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Os campeões que o Benfica pode esperar

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Tinha deixado escrito, noutros fóruns de opinião, que o Benfica era favorito na eliminatória ante o Zenit russo. Sendo certo e certeiro que o clube do Petrovsky tem figuras de grande nível, não possuem craques de primeira linha (Hulk é um anafado com força, Witsel está longe do que prometeu um dia, e os russos da equipa são bons mas irregulares), na Liga russa estão aquém do expectável e apenas somos separados deles por um patrocínio milionário, o que permitia a distribuição de cinco milhões de euros pelo plantel, por oposição ao milhão e meio que caberá a Gaitán e Cª, Lda. Por outro lado, temos o peso da História do nosso lado, que na Champions League tem de pesar qualquer coisa, aliado à experiência europeia que acumulámos nos recentes e fabulosos percursos da Liga Europa. Por isso, apesar de estar felicíssimo com a passagem aos ¼ de final da competição dos milhões, considero que aconteceu a normalidade. Mesmo perante a inexplicável azia de Villas-Boas. Um aparte: que imagem de Portugal passa este treinador ao afirmar o que afirmou ontem?

A passagem do Benfica aos ¼ de final da Champions League garante ao Sport Lisboa e Benfica um brutal encaixe de 27 milhões de euros (desconto já aqui o justo prémio aos jogadores). Antes de mais, gostaria de que este valor fosse aplicado, pelo menos metade dele, no reforço do plantel. Sendo certo que temos um grupo que detém algo impagável, união, lembro que temos algumas lacunas por suprir. A posição 6, por exemplo, continua carenciada, pois Fejsa, um excelente jogador, não dá garantias físicas. Mas esta eliminatória significa outra coisa: no mínimo, mais dois jogos. E de uma exigência extraordinária. Portanto, a análise do que espera o Benfica terá de ser feita a duas dimensões: o adversário em perspectiva e o “custo” a nível interno.

O adversário.

Olhando ao potencial elenco, todos nós desejaríamos o Wolfsburgo. Mas sinceramente vejo adversários mais desejáveis. Fortes serão todos. E se nos calha em sorte o Barcelona, o Bayern (se confirmarem o esperado carimbo) ou o Real Madrid, aí estaremos condenados certamente. O nível é outro. Mas it ain’t over til it’s over, como diria Lenny Kravitz… Agora, se o sorteio ditar o Manchester City, o Paris SG ou o Atl Madrid, num dia bom, podemos bater o pé! Aliás, o meu adversário desejado são mesmo os ingleses. São equipas que jogam sempre o jogo pelo jogo, estão longe de serem imbatíveis (como prova a Liga Inglesa) e de certa forma são inexperientes na Europa do mais altíssimo nível, estando desesperados por um sucesso europeu, ao mesmo tempo que lutam pela Liga inglesa. Claro que gente como “Kun” Aguero, Jesus Navas, David Silva, Yaya Toure, Vincent Kompany, etc, num dia bom, são fortíssimos e batem-se com qualquer gigante. Mas isso não quer dizer nada… Gente como Gaitán, Mitroglou e Jonas, num dia de sonho, podem fazer miséria no Etihad. O Wolfsburgo joga na super competitiva liga alemã e são sempre temíveis.

Nico Gaitán marcou o golo decisivo Fonte: SL Benfica
Nico Gaitán marcou o golo decisivo
Fonte: SL Benfica

André Schurrle, Bas Dost, Julian Draxler e uma defesa bastante experiente constituem um problema difícil de resolver. Porém, são também acessíveis. Não estão propriamente espantosos na Liga interna (7.º) e a luta para chegar a uma posição que permita a qualificação europeia pode desviar o foco. Veremos… City e Wolfsburgo são, pois, os meus adversários de eleição, pelos recursos disponíveis, mais limitados que os demais, pela inexperiência europeia e pelo desgaste que a frente interna lhes impõe. Ir à meia- final, neste quadro, é possível, a eliminação nunca será dramática (a menos que registemos um resultado demasiado… traumático.)

A frente interna. O Benfica corre risco de perder o foco na frente interna. É a realidade. E nos ¼ de final de uma competição como a Liga Milionária temos de apresentar o melhor fato. Cabe a Rui Vitória jogar um jogo de cada vez, puxando os jogadores à terra. Sobretudo os mais verdinhos, como Ederson, Lindelof ou Sanches. O calendário ditará que a primeira mão será jogada a seguir ao embate com o Braga na Luz, e a segunda mão após visita a Coimbra e antes da recepção ao Vitória sadino. Poderia ser bem pior o cenário, creio. Mais a mais, um clube como o Benfica, se acusar o desgaste e se perder o foco no título por causa da frente externa, é sinónimo de má preparação. A Champions League será sempre um extra, uma fonte de receitas apenas.

