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CF Estrela da Amadora 0-0 FC Porto B: Jogo nublado em sintonia com o clima

 

A CRÓNICA: UMA PARTE CADA UM, OUTRA PARTE DE OUTRO E, NO FIM, PONTOS DIVIDIDOS

Uma manhã chuvosa e nublada no Estádio José Gomes aguardava as equipas do CF Estrela da Amadora e do FC Porto B. Num grande momento de forma, a equipa da casa defrontava a formação secundária dos dragões, numa partida que, apesar de equilibrada, se esperava um ligeiro domínio por parte dos tricolores.

Sem grandes oportunidades de destaque, os primeiros 15 minutos foram equilibrados, com o FC Porto B a ter ligeiramente mais bola e a chegar mais perto da área adversário por intermédio de Danny Loader.

Contudo, perto do minuto 25, o Estrela assumiu mais as despesas do jogo e, consequentemente, os dragões baixaram um pouco as suas linhas, sempre sem perder o sentido da baliza adversária.

A primeira grande ocasião de golo da primeira parte surgiu pelos pés de Diogo Salomão, já em cima do intervalo. Vindo da direita, Salomão puxou para dentro, cruzou com o esquerdo e a bola, que implorava por um ligeiro toque, ia-se encaminhando para a baliza, não fosse uma grande intervenção do guardião azul e branco.

Logo a seguir, um remate de Paulinho para fora também causou alguns suspiros na bancada. Um final de primeira parte que acabou por ser o melhor de uns 45 minutos que deixaram um pouco a desejar.

A segunda parte ia começando com um Puskas. A bola sobrou à entrada da área e Diogo Pinto, num remate à tesoura, ia fazendo um dos golos da época. Começo bem melhor em comparação com o da primeira parte. O Estrela ia tendo mais bola e era bastante perigoso sempre que Diogo Pinto tinha espaço no corredor central.

Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede

Com o decorrer do tempo, os estrelistas eram cada vez mais donos e senhores do jogo e iam acumulando lances de perigo. Perto dos 15 minutos de jogo, foi a vez de Chapi Romano quase fazer um golaço e mandar uma bola ao travessão da baliza azul e branca.

Pouco depois, também Paulinho tentou fazer o gosto ao pé e chutou para fora, dando a ilusão de golo na Reboleira.

Numa incursão em contra-ataque, Gonçalo Borges arrancou, cruzou e, após um desvio, a bola também beijou o ferro da baliza defendida por Gonçalo Tabuaço.

Desde esta oportunidade até ao final do jogo, a partida seguiu a mesma tomada, o Estrela da Amadora a tentar marcar e a não conseguir e o FC Porto B a tentar aproveitar o contra ataque.

Com este resultado, dragões e estrelistas marcam passo naquelas que são as suas ambições para esta temporada. Caso houvesse vencedor, seria o Estrela, no entanto o empate pode-se considerar justo e alegra mais os visitantes que os da casa.

A FIGURA

Diogo Pinto – O médio ofensivo da equipa da casa foi um dos mais inconformados na partida de hoje.Esteve sempre muito ligado ao jogo no processo de construção e uma ou outra vez conseguiu aparecer em zonas de finalização, estando muito perto de conseguir o golo. Faltou apenas a cereja no topo do bolo para o melhor marcador do campeonato, mas no geral foi uma partida bem conseguida pelo número 11 do CF Estrela da Amadora

O FORA DE JOGO

CF Estrela da Amadora 0-0 FC Porto B - Bola na rede
Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede

Silvestre Varela – Num jogo tão dividido esperava-se muito mais de alguém com a experiência de Varela. Ainda esteve sempre muito lento e previsível nas suas ações, não conseguindo marcar a diferença no ataque dos dragões. Um jogo pouco inspirado do internacional português.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

Ricardo Chéu voltou a optar pelo 4-3-3 com a linha defensiva a ser composta por Sérgio Conceição, André Duarte, Anthony Correia e Afonso Figueiredo. Um pouco mais à frente apareceu Mamadou Traoré como número seis, no apoio aos criativos Chapi Romano e Diogo Pinto. Na ala esquerda começou Madson, enquanto que Diogo Salomão ficou encarregue da extrema direita, no apoio ao ponta-de-lança Paulinho.

Na primeira parte fica na retina uma excessiva procura pela bola nas costas da defensiva contrária, com pouca capacidade de ter a bola no pé e construir jogadas efetivas. No segundo tempo a equipa conseguiu variar mais o tipo de ataque que apresentou, criando bastantes mais oportunidades de perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Tabuaço (7)

Sérgio Conceição (6)

André Duarte (7)

Anthony Correia (7)

Afonso Figueiredo (6)

Mamadou Traoré (7)

Diogo Salomão (6)

Diogo Pinto (7)

Chapi Romano (6)

Madson (7)

Paulinho (5) 

SUBS UTILIZADOS 

Fabrício (5)

Miguel Rosa (6)

Tipote (-)

Bruno Gonçalves (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A equipa do FC Porto B organizou-se no típico 5-4-1 com a linha de três defesas centrais a ser composta por Romain Correia, João Marcelo e José Pedro, com Levi Faustino a fazer toda a ala direita e Rodrigo Pinheiro a ala esquerda.

Ndiaye e Bernardo Folha foram os dois elementos no meio campo, com o português a ser sempre mais preponderante no momento ofensivo.

Na frente apareceram Peglow na direita, Silvestre Varela na esquerda e Loader como ponta de lança, poucas horas depois de se ter estreado a marcar na primeira liga com a equipa principal dos dragões.

Na primeira fase de construção a equipa comandada por António Folha apresentou uma dinâmica interessante, fazendo subir normalmente João Marcelo para perto do médio defensivo, Ndiaye, o que permitia a Bernardo Folha aproximar-se de Loader e aparecer em zonas mais avançadas no terreno.

Muitas das vezes era o lateral direito, Levi Faustino, a fazer essa aproximação ao meio-campo, fazendo abrir o central mais pela direita, Romain Correia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Ricardo Silva (7)

Levi Faustino (6)

Romain Correia (7)

João Marcelo (7)

José Pedro (7)

Rodrigo Pinheiro (6)

Mor Ndiaye (6)

Bernardo Folha (6)

Peglow (5)

Silvestre Varela (5)

Loader (6)

SUBS UTILIZADOS 

Gonçalo Borges (6)

Sebastian Soto (5)

Vasco Sousa (5)

Rodrigo Fernandes (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

BnR: O FC Porto teve os primeiros 30 minutos muito bons onde foi superior ao CF Estrela. Queria-lhe perguntar o que faltou para transformar essa superioridade em golo e depois o que faltou para manter a qualidade apresentada nessa meia hora?

António Folha: Faltou sermos um bocadinho mais agressivos no último terço. A equipa estava a jogar ao mesmo ritmo numa fase de criação e numa fase mais próxima da finalização, e quando assim é somos previsíveis, e é esse chip que temos de mudar, ser mais incisivos na procura do golo.

Na minha opinião foi uma primeira parte muito bem conseguida, onde o FC Porto dominou quase o jogo todo, teve oportunidades e o CF Estrela não conseguiu implementar a sua estratégia.

CF Estrela da Amadora

BnR: Na primeira parte a equipa recorrei muito ao jogo longo e às bolas nas costas da defesa do adversário. Sentiu isso e se sim, foi algo que foi previamente planeado ou treinado ou foi o que o jogo acabou por dar e algo a que os seus jogadores foram quase obrigados?

