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Sporting CP 4-3 ACCS Asniéres Villeneuve 92: Estreia vitoriosa dos Campeões Europeus!

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A CRÓNICA: JOGO DIFÍCIL, MAS O MAIS IMPORTANTE FOI CONSEGUIDO!

O primeiro passo do campeão europeu em título (Sporting CP) foi dado esta quarta-feira na Eslovénia, país que traz ótimas memórias ao futsal português (foi neste país que fomos campeões europeus de seleções em 2018) que um dos nossos representantes abriu a competição contra um rival duro.

No entanto, não tem a mesma equipa que no ano anterior, em que foi campeão francês, mas, entretanto, viu-se relegada para o segundo escalão devido a motivos fora da quadra.

O Sporting CP entrou muito forte no encontro e marcou logo no segundo minuto, com um míssil de Erick Mendonça que não deu hipóteses de defesa a Careca, guardião brasileiro da equipa francesa.

Logo na jogada seguinte, o ACCS empatou, num lance algo confuso e onde fica a ideia que o guarda-redes leonino podia ter feito um pouco melhor, golo esse apontado por Mesrar. Foi uma entrada alucinante no encontro, logo com dois tentos a abrir e com mais uma série de boas intervenções de Careca a evitar a vantagem dos leões.

Nos minutos seguintes o jogo acalmou como esperado, porque era impossível este ritmo manter-se durante a totalidade do tempo.

O resto da primeira parte foi maioritariamente passada no meio-campo da equipa francesa, mas Careca e algum desacerto dos jogadores do Sporting não refletiam no marcador o maior domínio da equipa portuguesa durante grande parte dos 20 minutos.

Depois dos primeiros minutos loucos o jogo assentou, mas o domínio do conjunto verde e branco acentuou-se, com exceção dos minutos finais um pouco mais “anárquicos”.

A figura nestes primeiros minutos foi claramente o guardião do adversário, com muitas intervenções de qualidade e a manter o seu emblema na discussão pela vitória.

Pela negativa Zicky Té, a falhar alguns lances aparentemente simples e que o pivot português normalmente não costuma falhar.

A última metade iniciou precisamente da mesma forma, o Sporting por cima e a criar oportunidades mas o guarda-redes brasileiro do ACCS mantinha a sua exibição memorável.

O balde de água gelada surgiu a 11 minutos do final, com um golo de Touré a partir de um contra-ataque rápido bem finalizado pelo jogador francês.

A dez minutos do final foi assinalado um penalty a favor da equipa lisboeta, por mão na bola de um jogador da equipa parisiense, cabendo a Cavinato a responsabilidade de transformar esta oportunidade em golo e aí o jogador leonino não desperdiçou, devolvendo o empate à partida.

No minuto seguinte, Mamadou Touré finalizou com sucesso uma arrancada brilhante e marcou o terceiro do ACCS, tendo o Sporting ainda nove minutos para inverter a situação.

Alex Merlim marcou o golo decisivo, após um remate fortíssimo que só parou no fundo da baliza de Careca.
Fonte: Sporting CP

A 7 minutos do fim, surgiu o golo da tarde, uma finalização de Guitta após uma jogada de 5×4 improvisada com o redes brasileiro a criar superioridade numérica e a finalizar uma jogada criada por ele, após defesa incompleta de Careca.

A pouco mais de quatro minutos do fim, mais uma bomba a bater Carela, sem a mínima hipótese de defesa após o remate de Merlim.

Até ao fim, nada mais de relevante se passou, pese embora a equipa parisiense tenha apostado tudo no guarda-redes avançado mas sem criar grandes sobressaltos junto da baliza de Guitta.

Resumindo, vitória difícil mas justa do campeão europeu, perante um rival complicado que vai obviamente subir de divisão e que tem uma equipa muito forte, e caso consiga resolver os problemas financeiros tem tudo para ser uma das equipas mais poderosas da Europa.

Isto tudo num dia em que também o SL Benfica entrou com o pé direito na competição, vitória 2-1 diante dos belgas do Halle Gooik.

A FIGURA

Fonte: ACCS Futsal Club

Careca – Que exibição espetacular do guardião canarinho, sofreu quatro golos mas salvou muitos mais e manteve sempre o ACCS na discussão do encontro.

O FORA DE JOGO

Zicky
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Zicky Té – Jogo desinspirado do internacional português, a desperdiçar ocasiões que normalmente não falha. Há dias assim, não belisca em nada a enorme qualidade que Zicky apresentou e apresenta na grande maioria dos encontros.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Nuno Dias optou por iniciar o encontro em 4×0, sem um pivot de referência, entrando Zicky sempre que se justificasse. O jogo do Sporting foi globalmente bom mas a finalização tem que melhorar muito nas fases seguintes.

 

5 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Guitta (7)

João Matos (7)

Diego Cavinato (7)

Alex Merlim (7)

Erick Mendonça (7)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (6)

Pany Varela (6)

Caio Ruiz (6)

Miguel Ângelo (6)

Zicky Té (5)

Waltinho (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACCS

Ao contrário do seu homólogo, Sérgio Mullor apostou numa equipa inicial 3×1, com um pivot de referência no ataque, nomeadamente Souheil Mouhoudine também com constantes mudanças e outras nuances táticas ao longo do tempo regulamentar.

