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SC Braga 0-1 CD Santa Clara: Açoreanos vencem e dormem na liderança

A CRÓNICA: GOLO MADRUGADOR COLOCA BRAGA EM AFLIÇÕES

Bastaram cinco minutos de futebol para Thiago Santana assinar o seu terceiro golo na edição 2020/2021 da Liga Portuguesa e colocar o CD Santa Clara em vantagem na Pedreira. Vendo-se em vantagem perante um adversário teoricamente mais forte, os açoreanos não tiveram medo de jogar mais recuados e focaram-se em fechar a porta ao perigoso ataque bracarense.

O primeiro momento que poderia ter dado o empate veio dez minutos depois, com um livre direto a ser batido rasteiro, com Marco Pereira a evitar males maiores sobre a linha de golo. Pouco depois, André Horta até colocaria a bola dentro da baliza após excelente jogada individual de Paulinho, mas o lance acabou anulado por fora de jogo de Francisco Moura. Até ao intervalo, o Braga teve mais bola, mas não encontrou o caminho do golo e até foi o Santa Clara a estar mais próximo do segundo aos 32 minutos.

Para o segundo tempo, Carvalhal lançou Galeno e Iuri Medeiros em campo, mas o jogo não mudou de figurino: o Braga teve mais controlo do esférico, mas continuou incapaz de bater Marco Pereira. Galeno teve um falhanço e houve também uma bola na barra e um corte crucial de João Afonso.

No entanto, o jogo acabou por não ter grande emoção e os visitantes conseguiram defender a vantagem e somar a segunda vitória consecutiva, ficando, pelo menos por uma noite, com a liderança do Campeonato. Já o Braga tem um arranque para esquecer – não perdia os dois primeiros jogos da Liga desde 1999/2000 – e começa a ficar em aflições num ano em que tinha intenções de discutir o título.

 

A FIGURA

Marco Pereira – Várias intervenções de qualidade a negar o golo ao Braga e excelente qualidade de passe na reposição de bola. Viu amarelo por demorar demais num pontapé de baliza, mas não se pode criticar tal ação em demasia.

 

O FORA DE JOGO

Carlos Carvalhal – Dois erros podem ser apontados ao técnico bracarense. Em termos táticos, foi incapaz de colocar o eixo central da sua equipa a funcionar da melhor maneira. A somar a isso, faltou atitude durante todo o desafio a um conjunto da casa que nunca foi suficientemente aguerrido.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa da casa mudou algumas caras no onze face à derrota no Dragão, mas não se pode dizer que tenha havido grande novidade no 4-3-3 apresentado na primeira partida oficial em casa da temporada. Paulinho foi um perigo sempre que tinha a bola, mostrando estar realmente entre os melhores do campeonato, mas Ricardo Horta não apareceu a nível que nos habituou e, acima de tudo, o meio-campo arsenalista nunca se encontrou, condenando a equipa a carburar sempre a meio gás.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (5)

Carmo (5)

Bruno Viana (5)

Sequeira (6)

Francisco Moura (4)

André Horta (5)

Al Musrati (3)

Fransérgio (4)

Paulinho (6)

Ricardo Horta (5)

SUBS UTILIZADOS

Galeno (5)

Iuri Medeiros (4)

Castro (5)

Schettine (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Organizada num sistema de 5-4-1, a equipa açoreana mostrou um cariz bastante defensivo, forçado pela qualidade do adversário, mas também de forma ajustada ao golo madrugador. O conjunto do Santa Clara foi sempre competente e sólido na ação defensiva, mas também não abdicou de tentar visar a baliza à guarda de Matheus. Thiago Santana foi ameaça na primeira parte, mas a equipa perdeu um pouco de fulgor com a entrada de Crysan. Ainda assim, essa veia ofensiva foi suficiente para não permitir que o Braga se instalasse confortavelmente no domínio do encontro.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (8)

Rafael Ramos (6)

Mikel Villanueva (8)

João Afonso (7)

Mansur (6)

Rashid (6)

Anderson Carvalho (5)

Salomão (7)

Jean Patric (5)

Thiago Santana (7)

Carlos Júnior (5)

SUBS UTILIZADOS

Crysan (4)

Romão (5)

Lucas (-)

Ukra (-)

Sagna (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: O Thiago Santana saiu tocado ao intervalo. Já sabe se será algo com consequências só para hoje ou se implicará uma paragem?

Daniel Ramos: Não sei. Só me apercebi já mesmo no balneário que ele estaria limitado e que provavelmente não estaria disponível para a segunda parte. Ele escorregou e tem ali um problema muscular. Vamos avaliar e tentar perceber se ele vai ser solução para o próximo jogo. Ainda não sabemos.

Outras declarações:

«Na segunda parte, tivemos mais dificuldades em fechar espaços».

«A equipa no seu todo foi sempre muito disponível. Foi muito equipa, muito unida».

«Temos a satisfação de ir para casa com o dever cumprido. Vão ver um Santa Clara a dar luta a toda a gente e a conseguir, muitas vezes espero eu, conquistar pontos».

«Melhor do que duas vitórias, só três».

SC Braga

O BnR não colocou questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Outras declarações:

«Acho que este é um jogo fácil de analisar».

«Fiquei com a sensação de que ao intervalo o empate era o resultado que mais se ajustava».

«Na segunda parte, o jogo teve um só sentido».

«Neste jogo, ficaria triste com um empate».

«Não estou triste com os meus jogadores, bem pelo contrário».

«[Sobre o golo anulado] Há lances que é só ver».

Artigo revisto

Boavista FC x FC Porto: 5 dados estatísticos para o dérbi da Invicta

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O FC Porto continua a sua defesa do título com mais um jogo complicado. Depois do confronto com o SC Braga na primeira jornada, os dragões fazem agora a curta viagem até ao Estádio do Bessa para defrontar o Boavista FC.

Por si só, este jogo tem sempre já algum interesse. É o dérbi da Invicta e sempre um motivo de orgulho. Mas este em particular irá certamente merecer mais atenção do que o normal. Isto porque o Boavista FC, que nos últimos anos tem feito épocas aceitáveis, mas sem grande espetacularidade, tem agora uma parceria com o LOSC Lille… e o investimento foi forte. Contrataram um treinador que foi uma das grandes revelações da Segunda Liga no ano passado e que aposta num bom futebol, e foram ainda reforçar-se muito bem no mercado.

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Enquanto que normalmente este jogo se define na capacidade ou não do Boavista FC em defender bem a sua área, não vai ser esse o caso do jogo de amanhã, pelo menos em princípio. Será um jogo com duas equipas a querer ter bola, a querer atacar e isso só beneficia o espetáculo que é o futebol. Desta forma, aqui vão cinco dados interessantes para o encontro.

Antevisão | Os 5 leões que já foram castores e vice-versa

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O Sporting CP está prestes a estrear-se nas competições nacionais, ao defrontar o Paços de Ferreira, no próximo domingo, na Capital do Móvel, depois da estreia europeia, onde os leões bateram os escoceses do Aberdeen por 1-0 e Tiago Tomás se estreou a marcar em jogos oficiais.

Início atípico do campeonato: devido aos casos de coronavirus detetados no plantel leonino e gilista, o jogo da primeira jornada foi adiado. Actualmente, a equipa de Alvalade tem 9 elementos infetados. Contudo, a bolha criada no Algarve permitiu controlar o surto dentro do grupo.

O Paços de Ferreira conquistou um ponto na primeira jornada, depois de enfrentar os algarvios do Portimonense. Jogo com final de loucos e resultado estabelecido em 1-1.

Esperam-se duas equipas ainda a tentar traduzir as ideias do treinador em campo, à procura de aumentar o ritmo de jogo. No entanto, nesta fase do campeonato, é normal que os índices físicos não estejam ao nível pretendido pelas duas equipas.

Segundo as estatísticas, os leões levam vantagem absoluta nos últimos cinco jogos frente aos castores, somando só vitórias.

Para lançar a antevisão deste jogo, trouxe a este artigo uma lista de cinco jogadores que já representaram as duas equipas. Seguramente, todos eles são caras bem conhecidas dos adeptos de ambos os clubes.

«A minha maior mágoa foi não ficar no FC Porto» – Entrevista BnR com Cláudio Pitbull

A viver uma nova vida no ramo das apostas desportivas, Cláudio Pitbull atende-nos a partir do escritório no Brasil, onde trabalha rodeado de memórias da carreira de jogador. Outrora uma das maiores promessas do Grêmio, chegou à Europa aos 23 anos para jogar no FC Porto, mas depois de um jogo para a Liga dos Campeões frente ao Inter MIlão, deixou de ter oportunidades e andou de empréstimo em empréstimo até acabar contrato. Numa carreira que passou por Brasil, Arábia Saudita, Turquia e Roménia, foi em Portugal que ganhou destaque, com passagens por Académica OAF, CS Marítimo e Gil Vicente FC, mas foi ao serviço do Vitória FC que somou mais sucesso ao conquistar a primeira edição da Taça da Liga. Eis Cláudio Pitbull, em exclusivo, no Bola na Rede.

-A nova vida de Pitbull e o início promissor de carreira no Grêmio-

«Em Portugal retardam muito os jogadores. Há muitos jogadores prontos que podem jogar e deixam-nos jogadores de fora até aos 20 ou 21 anos»

Bola na Rede: Cláudio, os adeptos portugueses perderam-te o rasto nos últimos anos. Que é feito de ti?

Cláudio Pitbull: Agora estou a viver no Brasil depois de 15 anos aí em Portugal. Encontrei uma namorada, acabou por mudar-me os planos e agora montei um escritório virado para apostas desportivas.

Bola na Rede: Mas com uma empresa mesmo? Um site?

Cláudio Pitbull: Sim. Fiz uma parceria com uma casa de apostas e comecei a envolver-me nisso há um mês e pouco. Depois de parar de jogar, ficamos sem rumo, não sabemos o que fazer, se vai abrir uma escola de futebol – que eu gosto bastante de trabalhar com miúdos – mas como eu já gostava disto e cheguei a fazer alguns cursos, é uma coisa que vou fazer.

Bola na Rede: Era uma coisa que um jovem Cláudio Pitbull, a começar a aparecer no Grêmio, acreditava que ia fazer um dia?

Cláudio Pitbull: Acho que não, porque quando temos 18 anos fazemos muita besteira. Temos a cabeça completamente diferente de quem tem quase 40 anos. Agora já pensamos de uma maneira diferente.

Bola na Rede: Por falar no início da tua carreira, começaste como sénior no Grêmio. Também fizeste toda a formação em Belo-Horizonte?

Cláudio Pitbull: Não, comecei no Grêmio dos 11 até aos 21. Jogava na rua e numa escola de um ex-jogador do Grêmio, que já faleceu, que era o Tarcísio. Estava a jogar num campinho de rua e mandaram-me fazer um teste lá no Grêmio, acabei por passar e fiz toda a formação lá, foram 10 anos.

Bola na Rede: Que craques apanhaste nessa altura?

Cláudio Pitbull: Apanhei muita gente, mas destacar o Ronaldinho Gaúcho, sem dúvida. O que ele fazia nos treinos era uma coisa de outro Mundo.

Bola na Rede: Também tinhas destaque na formação ou ficavas na «sombra»?

Cláudio Pitbull: Sempre tive destaque nas categorias de base. Se não me engano, fui um dos maiores artilheiros da formação do Grêmio, desde os iniciados até a profissional.

Bola na Rede: Quando chegaste aos seniores, as pessoas apontavam que ias chegar onde?

Cláudio Pitbull: É assim, hoje é muito mais fácil. Aí em Portugal, cria-se uma barreira muito complicada. Aqui no Brasil, no meu tempo, era muito difícil com 16 anos estar no profissional. Eu com 16 anos já estava nos seniores e com 17 fiz a estreia. Acho que aí em Portugal retardam muito os jogadores. Há muitos jogadores prontos, tanto no Sporting CP, SL Benfica, FC Porto que podem jogar e deixam-nos de fora até aos 20 ou 21 anos e já é muito tarde…

Bola na Rede: E esse jogo de estreia, com o Botafogo? Como lidaste com a pressão?

Cláudio Pitbull: Sinceramente, eu estava todo cagado [risos]. Estava assustado, olhava para a torcida, tinha 30 ou 40 mil pessoas… Não há como dizer que não se fica assustado. Mas com o tempo vais aprendendo e esquecendo os adeptos e consegues ficar à vontade para jogar.

Bola na Rede: O teu início de carreira foi particularmente positivo em termos coletivos, porque ganhaste dois campeonatos gaúcho e a Copa do Brasil. Como foram essas experiências?

Cláudio Pitbull: Foi muito bom porque eu era miúdo e estava a jogar com jogadores de renome como Zinho, que foi tetracampeão pelo Brasil, apanhei uma fornada boa e, quando assim é, tem de se aproveitar. Aprendi muito com esse plantel e a mesma coisa quando cheguei ao FC Porto. Encontrei uma equipa só de campeões e foi uma experiência muito boa para mim.

Bola na Rede: Como foi trabalhar com o Tite?

Cláudio Pitbull: O Tite desde cedo mostrava ser um grande treinador. Em 2000 foi campeão pelo Caxias, onde conseguiu um feito que, até então, era muito difícil. Em 2001 veio para o Grêmio e fomos campeões. Era um treinador que mostrava muita competência, muito dinâmico nos treinos e foi-se aperfeiçoando. É por isso que chegou onde chegou.

Bola na Rede: Aos 19 anos, começaste-te a destacar no Grêmio. Que contributo tiveste na conquista da Copa do Brasil?

Cláudio Pitbull: Tive dois jogos em que entrei e consegui fazer… É claro que nenhum jogador muda o jogo, a não ser os craques como Messi ou Cristiano Ronaldo, mas na primeira mão da final da Copa do Brasil fui muito importante. Estávamos a perder por 2-0 em casa, eu entrei e conseguimos empatar o jogo 2-2. Depois ganhámos ao Corinthians no Morumbi.

Bola na Rede: Porque acabaste emprestado ao Juventude no ano seguinte?

Cláudio Pitbull: Porque nessa época não tinha muitas sequências de jogos. Não sei se vocês dizem esta palavra, mas havia muitos medalhões, jogadores mais velhos, com nome, dificilmente tiravas-lhes o lugar. Vou dar um exemplo: não vais tirar o Quaresma da equipa para meter um miúdo da formação. Então eu disse-lhes que queria jogar mais e disseram-me para ser emprestado. Fui para o Juventude e fiz uma excelente temporada. Depois voltei ao Grêmio e fiz uma excelente sequência de jogos e golos.

Bola na Rede: O Ricardo Gomes, treinador do Juventude na altura, influenciou-te para ir para o futebol português?

Cláudio Pitbull: É uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande. Ajudou bastante no meu crescimento, foi fantástico fora de campo, como pessoa. Ele falava muito bem de Portugal, que era um lugar muito bom para seguir caso tivesse de sair para algum lado. Pela língua, a adaptação seria mais fácil.

Bola na Rede: Depois regressas ao Grêmio, mas em 2004 têm uma temporada desastrosa, em que acabam por descer. O que se passou?

Cláudio Pitbull: Em 2003, já tivemos uma temporada ruim, escapámos na última jornada ao vencer o Corinthians. Já tinha avisado, mas em 2004 fizeram contratações erradas, muitas trocas de treinador, o grupo não era bom… Aí, já se sabe o que acontece…

Bola na Rede: Mesmo assim, fizeste uma época de destaque, com 23 golos em 50 jogos…

Cláudio Pitbull: Eu, particularmente, só joguei a segunda parte da temporada. Foram 23 golos em 30 jogos. Mas foi complicado, porque a equipa desceu de divisão. É um sentimento que carrego até hoje, é difícil… A equipa que você ama descer de divisão é muito ruim.

Sporting CP 64-70 KK Igokea: Sonho prossegue na FIBA Europe Cup

A CRÓNICA: SONHO DOS LEÕES EM ALCANÇAR A CHAMPIONS LEAGUE “MORRE NA PRAIA”

Após vencer o Fribourg Olympic, o Sporting CP apenas precisava de uma vitória e defrontou o KK Igokea para garantir uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões, jogo do qual acabou por sair derrotado por 64-70.

A equipa bósnia inaugurou o marcador, mas os leões nunca deixaram que a vantagem dos seus adversários fosse muita. Nos primeiros minutos do encontro, ambas as equipas acusaram nervosismo e pressão, o que culminou em erros de parte a parte que se faziam notar no resultado do encontro. O Igokea foi a equipa que mostrou concentrar-se mais cedo no jogo, ao aproveitar as falhas dos leões e terminar as jogadas em ponto.

Essas mesmas falhas do Sporting foram fulcrais para a derrota que obtiveram, principalmente a agressividade defensiva que levou a um rápido acumular de faltas coletivas. A equipa chegou rapidamente às cinco no primeiro período do encontro, o que facilitou a vida dos bósnios.

O resultado ao intervalo marcava um 32-27, desfavorável para os comandados de Luís Magalhães – técnico que não viajou com a equipa por estado infetado com a COVID-19.

No retorno do intervalo, o jogo continuava da mesma forma. Jackie Carmichael, jogador do Igokea, marcou os primeiros pontos dos bósnios no arranque do terceiro período. Em resposta, Jalen Henry, dos leões, aproveitou um triplo e um roubo de bola para diminuir a vantagem.

O Sporting continuava com dificuldades no ataque e, depois do susto pregado pelo número de faltas, leveza na defesa, o que facilitou o trabalho da equipa bósnia em busca da vitória e da fase de grupos da Champions League.

No último período, o Sporting entrou com o pé esquerdo e o Igokea, que estava a perder por um ponto, passou para a frente do marcador. Depois de um timeout pedido pelos leões, Travante Williams, em 15 segundos, anotou dois triplos e aproximou a equipa verde e branca no marcador. Esse foi o último fôlego de esperança porque, depois destes pontos dados por Williams, bastantes foram os turnovers e lances livres falhados que acabaram por entregar a partida ao KK Igokea.

Com esta derrota, o Sporting CP insere-se no grupo C da FIBA Europe Cup, juntamente com o Ironi Ness Ziona, Szolnoki Olajbanjasz e BM Slam.

A FIGURA

Fonte: Basketball Champions League

Jackie Carmichael – Com 16 pontos, oito ressaltos e uma assistência, Jackie Carmichael destacou-se como um dos jogadores fundamentais do KK Igokea. Foi igualmente um dos jogadores que mais tempo participou no encontro e desbloqueou totalmente o ataque da equipa bósnia perante o Sporting.

O FORA DE JOGO

Fonte: Basketball Champions League

Agressividade defensiva inicial do Sporting CP – A rapidez com que o Sporting alcançou as cinco faltas coletivas logo no iniciar do encontro ditou a forma como jogaram o resto da partida. Foi notável uma grande leveza defensiva a partir da sanção do número elevados de faltas cometidas que confortou a equipa bósnia e pressionou os leões.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting entrou no jogo a acusar nervosismo, mas não deixou a desejar a nível atacante. Travante Williams e John Fields foram as peças basilares da equipa, e todo o jogo dos leões acabou por ser construído à volta dos mesmos. Apesar de terem vantagem na percentagem de tiro exterior em relação à equipa bósnia, acabaram por optar em jogar pelo interior, tomando partido das posições conseguidas por Travante Williams.

CINCO INICIAL – SPORTING CP

Travante Williams (7)

Diogo Ventura (4)

John Fields (8)

João Fernandes (5)

James Ellisor (6)

SUBS UTILIZADOS 

Francisco Amiel (6)

Pedro Catarino (5)

Jalen Henry (7)

Diogo Araújo (4)

Cláudio Fonseca (4)

Shakir Smith (5) 

 

ANÁLISE TÁTICA – KK IGOKEA

 A equipa bósnia é conhecida por ser muito boa a defender a área interior, ao colocar maior parte dos jogadores prontos para ressaltar. Utilizam a vantagem da altura dos jogadores para vencer mais ressaltos e constroem o jogo a partir desse mesmo “bónus” que têm.

CINCO INICIAL – KK IGOKEA 

Edin Atic (6)

Jackie Carmichael (8)

Stefan Fundic (6)

Marko Josilo (7)

Stefan Pot (5)

SUBS UTILIZADOS

Dalibor Ilic (5)

Nikola Jovanovic (7)

Darko Talic (5)

Milan Vulic (5)

Antabia Waller (5)

Stefan Simanic (-)

Kosta Kondic (-)

Artigo revisto 

Campeonato de Hóquei está de volta e com cinco candidatos ao título

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O Campeonato Nacional de Hóquei está de regresso! O regresso do play-off é a grande novidade desta edição, que arranca depois da época anterior ter sido cancelada, numa competição que inicia sem público nas bancadas.

Após 203 dias, regressa o principal escalão, que vai ter vários candidatos ao título, como de costume… E logo com o clássico SL Benfica x FC Porto.

O FC Porto, o último campeão nacional ainda em 2018/19, desiludiu nas 19 jornadas na época passada, estando a sete pontos do líder SL Benfica quando a liga foi suspensa. A saída do capitão Hélder Nunes não foi suprida devidamente e levou à dececionante prestação na edição 2019/20. Este ano, mantém-se Guillem Cabestrany como treinador e a aposta na base do plantel do ano passado, adicionando a experiência de Ezequiel Mena (ex-UD Oliveirense) e de Xavi Barroso (ex-FC Barcelona).

A vice-campeã da última edição completa do campeonato é também outra equipa a ter em conta. A UD Oliveirense contratou Paulo Pereira, ex-Óquei Clube de Barcelos, para treinador principal. O timoneiro que levou o Valongo a ser campeão nacional em 2013/2014 assume em entrevista ao portal Zerozero a candidatura ao título. “Sabemos que não vamos lutar sozinhos, que temos adversários fortíssimo, mas também sabemos que temos condições para lutar por esse objetivo. O título nacional é o grande objetivo. Nunca ninguém o conseguiu em Oliveira de Azeméis e nós gostávamos de ser os primeiros”, disse o timoneiro.

A experiência e qualidade de Marc Torra, Jorge Silva, Jordi Bagallo e Nelson Filipe, entre outros, colocam a equipa em patamares elevados de expetativa. No entanto, o facto de ser um plantel mais envelhecido (o jogador mais novo é Henrique Magalhães com 29 anos) colocam a dúvida se a equipa pode quebrar em termos físicos numa fase mais adiantada da época, ainda para mais com um play-off a decidir o campeão.

O Sporting CP aposta numa mescla de experiência e juventude para atacar a nova época. Ângelo Girão na baliza é a principal referência dos leões, que vão continuar com Paulo Freitas ao leme da equipa pela quarta época seguida. O facto de ser um dos plantéis com mais jogadores da competição, 12, pode ser fundamental para aguentar um calendário preenchido com várias competições nacionais e ainda a Liga Europeia.

Boavista FC | Pantera “avant-garde”

O Boavista FC parte para a nova temporada como um sério candidato a suceder ao FC Famalicão como equipa sensação da prova. As contratações são um óbvio sinal da ambição de trazer as competições europeias de novo ao Bessa e manifestam uma intenção de voltar a privilegiar o bom futebol.

Desde já, vejamos o banco de suplentes. Vasco Seabra é um dos novos valores do treino em Portugal e em quem deposito imensa confiança e esperança num futuro recheado de sucessos. Depois da manutenção na Segunda Liga com o FC Famalicão em 2017/18, onde entrou a meio da época, e do quarto lugar com o CD Mafra na mesma divisão – no ano passado, à altura da interrupção –, Vasco Seabra assume um clube onde a garra e o lance dividido são o pão nosso de cada dia.

É aí o primeiro ponto de choque de Vasco com o clube: vai ceder à filosofia intrínseca aos axadrezados, ou tentar impor o seu estilo de jogo que tão bons resultados deu em Mafra? À partida, as contratações apontam para a segunda hipótese, e espero que assim seja. Além disso, um rico empate a três na Madeira e uma exibição vistosa de um mago inglês não deixam dúvidas, mas já lá vamos.

Estou curioso, no entanto, para perceber se, depois de alguns resultados menos positivos, teremos algum tipo de pressão para jogar mais físico, mais no choque. Não tendo adeptos na bancada, esse é um dos problemas que não se vai sentir, mas cá estaremos para ver.

No que às peças do xadrez diz respeito, os Panteras perderam Helton Leite para a Luz, um guardião de enorme qualidade para este nível, mas rapidamente encontraram um substituto. Léo Jardim, depois de uma época razoável em Vila do Conde e de outra com pouco espaço no Lille OSC, tem agora uma boa oportunidade para assumir todo o valor que se lhe imagina.

A defesa sofreu uma verdadeira revolução, mantendo-se apenas Gustavo Dulanto da época passada. Chidozie recebe nova oportunidade para se afirmar, Reggie Cannon é um verdadeiro achado proveniente do FC Dallas e a contratação de Ricardo Mangas é bastante acertada, considerando que o jovem português era um dos únicos raios de sol na época negra do CD Aves.

Destaque ainda para a junção desmedida de experiência com a contratação de Adil Rami, campeão do mundo pela França. Tanta novidade pode demorar a acertar, mas, assim que se adquirirem rotinas, a defesa dos axadrezados tem tudo para ser um muro difícil de transpor.

Na zona central, Vasco Seabra herda do plantel de Lito Vidigal e Daniel Ramos o português Miguel Reisinho e o brasileiro Paulinho. É, portanto, mais uma porção do plantel renovada quase na totalidade. Os jovens formados no Vitória SC e Fluminense FC contam agora com colegas mais experientes ou mais técnicos.

Javi García traz o nervo e a agressividade indispensável naquela posição, à semelhança de Sebastián Pérez. Já Angel Gomes e Nuno Santos trazem aquilo que os axadrezados precisavam há anos: criatividade, imprevisibilidade, magia nos pés e um poder de definição muito apurado.

O SC Braga é, naturalmente, um candidato a intrometer-se entre SL Benfica e FC Porto. Falta ver a evolução da equipa de Rúben Amorim, mas o Boavista FC surge, e isso parece-me claro, como o outsider melhor posicionado para discutir os lugares europeus, aproveitando os momentos de transição por que passam Rio Ave FC e Vitória SC. Isto no papel, porque os resultados é que tudo ditarão.

O ataque mantém Sauer e Yusupha Njie, que não apresentam uma veia goleadora temível, e é ainda reforçado com dois hondurenhos que prometem impressionar. Vindo do campeonato das Honduras, Jorge Benguché apontou 17 golos pelo CD Olimpia em 31 jogos, e terá de provar a sua pontaria num campeonato de maior valor. Já Alberth Ellis, apelidado de “pantera”, proveniente dos Houston Dynamo e também com passagem pelo CD Olimpia, já tem experiência de três anos num campeonato mais competitivo, a MLS.

No geral, o plantel sofreu uma verdadeira revolução, mantendo apenas sete atletas do ano anterior e subindo, teoricamente, a qualidade dos seus ativos. A primeira “vitória” será, em princípio, a estabilidade no comando técnico. Nos últimos três anos, o Bessa trocou sempre de treinador e conheceu quatro técnicos diferentes.

A frente de ataque será o ponto mais desconhecido e os primeiros jogos serão importantes para construir a identidade da equipa de Vasco Seabra. O primeiro jogo do campeonato contou com três golos e a produção ofensiva não parece ser problema.

Com um plantel renovado, pouco tempo de entrosamento e já a apresentar um futebol atrativo e em constante procura do golo, este não é o Boavista FC do costume. Se a zona intermédia e a mais recuada confirmarem o seu potencial, estaremos no final da época a falar de um Boavista FC renovado, moderno e ameaçador.

Artigo revisto

5 jogadores que passaram por Real Betis Balompié e Real Madrid CF

De entre os jogos que o sorteio da Liga Espanhola 2020/21 ditou para a terceira jornada, o encontro entre Real Betis Balompié e Real Madrid CF é o que ocupa o estatuto de cabeça de cartaz. Para além de partilharem o primeiro nome, estes dois clubes históricos do futebol de “nuestros hermanos” também já tiveram nas suas fileiras jogadores em comum.

DEPOIS DO EMPATE A ZERO NA PRIMEIRA JORNADA, O REAL MADRID CF TENTA RECUPERAR O CAMINHO DAS VITÓRIAS. SERÁ QUE O CAMPEÃO ESPANHOL VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Assim, perante este último dado, passamos a apresentar uma lista com cinco jogadores que já representaram os dois emblemas que se defrontam este sábado.

5 jogadores que prometiam muito e desiludiram no Século XXI

São muitos os casos de jogadores a quem é traçado um destino grandioso que não chega a deixar de ser um desejo. Desde jovens promessas que o são eternamente, a jogadores que escolhem o dinheiro em detrimento de uma carreira nos melhores clubes europeus, passando por aqueles craques que são mal geridos pelos seus clubes ou os que são  mais falados por aquilo que fazem fora do campo do que pelo que fazem dentro dele, os exemplos são vários.

O talento pode existir, mas, para além disso, é preciso trabalho, uma vida regrada e confiança por parte de treinadores e dirigentes. A capacidade psicológica de ultrapassar percalços, e fazer dessas mesmas dificuldades forças, assume particular importância para que um atleta possua uma boa tomada de decisão dentro e fora do campo.

 

SL Benfica x Moreirense FC: 5 dados estatísticos no regresso à Luz

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SL Benfica e Moreirense FC defrontam-se este sábado, ao final da tarde, em jogo a contar para a segunda jornada do campeonato. A partida será realizada no Estádio da Luz e ainda não contará com qualquer adepto presente nas bancadas.

AS ÁGUIAS TENTAM BATER UM ADVERSÁRIO DE MÁ MEMÓRIA. SERÁ QUE CONSEGUEM VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Ambas as equipas venceram na estreia desta edição da Primeira Liga e procuram conquistar mais três pontos para a tabela classificativa. Estando o favoritismo do lado encarnado, não esquecer que a equipa de Moreira de Cónegos tem uma palavra a dizer naquilo que será o jogo jogado.