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CF Estrela da Amadora 4-0 Académico de Viseu FC: Estrela brilha cada vez mais

A CRÓNICA: VITÓRIA ENFÁTICA DO ESTRELA CONSTRUÍDA NOS PRIMEIROS 12 MINUTOS

Dizer que o início deste jogo foi frenético seria um eufemismo: um CF Estrela da Amadora concentrado tirou o melhor proveito da equipa do Académico que, nos primeiros 12 minutos, parecia não ter saído de Viseu.

Diogo Pinto marcou os dois primeiros golos na sequência de jogadas rápidas pelo flanco direito. Depois, ao minuto oito, Paulinho aproveitou um erro impensável da defesa do Académico para faturar; e pouco depois, Diogo Pinto concretizou um hat-trick que lhe demorou apenas nove minutos a alcançar. Um início de sonho para os da casa!

A realizar uma exibição praticamente perfeita, o Estrela era uma equipa confiante e confortável no jogo – aproveitou várias vezes o (enorme) espaço entrelinhas do Académico de Viseu, assim como as costas da defesa.

Na primeira parte, a turma visitante ainda conseguiu ter alguma posse de bola, mas nunca assustou a baliza de Nuno Hidalgo.

O retomar da partida pouco mudou o rumo do jogo: o Estrela continuava a criar perigo e o Académico demonstrava bastante desinspiração ofensiva.

No entanto, com o passar dos minutos, ambas as equipas estiveram muito perto do golo.

Primeiro foi o Estrela, através do recém-entrado Tipote, que criou muito perigo, mas a bola bateu caprichosamente no poste. Pouco depois, foi Paul Ayongo quem quase marcava; isolou-se perante Hidalgo, permitiu a defesa do guardião e na recarga acertou em cheio na trave.

Até ao final da partida, foi a equipa forasteira quem criou mais perigo, mas a baliza do Estrela da Amadora manteve-se inviolável.

Uma grande vitória do Estrela, que se encontra no melhor momento da temporada: são três vitórias (todas sem golos sofridos) consecutivas. Já o Académico de Viseu, com esta derrota, é ultrapassado pelo Estrela na classificação da Segunda Liga.

 

A FIGURA

Diogo Pinto Masterclass do jovem médio português. Exibição a roçar a perfeição. Para além do hat-trick, esteve muito forte e confiante com a bola nos pés. Esteve em todas as manobras ofensivas da equipa e foi exímio a ligar o jogo dos tricolores. Depois, o hat-trick; foi muito oportuno nos três lances e fez o mais importante, meter a bola no fundo das redes. Incrível.

O FORA DE JOGO

Primeiros 12 minutos do Académico de Viseu – Quatro golos sofridos em doze minutos. Isso diz muito da entrada dos visitantes em jogo. Entraram a dormir e o Estrela não perdoou. Muito desorganizados a nível defensivo, muito passivos a disputar os lances e a deixarem muitos espaços nas costas. Por outras palavras, convidaram o adversário a chegar perto do golo. Minutos iniciais bastante maus que em nada representam aquilo que tem vindo a ser feito nesta temporada pela equipa de Viseu.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

O Estrela voltou a apresentar-se num 4-3-3, à semelhança do que fez na jornada passada, frente ao Leixões. Com Traoré a ocupar a posição mais recuada do tridente do miolo, a equipa tricolor conseguiu por várias vezes explorar o espaço deixado nas costas do adversário. Diogo Pinto esteve em evidência ao explorar com categoria o espaço deixado entre as linhas do Académico.

Chapi também esteve muito bem ao assumir a função de ligar a defesa ao ataque. Seja no jogo exterior, interior, em transição ou em ataque organizado, o Estrela demonstrou ser sempre mais forte e que poderia criar mossa a qualquer momento. No momento defensivo, os estrelistas reagiam mais do que agiam, ou seja, nem pressionavam assim tanto, só iam basculando no terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Hidalgo (6)

Mamadou Traoré (8)

André Duarte (6)

Paulinho (7)

Diogo Pinto (10)

Anthony Correia (6)

Diogo Salomão (7)

Afonso Figueiredo (7)

Madson (8)

Chapi (8)

Sérgio Conceição (7)

SUBS UTILIZADOS

Tipote (6)

Tiago Melo (6)

Lubega (6)

Reko (-)

Miranda (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

Com quatro golos sofridos nos primeiros doze minutos de jogo, foi difícil perceber qual foi o sistema tático utilizado pelos visitantes no início da partida, face à desorganização dos nortenhos. No entanto, quando os golos pararam de chover, a equipa de Viseu estabilizou-se num 4-4-2.

Uma das constantes da primeira parte foi o espaço deixado entre a linha defensiva e o meio-campo dos visitantes. Para além disso, o Académico foi sempre bastante passivo e deixou o Estrela progredir com relativa facilidade, mesmo no corredor central.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gril (3)

Vitor Bruno (4)

Renteria (5)

João Vasco (6)

Nuno Tomás (3)

Daniel Nußbaumer (4)

Mesquita (4)

Pedro Monteiro (3)

Luisinho (4)

Pana (4)

Paul Ayongo (5)

SUBS UTILIZADOS

Fernando Ferreira (6)

Ericson Duarte (6)

Famana Quizera (6)

André Claro (6)

André Carvalhas (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Estrela da Amadora

BnR: Chegou ao Estrela da Amadora há menos de um mês e neste momento a equipa está na melhor forma da temporada, com 3 vitorias consecutivas; pergunto-lhe, qual era o estado de espírito da equipa quando aqui chegou e de que forma é que esta vitória pode galvanizar ainda mais esse estado de espírito?

Ricardo Chéu: A verdade é que, quando há uma troca é porque algo não está bem, ou pelo menos os resultados não estão bem. Não significa que o trabalho não estivesse a ser bem feito, bem pelo contrário; o treinador anterior deixou coisas muito bem feitas no seu trabalho. Naturalmente se calhar aqui houve um toque diferente na forma de encarar o jogo na perspetiva de ser mais dominador e tendo os jogadores com essas características, porque não arriscar nesse jogo positivo?

Gosto de um futebol ofensivo, gosto de ser dominador, goto de ter bola, boas dinâmicas e acho que as pessoas perceberam isso, que iam ter um treinador com essa vertente. Foi simplesmente mudar um pouco uma mentalidade de jogar mais em transição para passar a ter um jogo mais dominador, mais objetivo, simples, porque às vezes o mais difícil é fazer as coisas simples e nós estamos a simplificar processos.

Isto não significa que esteja tudo bem, temos muito caminho a seguir, mas claro que trabalhar sobre vitórias é sempre mais motivador, os atletas acreditam mais na mensagem e hoje foi tudo perfeito. Disse-lhes ao intervalo que tudo o que treinámos durante a semana saiu tudo perfeito. É verdade que, nas cinco primeiras vezes que fomos à baliza fizemos quatro golos, depois o Académico conseguiu ajustar a sua dinâmica e corrigir algumas coisas, mas o resultado estava feito e nós soubemos explorar bem aquilo que trabalhámos durante a semana.

 

Académico de Viseu FC

BnR: Sofrer quatro golos na primeira parte é sempre uma situação complicada de encarar e posto isto pergunto-lhe qual foi a mensagem que tentou passar aos seus jogadores no intervalo e como é que tentou que a sua equipa, a partir desse momento, abordasse o jogo?

José Silva: Posso-lhe dizer que cheguei lá dentro e não estive aos pontapés nem a berrar. Eu como jogador já estive lá dentro e sabia perfeitamente aquilo que eles estavam a sentir e eu não estava preocupado comigo, estava preocupado com os meus jogadores, com aquilo que eles estavam a sofrer porque eles não mereciam. Eu assumo aquilo que se passou hoje aqui e tenho a certeza absoluta que este grupo vai dar a volta por cima porque tem homens lá dentro de grande carácter.

Não lhes disse nada demais. Olhámos para aquilo que aconteceu na primeira parte e mudámos a imagem que tínhamos deixado na primeira parte, o que era importante porque nós não somos aquilo. Depois foi fazer alterações para tentarmos mexer com o jogo, tivemos na segunda parte uma ou outra situação, mas não era o nosso dia hoje. Foi um dia mau, estamos todos tristes, mas vamos ter que levantar já amanhã e começar a preparar o jogo da Taça porque este já não podemos fazer mais nada.

Rescaldo de opinião de Afonso Santos e Alexandre Ribeiro

Espanha 1-2 França: Canta-se em francês na Liga das Nações

A CRÓNICA: SÓ ARRANCOU AOS 60 MINUTOS, MAS AINDA DEU PARA O ESPETÁCULO

Foi no histórico Giuseppe Meazza que se realizou o encontro final da Liga das Nações. Depois de ter sido entregue a terceira posição à Itália, após a vitória frente à Bélgica, faltava o vencedor. O duelo entre Espanha e França era bastante ansiado e esperava-se um encontro aguerrido e equilibrado.

Quem entrou a arriscar foi a seleção francesa. Durante os primeiros minutos da parte inicial, a França sempre tentou controlar a posse de bola, mas sem oportunidades flagrantes. As aproximações ao último terço dependiam quase exclusivamente de Karim Benzema, mas Azpilicueta e Unai Simón impediram, na sua maioria, as ofensivas gaulesas. À passagem da meia hora, as redes foram tomadas por Espanha, mas valia o defesa Jules Koundé, dado que Varane se viu obrigado a abandonar o terreno por lesão.

As oportunidades teimavam em não aparecer para nenhuma das partes, mas esperava-se que, na segunda parte, os acontecimentos levassem outro rumo. Com a primeira oportunidade flagrante a aparecer apenas aos 63 minutos, depois de uma grande arrancada de Pogba, o remate de Theo Hernandez fez com que o esférico fizesse tremer a baliza de Unai Simón e tinha passado o perigo, achava-se.

Na resposta ao lance, Oyarzabal recebe um passe que quase o isolou e, arrancando em direção à linha de fundo, rematou em direção ao poste mais distante para concretizar o golo inaugural da final da competição. Logo depois de existir a primeira grande oportunidade, aconteceu a primeira concretização, com Espanha a superiorizar-se no marcador.

 

E, já que estamos a falar em ataque e resposta, Benzema respondeu ao golo espanhol com um grande golo. O avançado francês, na esquina da grande área, rematou em arco de forma indefensável para Unai Simón. Diz-se que foi uma espécie de “arco do triunfo”, ou do empate.

À passagem para o minuto 80, Mbappé tentou e conseguiu mesmo. Depois de um passe elaborado no limite do fora de jogo, lance que chegou a ser analisado pelo árbitro Anthony Taylor no vídeo-arbitro, o jovem avançado de 22 anos concretizou o golo da reviravolta da França. Sem qualquer dúvida, o minuto 60 dividiu este encontro em dois jogos diferentes, onde, sem dúvida, o segundo foi mais interessante.

Nos últimos minutos, a França começou a perder o controlo da bola, com a formação espanhola a apostar as fichas que podia para conseguir um eventual empate ou reviravolta, mas nada mais havia a fazer. Mesmo com Unai Simón já na área contrária para um eventual cabeceamento, foi a França que levou a melhor. A seleção gaulesa venceu Espanha por 2-1 e é a nova campeã da Liga das Nações, sucedendo a Portugal!

 

A FIGURA

Kylian Mbappé – Com uma assistência e o golo que consagrou a reviravolta da França, Kylian Mbappé voltou a fazer das suas frente à Espanha. Tem 22 anos e não deixa de brilhar pelos terrenos de jogo, independentemente da qualidade ou competição.

 

O FORA DE JOGO

Primeira parte – Tal como referido na crónica, o jogo teve obviamente duas partes distintas para além dos óbvios 90 minutos divididos. Até aos 60 minutos, ou seja, a totalidade da primeira parte e “mais uns pozinhos”, não existiu um jogo emocionante como aquele que se esperava entre Espanha e França. Sem história por aí além, valeram ao espectador os últimos 30 minutos.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Luis Enrique montou um 4-3-3, como tem apresentado tradicionalmente, com alterações a nível de jogadores. Na baliza, manteve-se Unai Simón, com a linha defensiva composta por quatro jogadores: Aymeric Laporte e Eric García na zona central e Marcos Alonso e César Azpilicueta nas laterais.

No meio-campo. Gavi e Sergio Busquets atuaram num duplo-pivô com Rodri na frente do setor. No último terço, o ataque ficou à conta de Ferran Torres, Pablo Sarabia e Mikel Oyarzabal, sem qualquer ponta de lança de raiz.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (6)

César Azpilicueta (7)

Eric García (6)

Aymeric Laporte (6)

Marcos Alonso (7)

Gavi (6)

Sergio Busquets (7)

Rodri (6)

Ferran Torres (6)

Mikel Oyarzabal (7)

Pablo Sarabia (6)

SUBS UTILIZADOS

Yeremy Pino (6)

Koke (6)

Mikel Merino (6)

Pablo Fornals (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Didier Deschamps alinhou a França num 3-4-1-2, colmatando a ausência de Rabiot (infetado com COVID-19).

Hugo Lloris assumiu o comando entre os postes, tendo Kimpembe, Varane e Jules Koundé como elementos fulcrais na linha defensiva. No meio-campo, Pogba comandou as hostes com Tchouaméni. Pavard e Theo Hernández assumiram as alas gaulesas.

Antoine Griezmann foi o elemento mais recuado do setor mais ofensivo da França, com Kylian Mbappé e Karim Benzema a serem as setas apontadas à baliza espanhola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (7)

Presnel Kimpembe (7)

Raphael Varane (6)

Jules Koundé (7)

Paul Pogba (8)

Tchouaméni (7)

Theo Hernandez (7)

Benjamin Pavard (6)

Antoine Griezmann (7)

Kylian Mbappé (8)

Karim Benzema (8)

SUBS UTILIZADOS

Dayot Upamecano (6)

Léo Dubois (6)

Jordan Veretout (6)

FC Alverca 2-3 Amora FC: Os 3 pontos vão direitos para o Seixal

A CRÓNICA: VITÓRIA JUSTA DA EQUIPA MAIS COMPETENTE AO LONGO DOS 90 MINUTOS

3ª jornada atrasada da Liga 3. FC Alverca e Amora FC marcavam encontro no Ribatejo, com Argel a fazer a estreia no banco da formação da casa.

O jogo começava com o FC Alverca a encostar o Amora FC às redes, mas rapidamente o rumo do jogo se alterou. Aos 10 minutos de jogo, a equipa visitante chegava à vantagem com Hélio Cruz a fazer abanar as redes. Seis minutos depois, surge o segundo. Cruzamento vindo do corredor lateral, direitinho para Gildo Vilanculos, que de primeira fazia o 2-0 para os visitantes.

Chegávamos a meio da primeira parte e o jogo estava mais aceso. O FC Alverca tentava de meia distância correr atrás do prejuízo, mas a tentativa saía falhada.

Aos 34 minutos, o momento da partida: Joca pega na bola e faz magia! O extremo do Amora FC saiu do corredor esquerdo para envergar em zonas interiores e, com um pontapé em arco, colocou a bola onde a coruja gosta de dormir. 3-0 para os visitantes.

Ao minuto 41, Joca desperdiçava aquele que poderia ser o seu bis, mas a bola saiu por cima da baliza.

O jogo chegava ao intervalo, marcado, até ao momento, pela enorme eficácia do Amora FC, aliada à agressividade que contrastava com a do FC Alverca.

A equipa da casa entrava na segunda parte com vontade de reverter o resultado, mas igualmente com poucas ideias de como desbloquear a organização defensiva do Amora FC. O FC Alverca ia tentando, mas o Amora FC sentia-se confortável em organização defensiva. A maior oportunidade era protagonizada por Jonata Bastos, já perto do final, mas David Grilo efetuava uma excelente intervenção.

Até que, ao passarem 59 minutos desde o início da partida, Ricardo Rodrigues fuzilava as redes da baliza dos visitantes. Era uma réstia de esperança para a formação de Argel chegar à igualdade no marcador.

Períodos finais do encontro escaldantes no Complexo Desportivo de Alverca. A equipa ribatejana reduzia o marcador para 2-3, por Emerson Carioca, já em tempo de compensação. Até ao final do encontro, o FC Alverca pressionou até ao último suspiro, mas a bola não quis entrar uma terceira vez.

A partida terminava em ambiente escaldante, fruto da incerteza no resultado até ao final do encontro. Ganhou a melhor equipa em campo, mas fica o espírito combativo da equipa da casa, que quase chegou à igualdade.

 

A FIGURA

Prometo que não é o mesmo vídeo de há umas semanas, o Joca é que só gosta de as meter na gaveta. pic.twitter.com/LYdNlP1zsX

— Banho de Bola (@BanhoBola) October 10, 2021

Joca – o número 7 do Amora FC foi o elemento desequilibrador e criativo da equipa, tendo protagonizado o melhor momento da tarde.

 

O FORA DE JOGO

Resultado final pic.twitter.com/VVk5q6FiJJ

— FC Alverca (@FCAlverca) October 10, 2021

FC Alverca na primeira parte – a equipa da casa não foi organizada nem agressiva no primeiro tempo. Se tivessem adotado a mesma postura do que a da segunda parte, o resultado poderia ter sido outro.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC ALVERCA 

A equipa da casa adotou o 4-2-3-1 como estratégia na primeira parte. Já no segundo tempo, Argel retirou um dos homens do meio-campo para formar uma dupla de avançados, mudando assim para um 4-4-2.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Costa (6)

Jorge Bernardo (6)

Ronaldo Rodrigues (7)

João Freitas (6)

David Dinamite (6)

Eurico Lima (5)

Silas (6)

Gustav Klismahn (6)

Jefferson Nem (6)

Pepo (7)

Jonata Bastos (6)

 

ANÁLIS TÁTICA – AMORA FC

Ao longo de toda a partida, a equipa visitante atuou num 4-2-3-1. No momento defensivo, os extremos desciam muito no campo, de modo a criar uma formação coesa e compacta.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

David Grilo (7)

Pedro Albino (7)

Juary Soares (7)

Rony da Silva (7)

Lucas Silva (6)

Edson Baessa (6)

Hélio Cruz (7)

Gildo Lourenço (7)

Caleb Carvalho (6)

Joca (8)

António Xavier (6)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Alverca

Não foi possível colocar questões ao treinadora do FC Alverca, Argel Fuchs

Amora FC

BnR: Considera que a agressividade da sua equipa foi o fator determinante para a vitória?

Sandro Mendes: Em nove dias, o Amora FC fez três jogos e somou nove pontos. Os meus jogadores são uns guerreiros. Não foi só a agressividade. Tivemos uma atitude muito positiva ao longo de todo o jogo, soubemos sofrer e vamos levar os três pontos para casa.

 

 

Leixões SC 2-0 CD Feirense: “Saparou-se” o cadeado na segunda parte

A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE SEM GLÓRIA, SAPARA PARA A VITÓRIA

A oitava jornada teve como um dos palcos principais o Estádio do Mar. A casa do Leixões SC foi um dos centros das atenções, dado o duelo da equipa matosinhense frente ao CD Feirense. Vindos de uma série de vitórias nos últimos sete jogos, os fogaceiros vinham com vontade de continuar isolados no primeiro lugar da tabela. No que concerne aos comandados de José Mota, a vontade era a de inverter o rumo de resultados dos últimos encontros.

A primeira linha da história do jogo é escrita aos 22 minutos e não foi pelas melhores razões. João Oliveira ia disparado pelo terreno fora, mas, à entrada da área, Arthur saiu da baliza e cometeu falta sobre o jogador suíço do Leixões SC. O jovem teve de sair de maca do terreno de jogo e o Bola na Rede deseja as melhoras e uma rápida recuperação a João Oliveira!

O encontro estava a ferver na bancada, mas morno no campo. Com um CD Feirense algo adormecido, sem grande nível de perigo apresentado, os leixonenses tentavam levar a melhor, pressionando ofensivamente. As ocasiões de golo iam pecando por escassas.

A primeira grande oportunidade flagrante de golo apareceu já na segunda parte. Aos 49 minutos, o remate fortíssimo de Sapara à entrada da área fez com que a bola beijasse o poste direito da baliza de Arthur. Passou o verdadeiro perigo para a defensiva fogaceira, no entanto o Leixões SC não parava de ameaçar a baliza adversária.

E a ameaça cedo se concretizou. Aos 55 minutos, Sapara voltou a tentar. Contornou a defesa do CD Feirense até à linha de fundo e bastou picar a bola por cima de Arthur para abrir o marcador no Estádio do Mar.

O CD Feirense continuou com dificuldades em encontrar a baliza de Bernardeau, mas o Leixões SC teimava em querer aumentar a vantagem. A bola parecia perdida, sozinha, a ir em direção à linha de fundo vinda do meio-campo. Com a defesa do CD Feirense a desistir do lance, Arthur saiu dos postes para ir recolher o esférico, mas não contou com Kiki. O jovem leixonense pegou no esférico, contornou o guardião pela linha de fundo e restou-lhe encostar para o fundo das redes. Aos 68 minutos, a “armada do Mar” levava uma vantagem de 2-0 no marcador, que, assim, permaneceria até ao final do encontro. Foi uma “facada” na série de vitórias do CD Feirense e uma injeção de moral ao Leixões SC.

 

A FIGURA

Sapara (Leixões SC) – Na primeira parte não fez grande mossa, mas causou estragos ao longo da segunda. Entrou nos segundos 45 minutos com uma faceta verdadeiramente diferente e foi o potenciador de jogo do Leixões SC. Não só pelo golo, mas pela exibição ao longo da segunda metade que desencadeou o jogo.

 

O FORA DE JOGO

CD Feirense – Já dizia a frase típica do futebol que “não existem jogos fáceis” e nem todos os jogos são iguais, mas esperava-se mais do CD Feirense como coletivo. Existem dias bons e maus, mas a equipa veio a demonstrar-se muito diferente nas últimas jornadas relativamente ao que demonstrou no Estádio do Mar. O guardião Arthur também não esteve nos seus melhores dias.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

Com sete alterações no onze titular relativamente ao último encontro disputado pela “armada do Mar”, José Mota voltou a alinhar num 4-3-3, moldável num 5-3-2 aquando das transições defensivas.

Na baliza, manteve-se Beurnardeau. A composição da linha defensiva apenas manteve Léo Bolgado, com as entradas de Ćalasan para a zona central e de Amorim e Seck para as laterais.

No meio-campo, manteve-se Nduwarugira como transportador de jogo, a par de Ben e Morim. Na frente, Wendel foi o ponta de lança de serviço, com a ajuda de Sapara e João Oliveira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beurnardeau (6)

Amorim (6)

Ćalasan (5)

Léo Bolgado (6)

Seck (6)

Christophe Nduwarugira (6)

Bem (5)

Morim (6)

Sapara (7)

João Oliveira (6)

Wendel (6)

SUBS UTILIZADOS

Kiki (6)

Gustavo França (5)

Diogo Leitão (6)

Mory Bamba (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

Rui Ferreira apostou num 3-4-3 tradicional, mas moldável num 5-3-2 a defender.

Arthur assumiu o comando entre os postes, com uma linha de três centrais alinhada à sua frente: Bruno, Ícaro Silva e Sidney Lima. No meio-campo, alinharam Washington, Latyr e Samuel Teles, com Diga e Zé Ricardo dar profundidade pelas alas, mas que desciam à primeira linha aquando das transições ofensivas.

No último setor do terreno, Vargas e Fábio Espinho eram as setas apontadas à baliza do Leixões SC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Arthur (3)

Bruno (5)

Ícaro Silva (4)

Sidney Lima (5)

Diga (5)

Washington (5)

Latyr (5)

Samuel Teles (5)

Zé Ricardo (5)

Fábio Espinho (6)

Vargas (6) 

SUBS UTILIZADOS 

João Oliveira (5)

Jorge Teixeira (5)

Oche (5)

Ogwuche (5)

Tiago Dias (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Efetuou algumas alterações no onze inicial relativamente ao último encontro e viu-se um Leixões bastante pressionante. Sente que “a pontaria está a afinar” ou ainda existem algumas lacunas a melhorar?

José Mota: Acho que fomos uma equipa com um índice de agressividade muito forte, não o fazer faltas, mas chegar primeiro à bola, combativos nos duelos, nas transições. Penso que nós fixemos uma boa partida e durante o jogo fomos muito mais equipa. Também sabemos que é uma equipa que explora bem o espaço e fortemente motivados, o que só valoriza esta vitória do Leixões SC. Tivemos lances de grande capacidade e qualidade, golos de bandeira que fazem levantar estádios. É trabalho, é acreditar. Não somos uma equipa perfeita, mas somos uma equipa que precisa de acreditar e se mentalizar que tem jogadores de qualidade.

 

CD Feirense

BnR: Viu-se um CD Feirense algo retraído no que toca ao processo ofensivo. O que faltou, para além dos golos, para obter um melhor resultado?

Rui Ferreira: Faltou confiança, gerir os minutos. Faltou muita coisa. Íamos encontrar um Leixões SC com necessidade de ganhar, que a qualidade não traduz o que é a tabela classificativa. É uma equipa que luta por objetivos maiores, muito bem trabalhada. Não fomos tão fortes como costumamos ser. Estávamos a gerir aquilo que não costumamos cometer que eram os erros. Foi uma vitória justa dos Leixões frente a uma equipa que está em processo de crescimento que é a nossa. Temos de continuar a trabalhar e a evoluir. Temos de encarar a derrota com uma forma natural.

Um Sporting CP de sofrer até ao fim

Sporting CP de sofrer, NOTÍCIA Do sporting do bola na rede

Sporting CP de sofrer

Um Sporting que vence, mas não convence

Nos últimos três jogos para o campeonato, o Sporting CP fez o pleno de pontos, nove pontos, três vitórias. Três triunfos pela margem mínima. 0-1 na Amoreira contra o Estoril de Praia SAD, 1-0 em Alvalade frente ao CS Marítimo e 1-2 no reduto do Arouca. Há cada vez mais qualidade na liga portuguesa e isso faz com que os pontos estejam também eles cada vez mais caros.

No jogo contra a equipa sensação do campeonato, os leões apanharam os estorilistas numa noite desinspirada. A verdade é que mesmo assim os comandados de Rúben Amorim não foram capazes de ir além do 0-1. Sporting CP de sofrer

Na jornada seguinte frente ao Marítimo, os da casa remataram 25 vezes à baliza dos insulares, tendo apenas sete visado a baliza. O único que fez balançar as redes foi o de Pedro Porro da marca dos 11 metros ao cair do pano. Os verdes e brancos criaram oportunidades atrás de oportunidades, mas faltou claramente eficácia. Foi sem dúvida nenhuma a resposta da equipa às palavras que lhes foram dirigidas relativamente ao facto de que sem Pedro Gonçalves perdem capacidade ofensiva.  Sporting CP de sofrer

No último encontro a contar para a liga, a turma de Alvalade defrontou o Arouca. Amorim inovou com a entrada de Bragança e até ao golo marcado aos 16 minutos, o Sporting pareceu definitivamente mais capaz de segurar a bola. Depois do golo deixou-se adormecer e no começo da segunda metade levou com a resposta dos arouquenses. Para felicidade dos sportinguistas, Nuno Santos com ajuda do guarda-redes adversário conseguiu colocar os visitantes de novo na frente do marcador. Daí em diante não houve mais golos, mas os de verde e branco tiveram de suar até ao fim para trazer os três pontos para casa.

Sporting CP de sofrer

Será Bragança a solução para este Sporting?

Apesar de ter sido mais uma vitória suada, o primeiro quarto de hora frente ao Arouca com Daniel Bragança de início foi bastante interessante. O miúdo formado em Alcochete joga de cabeça levantada e tem uma noção do espaço acima da média. Controla tudo o que o rodeia, parece que tem olhos na nuca. Recebe sempre orientado e antes de receber o esférico já sabe onde o colocar de imediato. Dá outra capacidade ao meio-campo do Sporting. E contando ainda com Matheus Nunes, o meio-campo dos leões fica realmente bem preenchido. A capacidade de ter bola aumenta, e estando mais tempo com a bola, a probabilidade de sofrer diminui e a de marcar aumenta.  Sporting CP de sofrer

Na época passada foram a melhor defesa do campeonato e esta temporada continuam no mesmo caminho. Quanto ao ataque é que não se pode dizer o mesmo. Nesse capítulo são necessárias melhorias e creio que podem partir de preencher o meio-campo como vimos já neste último jogo contra os arouquenses.   Sporting CP de sofrer

No regresso do Sporting à Liga dos Campeões notou-se a dificuldade da equipa em segurar a bola e de ter um ataque continuado. Ter o jovem de Fazendas de Almeirim em campo, ao lado de Palhinha e de Matheus Nunes, permite aos leões ter um maior controlo do miolo, levando a que de certa forma possam monopolizar a posse da bola.

No jogo contra o BVB Dortmund já não foi tanto assim. Sentiu-se por outro lado impotência no ataque do Sporting. O trio de ataque levou pouco perigo à baliza adversária e sempre pouco sustentado pelo resto do coletivo. A exibição da segunda jornada foi melhor que a da primeira e consequentemente também o resultado foi melhor. Ainda não foi positivo, mas pelo menos defensivamente, a formação de Amorim mostrou o porquê de serem conhecidos por terem uma defesa sólida. Ofensivamente há indubitavelmente muito a trabalhar. Sporting CP de sofrer

Sporting CP de sofrer, Bragança com a bola pronto para cruzar
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Sporting CP de sofrer

Onde está o pragmatismo do ano passado?

A imagem que o Sporting deu durante grande parte da temporada transata foi a de que precisava de poucas oportunidades para fazer golo. Este ano isso não está a acontecer. Na reta final do campeonato o cenário começou a mudar e assistiu-se a uma crescente dificuldade de colocar a bola no fundo das redes. O ataque produz, mas não consegue concretizar. E se com Pote é pode ser um trabalho árduo, sem ele a tarefa fica ainda mais complicada.

Mesmo tendo sido campeão, o clube de Alvalade venceu 12 das 34 jornadas pela margem mínima. Por esta altura na temporada passada já tinha vencido dois encontro pela diferença mínima, nesta edição já leva o dobro.  Sporting CP de sofrer

O Sporting não podem depender tanto de um só jogador e a equipa técnica tem tentado combater essa situação. Ter um ataque continuado é importante para uma equipa que quer vencer todos os jogos e com um meio-campo mais povoado está mais próximo de o conseguir. O ataque precisa de ser mais incisivo, e contando com mais peças a servir os homens da frente, estes podem vir a dispor de mais reais oportunidades de perigo.

Sporting CP de sofrer

Lusitano FCV 2-1 AD Sátão: Equipa da casa garante vitória nos descontos

A CRÓNICA: ULTRAPASSAGEM FEITA COM MURO REFORÇADO

Despromovido na época passada do Campeonato de Portugal, o Lusitano FCV recebia o líder do Grupo Centro da Divisão de Honra da AF Viseu, a AD Sátão, a precisar de vencer para subir aos dois lugares para a fase de apuramento de campeão.

O jogo esteve bastante morno na primeira meia hora. Os visitantes tinham mais bola, mas sem conseguirem criar perigo junto à baliza à guarda de Tony. Contudo, foi a equipa da casa que, na sequência, teve o primeiro lance digno de registo. Calico cabeceou por cima do travessão da baliza adversária.

Pouco depois azar para a equipa do Lusitano com Bruno Loureiro (ex-Académico de Viseu FC), a ser substituto por não estar nas melhores condições físicas. Logo a seguir, o Sátão podia ter marcado numa jogada individual de Dani Pinto pela esquerda, que acabou por rematar às malhas laterais da baliza.

Quem não marca sofre, como diz o ditado, e foi o que aconteceu. Os anfitriões conseguiram chegar à vantagem através de um canto cobrado pela direita com o lateral Leal a saltar mais alto do que os adversários e a atirar de cabeça para o primeiro golo da partida.

Os visitantes entraram pressionantes a querer chegar ao empate. Contudo, as oportunidades não surgiram e o Lusitano conseguia crescer e estar mais perto de chegar ao 2-0.

Novamente contra a corrente do jogo surgiu mais um golo. Borracha com muito espaço de fora da área rematou rasteiro para o fundo da baliza de Tony. O empate foi o balsamo para a equipa do Sátão crescer. Kokora quase aproveitou um mau passe do guarda redes do Lusitano para fazer o segundo e o avançado ainda teve nova oportunidade depois de ser servido por Diogo Pinto e não conseguir levar a melhor no frente a frente com Tony.

O Lusitano acabou por tentar alterar o rumo da partida com várias substituições, enquanto que o Sátão parecia mais tranquilo com o resultado, sem deixar de atacar.

Já nos descontos (foram dados quatro minutos) quando se pensava que o resultado iria ser um empate, Barry fez de cabeça o golo da vitória do Lusitano que permitiu ultrapassar o adversário na tabela classificativa.

 

A FIGURA

João Paulo Correia – O treinador arriscou e mudou o esquema tático para este jogo. Preocupado com a dinâmica ofensiva do Sátão. A organização da equipa da casa com três centrais retirou espaço no ataque à equipa adversária e permitiu fechar os caminhos da baliza, em especial na primeira parte.

O FORA DE JOGO
Fonte: Pedro Silva/Bola na Rede

Falta de ideias do ataque do AD Sátão – Os visitantes tiveram quase toda a parte com mais posse de bola e mais perto da baliza adversário. No entanto, os jogadores não conseguiram construir lances que desorganizassem a defensiva do Lusitano.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

João Paulo Ferreira fez uma mudança no esquema tático face ao último jogo (empate frente ao Oliveira de Frades). O técnico reforçou o centro da defesa, com João André, Calico e Tati, e apostou num 5-3-2.

Luís Almeida e Barry eram as referências ofensivas, mas tiveram que muitas vezes vir atrás buscar a bola porque havia uma grande distância entre eles e os médios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tony (5)

Calico (7)

Tati (7)

João André (7)

Leal (7)

Gamarra (6)

Iuri Bessa (6)

 Gonçalo Santos (6)

 Bruno Loureiro (6)

Luís Almeida (7)

 Barry (7)

SUBS UTILIZADOS

Chico Simões (6)

Tomé (6)

 Vasco Paredes (6)

Salú (-)

 Kiku (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AD SÁTÃO

Ricardo Figueiredo manteve a aposta habitual no 4-3-3. A dinâmica do meio campo com os dois extremos, Caué e Dani Pinto, permitiu que a equipa estivesse com mais posse de bola e mais perto da baliza do Lusitano.

Contudo, Gilbert, no centro do ataque, estava desaparecido algures no meio dos defesas centrais do Lusitano. A entrada de Kokora, na segunda parte, deu poder de fogo na grande área do Lusitano.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Márcio (6)

Rebelo (7)

Chico (6)

Rujnho (6)

Lucas Alvarenga (6)

Calhau (6)

João Luiz (7)

Borracha (7)

Caué (6)

Dani Pinto (7)

Gilbert (5)

SUBS UTILIZADOS

Kokora (7)

Hugo (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Lusitano FCV

BnR: Que análise faz ao jogo? Duas partes completamente diferentes?

João Paulo Correia: Mais na primeira andamos à procura da vitória, jogamos em casa, queríamos ganhar tal e qual como o Satão, uma excelente equipa muito bem orientada, muito bem estruturada e também muito experiente. Não é só o Lusitano como quiseram fazer. Nós andámos atrás da vitória primeira parte. Procurámos, nós em casa temos de fazer por isso. Conseguimos o 1-0.

Na segunda parte, por estratégia, esperámos, por aquilo que o Satão iria fazer, à espera da reação do Satão. Um ou outro jogador meu estavam mais nervosos, nós não temos medo de assumir isso: acabámos o jogo com quatro seniores de primeiro ano e um foi titular. Houve alguma instabilidade de alguns elementos, é normal, mas acabámos com juventude. O Lusitano aposta na formação, foi para isso também que me chamaram. Alguma experiência, mas também a juventude.

De qualquer forma, foi melhor conseguida a primeira parte. A segunda parte foi na expectativa de aguardar do que é que vinha da excelente equipa do Satão, uma equipa que tem rotinas e rotinas da Divisão de Honra de Viseu, ao contrário de alguns jogadores nossos mais experientes que vieram dos Nacionais. Na parte final, arriscámos mais, mudámos um bocado o esquema, deixámos lá algumas peças e fomos felizes.

BnR: O Lusitano alterou o esquema tática, reforçando o centro da defesa. Algo previsto para este jogo em específico ou aposta para o futuro?

João Paulo Correia: Nós temos dois sistemas táticos e depois temos variáveis. Um treinador tem de ter jogadores com características para os assumir. Temos sido felizes noutro. Hoje tentámos jogar assim. Ainda para mais com a entrada do Kokora, nem um minuto depois fazem o empate. Um ressalto e remata, um bom golo. Nós temos de enquadrar as peças que nós temos perante o adversário muito bom mesmo e tentámos encaixar, surpreender um bocadinho, arriscando mais.

 

AD Satão

BnR: Que análise faz a esta partida?

Ricardo Figueiredo: Antes de mais, foi um bom jogo de futebol, uma boa bandeira do que é esta divisão. Foi acima de tudo dividido, a espaços o domínio de uma equipa e da outra. A primeira parte foi muito bem disputada. A segunda, tendo que ir atrás do resultado, tivemos um bocadinho melhor do que o adversário, forçámos bastante o golo. A partir do empate, ficou uma toada de jogo em que tudo podia acontecer e a sorte infelizmente acabou por sorrir ao Lusitano nos minutos finais.

BnR: Surpreendeu a alteração tática do Lusitano com o reforço do centro da defesa?

Ricardo Figueiredo: Não, surpreendido não fui. Tenho, por hábito ser uma pessoa atenta ao que são a constituição das equipas e o modo como sofrem alterações ao longo do jogo, como os treinadores mexem ou não mexe. Nós ficámos à espera, não tendo total certeza de que isso iria acontecer. Não foi algo que nos surpreendeu.

BnR: Não tendo sido surpreendido, a referência ofensiva, Gilbert esteve algo desaparecido do jogo. Foi a entrada do Kokora que permitiu desbloquear o jogo e chegarem ao golo do empate?

Ricardo Figueiredo: Uma coisa é idealizarmos um comportamento, outra coisa é ele sair em jogo. Quem percebe de treino, sabe disto. De facto, na primeira parte, por mais que tivéssemos preparados para essa situação, as coisas não correram da maneira como nós queríamos. A verdade é que, nós corrigimos essa situação, logo na segunda parte, com a inclusão de um médio a chegar na linha do Gilbert. Portanto, acabámos por equilibrar muito bem o nosso pressing a partir daí e, depois sim, entrou o Kokora, que reforçou um bocadinho essa ideia. Acho que foi por aí que crescemos na segunda parte e, por isso, foi uma segunda parte mais bem conseguida da nossa parte.

FC Porto 9-5 Sporting CP: Clássico pintado a azul

A CRÓNICA: JOGO MEXIDO, BOLA PARADA

O FC Porto recebeu e venceu o campeão nacional e europeu Sporting CP por 9-5, numa grande partida de hóquei patinado, e segue invicto e isolado no primeiro posto da Liga. Na Dragão Arena, os azuis-e-brancos foram mais fortes em todos os vetores de um encontro que teve inúmeros cartões azuis, vários livres diretos e grandes penalidades, diversos golos de grande calibre e imensa excelência individual.

Início de partida como expectável: equilibrado e a grande velocidade. A primeira oportunidade, essa, pertenceu aos Leões. Ferran Font sofreu falta para azul de Rafa e Romero foi chamado a bater o livre. No um para um com Malián, o argentino escolheu bater da marca em vez de conduzir a bola e o guardião espanhol levou a melhor.

Os Dragões ficaram reduzidos a três homens de quadra por dois minutos, mas foi precisamente com uma unidade a menos que o FC Porto conquistou o seu primeiro livre direto, após falta para azul de Toni Pérez. Os azuis-e-brancos colocaram a bater a bola parada o melhor marcador do campeonato, Gonçalo Alves, que inaugurou o marcador. Bola batida direta, seca, ao ângulo superior esquerdo da baliza arrendada a Girão por 25 minutos.

Dentro dos nove minutos do primeiro tempo, uma bola rematada por Romero desvia no corpo de João Souto e segue para as malhas da baliza de Malián, restaurando-se a igualdade no placar, de pouca dura. Dois minutos e meio volvidos, eis nova vantagem azul-e-branca. Com um remate fortíssimo de média/longa distância, Rafa recolocou os Dragões na frente do marcador.

A 13 minutos do intervalo, terceiro azul da partida, desta feita para o portista Telmo Pinto. Do lado do Sporting CP, inverteram-se os papéis: Romero sofreu a falta, Ferran Font bateu o livre. A diferença? Font marcou e empatou a partida. A semelhança? Foi novamente de pouca dura. Momentos depois, Reinaldo García conduziu a bola pela direita, puxou para dentro e rematou forte para o 3-2 a favor do FC Porto.

O campeão nacional acusou o terceiro golo e, com isso, veio a sofrer o quarto. Gonçalo Alves, de novo no batimento de um livre direto em tudo semelhante ao primeiro, dilatou a vantagem portista. O livre para o FC Porto surgiu de um azul mostrado a Romero, já o livre para o Sporting CP logo a seguir deveu-se à 10ª falta portista. Na própria recarga, Ferran Font fez a picadinha sobre girão e reduziu para 4-3.

O jogador espanhol foi do Céu ao Inferno em poucos segundos, levando azul na jogada seguinte. De novo livre direto, de novo Gonçalo Alves, de novo golo para o FC Porto. O Sporting CP viria a chegar à 10ª falta ainda antes do intervalo. De novo livre direto, de novo Gonçalo Alves… as agora frente a Zé Diogo, não Girão. Tanto no livre, como na recarga, venceu o duelo o guarda-redes leonino.

Segunda parte. Cartão azul. Reinaldo García foi o primeiro admoestado do segundo tempo, Ferran Font o primeiro a bater um livre direto. Não teve sucesso. Todavia, o golo da redução surgiria mesmo, aos sete minutos. Romero foi o autor, grande penalidade foi o método: 5-4. Cartão azul. Ferran Font provocou a queda de Gonçalo Alves e viu o cartão.

Chamado a bater, Di Benedetto devolveu a vantagem de dois tentos aos da casa. Vantagem essa que durou… segundos. Romero de longe – muito longe – reduziu para 6-5 logo após o término das repetições televisivas do 6-4. A doze minutos do fim… déjà-vu. Livre direto para o FC Porto (15ª falta leonina), Gonçalo Alves a bater, Girão na baliza, golo portista.

Minutos mais tarde, Gonçalo Alves revelou não estar satisfeito com o póquer e alcançou a manita, finalizando uma boa jogada de transição portista. Até final, Sporting CP e FC Porto viriam a falhar livres diretos e os Dragões viriam a marcar o nono golo, selando a vitória com um expressivo 9-5.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Gonçalo Alves (FC Porto) – O “77” do FC Porto apontou cinco dos nove golos da sua equipa e esteve sempre bastante ativo na partida, tendo sido do princípio ao fim a principal força motriz do lado portista, que, muito graças ao português, alcançaram uma excelente vitória.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sporting CP – Apesar dos cinco tentos apontados, os Leões foram demasiado ineficazes em quase todos os parâmetros da partida e foram sempre inferiores aos portistas. Ainda que uma ou outra individualidade verde-e-branca se tenha evidenciado no meio da pesada derrota, esperava-se mais do conjunto campeão português e europeu.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Os Dragões de Ricardo Ares circulavam muito a bola por fora e não hesitavam em apostar nos remates de meia distância. Os azuis-e-brancos procuravam imprimir muita velocidade no jogo (velocidade de execução, não de transição), ainda que privilegiando a posse. A presença em jogo de Di Benedetto ou Rafa permitia ao FC Porto ter um elemento mais interior e, por consequência ter um jogo interior mais forte, não sendo, contudo, essa a predileção dos azuis-e-brancos, na primeira parte.

Por entrar no segundo tempo com dois golos de vantagem, o FC Porto cedeu mais bola ao adversário e, para o ferir no contra-ataque, apostou mais na presença de Di Benedetto como pivô, apostando mais num 3-1 no momento de atacar (e, de certa forma, no de defender também).

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Xavi Malián (8)

Xavi Barroso (6)

Gonçalo Alves (9)

Carlo Di Benedetto (7)

Rafa (7)

SUPS. UTILIZADOS

Telmo Pinto (6)

Reinaldo García (6)

Ezequiel Mena (6)

Carlos Ramos (-)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os Leões de Paulo Freitas defendiam normalmente em quadrado, num 2-2 que obrigava os da casa a circular a bola por fora ou a encontrar espaço dentro do bloco forasteiro. A presença em quadra de Di Benedetto ou (sobretudo) de Rafa, do lado azul-e-branco da contenda, obrigava os campeões nacionais a mudar o sistema defensivo para um losango (1-2-1) ou para um 1-3.

No momento de atacar, os Leões apostavam nas transições rápidas com alguma frequência, muito pela tendência de domínio de posse da equipa da casa. Na segunda metade, o figurino alterou-se um pouco.

O 5-3 registado ao intervalo obrigou a uma mudança de papéis e o campeão nacional e europeu teve mais bola nos segundos 25 minutos. Assim, as transições rápidas foram menos frequentes e o ataque posicional e móvel dos Leões veio ao de cima. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Ângelo Girão (7)

 Matías Platero (6)

Toni Pérez (5)

Gonzalo Romero (7)

Ferran Font (6)

SUPS. UTILIZADOS

Henrique Magalhães (5)

João Souto (6)

Alessandro Verona (5)

João Almeida (5)

Zé Diogo Macedo (6)

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

SC Covilhã 1-1 CD Nacional: “Leões da Serra” pecam em detalhes ofensivos e permanecem em série negativa

A CRÓNICA: CD NACIONAL SUSTEM PRESSÃO E RESGATA UM PONTO NA SERRA

A partida começou com o SC Covilhã com mais posse da bola e a ter a iniciativa das primeiras jogadas ao ataque. Enquanto isso, o CD Nacional tentava acalmar o ímpeto adversário, com posse de bola sem muito objetivo, focando na estratégia de encaixar contra-ataques.

No entanto, o primeiro perigo à baliza veio logo aos 14 minutos. Após segurar a bola com a sua força física, o avançado serrano Jô passou para Jean Felipe, que driblou o seu marcador e avançou pelo lado direito do ataque. O cruzamento saiu com precisão para a cabeça de Jô, que estava pronto para completar com a bola na rede. Vantagem para os serranos.

Após o golo, os “Leões da Serra” apresentaram uma grande disciplina tática defensiva. Foi realizado um recuo na marcação em que deixou a posse da bola principalmente com os visitantes, que não tiveram sucesso para ultrapassar a barreira defensiva serrana.

Desta forma, a primeira etapa encerrou-se com o prognóstico de um jogo muito físico, com diversas faltas e poucos espaços para ser jogado. As jogadas do Covilhã focaram no lado direito de ataque com Jean Felipe e Tiago Moreira. Por outro lado, o Nacional apostou sobretudo no seu capitão João Camacho na construção de jogadas.

A segunda parte do jogo começou como terminou a primeira: com o Nacional a tentar furar o bloqueio defensivo covilhanense, enquanto os donos da casa apostavam nas jogadas rápidas de Jean Felipe e no jogo físico de Jô.

Apesar disso, o bloqueio defensivo do Covilhã foi quebrado logo aos 47 minutos de jogo. Após uma bola cruzada de Baiano, o ponta de lança Róchez fez-se presente no meio da grande área, sem qualquer marcação. Com a cabeça, o hondurenho jogou a bola devagar e carinhosamente por cima do guarda-redes Léo, que apenas encarou a bola a encobrir e entrar de maneira jeitosa no fundo das redes.

A partir do golo visitante, o jogo ganhou em nível de tensão por parte dos mandantes que precisaram correr atrás do resultado desfavorável.

Apesar disso, o Covilhã pouco criava em comparação à primeira etapa. Entretanto, o técnico Wender Said analisou a sua equipa e promoveu duas trocas que deram um novo gás tático e físico. As entradas de Lucas Barros e Diogo Almeida deram concisão e força de ataque pelos lados do campo.

De resto, o CD Nacional conseguiu suportar a pressão de alguns momentos na segunda etapa e saiu com um belo resultado fora dos seus domínios. Para o SC Covilhã, os mesmos problemas ofensivos persistem e a série que agora soma seis jogos sem vitórias apenas aumenta na Segunda Liga.

 

A FIGURA

Jean Felipe – A grande mudança tática dos mandantes para esta partida, Jean Felipe, também foi o grande nome da partida. A sua movimentação a partir do lado direito de ataque, além da qualidade no passe longo, fez com que as principais tramas ofensivas dos mandantes se concentrassem nos seus pés. Como resultado, o líder de assistências da Segunda Liga aumentou o resultado com um lindo cruzamento para o único golo do SC Covilhã.

 

O FORA DE JOGO

Devid Silva – A situação dos “Leões da Serra” antes da partida era de grande pressão. Neste ponto, o que se viu foi um nervosismo na segunda etapa, principalmente na imprecisão no remate e falta de concentração até ao final do jogo, que deram ao seu adversário a oportunidade de selar o resultado. O avançado brasileiro foi um dos mais afetados por isto e não conseguiu produzir o que lhe foi esperado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Apesar da sequência sem vitórias, o técnico brasileiro Wender Said manteve a formatação em 4-4-2 frequentemente usada durante a atual época. A inconsistência continua no setor médio lateral, em que Wender continua a promover mudanças. Desta vez o escolhido foi Tiago Moreira que jogou na lateral defensiva, para que Jean Felipe atuasse mais ao ataque. No segundo tempo, Isaiah foi deslocado para o médio central e Lucas Barros foi para o seu lugar como médio lateral.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (6)

Jean Felipe (8)

André Almeida (4)

Heliton Titão (5)

David Santos (4)

Ryan Teague (5)

Jorge Vilela (5)

Tiago Moreira (6)

Ahmed Isaiah (6)

Jô Batista (7)

Devid Silva (4)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Almeida (5)

Ricardo Vaz (5)

Lucas Barros (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Após a goleada contra o Trofense, o técnico Rui Borges manteve a formação, com o 4-3-3 usual. A única alteração foi a saída do guarda-redes António Filipe, por conta de uma lesão no jogo passado. No seu lugar, Rui Encarnação fez sua estreia na equipa madeirense. Para o segundo tempo, as alterações mantiveram o padrão tático e acrescentaram novo vigor físico à equipa da Madeira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Felipe (7)

Baiano (7)

Suliman (5)

André Souza (5)

Rafael Vieira (5)

Alhassan (4)

Francisco Ramos (5)

Jota (5)

João Camacho (7)

Bryan Rochez (7)

Witi Quembo (4)

SUBS UTILIZADOS

Vitor Gonçalves (5)

Danilovic (5)

Rouai (5)

Júlio Cesár (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: “Como credita a atuação do lado direito do SC Covilhã? Com Jean Felipe a ser o líder nas assistências na Segunda Liga?”

Wender Said: “Lá atrás, quando ainda tinha um plantel curto, nós usamos muito essa opção (Jean Felipe no ataque) e conhecemos a qualidade do Jean no passe, e a forma aguerrida, liderança e combatente do Tiago. Então, nós os usamos neste jogo e eles estão de parabéns.”

 

CD Nacional

BrR: “Pensa que o empate foi o resultado merecido? Visto que o Covilhã teve grandes oportunidades como a do Jô, mas também o Nacional produziu certo perigo à baliza do Léo?

Rui Borges: “Penso que acabamos por fazer um jogo bom. Muito mais competitivos, percebendo aquilo que temos de fazer. Uma primeira parte em que entramos mal nos primeiros quinze minutos. Depois do golo, penso que fomos donos da primeira parte. Faltou-nos um bocado de agressividade no último terço. Tivemos a bola no nosso poder, mas criamos pouca aflição. Chegamos ao golo com todo o mérito, depois o Covilhã controlou um pouco mais o jogo, mas penso que de alguma forma, controlamos o jogo, não deixamos o adversário criar grande perigo. Podíamos por ter criado o 2 x 1 agora na parte final, mas penso que no geral, o resultado acaba por ser justo.”

Itália 2-1 Bélgica: “Squadra Azzurra” volta a levar a melhor sobre os “Red Devils”

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A CRÓNICA: VITÓRIA MERECIDA PARA CONQUISTAR UM LUGAR NO PÓDIO

A Itália e a Bélgica voltaram a defrontar-se, cerca de três meses depois de a Squadra Azzurra ter levado a melhor sobre os Red Devils nos quartos de final do Euro 2020. Em causa, esteve a disputa dos terceiro e quarto lugares da Liga das Nações, que teve como palco o Allianz Stadium, em Turim.

O encontro começou com o equilíbrio a ser nota dominante, ainda que com um ligeiro ascendente da formação da casa. Ainda assim, a primeira grande oportunidade do jogo pertenceu à Bélgica, quando Saelemaekers enviou uma bola ao ferro da baliza italiana, à passagem do minuto 25. Chiesa teve nos pés uma grande chance para desatar o nó no marcador, quase em cima do fim do primeiro tempo, mas não foi capaz de a concretizar.

No segundo tempo, a Itália voltou a entrar forte e fez, à passagem do minuto 46, o que teimava em acontecer em Turim, abrir o marcador. Barella colocou os transalpinos em vantagem. Tentando responder à desvantagem, Batshuayi enviou mais uma bola à barra da baliza de Donnarumma, ao minuto 60, num grande tiro que merecia outro destino.

Cinco minutos depois, e contra a corrente do jogo, Berardi fez o segundo para a formação da casa, através da conversão de um penálti. Os belgas não baixaram os braços e continuaram a tentar visar a baliza adversária, mas mais uma vez, os ferros foram salvando as redes italianas, desta feita com Carrasco a acertar no poste, ao minuto 82.

Tanta vez foi o cantaro à fonte que acabou mesmo por se partir. Ao minuto 86, de Ketelaere conseguiu marcar, reduzindo a desvantagem, mas ainda assim, um tento insuficiente, que não impediu a Itália de sair vitoriosa do encontro.

Assim, com este triunfo, a Itália garantiu o terceiro posto da classificação final desta segunda edição da Liga das Nações, enquanto a Bélgica ficou com o quarto lugar.

 

A FIGURA

Federico Chiesa – O avançado italiano voltou a ser decisivo, sendo sempre um dos elementos mais perigosos e esclarecidos no ataque da sua equipa, e esteve diretamente envolvido no segundo golo italiano, ao ter ganho a grande penalidade.

 

O FORA DE JOGO

Jason Denayer – O defesa belga foi, na minha opinião, o fora de jogo neste encontro, mostrando ser o elo mais fraco no eixo defensivo da seleção belga.

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Roberto Mancini promoveu algumas alterações no onze inicial – com destaque para as ausências de Chiellini e Bonucci (suspenso) -, dando oportunidade a alguns jogadores menos utilizados, mas manteve a equipa perfilada no habitual sistema tático transalpino de 4-3-3. Face às ausências de Immobille e Insigne, Chiesa assumiu o destaque ao nível ofensivo na seleção italiana, dando muitas dores de cabeça à defensiva adversária. Já na linha defensiva, a dupla de centrais Acerbi e Bastoni foi novidade, mas cumpriu com as pretensões da formação italiana.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (6)

Di Lorenzo (6)

Acerbi (7)

Bastoni (7)

Emerson (6)

Barella (7)

Locatelli (7)

Pellegrini (7)

Berardi (7)

Raspadori (6)

Chiesa (7)

SUBS UTILIZADOS

Kean (6)

Jorginho (6)

Cristante (6)

Bernardeschi (-)

Insigne (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Já a formação orientada por Roberto Martínez alinhou num dispositivo tático base em 3-4-3. À semelhança do adversário, o treinador da Bélgica também promoveu várias alterações no onze inicial, com destaque para as ausências de Lukaku e Kevin De Bruyne, com o segundo a entrar no decorrer da partida. Os Red Devils pecaram na finalização, bem como na organização defensiva, o que os impediu de terem saído deste encontro com um resultado favorável.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (5)

Alderweireld (7)

Denayer (6)

Vertonghen (6)

Castagne (6)

Witsel (6)

Tielemans (6)

Vanaken (6)

Saelemaekers (6)

Batshuayi (6)

Carrasco (6)

SUBS UTILIZADOS

De Bruyne (7)

de Ketelaere (7)

 Trossard (-)

GP Turquia: Bottas volta às vitórias em novo volte-face no campeonato

A CORRIDA: NA CÓPIA-CARVÃO DE 2020, SÓ MUDOU O VENCEDOR

Com os dois protagonistas do campeonato separados por apenas dois pontos, o “circo” chegava, uma vez mais, a Istambul, para o 9.º Grande Prémio de Fórmula 1 disputado na Turquia e o 16.º no campeonato de 2021. Depois de em 2020 o circuito, então em condições muito difíceis, ter consagrado Lewis Hamilton (Mercedes) como heptacampeão do mundo, a versão de 2021 apresentava-se com um novo asfalto, traduzido em tempos de volta cinco segundos e meio mais rápidos que aqueles vistos na temporada transacta.

Na qualificação, Hamilton foi novamente o mais rápido, mas uma penalização de dez lugares por troca de componentes da unidade motriz deixou a linha da frente ocupada pelo colega de equipa Valtteri Bottas e o rival Max Verstappen, da Red Bull, equipa que corria com “capa” branca e vermelha diferente da habitual em homenagem à Honda, fornecedora da unidade motriz da equipa e que abandona o desporto no final de 2021.

As condições mistas e as nuvens que se adensavam sobre o distrito de Tuzla antecipavam mais uma corrida entusiasmante, tal como a anterior em Sochi. Partida com todos os pilotos em pneus intermédios e Bottas a segurar a liderança, com Fernando Alonso (Alpine), Nicholas Latifi (Williams) e Mick Schumacher (Haas) a caírem posições após piões. Hamilton, entretanto, ia tentando galgar terreno aos demais, colocando-se na 9.ª posição ao fim da segunda volta.

Só na volta oito Hamilton se conseguiu desenvencilhar de Yuki Tsunoda (AlphaTauri) para subir ao oitavo posto. Enquanto isso, Carlos Sainz (Ferrari), também penalizado à partida para o Grande Prémio (19.º na grelha), aproximava-se do Top 10. Pierre Gasly (AlphaTauri) e Alonso, também nesta altura, recebiam ambos penalizações de cinco segundos cada por incidentes na primeira volta.

Depois de ultrapassar Lance Stroll (Aston Martin) e o seu rival de Sochi, Lando Norris (McLaren), e com pista livre à sua frente, Hamilton ia agora fazendo voltas mais rápidas consecutivas e era meio segundo por volta mais rápido que todo o pelotão. Bottas liderava, à frente de Verstappen e Charles Leclerc (Ferrari), tal como haviam começado.

A metamorfose da pista e dos pneus replicava, quase na perfeição, a corrida de 2020: o asfalto ia secando, sobretudo na linha de corrida, e com mais de 20 voltas disputadas os pneus intermédios de todos os pilotos iam transformando-se em “slicks”.

Daniel Ricciardo (McLaren), no entanto, é o primeiro a descer às boxes à volta 22 para novo conjunto de intermédios. Uma aposta que, inicialmente, não pagou dividendos já que Ricciardo ia rodando ao mesmo ritmo que grande parte do pelotão nas primeiras cinco voltas após a paragem. No entanto, a notícia de mais chuva na curva nove podia indicar que o “jackpot” estava para chegar para o australiano que havia, também ele, começado na última linha da grelha.

Volta número 34, a esmagadora maioria dos pilotos ainda nos pneus intermédios iniciais e luta titânica entre Hamilton e Sergio Pérez (Red Bull) pelo quarto lugar, com o mexicano a defender de forma irrepreensível o lugar e a tapar o caminho do heptacampeão na perseguição ao rival Max Verstappen, nesta altura ainda em segundo.

Pouco depois, frenesim de actividade nas boxes, com vários pilotos a descer para novo conjunto de intermédios. Mantendo-se as condições climatéricas, esta seria provavelmente a última, e única, paragem para a maioria dos pilotos. Sebastian Vettel (Aston Martin), a rodar na segunda metade do pelotão, apostava na “roleta russa” ao colocar pneus “slick” médios, mas rapidamente se arrependeu (tal como Norris na Rússia). Um conjunto de sustos e muitos segundos perdidos depois, Vettel vem de novo às boxes para reverter a escolha e sair novamente em intermédios, agora na 19.ª posição.

Após a janela de paragens, Leclerc liderava a corrida e, tal como com Hamilton e Esteban Ocon (Alpine), especulava-se acerca da possibilidade de o Ferrari seguir até à bandeira de xadrez no mesmo conjunto de pneus com que começara: uma situação inesperada e pouco vista na história recente da Fórmula 1, mas possível dado que a corrida havia sido declarada molhada pela FIA e, por isso, a regra de utilização de dois compostos diferentes de pneu não se aplicava.

Início da volta 47 de 58 e o sonho de Leclerc chegava ao fim, com o mais rápido Bottas a ultrapassar o monegasco no final da recta da meta para assumir de novo a liderança do GP da Turquia. A desilusão de Leclerc acentuava-se logo de seguida, ao ver Hamilton passar para terceiro e a sofrer intensa pressão de Pérez pelo quarto lugar. O seu colega de equipa Sainz, entretanto, era o mais rápido em pista e rodava agora no oitavo posto.

Ao final da volta 50, Hamilton desce finalmente às boxes para novo conjunto de intermédios, em antecipação de um possível “chuveiro” final. Pérez suplanta Leclerc para terceiro, enquanto Hamilton ia tentando aproximar-se do par e tentar lutar pelo último lugar do pódio. Bottas e Verstappen seguiam imperturbáveis na frente, com quase 20 segundos de vantagem sobre os perseguidores.

O “chuveiro” não chegou e, com isso, um agastado Hamilton nada pôde fazer para impedir a vitória do seu colega de equipa Valtteri Bottas, a primeira do finlandês este ano, e o segundo lugar do rival Verstappen que, com os 18 pontos acumulados contra os dez do britânico, assumia assim a liderança do campeonato por seis pontos. Pérez fechava um pódio duplo para a Red Bull, enquanto Sainz cruzava a meta onze posições acima daquela em que começara e Ocon (décimo) conseguia somar um ponto usando a estratégia agressiva sem paragens.

A emocionante temporada de 2021 continua em Austin, nos Estados Unidos, no fim de semana de 23 e 24 de Outubro.