram uma boa exibição, estiveram em vantagem e acabaram por ser a melhor equipa em campo.
À passagem desta ronda, os jovens leões estão na liderança, somando 26 pontos, mais seis do que o segundo classificado, o Vitória de Guimarães. A três jornadas do fim da prova, o Sporting está a uma vitória do título. Na próxima jornada, a equipa leonina recebe os vimaranenses e pode sagrar-se campeã nacional de juniores.
Depois de uma primeira fase brilhante, em que o Sporting somou 21 vitórias e apenas um empate, nesta fase de apuramento de campeão o Sporting continua em boa forma e está cada vez mais próximo do título.
Os juniores do Sporting estão muito perto de arrecadar o título nacional Fonte: Sporting CP
Numa equipa que joga bom futebol, que assume todos os jogos para vencer, brilham jogadores como Pedro Marques, o goleador de serviço com 26 golos. Neste colectivo há ainda talentos como Bruno Paz, Daniel Bragança, Thierry Correia, ou Rafael Leão.
Nas próximas três jornadas o Sporting irá ainda defrontar Vitória de Guimarães, FC Porto e Belenenses. São três finais para os leões, liderados por Tiago Fernandes, que estão a apenas uma vitória do décimo sétimo título de campeão nacional de juniores.
A fechar a 33ª jornada o Vitória recebeu o Boavista no Bonfim. Antes do início da partida a equipa homenageou Meyong com uma tarja, na qual se lia “Obrigado Meyong”, que anunciou esta semana o final da carreira, aos 36 anos de idade.
A primeira jogada de perigo surgiu aos 15 minutos, a favor dos sadinos. Num contra ataque rápido, Arnold “meteu a sexta”, deixando a defensiva do Boavista para trás e passando a bola para Nuno Santos que, após o trabalho fantástico do seu companheiro, fez o mais difícil: falhou o golo. O jogo, muito parado, tanto dentro como fora de campo, só mexeu depois do golo do Boavista aos 25 minutos, por parte de Iuri Medeiros, que, isolado, picou a bola por cima de Trigueira, que não teve qualquer hipotese frente ao avançado dos axedrezados.
O Vitória correu atrás do prejuízo, mas sem grande sucesso. O Boavista jogou duro, travando o Vitória no meio campo e, quase sempre, com falta. Sem mais oportunidades flagrantes para qualquer um dos lados, as equipas recolheram ao balneário com a equipa visitante a vencer os sadinos por uma bola.
A segunda parte começou como a terminou a primeira: um Vitória pressionante, mas um Boavista a jogar duro e feio, impedindo que os sadinos cheguem ao golo. Ambas as equipas realizaram substituições, mas o jogo manteve-se bastante parado.
Só voltou a haver perigo aos 88 minutos, quando Edinho, na cobrança de um livre em cima da área do Boavista, quase marcou. Logo a seguir Nuno Santos tentou a sua sorte num remate de longe e voltou a assustar Vagner. No entanto, todos os remates do Vitória, não passaram de sustos.
No último jogo no Bonfim de Meyong, o Vitória não conseguiu vencer, continuando, assim, a sua série de derrotas e dando ao avançado uma despedida com sabor amargo. Já o Boavista ultrapassou a meta dos 40 pontos, que era um dos principais objetivos da equipa.
Qualquer pessoa que goste de jogar futebol para ganhar, para provar que é melhor do que o melhor jogador da outra turma, para tefgstar novas jogadas, e chegar a ser tão bom que, para além da simples tarefa de ajudar a equipa a marcar, pretende embelezar o jogo, acrescentando detalhes. Detalhes que, ao longo de uma longa prática futebolística se vão aprofundando, sendo que quem mais capricha neste domínio, é quem hoje pisa os relvados mais verdes e cuidados.
E pisar uma vida inteira os mesmos relvados? Mesmo sendo os mais bonitos? Não parece divertido se tomarmos a pergunta pelo seu sentido literal. Sendo o Homem um ser que, a certo ponto, se farta de fazer sempre o mesmo, de ver sempre os mesmos, a verdade é que o jogador não pensa no facto de, por exemplo, ter jogado sempre na liga italiana. Pensa é no que tem de fazer, contra quem vai jogar, as circunstâncias e o contexto. É um ser ambicioso e pragmático, atua ao seu melhor nível seja onde for. E como bem se sabe, a “paisagem” vai- se alterando… Há jogadores, treinadores, presidentes que partem, outros que vêm. Na massa adepta é o mesmo. A diferença é que, venham ou partam, o acto é sempre definitivo, pois uma vez adepto, sempre adepto: “ Podes mudar de mulher, mas não podes mudar de clube.” Só mesmo a morte para terminar o vínculo que o liga ao clube do coração.
Do passado, um jogador que se preze deve retirar o real contributo à evolução, e esquecer o inútil, o que não lhe serve de nada. Por exemplo, ter conquistado a liga em nada ajuda a ganhar a do próximo ano. Pode motivar, ou dar-se ao respeito perante os concorrentes à corrida, mas efectivamente não se começa o campeonato com pontos a mais, nem mais golos marcados, não é verdade?
Lampard ocupa a posição de 6 deste ‘top’, juntamente com outro compatriota… Sportskeeda.com
O desafio, junto com o sentimento pelo emblema que se carrega ao peito é algo que cria uma espécie de futebolista cada vez mais em vias de extinção, embora em certos casos se possa especular, na análise ao perfil do jogador, elementos inerentes à natureza humana, como o medo de arriscar/falhar, estando o atleta num nível de conforto e desportivo tão estável que o próprio jogador afasta por completo a opção de mudar de ares. Algo sobre o qual não me irei pronunciar nesta ocasião. Num mundo assumidamente cada vez competitivo, não são só os reais competidores que competem, eclodem também competidores que prestam vassalagem a determinados dogmas, sob a forma de clubes de futebol. São aqueles que especulam sobre tudo o que se passa atrás da cortina vermelha, que se aproveitam deste desporto que foi criado e constantemente desenvolvido pela Humanidade, para fins lucrativos. A essência deste desporto vai se desvanecendo, com tamanha parcela de investidores que em nada pretendem melhorar o modo de jogar em si, mas com o intuito de aumentar o volume de negócios, a vertente do futebol jogado é intrinsecamente melhorada, o que já não me deixa tão desagradado…
Parte desses “competidores mediáticos”, lançam teorias, escrevem novelas de jogadores irem para ali, outros para aqui, ou um para muitos sítios ao mesmo tempo. Esta tamanha facilidade em comunicar, faz com as pessoas circulem rápido, pois as distâncias vão sendo cada vez mais encurtadas dia após dia. Como tal, é cada vez mais raro um profissional de futebol se prender a um único clube, por mais forte que seja a paixão que se tenha pelo mesmo, já que as vontades, quer do jogador, quer dos adeptos seja cada vez mais desprezada.
Escapando a esta tendência, existem jogadores que nenhuma força os move de dentro do forte onde se tornaram guerreiros. Jogadores que todos os dias têm motivação, não de ganhar uma competição nova, de provar o seu valor num ecossistema diferente, mas de fazer a equipa por quem nutrem sentimentos mais forte, de serem melhores do que os oponentes, que queiram o seu clube com uma sala de troféus muito preenchida. Atletas que reúnem o dito conforto, segurança, felicidade, que atingiram um autêntico clímax de realização pessoal. Junta-se a tudo isto o privilegiado estatuto de ídolo aos olhos dos seus fiéis discípulos, os adeptos, o elemento mais importante para a lógica de toda a modalidade, depois dos jogadores.
O que dizer dos jogadores adeptos que se seguem, que sentem e aplicam esse mesmo sentimento no seu jogo?
Finda que está, pelo menos no que aos objetivos diz respeito, e época desportiva do FC Porto 2016/2017 chega a hora dos mais variados balanços. Importa perceber o que se fez de bem e transporta-lo para a próxima temporada e, acima de tudo, relevar o que de pior se fez para que se possa emendar e corrigir.
Numa primeira fase de balanço e ainda sem proceder a reflexões mais profundas que num futuro próximo serão, igualmente, expostas neste espaço, opto por começar por destacar os “mais e menos” a nível individual no que concerne aos jogadores.
Irei destacar um jogador por setor do terreno, sendo que os principais critérios serão a qualidade e regularidade exibicional e a comparação entre expectativas iniciais e rendimento verificado dos jogadores.