A CRÓNICA: GUSTAVO RESOLVEU TUDO NA ÚLTIMA MANOBRA
No último ano de Street League, Gustavo Ribeiro conseguiu dois pódios, mas acabou por não subir ao degrau mais alto do mesmo. Pois bem, passaram dois anos e Gustavo Ribeiro acabou por vencer a primeira etapa do campeonato de elite de Street Skate. O atleta já tinha feito história ao ser o primeiro skater português a integrar o World Tour, mas não se ficou por aí, ao conseguir um primeiro lugar inédito para o skate nacional.
Não obstante a vitória, Gustavo Ribeiro não começou a competição da melhor maneira. Numa run praticamente perfeita, o lisboeta acabou por falhar o tre flip frontside nosegrind, que manchou a sua pontuação. Ainda assim, conseguiu eliminar este score no best trick, por meio de um biggerflip frontboard e de um frontside nosegrind nollie kickflip out que lhe valeram dois nine clubs.
As decisões ficaram para a última tentativa, momento em que Gustavo estava atrás de Nyjah Huston e precisava de um 9,1 para ultrapassar o norte americano. Foi neste momento em que a experiência e a inteligência do skater luso sobressaíram. Arriscou um 360 flip frontside nosebluntslide no corrimão, tal como realizara na sua pro part, e a verdade é que conseguiu acertar a manobra (obteve um score de 9,4) e, por consequência, derrubar o hexacampeão mundial, que ainda tentou chegar ao primeiro lugar, mas sem sucesso.
Deste modo, Nyjah Huston acabou a prova em segundo lugar. Apesar de não ter ganho, realizou uma prestação de grande nível, conseguindo manobras como nollie heelflip forntside nosebluntslide, half cab backside smith grind revert ou switch heelflip fontside lipslide. Ainda assim, não foi suficiente para vencer Gustavo Ribeiro.
O pódio apenas ficou completo com outro norte americano, Alex Midler. O skater natural da Califórnia foi uma agradável surpresa, na medida em que nunca foi conhecido como um contest skater, mas sim um atleta mais virado para video parts.
Já Kelvin Hoefler, atual vice-campeão olímpico, teve dificuldades em conseguir realizar uma manobra que lhe daria o terceiro score, necessário para tentar chegar aos primeiros lugares. Tentou um half cab noseslide to tailslide em diversas ocasiões, mas sem sucesso. Assim sendo, o atleta brasileiro ficou-se pela quarta posição.
Por último, os restantes finalistas (Filipe Mota, Chris Joslin, Jamie Foy e Felipe Gustavo) tiveram uma tarde muito complicada em Salt Lake City. Ficaram fora da luta pelos lugares cimeiros ainda numa fase precoce da final. O circuito mundial estará de volta nos dias 29 e 30 de outubro, em Miami, ainda antes do Super Crown.
A CRÓNICA: EM JOGO NO QUAL A PRECISÃO FOI ESSENCIAL, COVILHÃ DESPERDIÇA OPORTUNIDADE DE LIDERAR A SEGUNDA LIGA
A partida começou com os donos da casa a ter a posse e as primeiras iniciativas. Enquanto que o FC Porto B utilizava da estratégia de buscar o erro dos serranos no contra-ataque.
Enquanto o cronómetro marcava os 10 minutos, os leões da serra ocupam massivamente o campo de ataque. Como resultado numa bola arrematada em direção à grande área, Jô ganhou na disputa aérea e a bola sobrou livre para Diogo Almeida finalizar forte para dentro da baliza de Ricardo Silva. Os mandantes passam a frente.
O FC Porto B, em meio a uma tentativa de reação, subiu as linhas de marcação por alguns minutos. Assim a equipa do norte pressionava a defesa adversária e conseguiu recuperar a bola. Foi aos 19 minutos que o panorama da partida começou a mudar. O SC Covilhã manteve o volume de jogo.
O primeiro grande momento do FC Porto B veio aos 27 minutos. Quando numa jogada, que começou com Varela no lado direito de ataque dos dragões. O avançado fez um passe para trás em direção a Bernardo Folha que na frente da área remata de forma certeira. O jogador convocado ao sub-23 deixava tudo igual no Estádio José Pinto Santos.
No restante do primeiro tempo, os leões da serra continuaram com a posse, enquanto os portistas exploravam a força dos seus extremos no contragolpe. No entanto, as reais oportunidades criadas de golo foram apenas do lado azul.
No segundo tempo, o SC Covilhã começou com força máxima. Apesar disso, a pressão feita pelos serranos, nos primeiros minutos do segundo tempo, apenas resultou em algumas oportunidades desperdiçadas.
Até os 66 minutos, a partida entrava num ritmo disputado, físico e viril e com poucas oportunidades reais da bola entrar na rede. Como solução, ambas as equipes começaram à procura de jogadas laterais e triangulações que pudessem dar velocidade.
Quando ambas as equipas projetavam em campo um ritmo lento e burocrático, eis que aos 89 minutos de jogo Danny Loader torna-se o herói para os dragões. A bola lançada por cima em direção à área e com livre de marcação, o avançado inglês rematou com um lindo vôlei para decretar a vitória importantíssima para os dragões.
Antes, o empate também era um péssimo “negócio” para o SC Covilhã, agora a derrota fez com que a equipa desperdiçasse a oportunidade de ficar entre os primeiros colocados da Segunda Liga. Por outro lado, o FC Porto B finalmente ganha a sua primeira partida e afasta a crise dos seus balneários.
