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Reportagem BnR: Congresso “The Future Of Football”

cab reportagem bola na rede

Nos dias 26 e 27 de Abril, o Sporting Clube de Portugal, levou a cabo a 3ª edição do congresso “The Future Of Football”, que se realizou no Estádio José Alvalade.

Esta foi uma iniciativa do Sporting Clube de Portugal que pretendeu potenciar a discussão em torno de temas como as novas tecnologias no futebol, a par de estratégias de marketing de marcas desportivas, dos desafios do Coaching e da gestão no contexto do setor.

O primeiro painel do dia inaugural, “Coaching; What Makes The Difference”, seguiu-se ao discurso de abertura, por parte de Bruno de Carvalho e a uma pequena conversa com Fernando Santos. Este painel contou com a presença de Luís Figo, Jorge Jesus, “Pacho” Maturana e Susana Torres como oradores e Luciano Cefaratti como moderador. Enquanto os três primeiros abordaram uma visão mais prática e física do treino (Luís Figo na pele de jogador, Pacho e Jesus na de treinadores), a única convidada do sexo feminino abordou o coaching desportivo e a importância do mesmo.

O técnico leonino apresentou-se bem disposto e preparado para dar uma mini palestra aos presentes, onde começou por afirmar que o treinador é o criador de tudo. Desde o modelo tático até à escolha dos jogadores, tudo deve estar na mão do treinador, de forma a que ele possa desenvolver-se como um “treinador de topo, para trabalhar em equipas de topo, como é o caso do Sporting”. Jesus afirmou ainda estar a tentar criar uma “cultura de campeão” no clube de Alvalade. Susana Torres, contrariamente ao dito e sublinhado por Jorge Jesus, afirmou ser fundamental os jogadores terem a motivação certa.

Um jogador motivado estará mais confiante e predisposto a corresponder às expectativas do treinador. A profissional disse ainda que, nas suas sessões, que contam neste momento com 16 desportistas, trabalha a mente dos mesmos de forma a que possam decidir e executar a ação mais depressa, isto é, para que o tempo de pensamento/execução seja o mais pequeno possivel. Jorge Jesus desvalorizou o que Susana Torres apresentou e disse que se um jogador não tiver talento, nunca será jogador, independentemente da sua motivação: “Não se consegue potenciar se não houver o talento. No futebol, a prática é o critério da verdade. Jogo falado é uma coisa, jogo jogado é outra, jogo treinado é outra.” Luís Figo, enquanto jogador, referiu que existem dois tipos de treinadores e ambos terão um papel importante e determinante na carreira de cada um: “Existem dois tipos de treinadores, o de formação e o de futebol profissional.

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Na formação, o treinador assume um papel vital. É o responsável directo pelo presente e futuro dos jovens que lhe são confiados. Quanto ao treinador de futebol profissional tem um conhecimento profundo do desporto e tem que ter intuição, capacidade de planeamento e automatismo de comportamentos, procurando dessa forma potencializar ao máximo as capacidades dos jogadores”.

O segundo e último painel do dia assentou no tema: Academias de Formação. Os convidados foram os responsáveis do Inter de Milão (Roberto Samaden), Ajax (Corne Groenendijk), Barcelona (Franc Carbo Pujol ) e Corinthians (Roberto Toledo). Foram abordadas estratégias de expansão das academias para o estrangeiro e a importância destas na formação dos jovens jogadores.

Reportagem de Joana Libertador, Marta Reis e Jorge Faria de Sousa

Foto de Capa: Bola na Rede

Vem aí o Chaves….

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fc porto cabeçalho

Com cada vez menos margem de manobra, o FC Porto enfrente a primeira de duas difíceis deslocações que este campeonato tem para oferecer. Em Trás os Montes mora a equipa sensação da I Liga. Superiormente montado, no início da época, por Jorge Simão e, não menos bem orientado, posteriormente, por Ricardo Soares, o Desportivo de Chaves é um dos melhores projetos emergentes do panorama nacional e um dos (poucos!) bons cartões de visita que ainda temos para mostrar ao mundo.