Mas também raiz do nosso prestígio e um lugar natural. Por isso, o Benfica não pode escudar-se na competição para desculpar os fracassos eventuais, nem podia ter respirado de alívio se fosse eliminado. Tem de, na pré-época, preparar-se para chegar o mais longe imaginável! Seja qual for o adversário, temos de ir ao limite da nossa capacidade. Interna e externamente. E com obrigação de defender/disputar o título nacional. Até ao fim, teremos desafios difíceis: defrontaremos pelo menos um gigante europeu vezes dois; iremos medir forças com o Braga duas vezes na Luz; eventualmente, teremos uma final interna; e iremos a Vila do Conde e ao Funchal. É uma maratona a subir e com o oxigénio a rarear. Mas a força mormente vem da competição e das vitórias, e elas, se não escassearem, vão ser um suplemento vital.

Foto de Capa: SL Benfica

Fenerbahce SK 1-0 SC Braga: Tudo em aberto para a pedreira

liga europa

É quase tão certo como a morte e os impostos (como dizia Adam Smith): as boas sequências de resultados, no futebol e em qualquer outro desporto, estão destinadas a terminar. A derrota do SC Braga na Turquia ilustra isso mesmo, interrompendo uma série de 15 jogos consecutivos sem perder e uma tradição que se queria, entre os bracarenses, longínqua – só vitórias na Turquia (dois jogos, duas vitórias).

De facto, estes dados parecem ter tido algum peso (positivo) no âmago dos onze escolhidos por Paulo Fonseca para iniciar a partida dos oitavos-de-final, que não se deixaram intimidar com a intensidade do Sukru Saracoglu, entrando em campo com enorme personalidade, fechando possíveis linhas de passe ao meio-campo turco, esvaziado de ideias, talvez, pela frustração da supremacia estratégica do seu adversário, que até foi o primeiro a criar perigo, num remate de Hassan, categoricamente “patrocinado” por passe longo de Luiz Carlos, em boa posição, mas à figura de Demirel.

Até ao final da primeira parte a toada manteve-se, e o Braga soube manter o controlo da partida, mesmo com a contrariedade da lesão de um dos seus centrais à passagem do primeiro quarto de hora (Ricardo Ferreira foi substituído por Boly), excepção feita a um lance em que Volkan Sen deu um abanão ao jogo turco, ganhando espaço na ala direita, procurando Van Persie, que obrigou Matheus a excelente intervenção.

Na segunda parte, o Fenerbahçe voltou diferente. Ter-se-á dito o que era necessário mas não era simpático de ouvir da boca de Vitor Pereira. E a atitude mudou. Volkan Sen liderou a revolução da mentalidade e explorou da melhor maneira o flanco direito da defesa bracarense, fazendo várias maldades sobre Baiano e levando o credo à boca dos minhotos, destacando-se o momento em que Sen procura Van Persie, este marca, mas vê o golo ser invalidado por fora-de-jogo… duvidoso.

Mehmet Topal prepara-se para fazer o único golo do jogo Fonte:
Mehmet Topal prepara-se para fazer o único golo do jogo
Fonte: Fenerbahce SK

A pressão turca ia aumentando, o público potenciava-a, e o Braga não a conseguia sacudir. Van Persie, com um cabeceamento que passou perto da baliza de Matheus, quase asfixiava os guerreiros, que só conseguiram respirar durante os dez minutos entre (69-79) a saída de Volkan Sen (entrou Nani) e a entrada de Fernandão (ponta de lança, que rende Potuk, um extremo), período no qual Josué, numa saída rápida, saindo da direita para o centro, rematou, colocado para grande defesa de Demirel.

Terminou aí a ousadia bracarense. Entretanto chegou Fernandão, que, juntamente com Van Persie mobilizou o eixo central bracarense, abrindo espaços no meio-campo e partindo o jogo. O Fenerbahçe aproveitou-o da melhor maneira – Mehmet Topal aproveitou um passe mal calculado de Luiz Carlos para explorar esse “vazio” e alguma passividade arsenalista e, num remate à entrada da área, fez o golo do encontro, que deixou os turcos satisfeitos e os bracarenses impotentes, sem conseguir reagir até ao final.

Segue-se a segunda mão, daqui a uma semana, na Pedreira, onde tudo ficará resolvido. É um factor mais que suficiente para que o Braga sonhe alto, até porque se completarão cinco anos sobre a fantástica eliminação imposta ao Liverpool, para a edição de 2010/2011 da Liga Europa, na qual o Braga só parou… na final.

 

Figura do jogo:

Volkan Sen – Quando a equipa parecia caída num marasmo total, foi ele quem deu o abanão necessário para que o jogo começasse a ganhar o rumo desejado pelos turcos.

Na segunda parte, liderou pelo exemplo, fugindo sempre à marcação de Baiano, não deixando o resto da defesa bracarense descansada com as suas incursões. O seu incoformismo fez aumentar a fé aos seus companheiros.

Saiu aos 69 minutos, e a equipa ressentiu-se.

 

Fora-de-jogo:

Rafa – Um grande jogador tem grandes responsabilidades. Rafa já não foge ao rótulo e vai ter de passar a encarar todos os jogos com a noção de que a exigência sobre ele vai ser cada vez maior à medida que o seu nível exibicional aumenta. Nele estavam depositadas as esperanças minhotas, e o lado esquerdo (o seu) foi, de facto, muito requisitado, mas não soube dar a melhor sequência aos lances do seu flanco, não conseguindo ser o desequilibrador letal no contragolpe que já foi esta época quando a equipa foi forçada a baixar as linhas (à semelhança deste jogo).

Foto de Capa: Fenerbahce SK

Odeio-te, Jorge Jesus!

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Qual é a tua ideia de saíres do “clube no livro dos recordes com mais sócios” e vires para o modesto Sporting Clube de Portugal?

Odeio-te por estarmos a nove jornadas do fim e ainda não sermos campeões; sim, porque nós nos últimos 15 anos nesta altura estamos sempre destacados e a praticar um futebol lindíssimo.

Odeio-te por teres ideias próprias e, quando antes nunca usavas a tua formação, de repente passares a usar a cantera do teu clube para tentares catapultar figuras jovens para a ribalta. Sim, não foste tu que descobriste o Gelson e o Matheus nem o Ruben Semedo… Mas que ideia essa de os usares na sempre potente equipa verde-e-branca e com inúmeras alternativas melhores?

Odeio-te por ficares amuado quando tens jogadores que pretendes ver a ajudar-te a implementar as tuas ideias e por uma ou outra razão acabam em clubes rivais… Deves sempre ficar contente quando as coisas falham…

Odeio-te por não teres querido ir para fora, tal como te queriam obrigar, e por teres aceitado um contrato pelo meu clube… Que raio de ideia: seres tu a escolher o teu futuro e o teu caminho?!

Odeio-te por voltares a ser sócio do Sporting, com o número 3289, o que mostra claramente que fazes isso para ficares nas boas graças dos adeptos… Porque antes nunca te tinhas assumido como Sportinguista. Sim, e como treinador dos rivais quando lá estiveste tiveste a audácia de ser profissional e cumprir bem o teu papel. E afinal também só te assumes como sócio leonino desde os teus 13 anos de idade.

Odeio-te por cantares com as claques do Sporting e voltares a empolgar os adeptos como há muito não se empolgavam e fazeres com que se tente criar à volta da equipa um clima de respeito e credibilidade entre jogadores e adeptos (mesmo quando alguns jogadores tentam “sair da linha”).

Bryan Ruiz: os “Gentlemens” não têm lugar no futebol! Jogar bem, falhar de vez em quando e assumir os erros? Isso em Alvalade é inadmissível Fonte: Sporting CP
Bryan Ruiz: os “Gentlemen” não têm lugar no futebol! Jogar bem, falhar de vez em quando e assumir os erros? Isso em Alvalade é inadmissível
Fonte: Sporting CP

Odeio-te por teres trazido o Bryan Ruiz para Alvalade porque sempre foi um sonho teu e sempre o quiseste a jogar numa equipa tua… Odeio porque foste tu o culpado de ele falhar aquele golo e por ser a única coisa boa que ele podia ter feito durante a passagem pelo Sporting… Odeio depois ainda que ele venha a público assumir a falha e ser o primeiro a estar descontente! Não são jogadores assim que quero ver equipados de verde e branco. Odeio-te também por teres trazido o Teo Gutiérrez, que “deu” uma supertaça ao Sporting e alguns (poucos) golos importantes… Sim, porque esse gajo só quer é “p#tas e vinho verde!”.

Odeio-te por te teres envolvido pessoalmente num caso “Descarrilhado” e teres tentado defender os interesses máximos do Clube… Que ele jogasse regularmente e pudesse ter tido outro desfecho… Odeio-te por teres deixado que ele fosse para o outro lado da barricada, quando nada fizeste para o evitar. Não te reuniste com ele na Academia, não te reuniste com ele em privado… Nada!!!

Odeio que com 61 anos continues a querer aprender coisas e a ganhar títulos e até mesmo a continuar a cometer alguns erros do passado. O que é isso de rodar a equipa quando defines objetivos e tentas consegui-los? O que é isso de começares a aprender a mexer mais cedo na equipa com substituições e táticas quando antes não o fazias? O que é isso de continuares a falhar e continuares a querer ter sucesso apesar das falhas? O que é isso de seres um líder nato e motivador?