Ricardo Chéu: Não era essa a nossa ideia. Na primeira parte, a forma como pressionamos, a baixar muito as linhas e a aguardar pelo FC Porto fez com que não nos sentíssemos muito confortáveis.

Entretanto o FC Porto fez uma variante diferente, costuma construir a três e hoje fez subir o central do meio começou a pedir mais por dentro e era algo que não estava por nós identificado. O jogo dá-nos essas condicionantes e temos de perceber o que o adversário está a fazer.

Estava treinado pressionar o FC Porto mais à frente mas foi algo em que falhámos e depois, em termos de ter bola, construímos a dois, com os centrais muito largos, estávamos a ter uma construção muito longa e o nosso jogo foi sempre muito bolas longas, e não era isso que pretendíamos.

Aliás, o que era pretendido foi o que aconteceu na segunda parte, tivemos a capacidade de perceber e corrigir ao intervalo o posicionamento dos jogadores. Fomos mais eficazes no momento de ter bola e no momento da transição defensiva e obrigámo-los a jogar longo e conseguíamos ganhar a segunda bola e atacar novamente.

Rescaldo de opinião por Guilherme Vilabril Rodrigues e Alexandre Sequeira Ribeiro

Cuidado com a ‘Coatesdependência’

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Os golos de Sebastián Coates já parecem algo tão natural que parece que falamos de um avançado, numa altura em que falta claramente um goleador no plantel e a principal referência do ataque leonino apresenta imensas dificuldades em marcar com regularidade. Pois bem, o capitão leonino, por muita facilidade que tenha em marcar, principalmente nos minutos finais, vai ser sempre um central… será esta dependência positiva?

Coates é já o terceiro defesa mais goleador na história do Sporting 

A verdade é que o uruguaio vai fazendo história a cada dia que passa e parece não querer ficar por aqui. Aos 31 anos, é já o terceiro defensor com mais golos (27) na história do Sporting CP, apenas superado por Morais, autor do golo mais famoso da história do clube na final da Taça das Taças e que fez o gosto ao pé em 69 ocasiões entre 1958 e 1968, bem como por Lúcio Morais, que representou o clube de 1959 a 1964, marcando 35 golos.

No que diz respeito a jogos realizados, El Patrón é o 8º na lista, somando 253 partidas de leão ao peito, ainda muito longe de Hilário, o jogador com mais partidas oficiais na história do Sporting CP (475).

Desde a sua chegada em janeiro de 2016, por empréstimo do Sunderland AFC, Coates já conquistou uma Liga Portuguesa, uma Taça de Portugal, três Taças da Liga e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Pelo meio, foi eleito o melhor jogador do campeonato na temporada passada e já figurou no onze da época da competição em duas oportunidades (2017/18 e 2020/21). Se em Inglaterra Coates teve dificuldades, em Portugal tornou-se referência.

💫 𝐉𝐎𝐆𝐀𝐃𝐎𝐑 𝐃𝐀 𝐒𝐄𝐌𝐀𝐍𝐀 💫

🦁 Sebastián Coates é um dos candidatos desta semana❗
𝙑𝙊𝙏𝙀 𝙅Á 👉 https://t.co/ro2ktBimv4@SebastianCoates | @Sporting_CP | #UCL pic.twitter.com/5b8rSgMfyI

— UEFA.com em português (@UEFAcom_pt) October 21, 2021

Todos estes números são dignos de registo, principalmente no que toca aos golos marcados. A capacidade do capitão leonino nos duelos aéreos é impressionante, o que acaba por ser evidenciado tanto a nível defensivo como ofensivo. No entanto, o Sporting CP ficar refém de um defesa central para marcar golos – particularmente em jogos decisivos ou de grau de dificuldade elevado – é, no mínimo, desconfortável… ou preocupante.

Como é sabido, Rúben Amorim vê o uruguaio como o terceiro ponta de lança do plantel, o que por si só também é um risco desnecessário e que já foi abordado após o fim do mercado de transferências. Só mesmo no Sporting CP é que não se podem ter três avançados, mas adiante…

Numa altura da temporada em que Pedro Gonçalves, o jogador com maior capacidade de finalização do plantel, está a regressar de lesão e ainda não retomou o ritmo a que nos habituou, em que Paulinho apresenta uma enorme falta de confiança, assim como Jovane Cabral – um jogador extremamente irregular, refira-se –, pelo que urge a necessidade de pelo menos um deles elevar o nível, até porque se aproxima uma fase decisiva da época em que a continuidade na Europa estará em jogo frente a Besiktas e Borussia Dortmund.

Coates
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

De resto, Pablo Sarabia não é propriamente um goleador e não entra nesta equação, assim como Tiago Tomás, que pouco joga, não sendo ele também um prodígio no capítulo da finalização.

É bonito e até ‘romântico’ para os adeptos verem o capitão celebrar, até porque Coates é a maior referência do plantel atual e caminha a passos largos para se tornar uma lenda do Sporting CP, é o conto de fadas perfeito. Mas a realidade é que não há milagres e que não será um defesa central a resolver sempre… até porque, evidentemente, não passa o jogo inteiro na área contrária – no máximo o último quarto de hora. Que continue a marcar os seus golos, será sempre bom sinal, para ele e para o clube, mas não esperemos que resolva sempre…

AS Roma x AC Milan | Mourinho à procura de acabar com a invencibilidade “rossoneri”

Liga Italiana, 11ª Jornada: domingo, 19h45, 31 de outubro de 2021

ANTEVISÃO: SEGUNDO E QUARTO CLASSIFICADO MEDEM FORÇAS NO OLÍMPICO DE ROMA

Num dos clássicos mais intensos do futebol italiano, a AS Roma recebe o AC Milan no Olímpico, numa partida a contar para a 11ª jornada do campeonato italiano.

A AS ROMA AINDA NÃO PERDEU EM CASA ESTE ANO. SERÁ QUE É DESTA? APOSTA COM A BWIN

Equilíbrio poderá ser a palavra correta para descrever esta partida, sendo que se encontram ambas as equipas nos quatro primeiros lugares da tabela classificativa até ao momento.

O AC Milan é segundo, com 28 pontos, os mesmos que o líder SSC Napoli, enquanto a Roma se encontra na quarta posição, com 19 pontos.

O AC Milan, que há seis jogos que só sabe vencer para o campeonato e ainda não perdeu, terá aqui um teste muito difícil contra uma Roma que, embora instável, é capaz de dar muitos problemas a qualquer equipa.

Os rossoneri têm demonstrado alguma dificuldade em jogar contra equipas de nível equivalente ou superior, demonstrando-se esse facto na Liga dos Campeões, onde ao contrário do campeonato, o Milan ainda não conheceu outro sabor sem ser o da derrota.

Os giallorossi já perderam três partidas até ao momento, sendo a margem de erro muito mais curta se quiserem lutar pelo campeonato até ao fim.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O AC Milan está invicto no campeonato, com nove vitórias e um empate, frente à Juventus
  2. A Roma ainda não perdeu em casa neste campeonato, tendo quatro vitórias e um empate contra o Nápoles.
  3. Rafael Leão é o melhor marcador da equipa rossoneri, com 4 golos.
  4. Nos últimos 7 jogos, a Roma só venceu o Milan por uma vez, tendo perdido quatro e empatado duas.
  5. Rui Patrício é o único totalista do lado romano.
  6. O resultado mais comum do duelo Roma x Milan é 1-1, tendo acontecido 16 vezes.
  7. José Mourinho perdeu uma Supertaça Europeia frente ao Milan, em 2003 ao serviço do FC Porto.
  8. Em 186 jogos entre as duas equipas, são 49 vitórias da Roma, 56 empates e 81 vitórias do AC Milan.
  9. Cristante, El Shaarawy, Florenzi, Romagnoli e Mirante já representaram ambas as equipas.
  10. O Milan vem de seis vitórias seguidas para o campeonato.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Lorenzo Pellegrini – Que início de época estrondoso tem feito Lorenzo Pellegrini. A jogar como um médio ofensivo ou até um segundo avançado, o número sete giallorossi já conta com oito golos e três assistências em 14 jogos nesta temporada.

Tem a capacidade para desequilibrar através da inteligência e dos espaços que procura. Com uma qualidade técnica acima da média e uma capacidade de finalização muito boa, tem tudo para ser um elemento diferenciador nesta equipa da Roma.

 

Rafael Leão – Está num momento de forma incrível. Já leva cinco golos e duas assistências, fora todos os recursos e soluções que dá à equipa. Rápido e explosivo, consegue desmontar qualquer defesa com as suas mudanças de velocidade.

Tem demonstrado um sentido de baliza muito bom e até já poderia ter um golo candidato ao Puskas, não fosse aquela bicicleta em Madrid bater com estrondo na barra. Avizinha-se um grande futuro para Rafael Leão.

 

XI’S PROVÁVEIS

AS Roma: Patrício, Mancini, Ibanez. Karsdorp, Viña, Veretout, Cristante, Veretout, Mkhitaryan, Pellegrini, Zaniolo, Abraham.

Treinador: José Mourinho

“Gosto de jogar contra os melhores, e acho que transmito bem esse sentimento aos meus jogadores. Tenho o prazer de enfrentar aqueles que estão a jogar bem.”

 

AC Milan: Tatarusanu, Tomori, Kjaer, Calabria, Theo Hernandez, Kessié, Tonali, Saelemaekers, Leão, Bennacer, Giroud.

Treinador: Stefano Pioli

“A Roma é uma das poucas equipas que ainda não perdeu em casa, inclusivamente empataram com o líder. São uma equipa forte, com qualidade e determinação.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: AS ROMA 3-2 AC MILAN

Sporting CP 1-0 Vitória SC: Coates air-lines faça chuva ou faça sol

A CRÓNICA: VITÓRIA? SÓ DO SPORTING

Com tempestade na capital, O Sporting CP recebeu e venceu o Vitória SC por 1-0. O habitual Coates fez o único golo do encontro.

Numa primeira decidida à lei da bola parada, foi o Sporting CP que criou a primeira ocasião. Pedro Gonçalves surgiu completamente solto na grande área, mas a mancha de Bruno Varela evitou o primeiro para os leões.

No entanto, foi em pouco mais de 20 segundos que o Vitória SC também quis mostrar serviço em Alvalade. Na sequência de um livre lateral, a bola acabou por sobrar para Händel que, de meia distância, obrigou Adán à intervenção da noite.

Foi aí que o Sporting CP despertou definitivamente, mas desta vez era a lei do fora de jogo que impedia o primeiro do encontro. Pedro Gonçalves introduziu a bola dentro da baliza, mas Pablo Saravia estava em posição irregular.

Só a Coates é que ninguém conseguiu invalidar o golo. 1-0 para os leões aos 31 minutos na sequência de um canto.

Antes do intervalo, destaque ainda para mais um golo anulado, desta vez a Pablo Sarabia.

A segunda parte acabou por ser bem diferente da primeira, em que o Sporting CP entrou a dominar o jogo, mas acabou mais fechado a conter o suspiro final da equipa vitoriana.

Logo aos 46 minutos, Matheus Nunes não conseguiu aproveitar uma falha tremenda da defesa adversária. O resultado mantinha-se no 1-0 e os defesas do Vitória SC não tinham regressado do balneário.

A defesa facilitava, mas o ataque mostrava estar bem vivo. O recém-entrado André Almeida tentou o golo, mas a bola acabou por não sair enquadrada das redes de Adán.

Paulinho respondeu, no entanto a bola voltava a passar longe das balizas.

A entrada de Quaresma procurou agitar o jogo, mas o resultado não se alterou e o Sporting CP conseguiu colar-se ao FC Porto no topo da tabela classificativa.

 

A FIGURA

Sporting x Vitória
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Coates – Já não há palavras que descrevam este central com números de ponta de lança. Mais um jogo e mais um golo decisivo de Coates. Um verdadeiro líder em campo e nas bolas paradas que começa a “habituar mal” os adeptos do Sporting CP.

 

O FORA DE JOGO

Sporting x Vitória
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Bruno Duarte – De um jogo para o outro, Bruno Duarte foi do céu ao inferno. Frente ao SL Benfica, assumiu o papel de salvador do Vitória SC na permanência da Taça da Liga e frente ao Sporting CP passou completamente despercebido do jogo. Há dias assim…

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se num 3-4-3 com Matheus Reis a assumir a posição de lateral esquerdo em vez de Nuno Santos, o que pode ter significado um cuidado defensivo face a Marcus Edwards. Matheus Nunes voltou a formar dupla com João Palhinha e Pablo Saraiva era o extremo que dava a maior profundidade no corredor esquerdo, principalmente na primeira parte. Na segunda parte, vimos Paulinho a aparecer mais no jogo, e os constantes movimentos de profundidade de Sarabia (duas vezes anulados por posição irregular) deixaram de acontecer. As substituições acabaram por não alterar a ideia base imprimida por Rúben Amorim nesta vitória.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Feddal (6)

Coates (8)

Gonçalo Inácio (6)

Matheus Reis (5)

Palhinha (5)

Matheus Nunes (7)

Pedro Porro (6)

Sarabia (7)

Pedro Gonçalves (5)

Paulinho (3)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (5)

Ugarte (4)

Ricardo Esgaio   (-)

Tabata (-)

Daniel Bragança (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa de Pepa apresentou-se num 4-3-3 com Handel a baixar muito entre os centrais e João Ferreira como lateral mais defensivo. Na segunda parte, a equipa conseguiu duas vezes a linha de fora de jogo e anulou dois golos ao sporting na zona esquerda defensiva.

Marcus Edwards também apresentou algum condicionamento no corredor direito e foi forçado a vir para terrenos interiores ou para o lado esquerdo (depois da entrada de Quaresma). Em termos gerais, não foi uma equipa focada somente em transições, sendo que Bruno Duarte acabou por ser um homem muito desapoiado na linha de ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (5)

João Ferreira (4)

Borevković (5)

Mumin (5)

Helder Sá (5)

Tiago Silva (4)

Händel (6)

André André (4)

Marcus Edwards (6)

Rochinha (4)

Bruno Duarte (3)

SUBS UTILIZADOS

Estupiñán(4)

André Almeida (4)

Quaresma (5)

Nicolas Janvier (-)

Sacko (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Hoje vimos Pablo Sarabia a dar a maior profundidade no corredor esquerdo na primeira parte, zona onde o Vitória SC apresentou um lateral mais defensivo como João Ferreira, mas foi nessa zona que dois golos do sporting acabaram por ser anulados. Acredita que a forma como o Paulinho se movimentou na segunda parte (mais ativo e a aparecer no corredor esquerdo) ajudou a colmatar essa falha?

Rúben Amorim: Não lhe chamaria falha, nós temos movimentações e a equipa trabalha de uma certa maneira. O Pablo também é um jogador inteligente, caiu nas costas entre o lateral e o central, teve fora de jogo por centímetros, mas fez um bom trabalho. É um jogo completamente diferente do que ele estava habituado. Tem de pressionar e trabalhar muito, fazer ruturas. Quando não está lá um, vai lá o Paulinho preencher esse espaço. É continuar a trabalhar que estamos numa boa evolução.

Vitória SC

Bola na Rede: Hoje vimos algumas novidades no onze como Handel e João Ferreira, sendo que Handel apareceu muitas vezes a baixar entre os centrais, e João Ferreira como lateral mais defensivo a fechar o corredor direito. Curiosamente foi nessa zona do terreno que o Vitória conseguiu duas vezes a linha de fora de jogo e anulou dois golos ao sporting. Tudo isto foi uma estratégia, que acabou por não resultar tendo em conta as diferentes soluções do Sporting?

Pepa: É o risco que corremos de jogar subido e alguns fora-de-jogo foram marcados depois, isso causa algum desconforto na nossa linha defensiva. Ao retirarmos espaço na profundidade também abrimos espaço entrelinhas e há ali um momento em que precisamos de ter coragem para aguentar. Sabíamos os riscos que íamos correr. Neste jogo ou baixamos tudo e tiramos a profundidade, mas nós não somos assim, só se nos empurrarem.

 

Estoril-Praia SAD 1-1 SL Benfica: Persistência canarinha recompensada

 

A CRÓNICA: BENFICA FAZ JOGO COMPETENTE, MAS ACABA POR MORRER NA PRAIA

Fim de tarde chuvosa no Estoril. Os artistas do Estoril-Praia SAD e do SL Benfica iam-se posicionando em campo, os adeptos iam preenchendo (muito bem) as bancadas, começa o jogo e golo do Benfica.

Com poucos segundos de jogo, João Mário cobra um canto de forma exemplar e Lucas Veríssimo responde com um cabeceamento certeiro, marcando assim o seu quinto golo pelas águias.

Animados, os jogadores de Jorge Jesus continuaram a pressionar e a chegar com facilidade à área adversária através de bolas paradas e de jogadas construídas por toda a equipa.

Com o passar dos minutos, o Estoril começou a entrar pelo mar vermelho e a assustar a defensiva adversária. Neste aspeto, Arthur esteve em bom plano, sendo sempre um puzzle difícil de resolver.

O Benfica não deixava de atacar, mas os canarinhos também tinham a mesma intenção, o que proporcionou um jogo animado. No final do primeiro tempo, o Estoril olhava o Benfica nos olhos, mostrando ser um adversário à altura do líder do campeonato.

A segunda parte começou com um Estoril mais possante e perigoso; várias foram as vezes que a equipa assustou a baliza de Vlachodimos. No entanto, tanta propensão para o ataque abria alguns espaços na defesa e o Benfica ameaçou marcar por várias vezes ao explorar as transições ofensivas.

Os minutos passavam e o Estoril tentava criar perigo, mas o Benfica acabou por controlar o jogo, sem, no entanto, o dominar.

Até que, ao minuto 90, o mar vermelho finalmente se abriu: o Estoril conquistou um canto, daí, André Franco fez um cruzamento fantástico e Rosier rematou de cabeça para o fundo das redes de Vlachodimos. Estava feito o empate.

Nos quatro minutos de compensação o Benfica bem procurou o golo da vitória, mas este não apareceu. O resultado final acaba por premiar a exibição exemplar do Estoril. Desta forma, o Benfica perde a liderança do campeonato.

A FIGURA

João Mário Estoril-Praia SAD 1-1 SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Mário – O belo jogo de João Mário não se cinge à assistência que fez. O nº20 das águias esteve presente em todos os momentos do jogo e contribuiu sempre da melhor maneira. Criou várias ocasiões de remate e também ajudou no processo defensivo. Uma exibição de encher o olho.

O FORA DE JOGO

Estoril-Praia SAD 1-1 SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Desconcentração final do Benfica – Durante 90 minutos, o Benfica fez um jogo exemplar. Até que, num lance polémico, a equipa distraiu-se e discutiu com o árbitro, acabando por ceder um canto e sofrendo depois o golo do empate nesse lance. Uma desatenção que custou dois valiosos pontos e a liderança do campeonato.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL-PRAIA SAD

A defender, a equipa de Bruno Pinheiro alinhava num 5-3-2, com o médio Gamboa a descer no terreno para dar apoio aos centrais. A intenção era impedir que o Benfica tivesse muitos espaços no interior do terreno. Os canarinhos, às vezes, também aplicavam uma pressão alta.

Com bola, o Estoril jogava em 4-3-3 e procurava sempre sair para o ataque com a bola controlada, estratégia que soube aplicar bem já que foram poucas as vezes que perdeu a bola no momento inicial da construção.

André Franco – o médio interior direito – avançava muitas vezes no terreno, já o outro médio interior, Rosier, era mais contido nos seus movimentos ofensivos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (7)

Carles Soria (7)

Lucas Áfrico (6)

Ferraresi (7)

Joãozinho (6)

Gamboa (6)

Rosier (7)

André Franco (8)

Arthur (7)

Bruno Lourenço (6)

Clóvis (7)

SUBS UTILIZADOS

Ruiz (6)

Francisco Geraldes (6)

Chiquinho (6)

Xavier (6)

Patrick William (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Partindo do seu habitual 3-4-3, o Benfica jogou muitas vezes com Rafa em zonas interiores do terreno a dar apoio à dupla Yaremchuk/Darwin.

Durante largos espaços de tempo, as águias entendiam-se muito bem em campo, construindo jogadas desde trás e avançando tanto pelo meio como pelas alas do terreno.

A defender, o Benfica ora recuava ligeiramente os seus laterais, ora (à semelhança do Estoril) fazia pressão alta, dependendo do momento de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)

Lucas Veríssimo (7)

Otamendi (7)

Vertonghen (7)

Radonjic (6)

João Mário (8)

Weigl (7)

Grimaldo (6)

Rafa (7)

Darwin (7)

Yaremchuk (6)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Ramos (7)

Everton (6)

Diogo Gonçalves (7)

Meite (6)

Pizzi (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Estoril-Praia SAD

Não foi possível colocar questões ao treinador do Estoril Praia, Bruno Pinheiro.

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Porto 4-1 Boavista FC: Dupla Taremi-Evanilson causa estragos no dérbi

A CRÓNICA: AZUIS E BRANCOS LEVAM A MELHOR DOS AXADREZADOS

Dia de derby na Invicta é sinónimo de rivilidade intensa entre FC Porto e Boavista FC. Mas, naquele que foi um dia triste para o futebol português com o falecimento de Bernardo Tengarrinha, foi em sinal de união que vimos adeptos azuis e brancos e axadrezados a juntarem-se numa bela homenagem ao antigo jogador que alinhou em ambos clubes da cidade do Porto.

Mas com o apito inicial de Tiago Martins, acabam-se as amizades, com as picardias habituais a começarem. Não foram muitos os adeptos boavisteiros que fizeram a curta viagem até ao Estádio do Dragão, mas os cerca de 200 presentes faziam-se ouvir.

Mas dentro das quatro linhas, só dava FC Porto. Um início de jogo dominante, com o primeiro golo a chegar aos 21′ por Luis Díaz. O extremo que está a fazer um início de época estrondoso até de cabeça marca, depois de um cruzamento da direita de João Mário.

Os dragões reclamam depois um pontapé de grande penalidade sobre Evanilson aos 25′, mas nem Tiago Martins nem o VAR concordaram. Pouco depois, aos 30 minutos, Hamache faz aquilo que melhor sabe, e atira uma autêntica bomba para o fundo da baliza de Diogo Costa. Um pé esquerdo invejado por muitos do francês, que empatou a partida.

Mas sempre com o jogo controlado, o clube da casa conseguiu ainda regressar à frente antes do intervalo. Mehdi Taremi recebe entrelinhas, Evanilson desmarca-se nas costas dos defesas contrários, recebe a bola frente a frente com o guarda-redes e não falha. Uma jogada simples mas extremamente eficaz dos azuis e brancos.

Com o intervalo pelo meio, mas numa sucessão muito curta de minutos de jogo, primeiro aos 41′ e depois aos 47′, o FC Porto praticamente que fecha a partida. E foi num lance tirado a papel químico daquele apenas 6 minutos de jogo antes que Taremi, novamente no espaço entre meio-campo e defesa boavisteira, encontra na perfeição Evanilson, que volta a não vacilar frente a Alireza. Simbiose perfeita entre os dois avançados dos dragões.

Seguiu-se um resto de segunda parte com mais polémicas, faltas, amarelos do que futebol. Fica a impressão de mais que uma grande penalidade por assinalar a favor do FC Porto, mas nem Tiago Martins nem o VAR acabaram por assinalar as faltas pedidas pela equipa da casa e pelos 31207 adeptos portistas no Estádio do Dragão.

Houve ainda tempo para um golo nos descontos, do estreante Danny Loader. Grande jogada de Luis Díaz pela esquerda, com o avançado inglês a encostar para o fundo das redes. A partida acabou mesmo 4-1, um resultado expressivo, mas que poderia ter sido ainda mais para o FC Porto, dado o domínio sobre um Boavista FC incapaz de causar perigo.

A FIGURA

Mehdi Taremi FC Porto Boavista FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Taremi – foi Evanilson quem marcou os dois golos da vitória dos dragões, mas a chave para o sucesso ofensivo do FC Porto foi mesmo Mehdi Taremi. Numa posição mais de “número 10”, como tem sido nas últimas partidas, o iraniano foi o perfeito elo de ligação entre o meio-campo e o avançado brasileiro, e acaba o jogo com duas assistências primorosas.

O FORA DE JOGO

FC Porto Boavista FC Mehdi Taremi Javi García
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Javi García – o espanhol já não tem andamento para ser central numa partida contra o FC Porto. Fica mal em todos os lances de golo – perde com Luis Díaz o cabeceamento no primeiro, deixa fugir nas suas costas Evanilson no segundo e terceiro, e é ultrapassado com uma facilidade tremenda por Luis Díaz no quarto. A experiência pode valer muito no balneário, mas nas quatro linhas há muito que Javi já só é uma debilidade para o Boavista FC.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição voltou a apresentar a versão do seu 4-4-2 mais recente. Taremi nas costas de Evanilson, a funcionar muitas vezes como terceiro médio, tanto a atacar como no processo defensivo. No duplo-pivô, Vitinha e Uribe faziam as vezes entre quem descia mais para pegar na bola e quem se posicionava mais entrelinhas. Luis Díaz partia muito da esquerda, mas sempre com muitos movimentos interiores. Por vezes era até o colombiano a aparecer perto da última linha da defesa contrária com Taremi mais encostado à ala, de forma a aproveitar as movimentações do extremo.

Ambos laterais subiam bastantes, sendo que João Mário com mais destaque até pelas dinâmicas do lado direito do ataque da equipa de Conceição – Otávio ocupa os terrenos interiores quando a equipa tem bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

João Mário (7)

Pepe (6)

Marcano (5)

Zaidu Zanusi (5)

Matheus Uribe (6)

Vitinha (7)

Otávio (6)

Luis Díaz (8)

Evanilson (8)

Mehdi Taremi (8)

SUBS UTILIZADOS

Sérgio Oliveira (5)

Francisco Conceição (5)

Marko Grujic (6)

Fábio Vieira (-)

Danny Loader (6)

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Já o Boavista FC de João Pedro Sousa apresentava-se, no momento defensivo, no habitual 5-4-1, num bloco baixo e compacto para tentar não dar espaço nas costas aos jogadores adversários. Contudo, em desvantagem no marcador, o treinador das panteras foi obrigado a ir subindo mais as linhas, deixando os três centrais mais desprotegidos.

Mas com bola, Nathan, central pela direita mas lateral-direito de origem, ocupava a posição que lhe é mais natural, com inicialmente Reggie Cannon e depois Pedro Malheiro a subir para a posição de extremo-direito. Com isto, Gustavo Sauer fletia da direita para o meio-campo, juntando-se aos dois médios mais recuados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alireza (5)

Nathan Santos (4)

Javi García (2)

Abascal (3)

Reggie Cannon (-)

Makouta (4)

Reymão (3)

Hamache (5)

Gustavo Sauer (5)

Kenji Gorré (4)

Petar Musa (5)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Malheiro (5)

Sebastián Pérez (4)

Yusupha Njie (-)

Tiago Morais (-)

Vukotic (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível fazer questões ao técnico do FC Porto Sérgio Conceição

Boavista FC

BnR: Hoje no momento ofensivo a sua equipa desfazia a linha de 5 defesas, com o ala direito a subir para extremo e o central pela direita a fazer a lateral. Perguntava-lhe o que queria com aquela dinâmica, e se esse 4-3-3 com bola, como jogava no Famalicão FC, é a estrutura que quer, a médio-prazo, introduzir nesta equipa do Boavista FC.

João Pedro Sousa: Sim, de facto o nosso processo ofensivo passou um bocado por aí. Estamos a tentar preparar, desde o início da época, um modo de jogar diferente. Mas neste momento sentimos que estamos mais confortáveis com uma linha de 5, porque os nossos jogadores do meio-campo não têm tido capacidade de aguentar o miolo. Mas sim, queremos trazer uma forma diferente de jogar aqui ao Boavista FC.

Tottenham Hotspur FC 0-3 Manchester United FC: Mais uma vida para Solskjaer

A CRÓNICA: MUDANÇAS TÁTICAS CRIARAM O RESULTADO

As duas equipas começavam o jogo separadas apenas por um ponto e longe dos lugares pretendidos, estando o lugar de Solskjaer incerto e bastante dependente do resultado. O Tottenham Hotspur FC parecia começar meio confuso, no miolo do campo, com as alterações táticas do rival, mas o Manchester United FC também demorou até conseguir perceber os diferentes espaços a ocupar para defender.

O jogo ia tendo poucas oportunidades claras de golo, mas a partir dos 20 minutos ia acordando, tendo o Tottenham Hotspur FC um golo anulado após um canto e o Manchester United FC um remate perigoso de Fred, mas nunca mais que isso.

Aos 39 minutos gritou-se golo em português, numa jogada em que o Manchester United FC não saia de perto da área contrária, Bruno Fernandes cruza para a área e lá estava Cristiano Ronaldo pronto para rematar cruzado para dentro da baliza.

A segunda parte começou mais animada que a primeira, tendo ambas as equipas conseguido mostrar mais futebol e um jogo mais pressionante.

Aos 64 minutos o Manchester United castiga a desinspiração da equipa de Londres através de Cavani que após assistência de Cristiano Ronaldo coloca com subtileza a bola no fundo das redes.

Depois do segundo golo do conjunto de Manchester, o Tottenham Hotspur FC pareceu ter perdido todo e qualquer critério para atacar e defender, sendo que nunca se mostravam capazes de chegar à baliza e ainda deixavam espaços nas costas para o rival contra-atacar.

Rashford ainda entrou para marcar após um passe de Matic. O golo do inglês foi quase uma cópia do de Cavani, o que serviu para mostrar a debilidade defensiva que os “Spurs” iam mostrando.

Mais um jogo pobre do Tottenham Hotspur FC a nível ofensivo, que não consegue rematar uma única vez à baliza, contrastando com a verticalidade e segurança defensiva do Manchester United FC, que com este resultado ultrapassa a equipa de Londres na classificação.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – Após um jogo desaparecido eis que acordaram o goleador. Cristiano Ronaldo calou todo e qualquer critico com uma exibição consagrada com um golo fantástico e ainda uma assistência. Beneficiou da alteração tática e do apoio de Cavani e Bruno Fernandes para voltar aos golos e a ajudar o Manchester United FC a vencer a partida. Isto tudo em 70 minutos.

 

O FORA DE JOGO

Harry Kane – Jogo totalmente desaparecido do goleador inglês do Tottenham Hotspur FC. Nem nas descidas para receber a bola de costas para a baliza apareceu, parecendo que apenas entrou para segurar os defesas do Manchester United FC. A equipa do Tottenham tem sentido dificuldades em marcar, e hoje foi mais um jogo em que o desaparecimento de Kane não ajudou.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

O Tottenham Hotspur FC entrou num 4-2-3-1 com Lucas Moura e Son no apoio a Kane na frente. Esta alteração em relação ao último jogo prometia mais perigo nos momentos de contra-ataque e uma introdução de velocidade e criatividade. No entanto era em Lo Celso que se concentrava o jogo dos “Spurs”. Emerson era o escolhido para subir, sendo que a opção de Davies não foi positiva para os momentos de ataque, pois raramente subia.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Emerson Royal (6)

Dier (4)

Romero (5)

Davies (4)

Hojbjerg (6)

Skipp (6)

Lo Celso (7)

Lucas Moura (5)

Son (5)

Kane (3)

SUBS UTILIZADOS

Bergwijn (5)

Ndombele (6)

Dele Alli (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Solskjaer optou por alterar o seu esquema tático e jogar com três jogadores no centro da defesa, colocando Varane de novo no onze, mas mantendo Maguire e Lindelof. Com um 3-4-1-2 Cavani e Cristiano Ronaldo ficavam na frente de ataque apoiados por Bruno Fernandes de forma a mudar o sistema de jogo e a colocar o jogo das alas mais para Bissaka e Shaw. Em momentos defensivos Cavani e Bruno Fernandes colocavam-se na frente do meio-campo para defender num primeiro momento.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (6)

Lindelof (6)

Varane (6)

Maguire (6)

Shaw (6)

Fred (5)

McTominay (6)

Bruno Fernandes (7)

Cavani (7)

Cristiano Ronaldo (8)

SUBS UTILIZADOS

Rashford (7)

Matic (6)

Lingard (6)

Leixões SC 1-2 SL Benfica B: vitória encarnada jogou-se no erro

A CRÓNICA: VITÓRIA ENCARNADA EM JOGO ONDE FALTOU DISCERNIMENTO EM PROL DAS OPORTUNIDADES

Num sábado de manhã chuvoso, onde o “Mar” estava desassossegado, o Leixões SC recebeu o líder isolado da Segunda Liga, o SL Benfica B, em jogo que culminou na vitória encarnada.

Vindos de vencer um jogo na Póvoa frente ao Varzim SC, os encarnados estavam com a moral em altas para dar seguimento aos bons resultados e boas exibições da equipa. Já a armada do Mar queria a quarta vitória consecutiva do calendário.

O primeiro remate de perigo no jogo surgiu através de Martim Neto aos sete minutos, depois de Rafael Brito se conseguir desenvencilhar da defesa leixonense. Beurnardeau estava atento e conseguiu agarrar o esférico com toda a pressão à sua volta. Suspirou-se de alívio na bancada.

Numa primeira parte que se mostrava partida entre o SL Benfica B a jogar em construção e ataque posicional e um Leixões a apostar no erro do adversário e alinhar no contra-ataque, surgiu assim o golo.

Aos 29 minutos, Samuel Soares chocou com Wendell no centro da grande área com a bola a sobrar para João Amorim, a quem restou encostar para o fundo das redes de uma baliza sem guardião.

O jogo ficou totalmente partido depois do golo leixonense, principalmente o esquema tático do coletivo benfiquista que parecia algo perdido. Ainda antes do intervalo, as águias tentaram colmatar essa ausência de rigor e, na sequência de um livre batido por Úmaro Embaló, Tiago Araújo empatou a partida, ao cabecear para o poste mais distante de Beurnardeau.

Ao longo da segunda parte, pouca história existia para contar. A equipa B do SL Benfica perdeu algum do discernimento a nível de construção ofensiva e isso fez com que estancasse o jogo.

Enquanto isso, o Leixões SC tentou superiorizar-se, principalmente, no meio-campo, tendo conseguido criar algumas ocasiões, mas nenhuma que levantasse grande perigo.

A poucos minutos do final do tempo regulamentar, depois da equipa matosinhense conseguir pressionar no lado contrário do terreno, foi mesmo o SL Benfica B a chegar à vantagem. Luís Lopes, ou Duk, como é conhecido, entrou e fez a diferença.

A assistência para o golo veio de Ronaldo Camará que cimentou o conceito de substituições fazerem a diferença.

E fizeram mesmo. Ouviu-se o apito final do encontro e o SL Benfica B saiu do Estádio do Mar com uma vitória por 2-1 arrancada a ferros ao Leixões SC.

 

A FIGURA

Substituições do SL Benfica B – Nélson Veríssimo acabou por acertar nas alterações que fez e que mudaram o jogo. As entradas de Luís “Duk” Lopes e Ronaldo Camará mudaram por completamente o rumo ofensivo do jogo dos encarnados e foram eles mesmos que levaram o coletivo à vitória já perto do cair do pano.

 

O FORA DE JOGO

Discernimento ofensivo das equipas – Esperava-se mais destas duas formações dado o nível que têm apresentado. Com os jovens da equipa B do SL Benfica isolados na liderança da tabela à entrada para este encontro e um Leixões SC que se bate com todas as suas armas para defrontar os adversários “mais cobiçados”, faltou o discernimento ofensivo necessário para diferenciar o resultado e abrir o jogo.

 

ANALISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota voltou a alinhar num 4-3-3, moldável num 5-3-2 aquando das transições defensivas.

Na baliza, manteve-se Beurnardeau. A composição da linha defensiva apenas manteve Léo Bolgado, com as entradas de Ćalasan para a zona central e de Amorim e Seck para as laterais.

No meio-campo, manteve-se Nduwarugira como transportador de jogo, mas também como um dos ajudantes da linha defensiva na transição, a par de Ben e Morim. Na frente, Wendel foi o ponta de lança de serviço, com a ajuda de Sapara e Kiki.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Beurnardeau (6)

Amorim (6)

Ćalasan (5)

Léo Bolgado (6)

Seck (5)

Christophe Nduwarugira (5)

Kiki (5)

Morim (5)

Sapara (5)

Ben Hassan (5)

Wendel (5)

SUBS UTILIZADOS

Fabinho (5)

Jefferson Encada (5)

Thalis (5)

Luan Santos (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

O SL Benfica B tentava pressionar em zonas avançadas do terreno, forçando ocasionalmente o erro do adversário. A equipa defendia em 4-1-4-1, que depois se transformava num 4-3-3 a atacar.

Samuel Soares voltou a assumir a guarida dos postes, com Tomás Araújo e Pedro Ganchas a garantirem a zona central da defesa. Fabinho e Sandro Cruz permaneceram como laterais.

No meio-campo, alinharam Martim Neto e Rafael Brito (que descia no terreno de jogo para ajudar nos momentos defensivos), com Paulo Bernardo a fazer a ligação ao setor mais ofensivo. Nesse último terço, Jair Tavares e Umaro Embaló serviam Henrique Araújo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Soares (5)

Fabinho (6)

Tomás Araújo (6)

Pedro Ganchas (5)

Sandro Cruz (5)

Rafael Brito (5)

Paulo Bernardo (6)

Jair Tavares (5)

Martim Neto (6)

Umaro Embaló (6)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Ronaldo Camará (6)

Tiago Gouveia (6)

Luis “Duk” Lopes (6)

Miguel Nóbrega (5)

Cher Ndour (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Alterou substancialmente o modo de jogo do Leixões SC com as substituições que efetuou. Com isso, viu-se uma equipa com mais poderio ofensivo, apesar do golo sofrido já perto do tempo regulamentar. O que faltou para alcançar a vitória?

José Mota: Faltou finalizar as opções que tivemos. O futebol é isto: quem não marca sofre. Eu não estava a ver o adversário a mostrar intenção e chegar ao golo. Eu estava a ver o adversário na sua retaguarda. O futebol é isto. O que eu digo é que é uma equipa competitiva com excelentes jogadores. Acho que esta equipa tem demonstrado tudo isso e aqui não o fez. Se retirarmos os primeiros 15 minutos, o jogo foi do Leixões SC. Conseguimos criar várias situações e desequilibrar. Este jogo foi um jogo que não nos correu bem nos momentos cruciais. Nunca é bom sofrer um golo. Ao intervalo tranquilizamo-nos. Tivemos várias oportunidades, não conseguimos. Fizemos alterações importantes. Continuámos a ter mais bola no meio-campo, estávamos melhores no posicionamento e tivemos as nossas oportunidades. Este resultado penaliza muito o que Leixões SC fez. Fomos a equipa que mais fez para vencer. Mesmo com as alterações produzidas, foi demonstrado que a ambição foi mais demonstrada pelo nosso lado. Digo, com clareza, que devíamos vencer”.

 

SL Benfica B

BnR: As substituições que efetuou acabaram por dar resultado, no sentido em que o SL Benfica B conseguiu alcançar o golo da vitória através de jogadores que entraram no decorrer do jogo. O que estava a faltar que foi potenciado por estes jogadores?

Nélson Veríssimo: Nesta semana fizemos três jogos. Tivemos de fazer gestão dos jogadores obviamente tivemos de repetir jogadores no onze, se bem que dois dele estavam em situação crítica de fadiga: Paulo Bernardo e Rafael Brito. O objetivo foi dar frescura. Ronaldo Camará entrou com capacidade de ter bola e definir no último terço. Acho que acabámos por conseguir. As outras substituições forma em função do jogo. Pelo desgaste, precisávamos de jogadores com frescura e critério na posse”.

vitória encarnada

FC Porto x Boavista FC: Aí vem o derby da Invicta

Primeira Liga, 10.ª jornada: sábado, 17h, 30 de outubro de 2021
ANTEVISÃO: JOGA-SE POR TUDO E POR ORGULHO

Mais um fim de semana, mais uma jornada da liga portuguesa, mas há jornadas e jornadas e esta é sem dúvidas nenhuma mais especial do que as outras, pois traz o “derby da invicta”. Um encontro que opõe FC Porto e Boavista FC, que durante 90 minutos representarão duas forças dentro da mesma cidade.

NA ÉPOCA PASSADA, O DUELO ACABOU EMPATADO. ACHAS QUE A HISTÓRIA IRÁ REPETIR-SE? APOSTA COM A BWIN

Por um lado, os dragões vêm de um resultado inesperado, frente ao CD Santa Clara, para a Taça da Liga, que ditou a eliminação dos azuis e brancos da competição. Um objetivo claramente falhado por Sérgio Conceição, que não ficou satisfeito pelo desempenho das suas segundas linhas.

Agora, sábado, certamente, veremos e devemos ver um FC Porto diferente, na luta pela liderança, num desempenho que se espera ser assertivo e controlador.

Por outro lado, temos as panteras negras, que, após uma época de sobressaltos, nesta temporada parecem estar mais equilibradas em termos de resultados. Contudo, o nível exibicional tem deixado um pouco a desejar, pelo que é com apreensão que os boavisteiros encaram esta partida.

A verdade é que a formação axadrezada sofreu muitas alterações e perdeu alguns dos seus jogadores mais cruciais da temporada passada, mas urge-se pelas boas exibições, pois a sorte poderá inverter-se.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O FC Porto não perde para o campeonato há mais de um ano;
  2. Os dragões levam claramente superioridade nos confrontos com os boavisteiros, registando já 97 vitórias;
  3. Entre as centenas de desafios que opuseram ambas as formações, já aconteceram 439 golos;
  4. Os axadrezados já não ganham para a Primeira Liga desde agosto;
  5. A maior vitória dos dragões contra o adversário foi por 9-1, na temporada 1953/1954;
  6. Na época passada, o desafio acabou empatado, sendo que marcou a estreia de Francisco Conceição pela equipa principal;
  7. A última vitória do Boavista FC contra o FC Porto foi já no ano longínquo de 2007;
  8. Além dos 3 grandes, os boavisteiros são os únicos que tem na sua montra de troféus uma taça relativa à conquista do campeonato já neste século;
  9. Fernando Gomes, mais conhecido como bi-bota, é o atleta com mais golos no desafios entre as duas equipas, registando 17 golos;
  10. João Pedro Sousa conta com várias baixas para este jogo, sendo uma delas o central mais utilizado, Jackson Porozo;

JOGADORES A TER EM CONTA

Taremi FC Porto Boavista FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Taremi (FC Porto) – Poderíamos aqui outros jogadores que se tem destacado esta temporada, como Luís Diaz. Mas a verdade é que o iraniano tem feito para merecer este destaque pelo que tem feito na manobra ofensiva dos dragões.

O atacante não vale apenas pelo que faz dentro de área e falamos aqui essencialmente dos golos, mas também é crucial na estratégia portista para interligar o meio-campo com a zona avançada e fazer servir os seus colegas da frente.

Várias vezes, vemos Taremi a sair da sua zona de conforto para fazer esse jogo apoiado e assim criar dinâmicas diferentes no esquema tático de Sérgio Conceição.

Por outro lado, também é muitas vezes o primeiro defesa e aquele que exerce a pressão sobre a primeira zona de construção do adversário, algo que o técnico portista aprecia imenso. No fim de tudo, na última semana e meio tem estado de pé quente, onde regista nos últimos 2 jogos 4 golos.

Gustavo Sauer FC Porto Boavista FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Gustavo Sauer (Boavista FC) – É claramente o jogador mais desta formação boavisteira. Um elemento com técnica acima da média, criatividade e intensidade na manobra ofensiva da formação de João Pedro Sousa.

Após um início soberbo de temporada, o atacante brasileiro já leva 5 golos no seu registo pessoal. Após as saídas de Angel Gomes e de Elis, Sauer é nitidamente a principal figura dos axadrezados e aquele jogador que os dragões terão de centrar a sua atenção.

Normalmente, gosta de atuar no lado direito do ataque, de modo a realizar movimentos interiores para usufruir do seu pé esquerdo. Pé esquerdo esse que tem uma enorme facilidade de remate e de assistir os seus colegas. Por isso, se o FC Porto quer parar os Boavista FC, terá de parar este jogador.

XI’S PROVAVÉIS

FC Porto: Diogo Costa, João Mário, Mbemba, Pepe, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Luis Diaz, Taremi e Evanilson

Treinador: Sérgio Conceição

“Houve tempo, vamos jogar ao quarto dia. Os treinadores querem ter semanas limpas, mas não é por aí. Houve tempo para prepará-lo da forma que eu acho que pode ser importante para ganhar ao Boavista. É um derby, um jogo sempre apetecível para todos. Temos de estar ao nosso melhor nível para ganhar”

Boavista FC: Alireza, Cannon, Javi Garcia, Filipe Ferreira, Hamache, Pérez, Makouta, Ntep, Sauer, Yusupha e Gorré

Treinador: João Pedro Sousa

“É um jogo especial para nós, um dérbi sempre carregado de emoção e de sensações diferentes. Alguns jogadores do Boavista vão sentir essas sensações e essas emoções pela primeira vez e isso também é bom para o nosso crescimento”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-0 BOAVISTA FC

Estoril Praia SAD x SL Benfica | Ambos querem manter a Linha

Primeira Liga, 10ª Jornada: sábado, 19h, 30 de outubro de 2021

ANTEVISÃO: UNS QUEREM MANTER A LINHA A 5, OUTROS A 50

Primeiro e quarto classificados da Primeira Liga encontram-se no reduto destes últimos, para culminar a primeira dezena de jornadas de um campeonato que tem tudo para ser positivo para ambos os clubes.

O BENFICA SÓ SAIU UMA VEZ DERROTADO DO ANTÓNIO COIMBRA DA MOTA. SERÁ QUE É HOJE QUE O ESTORIL DÁ O AR DA SUA GRAÇA? FAZ A TUA APOSTA COM A BWIN

Têm encontro marcado para o António Coimbra da Mota dois conjuntos capazes de proporcionar um bom espetáculo, desde logo por irem ambos, com toda a certeza, em busca da vitória.

Sobeja saber qual das duas equipas a alcançará – ou se se irão empatar na procura pela melhor posição possível na Primeira Liga 21/22.

Para prever – dentro dos limites das previsões – quem está mais perto do triunfo, lançamos dez dados estatístico-históricos que podem fazer incidir alguma luz sobre o confronto entre Estoril Praia SAD e SL Benfica.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Estoril Praia SAD venceu apenas quatro dos 64 confrontos com as águias (6,25% de triunfos). Todos os triunfos estorilistas aconteceram na segunda metade da década de 40 – 1946, 1948 (2x) e 1950.
  2. Só por uma vez o SL Benfica foi derrotado na visita aos canarinhos. Foi na segunda jornada da Primeira Divisão 46/47 e no primeiro triunfo estorilista sobre as águias que os encarnados provaram pela única vez o sabor de uma derrota na Linha (6-3 foi o resultado).
  3. Nos últimos 20 confrontos diretos, registaram-se dois empates (ambos na Luz) e dezoito vitórias benfiquistas.
  4. O SL Benfica venceu os últimos cinco encontros com os seus anfitriões desta noite.
  5. Sete dos últimos dez jogos entre estes dois clubes tiveram golos de ambas as partes.
  6. O SL Benfica triunfou nos últimos dez jogos em casa do Estoril Praia SAD, ainda que sete desses triunfos tenham sido pela margem mínima e oito das dez partidas tenham tido golos de ambas as equipas.
  7. Os encarnados vão em busca da vitória 50 sobre os canarinhos, olhando todo o historial de confrontos entre os emblemas.
  8. Apesar de as partidas disputadas entre os dois clubes em casa do Estoril Praia SAD tenderem favorecer os encarnados, o resultado mais vezes registado é o 1-2 (sete vezes), o que revela algum equilíbrio.
  9. Ambos os conjuntos registam apenas uma derrota na Primeira Liga 21/22 – as águias perderam por 1-0 em casa, ante o Portimonense SC; os estorilistas foram derrotados pelo mesmo resultado e também em casa, mas pelo campeão Sporting CP.

10. Estoril Praia SAD e SL Benfica venceram ambos apenas dois dos cinco últimos respetivos jogos, o que demonstra que ambos os emblemas atravessam um momento menos positivo.

JOGADORES A TER EM CONTA

André Franco vai ajudar o Estoril Praia SAD a manter a linha frente ao SL Benfica
André Franco vai ajudar o Estoril Praia SAD a manter a linha frente ao SL Benfica                              Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

André Franco (Estoril Praia SAD) – Qualidade e criatividade de sobra têm sido os cartões-de-visita do mágico “10” do Mágico Estoril.

Além das exibições, o português de 23 anos tem também deixado bons indicadores numéricos: cinco golos e uma assistência nas nove jornadas da Primeira Liga já disputadas.

Com participação direta em seis dos 14 golos dos canarinhos na Liga e com estatuto de indiscutível, será difícil controlá-lo, para ser… Franco.

 

Nemanja Radonjic (SL Benfica) O extremo sérvio vem de uma positiva estreia a titular, em Guimarães, e tudo indica que irá manter a titularidade.

Irá ser um elemento estranho no ataque encarnado, o que pode auxiliar os visitantes, baralhando as ideias defensivas estorilistas.

Além disso, a capacidade de desequilíbrio em um para um que tem demonstrado podem fazer do “23” das águias a mais-valia que tem faltado à equipa quando Rafa não consegue desconcertar a equipa adversária.

 

XI´S PROVÁVEIS

Estoril Praia SAD: Daniel Figueira; Carles Soria, Lucas Áfrico, Nahuel Ferraresi, Joãozinho; João Gamboa, Rosier, Bruno Lourenço, André Franco, Chiquinho; Rui Fonte.

Treinador: Bruno Pinheiro

“Olhos nos olhos na ambição, sim. Nas armas e nos meios, não diria tal, porque são realidades completamente distintas. Se o fizéssemos, provavelmente, estaríamos a dar uma vantagem muito grande ao adversário”.

 

SL Benfica: Vlachodimos; Diogo Gonçalves, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Grimaldo; Weigl, João Mário; Rafa, Yaremchuk, Radonjic.

Treinador: Jorge Jesus

“É o habitual. É difícil. O Estoril está forte e, se estiver o tempo [vento] complicado de forma a não haver intensidade de jogo ou um futebol de qualidade, fica ainda mais difícil para o Benfica assumir-se dentro das suas ideias de jogo. O Estoril é uma equipa que defende bem. Não vai ser fácil ter supremacia, não vai haver muitas situações de golo. Vai ser um jogo de poucos golos. O importante é que o Benfica arranje soluções”.

manter a linha

PREVISÃO DE RESULTADO: ESTORIL PRAIA SAD 1-2 SL BENFICA