O FC Porto dirige-se, nesta 13ª jornada, a uma casa difícil, mas frente a um adversário que está muito aquém das expetativas geradas antes do arranque da Primeira Liga. Apesar deste Belenenses SAD ser totalmente diferente daquele que conhecíamos há uns anos atrás, os jogos no Estádio do Jamor são, geralmente, complicados, muito por culpa das condições do relvado. Sérgio Conceição é conhecedor das limitações do mítico relvado do Jamor, uma vez que afirmou, na conferência de imprensa, que era um “relvado de barba branca”, mas que tinham de jogar nas condições que foram dadas. Com já cinco vitórias consecutivas na bagageira, conseguirão os pupilos do FC Porto engatar a sexta e reaproximarem-se do SL Benfica?
O Belenenses SAD, com toda a certeza, apresentar-se-à com a moral em cima depois da vitória em casa do CD Tondela. Em 12 jogos a contar para o campeonato, conseguiram apenas quatro vitórias, dois empates e seis derrota, colocando o clube, neste momento, na 13ª posição da Primeira Liga Portuguesa. Uma derrota da equipa liderada por Pedro Ribeiro, ex-líder da equipa de sub-23 do conjunto de Belém, pode levá-los para bem perto da zona de despromoção. Com caras bem conhecidas do FC Porto na frente de ataque (Silvestre Varela e Licá), este Belenenses SAD poderá muito bem apanhar a equipa do norte de surpresa. Eduardo Kau, Gonçalo Silva, Nilton Varela e Diogo Calila, muito provavelmente, falharão o jogo por lesão.
Alex Telles foi quem marcou o golo da vitória no último jogo do FC Porto em casa do Belenenses SAD a contar para o campeonato Fonte: FC Porto
O FC Porto vai enfrentar este Belenenses SAD com uma condição física renovada, muito por culpa do jogo desta semana frente ao Casa Pia AC para a Taça da Liga, que foi muito oportuno para rodar jogadores. Com a lesão de Aboubakar no último jogo para o campeonato e o belíssimo golo de Zé Luís, muito provavelmente o cabo-verdiano saltará para o onze inicial. Ficam algumas dúvidas em quem assumirá o lado direito da defesa, visto que ainda não há um lateral com lugar reservado nesta posição. Caso vença a partida, o FC Porto continuará a dois pontos de distância para o seu maior rival e detentor da liderança, SL Benfica. É, portanto, um jogo importante, visto que uma “escorregadela” por parte da equipa visitante pode deitar tudo a perder na perseguição ao primeiro lugar. A pressão de conquistar a sexta vitória pode ser um fator com impacto positivo ou negativo, uma vez que a pressão impingida aos jogadores para ganhar pode provocar algum tipo de pressão e/ou nervosismo.
As odds estão favoráveis ao FC Porto, mas o futebol não é uma ciência exata e o FC Porto já não vive a era do velho ditado adaptado dos alemães – “são 11 contra 11 e no fim ganha o FC Porto”. Em 2017/2018 os dragões perderam frente aos azuis de Belém, mas eram ainda apelidados de CF Os Belenenses. Já com o Belenenses SAD, o FC Porto nunca perdera e nem sequer empatara. A bola vai rolar ás 20h no Estádio do Jamor e espera-se uma boa adesão por parte dos adeptos do FC Porto.
O West Ham UFC, quebrou, no passado fim de semana em Stamford Bridge, uma sequência de oito jogos sem vencer, tendo somado seis derrotas nesse período de jogo. A resposta, tendo em conta a maior parte da comunicação social inglesa e os adeptos dos Hammers, para a questão do porquê de uma queda abrupta nos resultados, bem como para a super vitória no dérbi londrino contra o Chelsea FC, é a mesma: a baliza.
Depois da lesão de craque polaco Lukasz Fabianski nos finais de setembro, a porta da titularidade abriu-se para o número dois da baliza, Roberto Jiménez. Experiente, o ex guarda redes do SL Benfica, foi contratado ao RCD Espanyol depois de uma temporada frustrante onde só realizou seis partidas, vivendo na sombra de Diego López. O guardião espanhol jogou assim oito partidas seguidas, ficando ligado por coincidência ou não, à má série de resultados.
Revelando uma enorme falta de confiança em se exibir ao nível que apresentou no Real Zaragoza SAD, no PAE Olympiacos e no Málaga CF, Roberto regrediu para o nível que apresentou no SL Benfica. Começou de forma instável na baliza do West Ham UFC, apareceram as primeira críticas e dúvidas e o espanhol caiu num buraco de onde não mais se conseguiu levantar.
O polaco é um dos melhores guarda-redes da Premier League da última década Fonte: West Ham
Um problema mental que já o tinha prejudicado e muito na sua fugaz passagem por Lisboa e que o impede de exibir toda a sua agilidade e espetacularidade entre os postes (onde realmente é um portento, quando está em forma), bem como expõe ainda mais a sua debilidade em jogar com os pés e em sair aos cruzamentos.