Nós não queremos isso em Alvalade… O que queremos? É que tudo se mantenha como tem vindo a ser até agora e se possível melhorar essa mediocridade! Nada de ideias fortes, nada de amuanços, nada de discursos, nada de promessas de vitórias e muito menos nada de as tentares cumprir… Nada de dares nas orelhas violentamente aos teus jogadores para eles melhorarem…Nada de apontares o dedo ao que achas que está mal… Sê um “yes, sir” que foi isso que te deu as vitórias no passado.

Portanto, não sei se já te disse, mas “ODEIO-TE, JORGE JESUS”!

Foto de Capa: Sporting CP

 

Mais do que uma equipa

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O Benfica chegou ao 1.º lugar com a tranquilidade e a naturalidade que a razão e a justiça conferem. Apenas os mais distraídos (ou os ingénuos e/ou aldrabados) podem estar surpreendidos com a actual ordenação da classificação. No entanto, apesar da justificada satisfação (e mesmo de algum alívio) é indispensável manter os pés bem assentes no chão: o caminho foi longo e sinuoso e na mente de todos nós, benfiquistas, deverá estar sempre presente, daqui e até ao final, que esta realidade chegou a parecer a determinada altura impossível de concretizar. Os erros cometidos no planeamento e preparação desta época obrigaram Rui Vitória e o seu grupo a percorrerem o dobro do caminho tendo em vista a liderança – o mérito da vitória em Alvalade e da posição que ocupamos é, principalmente, dos técnicos e jogadores.

O investimento alheio – que aumentou a qualidade dos nossos adversários directos – foi acautelado desastradamente pela direcção do Benfica, levando a um início de época aos solavancos, desprotegendo o novo treinador (com menos e piores recursos que o seu antecessor) e restante plantel. Rui Vitória aceitou o desafio com coragem e após o fazerem compreender que teria de abdicar, em parte, da sua forma de ser e de estar na vida e no desporto – no que terá sido, muito provavelmente, o último serviço prestado por Jorge Jesus ao nosso clube (obrigado, Mestre da Táctica!) – superou-se, arrastando consigo jogadores e adeptos: construiu um grupo notável de talentosos futebolistas e guerreiros capazes de demonstrar a cada lance, em todos os jogos e competições, garra, querer e ambição.

Vivo muito de memórias; mas não me recordo de uma equipa que representasse tão bem a mística que sustenta o Benfica: uma simbiose única e perfeita entre talento e vontade. São muitos os capitães; todos são benfiquistas. Talvez, por isso, nenhum outro grupo tenha despertado tanto afecto e confiança junto das bancadas. Ao vê-los no relvado, da nossa à outra baliza, todos estão conscientes e convictos da sua responsabilidade e da sua missão. Pessoalmente, nunca me senti tão tranquilo, pois, pela primeira vez, sinto todos os jogadores comprometidos, sentindo o Benfica como eu (o adepto) o sinto, com a mesma vontade de o fazer vencer e festejar. Os famosos idiomatismos futebolísticos – ao género “até eu fazia melhor” ou “até eu corria mais” – não cabem, desta vez, no vocabulário do Estádio da Luz.

Uma família que representa (e bem) milhões espalhados pelo mundo Fonte: SL Benfica
Uma família que representa (e bem) milhões espalhados pelo mundo
Fonte: SL Benfica

Não somos invencíveis – alguma equipa é? Porém, somos os únicos que só dependem de si mesmos. Sabemos o que fazer nas (nove) finais que restam. E, acredito, estamos todos, dentro e fora do campo, preparados para o concretizar. Com a mesma atitude de sempre: trabalho e humildade.

Carta aberta a: Iker Casillas

cartaaberta

A posição de guarda-redes é provavelmente a mais ingrata no mundo do futebol. É aquela posição em que não podes falhar porque podes deitar tudo a perder. Enquanto os outros podem perder a bola imensas vezes, o guarda-redes não pode deixar escapar uma. E se erra… A probabilidade de ser golo é grande. E momentos infelizes acontecem até aos melhores do mundo!

“Vivemos de mãos dadas com o erro e a ingratidão” – Vítor Baía

E, depois do jogo de Braga, todos voltaram a apontar-te o dedo por causa daquele terceiro golo que confirmou a vitória da equipa da casa. Um golo que não teve influência no desfecho do encontro mas que acaba por servir de fundamento para inúmeras críticas e gozos. Porque, como já é hábito no futebol, um dia estás no céu e no dia seguinte voltas a cair para o inferno. E, confesso-te, Iker… Esse golo foi uma patetice, algo que não pode voltar a acontecer apesar de eu compreender o desespero que te levou ao erro.

