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Dérbi de Basquetebol: E foi o “0” que os salvou

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Como dérbi é dérbi, o duelo de basquetebol entre leões e águias, foi um jogo de emoções fortes, até ao último segundo…literalmente.

O encontro foi de pré-época, a contar para o troféu internacional de Lisboa 2021 de basquetebol em que o Sporting CP venceu o SL Benfica, por 82-79, com um triplo de Travante Williams no último segundo, que não valeu de muito, porque o grande vencedor do torneio foi a equipa espanhola Obradoiro CAB.

Mesmo sendo um jogo de pré-época no basquetebol, foi uma partida bastante intensa e bastante disputada, o Sporting teve o marcador controlado pelo jogo, mas o Benfica conseguiu diminuir a desvantagem em várias ocasiões. Mas no final do jogo, o Sporting conseguiu vencer.

𝘽💣𝙢𝙗𝙖𝙖𝙖𝙖

O que dizer deste triplo de @wellconnectedAk em cima da buzina, que deu a vitória aos Leões diante do SL Benfica? 🏀 #BasquetebolSCP pic.twitter.com/NZ6fWB4UGd

— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) September 6, 2021

Análise da equipa de basquetebol do Sporting CP

Penso que assim como na época anterior, o Sporting montou uma equipa de basquetebol bastante forte este ano. O Sporting pode ter perdido jogadores importantes como: Pedro Catarino, John Fields, Shakir Smith ou James Ellisor, mas acredito que os verdes e brancos conseguiram ir buscar bons jogadores para repor os lugares deixados pelos mesmos. Para repor, os leões contrataram o experiente base internacional português, Miguel Maria e Tanner Omild (ex-Imortal) que vieram ajudar uma equipa, que só por si, já era bastante interessante. Também não nos podemos esquecer das vindas de: Daniel Relvão (ex-Académica AAC), António Monteiro (ex-Imortal) e Daniel Machado (ex-Galitos), que vieram acrescentar uma maior rotação ao plantel, algo que na época passada pecava por isso, e ainda conta com a presença de Josh Martin e de Joshua Patton que este ano, terão a sua primeira experiência a atuar em no basquetebol português.

Posto isto, acho que a equipa de basquetebol do Sporting tem qualidade para conseguir revalidar o título, por muito que as suas exibições não digam isso.

A meu ver o clube de Alvalade poderia vencer com mais tranquilidade “do que é o habitual”, tem uma equipa interessante e um treinador com muita experiência e não se percebe o porquê, em vários jogos ter que “sofrer” para puder vencer o jogo. Este último jogo contra o SL Benfica foi claro exemplo deste problema, mesmo estando em vantagem o jogo quase todo, o Sporting nunca conseguiu controlar a vantagem que tinha, ou a ser um claro superior do jogo. A continuar assim, prevejo que esta época os campeões nacionais possam “tropeçar” algumas vezes ao longo do campeonato. Os rivais mais diretos (FC Porto e SL Benfica), reforçaram-se os seus planteis, com o objetivo de lutar com o Sporting pelo título, até mesmo equipas como a UD Oliveirense e o Vitória Sport Club acredito que darão “grandes dores de cabeça” à equipa de Luís Magalhães.

O Sporting ou muda o seu mind-set dentro de campo ou pode ver muito bem o título da época passada a fugir pelas mãos e a qualidade individual dos seus jogadores não vai puder ser a solução em todos os jogos.

📸 #SCPSLB pic.twitter.com/zWibMqGHFw

— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) September 5, 2021

O que penso da temporada que vem aí?

Na época passada, o Sporting era o claro favorito à conquista do título, mas este ano será mais difícil. A luta pelo título será mais disputada tanto por FC Porto como o SL Benfica montaram equipa visando a conquista do troféu, e não nos podemos esquecer da UD Oliveirense, que é sempre uma equipa que se intromete todos os anos, na luta dos ditos “grandes”.

NFL | Antevisão da época e da Semana 1

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Espero que esteja tudo bem desse lado. Com o início de temporada da NFL aqui à porta, esta semana estamos de regresso para fazer a antevisão da época, na qual irei dar a minha opinião sobre as equipas que poderão ir aos playoffs e quais os maiores candidatos de cada conferência a chegar, e vencer o grande jogo do ano da NFL, o Super Bowl.

Numa segunda parte, irei fazer uma previsão sobre a primeira semana da época. Vou fazer um destaque dos principais jogos que devem acompanhar, assim como as principais histórias e figuras em cada partida.

Ao longo do ano, tentarei apostar no vencedor de cada jogo, mantendo o registo do recorde para vermos como irei lidar com a imprevisibilidade desta liga que tanto nos atrai.

Foto de capa: NFL

Azerbaijão 0-3 Portugal: Seleção das Quinas vence e pressiona Sérvia a fazer igual

A CRÓNICA: JOGO DE SENTIDO ÚNICO ACABOU COMO ERA DE ESPERAR

Em Baku jogava-se a sexta jornada da Qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano, e Portugal não se podia dar ao luxo de perder pontos. Em perspetiva, um jogo bastante acessível para a equipa das Quinas, que mesmo sem Cristiano Ronaldo tinha armas suficientes para bater categoricamente a seleção Azeri.

E certamente que essa terá sido a mensagem passada por Fernando Santos, uma vez que a equipa entrou bastante comprometida e concentrada na sua missão de marcar rapidamente para poder controlar o resto da partida sem grandes calafrios. Assim foi, e parecia uma questão de tempo até o golo chegar. A seleção do Azerbaijão raramente conseguiu passar do meio-campo e, de uma ou outra forma, a seleção portuguesa ia entrando na área adversária. Até que, aos 26 minutos, Bruno Fernandes enviou uma bola teleguiada para Bernardo Silva que, em habilidade, colocou a bola no poste da baliza defendida por Magomedaliyev e a fez entrar para o fundo das redes.

A toada do jogo não se ia alterar, e Portugal continuou à procura do golo do conforto para acabar com qualquer dúvida que pudesse existir. Não demorou muito uma vez que cinco minutos depois a seleção produziu uma bela jogada de ataque que André Silva finalizou com calma e tranquilidade. 2-0 e a partida parecia, apesar da fase precoce, resolvida.

Para a segunda parte, pouco ou nada mudou. Portugal continuou com bola, o Azerbaijão continuou atrás dela. O terceiro golo poderia ou não chegar, dependendo da pressão que os homens de Fernando Santos fizessem, e, aos 75 minutos, João Cancelo decidiu que queria mais da partida. Depois de mais um bom lance, arrancou um cruzamento que encontrou a cabeça de Diogo Jota, que assim se tornou o melhor marcador da seleção portuguesa nesta qualificação.

O resultado estava feito e Portugal somou mais três pontos, fazendo pressão à Sérvia, que tem andado sempre ao seu lado. O Azerbaijão continua com um ponto e não saiu do último lugar.

 

A FIGURA

João Cancelo – O lateral direito de Portugal foi o principal responsável pelos momentos mais perigosos da equipa portuguesa. Apesar do bom jogo de Bruno Fernandes, que fez uma boa assistência, Cancelo foi o grande desequilibrador da seleção, com alternâncias de velocidade, momentos técnicos fantásticos e cruzamentos perigosos para os seus colegas. Sempre muito disponível fisicamente e com vontade de fazer mais e melhor, o jogador de 27 anos registou mais uma boa exibição.

O FORA DE JOGO

Bolas paradas ofensivas da seleção do Azerbaijão – É um aspeto que pode parecer muito irrelevante para uma nomeação deste tipo, mas a bola parada ofensiva era a única forma que a equipa do Azerbaijão tinha de ferir Portugal, que nas duas últimas partidas tinha registado dificuldades a esse nível. Ainda foram alguns livres e cantos, mas a seleção Azeri não esteve sequer perto de criar perigo para a baliza de Rui Patrício, que durante os 90 minutos não foi obrigado a fazer nenhuma defesa.

