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Tiago Coser, o mais recente prospect do SL Benfica

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Tiago Coser, o mais recente reforço para o Seixal?

Há uns dias atrás, a imprensa noticiou o interesse do SL Benfica no brasileiro Tiago Coser, um jovem defesa central de apenas 17 anos que atua na Chapecoense, e que é visto como uma das maiores jovens promessas do clube do estado de Santa Catarina.

O empresário do defesa central, André Cury, está em Lisboa, onde esteve reunido com Rui Pedro Braz, diretor-geral para o futebol do SL Benfica. O clube encarnado está disposto a chegar aos valores exigidos pela Chape, mas não vai entrar em loucuras por ter confiança nos jovens dos seus quadros. iago Coser

O clube da Luz terá já colocado em cima da mesa uma proposta em torno de 1,5 milhões de euros pelo jogador que completa 18 anos no próximo dia 16 de janeiro.

Tiago Coser atua preferencialmente na equipa de sub-20 da Chapecoense, mas também já contabiliza onze jogos pela equipa principal, um no Brasileirão e dez no Campeonato Estadual Catarinense. É também internacional pela seleção brasileira de sub-17.

Apesar do potencial do jogador, muitos adeptos questionam qual a necessidade desta contratação. Na minha opinião, apesar do SL Benfica possuir camadas jovens de excelência que permitem forma alguns dos melhores jogadores de cada geração todos os anos, eu defendo que as águias devem ir em busca de jovens prospects no mercado, com o pretexto de serem potenciados e valorizados e serem aposta a longo prazo.

No entanto, observando a conjuntura atual de defesas centrais na formação do SL Benfica, não creio que o centro da defesa seja a posição mais necessitada de ir buscar um jogador com este perfil.

Para além de Morato, que foi contratado em circunstâncias semelhantes e já começou a ser aposta na equipa principal, Tomás Araújo tem sido um dos maiores destaques na equipa B, e temos ainda António Silva a destacar-se na equipa de sub-23 e Hugo Faria a destacar-se nos juniores. Tiago Coser

Como tal, eu sou da opinião de que o SL Benfica deveria contratar jogadores em circunstâncias idênticas, mas em posições onde o talento caseiro nas gerações mais avançadas estivesse mais carenciado de talento, o que não é o caso do centro de defesa no momento atual.

Tiago Coser

 

Onde anda o teu futebol, Tecatito? | FC Porto

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Tecatito Corona Porto, artigo da bola na rede

Atrevo-me a dizer que Tecatito Corona é dos melhores jogadores que já passou pelo Dragão. No entanto, de igual forma também, atrevo-me a dizer que é dos jogadores mais irregulares que já jogou pelo FC Porto.

Contratado ao FC Twente no mercado de verão da época 2015/16, Tecatito demorou a afirmar-se na equipa titular dos azuis e brancos, na altura, comandada por Julen Lopetegui.

Atravessou diferentes momentos de forma e consistência ao longo destas seis épocas, mas, quando está na sua melhor forma, todos sabemos do que Tecatito é capaz. Dono de uma técnica assombrosa, Corona, desde a chegada de Sérgio Conceição, foi dos jogadores que mais progrediu a todos os níveis.

Corona Tecatito numa disputa de bola na champions league
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para além da polivalência que adquiriu, podendo atuar tanto a extremo como a lateral direito, Corona revelou ter uma maturidade de jogo notável, passando a ter conhecimento total do jogo tático dos dragões e das diferentes fases do mesmo. Ver o extremo mexicano jogar é um regalo para os olhos.

Com as exibições de Corona na transata época 2020/21, o adepto portista sabia que, um jogador deste gabarito, não iria ficar muito mais tempo no Dragão. Mas, como todos sabemos, o internacional mexicano não saiu no mercado de verão.

Alguns adeptos ficaram um pouco insatisfeitos com esta possível venda ter falhado, pois é um jogador que está em final de contrato, ou seja, este era o momento certo para obter um bom encaixe financeiro com a sua venda.

Pondo um pouco a parte financeira do clube de lado, creio que é difícil o adepto portista ficar descontente com a sua permanência na equipa. Todos gostamos que os grandes jogadores fiquem na nossa equipa e, Corona, é um craque.

Falta de vontade de estar no clube para Tecatito?

No entanto, o compromisso que o jogador tinha com a equipa desvaneceu completamente, possivelmente, pelo facto de não ter sido vendido no marcado de verão, o que deve ter gerado algum descontentamento do internacional mexicano.

Parece um jogador algo “desleixado”: iniciou a época um pouco acima do peso e ainda não recuperou a sua forma física habitual. Perdeu o protagonismo que tinha na equipa de Conceição, basicamente tornou-se “mais um” – um mero substituto de Luis Díaz, em grande momento de forma, e de Otávio.

Mas não é um jogador para ficar na memória, é presente, está na equipa para jogar.

Quero acreditar que, aquela magia a que nos habituou, vai voltar, deve-se incentivar e dar confiança a um jogador deste calibre, que pode ser uma peça fulcral ainda nesta época. Para isso, Tecatito Corona, um jogador que sabe bem o que é representar o FC Porto, “tem de mudar o chip” – necessita de estar cá não só de corpo, mas também de alma.

As 5 equipas a surpreender taticamente esta época

As 5 equipas a surpreenderem no futebol internacional

Chegamos a uma fase da época em que já conseguimos tirar algumas ilações sobre novas ideias que equipas e treinadores trouxeram para este ano desportivo. O futebol é feito de tendências. Os treinadores observam o trabalho uns dos outros. Mas todos os anos há quem surpreenda taticamente. Vamos ver que equipas mais têm surpreendido nesse âmbito esta temporada no futebol europeu. 5 equipas

5. A super equipa que estava prometida

Top 5 equipas que estão a surpreender-  SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

É verdade: este top integra uma equipa portuguesa. Também temos de enaltecer o nosso futebol.

O SL Benfica tem uma estrutura tática diferente daquela a que Jorge Jesus nos habituou nos últimos largos anos. Trocou o 4-1-3-2 pelo 3-4-2-1. Costuma privilegiar médios com imponência física. Neste Benfica, joga com Julian Weigl e João Mário, dois médios mais técnicos, mas que são suportados pelo sistema de três centrais e gerem bem a bola e os equilíbrios. Rafa, de velocidade estonteante, tem o papel híbrido de ser extremo direito e de ser um terceiro médio. 5 equipas

AS Roma 1-2 AC Milan: Ibrahimovic decisivo em dura derrota para José Mourinho

A CRÓNICA: AC MILAN EVIDÊNCIA PROBLEMAS DA AS ROMA E SAI VITORIOSO NO ESTÁDIO OLÍMPICO

O confronto entre duas tradicionais equipas do futebol italiano começou com o claro respeito entre ambas. Pelo lado dos mandantes, a postura inicial foi reativa, objetivando principalmente o desarme na parte da defesa e na partida com velocidade de Abraham e Zaniolo. Entretanto, o AC Milan, na imagem de Rafael Leão, progrediu no domínio sobre o meio-campo, e rodeou o campo de defesa dos mandantes.

Como resultado, aos 25 minutos, um remate de pontapé livre direto sob os pés de Ibrahimovic, levou com potência e direção certeira diretamente ao fundo das redes. Rui Patrício nada fez, ao ver o 150° golo do avançado sueco na Liga Italiana.

Após o golo, o esquadrão Rossoneri recuou levemente a sua linha de defesa e começou a deixar a Roma com um pouco da posse da bola. Mesmo assim, a Roma mostrava-se um certo nervosismo e não aproveitou o rápido momento em que teve a maioridade da posse da bola.

Para o segundo tempo a Roma atirou-se de vez ao ataque, enquanto o Milan permaneceu a controlar o meio-campo de forma mais tranquila. Este diagnóstico foi notório quando aos 52 minutos, Abraham arrematou forte em direção ao defensor do AC Milan, fazendo com que a bola sobrasse para Kessie, que puxou em velocidade o contra-ataque. O final deste enredo foi impedido apenas com uma dividida duvidosa sobre Ibrahimovic, onde o árbitro marcou a penalidade máxima. O árbitro ainda foi rever a condição do penálti no VAR, mas a decisão foi mantida. Para a cobrança, o costa-marfinense jogou a bola no meio, deslocando Rui Patrício.

O jogo que praticamente corria para uma vitória garantida para o AC Milan, acabou por ter um ingrediente que elevou a emoção do jogo. Isto deu-se, quando Pellegrini partia em direção a grande área até encontrar Theo Hernandez. O defensor rossonero impediu o médio italiano com uma obstrução. Como resultado, o lateral do Milan recebeu o segundo amarelo sendo expulso.

A Roma bem que tentou diversas vezes, todas vindo do pé criativo de Pellegrini, em que exigiu por vezes a intervenção direta do guarda-redes Tataruşanu. Apesar disso, a equipa comandada por Mourinho, somente furou o bloqueio da defesa do Milan uma única vez quando o jogo faltava três minutos para o seu final.

Após cruzamento do lado esquerdo, a bola dividida entre Romagnoli e Cristante, acabou por sobrar para El Shaarawy que arrematou forte no ângulo direito, sem oportunidades para o guarda-redes rossonero. Mesmo assim era tarde demais para qualquer reação.

O apito final determinou a derrota da equipa da capital italiana. Agora, a Roma, que já apresentava sinais de abatimento na Série A, sucumbiu diante da grande atuação tática de Kessie e da velocidade de Rafael Leão. Desta forma, o resultado apenas evidenciou quais serão as expectativas das equipas no campeonato. Para a Roma, a reestruturação é algo que levará algum tempo sob o comando de José Mourinho. Para o AC Milan, o seu status de tradicional clube europeu gradualmente retorna com um plantel mesclado de jogadores estabelecidos e jovens promessas.

 

A FIGURA

Zlatan Ibrahimovic – O gigante sueco do AC Milan, a tempos, adaptou o seu estilo de jogo, mais posicional. A sua inteligência, somados com a força física e uma precisão fora de série, provam que  Zlatan ainda é tão decisivo como quando a primeira vez que vestiu a camisola do AC Milan. Principalmente na partida onde as principais oportunidades de golo surgiram dos seus pés, sempre em linha com a defesa adversária, à espera de lançamentos de Rafael Leão.

 

O FORA DE JOGO

Tammy Abraham A mais importante contratação da Roma para a atual época ainda não mostrou totalmente o valor depositado no seu nome. Mesmo com a sua grande movimentação, decisões apressadas e erradas no último terço do campo e a facilidade como o plantel do AC Milan conseguiu engolir o avançado inglês, eliminaram diversas oportunidades da Roma de conceber algum golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

O mister português da Roma apostou no usual 4-2-3-1. Para o ataque, a mobilidade de Abraham, e nas saídas rápidas em contra-ataques com Zaniolo e Miktharyan. Para segundo tempo, Felix Gyan entrou para auxiliar na mobilidade ofensiva com Abraham. Além disso, as entradas de El Sharawy e principalmente Carlos Pérez foram a tentativa de Mourinho de jogar a sua equipa ao ataque, após a expulsão de Theo Hernandez

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (4)

Karsdorp (4)

Mancini (4)

Ibañez (5)

Viña (5)

Cristante (5)

Veretout (5)

Zaniolo (6)

Pellegrini (7)

Mkhitaryan (5)

Abraham (4)

SUBS UTILIZADOS

Afena-Gyan (4)

El Shaarawy (7)

Pérez (5)

Shomurodov (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Stefano Pioli armou com o mesmo 4-2-3-1 que mantém o AC Milan sem derrotas neste campeonato italiano. Rafael Leão é o grande nome dos rossoneros para a movimentação de ataque. Enquanto Ibrahimovic com a sua presença puxou a marcação para si, descolando e dificultando a criação da Roma. No segundo tempo, a expulsão de Hernandez exigiu com que Toure entrasse para repor a lateral. Além disso, outras substituições garantiram mais jogadores defensivos de modo a segurar o resultado da vitória.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tatarušanu (7)

Calabria (6)

Kjær (6)

Tomori (6)

Hernandez (3)

Bennacer (5)

Kessie (7)

 Saelemaekers (5)

Krunić (5)

Rafael Leão (7)

Ibrahimovic (8)

SUBS UTILIZADOS

Ballo (5)

Tonali (6)

Giroud (5)

Bakayoko (5)

Romagnoli (4)

Frente a Frente: Toni Martínez vs Evanilson | FC Porto

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Toni Martínez começou melhor, mas Evanilson parte na frente

Sérgio Conceição tem, este ano, ao seu dispor três bons avançados que lhe dão garantias na frente de ataque portista. Com o decorrer do campeonato, Medhi Taremi cimentou o seu lugar no onze azul e branco, tornando-se o goleador de serviço da equipa.

Uma vez que o treinador usa uma tática com dois avançados, tem como opções para fazer dupla com o iraniano Toni Martínez e Evanilson.

O avançado espanhol começou o campeonato como titular, e não começou muito mal, marcou três golos nos primeiros dois jogos. Manteve a titularidade, mas com a escassez de golos foi perdendo o seu espaço no onze.

Foi ganhando força a opção Evanilson, e foi titular em 5 dos últimos 6 jogos do FC Porto, com quatro golos e uma assistência.

Toni Martínez, caracteriza-se por ser um ponta de lança possante, que sabe jogar de costas para a baliza, usando bem o corpo para proteger a bola, usufruindo ainda de um forte remate, uma característica perigosa para as redes adversárias.

O brasileiro também partilha da mesma qualidade no que diz respeito a segurar bem a bola de costas para a baliza, a diferença está no brasileiro conseguir oferecer uma maior mobilidade à equipa e melhor qualidade técnica.

Toni Martínez Evanilson
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Uma análise que não foge muito à comparação feita por Sérgio Conceição às duas opções para fazer companhia a Mehdi Taremi.

«O Toni Martínez é um jogador mais de referência. O Evanilson permite uma equipa mais móvel, dá-nos coisas diferentes no nosso ataque organizado. O Toni explora bem os espaços, é um jogador possante. O Evanilson é mais refinado, naquilo que é a ligação, em jogar em apoio e não dar referências aos centrais, para depois aparecerem outros jogadores, nomeadamente os alas. O Mehdi pisa espaços diferentes também.»

Seja um ou outro, a frente de ataque do FC Porto fica bem entregue, é um sector onde o plantel azul e branco está bem servido.

Belenenses SAD 2-1 CD Santa Clara: Jogo cinzento, final impróprio para cardíacos

A CRÓNICA: AOS 90′ É QUE SE DECIDIU TUDO

No jogo a contar para a décima jornada da Primeira Liga entre o Belenenses SAD e o CD Santa Clara, assistimos a uma primeira parte sem grandes momentos de destaque, até que chegou o minuto 42, em que o Belenenses SAD conseguiu abrir o marcador. Num canto batido por Lukovic, Safira fez o 1-0 de cabeça.

Nos primeiros 45 minutos, para além de destacarmos o golo, são de realçar as várias paragens e os poucos lances chave para ambos os lados. Destaque ainda para um cabeceamento por cima do Belenenses SAD e o remate acrobático de Mansur, nos minutos finais do primeiro tempo.

A segunda parte foi quase o mesmo da primeira parte. Um jogo com um futebol muito pouco atrativo, mas que contou com alguma superioridade no início por parte do Belenenses SAD, tendo dois grandes lances de perigo: um cabeceamento de Tomás Ribeiro e um remate de Lukovic, que obrigou Ricardo Fernandes a fazer uma boa defesa.

Com o passar dos minutos, pudemos assistir a alguma superioridade por parte da equipa dos Açores: um possível penálti por marcar sob Allano ao minuto 65 e uma bola ao poste foram os grandes lances do Santa Clara em todo o jogo.

No final do jogo assistimos aos minutos de destaque do confronto. Primeiramente o empate do Santa Clara, através de uma conversão de uma grande penalidade por parte de Allano.

De seguida, Pedro Nuno, que entrou na segunda parte, voltou a pôr a equipa que joga no Jamor em vantagem, dando os 3 pontos ao Belenenses SAD.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Lukovic (Belenenses SAD) – O número 11 do Belenenses SAD foi o elemento mais perigoso da equipa da casa, tendo criado várias oportunidades para os colegas da equipa e contribuindo para o jogo defensivo da formação azul. Foi o atleta mais desequilibrador do encontro.

 

O FORA DE JOGO

Pouca criação de oportunidades de ambas as equipas – Esta foi uma partida em que perduraram os duelos no meio-campo, mas pobre na criação de oportunidades de golo. A maioria dos lances ofensivos das equipas foram através de lançamentos longo para a área, facilmente contrariados pelos defesas contrários.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

A equipa da casa organizou-se num 3-4-3, com os três defesas centrais na construção, dois alas no apoio ao ataque e os três homens da frente. Afonso Sousa desempenhou o papel de “vagabundo”, sendo o elemento criativo da equipa, descendo muitas vezes para organizar jogo. No momento defensivo, a formação azul junta as linhas, formando um 5-4-1.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (7)

Tavares (7)

Danny (6)

Tomás Ribeiro (8)

Carraça (7)

Cafú (7)

Lukovic (8)

Afonso Sousa (6)

Chima (6)

Camará (7)

Safira (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Nuno (7)

Diogo Calila (6)

Yaya (6)

Ndour (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Os açorianos atuam num 4-3-3, com os extremos no corredor central e os laterais a dar largura ao jogo. Morita e Lincoln muito presentes na fase de construção, baixando para juntos dos centrais de modo a ganhar superioridade numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (6)

Pierre Sagna (6)

João Afonso (7)

Tassamo (7)

Mansur (7)

Morita (7)

Anderson Carvalho (6)

Lincoln (7)

Allano (8)

Jean Patrick (6)

Ricardinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Fernandes (6)

Luiz Phellype (6)

Rui Costa (7)

Mohebi (6)

Nené (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BELENENSES SAD 

BnR: Porquê a utilização de Afonso Sousa no ataque ao invés de no meio-campo?

Filipe Cândido: O Afonso pertencia numa fase inicial a uma linha de três médios. Fomos procurando, juntamente com a pressão dos dois avançados, tentar ter uma linha de pressão mais à frente. Sabíamos que o CD Santa Clara, com o novo treinador, procura muito tirar a bola aos adversários e vai procurando atrair as equipas para tentar desmontar linhas de pressão. E depois na frente os jogadores com a velocidade que têm: o Allano, o Jean Patric, na segunda parte com o Luiz Phellype, com o Ricardinho à procura do espaço nas costas da linha defensiva. Nós sabíamos que poderia criar algum desgaste.

BnR: O treinador adversário afirmou que o CD Santa Clara esteve por cima, mas faltaram os golos. Concorda com a afirmação?

Filipe Cândido: Enfrentamos uma equipa com muita bola. Tentamos esticar um pouco o jogo, sobretudo na segunda parte, pois havia espaço para explorar nas costas do adversário. Percebo que seja essa a posição do treinador adversário, mas em termos de oportunidades flagrantes, não me recordo de muitas por parte do CD Santa Clara.

 

CD SANTA CLARA 

BnR: O CD Santa Clara teve mais posse de bola, mas isso não se traduziu em oportunidades de golo. O que faltou?

Nuno Campos: A nossa equipa teve mais tudo do que o Belenenses SAD, menos os golos. Obrigamos a formação adversária a baixar, e tivemos um volume de jogo muito alto. No cômputo geral, podem contar connosco para sair desta situação.

 

Rescaldo da opinião de Hugo Costa e Miguel Gato.

FC Porto 81-71 SL Benfica: No meio das estrelas, foi Queiroz quem luziu

A CRÓNICA: NÃO HOUVE CABEÇA, NEM BRAÇOS PARA PARAR QUEIROZ

São muitas as estrelas que podemos observar, quer no FC Porto como no SL Benfica,  contudo, foi Miguel Queiroz o fator chave no primeiro clássico da época entre azuis e encarnados.

Um jogo que se sumariza pela incapacidade do SL Benfica travar o ímpeto madrugador portista, e pela grande operância defensiva da equipa da casa, que culminou numa vitória justa por 81-71 perante os encarnados.

No primeiro quarto, sob a ‘régia ofensiva’ de Brad Tinsley, o FC Porto cavou uma vantagem importante de seis pontos e, à ‘lei da bomba’, prenunciou o que iria acontecer até ao final do encontro. Eficácia impressionante ao nível do jogo exterior, e grande intensidade defensiva.

No segundo quarto a toada não se alterou. Destaque, desta feita, para Miguel Queiroz – oito pontos em dois quartos foi o melhor marcador portista na primeira parte. O internacional português, que se notabiliza pelo esforço e pelo hustle no momento sem bola, agarrou os holofotes e revelou, seja perto do cesto ou em zonas mais distantes, ser um autêntico finalizador. Do lado benfiquista, James Farr foi quem mais feriu a defesa portista – sete pontos -, sendo que Betinho e José Barbosa tardaram a aparecer no jogo. 38-26 ao intervalo, com o domínio azul e branco a ser a nota dominante.

Tudo a correr bem para o FC Porto, enquanto do lado benfiquista era tempo para refrescar ideias e para entrar com outra faceta na segunda parte.

Apesar disso, a entrada portista no terceiro quarto foi, novamente, impetuosa. Arledge, a par de Odomes, apareceu a espaços e Queiroz, até final, ia «cintilando» o Dragão Arena com uma exibição para mais tarde recordar.

Do lado encarnado, Gameiro e José Silva trouxeram outra chama para a partida e até conseguiram encurtar a desvantagem perante os dragões, contudo, até final, nada mudou e o FC Porto mantém assim a invencibilidade no campeonato com cinco vitórias em cinco jogos.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Miguel Queiroz – 21 pontos, 11 ressaltos, 3 assistências. Que mais há para dizer? Que noite fantástica para o poste luso, que faz, muito provavelmente, uma das melhores partidas da carreira.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Betinho Gomes – Quem vê as estatísticas vai estranhar, ao passo que Betinho, paradoxalmente, foi dos melhores em campo do lado encarnado.

Não obstante, a escolha recai em Betinho pois tardou muito a aparecer no jogo. Isto é, teria sido fundamental o capitão encarnado ter aparecido no momento em que o FC Porto estava claramente por cima. Em suma, noite apagada para a estrela lusa com «apenas» 13 pontos.

 

ANALISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa orientada por Moncho López, sem Max Landis – indisponível por lesão – apresentou-se transfigurada do ponto de vista mental em camparação com o jogo transato diante o CD Póvoa. Competitivos, intensos, e concentrados na defesa. Aqui se pode traduzir 80% do jogo positivo portista.

Para isto, contou muito a versatilidade defensiva e capacidade de trabalho do cinco portista – Odomes, Voytso, Arledge, Tinsley e Queiroz -, ao passo que numa defesa cerrada hh, a equipa azul e branca raramente teve problemas de miss match.

Ofensivamente a base manteve-se a mesma, com Tinsley a assumir a batuta e a ser chave no jogo posicional portista, sendo que Miguel Queiroz este intransponível na ocupação dos espaços.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Brad Tinsley (7)

Voytso (6)

Miguel Queiroz (9)

Odomes (7)

Jonathan Arledge (7)

SUBS UTILIZADOS

João Torrie (5)

João Soares (4)

Charlon Kloof (6)

Barro (4)

Francisco Amarante (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA 

Norberto Alves alinhou, como esperado, com José Barbosa como o cérebro da ofensiva benfiquista, Betinho/Romdhane/Farr a variarem entre poste alto/baixo, e a explorarem de forma persistente o garrafão, enquanto Broussard ocupava a posição de extremo, no sentido mais puro da palavra.

Defensivamente, destaque para a variação entre a defesa hh e uma defesa zonal (esporádica) 3×2.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

José Barbosa (6)

Betinho (6)

Aaron Broussard (3)

Farr (7)

Makram Romdhane (6)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Gameiro (6)

José Silva (7)

Hallman (6)

Spicer (5)

Munnings (6)

Foto de capa: FPB

ABC 24-33 FC Porto: 8 em 8 para os azuis e brancos

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A CRÓNICA: COMPETÊNCIA E SERENIDADE EXPLICAM RESULTADO FINAL

O FC Porto bateu o ABC de Braga por 33-24 na oitava jornada do campeonato nacional de andebol. Os azuis e brancos procuravam voltar às vitórias após o empate frente ao campeão europeu Barcelona, de maneira a igualarem Sporting CP e SL Benfica no topo da classificação.

Mesmo ocupando atualmente o último lugar da tabela classificativa, a par do Xico Andebol, a equipa bracarense apresentou-se destemida em campo e a prova disso foi o equilíbrio inicial que se fez sentir ao longo dos primeiros 15 minutos.

A entrada de alguns “pesos pesados” do FC Porto – António Areia, Victor Iturriza e Fábio Magalhães – coincidiu com o melhor período portista e consequente avolumar do marcador. Ao intervalo, este mostrava uma vantagem de 4 golos para os azuis e brancos (14-18).

Na segunda parte, viu-se uma reação do ABC mas o desgaste de alguns jogadores fulcrais dos comandados de Jorge Rito fez-se sentir.

A equipa do FC Porto dissipou todas as dúvidas após mudar o seu esquema ofensivo para o 7×6.

Assim, os dragões venceram por esclarecedores nove golos de diferença, com a particularidade de os golos estarem distribuídos por todos os jogadores de campo portistas, exceção feita a Jesus Hurtado.

 

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Rui Silva – O central azul e branco vive a melhor fase da sua carreira. É o “maestro” do ataque portista, acrescentado sempre ao nível de golos e assistências. Desta vez, apontou 4 golos e foi um dos responsáveis por esta vitória folgada.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Federação Portuguesa de Andebol

Profundidade do plantel do ABC foi uma das causas da derrota e provou o que há muito era conhecido: este plantel está longe dos planteis de outros tempos. As ausências de José Costa e Filipe Morais também não ajudaram.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Foi com grande seriedade que o FC Porto encarou esta partida. Defensivamente criou sempre muitas dificuldades à organização ofensiva do ABC, através do seu clássico 6×0. A determinada altura do jogo, foi notória a gestão levada a cabo por Magnus Andersson que se traduziu em alguns erros nada habituais.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nikola Mitrevski (6)

Leonel Fernandes (6)

Miguel Alves (5)

Djibril M´bengue (6)

Pedro Cruz (6)

Daymaro Salina (6)

Pedro Valdés (7)

SUBS UTILIZADOS

Rui Silva (8)

António Areia (6)

Fábio Magalhães (6)

Victor Iturriza (7)

Diogo Branquinho (6)

Ivan Sliskovic (5)

Diogo Oliveira (5)

Jesus Hurtado (5)

Sebastian Frandsen (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ABC

Exibição esforçada da equipa de Braga. A primeira linha demonstrou sempre algumas dificuldades, vivendo muito à base das iniciativas individuais de Vinicios Carvalho e Rui Batista. Defensivamente, tentou surpreender com um sistema 5×1, mas as lacunas existentes foram bem aproveitadas pelos azuis e brancos.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Silva (6)

Vinicios Carvalho (7)

André Rei (6)

Rui Batista (7)

José Paulo Silva (6)

Roslyslav Polishchuk (5)

João Peixoto (6)

SUBS UTILIZADOS

José Martins (6)

Fernando Costa (5)

Tomás Teles (5)

Hugo Manso (5)

Pedro Castro (5)

Fonte: Federação Portuguesa de Andebol

O eclipse de Pizzi | SL Benfica

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A que se deve este eclipse de Pizzi?

O eclipse de Pizzi é uma realidade. Terá este o talento dos grandes craques da bola e a destreza dos imortais do desporto rei, conjugando génio com o porte atlético ideal? Nem por isso, e parece até descabido ter a coragem de o supor.

Mas apesar de invariavelmente encarado como dispensável no recente panorama encarnado, Pizzi insiste em regressar à ribalta com estatística de ponta para manter o SL Benfica à tona – as três assistências e um golo nos últimos cinco jogos tornam precipitadas as análises mais exigentes e as previsões de ocaso da sua carreira.

Com 345 jogos de vermelho – 18º no ranking da História das águias, à frente do bicampeão europeu Cruz e a 14 de… Costa Pereira! – e 93 golos – que o colocam imediatamente antes do top 20, estando a quatro de Rogério de Sousa, goleador da década de 30, e a seis de Cávem – , é na fruição de sociedades criativas do último terço que se continua a destacar, sendo as assistências o feliz culminar do seu futebol rendilhado e nunca inconsequente, sempre objetivo e letal na zona de definição.

Claro que tanta importância no ataque à baliza adversária teria os seus contras. Sobredotado na compreensão do jogo e na descoberta de espaços, é na componente defensiva que Pizzi encontra maiores dificuldades.

Eclipse de Pizzi é cada vez mais uma realidade no SL Benfica
Pizzi tem perdido cada vez mais preponderância no SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Não que seja um problema de agora – é preciso lembrarmo-nos da Liga dos Campeões 2016-17, a única ocasião onde cumpriu meio-campo a dois em contexto de elite? Sarri e Tuchel agradeceram – mas o peso dos 30 etários exponenciaram todas as deficiências físicas do seu jogo, impossibilitando-o de ocupar largas zonas de terreno ou garantir os mínimos de estabilidade tática. Eclipse de Pizzi

A decadência começou-se a assistir principalmente na época transata, a partir do momento em que Jesus começou a contar mais com o bragantino para a posição de apoio ao ponta-de-lança: cumpriu aí 20 dos 49 jogos em que foi utilizado, além de extremo-direito/esquerdo e médio-centro.

A preferência de Jesus pela determinação e explosão de Darwin Núñez e a verticalidade de Rafa submeteram Luís Miguel a papel alternativo que decerto já lhe custava lembrar na entrada para esta temporada, tendo o técnico português perfeita noção das limitações do jogador e das toneladas de intensidade que a Europa dos campeões obriga.

É agora visto como opção de banco (na Primeira Liga, por exemplo, tem duas titularidades em sete participações) – a última ocasião que tal lhe acontecera na carreira foi em 2014-15, precisamente na última época da primeira passagem de Jorge Jesus, na qual Pizzi acabaria por ganhar a titularidade em Janeiro como consequência da venda de Enzo Pérez.

E, a partir daí, seria vital enquanto “Ás” do baralho encarnado. Se quisermos discernir a última época onde a condição de suplente foi permanente durante toda a época desportiva teremos de recuar a 2011-12, no Atlético de Madrid. Eclipse de Pizzi

Nessa temporada, já depois dos dois jogos como titular ao serviço do SC Braga antes da transferência se consumar, cumpriria até 28 de outubro (data em que este texto é escrito) dois jogos na Liga Europa (92’) e quatro jogos na La Liga (distribuídos por 55’).

Precisamente dez anos separam as duas datas e expõem um histograma simétrico em relação ao tempo de utilização, agora com a curva descendente que se seguiu ao pico de forma e à curva ascendente que o precedeu, construída desde 2012. Mas, novamente, não pode existir lugar a precipitações.

Com o calendário complicadíssimo que o SL Benfica enfrenta, onde a recuperação substitui de forma quase total a preparação específica, Pizzi volta a ganhar preponderância no conjunto e surge como importante adição às opções de Jorge Jesus pelo seu entendimento do jogo.

Se não garante uma forte reação à perda, o índice acima da média de responsabilidade na criação de grandes oportunidades de golo acrescenta (e muito) à já habitual disponibilidade física dos ‘cavalos de corrida’ da frente de ataque.

Essa transformação estética do estilo de jogo do SL Benfica, tradicionalmente mais tecnicista, permitiu uma vitória tão mediática como o 3-0 ao FC Barcelona, mas peca por escasso contra blocos baixos, onde o espaço é nulo e urge mais cérebro – é nesse momento que continua a ter palavra Pizzi, o melhor definidor do plantel.

Eclipse de Pizzi

Street League Skateboarding: Gustavo Ribeiro ficou-se pelas qualificações

A CRÓNICA: TARDE REPLETA DE AZAR PARA GUSTAVO EM LAKE HAVASU

A etapa da Lake Havasu da Street League Skateboarding não começou da melhor maneira, visto que Gustavo Ribeiro acabou por falhar a qualificação para a final. O português precisava de um 7,5 para se qualificar, mas acabou por não conseguir acertar o biggerflip frontside boardslide to fakie que lhe daria acesso à finalíssima.

Foi um dia repleto de azar para o skater luso que, apesar de ter ficado pelo caminho nas qualificações, já está diretamente apurado para a final do Super Crown, a realizar nos próximos dias 13 e 14 de novembro.  Gustavo 

Já na final, Nyjah Huston acabou por se destacar dos restantes atletas. Assim que somou três scores, segurou uma boa vantagem que lhe valeu a vitória nesta segunda etapa da SLS. O norte americano variou muito o seu skate, tendo recorrido a manobras ora de fakie, como o caballerial backside nosebluntslide, ora de switch, com destaque para um switch heelflip frontside 5-0 grind a terminar a prova.

Não obstante a vitória de Nyjah Huston, Dashawn Jordan merece, a meu ver, uma nota de destaque pela consistência que demonstrou em Lake Havasu. Mostrou um skate muito preciso e técnico, o que, por consequência, lhe valeu o lugar intermédio do pódio.

Realizou manobras muito complexas, tais como biggerflip frontboard to fakie e tre flip backside noseslide, mas, a mais impressionante foi a que realizou na última tentativa. Precisava de uma pontuação elevada para ultrapassar Felipe Gustavo na tabela e a verdade é que o americano arriscou um nollie inward heelflip frontside boardslide. O risco acabou por valer a pena, visto que dali surgira um 9,3 e consequente segundo lugar nesta etapa do circuito mundial. Gustavo 

Ao degrau mais baixo do pódio subiu Felipe Gustavo, que também realizou uma prestação muito completa, conseguindo um score total de 26,3, por meio de manobras como switch flip frontside tailslide, switch flip backside nosegrind ou nollie flip backside crooked grind. O brasileiro travou uma intensa luta com Jagger Eaton pelo terceiro posto.

Todavia, o vencedor da medalha de bronze em Tóquio não foi capaz de adicionar um terceiro score que o colocaria numa posição mais vantajosa, depois de já ter realizado uma run digna de um nine club e um backside flip switch backside nosegrind. Gustavo 

À semelhança do já mencionado Jagger Eaton, Lucas Rabelo também não conseguiu uma terceira pontuação que o colocaria na disputa por um lugar no top quatro, uma vez que já contava com um 9,0, conseguido através de um nollie backside 360 noseslide, e com um 8,7, por meio de um frontside 270 switch backside lipslide.

Finalmente, os restantes finalistas (Chris Joslin, Micky Papa e Alex Midler), não conseguiram somar pontuações suficientemente altas para se intrometerem na luta pelo pódio. Ainda assim, terão o Super Crown, que terá lugar em Jacksonville. A mais importante e derradeira etapa do World Tour contará com a presença de Gustavo Ribeiro diretamente na final.

Foto de Capa: Street League