Iker, quero que saibas que continuo a confiar plenamente nas tuas capacidades. Tens feito um esforço sobre-humano para manter a baliza inviolada mas nenhum guarda-redes consegue fazer milagres sem uma equipa sólida pela frente. Não te posso desculpar o segundo golo que sofreste contra o Dínamo Kiev, que acabou por derrotar animicamente o FC Porto. Ou, mais recentemente, o golo sofrido frente ao Vitória de Guimarães… Mas onde estaria o FC Porto sem as tuas grandes defesas em muitos outros jogos? Recordo-me, por exemplo, dos jogos contra o Benfica, tanto no Dragão como na Luz. Recordo-me da grande penalidade que defendeste contra o Tondela, numa infantilidade de Maicon. E ainda tenho presentes os últimos jogos que tens disputado com a camisola do FC Porto! Contra o Dortmund, contra o Belenenses, contra o Arouca…

Fonte: Iker Casillas
O 12.º jogador vai estar sempre a apoiar
Fonte: Instagram de Iker Casillas

Há quem diga que a nível desportivo não vieste trazer nada de mais. Que ter um Helton ou um Fabiano seria a mesma coisa. E que, tendo em conta o que custaste, deverias render muito mais. Mas o que é render muito mais? E até que ponto é que podemos afirmar que eles fariam melhor figura? É tudo baseado em suposições e tu tens provado em vários jogos que és capaz de muito. Infelizmente, não és um super-homem, algo de que o FC Porto bem precisa neste momento. Há culpados bem maiores e para os quais nem se aponta o dedo. É tão relativo dizer que estás a jogar bem ou a jogar mal porque tens sofrido tantos golos… E é também bastante injusto tendo em conta que não jogas sozinho.

Quero ainda dizer-te que já ganhaste a minha admiração. Não pelo jogador que sempre foste mas pela pessoa que descobri que és. Alguém humilde e dedicado. Alguém que preza e respeita a instituição que representa, os próprios adeptos e adversários. Há uns tempos, foste o único que deu a cara e que pediu desculpa aos adeptos. Uma atitude destas, de um jogador que ainda nem tem um ano de casa, é de louvar.

Iker, temos dez finais pela frente. Ninguém atira a toalha ao chão! Eu olho para ti e vejo-te como um exemplo. Levanta-me esse balneário e berra com eles! Ainda vais conhecer a festa que se faz nos Aliados. Eu acredito!

Foto de Capa: Instagram de Iker Casillas

“A Caminhada – Passo 5” G. D. Sesimbra – Carnide 0-3

cab Voleibol

A frieza dos números diz quase tudo! 3-0, pouco mais de uma hora e 25-10 a fechar no último parcial.

Este era o jogo do tudo ou nada para o Sesimbra! Em casa e encostado as cordas pela pontuação tinham que ganhar. Nós, com a consciência que era uma deslocação duríssima, fomos sabendo que jogando bem e com a nossa atitude tudo era possível.

O jogo começou algo nervoso e o Sesimbra entrou melhor estando a ganhar por 2/3 pontos até aos 10 no primeiro set. Sabíamos que tínhamos que “acalmar” o jogo mantendo o nosso ritmo e o Sesimbra, naturalmente, quebraria. Desde que passámos para a frente aos 10-6 controlámos sempre o set e chegamos a 22-18. Algumas decisões mais precipitadas e a ansia de fechar tornaram o set mais emocionante dando a ideia de um equilíbrio que não existiu. Nessa troca de vantagens fomos mais lúcidos e fechámos por 24-26

No segundo set entrámos a perder 0-6! Tempo técnico e mais uma vez relembrar o que devíamos fazer e que não podemos dar espaço a nenhuma equipa na Série dos Primeiros. Encostamos no marcador, passamos para a frente e acabamos o set a ganhar com vantagem, 21-25.

O 3º parcial é simplesmente o “baixar de braços” do Sesimbra aliado ao nosso nunca “levantar o pé”, “rodar”, etc.

25-10! 3-0 Onde nem o líder tinha conseguido.

carnide

O Carnide foi uma equipa unida, muito séria na abordagem ao jogo mas, acima de tudo, muito confiante em si própria e no que pode fazer.

Aliado a isso a surpresa da jornada foi a derrota do Lousã VC em casa com o GCP.

Num grupo tão equilibrado estas coisas acontecem sempre que o favorito se “distrai”.

Com estes resultados o Carnide irá com 1 ponto de vantagem para o CC-LVC da última jornada desta 1ª volta.