 

ANÁLISE TÁTICA – AZERBAIJÃO

A equipa Azeri apresentou-se num 5-4-1 na maioria do tempo, uma vez que foi durante os 90 minutos dominada por Portugal. Nas raras ocasiões em que conseguiu sair para o ataque, o conjunto liderado por Gianni de Biasi desdobrava-se num 3-4-3 com os laterais Huseynov e Khalilzada a subirem para apoiar os dois do meio-campo, Makhmudov e Qarayev, e os alas Alasgarov e Ozobic a subirem no apoio ao avançado Emreli.

Lá atrás, uma linha compacta de três formada por Badalov, Haghverdi e Salahli, sempre obrigados a concentração máxima, devido ao ataque em massa produzido pela seleção das Quinas. Nem com o resultado desnivelado o técnico mudou a abordagem ao jogo, uma vez que só no momento da bola parada ofensiva a equipa poderia ferir o adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Magomedaliyev (5)

Huseynov (4)

 Badalov (5)

Haghverdi (5)

Salahli (6)

Khalilzada (4)

Makhmudov (6)

Qarayev (6)

Alasgarov (5)

Emreli (5)

Ozobic (6)

SUBS UTILIZADOS

Nuriev (5)

Ghorbani (6)

Mustafayev (5)

Bayromov (5)

Sadikhov (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos optou pelo 4-3-3 que, olhando para as onze peças que colocou em campo, poderia oferecer algumas dúvidas, uma vez que facilmente se transformaria num 4-4-2, com Bernardo Silva a aparecer atrás dos dois avançados, André Silva e Diogo Jota. Ainda assim, o meio-campo ficou entregue a João Palhinha, João Moutinho e Bruno Fernandes, com Bernardo encostado ao lado direito e Diogo Jota ao lado esquerdo, no apoio ao avançado do RB Leipzig, André Silva.

Na linha mais recuada não haveriam grandes dúvidas, com João Cancelo pela direita, Raphael Guerreiro pela esquerda e Pepe e Rúben Dias no eixo da defesa. Esta seria uma partida jogada predominantemente no meio-campo adversário e o lado direito de Portugal seria o mais perigoso, com João Cancelo muito ativo e confiante no momento de desequilibrar, também em boas combinações com Bernardo Silva, que depois tentava servir André Silva e Diogo Jota que apareciam na área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (5)

João Cancelo (9)

Pepe (7)

Rúben Dias (7)

Raphael Guerreiro (6)

João Palhinha (6)

João Moutinho (7)

Bruno Fernandes (8)

Bernardo Silva (8)

André Silva (7)

Diogo Jota (6)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Neves (6)

Nuno Mendes (6)

João Mário (5)

Otávio (5)

Gonçalo Guedes (5)

Artigo revisto por Joana Mendes

US Open 2021: Uma primeira semana para mais tarde recordar

Ainda na ressaca das emoções dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que reduziram ainda mais o período morno entre Wimbledon e o US Open, o último Grand Slam da temporada tenística tem-se revelado um dos melhores e mais entusiasmantes torneios da história recente da modalidade.

Quando se pensava que a ausência dos campeoníssimos Roger Federer, Rafael Nadal, as irmãs Williams e outros nomes fortes do desporto pudessem tirar algum brilho à 141.ª edição do Open dos Estados Unidos, eis que outras histórias apaixonantes surgiram em seu lugar.

Foto de capa: WTA

Olheiro BnR: Pablo Sarabia

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Sarabia é sinónimo de qualidade e talento

O internacional Pablo Sarabia foi o último dos reforços do leão, para a época 2021/2022, na janela de transferências, que terminou a 31 de agosto. Sarabia chegou a Alvalade por empréstimo de uma época, sem opção de compra, proveniente do Paris Saint-Germain. No mesmo negócio, Nuno Mendes, o jovem formado em Alcochete, rumou por empréstimo ao PSG, com uma taxa de empréstimo de 7 M€ e cláusula de opção de compra no valor de 40 M€.

Sarabia fez a sua formação no CF Real Madrid, tendo feito a sua estreia na temporada 2010-2011, na equipa principal, num jogo diante dos franceses do Auxerre, na fase de grupos da Liga dos Campeões. O, então, jovem talento rumou ao Getafe onde esteve cinco épocas, nas quais disputou 146 jogos, tendo somado 13 golos e 10 assistências.

As boas exibições no principal escalão do futebol espanhol valeram a sua transferência para o Sevilla FC. No Estádio Ramón Sanchez Pizjuán continuou a rubricar boas exibições e a dar nas vistas, tendo contribuído com 43 golos e 33 assistências, em 151 jogos. Os parisienses acabaram por contratar Pablo Sarabia numa transferência a rondar os 18 M€, no verão de 2019.

Em Paris, numa equipa recheada de craques, jogou com regularidade e contribuiu com 37 golos e 11 assistências. Com a camisola do Paris Saint-Germain conquistou seis títulos – um campeonato, duas Taças de França, duas Supertaças e uma Taça da Liga Francesa. O mais recente reforço leonino, já contabiliza 11 internacionalizações e quatro golos pela “La Roja”. Pablo Sarabia foi internacional entre os sub-16 e os sub-21, sendo bicampeão europeu nos escalões sub-19 e sub-21.

Verde e Branco são as tuas novas cores 🟢⚪

Bem-vindo, @Pablosarabia92! ✍️🦁 #EuSouSporting pic.twitter.com/aj4ce8L2v5

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 31, 2021

Pablo Sarabia é um grande talento e um verdadeiro reforço para a equipa liderada por Rúben Amorim. O espanhol será mais uma opção no modelo 3-4-3, para uma das posições da frente de ataque. Sendo tecnicamente muito evoluído, tendo qualidade no último passe, visão de jogo, capacidade finalizadora acima da média e a velocidade como principais armas, poderá atuar enquanto extremo ou ponta-de-lança. Na posição de nove irá conferir maior mobilidade ao ataque leonino, dado que tem características distintas de Paulinho.

O número 17 dos leões é claramente um jogador que vem acrescentar qualidade e talento, ao plantel de Rúben Amorim. Que possa continuar a brilhar e a ajudar o Sporting Clube de Portugal a conquistar títulos e vitórias, com golos e assistências de Pablo Sarabia.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Marcano: O exorcista do fantasma de Alex Telles? | FC Porto

Zaidu meteu água, Wendell foi contratado mas, surpreendentemente, é Iván Marcano quem está na pole position para a titularidade em Alvalade, no próximo sábado, dia 11 de setembro.

Ainda o campeonato está no início e já aí está a primeira “crise de identidade tática” do FC Porto. É caso para dizer que o fantasma de Alex Telles demorou a chegar, mas chegou.

Ao longo da primeira metade da época passada, Zaidu assumiu-se como um titular: a velocidade do nigeriano e a sua noção de posicionamento faziam com que, ao mesmo tempo, conseguisse estar no sítio certo a atacar e a defender, mas o problema da definição técnica sempre causou alguma dúvida nos adeptos.

Acho Zaidu um bom jogador, que está a atravessar um mau momento. O nigeriano tem características que se adaptam ao jogo de Conceição e arrisco-me a dizer que Wendell, mesmo que tenha valências técnicas mais perfumadas, terá alguma dificuldade em impor-se de vez no FC Porto.

Zaidu Marcano
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ainda assim, é possível que a época chegue para ambos serem úteis… Se ultrapassarem Marcano na “hierarquia dos defesas-esquerdos”.

A adaptação do espanhol a lateral tem sido uma agradável surpresa. O experiente defesa-central tem a confiança do treinador e justifica-a em campo.

Não conseguindo imprimir a intensidade rotativa que Zaidu ou Wendell conseguirão dar àquele flanco, Marcano define muito bem mentalmente os momentos em que pode aparecer no último terço.

E a verdade é que, não tirando muitos cruzamentos, raramente toma uma má decisão.

Marcano
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

É um perfil de lateral que não é muito visto, mas que faz sentido no FC Porto, tendo até em conta que à sua frente joga Luis Díaz e que o lateral do flanco oposto é João Mário.

Marcano, sendo defesa-esquerdo, é um pensador do momento defensivo da equipa que ataca quando pode. João Mário dá muita profundidade e Marcano equilibra…

Luis Díaz arrisca no um para um e Marcano equilibra. Quem melhor do que um defesa-central rápido para cumprir este papel?

Acredito que Marcano não venha a ser o lateral do FC Porto durante toda a época (mas também não ficava surpreendido se fosse), contudo, para já, é a melhor opção de Conceição.

Artigo revisto por Joana Mendes

Azerbaijão x Portugal: É preciso fazer melhor

Apuramento Mundial 2022, Jornada 6: terça-feira, 17h00, 6 de setembro 2021
ANTEVISÃO: NÃO HÁ RONALDO, MAS OS GOLOS NÃO PODEM FALTAR

Estranhos têm sido estes tempos para a Seleção Nacional. Olhamos para as convocatórias de Portugal e vemos jogadores que todos os fins de semana brilham nas melhores ligas do mundo. Duas, três, às vezes quatro opções de grande qualidade para cada posição. Se esta não é a geração mais talentosa de futebolistas portugueses de todos os tempos, consegue, no mínimo, rivalizar de perto com a dos magriços e a que se dizia ser “de ouro”. Ao mesmo tempo, as exibições têm sido sofríveis e o lugar de Fernando Santos nunca foi tão questionado.

OS PORTUGUESES QUEREM CONTINUAR SEM DERROTAS NA FASE DE QUALIFICAÇÃO E DEFRONTAM UMA EQUIPA QUE CRIOU MUITAS DIFICULDADES À FINALIZAÇÃO LUSA. PODERÁ SER DIFERENTE AGORA? APOSTA JÁ EM BET.PT!

A falta de “nota artística” na Seleção de Portugal é, há muito tempo, de discussão. Diga-se que as equipas do “engenheiro” sempre priorizaram o resultado em detrimento da exibição e que esse até foi o mote durante o Europeu de 2016. Fernando Santos pareceu sempre conseguir contornar jogos menos bons com vitórias e com um certo desenrascanço que a nós portugueses nos diz tanto.

Em relação a esses tempos mais risonhos, há duas diferenças fundamentais: em primeiro, a um conjunto de jogadores como o que temos em 2021, pede-se mais do que apenas resultados; a segunda, e mais determinante, diferença, é que essa perspetiva “resultadista” perde validade quando não se ganha. Portugal ficou atrás da Ucrânia na qualificação para o Euro 2020, ficando depois aquém das expetativas nessa competição e não vai defender o título da Liga das Nações.

Neste momento, é altura de deixar conquistas e derrotas passadas para trás e pôr mãos à obra a pensar no Qatar, a começar por uma vitória convincente em Baku. Com a Sérvia a não desarmar do primeiro posto, é absolutamente proibido escorregar nos jogos que faltam. Não esquecer que o primeiro fator de desempate é a diferença de golos, pelo que uma vitória volumosa pode fazer toda a diferença. O Azerbaijão, apesar de modesto, já deixou claro que vai vender cara cada derrota no grupo e vem de um moralizador empate frente à Irlanda.

Em março, no jogo da primeira volta em Turim, Portugal venceu com um autogolo de Medved, ao minuto 36, mas a exibição lusa deixou muito a desejar. Perante uma equipa azeri muito fechada, o ataque português teve muitas dificuldades em sequer criar oportunidades e o melhor que saiu daquela noite gélida, em todos os aspetos, foram mesmo os três pontos.

Agora, mesmo a jogar em casa, a estratégia do Azerbaijão não deve mudar, pelo que a Seleção vai ter de lidar com sete ou oito jogadores que vão estar constantemente atrás da linha da bola. A defesa de Portugal, que tem sofrido mais do que o habitual, pode esperar uma tarde relativamente descansada, mas o jogo vai pedir imaginação e eficácia, dois ingredientes que têm faltado ao ataque.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Portugal e Azerbaijão defrontam-se pela oitava vez. O histórico é favorável aos portugueses, com seis vitórias e um empate.
  2. Esta é a quarta vez que a Seleção visita o Azerbaijão, tendo vencido em duas ocasiões e empatado noutra.
  3. Em setembro de 1999, Portugal não foi além do 1-1, numas deslocações mais complicadas da história recente. Zaur Tagizade abriu o marcador aos 51´e só aos 90+3’ é que Figo fez o golo do empate.
  4. Esse golo de Tagizade foi o único que a Seleção azeri marcou a Portugal.
  5. Na última vez que visitou Baku, em 2013, Portugal ganhou por 2-0, com golos de Bruno Alves e Hugo Almeida.
  6. Dessa equipa apenas Rui Patrício e Pepe estão a trabalhar com a Seleção.
  7. Curiosamente, Cristiano Ronaldo também falhou esse jogo, por ter visto um amarelo na jornada anterior, em Israel.
  8. A maior vitória portuguesa sobre os azeris foi em março de 1999, num jogo disputado em Guimarães: 7-0.
  9. O central Hugo Basto é o único português na Liga azeri. Transferiu-se este verão do GD Estoril Praia para o Neftçi Baku PFK.
  10. Renat Dadashov, do CD Tondela, é o representante do Azerbaijão na Liga portuguesa. O avançado de 22 anos é sete vezes internacional, mas não está convocado.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Emin Makhmudov – O médio azeri até já passou por Portugal, mas os 12 jogos pelo Boavista FC em 16/17 não deixaram grandes recordações. Aos 29 anos, representa o Neftchi e transportou a veia goleadora do clube (cinco golos em 10 jogos) para a seleção, com dois belos golos frente ao Luxemburgo e à República da Irlanda.

Otávio – O mais recente “reforço” da Seleção nacional entrou com uma exibição interessante e um golo frente ao Qatar. Depois da primeira internacionalização, o médio do FC Porto espreita a titularidade e pode ser uma das peças-chave para dar outra engrenagem ao meio-campo português.

 

XI’S PROVÁVEIS

Azerbaijão: Magomedaliev; Medvedev, Abbas Huseynov , Elvin Badalov; Azer Salahli; Qara Qarayev, Ozobic, Makhmudov, Alasgarov, Bayramov; Emreli

Treinador: Gianni De Biasi

A esperança é a última a morrer. Gostava de lembrar que o Fernando Santos ainda me deve uma garrafa de vinho do Porto, porque se tornou selecionador português graças a mim”

 

Portugal: Rui Patrício; Cancelo, Rubén Dias, Danilo Pereira, Guerreiro; João Moutinho, Otávio, João Mário, Bruno Fernandes; Diogo Jota, André Silva

Treinador: Fernando Santos

“Temos de encarar os quatro jogos que faltam como finais. Amanhã vamos ter de ser uma equipa muito forte, o Azerbaijão é muito bem orientado pelo Di Biasi, defende bem. Nunca perderam por mais de um golo e espero que amanhã seja diferente”

 

PREVISÃO DO RESULTADO: AZERBAIJÃO 0-3 PORTUGAL

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Ticha Penicheiro: o reconhecimento de uma das melhores da história | WNBA

Das ruas da Figueira da Foz e do pavilhão do Ginásio Figueirense para ser uma das melhores de sempre. Depois de a WNBA (Women’s National Basketball Association) lançar a lista das 25 melhores jogadoras de sempre da Liga, aquilo que se ambicionava e era expectável aconteceu.

Ticha Penicheiro está presente nessa mesma lista, sendo a única jogadora europeia incluída. A portuguesa acumula este grande feito com outros, como a lista de 15 e 20 melhores jogadoras nos primeiros 15 e 20 anos de WNBA, para além de, nada mais, nada menos do que a presença no Hall of Fame do basquetebol feminino norte-americano.

Patrícia Nunes Penicheiro, ou Ticha, como é nossa bem conhecida, brilhou pelos pavilhões norte-americanos até 2012, mas o seu nome continua em altas. Deixou marca e é considerada uma das grandes lendas do basquetebol feminino.

Podemos até falar dos números e recordes, de ser quatro vezes All Star, duas vezes All-WNBA First Team e detentora do maior número de assistências da competição até 2017, mas ficará sempre na memória a forma como Ticha jogava.

No currículo, conta com as origens da Figueira da Foz, a passagem ainda vitoriosa pela União Desportiva de Santarém e os altos voos para os Estados Unidos.

Marcou passo na Universidade de Old Dominion e, em 1998, foi draftada pelas Sacramento Monarchs. (Se isto de portugueses em Sacramento for, efetivamente, um bom presságio, Neemias Queta está bem encaminhado para fazer ainda mais história.)

Ao serviço das Monarchs, Ticha não fazia nada mais do que brilhar. No final da sua primeira época, terminou em terceiro lugar na votação para Rookie do ano. Pouco mais de 20 anos depois, Ticha continua a ser enaltecida e galardoada com as mais diferentes distinções.

Se há alguém que deveríamos enaltecer e fazê-lo com todo o orgulho é, também, Ticha –nunca virou a cara à luta e partiu em busca do seu sonho.

Pelo caminho, bateu recordes, marcou e inspirou gerações e, mesmo sem jogar, continua a fazê-lo. Passaram 20 anos e Ticha é, indiscutivelmente, uma das melhores de sempre naquilo que sempre gostou de fazer: jogar basquetebol.

A WNBA abriu ainda uma votação pública para a eleição da melhor jogadora de sempre da competição, mas, independentemente de qualquer resultado, a Ticha Penicheiro é a nossa melhor do mundo.

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Andreia Custódio

AEW All Out: Sejam Bem-Vindos, CM Punk, Adam Cole e Bryan Danielson

Tendo em conta apenas os combates, o AEW All Out foi um evento maravilhoso. Ora, com as surpresas que ficaram reservadas para o final, o evento tornou-se épico.

Tivemos ainda novos AEW Tag Team Champions: os Lucha Brothers, que foram coroados no melhor combate da noite.

Nota do evento: 8,5/10

Foto de Capa: All Elite Wrestling

Portugal 1-0 Bielorrússia (Sub-21): Entrar a ganhar sem acelerar

A CRÓNICA: SELEÇÃO SUB-21 VENCEU COM NATURALIDADE UM JOGO DE SENTIDO ÚNICO

No primeiro jogo de Portugal no grupo 4 de acesso ao Europeu de 2023, a seleção sub21 venceu de forma tranquila a Bielorrússia, numa partida sem grande história.

Os atletas lusos entravam como favoritos para este encontro, ainda que com as devidas precauções, e tal ficou visível desde o apito inicial com a forma proativa com que Portugal procurava o golo.

Com muita criatividade e capacidade ofensiva, a seleção portuguesa criava inúmeras oportunidades de perigo e dominava a posse de bola (a certo ponto, firmava-se nos 75%-25%), mas pecava na finalização, com Gonçalo Ramos, Fábio Silva e Fábio Vieira a desperdiçar lances perigosos.

Dada a incapacidade bielorrussa de atacar, os ataques lusos sucediam-se, e foi com naturalidade que o golo chegou por intermédio de Fábio Vieira, que marcou de penálti, após falta sobre André Almeida.

O encontro seguiu para intervalo com o 1-0 no marcador, o que não espelhava a superioridade portuguesa, mas sim a sua ineficácia. No segundo tempo, a toada manteve-se semelhante, com a Bielorrússia a abdicar do jogo ofensivo. As substituições deram oxigénio à equipa das quinas, que parecia ter entrado em modo de gestão e parecia ter perdido alguma verticalidade no ataque à baliza adversária.

No entanto, com o aproximar do fim, os visitantes cresceram no encontro e causaram calafrios aos adeptos portugueses, com um cabeceamento perigoso de Shestyuk. O 1-0 manteve-se e o triunfo ficou em Portugal, com a seleção a conquistar os primeiros pontos na fase de qualificação.

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Fábio Vieira – O médio foi a figura maior deste encontro, não só pelo golo que deu a vitória, mas pelas oportunidades que criou e a forma como pautou vezes e vezes sem conta o jogo luso.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bielorrússia – Ainda que a formação bielorrussa não tenha os mesmos argumentos que Portugal, a forma como praticamente abdicou de atacar e a forma como não conseguiu criar verdadeiros lances de ataque levou a um jogo de sentido único.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL SUB-21

Com um grande foco ofensivo, Portugal apresentou-se com várias opções capazes de criar e de desequilibrar o adversário. Com Tomás Händel na posição de 6, a libertar os criativos, Vitinha e Fábio Vieira assumiram um papel central no processo ofensivo português.

Defensivamente, a equipa das quinas não foi muito testada, com a primeira fase de pressão a conseguir roubar a bola sem grandes dificuldades. Tal como o selecionador nacional afirmou no final, as entradas de Francisco Conceição e Gonçalo Borges trouxeram mais acutilância e velocidade para revitalizar um ataque que parecia algo passivo. A opção de jogar com Fábio Silva e Gonçalo Ramos permitiu abrir alguns espaços na defensiva adversária, mas o elevado número de atletas atrás da linha da bola acabou por encurtar o raio de ação dos pontas-de-lança.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Gonçalves (6)

João Mário (6)

Quaresma (6)

Tiago Djaló (7)

Nuno Tavares (6)

Tomás Händel (6)

André Almeida (6)

Vitinha (7)

Fábio Vieira (8)

Gonçalo Ramos (6)

Fábio Silva (7)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Francisco Conceição (7)

Paulo Bernardo (6)

Tiago Dantas (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BIELORRÚSSIA SUB-21

Na antevisão da partida, o selecionador luso relembrara que a Bielorrússia podia atuar tanto em 4-3-3, como fizera frente à Islândia, como em 5-3-2. O técnico Sergei Yasinski optou pelo 5-4-1, apostando num tipo de jogo mais defensivo.

Com 10 jogadores – por vezes os 11 – em processo defensivo, os atletas bielorrussos procuravam diminuir o espaço entre linhas, de forma a limitar os criativos lusos e a retirar a profundidade. A linha de cinco defesas com três centrais causou algumas dificuldades quando a equipa das quinas tentava criar pelo corredor central, mas a grande lacuna da formação bielorrussa foi no plano ofensivo.

Ofensivamente, a Bielorrússia mostrou dificuldades em ter a bola e em sair da pressão portuguesa, que recuperava o esférico quase sempre de forma simples.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Makavchik (7)

Oreshkevich (6)

Supranovich (6)

Miroshnikov (5)

Khalimonchik (6)

Vegerya (6)

Bacharou (6)

Sotnikov (5)

Lozhkic (6)

Marozau (6)

Nekrasov (5)

SUBS UTILIZADOS

Nikiforenko (6)

Shestyuk (6)

Kovalev (5)

Bogomolski (6)

Zinovich (6)

BNR NA SALA DE CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Foi a estreia do Tomás Händel nas seleções jovens por Portugal e logo a titular na posição de 6. O que pretendia com a entrada dele no onze inicial?

Rui Jorge: “O Tomás é um jogador muito inteligente, com boa qualidade de passe e que lê bem o jogo. Ele esconde bem os passes para zonas interiores, é seguro com bola e é um atleta que aprecio bastante na posição de 6. Depois, quis alterar a equipa e optei por tirá-lo, não porque estivesse a fazer um mau jogo, mas porque o Vitinha já conhece melhor a equipa e podia adaptar-se melhor ao que queríamos fazer.”

Artigo revisto por Andreia Custódio