5 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Careca (8)

Nélson Lutin (6)

Abdessamad Mohammed (6)

Soufiane El-Mesrar (7)

Souheil Mouhoudine (6)

SUBS UTILIZADOS

Bilal Bakkali (6)

Murilo Duarte (6)

Thiago Bolinha (6)

Mammadou Touré (8)

Rodriguinho (6)

Foto de capa: Sporting CP

Sporting, Sporting

Vitória SC 3-3 SL Benfica: Festival de golos em Guimarães deixa as contas em aberto

CRÓNICA: SEGUNDA PARTE DE LUXO DOS VITORIANOS NÃO CHEGA PARA A VITÓRIA

Jogo à quarta-feira à noite em finais de outubro é sinónimo de Taça da Liga. Vitória SC e SL Benfica encontraram-se em Guimarães, no Estádio D. Afonso Henriques. A partida a contar para a fase de grupos (este ano encurtada para apenas conter três equipas em cada um), num jogo absolutamente decisivo, depois do triunfo vimaranense no embate inicial frente ao SC Covilhã.

E com uma vitória a praticamente assegurar a passagem à Final Four para ambas formações, vimos uma partida recheada de golos e de futebol atacante. O SL Benfica rapidamente chegou à vantagem por dois golos, sem ainda antes perder Taarabt por lesão.

O marcador mexeu pela primeira vez logo aos 7′, com Alfa Semedo a introduzir a bola na própria baliza no seguimento de um canto. Poucos minutos depois, ao passar do primeiro quarto de hora do jogo, Pizzi aproveitou uma saída rápida das águias e um desposicionamento da defesa vitoriana para fazer o 2-0.

Os da casa conseguiram melhorar no jogo, com André André a reduzir a desvantagem. O capitão do Vitória SC finalizou uma jogada de insistência dos vimaranenses, com Rochinha em destaque.

Mas quando a equipa de branco parecia estar a subir na partida, Nemanja Radonjic tira um autêntico coelho da cartola com um grande golo num contra-ataque do SL Benfica. O extremo adaptado no dia a lateral, tirou o adversário do caminho já dentro da área, antes de deferir um poderoso remate que acabou no fundo das redes defendidas por Bruno Varela.

Mas as emoções no D. Afonso Henriques ainda voltaram a elevar-se nos primeiros 45′, com novo golo do Vitória SC. Falaye Sacko cruza para a área, com Estupiñan a encontrar espaço entre Otamendi e Veríssimo para cabecear de forma certeira para o 3-2.

Mas se na primeira metade foi o SL Benfica a parecer sempre a equipa mais perigosa, a segunda contou com um grande Vitória SC. A pressão a funcionar melhor, e a conseguir ter mais bola perto do último terço.

O golo demorou a chegar, com várias defesas de Hélton Leite e uma bola à barra pelo caminho, mas a igualdade no marcador acabou mesmo por chegar aos 83′. Numa sequência de lances de bola parada mal defendidos pelo SL Benfica, e numa jogada com muita confusão à mistura, Bruno Duarte consegue aproveitar um cruzamento de Rúben Lameiras para, à segunda, conseguir bater novamente o guarda-redes encarnado.

Empolgava-se a quota parte do Vitória SC nos 11065 adeptos presente no D. Afonso Henriques, com a esperança de um quarto golo que garantisse desde já a presença na fase final da Taça da Liga 2021/2022. Algumas oportunidades ainda surgiram, mas o empate acabou mesmo por prevalecer.

Uma partida cheia de golos, de emoção, com um SL Benfica superior nos primeiros 45′, mas com uma grande exibição do Vitória SC na segunda metade. Os minhotos tem agora 4 pontos ao fim dos 2 jogos da fase de grupos, com os lisboetas com 1 depois deste empate. Águias decidem quem passa à Final Four na derradeira partida frente ao SC Covilhã a 15 de dezembro. O SL Benfica de fazer melhor que o Vitória SC (2-0 na Covilhã), de modo a ultrapassar o Vitória SC nas contas do grupo A.

A FIGURA

Segunda parte do Vitória SC – sem nenhum jogador dos da casa a destacar-se individualmente a um nível muito acima dos colegas, há que destacar a qualidade dos segundos 45′ dos vimaranenses. Conseguiram controlar o jogo ofensivo do SL Benfica, e chegar muitas vezes com perigo à área contrária. O golo apareceu já perto do fim, para manter o clube ainda com hipóteses de chegar à Final Four da Taça da Liga.

FORA DE JOGO

Alfa Semedo Vitória SC SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Alfa Semedo – todos os jogadores mais defensivos do Vitória SC estiveram abaixo do necessário na primeira metade, mas continua a ser Alfa Semedo aquele que dá mais nas vistas. O médio-defensivo ainda não conseguiu encontrar a sua melhor forma no clube de Guimarães, com um auto-golo a abrir o resultado e uma exibição globalmente fraca.

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Pepa colocou a sua equipa a jogar num tradicional 4-3-3. Alfa Semedo era o pivô no meio-campo, com os André André e André Almeida como interiores. Rochinha e Edwards eram os extremos a jogar de pé cruzado, e fletiam muito para o meio no momento ofensivo dos vimaranenses.

Estupiñan recuava bastante em apoio, de modo a ligar com os médios e abrir espaço entre os centrais do SL Benfica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES – VITÓRIA SC

Bruno Varela (5)

Falaye Sacko (5)

Borevkovic (4)

Abdul Mumin (4)

Helder Sá (6)

Alfa Semedo (3)

André Almeida (6)

André André (5)

Marcus Edwards (6)

Rochinha (7)

Estupiñan (6)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Silva (4)

Quaresma (5)

Bruno Duarte (6)

Rúben Lameiras (6)

Nicolas Janvier (5)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jorge Jesus alinhou no seu sistema habitual de três centrais, sendo que na frente a equipa oscilava entre um triângulo com Gonçalo Ramos como vértice mais avançado ou como Pizzi mais recuado com Everton a aproximar-se do avançado.

Com Pizzi a situar-se de forma central no momento defensivo o SL Benfica bloqueava a saída de bola através de Alfa Semedo, e deixava dois homens mais na frente na eventualidade de uma saída rápida. A largura, como é costume, era assegurada por alas da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES – SL BENFICA

Hélton Leite (5)

Lucas Veríssimo (5)

Otamendi (5)

Morato (5)

Nemanja Radonjic (6)

Taarabt (-)

Meïté (4)

Grimaldo (6)

Pizzi (7)

Everton (7)

Gonçalo Ramos (6)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (5)

Rafa (5)

Diogo Gonçalves (-)

Julian Weigl (-)

Yaremchuk (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Para além dos ajustes de pressão, tentou também pedir aos seus jogadores que tivessem mais critério com bola, até para não terem que correr atrás dela tantas vezes?

Pepa: Isso tentamos o jogo todo, às vezes temos é passes falhados que comprometemos. Houve coisas que corrigimos principalmente na pressão, como já falei, mas foi maioritariamente a pressão que corrigimos.

SL Benfica

BnR: Como já vimos noutras ocasiões esta época, o SL Benfica passou muito do tempo do jogo não em 3-4-3 mas sim em 3-5-2, com Pizzi atrás de Gonçalo Ramos e de Everton. Perguntava-lhe o que essa dinâmica lhe oferece, e se é benéfico a equipa conseguir fazer estas pequenas alterações de acordo com aquilo que o jogo pede ao SL Benfica.

Jorge Jesus: O jogo é que pede, a gente vê ou não vê. O SL Benfica na maior parte do jogo joga com 3 defesas, não com 5. Isso faz um desgaste muito grande, até pela pressão alta que obriga muitos duelos um para um. Isso hoje pode ter sido um problema nos jogadores com menos minutos. Aquele posicionamento tem a ver com aquilo que o jogo vai ditando, de como podemos mudar um ou dois jogadores em campo. Isto é um jogo de treinadores em termos de estratégia. Isso é para mim uma coisa bonita do futebol, quando os treinadores fazem estas alterações durante o jogo, como aconteceu hoje.

 

Esqui Alpino | Suíços e Norte-americanos em festejos no regresso

modalidade esqui alpino Bola na rede

Para os amantes dos desportos de inverno este fim-de-semana amanheceu mais feliz. Tudo, pois, os denominados desportos de neve voltaram aos ecrãs. A temporada invernosa abriu com as competições de esqui alpino em Soelden, sendo estas já uma tradição em vigor desde a temporada 1992/93, tendo desde então lugar no calendário as provas da disciplina rainha: o Slalom Gigante. Primeira vertente na qual se competiu neste fantástico desporto, com o pontapé de saída a ser dado em finais de outubro. Esqui alpino

Antes das incidências deste primeiro fim-de-semana competitivo, convém referir que neste defeso muito se passou nos bastidores do “circo branco”, destacando-se a tomada de posse de um novo responsável máximo pelo esqui alpino, havendo assim passagem de testemunho à frente dos destinos da Federação Internacional . Trata-se de um milionário sueco que propõe entre outras questões o aumento dos prémios a auferir pelos atletas.

Assim sendo na temporada que agora se inicia o calendário contará com: nove provas de Slalom, outras tantas de Slalom Gigante e uma de Slalom Paralelo, vertente que parece perder importância. Como destaque negativo: a saída de cena do Combinado Alpino, a histórica corrida Kandahar que desde os primórdios da competição era presença obrigatória. Esqui alpino

Já em relação à velocidade, serão oito os eventos de Super G, sendo que igual fatia será destinada ao Downhill. Do meu ponto de vista  este novo calendário conferirá, finalmente, aos velocistas mais hipóteses concretas de “abraçarem” o grande globo de cristal a ser entregue em meados de março, aquando da festa final.

A pista de Soelden, em pleno glacear de Rettenbach, a cerca de uma hora de automóvel de Salzburgo, recebia novamente o começo de mais uma temporada da Taça do Mundo de Esqui Alpino que se prevê e deseja épica.

2 lugares no meio-campo para tanta qualidade

Uma boa dor de cabeça a meio-campo dos leões

O plantel do Sporting CP é um conhecido por ser um grupo de trabalho curto, mas com muita qualidade. A escolha da dupla do meio-campo leonino deverá ser a tarefa mais complicada da escalação do onze inicial por parte de Rúben Amorim, devido ao excesso de qualidade que se encontra naquele setor do campo. Há apenas dois lugares disponíveis e o treinador dos atuais campeões nacionais tem quatro opções viáveis para aquelas funções.

Football Manager 2022 | Os 5 melhores desafios

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Com o lançamento completo do Football Manager 2022 à porta, muitos já começam a pensar na equipa que querem levar á glória.

Enquanto alguns preferem começar com os maiores orçamentos e melhores jogadores, outros preferem pegar em clubes mais pequenos, ou em dificuldades, e construir uma equipa vencedora.

Para estes últimos, aqui ficam cinco sugestões que, de certeza, são muito desafiantes.

Vitória SC x SL Benfica | Novo assalto ao castelo vitoriano

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Taça da Liga, Fase de Grupos: quarta-feira, 19h30, 27 de outubro de 2021

ANTEVISÃO: SL BENFICA TENTA NOVO ASSALTO PARA MANTER HISTORIAL DE VITÓRIAS

O SL Benfica tenta novo assalto à cidade berço para defrontar o Vitória SC. Depois de nos últimos jogos as exibições da equipa encarnada terem ficado um pouco aquém, este jogo a contar para a Taça da Liga é mais uma oportunidade para as águias mostrarem que estão bem vivas.

JOGO IMPORTANTÍSSIMO PARA OS ENCARNADOS NESTE JOGO NA CIDADE BERÇO. CONSEGUIRÁ O VITÓRIA SC BATER O SL BENFICA E ASSEGURAR A PRESENÇA NA FINAL-FOUR DA TAÇA DA LIGA? APOSTA COM A BET.PT!

É bem provável que o onze inicial dos lisboetas sofra alterações, mas jogue quem jogar, o foco está na vitória. Se por um lado os encarnados querem provar que merecem todo o apoio que têm recebido dos adeptos, por outro, os vitorianos querem redimir-se da derrota frente às águias na sétima jornada do campeonato.

Apesar de tudo, é certo que este vai ser um jogo equilibrado, onde só a vitória importa para ambas as equipas.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Vitória SC encontra-se na liderança do Grupo A e, em caso de vitória, fica apurado para a final-four.
  2. As duas equipas já se defrontaram 176 vezes, sendo que os vitorianos saíram vencedores em 25 jogos e derrotados em 123. Os restantes 28 terminaram empatados.
  3. Desses 176 confrontos, sete deles foram a contar para a Taça da Liga. De notar que o SL Benfica venceu quatro e o melhor que o Vitória SC conseguiu foram três empates.
  4. A nível de golos marcados, a superioridade dos encarnados é notória: 400 contra 143 dos minhotos.
  5. Apesar de ultimamente este cenário não ser muito recorrente, o resultado típico do duelo entre as duas equipas é a vitória do SL Benfica por 1-0.
  6. Nos últimos dez confrontos, o Vitória SC não conseguiu vencer nenhum. É preciso recuar até à final da Taça de Portugal de 2012/13 para vermos um triunfo dos minhotos frente aos encarnados.
  7. A última vez que se defrontaram nesta competição foi na época passada. Nesse jogo, as águias bateram os vitorianos nas grandes penalidades (4-1), após um empate a uma bola no final dos 90 minutos regulamentares.
  8. No que diz respeito ao campeonato, o Vitória SC encontra-se em sétimo lugar, com 13 pontos, e o SL Benfica lidera a tabela classificativa, com 24.
  9. A nível de golos, os minhotos, até ao momento, contam com 11 marcados e oito sofridos. Já os encarnados, contam com 20 marcados e cinco sofridos.

10. O melhor marcador dos vitorianos é Óscar Estupiñán, com três golos. Do lado das águias destacam-se Yaremchuk e Darwin, ambos com quatro golos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Óscar Estupiñán é a maior ameaça às redes do SL Benfica
Óscar Estupiñán é a maior ameaça às redes do SL Benfica
Fonte: Sebastião Rôxo/ Bola na Rede

Óscar Estupiñán (Vitória SC) – O ponta-de-lança colombiano é uma das principais figuras do plantel de Pepa. Apesar de no início da presente época não ter sido aposta do treinador devido a lesão, até ao momento, em jogos do campeonato, marcou três golos e fez uma assistência.

Estupiñán já marca há dois jogos consecutivos, sendo que no último jogo foi o responsável por lançar o Vitória SC no caminho do triunfo, com um golo de cabeça. Ninguém tem dúvidas da qualidade deste jogador e, por isso mesmo, vai ser uma dor de cabeça constante para a defesa encarnada.

 

Rafa Silva tem sido a principal figura do ataque do SL Benfica
Rafa Silva tem sido a principal figura do ataque do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa Silva (SL Benfica) – A fase pela qual Rafa está a passar é absolutamente fenomenal. O internacional português tem-se revelado ser um autêntico talismã e tem sido uma figura de destaque constante.

No último jogo dos encarnados foi Rafa quem garantiu a vitória, com um golo crucial no tempo de compensação. Até ao momento, conta com seis golos e duas assistências, num total de 15 jogos.

Se já é difícil travar a sua velocidade, parece que também não é muito fácil pôr fim à veia goleadora que o jogador está a ter. Posto isto, é certo que os defesas vão ter muito trabalho com o extremo português.

 

XI’S PROVÁVEIS

Vitória SC: Varela, Hélder Sá, Borevkovic, Mumin, Sacko, Alfa Semedo, Tiago Silva, André André, Óscar Estupiñán, Edwards, Ricardo Quaresma.

Treinador: Pepa

“O resultado que nos interessa é a vitória. Temos esse “sonho” e mantemos a fasquia lá em cima. No último jogo, fomos inferiores ao SL Benfica. O que temos de fazer diferente é fazer igual. Essa é a chave: jogarmos iguais a nós próprios. Se quisermos ter protagonismo e bola e soubermos sofrer, estaremos mais próximos de vencer, sem fantasmas do nosso historial recente. O grupo quer muito aproveitar esta oportunidade de chegar à “final-four” e acredito muito que o vamos conseguir”.

 

SL Benfica: Helton Leite, Vertonghen, Morato, Gilberto, Meité, Taarabt, Pizzi, Grimaldo, Everton, Rafa, Gonçalo Ramos.

Treinador: Jorge Jesus

“Será um jogo com caraterísticas completamente diferentes, porque equipas como o Vitória SC, e não só, veem neste troféu uma possibilidade de ganharem títulos. Vamos encontrar um Vitória SC que já ganhou ao SC Covilhã (2-0) e se amanhã perdermos estamos eliminados. Por isso, vamos encarar o jogo como sendo decisivo. O Vitória SC é forte, de certeza que vai lançar o melhor onze, mas estamos confiantes”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: VITÓRIA SC 1-2 SL BENFICA

Sporting CP 2-1 FC Famalicão: Vitória justa apesar do susto final

CRÓNICA: PERSISTÊNCIA FAMALICENSE QUASE RESULTOU NO EMPATE

Jogo importante no Estádio de Alvalade para ambas as equipas: o FC Famalicão podia carimbar a passagem à Final Four da Taça da Liga em caso de vitória, e o Sporting CP precisava de vencer para ter boas hipóteses de chegar a essa fase.

O jogo começou com um domínio verde e branco que se materializou em golo logo aos oito minutos: Ugarte ganhou espaço no meio-campo e desferiu um remate forte que, aliado a um desvio em Pickel, entrou na baliza do Famalicão.

Os leões motivaram-se e ao aplicarem uma pressão intensa roubaram muitas bolas aos visitantes; aos 15 minutos, o jogo estava controlado. Contudo, a garra dos famalicenses sempre foi evidente, o que lhes permitiu manterem-se na luta pelo resultado.

O Sporting chegava à área adversária muito através de cruzamentos, que raramente assustaram Júnior. Já o Famalicão, até ao final da primeira parte, e muito através de Bruno Rodrigues, criou um ligeiro ascendente e foi-se aproximando da baliza leonina, sem, no entanto, incomodar João Virgínia.

Com a entrada de dois novos avançados, o segundo tempo começou com um Famalicão mais perigoso, tendo dois remates de Ivo causado alguns calafrios aos adeptos sportinguistas.

Até que ao minuto 60, contra a corrente do jogo, o Sporting marcou: uma jogada de insistência resultou numa defesa incompleta de Júnior, tendo Nuno Santos aproveitado para faturar.

O Famalicão nunca virou a cara à luta e teve mais tempo de posse, mas as melhores oportunidades neste período pertenceram ao Sporting, sobretudo através do recém-entrado Pedro Gonçalves.

E em cima dos 90 minutos, Pablo desmarcou-se e rematou para uma boa intervenção de Virgínia, mas a bola sobrou para Heri, que atirou a contar. Dois minutos depois, o Famalicão voltou a abanar as redes adversárias, mas o golo foi anulado por fora de jogo.

Apesar do susto final, o Sporting acabou por vencer de forma justa.

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Nuno Santos – Criou jogo, foi eficaz a defender, movimentou-se bem e teve um bom entendimento posicional com Sarabia. Para além disso, marcou o segundo golo do Sporting, que ajudou (e muito) a consumar a vitória para os leoninos. Ótima exibição.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Pêpê – Jogando como um médio mais recuado, o português teve um jogo apagado, quer do ponto de vista ofensivo como defensivo. Depois, com o decorrer do jogo e as entradas de novos jogadores do Sporting em campo, a fadiga física também se fez notar.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting alinhou no seu habitual 3-4-3, com os alas bem abertos nos flancos e com Sarabia e Nuno Santos a trocarem várias vezes de posição entre avançado-esquerdo e ponta de lança. Jovane partiu sempre da direita.

Os jogadores mostraram ter boas dinâmicas nas suas movimentações e nas trocas de bola, que muitas vezes aliviaram a pressão dos visitantes. Quando não tinha bola, o Sporting aplicou várias vezes uma pressão alta que deu muitos frutos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Virgínia (6)

Feddal (7)

Luís Neto (7)

Gonçalo Inácio (7)

Rúben Vinagre (7)

Matheus Nunes (8)

Ugarte (7)

Ricardo Esgaio (6)

Nuno Santos (8)

Jovane (6)

Sarabia (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Gonçalves (7)

Matheus Reis (6)

João Palhinha (6)

Paulinho (6)

Tabata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

No processo defensivo o Famalicão alinhou em 4-5-1, com um médio habitualmente a subir para ajudar Marcos Paulo na pressão inicial, e apresentou um bloco compacto que procurava impedir a construção de jogo pelo meio do terreno.

Quando tinha bola, o Famalicão jogava num 4-3-3 e muitos dos seus jogadores movimentavam-se constantemente à procura de baralhar a defesa adversária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Júnior (5)

De La Fuente (6)

Riccieli (6)

Penetra (6)

Rúben Lima (6)

David Tavares (7)

Pickel (5)

Pêpê (5)

Ivo (7)

Bruno Rodrigues (6)

Marcos Paulo (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Brazão (6)

Heri (7)

Iván Jaime (7)

Pablo (7)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

FC Famalicão

BnR: Fez três mudanças ao intervalo, fazendo entrar Iván Jaime, Heri e Pedro Brazão; pergunto-lhe o que pretendia trazer de novo ao jogo com essas mudanças e se estas tiveram o efeito pretendido?

Ivo Vieira: Na primeira parte tivemos pouca bola, tivemos quase zero oportunidades de golo, não encarámos a baliza do adversário e na segunda já o fizemos mais.

Chegámos ao último terço, tirámos alguns remates, alguns cruzamentos, metemos mais gente na zona ofensiva. Essa era a pretensão e tentar no mínimo igualar o resultado ou inverter, mas não o conseguimos. Mérito também do Sporting, que ganhou porque fez dois golos, nós só fizemos um e ajusta-se aquilo que foi o resultado.

 

 

CD Santa Clara 3-1 FC Porto: Histórico Passo Nos Açores

A CRÓNICA: Onde estão os homem golo do Porto?

Terça feira de Futebol nos Açores junta CD Santa Clara e o FC Porto para um importante duelo para a Taça da Liga. Para o CD Santa Clara, a vitória permite passagem direta para a Final Four, por outro lado; em caso de empate, fica refém do resultado entre a equipa do norte e o Rio Ave.

Começava a primeira parte e o Porto entrava por cima na partida e a tentar ser o mais rápido a chegar à área, no entanto a equipa da casa procurava não se esconder e sair a jogar. Com essa premissa, o jogo acabava por se centrar a meio campo e sem deixar grande oportunidade para o Porto avançar.