Atualmente, os flavienses ocupam o 8º lugar e chegaram ainda a sonhar com o ingresso na Liga Europa (esse objetivo ainda não é inalcançável, mas exigiria uma combinação de resultados muito incomum nas quatro jornadas que faltam). Na Taça de Portugal, o trajeto foi brilhante e alvo dos mais variados elogios. Depois de eliminar FC Porto e Sporting, a passagem à final esbarrou nas mãos do guardião vimaranense, quando já vencia por 3-1, após uma derrota de 2-0 na primeira mão.

Esta é, portanto, uma equipa diferente das demais. Uma equipa que se preocupa sempre em jogar futebol, ao invés de procurar todas as manhas sôfregas de alcançar um pontinho, aqui ou ali. Uma equipa que se servirá do encurtamento entre setores aquando do momento defensivo para, quando tiver bola, lançar mortíferos contra ataques, procurando aproveitar as costas de Felipe e Marcano, bem como a subida no terreno dos laterais Maxi e Telles.

É preciso deixar tudo em campo Fonte: FC Porto
É preciso deixar tudo em campo
Fonte: FC Porto

Será, então, interessante perceber de que forma o FC Porto vai transportar para o campo as palavras de Maxi Pereira esta semana, que dava conta da vontade da equipa mostrar a revolta que sente em relação ao momento atual. A hipótese de ter Brahimi também parece ser uma miragem. Por outro lado, ressalve-se o regresso de Corona a um onze que suspira por um desequilibrador. Danilo parece já carta fora do baralho e, se neste caso a equipa perde em temos de recuperação, acaba por ganhar num aspeto que lhe tem faltado nos últimos jogos: a circulação rápida da bola. Com Rúben Neves, o FC Porto aumenta, também, a sua capacidade de alvejar a baliza de meia distância. Iniciar o jogo com Otávio do lado esquerdo e optar por um esquema em 4x1x3x2, que tem dado os melhores resultados, seria, na minha opinião, a melhor escolha. Caberia depois a NES decidir de quem prescindir, se de Óliver ou André André.

Muitas são as interrogações neste momento. O contexto não é propriamente favorável, mas a única coisa que há a fazer neste momento é conquistar os doze pontos que faltam. Amanhã, entramos em campo já sabedores do resultado do rival. Que bom seria se pudéssemos iniciar o jogo com uma motivação extra…

Foto de Capa: FC Porto

Futebol de formação: Resultados vs Evolução

Cabeçalho Futebol Nacional

O futebol de formação em Portugal tem vindo a ganhar muita visibilidade nos últimos anos. Com os grandes resultados nas selecções jovens e o número cada vez maior de atletas juvenis e juniores a irem para o estrangeiro, os nossos escalões de formação têm vindo a ser cada vez mais referenciados na Europa. No entanto, há uma questão que se coloca: o que é mais importante no futebol de formação? Os resultados ou o crescimento dos jovens atletas?

Ultimamente, tem-se vindo a aplicar cada vez mais uma expressão nas camadas jovens: formar a ganhar. Mas a maioria dos adeptos do futebol aborda essa expressão de forma superficial, pensando apenas no presente e nos resultados imediatos.

Conseguir bons resultados e conquistar títulos nas camadas jovens também tem a sua importância. Sempre defendi que implementar uma cultura e uma mentalidade de vitória nos miúdos e a conquista de títulos pode torna-los mais exigentes consigo próprios. Por outro lado, será que é a espetar goleadas todas as semanas que os jovens jogadores ganham “ferramentas” para o futebol profissional? Será que o simples facto de ganharem jogos e conquistarem troféus deixa os miúdos motivados e com o seu crescimento estimulado?

Quando se quer muito vencer jogos e conquistar troféus, será que os miúdos estão a trabalhar atributos essenciais no seu crescimento, como por exemplo, jogar em várias posições, arriscar o drible no um para um, desenvolver o pé não dominante? Vejamos as coisas da seguinte forma: para se vencer um jogo é preciso marcar golos, e se um jogador quer muito vencer e marcar golos tem de rematar com o pé que lhe dá mais garantias de fazer golo, consoante a posição em que se encontra. E por isso, é muito importante que um jogador desenvolva o pé não dominante.

Porque em cada escalão da sua equipa, existem miúdos com uma qualidade acima da média e que a partir de uma certa altura, não ganham nada em competirem contra miúdos da mesma idade e quando isso acontece, a solução passa por esses miúdos queimarem etapas, sendo promovidos para um escalão superior onde possam ter este estímulo competitivo para crescerem enquanto atletas. Como tal, faz todo o sentido que nestas situações, os jovens jogadores sejam desafiados num escalão superior, em vez de continuarem a ser um peixe grande num lago pequeno.

Outra questão a ter em conta: será que jovens jogadores que estejam mais habituados a perder e que não conquistem títulos serão automaticamente menos ambiciosos. Francamente, não me parece.

Sem ter ganho títulos na sua formação, Ronaldo tornou-se num atleta de topo Fonte: UEFA.com
Sem ter ganho títulos nacionais na sua formação, Ronaldo tornou-se num atleta de topo
Fonte: UEFA

As derrotas como aquela que a equipa de juniores do SL Benfica sofreu na final da Youth League também fazem parte do processo de crescimento dos miúdos. As derrotas na formação podem contribuir para que os jovens atletas desenvolvam a sua força mental e se tornem mais empenhados no seu crescimento para ganhar no futuro. Por exemplo, sabem quantos títulos o Cristiano Ronaldo ganhou na sua formação? Dois, e apenas a nível regional. E não foi por isso que ele deixou de evidenciar uma qualidade técnica acima da média quando chegou à equipa principal do Sporting. E não foi por isso que ainda hoje ele não se cansa de ganhar nem de trabalhar para ser o melhor.

Mas qual é o papel de um treinador das camadas jovens no meio disto tudo? Ora, ser treinador no futebol de formação é uma tarefa mais complexa do que parece, e é um cargo de muita responsabilidade. Porque, os treinadores das camadas jovens têm uma participação activa na vida dos miúdos. E como tal, para além de lançar as bases da aprendizagem, também terá de lhes transmitir os valores sociais durante o seu crescimento, para que, acima de jogadores, também se consigam formar homens.

Foto de Capa: UEFA

Olhanense: Será o futuro rubro ou negro?

Cabeçalho Futebol Nacional

O dia é 10 de maio de 2014. O local é Setúbal. Eram perto das 18 horas da tarde quando se confirmou o esperado: o Sporting Clube Olhanense era despromovido da primeira divisão de futebol e descia ao segundo escalão do futebol português, após mais uma derrota, por 3-1 frente ao Vitória de Setúbal. No total dessa época foram 18. O Olhanense ficava em último lugar do campeonato, com os mesmos pontos do Paços de Ferreira e exatamente o mesmo número de vitórias, empates e derrotas. Valeu a diferença de golos.

Após cinco épocas consecutivas na Primeira Liga, tinha chegado ao fim um período de alguma regularidade no máximo escalão do futebol nacional, com resultados até satisfatórios, sem grandes sobressaltos – aliás, os Rubro Negros até fizeram um dos seus melhores resultados da história, com um 8º lugar em 2011/2012. O início do fim foi na época seguinte, 2012/2013, com o clube a fugir à despromoção por apenas um ponto, juntando ao insucesso desportivo um lote imenso de dívidas às finanças.

Fonte: SC Olhanense
Um dos raros momentos de festejo no clube de Olhão
Fonte: SC Olhanense

A estas dívidas juntou-se também outro problema: segundo o Decreto-Lei n.º 10/2013, aplicado pela primeira vez na época 2013/2014, todas as sociedades desportivas que pretendessem participar em competições profissionais teriam de criar uma sociedade jurídica desportiva, as chamadas SAD (Sociedade Anónima Desportiva). O SC Olhanense, não tendo uma SAD até à temporada mencionada, teve de formar uma de modo a poder participar nessa época desportiva.