Manuel Pellegrini ainda insistiu bastante, mas acabou por ceder à pressão. Encostou Roberto Jiménez e chamou à ação o também experiente David Martin. Atirado às feras para enfrentar o Chelsea FC na sua estreia na Premier League e pelo West Ham UFC (foi contratado ao Millwall FC, de onde era suplente há duas temporadas), o experiente guardião inglês deu a segurança e confiança que faltava à equipa lá atrás e foi a base do sucesso.
Quebraram a série de maus resultados com uma clean sheet num dos estádios mais difíceis do futebol inglês. Num mês de dezembro recheado de encontros, vamos ver se Martin continuará a dar resposta ou se o espanhol ainda recupera o lugar antes da janela de transferências.
Quanto ao polaco Fabianski, Pellegrini bem pode suspirar por ele, pois o regresso só está previsto para meio do mês de janeiro…
Realizou-se na passada segunda feira, em Paris, a 64ª edição da Bola de Ouro da revista France Football. Conhecida por ser a mais importante do mundo do futebol europeu, esta gala distingue o melhor jogador (masculino e feminino) de cada ano e o melhor jogador jovem. Para além disso tivemos nesta edição a introdução do Troféu Yashin, que congratula o melhor guarda-redes.
Ainda que todos sejam merecedores de grande destaque, o mais ambicionado troféu é, naturalmente, a Bola de Ouro. Esta indica, ainda que com margem para discussões, quem é o melhor jogador do mundo. Há uma semana atrás poderíamos dizer que era Luka Modric, médio do Real Madrid CF. Hoje o nome é outro, e o testemunho foi assim entregue a quem por seis vezes já o recebeu: Lionel Messi. O astro argentino foi coroado mais uma vez e passou assim a ser o recordista nesta categoria. Como disse, a discussão será eterna e a unanimidade nunca existirá, mas a verdade é que a competição entre ele e Cristiano Ronaldo conhece agora uma nova realidade e o português terá de ter um ano magnífico para conseguir voltar a igualar o craque do Barcelona.
A lista era longa e a verdade é que Ronaldo não ficou sequer no segundo lugar, desta feita ocupado pelo estreante Van Djik. A polémica foi, como sempre, grande, mas creio que este ano (ao contrário do anterior onde deveria ter ganho Cristiano Ronaldo) a justiça foi feita e o prémio foi entregue a quem realmente o mereceu. Com 54 golos em 58 jogos na passada época, Leo Messi brindou-nos com exibições de tirar o chapéu, com golos inexplicáveis, com lances simplesmente magníficos. Quando assim é e quando este jogador tem um ano inteiro ao seu melhor nível é muito complicado de superá-lo.
Sobre este prémio é ainda importante não esquecer que o Top 30 contou também com a presença de mais dois portugueses: Bernardo Silva no nono lugar e João Félix no 28º, fazendo com que Portugal fosse dos países mais bem representados.
Outro dos prémios muito aguardado é a Bola de Ouro Feminina, uma vez também que lhe é dado cada vez mais protagonismo e importância. Este ano foi ganho por Megan Rapinoe, que sucede então à norueguesa Ada Hegerberg. Superou assim a inglesa Lucy Bronze e a sua companheira de seleção Alex Morgan. A jogadora norte americana foi recentemente coroada com o prémio The Best e parece estar, aos 34 anos, na melhor fase da sua carreira.
Megan Rapinoe foi eleita a melhor jogadora do mundo pela revista France Football Fonte: Reign FC
A revista France Football não seria tão conceituada como é se não se preocupasse em avaliar e premiar as mais jovens promessas do mundo do futebol. É nesse âmbito que existe o Troféu Kopa, que elege o melhor jogador do mundo, mas desta vez destinado aos atletas com menos de 21 anos. O vencedor foi o defesa central Matthijs De Ligt, atual jogador da Juventus mas que fez uma época notável ao serviço dos holandeses do Ajax que foram campeões nacionais e, simultaneamente a surpresa da Liga dos Campeões, atingindo as meias-finais da competição. O prémio está muito bem entregue, no entanto foi criada alguma confusão uma vez que cinco dias antes o prémio de Golden Boy tinha sido entregue ao português João Félix que, desta feita, ocupou o terceiro lugar atrás também de Jason Sancho, promessa do Borussia Dortmund.
Matthijs De Ligt ganhou o Troféu Kopa, sucedendo assim Kylian Mbappé Fonte: Juventus FC
Por fim, mas não menos importante falta falar do novo troféu, criado para distinguir o melhor guarda redes do mundo. Antes de mais deixar uma palavra sobre a importância de haver um prémio que congratule os guarda-redes que muito dificilmente podem ganhar uma bola de ouro mas que merecem tanta ou maior importância que os chamados jogadores de campo. Assim, o primeiro vencedor foi Alisson Becker, atual guarda-redes do Liverpool e vencedor da Liga dos Campeões e da Copa América de 2019. Foi realmente um guarda-redes muito capaz e muito importante na conquista de ambos os troféus, mas não seria verdadeiro se concordasse com tal nomeação. Sendo este um prémio que distingue uma individualidade, não se deveria de pautar pelas conquistas coletivas que determinado jogador obteve e foi esse mesmo problema que impediu Cristiano Ronaldo de ganhar a Bola de Ouro na passada época.
Se o critério fosse outro, creio que o resultado seria outro e que aqui falássemos de Marc-André Ter Stegen ou de Jan Oblak. Ainda assim o brasileiro fez uma época notável e não deixa de ser um dos melhores guarda-redes do mundo.
Alisson Becker foi o primeiro vencedor do Troféu Yashin Fonte: Liverpool FC
Depois da entrega de todos os prémios deu-se por encerrada mais uma gala da revista France Football, desta vez apresentada pelo ex-jogador Didier Drogba que brindou os convidados com a boa disposição característica dos craques africanos. Considerada menos polémica e mais justa que a do ano passado, a cerimónia elegeu quatro atletas de grande nível, três deles que se estrearam num palco tão grande como este.
Posto isto, resta-nos aceitar e continuar a apreciar os momentos que estes e outros jogadores têm para nos oferecer. Para o ano cá estaremos para assistir novamente à cerimónia, com votos de que a justiça seja feita e de que ganhe o melhor.
Com um vasto currículo de títulos tanto a nível nacional como a nível internacional, o Óquei Clube de Barcelos (OCB) está a brilhar mais nos ringues por este pequeno país fora (e ainda bem). Não é que alguma vez tenha adormecido ou que estivesse fora dos grandes palcos, muito pelo contrário. Mas é bom ver este clube histórico no cimo da tabela classificativa.
Sou suspeito por escrever este artigo, pois muito me liga à cidade e também a este clube. Acompanhei as conquistas da Taça CERS (atual WS Europe Cup) tanto em 2016 como em 2017 e não houve nada melhor do que ver a festa em pleno pavilhão em Barcelos. Mais do que merecido, mas não estamos aqui para falar do “passado”, mas sim sobre aquilo que se tem feito nesta época.
O Óquei está a fazer um grande início de temporada junto dos ditos “grandes” do hóquei em patins nacional, ou, neste caso, daqueles que têm um orçamento a cima do que é normal para a nossa realidade. Atualmente, está a realizar um campeonato muito bom, tem 22 pontos e tem sido uma das sensações da época.
Esta época já venceu dois dos candidatos ao título, Sporting CP e FC Porto, e no seu pavilhão ainda não sentiu o sabor da derrota. Um autêntico inferno é criado em pleno Pavilhão Municipal de Barcelos, que tantas vezes se tem tornado um pesadelo para aqueles que lá jogam contra o OCB. Fervorosos pela modalidade, os adeptos barcelenses são o “sexto jogador” e marcam sempre presença para apoiar a equipa.
Em casa, o OCB ainda não teve qualquer derrota e já venceu o FC Porto Foto de Capa: Óquei Clube de Barcelos
A experiência aliada à juventude de qualidade têm sido os fatores chave para que o sucesso tenha vindo ao de cima.
Depois de duas épocas em Itália, Luís Querido voltou para uma casa que bem conhece e onde já foi muito feliz. Alvarinho, o diamante em bruto, volta a estar emprestado ao clube barcelense e muito tem feito neste início de época. As chegadas de Ezequiel Mena e Franco Ferruccio, ambos vindos do AD Oeiras, foram fundamentais, sobretudo, para melhorar o plano ofensivo e tem dados muitos frutos.
Os jovens Gonçalo Nunes e Gonçalo Meira também têm dado cartas e têm sido goleadores com seis e cinco golos na liga, respetivamente. No plano defensivo, o guarda-redes Ricardo Silva vai para a oitava temporada consecutiva no clube e muito tem feito pelo mesmo. Um plantel onde qualidade… não falta!
Juntamente com o AD Valongo, o OCB tem sido, normalmente, quem tem ficado no 5.º lugar do campeonato, logo depois dos “grandes” do hóquei em patins – FC Porto, SL Benfica, Sporting CP e UD Oliveirense. E não tem sido fácil para que os clubes que lutam pelo título passar em Barcelos… Nos últimos anos, tem sido um palco difícil para todos.
O apoio dos adeptos do Óquei Clube de Barcelos ultrapassaram as fronteiras nacionais e este foi o cenário em pleno território suíço Foto de Capa: Óquei Clube de Barcelos
Olhando para um plano internacional, tem sido várias as glorias barcelenses por essa Europa fora. Já são sete os troféus ganhos e dois deles até muito recentemente. O clube barcelense tem conquistado a Europa e tem sido a aposta prioritária que, até agora, resultou na perfeição. Esta época, está a disputar a WS Europe Cup e os oitavos de final já estão aí à porta (teremos nova glória para contar? Veremos…).
Por isso, engane-se que o hóquei estava adormecido em Barcelos porque isso nunca aconteceu. Além dos troféus ganhos recentemente, o espetáculo nunca se perdeu na cidade barcelense e, dificilmente, se vai perder com tudo o que se tem passado nesta temporada. É um clube com história e que tem tudo para, neste ano, voltar a estar nos grandes palcos nacionais e internacionais. Afinal, dos históricos nunca ninguém se esquece.
No passado dia 30 de novembro, no jogo frente ao CS Marítimo, Luís Miguel Afonso Fernandes, conhecido no mundo do futebol por Pizzi, atingiu a marca de 250 jogos com a camisola do Sport Lisboa e Benfica. O médio português marcou 61 golos nestas 250 partidas, superando Rui Costa, Shéu Han, João Alves e Carlos Manuel, ficando apenas atrás de Mário Coluna, que fez abanar as redes 81 vezes no mesmo número de jogos.
Ao longo das seis épocas nas quais representou o Benfica, Pizzi foi campeão nacional por quatro vezes, conquistou duas Taças da Liga, uma Taça de Portugal e três Supertaças. Durante este período, o camisola ’21’ foi consistentemente o melhor jogador do Benfica e um dos melhores a atuar em Portugal.
Mesmo contando já com este currículo invejável, a importância que Pizzi tem no jogo dos encarnados continua a ser ainda muito subestimada. O tratamento dos adeptos encarnados ao internacional português é, por vezes, muito injusto.
Em termos objetivos, o SL Benfica não alcançou a vitória em sete partidas esta temporada. Em três dessas sete, Pizzi não foi titular e em mais duas (ambas frente ao Leipzig) os encarnados sofreram golos decisivos, que custaram pontos, já sem o internacional português em campo. Frente ao FC Zenit, em São Petersburgo, a tendência manteve-se, tendo a equipa das águias sofrido mais dois golos já sem Pizzi no relvado.
É certo que estes dados estatísticos valem o que valem, mas a importância ofensiva que Pizzi tem no jogo da equipa de Bruno Lage é por demais evidente. Em ataque posicional, é normalmente por Pizzi que passam as funções de organização de jogo (o jogador toca na bola 71 vezes por jogo). É através dos pés da camisola ’21’ que a bola chega aos setores mais ofensivos da equipa. O dinamismo que Pizzi tem na sua posição, sobretudo desde a sua colocação a interior direito, faz com que a equipa encarnada tenha um jogo mais fluido e menos posicional.
Esta “deambulação” posicional (contida obviamente) permite a Pizzi aparecer muitas vezes em zonas mais interiores e frontais que lhe permitem somar golos e assistências, com mais facilidade. A entrada de Chiquinho na equipa permitiu que Pizzi ocupasse zonas mais interiores, fruto de trocas posicionais com o próprio Chiquinho. Em certos jogos, o camisola ’21’ das águias aparecia muito encostado ao corredor, o que lhe retirava as suas maiores qualidades: a capacidade de passe e o seu QI futebolístico.
No entanto, a importância de Pizzi é mais percetível precisamente nos jogos em que o internacional português não vê qualquer minuto em campo. Pegando como exemplo a derrota frente ao O. Lyon, onde vimos um Benfica sem ideias e sem um verdadeiro criativo. Perante a forte pressão dos rápidos avançados da equipa francesa, o Benfica sentia grandíssimas dificuldades em construir o jogo a partir de trás, vendo-se obrigado a bombear bolas na frente de ataque. Pizzi teria sido fundamental para quebrar a primeira linha de pressão dos franceses e impulsionar o ataque dos encarnados. Após a sua entrada, o Benfica subiu consideravelmente de nível e chegou mesmo ao golo.
Pizzi tem estado a fazer uma época ao mais alto nível Fonte: SL Benfica
A Juventus até começou a vencer no Olímpico de Roma, mas acabou por ser derrotada por três bolas a uma pela Lazio. O golo de Cristiano Ronaldo, ao minuto 25, foi insuficiente para que a equipa de Turim capitaliza-se no empate do rival Inter.
Os minutos iniciais do encontro mostraram uma Juventus a querer assumir a posse, com Matuidi a jogar pela ala esquerda e Bernardeschi pela direita, no momento do desdobramento ofensivo. No entanto, foi a Lazio que dispôs da primeira oportunidade de perigo da partida, com um remate de Immobile já perto da zona da pequena área, mas que foi desviado por Bonucci para canto. A resposta da equipa de Turim surgiu minutos depois, por Paulo Dybala, e de um jeito que este tanto gosta: com um remate em jeito a partir da entrada da área adversária. O argentino ainda voltou a ameaçar, tentando um golo olímpico de canto direto, mas Strakosha socou a bola em cima da linha. Estavam lançados os dados para que esta fosse uma grande partida.
No plano mais tático, se é verdade que os “bianconeri” apostavam numa construção mais pausada e com mais critério, os “biancocelesti” tentavam surpreender através de saídas rápidas, projetando os dois alas e procurando as presenças de Correa e Immobile na zona mais central. Perante estas subidas de Lazzari e Lulic, os homens das laterais da Lazio, eram Cristiano Ronaldo e Federico Bernardeschi quem ficava com mais espaço para jogar, juntando-se a Paulo Dybala e igualando-se numericamente aos três centrais escalados por Simone Inzaghi.
As oportunidades de perigo andaram desaparecidas durante alguns minutos, mas quando reapareceram, foi para fazer mexer o marcador. Cristiano Ronaldo jogou de costas para a baliza, abriu em Bentancur, que estava posicionado mais à direita, e foi novamente buscar a bola, aparecendo ao segundo poste e utilizando o seu instinto de goleador para estar no sítio certo e “faturar”. O “astro” português abriu a contagem da partida e marcou pelo segundo jogo seguido na Serie A italiana, tendo sido a primeira vez esta época que o conseguiu.
Depois de terem sofrido o golo, os jogadores da Lazio partiram em busca da igualdade. Apesar da superioridade não ter sido clara, as oportunidades para marcar, entre os 30 e os 45 minutos, foram maioritariamente dos romanos. E tantas vezes foi “o cântaro à fonte” …que acabou por “partir”. Passavam já 20 segundos do meio tempo quando Luiz Felipe, defesa central brasileiro da Lazio, enviou uma verdadeira bomba de cabeça para o fundo das redes de Szczesny, reestabelecendo a igualdade. Apesar da boa elevação e finalização do número três “biancocelesti”, muito mérito tem que ser dado ao grande passe de Luiz Alberto. O médio espanhol vem se assumindo cada vez mais como o maestro desta equipa romana, honrando o número 10 que enverga.
Chegado o intervalo, e fazendo um balanço da primeira metade do encontro, a Juventus havia demonstrado superioridade relativamente à Lazio, sendo que uma vantagem da equipa de Turim não seria um resultado de todo desajustado. No entanto, a reação da formação romana ao golo sofrido foi de bom nível, tendo sido premiados com o golo à beira do intervalo. Dada a igualdade e a vontade demonstrada por ambas as partes em vencer, o segundo tempo prometia.
Cristiano Ronaldo após “encostar” para o primeiro golo da partida Fonte: Juventus FC
Reiniciado o jogo, o primeiro teste à atenção do guardião contrário foi de Luis Alberto, mas Szczesny não se deixou surpreender. Esta tentativa foi um ato isolado, dado que foi preciso esperar até aos 65 minutos para ver um lance de verdadeiro perigo, quando Dybala recebeu a bola de Strakosha, após um passe errado do guarda-redes da Lazio, mas não conseguiu converter. Até então, e ao contrário da primeira parte, que havia sido repleta de entretenimento, estava a ser um jogo bastante parado e “sem balizas”.
Ao minuto 68, Lazzari ia lançado para a baliza da “Juve” quando Cuadrado o abalroou. O ala adaptado a lateral direito colombiano “perdeu os travões” e teve uma abordagem bastante imprudente ao lance, atingindo apenas o adversário. No entanto, o árbitro precisou de ir ao assistente de vídeo para lhe mostrar o cartão vermelho, uma vez que começou por lhe atribuir apenas o amarelo, numa fase inicial.
Se este não fosse golpe duro o suficiente para a equipa de Turim, o que aconteceu ao minuto 74 foi certamente. Luis Alberto voltou a servir um colega de equipa de forma perfeita, desta vez Milinkovic-Savic, e o médio sérvio, após ter rececionado a bola de forma soberba, bateu Szczesny. A Juventus estava a menos de um quarto de hora de sofrer a primeira derrota na atual edição do campeonato italiano.
Passados cinco minutos, a vantagem da equipa da capital italiana podia ter sido novamente aumentada, após lhes ter sido atribuído um penálti, por falta de Szczesny sobre Correa. No entanto, o guarda-redes polaco protagonizou uma magnífica dupla defesa, a dois remates de Immobile, onde mostrou reflexos de outro mundo.
Deste momento e até final, a posse de bola até foi mais controlada pela Juventus, mas sem que os seus jogadores fossem capazes de criar perigo à defensiva da Lazio. Na verdade, foi mesmo a equipa “biancocelesti” quem voltou a marcar, pelo recém-entrado Filipe Caicedo, ex-Sporting, que aproveitou um contra-ataque para acabar com as discussões sobre o resultado.
Com esta derrota, a primeira para os homens de Maurizio Sarri, e apesar do Inter ter empatado com a Roma de Paulo Fonseca, a vantagem dos milaneses foi aumentada para dois pontos, conservando assim o primeiro lugar na tabela. Cristiano Ronaldo e companhia encontram-se numa posição em que não estiveram na época passada, tendo agora um rival que parece estar ao mesmo nível dos “bianconeri”.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÔES:
SS Lazio – Thomas Strakosha; Luiz Felipe; Francesco Acerbi; Stefan Radu; Manuel Lazzari; Lucas Leiva; Sergej Milinkovic-Savic (Felipe Caicedo, 90’); Senad Lulic; Luis Alberto (Marco Parolo, 76’); Joaquin Correa; Ciro Immobile (Danilo Cataldi, 85’).
Juventus FC – Wojciech Szczesny; Juan Cuadrado; Leonardo Bonucci; Matthijs de Ligt; Alex Sandro; Rodrigo Bentancur (Emre Can, 40’); Miralem Pjanic; Blaise Matuidi; Federico Bernardeschi (Danilo, 71’); Paulo Dybala (Gonzalo Higuain, 79’); Cristiano Ronaldo.
No último dérbi lisboeta da década entre os eternos rivais, o Sporting CP bateu o SL Benfica por 26-21 no Pavilhão João Rocha.
Os leões entravam para este jogo no primeiro lugar do campeonato em igualdade pontual com o FC Porto, que jogava em Setúbal. Já os encarnados vinham de uma derrota surpreendente em Braga frente ao ABC e viam os líderes afastarem-se.
Ainda assim, a primeira parte do jogo foi pautada pelo equilíbrio. Ambas as equipas iam trocando lideranças no marcador e a intensidade era palpável. Com mais de dois mil adeptos no Pavilhão João Rocha, a emoção das bancadas era transferida para o campo com os jogadores a procurarem a vitória.
Contudo, aos 23 minutos da primeira parte tudo mudou. Pedro Seabra Marques fez o 9-10 para as águias, mas depois os comandados de Thierry Anti realizaram um parcial de 6-0 que lhes permitiu ir para o descanso na frente por 15-10. Esta vantagem leonina provou ser determinante para o resultado final.
Na segunda parte, o Benfica procurou o empate, mas Aljosa Cudic ia-se destacando na baliza do Sporting – terminaria a partida com 43% de eficácia defensiva. Com 45 minutos decorridos, a equipa de Carlos Resende conseguiu diminuir a desvantagem para apenas três golos, mas os leões responderam de imediato e depressa regressaram aos cinco de vantagem que se iriam manter até ao final da partida.
Resultado final de 26-21 com o Sporting a manter-se assim no topo da tabela (em igualdade pontual com o FC Porto que venceu o Vitória de Setúbal) com 47 pontos provenientes de 15 vitórias e um empate, enquanto que o Benfica se mantém em terceiro lugar, mas com uma desvantagem de sete pontos graças a esta derrota, a sua quarta no campeonato.
EQUIPAS
Sporting CP: Pedro Valdes, Edmilson Araújo, Gonçalo Vieira, Carlos Ruesga (3), Frankis Carol (7), Aljosa Cudic, Tiago Rocha, Francisco Tavares, Manuel Gaspar, Arnaud Bingo (4), Valentin Ghionea (6), Nemanja Mladenovic (1), Ivan Nikcevic, Marko Vujin (3), Luís Farde (2).
SL Benfica: Davide Carvalho, Romé Hebo (1), Pedro Seabra Marques (3), João Pais(1), Rene Toft-Hansen, Kevynn Nyokas (5), Belone Moreira (3), Paulo Moreno (1), Ricardo Pesqueira (1), Borko Ristovski, Carlos Molina, Carlos Martins, Nuno Grilo, Gustavo Capdeville, Petar Djordjic (6), Francisco Pereira.
…e o resultado está à vista! O sempre empolgante dérbi de Manchester terminou com um triunfo justo do United por duas bolas a uma, deixando o City a 14 (!) pontos do líder Liverpool.
Mas que primeira parte a todo o gás! A formação de Solksjaer entrou melhor e a primeira meia hora de jogo foi o espelho do seu fantástico arranque. James foi o primeiro a tentar a sua sorte, Martial e Lingard deixaram o aviso e, sensivelmente a meio do primeiro tempo, foi Rashford quem tratou de inaugurar o marcador. Bernardo Silva cometeu falta sobre o avançado dentro da grande área, o VAR alertou e o árbitro marcou a grande penalidade, exemplarmente convertida pelo jovem inglês
Perspetivava-se que fosse o City a partir para cima do adversário numa tentativa de reagir ao golo sofrido, mas aconteceu precisamente o contrário, com uma sucessão de oportunidades junto da baliza de Ederson. Remates enquadrados, transições bem desenhadas e futebol objetivo chegavam para caracterizar a forma como os red devils se apresentavam no Ethiad. Na sequência de dois contra-ataques, Rashford dispôs de mais duas ocasiões para ampliar a vantagem: na primeira rematou ao lado, na segunda atirou, em jeito, à barra.
Chegada a meia hora de jogo, o United tratou de traduzir a objetividade em mais um golo. Boa jogada coletiva, construída perante a passividade da defensiva adversária e Martial a fazer o segundo golo.
Foi preciso esperar pelo minuto 34’ para surgir o primeiro remate dos citizens enquadrado com a baliza (por intermédio de David Slva), numa altura em que o conjunto forasteiro já tinha baixado o ritmo de jogo. Gabriel Jesus e Kevin de Bruyne também tentaram reduzir antes do intervalo, mas sem qualquer resultado prático.
Frieza de Rashford na cobrança do penálti a inaugurar o marcador Fonte: Premier League
No segundo tempo, o filme que já se esperava, com um United mais recuado e um City mais pressionante na tentativa de recuperar da desvantagem de dois golos. Ainda assim, não se pode dizer que tenha havido um desnivelamento claro. A formação de Guardiola teve mais bola, é certo, mas David de Gea raramente foi colocado à prova – só Rodri criou perigo na primeira meia hora.