Será um embate duríssimo mas onde uma vitória do CC pode significar um passo de gigante na obtenção de um dos dois primeiros lugares do grupo.

Realçar mais uma vez o espirito, garra e atitude destas atletas que souberam estar antes e durante o jogo!

Seriedade foi a palavra-chave!

Venha o LVC!

O “Bairro” estará cheio para apoiar o Carnide porque nada fará parar estas Atletas e os seus objectivos.

FK Zenit 1-2 SL Benfica: enorme Benfica regressa aos ‘quartos’

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O treinador do Benfica tinha ficado sem Luisão, depois viu Lisandro lesionar-se e, finalmente, perdeu Jardel e André Almeida para este jogo por castigo. Uma linha defensiva desfeita. A solução para reduzir ao mínimo os estragos provocados por tudo isto foi fazer baixar Samaris para central, ao lado do já consistente Lindelof, e colocar Nélson Semedo na direita. Mas depois havia uma perda irreparável: a ausência de Júlio César – mesmo que Ederson tenha feito um bom jogo em Alvalade, percebe-se que não dá a mesma segurança.

Rui Vitória gosta de começar o jogo a todo o gás, como já tínhamos visto no sábado. E assim foi hoje. O Benfica pegou no jogo, subiu o bloco, conseguiu fazer a bola circular de um flanco ao outro e, assim, tirou a iniciativa aos russos, impedindo-os de marcar cedo (o que poderia enervar a equipa portuguesa e desequilibrar a eliminatória). Jonas ameaçou marcar logo a abrir, de livre direto mas o guarda-redes russo respondeu com uma boa defesa. O Zenit respondeu com um lance muito perigoso, quando Dzyuba apareceu isolado com Ederson mas não conseguiu faturar. Numa primeira parte de parada e resposta, Jonas voltou a criar perigo e Renato Sanches quase fazia golo num remate rasteiro forte aos 20 minutos. Depois foi Nélson Semedo a rematar para defesa de Lodigin, o guardião do Zenit.

Os encarnados conseguiam aproveitar, através de rápidos contra-ataques, a descompensação no meio campo russo, já que a equipa de Villas Boas estava balanceada para a frente. Mas o golo acabou por não surgir no bom período que o Benfica atravessou no jogo e o Zenit foi aumentando a pressão à medida que o primeiro tempo se ia esgotando, em busca de um golo que acabou por não surgir. Viu-se uma equipa do Benfica personalizada na primeira parte, sem medo de ter iniciativa e que conseguiu quase sempre manter um bloco relativamente subido, o que afastou o perigo de perto da sua área (ao contrário do que tinha acontecido sábado, quando Rui Vitória mandou recuar a equipa em demasia e só conseguiu levar os três pontos com uma boa dose de sorte).

O Benfica regressa aos 'quartos' da Champions 4 anos depois Fonte: #SL Benfica
O Benfica regressa aos ‘quartos’ da Champions 4 anos depois
Fonte: SL Benfica

À procura de uma presença inédita nos quartos da Champions, os russos entraram para a segunda parte mais fortes e com licença para chutar. A formação portuguesa baixou as linhas e já se adivinhava um segundo tempo de sofrimento para os benfiquistas, pela segunda vez em cinco dias. Dzyuba teve uma boa oportunidade por volta da hora de jogo mas, já dentro da área, atirou por cima. Pouco depois, Jonas desmarcou-se no momento certo pelo flanco esquerdo, ficou isolado diante de Lodigin mas não conseguir fazer golo. Quando o Benfica parecia ter o jogo controlado, o árbitro húngaro Viktor Kassai decidiu desequilibrar a partida. Ficou por marcar uma falta evidente de Zhirkov sobre Nélson Semedo. O jogador russo aproveitou a autoestrada aberta, foi à linha de fundo e cruzou para o golo fácil de Hulk.

A partir do golo, o Benfica voltou a melhorar e podia ter empatado logo a seguir num cabeceamento de Lindelof. É verdade que Dzyuba também teve uma grande oportunidade para fazer o 2-0 mas o jogo tinha mudado e percebia-se que os encarnados poderiam nem sequer precisar de prolongamento para resolver a questão. Primeiro Eliseu fez um aviso e depois Jiménez encheu-se de fé e rematou, de primeira, de fora da área. A bola tinha selo de golo. Lodigin ainda a conseguiu desviar para o poste mas Gaitán levou-a até ao seu último destino, o fundo das redes. Estávamos a cinco minutos dos 90´ e rebentava a festa entre os adeptos benfiquistas no estádio Petrovsky.

