HÁ UM FUTEBOL PORTUGUÊS ANTES DO VAR E DEPOIS DELE?
Antes do VAR, falou-se durante muitos anos das escolhas dúbias dos árbitros para determinados jogos, e as decisões destes em determinados lances, de determinados jogos, em que eram protagonistas determinados clubes.
Nesse tempo, ainda que houvesse, por infortúnio do autor, uma decisão totalmente inexplicável que resultasse num resultado completamente enviesado, nada acontecia. No máximo ouvir-se-iam os rivais a reclamar durante uns dias, mas nada mais que isso.
A verdade é que, apesar de se ter tentado passar a ideia de que no final a balança ficava equilibrada entre os três grandes (e este pensamento já significava que todos sabiam que alguns eram beneficiados, mas era normal, e ninguém se importava), os que ganhavam eram sempre os mesmos. Os dois, que a certa altura se tornou apenas um, e depois o outro até surgir o VAR.
Curiosamente, desde que o VAR foi implementado as forças ficaram um pouco mais equilibradas. É tão estranho que, em termos globais, desde a época 2017/2018 o Sporting já ganhou mais títulos no futebol (seis), que águias (três), e dragões (cinco), sendo um desses títulos o de campeão nacional. Quem diria.
Por alguma razão o Sporting foi o clube que mais lutou pela verdade desportiva, revelou o sistema, e fez tudo para que as tecnologias fossem implementadas no futebol para que se tomassem melhores decisões. Felizmente esse sonho concretizou-se, e veio ajudar o clube leonino.
E não veio ajudar para dar vantagem sobre os outros, veio antes permitir que as decisões fossem mais justas e equilibradas, dando hipótese a que o Sporting se mantivesse na luta por títulos. Porque antes, os leões ficavam bem cedo arredados dos momentos de decisão, o que só mostra a mentira que era o futebol em Portugal. Porque agora conseguimos estar lá.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Não quero dizer que o VAR tenha resolvido todos os problemas do futebol nacional, porque estaria a ser utópico. Primeiro porque o VAR abrange uma lista muito restrita de lances de jogo, com pressupostos muito subjectivos que dão azo a interpretações completamente diferentes por quem está a operar a tecnologia e a tomar decisões, que são os mesmos árbitros que as tomavam antes. E como os árbitros são seres humanos, e esses seres têm sempre ajuda do chavão “o ser humano não é perfeito e pode errar”, continuam a valer-se disso para justificar decisões absurdas. E quando não usam essa, é a intensidade, ou porque a tecnologia falhou, porque também tem esse direito, e até que lá vá o informático “desligar, e voltar a ligar” já passou um penalti, uma expulsão, ou não se viu a intensidade de um pontapé de “Kung Fu”.
A realidade é que, mesmo com estas arestas por limar, o campo ficou muito menos inclinado, e o Sporting já consegue ver reconhecida a sua qualidade e mérito com títulos. Porque só não via quem não queria que o clube de alvalade, em 40 anos não podia ser só duas vezes campeão, quando em muitos anos tinha claramente melhores jogadores que os rivais, e no final ganhava sempre um de dois.
O VAR continua a ter uma análise subjectiva, e talvez se mantenha assim por muitos anos, para que quem decide se possa servir disso quando chegam as decisões importantes, caso haja uma tabela classificativa juntinha e apertada. E quanto a isto, acredito que conseguimos ser campeões porque conseguimos ganhar uma vantagem muito confortável sem que “eles” dessem por isso. Veremos agora o que vai acontecer, quando “eles” já estão avisados e precavidos.
A ver pelos lances do último clássico, em que valeu até “Boxe”, ou num jogo lá para os lados dos Açores, em que parecia um daqueles voos de Bruce Lee num dos seus filmes, acredito que vai ser bem mais complicado para o Sporting competir no topo da tabela. Ainda assim, abençoado seja o VAR, quando é bem utilizado.
A liga que mais me emociona começou, sem surpresas, em grande estilo, e as expetativas para o resto da época vão daqui à terra das melhores cervejas de trigo.
O mercado esteve ao mais alto rubro, principalmente no que a treinadores diz respeito, e a quantidade de jogadores que vale a pena acompanhar torna cada vez mais interessante espreitar o campeonato alemão.
Estrategicamente, por motivos óbvios, optei por não escolher avançados, pois teria obrigatoriamente de escolher o “pai de todos os golos”, Lewandowski, juntamente com Haaland, André Silva, e o próprio Wout Weghorst que, mais discreto, tem nos últimos anos ocupado sempre uma das posições no top de melhores goleadores.
Assim, e tendo em conta os outros atletas que, na minha opinião, serão cruciais para as campanhas dos respetivos clubes, surge esta lista de candidatos a melhor jogador na Liga Alemã, na qual destaco o top 3 que é formado por jovens que foram por mim aqui destacados como as revelações da época passada.
Primeira Liga, Jornada 6: segunda-feira, 19h, 20 de setembro de 2021
ANTEVISÃO: JÁ É CLÁSSICO, MEUS AMIGOS
Dois dos cinco clubes campeões nacionais defrontam-se ao final da tarde de hoje, no Estádio da Luz. SL Benfica e Boavista FC cumprem nesta sexta jornada o 127º confronto direto, o que faz deste embate um verdadeiro clássico do futebol português.
O embate prima também pelo contraste de perfis dos homens do leme. De um lado, o experiente Jorge Jesus, do outro o treinador em afirmação João Pedro Sousa.
Apesar de ser sempre esperado algum equilíbrio nos duelos entre águias e panteras, o favoritismo tende para a turma da casa. No entanto, o que dirão os dados históricos sobre esta partida? Atentemos em dez deles.
10 DADOS RÁPIDOS
As águias venceram 59% dos embates com os axadrezados (74 vitórias em 126 jogos). Das 17 equipas que competem com as águias na Primeira Liga 21/22, apenas FC Porto e Sporting CP permitiram menor percentagem de vitórias encarnadas no histórico de confrontos (36% e 44%, respetivamente).
Boavisteiros apenas venceram uma das últimas sete partidas ante os encarnados (perderam as restantes).
Nos últimos 20 confrontos diretos, em apenas sete (35%) se registaram golos de ambas as equipas.
Águias não perdem em casa perante os axadrezados desde 14 de março de 1999, quando o Boavistão de Jaime Pacheco venceu por… 3-0.
A mais recente vitória das Panteras frente ao SL Benfica teve lugar no Bessa, na temporada transata, quando o Boavista FC de Vasco Seabra venceu por… 3-0.
Em 126 duelos, apenas 10 (8%) terminaram sem golos.
Nos embates diretos, as águias são mais letais: 302 golos, que contrastam com os 115 do Boavista FC.
O último embate foi positivo para os encarnados – venceram por 2-0 em casa. No entanto, o marcador de ambos os golos da vitória está de baixa – Haris Seferovic.
O SL Benfica ainda não perdeu esta temporada (oito vitórias e dois empates); o Boavista FC apenas perdeu uma partida (3-0, em Barcelos), tendo somado ainda dois empates e quatro vitórias.
10. Ambos os conjuntos empataram o seu último jogo: as águias viveram um nulo em Kiev, as Panteras resgataram um ponto em casa ante o Portimonense SC (1-1).
JOGADORES A TER EM CONTA
Rafa tem sido o elemento mais preponderante do ataque do SL Benfica Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Rafa Silva (SL Benfica) – É pela velocidade e explosão do português que tem passado a maioria dos lances de perigo dos encarnados.
O “27” do SL Benfica já soma quatro golos esta temporada e, apesar de não contabilizar qualquer assistência, tem de forma indireta, mas decisiva, contribuído para os golos das águias.
Aos 28 anos, Rafa Silva parece consolidar a sua melhor forma e será, tudo indica, uma das principais armas à disposição de Jorge Jesus no ataque às panteras.
Petar Musa (Boavista FC) – O avançado croata de 23 anos chegou esta época ao Bessa rodeado de expetativas pujantes. Em Vizela, estreou-se, como suplente utilizado, fazendo 23 minutos.
No jogo seguinte – a receção ao Portimonense SC -, recebeu a maior prova de confiança que um treinador pode dar a um jogador: foi titular. Correspondeu com um golo nos descontos do segundo tempo, salvando um ponto para os axadrezados. Olho nele…
XI´S PROVÁVEIS
SL Benfica: Vlachodimos; Diogo Gonçalves, Lucas Veríssimo, Otamendi, Morato, Grimaldo; Weigl, João Mário; Radonjic, Rafa, Darwin.
Treinador: Jorge Jesus
“O Boavista tem vindo a fazer um Campeonato, nestas últimas jornadas, muito bom, e o Benfica quer continuar a caminhada que tem vindo a fazer, se possível jogar com muita qualidade, mas o grande objetivo é sempre ganhar. Jogamos no nosso Estádio, com os nossos adeptos a darem-nos confiança e a ajudarem-nos para que o jogo possa sair mais fácil”.
“Temos que encontrar soluções para o jogo interior, para o exterior, temos que encontrar soluções quer no apoio, quer na profundidade. Sabemos que a tarefa é difícil, mas temos que ser nós próprios. E nós próprios quer dizer uma equipa ambiciosa e a tentar vencer o jogo, não nos focar em demasiado no que o adversário nos pode condicionar, mas no que nós podemos condicionar no adversário”.
Com a Liga Portuguesa de Basquetebolcada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.
Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.
Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.
Hoje vamos para Coimbra, pode ler tudo aqui, no Bola na Rede.
A CRÓNICA: SPORTING CP NÃO ENCANTA MAS LEVA OS TRÊS PONTOS
Muito fairplay mesmo antes do apito inicial. A equipa dos leões entrou no relvado estorilista sob aplausos dos adeptos verdes e brancos depois da goleada de quarta. Do outro lado também houve tempo para bom desportivismo. Daniel Bragança, jogador que esteve emprestado ao Estoril, é também recebido com aplausos pela equipa da linha.
A primeira parte foi a lume brando. O Sporting conseguiu ter mais bola, mas demorou até ser eficaz na progressão e a ser pragmático na frente de ataque. O Estoril ia dando a iniciativa ao adversário e, ao mesmo tempo, tentava não “desmanchar” o seu bloco defensivo. Para atacar, a equipa da linha apostou sobretudo na velocidade e verticalidade. Com destaque para Arthur no lado esquerdo. Estava a ser um jogo pouco intenso onde quem, até certa altura, até ia impondo mais velocidade no processo ofensivo era o Estoril.
Ainda assim, a equipa da casa queria que os leões assumissem as despesas do jogo. E o Sporting ia sentindo isso mesmo. O conjunto de Alvalade viu-se obrigado a trabalhar mais o seu jogo, uma vez que do outro lado estava um adversário em que todos os jogadores estavam recuados no seu meio-campo defensivo menos Ruiz. O final da primeira parte, ainda assim, foi mais animado. O resultado manteve-se nulo, mas muito por causa do grande trabalho dos dois guarda-redes que estavam em campo a defender as suas balizas.
Começada a segunda parte e permanecia a sensação de que, apesar de estar a controlar, o Sporting tinha de ser mais intenso se queria fechar o mau ciclo que enfrentava. Continuavam as muitas dificuldades para encontrar caminhos em zonas de finalização. Talvez a entrada de Jovane estivesse a pedir soluções para isso mesmo.
Aos 67 minutos de jogo, desbloqueio no resultado. Dani Figueira falha a interceção e pontapeia Paulinho dentro da área. Amarelo e grande penalidade assinalada pelo árbitro Tiago Martins convertida por Pedro Porro. O Sporting ia vencendo por 0-1 mas sem convencer dentro das quatro linhas. Pelo menos sem grande brilhantismo. Mas a verdade é que o Estoril também estava incapaz de aproveitar uma noite desinspirada da armada leonina. O Sporting baixou a intensidade, o ritmo, concedeu até mais posse ao adversário. Ia controlando o resultado mas tirando o pé do acelerador sendo que tinha o resultado a seu favor. Resultado esse que se manteve até ao final mesmo com uma clara gestão por parte dos leões depois do golo. O Sporting volta assim à vitórias na Liga.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Palhinha – É um jogador de uma entrega deliciosa. A evolução que tem tido e a importância que vai ganhando no Sporting de jogo para jogo é notória. Hoje foi mais uma noite de grande qualidade e entrega por parte do médio e a nota de que um dos maiores reforços do plantel leonino esta época foi manter algumas peças-chave. Palhinha pode ser considerada uma delas.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Dani Figueira – Acaba por sentenciar a partida mesmo depois de ter salvo a equipa em momentos de aperto na primeira parte. A má abordagem ao lance em que atinge Paulinho acaba por ditar o resultado e o resto da partida. Amarelo e grande penalidade convertida por Pedro Porro. Uma noite ingrata para o guarda-redes.
ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD
O Estoril entrou neste jogo no seu 4-2-3-1 que acaba por se tornar num sistema com a linha mais recuada com 5 homens em momentos defensivos. Defensivamente, a equipa esteve compacta, mas acabava por mostrar dificuldades em controlar alguns movimentos no lado esquerdo. Isto porque Sarabia estava a conseguir ter alguma liberdade desse lado. Joãozinho quando procurava marcar o jogador proveniente do PSG acabava por permitir espaço a Pedro Porro e onde estava Lucas Áfrico? Isto aconteceu por diversas vezes. Em sentido contrário, e ao nível ofensivo, a aposta foi clara na verticalidade de Arthur e Chiquinho onde quem se ia destacando era o número 11 pela lateral esquerda.
11 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Dani Figueira (5)
Carles Soria (6)
Lucas Áfrico (4)
Chiquinho (5)
André Franco (5)
Arthur (6)
Ruiz (5)
Gamboa (5)
Joãozinho (5)
Rosier (5)
Patrick William (6)
SUBS UTILIZADOS
Rui Fonte (5)
Xavier (-)
Geraldes (-)
Romário Baró (-)
Bruno Lourenço (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
O Sporting entrou para este jogo no seu 3-4-3 com destaque para a titularidade de Sarabia. Apesar da posse, os leões não estavam a conseguir progredir no terreno de forma a criar perigo numa fase inicial. O facto de o Estoril ter estado tão recuado não deixou a tarefa fácil nesse sentido. Notou-se, como já aqui escrevi, a facilidade de Sarabia a encontrar espaços e combinações pelo lado direito do ataque leonino. O facto de Arthur ter ficado mais na frente no apoio a Ruiz pode ter sido uma das causas para esta “descompensação”, mas a verdade é que Lucas Áfrico também não esteve nos seus melhores dias. Jovane entra para desequilibrar o jogo pelo lado esquerdo com Nuno Santos a recuar e compensar a saída de Rúben Vinagre.
11 INICIAIS E PONTUAÇÕES
Adán (6)
Matheus Reis (6)
Coates (7)
Palhinha (8)
Matheus Nunes (5)
Nuno Santos (5)
Neto (6)
Rúben Vinagre (5)
Sarabia (5)
Paulinho (6)
Pedro Porro (7)
SUBS UTILIZADOS
Jovane (5)
Tiago Tomás (-)
Esgaio (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Estoril Praia SAD
Não foi possível colocar questões ao treinador do Estoril Praia SAD, Bruno Pinheiro
Sporting CP
Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim
A CRÓNICA: MAURO ICARDI LEVA ESTÁDIO À LOUCURA COM GOLO NO ÚLTIMO MINUTO
Em noite de futebol europeu, o clássico Paris Saint-Germain FC x Olympique Lyonnais era um dos jogos de cartaz deste fim-de-semana. Não admirava que o Parc des Princes estivesse praticamente lotado. Casa cheia, ambiente de loucos e uma neblina intensa a pairar. Foi assim que começou o jogo 101 entre as duas equipas.
Na primeira parte, só faltou mesmo os golos. Foram 45 minutos de muitos remates, defesas, dribles e jogadas mágicas numa partida animada e muito dividida com o Lyon a mostrar que sabe e quer jogar um bom futebol.
No retomo da partida, o Lyon completou o trabalho iniciado na primeira parte. Balde de água fria para os da casa e sorriso merecido na cara dos visitantes. Numa jogada a partir da faixa lateral esquerda de Nuno Mendes, Toko Ekambi assiste Lucas Paquetá para o 1-0. Donnarumma batido e o brasileiro samba no meio do Parc des Princes. O PSG pode ter os melhores jogadores, mas o Lyon está, sem dúvida alguma, a mostrar uma melhor equipa.
Todavia, doze minutos depois, Neymar Jr. começa a fintar, a fintar e é derrubado dentro de área dando grande penalidade. Olhos nos olhos com Anthony Lopes e o brasileiro empata a partida (1-1). O “pai está on”.
Nos últimos quinze minutos, o Lyon estava a apertar cada vez mais e ameaçava o segundo golo como uma realidade iminente. Contudo, a substituição de Icardi muda tudo. Quando já se pensava no empate, o herói argentino Mauro Icardi desfaz a igualdade (2-1) de cabeça e leva o estádio ao delírio no último minuto de jogo! Muita emoção, público ao rubro, simplesmente Futebol…
Entretanto, Messi continua sem marcar. A qualidade está em Paris, mas parece que a sorte foi deixada em Barcelona. Já é a segunda bola que envia aos postes desde que representa o clube francês…
Mauro Icardi – Quem mais para figura de jogo se não o herói do último minuto? Numa partida em que faltou o brilho das estrelas parisienses, Mauro Icardi elevou-se e cabeceou o esférico para dentro da baliza adversária, garantindo os três pontos no campeonato.
Mauricio Pochettino – É verdade que o PSG venceu, mas só graças ao individual e não ao coletivo. Tanto que, na minha opinião, o Lyon foi a melhor equipa em campo. Além disso, a saída de Messi não faz sentido nenhum. Numa altura crucial, Pochettino decidiu retirar de campo o mais influente da frente de ataque parisiense até ao momento. Será que tem mãos para conduzir este Ferrari? Ainda é muito cedo para o dizer, mas há que trabalhar mais para jogar mais.
ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC
Na equipa parisiense, a titularidade de Nuno Mendes foi a maior surpresa no onze inicial que se apresentou num 4-2-3-1. Com inúmeras armas ofensivas no elenco, o PSG tentou tomar as rédeas do jogo desde cedo. No entanto, apesar de estarem confortáveis em trocar a bola em espaços curtos, apresentaram algumas dificuldades em penetrar a cortina defensiva do Lyon. Algo que apenas conseguiram no último minuto com Mauro Icardi de cabeça. Quando não tinham bola, adotavam uma pressão alta de modo a roubar o esférico o mais rápido possível.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gianluigi Donnarumma (7)
Nuno Mendes (7)
Presnel Kimpembe (7)
Marquinhos (6)
Thilo Kehrer (6)
Idrissa Gueye (6)
Ander Herrera (7)
Neymar (8)
Lionel Messi (7)
Ángel Di María (6)
Kylian Mbappé (7)
SUBS UTILIZADOS
Achraf Hakimi (6)
Georginio Wijnaldum (6)
Mauro Icardi (8)
ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIQUE LYONNAIS
Na casa do atual melhor clube de França, o Lyon de Peter Bosz alinhou-se em 4-2-3-1. No processo ofensivo, apresentaram uma boa transição de ataque e notou-se também uma grande facilidade em chegarem ao último terço com vários homens investidos. Podiam não ter tantas estrelas como o PSG, mas tinham a atitude e a garra. Defensivamente, realizaram um trabalho impecável ao dificultar muito os homens de Pochettino. O resultado não espelha de todo a exibição do Olympique Lyonnais. Mereciam bem mais, mas não é o merecer que ganha jogos.
A CRÓNICA: A ESPERANÇA DADA POR MORATA QUE REBIĆ DESTROÇOU…
A quarta jornada da Liga Italiana trouxe jogo grande, com o AC Milan a deslocar-se a Turim para visitar a Juventus FC, num encontro em que a conquista de pontos era essencial para qualquer uma das equipas, mas em que a maior pressão por uma vitória pendia para o lado da “Vecchia Signora”.
Posto isto, a formação da casa entrou decidida a inverter a tendência negativa neste arranque de temporada – com apenas um ponto em três jogos – e iniciou o encontro a todo o gás, inaugurando o marcador logo aos quatro minutos, por intermédio de Álvaro Morata, que aproveitou uma perda de bola para lançar um rápido contra-ataque. Os Rossoneri tentaram responder, mas não foram capazes de criar perigo efetivo junto da baliza defendida por Szczęsny.
No segundo tempo, a partida retomou com alguma intensidade no jogo, com ambas as equipas a trocarem bem a bola e a procurarem o caminho da baliza, mas a verdade é que as oportunidades de golo continuavam caras. A Juventus, em vantagem no marcador, tentava impor o seu estilo de jogo na partida, mas sempre com o Milan atrás do prejuízo.
A formação visitante não desistiu, e apesar das poucas oportunidades criadas, conseguiu mesmo chegar ao golo do empate, por intermédio de Ante Rebić, que respondeu da melhor maneira à conversão de um pontapé de campo. O encontro aqueceu, e ambas as equipas procuraram o golo da vitória até ao fim, algo que não aconteceu e ditou a igualdade final no marcador.
Assim, com este resultado, a Juventus FC continua numa posição muito precária da tabela classificativa, encontrando-se na antepenúltima (!) posição, abaixo da linha de água, com dois pontos em quatro jogos, resultado de dois empates e duas derrotas.
Ainda que o campeonato apenas esteja na quarta jornada, não deixam de ser números preocupantes para a formação de Turim. Já o AC Milan ocupa o segundo posto da classificação, com 10 pontos, em igualdade com o Internazionale FC, primeiro classificado.
Paulo Dybala – O avançado argentino, com a saída de Cristiano Ronaldo, tem-se assumido cada vez mais como a grande estrela da equipa, voltando a realizar mais uma grande partida, recheada de talento e qualidade.
Rafael Leão – O avançado português apresentou-se a um nível bastante aquém do esperado, tendo sido, na minha opinião, o elo mais fraco em campo.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
Os homens orientados por Massimiliano Allegri perfilaram-se num sistema tático base em 4-4-2, com Morata e Dybala a serem as referências ofensivas da equipa. Por falta de extremos de raiz, a “velha senhora” privilegiou o jogo interior, ainda que os laterais, a espaços, se tenham projetado na frente. A falta de eficácia foi também notória, ainda que as oportunidades de golo tenham sido poucas. A formação de Turim apresentou-se bem organizada, mas ainda assim, não foi capaz de segurar a vitória.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Szczęsny (6)
Danilo (7)
Bonucci (7)
Chiellini (7)
Alex Sandro (7)
Cuadrado (6)
Bentancur (6)
Locatelli (6)
Rabiot (6)
Dybala (7)
Morata (7)
SUBS UTILIZADOS
Kean (6)
Chiesa (6)
Kulusevski (6)
ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN
A formação orientada por Stefano Pioli alinhou num dispositivo tático base em 4-2-3-1. Sem qualquer ponta-de-lança de raiz disponível, face às ausências por lesão de Giroud e Ibrahimović, Rafael Leão foi o homem que ocupou essa posição. Num Milan algo apático no primeiro tempo, Brahim Díaz foi o jogador que mais tentou mexer com o jogo da sua equipa, quebrando linhas e tentando dar dinâmica ao ataque.
Defensivamente, os “rossoneri” deram bastante espaço nas costas da defesa, tendo sido surpreendidos no contragolpe em algumas ocasiões. Na segunda parte melhoraram os processos e os lances de bola parada acabaram por ser cruciais, tendo sido num desses momentos em que a equipa acabou por chegar ao tento que lhe valeu um ponto.
A nossa seleção entrou no sistema habitual, 4×0 sem um pivot fixo no ataque, entrando para essa posição específica o jogador Zicky Té quando necessário.
Na teoria, embora o favoritismo português fosse unanime, já se antevia um encontro bastante equilibrado, perante o adversário mais forte do grupo, pese embora o empate com a Tailândia, a equipa nacional de Marrocos é uma equipa muito aguerrida e combativa.
Logo no início, a seleção norte africana mostrou ao que vinha e adiantou-se no marcador. Pouco depois, mua excelente jogada coletiva de Portugal culminou numa finalização exemplar de Fábio Cecílio após assistência de Ricardinho, devolvendo o empate ao jogo, resultado que servia para Portugal garantir o primeiro lugar.
Quando Zicky não estava em campo, Jorge Braz recorria novamente a Erick Mendonça como falso pivot.
Na parte final dos primeiros 20 minutos estava reservado o melhor momento da tarde: brilhante jogada coletiva, com Pany Varela a jogar com Zicky e este, com o brilhantismo que já lhe conhecemos, fez um passe açucarado para Tiago Brito que encostou para o fundo das redes, adiantando Portugal no marcador pela primeira vez.
Aproveito também para felicitar a seleção marroquina pela ideia positiva de jogo e por nunca desistir da sua identidade de jogo, esteja em vantagem ou em desvantagem.
Uma situação muito curiosa foi a utilização do guarda-redes avançado por parte da equipa marroquina mal se viu em desvantagem, ainda no primeiro tempo. Já na segunda parte, um lance duvidoso junto à grande área originou um pontapé livre muito perigoso.
Mais uma vez, processos bastante simples e foi finalizado com sucesso, garantindo nova igualdade no marcador. A cerca de 11 minutos do fim, voltámos à vantagem no marcador, com um golo de livre direto do herói do Euro 2018, Bruno Coelho.
Novamente, o nosso rival não perdeu tempo e colocou imediatamente o 5×4, e depois nos minutos seguintes o tempo foi passando, sem a mesma intensidade e brilho que nos minutos anteriores. Curiosamente, foi numa fase em que Marrocos abdicou do 5×4 que surgiu nova igualdade no marcador, a cerca de quatro minutos do término do encontro.
Até ao fim, nada mais de relevante sucedeu , nós a controlar sem arriscar uma eventual derrota e perda da liderança no grupo, e Marrocos também não arriscou, por considerar um bom resultado um empate perante o Campeão da Europa, e tal ficou provado no fim do encontro pelo festejo dos seus jogadores.
Portugal volta e entrarem campo no dia 24,ainda com adversário por definir, será um dos terceiro classificados por isso resta esperar e recuperar bem para a fase a eliminar, pois o mais importante nesta fase ficou garantido, a liderança do seu grupo, neste caso o C.
A FIGURA
Fonte: Seleções de Portugal
Bebé – Sempre que chamado a intervir, fê-lo com simplicidade e sem complicar demasiado. Apesar da idade, mostra muita segurança entre os postes e fora deles, quando é chamado a fazer de líbero.
Obviamente que muitos outros podiam ocupar este lugar de figura do jogo, pelo que deram ao jogo, nomeadamente Erick, a jogar como falso pivot e essencial a ajudar a defender.
O FORA DE JOGO
Fonte: Seleções de Portugal
Sistema de vídeo de arbitragem – Não é uma crítica ao jogo de hoje mas sim em alguns jogos da fase de grupos. Se o sistema não é usado para corrigir erros de arbitragem, qual a sua utilidade então?
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Jorge Braz voltou a apostar num 4×0 no início do jogo, trocando sempre que necessário. Coletivamente a nossa equipa está muito bem, nota-se o trabalho bem feito através de grandes jogadas coletivas e golos de bola parada e a qualidade dos nossos jogos tem vindo a subir, deixando antever uma boa prestação em terras lituanas.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bebé (8)
João Matos (7)
Bruno Coelho(7)
Ricardinho (6)
Erick Mendonça (8)
SUBS UTILIZADOS
André Coelho (7)
Tomás Paçó (6)
Afonso Jesus (6)
Fábio Cecílio (7)
Pany Varela (7)
Tiago Brito (7)
Miguel Ângelo (6)
ANÁLISE TÁTICA – MARROCOS
Hicham Nguig montou uma equipa com uma identidade muito bem vincada, a tentar sempre a vitória, com exceção dos minutos finais. Pela intensidade, parecia um encontro já a eliminar e atenção a esta equipa, é muito difícil de bater e pode efetivamente chegar mais longe do que os oitavos-de-final.
A última partida de verão no Estádio do Dragão viu opor-se o FC Porto de Sérgio Conceição ao Moreirense FC de João Henriques. Azuis e brancos à procura de voltar às vitórias depois de dois empates, enquanto que os verdes e brancos (vestidos de preto no dia) perseguiam ainda a primeira vitória da Primeira Liga 2021/2022.
O treinador portista fez alinhar vários jovens da formação (foi aliás a primeira que vez que 4 vencedores da UEFA Youth League estiveram em campo ao mesmo tempo), e as características dos mesmos foi notória no rumo da partida.
Na Liga🇵🇹, esta é a 1.ª vez que 4 vencedores da UEFA Youth League são titulares em simultâneo pelo FC Porto: Diogo Costa, João Mário, Vitinha e Fábio Vieira pic.twitter.com/fYEUAMazQt
O FC Porto teve toda a iniciativa no primeiros 45 minutos, com Uribe mas principalmente Vitinha a terem muita boa e a comandar os ataques portistas.
Mas os visitantes queriam também incomodar os dragões, com momentos de pressão alta e muitos contra-ataques rápidos pelos flancos.
Sem grande oportunidades ao longo da primeira metade, foi aos 37′ que Vitinha, o jovem médio oriunda da formação azul e branca, desbloqueia a defesa compacta dos de Cónegos, com um bom drible e passe para Fábio Vieira dentro da área. A bola volta a ressaltar para o Vítor Ferreira, que remata à baliza.
A bola é prensada num jogador adversário, encontrando a direção de Mehdi Taremi. Mas antes que o iraniano pudesse fazer gosto ao pé, Paulinho, lateral-direito do Moreirense FC, faz falta sobre o avançado.
António Nobre aponta para a marca de grande penalidade, decisão essa validada pelo VAR. Foi precisamente Taremi a assumir a responsabilidade, e, com um remate poderoso e colocado, coloca o FC Porto na frente da partida com o seu segundo golo da temporada.
Terminou assim a primeira parte com 63% de posse de bola para os da casa, mas apenas com dois remates enquadrados com a baliza (ambos para o FC Porto).
Se na primeira metade o domínio dos dragões existiu mas as ocasiões não, a segunda veio trazer muitas alegrias aos 14009 portistas nas bancadas.
As redes defendidas por Mateus Pasinato abanaram pela primeira vez nos segundos 45′ logo ao minuto 51. Um mau passe na primeira fase de construção do Moreirense FC levou a intercepção de Fábio Vieira, que toca de imediato para Luis Díaz. O colombiano arranca com velocidade e não vacila em frente ao guarda-redes adversário.
O terceiro, numa longa segunda parte para os minhotos, surge num contra-ataque no seguimento de um canto. Vitinha a lançar, Fábio Vieira no último passe, e, quem mais poderia ser, Luis Díaz novamente na finalização.
Um jogo já fechado mas que contou ainda com mais dois golos. Taremi não quis ficar atrás de Díaz e fez também o seu bis. Vitinha remata de fora da área, Mateus Pasinato não só não consegue agarrar como deixa a bola redondinha nos pés do avançado iraniano, que pica sobre o guardião e faz o toque final para o 4-0.
Já com muitas mudanças, e uma ovação especial (e merecida) do Dragão para Luis Díaz, Fábio Vieira volta a fazer maravilhas com a sua definição de última passe, e faz um cruzamento milimétrico para Pepê, recém-entrado no jogo, colocar também o seu nome da ficha de jogo.
Uma partida de um sentido apenas, com muito pouco Moreirense FC, e com Vitinha, Fábio Vieira e Luis Díaz em grande destaque no FC Porto.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Fábio Vieira – o jovem médio aproveitou ao máximo a sua primeira titularidade da época. A jogar atrás do avançado, o jovem médio foi crucial, principalmente na segunda metade, a lançar os homens-golo do FC Porto. Três assistência, duas para Luis Díaz e uma para Pepê ajudaram (e muito) a consagrar a goleada portista no Estádio do Dragão.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mateus Pasinato – fica muito mal na fotografia em dois dos golos do adversário – o segundo e o quarto – com um passe falhado para uma zona proibida, e depois com uma defesa para a frente, diretamente para os pés de Taremi. Continua a mostrar debilidades no jogo com os pés, e não inspira confiança à defesa à sua frente. Para pôr sal na ferida, continua a ser desprestigiante para o futebol português haver um guarda-redes que, nos primeiros minutos e ainda com 0-0 no marcador, perca todo o tempo possível nos pontapés de baliza.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com a mesma estrutura base, mas com intervenientes diferentes, o FC Porto manteve algumas das suas dinâmicas habituais, mas com algumas nuances táticas. No processo defensivo, o mesmo 4-4-2 que vemos com Sérgio Conceição – Fábio Vieira aproximava-se de Taremi para fazer a primeira linha de pressão.
Já no ataque, Fábio, um jogador incomparável com, por exemplo, Toni Martínez, recuava no terreno para povoar a zona entrelinhas. Otávio a partir da direita tinha completa liberdade de movimentos, e dava toda a largura do flanco ao jovem João Mário. Na dupla de meio-campo, Vitinha assumia mais as despesas da construção de jogo, com mais toques, passes e progressões que Uribe. O colombiano estava mais preocupado em defender, principalmente na transição defensiva portista.
O estreante no onze, Wendell, assumiu a posição de lateral-esquerdo e, como Conceição nos tem habituado também, posicionava-se de forma mais recuada na primeira fase de construção, com Díaz aberto no flanco à sua frente, e apenas subia quando, ultrapassada a primeira linha de pressão do Moreirense FC, o colombiano aproximava-se mais de Taremi na frente.
Com apenas um avançado puro no onze, era precisamente Luis Díaz encarregue de fazer mais movimentos para a área adversária.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
João Mário (6)
Mbemba (6)
Marcano (5)
Wendell (6)
Matheus Uribe (6)
Vitinha (8)
Otávio (6)
Fábio Vieira (8)
Luis Díaz (8)
Mehdi Taremi (7)
SUBS UTILIZADOS
Pepê (7)
Francisco Conceição (6)
Jesús Corona (6)
Evanilson (-)
Marko Grujic (-)
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
O Moreirense FC chegou ao Estádio do Dragão a não querer ser um adversário fácil de bater. Mas não ao colocar onze homens atrás da linha da bola, mas sim a tentar condicionar o jogo do FC Porto, com uma pressão muito alta nos pontapés de baliza de Diogo Costa – obrigando muitas vezes o guarda-redes a bater longo.
Apenas quando os dragões conseguiam sair a jogar é que o bloco em 4-4-2 dos minhotos descia. Ainda assim, João Henriques pretendia que a sua equipa não baixasse em demasia, mas sim em bloco médio-baixo.
Com bola, o Moreirense FC procurava quase sempre que podia as saídas rápidas. Nesses momentos, era evidente a procura das costas do laterais portistas, com uma tentativa de sobrecarregar os flancos. Tal era mais evidente pela esquerda, com muitas incursões ofensivas de Abdu Conté. Os verdes e brancos acumulavam vários jogadores do mesmo lado – extremo e lateral, sendo comum também o avançado e médio-interior do lado da bola descaírem – para tentar ganhar superioridade númerica quando os azuis e brancos atacavam com números.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mateus Pasinato (5)
Paulinho (5)
Lazar Rosic (6)
Artur Jorge (6)
Abdu Conté (6)
Fábio Pacheco (5)
Ibrahima Camará (5)
Gonçalo Franco (6)
Walterson Silva (5)
Felipe Pires (5)
Rafael Martins (4)
SUBS UTILIZADOS
Yan Matheus (6)
Sori Mané (5)
Filipe Soares (5)
André Luís (-)
Ismael (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Porto
Não foi possível fazer perguntas a Sérgio Conceição.
Moreirense FC
BnR: Pareceu-me evidente que a forma que encontrou para atacar o FC Porto era pelas costas dos laterais, tentando sobrecarregar um dos lados. Principalmente no seu lado esquerdo, com João Mário a subir muito no terreno e Otávio com muita liberdade posicional. Perguntava-lhe se era esta a principal estratégia ofensiva da sua equipa e se achou que, ainda assim, teve alguns resultados.
João Henriques: Sim, como disse foi bem identificado. Aconteceu na primeira parte, e depois não aconteceu na segunda. Era deixar os centrais jogar, e cair nos dois médios logo que a bola entrasse neles. Conseguimos nalguns lances atacar de frente os centrais e com o espaço atrás dos laterais abertos. Mas faltou algum critério na definição dos lances, só com algumas situações de bola parada. Mas se na primeira parte ainda conseguimos um pouco disso, na segunda não foi nada mesmo.
O dérbi londrino entre Tottenham Hotspur FC e Chelsea FC prometia ser mais um grande espetáculo da Primeira Liga Inglesa, pelo qual jogadores e adeptos estavam certamente ansiosos. Para além da importância normal de levar os três pontos para casa, este é um jogo onde a rivalidade entre equipas da mesma cidade se faz sentir e que por isso acaba por ter sempre um sabor especial para quem o vence.
Talvez por isso a partida tenha começado algo amena, com as duas turmas a mostrarem muito respeito uma pela outra, fazendo com que a primeira parte fosse algo aborrecida, com poucas oportunidades claras de golo e com a posse de bola a ser mais ou menos dividida.
Ainda assim o melhor campeonato do mundo raramente deixa a desejar, e se é lá que atuam os melhores jogadores, também é lá que estão os melhores treinadores. Tuchel justificou o prémio de melhor treinador da época passada e promoveu uma alteração que viria a alterar a postura da equipa na partida. Tirou Mason Mount, colocou Kanté, as mudanças foram notórias e o golo do Chelsea FC acabou por aparecer. Depois de uma entrada muito forte para o segundo tempo, os blues dispuseram de um pontapé de canto que Thiago Silva aproveitou da melhor forma, inaugurando assim o marcador.
Isso não seria razão para a turma de Tuchel baixar as linhas, pelo contrário, continuou à procura do golo que daria a tranquilidade. Isso viria mesmo a acontecer, e desta vez através do homem que o técnico alemão colocou em campo na segunda parte. Kante viu-se sem marcação à entrada da área, encheu-se de coragem e a meias com Eric Dier fez o segundo golo dos blues na partida. 57 minutos e o jogo parecia resolvido face à inexistência da produção ofensiva do Tottenham Hotspur FC, que não conseguia sair com qualidade para o contra-ataque como costuma fazer.
A partir daí foi continuar a ver o Chelsea FC atacar e esperar pelo apito final, mas não sem antes Rudiger fazer o terceiro da partida e confirmar um resultado pesado para a turma de Nuno Espírito Santo.
O Chelsea subiu assim à liderança do campeonato, juntamente com o Manchester United FC e Liverpool FC, enquanto que o Tottenham Hotspur FC caiu para o sétimo lugar depois da segunda derrota consecutiva.
A FIGURA
Em 37 jogos sob o comando de Thomas Tuchel, o Chelsea só sofreu gol em ONZE.
Thomas Tuchel – O técnico do Chelsea FC foi o grande obreiro desta vitória produzida em casa do rival, depois de uma mudança que viria a alterar toda a dinâmica do jogo que tinha sido, até ali, pouco interessante. Kanté entrou para o lugar de Mason Mount e a equipa automaticamente ganhou uma capacidade de pressionar o adversário que até então não tinha. Na segunda parte só deu Chelsea FC e o resultado acabou por evidenciar isso. Três golos que poderiam ter sido ainda mais face às oportunidades criadas pela equipa.
Produção ofensiva do Tottenham FC – A equipa de Nuno Espírito Santo nem entrou mal na partida, mas nunca quis dominar o jogo com a bola em seu controlo. Como costuma fazer em jogos de maior importância, encostou-se mais atrás à espera do adversário e procurou sair no contragolpe. A verdade é que poucas foram as vezes em que o conseguiu fazer, e na segunda parte o ataque foi uma autêntica nulidade. Uma derrota pesada, mas mais do que justa para aquilo que se passou dentro das quatro linhas.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
Nuno Espírito Santo organizou a sua equipa num 4-4-2 com uma defesa formada por Emerson à direita, Dier e Romero no centro e Reguilon à esquerda. Mais à frente apareceu uma linha de dois formada por Hojbjerg e Ndombele, com Alli a jogar descaído sobre o lado esquerdo e Lo Celso sobre o lado direito. Na frente Harry Kane como homem alvo e Son, que tem liberdade para andar por todo o terreno à procura de ser opção no momento mais forte do Tottenham, o contra-ataque. A nível ofensivo é de destacar a maior proximidade de Dele Alli à linha de ataque, com Lo Celso a ser responsável por equilibrar mais a equipa no momento defensivo. A equipa orientada pelo treinador português nunca foi dona e senhora da bola, preferindo sempre baixar no terreno e aproveitar momentos de contra golpe, de onde tantas vezes tira tentos contra as equipas grandes.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Lloris (5)
Emerson Royal (5)
Romero (6)
Dier (5)
Reguilon (5)
Lo Celso (4)
Ndombele (5)
Hojbjerg (5)
Alli (4)
Son (6)
Kane (4)
SUBS UTILIZADOS
Oliver Skipp (6)
Bryan Gil (5)
Davinson Sanchez (-)
ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC
Tuchel voltou a optar pela tática dos três centrais, como tem sido sua imagem de marca desde que chegou ao Chelsea. Thiago Silva, Rudiger e Christensen foram os pilares defensivos da equipa, com Azpilicueta a aparecer pela direita e Marcos Alonso pela esquerda, este segundo sempre mais forte nas incursões ofensivas. No meio campo atuaram Jorginho e Kovacic um pouco mais recuados, com Mason Mount e Kai Havertz à sua frente. Na posição de avançado apareceu Romelu Lukaku, a grande contratação do Chelase FC esta temporada. Para a segunda parte o técnico alemão tirou Mason Mount e colocou Kanté, numa decisão que embora pareça de cariz defensivo, fez com que a equipa conseguisse juntar melhor os setores e sair para ataque de forma mais simples. Essa alteração acabou por ser crucial na vitória dos blues.