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Corona e Mbemba: Mais dois titulares a sair a custo zero? | FC Porto

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Faltam sensivelmente quatro meses para que Mbemba, Corona, Diogo Costa e Fábio Vieira possam assinar contrato livremente por qualquer clube e possam confirmar o adeus ao Estádio do Dragão no final da temporada.

Embora existam rumores de que os jovens da formação azul e branca tenham já o processo de renovação em marcha, o mesmo não acontece para Chancel Mbemba e Jesús Corona, e esta poderá ser mesmo a última temporada de dragão ao peito, para ambos.

Jesús Corona foi, sem dúvida, o jogador do FC Porto que mais tinta fez correr nos jornais durante o verão. O forte interesse do Sevilla FC e do AC Milan em contar com o jogador já esta época foi percetível para todos e quase se tornou num negócio consumado para as duas equipas.

Contudo, tanto os espanhóis como os italianos preferiram esperar mais uns meses para poupar os 20 milhões que a SAD portista pretendia e, quiçá, assinar com Tecatito já em janeiro de 2022.

Ao que é sabido pela imprensa portuguesa, o extremo mexicano pediu seis milhões de euros por temporada para renovar pelo FC Porto e o clube presidido por Jorge Nuno Pinto da Costa prontamente rejeitou.

Corona
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Chancel Mbemba, o parceiro de Pepe no centro da defesa, encontra-se na mesma situação contratual, mas o seu futuro ainda é incógnito. A direção portista aceitaria uma proposta que rondasse os 15 milhões de euros, mas à “caixa de correio” do Estádio do Dragão nunca chegara nada nesse valor.

Falou-se do interesse do Galatasaray SK e até do do Real Madrid FC, mas nada se concretizou e o congolês manter-se-á às ordens de Sérgio Conceição, mesmo com o seu processo indefinido.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ora, a concretizarem-se estas duas saídas a custo zero, seria mais um rudo golpe para o FC Porto como clube, para o plantel e para os adeptos.

Num passado recente, Héctor Herrera, Brahimi, Moussa Marega e Iván Marcano abandonaram o FC Porto sem garantir qualquer encaixe financeiro, o que gerou bastante revolta nos associados do clube, uma vez que se tratavam de quatro jogadores titulares e com um estatuto acima da média.

Para além disso, os dragões ainda tiveram que pagar à AS Roma para recuperar Marcano. Todos estes negócios representam um prejuízo enorme para as contas portistas e repetir o mesmo cenário com Mbemba e Corona trará novamente consequências no saldo financeiro do FC Porto.

É verdade que seis milhões de euros por época é um valor fora da realidade portista neste momento e, excecionalmente, apenas Otávio possui um vencimento à volta desses valores.

Tendo em conta que Corona fará 29 anos já no início do próximo ano, todo o investimento que seja feito agora, mais aquele que foi feito aquando da sua chegada, dificilmente será recuperável.

Mbemba está também a entrar na fase de maturidade e, tendo em conta a sua evolução, esta seria a altura certa para vender, pois daqui para a frente o congolês verá o seu valor de mercado a desvalorizar.

Com a renovação alegadamente em curso para Fábio Vieira e Diogo Costa, as situações de Mbemba e Corona são mesmo as mais difíceis de gerir, e os próximos meses serão fulcrais para o desfecho do central e do mexicano.

O jovem guarda-redes tem assumida a baliza neste início de temporada e estará mais próximo de renovar do que Mbemba e Corona.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A SAD sai pecadora de todo este contexto, pois nos últimos anos tem falhado repetidamente o timing certo para vender os principais ativos do clube.

Sérgio Conceição não abdicará de Mbemba e de Corona, pelo que deverão continuar a jogar regularmente pelo FC Porto. Veremos se terão novo destino na próxima temporada ou se vão continuar a jogar no Estádio do Dragão.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Análise à fase de grupos da Liga dos Campeões | Sporting CP

O SPORTING VAI VOLTAR A OUVIR O HINO DA CHAMPIONS

Nesta temporada 2021/22, a maior competição europeia de clubes voltará ao Estádio José de Alvalade. Rúben Amorim e companhia “esperavam descansados” no pote 1, pote que reunia os campeões nacionais das mais importantes ligas europeias e os vencedores da UEFA Champions League e da UEFA Europa League.

