Praticamente ano e meio depois, os adeptos estão a regressar às bancadas um pouco por todo o mundo. Ainda que a “conta-gotas”, os adeptos começam a fazer-se ouvir e o fator casa parece voltar a ter impacto à partida para um jogo.
Quer isto dizer que, durante este período, houve então momentos em que este fator foi anulado e jogar em grandes palcos não parecia já tão complicado como outrora. A ausência de ruído vindo das bancadas, que até nos permitiu ouvir frases vindas dos intervenientes, causava conforto a quem visitava terrenos habitualmente difíceis e atmosferas adversas.
É assim natural que os clubes que sentiram, e bem, a falta dos seus adeptos nos seus estádios, sejam aqueles cujos adeptos são mais fervorosos e apaixonados. Passando um pouco por toda a Europa, segue uma lista de clubes que foram mais prejudicados com a falta de adeptos.
Esta pré-temporada do SL Benfica poderia ter sido uma nova oportunidade para que alguns dos jovens da formação encarnada aproveitassem para agarrar um lugar na equipa. No entanto, a situação para jogadores como Ferro, Florentino Luís, Gedson Fernandes e João Filipe permanece praticamente inalterada.
Os quatro jovens referidos regressaram de empréstimos que, na maioria dos casos, foram mal sucedidos e, a julgar pelos minutos que tiveram na pré-temporada, parece que voltarão a receber guia de marca para esta época.
Muitos adeptos podem criticar legitimamente o treinador Jorge Jesus pelo facto de não confiar e apostar nos jovens da formação, mas a verdade é que, na maioria dos casos aqui mencionados, estes também têm tido dificuldades em mostrar o seu valor noutras paragens. E isto pode acontecer por várias razões.
Verificando os casos, Florentino Luís foi lançado na equipa principal por Bruno Lage, o mesmo treinador que deixou de apostar repentinamente uns meses mais tarde, tendo na época passada realizado 11 jogos pelo AS Mónaco. Ferro realizou três jogos, em meia época, no Valencia CF.
Ferro perdeu espaço no SL Benfica Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
João Filipe, que pouco jogou – quer com Bruno Lage, quer com Nelson Veríssimo –, realizou 18 jogos e marcou dois golos pelo Real Valladolid CF. Já Gedson Fernandes, depois de mal jogar no Tottenham Hotspurs, teve finalmente um período bem sucedido no Galatasaray SK, a partir de janeiro, onde marcou um golo em 18 jogos.
Há razões para criticar a gestão de carreira destes jogadores, mas será que os jogadores também não estarão a gerir as suas carreiras em função do dinheiro? Ou estarão dispostos a rodar em clubes de dimensões inferiores?
Há uns meses, escrevi aqui noutro artigo acerca das dificuldades cada vez maiores que havia em gerir as expectativas, dificuldades essas que podem dever-se a vários fatores, entre os quais toda a promoção que lhes é feita, seja pelo clube, pela imprensa, ou até mesmo pelos adeptos.
Em virtude dessa promoção, os jogadores poderão acreditar que não será difícil conquistarem um lugar na equipa principal, levando-os a queimar etapas no seu percurso evolutivo enquanto jogadores.
Gedson Fernandes não tem conseguido singrar na equipa principal do SL Benfica Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Por muito que isto possa custar a entrar na cabeça de alguns jogadores e adeptos, ao atingir um novo patamar competitivo, só o talento não chega para se afirmarem. É preciso um contexto propício ao seu crescimento, mas também é preciso que os jogadores tenham a maturidade competitiva necessária para que se consigam adaptar aos diversos patamares competitivos.
Na minha opinião, se os jogadores não conseguem ser aposta em várias equipas e/ou com vários treinadores, é porque fazem alguma coisa de errado, sendo que o problema não pode ser apenas dos treinadores que não apostam neles ou do contexto que não é favorável.
Como tal, acho que a maioria destes jogadores precisa de se afirmar num contexto que lhes dê continuidade, de modo a que se prepararem para agarrar um lugar na equipa principal do SL Benfica.
Andemos nós por cá há mais ou menos tempo, todos acordamos, ou deveríamos acordar, com pelo menos duas bênçãos: primeiro, o sol – que nunca falta à sua promessa de nos embalar logo pela manhã; depois, a frase que não nos pode sair da cabeça – “I have a dream”. Para os jovens jogadores de futebol, ainda que alguns pareçam doutro mundo, é exatamente a mesma coisa.
A sempre desejada época que finalmente começa traz-nos mais um oceano de sonhos que queremos ver concretizados; e eu acredito, com unhas e dentes, que todos têm uma hipótese e que cabe a cada um agarrá-la convenientemente e trabalhar para chegar a um patamar no qual se sintam realizados. No futebol, nem todos serão como Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi – claro que não. Mas digam-me: o importante não é fazer, todos os dias, aquilo de que realmente se gosta?
Messi: “Além dos jogadores do Barça, meu filho Thiago fala muito sobre Cristiano e me pergunta muito sobre ele.”
Cristiano Ronaldo: “Meu filho assiste muitos vídeos do Messi. Não me incomoda, isso significa que ele tem bom gosto e gosta de ver os melhores.” pic.twitter.com/QlBnb8TawA
Com o crescimento exponencial do número de sonhos, tanto individuais como coletivos, não é de admirar que haja cada vez mais clubes a lutar por lugares outrora interditos. Dito isto, há cada vez mais casas competentes e disponíveis para acolher e educar futuras estrelas que desejam chegar mais longe.
Hoje trago-vos uma lista dos cinco jovens que, na minha opinião, têm tudo para dar que falar nas principais segundas divisões europeias.
A mente mais criativa que a WWE teve desde Chris Jericho foi despedida. Bray Wyattnunca foi consensual, mas como fã incondicional da sua criatividade no mundo do wrestling, várias foram as recordações que o “Eater of Worlds”, “The Leader of the Wyatt Family”, e “The Fiend” criou.
O dia em que os Houston Rockets deixam de ser considerados candidatos ao troféu “Larry O’Brien”.
A franquia da NBA finalmente havia atendido o pedido do base James Hardene trocou-o para os Brooklyn Nets por Victor Oladipo, Dante Exum, Rodion Kurucs – três escolhas na primeira ronda, em drafts futuros, e quatro trocas de escolha, em drafts futuros, dos Nets.
Os Rockets seguiam com olho nos playoffs, com um registo positivo, até à lesão do melhor jogador da equipa, Christian Wood. Seguir-se-ia um mês e meio de derrotas consecutivas na fase regular da liga; um total de vinte.
Consequentemente, passaram de candidatos aos playoffs para candidatos a pior recorde da liga, o que acabou por se confirmar com o terceiro pior recorde da história dos Rockets (17-55).
O futuro da franquia seria determinado na lotaria do draft 2021 – ou assegurariam uma escolha no top 4 ou a reconstrução da franquia duraria bastante mais tempo.
O destino assim decidiu que os Rockets assegurassem a escolha nº2 do draft 2021, escolha que viria a tornar-se em Jalen Green, um dos jovens mais cobiçados do último draft.
A franquia parte assim para a próxima época com um dos melhores núcleos jovens do campeonato.
Espera-se que nomes como Jalen Green, Kevin Porter Jr, Kenyon Martin Jr, Alperen Sengun, Usman Garuba, Josh Christopher, entre outros, tenham bastantes minutos nesta próxima temporada, dado que a prioridade da equipa será desenvolver os jovens sem qualquer tipo de expetativas.
Por um lado, caso “lutem” pela primeira escolha do draft de 2022, serão uma peça muito valiosa nos próximos anos da franquia, já a juntar ao lote referido.
Por outro lado, caso consigam lutar pelo play-in/playoffs, já demonstram ser material de playoffs, tendo em conta a idade também, já que a partir deste momento será sempre a crescer, individualmente e como equipa.
O futuro brilha para a franquia de Houston, com um núcleo jovem de fazer inveja e com doze escolhas nos próximos drafts, sem contar com um treinador jovem e promissor e com Rafael Stone, o GM que chegou após o caótico Daryl Morey partir para Philadelphia e que, para já, não falhou muito, apesar de criticado pela troca de James Harden para Brooklyn.
Uma fase, no mínimo, anárquica dos Rockets, sendo que há poucos anos lutavam pelo título da NBA e, rapidamente, tudo se desfez.
Mudou-se o treinador, o GM, a equipa praticamente toda (com a exceção de Eric Gordon); ou seja, houve uma renovação de “cima a baixo” na franquia do Texas.
Em adição, estão em reconstrução consideravelmente rápida (tendo em conta outras franquias da NBA), preparados para desenvolver os diamantes em bruto, de modo a atacar o título daqui a meia dúzia de anos, sendo que, como referido, têm o controlo das escolhas de primeira ronda nos drafts por parte dos Brooklyn Nets.
Quando a franquia de Nova Iorque cair da ribalta, os Houston Rockets terão peças boas para a máquina do Texas.
Foto de capa: Houston Rockets
Artigo redigido por Henrique Silva
Artigo revisto por Andreia Custódio
A CRÓNICA: EXIBIÇÃO SÓLIDA DOS DRAGÕES PARA ARRANCAR O CAMPEONATO
Foram 520 dias de espera, mas o Estádio do Dragão voltou a acolher os seus adeptos neste início da temporada 2021/2022 da Primeira Liga. O adversário foi o mesmo do último jogo oficial dos azuis e brancos na sua casa, o Belenenses SAD. Na altura, no último jogo do campeonato da temporada passada, o FC Porto triunfou facilmente por 4-0.
Mehdi Taremi carimbou o primeiro golo, e, curiosamente, o iraniano foi também o último jogador a acertar nas balizas contrárias em jogos no Dragão com público. A 7 de março de 2020, o então jogador do Rio Ave FC gelou os adeptos portistas, garantindo um empate a uma bola para os vilacondenses.