O Zenit desorientou-se, arriscou tudo e o improvável Talisca ainda teve tempo para dar a primeira vitória ao Benfica em São Petesburgo na história (1-2). Confirma-se que os encarnados raramente deixam escapar uma vantagem trazida da primeira mão. A passagem aos quartos é inteiramente justa. Se na próxima fase nos apresentarmos com esta vontade, esta qualidade de jogo e um pouco de sorte, porque não poderemos ser nós a comer um tubarão? Eu acredito.

A Figura
Samaris: Grande exibição numa posição que não é a sua. Fez cortes decisivos, impôs o seu físico no meio dos também possantes jogadores do Zenit e por isso foi essencial. Excelente jogo de Eliseu também.

O Fora de Jogo
Nélson Semedo: Ninguém põe em causa as suas qualidades mas a verdade é que ainda não recuperou totalmente da grave lesão que sofreu. Fez muitos passes errados em zonas críticas, faltou-lhe muitas vezes confiança para ganhar duelos no corpo a corpo. Precisa de mais ritmo.

A culpa é do Bruno, do Jorge e dos jogadores

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E cá estamos nós, agora sim em segundo lugar isolados. Como eu gostei de passar todos estes meses em primeiro. Bem, não eu mas a equipa de futebol, os que correram e treinaram para ganhar os jogos.

Já sinto falta disso, e ainda agora de lá saímos. Mas ainda lhe sinto o cheiro. Ainda não está assim tão longe. E neste momento um empate para os da frente é tão mau como um empate para a nossa equipa. Assim sendo, e tendo a real noção de que é bem melhor estar na frente, continuo a acreditar, porque já se provou que somos a melhor equipa.

Mas a verdade é que não estamos onde queremos estar. E de quem é a culpa? Sim, porque temos que culpar alguém. A culpa não pode morrer solteira.

Eu culpo desde já o presidente. Ele é o principal responsável deste clube, e por isso tem que ser responsabilizado em primeira instância.

Culpo-o por não se conseguir conter na defesa do seu clube, o que também acontece porque ainda não teve tempo de montar uma “estrutura” que venha responder por si.

De todos os defeitos que BdC tem, para muitos o pior deles é a capacidade de colocar o Sporting a lutar por títulos Fonte: Sporting CP
De todos os defeitos que BdC tem, para muitos o pior deles é a capacidade de colocar o Sporting a lutar por títulos
Fonte: Sporting CP

É também culpado por só em determinados momentos ir aplaudir os adeptos (a maior parte das vezes), e outras ficar de tal forma desiludido que não os consegue encarar, seguindo directamente para os balneários. Neste último jogo, ao que parece, esperou a equipa no balneário para os motivar, o que considero ter sido bem mais útil e oportuno do que ir agradecer aos adeptos. A equipa agradeceu, foram eles que receberam o apoio durante o jogo.

Bruno de Carvalho é culpado por termos um clube, antes moribundo, a incomodar muitos poderes instalados e a lutar pelo campeonato até às últimas jornadas. E, como é impossível prometer com certeza absoluta que vão ganhar o campeonato, está a cumprir o que é possível prometer, que é lutar até ao fim.

E é um dos culpados pela recuperação financeira do clube. Digo um dos, porque já vi muitos meninos incomodados a dizer que a reestruturação já estava alinhavada. Nunca saberemos se o final seria tão bom se não fosse o “puto reguila” e cheio de defeitos.

 

O pesadelo que está a virar sonho

cab serie a liga italiana

O que a Juventus está a fazer nesta edição da Serie A pode muito bem ser descrito como um autêntico golpe de teatro. A turma de Massimiliano Allegri teve um péssimo início de campeonato – a primeira vitória só surgiu à quarta jornada – e a revalidação do título chegou a ser considerada uma simples miragem, inclusive para muitos dos adeptos bianconeri. Afinal, para se encostar aos primeiros classificados da liga, o tetracampeão italiano teria não só de estabilizar, mas também de perfumar o seu futebol, muito aquém daquele que havia praticado nas últimas temporadas.

Não é normal a melhor equipa de um campeonato sentir tantas dificuldades para impor o seu jogo, ainda para mais quando a diferença para os rivais é por demais evidente, pelo menos em teoria. Apesar da perda de elementos importantes no final da última época – Arturo Vidal ingressou no Bayern, Andrea Pirlo foi viver o “sonho americano” e Carlos Tévez voltou ao seu país para representar o Boca Juniors –, a Juventus tem, indubitavelmente, o melhor conjunto de jogadores da Serie A.

Contudo, à décima jornada a Vecchia Signora ocupava a 12ª posição da tabela com doze pontos, resultado da conquista de apenas três vitórias e outros tantos empates. O cenário continuava bastante negro para os homens de Turim, que ainda não sabiam que o derby da cidade, disputado na jornada seguinte, marcaria o início de uma série incrível de triunfos e jogos sem perder para o campeonato.