A FIGURA
Está feito! Extremamente abençoado por assinar com o @FCPorto, um grande clube com uma grande história. Já me sinto bem-vindo e espero poder realizar coisas incríveis com este clube!
Danny Loader – O responsável direto pela primeira vitória do FC Porto B, pouco tempo esteve em campo para mudar o destino da partida, mas quando a sua oportunidade o apareceu, Danny estava lá para decretar o resultado da partida.
O FORA DE JOGO
Inspiração ✨ de Loader foi decisiva 💥
Diante do até aqui invencível SC Covilhã, o inglês saltou do 💺 e, em cima dos 90′, rematou de forma acrobática 🤹 para a 1.ª vitória do @FCPorto B na #LigaPortugalSABSEG!
SC Covilha – A situação dos Leões da Serra antes da partida era promissora. A equipa estava invicta com oportunidades de ficar com a mesma pontuação do que o líder Rio Ave FC. Mas o que se viu foi um nervosismo na segunda etapa, a imprecisão no arremate e falta de concentração até o final do jogo que deram ao seu adversário a oportunidade de selar o resultado. Desta forma, a equipa perdeu no seu próprio estádio a grande oportunidade.
ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ
O técnico brasileiro Wender Said manteve a formatação em 4-4-2 que deu aos Leões da Serra a condição invicta na Segunda Liga. Utilizando muito Arnold como escapatória em velocidade, o meio-campo partiu da criação do camisa 8. No segundo tempo, além do lado direito de ataque, o esquerdo começou a ser acionado. Além disso, com a saída do extremo Arnold, Jean Felipe foi a frente e em seu lugar como lateral entrou Tiago Moreira.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo Navacchio (7)
Jean Felipe (6)
André Almeida (4)
Heliton Titão (5)
David Santos (6)
Gilberto Silva (5)
Jorge Vilela (6)
Arnold Issoko (6)
Ahmed Isaiah (7)
Jô Batista (6)
Diogo Almeida (7)
SUBS UTILIZADOS
Ryan Taegue (5)
Ricardo Vaz (5)
Tiago Moreira (5)
Lucas Barros (-)
Medeiros (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B
Mesmo com o empate na última rodada, o técnico Antonio Folha manteve a formação, com o 4-3-3 usual. Durante o jogo, por diversas oportunidades os extremas inverteram de posição. O FC Porto B mais participativo no seu campo defensivo, utilizando os seus extremos como saída em velocidade, enquanto Bernardo Folha aparece ao meio para arrematar de longa distância. Para o segundo tempo, a entrada de novo fôlego deram a oportunidade para o Porto não desistir e nos últimos minutos arrancar uma vitória fora de casa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Silva (5)
Tomás Esteves (4)
João Marcelo (5)
Zé Pedro (6)
João Mendes (5)
Mor Ndiaye (6)
Bernardo Folha (7)
Samba Koné (6)
Gonçalo Borges (7)
Silvestre Varela (6)
Sebastian Soto (4)
SUBS UTILIZADOS
João Peglow (5)
Namasco Loader (7)
Levi Faustino (5)
Rodrigo Valente (4)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Covilhã
BnR: O que pode ser retirado das últimas duas partidas? Visto que os resultados não foram condizentes com o desempenho em campo? É a atenção no detalhe, concentração final?
Wender Said: É o detalhe, e junto com esse detalhe é um pouco mais de eficácia e sorte. Não queremos ter a sorte, queremos construir a sorte. É totalmente diferente. Hoje o porto teve sorte. Nós não, nós tentamos construir nossa sorte.
FC Porto B
BnR: Qual a importância desta vitória para o restante da competição? Visto que essa foi a primeira?
António Folha: Já podia ter acontecido. Nós estávamos preparados, estamos sempre confiantes naquilo que fazemos na procura de ganhar, qualquer seja o jogo. Por isso é importante ganhar. Porque sabemos todos que [a vitória] dá confiança, claro que sim. Mas não só mais do que três pontos. Ainda estamos no início e isto [época] será muito longo, e cabe a nós trabalhar para ganharmos mais jogos.
A CRÓNICA: MAIS UM PEDAÇO DE HISTÓRIA ESCRITO EM IBROX
A quarta jornada da Primeira Liga Escocesa teve direito a um dos jogos mais emblemáticos da história do futebol. O Old Firm Derby, como é chamado o confronto entre Rangers FC e Celtic FC, teve lugar no Ibrox, naquele que se esperava um duelo sempre interessante e fervoroso. À entrada para este encontro, o Celtic não vencia o Rangers há seis jogos e procurava mudar essa estatística.
Já que estamos a falar de uma das histórias mais importantes no futebol, que passemos à história do 426º embate entre protestantes e católicos. Sem oportunidades flagrantes nos primeiros minutos de jogo, foi o Rangers a entrar melhor em campo. Era notório o contraste entre a forma como ambas as equipas abordaram a partida. Do lado dos Gers, a aposta na transição e, do lado do Celtic, o privilegiar da posse de bola e da construção de jogo, refletiu-se nas oportunidades que daí adviriam.
A primeira grande ocasião de golo apareceu aos 26 minutos. Após passe de Kyogo Furuhashi para Edouard, o francês falhou isolado perante McCrorie, naquela que seria a oportunidade mais nítida de golo para os católicos na primeira parte.