Mas as coisas começaram melhor neste regresso do público aos estádios, com um início de partida pressionante do FC Porto. Criava dificuldades ao Belenenses SAD, mas foi a equipa visitante que teve a primeira grande oportunidade da partida ao minuto 7. Os dragões perderam a bola ainda na sua primeira fase de construção, com Yaya Sithole a partir para o contra-ataque em superioridade numérica de 3×2. Define bem o passe para Matteo Cassierra, e o colombiano, já dentro da área, cruza rasteiro para o pé esquerdo de Ndour. Com a baliza praticamente desprotegida, o avançado falha o golo.
Os portistas reagiram, com a primeira oportunidade séria de golo aos 10′. Boa jogada individual de João Mário pela direita, que passa pelo adversário e cruza de pé esquerdo para a área. Toni Martínez corresponde bem ao passe do colega, mas desvia a bola ligeiramente ao lado do poste esquerdo da baliza do Belenenses SAD.
O jogo começava a animar, com uma grande corrida de Luis Díaz logo no minuto seguinte que apenas parou com uma defesa de Luiz Felipe.
Mas a bola acabou mesmo por entrar, à passagem do minuto 20. Toni Martínez aproveita uma completa falta de atenção da defesa do Belenenses, com um espaço gigante entre centrais. A bola pelo ar de João Mário chega com facilidade ao avançado espanhol, que depois fuzila a baliza dos azuis-claros do dia. Estava feito o 1-0.
O FC Porto abrandou depois o ritmo de jogo, com muito menos oportunidades para ambos lados. A primeira metade terminou com um remate explosivo de Sérgio Oliveira, que sai ligeiramente ao lado da baliza do Belenenses SAD.
A segunda metade começou com algumas polémicas na área do Belenenses SAD. Luis Díaz caiu ao disputar um lance com Cafú Phete, e o árbitro apontou para a marca dos 11 metros. Contudo, depois de indicação do VAR e de consulta no campo, Gustavo Correia voltou atrás e mostrou a cartolina amarela ao colombiano por simulação.
A partida passava por momentos menos entusiasmantes, até João Mário voltar a animar o Estádio do Dragão. Nova grande jogada individual do lateral, a passar pelo adversário, puxar para trás e cruzar de pé esquerdo para o segundo poste. Apareceu Luis Díaz, que cabeceou de forma certeira para o fundo da baliza contrária. Feito o 2-0, os dragões asseguravam uma almofada importante no marcador.
Taremi ainda teve a oportunidade de entrar na lista de marcadores, depois de um bom contra-ataque liderado por Luis Díaz. Contudo, o avançado, em frente a Luiz Felipe, rematou à figura, permitindo uma simples defesa.
Ambas equipas faziam várias trocas, mas sem conseguir mudar o rumo da partida. O restante rasgo de qualidade surge já muito perto do fim, com o recém-entrados Francisco Conceição, Fábio Vieira e Pêpê a combinarem bem com João Mário.
Luis Díaz e João Mário acabaram porUm arranque de campeonato positivo para o FC Portou, com uma exibição sólida dos dragões, com Luis Díaz e João Mário em destaque.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
João Mário – o que dizer do momento de forma do jovem extremo adaptada a lateral-direito do FC Porto? Depois de ter ganho o lugar no final da temporada passada, João Mário voltou a merecer a confiança de Sérgio Conceição, e viu-se o porquê. Com uma facilidade tremenda no um para um, o jogador de 21 anos desequilibrou de forma constante ao longos dos 90′, e conseguiu angariar ambas assistências da partida. Uma partida de luxo que deve garantir a titularidade a João Mário.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Alioune Ndour – não tinha uma tarefa fácil o avançado do Belenenses SAD, mas Ndour não foi capaz de oferecer quaisquer problemas à defesa do FC Porto. Para além de várias bolas perdidas em transições ofensivas e quando a equipa tentava um jogo mais apoiado, o avançado de 20 anos do Senegal falhou uma oportunidade flagrante de golo (ainda que o golo não teria contado por fora-de-jogo).
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Em linha com o fim da temporada passada, Sérgio Conceição fez alinhar o FC Porto num sistema de 4-4-2, sendo as grandes nuances táticas a liberdade posicional de Otávio que partia da direita, e a subida no terreno de João Mário, o lateral-direito. Ambos jogadores complementavam-se, já que as incursões pelo meio de Otávio deixavam espaço para João Mário partir para o 1×1 contra o ala-esquerdo do Belenenses SAD.
Na esquerda alinhou Zaidu, que apesar de ter ainda assim liberdade para atacar, não subia tanto no campo como o lateral do lado contrário. O nigeriano conseguia envolver-se mais no processo ofensivo quando Luis Díaz, o extremo a jogar no seu lado, fletia mais para o centro do terreno.
No miolo, Bruno Costa e Sérgio Oliveira fizeram dupla. O mais jovem dos médios era aquele que mais vezes se aproximava dos centrais para ajudar na construção, com o já internacional A por Portugal a posicionar-se mais entrelinhas adversárias. No momento defensivo, era também Sérgio Oliveira que avançava mais no terreno, para ajudar a pressionar a saída a três centrais do Belenenses SAD.
Na frente, a dupla que já tem feito estragos, Toni e Taremi continuaram também eles com as dinâmicas na época transata. O iraniano ligeiramente mais recuado no terreno, a oferecer mais linhas de passe aos médios e defesas para ligar o jogo portista. Já o espanhol posicionava-se mais na última linha da defesa adversária à procura de movimentos de rotura.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Costa (6)
João Mário (9)
Pepe (7)
Mbemba (7)
Zaidu (5)
Sérgio Oliveira (4)
Bruno Costa (6)
Otávio (7)
Luis Díaz (8)
Mehdi Taremi (6)
Toni Martínez (7)
SUBS UTILIZADOS
Matheus Uribe (7)
Pêpê (6)
Fábio Vieira (6)
Francisco Conceição (-)
Evanilson (-)
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
Petit, como era previsto, fez alinhar a sua equipa num 3-5-2. Uma linha de 5 defesas no processo defensivo, com um trinco à sua frente e dois interiores para conseguir manter ainda alguma pressão sobre os jogadores portistas no meio-campo. Uma tentativa de evitar que o FC Porto entrasse pelo miolo, mas que deixou algo desprotegidos os alas. Muitas vezes isolados, os jogadores mais abertos sofreram bastante com o ataque à profundidade portista, especialmente Nilton Varela com João Mário à sua frente.
No momento ofensivo, os alas garantiam toda a largura e profundidade, com os restantes jogadores mais concentrados no meio-campo. Cassierra era a referência para segurar a bola na frente, com uma grande capacidade de jogar de costas para a baliza e de rodar sobre os adversários.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luiz Felipe (6)
Cafú Phete (5)
Chima(6)
Tomás Ribeiro (6)
Diogo Calila (5)
Nilton Varela (6)
Trova Boni (5)
Lukovic (5)
Yaya Sithole (6)
Cassierra (7)
Ndour (3)
SUBS UTILIZADOS
Jójó (5)
Afonso Sousa (6)
Pedro Nuno (5)
Francisco Teixeira (5)
Luís Mota (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Porto
Não foi possível fazer perguntas a Sérgio Conceição.
Belenenses SAD
BnR: O Petit alinhou hoje a sua equipa num 3-5-2 para, imagino eu, tapar mais o meio-campo e impedir que o FC Porto entrasse por essa zona. Mas acabou por se calhar desproteger demasiado os flancos, com os alas muitas vezes a lidarem com situações de um para um. Foi por aí que o Belenenses SAD sentiu dificuldades hoje?
Petit: Nós tínhamos trabalho isso durante a pré-época. Sabíamos que o FC Porto joga muito com o Otávio pelo meio e o João Mário por fora, mas depois também houve erros a tapar esses jogadores com os apoios não tão bem colocados. Mas também jogamos muito com jogadores jovens, que às vezes faltam experiência. São as dores de crescimento que temos de lidar. Também não tínhamos a frente de ataque do ano passado. Mas não creio que foi pelo sistema, mas sim pela inexperiência dos nossos alas, o Nilton Varela e o Calila, que sofreram bastante nos confrontos diretos.
Deu-se início à Primeira Liga, e as campanhas de Vitória SC e Portimonense SC iniciaram-se no Estádio D. Afonso Henriques, numa tarde de domingo solarenga, que marcou também o regresso dos adeptos vimaranenses ao seu estádio.
Movidos pela energia eletrizante do público nas bancadas, a equipa minhota entrou muito bem no jogo e poderia ter chegado à vantagem no marcador por duas vezes muito cedo no jogo. À passagem do minuto oito, Alfa cruza milimetricamente para Ricardo Quaresma, que com um remate acrobático atira à malha lateral. No minuto seguinte, recuperação alta da equipa do Vitória, Edwards solta de trivela para Quaresma e o “mustang” não consegue converter em golo, muito por culpa de Samuel, que defendeu o remate do internacional português.
O Vitória continuou por cima do jogo e teve a oportunidade mais flagrante do primeiro tempo em cima do minuto vinte e nove. Canto batido à maneira curta por Quaresma, Edwards entra na área e encontra Jorge Fernandes ao segundo poste, que já em esforço desvia a bola contra a barra da baliza dos algarvios.
Quaresma estava endiabrado e continuava a fazer tremer a defesa adversária. À passagem do quadragésimo terceiro minuto, o extremo vimaranense simulou um cruzamento e atirou à baliza do Portimonense, surpreendendo Samuel que teve de se esforçar bastante para travar o tiro.
O segundo tempo começou com maior equilíbrio do que acabou a primeira. O Portimonense quis ter mais bola e deu uma melhor réplica à equipa vitoriana. Ainda assim foi do Vitória a primeira oportunidade da segunda parte, com um remate de fora da área de Alfa, após uma excelente recuperação de bola, o que obrigou Samuel a voar.
Numa segunda parte sem tantas oportunidades como a primeira, o Portimonense ameaçou através de um canto, que culminou com um cabeceamento de Relvas ao lado do poste esquerdo da baliza defendida por Trmal.
Quando o jogo estava numa fase com muitas paragens e em declínio de qualidade, apareceu o golo da equipa visitante. Aylton ganha espaço no corredor, ultrapassa Lameiras cruza para Beto, que com um ligeiro toque desvia a bola para o fundo da baliza defendida por Trmal, contra a corrente do jogo.
O golo desimanou a equipa vitoriana, que até ao final do jogo tem apenas mais uma oportunidade de golo, quando Edwards apareceu aos 90+8 sozinho com o guarda-redes adversário, mas atirou ao lado.
O Portimonense vence em Guimarães e ganha confiança para a receção ao Gil Vicente, na próxima jornada.
Aylton – Esteve no golo dos algarvios e fez uma exibição muito sólida. Ajudou muito Moufi no processo defensivo e saiu em velocidade quando a sua equipa ganhava a bola. Por vezes passou despercebido, mas arrancou em grande velocidade no lance do golo da equipa visitante.
Jorge Fernandes – Teve muitas dificuldades na saída de bola e não esteve bem nas disputas físicas com Beto. Levou amarelo cedo por uma entrada imprudente. Muitos passes errados para Rafa, o que condicionou muito a saída da equipa vimaranense.
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
Pepa alterou a equipa em relação aos jogos para a Taça da Liga, mas não mexeu no esquema tático da equipa. Entraram Quaresma e Alfa, saíram Rochinha e Handel. O Vitória alinhou num 4-3-3, com Alfa como médio mais recuado.
Edwards e Quaresma, bem abertos numa primeira fase, foram muito procurados, com os laterais a entrarem numa manobra ofensiva posteriormente. Bruno Duarte foi variando entre o apoio mais recuado e o ataque à profundidade.
Defensivamente, o Vitória entrou com uma pressão média/alta, condicionando a saída do Portimonense, algo que obrigou Bruno Duarte a desgastar-se muito.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Trmal (5)
Rafa Soares (6)
Borevkovic (5)
Jorge Fernandes (4)
Sacko (4)
Alfa Semedo (7)
André Almeida (6)
André André (6)
Marcus Edwards (6)
Quaresma (7)
Bruno Duarte (6)
SUBS UTILIZADOS
Janvier (5)
Gui (5)
Lameiras (-)
Herculano (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
O Portimonense alinhou num 4-2-3-1, com Fabrício à direita do ataque e Aylton à esquerda, e Luquinha por trás de Beto, que foi a referência ofensiva. Tentaram sair a jogar num primeiro momento, mas a pressão do Vitória obrigou a tentar colocar a bola mais longa, na referência Beto.
Sem bola organizaram-se num 4-4-2, com Luquinha a juntar-se a Beto numa primeira linha de pressão, que não foi muito alta e intensa. Boa Morte e Fabricio acompanhavam o extremo adversário, deixando o lateral mais solto para a segunda disputa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel (6)
Relvas (5)
Lucas (6)
Wilyan (5)
Moufi (4)
Pedro Sá (5)
Lucas Fernandes (5)
Luquinha (5)
Aylton Boa Morte (7)
Beto (7)
Fabrício (4)
SUBS UTILIZADOS
Anderson (6)
Carlinhos (5)
Jeferson (4)
Jocú (-)
Junior (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Vitória SC
BnR: Alfa entrou no 11 no lugar do Handel, que tinha sido titular nos primeiros dois jogos, e teve uma boa exibição. O que procurou com esta mudança, sendo que são dois jogadores com caraterísticas diferentes?
Pepa: Todos tem contribuído. A capacidade de abrangência do Alfa de ligação entre a linha defensiva e a linha média foram fatores para a mudança, é importante a disputar a primeira bola devido à sua complexão física, mas não quero estar a individualizar. Trabalhamos muito e merecíamos levar outro resultado, mas o futebol é eficácia e nós não a tivemos. Parabéns ao Portimonense.
Portimonense SC
BnR: O Portimonense sofreu, mas acabou por levar os três pontos para o Algarve. Qual foi o segredo desta vitória num terreno sempre difícil e de que forma ajuda na confiança da equipa para os próximos jogos”
Paulo Sérgio: O segredo foi o trabalho, a concentração ao longo de todo o jogo. Não nos encolhemos, mesmo quando o Vitória foi pressionando e soubemos sofrer, isso é fundamental num jogo como este. Foi tudo o mérito da equipa e do trabalho que desempenharam em campo.
A participação portuguesa terminou da melhor maneira. Maria Martins conseguiu obter mais um Diploma Olímpico para Portugal, no Ciclismo de Pista.
A competição inclui quatro provas: a corrida de Scratch, em que se dão 30 voltas à pista; o “Tempo Race”, em que mais uma vez as atletas percorriam 30 vezes o circuito, mas desta vez com a conquista de pontos em locais intermédios; a prova de eliminação e o sprint final.
No Velodrome de Izu, Maria Martins ficou sempre no top 10: 6º no Scratch, 8º no “Tempo Race”, 5º lugar na prova de eliminação.
Na última etapa da competição, Tata Martins estava em 6ºlugar a seis pontos da medalha de bronze. Contudo, a ciclista acabou por cair para a sétima posição.
De notar que Maria Martins foi a primeira atleta lusa na competição feminina da modalidade dos Jogos Olímpicos.
A atleta de 22 anos demostrou que tem um grande futuro pela frente e juntou mais um bom resultado ao currículo que inclui uma medalha de bronze nos Europeus de Elite do ano passado.
A CRÓNICA: CD TONDELA VENCE NA ESTREIA À BOLEIA DE BIS DE DANIEL DOS ANJOS
O ambiente vivido nos tempos pré-pandemia regressou ao Estádio João Cardoso para receber a estreia de CD Tondela e CD Santa Clara na Primeira Liga 2021/22. Com o retorno dos adeptos ao estádio (ainda que em dose reduzida), a parte mais importante de qualquer espetáculo volta a estar presente no futebol!
Num jogo marcado pelas estreias de Eduardo Quaresma e Daniel dos Anjos na equipa tondelense, os açorianos apresentavam-se após terem vencido a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Conference League, frente ao Olimpija Ljubljana.
Os primeiros minutos da partida mostraram um Tondela a querer ter a iniciativa, e assim foi. A qualidade do meio-campo auriverde, com João Pedro e Tiago Dantas, permitiu à turma de Pako Ayestarán assumir o controlo da posse de bola.
À passagem do minuto 19, o domínio deu frutos. O estreante Daniel dos Anjos recebeu um passe de Rafael Barbosa já dentro da área, driblou João Afonso e finalizou com classe. Os tondelenses podem ter encontrado o substituo ideal para a vaga deixada por Mario González.
Poucos minutos depois, Jhon Murillo acertou com estrondo na barra, num lance que podia ter aumentado a vantagem da equipa beirã. A resposta por parte do Santa Clara só surgiu aos 36 minutos, na última oportunidade digna de registo na primeira parte, com Rui Costa a testar a atenção de Pedro Trigueira.
No segundo tempo, foram os açorianos a entrar com um maior ascendente nos números da posse de bola, mas quem acabou por marcar foram mesmo os homens da casa. Ao minuto 54, Murillo foi lançado nas costas da defensiva açoriana e assistiu Daniel dos Anjos, que perante Marco Pereira bisou na partida. Vantagem dupla para os homens de Pako Ayestarán!
Depois do segundo golo, o jogo caiu numa toada mais morna, com poucas oportunidades. O Santa Clara assumiu as rédeas da partida, na tentativa de chegar ao golo, mas foi João Pedro a testar a atenção de Marco Pereira, que defendeu para canto. Na sequência, Bebeto surge na área e é derrubada, sendo marcada grande penalidade a favor dos tondelenses. Na conversão, João Pedro coroou uma grande exibição com um golo, fazendo o 3-0.
Até final, o Tondela manteve a exibição praticamente sem falhas e mereceu a vitória, contrastando com um Santa Clara em “ressaca europeia”. Aos açorianos, resta reagrupar e colocar o foco na jornada europeia que se avizinha.
Daniel dos Anjos – O avançado do Tondela bisou na estreia pelos auriverdes. Em duas oportunidades fez dois golos e deixa “água na boca” aos adeptos beirões, que ainda têm saudades do goleador Mario González. Para já, boas indicações do brasileiro.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Carlos Júnior – A estrela da equipa açoriana esteve apagada durante todo o jogo. Longe da bola e da baliza, não foi capaz de impor o seu talento perante a defensiva adversária e, consequentemente, a equipa ressentiu-se. Jogo falhado do brasileiro.
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
A equipa tondelense alinhou em 4-2-3-1, à semelhança do que havia sucedido no jogo da Taça da Liga frente ao Gil Vicente FC. O meio-campo a dois, com João Pedro e Tiago Dantas, dá uma enorme qualidade de passe e de troca de bola aos beirões, mas apresenta lacunas no momento defensivo. Na frente de ataque, Daniel dos Anjos cumpriu com o que se lhe pede (golos), assim como a jovem dupla de centrais (João Gonçalves e Eduardo Quaresma) também foi eficiente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Trigueira (6)
Bebeto (6)
João Gonçalves (6)
Eduardo Quaresma (6)
Naoufel Khacef (6)
João Pedro (7)
Tiago Dantas (6)
Salvador Agra (6)
Rafael Barbosa (6)
Jhon Murillo (7)
Daniel dos Anjos (8)
SUBS UTILIZADOS
Iker Undabarrena (6)
Ricardo Alves (5)
Renat Dadashov (5)
Pedro Augusto (5)
Telmo Arcanjo (5)
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
Os comandados de Daniel Ramos alinharam em 4-3-3, como habitual. O meio-campo teve a principal surpresa, com a não inclusão de Anderson Carvalho na equipa e a entrada de Nené para o seu lugar. Também na frente de ataque houve troca em relação ao jogo europeu, com Rui Costa a assumir o lugar de Cryzan. Nota ainda para as principais figuras dos açorianos, Carlos Júnior e Morita, que estiveram discretos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco Pereira (5)
Rafael Ramos (5)
João Afonso (5)
Mikel Villanueva (5)
Mansur (5)
Nené (5)
Hidemasa Morita (5)
Lincoln (6)
Carlos Júnior (5)
Jean Patric (6)
Rui Costa (5)
SUBS UTILIZADOS
Mohamed Bouldini (5)
Costinha (5)
Ricardinho (5)
Paulo Henrique (5)
Kennedy Boateng (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Tondela
BnR: Voltou a apostar em ter apenas dois médios posicionais, é algo que pretende adotar esta temporada ou está ainda a aguardar por algum reforço para o meio-campo?
Pako Ayestarán: Como falámos antes do jogo, até 31 de agosto tudo pode acontecer. Dependendo do adversário, vamos adaptar o nosso jogo, seja com dois ou com três no meio-campo. Tínhamos um plano para esta partida e os jogadores cumpriram-no, por isso parabéns a eles.
CD Santa Clara
BnR: Na segunda parte a equipa teve mais posse de bola, em contraste com a primeira. O que é que teve que mudar ao intervalo para que isso acontecesse?
Daniel Ramos: Na primeira parte faltou-nos encontrar ligações, sobretudo entre a linha defensiva e a linha média. Ao intervalo falámos que era preciso ser mais assertivos, porque na primeira parte perdemos muitas vezes a bola e demos contra-ataques ao Tondela, eles são fortes nisso. Não dá para controlar sempre a bola, mas na segunda parte fomos mais homogéneos, tivemos a possibilidade de marcar mas acabámos por sofrer.
A CRÓNICA: SAPIÊNCIA MAFRENSE FOI SUPERIOR À VONTADE DO ESTRELA DA AMADORA
Pela primeira vez desde 2009, o Estrela da Amadora voltou a participar num campeonato organizado pela Liga Portugal (a Segunda Liga), mas o regresso começou da pior maneira para a equipa da Reboleira.
O Mafra entrou com tudo e durante os primeiros minutos sufocou por completo a equipa do Estrela. Okitokandjo e Abel Camará fizeram remates perigosos, que foram respondidos com defesas de alto nível de Nuno Hidalgo. Mas essa resistência durou pouco tempo. Aos 10 minutos, após um canto batido pelo Mafra, houve muita luta pela bola na área e foi Okitokandjo quem conseguiu controlar o esférico e rematar para o fundo das redes.
O Mafra foi imediatamente em busca do segundo golo e não deixava o Estrela sair do seu meio-campo com a bola controlada. No entanto, com o passar dos minutos, a equipa da casa começou a ganhar um ligeiro ascendente.
A partir da meia hora de jogo, o Estrela passou a controlar o jogo e a acercar-se da grande área do Mafra. Xavi era a peça essencial para o ataque do Estrela, estando sempre envolvido nas jogadas de maior perigo da equipa.
No final da primeira parte ambas as equipas fizeram remates perigosos que assustaram os guarda-redes. Ainda assim, neste período, foi o Estrela, através de Fabrício, que esteve mais perto do golo.
No início da 2.ª parte, foi a vez do Estrela de entrar a pressionar o adversário. A equipa da casa fez três remates enquadrados nos primeiros três minutos, mas o guarda-redes Renan defendeu-os todos.
Mas, após poucos minutos, o Mafra voltou a controlar a partida, conseguindo muitas vezes sair a jogar com a bola controlada e criar jogadas de perigo. Apesar da vantagem de apenas um golo, o Mafra jogava com tranquilidade, e o Estrela já era incapaz de se aproximar da baliza defendida por Renan.
Com o aproximar do fim da partida, o Estrela voltou a criar perigo e, aos 85 minutos, ficou muito perto de marcar, mas Renan fez uma intervenção fabulosa e impediu o golo.
Em cima do minuto 90, com o Estrela totalmente balanceado para o ataque, Rodrigo Martins recuperou a bola no seu meio-campo e sem oposição correu até à área contrária, onde assistiu Chano, que rematou tranquilamente para o fundo da baliza. Até ao final da partida, Renan voltou a fazer mais uma intervenção de alto nível e o Mafra confirmou o triunfo.
A FIGURA
Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede
Renan – Manteve a baliza do Mafra no nulo e foi o responsável pela defesa do encontro e também fez uma outra série de boas intervenções, que podiam ter dado o golo ao Estrela da Amadora. Foi um autêntico muro.
O FORA DE JOGO
Fonte: Zito Delgado / Bola na Rede
Tipote – É um jogador que desequilibra o jogo, devido à sua velocidade e à sua pujança física, mas no jogo de hoje, esteve bastante apagado, levando a que fosse substituído na segunda parte.
ANÁLISA TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA
O Estrela da Amadora jogou com um sistema tático 3X5X2. O Estrela inicia a construção do jogo a partir dos três centrais e raramente, os jogadores saem das respetivas posições, com exceção de Xavi, que é o único jogador do Estrela com mais “liberdade” em campo. Ambos os alas são preponderantes na construção ofensiva e no processo defensivo.
Com a entrada de Miguel Rosa no jogo, as manobras ofensivas mudaram, ao contrário de Candé, Rosa descaía tanto para a linha, como para o meio, assumindo o papel de um “falso ala”.
Com o decorrer do jogo, o Estrela alterou a sua formação, abdicou do esquema de 3 centrais, para uma formação 4-3-1-2, devido à entrada de Gonçalo Maria em campo e na frente de ataque ficou na responsabilidade dos substitutos Lubega e Paulinho, com o auxílio de Diogo Pinto, como médio ofensivo e Miguel Rosa, passou da ala, para o meio campo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Nuno Hidalgo (6)
Mamadou Traoré (6)
Matheus Dantas (7)
Edu Duarte (6)
Sérgio Conceição (6)
Xavi (7)
Aloísio (5)
Horácio Jau (5)
Mamadou Candé (5)
Fabrício (7)
Tipote (5)
SUBS UTILIZADOS
Paulinho (5)
Miguel Rosa (6)
Diogo Pinto (5)
Lubega (5)
Gonçalo Maria (5)
ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA
O Mafra jogou numa formação em 4-4-2. O Mafra, ao contrário do Estrela, é uma equipa em que os jogadores têm mais liberdade para se movimentarem em campo, o exemplo mais claro é a preponderância de Inácio Miguel no jogo, que descaía da ala para o meio-campo, para ajudar na construção de jogo do Mafra. Com isto, levava a que Tomás Domingos assumisse o papel de Inácio na ala e que por sua vez, Camará descesse para a ala, transformando muitas vezes o 4-4-2 do Mafra, numa espécie de 5-4-1, com Okitokandjo a assumir as tarefas ofensivas da equipa.
É de assinalar também o trabalho das bolas paradas, por parte do Mafra, que criaram várias oportunidades através das mesmas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Renan (8)
Tomás Domingos (6)
Bura (7)
Pedro Barcelos (7)
Bruno Silva (6)
Camará (6)
Andrezinho (7)
Inácio Miguel (7)
Rodrigo Martins (8)
Gui Ferreira (6)
Okitokandjo (8)
SUBS UTILIZADOS
Pacheco (5)
Kikas (6)
Lee (6)
Chano (7)
Leandro (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CF Estrela da Amadora
BnR: O Estrela começou bem esta época, com uma vitória por 2-1 sobre o Vizela, mas seguiram-se agora duas derrotas consecutivas em casa, onde sofreu três golos e não marcou nenhum. Pergunto-lhe, na sua opinião, quais são os motivos para esses desaires e se o sistema assente dos três centrais continuará a ser uma aposta para o futuro neste início de época?
Rui Santos: A justificação são as más entradas em jogo, depois equipas muito experientes e competentes no processo defensivo, muitas quebras de jogo permitidas pelas equipas de arbitragem, alguma falta de maturidade da nossa equipa, mas isto é um processo e nós acreditamos muito na forma como os nossos jogadores trabalham diariamente e hoje tenho um balneário muito desiludido e destroçado.
Toda a gente deu o seu máximo e trabalhou no seu limite e, portanto, temos que levantar a cabeça e sexta-feira, não temos muito tempo de recuperação, sexta-feira já temos um jogo, temos que viajar na quinta-feira para a Trofa e não vai haver muito tempo para recuperar, mas a equipa tem que reagir e ter outra capacidade e acho que vamos conseguir.
Em relação aos três centrais, na primeira parte foi uma realidade, na segunda parte não, jogámos em 4-4-2 e, portanto, nós até tínhamos três sistemas preparados para este jogo, o 3-4-3, o 4-4-2 e ainda outro sistema alternativo que não foi utilizado, mas a equipa está preparada para jogar de diversas formas.
CD Mafra
BnR: Viu-se muitas vezes durante o jogo Inácio descair da ala para o meio-campo; qual é que acha que é a preponderância dessa questão tática durante o jogo e se é para manter até ao final da época?
Ricardo Sousa: Sim o Inácio tem tido uma preponderância muito grande nesta equipa, não só por aquilo que dá dentro do campo mas também pela liderança que tem em termos de balneário, em termos de treino, em termos de jogo. É um jogador que gosta do Mafra desde pequenino, se calhar sente mais do que quase todos os outros que não são do Mafra e o Inácio consegue-nos oferecer um critério e um equilíbrio muito grande porque consegue jogar a defesa-direito, consegue jogar a central, consegue jogar a seis.
Temos tido algumas lacunas com 5/6 jogadores lesionados, jogamos com um defesa-central a seis, jogamos com um defesa-esquerdo a oito, ainda estamos algo limitados em termos de opções, mas ele tem-nos equilibrado a equipa duma maneira espetacular, também pela inteligência que tem, pela escola que acabou por ter, pela experiência que foi ganhando nestes últimos anos fora do país, é uma das nossas referências.
Tenho que lhe dar os parabéns, tenho que dar os parabéns a toda a equipa porque perceberam aquilo que deviam fazer e ganhamos justamente um jogo difícil e começamos da maneira que queríamos, a ganhar.