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O Estranho Caso de Bryan Cristante

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Bryan Cristante é um caso de estudo: uma jovem promessa mundial que chegou e não vingou, um jovem que teve oportunidade para sair para clubes de semelhante e maior dimensão que o Benfica e que rejeitou. O que é Bryan Cristante? Um jovem ambicioso com vontade de convencer Rui Vitória ou um estranho caso difícil de resolver para o comum dos mortais?

Cristante chegou rotulado como uma das maiores promessas do futebol italiano. Chegou à Luz numa altura em que um médio defensivo era urgente, mas acabou por se ver ultrapassado por Samaris, um jogador com maior maturidade que assumiu rapidamente o lugar e se tornou uma referência no meio-campo encarnado. A primeira época acabou por ficar muito aquém do que se esperava de uma jovem estrela acabando por jogar, praticamente, nos jogos para as taças. Fez 15 jogos e 1 golo. Foi o primeiro ano e por isso merece o benefício da dúvida.

Com a nova época veio um novo treinador, um treinador conhecido por formar jovens, e esperava-se que Cristante emergisse naquele meio-campo. Não necessariamente como titular mas talvez como primeira opção, logo a seguir aos habituais titulares (Talisca, Samaris e Pizzi). Tal não aconteceu e perdeu mesmo terreno para jovens promessas como João Teixeira ou Renato Sanchez, a quem a comunicação social tem dado grande destaque, ao ponto de os benfiquistas dizerem: “Cristante quem? Não sei se é bom, nunca o vi jogar”.

O italiano Cristante tem tido espaço reduzido no plantel do Benfica; Fonte: Facebook de Bryan Cristante
O italiano Cristante tem tido espaço reduzido no plantel do Benfica;
Fonte: Facebook de Bryan Cristante

O que conheço de Cristante é promissor: um jogador que sabe agarrar bem a bola, com qualidade de passe e uma visão de jogo que faz falta no meio-campo encarnado. No início da época, ao ver Rui Vitória inclinado para uma táctica de apenas um ponta-de-lança e um meio-campo com 3 jogadores, imaginei um meio-campo com Cristante, Samaris e Talisca. Não acho que Pizzi tenha qualidade para o Benfica, e Fejsa não é o mesmo depois daquela lesão, apesar de lhe louvar a raça. A verdade é que a táctica mudou assim como as opções de Rui Vitória.

A lógica simples dizia-me que o jovem italiano deveria ser emprestado a fim de ter mais minutos e ganhar maturidade. Chegaram propostas de compra, e eu fiquei um pouco assustado, porque acho que este tem qualidade para garantir um lugar futuro à frente da defesa. Chegou-se a falar numa proposta entre os 16 e os 20 milhões por parte do Nápoles e de outras, sem valores oficiais, de clubes como Inter, Juventus e Roma. Aí previ que o deixassem sair, uma vez que era óbvia a necessidade de reforçar o plantel, mas isso também não aconteceu. Resumindo: Cristante não saiu e o jogador não joga e não sai do banco de suplentes (quando tem a sorte de ser convocado).

O que se passa aqui? O jogador diz que foi ele que quis ficar, que quer lutar por um lugar no Benfica. Louvo-lhe a raça, mas destapo-lhe a ignorância. O actual panorama do meio-campo encarnado em nada faz prever que ele jogue mais do que na recta final de um ou outro jogo do campeonato e em alguns jogos da Taça. Não consigo perceber porque é que o Benfica não o procurou emprestar ou, contra a minha vontade, vendê-lo e reforçar o meio-campo com um nome mais sonante.

Eu não sei o que se passa e não especulo porque não assisto aos treinos, mas não deixa de ser um caso que me deixa importunado. Os media portugueses já nem falam do nome dele. Nada se sabe sobre Cristante, apenas que treina e nada mais. Na minha opinião, este jovem merece uma oportunidade na equipa principal, merece mostrar o porquê do investimento de 6 milhões de euros e o porquê de ser apelidado um grande talento. Pizzi não tem lugar naquele meio-campo, e se demos tantas oportunidades a jogadores que já desperdiçaram tantas, como é o caso de Ola John e Eliseu, porque não dar a oportunidade a Cristante? Nélson Semedo teve uma oportunidade e agarrou-a. Não é melhor do que Maxi mas mostra um grande potencial e não tenho dúvidas de que o vá desenvolver ao longo desta época. Espero que em breve tenhamos notícias deste jogador, que todos sabem onde está mas que ninguém vê sem razão nenhuma ao certo.

Estoril 1–0 SC Braga: Nas expulsões estava o segredo

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Perspectivas de boa tarde de futebol na Amoreira, num encontro entre duas equipas acostumadas a trazer futebol de qualidade ao campeonato português. Pena, pois, é que o estádio António Coimbra da Mota se tenha mostrado tão despido de público. Decidido a levar os três pontos para Braga, foi a equipa de Paulo Fonseca que saiu melhor no tiro de partida e rapidamente tomou o controlo do encontro. Dispondo-se em campo num 4-4-2, Rui Fonte e Crislan deram trabalho suficiente à defensiva estorilista no primeiro tempo. A equipa da Linha ia-se mostrando muito macia no momento defensivo e poucas não foram as vezes que o Braga esteve perto de inaugurar o marcador. Ora por Rui Fonte na cara de Kieszek – excelente mancha do guarda-redes polaco –, ora pelo aproveitamento que Alan e Pedro Santos faziam dos (muitos) espaços que o Estoril abria entre os centrais e os laterais. Até aos 25 minutos o Braga foi dono e senhor do jogo, havendo espaço ainda para uma cabeçada do central Boly – forte jogo aéreo do jogador oriundo do Auxerre – ao poste da baliza do Estoril.

Jogo animado na Amoreira e mais ficou com a expulsão de Fabiano Soares do banco do Estoril por protestos para com Artur Soares Dias. Parece ter sido esse o “toque” de que o Estoril precisava para se espicaçar e foi a partir daí que conseguiu equilibrar as operações. Muito devido às iniciativas individuais de Gerso, que, com a sua extrema velocidade, tentava desamarrar um Estoril muito preso de ideias do meio-campo para a frente. O nulo ao intervalo interessava, pois, mais à equipa da casa do que aos visitantes, que fizeram o suficiente para chegarem à vantagem.

Face à produtividade atacante apresentada na primeira parte, era expectável que, no regresso dos balneários, o Braga continuasse a mostrar-se superior e a à procura do golo. Pois bem, quaisquer intenções bracarenses ficaram bem mais complicadas depois da expulsão de Mauro, por duplo amarelo em 5 minutos. O lance que dá origem à precoce saída de campo do meio-campista do Braga deixa algumas dúvidas e talvez se pedisse mais condescendência a Artur Soares Dias. Assim não foi e acabou, pois, o Estoril por aproveitar a vantagem numérica para tomar o controlo do jogo. Paulo Fonseca sacrificou Rui Fonte para repor o equilíbrio no miolo com a entrada de Vuckevic e Crislan passou a ser presa demasiado fácil para Diego Carlos e Yohan Tavares. Não mais o Braga conseguiu esticar-se no terreno e incomodar, sequer, Kieszek.

Pouca gente nas bancadas para o encontro no António Coimbra da Mota Fonte: Facebook do SC Braga
Pouca gente nas bancadas para o encontro no António Coimbra da Mota
Fonte: Facebook do SC Braga

Face às circunstâncias, a equipa arsenalista passou a ver o empate com bons olhos e tentou baixar o ritmo de jogo. Contudo, com mais espaço para os estorilistas junto da defesa bracarense, foi sem surpresa que a equipa da casa chegou à vantagem num excelente remate de fora da área de Léo Bonatini aos 68 minutos. Isto já depois de Leandro Chaparro ter perdido uma claríssima oportunidade de golo na cara de Krticiuk. Foi apenas com mais um homem em campo que o Estoril mostrou alguma serenidade e assertividade no ataque, já que, em igualdade numérica, pouco perigo conseguiu criar. Tentando alterar o rumo dos acontecimentos a partir do banco, Paulo Fonseca puxou Pedro Santos para lateral-esquerdo e lançou Rafa para o lugar de Marcelo Goiano. O central improvisado lateral deu pouca profundidade atacante, qualidade bem presente no ausente Djavan. Se a tarefa arsenalista já estava complicada, (muito) mais ficou com mais uma expulsão. A entrada fora de horas de Boly sobre Babanco reduziu o Braga a 9 elementos e, daí em diante, o Estoril limitou-se a controlar o rumo dos acontecimentos até ao apito final.

A Figura:
Léo Bonatini: O ponta-de-lança brasileiro deu a segunda vitória (e também o seu segundo golo na conta pessoal) ao Estoril no campeonato com um excelente pontapé de fora da área. O Estoril não confirmou as boas indicações deixadas na Luz e no Dragão mas valeu-se da inspiração do número 9

O Fora de Jogo:
Onze do Sporting de Braga: A não ser por limitações físicas, não se percebe o porquê de Paulo Fonseca ter deixado Vuckevic, Román e Rafa no banco.

Arouca 1-3 FC Porto: Cabeça de André, Coração de Aboubakar e Classe de Corona

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O encontro em Arouca tinha tudo para ser um dos jogos mais interessantes da 4ª jornada. Não apenas por se defrontarem dois dos líderes do campeonato, mas também porque Arouca e FC Porto mostraram nas jornadas anteriores que a sua ideia de jogo potenciaria um encontro emocionante.

Do lado portista, Julen Lopetegui decidiu promover várias novidades no onze. Layún e Jesus Corona, os últimos reforços do mercado de inverno, foram duas das alterações na equipa inicial. Rúben Neves e André André foram as outras novidades no onze portista, com Indi, Danilo Pereira, Herrera e Varela a serem os jogadores preteridos. Na equipa arouquense, Lito Vidigal apenas trocou Ivo Rodrigues por Zequinha, não mexendo no habitual 4x3x3 que tão bons resultados tem dado. O jogo, que tão bom cartaz tinha, acabou por ir encontro do que se esperava. E para que isso tenha acontecido, em muito contribuiu a excelente réplica dada pelo Arouca, sobretudo na primeira parte. Sem nunca se encolher nem recuar o bloco, os pupilos de Lito Vidigal foram sempre deixando o FC Porto desconfortável durante o primeiro tempo.

Ainda assim, destaque para a boa entrada dos dragões no encontro. Com Corona e Brahimi nas alas a potenciarem desequilíbrios na defensiva contrária. No meio campo, André André era o homem mais avançado, protegido nas costas por Imbula e Rúben Neves. Esta foi uma fórmula que não correu bem a nível defensivo, tendo em conta o espaço entre linhas que o duplo pivô provocou na equipa portista. Contudo, o golo apontado por Jesús Corona aos 15 minutos – excelente combinação com Aboubakar – veio acalmar as hostes portistas e dar um novo cunho à partida. O Arouca, com uma postura autoritária, não se deixou afetar pela desvantagem no marcador e foi à procura do golo da igualdade. Apesar de na primeira parte Casillas praticamente não ter sido incomodado, a verdade é que o Arouca foi sendo sempre uma equipa perigosa. Pelo lado direito do ataque, Jaílson e Artur foram aproveitando o pouco entrosamento de Layún com Marcano e o desposicionamento de Imbula no momento defensivo. É certo que, mesmo no período de maior fulgor do Arouca, foi o FC Porto que teve as melhores oportunidades para marcar, mas é igualmente verdade que o comportamento da equipa de Lito Vidigal merece nota de destaque.