As substituições que foram sendo feitas quebraram o ritmo da partida, mas foram essas mesmas substituições que agitaram os últimos cinco minutos do encontro. Na sequência de um canto cobrado pelo recém-entrado Mahrez, apareceu Otamendi (o outro recém-entrado) a cabecear e a reduzir a desvantagem.
Um golo suficiente para tornar a reta final da partida ainda mais emocionante, de tal modo que Mahrez – imediatamente a seguir – ficou perto de empatar a partida, não fosse de Gea a evitá-lo com uma palmada. Os citizens continuaram a tentar, mas o resultado não mais se alterou. Triunfo justíssimo por parte dos red devils, que foram superiores no primeiro tempo e souberam gerir todos os momentos do jogo nos segundos 45 minutos.
Com este resultado, o Manchester United – que ainda só tinha vencido um jogo fora de portas no campeonato inglês – subiu ao 5º lugar, com 24 pontos, enquanto que o Manchester City permanece no 3º posto (com 32), ficando a 14 pontos do líder Liverpool.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Manchester City: Ederson, Angeliño, Fernandinho, Stones (Otamendi, 59’), Walker, Rodri (Gundogan, 86’), David Silva, Kevin de Bruyne, Sterling, Bernardo Silva (Mahrez, 65’) e Gabriel Jesus.
Manchester United: David de Gea, Shaw (Young, 89’), Maguire, Lindelöf, Wan-Bissaka, Fred, McTominay, Lingard (Tuanzebe, 89’), Rashford, James e Martial (Andreas Pereira, 74’).
Vitória suada do CD Tondela, depois de ter estado a vencer por dois golos, viu o FC Famalicão empatar para depois Murillo decidir o resultado final ao cair do pano.
O jogo começou praticamente com o primeiro golo da partida. O CD Tondela usufrui de um canto no lado esquerdo do seu ataque e João Pedro, chamado para bater, cruza para a cabeça de Pepelu que desvia, sem hipóteses de defesa para Defendi.
Em desvantagem, a formação liderada por João Pedro Sousa, perseguiu o golo do empate. Com boas iniciativas ofensivas e jogadas individuais conseguia causar o pânico na defensiva dos beirões. Prova disso mesmo foi a brilhante jogada de Diogo Gonçalves, dentro da grande área a exigir uma boa defesa de Cláudio Ramos.
Mesmo com esta tendência no jogo, foi o Tondela que acabou por chegar, mais uma vez, ao golo. Desta vez por intermédio de Xavier que, após um grande passe de João Pedro a respeitar a desmarcação do seu companheiro conseguiu, à segunda tentativa, rematar para o fundo das redes.
O Famalicão ia apresentando dificuldades em chegar à área do Tondela com perigo. Embora estivesse a perder, complicava na altura de ultrapassar as linhas defensivas do Tondela que, esperava pelo erro para conseguir atacar em transição ofensiva.
O golo dos famalicenses chegou depois de um grande cruzamento de Pedro Gonçalves que encontrou Roderick sozinho na pequena área. O cabeceamento foi colocado e deixou Cláudio Ramos a controlar a bola apenas com os olhos.
O jogo caminhou para o intervalo sem mais nenhuma ocasião de perigo. Previa-se uma segunda parte com bastante emoção, com uma Famalicão em busca da remontada e com o Tondela a aproveitar os erros dos famalicenses.
As equipas foram para os balneários com o resultado de 2-1 para o CD Tondela Fonte: CD Tondela
A segunda metade arrancou com o impossível. Murillo, completamente sozinho e com a baliza vazia, não conseguiu encostar e enviou a bola para fora para espanto do banco beirão. A passividade da defesa do Famalicão tornava-se gritante, mas a quantidade de oportunidades desperdiçadas pelo Tondela ia desculpando esta passividade.
Assim, o Famalicão continuava na procura do empate que acabaria mesmo por chegar ao minuto 55’ por intermédio de Fábio Martins na marcação de uma grande penalidade por falta cometida sobre Pedro Gonçalves. O “festival do desperdício” continuou na cidade de Famalicão nesta noite fria de sábado. Desta vez foi Anderson que, apenas com Cláudio Ramos pela frente, conseguiu o mais difícil e disparou por cima da barra da baliza.
O jogo entrou depois numa fase mais de interrupções, com várias faltas e um recurso ao VAR para verificar um alegado fora de jogo de Anderson num lance em que o Famalicão tinha conseguido introduzir a bola dentro da baliza de Cláudio Ramos.
Devido a estas constantes pausas, a equipa de arbitragem concedeu dez minutos adicionais ao tempo regulamentar de jogo. Nesta fase terminal do jogo via-se muita pressão dos famalicenses sobre a equipa de Tondela e parecia uma questão de tempo até aparecer o golo da vitória do conjunto de João Pedro Soares.
Houve golo, mas caiu para o lado que menos se esperava. O Tondela, sem elo de ligação, depois da estranha saída do melhor em campo pelos beirões, João Pedro, chegou ao golo depois de um contra-ataque. Toro desmarca Murillo que, com a sua velocidade foge aos defesas famalicenses e tira Defendi da frente para marcar o golo com a baliza vazia.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
FC Famalicão: Defendi, Fábio Martins, Gustavo Assunção (Guga 65’), Riccieli (Rúben Lameiras 46’), Diogo Gonçalves, Nehuen Pérez, Roderick, Pedro Gonçalves, Alex Centelles, Anderson (Toni Martinez 81’), Racic
CD Tondela: Cláudio Ramos, Bruno Wilson, Jaquité, Xavier (Toro 65’), João Pedro (Denilson 60’), Pepelu, Murillo, Fahd Moufi, Yohan Tavares, Strkalj, Filipe Ferreira
Na partida da 14.ª jornada do campeonato alemão, que opôs o líder ao atual detentor do título, após um início de jogo equilibrado, o Bayern de Munique foi assumindo o domínio da partida, jogando um futebol de passe curto sempre com várias opções de passe, pressionando constantemente o seu adversário nas saídas de bola, contrastando com uma maior aposta no contra-ataque, por parte do Borussia Monchengladbach.
Os bávaros, apesar do seu domínio evidente, não foram capazes de concretizar nenhuma ocasião de golo. Lewandowski mostrava-se inconformado com o resultado, mas não conseguiu acertar na baliza, com destaque para um remate colocado aos 14’ que passou muito perto do poste direito da baliza defendida por Yann Sommer.
Logo depois, grande oportunidade aos 16’ após um livre central de Thiago Alcantara, que descobre o avançado polaco atrás da barreira com um excelente passe picado, que dispara ao lado do poste esquerdo da baliza adversária. Sommer fez uma primeira parte sólida, sendo o destaque do Borussia no primeiro tempo, apesar de aos 27’ ter cometido um grande erro que quase colocou o Bayern em vantagem, após ter deixado a bola passar entre as suas pernas a remate de Kimmich, mas ainda conseguiu corrigir e retirar a bola em cima da linha de golo. O Borussia só respondeu à avalanche ofensiva bávara aos 40’, com um remate de Plea que Neuer defendeu com relativa facilidade. O jogo foi para intervalo com um nulo no marcador.
A segunda parte praticamente começou com o Bayer em vantagem, através de um bom remate de Perisic com o pé esquerdo à meia volta, que entrou aos 20’ para o lugar do lesionado Tolisso, após uma assistência de Thomas Muller. Sommer ainda tocou no esférico, mas foi incapaz de impedir o golo. O jogo prosseguiu com o Borussia a procurar o empate, que retirou o médio Lazlo Benes das quatro linhas e colocou o avançado Embolo, que marcou dois golos no jogo anterior, balançando a sua equipa mais para o ataque.
O Borussia Monchengladbach obteve o golo do empate aos 60’, após um canto batido por Hofmann para o centro da grande área bávara, onde aparece Bensebaini que, solto de marcação, cabeceia para o fundo das redes. O Borussia jogou como uma equipa renovada após o golo sofrido e, mesmo após o golo do empate, continuou ao ataque com uma atitude de candidato ao título. Foi uma segunda parte muito bem disputada, com vários duelos individuais.
O Borussia destronou o FC Bayern Fonte: Borussia M’Gladbach
O fim de jogo foi muito intenso, com destaque para uma jogada bem construída pelos líderes do campeonato aos 79’, com Herrmann a deixar para Stindl, que colocou a bola ao segundo poste, mas Embolo não conseguiu desviar para o fundo das redes. O Bayern respondeu aos 81’, com um bom cruzamento rasteiro de Muller do lado direito do ataque dos bávaros, Zakaria antecipou-se a Kimmich, e o médio do Borussia colocou a bola a caminho da própria baliza, mas Sommer respondeu com mais uma grande defesa. Aos 90’, Javi Martínez, que entrou aos 68’, comete um penálti sobre Thuram e foi expulso por acumulação de cartões amarelos, após ter visto o primeiro aos 82’. Na conversão do castigo máximo, Bensebaini não tremeu e atirou colocadíssimo para o lado esquerdo de Manuel Neuer, que adivinhou o lado, mas não foi capaz de impedir a reviravolta no marcador e o bis do lateral argelino.
O líder do campeonato alemão mostrou o seu bom futebol, apesar de ter começado o jogo com o “autocarro” montado na sua defesa, demonstrou uma grande capacidade de resposta após o golo sofrido, num jogo bastante equilibrado, em que o Borussia mostrou maior força emocional que os bávaros.
Esta foi uma grande prova do Borussia Monchengladbach como verdadeiro candidato ao título, conseguindo uma reviravolta sofrida, mas com muito mérito, frente ao colosso Bayern de Munique, campeão em título. O Borussia segue na frente do campeonato alemão com trinta e um pontos, mais um que o Leipzig. O Bayern está no sexto lugar à condição, a sete pontos do líder, e com mais dois pontos que o Bayer Leverkusen, que tem menos um jogo.