A vontade de dar tudo em campo ficou visível quando, através dum canto batido por Sagna, Chindris consegue afastar-se da confusão, dá meia volta e atira a redondinha para o fundo das redes de Marchesín, fazendo o golo inaugural da partida. Minutos depois, Morita ainda tenta a sua sorte, mas sem sucesso.

Apesar da equipa do Norte conseguir chegar à baliza dos açorianos, as várias tentativas de marcar acaba por sair por cima da baliza do atento Ricardo. Ao intervalo temos muito movimento de bola, partida intensa e jogo partido; sem dúvida, um jogo impróprio para cardíacos com um resultado inesperado.

A segunda parte começava com um Porto refrescado devido às substituições ao intervalo. No início da segunda parte, o jogo continua partido, mas com os azuis e brancos a conseguirem destacar-se e a chegar mais facilmente à baliza dos bravos açorianos.

E quando tudo parecia estar calmo, eis que Morita recebe a bola, passa-a a Luis Phylipe que a entrega a Ricardinho, que faz o segundo golo da partida deixando o Estádio de S. Miguel ao rubro.

Os dragões continuam a pressionar e a tentar marcar na baliza açoriana mas, sempre que o fazem, a bola acaba por sair ao lado. “Tem de entrar” deveria estar a pensar Taremi quando se desenlaça da defesa açoriana e marca num frente a frente, aos 83 minutos, com o guardião açoriano.

Tempo a esgotar-se e o que parecia consumado veio a reiterar-se. Já em tempo complementar, Anderson Carvalho recebe, entrega para Néné e este só tem de encostar e, assim, faz o terceiro golo da partida estreando-se a marca.

Esta foi, sem dúvida, uma partida difícil, frenética e imprevisível. Desta forma, o Porto acaba por ficar a caminho de Leiria, já o Santa Clara continua na Taça da Liga, num jogo histórico que ficará, sem dúvida, na historia do clube.

A FIGURA
CD Santa Clara FC Porto
Fonte: FC Porto

Ricardinho – O pequeno mago redimiu-se da exibição mais apagada diante do Famalicão. Encheu o campo com critério e qualidade técnica. O golo veio coroar uma exibição de luxo.

O FORA DE JOGO

CD Santa Clara FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Luis Díaz-  Um dos homens golos do FC Porto não esteve nos seus dias e falhou repetidamente oportunidades de golo claras que seriam fundamentais para a sua equipa arrecadar a vitória e continuar na competição.

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Santa Clara alinhou-se em 4-2-3-1. A turma de Nuno Campos usou uma linha de quatro clássica. Destaque para a estreia de Chindris, central romeno que marcou o primeiro golo do jogo. Sagna jogou na lateral direita, João Afonso acompanhou Chindris e Paulo Henrique jogou com defesa esquerdo, ajudando a linha defensiva.

Nené e Morita fecharam o miolo do terreno. Mohebi estreou-se como titular na ala. Rui Costa jogou no lado oposto e Ricardinho jogou nas costas do ponta de lança Luiz Phellype.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Fernandes (6)

João Afonso (3)

Chindris (4)

Paulo Henrique (4)

Nené (3)

Morita (5)

Luiz Phellype (3)

Mohebi (3)

Rui Costa (3)

Pierre Sagna (3)

Ricardinho (5) 

SUBS UTILIZADOS

Lincoln (Rui Costa 66’) (4)

Allano (Luiz Phellype 66’) (3)

Jean Patric (Ricardinho 71’) (3)

Mansur (Pierre Sagna 78’) (4)

Anderson Carvalho (Morita 78’) (4)

ANÁLISE TÁTICA – FC Porto

O FC Porto alinhou-se, também, em 4-2-3-1. Marchesín regressou a titular. Nanu atou na lateral direita, Manafa jogou mais na esquerda. Marcano e Mbemba actuaram no eixo central defensivo. Bruno Costa e Grujic preencheram o miolo do terreno com o sérvio a atuar em posições mais recuadas.

Pepe e Corona procuraram dar verticalidade ao jogo dos dragões. Fábio Vieira foi o maestro nas costas de Toni Martinez, homem mais adiantado da equipa azul e branca.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (3)

Marcano (4)

Pepê (Otávio 46’)(3)

Marko Grujic (Evanilson 69’) (3)

Tecatito Corona (Luis Diaz 46’) (3)

Wilson Manafá (3)

Mbemba (3)

Bruno Costa (Sérgio Oliveira 46’) (3)

Toni Martinez (Taremi 65’) (4)

Nanu (2)

Fábio Vieira (2)

SUBS UTILIZADOS 

Sérgio Oliveira (Bruno Costa 46’) (4)

Otávio (Pepê 46’) (4)

Luis Diaz (Tecatito Corona 46’) (2)

Taremi (Toni Martinez 65’) (4)

Evanilson (Marko Grujic 69’) (3)

BnR na CONFERÊNCIA

CD SANTA CLARA

BnR:  Qual a importância desta vitória para a moral da equipa?

Nuno Campos:  É muito importante e histórica. É a primeira vez duma equipa como o Porto a perder em competições internas, é uma equipa muito forte.

Fizemos um grande jogo, demonstramos que, coletivamente, somos fortes, unidos e estivemos juntos.

FC Porto

BnR:  Jogo difícil em que a bola não entra. O que faltou a este Porto?

Sérgio Conceição: Faltou eficácia ofensiva e, defensivamente, precisávamos de ser mais assertivos. A nível individual cometemos erros, o que deixou o jogo mais difícil. Jogamos mais com o coração e menos com a cabeça. Mas estes erros não tiram o mérito do jogo que o Santa Clara fez.

Artigo revisto por Joana Mendes

Grounfos Tatabanya KC 23-37 Sporting CP: Leões continuam imperiais na Europa

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A CRÓNICA: VITÓRIA ANUNCIADA NA EFICÁCIA E NO RESULTADO

À entrada para o segundo encontro da fase de grupos da Liga Europeia de Andebol, o Sporting CP deslocou-se à Hungria para defrontar o Grounfos Tatabanya KC.

A turma de Alvalade chegou a esta partida com um recorde de dez vitórias nos últimos dez jogos, enquanto o coletivo húngaro se encontrava numa fase algo inconstante a nível de resultados (e também por terem visto o seu treinador ser demitido um dia antes deste duelo). Posto isto, esperava-se um bom duelo entre ambos os conjuntos.

Na primeira parte, foi o Tatabanya que entrou melhor na quadra, mas o Sporting CP rapidamente se sobrepôs.

Os 30 minutos iniciais foram uma demonstração daquilo que é a luta entre eficácias, onde os leões saíram a vencer. O que também sobressaiu foram as punições de dois minutos, onde se contaram seis jogadores avisados pelo árbitro da partida.

O único fator onde a equipa húngara se superiorizou foi nos golos concretizados em superioridade numérica aquando destas mesmas exclusões.

À chegada ao intervalo, o Sporting CP estava por cima do marcador, ao vencer por 13-18, num jogo que parecia tranquilo para a equipa verde e branca.

No recomeço do encontro, a apatia com que o Tatabanya entrou na quadra foi semelhante à apresentada na primeira hora e isso só favorecia os comandados de Ricardo Costa. A cabeça dos húngaros começou a ficar perdida com o dilatar do resultado e a eficácia no ataque sportinguista continuava nas mesmas percentagens.

No fundo, acabou por ser uma vitória praticamente anunciada num jogo onde o Sporting CP foi totalmente mais equipa do que o Tatabanya em todos os pontos.

Valeu também por um Erekle Arsenashvili inspiradíssimo. Assim, os leões venceram os húngaros por uns esclarecidos 23-37 e somam mais uma vitória na Liga Europeia de Andebol.

 

A FIGURA

Erekle Arsenashvili (Sporting CP) – Foi dono e senhor do ataque leonino. Erekle Arsenashvili foi o maior potenciador do jogo do Sporting CP e um dos grandes “obreiros” do resultado frente ao Grounfos Tatabanya KC. Uma grande exibição onde o jogador dos leões contou com nove golos.

O FORA DE JOGO
Fonte: Tatabanyahandball

Grounfos Tatabanya KC – O coletivo está a passar por uma fase inconsistente e viu perder o seu técnico no dia anterior ao duelo com os leões. Para além disso, a cabeça dos jogadores não esteve, de todo, no encontro. Como equipa, o Grounfos Tatabanya KC deixou bastante a desejar.

 

ANÁLISE TÁTICA – GROUNFOS TATABANYA KC

Mesmo sendo um jogo disputado em condições atípicas para a equipa húngara, o Grounfos Tatabanya apostou no sistema 3×3 e tentou tirar o máximo proveito do remate e da importância de Stefan Sunajko, que foi o jogador com nota mais no coletivo. 

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Laszlo Bartucz (6)

Martin Perenyi (5)

Stefan Sunajko (7)

Adam Juhasz (7)

Bence Zdolik (6)

Mátyás Gyori (5)

Barnabas Toth (5)

Zsolt Balogh (6)

Gabor Ancsin (4)

Darko Stojnic (4)

Viorel Fotache (5)

Aliaksei Ushal (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Ricardo Costa levou a jogo as suas melhores armas, não sendo possível apostar nos dois principais centrais, e montou um sistema 3×3. André José e Erekle Arsenashvilli valeram muitos golos no dois para dois, mas nunca se deixe passar em branco o quão importante foi Jens Schongarth.

FORMAÇÃO E PONTUAÇÕES

Manuel Gaspar (6)

Matevz Skok (5)

Jens Schongarth (7)

Erekle Arsenashvili (8)

Gassama Cissokho (7)

Francisco Costa (6)

Edmilson Araújo (6)

Martim Costa (6)

Salvador Salvador (6)

Jonas Tidemand (6)

Josep Folqués (7)

André José Rei (7)

Duarte Seixas (5)

Manuel Gaspar (5)

Eduardo Almeida (5)

Foto de capa: EHF European League

Artigo revisto por Joana Mendes

Bulgária 0-5 Portugal: Arranque avassalador deu o mote para uma goleada expressiva

Bulgária - Portugal, artigo do bola na rede futebol feminino

A CRÓNICA: DOMÍNIO PORTUGUÊS NÃO CONCEDEU OCASIÕES BÚLGARAS

Na caminhada para o Mundial Feminino de 2023, Portugal protagonizou um jogo de sentido único e venceu a Bulgária por 5-0 na deslocação a Plovdiv, somando o terceiro triunfo consecutivo na presente fase de apuramento.

Bem… Que incrível arranque de jogo protagonizado pela equipa das Quinas! Ainda nem estavam decorridos cinco minutos e Portugal já vencia por dois golos, construídos de forma muito semelhante. No primeiro, Ana Borges desequilibrou na direita e viu Ivanova empurrar a bola para a própria baliza. Logo de seguida, foi a vez de Diana Silva aparecer no corredor direito e esperar que Jéssica Silva aparecesse no centro para finalizar.

A formação orientada por Francisco Neto manteve o controlo do encontro e não só continuou a criar mais ocasiões de golo junto da baliza contrária (nomeadamente nos remates de Diana Silva e Andreia Jacinto, e ainda num livre cobrado por Carole Costa), como nem concedeu aproximações de perigo por parte do adversário até ao intervalo.

Depois de um primeiro tempo de sentido único, a segunda parte acabaria por seguir praticamente a mesma linha. Perto do minuto 60’, Diana Silva aproveitou um mau corte de Razhgeva e ampliou a vantagem, já depois das investidas de Jéssica Silva e Andreia Jacinto.

A seleção portuguesa não baixou a intensidade e, por isso, não tardou em marcar mais dois golos praticamente seguidos. Na sequência de um canto, Diana Gomes subiu à área e aproveitou uma má saída de Shahanska para marcar com o joelho. Pouco depois, a recém-entrada Kika conquistou uma grande penalidade e Carole Costa, a outra central, fixou o resultado final em 5-0 para a equipa das Quinas.

O jogo não terminou sem antes Dimitrova ver o segundo amarelo e deixar a Bulgária em inferioridade numérica nos últimos 15 minutos. Com este resultado, Portugal segue na segunda posição do grupo H, com dez pontos em quatro partidas (a dois da líder Alemanha), enquanto a Bulgária continua sem somar pontos ao fim de três jogos.

 

A FIGURA


Diana Silva – 73 minutos de tremenda qualidade! A avançada de 26 anos desequilibrou a linha defensiva adversária por várias ocasiões e destacou-se ao fazer um golo (o terceiro do encontro) e uma assistência para o golo madrugador de Jéssica Silva. Sentido oportuno, qualidade de passe e perceção exemplar do espaço ocupado pelas colegas foram os ingredientes que pintaram a exibição da atleta portuguesa.

 

O FORA DE JOGO


Yanitsa Ivanova – O auto-golo da Bulgária ao segundo minuto de jogo pareceu indiciar aquela que seria uma má exibição da defesa de 21 anos. Além desse momento de infelicidade, Ivanova foi arriscando nos cortes de bola no último terço do terreno, falhou no posicionamento por diversas vezes e ainda desistiu de alguns lances sem razão aparente. Uma má tarde para a búlgara, assim como para todo o restante setor defensivo…

 

ANÁLISE TÁTICA – BULGÁRIA

Silvia Radoyska procedeu a quatro mudanças por comparação ao último duelo (diante da Turquia), três das quais no setor intermédio, com as entradas de Nina Georgieva, Teya Penkova e Veronika Gotseva para os lugares de Velina Koshuleva, Ivana Navdenova e Lora Petrova. Já na frente de ataque da Bulgária, Yuliana Aleksandrova acabou por render Bilyana Pencheva.

Alinhadas em 3-5-2, as búlgaras tardaram em equilibrar as suas linhas e não foi de admirar que tivessem sofrido dois golos madrugadores. Com um bloco muito baixo, a seleção da Bulgária continuou a conceder muito espaço entrelinhas e as peças do setor defensivo raramente tiveram as melhores abordagens nos duelos, arriscando bastante nos cortes de bola. Bulgária

As substituições ao longo do segundo tempo não surtiram qualquer efeito e, apesar de alguns ajustes no processo ofensivo, a Bulgária não criou ocasiões, de tal modo que a guardiã Inês Pereira só por uma vez tocou na bola e foi apenas para bater um pontapé de baliza. Bulgária

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roksana Shahanska (5)

Nora Dimitrova (3)

Nikoleta Boycheva (4)

Yanitsa Ivanova (3)

Yana Dineva (5)

Nina Georgieva (5)

Teya Penkova (5)

Veronika Gotseva (6)

Monika Razhgeva (4)

Yuliana Aleksandrova (4)

Simona Petkova (5)

SUBS UTILIZADOS

Zhasmina Atanasova (5)

Bilyana Pencheva (6)

Leonora Zheleva (5)

Diana Atasanova (5)

Velina Koshuleva (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Francisco Neto optou por promover cinco alterações em relação à equipa inicial apresentada no triunfo diante da Sérvia, com mexidas em todos os setores. Inês Pereira rendeu Patrícia Morais entre os postes e Alícia Correia e Diana Gomes entraram para os lugares de Joana Marchão e Sílvia Rebelo no quarteto defensivo. A juntar a essas alterações, Andreia Faria substituiu Andreia Norton no meio-campo e Jéssica Silva ocupou a vaga deixada por Francisca Nazareth na frente de ataque.

A jogar em 4-3-3, a seleção portuguesa soube como aproveitar as descoordenações das linhas adversárias, de tal modo que foram várias as vezes em que as referências ofensivas apareceram completamente soltas junto à área contrária. A juntar à técnica da seleção lusa, a fluidez do jogo interior e a perspicácia das bolas longas revelaram ser suficientemente desequilibradoras para criar mais perigo. Bulgária

As substituições de Francisco Neto serviram para refrescar algumas posições e permitiram alguns ajustes na mobilidade ofensiva da turma portuguesa. A intensidade incutida por Portugal manteve-se a um bom nível, de tal forma que a goleada por cinco golos poderia ter sido ainda mais dilatada.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Inês Pereira (6)

Alícia Correia (6)

Diana Gomes (7)

Carole Costa (7)

Catarina Amado (7)

Andreia Jacinto (7)

Dolores Silva (6)

Andreia Faria (5)

Jéssica Silva (7)

Diana Silva (8)

Ana Borges (7)

SUBS UTILIZADOS

Tatiana Pinto (5)

Francisca Narazeth (7)

Carolina Mendes (6)

Suzane Pires (5)

Fátima Pinto (5)

Artigo revisto por Joana Mendes