Com o decorrer do sorteio, “calhou na rifa” do Sporting um dos adversários mais simpáticos do pote 2. Passando para o pote 3 e tendo em conta que o SL Benfica e o FC Porto não podiam ficar no mesmo grupo que nós, acabou o destino por nos meter o AFC Ajax, uma equipa histórica na competição e que será um osso duro de roer. Por fim, o Besiktas JK, proveniente do pote 4 – clube turco que, apesar de não ser dos mais fortes do pote, de certeza que também não era dos mais fracos. Fica a garantia de que a deslocação à Turquia será bastante complicada, face à hostilidade dos adeptos de Istanbul.

Prevejo um grupo bastante complicado e equilibrado; ou seja, não estou tão otimista quanto toda a comunicação social. Concordo que seja um grupo mais fácil do que o das outras equipas portuguesas, mas isso não significa que seja “fácil”. Só passam dois clubes para a próxima fase e estou certo de que, quer o Borussia Dortmund, quer o AFC Ajax, vão ser ossos muito duros de roer. Para além disso, todas as deslocações dos leões serão muito complicadas.

Antes de passar a uma análise individual dos adversários do Sporting CP, é de recordar como está composto o calendário dos leões na liga milionária:

Já temos datas e horas para os jogos da @ChampionsLeague

Marca já na tua agenda 📝 Qual o jogo que mais queres ver? 🤔 #UCL pic.twitter.com/gwpxkZzb8O

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 27, 2021

O Sporting em casa frente ao AFC Ajax. De seguida, duas saídas de casa – primeiro contra o Borussia Dortmund e, a seguir, frente ao Besiktas. Depois, o calendário espelha-se; ou seja, recebemos os turcos e os alemães e acabamos a fase de grupos em Amesterdão, frente ao Ajax.

Começando com a equipa do pote 2, o Borussia Dortmund: muito provavelmente, a mais provável de ultrapassar com sucesso a fase de grupos. Parecem-me o conjunto mais forte, mais experiente e têm aquele que é o jogador que mais pode fazer a diferença neste grupo, o “robot” Erling Haaland. No entanto, é uma equipa que está num momento de transição, face à entrada do novo treinador, Marco Rose; ou seja, ainda há uma certa indefinição nos diferentes momentos de jogo da equipa bávara e isso pode ser importante. Ainda mostram algumas fragilidades defensivas e, para já, mostram algumas dificuldades na organização ofensiva, apesar destas dificuldades poderem passar rápido com Haaland em campo.

Vindo do pote 3, o Ajax mostra aquilo que tem sido seu apanágio nos últimos anos. São uma equipa muito jovem, que procura praticar um futebol atacante e atrativo. Não obstante, esta juventude pode ser sempre sinal de inexperiência e a experiência é um fator importante numa competição como a Liga dos Campeões.

Por fim, temos o Besiktas, que, apesar de teoricamente ser um adversário mais fácil, não vai ser nenhum bobo da corte. Reforçaram-se bem no fim do mercado e, apesar de serem os menos favoritos a passar o grupo, vão atrapalhar muito as contas.

De qualquer forma e apesar de toda a qualidade do “lado de lá”, é importante recordar que “do lado de cá” está uma enorme equipa: estão os campeões nacionais e está o Sporting Clube de Portugal. Por essas mesmas razões e mesmo com um grupo complicado, há que estar confiante numa possível passagem à próxima fase da Liga dos Campeões.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Edição 108 do “Superclássico das Américas” jogada… fora de campo

Na estrada para o Qatar, Brasil e Argentina preparavam-se para mais um “Superclássico das Américas”. Enorme rivalidade, adeptos fervorosos e um futebol delicioso. Esperávamos um bom espetáculo, mas o que recebemos? Uma situação polémica e caricata, seguida de um mero treino…

Vamos lá então perceber o que aconteceu. Ficou pré-estabelecido que neste “Superclássico” não poderia estar presente nenhum jogador da Liga Inglesa sem cumprir quarentena, devido à integração do Reino Unido na lista vermelha do Brasil. Porém, Emiliano Martínez, Cristian Romero e Giovani Lo Celso constavam no 11 inicial da albiceleste, além de Emiliano Buendía, no banco de suplentes. Era um claro atentado às regras de saúde já estipuladas e, ao minuto seis, a “bomba” explodiu.

Alguns membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) “saltaram” para dentro de campo, em protesto à presença indevida dos quatro jogadores argentinos. Uma loucura! Em consequência, a equipa da Argentina regressou ao balneário e sucederam-se largos minutos de incógnita, indecisão e muito desagrado, ao invés da habitual realização de mais uma edição do “Superclássico das Américas”.

Na sequência destes acontecimentos, o diretor-presidente da Anvisa, António Barra Torres, opôs-se publicamente à conduta argentina: “Chegámos a esse ponto porque tudo aquilo que a Anvisa orientou antes não foi cumprido. Esses jogadores tiveram orientação de ficarem isolados para serem deportados. O isolamento poderia ser até mesmo no hotel. Mas isso não foi cumprido. Eles entraram em campo ainda. Há uma série de incumprimentos”.

Não sei se a Argentina julgava estar acima da lei e dos protocolos sanitários, mas a verdade é que esta novela podia ter sido evitada e tratada bem mais cedo. Como é que apenas em pleno jogo, num “Superclássico”, se apercebem da transgressão das regras? O timing é surreal e impensável.

Este é “apenas” mais um exemplo da incrível falta de organização da CONMEBOL. Para culminar, segundo diversas fontes, a instituição sul-americana está a ponderar retirar pontos ao Brasil por culpa da invasão de campo durante o “Superclássico”. Inédito!

Falta mais profissionalismo, competência e uma melhor organização para que seja possível tomar decisões mais acertadas, em prol do futebol e da saúde pública, num momento tão crucial como este. O caminho é para a frente, mas mais parece que a CONMEBOL está com a marcha atrás engrenada…

Artigo revisto por Andreia Custódio

Soma e segue: Roglic triunfa pela terceira vez consecutiva na Vuelta

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Em Portugal, diz-se que “não há duas sem três”. Pelos vistos, na Eslovénia, também. Foram os emblemáticos caminhos de Santiago (de Compostela) que serviram de tapete vermelho para a consagração de Primoz Roglic, o esloveno que não larga a coroa espanhola por nada.

O chefe de fila da Jumbo-Visma liquidou este domingo a sua terceira vitória na Volta a Espanha, naquela que foi a 76.ª edição da competição. O carimbo número três no historial de Primoz Roglic compara-se agora ao de figuras como Alberto Contador, Roberto Heras e Tony Rominger (que, curiosamente, construiu o seu currículo com três vitórias igualmente consecutivas).

O feito do campeão olímpico de contrarrelógio ganhou forma na sua percetível superioridade em relação aos seus adversários. O carácter metódico, frio e calculista de Roglic chegou para controlar uma corrida que parece que nunca esteve em perigo, nem mesmo com um Enric Mas em grande forma, um bloco assustador por parte da Bahrain-Victorious e a ténue (porém real) ameaça de uma Ineos-Grenadiers impotente.

As doses de emoção e espetáculo do ponto de vista do adepto não foram, de todo, sinónimo da última grande volta de 2021. Contudo, a monotonia bem evidente não preencheu toda a dimensão da Vuelta, que ganhou contornos interessantes com os triunfos de Fábio Jakobsen (classificação por pontos), Michael Storer (classificação da montanha), Gino Mader (classificação da juventude) e da estrutura Bahrain-Victorious (classificação por equipas).

Foto de Capa: La Vuelta

Suíça 0-0 Itália: Campeões da Europa voltam a marcar passo

A CRÓNICA: UM NÓ QUE PERMANECEU ATADO

A Suíça recebeu a Itália no St. Jacob-Park, em Basileia, em partida do grupo C da fase de qualificação para o Mundial 2022, jogo esse que opôs as duas mais fortes formações do respetivo grupo.

Enquanto a formação helvética partiu para este jogo com um registo 100% vitorioso nesta fase da competição (duas vitórias em duas partidas), a seleção transalpina venceu três e empatou um, este último frente à Bulgária, jogo esse que não correu bem aos italianos e que iriam tentar apagar à entrada para este confronto.

Posto isto, e assumindo o favoritismo, os campeões da Europa foram quem melhor entrou na partida, com um par de boas oportunidades ainda dentro dos primeiros 15 minutos. Com o decorrer do tempo, a intensidade que a Itália ia imprimindo no jogo foi diminuindo, o que permitiu à Suíça criar algum perigo junto da baliza defendida por Donnarumma. Ainda assim, mesmo que tendo sido poucas, as melhores oportunidades para marcar pertenceram mesmo à formação visitante.

Já no segundo tempo, a Itália dispôs de uma primordial oportunidade para marcar, depois de um erro clamoroso de Ricardo Rodríguez que cometeu uma grande penalidade sobre Berardi, mas, na marcação Jorginho não soube aproveitar. As oportunidades desperdiçadas pelos italianos foram-se acumulando e a Suíça aproveitou para crescer no jogo, mas as oportunidades de golo continuavam caras para ambos os lados. Zaniolo ainda teve nos pés uma boa oportunidade para marcar nos últimos dez minutos, mas Yann Sommer manteve a sua baliza intocável. Até ao final do encontro, o resultado manteve-se inalterado.

Com este empate, a Itália faz história ao não perder pelo 36º jogo consecutivo e mantém a liderança do grupo C, com 11 pontos, mas com mais dois encontros disputados que a Suíça que mantém também o segundo posto da tabela classificativa, com sete pontos.

 

A FIGURA

Yann Sommer – O guarda-redes suíço foi extremamente importante para a sua formação, ao manter a sua baliza inviolável a todo o custo, tendo para isso contribuído, e muito, a defesa da grande penalidade de que Jorginho dispôs.

 

O FORA DE JOGO

Eficácia ofensiva italiana – Os campeões da Europa mostraram-se muito dominadores ao longo da partida, mas pecaram bastante na finalização, principalmente no primeiro tempo, período no qual dispuseram, talvez, das melhores oportunidades para marcar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

A formação orientada por Murat Yakin apresentou-se num sistema tático base em 4-3-2-1, com Haris Seferović a ser a principal referência ofensiva da equipa. Os suíços mostraram um grande respeito pela Itália na sua forma de jogar, apostando muito no contra-ataque como a forma de tentar ferir o adversário. Ainda assim, foram capazes de controlar bem as investidas ofensivas italianas, com a Akanji e Sommer a serem os grandes destaques a nível defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (9)

Widmer (7)

Akanji (7)

Elvedi (7)

Rodríguez (6)

Aebischer (6)

Frei (6)

Sow (6)

Steffen (6)

Zuber (6)

Seferović (6)

SUBS UTILIZADOS

Zakaria (7)

Garcia (6)

Vargas (7)

Fassnacht (6)

Zeqiri (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

Roberto Mancini promoveu quatro alterações comparativamente com o encontro frente à Bulgária, com Chiellini, Di Lorenzo, Locatellia e Berardi a regressarem ao onze inicial. Alinhados num dispositivo tático base em 4-3-3, os italianos apresentaram-se, sem dúvida, como a equipa mais forte na partida, dominando a maior parte do encontro. Apesar do domínio, os transalpinos pecaram bastante a nível ofensivo, desperdiçando várias oportunidades para marcar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (7)

Di Lorenzo (7)

Bonucci (6)

Chiellini (7)

Emerson (7)

Barella (7)

Jorginho (6)

Locatelli (7)

Berardi (7)

Immobile (6)

Insigne (7)

SUBS UTILIZADOS

Zaniolo (6)

Chiesa (6)

Verratti (6)

Pessina (-)

Raspadori (-)

Formação paga pelos negócios furados | FC Porto

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Na passada meia-noite de 1 de setembro deu-se por encerrado o mercado de verão na Primeira Liga. O FC Porto foi um dos clubes que se manteve ativo até aos últimos minutos e, verdade seja dita, para aquilo que fez mais valia estar quieto.

No último dia da janela de transferências, os azuis e brancos acertaram o empréstimo de Diogo Leite, com opção de compra de 12M, ao SC Braga e os empréstimos de Romário Baró e Rodrigo Valente ao Estoril Praia.

Ouviu-se falar muito por toda a imprensa das possíveis saídas de Corona, Mbemba ou Sérgio Oliveira, mas foram os mais novos que acabaram por pagar a fava de um extenso plantel muito mal planeado.

Teria feito muito mais sentido se a porta de saída tivesse sido aberta a outros jogadores, como Marcano, que pela idade, falta de regularidade e concorrência no plantel, já não tem nada a acrescentar.

Até mesmo Mbemba, jogador que o FC Porto deve aproveitar agora para lucrar algum dinheiro com o seu passe, uma vez que tinha bom mercado e o clube possui soluções bastante capazes para a sua posição.

Um exemplo idêntico ao do defesa central é Jesús Corona, que se encaminha para ser mais um negócio furado que abandonará o FC Porto a custo zero.

Com a chegada de Wendell, um empréstimo ou até mesmo uma venda poderia ter sido posta em questão para Manafá ou Nanu, visto que do lado direito o reforço brasileiro deve assegurar a titularidade.

Fica com Zaidu como segunda alternativa, e no lado esquerdo João Mário tomou conta do lugar, tendo ainda Tomás Esteves, que tem qualidade suficiente para disputar a posição no plantel principal do FC Porto.

A própria saída do terceiro guarda-redes, Claúdio Ramos poderia ter sido equacionada, o plantel continuará a ter um guardião de seleção, que seria titular em qualquer clube na primeira liga, a sentar-se no banco sem cumprir qualquer minuto.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

De realçar que Sérgio Conceição pediu a contratação de Bruno Costa e Fábio Cardoso (que ainda não foi utilizado) para posições que tinha soluções mais que suficientes.

Retirando todo o esforço e mérito a Romário Baró e Diogo Leite que têm lutado e feito mais que o suficiente para merecer a presença no plantel.

Mais um ano com um plantel extenso, gerido por um treinador que utiliza “sempre os mesmos” e que acaba por descontar nos jovens da formação.

GP Países Baixos: Max Verstappen é o «Herói» de Zandvoort

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A CORRIDA: E A CONSISTÊNCIA DE GASLY E LECLERC?

A Fórmula 1 está de regresso ao circuito de Zandvoort, 36 anos depois da última corrida ter ditado a vitória de Niki Lauda, em 1985. Em 2021, é Max Verstappen (Red Bull) quem vence a prova em casa, fazendo com que seja o primeiro neerlandês a conseguir tal feito em Zandvoort, e alcançando a 17.ª vitória na carreira.

Para finalizar, Lewis Hamilton (Mercedes) e Valtteri Bottas (Mercedes) acompanham no pódio, respetivamente, onde Lewis Hamilton também consegue o ponto extra da volta mais rápida, e consequentemente, o recorde de volta de pista.

Numa corrida caraterizada pelas definições de estratégias por parte das equipas, foi uma corrida sem qualquer tipo de caos associado, pois, como nos habituaram a ver nas últimas corridas, não houve bandeira vermelha, nem ocorrências de safety car. Em suma, foi um arranque tranquilo, até mais para Max Verstappen, que seguiu o caminho e liderou o total de 64 voltas da corrida, até ao final.

Destaque-se, então, pela positiva, as provas de Pierre Gasly (AlphaTauri) e da Ferrari, mas mais especificamente, de Charles Leclerc (Ferrari). Estratégias acertivas de ambas as equipas, e para além disso, a consistência de ambos os pilotos que terminaram nos lugares onde começaram, quarto e quinto lugar, respetivamente.

Por fim, Fernando Alonso (Alpine) levou a melhor sobre Carlos Sainz (Ferrari) mesmo no final da corrida, deixando o piloto espanhol em sexto lugar, e o piloto da Ferrari em sétimo. Destaque para Sergio Pérez (Red Bull), pois numa corrida complicada para o piloto mexicano – desde arrancar da pit lane, até à paragem precoce – consegue ficar no top 10, no oitavo lugar. Esteban Ocon (Alpine) e Lando Norris (McLaren) concluem os lugares pontuáveis, em nono e décimo lugar.

No que concerne a prova, não foi uma prova caótica, mas sim emotiva, principalmente para os fãs de «laranja» que esperaram para ver Max Verstappen triunfar em casa, e assim o fez, passando para a frente do Campeonato de Pilotos.

Depois do GP da Bélgica, que apenas teve três voltas atrás do Safety Car, vamos ser honestos, uma corrida caótica era tudo o que menos se queria, portanto, diria que o GP dos Países Baixos fez jus às expetativas.

Foto de Capa: Red Bull Racing

SL Benfica | Pausa, Jorge, ainda há por onde melhorar

O SL Benfica chegou a esta fase de interrupção do calendário para compromissos de seleções com a presença na Liga dos Campeões assegurada e na liderança da Primeira Liga.

No entanto, e pese embora a consistência vitoriosa e a maior solidez defensiva (em contraste com o que sucedia na temporada anterior), há sempre aspetos a trabalhar e melhorar.

A pausa no calendário competitivo abre espaço a eventuais mudanças, ainda que 13 elementos do plantel principal estejam ausentes em representação das suas seleções.

Assim, há um aspeto sobre o qual poderá incidir maior atenção da equipa técnica nesta quinzena de paragem: a integração de jovens da equipa B nos trabalhos do plantel, procurando suprir as lacunas remanescentes do fim de mercado de menor fulgor das águias.

Roman Yaremchuk leva já um golo e duas assistências em apenas três jogos no SL Benfica
Roman Yaremchuk foi a contratação mais cara do SL Benfica neste defeso
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar de algumas boas movimentações nesta janela de transferências, os encarnados permanecem com um plantel algo desequilibrado. Este é o momento ideal para procurar soluções internas para contrariar isso.

Talvez o exemplo mais gritante seja o da lateral/ala esquerda. Gil Dias não foi sequer inscrito na Liga dos Campeões e o português parecia ser “a” alternativa de Jorge Jesus para o lugar de Grimaldo.

Parece não ter agradado. E agora? De uma forma pessoal (e ainda que rogue por uma maior, mas não cega e descabida, aposta nos jovens), não me parece que Sandro Cruz ou Rafael Rodrigues estejam preparados para serem a sombra do espanhol ex-FC Barcelona B. Todavia, mereceriam pelo menos mostrar-se e compor o grupo de trabalho durante a ausência de outros elementos.

Contudo, não são apenas os novatos a precisarem de espaço de montra. Também elementos que partem em claro segundo ou terceiro plano devem ter nestes 15 dias uma oportunidade maior para se mostrarem ao treinador.

Brasil x Argentina: Novo capítulo no “Superclássico das Américas”

Qualificação para o Mundial 2022, Jornada 6: domingo, 20h, 5 de setembro 2021

ANTEVISÃO: CONFRONTO SERÁ VERDADEIRO TESTE PARA AS SELEÇÕES

São poucas as palavras e gestos que conseguem mensurar o tamanho da rivalidade entre o Brasil e a Argentina. O “Superclássico das Américas”, que começou na década de 10, ocasionou diversas disputas e histórias que ficaram marcadas no imaginário dos cidadãos de cada país. Com a chegada de um próximo confronto entre os dois maiores campeões mundiais do continente americano, será a oportunidade perfeita para escrever um novo capítulo na história entre os dois países.

NEYMAR VS. MESSI E UM CLÁSSICO ETERNO! QUEM LEVA A MELHOR E QUEM IRÁ RESOLVER O JOGO? APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Os dois últimos campeões da América estão na primeira e segunda colocação no apuramento do mundial de 2022. Ou seja, o confronto, além do seu contexto histórico, há também a disputa por posições dentro do apuramento.

Um detalhe específico para este confronto é a ausência de jogadores da Liga Inglesa. Por conta da viagem ao Brasil, os jogadores de clubes ingleses devem ser submetidos ao isolamento por 14 dias no retorno para a Inglaterra. Desta forma, diversos clubes não cederam os seus jogadores para a partida no Brasil.

Mesmo sem a presença de jogadores como Thiago Silva, Cristian Romero, Gabriel Jesus, entre outros, ambas as seleções pretendem ir com o que melhor estão disponíveis. Desta forma, os agora companheiros, Neymar e Messi, devem se enfrentar uma vez mais vestindo as cores das suas nações.

A pressão pela vitória será, sem dúvidas, imposta aos donos da casa. Isto se dá pois o Brasil ainda não repete o mesmo desempenho e entrosamento técnico de gerações passadas. Na totalidade o desempenho da seleção brasileira é burocrático e pragmático. No entanto, as vitórias continuam a aparecer, mesmo assim, por conta do desempenho, o trabalho do técnico Tite ainda não é bem-visto por parte dos adeptos e da imprensa brasileira. Como se não bastasse, o dono da casa tem a missão, quase que pessoal, de buscar uma reação após a derrota no Maracanã contra a albiceleste, na final da última Copa América.

Por outro lado, a Argentina de Lionel Scaloni, finalmente apresenta bons resultados e desempenhos que condizem com os jogadores do seu plantel. Face a estes cenários, espera-se um confronto muito disputado e com, possivelmente, poucas oportunidades de golo. Onde qualquer detalhe será essencial para a determinação da vitória e a criação de uma nova história no livro de confrontos entre Brasil e Argentina. Assim, o embate entre as seleções expõe a crescente rivalidade que também serve de termómetro para saber se o trabalho de cada seleção está no caminho certo.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O confronto entre Brasil x Argentina, somando todas as competições e amigáveis, possui um total de 107 jogos.
  2. O Brasil venceu todos os sete jogos até agora no apuramento para o Mundial 2022.
  3. A única derrota do Brasil em 2021 é contra a Argentina, válido pela Copa América.
  4. O confronto entre Brasil x Argentina, somando todas competições e amigáveis, possui um total de 107 jogos.
  5. O Brasil jogando em casa, ganhou 23 vezes, empatou sete e sendo derrotado em 10 oportunidades contra a Argentina.
  6. O Brasil tem o melhor ataque dos apuramentos 2022 com 17 golos à favor. E a melhor defesa com apenas 2 golos sofrido.
  7. Nos últimos cinco jogos, Brasil tem três vitórias, uma derrotas e um empate.
  8. Nos últimos cinco jogos, a Argentina tem quatro vitórias e apenas um empate.
  9. Nos últimos dez jogos entre Brasil x Argentina, a Albiceleste tem três vitórias, enquanto a seleção canarinho tem duas vitórias.
  10. A Argentina nunca venceu o Brasil, fora de seu domínio nos apuramentos para o Mundial.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Lucas Paquetá – O médio do Olympique Lyonnais (França) a partir da última Copa América agarrou um lugar entre os 11 do Brasil e parece não sair mais. O ótimo começo de época na sua equipa também o favorece para demonstrar um grande papel no meio-campo brasileiro. Favorecendo uma transição entre os médios defensivos até os avançados, o médio brasileiro deve ser uma das principais opções na criação de jogo verde-amarelo.

Rodrigo De Paul – O novo integrante da legião sul-americana do Atlético de Madrid, Rodrigo de Paul é uma das peças essenciais na retomada do futebol ágil e físico do meio-campo Albiceleste. Sua polivalência, faz com que De Paul esteja em diversos lugares do campo, defendendo, procurando espaços além de seu bom passe que pode ser a grande surpresa entre os médios argentinos.

 

XI’S PROVÁVEIS

Brasil: Weverton, Danilo, Eder Militão, Marquinhos, Alex Sandro, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Neymar, Gabigol, Vinicius Júnior.

Treinador: Tite

“O que há é um desafio muito grande de coordenação de movimentos, links, de 11 jogadores que nunca jogaram juntos se ajustarem.”

 

Argentina: E. Martínez; N. Molina, German Pezzella, Nicolás Otamendi, Marcos Acuña, Angel Di Maria, Rodrigo De Paul, Guildo Rodríguez, Giovani Lo Celso, Lionel Messi, Lautaro Martínez.

Treinador: Lionel Scaloni

“Ganhamos a Copa América e depois tivemos de ir a Venezuela ser protagonistas novamente. Então tem de seguir a jogar, a tentar ganhar, a tentar deixar uma boa imagem e isto não acaba.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: BRASIL 2-1 ARGENTINA
Antevisão redigida em português do Brasil.

Com estas soluções no ataque, quem irá ser titular, Sérgio? | FC Porto

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Sérgio Conceição tornava-se treinador do FC Porto na época de 2017/18, onde se antecipava uma época sem esperanças para os dragões: para além de estarem sob alçada de um penoso fair play financeiro por parte da UEFA, os azuis e brancos caminhavam para o quinto ano consecutivo sem ganhar um único título.

Contudo, com um plantel altamente limitado em soluções, Sérgio Conceição colocou novamente os dragões na trilha dos campeões, pondo assim término à potencial conquista do pentacampeonato por parte do rival SL Benfica.

Com a contratação de apenas um jogador (Vaná, por cerca de 1 milhão de euros) e do retorno de vários emprestados ao clube, Sérgio Conceição formou no FC Porto um plantel tenaz e ambicioso, capaz de ser campeão nacional.

No entanto, a SAD do FC Porto, mesmo com os troféus e os autênticos “milagres” que Sérgio Conceição deu ao clube, nunca foi capaz de dar ao treinador dos dragões um plantel vasto com várias soluções de qualidade em todos os setores.

Esta época, a quinta temporada consecutiva de Sérgio Conceição no comando da equipa principal, caminhava para o mesmo “problema” do costume: um bom plantel, sim, mas com algumas lacunas.

O FC Porto, a precisar de vender urgentemente, preparava-se para perder ativos preciosos, como são os casos de Corona, Sérgio Oliveira ou até mesmo de Mbemba.

Mas, como todos sabemos, os dragões não conseguiram vender nenhum desses ativos – péssimo mercado do FC Porto a nível financeiro, mas excelente a nível desportivo.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com isto, Sérgio Conceição tem à sua disposição um plantel com várias soluções, algo que há muito tempo não se via no Dragão. Na baliza, na defesa e no meio-campo, as soluções são altamente viáveis, no entanto, o ataque é o chamariz deste plantel.

Com a permanência de Luis Díaz e, sobretudo, de Corona, o FC Porto fica com um setor ofensivo invejável. Além dos já citados Corona e Luis Díaz, há ainda Otávio, Pepê, Francisco Conceição, Fábio Vieira e os pontas de lança Taremi, Toni Martínez e Evanilson.

E agora, quem joga? Quem serão os titulares? Penso que deve ser a maior das dúvidas que tem “atormentado” Sérgio Conceição durante estes dias. Este “problema proveitoso” é tão grande que pode levar Sérgio Conceição a preterir o seu 4x4x2, e subsequentes dinâmicas, em detrimento do 4x3x3.

Passo a explicar: no esquema atual dos dragões (4x4x2), Sérgio Conceição deve escolher, para apenas dois lugares disponíveis, entre Otávio, Corona e Luis Díaz, isto é, um deles, à priori, fica no banco de suplentes.

Após uma intensa reflexão, cheguei à conclusão de que é inconcebível deixar qualquer um deles que seja no banco. Nesta fase inicial da época, Corona não deverá ser opção inicial para começar a titular, devido à atual forma física que apresenta, mas, quando estiver a 100%, será titular absoluto.

FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Será que Sérgio Conceição estaria disposto a abdicar do seu duplo pivô por um meio campo a três, com Otávio sendo um deles? Estaria propenso a abdicar da dupla Taremi e Toni Martínez?

Com isto quero dizer que somente num esquema de 4x3x3 jogadores como Otávio, Luis Díaz e Corona poderiam coabitar no onze titular.

E não esquecer que ainda há Pepê, o qual custou 15 milhões de euros aos cofres do FC Porto, que já começou a destilar a sua qualidade no jogo frente ao FC Arouca, e ainda Fábio Vieira e Francisco Conceição, dois jovens de enorme qualidade que querem ganhar o seu espaço na equipa titular.

Pergunto-me todos os dias: com estas soluções a 100%, como será o FC Porto de 2021/22? Será que teremos uma equipa com as mesmas dinâmicas, contudo com um sistema tático diferente?

Se para os adeptos portistas é uma incógnita, imaginemos para Sérgio Conceição, que vai ter estas incessantes dúvidas ao longo dos treinos.

Todavia, uma coisa é certa – desta vez, Sérgio Conceição não terá de fazer milagres: finalmente, ao fim de cinco anos ao leme dos dragões, terá à sua disposição um plantel para 2021/22 que é sinónimo de soluções e qualidade.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos