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Pausa técnica: O regresso aos estádios

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TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

O apuramento para o Campeonato do Mundo de 2022 traz uma espécie de pausa técnica à Liga Bwin. À exceção da saída de Daniel Ramos do CD Santa Clara, os treinadores da Liga mantêm-se firmes e apesar da indisponibilidade de muitos jogadores, há tempo e espaço para se ajustarem pormenores e testarem novas soluções.

Oito jornadas depois do arranque, não falta matéria para reflexão, mas não esperem encontrar aqui análises técnico-táticas do que já se jogou. Não sei o que teriam a dizer sobre um dos jogos que abriu esta temporada. Provavelmente falariam do golo madrugador do maravilhoso Fran Navarro, da alta rotação de Fujimoto ou da falta de capacidade de resposta do Boavista. Quanto a isso não tenho muito a acrescentar.

Quando partilho alguma ida ao estádio perguntam-me sempre o que achei do jogo, raramente tenho reflexões inovadoras ou disruptivas para fazer sobre o que acontece dentro do campo, é que o estádio é um lugar cheio de vida que me distrai muito. Ainda assim, aproveitei a pausa para seleções para refletir sobre o meu regresso a esse espaço infinito de possibilidades.

Há dois meses voltava a entrar num estádio pela primeira vez nesta era D.C. (depois de covid). Era uma das 2.014 pessoas que marcavam presença no Estádio Cidade de Barcelos para assistir a um Gil Vicente FC – Boavista FC.

A lotação limitada que se praticava no arranque do campeonato abrangia quase exclusivamente sócios, o que defraudava as minhas expectativas para assistir a um qualquer jogo da primeira jornada. Não tardaram a chegar as habituais sugestões: Pede um convite! Não arranjas um convite? Não és amigo do fulano? Queres o contacto do sicrano?

Não nego, nem censuro este tipo de estratégia, é válida e também a uso sempre que preciso. No entanto, queria voltar ao estádio como adepta. Queria perceber que dificuldades existiam, queria a satisfação de conseguir um bilhete. A conquista de um bilhete difícil é de uma satisfação do “catano”. Quem já esteve horas numa fila para conseguir bilhete ou teve de esperar por lotarias de bilhetes ou juntar todos os trocos durante meses para um jogo especial, percebe o que quero dizer.

Perdoem-me! Distraio-me sempre muito, já me conhecem. Voltando ao ponto. Sabia que ia ser difícil, mas tinha um jogo em mente: Gil Vicente – Boavista. Estava prestes a desistir quando na segunda-feira, dia de jogo, apostei todas as fichas. Consegui despachar o trabalho e às 18h49 comecei a disparar mensagens para tentar perceber se ainda seria possível comprar bilhete “público geral”.

Bola
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

O jogo era às 20h15. O Twitter começou a funcionar com informações contraditórias. Peguei no carro e arranquei de Gaia para Barcelos sem ter a certeza se teria bilhete, mas já levava muita informação. Alguns garantiam que ainda existiam bilhetes e explicavam-me o processo: teste covid ou certificado digital de vacinação, cartão de cidadão. Primeiro deveria dirigir-me à bilheteira e depois seguir para outra fila para mostrar documentos e conseguir uma pulseira que juntamente com o bilhete me daria acesso ao estádio.

Cerca de 70 km depois, cheguei ao Estádio Cidade de Barcelos. Não comento se infringi ou não o código da estrada. Consegui estacionar perto sem dificuldade, facto que me causou alguma estranheza, confesso. Acelerei o passo, subi a rua de acesso ao estádio, aproximei-me de uma das portas e perguntei onde ficava a bilheteira.

– «É do outro lado, tem de contornar o estádio».

Portugal Sub21 11-0 Liechtenstein Sub21: “Massacre de Vizela” dá três pontos à seleção das Quinas

A CRÓNICA: ALUGA-SE MEIO-CAMPO

Segunda jornada da qualificação da equipa sub-21 de Portugal para o Campeonato da Europa de 2023, desta vez frente a um adversário manifestamente mais fácil. O Liechtenstein, por sua vez, disputava a sua terceira partida, tentando o seu primeiro golo da qualificação e, quem sabe, o primeiro ponto.

A ideia da equipa forasteira podia passar por aguentar o resultado o máximo de tempo possível, mas a verdade é que tal abordagem ao jogo não podia sair mais furada. Logo aos 5 minutos Portugal fez o primeiro e começou aquele que seria um autêntico massacre ao longo dos 90 minutos. Os vice-campeões europeus chegaram inspirados a Vizela e não deram dez segundos seguidos de bola ao adversário. Foram ataques atrás de ataques, remates atrás de remates e o resultado aos 45 minutos era de nove bolas a zero. E não é engano.

Para a segunda parte a história foi a mesma, como tudo indicava até ali. Rui Jorge promoveu algumas alterações e a equipa perdeu algum poder de fogo. O desnível do resultado também se fez sentir e os jogadores portugueses marcaram “apenas” mais dois golos.

No fim de contas foram 11-0, póquer para Gonçalo Ramos, bis para Fábio Silva e golos de Nuno Tavares, André Almeida, Fábio Vieira, Tiago Tomás e Francisco Conceição. Mais três pontos para Portugal e o Liechtenstein continua sem conseguir um único golo ou ponto.

 

A FIGURA

Fonte: FPF

Produção ofensiva de Portugal – Apesar da evidente inferioridade da seleção adversária, não é fácil, num único jogo, marcar onze golos, onde ainda é de notar que foram 46 remates à baliza e 66% de posse de bola. O que se viu em Vizela foi um autêntico massacre, onde os comandados de Rui Jorge decidiram não tirar o pé do acelerador o que acabou por fazer surgir as inúmeras oportunidades de golo.

 

O FORA DE JOGO

Permeabilidade defensiva do Liechtenstein Pode ser injusto pedir mais a uma equipa de jovens que não têm um contexto sequer próximo dos jovens portugueses, mas a verdade é que esta é uma qualificação para uma grande competição e por isso esperava-se um pouco mais de acerto da parte dos homens do Liechtenstein. Mais do que isso também não se pode apontar.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB21

Rui Jorge dispôs a equipa de Portugal num 4-4-2 com uma linha de quatro defesas, ainda que na prática só tenham existido dois devido às constantes subidas dos laterais. Tiago Dantas atuou como número seis, enquanto que André Almeida e Vitinha como médios centro. Fábio Vieira juntou-se mais aos avançados, Gonçalo Ramos e Fábio Silva, ainda que depois nem sempre tivesse sido assim. A equipa portuguesa foi sempre muito dinâmica no ataque, promovendo entradas na área com combinações ao primeiro toque, bolas longas frontais ou cruzamentos. Deu para tudo, num jogo que mais pareceu um treino para a equipa de Rui Jorge.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Celton Biai (-)

João Mário (9)

Eduardo Quaresma (8)

Tiago Djalo (8)

Nuno Tavares (9)

Tiago Dantas (8)

André Almeida (8)

Vitinha (9)

Fábio Vieira (9)

Fábio Silva (9)

Gonçalo Ramos (10)

 SUBS UTILIZADOS

Francisco Conceição (8)

Tiago Tomás (8)

Henrique Araújo (7)

Paulo Bernardo (7)

Afonso Sousa (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIECHTENSTEIN

A equipa visitante entrou em campo num sistema de 5-3-2 ainda que isso poucas vezes se tenha verificado. Passaram o jogo todo atrás da linha da bola, com as linhas muito juntas e com pouca organização, sendo difícil falar sobre “tática” propriamente dita.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Foser (3)

Graber (4)

Ducak (3)

Hilti (3)

Jager (3)

Schlegel (4)

Lorenz (4)

Frommelt (4)

Beck (4)

Netzer (4)

Schreiber (4)

SUBS UTILIZADOS

Graber (4)

Buchel (4)

Kranz (4)

Schiess (4)

Hasler (4)

Bélgica 2-3 França: Fantasmas do passado voltam para assombrar belgas

A CRÓNICA: REVIRAVOLTA ÉPICA COLOCA FRANÇA NA FINAL DA LIGA DAS NAÇÕES

Depois da vitória da Espanha, restava saber quem se juntaria à final da segunda edição da Liga das Nações: Bélgica ou França. A número um do ranking de seleções contra a campeã mundial, certamente um jogo a não perder.

Nos primeiros minutos, as duas equipas encaixaram-se, perfeitamente, a nível tático, demonstrando um jogo de grande equilíbrio, salvo alguns momentos de pura genialidade. Ambas as formações andavam às voltas num “carrossel estratégico” sem conseguir encontrar quaisquer soluções.

Contudo, os “Diabos Vermelhos” viriam a crescer cada vez mais no jogo e a mira belga já estava colocada na baliza adversária. Aos 37 minutos, o disparo final chegou. Yannick Carrasco deixa Pavard pelo caminho e remata rasteiro ao canto da baliza com Hugo Lloris em modo “espetador” (1-0). Quatro minutos depois, Romelu Lukaku embarca numa jogada individual espantosa e faz o segundo golo com régua e esquadro num angulo dificílimo (2-0). O inferno dos “Diabos Vermelhos aquecia”, e de que maneira! Seria vingança das meias-finais do Mundial de 2018?

No segundo tempo, em resposta à desvantagem no marcador, os franceses montaram um verdadeiro cerco ao quintal belga, assumindo as rédeas da partida. Acabaria por dar certo, pois, aos 69 minutos, a partida já estava empatada. Primeiro, por Karim Benzema ao rodopiar e marcar e, depois, por Kylian Mbappé de grande penalidade, no seu jogo 50 pela seleção francesa.

A reviravolta estava “on”. E tinha de ser uma perfeita, com o terceiro golo a chegar aos 90 minutos por Theo Hernández. Uma partida com um enredo digno de filme coloca a França na final da Liga das Nações, prevista para domingo frente à Espanha. Tal como disse no início, “certamente um jogo a não perder”.

 

A FIGURA

Segunda parte da França – Depois de jogarem 45 minutos sob controlo belga, os franceses retomaram a partida com uma atitude impecável. Com uma presença muito forte no último terço adversário, a França construiu as bases para uma reviravolta perfeita levada a cabo por Karim Benzema, Kylian Mbappé e Theo Hernández. A segunda parte foi inteiramente francesa.

 

O FORA DE JOGO

Youri Tielemans (Bélgica) – Não esteve mal na primeira parte, mas a segunda foi para esquecer. Uma série de perdas de bola e um penálti cometido. Foi neste seguimento que Youri Tielemans foi substituído aos 70 minutos, numa exibição muito pobre na retoma da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Nas meias-finais da segunda edição da Liga das Nações, Roberto Martínez preparou a sua seleção num 3-4-3 para defrontar a campeã mundial França. No primeiro tempo, o jogo começou equilibrado, mas os belgas acabariam por dominar com dois golos. Não faziam uma pressão alta, mas apresentaram uma ótima reação à perda. No momento ofensivo, Hazard e De Bruyne foram as principais referências de construção com ambos a vir das faixas laterais ao meio, muitas vezes. Entretanto, Romelu Lukaku fixava-se na frente com excelentes movimentos de rutura. Em relação ao processo defensivo, os belgas defendiam em 5-2-3 com Castagne e Carrasco a recuar e formar a linha de cinco.

Na segunda parte, o cenário seria totalmente diferente com os franceses a encostar os belgas às cordas. Foram-se abaixo, tiveram muitas perdas de bola e defenderam a maior parte do tempo, vendo as suas hipóteses e esperanças a dissipar-se com um golo aos 90 minutos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Jan Vertonghen (7)

Jason Denayer (7)

Toby Alderweireld (6)

Yannick Carrasco (7)

Youri Tielemans (5)

Axel Witsel (7)

Timothy Castagne (6)

Eden Hazard (7)

Romelu Lukaku (7)

Kevin de Bruyne (8)

SUBS UTILIZADOS

Hans Vanaken (6)

Leandro Trossard (6)

Michy Batshuayi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Só uma seleção poderia juntar-se à Espanha para a grande final. Didier Deschamps apostou num 3-4-1-2 para a França conseguir esse feito. E a verdade é que conseguiu. No primeiro tempo, produziram alguns momentos de perigo, mas foram os belgas que estiveram por cima do jogo. Partiam de uma linha a três com Lucas Hernández, Raphael Varane e Jules Koundé, seguido de um Adrien Rabiot mais recuado e um Paul Pogba a iniciar a fase de construção. Benjamin Pavard e Theo Hernández exploraram a largura e estavam projetados nas alas. Por fim, Antoine Griezmann liderava muitas vezes a transição, atrás de Kylian Mbappé e Karim Benzema. A segunda parte foi da França com uma superioridade bastante evidente, com a maioria dos seus homens empregados no meio-campo adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (7)

Lucas Hernández (7)

Raphael Varane (7)

Jules Koundé (7)

Theo Hernández (7)

Adrian Rabiot (6)

Paul Pogba (7)

Benjamin Pavard (6)

Antoine Griezmann (7)

Kylian Mbappé (9)

Karim Benzema (8) 

SUBS UTILIZADOS

Aurélien Tchouaméni (7)

Jordan Veretout (-)

Léo Dubois (-)

Rúben Amorim, a Personalidade do Ano Bola na Rede

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Em mês de aniversário do projeto Bola na Rede, foi também altura de entregar o prémio de Personalidade do Ano Bola na Rede. O premiado do ano de 2021 foi Rúben Amorim, o jovem treinador do Sporting CP.

Com uma curta carreira como treinador, o timoneiro leonino já demonstra aptidão para conquistar títulos como já tinha feito com o SC Braga e como mostrou na sua primeira época inteira ao serviço dos verdes e brancos. Rúben Amorim conseguiu arrecadar dois troféus (Taça da Liga e Campeonato Português) na época 2020/21 e logo no início da seguinte conquistou a Supertaça.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

A comunicação para o exterior, especialmente na conferências de imprensa, foram uma das grandes novidades que Rúben Amorim trouxe ao Futebol português. Para muitos adeptos dos leões, foi o grande responsável do inédito título após 19 anos, por ter conseguido unir e rumar uma equipa tão jovem em direção à conquista do campeonato.

O porquê da escolha de Personalidade do Ano Bola na Rede e também o percurso do jovem treinador estão explicadas na Revista BnR que podes adquiri-la aqui.

Semana 4: Cardinals voam mais alto | NFL

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Esta semana estamos de regresso com mais um artigo. Numa primeira parte irei fazer uma análise de alguns dos melhores momentos dos jogos desta semana. Irei também revelar alguns rankings dos principais jogadores em destaque, assim como das equipas que estão em melhor forma.

Numa segunda parte, estará uma previsão sobre a próxima semana da época. Vou fazer um destaque dos principais jogos que devem acompanhar, assim como das histórias e figuras em cada partida.

Ao longo do ano, tentarei apostar no vencedor de cada jogo, mantendo o registo do recorde para vermos como irei lidar com a imprevisibilidade desta liga que tanto nos atrai.

Recorde de previsões: 43–21 (Recorde Semana 4: 12–4).

Foto de capa: Arizona Cardinals

América do Sul | 5 jogadores que estão prontos para o futebol europeu

O sonho de muitos jogadores é jogar com os melhores. Duelar contra craques que antes só eram vistos nos videojogos. Ter sob a tutela os melhores gestores para que o seu nível técnico atinja uma capacidade que ninguém acreditava ser possível. Estas e outras são as motivações por trás do empenho de milhares de jogadores do mundo inteiro que sonham, um dia, jogar nas principais ligas do continente europeu.

Historicamente, um dos principais fornecedores de novos talentos é o continente americano. Nomes como Tevéz, Neymar, Forlán, Falcão, entre outros deram os seus primeiros passos em ligas menos destacadas do futebol sul-americano. No entanto, em algum ponto seu destaque chamou a atenção de clubes europeus.

Ou seja, para entrar no epicentro técnico futebolístico é necessário destacar-se não só dentro de certo país, mas em confrontos internacionais, através das disputas pela Copa Libertadores, Copa Sul-americana, Copa América e Eliminatórias do Mundial.

É notável dizer que, principalmente nesta última época em que temos equipas brasileiras como campeãs das principais competições do futebol sul-americano, os jogadores com a melhor forma do continente inevitavelmente estão presentes nos relvados brasileiros.

Desta forma, o Bola na Rede prepara uma lista de cinco jogadores que atuam no futebol sul-americano e que estão preparados para se submeter ao futebol europeu.

Itália 1-2 Espanha: Vingança espanhola quebra os 1333 dias da invencibilidade italiana

A CRÓNICA: UMA EXPULSÃO GEROU DURAS CONSEQUÊNCIAS

Três meses depois do confronto nas “meias” do Euro 2020, Itália e Espanha voltaram a reencontrar-se, desta vez nas “meias” da fase final da Liga das Nações, havendo lugar a vingança… Os espanhóis beneficiaram de uma longa superioridade numérica e triunfaram por duas a bola a uma em Milão, quebrando uma série italiana de 37 jogos sem perder (1333 dias desde a derrota diante de Portugal).

Dominadora nos primeiros 10 minutos, a Squada Azzurra entrou pressionante e mais perigosa, nomeadamente com uma oportunidade madrugadora de Chiesa, porém, o golo inaugural acabaria por aparecer na baliza contrária. Pouco depois de ver Bastoni bloquear um remate perigoso, Oyarzabal não tardou em tirar um grande cruzamento e assistir Ferran Torres para o primeiro da partida.

Logo de seguida, a Espanha só não ampliou a vantagem porque Bonucci conseguiu branquear uma falha de Donnaruma na abordagem ao remate de Marcos Alonso, que ainda embateu no poste. A reação italiana, essa, apareceu já para lá da meia hora e logo em dose dupla: Bernardeschi viu Unai Simón desviar um remate para o poste e, no minto seguinte, Insigne falhou de forma clamorosa aquilo que parecia ser um penálti em andamento.

Se a ida para o intervalo em desvantagem já era uma má notícia para os italianos, a expulsão de Bonucci por acumulação de amarelos ao minuto 42’ acabaria por complicar ainda mais a tarefa. Podia o cenário ficar pior? Podia. E o segundo golo dos espanhóis à beira do intervalo foi a prova disso mesmo. Com o selo ‘Tiki-taka’, o trio da frente soube como baralhar o adversário e Ferran Torres chegou ao bis, novamente após passe de Oyarzabal.

No regresso dos balneários, a estratégia da Itália passava essencialmente por equilibrar a defesa e sair em contra-golpe, de tal forma que as substituições de Mancini indicavam isso mesmo. Chiesa até foi o primeiro a visar a baliza contrária com um remate ao poste, mas o lance foi prontamente invalidado por fora de jogo. A La Roja, por sua vez, sentiu essa tentativa de reação e ficou perto de ampliar a vantagem logo de seguida, nomeadamente num cabeceamento de Oyarzabal e num potente remate de Alonso.

A tendência do jogo parecia clara, mas bastou um erro para permitir que os italianos pudessem sonhar. Chiesa não desistiu de lutar por uma bola no meio-campo, isolou-se e, na cara do golo, ofereceu-o a Pellegrini para reduzir a desvantagem ao minuto 83’. Porém, a curta reação não evitou a primeira derrota do século da Itália a jogar na condição de visitada. Já a Espanha avança para a final da Liga das Nações, esperando por Bélgica ou França.

 

A FIGURA

Mikel Oyarzabal – Que grande jogo do avançado espanhol a todos os níveis. Inteligente a ler as movimentações dos colegas, Oyarzabal foi responsável pelas duas belas assistências nos golos de Ferran Torres no primeiro tempo. A juntar a isso, o extremo revelou ter uma elevada precisão de passe e ser um autêntico quebra-cabeças para a defensiva contrária, aparecendo muito solto em zonas de finalização, nomeadamente na segunda parte.

O FORA DE JOGO

Leonardo Bonucci – A expulsão marcou a história do jogo e complicou a missão italiana. É certo que o experiente central até conseguiu corrigir uma falha de Donnarumma numa altura preponderante da partida, mas a forma como viu os dois amarelos deixa muito a desejar. O primeiro por protestos e o segundo devido a uma cotovelada numa disputa de bola. Uma noite infeliz de Bonucci

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Por comparação ao jogo entre as duas seleções no Europeu, Roberto Mancini optou apenas por proceder a duas alterações na equipa inicial: Alessandro Bastoni rendeu Giorgio Chiellini no eixo da defesa e Federico Bernardeschi entrou para o lugar do ausente Ciro Immobile.

Alinhados em 4-3-3 e sem um ponta de lança de raiz, os italianos entraram mais pressionantes e a forçar o erro adversário, principalmente na primeira linha de construção espanhola. As linhas subidas permitiram que a Espanha ameaçasse avançar no terreno de forma galopante e, após o primeiro golo sofrido, a Itália não só sentiu o impacto desse desbloqueador, como tardou em reagir.

Com menos uma unidade em campo, Mancini optou por reforçar a defesa com três centrais (com Chiellini a entrar na segunda parte e ainda com Di Lorenzo a descair para dentro) na tentativa de explorar o contra-ataque e a profundidade das alas. No entanto, acabou por esbarrar no futebol espanhol possante com poucas aberturas a erros de construção – o mais flagrante foi bem aproveitado, mas nada mais do que isso…

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gianluigi Donnarumma (5)

Emerson Palmieri (6)

Alessandro Bastoni (6)

Leonardo Bonucci (4)

Giovanni Di Lorenzo (6)

Marco Verratti (6)

Jorginho (7)

Nicolò Barella (6)

Lorenzo Insigne (5)

Federico Bernardeschi (5)

Federico Chiesa (7)

SUBS UTILIZADOS

Giorgio Chiellini (6)

Manuel Locatelli (6)

Moise Kean (6)

Lorenzo Pellegrini (7)

Davide Calabria (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Já Luis Enrique fez quatro mudanças, duas das quais no setor defensivo com as entradas de Marcos Alonso e Pau Torres para as vagas anteriormente ocupadas por Jordi Alba e Eric García, respetivamente. Além dessas trocas, o estreante Gavi rendeu Pedri no meio-campo e Pablo Sarabia substituiu Dani Olmo na frente de ataque.

A jogar em 4-3-3, também a Espanha se apresentou sem um ponta de lança de raiz, igualmente com o intuito de impulsionar mais variabilidade e mobilidade ofensiva. Apesar de alguns erros na construção (por força da estratégia italiana), a La Roja identificou os espaços curtos e foi conseguindo sair a jogar com critério, desmontando a teia adversária.

“Gestão” foi a palavra-chave dos segundos 45 minutos, nos quais a Espanha avolumou os números da posse de bola e circulou praticamente a seu bel-prazer, esperando pelas descoordenações italianas na estratégia defensiva para espreitar algo mais. Essa mesma circulação ia abrindo espaços que, mesmo sendo imediatamente fechados pela Italia, causavam desconforto à tão ansiada reação da formação da casa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (7)

Marcos Alonso (6)

Aymeric Laporte (7)

Pau Torres (6)

César Azpilicueta (6)

Gavi (7)

Sergio Busquets (6)

Koke (6)

Pablo Sarabia (6)

Ferran Torres (8)

Mikel Oyarzabal (8)

SUBS UTILIZADOS

Yéremi Pino (7)

Bryan Gil (5)

Mikel Merino (6)

Sergi Roberto (-)

Matheus Nunes, o internacional português

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Matheus Nunes: Do Ericeirense para o topo do futebol nacional

O jovem é um dos jogadores que mais evoluiu e cresceu, sob a liderança de Rúben Amorim. O médio leonino é hoje um titular indiscutível no Sporting CP, tendo um vínculo que se estende até 2025, com uma cláusula de rescisão de 60 M€ e um valor de mercado fixado nos 10 M€.

O número 8 dos leões, Matheus Nunes fez a sua formação ao serviço do Grupo Desportivo União Ericeirense, clube da Associação de Futebol de Lisboa, no qual também se estreou no futebol sénior durante a época 2016/17. Posteriormente, rumou ao Estoril-Praia SAD, onde esteve apenas seis meses e somou 20 jogos, divididos entre a equipa principal e a equipa sub-23. O jovem deu nas vistas em Alvalade, num jogo que opôs leões e o Estoril-Praia, a contar para a Taça da Liga.

No Sporting CP, Matheus representou os sub-23 na Liga Revelação, em 40 jogos, nos quais apontou três golos. Este período em Alcochete, fez com que o jogador evoluísse e se adaptasse plenamente ao clube. Com a chegada de Rúben Amorim, o médio cumpriu o sonho de chegar à esquipa principal, sendo o primeiro jovem a ser aposta do treinador leonino.

Matheus Nunes chamado à Seleção Nacional https://t.co/KMp7lvq3W3

— Diário Record (@Record_Portugal) September 30, 2021

Desde a sua estreia na equipa principal, Matheus já soma 60 jogos, quatro golos e cinco assistências, tendo conquistado um campeonato, uma Taça da Liga e uma Supertaça. É um jogador versátil que pode alinhar como “oito” e como médio defensivo e que se destaca, pela sua agressividade, intensidade, qualidade de passe, pela capacidade de equilibrar a equipa no processo defensivo, com chegada a zonas de finalização, capacidade de transporte de bola e boa meia distância.

A importância de Matheus Nunes no Sporting, as suas boas exibições, o seu crescimento e evolução, levaram a que fosse chamado para a seleção portuguesa. Tendo tido a possibilidade de escolher, optou por Portugal em detrimento do Brasil. Sendo que, entre os convocados de Fernando Santos é um jogador com características distintas e por isso, poderá ser opção nos próximos embates.

Matheus Nunes é sem dúvida, um jogador de enorme potencial e ainda com margem de progressão. Mas ao mesmo tempo, é sobretudo um exemplo para outros jovens, cumpriu vários sonhos, ser campeão nacional, ser internacional, jogar Liga dos Campeões, jogar no Sporting Clube de Portugal. Um trajeto brilhante, do Grupo Desportivo União Ericeirense, para o topo do futebol nacional.

O que esperar do Futsal Leonino para 2021/2022?

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Ainda na “ressaca” do campeonato mundial de futsal conquistado pela seleção das Quinas, é altura de rapidamente as atenções se virarem para o panorama nacional da modalidade, com o arranque de uma nova temporada do campeonato nacional de futsal.

Numa época banhada em glórias como a de 2020/2021, podemos de certa forma considerar que parte do sucesso da nossa seleção nacional no mundial se deveu também ao trabalho desenvolvido pelos atletas leoninos que marcaram presença nesta seleção, nomeadamente o Miguel Ângelo, Erick Mendonça, Tomás Paçó, Pauleta, Pany Varela, João Matos e a nova estrela do panorama nacional e internacional, Zicky Té.

Voltando a colocar o foco numa perspetiva doméstica, a equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal entra nesta nova época desportiva depois de vencer a Taça da Liga frente ao Sport Lisboa e Benfica por 6-2, o Campeonato Nacional de Futsal, igualmente frente ao SL Benfica na final dos playoffs com uma série de 3-1 e a conquista mais impressionante, a autêntica cereja no topo do bolo, a conquista da Liga dos Campeões de Futsal.

Depois de um percurso irrepreensível só ao alcance de um grupo de verdadeiros campeões, começou por uma passagem tranquila pela fase de grupos, eliminando o campeão russo em título KPRF Moskva, seguido de nova vitória esclarecedora frente ao Inter Movistar, confronto registado por 6 vezes, sempre em fases finais, tendo a vitória caído para o lado dos leões por 4 vezes e apenas duas para os espanhóis e, por fim, tendo batido o Barcelona numa final muito disputada, onde venceu a equipa com mais querer e ambição, numa reviravolta épica digna de finalíssima, depois da equipa portuguesa ter estado a perder por 0-2.

Olhando de um modo geral, podemos afirmar que apenas faltou a esta equipa vencer a Taça de Portugal, embora a mesma tenha sido cancelada por implicações decorrentes da pandemia, que afetou durante um largo tempo a logística de todas as competições de todas as modalidades.

Liga das Nações | O melhor 11 entre os finalistas

Arranca hoje a Final Four da Liga das Nações 2020/2021. Até ao próximo domingo, Bélgica, Espanha, França e Itália vão lutar para suceder a Portugal como vencedor da mais recente competição de seleções da UEFA.

DEPOIS DE UM JOGO INTENSO NA MEIA-FINAL DO EURO 2020, IREMOS TER “VINGANÇA” ESPANHOLA EM ITÁLIA? A ODD PARA AMBAS AS EQUIPAS A MARCAR DOBRA O VALOR DA APOSTA! APOSTA COM A BWIN!

As cidades de Milão e Turim vão receber quatro jogos recheados de qualidade individual, com quatro das melhores seleções do mundo a disputar o troféu. Entre as muitas estrelas que figuram nos lotes de convocados, fiz o difícil exercício de escolher 11 que formam um “onze ideal”. A única regra é cada país teria de ser representado por um mínimo de dois jogadores e um máximo de quatro.