Este sábado, dia 11 de setembro, em Alvalade, o FC Porto irá ter o seu primeiro clássico da temporada frente ao Sporting CP. Ambos os conjuntos têm os mesmos pontos, pois vêm de três vitórias e um empate, e ambas as equipas marcaram oito golos, sofrendo apenas dois.
Como sabemos, os leões são os atuais campeões nacionais e, como no mercado conseguiram manter a maior parte dos jogadores da época passada, reforçando-se, do meu ponto de vista, muito bem, têm um plantel de boa qualidade.
Devido a esse facto, há sempre um ou outro jogador que, mesmo sendo adversário, admiramos e até gostaríamos que estivesse a representar as nossas cores.
Posto isto, ficam aqui cinco nomes da turma orientada por Rúben Amorim que poderiam jogar de dragão ao peito:
Desde o anúncio da retirada de Kimi Räikkönen da Fórmula 1 no final desta temporada, tem acontecido muita coisa na categoria rainha do desporto automóvel. Aliás, depois do Grande Prémio dos Países Baixos, ganho por Max Verstappen (Red Bull), as notícias do mercado de pilotos têm sido diárias. E essas novidades prometem algo muito, muito interessante para 2022. Mas vamos por ordem cronológica…
A saída do veterano finlandês da Alfa Romeo levou ao primeiro anúncio da semana. Valtteri Bottas, também ele finlandês, vai correr pela equipa suíça no próximo ano. O iceman termina, assim, uma ligação com a Mercedes que começou em 2017 e que se percebia que o estava a desgastar psicologicamente, sempre na sombra de Lewis Hamilton, muitas vezes forçado a abdicar de lutar por algo maior na corrida para ajudar o colega de equipa.
A Alfa Romeo não tem um carro muito competitivo nesta altura, mas, com os novos regulamentos em 2022, pode vir a ser uma equipa forte e contrata um piloto que ainda tem algo para dar (32 anos) e com provas dadas.
BREAKING: Valtteri Bottas will join Alfa Romeo next season on a multi-year deal from Mercedes#F1pic.twitter.com/y8JKlNDKb6
A saída de Bottas levou-nos ao dia seguinte e a um anúncio que já não surpreendeu ninguém: George Russell foi anunciado como piloto da Mercedes para a próxima época. O britânico já estava há bastante tempo a fazer maravilhas com um carro da Williams, que é um dos menos competitivos da grelha. Particularmente nas sessões de qualificação (destaque para o segundo lugar em Spa), Russell tem estado quase sempre a espremer mais do que aquilo que o carro realmente vale. E não é só isso.
Em 2020, quando Lewis Hamilton esteve infetado com covid-19, Russell foi chamado pela Mercedes para ocupar o lugar deixado vago pelo compatriota no Grande Prémio de Sakhir. O resultado na corrida foi modesto (apenas um nono lugar), mas somente devido a um erro da Mercedes na hora de trocar de pneus, e também devido a um furo num dos pneus do carro. A prestação do jovem no Bahrain chamou a atenção dos seguidores de Fórmula 1 e de Toto Wolff, chefe da equipa.
Resta saber se esta mudança vai ser positiva ou negativa. Nunca é fácil ser segundo piloto de uma equipa candidata ao título na Fórmula 1 e há vários exemplos recentes que comprovam isso mesmo (que o digam Leclerc, Albon, Gasly e Bottas). E mesmo que Russell já tenha dito que recebeu garantias de que vai ter as mesmas condições de Hamilton, é preciso responder nas corridas para que tal aconteça. Seja como for, vai ser interessante perceber como vai funcionar esta dupla.
It’s official. Next year, I’ll be a Mercedes F1 driver. This is a special day for me and I want to say a huge thank you to @WilliamsRacing, @MercedesAMGF1 and everyone who has supported me in getting to where I am today. I couldn’t have done it without every single one of you. 💙 pic.twitter.com/MmGA1vr9mR
Nesse dia, também foi confirmada a manutenção da dupla composta por Pierre Gasly e Yuki Tsunoda na AlphaTauri. Se a continuidade do francês é absolutamente merecida (tem estado num nível bastante alto, consistentemente a pontuar e, por vezes, a lutar com os pilotos da McLaren e Ferrari), a do japonês já surpreende um pouco mais, porque Tsunoda teve um primeiro ano na Fórmula 1 com vários erros. Seja como for, a confiança mantém-se e Yuki vai ter uma segunda oportunidade de mostrar o seu valor.
Mas, depois da saída de Russell, havia um lugar deixado vago na Williams. E, ao mesmo tempo que confirmava a permanência de Nicholas Latifi por uma terceira temporada, a equipa chefiada por Jost Capito anunciou Alexander Albon para o próximo ano. Chegou a noticiar-se que a Williams estaria igualmente interessada em Valtteri Bottas, mas, com a Alfa Romeo a ganhar essa corrida em particular, a equipa virou-se para Albon.
BREAKING: Alex Albon will return to F1 with Williams in 2022!
Isto levanta a questão de o piloto-reserva da Red Bull assinar por uma equipa que não pertence à família Red Bull, mas Christian Horner não tinha espaço para Albon neste momento, com Verstappen e Sergio Pérez com o lugar firme, e chegou-se a um acordo para que o piloto ainda possa correr pela Red Bull no futuro, apesar de deixar de ser piloto do construtor austríaco.
Many asking if Alex Albon is still a Red Bull driver. Red Bull team spokesperson tells me “We have released Alex to become a Williams Racing driver in 2022 but retain a relationship with him that includes future options.” #F1#Albon#RedBullRacing
Falta apenas saber qual será a dupla de pilotos na Aston Martin e na Haas no próximo ano, faltando também saber quem será o parceiro de Valtteri Bottas na Alfa Romeo. A restante grelha está preenchida e o ano de 2022 na Fórmula 1 tem tudo para ser altamente imprevisível, devido aos novos regulamentos e devido aos pilotos que vão proporcionar um grande espetáculo ao longo dos fins de semana.
O mercado de transferências já fechou em toda a Europa, mas os jogadores que ainda não encontraram clube para a próxima época e não estão vinculados a qualquer clube ainda podem tomar decisões e chegar a acordo com uma equipa para contar com os seus serviços.
Seguem-se, então, cinco jogadores portugueses que ainda estão disponíveis para assinar por qualquer equipa, dos quais alguns davam muito jeito a equipas do nosso campeonato.
A posição de guarda-redes pode ser considerada a mais ingrata de todas, e num clube como o SL Benfica pode ser ainda mais.
Ou o guardião é muito bom e agarra a titularidade, ou tem de esperar que o colega de posição se lesione ou cometa um grande deslize para conseguir a oportunidade de pertencer ao onze inicial.
Todos sabemos que Jorge Jesus não é fã de elogiar guarda-redes, mas a verdade é que Vlachodimos tem sido uma figura de destaque da equipa e merece muitos elogios.
Uma vez que o grego tem estado em grande plano, decidi fazer um top com os cinco melhores guarda-redes que passaram pela Luz. Tarefa algo complicada, uma vez que os encarnados já tiveram grandes nomes a defender as suas redes.
A sabedoria popular aconselha a todos: “Não voltes a um lugar onde já foste feliz”. Por isso, no caso de Alex Soares, está a voltar a um país onde teve uma má experiência, que espera reverter. O novo jogador do Volos NFC, da primeira divisão grega, abordou todos os passos da carreira, mas, na hora de olhar para trás no tempo, confessa que, se voltasse a ter 20 anos, não mudava o caminho que percorreu. Nem sempre acreditou que podia ser profissional de futebol, mas a ilha da Madeira trocou-lhe os planos e, aos 30 anos, ainda espera aprender e melhorar como jogador.
«Quando fui para o Marítimo percebi que ia ser jogador de futebol».
Bola na Rede:Nasceste em Lisboa. Quais são as tuas primeiras memórias com a bola no pé? Muitos vasos partidos?
Alex Soares: (risos) Por acaso, não. Lembro-me de jogar futebol na escola e de gostar. Sempre que podíamos, no intervalo, estávamos a brincar com a bola. Era uma coisa que fazíamos desde pequeninos, é normal todos os miúdos gostarem de jogar à bola e nós não éramos exceção. Penso que foi aí que começou tudo.
Bola na Rede:Como e com que idade surge a oportunidade para jogares no Benfica?
Alex Soares: Os meus pais são benfiquistas. O meu pai era mestre de karaté e eu estava a aprender com ele, mas um dia, com 10, 11 anos, passámos os dois no Estádio Da Luz e vi uns miúdos a jogar futebol. Pedi logo ao meu pai para me inscrever nas escolinhas do SL Benfica. Assim, deixei o Karaté e comecei a jogar futebol. Começou depois de ver os outros a jogar, experimentei e correu bem comigo.
Bola na Rede:Sempre foste médio centro? Normalmente, no início, todos querem jogar na frente e ser avançados, aconteceu contigo, também?
Alex Soares: Eu era avançado no futebol de 7 e no primeiro ano de futebol de 11. Depois, passei para médio e fiquei sempre nessa posição, desde os iniciados e até agora. Bola na Rede:Qual é a posição no terreno e que sistema tático acreditas que te assenta melhor?
Alex Soares: Gosto de jogar como um oito, numa ligação entre a defesa e o ataque. Não sou propriamente um 10 ou um seis, mas gosto de fazer essa ligação. Gosto de jogar no 4-3-3 normal, com um médio defensivo e dois interiores. No entanto, também gosto de jogar só com dois médios, num 4-4-2 clássico ou um 3-4-3, porque é nestes sistemas que tenho mais liberdade de andar pelo campo onde for preciso.
Bola na Rede: É quase um Box To Box…
Alex Soares: É isso mesmo.
Bola na Rede:Se tivesses de escolher as tuas melhores características como jogador, quais seriam e porquê?
Alex Soares: Acho que leio bem o jogo, sei o que o que está a pedir em cada momento. Além disso, acho que tenho boa qualidade de passe, vertical, principalmente. Não gosto de andar a passar a bola atrás no campo, porque gosto mais de colocar a bola na frente para os outros atacarem.
Bola na Rede:Percebeste desde cedo que podias ser jogador profissional?
Alex Soares: Ainda demorou algum tempo. Sempre gostei muito de jogar futebol, mas sempre soube que tinha miúdos melhores que eu. Até as coisas realmente acontecerem, sempre achei que não ia dar certo, por vários motivos. Não é que não fizesse por isso, mas tinha colegas que já eram internacionais e com outras qualidades que fazem mais a diferença no jogo. Era mais legítimo para eles serem jogadores, que eu, que me limitava a fazer a minha parte e sempre fiz tudo para chegar lá, felizmente correu bem.
Bola na Rede: Foram sempre expectativas um pouco mais baixas.
Alex Soares: Foram. Sempre quis ser jogador de futebol, mas sei que fazer golos e assistências faz muito a diferença. Sempre tive a noção de que eram esses que davam o salto mais rápido, mas o segredo foi sempre acreditar que eu também ia lá chegar e aconteceu.
Bola na Rede: Fizeste muitos sacrifícios para conciliares os estudos com o futebol?
Alex Soares: Fiz até ao 12.º ano. A partir daí, o futebol começou a ficar mais sério e acabei por não fazer mais nada. Até lá, nunca tive conflitos entre a escola e o futebol. Eu estudava durante o dia e treinava durante a tarde, então não havia conflito. Quando cheguei ao Oeiras, por exemplo, já era mais difícil porque voltava mais tarde a casa e jantava muito tarde, mas havia tempo para tudo e nunca houve problemas.
Bola na Rede:Qual foi o momento em que pensaste “Eu vou ser mesmo jogador profissional de futebol”?
Alex Soares: Quando fui para o Marítimo. Fiz o meu primeiro ano de sénior no Esperança de Lagos, mas não éramos profissionais e depois fui para a Grécia e as coisas não correram bem e, claro, fiquei preocupado com o futuro. Entretanto, surgiu o convite do CS Marítimo, as coisas começaram a correr de maneira diferente e comecei a assumir-me jogador de futebol.
Nova temporada, novas ambições. É assim que muitas equipas vêem a nova época da NBA. Entre todas as equipas, há uma que se destaca: os Chicago Bulls. O mercado de trocas e a free agency mexeu imenso com os Bulls, devido às várias aquisições. É uma equipa com muita história e uma das mais conhecidas no mundo do desporto, mas não conheceram o sabor do sucesso nos últimos anos.
Os Bulls ficaram muito conhecidos devido a Michael Jordan, um dos melhores basquetebolistas de todos os tempos, que foi a principal figura dos 6 campeonatos que a equipa venceu. Um jogador que mudou a história da modalidade. A equipa liderada por Phil Jackson tinha outros grandes jogadores, entre os quais: Scottie Pippen, Dennis Rodman, Steve Kerr e Ron Harper. A equipa de 1995-96 é considerada, para muitos, como a melhor de sempre. Chicago não voltou a ter uma super equipa desde então.
O mais perto que tiveram de ter uma equipa campeã foi em 2011, quando voltaram a ter um MVP: Derrick Rose. Nesse ano, os Bulls chegaram às finais da conferência, onde perderam para os Miami Heat, de LeBron James e Dwyane Wade. No ano seguinte, Rose lesionou-se na primeira ronda e tanto o jogador como os Bulls não voltaram a ter muito sucesso – a última participação nos playoffs foi na temporada 2016-2017.
Na última época (2020-21), os Bulls ficaram em 11º, a um lugar dos playouts, falhando assim a ida aos playoffs. Mas nem tudo foi mau. Houve um jogador que se tornou All-Star: Zach LaVine.
O melhor jogador dos últimos anos dos Bulls tem sido fulcral na reconstrução da equipa desde que se juntou à equipa em 2017, numa troca que envolveu vários jogadores, incluindo Jimmy Butler. Nesta época, LaVine concretizou grande parte dos lançamentos (0.507 fg%), registou a melhor média de acertos atrás da linha de três pontos (0.419%), mais assistências por jogo (4.9), mais ressaltos por jogo (5.0) e mais pontos por jogo (27.4). Foi, sem dúvida, a melhor época de LaVine na NBA. A cereja no topo do bolo foi quando conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Verão com o seu país, os Estados Unidos da América.
Zach LaVine solidified himself as a superstar last season 🌟
No decorrer da última época e já depois do último NBA All-Star, os Bulls realizaram uma troca para garantir mais uma estrela: Nikola Vucevic. O poste de Montenegro foi uma grande aquisição para os touros, apesar de ter jogado apenas 26 jogos. Durante esse período, Vucevic conseguiu 21.5 pontos por jogo, 3.9 assistência por jogo e 11.5 ressaltos por jogo – uma média de um duplo-duplo por jogo.
Ora, com a nova temporada, os Bulls foram buscar vários reforços sonantes. O principal foi o veterano DeMar DeRozan, antigo jogador dos SA Spurs e lenda dos Toronto Raptors. Foi uma troca que surpreendeu muitos fãs, que não esperavam ver o basquetebolista num clube do Este que não fosse de Toronto. Apesar de ter falhado os playoffs na última época, DeRozan foi crucial nos Spurs: 21.6 pontos por jogo e 6.9 assistências por jogo. Para muitos, o novo jogador do Bulls merecia ter sido All-Star na última época, vamos ver se garantirá a sua quinta presença na nova época.
Outro jogador que se juntou aos touros foi Lonzo Ball, um dos três irmãos Balls. Depois de não ter correspondido às expectativas dos fãs durante a sua estadia nos LA Lakers, Lonzo teve uma nova oportunidade para mostrar o seu talento nos New Orleans Pelicans, onde jogou duas épocas.
Na última temporada, Lonzo teve a sua melhor época ofensiva: 14.6 pontos por jogo, acertou 41,4% dos seus lançamentos na quadra e 40,9% dos que fez atrás da linha de três pontos. Foi uma época surpreendente, tendo em conta que é um jogador que prefere passar do que lançar. É uma grande aquisição para os Bulls, especialmente para LaVine, DeRozan e outros que vão receber os passes de Lonzo.
Lonzo Ball BRILHOU no ataque e na defesa na vitória do @PelicansNBA em Houston!
Fora esses jogadores, ainda há mais aquisições: o antigo basquetebolista dos LA Lakers, Alex Caruso e ex-campeão do concurso de afundanços, Derrick Jones Jr. No plantel da época transata, mantiveram-se jogadores importantes como Patrick Williams e Coby White.
A época 2021-22 poderá ser muito feliz para os adeptos da equipa. Muito provavelmente vão ser uma das 8 equipas da conferência. Este que vão participar nos playoffs e devem ter novamente jogadores no NBA All-Star. A turma de Billy Donovan está com sede e poderão seguir o exemplo dos Phoenix Suns e Atlanta Hawks da última época.
A CRÓNICA: QUANDO OS GOLOS SURGEM NOS TIMINGS CERTOS…
Na última paragem de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões Feminina, a equipa feminina do SL Benfica goleou o FC Twente por 4-0, após ter somado um empate a uma bola nos Países Baixos.
O jogo chegou a estar bem mais complicado do que o resultado final aparenta, mas uma entrada de rompante das águias na segunda parte terminou com todas as aspirações do adversário.
Num início de jogo algo tremido, o FCTwente apoderou-se da bola e instalou-se no meio-campo encarnado com algumas aproximações à baliza de Letícia, sobretudo através dos pés de Renate Jansen e de Suzanne Giesen.
Depois de 25 minutos mais apagados, as encarnadas mudaram o chip e o “encolhimento” inicial deu lugar à exploração de novas dinâmicas de ataque pelos flancos, fruto essencialmente de um maior envolvimento coletivo.
A partir da meia hora de jogo, começaram a surgir as oportunidades do SL Benfica, nomeadamente com os remates perigosos de Catarina Amado e Cloé Lacasse. O ascendente encarnado era evidente e a formação portuguesa chegou mesmo ao primeiro golo do encontro à beira do intervalo: Cloé Lacasse percorreu alguns metros com a bola, enquadrou-se para a baliza e abriu o ativo no Seixal numa altura muito importante do jogo.
Mas mais importante ainda foram os momentos em que as águias ampliaram a vantagem, com dois golos de rajada no regresso dos balneários. Numa jogada muito bem pensada a partir de trás, Cloé Lacasse descobriu Nycole Raysla no coração da área e a brasileira atirou para o 2-0 logo a abrir o segundo tempo. Os festejos encarnados subiram de tom com o terceiro golo, que apareceu três minutos depois dos pés, novamente, de Cloé Lacasse.
Cloé Lacasse teve uma noite de gala pelo SL Benfica Fonte: Sebastião Rôxo/ Bola na Rede
A equipa feminina do FCTwente sentiu (e de que forma…) o impacto dos golos do SL Benfica e foi somando erros atrás de erros, perante umas águias muito mais atrevidas e confiantes.
Nesses minutos de pura instabilidade holandesa, cada ataque encarnado significava um momento de perigo, nomeadamente com as investidas de Pauleta e Cloé Lacasse – ela que chegaria ao hattrick à passagem do minuto 72’ num contra-golpe simples e eficaz. As oportunidades multiplicaram-se e, até final, destaque para o remate ao poste da recém-entrada Marta Cintra.
Com esta goleada, a formação feminina do SL Benfica avança para a fase de grupos naquela que é a sua segunda participação na Liga dos Campeões. Escreve-se, assim, mais uma página bonita na História do futebol feminino português.
A FIGURA
Cloé Lacasse marcou um hattrick pelo SL Benfica no jogo de hoje Fonte: Sebastião Rôxo/ Bola na Rede
Cloé Lacasse – Que grande exibição da ponta de lança do SL Benfica! Três golos e uma assistência numa noite de sonho para Cloé Lacasse, que até poderia ter obtido números maiores.
A atacante das águias soube vir buscar jogo atrás, segurar a bola quando era necessário, desmarcar-se das oponentes diretas e ainda teve uma leitura muito correta das movimentações das colegas.
A juntar a isso, somaram-se as várias tentativas de visar a baliza contrária, de todas as formas e feitios. Os aplausos e as vénias aquando da substituição foram demonstrativos disso mesmo.
Kerstin Casparij – Uma exibição desinspirada da lateral-direita do FC Twente. No primeiro tempo, a atleta de 21 anos foi, a par de Anna-Lena Stolze, uma das jogadoras que mais bolas perdeu em zonas determinantes do campo.
As descoordenações táticas no corredor direito avolumaram com o crescimento do SL Benfica no encontro e, no segundo tempo, a holandesa não teve grande margem de manobra para melhorar, fundamentalmente em função da quantidade de vezes em que teve de baixar no terreno, mas sem grande sucesso.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Filipa Patão alterou apenas uma peça por comparação à equipa inicial apresentada nos Países Baixos, com a entrada de Cloé Lacasse para a posição de Marta Cintra no ataque encarnado.
Organizadas em 4-4-2, as encarnadas sentiram várias dificuldades para sair a jogar com a bola na primeira meia hora de jogo e foram perdendo praticamente todos os duelos até então.
Apesar disso, a equipa foi conseguindo “branquear” o domínio das holandesas e, aos poucos, equilibrou as linhas e passou a construir jogo com mais qualidade, principalmente com recuperações nos corredores laterais.
A ligação entre setores passou a funcionar em pleno e as oportunidades começaram a surgir naturalmente, principalmente numa segunda parte em que praticamente todos os ataques se traduziam em oportunidades de perigo.
O papel das laterais do SL Benfica revelou ser letal no início do segundo tempo para criar vários desequilíbrios entre as linhas adversárias e sair a jogar com muito mais critério.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Letícia (6)
Lúcia Alves (7)
Carole Costa (7)
Sílvia Rebelo (6)
Catarina Amado (8)
Beatriz Cameirão (6)
Pauleta (7)
Andreia Faria (6)
Ana Vitória (6)
Cloé Lacasse (9)
Nycole Raysla (8)
SUBS UTILIZADOS
Valéria Silva (6)
Francisca Nazareth (6)
Christy Ucheibe (5)
Marta Cintra (-)
Maria Negrão (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC TWENTE
Já Robert de Pauw decidiu promover duas mudanças em relação ao jogo da primeira mão: Lysanne van der Wal ocupou a vaga deixada por Marisa Olislagers no corredor esquerdo e Kayleigh van Dooren entrou para o lugar de Bente Jansen na ala contrária.
Apesar de terem alinhado em 4-4-2 em organização defensiva, as holandesas optaram pela construção a três a partir de trás, com a lateral van der Wal a juntar-se à dupla de centrais, de modo a facilitar a projeção ofensiva na direita (com Kerstin Casparij no apoio a Anna-Lena Stolze). Contudo, a desinspiração tomou conta desse corredor e grande parte do jogo inclinou-se para as tentativas de desequilíbrio pelo corredor central.
O técnico do FC Twente identificou as lacunas na sua equipa e não foi de admirar a substituição de Anna-Lena Stolze por Bente Jansen ao intervalo, porém, nem houve tempo para a estratégia ser implementada.
Os golos de rajada do SL Benfica no início do segundo tempo desmoralizaram o conjunto neerlandês, que perdeu completamente a concentração no jogo, acumulando erros atrás de erros.
O menino que há pouco mais de um ano foi promovido à equipa principal do Sporting CP vai agora partilhar o balneário com alguns dos melhores jogadores do mundo. Nuno Mendes deixou a casa que o viu crescer, ainda que por empréstimo, rumo a Paris, sendo que a probabilidade de para o ano envergar a verde e branca é quase nula.
O nosso “Kandimba” beneficiou da saída de Marcos Acuña, agarrou o lugar no corredor esquerdo do campo e foi preponderante para a conquista do 23º campeonato nacional do Sporting CP, revelando-se uma das principais figuras do plantel leonino.
47 milhões de euros por Nuno Mendes: bom ou mau negócio?
Recapitulando os detalhes da transferência de Nuno Mendes para o Paris Saint-Germain FC, o lateral esquerdo foi cedido por empréstimo válido por uma temporada, com uma taxa a ser paga pelos franceses de sete milhões de euros. No final da presente época desportiva, o gigante económico tem uma opção de compra de 40 milhões, que não é obrigatória devido às regras do fair-play financeiro. A confirmar-se a transferência definitiva do atleta, o Sporting CP consegue a segunda maior venda da sua História, apenas atrás da de Bruno Fernandes.
Em sentido contrário, chega Pablo Sarabia. O internacional pela seleção espanhola era alegadamente pretendido em Espanha e Itália, mas preferiu vir para Alvalade para ter mais tempo de jogo. É mais uma opção para o trio da frente de Ruben Amorim, que tem sido algo criticado pelas poucas opções do plantel.
Apesar de achar que o Sporting CP poderia ter chegado aos 50M/60M pelo passe de Nuno Mendes, não consigo deixar de achar que o negócio foi positivo para o clube. Para além do forte encaixe financeiro que vai arrecadar no início da próxima temporada, recebe ainda um jogador que está a um patamar acima do campeonato nacional, tanto dentro de campo como a nível do seu vencimento. Penso que Sarabia tem todas as condições para ser uma das principais figuras da Liga Portuguesa, e vai acrescentar qualidade e experiência ao jovem grupo leonino nos jogos europeus.
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 31, 2021
É uma saída que o meu lado emocional custa a aceitar, apesar de a razão me dizer que seria impossível manter um jogador deste calibre por muito mais tempo. Nuno Mendes teve uma evolução incrível, no aspeto físico e tático, tornando-se num dos laterais mais promissores em todo o mundo. É um atleta completo, que alia qualidade técnica (ao nível do drible, passe e cruzamento), velocidade, pujança física e ainda segurança defensiva. É um atleta com uma margem de progressão enorme, que com certeza irá deixar a sua marca no futebol mundial.
Aproxima-se o primeiro confronto da fase de grupo da Liga dos Campeões, desafio que o SL Benfica cumprirá no Olímpico de Kiev.
À sua espera tem o Dínamo, vencedor de tudo o que havia para conquistar internamente e que é a base da seleção ucraniana.
Na última convocatória foram dez selecionados do seu plantel, no onze titular frente à França (1-1) foram cinco – Tymchik (defesa-direito), Zabarnyi (defesa-central), Mykolenko (lateral-esquerdo), Shaparenko (médio-centro), e Tsyngakov (extremo-direito).
Três dias antes, no empate no Cazaquistão, jogaram ainda Buyalskyi (número dez), Sydorchuk (médio-centro) e Karavaev (defesa-direito). Ou seja, só não somou minutos o guarda-redes Boyko, remetido a papel de suplente por Pyatov.
O SL Benfica está inserido no grupo E da Liga dos Campeões com o FC Bayern Munique, FC Barcelona e FC Dynamo Kiev. #UCLpic.twitter.com/3Jozenynjq
— Information Glorious – SL Benfica (@InformGlorious2) August 26, 2021
Portanto desengane-se quem imagina um SL Benfica seguro na terceira posição do grupo, a tentar-se intrometer nos dois primeiros lugares – o Dínamo tem equipa muito competente, atrevida, e que, apesar da muita juventude, com uma base de anos e com muito minuto partilhado.
A favor dos portugueses surge a fase de menor fulgor físico da equipa, com lesões de elementos preponderantes: Mykolenko, carrillero canhoto, voltou da seleção com queixas; Buyalskyi, que estava em grande forma neste inicio de temporada, lesionou-se no adutor frente ao Cazaquistão e para duas semanas; e Besyedin, o ‘bad boy’ do ataque e no clube desde 2016, encontra-se igualmente fora de combate. Três lesões que podem alavancar as hipóteses encarnadas em Kiev.
Decidimos então eleger cinco dos mais importantes (e disponíveis) jogadores do plantel do Dínamo e tentar dar uma contextualização do seu papel no presente e futuro da equipa.
Apesar de ser um desporto que remunera financeiramente muito bem os atletas de alto nível, não há como negar que o futebol é uma profissão extremamente exigente a níveis físico, mental e técnico. Portanto, muitos deles procuram actividades ou hobbies para distraí-los quando querem escapar um pouco da rotina profissional de um futebolista.
Enquanto que alguns hobbies de craques da bola podem parecer comuns aos olhos de muitos, outros podem nos surpreender, como veremos a seguir. Do hobby de tocar piano até a paixão pelas tatuagens, destacamos algumas actividades que seis jogadores de classe mundial gostam de fazer no tempo livre.
Alexis Sánchez
Estrela do futebol chileno, Alexis Sánchez tem apreço para a música. Em diferentes oportunidades, o avançado do Inter Milão já mostrou o seu talento para tocar piano, principalmente em publicações no seu perfil do Instagram.
Em 2018, quando defendia as cores do Manchester United, Sánchez foi convidado pelo sector de marketing da equipa inglesa para tocar um trecho do hino do clube, ‘Glory, Glory, Man United’, no piano. O vídeo está no YouTube, no canal do United, e já tem mais de 1 milhão de visualizações.
Em 2018, quando defendia as cores do Manchester United, Sánchez foi convidado pelo sector de marketing da equipa inglesa para tocar um trecho do hino do clube, ‘Glory, Glory, Man United’, no piano. O vídeo está no YouTube, no canal do United, e já tem mais de 1 milhão de visualizações.
Gareth Bale
Dono de uma carreira desportiva repleta de conquistas no futebol, Gareth Bale nunca escondeu a sua paixão pelo golfe. Em uma das suas propriedades, ele chegou a construir um campo de minigolfe e uma réplica de três buracos de circuitos profissionais.
Muitas das vezes, Bale é criticado por ir ao campo de golfe pelos adeptos, mas o extremo-direito do Real Madrid não vê grande problema nisso. Em 2019, o site espanhol ‘Marca’ publicou algumas declarações do atleta galês sobre o golfe. Na publicação em questão, Bale defendeu que o futebol é a sua principal paixão e que o golfe é um hobby como qualquer pessoa teria.
Na última edição do Campeonato da Europa, conquistada pela Itália nos pénaltis, a seleção galesa proibiu Bale de jogar partidas de golfe durante a competição. O departamento médico do País de Gales alegou que Bale não poderia arriscar sua saúde a jogar golfe.
Gabriel Jesus
Titular da seleção brasileira no Campeonato do Mundo de 2018, Gabriel Jesus é um dos principais jogadores do Manchester City FC. Fora das quatro linhas, um dos hobbies favoritos do brasileiro é o poker, modalidade de cartas que exige do competidor o aprendizado de alguns conceitos estratégicos para ter sucesso nas partidas.
Em 2018, quando estava de férias no Brasil, o avançado do Manchester City foi convidado a participar de um evento do Brazilian Series of Poker (BSOP), principal circuito de poker da América Latina. Gabriel não conseguiu terminar entre os primeiros, mas teve a oportunidade de competir ao lado de jogadores do mais alto nível.
Sergio Agüero
Principal aquisição do Barcelona para a actual época do futebol espanhol, o avançado Agüero é um fã de eSports (desportos electrónicos) e tem como hobby principal jogar partidas de FIFA. No ano passado, o argentino lançou a própria equipa de videogame, a KRÜ Esports.
Por enquanto, a KRÜ Esports disputa somente campeonatos dos games FIFA 21 e Valorant. Em agosto deste ano, a equipa de Agüero venceu a final do VALORANT Challenges LATAM, uma das principais competições da modalidade na América Latina.
Na Twitch, popular serviço de streaming com foco em games, o canal oficial de Agüero, ‘SLAKUN10’, já conta com mais de três milhões de seguidores. Por lá, é possível assistir Agüero a jogar FIFA 21, com amadores e profissionais do game.
Diogo Jota
Outro avançado de classe mundial também é um grande fã do game FIFA 21: o português Diogo Jota. Um dos homens de confiança de Jurgen Klopp, no Liverpool, Jota não é apenas um jogador recreativo de FIFA 21 e sim um dos melhores do mundo no game — algo impressionante.
Em fevereiro deste ano, Jota concluiu de forma invicta o torneio semanal Weekend League, do FIFA 21. Com o feito, o avançado do Liverpool terminou nas primeiras posições do ranking mundial do PlayStation (PS4 e PS5), conquista que é muito difícil até mesmo para profissionais de eSports.
Ángel Di Maria
Extremo-direito do PSG, Ángel Di Maria é um dos grandes nomes do futebol argentino actualmente. Fora do relvado, Di Maria gosta de aproveitar o seu tempo livre de distintas maneiras, mas é facto que as tatuagens é um dos hobbies favoritos do argentino.
Além de ter muitas tatuagens espalhadas pelo corpo, Di Maria também é tatuador. No seu Instagram, o atleta do PSG já fez registos de algumas tatuagens que ele fez em amigos. Além disso, recentemente o extremo-direto tatuou na coxa esquerda a taça da Copa América 2021, título que a seleção argentina não conquistava desde 1993.