Em junho de 2013 é então criada – um pouco à pressa e sem reflexão – uma sociedade anónima desportiva para o Olhanense, beneficiando o clube de um investimento de 1,5 milhões de euros por parte de investidores italianos, encabeçados por Igor Campedelli, ficando os mesmos a deter 80% do capital social da SAD. Apesar do elevado peso dado pelo clube aos seus investidores, até aqui tudo parece estar bem, com os algarvios a resolverem dois problemas de uma só vez: a não existência de uma sociedade desportiva e as dívidas às finanças e segurança social. Quase quatro anos volvidos podemos dizer que afinal não, nada está bem.

Foto de Capa: SC Olhanense

Surpresas e reviravoltas: a magia dos playoffs

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Cabeçalho modalidadesCinco equipas já se encontram apuradas para a fase seguinte. Sem surpresa, os Warriors resolveram a eliminatória em, somente, quatro jogos e com o luxo de deixar Kevin Durant no banco. Os Cavaliers, apesar das dificuldades em alguns jogos, no final mostraram sempre o porquê de serem uma das melhores equipas da NBA e, também em quatro jogos (ao contrário do que eu previ), deixaram os Indiana Pacers para trás. Também já apurados, mas não em quatro encontros, estão os Houston Rockets. Venceram quatro dos cinco jogos realizados, tendo festejado a passagem à segunda ronda em casa dos OKC. Westbrook, o monstro habitual, não foi capaz de, sozinho, levar a sua equipa em frente. Face às exibições fenomenais do camisola 0, é  um pouco triste vê-lo ficar por aqui. Mas o jogo é assim, e James Harden, com a sua trupe, foram, claramente, os melhores.

Após perderem os dois primeiros jogos, em casa, o cenário dos Celtics ficou tremido. Em desvantagem frente à oitava equipa da conferência Este, Isaiah e companhia ganharam os dois jogos na United Center. Recuperaram a força e deixaram os Bulls perder a vantagem, faltando, assim, apenas uma vitória para que a equipa de Boston siga para a próxima fase, uma vez que, a noite passada, venceram novamente o jogo (108:97).

Esta madrugada os Toronto Raptors deslocaram-se à Bradley Center para vencerem os Bucks no sexto jogo da eliminatória. DeMar De Rozan brilhou e marcou 32 pontos, contribuindo assim para o resultado final de 92-89. Já aos Bucks, de nada valeram os 34 pontos do grego Giannis Antetokounmpo. Agora os Raptors terão de enfrentar os Cavaliers na próxima ronda.

Fonte: sportv.globo
Fonte: sportv.globo

Os Wizards, com apenas uma vitória em falta, poderão adiar todas as decisões para o jogo número sete. Isto porque, até agora, foram incapazes de vencer em Atlanta. A eliminatória encontra-se, neste momento, 3-2, com os Wizards em vantagem sobre os Hawks.

Outro jogo equilibrado e interessante é o dos Utah Jazz com os Clippers. Em cinco jogos realizados, a equipa de LA ganhou um e a de Utah outro. Assim, com dois jogos em casa e três fora, os Jazz levam vantagem na eliminatória. Teoricamente, será fácil para o quinto classificado da conferência Oeste, resolver a eliminatória já no próximo jogo, visto que será em casa, no entanto, ambas as equipas já provaram ser imunes ao fator casa. Teremos oportunidade de ver sete jogos?

Ainda no Oeste temos os Spurs a surpreender. Apesar de eu ter afirmado, no artigo em que cada um dos redatores fez as suas previsões, que a equipa do Mr. Popovich resolveria a eliminatória em seis jogos, o mais provável seria conseguirem fazê-lo em menos. A verdade é que os Grizzlies provaram estar à altura de dar luta a uma grande equipa. Os Spurs seguiram para Memphis e recusaram-se a deixar tudo para o último momento, tendo vencido a partida por 103-96.