Depois da vitória diante do Torino, no final de outubro do ano passado, a Juventus não voltou a perder em jogos a contar para a Serie A. Os pupilos de Massimiliano Allegri renasceram das cinzas e venceram dezassete dos dezoito jogos disputados desde então, quinze dos quais de forma consecutiva. Só à 26ª jornada, quase quatro meses após o último deslize, voltariam a ser travados. Na altura, já a Juventus tinha tomado de assalto o primeiro lugar da liga, depois de ter batido o Napoli, antigo comandante da Serie A, na jornada anterior. E nem mesmo o empate diante do Bologna fez cair por terra as aspirações do clube bianconero, que aproveitou a divisão de pontos entre os napolitanos e o AC Milan para continuar no topo da tabela, de onde não voltou a sair.

Os jogadores da Juventus FC acreditam no título Fonte: Juventus FC
Os jogadores da Juventus FC acreditam no título
Fonte: Juventus FC

No meio disto tudo, não sei se o mais surpreendente foi o mau arranque da Juventus no campeonato ou a fantástica recuperação que se seguiu. E fica complicado apontar razões concretas para tamanha disparidade nos resultados e na qualidade exibicional, mas há um fator determinante que salta à vista nesta equipa: a coesão defensiva. Mesmo líder, a Juventus possui apenas o terceiro melhor ataque do campeonato, atrás de Napoli e Roma, mas faz-se valer da sua defesa, essa sim, a melhor da Serie A: somente quinze golos sofridos em vinte e oito jornadas. O que mais me impressiona, porém, é o facto de a equipa de Massimiliano Allegri não sofrer golos há nove partidas consecutivas. A última equipa a marcar à Juventus para o campeonato foi a Sampdoria, no dia 10 de janeiro, em jogo a contar para a 19.ª jornada da liga italiana. Desde então, a baliza defendida por Gianluigi Buffon tem-se mantido inviolável, mesmo diante de adversários de peso como Roma, Napoli ou Inter.

Em suma, a Juventus, numa questão de meses, voltou a colocar-se no topo da Serie A, assumindo-se como o principal candidato à conquista da competição. Os rivais não aproveitaram o desastroso início da equipa comandada por Massimiliano Allegri e, agora, estão a pagar a fatura. Atualmente, existem poucas equipas capazes de fazer frente a esta revigorada Juventus, que lidera a Serie A com 64 pontos, mas o mínimo deslize poderá ser fatal, uma vez que o Napoli está a apenas uma vitória de distância. Parece-me, contudo, que o mais difícil já foi feito.

 Foto de Capa: Juventus FC

O grande erro de Sharapova

cab ténis

Muitas especulações surgiram sobre a conferência de imprensa pré-anunciada por Maria Sharapova, em diversas redes sociais, e uma delas foi a sua retirada do circuito profissional feminino. Contudo, o seu anuncio transmitido em direto pelo seu canal no Youtube e no seu site oficial fez parar o mundo do ténis.

A russa, de 28 anos, anunciou, esta segunda-feira em Los Angels, ter acusado positivo num teste de controlo antidopping. A substância em questão chama-se “Meldonium” e passou a ser considerada proibida pela ITF desde o inicio do presente ano.

A número sete do mundo afirma tomar esta substância, até então legal, durante os últimos 10 anos, recomendada pelo médico de família para tratar alguns problemas de família ligados à diabetes. Contudo, algumas substâncias foram banidas pela ITF a partir de 1 de Janeiro, e “Meldonium” foi uma delas.

A russa, de 28 anos, assume ter cometido um erro, ao desiludir os seus fãs, mas principalmente o desporto. Sharapova admite amar o ténis e por joga desde os quatro anos. “Jogo desde os quatro anos e amo tanto isto. Sei que isto tem consequências. Não quero terminar a minha carreira desta forma e espero ter outra oportunidade de jogar este desporto”, acrescenta a jogadora, mostrando a sua tristeza.

Sharapova confirma ter recebido um email no dia 22 de Dezembro com a lista das substâncias banidas, contudo admite não ter lido. “O corpo é meu e assumo inteira responsabilidade. É muito importante ter um boa equipa contigo mas no fim do dia tudo tem a ver comigo mesma”, conclui.

Neste momento a número sete do mundo encontra-se suspensa do circuito feminino e à espera da sua sanção por parte da Federação Internacional de Ténis (ITF), que pode resultar numa suspensão de quatro anos. O seu advogado, John Haggerty, disse estar a tentar encontrar um meio de entendimento com a ITF, de forma a reduzir a sanção. “Circunstâncias atenuantes podem levar à dissolução do castigo por completo. Ainda estamos a determinar que pedido vamos fazer”, afirma Haggerty.