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Liga Italiana: A “estrelinha” do Inter, o desastre Juve e o sonho da Fiore

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cab serie a liga italiana

Se, antes de a Serie A começar, alguém dissesse que a Juventus à 5ª jornada só teria 5 pontos e que o Inter venceria todas as partidas, apelidaríamos essa pessoa de sonhadora, louca ou diríamos que esta não perceberia nada de futebol. Felizmente não existem certezas dentro dos relvados e este seria o prognóstico certo!

Alguém acreditaria que a Vecchia Signora de Pogba, Mandzukic, Cuadrado, Marchisio, Morata, Khedira, Buffon e companhia perderia tantos pontos? Não. Mas o futebol é imprevisível e em 5 jogos a Juventus apenas venceu à 4ª jornada, em Génova, por 0-2.

Depois de três jornadas a desiludir, a equipa de Alegri deslocou-se ao Luigi Ferraris e trouxe os 3 pontos, fazendo toda gente pensar que seria o regresso à normalidade, juntando a este triunfo a vitória a meio da semana em Manchester frente ao City, com grande categoria.

Engano puro! Na partida da 5ª jornada, a Juve recebeu ao Frosinone, último do campeonato com 0 pontos, e voltou a fazer uma partida medíocre e a ceder mais dois pontos. O lanterna vermelha marcou muito perto do fim e anulou o golo de Zaza, apontado no início da segunda parte. Massimiliano Alegri ainda não arranjou um onze base e a sua rotação não tem ajudado a estabilizar a equipa e, neste momento, já se encontra a 10 pontos do líder invicto… o surpreendente Inter de Milão.

O golo de Zaza não foi suficiente para a Juventus vencer em casa o Frosinone Fonte: Facebook oficial da Juventus
O golo de Zaza não foi suficiente para a Juventus vencer em casa o Frosinone
Fonte: Facebook oficial da Juventus

O conjunto orientado por Mancini continua imparável, tendo do seu lado aquilo a que muitos chamam a “estrelinha de campeão”. Soma por vitórias todos os jogos e sempre pela margem mínima. Tem apenas um golo sofrido, no único jogo que não venceu por 1-0, em Carpi, à 2ª jornada. Nesta 5ª jornada, recebeu e bateu o Hellas Verona com um golo solitário de Felipe Melo, após canto. A “estrelinha” Nerazurri esteve bem patente neste jogo pois segundos antes de o brasileiro fazer o tento decisivo o Hellas esteve bem perto do golo, com Sala a rematar à barra.

Logo a seguir ao Inter de Milão vem a Fiorentina, de Paulo Sousa, que voltou a vencer. Desta vez, a vítima foi o Bolonha, com golos de Błaszczykowski e Kalinic. Mais uma exibição consistente dos Viola, que começam a sonhar. Aliás, Paulo Sousa disse esta semana que não sabe até onde esta equipa pode ir. Um Scudetto? Ninguém os pode impedir de sonhar e as performances até ao momento dão confiança para o futuro. São 4 vitórias e um deslize em Torino, fruto de 20 minutos de desconcentração.

Inter e Fiorentina são os dois líderes e vão medir forças no domingo. Haverá novo líder ou continuaremos com um líder invicto?

O outro grande destaque da Serie A é o Sassuolo, que é o 3º classificado, com 11 pontos, e também ainda não perdeu na competição. Nesta jornada a meio da semana foi a casa do Palermo vencer com um golo de Floccari, sendo que na jornada anterior tinha ido a Roma empatar com a equipa de Totti.

Por falar nos romanos, é de destacar mais uma jornada sem vencer, depois do tal empate caseiro. A deslocação à Sampdoria trouxe a primeira derrota no campeonato, num jogo onde uma asneira de Manolas (auto-golo ridículo) deitou tudo a perder. Éder Martins, o melhor marcador do campeonato, abriu a contagem, mas Salah viria a empatar o jogo. Só que, ao cair do pano, o grego entregou o ouro ao adversário e atrasou a Roma na perseguição ao Inter. O conjunto de Rudi Garcia está no 8º posto, com 8 pontos. A Sampdoria está no grupo dos quartos classificados, com 10 pontos, juntamente com Torino e Chievo.

Neste jogo esteve a grande atração desta jornada para os portugueses. Pedro Pereira, lateral, de 17 anos, que este ano assinou pelo clube de Génova, foi novamente titular e esteve em bom plano nesta partida, frente a Salah e companhia. É o segundo jogo completo do miúdo, que vestiu a camisola do Benfica até à época transata. Grande surpresa, este Pedro Pereira, com um futuro brilhante à sua frente!

Pedro Pereira, menino de 17 anos, em ação frente à Roma Fonte: Facebook U. C. Sampdoria
Pedro Pereira, menino de 17 anos, em ação frente à Roma
Fonte: Facebook U. C. Sampdoria

Por falar em portugueses, é de destacar negativamente Bruno Fernandes, que foi expulso (92’), na receção da “sua” Udinese ao AC Milan. O jogo terminaria a 3-2 para os milaneses, na partida que marcou o regresso de Balotelli aos golos (e que golo!), num livre direto, aos 5’. Giacomo Bonaventura e Cristian Zapata iriam colocar o resultado em 0-3 antes do intervalo, mas, no segundo tempo, os da casa iriam assustar. Manuel Iturra e Dúvan Zapata reduziriam, mas seria insuficiente. O AC Milan levou os 3 pontos e fixou-se no 7º lugar com 9 pontos.