No que toca ao Rangers, a verdadeira grande ocasião surgiu aos 32 minutos, por parte de Ryan Kent, que, à entrada da área, conseguiu rematar com toda a força para o esférico atingir o poste direto da baliza de Joe Hart.
As restantes expectativas estavam guardadas para a segunda parte. Deram-se bons indicativos parte a parte nos primeiros 45 minutos, mas não foram suficientes para se ver o marcador inaugurado em Ibrox.
Com o tempo a passar, notava-se algum nervosismo na equipa do Celtic que começou a demonstrar algumas dificuldades em ligar o seu jogo entre setores. A melhor figura da equipa católica até então seria Kyogo Furuhashi, no ala e no apoio a Edouard, que estava a deixar algo a desejar.
Ao minuto 67, o prémio da consistência defensiva do Rangers foi o golo inaugural da partida. Com Borna Barisic a bater o canto, Filip Helander a cabeceou para o fundo da baliza de Joe Hart. O guardião inglês ainda tocou na bola, mas não foi o suficiente para parar o esférico de ultrapassar a linha golo.
Apenas um minuto depois, o Celtic tentou responder por Furuhashi mas McCrorie impediu qualquer tentativa de remate por parte do japonês. Já voltava a ficar quente o Old Firm Derby.
À entrada para os últimos dez minutos do encontro, o ambiente no estádio estava ao rubro, o Rangers tentava de tudo para aumentar a vantagem, nunca deixando de pressionar, enquanto o Celtic aparentava nervosismo e um jogo lento e previsível. Na verdade, previa-se a vitória iminente dos protestantes perante a inércia dos católicos, mas nunca esquecendo que isto é futebol e tudo pode mudar em minutos. Posto isto, aos 85 minutos, Furuhashi teve uma grande oportunidade de conseguir empatar a partida, não fosse a defesa extraordinária de McCrorie, e, segundos depois, voltou a repetir-se com o mesmo final.
O Rangers começava a sentir-se sufocado na sua grande área, com o Celtic numa busca incessante pela igualdade no marcador, mesmo com as contrariedades que foram demonstrando ao longo da partida. Mas pouco ou nada mais houve a fazer para alterar o marcador e o Rangers voltou a vencer o Celtic por 1-0, naquele que é e sempre será um dos maiores encontros na história do futebol.
Defesa do Rangers FC – Frente todas as debilidades encontradas no setor defensivo do Rangers, os elementos escolhidos para o integrar neste encontro frente ao Celtic fizeram uma enorme exibição. Premiada com o golo de Helander e assistência de Barisic, a competência dos defesas durante o encontro foi um dos fatores fulcrais para a vitória neste Old Firm Derby.
Menção honrosa para o jogo de Kyogo Furuashi, jogador do Celtic FC, que foi “até à última gota” para conseguir mudar o rumo dos eventos.
Odsonne Edouard – Esperava-se mais do “homem-alvo” do Celtic. Depois de falhar isolado aquele poderia ter sido o golo inaugural do encontro, Edouard foi-se apagando no encontro, chegando mesmo a ser substituído.
ANÁLISE TÁTICA – RANGERS FC
O Rangers alinhou num típico 4-3-3, com Davis recuado no meio-campo e Balogun adaptado a lateral direito, dadas as ausências de Tavernier (isolamento profilático devido a COVID-19) e Patterson (lesionado). Outra grande ausência foi também Steven Gerrard, em isolamento profilático tal como Tavernier e um grande grupo de jogadores.
Os protestantes privilegiavam a transição ofensiva e a verticalidade, apostando na rapidez e fluidez dos constituintes do meio-campo. Kamara, Davis e Joe Aribo foram importantíssimos nas fases de transição, não esquecendo o trio de ataque do Rangers. A inteligência de Kent e imprevisibilidade de Roofe estiveram sempre presentes, já Morelos andou algo desaparecido no “tiro ao alvo”.
Primeira parte foi consistente a nível defensivo, com Filip Helander, Goldson, Borna Barisic (não estando no melhor momento) e Balogun a parar a ofensiva católica, não dando hipótese a qualquer golo dos visitantes.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
McCrorie (6)
Leon Balogun (6)
Connor Goldson (6)
Filip Helander (7)
Borna Barisic (7)
Glen Kamara (6)
Steven Davis (6)
Joe Aribo (6)
Ryan Kent (6)
Kemar Roofe (6)
Alfredo Morelos (5)
SUBS UTILIZADOS
John Lundstram (5)
Fashion Sakala (6)
Scott Arfield (5)
ANÁLISE TÁTICA – CELTIC FC
Foi o primeiro Old Firm Derby com Ange Postecoglou no comando técnico do Celtic e a formação escolhida para entrar em campo foi o reconhecido 4-3-3.
Com Joe Hart na baliza, estreou-se Juranovic na defesa dos católicos, em detrimento de Montgomery, que mais tarde alinhou no encontro.
Ao contrário do que efetuou o Rangers, o Celtic privilegiou a posse de bola e a construção de jogo, com Welsh e Starfelt bastante importantes neste processo.
No que tocava ao último setor, Furuhashi manteve-se na ala, servindo Odsonne Edouard, que também não esteve nos seus melhores dias, tal como Morelos. O japonês tinha potencial para “dar mais frutos no centro do ataque” e, durante a segunda parte, viu-se essa alteração concretizada após entrada de Rogic, levando a um Celtic menos comprometedor no processo ofensivo e muito mais criterioso.
Primeira Liga, Jornada 4: domingo, 18h, 29 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: DAVID PROCURA A SEGUNDA SOBRE GOLIAS
SL Benfica e CD Tondela defrontam-se pela 13.ª vez na história de ambos os clubes, com o Estádio da Luz a servir de palco para este encontro de número azarado. Mas quem tem e quem terá mais sorte?
Até ao momento, as águias têm sido mais felizes, tendo feito o pleno de vitórias para a Primeira Liga (três em três), estando na quarta posição com nove pontos – sendo que, em caso de vitória, se pode isolar no topo da tabela.
Por seu turno, os beirões apresentaram-se na jornada que decorre no 14º posto, fruto de três pontos conquistados de uma assentada, logo na primeira ronda. Como tal, a turma do Centro desloca-se à capital com vontade de garantir que segue para a pausa no calendário com metade dos pontos possíveis na sua posse (não pode almejar mais).
Do outro lado, os encarnados vão querer segurar a liderança e manter a tónica de bons resultados que têm registado em agosto.
A história entre ambos os emblemas é curta, mas poderá ajudar-nos a responder à segunda parte da indagação: quem terá mais sorte? Passemos o olhar sobre dez dos dados estatísticos/históricos que compõem o breve romance entre SL Benfica e CD Tondela.
10 DADOS RÁPIDOS
O SL Benfica venceu 10 dos 12 confrontos anteriores (taxa de vitória de 83%), registando-se ainda um empate e um triunfo tondelense.
O CD Tondela apenas marcou em quatro dos 12 embates com as águias.
Nos últimos cinco encontros perante os encarnados, os beirões não marcaram qualquer golo (sofreram seis).
Nos últimos cinco confrontos diretos, nunca houve mais de dois golos (duas vitórias por 1-0 e dois triunfos por 2-0 do SL Benfica e um empate sem golos).
A única vitória auriverde registou-se no Estádio da Luz (3-2), a contar para a Primeira Liga (a única competição em que SL Benfica e CD Tondela se enfrentaram até agora).
Tondelenses e lisboetas viram o mesmo número de amarelos na Liga até ao momento (sete); as águias viram igualmente um vermelho.
Apenas dois jogadores do CD Tondela sabem o que é marcar esta temporada (dois golos para João Pedro e outros tantos para Daniel dos Anjos).
Do lado encarnado, os 12 tentos da época foram apontados por oito jogadores distintos (além de um autogolo), nenhum tendo contribuído com mais de dois golos.
O SL Benfica tem dois totalistas: Otamendi e Vlachodimos fizeram os 630 minutos (sete jogos). O CD Tondela tem apenas um: Jota Gonçalves esteve em campo na totalidade dos 360 minutos (quatro jogos) já jogados pelos beirões.
10. Apesar de viverem momentos de forma diferentes, nenhuma das equipas venceu o seu último jogo – o SL Benfica empatou sem golos em casa do PSV, enquanto o CD Tondela foi derrotado em casa por 3-0 pelo Portimonense SC.
JOGADORES A TER EM CONTA
Vlachodimos tem estado em bom plano no início de temporada do SL Benfica Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Odysseas Vlachodimos (SL Benfica) – Passam por vezes despercebidos e são algumas vezes desvalorizados (até pelo próprio treinador), mas há guarda-redes que conseguem valer vitórias ou empates com sabor a elas.
O grego de 27 anos que tem ocupado a baliza do SL Benfica, recuperando a titularidade perdida na época passada, tem estado em grande forma e fez mesmo oito defesas no jogo em Eindhoven. Nos poucos ataques que se espera dos Beirões, haverá uma última muralha grega para ultrapassar.
Daniel dos Anjos (CD Tondela) – O avançado brasileiro defronta a antiga equipa e vai tentar estrear-se a marcar no Estádio da Luz, ainda que com a camisola auriverde do CD Tondela.
Apesar de os últimos dois jogos não terem corrido de feição aos tondelenses – e por consequência a Daniel dos Anjos -, o avançado de 25 anos já leva dois golos apontados na Primeira Liga 21/22, fruto do bis que conseguiu na receção ao CD Santa Clara.
XI´S PROVÁVEIS
SL Benfica: Vlachodimos; Diogo Gonçalves, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Gil Dias; Meité, João Mário; Everton, Darwin, Gonçalo Ramos.
Treinador: Jorge Jesus
“Vamos defrontar uma equipa bem organizada, com jogadores muito rápidos na frente, que tem uma ideia de jogo muito boa. Temos todo o respeito pelo Tondela, o mesmo que tivemos com o PSV”.
CD Tondela: Babacar Niasse; Bebeto, Jota Gonçalves, Eduardo Quaresma, Khacef; João Pedro, Undabarrena, Rafael Barbosa; Salvador Agra, Murillo, Daniel dos Anjos.
Treinador: Pako Ayestarán
“Somos consistentes e repito sempre o mesmo aos jogadores: em todos os jogos há sempre uma oportunidade. E, neste jogo, estou convencido de que a oportunidade vai existir”.
TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.
Ponto assente. Nada contra o nome em si. Apesar de não gostar muito de Mauricio. Pochettino até dá uma certa pinta. O que eu não gostava mesmo de ser era Mauricio Pochettino, a pessoa. O treinador do PSG. O treinador da equipa que, se perder um único jogo que seja, será trucidado.
Que bom que é para o espetador, para quem gosta de futebol espetáculo, que Messi se tenha transferido para o PSG. Vá lá, é como vermos um jogo de All-star todas as semanas. Ou melhor, duas vezes por semana.
No entanto, dá sempre a ideia de que foi feita alguma batota. Não falo de irregularidades financeiras ou jogos de bastidores. Mas sim de batota porque o PSG tem, neste momento, demasiados bons jogadores. Como quando éramos miúdos e fazíamos batota no FM (mais alguém se lembra disto?).
A probabilidade de o PSG ganhar tudo este ano é grande. Mas a probabilidade de falhar em qualquer competição que seja também existe. No campeonato é difícil (muito complicado o Lille OSC conseguir repetir o feito do ano passado).
A Taça de França e a Taça da Liga Francesa também me parecem, no mínimo, acessíveis (parece brincadeira). Mas a Champions, é sempre difícil. Existe o FC Bayern, existe Guardiola, existe Ronaldo. E que prazer daria a todos estes conseguirem derrotar este super PSG. De qualquer forma, os parisienses serão sempre favoritos.
Ou seja, se vencer, vénias para Messi, Neymar, Mbappé, Sérgio Ramos, Donnarumma, Di María (lateral esquerdo? Brincadeira). Pochettino apenas fez “os mínimos”.
E se perder? Pochettino terá de levar com as culpas, porque não me parece que todos caiam em cima de Messi, Neymar e companhia. Por isso mesmo, eu não gostava de me chamar Mauricio Pochettino. E repito. Nada contra o nome em si.
Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo, narrador ELEVEN
Finalizado o desempenho, longe do que era esperado, por parte da seleção das quinas na presente edição do Campeonato do Mundo de Futebol de Praia, explicitaremos alguns dos condicionalismos que consideramos terem sido motivo de tal prestação. Falaremos do curto trajeto dos comandados de Mário Narciso na prova, bem como dos principais fatores que podem ter levado a tamanho insucesso.
⏹ Termina o jogo. Lutámos até ao final como verdadeiros campeões, mas este Mundial fica por aqui.
A CRÓNICA: O ADÁN DE UNS, É O IVO RODRIGUES DE OUTROS
Os minhotos continuam sem perder contra o Sporting CP desde que subiram à Primeira Liga e viu-se, no empate de hoje (1-1), no Estádio Municipal de Famalicão, um vislumbre da qualidade famalicense que remonta há dois anos.
Foram, ao todo, três as alterações implementadas pir Rúben Amorim no onze inicial. Nuno Mendes voltou ao onze e relegou Vinagre para o banco, Neto deu lugar a Feddal, e Nuno Santos viu o seu lugar ser ocupado por Jovane Cabral.
Do lado famalicense houve igual número de mexidas: entraram Pickel e Marcos Paulo, oficializados no decorrer da última semana, e saíram David Tavares e Pablo, respetivamente. A restante mudança no onze deu-se no eixo central da defesa, com Penetra a ocupar o espaço de Batubinska na linha mais recuada do emblema do Minho.
A primeira parte terminou sem qualquer golo na partida. Leões e famalicenses tinham um plano de jogo bem estruturado, mas que não funcionou na perfeição. A posse de bola e as oportunidades estiveram sempre igualmente distribuídas, mas Ivo Rodrigues teve, por duas vezes, nos seus pés as duas grandes chances de inaugurar o marcador. No entanto, um nome entre os postes impossibilitou que isso acontecesse: Adán, que se impôs com duas tremendas defesas.
Do outro lado, o campeão em título pareceu algo tímido nas aproximações à baliza e desconcentrado quando necessitava de penetrar o último terço do terreno.
Na segunda parte, percebeu-se que o problema sportinguista estava, principalmente, no meio-campo, com uma exibição menos conseguida de Matheus Nunes no que ao apoio à linha defensiva diz respeito. O médio brasileiro facilitou em alguns momentos e perdeu posição noutros, abrindo espaços bem aproveitados pelo FC Famalicão.
Ivo Vieira viu bem os estragos que estava a conseguir causar ao campeão nacional e apostou ainda mais nas transições, e foi assim mesmo que surgiu o primeiro golo do emblema da casa, que depois foi concretizado por Nuno Mendes, num autogolo algo caricato. O empate chegou depois de uma incessante procura e uma pitada de desespero leonino, que culminou no pé de Palhinha para anular a vantagem no marcador e selar o resultado final
Com este resultado, o Sporting CP fica em igualdade pontual com o FC Porto na primeira posição do campeonato. Já o FC Famalicão soma os primeiros pontos no campeonato, naquela que pode ser uma boa forma de motivar os pupilos de Ivo Vieira na procura por mais.
Final do encontro!
Sporting deixa escapar os primeiros pontos em Famalicão. Empate a um com golos de Palhinha e um auto-golo de Nuno Mendes.
Adán – Que jogaço, Adán! É caso para se dizer que o Sporting CP tem um novo santo na baliza depois de São Patrício. Foram, pelo menos, quatro as grandes defesas do espanhol, mas é possível que me tenha perdido na conta a meio do jogo.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Matheus Nunes – Saiu a convocatória do “escrete” e, com ela, a concentração do jovem talentoso médio do Sporting CP. Errou várias vezes em pormenores que nem são típicos dele e pode-se, portanto, considerar um jogo atípico do atleta, mas que pode muito bem ter custado a vitória leonina.
ANÁLISE TÁTICA – FC Famalicão
As novas contratações Pickel e Marcos Paulo pareceram encaixar bem no 4-2-3-1 de Ivo Vieira. Os dois novos elementos do plantel fortaleceram as transições ofensivas do FC Famalicão. Pickel, através da qualidade de passe que lhe é reconhecida e na calma no momento de colocar o esférico, e Marcos Paulo, com movimentações que permitiam aos alas jogar entre linhas e desmarcarem-se para o golo – como foi o caso de Ivo Rodrigues.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Junior (5)
Figueiras (6)
Penetra (6)
Riccieli (6)
Rúben Lima (5)
Pepe (6)
Pickel (6)
Ivo Rodrigues (7)
Ivan Jaime (6)
Bruno Rodrigues (5)
Marcos Paulo (6)
SUBS UTILIZADOS
David Tavares (5)
André Ricardo (-)
Ofori (-)
Alex (-)
ANÁLISE TÁTICA – Sporting CP
Rúben Amorim é fiel ao esquema que introduziu no SC Braga e continua a não abdicar dele no Sporting CP, depois da boa época transata. Dito isto, os três centrais mantiveram-se, mas neste jogo foram expostas debilidades do trio que raramente se veem, pelo menos de forma tão notória. Coates voltou a exibir a lentidão que lhe era apontada há dois anos e houve desconcentração em certos momentos na saída com bola. Tudo isto culminou num jogo pouco conseguido, a nível tático, por parte dos leoninos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adan (8)
Inácio (5)
Coates (5)
Feddal (5)
Esgaio (5)
Palhinha (6)
Matheus Nunes (4)
Nuno Mendes (6)
Pote (6)
Paulinho (5)
Jovane (5)
SUBS UTILIZADOS
Porro (6)
Nuno Santos (5)
Bragança (6)
Tiago Tomás (-)
Tabata (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: Os reforços pareceram adaptar-se bem à ideia e ao esquema tático. Quais as características deles que explorou contra um Sporting CP tão sólido a nível defensivo?
Ivo Vieira: “O que lhes peço é para desfrutarem do jogo, sempre de olhos postos na baliza do adversário, algo que fizemos menos vezes no passado. Mas a preparação do jogo é feita de uma forma muito natural contra uma equipa fortíssima defensivamente e no jogo aéreo, e os atletas fizeram o seu melhor, tanto os reforços como os que já cá estavam, mas precisavam de um enquadramento melhor, coisa pela qual me responsabilizo, para poder vir ao de cima o rendimento deles“.
Sporting CP
BnR: Os centrais pareceram algo expostos a passes de rutura do FC Famalicão. O que falhou ali hoje no Matheus Nunes, que costuma dar tão bem o apoio necessário aos centrais?
Rúben Amorim: “Foi mais a distância, fazer passes quando não estamos pressionados e a uma distância muito grande dos setores. O facto de o defesa fazer um passe e perdermos a bola com passes interiores, ficamos muito expostos, porque vêm jogadores lançados e depois é difícil fazer a nossa linha nesta situação. Portanto, foi com bola que tivemos os problemas defensivos, é com bola que temos que melhorar“.
Após o brilharete polaco, a fase inicial da carreira de João Almeida ao mais alto nível continua numa espiral ascendente.
A realidade do atleta português está prestes a mudar com a saída da Deceuninck Quick-Step para uma formação que volta a justificar o acentuado crescimento com a contratação do jovem português, similarmente um dos produtos mais apetecíveis do mercado pelas valias evidenciadas até ao momento.
✍️ 𝗡𝗲𝘄 𝗦𝗶𝗴𝗻𝗶𝗻𝗴
We’re delighted to announce the signing of @JooAlmeida98 on a five-year deal.
A ligação com a UAE Team Emirates foi oficialmente celebrada no início do presente mês de agosto, com um contrato válido por cinco temporadas (2022 a 2026) e um papel de destaque a aguardar a promessa lusa.
Para complementar um vínculo a longo prazo, o que imediatamente revela a seriedade da aposta em causa, uma armada mais capaz em terrenos montanhosos e uma célula lusa – composta por Rui Costa, Rui Oliveira e Ivo Oliveira – aguarda João Almeida, juntando-se ainda a grande questão da liderança (ou mais espaço) nas maiores competições do calendário internacional.
A CRÓNICA: AZUIS E BRANCOS VENCEM NOVAMENTE E OCUPAM PROVISIORIAMENTE O TOPO DA TABELA
FC Porto e FC Arouca mediram forças à quarta jornada do campeonato, num encontro em que os dragões só pensavam em vingar o empate frente ao CS Marítimo, enquanto a equipa visitante procurava dar continuidade à conquista de pontos.
A equipa arouquense venceu o FC Famalicão na jornada passada, embora tenha entrado de pé esquerdo neste campeonato, com duas derrotas nos dois primeiros jogos (Estoril Praia SAD e SL Benfica, respetivamente).
Ambos os lados subiram ao relvado do Estádio do Dragão com os mesmos onzes da última jornada, com destaque, no lado caseiro, para a contínua ausência de Sérgio Oliveira no lote dos titulares e a repetição de Ivan Marcano com o papel de defesa-esquerdo.
O início do jogo não foi, de todo, o mais vistoso e emocionante – o FC Porto conseguia dominar na posse de bola, mas a organização defensiva do FC Arouca não permitia qualquer transponibilidade ao ataque azul e branco. Mérito para os arouquenses que, para além disso, ainda conseguiam, por vezes, sair a jogar no contra-ataque. Luis Díaz e João Mário destacavam-se pela positiva.
Apesar das poucas (ou praticamente nulas) oportunidades de perigo às balizas de Diogo Costa e Fernando Castro, o nulo no marcador só aguentou até aos 24 minutos. Uribe, situado próximo da zona de marcação de grande penalidade, finalizou uma jogada que o próprio construiu.
Antes de chegar a Uribe, a bola ainda ressalta em Sema Velázquez após cruzamento de Otávio e sobra para o médio colombiano, que só tinha o guarda-redes pela frente. Estava feito o 1-0.
Após o golo do FC Porto, os arouquenses desapareceram do jogo e os dragões puseram o pé no acelerador. Inúmeras oportunidades para a turma de Sérgio Conceição, que culminariam no segundo golo portista.
Luis Díaz, ainda atrás da linha de meio campo, recebe a bola e levanta a cabeça para ver a desmarcação de Mehdi Taremi. A bola foi colocada de forma perfeita no iraniano, que só teve de progredir no terreno e rematar para o fundo das redes, rente ao primeiro poste da baliza do FC Arouca. Fernando Castro fica mal na fotografia, pois não teve o timing certo na saída da baliza e destapou a zona do primeiro poste da baliza arouquense.
Resultado consolidado para o FC Porto, que seguia para o intervalo com tranquilidade, ao contrário da equipa liderada por Armando Evangelista, que se via obrigada a mudar de postura para a segunda parte.
Sem quaisquer alterações em ambos os emblemas, iniciava-se a segunda metade da partida e notava-se de novo um FC Arouca um tanto quanto acinzentado. Luis Díaz teve nos pés a oportunidade de fazer o 3-0 após cruzamento de Taremi, mas não conseguiu finalizar da melhor forma.
Ao minuto 63, surgiria o terceiro golo do FC Porto, protagonizado pelo espanhol Iván Marcano. Através de uma cobrança de pontapé de livre, Otávio envia a bola para o lado oposto da grande área, onde está Pepe, que centra para o peito de Marcano. O central nada teve que fazer, pois a bola ressaltou para dentro da baliza, mas valeu pelo seu posicionamento. 3-0 e o xeque-mate já estava praticamente dado.
Até ao fim do jogo só deu FC Porto, e o emblema de Arouca não conseguia, de todo, ameaçar a baliza da equipa caseira. Luis Díaz, de novo, podia ter feito o quarto golo, Marcano esteve perto de bisar e Pepê chegou mesmo a marcar, mas o golo foi invalidado por fora de jogo no desenrolar da jogada. O FC Arouca viria a rematar pela primeira vez à baliza apenas ao minuto 86.
O marcador encerra com um 3-0 que, diga-se de passagem, poderia ter sido mais dilatado, dada as oportunidades que os dragões tiveram, maioritariamente, na segunda metade do encontro. O FC Porto segue com três vitórias e um empate, enquanto que o FC Arouca soma agora a terceira derrota e conta ainda com uma vitória. À condição, o FC Porto partilha o primeiro lugar do campeonato com o Estoril Praia SAD, e o FC Arouca habita a 14ª posição.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi – Não foi apenas pelo golo marcado que merece ser a figura do encontro. Mehdi Taremi esteve sempre muito interventivo no processo ofensivo do FC Porto, tentando não só marcar, mas também assistir os companheiros de equipa. Foi a sua estreia a marcar nesta edição do campeonato e o mais certo é que não fique por aqui.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Setor defensivo do FC Arouca – Principalmente Sema Velázquez e João Basso, que mostraram bastantes debilidades na marcação e posicionamento defensivo, mas também na construção a partir de trás. No segundo golo portista, marcado por Taremi, percebeu-se a falta de organização e emparelhamento da dupla de centrais do FC Arouca.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
O FC Porto mantém o tradicional 4-4-2 com Diogo Costa na baliza e, à sua frente, a dupla Pepe e Mbemba. Ainda no setor defensivo, à direita, estava o recém-adaptado João Mário e, no lado esquerdo, Iván Marcano, que oferece à equipa características mais defensivas. No meio campo, Bruno Costa e Uribe mantêm-se ao centro com o colombiano a aparecer, neste jogo, em zonas mais ofensivas. Otávio esteve presente no lado direito e Luis Díaz exibiu a sua velocidade e técnica do lado esquerdo. Os homens da frente eram Taremi, do lado esquerdo, e Toni Martínez, mais à direita.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
João Mário (7)
Mbemba (6)
Pepe (7)
Marcano (7)
Bruno Costa (6)
Uribe (7)
Otávio (7)
Luis Díaz (7)
Taremi (8)
Toni Martínez (6)
SUBS UTILIZADOS
Vitinha (6)
Pepê (6)
Francisco Conceição (6)
Fábio Vieira (6)
Wendell (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA
Armando Evangelista repete o mesmo onze da semana passada com um sistema 4-2-3-1. Fernando Castro era o guardião da baliza arouquense, e Sema Velázquez e João Basso faziam parelha como centrais. Matheus Quaresma e Thales Oleques estiveram na ala esquerda e direita, respetivamente.
