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Eduardo Camavinga | Uma pérola no centro do terreno

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Eduardo Camavinga acaba de ser confirmado como reforço do Real Madrid CF e eu quis contar-vos a história que “inventei” sobre ele.

Já dizia Jean-Claude Carrière que as histórias são moedas que passam de uma pessoa para a outra e que, no fim, reúnem um tesouro. O mundo é feito de histórias e o Futebol, esse fervoroso inquietador de corações sensíveis, não poderia ser exceção. 

Imagino uma mãe dura, mas carinhosa, em mais um dia em que o sol, quando nasce, é para todos. É com uma força indestrutível que se obriga constantemente a recordar isso e é assim que, lutando contra um quase perpétuo cansaço, salta repentinamente da cama e dirige-se para o quintal onde muito há a fazer. O sol vai começando a acordar, abrindo timidamente os olhos esbugalhados por detrás daquela montanha. Cheira à chuva da noite passada e a brisa gelada, cortante, é típica das zonas rurais do noroeste francês. Não faz mal. É com o trabalho que se esquentam o corpo e a mente.

Dentro de casa, no balcão da cozinha, vai acompanhando pela janela a ascensão gloriosa do ainda pequeno sol que já a conforta, enquanto prepara as refeições para os seis filhos que, à partida, ainda dormem tranquilamente. Perde-se entre pensamentos cruzados de sonhos e do que ainda lhe falta fazer naquela manhã.

O marido levanta-se todos os dias antes dela sem nunca a acordar. Escuta atentamente o bater de pés, a abertura da porta e o pousar do casaco desgastado pelos dois tempos. Sorri ao de leve e fica à espera de vê-lo entrar na cozinha para lhe desejar os bons dias e ouvir que o cheirinho a café está particularmente bom, hoje. De repente, distraída, esquecendo até que tem a água ao lume, dá um pequeno grito tosco. Mais um estrondo na sala. O marido, sabendo o que aí vem, dirige-se para o fogão.

Imagino que exclama um profundamente exaltado “Ça suffi, Eduardo! C’est fini!” ao ver que o terceiro mais velho da equipa está novamente a praticar os seus dotes de judoca, o que implica mais uma peça de loiça partida. É de cabeça baixa que o petit garçon admite o erro e, respeitador, parte de imediato para a limpeza do aparato.

Consta que Eduardo Camavinga era até bastante bom no Judo, influenciado pelo pai que também praticou a modalidade. Contudo, a derradeira efervescência da mãe teve com toda a certeza uma grande influência no percurso do filho, pois foi com o medo de que partisse a casa toda que o convenceu a dedicar-se ao Futebol. Realmente, mais valia partir tudo dentro de campo. 

Filho de refugiados congoleses, o pequeno sorridente nasceu a 10 de novembro de 2002, em Angola, e a família mudou-se para França aos seus dois anos. Fora o episódio “inventado”, houve um outro indubitavelmente determinante para o desenvolvimento da narrativa. 

Paris Saint-Germain FC | 3 possíveis sistemas táticos depois da chegada de Messi

Dia 11 de agosto de 2021, o primeiro dia do resto da vida de Lionel Andrés Messi Cuccitini. Ver Messi abandonar o FC Barcelona desta forma é, no mínimo, estranho, depois de quase vinte anos ligado aos “Culés”.

Aterrou em Paris, onde moram os “galácticos dos tempos modernos”, orientados por Maurício Pochetino, que tem o objetivo e a quase obrigação de vencer todas as competições em que está inserido. O treinador argentino vai ter a difícil tarefa (que tantos treinadores gostavam de ter), de conjugar um onze cheio de estrelas e vedetas, numa equipa que está mais apetrechada no ataque, mas que também não descurou as outras zonas do campo.

Seguem, então, três possíveis esquemas táticos para enquadrar Messi nesta equipa do Paris Saint-Germain FC.

5 jogadores para o Sporting CP segurar até ao final do dia

Sporting CP | Contagem decrescente para o fecho de mercado

É um desejo de Rúben Amorim e, neste Sporting CP, os desejos de Amorim são ordens: ficar com os jogadores chave para atacar (em condições) o campeonato e a Liga dos Campeões.

Sabendo que a tarefa de esconder as pérolas verde e brancas dos maiores tubarões do Futebol europeu é extremamente difícil, a direção leonina tem feito um grande esforço para cumprir com distinção esta tarefa. Apesar de ser difícil, é um dos pontos chave para se conseguir uma nova época de sucesso e, por essa mesma razão, fazemos este Top de jogadores que são imprescindíveis para Amorim e companhia.

Revolução Cultural Francesa segue de vento em popa e muitos dos novos Iluministas são os centrais

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Espero que já se tenham mentalizado que, aqui, nunca se fala apenas de futebol. Contudo, no que diz respeito a um dos nossos maiores amores, teríamos de andar com vendas bem grossas nos olhos para não admitir que a França é, indubitavelmente, uma autêntica fábrica de produção de talentos. Como? Assim de repente, como quem não quer a coisa, apostaria na diversidade cultural como principal causa.

Vivendo do risco, mas com algum conhecimento de causa, digamos que os franceses, nas últimas décadas, e mais do que qualquer outra nação, têm andado sempre a “brincar à chuva de estrelas”.

É que, a brincar a brincar, nos últimos cinco campeonatos do mundo os gauleses produziram bastantes mais jogadores dentro das suas fronteiras do que, por exemplo, o Brasil, a Alemanha, ou a Argentina. Em 2018, por exemplo, foi mesmo “à grande e à francesa”: eram 52 as estrelas nascidas e/ou criadas em França e claro que, com duas equipas e meia em competição, uma delas teria necessariamente de ganhar.

Como sabemos, nem tudo foi sempre ouro sobre azul. Contrariamente ao cenário cultural propriamente dito, os anos 70 não foram “La Vie en Rose” dentro das quatro linhas. Depois de nem sequer se qualificarem para o campeonato do mundo, por duas vezes seguidas, os carinhosamente apelidados de “avecs” chegaram à conclusão que estava na altura de optar por outro tipo de abordagem e decidiram, então, começar a profissionalizar a educação futebolística.

O resultado? A criação obrigatória de academias de jovens por parte de todos os clubes e o nascimento de uma instituição de futebol nacional. Este fresco pragmatismo na educação de jogadores desde tenra idade não demoraria muito a dar frutos, viabilizando a mudança desejada: em ‘84, Michel Platini faria o seu país levantar o principal troféu europeu pela primeira vez.

O investimento continuaria e a Federação Francesa de Futebol tornar-se-ia cada vez mais responsável por captar os melhores talentos, auxiliada pela conceituada Clairefontaine, a melhor de 13 academias de elite que viriam a ser criadas por todo o país e antiga casa para, por exemplo, Thierry Henry e Kylian Mbappé.

Ao mesmo tempo, mais ou menos doucement, essas academias encarregavam-se de garantir a adaptação a um futebol moderno que começava a ser igualmente necessária. O foco estava numa educação que englobasse, entre muitas outras coisas, a utilização de ambos os pés, a velocidade na reação e a adaptação a diferentes sistemas de jogo.

E, entretanto, claro, mais história: em 1998, os gauleses ganhariam pela primeira vez, em casa, um campeonato do mundo, e dois anos depois o título europeu faria nova viagem até Paris.

Aproveitando as conhecidas origens do meu jogador preferido que, em cima, segurava o troféu, e chegados nós à altura em que nasceram muitos dos que motivaram a escrita deste artigo, cabe-nos agora voltar um pouco atrás para entender de que forma a diversidade cultural foi chamada ao barulho logo no primeiro parágrafo.

Piadas fáceis à parte, e zero alusões a acontecimentos infelizes, porque aqui queremos sempre o copo meio cheio e acreditamos que mais com menos até dá mais, é imperativo recordar os primórdios do pós-colonialismo.

Lucas Veríssimo | A evolução do pilar da Luz

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No plantel encarnado, tem havido vários jogadores em evidência, mas hoje destacamos Lucas Veríssimo. O central brasileiro tem estado em grande evidência na defensiva do SL Benfica e tem sido peça-chave para os bons resultados das águias.

As águias estão a fazer um arranque de época sensacional e, embora tenham sofrido mais do que deviam para levar de vencido o CD Tondela, registam apenas vitórias nesta temporada, com exceção do jogo da segunda mão da eliminatória para a Liga dos Campeões, frente ao PSV Eindhoven.

Voltando ao foco deste artigo: Lucas Veríssimo chegou a Lisboa em janeiro deste mesmo ano, disputou ainda a segunda metade da época passada, mas a paragem de verão parece ter feito bem ao brasileiro. É hoje um jogador mais completo e um central bem mais seguro do que aquele que era há uns meses atrás.

Talvez tenha sido o período de habituação a uma nova equipa, a um novo país, a um novo campeonato; talvez tenha sido um crescimento pessoal do jogador; ou talvez tenha sido apenas um período de paragem e de descanso que Lucas não tinha há um ano e meio – mas a verdade é que é hoje um jogador mais completo.

Lucas Veríssimo tem estado em destaque neste arranque de temporada
Lucas Veríssimo tem estado em destaque neste arranque de temporada
Fonte: Carlos Siva/ Bola na Rede

Lucas Veríssimo chegou proveniente dos brasileiros do Santos FC, a troco de 6,5 milhões de euros. Não é uma jovem promessa, até porque já tem 26 anos, mas que tem muito para dar e melhorar, disso ninguém duvida, até porque o jogador tem demonstrado isso mesmo.

Veríssimo tem sido utilizado como central mais à direita num esquema tático de três defesas, sendo que os laterais têm como função jogar pela ala toda. Com Otamendi e Vertonghen/Morato como parceiros da defesa, com Lucas Veríssimo em campo, o SL Benfica sofreu apenas dois golos em sete jogos disputados nesta temporada .

O defesa central canarinho apresentou ainda uma grande evolução em sair a jogar com bola controlada sendo que é, com toda a certeza, o melhor tecnicamente entre os centrais encarnados.

A técnica aliada às visão de jogo e qualidade de passe são caraterísticas muito abonatórias num defesa central, quando este tem a capacidade de sair a jogar ao invés de “despejar” bola na frente, tal como acontece com Veríssimo.

O zagueiro está a ter um arranque de temporada fantástico e tem ainda muito para dar, sobretudo se continuar a crescer como tem acontecido. Jorge Jesus, o mestre da tática, deverá ter muitas “culpas” no cartório!

Na temporada conta já com dois golos e uma assistência em sete jogos de vermelho e branco, sendo que registou estes mesmos números em apenas três jogos, algo que não é nada normal para um defesa central e que deixa água na boca dos adeptos encarnados.

Artigo revisto por Andreia Custódio

 

Ano de Champions e só duas opções para a frente de ataque de Amorim

Rúben Amorim, o técnico do Sporting Clube de Portugal, está certamente cansado da pergunta: “São dois avançados suficientes para atacar a nova época que conta com a liga dos campeões?”. O comandante da turma de Alvalade mostra-se decidido e revela uma tremenda convicção de que Paulinho e Tiago Tomás são os únicos elementos necessários para garantir o sucesso dos leões.

Amorim leão, Sporting campeão

Uma coisa é certa: foi com Rúben Amorim a comandar que o Sporting CP voltou, quase 20 anos depois, a vencer o título de campeão nacional. O ex-treinador do SC Braga foi o escolhido para liderar o novo projeto do clube de Alvalade. E a verdade é que conseguiu fazer algo que 19 treinadores diferentes não conseguiram durante 19 anos, e num espaço de tempo bastante curto (um ano e meio).

Olhando por esta perspetiva, seria de esperar que os adeptos sportinguistas se sentissem mais tranquilos quanto a esta questão. Acontece que isso não se verifica. Mesmo com a tremenda confiança apresentada por Rúben Amorim, o homem que trouxe a bonança após uma longa tempestade, os adeptos continuam a questionar-se sobre se não seria melhor ter mais um avançado.

Aos olhos dos sportinguistas, Paulinho e Tiago Tomás não chegam para que o seu clube consiga lutar com garras e dentes por todas as competições em que vai estar envolvido.

Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

De um lado a mais, do outro a menos

Ao contrário do que acontece em Alvalade, na equipa de Amorim, no outro lado da 2ª circular há demasiadas opções. Os encarnados, que também vão jogar a liga milionária, têm, neste momento, seis opções para a posição de ponta de lança.

É verdade que estão à procura de um novo clube para Carlos Vinícius e que Darwin Núñez e Haris Seferovic já foram associados a alguns emblemas, mas ainda pertencem ao plantel do SL Benfica. Contam ainda com o recém-contratado Roman Yaremchuck e com o jovem formado no Seixal Gonçalo Ramos. Todos eles já somaram minutos desde o arranque oficial da época, mas as escolhas de Jorge Jesus têm recaído sobre o ucraniano Yaremchuck e o miúdo Gonçalo Ramos. Mas há outro nome que ainda não se estreou em jogos oficiais com a camisola das águias. Rodrigo Pinho, o ex-maritimista que foi anunciado a época passada como reforço encarnado para a época 21/22, ainda não jogou nenhum jogo oficial desde a mudança para a capital.

O treinador amadorense tem seis nomes à disposição, para já, mas é provável que até ao fecho do mercado esses seis nomes fiquem reduzidos a quatro. E mesmo que no fim sejam cinco, não será nenhuma surpresa, pois presume-se que joguem algumas vezes em 4-4-2, em alternativa ao 3-4-3.

Uma alternativa não parece chegar

No caso do FC Porto, Sérgio Conceição tem três avançados à disposição. São eles Toni Martinez, Mehdi Taremi e Evanilson. O espanhol e o iraniano têm sido a dupla de eleição. O brasileiro tem sido opção nos minutos finais. Parece a medida certa. Mas, tendo em conta que os azuis e brancos se apresentam em 4-4-2 na maioria das vezes, ter um só suplente parece pouco. É um caso semelhante ao do Sporting CP, visto que também vão jogar a liga dos campeões.

Taremi (28 anos), do FC Porto, e Paulinho (28 anos), do Sporting CP, são as opções com mais experiência para a posição. Evanilson (21 anos) e Tiago Tomás (19 anos) são as com menos estaleca, mas com mais irreverência. Os dragões contam ainda com Toni Martinez, de 24 anos, um avançado com discernimento e que acrescenta qualidade. Aos leões parece faltar essa opção – alternativa que poderia dar ao bem reforçado plantel maior profundidade e maior facilidade de adaptação a possíveis adversidades.

A crença de Amorim

Rúben Amorim acredita que a fórmula para o sucesso são os dois avançados de raiz que tem no plantel. E, em caso de necessidade, vê Jovane Cabral e Pote como soluções. Tanto o treinador como os adeptos querem a mesma coisa – o sucesso do clube. E se é esta a fé do treinador, só há uma coisa que os adeptos podem fazer: confiar na palavra de Amorim, que muita alegria lhes deu na temporada transata e esperar que, em caso de contrariedades, o melhor marcador da última edição do campeonato, Pedro Gonçalves, as consiga colmatar.

 

Artigo com opinião do redator da secção do Sporting Miguel Rodrigues

Artigo revisto por Andreia Custódio

CD Santa Clara 1-0 Gil Vicente FC: Vitória molhada…

A CRÓNICA: …VITÓRIA ABENÇOADA

O Estádio de S. Miguel abriu portas, neste domingo chuvoso, para a quarta jornada da Primeira Liga entre CD Santa Clara e o Gil Vicente FC. Para as duas formações este jogo é, sem dúvida, importante na conquista dos três pontos, uma vez que ambos vêm de uma derrota, para alavancar a sua posição na tabela classificativa. Espera-se, então, um jogo com ambição e garra de ambas as partes.

O apito inicial soava e o Gil Vicente ligou o radar de objetivo: pressionar o Santa Clara e chegar o mais rapidamente possível à baliza. Apesar da equipa Açoriana parecer algo desconcentrada, a pressão da equipa gilista não resultou. Aos 12 minutos, viria a prova disso, através de Alano que passava para a Rui Costa e este só teve de encostar e, assim, inaugurar o marcador.

Depois do primeiro quarto de hora, a partida equilibrou-se. Sem grandes momentos de perigo por parte do Gil Vicente, o Santa Clara acabaria por conseguir mais linhas de passe e, assim, chegar à baliza de Krutciuk e causar algum perigo. Essa superioridade manteve-se até ao intervalo e sem grande surpresa.

A Segunda parte começava e os Bravos Açorianos mantinham a sua superioridade. Por sua vez o Gil, mostraria vontade de ter maior capacidade de resposta em comparação à primeira parte mas sem grande perigo para o guardião Marco Pereira.

Os ânimos aquecem e devido a um desentendimento entre Alano e Rúben Fernandes, o árbitro viria a ser obrigado a separar os jogadores e a distribuir cartões vermelho, deixando, assim, ambas equipas reduzidas a dez.

Após as expulsões, a força de vontade continuaria a mesma. Jogo mais forte e mais rápido pela equipa da casa. O Gil ainda tentava ir atrás e mudar o marcador, mas a defesa dos açorianos não permitia isso.

Até ao apito final, a agressividade açoriana continuou a ser superior apesar do Gil Vicente ter estado mais presente em jogo, nesta segunda parte. Fica na memória a determinação dos açorianos de correr atrás do resultado e a tentativa Gilista de tentar fazer melhor.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rui Costa – O avançado do Santa Clara teve uma presença fundamental e coerente em todo o jogo. Ajudando a criar situações de perigo para a sua equipa. Isso acabou por ser claro por ser o autor do único golo da partida.

O FORA DE JOGO

Fran Navarro – Displicente. Esperava-se mais depois da auspiciosa entrada no campeonato por parte do avançado espanhol, que passou ao lado da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A turma de Daniel Ramos alinhou-se em 4-2-1-3. A linha de quatro clássica com Rafa Ramos deu uma maior profundidade pela direita e Mansur a baixar mais um pouco no terreno. No miolo, Morita ajudou Anderson Carvalho a preencher o meio campo. Lincoln serviu os três homens na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (4)

Rafael Ramos (4)

Mikel Villanueva (5)

Boateng (4)

Mansur (4)

Alano (3)

Anderson Carvalho (3)

Lincoln (3)

Cryzan (3)

Hide (4)

Rui Costa (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Henrique (3)

Jean Patric (4)

Ricardinho (3)

Néné (-)

João Afonso (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente alinhou-se em 4-3-3 clássico. Uma linha tradicional de quatro, dois homens mais baixos no terreno, Fujimoto mais solto e a deambular no terreno. Lino, Navarro e Bilel no ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (3)

Lucas (3)

Hackman (2)

Bilel (4)

Pedrinho (3)

Fran Navarro (4)

Fujimoto (4)

Vitor Carvalho (3)

Rúben Fernandes (3)

Samuel Lino (3)

Talocha (4)

SUBS UTILIZADOS

Murilo (2)

Bueno (3)

Zé Carlos (4)

Ribeiro (3)

Giorgi Aburjania (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD SANTA CLARA

BnR: Qual foi a motivação para este jogo?

Daniel Ramos: Pedi à equipa para se mentalizar que ia sofrer. Mas pedi para se esforçarem, trabalharem e deixarem o peso emocional de lado. Há desgaste, muita tensão e precisávamos de dar uma resposta a nós próprios e foi isso mesmo que fizemos. Fomos organizados. Merecíamos a vitória perante um Gil que nos dificultou. Tínhamos de estar focados no jogo de hoje. Aquilo que podemos controlar é a nossa prestação no jogo, não perder energia ao falar em outros assuntos.

GIL VICENTE FC

BnR: Qual a análise que faz da partida?

Ricardo Soares: Sabíamos que ia ser um jogo difícil e muito competitivo. Com as condições climatéricas e o estado do relvado prevíamos este tipo de jogo. No entanto, foi um jogo equilibrado e uma desatenção nossa pagou-nos claro. Ainda na primeira parte tivemos oportunidade de empatar e não o fizemos. Na segunda, a posse e circulação de bola foi melhor mas não suficiente.  Para mim o resultado mais justo era o empate.

SL Benfica 2-1 CD Tondela: Ressaca de Champions com pouca duração

A CRÓNICA: COMO CURAR UMA ASA DIREITA

O SL Benfica venceu o CD Tondela por 2-1 no Estádio da Luz. Ainda com 33% da lotação, viu-se o CD Tondela a chegar-se à frente por Salvador Agra, mas os encarnados conseguiram a reviravolta por Rafa e Gilberto ao cair do pano. O jogo foi mais emocionante para os torcedores que conheciam o Sportingbet bonus 2021. Mas ainda há tempo de o aproveitar nos próximos confrontos, são apenas três passos para conseguir o acesso.

Na primeira parte, percebeu-se claramente o efeito que a “ressaca Champions” tem nas equipas portuguesas. Uma posse de bola com alguma passividade do SL Benfica que culminou num erro defensivo que deu o 1-0 a Salvador Agra aos 22 minutos. O marcador não se alterou até ao intervalo, mas perspetivava-se uma mudança de paradigma para os segundos 45 minutos.

Na segunda parte, vimos um SL Benfica com um comportamento diferente da primeira parte. Não houve qualquer alteração no sistema tático, mas os jogadores que entraram trouxeram uma maior definição e agressividade ofensiva.

Aos 67 minutos, destaque para João Mário que esteve perto de marcar de fora da área para grande defesa de Niasse. Mas a reviravolta acabou por ser feita Rafa e Gilberto ao cair do pano. Dois golos que colocaram o Estádio da Luz a celebrar mais três pontos e que mostraram o impacto da cura da asa direita da águia (substituições de Pizzi e André Almeida por Rafa e Gilberto).

Com este resultado, o SL Benfica assume a liderança isolada do campeonato e o CD Tondela mantém a tendência negativa de há dois jogos para cá.

 

A FIGURA
Rafa foi o agitador de que o SL Benfica precisava
Rafa foi o agitador de que o SL Benfica precisava
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Rafa Silva – Uma entrada que, a par de Gilberto, revolucionou toda a asa direita encarnada e o jogo. Rafa trouxe a imprevisibilidade e velocidade que Pizzi não estava a conseguir imprimir no jogo e deu o empate que catapultou o SL Benfica em busca de mais uma vitória.

O FORA DE JOGO
Everton esteve uns furos abaixo da restante equipa do SL Benfica
Everton esteve uns furos abaixo da restante equipa do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Everton – Este não é o Everton que parecia prometer mostrar bom serviço no início desta época. Um jogo muito apagado do brasileiro e sempre a complicar o que deveria ser descomplicado. Insistência na finta e muitas vezes o individualismo excessivo. Claramente uma noite desinspirada do extremo brasileiro.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Jorge Jesus apresentou-se num 4-4-2 com João Mário e Meité no meio-campo, Pizzi e Everton nas alas e Gonçalo Ramos no apoio a Darwin. Grimaldo era o lateral mais ofensivo e a aparecer em espaços interiores.

O golo sofrido pelos encarnados mostra uma desatenção defensiva ainda não antes vista (até porque o SL Benfica voltou a apostar num sistema de dois centrais). Ainda na primeira parte, foi notória a falta de ligação na zona final do ataque.

No segundo tempo e com as substituições, a chegada à área tornou-se mais objetiva. Rafa foi o principal agitador do ataque das águias ao trazer um acrescento que Pizzi não dava, e fez o empate na luz. Gilberto voltou a provar que as substituições na ala direita foram de ouro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (5)

Grimaldo (5)

Vertonghen (4)

Lucas Veríssimo (5)

André Almeida (4)

Meité (4)

João Mário (6)

Pizzi (5)

Everton (3)

Darwin Nuñez (5)

Gonçalo Ramos (4)

 SUBS UTILIZADOS

Weigl (5)

Rafa (7)

Gilberto (7)

Rodrigo Pinho (5)

Seferovic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O CD Tondela apresentou-se num 4-2-3-1 com Daniel dos Anjos como elemento sozinho no ataque e Salvador Agra mais solto para explorar algumas debilidades defensivas do SL Benfica.

O protótipo disto foi o primeiro e único golo da equipa Beirã. Mesmo sem o sistema de 3 centrais, o comprometimento defensivo e a capacidade dos jogadores tondelenses em travar as investidas encarnadas foi notável. Mas os comandados por Paco Ayesterán não resistiram às substituições do SL Benfica e a incapacidade de reação na segunda parte ditou o desfecho final.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Niasse(7)

Jota (5)

Eduardo Quaresma (6)

Khacef (6)

Tiago Almeida (5)

Undabarrena (5)

Pedro Augusto (5)

João Pedro (6)

Neto Borges (5)

Daniel dos Anjos (6)

Salvador Agra (7)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Alves (5)

 Bebeto (5)

 Rafael Barbosa (-)

Renat Dadashov (-)

John Murillo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

CD Tondela

BnR: Acredita que a mudança de sistema tático do SL Benfica  também pesou na forma como o Tondela principalmente na 1ª parte conseguiu explorar algumas debilidades defensivas sempre com grande pragmatismo?

Paco Ayesterán: Nós esperávamos que o SL Benfica jogasse com três centrais. Mas mais do que o 4-4-2, foi a pouca velocidade que tiveram no 1.º tempo e o trabalho defensivo que fizemos. Sabíamos que posições tínhamos de fechar, que tínhamos de ser agressivos. Fechamos todos os espaços por dentro no primeiro tempo, defendemos bem os corredores, e sabíamos que na transição tínhamos de sair, porque o Benfica quando joga em 4-4-2 vasculha-nos muito. Foi mérito do Tondela no primeiro tempo.

SC Braga 0-0 Vitória SC: Pólvora seca dos arsenalistas não permitiu mais

A CRÓNICA: BRACARENSES A PROCURAR E VIMARANENSES A DEFENDER

Um final de tarde que arrancava com um clássico “Dérbi do Minho”, onde se enfrentavam duas equipas que haviam vencido na última jornada: SC Braga e Vitória SC. Finalmente este jogo de grandes emoções voltou a ter adeptos e tudo prometia a um jogo emocionante de duas equipas que começavam o jogo com dois pontos de distância na classificação.

O jogo começou muito equilibrado, com as duas equipas a quererem atacar e assumir, mas foi o Vitória SC quem criou a primeira grande oportunidade através de Estupiñan que após o cruzamento de André Almeida remata por cima da trave. O SC Braga não queria ficar atrás nas oportunidades e os irmãos Horta criaram logo duas, através de grandes e potentes remates de fora de área que apenas não deram golo devido a Trmal e ao poste.

Numa altura em que o jogo estava partido e com muitas faltas o árbitro apitou para o intervalo, terminando uma primeira parte muito dividida, mas em que a equipa de Braga ia acumulando as melhores oportunidades.

A segunda parte começa da mesma maneira que a primeira terminou: com o SC Braga a criar uma oportunidade, desta vez através de Fábio Martins. O Vitória SC parecia ter acordado com a entrada de Edwards, mas não passou de fogo de vista, pois foram os bracarenses a continuar a atacar e a defesa vimaranense mostrava-se tremida sem saber como parar a ofensiva contrária. Toda a segunda parte foi dos bracarenses, que iam somando oportunidade atras de oportunidade, mas sem nunca conseguirem marcar, tendo até outra bola nos ferros através de Mário Gonzaléz.

No entanto e apesar de todas as tentativas ofensivas, o jogo terminou empatado e o SC Braga pode queixar-se apenas de si pela falha de finalização, pois o Vitória SC nem se viu ofensivamente durante a segunda parte.

A FIGURA

André Horta – Mostrou-se sempre irrequieto e com vontade de mudar o resultado. Criou boas oportunidades, duas delas através de dois remates potentes de fora de área. Foi também ele o grande construtor da equipa, sendo capaz de mover todo o jogo do SC Braga.

O FORA DE JOGO

Oscar Estupiñan – Dura tarefa a que tinha, principalmente se olharmos para a falta de ideias que a frente do Vitória SC apresentava. Acabou por ter apenas uma oportunidade de golo que ficará com certeza a questionar-se como falhou e depois disso sofreu pela falta de qualidade ofensiva que toda a equipa vimaranense mostrou.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga começou o jogo a apresentar no seu 3-4-3 já habitual, com Fabiano e Galeno a subirem nos momentos ofensivos. A defender alteravam para uma defesa a quatro com Tormena a cobrir mais a lateral esquerda. Iuri Medeiros e Mário González saíram do “onze” da jornada passada dando lugar a André Horta e a Abel Ruiz.

A equipa de Braga mostrava uma saída de jogo rápida com Matheus a colocar muitas vezes a bola em Fábio Martins ou em Ricardo Horta. Já no meio campo era André Horta quem mais controlava e fazia o jogo arsenalista rodar.

Com a saída de Raul Silva na segunda parte, os bracarenses passaram a assumir uma defesa a quatro, com Tormena e Paulo Oliveira no meio.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Tormena (7)

Paulo Oliveira (6)

Raul Silva (6)

Fabiano Souza (6)

Galeno (5)

Al Musrati (6)

André Horta (8)

Fábio Martins (6)

Ricardo Horta (7)

Abel Ruiz (6)

SUBS UTILIZADOS

Iuri Medeiros (6)

Francisco Moura (5)

Mário Gonzaléz (6)

Lucas Mineiro (-)

Yan Couto (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC apresentou-se num 4-3-3 clássico com André André a ser o motor da equipa e gerir os diferentes momentos. Já, os criativos, Quaresma e Rochinha tinham como missão apoiar Estupiñan na frente. A defender o Vitória SC colocava Händel entre os dois defesas centrais e a atacar André Almeida colocava-se muito perto das alas.

A equipa de Guimarães começou a partida a querer pressionar mais alto e a querer atacar, mas foi perdendo intensidade mais junto do intervalo, permitindo que o SC Braga acumulasse cantos e livres. Durante a segunda parte a história repetiu-se, sendo Pepa obrigado a substituir os seus extremos para ver se conseguia mudar a intensidade e criatividade que não tinha.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Trmal (7)

Rafa Soares (6)

Borevkovic (6)

Abdul Mumin (6)

Sacko (5)

André André (5)

André Almeida (5)

Händel (6)

Rochinha (5)

Estupiñan (4)

Quaresma (5)

SUBS UTILIZADOS

Marcus Edwards (5)

Tiago Silva (5)

Rúben Lameiras (6)

Janvier (5)

Bruno Duarte (-)

GP da Bélgica: Verstappen emerge do nevoeiro para vencer corrida “fantasma”

Uma emocionante, molhada e imprevisível sessão de qualificação no circuito de Spa-Francorchamps ditou que a primeira linha da grelha seria composta por Max Verstappen (Red Bull), um dos candidatos ao título, e o “Mr. Saturday” George Russell (Williams).

O britânico fez tudo certo no sábado e igualou a sua melhor classificação (2.º) em qualificação, desta feita a bordo de um Williams muito abaixo do ritmo do Mercedes que havia conduzido em dezembro do ano passado em Sakhir. Atrás dele, Lewis Hamilton (Mercedes), outro candidato ao título, e Daniel Ricciardo (McLaren), naquela que foi a melhor qualificação do australiano na sua nova equipa.

Ainda antes do início da corrida, penalizações para Valtteri Bottas (Mercedes) e Lance Stroll (Aston Martin) por causarem acidentes na ronda anterior.

Para Lando Norris (McLaren) após mudança de caixa de velocidades, resultado do violento acidente sofrido no sábado, para Kimi Räikkönen (Alfa Romeo) também por mudanças em condições de parque fechado e uma surpresa ainda maior: Sergio Pérez (Red Bull) de fora da corrida, após um acidente na volta de saída para a grelha.

Um atraso de cerca de 25 minutos devido às condições atmosféricas, ainda de chuva persistente, serviu para aumentar o “suspense” para a partida.

Ao fim deste tempo, os 19 pilotos arrancaram da grelha em pneus de chuva forte e em formação atrás do “Safety Car”, uma experiência que durou apenas duas voltas antes de a sequência de partida ser abortada e o início atrasado uma vez mais, devido à chuva e ao nevoeiro cerrado que iam cobrindo a região da Valónia.

O que inicialmente se pensava serem 25 minutos passou a duas horas, durante as quais se especulou acerca das opções para levar a corrida adiante. Uma delas, a de começar a corrida atrás do “Safety Car” e completar duas voltas, de modo a poder atribuir metade dos pontos disponíveis – uma solução que agradaria muito à Williams, bastante a Verstappen e muito pouco à Mercedes e à Ferrari.

Enquanto isso, na McLaren, Lando Norris ia recuperando forças após a visita ao hospital no sábado com uma sesta na garagem, e Daniel Ricciardo ia comandando uma “hola” mexicana do muro das boxes para a bancada principal, ainda muito bem composta apesar da chuva e da falta de acção em pista. Na Alpine, os mecânicos iam ensaiando uma “macarena”.

Já na Red Bull, e numa nota mais relevante para o evento, um esforço hercúleo dos mecânicos permitiu a Sergio Pérez ver o seu carro reparado e pronto a começar a corrida a partir das boxes – uma possibilidade que a FIA confirmou apesar de o mexicano ter sido inicialmente dado como excluído da classificação.

Pouco depois das duas horas volvidas, os comissários e a FIA pararam oficialmente o relógio da corrida, tentando permitir ainda dar início ao Grande Prémio antes que chegasse o fim do dia em Spa e, com ele, a falta de visibilidade.

Por fim, às 18:17 locais e após uma das mais longas esperas na história da Fórmula 1, luz verde nas boxes! Saída atrás do “Safety Car”, 20 carros novamente em disputa e uma hora restante no relógio.

Ainda sob condições de pista atrozes, Verstappen ia seguindo o “Safety Car”, com a restante ordem inalterada. No entanto, ao fim de pouco mais de duas voltas completadas, novo “balde de água fria” para os fãs nas bancadas e colinas de Spa: bandeira vermelha, corrida neutralizada (ainda que com o relógio a correr) e os carros a descerem, uma vez mais, para as boxes.

Decisão oficial tomada às 18:45 locais: corrida abandonada, pontos pela metade e uma vitória sem especial sabor para Verstappen que, ainda assim, consegue reduzir a distância para Hamilton (3.º) no campeonato para apenas três pontos.

Por seu turno, George Russell escreveu mais uma página feliz na sua estranha carreira na Fórmula 1 até à data, ao conseguir o seu primeiro pódio e nove preciosos pontos para a sua contabilidade e a da Williams, que também conseguiu pontuar com Nicholas Latifi (9.º) pela segunda corrida consecutiva.

Fechado este evento sem grande história, a caravana da Fórmula 1 segue para o aguardado regresso ao calendário de Zandvoort, na Holanda, com a corrida a ter lugar já no próximo fim de semana.