Quem também tem 9 pontos é a Lazio, que recebeu e bateu o Génova por 2-0, com golos de Felipe Anderson e Djordjevic, reagindo ao desaire em Nápoles por 5-0. Os napolitanos, embalados por essa goleada, não foram além de um empate com o Carpi, que é penúltimo com 2 pontos. A equipa do San Paolo continua o seu mau arranque, com apenas uma vitória, somando-lhe três empates.

Resta falar de dois jogos para completar a jornada. Um deles foi o encontro entre o Chievo e o Torino, duas equipas que começaram bem a época e estão nos lugares cimeiros. Aliás, em caso de vitória, o Torino ascenderia ao 2º lugar, mas acabou por sair derrotado de Verona por 1-0, com um golo de Lucas Castro. Com este resultado as duas equipas igualaram-se em pontos e estão no 4º lugar da classificação.

Por último, o Empoli, de Mário Rui, recebeu a Atalanta e perdeu por 1-0, com o golo a ser apontado pelo central brasileiro Rafael Tolói.

 

Jogador da jornada: Pedro Pereira (Sampdoria)

Numa semana de jornada dupla não houve nenhum jogador que se destacasse nos dois jogos realizados, por isso saliento os dois primeiros jogos a titular (completos) do lateral direito português de 17 anos, ao serviço da Sampdoria. O defesa convenceu o técnico e parece ser uma aposta a manter. Não faltam miúdos com qualidade na formação portuguesa. Aqui está mais uma prova!

Treinador da semana: Eusebio di Francesco (Sassuolo)

O treinador do Sassuolo merece o destaque por conseguir manter a sua modesta equipa invicta no campeonato, sobretudo numa semana de jornada dupla, em que o Sassuolo tinha de fazer duas deslocações. A primeira à capital, para defrontar a Roma, de onde trouxe um ponto (empate a 2), e depois uma, sempre difícil, viagem até Palermo, trazendo 3 pontos e subindo ao 3º lugar. Que surpresa!

Momento da semana:

O golo do Frosinone à Juventus: um verdadeiro balde de água fria para a Vecchia Signora, que já pensava que o jogo estava ganho. Queria a equipa de Allegri chegar à segunda vitória consecutiva, mas o lanterna vermelha conseguiu o golo aos 92’ e alcançou o primeiro ponto da temporada, agravando a crise da Juventus.

Foto de capa: Facebook Oficial do Internazionale Milano

A reacção faz o carácter

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cab premier league liga inglesa

A forma como se reage, à adversidade ou à bonança, pode definir uma pessoa, uma relação, uma equipa. A resposta ao inesperado é uma espécie de bloco sobre o qual se assenta a personalidade, o carácter de cada uma destas entidades.

Esse será testado, no próximo fim-de-semana, quando se disputar a jornada 7 da Premier League. Veremos de que fibra são feitos alguns dos candidatos ao título: o Chelsea, depois de vencer, com ajuda de duas expulsões, o Arsenal por 2-0 em golos fortuitos poderá dar uma resposta cabal em St.James Park (campo onde particularmente Mourinho, o homem à prova, sente bastantes dificuldades, embora vá enfrentar um Newcastle em decadência, depois da derrota, caseira, diante do Watford, por 2-1), mantendo a senda vitoriosa que pode constituir uma viragem definitiva no rumo dos acontecimentos desastrosos do início de temporada, em perfeita oposição ao Manchester City, que perdeu, pela primeira vez, esta época para a Premier League perante o sensacional West Ham United, no Etthiad, com Slaven Bilic (ver treinador da jornada) a provar que tem um dom especial para tombar gigantes (para além dos citizens, também Liverpool e Arsenal sucumbiram, em casa, perante a organização dos hammers).

Resta saber se os citizens vão saber reagir (vão a White Hart Lane enfrentar um Tottenham em recuperação, depois de duas vitórias consecutivas – bateu o Crystal Palace na jornada passada depois de ter ido ao terreno do Sunderland vencer) e se o croata tem o que é necessário para manter a regularidade numa prova tão competitiva como a Premier League, quando receber o Norwich, em casa, que, por sinal, foi empatar com o Liverpool em Anfield Road.

Slaven Bilic, o nome da jornada 6 Fonte: Facebook Oficial do West Ham
Slaven Bilic, o nome da jornada 6
Fonte: Facebook Oficial do West Ham

Brendan Rodgers soube sobreviver a situações de pressão no passado, mas o conjunto de resultados começa a ser um fardo demasiado pesado para suportar, mesmo para uma pessoa com o seu carácter – a equipa não vence um jogo oficial há 6 jogos consecutivos! -, pelo que se reveste da maior importância a recepção ao Aston Villa, equipa ferida no orgulho depois de derrotada (Berahino foi o homem do jogo), em casa, perante o rival WBA, que se encontra num bom momento de forma e que será posto à prova na recepção a um Everton que também tem vindo a somar bons resultados, pois na ressaca da vitória aos campeões Chelsea foram ao País de Gales anular o ataque do Swansea (0-0)…

…, equipa cujo bom momento de forma inicial tem vindo a desaparecer com o passar da jornadas, depois de uma derrota em Watford e um empate caseiro. É necessária, portanto, uma reacção, para que os índices de confiança voltem a estar nos píncaros, ainda que a tarefa de bater o Southampton, fora de casa, seja bastante complicada, ainda por cima depois da boa exibição dos Saints diante do Manchester United, apesar da derrota por 3-2, num jogo em que Martial bisou.

O francês também terá algo a provar, e quererá “molhar a sopa” outra vez, desta feita diante de um Sunderland em baixa forma, depois da derrota perante o Bournemouth, construída nos 9 minutos iniciais, com o contributo de um jogador cada vez mais preponderante na manobra dos recém-promovidos – Callem Wilson -, embora o grau de dependência do avançado inglês não seja tão elevado como o do Leicester relativamente a Riyad Mahrez (ver jogador da semana), um jogador de quem cada vez mais se fala no mundo do futebol pelas sucessivas demonstrações de magia que vai apresentando, beneficiando o Leicester – a vítima foi o Stoke, que foi para o intervalo a vencer por 2-0, mas viu a magia argelina anular-lhe a vantagem com um golo e uma assistência. Resta saber se estes jogadores conseguirão manter a performance frente a adversários mais complicados, pois o Leicester enfrenta um Arsenal a querer recuperar da derrota em Stamford Bridge e o Bournemouth vai ao sempre difícil Stoke-on-Trent, que vai exigindo mais dos seus jogadores.

A jornada seis da Premier League teve, definitivamente, motivos de interesse. A próxima, pela expectativa de reacção de cada uma das equipas, não será, com certeza, diferente.

Treinador da jornada: Slaven Bilic (West Ham United)

Começa a deixar de ser surpreendente a forma como domina as feras mais temíveis da Premier League nos respectivos habitats, mas não deixam de ser feitos incríveis. Em seis jornadas já derrotou Arsenal, Liverpool e, agora, Manchester City nos respectivos redutos.
Os citizens pareciam caminhar sozinhos rumo ao domínio da Premier League, sem escorregadelas comprometedoras e com exibições convincentes, mas Bilic fez questão de o contratar.
Recebe, com justiça, pela terceira vez esta época, o prémio de treinador da jornada.

Jogador da jornada: Riyhad Mahrez (Leicester City)

À semelhança de Bilic, vai sendo cada vez menos surpreendente ver dele coisas fantásticas, mas nem por isso merecem ser menosprezadas. Mais uma vez, a sua magia serviu de motor para mais um excelente resultado do Leicester City, contribuindo decisivamente (um golo e uma assistência) para que a sua equipa recuperasse de uma desvantagem de dois golos, em Stoke-on-Trent.

Foto de Capa: Chelsea Football Club

A arrogância dos melhores

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hic sunt dracones

Em condições normais vamos ser campeões. E em condições anormais, também vamos ser campeões.” – Quem não se recorda da famosa frase de José Mourinho proferida a 20 de fevereiro de 2003? O FC Porto de José Mourinho, perante tal vaticínio, acabou mesmo por ser campeão com 11 pontos de avanço sobre o segundo classificado.

Arrogância de um “Special One” Fonte: ceroacero.es
Arrogância de um “Special One”
Fonte: ceroacero.es

Ora, o grande clássico contra os “encarnados” já lá vai mas nada me faz esquecer o respeito com que a equipa de Lopetegui entrou para este jogo. Tenho saudades do meu FC Porto arrogante, sabem? Podia perder um jogo aqui ou ali, podia perder um título acolá… mas a arrogância estava lá sempre. Nós somos melhores e sabemos que somos melhores. E vocês, na nossa casa, “baixam a bolinha”.

Sempre foi assim até há bem pouco tempo. Surgiu um vídeo pelo Facebook onde os adeptos do Benfica cantavam, antes do clássico, que “domingo é para ganhar”. Tenho saudades daqueles tempos em que os adeptos benfiquistas desejavam perder por poucos quando o Benfica se deslocava até ao Estádio do Dragão.

Não percebo o porquê de tanto respeito. Tanto medo. Tanto receio e tanto respeito pelos adversários. Estou longe de pedir zaragatas, mau futebol ou até algum pugilismo. Aliás, para mim o Diego Costa parava de jogar durante meia época para ver se aprendia. Gosto do futebol bonito. Mas também gosto de ser arrogante! Às vezes nem somos os melhores mas só o acreditar que somos catapulta-nos para exibições memoráveis. Onde é que se perdeu esta veemência, este acreditar de que se é o melhor?

Que se vejam e revejam os festejos de André André após o golo Fonte: FC Porto
Que se vejam e revejam os festejos de André André após o golo
Fonte: FC Porto

Ser do Futebol Clube do Porto é ser do melhor clube português. Ponto! Acabou! E quem não se achar o melhor tem sempre a porta aberta para ir embora. Se vens para o FC Porto vens para ser campeão. E não podes pensar em nada menos do que isso. O objetivo mínimo é ser campeão. O máximo é ser campeão. Ano após ano. Época após época. Conquista após conquista.

A arrogância dos melhores vive da ausência de dúvidas. Os melhores não duvidam que são os melhores. E acreditam tanto nisso que o demonstram em campo. Também falham, é certo. Mas apenas porque os planetas se alinharam e as estrelas também e, por acaso, o adversário se enganou. É simples. E se for preciso sofrer para ser o melhor, aprendemos a sofrer. Se for preciso ter sorte para ser o melhor, aprendemos a ter sorte. Se for preciso perder para ser o melhor, aprendemos a perder. Mas ninguém nos tira a razão: somos mesmo os melhores.

É por isso que é tão especial vestir de azul-e-branco. E se houver quem nos chame arrogantes, prepotentes ou insolentes… que chamem! É bom que sintam inveja por todo o historial e por todas as conquistas. Pela competência, pela paixão, pela ambição e pelo rigor. Somos o Futebol Clube do Porto, vestimos de azul-e-branco e pretendemos dominar o futebol português durante muitos mais anos.

Foto de Capa: UEFA

O Clássico de Alfred Hitchcock

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cabeçalho benfica

Há uns anos, numa noite como outra qualquer, decidi rever um filme de Alfred Hitchcock. Por motivos que desconheço – provavelmente algo do foro psicológico – viciei-me totalmente, o que me levou a consumir avidamente e em tempo recorde a esmagadora maioria da sua (longa) obra. À distância, vejo nesse período um acto voluntário de masoquismo: qualquer filme de Hitchcock é excepcional e superior; no entanto, de natureza maligna – um veículo de sensações desagradáveis, de tensão e angústia. Durante duas horas, seguimos o herói – perdido num contexto que lhe é estranho e inquietante – e sofremos, invariavelmente, das suas dúvidas e temores. Hitchcock serviu-se da ficção para expiar problemas reais: fobias de infância e adolescência, causadas pela severidade do pai e do colégio. Esses traumas deram origem à sua linguagem cinematográfica, porém, jamais o permitiram (ou à sua consciência) ir para além do pontual humor negro – não foi, em todo o caso, o pior exemplo do uso dado a um conjunto de frustrações e complexos.

A visita ao Estádio do Dragão é um filme deste género (e esta deve ser a comparação benfiquista mais simpática alguma vez feita). Hitchcock reclamava não se importar com o assunto dos seus filmes, nem com a moral ou a mensagem. Simplificando, apenas lhe interessava incomodar o espectador. Como tal, é necessariamente assim – sem tirar, nem pôr –, que qualquer benfiquista (ou qualquer bom adepto do próprio jogo) visiona esta película. Desde o genérico de abertura (que o realizador sempre utiliza), o ambiente é carregado a preto e branco: uma hostilidade primária e autóctone, feita por sombras e sons (embora piores que os de Bernard Herrmann), acossando o nosso herói e quem o apoia.

Na Luz, os filmes são sempre a cores vivas e alegres Fonte: Sport Lisboa e Benfica
Na Luz, os filmes são sempre a cores vivas e alegres
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

O universo de Hitchcock é imprevisível e quando lá mergulhamos sabemos de antemão que, por vezes, não basta ser-se jovem e bonito; que nem sempre o bem vence o mal. Na sessão de domingo, o protagonista passou duas horas confinado às quatro linhas, dando o seu melhor, dividindo o controlo e justificando a repartição dos louros. No entanto, o cinéfilo é experimentado e realista: sabe que quem manda nesta produção é o Mestre do Suspense – com total controlo do argumento –, dirigindo os noventa minutos ao jeito que lhe convém. Se lhe apetecer, a acção decorre com factos improváveis: se não há corvos e gaivotas, arrancam-se uns olhos com bolas de golfe; na ausência de Anthony Perkins, arranja-se um Maicon de pitões em punho no papel de Norman Bates – tudo em prol do sucesso do thriller psicológico.

Desconheço as frustrações que originaram esta linguagem artística mas, como apaixonado por cinema e futebol, devo admitir: se é para causar repulsa, funciona muito bem, com a vantagem de não perder o efeito de ano para ano. Alfred Hitchcock não faria melhor.

P.S.: Não gosto de perder, obviamente; muito menos de ver o Benfica a quatro pontos do primeiro lugar. No entanto, esta semana deixo para outros as análises técnicas e tácticas e dou-me por satisfeito, apenas, por termos já cumprido a etapa anterior. No sábado, a sessão é já noutro palco – por vezes, a qualidade dos técnicos e actores pode, eventualmente, provar-se inferior; e o vilão, no final, até pode mesmo vencer. No entanto, as matinés na Luz são para a toda a família: é futebol. E quando o golo é nosso, as crianças apanha-bolas gritam o seu amor pelo Benfica, nunca o ódio pelo adversário.

Futsal: São 5 contra 5 e no fim ganha o Brasil

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cab futsal

Na madrugada de terça para quarta-feira passadas pudemos assistir a um verdadeiro encontro de estrelas na Arena Castelão, em Fortaleza, curiosamente um dos palcos do Mundial 2014 em futebol de 11. Não, não é um equívoco da minha parte; foi mesmo colocado um recinto de Futsal no relvado, isto com o intuito de bater o recorde de espetadores numa partida de futsal, fixado em Setembro de 2014, num sempre escaldante Brasil x Argentina (56483). Este objetivo não foi alcançado, por larga margem, uma vez que apenas 11444 assistiram ao jogo no estádio.

Outro dos grandes pontos de interesse no jogo era o encontro entre duas lendas-vivas da modalidade, Ricardinho e Falcão. Se é praticamente unânime admitir que o atual melhor do mundo é o nosso Ricardinho, Falcão é uma estrela do futsal mundial, o melhor da história, já em fim de carreira e regressado após longa paragem por lesão. Vou agora fazer um resumo do jogo, que viu a seleção portuguesa entrar algo apática e pouco ativa na partida, remetendo-se à sua área defensiva e pouco mais. Aproveitou o Brasil para se adiantar no marcador aos cinco minutos de jogo, por intermédio de Xuxa, que disferiu um disparo para o fundo das redes lusitanas após um canto na direita. Portugal não se conseguia recompor e o Brasil, pouco depois, ampliou, através de um remate de meia distância do guarda-redes Tiago, numa jogada em que os jogadores portugueses não acompanharam devidamente o guardião canarinho, que aproveitou de forma exímia a oportunidade. Apesar de o resultado ao intervalo não ser nada favorável, podia ainda ter sido mais pesado, não fosse uma grande defesa de Bebé, após um forte remate de Falcão. O intervalo trouxe um Portugal renovado, que tentou a todo o custo contrariar o favoritismo brasileiro.

Jorge Braz alterou o guarda-redes, entrando Vítor Hugo, e o certo é que ele entrou muito bem na partida, fazendo uma série de boas intervenções, evitando assim um terceiro golo, que sentenciaria em definitivo o encontro. E mesmo em termos ofensivos a equipa portuguesa melhorou muito, tornando-se mais perigosa no ataque e aproveitando para encostar o Brasil “às cordas”, graças ao golo de Fernando Cardinal a cerca de 7 minutos do fim, colocando a diferença mínima no marcador. A partir daí, e até ao apito final, criámos um punhado de boas ocasiões para igualar o marcador mas infelizmente não foi possível alcançar o empate. Deixo uma palavra para o selecionador português, que na minha opinião deveria ter apostado mais cedo no 5×4, pois só no último minuto o fez.

Continua assim a “maldição” portuguesa contra o Brasil, que em 20 anteriores encontros o melhor que fez foi empatar em quatro ocasiões. Mas pelo que deu para ver, pelos últimos minutos do encontro, Portugal teve momentos muito bons e isso permite-me acalentar esperanças para os próximos desafios, de que jogando olhos nos olhos podemos bater qualquer seleção do mundo.

Foto de Capa: Facebook ‘Seleções de Portugal’

Son Heung-Min: De deixar os olhos em bico!

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cab premier league liga inglesa

O futebol asiático tem vivido um crescendo incrível nos últimos tempos. Os países orientais têm investido no futebol com largos milhões, mas não só em comprar estrelas reformadas. Os países asiáticos têm investido na formação e na abertura ao resto do mundo, e as mais recentes estrelas, como Son Heung-Min ou Kagawa, têm comprovado isso.

É um mercado para o qual se deve olhar mais e com infinitas oportunidades, numa altura em que o mercado sul-americano começa a ficar saturado. No Oriente podemos encontrar outro tipo de jogadores, com características diferentes e que podem levar a uma grande melhoria no futebol europeu. Son é o mais recente, e sonante, exemplo. O jovem sul coreano já nos tinha deixado de água na boca ao serviço do Leverkusen, onde jogava na zona central do último terço, umas vezes como médio ofensivo, outras como avançado. Nos Spurs tem-nos deliciado com uma jogabilidade que ocupa toda a frente de ataque. Tem jogado na ala direita, lugar preferencial para receber a bola com o requinte de Eriksen e de a entregar com toda a precisão coreana a Kane. A verdade é que Son não se limita à ala direita, entrando várias vezes para o corredor central, uma das principais razões que explicam as últimas excelentes exibições que culminaram com 3 golos em 3 jogos.

Son tem tudo o que um outro qualquer bom médio ofensivo europeu ou sul-americano poderia ter: qualidade de passe, velocidade e um excelente remate à distância. O que o diferencia? O rigor, a cultura táctica que tão bem caracteriza os orientais, tanto no desporto como em tantas outras coisas da vida. Son tem uma excelente cultura táctica, sabe ler o jogo e não faz um acto sem um propósito. Com isto podia-se pôr de parte a criatividade, uma vez que esta é uma qualidade que tantas vezes se opõe ao rigor e precisão, mas não. Son consegue alienar a criatividade, consegue romper e desmarcar companheiros de equipa, marcar e dar a marcar. É isto que faz dele uma das maiores promessas do mundo, são estas as características que, na Coreia, lhe valeram o apelido de ‘Sonaldo’.

Legenda: O sul coreano é a mais recente estrela a actuar em White Hart Lane Fonte: Facebook Oficial do Tottenham
Legenda: O sul coreano é a mais recente estrela a actuar em White Hart Lane
Fonte: Facebook Oficial do Tottenham

O futebol asiático já teve um representante de peso na Premier Legue, de seu nome Kagawa. Infelizmente não deu certo, a meu ver pelo facto de tanto Ferguson como Moyes insistirem de forma abusiva em colocá-lo na lateral esquerda quando o japonês é um nítido 10, de alma entregue ao jogo para percorrer todo o campo, dar e receber e, de vez em vez, desencantar um belo golo. Agora é a vez de Son; os primeiros tempos prometem e o facto de jogar na lateral direita e não como segundo avançado fazem esquecer o que poderiam ser as suas maiores debilidades na liga inglesa: o jogo aéreo e o seu físico. O facto de jogar onde joga dá-lhe liberdade para romper e maior competência para cruzar do que para cabecear. Em poucas palavras: tem tudo para dar certo!

Esperemos que este homem deixe a Europa de olhos em bico, que dê alento a esta equipa londrina, que tanto precisa. Acima de tudo, que seja um “embicar” de olhos para todos os olheiros começarem a olhar mais para o Oriente como uma janela de oportunidades, como um mercado emergente onde se podem inventar bons negócios e onde se podem achar grandes pérolas com características muito enriquecedoras, sobretudo para equipas que apostem no rigor táctico.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Tottenham

Futsal: Campeão sorri após dura batalha no Fundão

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cab futsal

Primeiro vou falar sobre um assunto já habitual nas minhas colunas semanais, isto é, o resumo da jornada da Liga Sport Zone de futsal, o principal escalão do nosso país. Atendendo ao que se tinha visto há menos de um mês, na Supertaça, as expectativas no que concerne ao jogo entre o SL Benfica e a AD Fundão estavam bastante elevadas. E, para não variar, a partida que decorreu no passado fim-de-semana no Pavilhão Municipal do Fundão não as defraudou em nada. Foi um duelo emocionante, com bons golos, muita emoção e alguma polémica à mistura, que começou com o Benfica a dominar as operações e a criar algumas situações de perigo, embora desta feita o Fundão se mostrasse bem mais atrevido do que na Supertaça, repartindo as ocasiões de perigo com os encarnados.

Até que, aos cinco minutos, e após uma bela jogada coletiva das “águias “, Ré aparece solto à entrada da área, conseguindo desfeitear Iogo Barro e inaugurar assim o marcador. Depois vem a fase turbulenta do jogo, com dois lances polémicos na área do Benfica; primeiro, com cerca de 10 minutos no encontro, Alessandro Patias toca com a mão na bola e o árbitro não tem dúvidas em apontar para a marca de grande penalidade, mas pouco depois voltou atrás na decisão. Não deu para perceber o que o árbitro assinalou, por isso não me vou alongar mais; e, pouco depois, o guarda-redes Juanjo toca com as mãos na bola no limite da área e recebe cartão amarelo. Ora, vendo a repetição várias vezes, dá a sensação de que o GR benfiquista está no limite da área, logo dentro. A polémica está na cor do cartão a mostrar a Juanjo, que caso o juiz da partida entenda que o guardião espanhol comete infracção, é automaticamente vermelho. Voltando ao encontro, eis que aos 13 minutos Tiago Soares empata, num contra-ataque rápido, em que a bola embateu no guarda-redes encarnado e entrou lentamente na baliza do Benfica. Perto do intervalo, o golo de Fernando Wilhelm, que desempatou o jogo a favor das “águias”. O jogo manteve este resultado até quase ao fim, altura em que Alessandro Patias aproveita o 5×4 da turma beirã para marcar o golo que resolve o jogo e fixa o resultado final, 1-3 a favor do Sport Lisboa e Benfica.

O Sporting entrou a perder mas conseguiu dar a volta Fonte: Facebook Futsal Sporting
O Sporting entrou a perder mas conseguiu dar a volta
Fonte: Facebook Futsal Sporting

De resto, destaque para a vitória natural do Sporting Clube de Portugal frente ao Modicus por 7-1, apesar de ter começado a perder, com um golo de Gabriel. Mas, a partir daí, notou-se bem a diferença de andamento entre as duas formações e o avolumar do resultado registou-se de forma natural. O Sporting Clube de Braga venceu a Quinta dos Lombos por 4-0, com um triunfo construído por inteiro na segunda metade; entre os 22 e os 27 minutos surgiram todos os 4 golos bracarenses.

Os Leões de Porto Salvo foram surpreendidos em casa pela Burinhosa, equipa do distrito de Leiria, que foi até aos arredores de Lisboa vencer por 1-3. Destaque também para a campanha 100% vitoriosa do SL Olivais, que partilha a liderança com o SL Benfica, e que nesta jornada foi vencer a Coimbra, no reduto do CS São João (4-7). O Belenenses logrou vencer no terreno do Gualtar, por 3-5. A equipa do distrito de Braga partilha a lanterna vermelha com o CS São João, com três derrotas em outros tantos jogos, e, embora ainda haja bastante tempo para recuperar, não é claramente uma posição cómoda para se estar. Finalmente, empate entre Rio Ave e Boavista, com a turma de Vila do Conde a somar o seu primeiro ponto nesta edição do campeonato.

Foto de capa: Facebook do Benfica

Ogier campeão; Fontes ainda espera

cab desportos motorizados

Há coisas que já se sabe desde o início, e que Ogier ia ser o campeão do mundo de ralis de 2015 é uma delas. Foi preciso esperar até ao fim de semana passado para o título ser confirmado, mas já há muito que se sabia que mais cedo ou mais tarde Sébastien Ogier iria chegar ao seu terceiro título consecutivo, quando ainda faltam três provas para o fim do WRC.

O homem da Volkswagem venceu a sua sétima prova deste ano e mostrou, mais uma vez, que é o homem a bater. A marca alemã também tem o carro a bater, já que os três primeiros lugares do Mundial são ocupados pelos três pilotos da VW.

A prova do título foi na Austrália, e a VW quase conseguia o pódio completo, mas uma penalização de 10s a Mikkelsen a duas especiais do fim atirou o finlandês para o quarto posto. O pódio ficou assim com Ogier, Latvala e Meeke, que conseguiu assim meter o seu DS3 WRC entre os Polo WRC. O britânico ainda chegou a liderar a prova, mas o último dia não lhe permitiu chegar à vitória.

Em Portugal, a uma prova do fim, ainda não temos campeão, depois de um Rali de Mortágua onde Fontes começou por dominar mas dois azares o afastaram da vitória e depois levaram mesmo à desistência.

Um destes homens será o campeão nacional de 2015 Fonte: www.sportmotores.com
Um destes homens será o campeão nacional de 2015
Fonte: www.sportmotores.com

Mas Ricardo Moura não conseguiu aproveitar da melhor maneira esta desistência e ficou em terceiro lugar, a apenas meio segundo de Carlos Martins, que conseguiu o seu segundo pódio do ano e igualou o seu melhor resultado no Nacional de Ralis. A vitória foi para o campeão nacional Pedro Meireles, que assim se estreou a ganhar com o Fabia R5.

O meio segundo que separou Moura do segundo lugar e os consequentes menos três pontos na classificação podem ser decisivos numa luta pelo título, que se espera até à última no Rali do Algarve, que se disputa em novembro. O açoriano queixou-se do tempo que perdeu na quarta especial, pois ficou a apanhar o pó levantado pelo carro de Fontes, que tinha parado para trocar um pneu, mas de nada serviu esta queixa.

Para o Algarve as contas são as seguintes: Fontes vai em primeiro com 145,5 pontos enquanto Moura vai com 136, no entanto, as piores pontuações de cada um são descontadas e, neste caso, Fontes perde 1,5 pontos e Moura apenas 0,5, ou seja, a diferença pontual à partida é de 8,5 pontos.

Para Moura ser campeão as vitórias em especiais serão fundamentais, já que sem estes 0,5 pontos/especial apenas a vitória de Moura e o quarto lugar de Fontes dariam o título ao piloto açoriano.

Foto de capa: Sébastien Ogier

Riyad Mahrez: magia no estado mais puro

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cab premier league liga inglesa

O dinheiro não pode comprar tudo. É insignificante (ou devia ser), mesmo quando os sonhos nos hipnotizam e nos deixamos levar para uma realidade onde queremos ficar. Não há dinheiro que pague a imaginação e a magia que vem atrás dela.

Ou vice-versa. Riyad Mahrez tem-nos exemplificado isso mesmo desde o começo da Premier League, quando parte das alas para o meio, conduzindo a bola numa progressão que deixa um rasto de fantasia e que nos leva, numa viagem alucinante, para um futebol utópico, em que o talento e o trabalho de um jogador é tudo o que importa no desporto, uma realidade na qual vencem os bons da fita, os ilusionistas da bola, os “entertainers”, ladrões de espectáculo, razões da atenção e do preço do bilhete. Atracções principais que nos remetem para tempos que a indústria e o dinheiro tentam destruir, mas cuja memória jamais será apagada. São tempos idos, em que a comissão de um empresário não tinha influência na transferência de um jogador, em que o amor à camisola significava alguma coisa e em que os contratos eram cumpridos.

Tempos ingénuos, talvez, mas livres da malvadez que a ganância arrasta e em que uma das coisas que compensava o sacrifício de uma semana “encharcada” de trabalho eram os raios de sol emanados pelo espectáculo, a magia de um qualquer talento que enchesse as tardes dos fins-de-semana.

Mahrez não faz valer o fim-de-semana para o comum adepto de futebol, mas consegue remeter-nos, em fracções de segundo, com uma simulação, um drible ou um passe magistral, para os tempos mais puros da bola.

No último fim-de-semana, voltou a brilhar. A sua equipa estava em dificuldades e conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos. De penalty reduziu uma desvantagem de dois golos e, cerca de 15 minutos mais tarde, serviu Vardy para a igualdade. Assim terminou o encontro, 2-2 e mais um ponto somado para o Leicester num terreno sempre complicado como o Stoke-on-Trent, frente a jogadores como Shaqiri, Odemwingie, Bojan ou Peter Crouch.

Quando a bola chega aos pés de Mahrez, o futebol é outro. Fonte: Facebook do Leicester
Quando a bola chega aos pés de Mahrez, o futebol é outro.
Fonte: Facebook do Leicester

Essa foi a última. A primeira aconteceu em casa, frente ao Sunderland, a quem apontou dois golos, atirou uma bola ao poste e serviu de responsável para uma exibição fantástica da sua equipa (jogador da jornada, para o Bola na Rede – http://www.bolanarede.pt/internacional/ligainglesa/liga-inglesa-uma-primeira-jornada-refrescante/). Seguiu-se o West Ham, e o argelino voltou a não desiludir. Mais um golo e contribuição decisiva para a vitória sobre uma equipa que havia vencido o Arsenal no Emirates, na jornada passada. O Tottenham foi o adversário que se sucedeu e voltou a ser a fiugra do jogo, com um golo (numa resposta imediata ao tento adversário), uma bola ao poste e muito futebol, que ajudou a sua equipa rumo a um ponto precioso frente a um adversário com mais responsabilidades. Esteve um bocado apagado frente ao Bournemouth, mas “voltou” ante o Aston Villa – a perder por 2-0, o Leicester, impulsionado pela crença e a magia de Mahrez, deu a volta ao marcador, com o argelino a contribuir com duas assistências.

Uma regularidade destas não se compra. São momentos mágicos que alegram as vidas dos adeptos dos foxes e de muitos adeptos de futebol, que já despertam a curiosidade dos tubarões europeus e que, ao mesmo tempo, os envergonham pelo custo que Mahrez teve e tem para o Leicester – recebe meio milhão de libras ao ano, o valor pago, por exemplo, pelo Liverpool a um jogador como Roberto Firmino (com rendimento desportivo incomparável, de tão baixo, ao de Mahrez esta temporada) ao fim de 1 mês de trabalho e o preço pago pela sua transferência foi de 750 mil euros… cerca de 39 vezes menos que o dispendido pelo brasileiro!

A magia de Mahrez ilustra que o dinheiro não compra tudo e que, com um bom departamento de scouting e bons potenciadores de talento, embora não se podendo voltar atrás, pode dar-se o passo em frente que o desporto (e não a indústria) mais bonito do mundo ficou de dar por imposições… empresariais.

Obrigado, Riyad!

Foto de Capa: Facebook de Mahrez

Quem é que é o sucessor de Carrillo?

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Não se fala de outra coisa no mundo do futebol em Portugal nos últimos dias e as capas dos principais jornais desportivos fazem referência a este assunto diariamente. O extremo peruano ainda não mostrou interesse em renovar o seu vínculo contratual com os leões, e os dirigentes leoninos já o afastaram da equipa principal, o que levou a que, no encontro frente ao LokomotivCarrillo não tenha sequer sido convocado, contribuindo para o aumento da polémica em torno deste tema.

A novela ‘renovação de Carrillo’ já se vem estendendo há alguns meses, mas agora o assunto intensificou-se, ainda para mais com o interesse de Benfica e FC Porto em adquirirem o atleta já no mercado de transferências de Janeiro. Os dirigentes leoninos colocaram mão no assunto, deixaram o jogador de fora do jogo da Liga Europa, e enquanto não renovar contrato não joga mais com a camisola verde e branca.

A ausência do extremo peruano é uma dor de cabeça para JJ
Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Mas agora, não é disso que estamos aqui a tratar. Afinal, quem é que JJ tem para suceder ao extremo internacional peruano?!

As alternativas são escassas; três, para ser mais específico: Carlos Mané, Gelson Martins e Bryan Ruiz são as cartas que o técnico tem à sua disposição.

Comecemos por Mané. É um jovem já com provas dadas na equipa principal dos leões e tem tudo para se tornar num grande jogador. Com a provável saída de Carrillo, o extremo português tem o seu lugar no onze de JJ ainda mais vincado.

Na sua terceira época no plantel principal, Mané será a aposta mais natural
Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Bryan Ruiz também é hipótese para substituir o peruano, no entanto, a posição natural do costa riquenho é a posição ‘10’. Jorge Jesus pode colocá-lo a jogar numa das extremas (se bem que a sua preferencial seja a esquerda). Poderia ter sido uma boa alternativa no jogo frente ao Lokomotiv; colocar Carlos Mané na direita, e Bryan Ruiz na esquerda.

Ruiz tem sido opção regular, mas continua sem convencer
Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Gelson Martins tem muito potencial, não digo que não, mas ainda tem de crescer muito como jogador. Ainda é muito ‘virgem’, precisa de minutos e, acima de tudo, experiência neste tipo de competições de grande nível. Foi um erro ter colocado um jovem que ainda nem meia dúzia de jogos fez pela equipa principal a jogar de início, com toda a pressão que envolve um jogo da Liga Europa.

A nova pérola leonina tem-se afirmado na equipa principal
Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Em suma, na minha opinião a melhor alternativa a Carrillo, no caso de este se ir embora, passará por colocar Ruiz a jogar na posição de extremo, pelo menos até abrir o mercado de Inverno. E, depois, ir ao mercado reforçar-se com um extremo que tenha provas dadas, para lutar logo pelo seu lugar no onze de Jorge Jesus.

Mas uma coisa é certa: se Carrillo não quer renovar, que não jogue mais com o leão ao peito!

Fonte da foto de capa: Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal