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Espanha x França: Confronto de gerações define a final da Liga das Nações 2021

Final da Liga das Nações: domingo, 19h45, 10 de outubro de 2021
ANTEVISÃO: JOVEM “FÚRIA ESPANHOLA” TENTA COLHER OS PRIMEIROS FRUTOS CONTRA UMA FRANÇA RECHEADA DE CAMPEÕES DO MUNDO

O segundo vencedor da mais nova competição entre países da Europa será conhecido neste domingo. O estádio San Siro, em Milão, será o palco do duelo entre Espanha e França, que definirá quem leva para casa o troféu da Liga das Nações.

Ambas as seleções vieram de resultados expressivos durante as meias-finais. Primeiramente, a Espanha conseguiu vingar-se da derrota no Europeu deste ano, após bater a Itália. Em contrapartida, a França conseguiu uma virada histórica contra os “diabos vermelhos” da Bélgica.

ALGUÉM IRÁ SUCEDER A PORTUGAL COMO VENCER DA LIGA DAS NAÇÕES, ESPANHA OU FRANÇA? A DECISÃO ESTÁ TAMBÉM NAS TUAS MÃOS E PODES APOSTAR JÁ NA BWIN!

No primeiro jogo das meias-finais, a “fúria espanhola”, recheada de jovens promessas sob o comando de Luis Enrique, teve como destaque o avançado Ferran Torres, autor dos dois golos que levaram a Espanha à final. Como resultado, o país ibérico tirou a sequência invicta de 37 jogos à Itália, além de eliminar o país sede da Liga das Nações.

Em contrapartida, o adversário de Espanha na final sofreu até ao último minuto para conquistar a vaga. O confronto foi marcado por um amplo domínio inicial dos belgas, que logo na primeira parte adquiriram uma vantagem de dois golos. No entanto, a força de um elenco vencedor com Mbappe, Pogba, Griezmann, entre outros, provou ser decisivo para recuperar a desvantagem.

Desta maneira, a Espanha aposta nas jovens promessas espanholas, que ainda devem ser lapidadas pelo mister Luis Enrique. Por outro lado, a França, com seus craques mundialmente reconhecidos, possui o que de melhor um selecionado de jogadores pode produzir num único país. Além disso, a possível conquista dos Le Bleus da Liga das Nações irá dar mais confiança ao país, num momento em que ainda se lembra a eliminação no último Europeu para a Suíça.

Assim, o título pode ser o primeiro passo de uma promissora geração espanhola. Contudo, também pode ocasionar, em caso de vitória francesa, a elevação de uma geração, que já possui o seu nome na história, para outro patamar.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Este será o 36.° jogo entre os Le Bleus e a “Fúria Espanhola”.
  2. Nos últimos cinco jogos entre as duas seleções, a Espanha perdeu apenas uma vez.
  3. A única final disputada entre as duas seleções foi a final da Europeu de 1984, onde a França ganhou por 2×0.
  4. Em campo neutro, houve até agora apenas cinco jogos entre as duas seleções.
  5. No total de jogos realizados em estádios neutros, os franceses possuem a vantagem no confronto, somando três vitórias.
  6. A última derrota da França foi apenas em 2020, durante um amigável contra a Finlândia.
  7. Somando todos os jogos entre as duas seleções, a Espanha possui a vantagem de 16 vitórias, contra 12 da França e sete empates.
  8. Os dois finalistas defrontaram-se pela última vez num grande torneio no Euro 2012, quando os espanhóis ganharam por 2×0 nos quartos-de-final.
  9. Apenas Hugo Lloris e Karim Benzema, do atual plantel, estiveram presentes no confronto dos quartos-de-final em 2012.

10. No lado espanhol, apenas o médio Sérgio Busquets estava presente na vitória contra a França em 2012.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Pablo Gavi (Espanha) – O jogador mais jovem a servir a Espanha, Gavi é a personificação deste trabalho processado por Luis Enrique. Jovem, habilidoso e acima de tudo destemido, o médio espanhol fez a sua estreia contra a atual campeã europeia e deu sinais claros de que está preparado para os seguintes desafios. Com estilo característico provido da La Masia, Gavi tem nos seus pés a oportunidade de dar ao seu país um título inédito.

Karim Benzema (França) – Avançado experiente, após um grande período ausente nos nomes dos selecionados franceses, Benzema retornou no último campeonato europeu. E de maneira natural, o craque do Real Madrid CF encaixou-se como se nunca tivesse se ausentado. Com posicionamento maduro, poder decisivo inigualável, Karim Benzema continua a ser uma grande ameaça para qualquer adversário.

 

XI’S PROVÁVEIS

Espanha: Unai Simón, Azpilicueta, Laporte, Pau Torres, Alonso, Gavi, Busquets, Koke, Sarabia, Torres, Oyarzabal.

Treinador: Luis Enrique

“Veja o plantel da França, o seu onze inicial; eles jogam em clubes de topo e são grandes jogadores: os melhores do Mundo. Os três jogadores que têm na frente são excelentes e capazes de virar qualquer jogo. Mas não vamos mudar nada sobre a nossa atitude ou as nossas ideias. Jogámos e derrotámos a melhor equipa do Euro e que melhor agora do que defrontar os atuais campeões mundiais? Quero ganhar um título na seleção com a Espanha, algo que a maioria de nós não fez.”

 

França: Lloris, Koundé, Varane, L. Hernández, Pavard, Tchouaméni, Pogba, T. Hernández, Griezmann, Mbappé, Benzema

Treinador: Didier Deschamps

“É impossível privar a Espanha da bola. Está no seu ADN ter a maior parte da posse da bola. Eles são capazes de passar bem a bola mesmo sob pressão. Também pressionaram muito bem a Itália quando perderam a bola. A noite após a meia-final foi de muita alegria e felicidade e isso significou que o ambiente estava mais leve no dia seguinte. Isso dá confiança a todos. A Espanha manteve a qualidade do seu jogo. Temos mais experiência, mas isso não nos dá garantias. Precisamos de todos os ingredientes certos para levar o troféu.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: ESPANHA 1-2 FRANÇA

Rui Costa é Presidente | Mudança ou Continuidade no SL Benfica?

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Rui Costa eleito. Perpetuação do vieirismo ou mudança na Luz?

Na passada noite fez-se história no SL Benfica. Rui Costa foi eleito 34º presidente, com 84,5% dos votos. O opositor Francisco Benitez ficou com 12,2% da votação e 3,3% dos sócios votaram em branco.

A altura de os adeptos se manifestarem revelou o interesse que os benfiquistas têm pelo Glorioso. O número de votos atingiu um recorde alcançado por poucos – 40 115. Com esta afluência às urnas, o SL Benfica só não ultrapassou o FC Barcelona em eleições.

Com esta larga vitória fica difícil comentar a escolha de tantas pessoas, mas foi exatamente isso que me trouxe aqui. A inexperiência de Benitez foi clara no debate que opôs os candidatos e, se votaram tendo em conta esse frente a frente, devo dizer que entendo a aposta em Rui Costa.

No entanto, não é só de um debate que se fazem presidentes e a verdade é que o vieirismo, a meu ver, está bastante presente na atual escolha. Não é segredo para ninguém que LFV e Rui Costa eram muito próximos. Se tivermos em conta essa proximidade, esta eleição pode ser considerada a prova viva de que, apesar de LFV ter saído do SL Benfica, a sua forma de direção não.

Começando pelo facto de que Domingos Soares de Oliveira e Miguel Moreira continuaram ligados à lista de Rui Costa e terminando nas promessas de transparência por parte do atual presidente, promessas essas que já Vieira tinha feito, fica difícil acreditar na separação/afastamento total da direção do anterior presidente.

Podia pegar em muitos motivos para justificar o intitulado vieirismo, mas acho que, apesar de terem votado em Rui Costa, os sócios conhecem a maioria deles. Não tenho má vontade ao ponto de dizer que o ex-jogador não merece uma oportunidade e a verdade é que o amor que este tem ao clube é indiscutível.

Para além disso, desde que Rui Costa começou a substituir LFV, o SL Benfica perdeu apenas o jogo frente ao Portimonense SC, e conseguiu um feito raro – derrotar o FC Barcelona.

A questão que se coloca agora é: será que Rui Costa vai realmente provar que pode mudar o SL Benfica e levá-lo a um patamar europeu como já não se vê há muitos anos? Ou será que estes aspetos positivos foram apenas coincidência e “fogo-de-vista”? No meu entender, a segunda hipótese é a mais provável, ainda que, até agora, com Rui Costa no comando, tenha corrido tudo pelo melhor.

Apesar de tudo isto, quero pensar que os sócios elegeram Rui Costa com plena consciência e por acreditarem realmente que este pode mudar o clube para melhor. Caso se arrependam da escolha que fizeram, daqui a quatro anos, ou menos, há uma nova oportunidade para manifestarem o seu desagrado.

Quiçá, aí, haja um adversário à altura, como Noronha Lopes. Fez-se história, mas será que a história não se irá repetir?

Portugal 3-0 Catar: Vitória com sangue novo

A CRÓNICA: PORTUGAL NÃO É O BRASIL, MAS TAMBÉM NÃO É A SERRA DA ESTRELA

Em determinados momentos cativante, principalmente na primeira parte, noutros nem tanto. Foi desta forma que Portugal arrancou uma vitória por 3-0, no Estádio Algarve, diante do Catar com sangue novo a emergir ao serviço da equipa das quinas.

Na lista de reconhecimentos meritocráticos celebrados neste jogo, Diogo Costa cumpriu a sua primeira internacionalização e Matheus Nunes, idem. Rafael Leão, a quem Fernando Santos tinha dado a garantia de que ia a jogo, teve que esperar pelo intervalo, mas também se estreou.

Não tem feito outra coisa senão destroná-los. Quantos mais caem, mais ele se ergue a um patamar de reconhecimento inexcedível. Falo de Cristiano Ronaldo e dos seus recordes. Desta feita, ao entrar em campo, tornou-se o jogador europeu com mais internacionalizações (180) de sempre, ultrapassando Sergio Ramos.

Ainda bem que, no dilema Portugal/Brasil, Matheus Nunes escolheu a seleção das quinas. Temos um clima mais frio, é verdade, mas Lisboa, onde joga, também não é propriamente a Serra da Estrela. Quero continuar a ver o médio do Sporting a fazer passes deliciosos como o que fez para isolar André Silva que atirou contra a cabeça do guarda-redes catari.

Portugal dominava a seu belo prazer um jogo de sentido único. As tentativas de inaugurar o marcador de Gonçalo Guedes e Dalot não foram suficientes para fazer o senhor à minha frente parar o scroll no Facebook que lhe indicava um evento em Oeiras. A perdida escandalosa de Cristiano Ronaldo fê-lo estar atento ao lance em que, mais tarde, o melhor marcador de sempre de seleções, marcou o golo 112 por Portugal (alguém sabe dizer o ordinal disto?).

Os portugueses, contrariando toda uma cultura implementada nas estradas do país, tiraram o pé do acelerador. Já na segunda parte, mas bem cedo, José Fonte brindou os 15087 espetadores presentes com o segundo golo.

As chegadas constantes ao ataque levaram a que André Silva tivesse nova grande ocasião para brilhar, embora sem sucesso. Depois, foi Leão que soltou as garras para atirar à barra, sendo que a recarga de Dalot, que acabou dentro da baliza, foi considerada inválida pelo VAR.

Rafael Leão voltou a fortalecer a sua relação com os ferros, antes de depois assistir com um sorriso nos lábios André Silva. O ponta-de-lança, após várias tentativas, selou o 3-0 final.

A FIGURA

Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede

Matheus Nunes – em dia de estreia, assinalou uma bela exibição ao lado de João Mário. O conhecimento que ambos têm um do outro do tempo em que coexistiram no Sporting poderá ter facilitado a forma como imprimiram dinâmica entre linhas ao ataque português, mas também como se moveram para procurarem outros espaços, mas sem se sobreporem. Por não ser fácil fazer tudo isto na primeira vez que se joga pela seleção, fica com o destaque.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede

Saad Alsheebo modo como não intercetou o cruzamento que chegou a Cristiano Ronaldo no primeiro golo e como largou a bola, permitindo o remate a José Fonte no segundo, marcaram o resultado. Só a parar André Silva, por duas vezes, esteve bem.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos escolheu um meio-campo composto por William Carvalho como médio mais recuado e, nos vértices mais subidos, Matheus Nunes e João Mário. Assim, Portugal estruturou-se em 4-3-3. Diogo Dalot, Danilo, Fonte e Nuno Mendes compuseram a defesa. As despesas da artilharia ficaram para Gonçalo Guedes, Cristiano Ronaldo e André Silva.

Pediu-se que os médios interiores caíssem sobre a linha, Ronaldo permutou com André Silva, apostou-se no um para um no último terço, cruzaram-se bolas para a área. Foram muitas as dinâmicas apresentadas por Portugal para fazer face à organização defensiva do Qatar.

A projeção dos laterais permitiu que os três homens da frente se colocassem no interior da grande área. O espaço deixado por Dalot e Nuno Mendes nas costas não foi alvo de ameaças.

A seleção nacional revelou os níveis indicados de agressividade para recuperar rapidamente a bola. Assim, Portugal não deixou a equipa asiática transitar para o ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (5)

Diogo Dalot (5)

Danilo Pereira (6)

José Fonte (5)

Nuno Mendes (7)

William Carvalho (6)

Matheus Nunes (7)

João Mário (7)

Gonçalo Guedes (6)

Cristiano Ronaldo (6)

André Silva (6)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Leão (6)

Nélson Semedo (5)

João Palhinha (5)

Bernardo Silva (5)

Bruno Fernandes (5)

João Moutinho (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – QATAR

Eram 11 e estiveram os 11 no mesmo sítio, atrás da linha da bola. Sempre e constantemente.

Para não desfazer o alinhamento da linha de cinco, com Pedro Miguel, jogador nascido em Portugal, e Elamin a saltarem na pressão, os extremos, Alhaydos e Afif, recuaram muito na ajuda defensiva. Deste modo, os dois laterias puderam permanecer junto aos três centrais, Salman, Alrawi e Hassan.

Boudiaf e Hatim tentaram trancar o meio-campo. Estiveram em apuros em várias ocasiões dada a forte presença portuguesa nessa zona.

Afif, o jogador mais técnico do Qatar, procurou, nos raros momentos que dispôs para atacar, vir buscar a bola fora da competente estrutura portuguesa e dar ares da sua graça. Ali, o homem mais adiantado do 3-4-3, foi carne para canhão entre os defesas portugueses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Saad Alsheeb (4)

Pedro Miguel (5)

Tarek Salman (5)

Bassam Hisham Alrawi (6)

Abdelkarim Hassan (6)

Homan Elamin (5)

Karim Boudiaf (6)

Abdelaziz Hatim (4)

Hasan Alhaydos (5)

Akram Afif (5)

Almoez Ali (5)

SUBS UTILIZADOS

Abdullah Alahrak (5)

Youssef Abdurisag (5)

Assim Madebo (5)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

PORTUGAL

Bola na Rede: Disse que, para este jogo, gostava de avaliar a equipa nos quatro momentos do jogo. Tendo em conta o que viu, qual é aquele em que considera que a equipa está mais afinada e aquele que tem que ser mais trabalhado?

Fernando Santos: Acho que a equipa esteve muito equilibrada em todos os momentos do jogo. Naquilo que são os dois momentos principais, o aspeto ofensivo e defensivo, a equipa esteve muito bem. É muito difícil encontrar os espaços a jogar contra um bloco baixo. Não é qualquer equipa que, a jogar contra um bloco baixo, consegue encontrar os espaços e nós criámos sete, oito, nove situações para fazer golo fruto da qualidade tática e individual. No momento defensivo, também estivemos praticamente irrepreensíveis. Nos dois momentos flash, quando se perde ou se ganha a bola, a equipa esteve sempre muito bem. Quando perdíamos a bola, rapidamente a conseguíamos recuperar, não permitindo ao adversário que nos causasse mossa. Quando recuperávamos, tínhamos os jogadores bem posicionados para podermos circular a bola e sair em ataque e até, em algumas vezes, espreitando o contra-ataque, o que foi muito interessante.

QATAR

Bola na Rede: No último jogo com Portugal, o Qatar terminou com dois jogadores expulsos. Hoje, os seus jogadores conseguiram competir de uma melhor maneira?

Félix Sánchez: Penso que ambos os jogos foram muitos difíceis. Hoje não encontrámos forma de ter posse, para manter a bola e sair em contra-ataque. Jogar a este nível foi difícil para nós, mas temos que continuar a trabalhar.

UD Oliveirense 5-4 SL Benfica: Encarnados deixam escapar vantagem

A CRÓNICA: UD OLIVEIRENSE FOI LETAL NAS BOLAS PARADAS

A UD Oliveirense venceu, em casa no Pavilhão Dr. Salvador Machado, frente ao SL Benfica, numa reviravolta feita na segunda parte.

O Benfica entrou praticamente em vantagem. No segundo minuto de jogo, Diogo Rafael fez o primeiro, numa jogada rápida do ataque encarnado.

Surpreendente, os visitantes apenas terem conseguido marcar dois golos, num quarto de hora de domínio absoluto. No entanto, a equipa da casa tornava-se mais perigosa à medida que os minutos passavam e conseguiu chegar ao empate antes do intervalo, através de duas grandes penalidades cobrada por Nuno Araújo.

O segundo tempo iniciou com os encarnados novamente com o pé no acelerador. Desta vez de penalti, Diogo Rafael fez o 2-3, ao segundo minuto da etapa complementar.

A equipa da casa acordou logo a seguir, equilibrou o jogo e foi bem mais eficaz do que o adversário. Numa jogada individual e de belo recorte artístico, Martinez empatou a partida. O mesmo jogador aproveitou um livre direto e pôs a Oliveirense em vantagem pela primeira vez na partida.

Os visitantes estavam cada vez mais desorientados com as arrancadas rápidas da equipa de Oliveira de Azeméis e não foi surpreendente que novamente de livre direto Martinez fizesse o 5-3.

O melhor que o Benfica conseguiu foi reduzir para a margem mínima e esteve perto de sofrer o sexto golo a segundos do fim, de livre direto.

 

A FIGURA

Lucas Martínez – O argentino destacou-se, na segunda parte, e foi decisivo na vitória da Oliveirense com um hat trick. Não se deixou atemorizar frente a Pedro Henriques nos livres diretos, mas melhor foi o seu primeiro golo ao acelerar e serpentear perante os defesas encarnados e finalizar com classe.

O FORA DE JOGO

Agressividade dos encarnados – Oito faltas na primeira parte e três cartões azuis na partida dificultaram a tarefa ao Benfica. Não surpreende, por isso, que quatro dos cinco golos tenham sido sofridos de bola parada e destruíram a boa primeira parte e a entrada forte no segundo tempo da equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Paulo Pereira tentou que a sua equipa explorasse as transições rápidas para explorar o espaço na defensiva encarnada. A equipa não conseguiu criar perigo nos primeiros 15 minutos da primeira parte, limitando-se a reduzir os espaços junto à baliza de Diogo Fernandes.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Fernandes (8)

Xavier Cardoso (6)

Jorge Silva (6)

Marc Torra (6)

Nuno Araújo (8)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Alves (-)

Lucas Martinez (9)

Franco Platero (7)

Ferrucio (8)

 Xanoca (6)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

No regresso a Oliveira de Azeméis, Nuno Resende conseguiu que os jogadores benfiquistas entrassem a pressionar alto. A dinâmica ofensiva foi impressionante nos primeiros minutos, mas veio a desvanecer-se ao longo da primeira parte.

A agressividade (oito faltas cometidas só na primeira parte!) acabou por ter um lado negativo, ao conceder bolas paradas à Oliveirense. Quatro dos cinco golos sofridos foram precisamente dessa forma.

No segundo tempo, os visitantes voltaram a repetir a receita com uma entrada dominadora.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (7)

Diogo Rafael (7)

Nicolía (7)

Pablo Albarez (6)

Sergi Aragonès (6)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo Vieira (-)

Poka (6)

Pol Manrubia (6)

Ordoñez (7)

Gonçalo Pinto (6)

Sérgio Conceição: A “maneira de ser” não desculpa tudo! | FC Porto

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Flash e Conferência de Imprensa de Sérgio Conceição explosivas

O FC Porto, no seu último jogo a contar para a Liga dos Campeões, recebeu em sua casa o Liverpool. A partida não correu como estávamos à espera e mais uma vez o embate frente aos orientados de Klopp terminou em goleada, 1-5. A polémica instalou-se no fim do jogo e teve lugar na sala de conferência de imprensa com Sérgio Conceição como personagem principal.

O treinador começou por assumir toda a responsabilidade, e até aqui tudo normal – era de estranhar se não o fizesse – as declarações polémicas vieram a seguir.

Conceição afirmou exaltado que o que aconteceu “Foi vergonhoso. (…) Cometemos nove faltas, o que não é normal. Se tivéssemos 80 por cento de posse de bola, aceitava. Tenho de falar com o presidente porque a mensagem certamente não passa. (…) A partir do momento em que acho que essa mensagem e em que o que é pedido não é feito, nem sequer se tenta fazer, não estou aqui a fazer absolutamente nada”.

Este é só um pequeno excerto daquilo que foi dito, o mister ainda concluiu que se tivesse jogado com a equipa de juniores eles teriam feito melhor figura.

Existem aqui nestas declarações inúmeras contradições, a primeira delas, aquela que salta mais à vista, é que um treinador que diz que assume a culpa do mau desempenho da sua equipa em campo, não pode vir a seguir “descarregar” nos seus jogadores. Ou dá a cara pela equipa ou foge das suas responsabilidades.

Sérgio Conceição FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Um jogo daquela dimensão tem de ser muito bem preparado, especialmente quando o adversário é um velho conhecido nestas andanças da competição milionária.

Sérgio Conceição já defrontou várias vezes Jurgen Klopp, já deveria ter algumas noções dos seus pontos fortes e dos pontos fracos, e aquilo que se viu foi que o mister não sabe fazer o seu trabalho de casa.

As lesões de Pepe e Otávio não podem ser usadas como desculpas quando se tem um plantel cheio de soluções à sua disposição.

Pepe já se sabia que era complicado jogar, era preferível ter preparado Fábio Cardoso durante a semana toda dando-lhe confiança e não ter optado, no dia, por colocar o capitão a jogar e ainda à última da hora lançar o central português que ainda não tinha somado qualquer minuto com a camisola do FC Porto.

Outra debilidade tática criada pelo treinador foi a aposta em Zaidu e Corona para as laterais. Do lado direito temos um João Mário em ascensão que tem vindo a provar merecer o lugar, ficar no banco só demonstra que o treinador não confia nele para os grandes jogos, diminuindo a confiança e evolução do jogador.

Do lado esquerdo temos Wendell, um lateral de 27 anos com muita experiência no mundo do futebol, incluindo na Liga dos Campeões, que fica no banco vendo Zaidu sendo constantemente ultrapassado por Mohammed Salah.

Por isso sim, Sérgio, concordo – a culpa foi tua a 100%, e se as coisas não saíram bem só tens de fazer uma introspecção, engolir o orgulho e começar a aprender com os erros.

Antevisão GP Turquia: Hamilton cai, mas Mercedes não quebra

A ANTEVISÃO: BRITÂNICO VENCEU A QUALIFICAÇÃO, MAS É PENALIZADO; BOTTAS VAI PARTIR DA POLE POSITION

Já só faltam sete Grandes Prémios para concluir a temporada de Fórmula 1 e a luta pelo campeonato faz-se a dois, com dois pontos de vantagem para Lewis Hamilton sobre Max Verstappen. À entrada para a qualificação para o Grande Prémio da Turquia, já se sabia que Hamilton ia ser penalizado em dez lugares devido à troca do motor de combustão interna. Faltava saber até que ponto a Mercedes conseguia minimizar as perdas.

E concluída a qualificação, foi mesmo a Mercedes que saiu com mais motivos para sorrir. Hamilton foi o mais rápido da sessão (foi mesmo o mais rápido nos três segmentos da qualificação), garantindo que começa a corrida do 11.º lugar. O seu colega de equipa, Valtteri Bottas, veio logo atrás e vai partir da pole position para a corrida, com Max Verstappen (Red Bull) ao seu lado.

Charles Leclerc foi quarto na qualificação, garantindo o terceiro posto na grelha para a Ferrari, à frente do AlphaTauri de Pierre Gasly. Fernando Alonso (Alpine) fez também uma excelente prova, ficando à frente do Red Bull de Sergio Pérez e do McLaren de Lando Norris. Lance Stroll (Aston Martin) e Yuki Tsunoda, no segundo AlphaTauri, completaram o top-10.

Lewis Hamilton vai assim cair para trás de todos estes pilotos e também para trás de Sebastian Vettel, que foi 11.º no segundo Aston Martin. Seguiram-se Esteban Ocon (Alpine) e George Russell (Williams), que teve as suas hipóteses de passar à Q3 estragadas quando, na última tentativa, saiu de pista na última curva.

E depois de Russell, veio a grande surpresa da qualificação. Mick Schumacher (Haas) conseguiu passar à Q2 pela segunda vez esta época e qualificou-se em 14.º, à frente do Ferrari de Carlos Sainz, que não participou no segundo segmento devido à penalização pela troca de motor, que o vai levar a começar em último.

Na Q1, a grande surpresa foi a eliminação precoce de Daniel Ricciardo (McLaren), que foi 16.º na sessão, tendo feito a sua volta mais rápida antes de a pista ter borracha suficiente. Nicholas Latifi (Williams) foi 17.º, à frente dos dois Alfa Romeo (Antonio Giovinazzi à frente de Kimi Räikkönen) e do Haas de Nikita Mazepin.

Foto de Capa: Formula 1

Portugal x Qatar: Boa preparação para evitar as “passas do Algarve”

Jogo de Preparação: sábado, 20h15, 9 de outubro de 2021
A ANTEVISÃO: ENGENHEIRO DAS MUITAS SOLUÇÕES PARA O QATAR, FERNANDO SANTOS TENCIONA INTERNACIONALIZAR MAIS TRÊS JOGADORES

Em jogo de preparação antes da próxima partida a contar para a fase de apuramento do Mundial 2022, frente à seleção luxemburguesa, no dia 12, Portugal irá hoje defrontar o Qatar no Estádio Algarve.

AMIGÁVEL, MAS NINGUÉM GOSTA DE MARCAR PASSO NEM A FEIJÕES. POR ISSO, A SELEÇÃO PORTUGUESA QUERERÁ VENCER. SABES QUANTO VAI FICAR? ENTÃO, APOSTA JÁ NA BWIN!

Comparativamente aos convocados dos últimos jogos, é desde logo importante aludir aos regressos de Diogo Dalot e William Carvalho, juntamente com as possíveis estreias de Matheus Nunes, Rafael Leão e Diogo Costa. Também de volta está João Mário, depois de falhar o Euro 2020.

Matheus Nunes juntamente com Rafael Leão e Diogo Costa podem ser os próximos a estrearem-se com a camisola das Quinas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sobre os que ficaram de fora, ainda mais há a dizer. Ricardo Pereira, Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves, inicialmente convocados nos jogos de setembro, mas excluídos por lesão, não fazem parte da lista; o mesmo se passa agora com o atacante do FC Porto, Otávio, que está lesionado.

Nelson Semedo, José Fonte e Trincão não faziam parte da lista inicial, mas foram “repescados” para suprir as recentes baixas de Rafa, Domingos Duarte e Raphaël Guerreiro. Por fim, a ausência que (infelizmente?) está a deixar de ser surpresa: João Félix.

Tendo em conta a intensidade do mês de setembro para a maior parte dos jogadores, e contando também com o facto de Diogo Jota e Rúben Neves não estarem nas melhores condições físicas, o selecionador nacional irá evidentemente juntar o útil ao “agradável”: fazer gestão de esforço e experimentar novas opções.

Ainda que falta de soluções de qualidade nunca aparente ser um problema para Fernando Santos, o mesmo não se pode dizer da falta de criatividade que por vezes se faz notar nas prestações dos portugueses.

Contudo, e verdade seja dita, a maior parte dos adversários da seleção nacional optam geralmente por “estacionar o autocarro” em frente da própria baliza, o que não facilita em nada o trabalho dos nossos jogadores.

Mesmo assim, e mais do que uma vitória que é praticamente certa, espera-se uma boa exibição, com pormenores de qualidade, e uma preparação adequada para o desafio que se segue: o Luxemburgo.

Para já, a seleção portuguesa lidera o Grupo A de qualificação para o Mundial 2022 no Qatar, com dois pontos a mais do que a Sérvia.

Todos os jogos são finais a ser disputadas e todos estamos conscientes da evolução da seleção luxemburguesa nestes últimos anos, com a qual, aliás, chegámos a estar a perder na primeira volta. Humildade e concentração são palavras de ordem.

Vamos lá, Portugal. Vamos todos, vamos com tudo!

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Este será o 645.º jogo de sempre para a Seleção das Quinas.
  2. Será o segundo encontro entre as duas seleções. O primeiro foi em jogo amigável, realizado no mês passado.
  3. Frente a seleções asiáticas, Portugal soma 13 jogos, nos quais obteve 10 vitórias, dois empates e apenas uma derrota.
  4. No Estádio do Algarve, a nossa seleção disputou até hoje 11 jogos, o último dos quais também em setembro, frente à República da Irlanda.
  5. No total de jogos realizados na zona algarvia, os portugueses contam com 12 vitórias, quatro derrotas e um excelente total de 42 golos marcados e apenas seis sofridos.
  6. Este poderá ser o jogo em que Rui Patrício irá alcançar um marco nunca antes obtido por um guarda-redes: chegar aos 100 jogos.
  7. O guarda-redes irá passar a ser o sétimo atleta com mais internacionalizações, na lista que conta com Fernando Couto (110), Nani (112), Pepe (121), Luís Figo (127), João Moutinho (138) e Cristiano Ronaldo (180).
  8. O suspeito do costume poderá continuar a fazer das suas e tornar-se no jogador europeu com mais internacionalizações na história da Europa. Ronaldo tem neste momento 180 internacionalizações, exatamente as mesmas do espanhol Sérgio Ramos.
  9. Fernando Santos é o treinador português com mais jogos pela seleção. Soma para já 91, dos quais 62% são vitórias.
  10. O selecionador nacional já internacionalizou 53 jogadores e prepara-se agora para juntar três à lista: Diogo Costa, Rafael Leão e Matheus Nunes.

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bernardo Silva (Portugal) – Os adversários da Seleção das Quinas jogam, por norma, com um bloco muito baixo e fechado, tornando ainda mais conveniente ter jogadores criativos que sejam capazes de abrir linhas.

Bernardo Silva fá-lo magistralmente e está, inclusivamente, num excelente momento de forma. Seja através do passe ou do drible, esperamos sempre pelo menos uma assistência daquelas que só ele sabe fazer.

Almoez Ali (Qatar) – Avançado experiente, faturou dez golos e nove assistências ao serviço do Al-Duhail SC na época passada. Pela seleção, conta com 64 internacionalizações e 33 golos, e pode ser ele o jogador capaz de desvendar o caminho para o golo da seleção do Qatar.

 

XI´S PROVÁVEIS

Portugal: Diogo Costa, João Cancelo, José Fonte, Rúben Dias, Nuno Mendes, Bruno Fernandes, Palhinha, Matheus Nunes, Bernardo Silva, Rafael Leão, Cristiano Ronaldo

Treinador: Fernando Santos

“O jogo com o Qatar é particular, mas não é amigável. Gestão terá de acontecer. Muitos deles estão carregados, muitos jogos, competições europeias, disputas internas… será feita alguma gestão. Parece-me normal que Matheus Nunes e Rafael Leão irão a jogo. Quanto ao Diogo Costa vou pensar, é um lugar específico, uma posição diferente.”

Qatar: Barsham, Pedro Ró-Ró, Al-Rawi, Khoukhi, Hassan, Ahmed, Al Ahrak, Boudiaf, Hatem, Afif, Almoez Ali

Treinador: Félix Sánchez

“Às vezes, sinto que as pessoas pensam que estamos aqui apenas para jogar e ver os grandes jogadores, mas creio que já temos historial noutras competições e já jogámos contra outras equipas e jogadores de topo. Para nós, vai ser mais um jogo difícil e vamos tentar fazer o nosso melhor.”

 

PREVISÃO DO RESULTADO: PORTUGAL 2-0 QATAR

SL Benfica | O Dia B, de Futuro

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Hoje é dia de os sócios voltarem a decidir o rumo que querem para o SL Benfica.

Passado quase um ano após as eleições que resultaram na (polémica) reeleição de Luís Filipe Vieira (LFV) como presidente do SL Benfica, hoje, dia nove de outubro de 2021, os sócios voltam às urnas para decidir o rumo que querem para o Glorioso.

Como opções de voto têm a lista A, encabeçada por Rui Costa, e a lista B, dirigida por Francisco Benitez, líder do movimento Servir o Benfica que, face ao recuo algo inesperado de Noronha Lopes – este que, entretanto, já manifestou o seu apoio a Benitez -, comanda a oposição à atual estrutura encarnada.

Após várias primeiras páginas de jornal pejorativas, de indiciações pelo Ministério Público e de buscas infindáveis por parte da Polícia Judiciária, o que era impensável para muitos aconteceu: LFV saiu do SL Benfica – pelo menos fisicamente…

Tal acontecimento ocorreu devido ao facto de LFV ter sido detido no dia sete de julho, no âmbito da Operação Cartão Vermelho. Como consequência, Vieira renunciaria ao cargo, sendo, mais tarde, o lugar ocupado por Rui Costa, primeiro vice-presidente na lista.

Luís Filipe Vieira demitiu-se da presidência do SL Benfica meses após de ter sido reeleito
Luís Filipe Vieira demitiu-se da presidência do SL Benfica meses após de ter sido reeleito
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Esta autoproclamada mudança de poder após a detenção de Vieira não caiu bem entre grande parte da nação benfiquista – falange com a qual me identifico -, que prontamente pediu para que fossem realizadas eleições antecipadamente.

Rui Costa afastou o cenário, justificando que era imperativo haver estabilidade até ser garantida a presença na Champions. Decisão razoável, mas que deixou no ar a ideia de que o “maestro” queria usar os possíveis bons resultados desportivos – que vieram a confirmar-se – como alavanca à sua candidatura.

O líder da lista A conta com o apoio de algumas figuras notáveis da história recente encarnada. André Lima, que foi campeão da UEFA Futsal Champions League pelo SL Benfica, reiterou o seu apoio no Bola na Rede TV. “Logicamente, vou apoiar Rui Costa. O Rui percebe de futebol e não precisa de perceber de gestão, só precisa de ter uma boa equipa com ele”.

Eu, com todo o respeito, discordo da opinião do André. Rui Costa, a meu ver, não tem condições para assumir o cargo de presidente do SL Benfica. Um dos braços direitos de LFV ao longo de 13 anos, não deixa de ser curioso que só agora é que o “camisola dez” quer um SL Benfica dos sócios.

Os 6 melhores avançados que vi jogar em Alvalade | Sporting CP

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Seis melhores avançados leoninos nos últimos 15 anos

Desde que me lembro de ver o Sporting CP jogar, passaram por Alvalade atletas com qualidade e faro de golo. Porém, como um avançado não vive só das bolas que entram na baliza, os critérios para esta lista são o escrutínio dos pontos fortes e fracos do atleta, analisando a influência que cada um teve quando vestiu a verde e branca, bem como o contexto em que estava inserido.

Perdoem-me a minha tenra idade, mas achei mais pertinente e justo analisar apenas atletas que acompanhei durante a minha vida. Então, decidi incluir na lista os seis melhores dos últimos 15 anos, incluindo apenas atletas que já não se encontram no clube, pois a história dos atuais ainda está por escrever.

O que será feito da defesa portista? | FC Porto

Façam-se soar as sirenes pelo Dragão – o centro da defesa está a avançar a passos largos para um envelhecimento significativo da população existente neste espaço do campo.

Ora vejamos, o incomparável Pepe com 38 anos é a principal arma na posição, Mbemba, com 27 anos e no último ano de ligação ao FC Porto, vem acumulando jogos mal conseguidos que fizeram com que perdesse o lugar para Marcano, que, aos 34, vem de uma lesão que o fez perder a época anterior inteira.

defesa FC Porto Iván Marcano
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Por fim, Fábio Cardoso, 27 anos, que pouco vimos do jogador com a camisola do FC Porto, mas que foi logo atirado aos “leões” no jogo mais difícil da época, contra o Liverpool FC.

Realizados os cálculos, os centrais da equipa contam com uma média de 31,5 anos de idade.

Na realidade, esta é uma zona do campo em que os veteranos conseguem uma longevidade maior do que noutras posições, mas não podemos ignorar o facto de o nosso melhor central ter 38 anos e não existir um jogador no plantel que possa desempenhar a função com tanto empenho e dedicação como Pepe tem feito nos últimos anos.

Pepe defesa FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Como resolver problema da defesa do FC Porto?

É imperativo que o scouting dos portistas comece a vasculhar centrais, e quem desempenha estas funções no clube é muito capaz disso, olhemos para o exemplo de Éder Militão que foi um autêntico fenómeno. Acabou por render um dos valores mais altos na história do clube. Assim se garante continuidade sem negligenciar o lado desportivo.

Esta época foi a prova das dificuldades que uma equipa sente quando a defesa não dá garantias de segurança. Criar um setor defensivo com dinâmicas e ligações que garantam segurança e confiança para o resto do conjunto é um processo demorado que não se cria num ápice.

Com Sérgio Conceição no comando das tropas azuis e brancas, já é conhecido que nenhum jogar chega com lugares garantidos, daí o processo de construção de uma renovação no centro da defesa.