 Foto de capa: sportv.globo

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Decisões em andamento

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Cabeçalho modalidadesComeçaram, no último fim-de-semana, as finais da Divisão Elite de voleibol (disputadas à melhor de cinco jogos).

Talvez não tenham sido os resultados mais esperados, mas Sporting de Espinho e Leixões adiantaram-se e levaram a melhor sobre Benfica e Porto Vólei (ambos só ao fim de cinco sets), respetivamente, no primeiro jogo do playoff de apuramento de Campeão Nacional da Divisão Elite.

Os espinhenses venceram por 3-2 (25-17, 15-25, 27-29, 25-17 e 19-17). Depois de terem ganho o primeiro set sem muita margem para dúvidas, os tigres esmoreceram no segundo e no terceiro. Os encarnados pareciam bem encaminhados para a vitória; no entanto, no quarto set, o Espinho reentrou no encontro, deixou de errar e venceu, também com a ajuda de uma Nave Desportiva muito bem composta. A negra foi pautada por muito equilíbrio e alguma polémica. Com a equipa de arbitragem a tomar algumas decisões discutíveis (o Benfica queixou-se por diversas vezes), os tigres acabaram por ganhar o encontro, com os adeptos ao rubro. Nota para as ausências de André Lopes e Marc Honoré, no lado dos encarnados.

Este fim-de-semana decorrem os jogos 2 e 3, na Luz, com a possibilidade de se decidir já o campeão nacional (se o Sporting de Espinho vencer os dois encontros). Caso o Benfica consiga triunfar uma ou duas vezes, recorrer-se-á a um quarto jogo, em Espinho.

A jovem distribuidora do Porto Vólei, Inês Peneda Fonte: Vanda Pinto
A jovem distribuidora do Porto Vólei, Inês Peneda
Fonte: Vanda Pinto

Já no feminino, também com casa cheia, o Leixões derrotou o Porto Vólei, e também por 3-2. No entanto, as leixonenses recuperaram de uma das situações mais “complicadas” num jogo de voleibol, uma vez que estiveram a perder por 2-0 (25-20 e 26-24). Depois, a partir do 3.º set, quase só deu Leixões: o Porto Vólei perdeu força e não conseguiu recuperar (25-22, 25-21 e 15-6). São de salientar as prestações de Juliana Rosas (quanto não vale a experiência?), Inês Alves (que entrou para o lugar da capitã, Catarina Costa, e devolveu ao Leixões a consistência que faltava na receção) e Mariana Nora (que foi decisiva ao entrar para servir na negra, dificultando a primeira ação do adversário). Do lado do Porto Vólei, menciono o facto de não poder contar com a sua principal distribuidora, Aline Delsin, após ter partido um dedo em treino, estando por isso a jogar com a jovem Inês Peneda.

Este fim-de-semana funciona como no masculino: os jogos 2 e 3 decorrem em “casa do Porto Vólei” (embora não seja no pavilhão habitual), com a possibilidade de se decidir já o campeão nacional (caso o Leixões vença os dois jogos). Se o Porto Vólei conseguir triunfar uma ou duas vezes, recorrer-se-á a um quarto jogo, em Matosinhos.

Foto de Capa: Vanda Pinto

Manchester City 0-0 Manchester United: Mourinho sai vivo da batalha pela Champions

Cabeçalho Liga Inglesa

Com a luta do título como miragem para os dois clubes de Manchester, este era um jogo que tinha como principal atração a luta pelo acesso direto à Champions. Dois treinadores habituados a grandes lutas por objetivos bem maiores partiam para este dérbi separados por apenas um ponto na classificação geral, onde o City levava vantagem no quarto posto, o último que dá direito à liga milionária.

Desde o inicio o City assumiu as rédeas do jogo e Mourinho colocou o seu United mais recuado e a apostar na velocidade de Martial e Rashford para explorar a defesa azul em ataques rápidos através de um jogo mais direto. Com Carrick muito atento ao maestro De Bruyne, o City não conseguia desenvolver o seu futebol rendilhado nem criar situações de perigo para a baliza de De Gea.

Aguero era o jogador do ataque do City que mais tentava remar contra a maré, através de alguns rasgos individuais, numa altura de maior fulgor da turma da casa, à passagem da meia hora. Mas chegava-se ao final da primeira parte sem qualquer alteração no marcador, num jogo muito disputado a meio-campo e com muito poucas ocasiões de golo. Por agora o medo de perder era superior à vontade de ganhar.

Para a segunda metade os adeptos dos citizens aguardavam ansiosamente o regresso de Gabriel Jesus à competição. E parecia ser necessário um desbloqueador neste jogo, pois a etapa final iniciou-se como tinha terminado a primeira, com o City com mais posse de bola , mas sem resultados práticos, sem perigo para a baliza contrária. Os red devils apresentavam segurança defensiva e cada vez chegavam com menos frequência à baliza de Cláudio Bravo.

À passagem do minuto 83, chegou alguma agitação ao jogo e não da melhor forma. Fellaini envolve-se com Aguero e recebe ordem de expulsão. Um dos esteios do meio-campo defensivo do United saía assim de cena para o ataque final do City, o que não deixou o treinador português contente. Guardiola tentou agitar o jogo com a entrada do prodígio brasileiro, que voltava de lesão, e quase que o conseguia, não fosse o golo anulado ao avançado ao minuto 93.

Um nulo que deixa a luta pelo pódio em aberto Fonte: Premier League
Jogo muito disputado mas com poucas ocasiões de golo
Fonte: Premier League

Após seis minutos de compensação, terminava como começou o dérbi de Manchester: a zeros. Duas equipas com demasiado medo de deixar fugir o rival na classificação e que não proporcionaram um jogo agradável para os adeptos, sem o sal e a pimenta do futebol – o golo.

O United de Mourinho é uma equipa sem ideias ofensivas, que vive à espera de rasgos individuais dos seus jogadores mais avançados. É verdade que defende bem e apresenta muita solidez, mas pede-se mais a um histórico do futebol inglês que nos habituou a um futebol de ataque durante muitos anos. Nem a grande quantidade de jogos nas últimas semanas e o cansaço físico chegam para atenuar a fraca exibição.

Fica assim tudo na mesma e tudo em aberto para as cinco jornadas que faltam para o final da Premier League. Antevê-se uma luta titânica entre os rivais de Manchester e o Liverpool, que se encontra em terceiro lugar, mas apenas com dois pontos de vantagem sobre o United e um ponto sobre o City. Com o United ainda em prova na Liga Europa, veremos que coelhos vai tirando Mourinho da cartola na gestão da sua equipa e se consegue atingir os objetivos.

Foto de Capa: Premier League

La Liga: Quem lidera o rumo ao título?

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Cabeçalho Liga Espanhola

Para muitos a melhor liga do Mundo; para outros tantos a liga pouco interessante que, ano após ano, salvo algumas exceções, se decide entre apenas duas equipas, vive nesta época mais uma situação dessas. FC Barcelona e Real Madrid voltam a estar no epicentro da decisão do título e protagonizam uma das lutas mais renhidas pelo troféu da Liga, que teve como último episódio de maior relevância a vitória catalã por 3-2 em casa do rival, o que permitiu que a vantagem do Real Madrid sobre o seu opositor direto se anulasse, numa altura em que faltam, até ao final do campeonato, quatro jogos ao Barcelona e cinco ao Real Madrid. E é aqui que surge a vantagem madrilena na corrida que ditará o novo campeão da La Liga.

Após o jogo entre as duas melhores equipas do campeonato espanhol já mais uma jornada foi jogada. O Real Madrid deslocou-se à Corunha para bater o Deportivo local por 6-2 e o Barcelona recebeu e destronou o Osasuna com um esclarecedor 7-1. A derrota em casa dos comandados de Zidane frente aos de Luis Enrique não parece, por isso, ter abalado a confiança e a motivação da equipa blanca, que voltou aos bons resultados logo no jogo seguinte, mas talvez ainda não tenha chegado a hora certa de testar essa confiança e essa motivação da equipa, uma vez que os jogos que se avizinham podem ainda trazer dificuldades e voltar a colocar à prova o valor da equipa de Madrid.

O Real Madrid é segundo classificado, mas tem um jogo a menos relativamente ao Barcelona Fonte: Real Madrid CF
O Real Madrid é segundo classificado, mas tem um jogo a menos relativamente ao Barcelona
Fonte: Real Madrid CF

O primeiro novo teste está marcado já para a próxima jornada, na qual recebe a sempre difícil de bater formação do Valencia, que, lembre-se, venceu na primeira volta em casa por 2-1. No entanto, o favoritismo estará, claro, do lado da equipa da casa, que para além de ter um plantel mais forte terá o apoio dos seus adeptos. Após essa jornada, o Real, desta vez fora, defronta o Granada. À partida este jogo não deverá colocar dificuldades a Ronaldo e companhia, assim como não colocou na primeira volta quando a equipa de Carcela saiu derrotada por 5-0 do Santiago Bernabéu. O mesmo não acontece com os restantes e últimos três jogos do campeonato. O Real Madrid, nestas derradeiras três jornadas, recebe o Sevilla, desloca-se a Vigo, naquele que é o jogo atrasado ou match point, e a Málaga. Na primeira volta, contra estas três equipas, o Real conseguiu seis pontos, tendo perdido em casa no Sánchez Pizjuán, daí que não se esperem grandes facilidades nestes três encontros para a equipa de Zidane, até porque as vitórias frente a Celta de Vigo e Málaga foram ambas pela margem mínima.

Olhando para o que falta jogar ao Barcelona no campeonato, tudo parece mais fácil para os catalães, uma vez que o jogo mais desafiante que deverão ter até ao final de época é frente ao Villarreal, fora de casa, uma jornada depois de disputar o dérbi de Barcelona contra o Espanyol. Depois disso, joga fora com o Las Palmas e recebe o Eibar.

Parece claro que, para além da boa fase motivacional que a equipa do Barcelona atravessa depois de derrotar o Real Madrid no Santiago Bernabéu, o calendário também está a seu favor.

Foto de Capa: La Liga

Falta um “Danoninho”

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fc porto cabeçalho

Ainda faltam jogar quatro jogos e consequentemente 12 pontos por disputar e é sempre um pouco prematuro fazer um balanço da época. Mas mesmo assim e com os dados que disponho posso dizer que a época azul e branca tem nota positiva.

O FC Porto terminou a época passada em terceiro lugar com 15 pontos de desvantagem para o campeão Benfica, juntado a este ponto existem mais alguns que me ajudam a tirar a conclusão de que o trabalho realizado merece nota positiva: Mudança de treinador, mais de metade do onze base é novo no clube, muita juventude, algumas alterações durante a época na estrutura ligada ao Futebol e mesmo com todas estas alterações estamos na luta pelo título e com vantagem sobre o Sporting (que manteve Treinador e grande parte do onze base).

É evidente que existe muito caminho por percorrer, a equipa ainda demonstra alguma falta de maturidade, bastante ansiedade (que é normal num plantel jovem e com poucos “campeões”) e mesmo a nível tático ainda existem arestas por limar.

NES tem realizado, na minha opinião, um trabalho muito positivo e mesmo que o FC Porto não seja campeão espero que a sua continuidade esteja assegurada.

NES tem realizado um bom trabalho Fonte: FC Porto
NES tem realizado um bom trabalho
Fonte: FC Porto

O FC Porto é neste momento a melhor defesa do campeonato e este registo tem ainda mais significado quando nesse setor da equipa estão dois jogadores na primeira época no clube (Felipe, Alex telles) ao contrário dos rivais que mantiveram os seus quartetos defensivo da época passada.

O FC Porto é também o melhor ataque da prova, e este registo tem mais valor quando feito com muita juventude (Jota, André Silva, Otavio, Rui Pedro) a chegada de Soares foi importantíssima para dar mais experiencia neste setor. É no processo ofensivo que a equipa tem de crescer mais, com o volume de jogo produzido não podem existir tantos jogos com empates a zero.

Tudo isto é trabalho de treinador, é caso para dizer que falta apenas um “danoninho” para chegar a um patamar superior.

Um outro dado que nunca pode ser esquecido é os anos que NES tem como treinador principal (5 épocas) ao contrário dos seus principais adversários que são bem mais experientes, acredito que alguns erros cometidos durante esta época com um pouco mais de experiencia seriam evitados.

Eu recuso-me avaliar o desempenho de uma equipa e de um treinador apenas e só pelos resultados. É evidente que os resultados são a principal vertente, mas nunca podem ser retirados de um contexto.

Como adepto racional que sou não posso exigir vitórias, posso sim exigir que deixem tudo em campo, e nisso esta equipa tem sido exemplar.

 

Foto capa: FC Porto

 

Que a taça volte convosco

Cabeçalho modalidades

Portugal vai iniciar esta sexta feira a defesa do título mundial de futebol de praia, alcançado em 2015 no nosso país, na Praia da Baía, em Espinho. A seleção nacional, que já tinha sido campeã do Mundo em 2001, voltou a vencer o título há dois anos e vai agora tentar a terceira taça, em competição que irá decorrer nas Bahamas.

A turma das quinas, que continua a ser orientada por Mário Narciso, partiu para Nassau com toda a esperança e ambição para revalidar a conquista de 2015, e temos sérios motivos para acreditar em novo sucesso desta equipa. Os doze elementos convocados são precisamente os mesmos de há dois anos, o que demonstra um claro sinal de estabilidade e confiança nestes atletas, atuais campeões do mundo. Elinton Andrade e Tiago Petrony serão os guarda redes, numa equipa que fica completa com Bruno Torres, Bruno Novo, Jordan Santos, Léo Martins, Bé Martins, Rui Coimbra, Alan, José Maria e as duas estrelas da companhia, Belchior e Madjer. O Sporting de Braga e o Sporting, atual campeão nacional, são os clubes mais representados, com seis e três elementos convocados, respetivamente.

Portugal vai tentar revalidar o título alcançado há dois anos, em Espinho Fonte: FIFA Beach Soccer World Cup
Portugal vai tentar revalidar o título alcançado há dois anos, em Espinho
Fonte: FIFA Beach Soccer World Cup

Portugal estará inserido no grupo C, juntamente com o Paraguai, o Panamá e os Emirados Árabes Unidos. Bem sabemos que nestas grandes competições, que se disputam em espaços temporais muito reduzidos, tudo pode acontecer. Contudo, a seleção lusa é uma das grandes favoritas à vitória, juntamente com o histórico Brasil. Taiti, atual vice-campeão do Mundo, Itália, Irão e Suíça serão outras equipas com condições para brilhar, ainda que num patamar abaixo das duas superpotências que falam português. Os lusos começarão a competição já nesta sexta feira, em duelo com o Panamá, seguindo-se jogos com o Paraguai e os Emirados Árabes Unidos, de dois em dois dias.

Em condições normais, Portugal não terá dificuldade em passar o seu grupo. Com uma equipa bastante experiente e com muita qualidade (como demonstra o facto de termos o melhor guarda redes e melhor jogador do Mundo, Elinton Andrade e Madjer), a equipa das quinas terá de provar essa superioridade em campo e passar o seu grupo no primeiro lugar. A importância de terminar a primeira fase na liderança adensa-se quando vemos o calendário da fase a eliminar, pois o grupo de Portugal irá emparelhar com o denominado “grupo da morte”, onde estão Brasil, Irão, Taiti e Polónia. É fulcral passar em primeiro lugar pois, correndo os jogos da maneira mais provável, Portugal assim só teria de enfrentar o Brasil na grande final da competição, que se disputará no dia sete de maio.

Em Portugal, todos estaremos de olhos postos no ecrã, a apoiar a seleção nacional e à espera que Madjer volte a envergar taça de campeão mundial de futebol de praia.

Foto de capa: FIFA Beach Soccer World Cup