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Danny Loader: A estreia de sonho | FC Porto

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Daniel Namaso Loader, jovem de apenas 21 anos, conquistou no último sábado o mar azul em pleno Estádio do Dragão, depois de ter apontado um golo no jogo de estreia pela equipa principal do FC Porto. E que grande golo!

Contudo, muitos adeptos portistas interrogaram-se: Quem é afinal Danny Loader?

Danny Loader FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Danny é um avançado que vem das escolas de formação do Reading (Inglaterra) e faz parte de uma geração de ouro do futebol inglês. Integrou uma seleção que chegou à final do Campeonato da Europa e do Campeonato do Mundo de 2017, partilhando balneário com nomes como Phil Foden (Manchester City), Jadon Sancho (Manchester United) ou Hudson-Odoi (Chelsea).

Chegou à Invicta há cerca de um ano, proveniente do clube de Berkshire e deu nas vistas na equipa B dos azuis e brancos, em 2020/2021, marcando oito golos em 32 jogos, sendo a referência e um dos jogadores mais utilizados desse plantel.

Danny Loader: A descoberta de uma pérola no Dragão

A presente época também a iniciou na equipa secundária do FC Porto, mas, no passado fim de semana, surgiu a oportunidade pela qual tanto sonhava.

O jovem britânico foi convocado por Sérgio Conceição para ser uma das opções de ataque para o dérbi da Invicta frente ao Boavista, partida da 10.ª jornada da Liga, e a estreia não poderia ter corrido melhor.

Lançado a sete minutos do fim, o ponta de lança aproveitou uma iniciativa de Luís Díaz, pela esquerda, e, de calcanhar, fechou a goleada em 4-1. Não poderia ter sonhado com desfecho de tarde melhor.

Namaso, nome que prefere ter nas costas da camisola, caracteriza-se por ser um avançado de área possante e bom a jogar de costas para a baliza, o seu 1,82m tornam-no num ponta de lança forte no jogo aéreo.

Uma vez que, com a saída de Marega, o treinador nunca teve o quarto avançado que tanto queria – pode estar aqui encontrada a solução. Uma dor de cabeça saudável que certamente irá ter muitas mais oportunidades para demonstrar todo o seu talento e valor, com a promessa de tornar a luta pela frente de ataque azul e branca muito mais interessante.

O relvado de Alvalade, “and the winter is coming”

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O Relvado de Alvalade artigo do bola na rede

O Relvado de Alvalade, aquém de uma equipa campeã nacional

Um artista talentoso sê-lo-á sempre, independentemente das condições em que tenha de trabalhar, até porque, normalmente o talento é inato. No entanto, se lhe forem dadas as melhores condições, mais facilmente as suas qualidades poderão ser percetíveis a quem assiste, ou podem mesmo ser exponenciadas.

No futebol acontece o mesmo. Os atletas com mais talento poderão mostrar as suas qualidades onde tenham melhores condições para treinar e jogar. E o Sporting, como clube de dimensão internacional deve conseguir disponibilizar aos seus jogadores tudo o que lhes permita dar o seu máximo. o relvado de alvalade

O clube de alvalade sempre conseguiu ser um clube em constante evolução e modernização, desde o estádio, à academia e às condições de treino, e até mesmo a imagem. No entanto, desde a construção no novo estádio, o Sporting tem tido problemas em ter um relvado com condições ótimas, e fomo-nos habituando a ver o tapete com um verde esbatido, a roçar o castanho muitas vezes, com muita areia, e aos remendos.

De 2003, ano de inauguração do Alvalade XXI, até 2009 o relvado tinha sido substituído cinco vezes, e o motivo dado era de que tinha havido uma deficiente concepção do recinto permitisse circulação de ar que desse as condições ideais para que a relva se mantivesse.

Entretanto, em 2016 houve uma nova alteração, e parecia ter-se encontrado solução para este problema. Pelo menos não se percebia a necessidade de ter de trocar o relvado de alvalade todos os anos. o relvado de alvalade

Sporting Alvalade
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Surpreendentemente, este ano, decidiu-se trocar a empresa que instala e trata o relvado de Alvalade. E digo surpreendente porque não via sinais de que fosse necessária essa alteração. Mas entendo que muitas vezes as questões possam ser financeiras e contratuais, e isso não se reflita diretamente no comportamento do tapete verde. E entendo também que um relvado tenha uma vida útil finita, que obrigue à substituição. Aparentemente, não pareceu ser o caso.

A verdade é que até ao momento não parece ter sido a melhor decisão, uma vez que nos últimos jogos em casa temos visto muitos “tufos” de relva a levantar, o que mostra que a instalação e/ou manutenção não tenha sido a melhor até ao momento. Tudo isto juntamente com o facto de o mesmo estar a ser sobrecarregado com jogos sucessivos em Alvalade, o que piora ainda mais o cenário, não dando tempo necessário a que a relva regenere entre jogos. E ainda não estamos em pleno inverno, com jogos a chover de início ao fim.

Esta questão pode parecer ser apenas um pormenor, até porque o Sporting continua a jogar e a ganhar neste e em todos (quase) os outros relvados, no entanto será muito mais fácil para os nossos jogadores praticarem o seu melhor futebol num tapete regular, liso, sem sobressaltos, e com uma relva que permita fixar o “piton” de forma que não provoque lesões. Porque são os nossos que vão lá jogar mais vezes.

E poder entrar no estádio de Alvalade e dar de caras com aquele relvado verdinho vivo, viçoso, que nos salta aos olhos, ainda mais agora com a bancada toda verde em fundo, é das melhores sensações que sinto quando vou ver jogos ao nosso estádio. Por isso não gostaria de voltar a ver um tapete feio, sem cor, em que os nossos jogadores não conseguissem tirar prazer do jogo.

Ainda assim, uma coisa tenho certeza, esteja a relva em que condições esteja, esta equipa vai dar sempre tudo para ganhar, seja a jogar bem ou mal. Porque mesmo com campos de lama quase até ao joelho já vi estes jogadores a lutar até ao último minuto. o relvado de alvalade

Mas os nossos leões merecem um relvado que esteja à altura de uma equipa campeã nacional, nem que tenha de se pagar um bom bocado mais por isso. Há coisas em que não compensa poupar, correndo-se o risco de vir a sair mais caro a longo prazo. o relvado de alvalade

 

O relvado de alvalade

 

ATP Masters 1000 Paris | A vingança na cidade do amor

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Por norma, Paris é conhecida como a cidade do amor. Desde as luzes, monumentos até aos jardins e restaurantes. Porém, já se esperava que a final do torneio de Ténis não fosse muito romântica. Daniil Medvedev e Novak Djokovic defrontaram-se na reedição da final do US Open 2021, naquele que foi o primeiro Grand Slam conquistado pelo melhor russo da atualidade e onde Djokovic falhou o Golden Slam – conquistar os 4 Grand Slams realizados num ano civil.

As grandes surpresas foram Hugo Gaston, que eliminou os espanhóis Pablo Carreno-Busta e Carlos Alcaraz, e Taylor Fritz, que eliminou Cameron Norrie e Andrey Rublev.

Foto de Capa: ATP Tour

Major CS:GO: Campeões invictos pela primeira vez na história

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Ontem, no dia oito, jogou-se o primeiro Major de CS:GO em dois anos. Foi o primeiro grande evento com público desde a pandemia e toda a gente estava com altas expetativas.

Apenas as últimas oito equipas jogaram no palco, porém, a prizepool de dois milhões de dólares será dividida por 16 equipas. Major, Majoraj

Este evento bateu recordes, dado que foi o evento de CS:GO com mais visualizações em simultâneo de sempre. O recorde foi estabelecido no último mapa da competição, com mais de 2.57 milhões de pessoas em simultâneo a ver o jogo.

Assim que chegamos à final, esta competição prometia acabar com um fardo. Major

NiKo e s1mple são dois dos melhores jogadores da história e nenhum deles havia ganho a competição mais conceituada do jogo. Até hoje. Um dos dois iria terminar este incómodo que carregam, até porque ambos já estiveram na final de Majors anteriores e não conseguiram vencer. Major

Ditou o destino que os NAVI tivessem uma vitória “tranquila” por 2-0. O jogo começou no mapa Ancient e a equipa da zona CIS entrou logo a ganhar 16-11 com uma atuação incrível de s1mple (quem mais poderia ser, não é?). O ucraniano matou 32 vezes e morreu apenas 17, com um valor de dano dado por ronda de 107.9.

A final seguiu no mapa Nuke e este foi um dos mapas mais emocionantes da competição inteira (apenas perdendo talvez para o Inferno entre G2 e Heroic nas meias-finais).

Foi a duplo prolongamento e a equipa dos G2 anteriormente esteve a vencer por 15-10, com cinco map points, acabando por vacilar (inclusive NiKo na ronda 28, em que falhou três balas de deagle em s1mple, que estava de costas).

Os NAVI levaram assim para o desempate em dois prolongamentos, no qual venceram por 3-1 no segundo.

Tornaram-se assim nos primeiros campeões invictos na história dos Majors, ou seja, não perderam um único mapa ao longo do torneio. Nem sequer os Astralis conseguiram este feito ao longo da sua dinastia (recorde-se que venceram quatro desde 2017 até 2019).

Dado isto, é seguro dizer que a equipa da zona CIS é, com alguma distância, a melhor de todas e que conseguem exercer dominância sobre qualquer equipa que apareça à sua frente (menos no Vertigo, porque ainda não conseguem jogar lá).

O MVPfoi o mesmo de sempre.

Oleksandr Kostyliev é o seu nome. Cada vez mais constrói o seu estatuto e já diversos jogadores profissionais o consideram o melhor e maior de sempre.

Este Major vem dar argumentos a quem o defende. Tem vindo a dominar os últimos torneios e este Major não foi diferente.

O seu Rating 2.0 da HLTV.org foi o maior do torneio, com 1.47 (NiKo surge em segundo com 1.36). A diferença de K/D foi a maior do torneio, com +106, enquanto ZywOo aparece em segundo apenas com +71.

Mas, estatísticas à parte, é o jogador mais completo. Além do seu papel normal como AWPer, consegue ser suporte, consegue ser entry fragger, consegue ser aquilo que a equipa precisa. É um jogador extremamente completo, apenas com 24 anos. Tem uma grande equipa por trás dele, mas ele é claramente o destaque e demonstrou-o nesta final.

Dentro do Top 3 de melhores jogadores, entram NiKo e B1T.

O bósnio quase carregou a sua equipa até à final, foi o jogador do torneio com o maior dano dado por ronda, um total de 96.0, à frente de s1mple que “apenas” teve 93.8.

Foi também o jogador com mais kills de abertura por ronda, o que demonstra um pouco do papel que fez, foi entry fragger e com muita qualidade a abrir pixéis, já é um clássico de NiKo. Sempre (ou quase sempre) com a mira no lugar certo, talvez o melhor do mundo neste aspeto.

Já B1T comportou-se muito bem, especialmente tendo em conta que este foi o seu primeiro Major. Foi o segundo homem perfeito para s1mple, sendo um dos jogadores com maior diferença de K/D no torneio e o jogador com maior percentagem de headshots por ronda. Teve um valor de 0.53, enquanto NiKo teve 0.46.

A “maldição” de s1mple acaba assim por cair por terra, tendo sido merecidamente vencedor do torneio. Já NiKo terá de continuar a lutar na equipa que tem à sua volta, ao lado do primo huNter, nos G2 Esports.

Foto de capa: PGL Esports

Major

11 de ex-formados em destaque fora da Luz | SL Benfica

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Um 11 de ex-formados que deixa qualquer um com água na boca

Possuindo um centro de formação de excelência, o Sport Lisboa e Benfica já formou uma série de jogadores que estão a dar cartas no futebol mundial. 11 de ex-formados

No entanto, existem também outros jogadores formados no Seixal que, sem terem tido grande visibilidade de águia ao peito, também estão a dar um bom rumo às suas carreiras, em diferentes países e em diversos escalões.

Como tal, irei aqui fazer um onze de jogadores formados no SL Benfica, já sem contrato com os encarnados, mas que se têm destacado nos respetivos clubes. 11 de ex-formados

Football Manager 2022 | Os 5 melhores centrais

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Não há grande equipa sem centrais da mais alta qualidade. No Football Manager, tal como na realidade, é tão importante ter uma estrela no ataque como um defesa central imponente para segurar a defesa.

Na extensa base de dados do jogo não faltam opções, entre nomes experientes e os tão queridos “wonderkids”. Nesta lista estão os cinco melhores centrais do jogo. Aqueles que em termos de atributos não deixam margem para os restantes e que qualquer jogador quer no sue plantel.

SL Benfica 6-1 SC Braga: Cebolinha faz rir e chorar por mais

A CRÓNICA: SL BENFICA COBRA FATURA SOBRE ATREVIMENTO DO SC BRAGA

O duelo entre águias e arsenalistas não podia começar da melhor forma. Pé no acelerador e golos de empreitada. De facto os minutos iniciais indiciavam que vinha aí um final de noite cheio de magia e bom   futebol. Logo aos dois minutos, Darwin cavalga pela direita e cruza para Grimaldo. Já na área, o número 3 finaliza de forma exímia e de cabeça. Os bracarenses reagiram bem ao tento sofrido numa fase tão embrionária. E eis que aos 12 minutos se faz justiça no marcador por aquilo que estava a acontecer dentro das quatro linhas no pós 1-0.

Ricardo Horta, ex-Benfica, depois de um passe em profundidade, aparece de régua e esquadro à espreita na linha mais recuada encarnada. Linha ultrapassada, descai para direita e, na cara de Vlachodimos, marca o golo para a igualdade. 1-1 a espelhar de facto uma muito boa reação do conjunto de Carlos Carvalhal à desvantagem na partida.

O resto da primeira parte não sorriu ao Benfica. As águias estavam com muitas dificuldades para respirar com bola e, ao mesmo tempo, para progredir. Isto porque, do outro lado, estava um Braga muito forte na pressão, mas também porque em 30 minutos Jorge Jesus viu-se obrigado a fazer duas substituições forçadas. Primeiro João Mário e depois Lucas Veríssimo.

Ainda assim, o primeiro tempo que começou bem cinzento para os encarnados, acabou melhor do que a encomenda. Aos 37 minutos, Grimaldo, pela esquerda, remata cruzado mas Matheus defende. Na recarga, aparece Darwin com todo o seu perfume para o 2-1. De seguida, aos 42′, uma grande jogada começada por Everton Cebolinha dilata ainda mais a vantagem onde quem faturou foi Rafa. O número 27 fez gosto ao pé e volta novamente a marcar aos 48 minutos. 4-1 ao intervalo onde o jogo foi desbloqueado a partir dos 40 minutos com aquele que, na minha opinião, estava a ser o principal culpado: Everton Cebolinha.

 

Os bracarenses entram na segunda parte com alterações a tentar procurar algum tipo de reação. Mas do outro lado estava o conjunto encarnado que parecia sedento de golos. Confortável com o resultado, a fatura ia saindo cada vez mais cara ao plantel bracarense.

O atrevimento do conjunto de Carlos Carvalhal foi pago caro. Aos 52 minutos, Cebolinha faz jus à exibição com um golo e bisa cinco minutos depois. 6-1 com a “máquina benfiquista” a parecer não querer dar descanso ao adversário. O resto da partida não teve muito mais para contar. O Benfica geriu a goleada naquela que foi uma das exibições mais consolidadas da época encarnada.

 

A FIGURA

Benfica
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Everton Cebolinha – Assim que apareceu conseguiu ser decisivo para a equipa encarnada. Bisou na partida mas, antes disso, serviu os colegas de grandes jogadas que acabaram mesmo em golo. Acabou por ser aplaudido com toda a Luz de pé perante uma exibição enormíssima do brasileiro. Esta exibição deixou água na boca para um possível ponto de viragem para o jogador finalmente impor o seu futebol no Benfica.

 

O FORA DE JOGO

Benfica x Braga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Carlos Carvalhal – O próprio o disse na conferência de imprensa que este jogo foi uma espécie de “erro de casting”. A ideia era boa, mas a execução ficou aquém da capacidade física da equipa bracarense depois de poucos dias de descanso. Carvalhal apresentou uma equipa com um bloco muito subido, mas pouco coeso que acabou por não conseguir estancar as investidas de ataque das águias a partir de certa altura.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Destaque para a saída de Yaremchuk do onze encarnado para a entrada de Everton, movendo assim Darwin para o centro do ataque. Um 3-4-3 onde, nos primeiros minutos, o trio de centrais mostrava-se muito recuado deixando muito espaço entre Weigl e João Mário. Algo que o Braga estava a conseguir aproveitar bem, deixando muitas dificuldades ao Benfica para chegar ao meio-campo ofensivo.

Na minha opinião, Jorge Jesus tem a chave deste encontro no trio de ataque do Benfica. Toda a mobilidade de Everton, Darwin e Rafa fez o conjunto de Carlos Carvalhal pagar caro todo o seu atrevimento e o bloco subido que estes três da frente souberam aproveitar como poucos. Depois do resultado já bastante dilatado, Jorge Jesus aposta num meio-campo a três de forma a gerir um resultado que, por aquela altura, já estava mais do que sentenciado.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Odysseas (7)

Vertonghen (7)

Otamendi (6)

Lucas Veríssimo (5)

Grimaldo (7)

João Mário (4)

Weigl (6)

Gilberto (6)

Everton (9)

Darwin (8)

Rafa (8)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Bernardo (6)

Morato (6)

Gonçalo Ramos (-)

Pizzi (-)

Diogo Gonçalves (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A grande surpresa deste onze inicial dos arsenalistas diz mesmo respeito a Abel Ruiz que entra desde início. Carlos Carvalhal apresenta o conjunto em 4-4-2 que, como já disse nesta crónica, acaba por se expor demasiado em terrenos mais recuados na zona entre o meio-campo e a defesa. Principalmente quando, do outro lado, estavam jogadores criativos e velozes como é o caso do Benfica.

O Braga apostou num futebol mais direto, com uma pressão muito alta que, a certa altura, parecia asfixiar as águias. Mas a verdade é que o bloco mais subido dos arsenalista acabou por se tornar numa via verde para as encarnados com o Braga a mostrar muitas dificuldades em momentos de transição defensiva.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Sequeira (5)

Paulo Oliveira (5)

Diogo Leite (5)

Galeno (6)

Castro (5)

Al Musrati (5)

Fabiano (5)

Lucas Piazon (5)

Abel Ruiz (4)

Ricardo Horta (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Moura (5)

Yan Couto (4)

Vitinha (5)

Lucas Mineiro (-)

Iúri Medeiros (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

BnR: Pergunto-lhe se a mobilidade do trio de ataque do Benfica não foi a chave para o jogo de hoje. Visto que do outro lado vimos um Braga a fazer pressão alta e com um bloco muito subido que acabou por deixar alguns espaços em zonas mais recuadas.

Jorge Jesus: A ideia foi essa. Não jogar o Yaremchuk que não tem os movimentos para a profundidade tão fortes como tem o Darwin. E o Rafa exatamente a mesma coisa. E precisávamos de ter outro jogador que não fosse assim, se não íamos ter sempre três jogadores sempre a acelerar o jogo e depois pouco havia para termos aquele jogo que por vezes é preciso ter: o jogo pensante do Everton. E não foi só porque a equipa do Braga quis disputar o jogo com a sua pressão alta como o Benfica faz.

Aliás, como todas as equipas grandes fazem. Todas as grandes equipas jogam na pressão alta sem receio. O Braga quis acreditar na sua capacidade e quis disputar o jogo com o Benfica. Ao disputar e ao se posicionar um pouco mais alto, isto fez com que os jogadores do Benfica pudessem tirar partido, ter mais espaço. Foi 6-1, podia ter sido mais… Esse foi um dos motivos, mas também porque nós adivinhávamos, sentíamos que a equipa ia dar-nos esta grande vitória.

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

SC Covilhã 0-0 SC Farense: Equipas inspiram-se no clima e fazem jogo frio

A CRÓNICA: SEQUÊNCIA SEM VITÓRIAS PERMANECE PARA AMBAS AS EQUIPAS

O jogo começou com um inesperado domínio da equipa do Algarve. O SC Farense mostrou logo o seu esquema mais bem consolidado, possibilitando triangulações e realizando de forma produtiva combinações no meio-campo.

Como resultado, logo aos sete minutos iniciais, numa bola levantada para a grande área do SC Covilhã, André Almeida não afastou bem e a bola sobrou para o ataque do Farense, que jogou novamente para dentro da área. O avançado Baldé só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. No entanto, tudo foi em vão, pois o árbitro fiscal indicava a posição irregular do avançado Farense.

Após início favorável para a equipa do Farense, gradualmente, o SC Covilhã começou a impor-se frente ao seu adversário. Com 23 minutos do primeiro tempo, a equipa verde e branca produziu algumas oportunidades sem levar perigo real. Entretanto, quem conseguia manter a posse da bola ainda era a equipa do Farense.

Em meio a isso, o árbitro da partida tentava conter os entusiasmos dos jogadores em campo. Com a busca excessiva em torno da vitória, o jogo cada minuto tornava-se mais nervoso. Faltas violentas e divididas mais ríspidas geraram em apenas 30 minutos um cartão amarelo para a equipa da casa e dois para o Farense. Desta forma, sem inspiração, com poucas oportunidades reais de golo e muitas faltas de jogo, encerraram-se os primeiros 45 minutos.

O prognóstico da bola rolando intensificou nos primeiros minutos da segunda etapa. Enquanto os jogadores buscavam contacto físico, o árbitro foi perdendo o controlo da partida que se tornou menos atrativa aos olhos dos adeptos presentes no Estádio Santos Pinto.

As oportunidades começaram a surgir apenas depois dos 56 minutos de jogo, quando novamente Baldé, após cruzamento vindo do lado direito de ataque, rematou por cima da baliza de Léo. Por outro lado, através dos contra-ataques, o SC Covilhã chegou perto do primeiro golo, através do remate de longa distância vindo dos pés de Isaiah.

Mesmo com a segunda parte ligeiramente melhor em termos de oportunidade do que a primeira, o jogo ficou muito preso às disputas de bola no meio-campo, com poucas triangulações e jogadas tramadas. Tiros de canto, bolas paradas e remates de longa distância foram as únicas maneiras de levar algum perigo às respetivas balizas.

Neste prognóstico, os jogadores do SC Covilhã pareciam cansados fisicamente, enquanto o Farense crescia nos minutos finais de jogo. Entretanto, a efetividade fez falta e as equipas não conseguiram tirar o zero do resultado.

Desta forma, o retrospeto negativo permanece para ambas as equipas. Os donos da casa já somam oito jogos sem vitórias na Segunda Liga. Em meio a isso, o Farense permanece sem conquistar uma vitória no campeonato.

 

A FIGURA

Elves Baldé – A personificação das melhores oportunidades de jogo. O jogador do Farense, desde o início apresentou forte empenho no ataque com a sua velocidade e ousadia no drible. A movimentação por entre os corredores do campo foi fundamental para ultrapassar a barreira defensiva dos Leões da Serra. Mesmo com alguns erros de decisão, foi o principal jogador criador de perigo durante o jogo.

 

O FORA DE JOGO

André Almeida – A situação do SC Covilhã antes da partida era de grande pressão. Daqueles que se espera maior tranquilidade e segurança nestas situações são os jogadores experientes. Neste ponto, o que se viu foi exatamente o contrato. Nervosismo principalmente durante a primeira etapa, onde o defesa errou em lances fáceis que resultaram nem desempenho sem qualquer confiança. SC Covilhã

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Na sua estreia no estádio José Santos Pinto, o treinador serrano José Bessa manteve o 4-4-2 que o plantel estava habituado a jogar. No entanto, as únicas alterações para o jogo contra o Farense foi a entrada do médio Diego Medeiros no lugar de Jorge Vilela. As substituições vieram apenas para renovar o fôlego. SC Covilhã

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (5)

Lucas Barros (6)

André Almeida (4)

Heliton Titão (6)

Jean Felipe (6)

Tiago Moreira (5)

Felipe Dini (4)

Diego Medeiros (4)

Ahmed Isaiah (6)

Diogo Almeida (5)

Jô Batista (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorge Vilela (5)

Deivd (5)

Arnold (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

O bom desempenho frente à equipa do Penafiel na última jornada fez com que o treinador Fernando Pires mantivesse o habitual 4-3-3. As únicas alterações ficam por conta das saídas do médio francês Amine Oudrhiri e do lateral Miguel Bandarra. Para o seu lugar entraram Bura no meio-campo e Loíde Augusto na lateral direita. Durante o jogo, foi notório a movimentação do ataque Farense que invertia por vezes os seus ponteiros de modo a confundir a defesa adversária. As substituições realizadas no segundo tempo não alteraram o padrão tático.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Velho (6)

Loíde Augusto (6)

Róbson (5)

Eduardo Mancha (5)

Abner Felipe (5)

Jonatan Lucca (5)

Bura (5)

Fabrício Isidoro (5)

Mica Silva (6)

Cristian Ponde (6)

Elves Baldé (7)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (7)

Claudio Falcao (6)

Miguel Bandarra (6)

Pedro Henrique (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: Qual a razão ao realizar todas as substituições faltando apenas 15 minutos para o final da partida?

Felipe Rocha: “Eu senti que a equipa não estava mal, tirando duas bolas perdidas no meio. Agora, faltavam 15 minutos mais descontos, e não senti os jogadores fatigados, pensei que iam acusar mais. Quando assim é, nós não temos assim tantas soluções na frente. E às vezes temos que ter alguma calma e ser cerebrais, não podemos ser emocionais. Isto é uma luta grande, as pessoas têm que perceber que a Segunda Liga este ano está muito forte e vejam a quantidade de empates, sinal de que as equipas estão equilibradas e ninguém quer perder.”

 

SC Farense

BnR: Sai feliz com este resultado apesar de sabendo que a primeira vitória na Segunda Liga poderia ter ocorrido nesta noite?

Fernando Pires: “Pelo menos neste jogo, para dentro da nossa capacidade, o facto é que o jogo acaba com o SC Covilhã a fazer tempo, pois estavam a sentir que o jogo estava a fugir. E valia mais segurar um ponto do que acabar por perder.  Julgo que fomos superiores e como nos últimos jogos, voltamos a perder dois pontos e não sair a ganhar com um ponto.”

GP México: Afinal não estávamos enganados

A CORRIDA: ARRANQUE-CANHÃO SEGUIDO DE CORRIDA SOLITÁRIA PARA MAX; CHECO BEM TENTOU, MAS LEWIS NÃO QUEBROU

Os treinos livres ditavam uma coisa, mas a qualificação aparentava mostrar outra completamente diferente (“Fui bem enganado”, dizia eu quando via a Mercedes fechar a fila da frente na qualificação). Mas afinal, era mesmo a Red Bull que estava mais rápida. Max Verstappen venceu o Grande Prémio da Cidade do México e aumentou a vantagem para Lewis Hamilton no campeonato para 19 pontos.

Mas muita da vantagem da Red Bull começou a ser ditada no arranque. Valtteri Bottas começava na pole, Hamilton em segundo, seguido de Verstappen e Sergio Pérez. E, dos quatro, foi o pole-sitter a sair pior.

O arranque em si nem foi mau, mas Hamilton e Verstappen colocaram-se ao lado do finlandês, que travou demasiado cedo, aproveitando Verstappen para passar para a frente, com Hamilton atrás. Pior para Bottas foi o facto de, por ter travado tão cedo, ter sido atingido por Daniel Ricciardo, num incidente que atirou os dois para o fundo da tabela.

A restante corrida viu um dois para um da Red Bull contra a Mercedes (com Pérez atrás dos candidatos ao título). E se Max nunca mais foi incomodado até ao final da corrida, com Hamilton sem ritmo para o perseguir, o britânico teve Sergio Pérez a incomodá-lo toda a corrida. A Red Bull optou por parar o mexicano 11 voltas depois da paragem de Lewis, mas apesar de ter estado sempre perto, Pérez nunca conseguiu passar e ficou-se pelo terceiro lugar (embora, pela festa nas bancadas depois da corrida, parecesse que Checo tinha ganho a prova).

Atrás do top-3, Pierre Gasly conseguiu um fantástico quarto lugar após uma corrida solitária para a AlphaTauri, seguido dos pilotos da Ferrari, que estiveram em constantes trocas numa tentativa falhada de passar Gasly (Charles Leclerc à frente de Carlos Sainz). Depois veio Sebastian Vettel, da Aston Martin, e Kimi Räikkönen, a dar dois preciosos pontos à Alfa Romeo.

Fernando Alonso foi nono pela Alpine, apesar de uma paragem lenta nas boxes, e Lando Norris fechou o top-10 para a McLaren, com um primeiro stint de 45 voltas com pneus médios.

Fora do top-10 ficaram Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) em 11.º, Ricciardo no segundo McLaren em 12.º, Esteban Ocon (Alpine) 13.º e Lance Stroll com um 14.º lugar para a Aston Martin. Bottas foi apenas 15.º (tirou a volta mais rápida a Verstappen e mesmo isso esteve quase a falhar), à frente dos Williams (George Russell à frente de Nicholas Latifi) e do Haas de Nikita Mazepin.

Mick Schumacher (Haas) e Yuki Tsunoda (AlphaTauri) registaram os únicos abandonos da corrida, depois de um incidente na primeira volta em que ambos ensanduicharam Esteban Ocon, que continuou a prova, ao contrário do alemão e do japonês.

Feita a corrida no México, a Fórmula 1 segue para São Paulo, Brasil, onde a Mercedes e Hamilton têm mesmo de dar resposta, sob pena de chegarem ao Médio Oriente com a Red Bull e Verstappen praticamente a festejar.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Real Betis Balompié 0-2 Sevilla FC: “Blanquirrojos” vencem dérbi da Andaluzia

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A CRÓNICA: UM TRIUNFO QUE SE TORNOU FÁCIL

A jornada 13 da Liga Espanhola trouxe um dos encontros mais entusiasmantes do país vizinho, com o estádio Benito Villamarín a ser o palco do grande dérbi da Andaluzia, entre o Real Betis Balompié e o Sevilla FC.

O Sevilla entrou melhor na partida, mais atrevido que o Betis ofensivamente, mas sem criar realmente perigo à baliza adversária. Com o decorrer do tempo de jogo, o equilíbrio entre as equipas foi-se notando cada vez mais, com as formações a encaixarem muito uma na outra, anulando-se mutuamente. As oportunidades de golo foram escassas para ambos os lados nos primeiros 45 minutos, ainda que o Betis tenha inserido a bola na baliza adversário, mas com Bellerín em posição irregular. Em cima do intervalo, deu-se uma enorme contrariedade para a formação caseira, com Guido Rodríguez a ser expulso após segundo amarelo.

No segundo tempo, o Sevilla entrou melhor, como seria de esperar face à superioridade numérica de que dispunha, e foi já com William Carvalho em campo que os visitantes iriam marcar, à passagem do minuto 56, com uma bomba de Marcos Acuña, a colocar o Sevilla na frente do marcador. O Betis ainda tentou, num par de vezes, chegar perto da baliza adversária mas acabou por ser ineficaz. Com poucos argumentos para disputar a partida, acabaria mesmo por sofrer o segundo golo, à passagem do minuto 82, com Bellerín a ter a infelicidade de introduzir a bola na própria baliza.

Posto isto, com este triunfo, o Sevilla mantém-se no terceiro lugar da tabela classificativa, a um ponto da Real Sociedad e com uma partida em atraso. Já o Betis conserva o quinto posto e agudiza a crise de resultados com a terceira derrota consecutiva.

 

A FIGURA

Marcos Acuña – O defesa argentino foi, na minha opinião, o melhor em campo, não só pelo grande golo que marcou mas também por tudo o que deu à sua equipa, tanto a nível defensivo como ofensivo.

 

O FORA DE JOGO

Guido Rodríguez – O médio argentino mostrou ser bastante displicente, ao ter sido expulso por duplo cartão amarelo ainda dentro dos primeiros 45 minutos do encontro. Assim, acabou por comprometer por completo as hipóteses da sua formação em sair com pontos do encontro.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL BETIS BALOMPIÉ

Comandados por Manuel Pellegrini, os jogadores do Betis perfilaram-se em campo num sistema tático de 4-2-3-1. Com William Carvalho no banco de suplentes, os verdiblancos mostraram muitas dificuldades na construção, acusando a pressão que o adversário ia fazendo ao portador da bola. A expulsão de Guido Rodríguez veio complicar ainda mais as coisas para a equipa da casa que se tornou inócua ofensivamente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bravo (6)

Bellerín (5)

Pezzella (6)

González (6)

Moreno (6)

Rodríguez (5)

Guardado (6)

Rodri (6)

Fékir (6)

Canales (6)

José (6)

SUBS UTILIZADOS

Carvalho (6)

Juanmi (6)

Tello (6)

Joaquín (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILLA FC

A formação orientada por Julen Lopetegui alinhou num dispositivo tático base em 4-3-3. O Sevilla foi sendo a equipa com mais posse de bola e com mais domínio na partida, mas foram mostrando dificuldades na criação de oportunidades de golo. A superioridade tornou-se mais acentuado graças à superioridade numérica que acabou por usufruir na segunda parte da partida e que, naturalmente facilitou muito o trabalho sevilhano. Com o adversário notavelmente ferido, os golos acabaram por aparecer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bounou (7)

Montiel (8)

Koundé (7)

Carlos (7)

Acuña (8)

Jordán (7)

Fernando (7)

Rakitic (7)

Lamela (6)

Mir (6)

Ocampos (6)

SUBS UTILIZADOS

Gomez (6)

Torres (6)

El Haddadi (6)

Delaney (6)

Augustinsson (-)