Pedro Moreira e Leandro Silva posicionavam-se como médios mais recuados enquanto Eugeni Valderrama era o médio centro mais adiantado. Nas extremidades, do lado esquerdo, estava Arsénio e, do lado direito, André Bukia. André Silva estava responsável pelo jogo ofensivo do FC Arouca.
O duelo mais aguardado da terceira jornada da Liga Inglesa opôs Liverpool FC e Chelsea FC, com Anfield Road uma vez mais a servir de palco a grandes emoções. O embate entre dois recentes campeões europeus de clubes prometia e o ambiente na cidade dos Beatles esteve frenético de início ao fim!
Em campo, no meio da “constelação” presente, o foco principal estava sobre o duelo direto entre Virgil van Dijk e Romelu Lukaku, dois dos jogadores fisicamente mais capazes desta Liga Inglesa.
Os primeiros avisos foram do Liverpool, com Harvey Elliott a afinar a mira de longa distância e Jordan Henderson a falhar a resposta a um cruzamento de Trent Alexander-Arnold de forma clamorosa. Todavia, quem disferiu o primeiro golpe certeiro foi o Chelsea: canto cobrado por Reece James para o primeiro poste e Kai Havertz a aparecer com uma cabeçada exímia, fazendo um “chapéu” a Alisson. Notável finalização do criativo germânico.
Apesar do golo dos “Blues”, foram os homens de Jurgen Klopp a manter vantagem nos números de posse de bola e a rondar durante mais tempo a área adversária. A recompensa chegou em cima do intervalo, num lance que teve tanto de caricato como de confuso e que terminou em penálti a favor do Liverpool. Reece James cometeu infração para castigo máximo e acabou mesmo expulso na sequência do lance. Na conversão do castigo máximo, Salah enganou Mendy e repôs a igualdade no marcador.
Na segunda parte, os “Reds” entraram com uma postura ainda mais ofensiva, muito fruto da superioridade numérica de que passaram a gozar. Do lado do Chelsea, as saídas para o ataque valiam-se da condução de Mount ou Kovacic, ou então do jogo direto para Lukaku.
O Liverpool tentou a meia e a longa distância, tentou levar a bola até à linha de golo e também tentou aproveitar os cruzamentos teleguiados de Trent e de Robertson, mas a linha recuada do Chelsea parecia estar intransponível. Era caso para dizer que os “Reds” podiam tentar durante todo o fim de semana, mas não conseguiam ultrapassar o sólido bloco defensivo dos londrinos.
Até final, a melhor oportunidade até pertenceu aos “Blues”, com Kovacic a rematar para uma boa intervenção de Alisson. A resiliência e a coesão defensiva do Chelsea valeram um ponto aos homens de Tuchel numa difícil deslocação a Liverpool.
César Azpilicueta – A central ou como ala direito, foi “pau para toda a obra”. No dia em que completa 32 anos e no qual fez o jogo 300 na Liga Inglesa, teve a melhor recompensa de todas ao capitanear a equipa numa exibição defensiva praticamente irrepreensível. Um dos jogadores mais subvalorizados do futebol inglês.
O FORA DE JOGO
Enquanto negocia com Salah e Henderson, o Liverpool já pensa em renovar com outra estrela de seu elenco. Trata-se de Sadio Mané. [Echo] pic.twitter.com/xwiUNpE7Nz
Sadio Mané – Depois de ter começado bem a temporada, o extremo senegalês esteve desaparecido deste encontro. Pouco envolvido nas ações ofensivas do Liverpool, pedia-se que fosse um dos motores da reviravolta da equipa, mas esteve sempre longe da ação. A equipa sentiu a sua falta.
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
Dispostos em 4-3-3, os “Reds” puxaram para si o controlo da posse de bola e tentaram rendilhar o seu futebol junto à área adversária. Perante um bloco defensivo do Chelsea sempre muito fechado, a velocidade de Salah e Mané foram as principais armas ofensivas do Liverpool, constantemente apoiados por Alexander-Arnold e Robertson. Por vezes, faltou objetividade ao ataque da equipa de Jurgen Klopp, algo que melhorou na segunda parte devido à superioridade numérica.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Alisson Becker (6)
Trent Alexander-Arnold (6)
Virgil van Dijk (6)
Joel Matip (6)
Andrew Robertson (5)
Fabinho (6)
Jordan Henderson (6)
Harvey Elliott (5)
Mohamed Salah (6)
Roberto Firmino (5)
Sadio Mané (5)
SUBS UTILIZADOS
Diogo Jota (5)
Thiago (5)
Tsimikas (-)
ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC
Uma lição de como defender! Durante a maior parte do tempo, os londrinos dispuseram-se em 5-2-3. Os dois alas juntaram-se aos três centrais para criar um bloco praticamente intransponível, apoiado ainda pelo duplo-pivô formado por Jorginho e Kanté. Nas saídas para o ataque, prejudicadas pela expulsão, as “três setas” apontadas à baliza de Alisson, Havertz, Mount e Lukaku, foram os principais dinamizadores das ofensivas dos “Blues”.