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Aboubakar voltou a fazer gosto ao pé
Fonte: desporto.sapo.pt

O segundo tempo trouxe um FC Porto com as linhas mais subidas e com uma pressão mais intensa sobre o meio campo adversário. Não foi por isso de estranhar que, na segunda parte, o tridente composto por Nuno Coelho, Nuno Valente e David Simão tenham tido muitas mais dificuldades em saltar a linha de pressão portista. Ainda assim, só novo golo de Corona – na recarga a remate de André André – permitiu ao FC Porto por uma pedra sobre o jogo. Aboubakar dava para todas as encomendas do jogo portista e a sua inteligência tática no encontro fez com que os portistas tenham sido mais afoitos à medida que os espaços na defensiva contrária foram aparecendo.

Por essa razão, o segundo golo portista acabou por abalar o comportamento do Arouca que, a partir daquele momento, nunca mais foi aquela equipa pressionante que havíamos visto nos primeiros sessenta minutos. Por isso, o golo de Aboubakar – mais do que justo, tendo em conta a exibição do camaronês – foi a cereja no topo do bolo para uma segunda de parte de qualidade ofensiva do FC Porto. Com as alterações na equipa e já com o pensamento no encontro da próxima quarta feira em Kiev, os últimos minutos trouxeram um FC Porto em gestão e um Arouca à procura do tento de honra. Isso acabou mesmo por acontecer, com Maurides, irmão do portista Maicon, a dar justiça ao resultado. O comportamento agressivo e intenso do Arouca ao longo da maioria do encontro justificou a obtenção do golo do avançado brasileiro.

Com esta vitória, o FC Porto chegou aos 10 pontos no campeonato, isolando-se na liderança da Liga. A próxima semana traz duelos de alto risco com Dínamo Kiev e Benfica e terá que ser um FC Porto mais forte e intenso aquele que defrontar ucranianos e lisboetas. Ainda assim, alguns bons apontamentos e exibições de bom nível – como de André André, Corona e Aboubakar – fazem com que Lopetegui possa acreditar que o caminho é este e que mais vitórias surgirão.

 

Figura do Jogo: André André/Aboubakar/J. Corona – Estes foram claramente os três principais protagonistas da vitória portista. O médio português encheu o campo e foi, em muitos momentos, o cérebro que a equipa precisava; Aboubakar fez o quarto golo no campeonato e, mais do que isso, fez mais uma exibição de grande nível no apoio ao jogo dos colegas; Corona dificilmente podia ter tido melhor estreia, com dois golos a rechearem uma exibição com pormenores de grande qualidade.

Fora de Jogo: Critério disciplinar de João Capela – Já nem me vou referir ao histórico que João Capela tem com o FC Porto, pois acho que isso é chão que já deu uvas. Ainda assim, a dualidade de critérios a nível disciplinar no jogo desta noite foi tão evidente que merece alguma reflexão a quem manda na arbitragem em Portugal.

Santa Clara 0-2 Gil Vicente – Não há duas sem três

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O título refere-se ao Santa Clara, mas foi o Gil Vicente o justo vencedor do jogo desta tarde no Estádio de São Miguel.

A primeira parte do jogo apesar do nulo que se verificava ao intervalo foi bem movimentada e com oportunidades para os dois lados, apesar do Santa Clara ter tido alguma superioridade.

O primeiro lance de algum perigo foi para a equipa açoriana. Aos 11 minutos Accioly cabeceia ao lado após canto marcado por Hugo Santos. O Gil Vicente respondeu quase de seguida com Simy a não conseguir marcar quando seguia isolado na área após uma perda de bola no meio campo, um pronuncio para o que se viria a passar na segunda parte, mas já lá vamos.

É preciso esperar até ao 32º minuto para haver novamente perigo; Hugo Santos cruzou e Clemente respondeu da melhor maneira, mas Serginho conseguiu uma boa defesa para canto. Cinco minutos depois o Santa Clara volta a criar perigo. Num livre que parecia inofensivo, por ser longe da baliza, Hugo Santos remata e Serginho faz uma defesa apertada para canto.

A segunda parte do jogo começa com a equipa de Barcelos por cima e logo aos 51 minutos chega a vantagem. Pacheco perde a bola no meio campo e Simy avança para a área num 2 para 1, à entrada da mesma passa a Ely e este com um remate rasteiro a abrir o marcador.

Os homens da frente do Gil Vicente foram os melhores em campo
Os homens da frente do Gil Vicente foram os melhores em campo

Com este golo os “galos” ficaram mais tranquilos e ainda melhor ficaram quando aos 61 minutos chegaram ao 2-0. O lance começa mais uma vez com uma perda de bola no meio campo, desta vez por Rui Pedro, Yero avança e passa a Simy que é tocado por Roberto com o árbitro Tiago Martins a marcar grande penalidade. Na conversão Djamal marcou.

Se o Gil Vicente já tinha ficado mais tranquilo com o 1-0 o segundo golo deu a calma e confiança total. Os barcelenses controlaram o jogo como quiseram a partir deste momento e só aos 92 minutos é que voltou a haver possibilidades de golo e logo para os dois lados, apesar de nenhuma delas ter resultado.

Voltando ao título e explicando-o. O Santa Clara perdeu o seu terceiro jogo em casa -o terceiro que fez – e ainda podemos acrescentar o empate, que resultou em derrota nos penalties, frente ao Atlético para a Taça da Liga. Já o Gil Vicente venceu o seu primeiro jogo fora este ano.

No final do jogo os dois treinadores concordaram que o Gil Vicente foi um justo vencedor, quanto ao árbitro esteve praticamente sempre bem, não tendo tido nenhum erro que prejudicasse gravemente nenhuma das equipas.

A Figura:

Simy – Esteve nos dois golos do Gil Vicente e foi sempre uma dor de cabeça para os centrais açorianos. É preciso no entanto destacar também Yero e Ely.

O Fora de Jogo:

Meio Campo do Santa Clara – Os dois golos do Gil Vicente nasceram de bolas perdidas ao meio campo, além disto nunca conseguiram segurar o jogo nem desenvolve-lo.

Manchester United 3–1 Liverpool – O melhor chegou no fim!

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O Manchester United conseguiu hoje uma importante e justa vitória em casa frente ao Liverpool, alcançando o segundo lugar da tabela classificativa, em igualdade com o Arsenal.

No encontro que marcou o regresso de De Gea à baliza do Teatro dos Sonhos, as equipas apresentaram-se com baixas de peso: nos “red devils”, Fellaini começou como avançado, dada a ausência de Wayne Rooney, enquanto na turma de Brendan Rodgers se fez notar bastante a falta do criativo Philippe Coutinho, “compensada” com a entrada de Danny Ings, um jogador que se encontra a anos-luz da qualidade do brasileiro.

A primeira parte foi bastante morna, com domínio territorial e mais posse de bola do United, mas sem criar grandes ocasiões de golo. Os atacantes estiveram bastante desinspirados e prova disso foi a alteração efetuada ao intervalo por Louis Van Gaal. O treinador holandês foi bastante astuto, retirando Depay e colocando no seu lugar Ashley Young. Logo no início da segunda metade, a equipa da casa adiantou-se no marcador. Após falta sobre Young quando este se preparava para entrar na área pelo lado esquerdo do ataque, Mata bateu um livre estudado com um passe atrasado para um remate de Daley Blind. O defesa holandês não deu quaisquer hipóteses de defesa a Mignolet.

A partir daqui, o jogo abriu mais um pouco, mas ainda assim, as oportunidades de golo continuaram a ser raras. O Liverpool teve duas situações, mas De Gea, na primeira, e Blind, na segunda, foram decisivos a negar o golo aos forasteiros. À passagem do minuto 70, surgiu o segundo dos da casa. Gomez foi imprudente na sua grande área, tendo derrubado Ander Herrera. Na transformação da grande penalidade, o médio basco disparou forte para as redes de Mignolet.

Fellaini atuou como ponta de lança, devido à ausência do capitão Rooney. Fonte: Facebook oficial do Manchester United
Fellaini atuou como ponta de lança, devido à ausência do capitão Rooney.
Fonte: Facebook oficial do Manchester United

Com este golo, o jogo parecia estar sentenciado. Contudo, num jogo entre duas equipas como estas, tudo pode acontecer, e Benteke “sacou” um golaço a 5 minutos do fim. Após centro de Ibe, o avançado belga efetuou um pontapé de moinho portentoso e indefensável para De Gea. Um golo espetacular, típico de Premier League. A resposta do United foi, porém, imediata. Anthony Martial, a mais sonante contratação dos “red devils” esta temporada, entrado a meio da segunda parte segurou uma bola no flanco esquerdo, fez o que quis de Skrtel e só parou depois de chutar o esférico para o 3-1 final. Dois golaços dos dois pontas de lança para fechar uma partida que podia ter tido muito mais qualidade, principalmente no primeiro tempo.

A Figura:

Daley Blind – O polivalente holandês formou mais uma vez a dupla de centrais do United, ao lado de Chris Smalling. Além de ter inaugurado o marcador, negou um golo feito ao Liverpool e foi garantia de segurança. Esteve muito bem, assim como os seus colegas de quarteto defensivo, Darmian, Smalling e Shaw.

O Fora-de-Jogo:

Danny Ings & Firmino – Os dois “extremos” do Liverpool foram completamente inconsequentes ao longo de todo o encontro. Para quem tinha Sterling na época passada, é penoso ver o que tem neste ano…

Foto de capa: Facebook oficial do Manchester United

O Agente da Macron

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a norte de alvalade

Não caiu bem em Vila do Conde a nomeação do árbitro Hugo Miguel para o jogo Rio Ave – Sporting do próximo domingo. O pretexto é que o referido árbitro é agente da marca de equipamentos Macron, que, como sabemos, equipa o Sporting.

A indignação justifica-se pelo potencial conflito de interesses, mas sobretudo por não proteger nenhum dos intervenientes no jogo, como deveria ser acautelado por quem nomeia os árbitros. Se o árbitro errar, e dos seus erros resultar o prejuízo de um dos clubes, fica exposto a todo o tipo de suspeições. Ou porque protegeu pretensos interesses pessoais e comerciais, caso o beneficiário seja o Sporting, ou porque errou a favor do Rio Ave para, por via da contestação a priori, não ser acusado de favorecimento. A suspeita estará sempre presente de qualquer lado das bancadas e é impossível que não atinja o árbitro, especialmente se o jogo começar por lhe correr mal.

Não ver isto é uma falha grave que funciona como uma declaração tácita de incompetência e impreparação para a função. Isto quando já de si muito é duvidoso que a actividade comercial do árbitro seja compatível com a qualidade de profissional da arbitragem que já possui. Casos como este compreender-se-iam melhor caso a presença do árbitro no jogo tivesse resultado de sorteio, mas continuaria, ainda assim, pelos motivos expressos acima, por defender o interesse dos intervenientes e acima de tudo do futebol.

Sobre esta questão há outra que ressalta à vista quando se fala da Macron, a fornecedora de equipamentos. Há já algum tempo que se pode observar que a página oficial da marca não coloca o nome do clube na sua lista de destaque na abertura, como se pode ver na imagem acima. Para ver o emblema do Sporting é necessário ir ao fundo da página procurar no “E-shop catalogue”. É-me muito difícil de compreender que uma marca que se quer promover ignore o nome de um clube com o nosso historial, independentemente de dar ou não o destaque a outros que lá figuram.

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Hugo Miguel não traz boas memórias ao Sporting
Fonte: desporto.sapo.pt

Um pormenor a ter em conta quando voltar a estar em cima da mesa a renegociação dos contratos. Até porque este é um daqueles casos em que o valor líquido da proposta pode ser apenas uma parte do total dos valores envolvidos em que uns são mais tangíveis que outros. O poder da projecção do nome do clube que a associação com uma grande marca proporciona é um deles. Não apenas pelo prestígio, mas também pela visibilidade. Isto sem falar do imenso leque de realizações a que se pode aceder, como por exemplo os torneios de início de época, em que cachets e adversários competitivos e renomados estão presentes.

Nos valores intangíveis deve-se incluir também o poder das marcas junto dos organismos oficiais, dos quais são muitas vezes patrocinadoras oficiais. Este tema é ainda mais candente quando sabemos o quanto nos custou termo-nos cruzado o ano passado com uma equipa cujo patrocinador era também patrocinador da UEFA. Já agora, sabe quem é a marca que veste o CSKA? Pois, é a Adidas, que também é a patrocinadora da Champions League. Não estou aqui a postular que foi por isso que fomos postos borda fora. Estou só e apenas a concordar com o espanhol: “no creo en brujas pero que las hay, las hay“. E, se preferível, é melhor que estejam do nosso lado.

Benfica 6-0 Belenenses: Agora sim, o campeão voltou!

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Magia, magia pura foi o que se viu esta noite no Estádio da Luz. Jogadas de classe, combinações soberbas, remates para golos, muitos golos, fizeram uma goleada do Benfica sobre o Belenenses por 6-0. Depois, de um começo de época tremido, o bicampeão regressou em força, beneficiando da paragem do campeonato por duas semanas, que nunca, como hoje, me pareceu tão oportuna.

As mudanças no onze têm muito trabalho por trás: Rui Vitória trabalhou o talentoso Gonçalo Guedes para jogar a extremo direito (aposta ganha, para já), uma vez que Ola John foi para Inglaterra, Salvio acabou de ser operado e Victor Andrade ainda é uma incógnita apesar da sua evidente qualidade técnica e velocidade; preparou o regresso de Jardel, que consolida, assim, o estatuto de titular, muito por causa do número de jogos que fez na época passada ao lado de Luisão (Lisandro, dá no entanto, e como já se percebeu, todas as garantias); e voltou a apostar em Talisca, agora de início, apesar das exibições desastradas que vinha feito e que, na minha opinião, deviam ter sido motivo para ceder o lugar a Pizzi.

O golo madrugador de Mitroglou, logo aos 5 minutos, ajudou a desbloquear o marcador e destruiu a estratégia do Belenenses pela raiz, pensada de modo a retardar ao máximo o golo encarnado e a aproveitar a velocidade de Sturgeon na frente. Para um Benfica que ainda só tinha marcado golos em jogos oficiais depois dos 70 minutos, até foi fácil abrir o marcador cedo. Jonas arrancou um cruzamento milimétrico na direita e o grego cabeceou para o golo, sem oposição. A equipa soltou-se com o golo, fazia boa circulação de bola e com segurança no passe. Aos 17 minutos, uma triangulação à esquerda do ataque do Benfica deixou a bola nos pés de Gaitán, que passou por um adversário, foi à linha de fundo e cruzou para Jonas fazer o 2-0. Tudo muito fácil, tal era a falta de agressividade da defesa azul. Desde o último jogo, com o Moreirense, destaque para a tremenda evolução de Nélson Semedo, uma aposta arriscada de Vitória na juventude do Seixal e que começa a convencer.

Na primeira parte, viu-se um Benfica mais rápido na construção de jogo, com mais movimentações entre linhas, o que disponibilizava sempre várias linhas de passe ao portador da bola, a jogar um futebol mais fluído e entrosado. Do outro lado, a equipa comandada por Sá Pinto mostrava-se também inofensiva a atacar – o primeiro remate só surgiu aos 35 minutos. Sempre com o bloco muito subido e a pressionar à procura de mais golos, os encarnados ainda fizeram o terceiro na primeira parte, num canto batido por Gaitán e concluído por Jonas, que bisava na partida. Por esta altura já os adeptos pensavam numa goleada histórica, como aqueles oito golos sem resposta que o Benfica tinha imposto aos homens do Restelo há 35 anos. Não fosse a gestão que Rui Vitória fez da equipa, por causa do jogo da Champions na terça-feira, e talvez esses números tivessem sido atingidos.

Mais de 42 mil pessoas presenciaram a noite da 'chapa 6' na Luz Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Mais de 42 mil pessoas presenciaram a noite da ‘chapa 6’ na Luz
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Depois do intervalo, as equipas mudaram de campo mas o jogo não mudou de feição. A equipa da casa queria mais e em 10 minutos marcou mais três golos. Primeiro, o endiabrado Gaitán, voltou a escapar-se até à linha de fundo, recorrendo a fintas que deliciam qualquer adepto, e fez o cruzamento para o bis de Mitroglou (depois de mais um janela de transferências stressante, nenhum dos colossos europeus bateu a cláusula de rescisão e o argentino pode continuar a brindar o futebol português estas jogadas à craque). Depois, o próprio Gaitán começou e finalizou uma tabela com Jonas, que fez levantar o estádio. Estava feito o quinto golo e com uma nota artística altíssima. Pouco depois da hora de jogo, Talisca encheu-se de fé a 30 metros da baliza, numa zona central, e atirou uma bomba que o guarda-redes Ventura jamais conseguiria suster.

Até ao fim, o Benfica tirou o pé do acelerador e limitou-se a gerir o resultado. Ainda houve tempo para a estreia de Nuno Santos, mais um atleta “made in Seixal” e para as entradas de Pizzi e Jiménez. A melhor exibição dos encarnados parece ter coincidido com a pior do Belenenses, o que justifica um resultado que acabou por ser muito desequilibrado tendo em conta o nível que as equipas tinham vindo a demonstrar. Hoje já se viu um Benfica semelhante aos das últimas épocas mas há que continuar a evoluir, porque só um grupo muito consistente e a praticar um futebol de qualidade de forma regular pode ambicionar o tricampeonato.

A Figura:
Nico Gaitán – Nem parecia que apenas tinha voltado do seu país natal há dois dias. Fez uma excelente exibição, marcada por fintas deliciosas e acelerações que deixavam os adversários sem reação. Marcou um golo e fez três assistências. Ficará por cá mais um ano e o futebol português só ganha com isso.

O Fora de Jogo:
Belenenses
– Mostrou uma passividade inaceitável a defender e uma atitude inofensiva no ataque. Preocupante para uma equipa que vai disputar a fase de grupos da Liga Europa. O plantel tem qualidade ( Miguel Rosa, Luís Leal) mas só isso não chega. 

Anteriormente, no 3.º episódio da liga NOS

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Quando, numa série, um episódio vai para o ar muito depois do anterior, há a necessidade de se fazer o rescaldo do que se passou nesse. Os famosos “previously on…” entram em cena e são de grande utilidade para o público.

O Bola na Rede, numa atençãozinha aos seus leitores,  faz recordar-lhes aquilo que se passou na 3.º “episódio” da Liga NOS, antes de se avançar com esta “série” de 34 episódios.

O último, apesar da trama ainda estar no início, já teve muita emoção, logo na abertura (vulgo, primeiro dia), com jogos em que houve diferenças no marcador e indefinição da equipa vitoriosa até final – O Vitória FC – Rio Ave esperou até aos 70 minutos para ter um golo (dos visitantes), mas até aos 90, houve cambalhota no marcador e restabelecimento da igualdade (2-2), com Suk a voltar a marcar e a deslumbrar e Costinha a protagonizar mais um bom desempenho… à semelhança de Jonas e Gaitán, no Benfica, obreiros da reviravolta contra o Moreirense, no Estádio da Luz, num jogo em que a equipa até começou a perder, conseguiu dar a volta, deixou-se empatar, mas lá conseguiu vencer (3-2), mantendo-se nas proximidades do pelotão da frente…

… ocupado, agora, por Porto, Sporting e Arouca. Os vice-campeões receberam e venceram o Estoril por 2-0,  num jogo em que tiveram alguma dificuldade para lidar com os canarinhos, o Sporting veio a Coimbra vencer a Académica (O Bola na Rede esteve lá!) por 1-3, num jogo em que João Mário e Slimani se destacaram pela positiva e o Arouca voltou a pontuar fora de portas, indo a Paços de Ferreira “sacar” um ponto. Portanto, a liderança é, agora, partilhada, mas não houve “plot twist”, ou seja, não há grandes surpresas nessa zona para além da história que o Arouca está a fazer nesta “temporada”…

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muito mais que pelos golos marcardos, Vukcevic, na imagem, foi o jogador da jornada.
Fonte: Facebook Oficial do Braga

… história, essa, que o Tondela também logrou fazer neste 3.º episódio, averbando os primeiros pontos de sempre na Primeira Liga, depois de bater o Nacional, pela margem mínima, com uma cabeçada de Kaká, que não só fez história para o seu colectivo, como para si, como espécie de homem renovado (esteve ano e meio sem marcar)…

… palavras que assentariam perfeitamente em Vukcevic (ver protagonista do epis… perdão, jogador da jornada). O polivalente do Sporting de Braga brilhou no jogo contra o Boavista, e assinou dois golos na goleada por 4-0 dos bracarenses, que os coloca como perseguidores ferozes (6 pontos, a 1 da liderança) de quem detém o “trono”.

A fechar o episódio, nada de muito entusiasmante. Dois empates, um sem golos, outro a um. O Vitória SC ainda não conseguiu vencer, e foi à Madeira empatar a zero e o Belenenses, na ressaca da jornada europeia conseguiu empatar (O Bola na Rede também esteve lá!) com o Marítimo depois de ter começado a perder o encontro.

Jogador da Jornada: Nikola Vukcevic (SC Braga)

Marcou dois golos e afirmou-se como uma das peças importantes para Paulo Fonseca, revelando qualidades que não fazem estranhar o porquê de ter “sentado” nomes como os de Luiz Carlos ou Pedro Tiba.

Treinador da Jornada: Pedro Martins (Rio Ave FC)

Demonstrou, mais uma vez, grande capacidade de ler o jogo, neutralizando um Setúbal muito atacante e moralizado pela goleada em Coimbra (fizera bem o trabalho de casa, aliás, conforme viu o Bola na Rede, no jogo dos sadinos com a Académica). A equipa caiu um pouco, mas, à semelhança do que aconteceu no Restelo, conseguiu erguer-se depois de estar a perder, e em cima do minuto 90 voltou a restabelecer a igualdade e levar um ponto para Vila do Conde.

Tanto a crença como a disposição mais lógica da equipa tem dedo do treinador, que merece o prémio de treinador da jornada.

Foto de Capa: Facebook Oficial do Futebol Clube do Porto

US Open 2015: Serena a caminha da história

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cab ténis

Serena Williams, Roberta Vinci, Simona Halep e Flavia Pennetta são as 4 grandes semifinalistas da 135.ª edição do US Open e prometem oferecer um grande espetáculo ao público norte-americano. As meias-finais, que até se deveriam ter  realizado ontem, tiveram de ser adiadas para esta sexta-feira devido ao temporal que se fez sentir em Nova Iorque. A verdade é que, se Serena Williams pode fazer história caso vença o torneio, Pennetta e Vinci já escreveram uma nova história no ténis italiano, visto que é a primeira vez na era Open que estão presentes duas transalpinas nas meias-finais de um torneio do Grand Slam.

Simona Halep (2) vs Flavia Pennetta (26)

Halep, que está apenas na sua terceira meia-final de um torneio do Grand Slam, não terá tarefa nada fácil frente à italiana. O confronto direto, por mais estranho que possa parecer, é favorável a Pennetta por 3-1. No entanto, e será importante referir que o último encontro entre ambas teve desfecho favorável à romena (Miami 2015 – 6-3; 7-5), Halep parte com algum favoritismo para o encontro de hoje.

Pennetta, que até rubricou excelentes vitórias no seu percurso até ao encontro de hoje – Stosur e Petra Kvitova – está num excelente momento de forma e parece ter armas no seu jogo para perturbar Halep; contudo, penso que Halep, também ela motivada pelo triunfo frente a Azarenka na ronda anterior, acabará por vencer.

Previsão: Halep vence em 3 sets

Simona Halep
Simona Halep, na imagem, apresenta-se como a grande ameaça a Serena Williams
Fonte: Facebook Oficial do US Open

Serena Williams (1) vs Roberta Vinci

A segunda meia-final do dia colocará frente-a-frente a detentora de 21 títulos do Grand Slam, Serena Williams, e Roberta Vinci. As jogadoras já se defrontaram por 4 vezes e todas elas tiveram um desfecho favorável à norte-americana, nunca tendo perdido um único set. Penso que este encontro não terá muita história, e Serena levará de vencida Vinci com bastante facilidade. Se a juntar a tudo isto pensarmos que a mais velha das irmãs Williams está apenas a 2 encontros de conquistar o Grand Slam de calendário (conquistar todos os 4 títulos do Grand Slam na mesma temporada) e de se juntar a uma elite muito restrita do ténis mundial, não tenho quaisquer dúvidas de que a número 1 mundial não vai vacilar.

Previsão: Serena vence em 2 (curtos) sets.

Fonte foto de Capa: Facebook Oficial do US Open

Top 10: Talentos da Serie A

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cab serie a liga italiana

Aproveitámos a pausa internacional para fazer uma avaliação aos maiores talentos da Serie A com menos de 25 anos, que esta época já serão figuras de proa nas suas equipas e que no futuro poderão valer muito dinheiro aos cofres dos clubes. Paul Pogba, que este defeso esteve perto de sair da Juventus e que já é um dos melhores médios do mundo lidera a tabela, seguido por Jovetic, do Inter, Salah, da Roma, e de Álvaro Morata, também da Vecchia Signora. Conheça os restantes.

10. Marcos Alonso

O lateral espanhol, de 24 anos, é o principal destaque do início de época, na Fiorentina, tendo apontado 2 golos em 2 jogos, tantos como nas 35 partidas que realizou na temporada passada.

O jogador faz todo o corredor esquerdo, sendo muito forte nas transições ofensivas, detentor de um portentoso remate. As bolas paradas também são uma qualidade sua, para além do seu poder de cruzamento. O camisola 28 da Fiorentina é formado no Real Madrid e só por uma vez vestiu a camisola merengue.

O lateral será indiscutível no onze de Paulo Sousa e esta poderá ser, finalmente, a sua época de afirmação. Quem sabe no final volta a Madrid, onde apenas há Marcelo para o lugar. Será Marcos Alonso um “novo Carvajal”?

9. Jeison Murillo

O central colombiano deu nas vistas na Copa America’15, foi uma das grandes figuras dos Cafeteros, e despertou o interesse dos maiores clubes europeus. O Inter de Milão garantiu o seu concurso e o jogador rumou a Itália, depois de 2 épocas ao serviço do Granada e outras 2 ao serviço de Las Palmas e Cádiz.

A última época ao serviço do Granada não foi a sua melhor, alinhando apenas em 18 jogos, menos 16 que na primeira, mas a sua performance na maior competição sul-americana ajudou o jovem de 23 anos a dar o salto e hoje, é um dos esteios da defesa milanesa, ao lado de Juan Jesus e Miranda. O esquerdino tem uma boa impulsão, é muito forte na marcação e com os pés não é nenhum “tosco”. É um central que vai dar que falar nos próximos anos! Vale a pena acompanhar.

8.Bernardeschi

É um jovem prodígio formado na Fiorentina e já se vai assumir esta época como titular do clube Viola. O internacional sub-21 italiano destacou-se no final da última temporada e realizou 10 jogos, marcando 3 golos, somando mais algumas assistências. Paulo Sousa registou, avaliou e não hesitou em dar a titularidade ao jovem, que pode ser o futuro da seleção italiana, órfã de gente para o sector ofensivo.

No esquema de 3-5-2 de Paulo Sousa, alinha solto na frente, como gosta, e a sua facilidade de remate e capacidade de drible criará muitos problemas para as defesas contrárias. É especialista na cobrança de bolas paradas. O avançado, de 21 anos, precisa de amadurecimento e tempo para se tornar um jogador ainda mais completo.

Já usa a camisola 10, que no passado Rui Costa usou, sinal de que tem total confiança da estrutura da Fiorentina. Este diamante em bruto promete muito!

7. Paulo Dybala

Dybala é sinónimo de golo, por isso a Juventus não hesitou em comprar o seu passe ao Palermo, neste defeso. O jovem argentino, de 21 anos, representou o clube da Sicília nos últimos 3 anos e era já um ídolo para os seus adeptos. Na última temporada marcou 13 golos, despertando o interesse de vários clubes na Europa.

A Vecchia Signora conseguiu assegurá-lo e em 3 jogos já marcou 2 golos. Um deles foi na Supertaça, que a Juventus venceu perante a Lazio e o outro foi na derrota da equipa de Turim, frente à Roma no Olímpico. Aliás, Dybala é o único jogador da Juventus que faturou na Serie A.

O atacante tem como principais características a finalização e o seu poder de explosão, ganhando em velocidade a maior parte dos lances. Não é fácil deter Dybala e os defesas italianos continuarão a sofrer com o prodígio argentino.

No plantel tem grande concorrência (Morata, Mandzukic, Zaza), mas Dybala tem mostrado que não se acanha e que não quer viver na sombra. Será um dos grandes avançados do futuro!

Dybala protagonizou a maior transferência interna Fonte: Facebook de Paulo Dybala
Dybala protagonizou a maior transferência interna
Fonte: Facebook de Paulo Dybala

6. Kondogbia

Tem 22 anos, mas já vai para a 6ª época como profissional. Estreou-se aos 17 anos na equipa A no Lens, alinhando em 3 partidas, e na época seguinte afirmou-se como titular indiscutível, realizando em 36 encontros. Este médio centro muito possante, com grande entrega e capacidade de passe, cedo mostrou uma maturidade acima da média e as suas exibições despertaram o interesse do Sevilha.

Mudou-se para Espanha em 2012 e viria a vestir a camisola da equipa Andaluza por 37 vezes e a ser importantíssimo na conquista da Liga Europa, em Turim, frente ao Benfica. No ano seguinte, ainda representou os sevilhanos em 3 jogos, mas o Monaco viria a garantir o jogador. O esquerdino alinhou nos monegascos duas temporadas e, neste defeso, saltou para um país onde já fora feliz. Em Milão, defendendo o azul e negro do Inter será peça fundamental no esquema de Mancini e quem sabe ajudará o clube a voos maiores.

O todo-terreno já é internacional A francês e, com a ambição que tem demonstrado, o salto para uma equipa ainda mais reputada não demorará, se o rendimento se mantiver.

5. Berardi

Domenico Berardi é o jogador desta lista que joga no clube de menor nomeada. Representa o Sassuolo, como o fez durante toda a curta carreira, apesar de ter estado contratualmente ligado à Juventus entre 2013 e 2015. É um avançado com uma margem de progressão enorme, mas mesmo sendo um diamante ainda por lapidar, já é temível nas defesas adversárias.

Os seus números falam por si. Em 3 épocas como profissional (salientar que só tem 21 anos) marcou 42 golos, 31 deles apontados na Serie A, defendendo as cores de um clube que luta pela manutenção. A tarefa é mais complicada, todos sabemos, mas Berardi tem contornado esse facto e provado que tem qualidade para outro tipo de objetivos.

Para já, vai brilhando no modesto Sassuolo e tem sido o salvador deste conjunto. Normalmente alinha no centro do ataque, mas pode jogar do lado direito, beneficiando do seu pé esquerdo e das suas diagonais. Berardi é sinónimo de golo. Aponte este nome porque vai ouvir falar muito dele!

4.Morata

Dispensa apresentações! O avançado da Juventus é uma das figuras da Serie A e tem, nesta temporada, o objetivo de se afirmar como titular indiscutível da Vecchia Signora. Apesar da saída de Tévez, a concorrência é forte, mas o espanhol já demonstrou que isso não o preocupa. O ano passado roubou o lugar a Llorente e foi decisivo no título italiano e na caminhada até à final da Liga dos Campeões. Aliás, foi dele o golo decisivo nas meias-finais, em pleno Bernabéu, que eliminou o “seu” Real Madrid.

Álvaro Morata cresceu merengue e há de o ser sempre, por isso o golo apontado o ano passado será um dos que lhe dará mais tristeza na sua carreira, apesar do êxito pessoal. Em Madrid não se afirmou, ficando na sombra de Ronaldo e Benzema, por isso procurou outra paragem onde pudesse crescer, jogando mais que meros minutos nas partes finais dos encontros.

Este avançado muito móvel, com muita técnica e forte no capítulo da finalização pretende afirmar-se no panorama europeu e quem sabe um dia voltar ao “seu” Real, com outro estatuto.

3. Salah

Salah regressa ao sítio onde foi (e é) feliz. Não à mesma casa, mas chega a um lugar onde pode almejar outros objetivos. Velocidade e finta no seu estado puro, diagonais que são desbloqueadoras de defesas.

O egípcio brilhou em Basileia e encantou Mourinho que o levou para o Chelsea, onde não triunfou. Saiu para a Fiorentina por empréstimo, nos últimos seis meses, agitou Itália e destacou-se como uma das grandes figuras da segunda metade, senão mesmo a figura!

A Roma estava atenta e garantiu o seu empréstimo. Este extremo poderá ser a estrela da companhia e tentar ajudar os romanos a destronar a Juventus.

Salah é um jogador com um perfume africano, disfarçado com a maturidade europeia. Um faraó giallorossi.

Salah promete ser um dos melhores reforços do campeonato Fonte: Facebook da Roma
Salah promete ser um dos melhores reforços do campeonato
Fonte: Facebook da Roma

2. Jovetic

Tal como Salah, volta a um país onde foi feliz. O montenegrino, de 25 anos, cresceu para o futebol ao serviço do Partizan, mas foi em Itália que se mostrou ao mundo. Também como Salah, foi na Fiorentina que brilhou, durante 5 temporadas, tendo nas duas últimas, após uma fase de adaptação, um destaque ímpar.

A jogar pelo lado esquerdo do ataque, Jovetic é um desequilibrador nato, com uma grande capacidade de finta e cruzamento e muito difícil de parar no um-para-um. Na finalização tem evoluído e no regresso a Itália, depois de dois anos em Manchester, já demonstrou a sua veia goleadora. Em 2 jogos, 3 golos, sendo o único jogador do Inter de Milão com golos na Serie A.

Promete ser uma das figuras do campeonato e pode ser decisivo na caminhada milanesa, que procura novamente chegar a lugares condizentes com o historial do clube.

É o jogador mais velho nesta lista, mas o montenegrino tem ainda muito para mostrar. Itália e o Inter são uma boa montra!

1. Pogba

Pogba já não é novidade. O médio francês é já um dos melhores jogadores do Mundo e esta já não será a sua época de afirmação. Já a teve no ano passado e aos 22 anos, com as saídas de Vidal e Pirlo é o patrão do meio-campo bianconero. “Força, alta rotação, técnica, velocidade e golo” são a melhor definição de Pogba. Mas as qualidades do médio não se esgotam por aqui.

São poucos os defeitos do jogador, que demonstra uma maturidade anormal para a sua idade, ao nível das superestrelas. O seu temperamento trama-o, por vezes, mas o seu rendimento faz esquecer tudo isso. Será a figura maior da seleção gaulesa, a par de Benzema, no Euro 2016, no seu país, e no futuro poderá aspirar a ser o melhor jogador do mundo.

É, indiscutivelmente, o melhor jogador da Serie A e se o comprovar esta época, o salto para Inglaterra, Espanha ou até para Paris poderá acontecer. Neste defeso muitos milhões quiseram levá-lo, mas resistiu! Com o mesmo rendimento, estes milhões deverão aumentar.

Arrisco a dizer que não existe médio como Pogba, hoje em dia, e se, neste momento, não tiver nada para fazer, vá ao Youtube e divirta-se a ver golos e pormenores deste médio francês. Os remates de meia-distância são incríveis.

Um apelido para ele? Monstruoso.

Foto de Capa: Facebook de Domenico Berardi

Artigo de Francisco Sebe e Luís Martins