Pablo Carreno Busta, David Ferrer, Kevin Anderson e Gilles Muller. São estes os quatro semifinalistas do Estoril Open 2017. A jornada ficou marcada pelas derrotas de Nicolas Almagro e também de Richard Gasquet.
Pablo Carreno Busta vinga derrota na final do ano passado
Nicolas Almagro não foi capaz de repetir a vitória conseguida na final do ano passado frente a Pablo Carreno Busta. Num duelo 100% espanhol, o campeão do ano passado nunca conseguiu entrar em jogo e pareceu algo perturbado com o muito vento que se fez sentir esta sexta-feira no Clube de Ténis do Estoril.
No início do encontro, Busta entrou bastante mais concentrado e soube aproveitar os inúmeros erros que Almagro cometeu. Naturalmente, o mais novo dos espanhóis acabou por fechar o primeiro set por 6-2. No segundo parcial, e apesar de Carreno Busta até ter entrado a liderar por 2-0, Almagro começou a cortar nos erros diretos, sobretudo nos de esquerda, e conseguiu colocar-se na frente por 4-3. Contudo, quando tudo fazia prever uma “remontada”, o finalista de 2016 voltou a ser mais agressivo e, sem grande surpresa, assinou três jogos consecutivos, fechando o encontro com um 6-4.
Fonte: Estoril Open
Em conferência de imprensa, Pablo Carreno Busta afirmou estar muito contente com esta vitória, destacando as difíceis condições em que a partida se desenrolou.
Em resposta ao Bola na Rede sobre se a entrada nos dez melhores jogadores do mundo é um objetivo para esta temporada, Busta desvalorizou, dizendo que é bastante complicado.
No Norte do país, onde o Minho se separa do Douro, encontramos a centenária cidade de Barcelos, conhecida pelo famoso Galo de Barcelos e pelo clube de futebol mais bem-sucedido da região, o Gil Vicente. Fundado em 1924, o Gil começou a ser presença assídua na Primeira Liga a partir dos anos 90, com 18 participações nesse escalão desde aí. Nesta estadia, conseguiu como melhor resultado um 5º lugar na temporada 1999/2000, chegando também à final da Taça da Liga na época 2011/2012, perdendo frente ao Benfica. Ainda assim, o momento mais negro da história do clube aconteceu entre estes dois pontos altos. É nesse momento que me focarei no artigo desta semana, dado que o processo tem tido mais desenvolvimentos nos tempos recentes.
O leitor mais informado já deve ter calculado de que situação falo: o polémico Caso Mateus. Ocorrido em 2005 – mais precisamente na temporada 2005/2006 –, o processo teve como epicentro a inscrição do jogador angolano Mateus Galiano, atual jogador do Arouca. Mas o que aconteceu afinal?
Todo o caso gira em volta da transferência de Mateus Galiano para o Gil Vicente na temporada 2005/2006. Na altura, o avançado angolano alinhava na equipa amadora do Lixa, clube a que tinha chegado alguns meses antes, proveniente do Felgueiras. Assim, quando o Gil Vicente contratou Mateus, este tinha estatuto de amador há apenas alguns meses. Qual o problema? Na altura, diziam os regulamentos da FPF que “o jogador que tenha mudado da classe profissional para amador, terá de permanecer pelo menos uma época como amador”. Ora como Mateus tinha optado pelo estatuto de amador há menos de um ano, não podia ser inscrito pelo Gil Vicente.
Fonte: Domínio de Bola
Tudo isto parece extremamente linear, mas a juntar à já habitual burocracia na justiça portuguesa, que leva a atrasos nos processos, também a ação do clube barcelense levou a que o caso tivesse uma resolução complicada: o Gil Vicente e Mateus recorreram aos tribunais, alegando que o contrato que ligava Mateus ao Lixa não era passível daquele regulamento, pois era um contrato como “contínuo” do clube e não um contrato desportivo.
Começava então aqui uma luta entre Gil Vicente, FPF, Liga, Tribunais e Belenenses – equipa interessada e que até apresentou queixa, pois sabia que se o Gil Vicente descesse ficaria salva da despromoção. Tudo isto envolveu uma série de procedimentos legais, com o clube de Barcelos a entrar numa situação frágil quando recorreu a um tribunal civil, alegando que estaria em causa o direito do trabalho e não o direito desportivo. O certo é que essa ação não foi a mais acertada e só ofereceu mais problemas, visto que nos regulamentos da FIFA está presente que qualquer clube que recorra a tribunais civis para questões desportivas pode ser suspenso.
Hoje podem existir campeões em Matosinhos e Espinho, em consequência dos resultados do fim de semana passado. Leixões e Benfica lideram os play-off’s da Divisão Elite de seniores femininos e masculinos, por 2-1.
No entanto, no feminino, as matosinhenses têm a favor o fator casa, enquanto no masculino o Benfica tem de ir ganhar a casa do rival, caso queira festejar já. Mas, no caso de ser necessário um quinto jogo, a vantagem do factor casa inverte-se: o Leixões terá de ir vencer ao pavilhão do Porto Vólei, enquanto o Benfica pode decidir na Luz.
O último fim de semana foi de jornada dupla para ambos. No feminino, em casa, o Porto Vólei empatou a final no sábado, num jogo marcado por muitos (talvez demasiados) protestos das leixonenses. As “Sereias” perderam por 3-1, num encontro em que o 2º set decidiu – o Leixões teve três bolas para fechar, não conseguiu, reclamou da arbitragem e, a partir daí, só deu Porto Vólei.
Fonte: Óscar Pinto
No domingo, as matosinhenses redimiram-se e impuseram-se: 3-0, no segundo jogo disputado no pavilhão das rivais. Agora, recebem o Porto Vólei às 17h e esperam dar uma alegria aos seus adeptos, na Nave Ilídio Ramos. O título foge-lhes há mais de vinte anos, desde a época 1991/1992.
No masculino, o Benfica passou para a frente, após duas vitórias caseiras. O Espinho até começou bem ambos os jogos, mas no fim dos sets iniciais algo parecia que puxava os espinhenses para baixo, até o encontro se tornar fácil para os encarnados, que mostraram sempre mais consistência e solidez. Resultado: duas vitórias do Benfica por 3-0, que fica com a possibilidade de festejar o título amanhã, na Nave de Espinho. O início do jogo está marcado para as 18h00.
Dos maiores defeitos, unanimemente identificáveis, que sempre observei de perto – e que, confesso, cheguei mesmo a experimentar –, é a dificuldade do indivíduo em reconhecer o mérito de outrem. É muito português, aliás, pois isto dos hábitos enraíza-se e generaliza-se, amplificar as lacunas de quem, por qualquer ou todas as razões, ocupa certo lugar por nós ambicionado. Tudo está bem, perfeito até, quando nos posicionamos num plano hierarquicamente superior, seja de carácter prático ou teórico, em relação ao próximo; por essa razão, mantemo-nos por perto, declaramos condescendência, camuflando convicções secretas de superioridade moral em gestos e palavras de solidariedade e, nalguns casos, actos inconsequentes de aparente amizade.
Pelo contrário, o sucesso alheio, fruto do mérito – e basta, para tal, estarmos no sítio certo –, incomoda profundamente, é desvalorizado, levando inevitavelmente à maledicência e ao afastamento, quase sempre gradual, e por fim completo e irreversível; ninguém gosta de ver os seus defeitos (ou insucessos) espelhados nas virtudes (ou sucessos) dos outros.
Assim acontece também no futebol. A paixão pelo nosso clube, a missão oficiosamente que nos cabe na defesa da sua honra, levamo-nos a compreendê-lo como parte de nós. As suas virtudes são as nossas virtudes; tal como sucede com os seus méritos e sucessos. Porém, esta forma resulta igualmente no plano inverso, aquando da derrota.
O direito ao sucesso conquista-se. E este grupo merece-o Fonte: SL Benfica
O Benfica é líder do campeonato desde a 5.ª jornada. Venceu a Supertaça; está na final da Taça de Portugal; e apurou-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Seria fastidioso enumerar, novamente, os obstáculos, os previsíveis e todos os outros, com que esta equipa se deparou ao longo desta temporada – basta recordar, a título de exemplo, que Jonas, o melhor jogador (e goleador) em Portugal, já esteve ausente, neste período, devido a lesão, de 25 jogos do Benfica. É preciso muito mérito, muita qualidade, e, sobretudo, grandes doses de dedicação e de trabalho para se cumprir tal percurso.
Os adversários continuam, todavia, a assumir o papel do invejoso; aquele que se recusa a admitir as virtudes alheias e os defeitos próprios – por alguma razão, pese as dificuldades, alguns momentos menos bons, ninguém tenha ainda conseguido ultrapassar este Benfica; também por isso, as lacunas de FC Porto e Sporting, ao invés de corrigidas, se foram arrastando e acentuando, afastando ambas as equipas, na maioria dos casos, da luta pela vitória na prova em curso.
FC Porto e Sporting utilizam uma estratégia comum, dirigida a todos os seus adeptos. A mensagem parte dos presidentes, passa pelos gabinetes de comunicação e é difundida por órgãos próprios, através das plataformas disponíveis, reforçando-se através da repetição populista e demagógica da ideia junto das massas: o Benfica é líder sem mérito; por favores concedidos; e havendo justiça seriamos nós (aquele que no momento o afirme) a ocupar aquela posição. Esta opção, poluidora constante do nosso futebol, provou, uma vez mais, ao longo dos últimos meses, ser altamente contraproducente. Na necessidade de compor o argumento, de sobrepor a ficção à realidade, deixa-se fugir o foco daquilo que verdadeiramente importa. Existe sempre quem prefira discutir com as pedras do caminho; ao invés de trilhar as alternativas.
É por isso que a um mês do encerramento da época, é o Benfica que lidera a Liga portuguesa, dependendo apenas e só de si para conquistar o tetracampeonato. É por isso que, mesmo jogando mal – tal como o FC Porto joga –, é o Benfica que vence mais vezes nos dias “não”; e com apenas quatro jogos por disputar (e não três, ao contrário dos rivais), é o principal candidato a ganhar aquilo que resta.
Esta tarde, em Alcochete, jogou-se o derby dos B’s. Sporting B recebia o Benfica B numa tarde solarenga na margem Sul do Tejo. Duas equipas em contextos muito distintos: o Sporting B estava em 14.º com 6 pontos de avanço do play-off de despromoção; o Benfica B em 3.º lugar a 10 pontos do já promovido Desportivo das Aves, e igualdade pontual com o Penafiel. No entanto, um derby é sempre um derby e não existem favoritos em jogos destes.
O jogo começou com dois A’s em campo, um de cada lado. Do lado leonino, André Geraldes, resgatado ao Vitória de Setúbal em Janeiro, e do lado encarnado, Marcelo Hermes, também contratação de inverno.
Os primeiros 10 minutos foram bastante divididos entre as duas equipas da capital portuguesa, mas sem grandes destaques antes de chegar a esse minuto. Só aí é que Leonardo Ruiz cabeceou ligeiramente ao lado da baliza e inaugurou os lances de perigo. Seguiram-se uns 10 minutos de superioridade verde e branca que culminaram no primeiro golo da partida. Um grande passe de Pedro Delgado para Gelson Dala bater o guardião das águias sem dificuldade. Foi o 12.º golo do angolano que só precisou de 16 jogos para chegar a este número.
O Benfica B tentou reagir à inferioridade no marcador e começou a pressionar alto, levando a uma boa reação dos encarnados. Contudo, quem fazia perigo era o Sporting B, novamente por Leonardo Ruiz, que chegava atrasado ao centro de Gelson Dala. Os leões continuavam a pressionar e a ter a superioridade em Alcochete, investindo em remates, mas sempre sem conseguir chegar ao destino com o sucesso pretendido.
O Benfica começava a reagir às investidas da equipa da casa e equilibrava a balança do jogo. Pedro Rodrigues era quem comandava a tropa de vermelho e branco, mas não foi ele quem repôs a igualdade, mas sim o jovem de 18 anos, Zé Gomes. Pedro Delgado erra, Hermes aproveita e oferece o lance ao jovem português que faz um chapéu por cima de Pedro Silva. Um empate mesmo antes do intervalo levava as equipas ao balneário com tudo na mesma.
A segunda parte começou como a primeira. Equilíbrio na partida, com ambas a parte a disputar as jogadas, mas sem grande perigo de destaque nos primeiros 10 minutos. Novamente, a partir dessa marca, o jogo reaqueceu. Primeiro Fidel Escobar pelo Sporting B, depois Heriberto pelo Benfica B, no entanto, ambos a rematar para fora.
Zé Gomes bisou na partida frente ao Sporting CP Fonte: UEFA
O Sporting B retomou as rédeas do jogo, sempre superior nos 10 minutos a metade das duas partes do jogo, e, novamente por Leonardo Ruiz, o Sporting B repôs a vantagem. Um lance de muita insistência e falta de afirmação da defesa encarnada, levou a que a bola ressaltasse várias vezes junto à área e a que as águias se sufocassem com as investidas dos jogadores leoninos que acabavam sempre por ficar com a bola nos ressaltos. Depois de muito insistir, a bola entrou e o Sporting B retomava a dianteira do marcador.
O Benfica B acusou o golo, baixando um pouco, e o Sporting B ganhou entusiasmo nos primeiros minutos depois de marcar o segundo. Tudo isto antes dos encarnados baterem com o pé e voltaram a equilibrar, quer o jogo, quer o resultado. Gedson Fernandes centrou para a área, a defesa verde e branca falhou em aliviar e Zé Gomes, também de novo, aproveitou a bola a saltitar para rematar e fazer o empate. O jovem português conta com sete golos na prova, com apenas 18 anos de idade.
Agora o contrário aconteceu, Benfica B a ganhar entusiasmo e Sporting B a acusar o empate. Até ao final do jogo, contudo, a partida manteve-se dividida com ambas as equipas com a mesma probabilidade de fazer o golo da vitória, mas a probabilidade ainda maior para o empate se manter. As forças foram abaixo e o jogo perdeu intensidade. As duas equipas pareciam estar satisfeitas com o resultado que se manteve inalterado até ao fim dos 90 minutos.
Já na compensação, Luquinhas levou amarelo por falta sobre Gelson Dala que implicou livre para os leões mesmo a fechar a partida. O livre foi direto à baliza, mas André Ferreira, embora apertado, defendeu o remate perigoso. Na sequência do último lance do jogo, Leonardo Ruiz podia ter feito o terceiro, mas cabeceou por cima.
O final do derby das equipas B dos dois grandes de Lisboa, ditou um empate justo e que serve a ambas as equipas nesta altura do campeonato.
Fez ontem 13 anos que o FC Porto venceu o Corunha, no Riazor, carimbando a passagem à final da Liga dos Campeões, que haveria depois de conquistar, pela segunda vez, na final contra o Mónaco. Poderia muito bem ser esse o momento a recordar neste texto, mas não. Hoje optei por ir buscar ao baú uma das noites europeias mais incríveis que o Estádio do Dragão, os adeptos do FC Porto e o próprio FC Porto em particular, já viveram.
Era dia 28 de abril de 2011. Também essa época fora das mais incríveis e poderosas do FC Porto, tanto a nível interno como externo. Em jogo estava a passagem à final da Liga Europa e os azuis e brancos recebiam o Villarreal no jogo da 1ª mão. Villas Boas lançou no campo um onze com Hélton na Baliza; a defesa entregue a Sapunaru, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira; Fernando, Guarín e Moutinho com as despesas do meio campo; e a frente de ataque sob a alçada de Hulk, Cristian Rodriguez e o intratável Falcão.
Do outro lado estava então a equipa espanhola, que havia eliminado Twente, Bayer Leverkusen e Nápoles até esbarrar contra os dragões. Nessa noite, o técnico Juan Carlos Garrido distribuiu a sua equipa num 4x4x2 com Diego Lopez na baliza; Mario Gaspar, Matteo Musachio, Carlos Marchena e José Catalá na defesa; Soriano, Cazorla, Cani e Borja Valero no meio campo; Nilmar e Giuseppe Rossi na frente de ataque.
A equipa que cilindrou o Villarreal Fonte: Little Vinnie
Depois de um primeiro tempo pautado por um certo equilíbrio, com ligeiro ascendente dos espanhóis, que chegaram ao golo da vantagem no último minuto da etapa inicial, através de Cani, nada faria prever o que aconteceu depois. Em desvantagem, a equipa portista surgiu completamente transfigurada na segunda parte, e apetecia perguntar o que teria dito Villas Boas ao intervalo. Um póquer de Falcão e um golo de Guarín, após bela jogada individual, mostraram a melhor face de um FC Porto capaz de derrotar qualquer adversário naquela noite mágica. 5-1 foi o resultado final e o passaporte para Dublin estava quase garantido.
Poucas palavras poderão descrever da melhor forma aquilo que se passou naquela noite de abril. Uma exibição portentosa, um Falcão insaciável e toda uma armada azul e branca comprometida na busca por mais um troféu que enriqueceu sobremaneira a galeria de conquistas dos azuis e brancos.
Em França vivem-se por estes dias, como em quase todos os países, os dias bastante animados e entusiasmantes do final do campeonato. Especialmente neste país estes dias têm sido assim com há muito tempo não se via. Dominada há largos anos pelo Paris Saint-Germain, a Ligue 1 conta, nesta época, a três jornadas do fim, com um trio de ainda candidatos à conquista da competição, são eles o AS Mónaco, o tetracampeão Paris SG e o outsider da época Nice, que chegou a ser líder em várias jornadas.
Numa altura em que o Mónaco segue isolado no primeiro lugar e que, mesmo com um jogo a menos que os principais concorrentes, segue com três pontos de avanço sobre o segundo classificado, vale a pena olhar para o que resta da época a nível de calendário para estas três equipas e tentar perceber se as jornadas que se avizinham ameaçam alterar a ordem do pódio do campeonato ou se as faixas de campeão podem ser já encomendadas com o nome dos monegascos, naquele que seria o seu primeiro título de campeão desde 99/00.
O Paris Saint-Germain luta por aquele que seria o seu quinto título consecutivo da Ligue 1 Fonte: Ligue 1
Primeiro lugar, três pontos de avanço e menos um jogo que Paris SG e Mónaco. Até aqui tudo faz crer que os comandados de Leonardo Jardim chegarão ao tão desejado título de campeão nacional, mas será bem assim? Olhando para o que resta jogar à equipa de Moutinho e Bernardo Silva desde logo se nota algo de diferente no seu calendário em relação ao dos seus dois opositores diretos – há ainda, pelo menos, um jogo da Liga dos Campeões por disputar.
Como é habitual, esses são jogos que nunca são fáceis e exigem de cada jogador que entre em campo o máximo das suas forças e das suas capacidades, o que pode pesar ainda mais numa equipa que até ao momento já disputou 58(!) jogos e que, como já referiu Jardim, demonstra atualmente “fadiga física e mental”, como foi percetível no jogo da primeira mão das meias-finais da Champions frente à Juventus do qual, em casa, saiu derrotada por 2-0. Se tentarmos ignorar esse fator, o que não se deve fazer, e olharmos somente às equipas que o Mónaco ainda enfrentará para o campeonato até ao seu final, percebemos que a equipa do principado ainda poderá ter alguns jogos bastante exigentes. Desde logo o próximo jogo frente ao Nancy, fora de casa.
Nós, que gostamos de futebol, estamos habituados a falar em constelações de estrelas que exibem os seus dotes artísticos dentro do campo, que nos enchem os olhos com jogadas estudadas, passes milimétricos, remates certeiros ou defesas de estirada. Essas estrelas formam muitas vezes as chamadas dreamteams nacionais ou internacionais e vão-se, ao longo da História da lei da morte, libertando. No caso do Sporting Clube de Portugal, os cinco violinos foram talvez o exemplo mais evidente, claro e inequívoco desses astros dentro dos relvados nacionais e internacionais, verdadeira constelação de estrelas onde não lhes faltava o engenho nem a arte.
Há, no entanto, um outro tipo de constelação no Universo Leonino que emerge nas horas dos jogos, fora dos estádios e dos pavilhões, e sobre os quais pouco se fala. Um conjunto considerável de adeptos reúne-se não nos estádios de futebol nem nos pavilhões, nem em casa, muito menos em qualquer taberna de esquina ou café, mas em Núcleos e Delegações oficializadas pelo Sporting, e que têm como missão principal a reunião e o convívio em horas de jogo ou outras que se relacionam com atividades culturais dessas Associações. O principal objetivo passa pela inalienável valorização do clube e a agremiação de adeptos e simpatizantes.
O Sporting tem hoje cerca de 240 núcleos distribuídos pelos cinco continentes. Ao todo, entre Núcleos, Delegações e Filiais é possível contabilizar 350. A sua disseminação tem como missão principal levar a instituição Sporting, e a sua marca, a diferentes geografias, muitas delas afastadas da cidade de Lisboa, o que se reveste, por isso mesmo, de elevada importância para o prestígio e a dignificação do clube. São também a materialização da universalidade e da grandeza do Sporting Clube de Portugal e os seus adeptos são por isso, nas horas dos jogos, verdadeiras estrelas de um dreamteam que não aparecem nas quatro linhas, nem nos estádios nem pavilhões, mas cujo fulgor e vivacidade fazem com que o orgulho e a união do clube se mantenha e prossiga.
Mapa dos núcleos e filiais do Sporting existentes em 2016, em todo o mundo Fonte: Facebook oficial de Bruno de Carvalho
O ambiente que se cria nestes “microestádios de adeptos” é um verdadeiro antro de apoio ao clube e às equipas. Torna-se, por isso, importante que os jogadores das diferentes modalidades saibam que muitos daqueles adeptos e sócios que não estão nos estádios e pavilhões a apoiar in loco estão justamente nos seus Núcleos ou Delegações com os cachecóis ao pescoço, as camisolas do clube vestidas e outros adereços para dar força, energia e garra à equipa rumo às vitórias. É preciso que se saiba que também eles, à semelhança daqueles que vão ao Estádio ou aos Pavilhões, vibram de forma vigorosa com as vitórias e sofrem com as derrotas do Sporting.
É importante que num clube tão grande como os maiores da Europa, como é o Sporting Clube de Portugal, não se esqueça nem se apague a importância dos seus Núcleos e Delegações enquanto espaços de convívio fraterno e caloroso entre Sportinguistas, muito deles afastados (apenas geograficamente) da casa mãe: Alvalade XXI. Só assim se pode estimular e desenvolver uma política de descentralização e universalidade do clube, fazendo verdadeiramente jus ao seu nome e dignificando-o: nunca o Sporting Clube de Lisboa mas sempre o eterno Sporting Clube de Portugal.
A mais do que esperada centésima edição da Volta a Itália já chegou e com ela temos uma prova bastante virada para a média e alta montanha. Desde o dia 5 até ao dia 28 de Maio poderá acompanhar as maiores emoções e o espetáculo provenientes de um pelotão de incrível qualidade. A grande novidade da prova, além das poucas oportunidades para os sprinters em etapas planas, é o facto de que, à 16.ª etapa, os ciclistas terão de subir duas das montanhas mais “temidas” numa Volta a Itália, subindo duas vezes uma dessas montanhas, e duas etapas depois terão de subir outras 5 montanhas em menos de 140 km’s… mas já vamos ao percurso.
Numa prova que servirá de grande homenagem a algumas lendas do ciclismo, a Eurosport irá transmitir, em direto e exclusivo, aquele que é o primeiro Grand Tour ou Grande Volta da temporada no mundo do ciclismo. Nairo Quintana e Vincenzo Nibali partem como os grandes favoritos a conquistar a maglia rosa, sendo que, em termos de portugueses, iremos ter a presença de 3 ciclistas a representar Portugal. Rui Costa, José Gonçalves e José Mendes são os elementos nacionais presentes em Itália.
Esta edição parte da Sardenha pela primeira vez, passa igualmente pelo maior vulcão da Europa, o Etna, e termina com um contrarrelógio próximo dos 30 km’s, situado em Milão. O final desta etapa acontece junto do Autódromo de Monza e a meta está situada na Piazza Duomo.
O Monte Etna estará presente neste Giro e fará as primeiras grandes diferenças na geral individual Fonte: italia.it
Iremos ter mais de 3 mil km’s percorridos no conjunto das 21 etapas e iremos ter 3 dias de descanso nestas 3 semanas de prova. Tal como foi mencionado, irá haver homenagem a algumas lendas, como, por exemplo, o facto de algumas das etapas começarem ou terminarem nas cidades-natal de ex-ciclistas, como Ercole Baldini, Gino Bartali ou Fausto Coppi.
As três primeiras etapas, com maior ou menor dificuldade, estarão adaptadas para os homens mais rápidos do pelotão, mas as grandes dificuldades começam logo à quarta etapa, com a chegada do Monte Etna. Esta subida é brutal, com quase 18 km’s e com uma percentagem de inclinação de 6,6%. É o primeiro grande teste para os homens que irão lutar pela geral e, apesar de não decidir quem irá vencer, poderá decidir quem não estará na luta até final.
Confesso-me um eterno apaixonado pelo futebol. Desde miúdo que sinto uma paixão infinita pelo desporto e, em especial, pelo meu clube, o Boavista.
À semelhança da maioria dos miúdos, o meu sonho sempre foi ser jogador de futebol, tornar-me o mais digno e nobre sucessor de autênticos craques como Jimmy Hasselbaink, Ricky, João Pinto ou Elpídio Silva. Infelizmente, o meu talento futebolístico não esteve à altura de tais pergaminhos, o que me fez enveredar por outras áreas, nomeadamente a da gestão.
Embora não seja um mundo tão apaixonante e vibrante como o do futebol, não deixa de ser um mundo cativante e que, no futebol, merece a pena ser analisado, até porque a boa gestão financeira dos clubes acaba por coincidir ciclicamente com os sucessos desportivos. Ou será que não é bem assim? Foi isso mesmo que eu fui tentar descobrir..
Sabemos que as direções dos clubes, à semelhança dos políticos, usam constantemente determinadas narrativas para justificarem os seus insucessos. A arbitragem é a desculpa mais habitual, seguida pela diferença de orçamento face a todos os restantes clubes. Esta luta quase hercúlea que muitos reivindicam e que nenhum prova, acutilou a minha curiosidade ao ponto de ter feito o levantamento de toda a informação financeira pública das sociedades desportivas que frequentavam a Primeira Liga na época 2015/2016 .
Fonte: LPFP
Antes de mais, apenas umas ligeiras notas sobre o estudo que conduzi:
1.Este estudo foi feito com base nas contas publicadas pelas SADs/SDUQs para os anos de 2013, 2014 e 2015.
2.As contas de 2016 ainda não estão disponíveis (com exceção do Nacional da Madeira).
3.O ano fiscal das SADs e SDUQs não coincide necessariamente com o ano fiscal das empresas, pelo que torna mais difícil o processo de comparação com as temporadas desportivas.
4.Esta análise foi feita exclusivamente sobre as Sociedades Desportivas, excluindo todas as outras empresas existentes no universo dos clubes.
5.Boavista e Tondela não têm as suas contas publicadas para nenhum destes anos.
6.Foram analisadas as equipas presentes na temporada 2015/2016 para os três anos (mesmo que pontualmente alguns destes clubes não tivessem na primeira liga).
7.A classificação é feita a 18 equipas nos três anos.
Proponho que analisemos como seria o campeonato com base em dois fatores: as Receitas e os Lucros.